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Monday 04/12 - Humanidades / Sala 13 (SAMBARINO)
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
 
03. Producción, Consumos Culturales y Medios de Comunicación | Consumo cultural |
Monday 04/12 | 10:30 - 12:30 | Humanidades | 13 (SAMBARINO) |
Producción de valor simbólico, consumo cultural y marca país (#5064)
Jesús David Salas Betin 1
1 - Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales -Flacso Ecuador.
Abstract:
La “marca país” es una herramienta de marketing empleada para potenciar la imagen de los países en los mercados globales. Para posicionar esta imagen, sus creadores y administradores acuden a valores territoriales, materiales y culturales que distingue a unos países de otros, buscando con ello aportar valor agregado a las mercancías procedentes de una determinada nación. Sin embargo, develar la producción valor agregado que supone la marca país, implica superar las concepciones naturalista e instrumentalistas de la necesidad y el consumo, y adentrarnos más profundamente en el universo de lo simbólico para entender los significados colectivos alrededor de esta producción de valor.  Esta ponencia profundiza en el caso de marca país de Ecuador para analizar la producción de valor simbólico y su relación con los consumos culturales. La tesis principal es que el valor agregado que reciben las mercancías a través de la marca país, revela formas de subordinación social, apropiación y re significación del orden dominante por parte de los sectores populares.

 
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O Projeto Kalunga: os significados das produções musicais populares brasileira e angolana para além dos limites do território nacional. (#5735)
Mariana Mont'Alverne Barreto Lima 1
1 - Universidade Federal do Ceará - UFC.
Abstract:
No interior de um campo produção e recepção se equivalem quando o objetivo é conhecer como estes se conformam, como se formam seus produtores, os agentes sociais e suas lógicas, as obras que se constituem em objetos de crenças e disputas nestes espaços. Isto é, quando o propósito é explicar as singularidades dos criadores e de suas produções, invariavelmente estaremos objetivando e interpretando as relações sociais e de força que, em conjunto, movem esses espaços sociais escolhidos analiticamente. Assim é que artistas, obras e consumidores carregam em si o próprio campo da produção artística; cuja eficácia de funcionamento reside exatamente na interdependência entre eles. Este trabalho discute como em dois campos nacionais da produção artística, brasileiro e angolano, a estrutura de suas práticas e produções encontrou a estrutura de seus campos musicais, possibilitando trocas econômicas e simbólicas capazes de transmutar as morfologias e fisiologias de um e outro, sem perder de vista as nuances diferenciadoras entre suas organizações industriais e domésticas, entre seus efeitos temporais e sagrados, realizados num espaço de produção e consumo transnacional. Para isso, tomo como objeto de análise o Projeto Kalunga, levado a efeito em 1980 por um grupo significativo de intérpretes e compositores da música popular brasileira, cujo objetivo primordial incluiu uma emblemática viagem artístico-musical à Angola.

 
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Quadrinhos e sociedade: os super-herois Marvel e a propaganda ideológica anticomunista dos EUA (década de 1960) (#6257)
Cosme Rogério Ferreira 1;
Maryana Vieira Ferreira de Oliveira 1
1 - Instituto Federal de Alagoas - IFAL.
Abstract:
A presente pesquisa tem por objeto as interfaces entre a literatura em quadrinhos e a semiótica na composição do conhecimento sociológico. Com base nas histórias em quadrinhos de super-herois da Editora Marvel originalmente publicadas nos Estados Unidos da América (EUA) durante a década de 1960, por meio de uma abordagem histórica e combinando diferentes métodos e técnicas de pesquisa, como a bibliográfica e a documental, pretende-se desenvolver uma análise sígnico-sociológica de como as personagens desse universo ficcional retrataram o posicionamento dominante no campo de poder estadunidense. Diante das condições de possibilidade apresentadas, sustenta-se a seguinte hipótese de trabalho: a literatura em quadrinhos, produto da indústria cultural, fruto de trabalho social de produção sígnica, pode ser utilizada tanto como um instrumento pedagógico de incentivo à leitura, como também um veículo de propaganda de convicções ideológicas que refletem os valores, os conflitos e as mudanças de uma dada sociedade.

 
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Os romances sentimentais no âmbito da cultura de massa: a construção de representações sociais e os "amores para consumo" (#6366)
Cíntia Raquel da Silva Castro 1
1 - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ.
Abstract:
A chamada cultura de massa surge no âmbito de amplificação dos meios de comunicação massivos e, de forma bastante particular, se alarga com o advento da internet. Conforme Adorno (1971), essa cultura se estrutura no âmbito da sociedade capitalista, onde ocorre a influência capitalista nas produções culturais iniciando um período de novas formas de transmissão e recepção da informação, na qual o autor convencionou chamar de “indústria cultural”. Assim, a cultura de massa abrange a vida social hodiernamente e é compreendida como a “mercantilização das formas culturais, ocasionadas pelo surgimento das indústrias de entretenimento na Europa e nos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX” (THOMPSON, 1995, p.131). Esta indústria nos remete a produtos oriundos de uma sociedade massificada que, desde seus primórdios, buscou criar produtos percebidos como de fácil consumo pela população. Músicas, filmes, novelas, vídeos e livros são objetos que cotidianamente estão em nossas vivências, seja em espaços públicos ou privados, e em suas formas específicas, transmitem elementos típicos da sociedade massiva, objeto de análise frequente nas ciências sociais. Destarte, dentre os muitos bens culturais que compõem esta indústria, escolhi investigar a literatura de massa, especificamente os romances sentimentais, entendendo estes como um campo estruturado e estruturante de representações sobre o social. Estruturado, pois, constrói-se sobre a reprodução de discursos já estabelecidos, aceitos e naturalizados socialmente, bem como são estruturantes, pois não só reproduzem, mas também, reordenam e, algumas vezes, contribuem para modificar representações sociais aceitas tradicionalmente por amplo grupo de pessoas. Dentro da literatura de massa, considerada pela crítica literária como “subliteratura” por seus enredos repetitivos e linguagem facilitada, escolhi estudar os romances sentimentais, gênero mais lido atualmente no Brasil. Os romances sentimentais possuem como centro de seus enredos o Amor, e durante anos delimita para os seus leitores o formato do “amor ideal” e as diferentes vivências do amor para a mulher (entendida como portadora natural do amor romântico) e para o homem (representado pela figura típica da masculinidade). Por isso, investigamos, a partir das leitoras de romances sentimentais, quais as representações sobre amor, casamento e paixão apresentada nos romances sentimentais e como as leitoras recebem e entendem essas representações. A presente pesquisa foi realizada em um grupo de leitoras da Livraria Saraiva, localizada no shopping Iguatemi, na cidade de Fortaleza, estado do Ceará, Brasil. Consideramos, assim, que os livros advindos da literatura de massa, especificamente os romances sentimentais, configuram-se como um importante campo de análise sociológica, pelo amplo público que atingem e as ricas representações que o compõe, podendo ser entendidos como fortes construtores de identidades sociais, como instrumentos da cultura de massa.

 
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Mesmidade e alteridade no filme "Branco Sai, Preto Fica": rupturas nos processos de identificação (#6457)
Carlos Eduardo da Silva Ribeiro 1
1 - UFPel.
Abstract:
O trabalho tem como objeto a narrativa cinematográfica "Branco Sai, Preto Fica", longa-metragem dirigido por Adirley Queirós em 2014, na Ceilândia/DF, Brasil. O filme constitui uma denúcia de violência polícial contra populações negras e periféricas na cidade-satélite da Ceilândia, por um Estado "racista e territorialista", conforme a sinopse. Nos deteremos, na exposição, acerca dos processos de identificação construídos no filme, o qual reivindica um pertencimento ao universo da cidade da Ceilândia (em oposição à cidade de Brasília, Capital Federal do Brasil, que vive em relação de proximidade e controle biopolítico sobre a referida periferia). Visto que as identidades são construídas dentro dos discursos a partir da marcação de diferenças (WOODWARD, 2000), necessariamente como identidades em conflito, não-estáveis (RESTREPO, 2010), nos deteremos sobre as diferentes identificações promovidas pelo discurso do filme acerca dos negros e periféricos. Ainda que todos os personagens façam parte do mesmo "território" - ou seja, a Ceilândia - são notáveis fragmentações dentro da representação da identidade ceilandense, entre, por exemplo, "brancos" e "pretos", tal como enuncia o título do longa-metragem. Esta diferença aparece através do uso do poder disciplinar da polícia, em relato pelos moradores/personagens, que demonstram como os negros se tornaram alvos preferenciais da violência policial no caso relatado. Assim, objetivamos compreender como esta "mesmidade" ceilandense apresenta processos de "alteridade" internos, marcados pela distinção racial. Para isso levaremos em conta diversos elementos do filme, tal como os relatos das personagens, as escolhas estéticas, o título, as construções identitárias raciais/de cor e de localidade.

 
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Custo Zero e o consumo do desprendimento  (#6545)
Jhonathan Wilker da Silva Pino 1
1 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
O artigo faz uma breve discussão sobre os valores e desejos de consumo estabelecidos pelo Programa de TV Custo Zero. Aponta como o ócio, o lazer, a simplicidade e o desprendimento material, vivido pelos seus personagens – surfistas amadores em viagem por locais exóticos, com poucos recursos e contando com o auxílio de amigos e curiosos para a sua estadia e alimentação – se transformam em capital simbólico responsável pela estilização de suas vidas. Neste trabalho são visualizadas as preocupações dos personagens com qualidade de suas experiências, em detrimento da lógica das necessidades e do cálculo racional do custo-benefício às quais as classes mais populares estão fadadas. A discussão é realizada a partir da noção de habitus, de Pierre Bourdieu (2002); dos debates sobre o estilo de vida e sua utilização pelo mercado, através de estratégias de marketing, sob a ótica de Michael R. Solomon (2011); além da percepção crítica à sociedade de consumo, a por meio de autores como Edgar Morin (1984), Mike Fearthestone (1995), Luc Boltanski (2009), Jonathan Crary (2014) e Guy Debord. Trata-se de uma pesquisa realizada ao longo do ano de 2016, com resultados obtidos a partir da análise das narrativas e discursos do programa de televisão, após longo processo de descrição, catalogação e interpretação de dados de todos os episódios das suas três temporadas.

 
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consumo cultural musical en los jovenes de la comuna de Lo prado, aproximaciones hacia una nueva sociomusicologia . (#6705)
marcelo sandoval 1
1 - UAHC.
Abstract:
La idea de diseñar políticas enfocadas hacia necesidades locales que estén orientadas hacia los y las jóvenes pertenecientes a contextos urbanos es una parte de la actual problemática social de la integración juvenil. En el sentido de brindar una mayor interlocución y mejorar la comunicación entre las distintas instancias de los gobiernos locales en favorecer, promover y agilizar las formas participación ciudadana y de respetar diversidad de estilos de vida  existentes dentro de las juventud(es) que se relacionan y se constituyen dentro del espacio público al interior de cada  comuna con su respectiva realidad y  particularidad. Ya que durante el último tiempo y como resultado de los últimos 26 años, tras el fin de la dictadura  y en una época de transición democrática se ha evidenciado un progresivo distanciamiento en las formas convencionales de ciudadanía por parte de las culturas juveniles, en relación al tipo de  asociatividad convencional el cual es ajeno a sus nuevas formas de acción colectiva como segmento etario ya que para estar insertos y considerados en dichas dinámicas a nivel territorial en el ámbito de la promoción comunitaria deben ser condicionados a formas jerarquizadas y burocratizadas en procesos eleccionarios y estatutos confusos que se pierden al no existir una adecuada educación cívica que los faculte para ser sujetos de derechos o tener alguna posibilidad de postular a algún tipo de proyecto social municipal o gubernamental bajo la ley nº 19.418 que rige a las organizaciones comunitarias y funcionales y su par que es la ley nº  20.500  en materia de Asociaciones y Participación Ciudadana en la Gestión Pública.En los últimos 6 años tal tendencia ha ido variando considerablemente tras la llegada de la influencia de las redes sociales mediante el uso de internet en ámbitos de organización, construcción y reunión de las dinámicas grupales la que ha generado múltiples factores de cambio respecto a las formas de asociatividad vinculada a los propios cambios dentro cada generación con respecto a sus predecesores juveniles en términos históricos y socioculturales. Lo que, a su vez, también ha provocado cambios drásticos en las modalidades de consumo cultural en el plano del fenómeno musical dando origen a nuevas formas emergentes de producción, distribución musical, asociatividad y reunión dentro de la cuidad y su forma de vincularse  hacia la comunidad desde las agrupaciones juveniles quienes  ven en determinados lugares un espacio social de pertenencia, encuentro e intercambio entre las distintas industrias creativas que se consolidan a partir del amateurismo hasta la profesionalización musical, la generación de redes de solidaridad y rescate comunitario mediante expresiones culturales complementarias a la música tales como el teatro, la danza y la pintura. Por tanto, entender las nuevas modalidades del consumo cultural musical al interior las juventud(es) en el sentido de investigar como satisfacer las demandas y necesidades de la población joven a través de una nueva vinculación e integración de las identidades locales juveniles es crucial dentro de esta problemática, dado que al contar con espacios potenciales dentro de la comuna de Lo Prado.  

 
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El mundo editorial independiente: una etnografía del mercado de las producciones literarias en Santa Fe y Santo Tomé (2006-2017). (#6840)
Felipe Ojalvo 1
1 - Facultad de Humanidades y Ciencias de la Universidad Nacional del Litoral.
Abstract:
Desde hace más de quince años, en Argentina – y otros países de America Latina – se visibilizaron un conjunto de proyectos editoriales a los que el rótulo de “pequeñas editoriales”, les resultaba chico. Con afinidad a las labores artesanales, con catálogos que optaron por contraponerse a las grandes industrias del libro – tanto nacionales como internacionales –, y lindando con el formato mercantil de las ferias, las “editoriales independientes” se afianzaron como una posibilidad novedosa de aventurarse en la labor de la edición y el quehacer de libros. Con una intensa raigambre militante, de la que se desglosa un ethos profesional, estas personas forman parte de un proceso a nivel global que trasciende al arte en sí, y en ese rebalse se vislumbran ciertas formas de vida social de la época. En este lado del mapa regional, este arquetipo editorial surge desde hace aproximadamente diez años. Para esta investigación relevamos catorce proyectos editoriales, de la Ciudad de Santa Fe y Santo Tomé. Circulan tanto en eventos coordinados por la Municipalidad de la ciudad, en ferias u otros encuentros y ciclos, exteriorizados en espacios públicos – con artesanos, músicos en vivo, lecturas, etc. –. También habitan territorios propulsados desde la autogestión, como lo son los ciclos de literatura y otro tipo de ferias. Carecen, esos casos, de una presencia – aunque sea explícita o directa – de políticas públicas. De todos modos, se torna regular de observar a los editores armando sus mesas, exponiendo sus libros, interaccionando entre ellos, con la gente que observa o compra los libros, con amigos, etc. Más allá del escenario mercantil, son reales otros modos de vinculación entre los editores independientes: ya sea en reuniones cara a cara, talleres o seminarios, así como también a través de redes sociales – puntualmente el grupo de Facebook  llamado Editar Santa Fe –. A partir de esto nos preguntamos ¿cómo se constituye el mundo editorial independiente local?, ¿Cómo se convierten en editores independientes?, ¿Cómo se establece y qué características poseen las relaciones entre éstos y los autores que publican? ¿Cuáles son los perfiles de publicación y los formatos de libros que producen y distribuyen? Y ¿Dónde y de qué forma circulan sus producciones? Para ello abordaremos estas indagaciones a través del estudio etnográfico, a través de entrevistas no estructuradas, la observación participante y el análisis de fuentes complementarias como herramientas de obtención de información. Por último, el encuadre conceptual será a partir de las siguientes categorías: mundos del arteartista, soporte personal, sistema convencional y red cooperativa de personas – y la carrera como proceso de afiliación (Howard Becker); bienes simbólicos y capital simbólico (Pierre Bourdieu); Trayectoria de las cosas (Arjun Appadurai).          

 
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El Concepto de Industria Cultural en Theodor Adorno: Una concretización para el Caso de la Radio en Colombia 1929- 1958 (#2551)
Hander Henao 1
1 - Universidad Federal de Integración Latinoamericana (Brasil).
Abstract:
Dentro del alto medio académico colombiano, es un hecho aceptado y  casi evidente, que el desarrollo de la Radio en el país fue – y es hoy día – un eje fundamental para la consolidación del  desarrollo en los ámbitos culturales,  sociales y económicos. Ahora bien, cuando se trata de auscultar las relaciones existentes entre Radio y Política en Colombia, las cosas tienden  a no ser tan claras y evidentes, olvidando en gran medida que la Radio es un proceso que construye y difunde códigos simbólicos, ideológicos que configuran proyectos  políticos (Domínguez, 2013), haciendo parte activa   en la lucha por el poder del Estado. La compleja relación entre Estado y Sociedad estudiada por la sociología política, es concretizado en el fenómeno  de la Radio  y de ahí parte su difícil discernimiento, puesto que se le considera aisladamente  como elemento importante en el desarrollo sociocultural y económico,  más no en sus implicaciones políticas.     Durante la presidencia de Miguel Abadía Méndez, en 1929,  nace la radiodifusora nacional, la HJN y desde allí, tal medio de comunicación se desplegó entrando a jugar un papel importante dentro del desarrollo de los acontecimiento políticos, aunque lo hizo a la mejor manera ondulatoria, siendo perceptible sólo para quien posee un aparato, sea técnico - transistor, radio- o natural – el oído humano-, para su captación.  En nuestro caso, tal “Receptor  es una mirada socio histórica crítica. Pretendemos leer  la historia sociopolítica de Colombia a través de sus archivos sonoros; es decir, queremos realizar una sociología crítica de la construcción de memoria histórica de Colombia por medio de la radio.   El presente texto, realiza una concretización en el desarrollo histórico de la Radio en Colombia entre 1929 y 1958  de lo interpretado por Theodor W. Adorno con el concepto de «Industria Cultural». En una primera medida, discutiremos la importancia de una lectura “negativa” de la historia colombiana. En un segundo momento, revelaremos la relación entre el desarrollo de la racionalidad instrumental y el surgimiento de la Radio en el país. Como tercera parte,  realizaremos finalmente nuestras conclusiones.

 
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 Produção Teatral  no Brasil                 (#6905)
Ana Luisa Soares da Silva 1
1 - Instituto Federal do Rio de Janeiro.
Abstract:
  A produção teatral nos dias de hoje, no Brasil, depende totalmente de subvenções estatais e privadas para ser realizada. A partir do século XIX, quando a atividade teatral se iniciava no país, o modelo de negócio era autossustentável, o empresário teatral investia o seu capital em uma montagem, ou tomava empréstimos bancários. Muitas vezes pagava-se os custos de montagem, os empréstimos e o lucro era reinvestido em um novo espetáculo, a renda obtida na bilheteria girava a economia do negócio Esse formato de gestão era similar a um negócio, no qual o consumidor viabilizava a realização e o prejuízo levava ao fechamento do empreendimento.  A partir da década de 1950, mudaram os padrões estéticos do teatro brasileiro e também o formato de produção teatral. Durante cerca de 30 anos os modelos de gestão ficaram híbridos. Na década de 1980 um novo formato estava estabelecido, o financiamento público-privado se torna dominante no mercado e a atividade teatral, antes sustentada a partir da renda da bilheteria, foi se tornando cada vez mais escassa, de modo que apenas os sucessos fortuitos e inesperados poderiam ser contabilizados de maneira a impactar na economia de determinada companhia ou produtor. Perceberemos que alguns gêneros teatrais eram muito caros e rentáveis, como o teatro de revista[1]. É muito importante também levar em consideração a demografia urbana e a diversidade do entretenimento oferecido de acordo com cada período. A explosão dos meios de comunicação e a indústria cultural também provocaram grande impacto na atividade econômica do teatro, sobretudo no Rio de Janeiro. No inicio dos anos 2000, podia-se afirmar que “o fato é que nunca houve tanto incentivo estatal disponível e investido na produção teatral como nos dias de hoje” (PRESTES FILHO, 2005, p. 22). O que ocorre é que, apesar de todo este investimento, as garantias de se manter um espetáculo a partir dos recursos obtidos da bilheteria são praticamente inexistentes, e raríssimas são as peças teatrais que se mantém em cartaz sem recursos de incentivo. Portanto, o significado de uma boa temporada até os anos 1950 era sucesso de bilheteria, nos dias de hoje é retorno de mídia, reconhecimento por parte da classe artística e intelectual e o fechamento do projeto sem dívidas. Pretendo nesse trabalho discorrer sobre esses diferentes modelos que têm servido para gerir o teatro brasileiro. Muitos fatores influenciaram, desde questões de ordem política, até as mercadológicas. Esse artigo pretende dialogar com os diferentes campos, a fim de possibilitar uma reflexão ampla, sem a pretensão de aferição de dados concretos.               [1] Chamamos de teatro de revista ao espetáculo teatral composto de números falados, musicais e coreográficos, humorismo. Alcançou grande popularidade no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.

 
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Representação do habitus de classe em "Que horas ela volta?" (#2914)
Ohana Boy Oliveira 1;
Kyoma Silva Oliveira 2
1 - Universidade Federal Fluminense. 2 - Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Abstract:
Utilizando uma abordagem interdisciplinar, sob a perspectiva dos estudos culturais, investigamos a representação do habitus de classe da personagem Val, do filme Que horas ela volta?. Para tanto, lançaremos mão de uma breve análise da trajetória profissional da intérprete de Val e apresentadora Regina Casé, que se construiu como “antropóloga midiática do popular” e “cartógrafa da alteridade” ao longo de sua atuação na televisão brasileira. Aclamado pela crítica cinematográfica[1], o longa-metragem brasileiro Que horas ela volta? dirigido por Anna Muylaert, lançado em 2015, conta com a interpretação da atriz Regina Casé no papel da empregada doméstica Val, personagem principal da trama. Buscando analisar a atuação de Regina Casé, o presente artigo estabelece como caminho metodológico a análise da trajetória televisiva da atriz e apresentadora, entendendo o filme em tela como materialização de um produto proveniente de um processo de construção narrativa de si. Levando em consideração o diálogo e interações vivenciados por Regina Casé ao longo de sua trajetória televisiva, podemos identificar a emergência de determinados elementos culturais de matriz popular. Em programas de televisão apresentados por Casé na Rede Globo, no período de 1991 a 2015, a temática popular, além de promover a aproximação político-ideológica da emissora à determinados perfis de público, possibilita a ampliação de repertório da apresentadora no que se refere às práticas culturais e visões de mundo de parte da população pertencente às classes populares. De maneira geral, através dessas atrações em uma espécie de etnografia midiática, a apresentadora construiu, ao longo dos anos, uma performance popular, atravessada pelo habitus de classe inspirado pelas pessoas, histórias e aspectos vivenciados nesta trajetória televisiva. Entendemos a performance da mesma como uma artista que faz um “trabalho de campo midiático”, atuando como “cartógrafa da alteridade”. Utilizando o conceito de habitus trabalhado pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu como chave interpretativa para a atuação de Regina Casé em Que horas ela volta?, o objetivo central desta comunicação é analisar através de determinadas sequências da obra audiovisual a emergência das estruturas sociais corporificadas na conduta da personagem Val provenientes de inúmeras situações de dominação representadas no filme pela relação entre ela e a família que a emprega. [1] O filme foi indicado em várias categorias de premiações nacionais e internacionais em 2015, recebendo diversos prêmios, dentre eles, o de melhor atuação no Sundance Film Festival (EUA) para as atrizes Regina Casé e Camila Márdila, que interpretam mãe e filha. O filme recebeu também o prêmio Panorama de melhor longa-metragem de ficção, eleito pelo voto de público, no festival Berlinale (Alemanha). Foi escolhido como representante brasileiro para a categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar 2016.  

 
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El consumo y la muerte de las ciudades (#0162)
Rogerio Proença Leite 1
1 - PPGS/UFS.
Abstract:
Las ciudades contemporáneas, especialmente aquellos que han sido sometidos a procesos de intervención urbana orientada a los interesses del mercado, se han convertido en un espacio de comercialización de las cosas, de los signos y de las personas, en el que todo es vendible, incluyendo la propios idea de la ciudad, como una ciudad, ya que se hizo en lugar de heterotopías consumibles. Las diferencias culturales también se convirtió en una mercancía y cada día es despolitizado y se vuelve más rendimiento que la rebeldía o la referencia a la formación de identidades. Este exceso de todo lo que Abrage un tipo de consumo y la búsqueda de una capacidad productiva hiperneurótica, es una forma mortal de la consumación de la ciudad y la vida urbana contemporánea. Hay una paradoja en el debate sobre la cuestión urbana hoy en día: la ciudad se ha convertido en más de la ciudad, es decir, uno que contiene más elementos que dan carácter urbano, contribuyen a disminuir, por otro lado, los aspectos sociales de la vida urbana. En otras palabras: cuanto más una ciudad realza sus características urbanas, más no es viable como una ciudad, como un espacio de sociabilidad y convivencia política, hasta el punto que podemos hablar de la ciudad como utopía en sí.