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Friday 08/12 - Ciencias Sociales / Sala E2
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
 
17. Trabajo y Restructuración Productiva |
Friday 08/12 | 08:00 - 10:00 | Ciencias Sociales | E2 |
La restauración neoliberal en la Argentina y la lucha por la hegemonía política (2003-2016) (#4763)
Damian Pierbattisti 1
1 - CONICET/Germani.
Abstract:
Como si se tratara de un espejo invertido, las profundas transformaciones que produjo el gobierno del Presidente Mauricio Macri en el curso de su primer año de gestión pone de relieve dos grandes fenómenos, a saber: a) La importancia que asume abordar tales cambios a partir de analizar el despliegue de una racionalidad política de corte claramente neoliberal. b) la lucha por la hegemonía política que abrió la crisis orgánica de diciembre de 2001 en la Argentina no sólo mantiene su plena vigencia sino que refleja la vitalidad del neoliberalismo como doctrina de gobierno.   En el presente trabajo analizaremos el contenido de las principales políticas públicas impulsadas por la Administración Macri, los efectos que las mismas produjeron así como la base teórica que las sostiene. Desde nuestra perspectiva, resulta evidente que el cerrado apoyo del bloque de poder al gobierno de Macri descansa en la fuerte ofensiva sobre los trabajadores y los sectores populares en general. No obstante, existe una heterogeneidad de intereses que si bien se aúnan ante la brutal transferencia de ingresos de los sectores populares a la burguesía industrial y agro-industrial, el capital financiero y las multinacionales, comienza a tensionar la unicidad del bloque de poder.

 
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(Re)organização produtiva: PDV uma estratégia conhecida ... (#5020)
Elizete Silva 1
1 - UEM.
Abstract:
A reflexão teórica volta se a análise de uma das estratégias que passa a ser novamente adotada por empresas e órgãos estatais, visando a readequação ao mercado, isto é, os Programas de Demissão Voluntária – PDVs ou Programas de Demissão Incentivada – PDIs ,seus significados e relações com a identidade social e subjetividade. Quando se realiza a análise do crescimento brasileiro, observa-se que tanto no que tange aos setores financeiros, sociais e políticos, como também no que tange ao entrelaçamento entre estes, apresenta-se um ponto comum: o fato de que o Brasil sempre está, ao longo de sua história, marcado por contradições e por desigualdades sociais. O quadro atual não é contrário a esses pensamentos. Cumpre ressaltar que essa situação (que se presenciou e se presencia no Brasil) não é apenas de caráter econômico, mas também, de caráter político. A crise é uma situação de caráter permanente no país, marcada por períodos de altos e baixos. Ante a crise econômica, o trabalho deixa de ser um direito adquirido ao longo dos tempos, resultante de vários momentos de lutas e batalhas sociais. A crise dos anos 70s/90s referiu se a ordem estrutural e sua natureza não é, como afirmou a ideologia neoliberal. Os PDVs foram difundidos na década de 90 e primeiramente adotados pelos órgãos públicos, visando atender os interesses econômicos e políticos impostos pelo poder e repassados por meio de uma ideologia com caráter de positividade, e de readaptação a uma necessidade econômica interna. Se naquele momento os programas faziam parte de uma política neoliberal de redução de custos e enxugamento do quadro funcional, vindo atender a obtenção de lucros e a acumulação, como analisar a implantação de novos Programas de Demissão voluntaria e\ou incentivada, tanto por empresas estatais, quanto privadas, desconectada do momento atual que a sociedade brasileira encontra se: crise politica, econômica e social¿ Essa estratégia estará mais uma vez, buscando a “ordem”, por meio da “desordem” da classe trabalhadora¿ Considera se que em decorrência da organização atual do mundo do trabalho, os indivíduos são premidos por uma situação contrária a apregoada a séculos, o afastamento do mundo do trabalho e, por conseguinte a subjetividade é afetada,  desorganizando a identidade do indivíduo que se vê induzido a reestruturá-la nos moldes estabelecidos das sociedades capitalistas. Frente a essas considerações, propõem se refletir teoricamente  os Programas de demissão voluntaria e\ou incentivado implantado no Brasil na década de 90 do século XX, bem como os implantados atualmente, enquanto estratégia de manutenção da “ordem” e não como um caminho a a necessária mudança estrutural.

 
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Sociabilidade em tempos de modelo flexível: contribuição para uma análise dos impactos da reestruturação produtiva na esfera reprodutiva do trabalho (#6040)
Fagner Firmo de Souza Santos 1
1 - Universidade Federal de Juiz de Fora.
Abstract:
O presente trabalho tem por finalidade analisar alguns aspectos da sociabilidade dos metalúrgicos de Campinas e Região (Brasil, Estado de São Paulo) em meio ao estabelecimento de um complexo de reestruturação produtiva. Trata-se de um dos maiores e mais modernos parques industriais do país, que assume um papel economicamente estratégico por concentrar empresas transnacionais de diversos setores, tais como o de máquinas e equipamentos, autopeças e indústrias automobilísticas que abastecem tanto o mercado interno quanto o mercado externo e que ao longo das décadas de 1990 e 2000 passou por profundas transformações. Essas transformações foram tanto de ordem técnica e tecnológica, quanto ideológica e, combinadas, buscaram envolver os trabalhadores em uma lógica empresarial capaz de explorar a sua dimensão intelectual, tendo em vista o comprometimento com a produção e com a qualidade. O advento dessas técnicas e tecnologias correspondeu, no entanto, a uma nova etapa de adoecimento dos metalúrgicos, que se caracterizam pela intangibilidade e pela difícil relação com a atividade laboral e que, portanto, é gestada não só no ambiente fabril, mas também nos espaços de reprodução do trabalhador. O seu tempo livre, pretensamente voltado para a recuperação das energias e pelo estabelecimento de vínculos sociais, tem sido, em virtude das características que assume o modelo flexível de produção[1], um espaço que tem tornado esse trabalhador ainda mais suscetível ao adoecimento do corpo e da mente.   [1] Optamos por esse termo, cunhado principalmente por Harvey (1992), ao invés de toyotismo ou ohnismo (Coriat, 1994), pois acreditamos que ele abrange melhor também as empresas terceirizadas, ou subcontratadas, ou mesmo os clientes de uma forma geral, que não necessariamente fazem uso das novas técnicas e tecnologias de gestão do uso da força de trabalho (robôs, microeletrônica, controle computadorizado de processos, células de produção, etc.), mas que submetem seus trabalhadores aos seus ritmos e pressões. Desse modo, ao utilizarmos esse termo, estamos trazendo para o horizonte da análise também toda uma rede de relações interempresariais e, por conseguinte, relações de trabalho que mostram a capacidade que o novo modelo tem de atender a uma série de exigências e impor seus ritmos.

 
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Redes socioproductivas en el norte de la Patagonia argentina (#5044)
Norma Beatriz Andrade 1; Carla Marcela Franquelli 2
1 - Gesa - Facultad de Derecho y Ciencias Sociales. UNCo. 2 - Gesa- Facultad de Derecho y Ciencias Sociales.
Abstract:
XXXI CONGRESO ALAS URUGUAY 2017 GT – 17. Trabajo y reestructuración productiva         Grupo de Estudios Sociales Agrarios. Facultad de Derecho y Ciencias Sociales. Universidad Nacional del Comahue. Autoras: Andrade, Norma Beatriz.  Franquelli, Carla Marcela. normabeatrizandrade@gmail.com carlafrankel@yahoo.com.ar Redes socioproductivas en el norte de la Patagonia argentina Resumen En nuestra región existe una estrecha relación entre la economía de enclave petrolero y el surgimiento del movimiento social piquetero. Esta relación  se inscribió en un contexto en el que  “(…) en paralelo a la profundización de un modelo de acumulación cuyos denominadores comunes son la desindustrialización ligada a la crisis de las pequeñas y medianas empresas, el predominio de la valorización del capital, la centralización del capital, la concentración de la producción y el ingreso, la desocupación y la precarización de las condiciones laborales de los trabajadores, y la exclusión de un número creciente de individuos.” (Basualdo, Aspiazu: 2002) En este contexto, a partir del año 1997, se hicieron más visibles los impactos sociales  de este programa neoliberal, en el que el movimiento de los “piqueteros” hizo visible  que con la privatización de YPF se desarticularon los canales que los diversos sujetos habían desarrollado para la inserción y/o diversificación, dejando al margen de las acciones económicas sus saberes y estrategias productivas que formaban parte de su apropiación del territorio. Frente a un nuevo contexto, o etapa, de conversión del capitalismo con hegemonía neoliberal, debemos poner en relieve cuáles son los sujetos que se constituyen en las redes socioproductivas particulares de la región que podemos caracterizar en tres grandes grupos: Estructura social ganadera: crianceros, puesteros y fiscaleros; Estructura social agraria: grandes empresas agroindustriales, sectores agrarios medios, pequeñas explotaciones chacareras con pluralidad de inserción, unidades familiares de bajos recursos. Explotación hidrocarburífera: capitales extranjeros, participación estatal (nacional y provincial) asalariados directos y empresas familiares locales tercerizadas. Es decir, asistimos a un renovado impacto de las reformas neoliberales contextualizadas en los procesos de reestructuración productiva que apuntan a una mayor concentración económica con fuerte desarticulación política hacia una transformación de las economías regionales. En este contexto las estrategias de reubicación en la economía de los sujetos sociales regionales irán en aumento, tratando de sostenerse en las redes y lazos sociales  a los que ya pertenecen pero también buscando acompasar los cambios. Las provincias de Patagonia expresan esta tensión entre “la producción hegemónica” y la “pequeña producción”, concentrando y expulsando mano de obra asalariada, recursos, saberes y estrategias de reproducción a escalas micro y macro que integran una identidad local. La “tensión” que pretendemos analizar está integrada en la categoría de territorio en el sentido en que la explica Benedetti: “Los territorios son entidades geohistóricas, que están constituyéndose permanentemente a través de las prácticas materiales y culturales de la sociedad. Un territorio es el espacio localizado, delimitado, apropiado y controlado, todo esto, en un tiempo determinado.” (Benedetti: 2009).

 
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Desarrollo local, fortalecimiento de la producción y del trabajo: un estudio sobre las dinámicas sociolaborales de los Parques Industriales del conurbano bonaerense (#8136)
Andrea Del Bono 1; María Noel Bulloni 1
1 - CONICET-ICSyA/UNAJ.
Abstract:
La ponencia presenta los primeros resultados de una investigación que analiza las dinámicas sociolaborales del Conurbano Sur de la Provincia de Buenos Aires, a partir del estudio del auge reciente de los Parques Industriales (PIs) de la región y de la evaluación del impacto de dicho proceso en las dinámicas de desarrollo local. Tomando como contexto el crecimiento que tuvo la actividad industrial durante varias etapas de las administraciones kirchneristas, la ponencia plantea una serie de interrogantes a las potencialidades de los PIs para contribuir al desarrollo local y una cuestión clave, eje del texto, referida a la incidencia del proceso de expansión de los PIs sobre las dinámicas de inclusión social y de creación de trabajos y empleos de calidad. En este marco, se analizan las dinámicas sociolaboralesales que caracterizan a los PIs del Conurbano Sur y su articulación con los procesos de desarrollo local a partir de la consideración de cuatro ejes analíticos, articulados entre sí: la organización industrial y productiva; el tipo de trabajo y de empleos característicos; los procesos de reestructuración productiva y territorial en que se desarrollan y, la vinculación de los PIs con los actores claves para el desarrollo local (cámaras empresarias, estados municipales y provinciales,etc.). Entre otros hallazgos del trabajo de campo, la ponencia presenta la caracterización de los PIs comprendidos por el estudio, su estructura empresarial y, centralmente, un abordaje    del tipo de trabajo y empleo que caracterizan a dichas aglomeraciones productivas, atendiendo a algunas dimensiones como el vínculo contractual (estabilidad del empleo, cobertura de la seguridad social, etc.), las calificaciones y requerimientos de formación, las remuneraciones, el tiempo de trabajo, las perspectivas de crecimiento profesional, la observancia de los convenios colectivos vigentes, entre otras. El trabajo de investigación desarrollado, despliega un enfoque basado en la triangulación de diversas técnicas de recolección y análisis de datos (entrevistas, visitas a los PIs, análisis de documentación empresarial y de los estados provinciales) y comprende, a los principales actores de dichas aglomeraciones productivas y al modo en que se relacionan entre sí para dar sentido a las prácticas y valores que regulan el día a día del trabajo en los PIs.

 
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Crise e reestruturação produtiva no Brasil: impactos e transformações no mundo do trabalho (#4603)
Jéssica Juliana Batista Da Silva 1; Patrícia Soares Grimaldi 1; Clívia Alves De Moraes Lira 1;
Cláudia Maria Costa Gomes 1
1 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
Este resumo é resultado dos estudos e pesquisas realizados na pós-graduação em Serviço Social, financiado pela Capes/CNPq/UFPB. Trata-se das análises do capitalismo mundial e a crise que afeta esse sistema no último quartel do século XX. Segundo Harvey (2011), esta é uma crise estrutural, pois afetou todas as dimensões do cotidiano: econômica, política, social, cultural e ideológica. Atingiu todos os países do globo, não se limitando a um espaço-tempo específico, ao contrário, vem largamente se reproduzindo. A burguesia, no sentido de retomada do crescimento econômico e das taxas de lucro, opera uma radical ofensiva sobre o trabalho, colocando em prática a “Reestruturação Produtiva” articulada ao projeto neoliberal, instaurando um novo padrão de acumulação, o qual Harvey (2005) denomina de “acumulação flexível”. Nosso percurso metodológico calcou-se no estudo sistemático da bibliografia sobre o tema, conduzidas pela teoria social marxista. Partindo desse aspecto, discutiremos seus impactos no âmbito da produção calcado no modelo toyotista. Sob este, o mundo do trabalho passa por profundas transformações, tanto do ponto de vista da produção, seja nas formas de contratação e gestão do trabalho, quanto nas formas de organização dos trabalhadores. No Brasil, passa a dar seus primeiros sinais de adesão nos anos 1980, visto a necessidade de adequação do país ao capitalismo mundial. No que tange ao projeto neoliberal, Netto (2012) afirma que está calcado na tríade flexibilização, desregulamentação e privatização. Como resultados parciais desse estudo, as análises bibliográficas indicam algumas particularidades: a flexibilização da produção e das relações/legislações trabalhistas, desregulamentação das relações comerciais e dos circuitos financeiros, e privatização do patrimônio estatal. Ademais, aspectos desse modelo são: a incorporação da microeletrônica, o enxugamento dos níveis hierárquicos e as terceirizações, indicando uma tendência à baixa qualificação, precarização do trabalho, das relações de emprego e salário e em consequência, instabilidade aos trabalhadores. Estaestratégia que tem causado impactos em escala mundial à classe trabalhadora, estruturando-se também o fenômeno dos trabalhos temporários, subcontratados (ANTUNES, 2006). O trabalhador deve adaptar-se a essa nova empresa que lhe demanda polivalência – a capacidade de realizar várias funções, a criatividade, a capacidade de tomar decisões, o trabalho em equipe. Esse processo de alienação faz com que os trabalhadores contratados se tornem parceiros ou colaboradores, supostamente situados no mesmo nível dos proprietários dos meios de produção. Portanto, os seus impactos se dão não só no âmbito da produção, mas a reprodução dos trabalhadores também sofre ataques. Esta lógica articulada ao neoliberalismo prevê a desarticulação dos trabalhadores e ao aniquilar a perspectiva classista que orienta suas ações, eles passam a não se reconhecer como classe, reproduzindo o individualismo exacerbado. Tal perspectiva encontra eco na ideologia da pós-modernidade, onde se tem a impossibilidade de mudanças e o imperativo de aceitação passiva do atual status quo.

 
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Reestruturação bancária nos anos 1990 e no século XXI no Banco do Brasil: experiências de (as) funcionários (as), rupturas e continuidades nos padrões de reprodução do capital e do trabalho (#4186)
Eduardo Gomes Machado 1
1 - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).
Abstract:
O Banco do Brasil, maior banco público do país, vivenciou uma complexa e profunda reestruturação nos anos 1990, particularmente entre 1994 e 1997, articulada à Reestruturação Produtiva contemporânea, à mundialização do capital e à política neoliberal, agregando inovações tecnológicas, organizacionais, gerenciais e nas formas de contratação e controle do trabalho bancário. Atualmente, no contexto de ruptura democrática em 2016, que carreia o caráter de reafirmação da política neoliberal, a Direção da empresa deslancha um complexo de mudanças, sendo mais evidentes reformulações na estrutura institucional, inclusas dependências e cargos existentes, e um novo programa de desligamento voluntário que pretende atingir até 19.000 funcionários (as). Caracterizando sinteticamente e comparando essas reestruturações, este trabalho problematiza rupturas e continuidades nos padrões de reprodução do capital e do trabalho no Banco, evidenciando e discutindo experiências de bancários (as) com esses processos. Cabe indicar que parcela dos (as) funcionários (as) que estão em atividade vivenciou a reestruturação dos anos 1990, o que dota de maior relevância sociológica analisar como diferentes segmentos de funcionários percebem, interpretam e vivenciam os processos nos locais de trabalho. O trabalho integra revisão de literatura, análise documental e de fontes jornalísticas, observação direta em locais de trabalho e coleta de depoimentos. As referências teóricas articulam, além de tradições próprias à Sociologia do Trabalho, Pierre Bourdieu e E. P. Thompson. Como é possível perceber, a hipótese com a qual se trabalha é a de que os processos de reestruturação aglutinam rupturas e continuidades. Além disso, assume-se como teórica-empiricamente relevante identificar e analisar sentidos, processos ou estruturas universais e, ao mesmo tempo, distinções e singularidades nos locais de trabalho – por exemplo, elementos que atingem especificamente bancários (as) detentores (as) de cargos. As experiências são entendidas como chaves analíticas que permitem identificar impactos e consequências sociológicas em diferentes escalas e dimensões. A pesquisa, ainda em desenvolvimento, está gerando e irá gerar nos próximos seis meses resultados analíticos que permitem evidenciar aspectos importantes do sofrimento no trabalho, da desestruturação de microcampos bancários, dos modos de exercício do poder, das estratégias de sobrevivência interindividuais e das dinâmicas de reconstituição de vínculos sociais.

 
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Entre la rutina y la especialización en la industria del software y los servicios informáticos. Una mirada desde una economía semi-periférica (#7078)
Natalia Teresa Berti 1
1 - Universidad Javeriana.
Abstract:
El presente trabajo compara tres modelos de gestión de la industria del software y los servicios informáticos a partir de su implementación en seis centros de servicios y desarrollo (CSD) ubicados en la ciudad de Córdoba, Argentina. Considerando la clasificación sugerida por Boes et al. (2007), los modelos de gestión han sido denominados “extended workbench”, “global delivery model” y “collaborative development networks”. Esta clasificación orienta la comparación de aspectos tales como: el proceso de selección de la ubicación de los CDS, el tipo de producto y/o servicio, la distribución de proyectos entre CDS distantes, la división del trabajo, los mecanismos de control de los aspectos creativos de la programación de software y la operación de servicios informáticos, como así también las estrategias para promover el involucramiento de los trabajadores y reducir su poder de negociación en mercados de trabajo con una aparente carencia de mano de obra. No obstante, hay una distancia en entre los modelos y su implementación. Se observan ajustes realizados por la gerencia local y los trabajadores, ya sea para responder a las continuas presiones por mantener ciertos estándares de calidad, acelerar ritmos de trabajo y reducir costos, como así también para expresar su descontento y resistir dichas presiones. Este trabajo responde a una estrategia de investigación cualitativa que combina entrevistas en profundidad con empleados con distintos rangos y posiciones en los CDS, y recorridos por estos centros. A lo que se suma el análisis de contenido de estas entrevistas orientado por un marco conceptual informado por la teoría de la regulación, la economía política cultural, los estudios de cadenas globales de valor, estudios del trabajo sobre la industria del software y los servicios informáticos, como así también investigaciones sobre la estructura económica argentina. Este análisis busca también dejar espacio para categorías emergentes que surgen del mismo caso de estudio.

 
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Contradições no mundo do trabalho portuário: mudanças e redefinições no circuito do neoliberalismo. (#7015)
Nahyara Estevam Marinho 1; Alba Maria Pinho de Carvalho 1
1 - Universidade Federal do Ceará.
Abstract:
Atualmente, o Brasil vivencia uma grave crise econômica, o que resvalou também em uma crise política. Em 2011 houve um arrefecimento na economia da China que, por ser a maior importadora de commodities brasileiros, ocasionou em perdas financeiras neste país latino-americano. Esse colapso na economia não se constitui como caso isolado, mas como constante ao longo da história do capitalismo, decorrente das contradições estruturais que o compõem. As crises que vivemos hoje são decorrentes das configurações do capitalismo sob a égide do neoliberalismo. Temos como objetivo nesse artigo perceber as consequências de medidas neoliberais nas relações trabalhistas dos portuários avulsos no Porto do Mucuripe, Ceará, Brasil, a partir dos discursos construídos e compartilhados por esses trabalhadores ao relatar as mudanças das últimas décadas. O neoliberalismo seria uma resposta às crises da década de 1970, sendo mais perceptível no Brasil a partir da década de 1990. A Lei de Modernização dos Portos é um caso emblemático das mudanças neoliberais, com a privatização de muitas instituições, terceirizações de serviços e o incremento tecnológico. Essas mudanças também acarretaram em alterações nas relações trabalhistas dos Trabalhadores Portuários Avulsos, retirando funções dos sindicatos dos trabalhadores para uma organização formada pelos próprios empregadores, os operadores portuários. Paradoxalmente, nesse contexto, houve relatos de que esses portuários estariam satisfeitos atualmente com isso, já que sua remuneração está sendo respeitada. Ademais, as Convenções Coletivas de Trabalho constituem um meio de relação dialógica e pouco menos hierárquica com os empregadores. Em contrapartida, parece haver um movimento de individualização, quando cada trabalhador passa a ser responsável pela sua própria formação no sentido de estar atualizado com as inovações tecnológicas. Já o empregador passa a deter o conhecimento do métier, disponibilizando cursos para manuseio das máquinas. Cabe ressaltar que, em algumas tarefas, a inovação tecnológica dialoga com o conhecimento tradicional do trabalhador portuário, abrindo assim uma fecunda via de investigação. A queda de exportação para a China recentemente diminuiu o movimento de embarcações no Ceará, mas essa variação não foi tão notável no Porto do Mucuripe. Nessa conjuntura, os próprios trabalhadores revelaram como mais lucrativo para o empregador o tipo de vínculo trabalhista avulso dessa categoria, ou seja, a remuneração se daria por hora de trabalho efetuado ou por carga movimentada, acompanhando o fluxo de embarcações, e não por um salário fixo. Algumas questões relacionadas ao mundo do trabalho surgem diante dessa configuração, como a responsabilização do indivíduo pela sua inserção ou não no mercado; o entendimento de que o empregador passaria a ser um cliente consumidor de sua força de trabalho; e o monopólio do conhecimento relativo ao serviço seria do empregador e não mais do empregado. Contradições que surgem com medidas neoliberais e que apontam para futuras novas crises.

 
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EMPREGO FORMAL E EFEITOS DA CRISE ATUAL NO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM BELÉM/PA (#7678)
Welson de Sousa Cardoso Welson 1; Roselene de Souza Portela Roselene 2; Maria Elvira Rocha de Sá Maria Elvira 3; Maria Eliza de Almeida Vasconcelos Eliza 2
1 - Univeresidade Federal do Pará. 2 - Universidade Federal do Pará. 3 - Instituto Amazônico de Planejamento Gestão Urbana e Ambiental.
Abstract:
A discussão proposta no presente trabalho foi extraída de uma pesquisa sobre mercado imobiliário e verticalização como expressão da segregação socioespacial no município de Belém/PA, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). A abordagem teórica assentada na teoria social crítica produzida por Marx e Engels (1998), Harvey (2011), Antunes (2008), Lessa (2011), Pochmann (2008), Santos (2011), entre outros, será tomada como guia para análise dos dados gerados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Pará (SINDUSCON/PA), buscando-se revelar os efeitos da crise atual sobre os empregos formais do setor da construção civil em Belém/PA, que se expressam pelas metamorfoses do capital, com ênfase na financeirização, e do “trabalho vivo”, entendido como “trabalho humano”, com a prevalência da precarização das condições de trabalho e da agudização de perdas de direitos trabalhistas conquistados em lutas históricas, marcadas por assassinatos seletivos de lideranças sindicais. Entre janeiro e julho de 2016, a situação de descenso no setor da construção civil no estado do Pará é demonstrada pela relação entre 29.969 trabalhadores admitidos e 37.705 demitidos, produzindo um saldo negativo de (-) 7.736 postos de trabalho e reduzindo o estoque de emprego no setor para 79.024 (Boletim Econômico SINDUSCON/PA, julho/2016). No município de Belém, o quadro é revelado pela perda de 15.605 postos de trabalho em 2014 em relação à 2013, (-17,42%), reduzindo para 25.685 empregos formais em 2014. O segmento da construção civil como componente da indústria brasileira expressa forte inflexão no ciclo da economia iniciada em 2014 e continuada em 2015/2016, cujos reflexos na dinâmica econômica do setor imobiliário são de difícil previsibilidade no curto prazo. Assim, é necessário acompanhar os movimentos, na atual conjuntura política após o “golpe parlamentar-jurídico-midiático” (31.08.2016), dos poderes constituídos brasileiros (Executivo, Legislativo e Judiciário), nas diferentes esferas de governo, e o comportamento da economia resultante de múltiplos fatores propagados, entre outros, pelos altos índices da inflação, pelo desemprego em ascensão, pelo aumento dos juros, pela restrição ao crédito, pelo desequilíbrio na flutuação do câmbio, desencadeando queda na produção industrial, em especial na construção civil, para que novas formulações analíticas sejam produzidas sobre este setor. O conhecimento gerado alimentará a definição de estratégias de resistência capazes de anunciar e construir um projeto de sociedade ancorado em valores civilizatórios do trabalho humano, dada sua infinita capacidade de (re)criação dos direitos à vida com dignidade e de luta pela emancipação hegemônica das atuais e futuras gerações de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.

 
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DESIGUAL E COMBINADO: MODELOS DE ACUMULAÇÃO E O SETOR DE TELEMARKETING (#8082)
Alice Anabuki Plancherel 1; Bárbara Suellen Santos da Silva 1
1 - Universidade Federal de Alagoas.
Abstract:
Com a crise capitalista intensificada no final dos anos dourados, a década de 1970 surge com um conjunto articulado de respostas do capital monopolista, reprojetando em grande escala o cenário econômico, político, social e cultural em todo o globo. É posta então, a tríade estratégica capitalista: a reestruturação produtiva, a ideologia neoliberal e a financeirização. É o período de reorganização de todos os setores da economia que culminou com a hegemonia do modelo de acumulação flexível como necessidade de “renovação” na organização do trabalho, somado ao incremento tecnológico resultante dos avanços técnicos-científicos. Surge, então a empresa neoliberal com hegemonia financeira, e aqui destacamos a do setor de telemarketing, justamente por ela se mostrar uma referência composta de características distintas das premissas do modelo flexível: suas grandes Centrais de Teleatividade, com centenas de trabalhadores, aparentam ir de encontro ao princípio da empresa enxuta do modelo japonês. Assim, nosso objetivo é analisar essa possível contra-tendência e como este setor se caracteriza dentro da ordem atual de acumulação. Para isso, levaremos em consideração as tranformações contemporâneas do capitalismo, dentre elas, a dominante neste tipo de labor: o processo de terceirização das relações de trabalho.

 
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El mercado de materiales de la construcción: ¿factor dinamizador de las fuerzas productivas en Cuba? (#7667)
Lisandra Martinto Curbelo 1
1 - Universidad Central “Marta Abreu” de Las Villas.
Abstract:
La sociedad cubana en busca de soluciones alternativas ante las contradicciones emergentes de un país subdesarrollado actualiza su modelo económico. Se produce la ampliación de mercados libres a nivel territorial, a través de la aparición y reconocimiento de nuevas figuras productivas. Entre las prioridades de las políticas sociales en Cuba se encuentra la construcción de viviendas. Para ello la elevación de la oferta de los materiales de la construcción es una condición necesaria, pero no suficiente, mientras que las relaciones de mercado y su comprensión y utilización inadecuada se convierten en un freno del proceso social de producción. En estas condiciones, al tiempo que se diversifican los tipos de economía, y se redimensiona el sistema empresarial productor de materiales de construcción de vivienda; permitiendo que la pequeña y mediana empresa local se complemente con la gran industria, es necesario flexibilizar el proceso de la vivienda a este nivel, de tal forma que incentive a los productores disminuyendo diferenciaciones y que propicien el despliegue de las fuerzas productivas en la gestión social de su hábitat. La novedad de la investigación radica en el análisis teórico práctico y multidisciplinar del modelo de un mercado local regulado de materiales de la construcción de viviendas, resultados preliminares de una investigación doctoral.Palabras Clave: Mercado local de materiales de la construcción de viviendas, regulación local, nuevas fuerzas productivas.