08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
16. Universidad Latinoamericana: interpelaciones y desafíos | Trayectorias estudiantiles en la ES: procesos y resultados |
Friday 08/12 | 08:00 - 10:00 | Ciencias Sociales | A3 |
O ACESSO E A PERMANÊNCIA DE ALUNOS ORIUNDOS DE ESCOLA PÚBLICA NA UNIVERSIDADE NO CONTEXTO DE EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL (#7314)
Vilma Soares de Lima Barbosa 11 - UFS.
Abstract:
Esta pesquisa procurou fazer um levantamento sistemático de informações que permitam a ilustração dos principais elementos que concorrem para o acesso e permanência dos estudantes oriundos das classes populares na Universidade Federal de Campina Grande/CDSA. A pesquisa foi realizada num campus de expansão do ensino superior na Paraíba. Para a coleta de dados, utilizamos metodologias quantitativas (tratamento estatístico) e qualitativas (entrevistas, aplicação de questionário, pesquisa documental e bibliográfica). Os dados numéricos foram tratados via SPSS, a análise das entrevistas e documentos ocorreu através da técnica de Análise de Conteúdo por temas. Nosso suporte teórico apoiou-se, nas reflexões de Pierre Bourdieu, Basil Bernstein, Lahire e Charlot. Os resultados da pesquisa permitiram a construção do perfil socioeconômico e cultural dos estudantes dos cursos analisados: Engenharia de Produção, Engenharia de Biossistemas, Licenciatura em Ciências Sociais e Licenciatura em Educação do Campo, evidenciando porque escolheram os respectivos cursos, as dificuldades nas situações de ensino e aprendizagem e as estratégias usadas para se encaixar nas exigências da instituição. Os dados coletados indicam que o público pesquisado em sua maioria vem de famílias com parco capital cultural. Os resultados mostraram particularidades referentes ao acesso: as causas primordiais de ingresso estão associadas à baixa concorrência no vestibular, localização da Universidade ou falta de conhecimento a respeito do curso. Palavras Chaves: Expansão do Ensino Superior, Ingresso e Permanência.
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Os núcleos de apoio à cotistas da Universidade Federal de Santa Maria (#5696)
Thalles Ricardo De Melo Silva 11 - Universidade Federal de Santa Maria.
Abstract:
O presente trabalho se inscreve nas discussões sobre ações afirmativas nas instituições de ensino superior brasileiras, tendo como universo empírico os núcleos de apoio à cotistas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Investiga-se de que modo a referida instituição vem se organizando após a implementação das ações afirmativas. Assim, objetiva-se entender as relações estabelecidas entre os alunos – público alvo do conjunto de políticas – e os agentes funcionários de núcleos de apoio a cotistas da instituição. Com essa nova estruturação institucional, dada por demandas sociais, nos indagamos: de que modo se dá a relação entre os ingressantes cotistas e os núcleos de apoio as ações afirmativas? Quais são os limites, possibilidades e desafios institucionais para dar conta das demandas apresentada pelos dos cotistas? Como esses cotistas apresentam as demandas? Como os coordenadores desses núcleos podem trazer resultados práticos a inclusão social na UFSM? O estudo parte de uma abordagem qualitativa com intuito de realizar um estudo de caso da inserção de cotistas na UFSM. Para a coleta de dados se utilizou a técnica da entrevista semi-estruturada. A partir de entrevistas com os coordenadores do observatório de cotistas da UFSM, constatamos que o parecer que instituiu as ações afirmativas na referida universidade não cessou a luta por reconhecimento dos cotistas, mas a intensificou. Ao ingressar na universidade os cotistas se depararam com um cenário de diálogos e conflitos para que houvesse um olhar institucional para as suas demandas. Devido a carência de apoio institucional, criou-se comissões de alunos cotistas, em conjunto com movimentos sociais, para que houvesse alguma ação institucional, criando-se núcleos de apoio para dar conta das demandas.
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Expansão da educação superior: permanência e evasão em cursos de licenciatura da Universidade Aberta do Brasil/UFRN (#3981)
Abstract:
No Brasil, o período de 2002 a 2014 marca a expansão da educação superior dos cursos e das matrículas na modalidade a distância. Em 12 anos, o crescimento dos cursos foi da ordem de 2.395,65%, e das matrículas o percentual de crescimento foi na casa dos 3.295,78%,. Em 2005 a Universidade Aberta do Brasil é apresentada como política pública de formação de professores inicial e continuada capaz de ampliar o contingente de docentes qualificados em nível superior, pois a formação de professores passa a constituir um elemento fundamental para que haja garantia da melhoria do desempenho educacional do país. Essa compreensão pode ser evidenciada nos marcos regulatórios que balizaram as reformas educacionais no fim do século vinte. O Programa UAB graduou, desde a sua criação em 2005 até o ano de 2015, um total de 79.042 estudantes . Em 2015, 154.529 alunos estão com status “cursando”, o que representa 27,8% das matrículas. São 179.899 alunos desvinculados, que se desligaram totalmente do curso, o que representa 32,4% de alunos. Assim, a ampliação do acesso vem acompanhada de percentuais de evasão no Programa UAb que inspiram monitoramento. Estudos de evasão na educação superior brasileira não têm se configurado como uma área expressiva de interesse de pesquisa, especialmente na modalidade a distância. É urgente que as dimensões da evasão (evasão do curso, da instituição ou do sistema de ensino) sejam investigadas considerando a coleta e o tratamento de dados, para que seja possível identificar as taxas de diplomação, retenção e evasão dos cursos de graduação oferecidos nas diferentes instituições de educação superior. Além disso, é importante considerar as especificidades das instituições de educação superior, dos cursos e das regiões do país. Neste trabalho apresentaremos as análises dos dados disponíveis no Sistema Universidade Aberta do Brasil (SisUAB) e no Observatório da Vida do Estudante Universitário/Universidade Federal do Rio Grande do Norte (OVEU/UFRN) resultados de pesquisa cujo objetivo foi conhecer o perfil dos estudantes evadidos nos cursos de Licenciatura em Matemática, Física, Química na UAB/Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O pressuposto central da análise é a compreensão de que a permanência e a evasão são determinadas por vários elementos, o que exige das instâncias competentes o reconhecimento da necessidade de criar mecanismos e critérios de acompanhamento mais eficientes e transparentes para favorecer a permanência. Democratizar o acesso significa repensar e reorganizar as estratégias de permanência. Os dados indicam que os estudantes matriculados na educação a distância da UFRN ainda parecem ser invisíveis para a IES. Destacamos a necessidade da criação de um espaço institucional sistematizado e específico de combate à evasão, a fim de conhecer quem são, quais são suas condições, motivações e necessidades, desafio que precisamos enfrentar.
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A EVASÃO DISCENTE NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO PRESENCIAL DOS CAMPI DA UFVJM EM DIAMANTINA/MG E SEUS DESDOBRAMENTOS PARA A GESTÃO. (#6635)
Evandro das mercês Amorim 1;
Geruza Tomé Sabino
11 - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Abstract:
Este artigo tem como objetivo apresentar os resultados obtidos em uma pesquisa relacionada à evasão discente nos cursos de graduação presencial dos campi da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri em Diamantina/MG e seus desdobramentos em relação à diplomação, para a gestão universitária, no período de 2010 a 2014. Buscou-se diagnosticar, em cada unidade acadêmica, as turmas que possuíam maior índice de evasão no período e, identificar as principais variáveis que as influenciaram. Os procedimentos metodológicos consistiram em um estudo exploratório com abordagens quantitativa e qualitativa, coleta de dados obtida por meio da análise de documentos oficiais derivadas dos arquivos da Pró-Reitoria de Graduação da UFVJM, nos quais se averiguou os cursos com os maiores percentuais de evasão no período. Como método de apreciação dos dados, foi aplicada a análise de conteúdo, tendo como referência o modelo apresentado por Laurence Bardin, visando à identificação da variável preponderante para a evasão escolar. Há uma intensificação da reflexão e discussão do tema na esfera educacional brasileira, ocupando espaço relevante na proposição das políticas públicas, com a finalidade de verificação e compreensão das causas da evasão e retenção. Como parte das ações governamentais para oferecer respostas sobre o assunto, foi instituído pelo decreto presidencial nº 6096 de 24/04/2007, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O seu objetivo, segundo o art. 1º do decreto foi: "criar condições para a ampliação do acesso e permanência na educação superior, no nível da graduação, pelo melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes nas Universidades Federais” (BRASIL, 2007, p.01). O Reuni propôs, entre suas principais metas, a redução dos percentuais de evasão discente e a elevação gradual da média dos índices de concluintes dos cursos de graduação presencial para 90%, fato que foi corroborado pelas universidades federais brasileiras (BRASIL, 2008). Ainda diante da percepção da dimensão e complexidade do problema, o Plano Nacional de Educação (PNE) (2001 - 2010) engloba entre suas principais metas relacionadas à educação superior, a redução dos percentuais de evasão nos cursos de graduação. Percorrido esse período, esta persiste como uma das prioridades do PNE (2011 - 2020). A persistência em manter uma meta de combate ao fenômeno depois de uma década, revela quão complexo e de difícil eliminação se tornou o abandono escolar nos cursos de graduação nas Ifes. A inquietação do PNE expressa a necessidade de planejamento e elaboração de programas e ações de redução dos percentuais do fracasso escolar, elucidando as formas, as variáveis e os prejuízos causados pelo abandono (MOROSINI et. al., 2011).
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Enfrentando a evasão e a repetência no contexto de democratização e expansão universitária pública no Brasil. (#6767)
Waléria Furtado 11 - Universidade Federal de Uberlândia.
Abstract:
Este trabalho aborda o processo de transformação por que passou a Educação Superior pública no Brasil. Evidenciando que nos últimos quinze anos de uma configuração altamente elitista e exclusiva, para uma progressiva democratização. Até os anos 2000 as políticas públicas educacionais focavam no fortalecimento da iniciativa privada, sendo esta a razão de sua forte expansão ao longo dos anos 1990/2000, sob a égide do neoliberalismo. A partir de então, com a entrada de governo um governo de oposição, as políticas educacionais ganham reforço, especialmente a educação superior pública. As universidades foram reestruturadas, reequipadas e parte de suas deficiências, herdadas depois de décadas de descaso, corrigidas. Houve um grande movimento de expansão tanto de crescimento de número de vagas, quanto de abertura de novas instituições. A democratização não teve consequências apenas no aspecto estrutural. Ela se deu também quanto ao acesso de estudantes historicamente excluídos dos assentos universitários. Destaque às políticas de ação afirmativa implantadas no país a partir do ano 2000. Posteriormente a criação de uma nova política de ingresso nas universidades, através do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e a adoção de um Sistema de Seleção Unificada (SiSU) trouxeram para as universidades novos alunos e novas demandas. Hoje as universidades enfrentam o desafio, não mais de possibilitar o ingresso destes estudantes às instituições, mas o de ajudá-los a permanecer. Além do contexto político, este texto pretende discutir a realidade da Universidade Federal de Uberlândia (MG), cujos índices de evasão e repetência em níveis muito altos têm demandado ações conjuntas de solução desse problema. E como resultado apresenta o PROSSIGA - PROGRAMA INSTITUCIONAL DE GRADUAÇÃO ASSISTIDA, suas propostas e resultados, já obtidos, visando a modificações destes índices e, consequentemente, a melhora acadêmica e social dos alunos admitidos nesta universidade. São identificadas algumas ações fundamentais de valorização e melhoria da trajetória acadêmica e incentivo ao discente, bem como de investimento na capacitação docente e no fortalecimento do ensino público. Palavras-chave: políticas públicas educacionais; ensino superior; universidades; evasão; repetência.
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Deserción universitaria: una experiencia de acompañamiento de las trayectorias de los/as estudiantes del primer año (#7304)
María Luz Prados 1; María Verónica Zamudio
1;
María Paula Pierella
1; María Paula Marini
11 - Facultad de Humanidades y Artes-Universidad Nacional de Rosario.
Abstract:
La presente ponencia tiene como objetivo socializar la experiencia desarrollada en la Escuela de Ciencias de la Educación de la Facultad de Humanidades y Artes (Universidad Nacional de Rosario) en cuanto al abordaje de la deserción en la carrera. Partimos de reconocer que garantizar el derecho a la educación en todos los niveles educativos constituye uno de los grandes desafíos de nuestros países latinoamericanos. Desafío que se agrava en el nivel superior universitario al combinarse dos fenómenos estructurales a la vez complementarios y contradictorios: creciente ampliación del ingreso y altas tasas de deserción. A su vez en Argentina, la extensión de la obligatoriedad de la educación media abre la posibilidad de que grupos sociales tradicionalmente ausentes accedan al nivel superior. Sin embargo, la deserción que opera en ambos niveles pone en jaque esta expansión de derechos. En lo que respecta al nivel superior la deserción, que se aproxima al 50% (García de Fanelli y Jacinto, 2010), ha concentrado la preocupación desde las esferas gubernamentales y la de las propias universidades. Surgen así, diversos estudios que focalizan en la especificidad que la problemática adquiere en distintas instituciones (Buchbinder y Marquina, 2008; Falcone y Stramazzi, 2011; Parrino, 2010; Ramallo y Sigal, 2010; Gluz, 2011). En cuanto a la especificidad de nuestra carrera hallamos que es una carrera pequeña que históricamente tuvo una composición mayormente docente (de nivel inicial, primario y secundario) pero en los últimos años observamos un cambio en el perfil del estudiante ingresante. Así, hoy mayormente son estudiante recién salidos/as de la secundaria y de localidades cercanas a Rosario quienes ingresan a la carrera lo cual trae nuevas complejidades. Ante el panorama descripto desde la gestión de la Escuela se propuso la creación de un espacio integrado por docentes y estudiantes avanzados/as con el objetivo de, por un lado acompañar a los y las estudiantes de los primeros años de la carrera, y por otro, generar estrategias de acercamiento e intercambio (salida y búsqueda de) con instituciones del nivel Secundario. Este último objetivo persigue el instalar una mirada que permita mostrar a la docencia como una profesión y un trabajo comprometido social y culturalmente con la sociedad, orientado a las distintas funciones del cientista de la educación.
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Trajetórias em disputa nas universidades brasileiras: debates abertos pela presença negra no ensino superior (#8562)
Paulo Alberto dos Santos Vieira 1;
Priscila Martins Medeiros
21 - Universidade do Estado de Mato Grosso. 2 - Universidade Federal de São Carlos.
Abstract:
Entre 2002 e 2012 um longo e árduo debate se instalou na sociedade brasileira em torno da validade ou não da adoção de políticas de ação afirmativa para o ingresso de grupos historicamente excluídos das universidades. Ao longo desta década, o foco recaiu sobre os impactos provocados pela presença de estudantes negros contemplados por cotas no acesso ao ensino superior. Distintamente dos vaticínios de setores críticos a estas políticas, os universitários negros e seus respectivos desempenhos acadêmicos, sustentados por compromissos sociais e políticos, demonstraram o acerto da política educacional que se tornara sensível à raça. Entretanto, a ruptura institucional provocada pela ascensão de grupos políticos cujos descompromissos com regras democráticas são evidentes; conduziram à construção de uma agenda conservadora levada adiante pelos representantes destes grupos com o nítido intuito de conter os avanços experimentados, por exemplo, pelas políticas de ação afirmativa e cotas para negros utilizadas, a partir de 2012 e por força de lei, em todas as Instituições Federais de Ensino Superior, ou seja, em todos os institutos de educação e universidades federais. Do ponto de vista da política educacional a reforma do ensino médio, parece dispor de elementos que extrapolam a este nível educacional e podem interromper a trajetória escolar da população negra, tornando-se um instrumento de paralisação do acesso da população negra no ensino superior. Sancionada em fevereiro de 2017, a reforma do ensino médio estabeleceu que algumas disciplinas tais como Artes, Educação Física, Filosofia, História e Sociologia deixaram de ser obrigatórias ao longo da trajetória escolar dos estudantes no Brasil. Esta mudança de acordo com alguns analistas pode resultar em experiências escolares distintas entre egressos dos sistemas educacionais públicos e privados. Deste ponto de vista, este texto pretende problematizar a reforma do ensino médio sob um determinado ângulo, qual seja: a utilização de reformas na política educacional como estratégia de interromper a chegada da população negra ao ensino superior, considerando os impactos positivos sobre a renda, a mobilidade social ascendente, emocionais, psicológicos e familiares que têm sido identificadas em pesquisas recentes. Tem-se como hipótese de trabalho para o desenvolvimento deste texto, que a reforma do ensino médio estabelece de forma bastante nítida quais grupos terão condições de dar continuidade às suas trajetórias educacionais e aqueles grupos sociais que terão suas oportunidades educacionais reduzidas drasticamente reforçando, por exemplo, o discurso meritocrático. A reforma do ensino médio no Brasil, ao alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, não só estabelece novos contornos para o desenvolvimento de habilidades e competências dos estudantes da educação básica, mas, concomitantemente, tendem a paralisar a democratização do acesso ao nível superior pela ampla utilização de ações afirmativas em universidades brasileiras.
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Análise da Expansão da Rede Federal de Educação Profissional em Goiás-Brasil e do Perfil dos Candidatos Inscritos e Aprovados no Instituto Federal de Goiás (#0494)
Maxmillian Lopes Da Silva 1; Ricardo Barbosa De Lima
21 - Instituto Federal de Goiás. 2 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
Este artigo tem como tema a educação profissional em Goiás-Brasil e como foco a Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O objetivo do trabalho foi analisar a expansão recente do número de câmpus do Instituto Federal de Goiás (IFG). Portanto, a categoria do tratamento foi o estudo de caso, partindo das informações socioeconômicas de candidatos a processos seletivos do IFG, no período compreendido entre 2005 e 2012. Esse Instituto expandiu-se de dois câmpus em 2007 para dez em 2012 e 14 em 2014. O número de alunos atendidos passou de quase nove mil em 2007 para mais de 20 mil em 2014. Em 2007 havia 307 professores e 268 técnico-administrativos em atividade, tais números subiram para 958 e 815, respectivamente. E ainda, em 2007 a instituição oferecia 14 cursos superiores e oito cursos técnicos integrados, enquanto dados do Portal do Centro de Seleção do IFG apontam o oferecimento de 43 cursos superiores, 39 cursos técnicos integrados e quatro cursos técnicos subsequentes para entrada no primeiro semestre de 2015. O problema trabalhado foi: ‘para quem a expansão foi propagada e para quem, efetivamente, foi implementada?’ A análise do perfil do candidato foi feita tendo como pano de fundo o histórico de desenvolvimento da Rede de EPCT e a teoria dos campos de Bourdieu. O cruzamento dessas informações possibilitou constatar que o subcampo da educação profissional, há muito tempo proclamado, está sendo, enfim, 'desenhado', com essa recente expansão. O trabalho mostra que este subcampo, desde o perfil do candidato, está cada vez mais delimitado no âmbito do campo educacional brasileiro, pois revertendo as críticas feitas no final dos anos 1990 sobre quem ali ingressava, as instituições desse subcampo têm sua atuação voltada para a formação daqueles que o decreto imperial de criação das Escolas de Aprendizes Artífices denominava de ‘desfavorecidos da fortuna’. Tal constatação se faz a partir da análise dos dados dos candidatos a processos seletivos do IFG, em que ficou identificado o acesso majoritário de pessoas com o seguinte perfil: residentes no próprio município do câmpus ao qual concorreu; oriunda de escolas públicas; integrante de famílias com renda baixa a intermediária; preta ou parda; e com alguma participação na vida econômica familiar. Não se pretende com esse estudo generalizar fatos ou constatações sobre o IFG para a toda a Rede de EPCT. De todo modo, não se descarta a possibilidade de algumas situações serem características de muitas outras instituições da mesma Rede, permitindo a formulação de inferências nesse sentido, o que remete à própria relevância do trabalho, assim como aos desafios postos ao contexto da educação brasileira.
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Moralidades acerca del análisis del acceso y permanencia en una universidad argentina (#4075)
Mirian Daniela Martín Lorenzatti 11 - IELES/ CONICET/ UNLPam.
Abstract:
En el presente las universidades atraviesan profundas transformaciones producto de dos procesos vinculados. Por un lado, la fenomenal masificación del nivel superior a escala global y por el otro, la aparición y consolidación de nuevas concepciones en torno al derecho a la educación superior en la región. Procesos que, en el caso de la Argentina, han sido promovidos y actualizados a partir de la implementación de políticas socioeducativas que ofrecieron condiciones para hacer más efectivo el derecho a la educación superior o al menos el acceso a ella. Dichos cambios impactaron en las lógicas institucionales y especialmente en los actores universitarios, cuyas prácticas y representaciones fueron determinadas históricamente en un contexto de carácter selectivo antes que incluyente. En relación a esto, se busca analizar la reconfiguración de la vida universitaria, atendiendo particularmente a la dimensión moral y a la reflexividad que los actores desarrollan sobre sus comportamientos morales. En este sentido, el objetivo del trabajo es indagar sobre las valoraciones morales que establecen los y las docentes de primer año de la Licenciatura en Ciencias de la Educación sobre sus prácticas de enseñanza, particularmente en relación a estrategias didácticas y modos de evaluación de los aprendizajes, cuando se ponen en juego el acceso y la permanencia en una universidad nacional argentina. La intención de poner el foco sobre la dimensión moral al estudiar el acceso y permanencia se fundamenta en una perspectiva teórica metodológica acorde, como la etnografía. Por tal razón se realizaron entrevistas abiertas y observaciones con participación en espacios institucionales donde se desenvuelven prioritariamente los y las docentes (aulas, sala de profesores, áreas administrativas y de gestión institucional). Hasta el momento pudimos constatar que las nuevas condiciones sociopolíticas ponen frente a frente y de manera visible valores que los actores muchas veces consideran incompatibles a la vez que igualmente deseables, como pueden ser la búsqueda de calidad educativa y la universalización del derecho a la educación superior. Así pues, aquellos escenarios en los cuales obrar en conformidad con las disposiciones morales habituales implica un alto costo, suelen precipitar a los actores en dirección de la reflexividad moral, es decir, los induce a referir sus comportamientos a algún criterio o categoría que los haga aceptables ante sí o ante potenciales otros significativos.
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Desilusión, reproducción y alternativa. Los caminos de los estudiantes en la universidad. (#0539)
Diego Mauricio Barragán Díaz11 - Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
La ponencia analiza cómo los estudiantes asumen su paso por la universidad en una sociedad hostil. Una hipótesis recurrente no sólo en sociología, sino en estudios sobre educación superior, es considerar a los estudiantes por su compromiso con sus estudios; ya sea por destinar la totalidad de su tiempo a su formación (Guevara, 2009, p.219), por participar de forma activa en las clases o por habitar la universidad donde desarrollan su vida a cierta distancia de lo que sucede en su contexto social. La visión del estudiante comprometido y la universidad como una isla democrática, se ha puesto en duda (Gómez & Álzate, 2010, p.94). La visión idílica de la universidad, que tienen ciertos miembros de la comunidades académicas y funcionarios de las instituciones administrativas, se alejan de los caminos que los estudiantes deben elegir cotidianamente frente a los obstáculos que encuentran en su proceso de formación y en su sociedad. Se utilizó un enfoque cualitativo, donde el centro fueron los testimonios, las observaciones y las acciones de los estudiantes de una universidad pública y privada en Ibagué, Colombia durante el 2012. Es necesario reiterar que la experiencia estudiantil depende en gran medida del contexto donde se desarrolla, dadas las desigualdades sociales y económicas, las distancia entre la universidad y los jóvenes, y las particularidades de su cotidianidad; los jóvenes deben trazar sus propios caminos, son creadores y transformadores de su mundo (Guevara, 2009, p.220) se apoyan en su participación en espacios, procesos o grupos, y les ayudan a enfrentar las dificultades en sus condiciones de vida y en su cotidianidad. Como resultados, se encontraron diferentes posiciones para el tránsito por la universidad: a) la desilusión, jóvenes que toman la universidad como una carga que no les aporta para sí y su futuro, se encuentran desencantados de la educación, pero continúan por múltiples razones, en especial, por la presión de grupos cercanos. b) La reproducción, se refiere al modelo que establece que la universidad es productora de trabajadores para el mercado y los estudiantes toman de su proceso de formación lo que consideran como útil, siempre pensando en posibilidades inmediatas y en su desempeño profesional y económico. La alternativa, son estudiantes que consideran su tránsito por la universidad como una herramienta para transformar su vida, de paso la vida de las personas que se encuentran cerca y de proponer o realizar alternativas para enfrentar los rasgos de la sociedad hostil. La desilusión, la reproducción y la alternativa son tres caminos que trazan los estudiantes durante su paso por la universidad.
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Una exploración de trayectorias y estrategias de estudiantes universitarios de sectores populares en Argentina y Perú (#3374)
Joaquín Linne 1; Manuel Jerjes Loayza Javier
21 - Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas-Universidad de Buenos Aires. 2 - Universidad Nacional Mayor de San Marcos.
Abstract:
¿Qué tienen en común l@s estudiantes avanzados y los graduados universitarios de sectores populares de Argentina y Perú? ¿En qué aspectos de sus trayectorias se diferencian? ¿Qué estrategias despliegan para superar los múltiples obstáculos que implica atravesar una carrera de grado? Esta ponencia es parte de una investigación en curso que explora casos de estudiantes de sectores populares de Buenos Aires y Lima que han logrado o están cerca de convertirse en la primera generación de graduad@s universitarios en sus familias. A través de encuestas, observaciones y entrevistas en profundidad a estudiantes avanzados y graduados universitarios de sectores populares, el presente trabajo se propone aportar al estado del arte y a la reflexión en torno a la igualdad de oportunidades para el acceso, la permanencia y la graduación en universidades latinoamericanas. Palabras clave: universidad, sectores populares, estudiantes, Argentina, Perú