08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
03. Producción, Consumos Culturales y Medios de Comunicación | Internet |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Humanidades | 13 (SAMBARINO) |
Entre el placer y el hacer: prácticas de consumo audiovisual de estudiantes de Cine y Televisión de la Universidad Nacional de Córdoba. (#8616)
Marcela Sgammini 1;
Fernanda Manavella
11 - Facultad de Artes, UNCórdoba.
Abstract:
El presente trabajo da cuenta de algunos resultados parciales obtenidos en una investigación actualmente en curso que aborda los consumos de medios de comunicación, tecnologías y contenidos audiovisuales, que realizan estudiantes de la Licenciatura en Cine y Televisión de la Facultad de Artes de la Universidad Nacional de Córdoba. La investigación se desarrolla en etapas que combinan recortes específicos del universo en estudio (el ciclo inicial de tecnicatura y el ciclo superior correspondiente a la licenciatura), y técnicas de recolección cuantitativas y cualitativas. Nuestra indagación se propone relevar los hábitos y prácticas de consumo audiovisual que poseen quienes han decidido formarse profesional y académicamente en un campo que es hoy central en la configuración de la llamada “cultura mediática”, y que ha experimentado en los últimos años transformaciones sustantivas, en particular la aparición de dispositivos técnicos que modifican significativamente las formas de acceso y fruición de los contenidos, pero también, de las maneras en que ellos se producen y circulan. La expansión de teléfonos celulares, Ipods, tablets, notebooks, netbooks, MP3 y MP4, entre los aparatos de uso más difundido que se vuelven más livianos y portables (Quevedo, 2009), están generando procesos de creciente personalización de los consumos, lo cual lleva a algunos autores a hablar de una “cultura móvil”, propia de “sociedades nómadas”(Fortunati, 2002), “sociedades móviles” (Castells, 2007).En este universo mediatizado, no exento de brechas y desigualdades tecnológicas y, fundamentalmente, sociales y culturales, ha crecido una generación de sujetos denominados “nativos digitales” o “prosumidores”, entre otras designaciones que reflejan particulares modos de apropiación y de uso de las llamadas TIC’s . Aunque alcanzan a casi todos los grupos sociales, son en efecto los jóvenes quienes han incorporado estas tecnologías de manera amplia, dinámica e intensiva en su vida cotidiana, en sus prácticas, sus interacciones, sus formas de sociabilidad (Morduchowicz, 2009, 2012; Urresti, 2008; Reguillo, 2010). Es en este grupo donde especialmente se advierte la configuración de prácticas que articulan la producción, la circulación y el consumo. Nos interesa, en este marco, identificar qué incidencia tiene la formación académica específica en los consumos audiovisuales de estos estudiantes de Cine y Televisión de la UNC, cómo interactúan los conocimientos (teóricos, técnicos y realizativos) adquiridos a lo largo de la carrera con sus propios gustos, preferencias y hábitos de consumo, cuáles son las modificaciones que estos “saberes expertos” introducen en sus prácticas y procesos de producción de sentido ligados a estos consumos. Para ello diseñamos una indagación orientada teóricamente por los lineamientos conceptuales de los Estudios Culturales, y metodológicamente desarrollada mediante la aplicación inicial de una encuesta en cada uno de los dos ciclos de cursado predeterminados, y de entrevistas y grupos focales que profundizan aspectos y datos resultantes de ella.
03. Producción, Consumos Culturales y Medios de Comunicación | Consumo cultural |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Humanidades | 13 (SAMBARINO) |
A prática cultural cinematográfica na formação docente de estudantes de pedagogia (#4146)
Áurea Regina Guimarães Tomasi 1; Wânia Maria De Araújo
1; Deisiane Aparecida Damasceno Ávila
2; Ari Silva Gobira
31 - Centro Universitário UNA- Programa de Pós Graduação em Gestão Social Educação e Desenvolvimento Local. 2 - Centro Universitário UNA - Graduação de Pedagogia. 3 - Centro Universitário UNA- Programa de Pós Graduação em Gestão Social Educação e Desenvolvimento Local.
Abstract:
Este relato apresenta a terceira etapa de uma pesquisa que trata das políticas públicas de cultura e, mais especificamente, da oferta de bibliotecas e de salas de cinema no município de Belo Horizonte. Partindo-se do pressuposto de que, embora a cultura seja um atributo do ser humano a qual deve ser valorizada e estimulada, o acesso a bibliotecas e ao cinema entendidos como práticas culturais capazes de contribuírem para o fortalecimento da cidadania, é ainda bem restrito no Brasil. Esse acesso não é suficientemente ofertado pelo Estado, para a população. Assim, após se investigar a oferta de bibliotecas e de exibição de cinema no município de Belo Horizonte, proporcionadas pela política pública e por iniciativas paralelas, fora do circuito comercial, pretendeu-se conhecer o acesso de estudantes de pedagogia a esses bens culturais. Apoiou-se em um referencial teórico principalmente sociológico incluindo uma discussão sobre o chamado cinema de arte em oposição ao cinema comercial, principalmente hollywoodiano e utilizou-se uma metodologia quantiqualitativa. Buscou-se conhecer, nessa etapa, as concepções e práticas cinematográficas de estudantes de Pedagogia, seja frequentando as salas de cinema, seja pela televisão, pela internet ou por outros meios. Cerca de uma centena de estudantes de pedagogia de uma faculdade pública e de uma privada foram indagados, entre outros aspectos, sobre os critérios de escolha dos filmes que assistem e sobre a importância do cinema em suas vidas e na formação docente. Interrogou-se também sobre quais devem ser os objetivos e os critérios de seleção e exibição de filmes na faculdade e nas escolas de ensino fundamental. Os estudantes, em grande parte, apontaram pressupostos diferentes quando se tratava do cinema para as crianças ou para eles próprios. As constatações e a análise dos dados coletados visam contribuir para uma reflexão e possível expansão da oferta dessa prática cultural, inclusive no currículo do curso de pedagogia, como possibilidade de aprimoramento do olhar e da formação de futuros pedagogos.
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BOATOS: REFLEXÕES EM SALA DE AULA ATRAVÉS DO CINEMA, DA LITERATURA E DO CONCEITO DE HABITUS DE PIERRE BOURDIEU (#7412)
Dayzi Oliveira 11 - UFPE.
Abstract:
Pensar estratégias de como aproximar os alunos da literatura e fazer deste encontro um processo de reflexão, faz parte do repertório de todo docente que esteja realmente envolvido em formar alunos para intervir na sociedade e estimular criticamente suas práticas. Nesta lógica, este trabalho integra uma experiência em sala de aula com o cinema e a literatura, embasado no conceito de Habitus de Pierre Bourdieu (1983). De forma mais especifica, foi trabalhado na disciplina de literatura, através de uma crônica machadiana e do filme Gossip (2000) os impactos negativos dos boatos e como o campo da internet estimula essas práticas entre as pessoas, desenvolvendo desta forma um habitus entre os usuários. A atividade foi desenvolvida em uma turma do Pré-Acadêmico Vestibular Solidário, um Projeto de Extensão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Dos resultados, foi possível observar que os alunos refletiram através de inferências das suas próprias experiências tanto no ambiente familiar, quanto no meio digital, que os boatos são uma realidade muito próxima e como o mesmo pode desencadear impactos negativos entre os envolvidos. Não incomum, consciente ou inconscientemente, os alunos também perceberam que eles mesmos já compartilharam falsas informações, tendo em vista que o campo da internet, por ser visto como um ambiente sem punição é um estimulador desse comportamento.Por fim, mais do que apresentar uma crônica de Machado de Assis para os alunos e um filme, este trabalho é reflexo de um trabalho docente, que acredita que a sala de aula é um espaço onde aluno e professor pode e deve debater e construir novos posicionamentos sobre o comportamento do ser humano em diversos campos sociais, principalmente os da internet onde os jovens estão atualmente mais envolvidos.
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Caracterización del consumo cinéfilo en Uruguay: continuidades y discontinuidades entre la cinefilia moderna y posmoderna (#6533)
María Florencia Soria González 11 - PRODIC- FIC- UDELAR.
Abstract:
La ponencia busca caracterizar el consumo de los cinéfilos o públicos especializados en Uruguay entre 2014 y 2016. Para el análisis, se identifican la diversidad de sus prácticas de consumo, capitales culturales, experiencias y gustos cinematográficos, especialmente en relación al cine uruguayo producido entre los años 2000 y 2016. A partir de estos rasgos y siguiendo la propuesta de Jullier y Leveratto respecto la transformación de la cinefilia moderna en posmoderna, la ponencia tiene como objetivos: a) analizar las continuidades y discontinuidades de ambas formas de cinefilia mostrando su convivencia en el público especializado uruguayo y b) estudiar particularmente el gusto por el cine uruguayo de estas dos cinefilias. El trabajo presenta algunos avances de la investigación – aún en curso- “Industrias creativas. Cultura y consumo audiovisual” enmarcada en el Programa de Desarrollo Académico de la Información y la Comunicación de la Universidad de la República. Metodológicamente la ponencia combina la investigación social cuantitativa y cualitativa: se basa en entrevistas semi- estructuradas a socios de Cinemateca Uruguaya y estudiantes de cine de Dodecá realizadas en durante 2014, 2015 y 2016. Asimismo, se analizan los resultados de las encuestas implementadas en el 34° Festival Cinematográfico de Uruguay -organizado por Cinemateca entre el 22 de marzo y el 3 de abril de 2016- y en la 15° edición del Festival Internacional de Cine de Montevideo 2016 llevado a cabo por Movie entre el 20 y el 26 de octubre del mismo año.
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O Cinema como aparelho privado de hegemonia: instrumento de consenso neoliberal (#8709)
Thais Pimentel 11 - Universidade Estadual de Maringpa.
Abstract:
O neoliberalismo se enraíza nas relações sociais por meio de múltiplas ramificações. Está claro para a ampla bibliografia que se dedicou ao tema, nas últimas décadas, que não se trata apenas de uma doutrina de Estado ou de um posicionamento político, mas de fato de uma ideologia, que passa a se manifestar nos valores e nas crenças das pessoas, nas políticas públicas, nas manifestações culturais etc. Trata-se, portanto, de um elemento importante do atual estágio do capitalismo. O cinema é um dos diversos produtos da cultura que refletem a determinação histórica do neoliberalismo, direta e indiretamente. Diretamente, pois a forma por meio da qual o Estado trabalha com a “produtividade” cinematográfica, em tempos de neoliberalismo, ganha novas faces (formas de financiamento, modalidade de trabalho, uso comercial etc), refletindo um determinado tipo de cinema, que é incentivado e financiado de maneira específica. E indiretamente, pois trabalha com temas e problemáticas diretamente vinculadas aos valores e crenças que reproduzem os interesses de mercado, refletindo assim, cristalinamente, o tempo histórico no qual nasce e se reproduz. Partindo do arsenal teórico gramsciano, em especial seus conceitos de hegemonia e aparelhos privados de hegemonia, podemos analisar esses movimentos que transcendem a estrutura econômica e agem conjuntamente sobre o modo de pensar, proceder e conhecer, permitindo-nos ajuizar relações de dominação para além da esfera econômica e política e refletir a formação de novos padrões culturais. Compreendemos que existe uma relação intrínseca no movimento das esferas econômica, política e cultural e que se faz necessário olhar para os três campos no esforço da análise do processo que nos traz ao momento atual, e essa relação recíproca e orgânica é o ponto chave para a compreensão da dominação e seus padrões. Pretendemos pensar, portanto, em como também o cinema desempenha um papel na construção de um consenso que implica na adesão das classes em relação à nova ideologia. Por meio da articulação desses elementos queremos acessar as possibilidades de demonstrar, de forma mais aprofundada, as principais determinações que caracterizam a particularidade do cinema latinoamericano sob o jugo do neoliberalismo. Dessa forma, será possível também compreender o caráter de classe da inserção do cinema no interior das relações sociais e a função da sua reprodução na lógica cultural neoliberal na América Latina contemporânea, como parte, da constituição e manutenção da hegemonia dominante.
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Una mirada al ciudadano convertido en consumidor (#5046)
Cesar Augusto Gaviria Cuartas 1; Sandra Zapata Mazo
21 - Universidad del Tolima. 2 - Universidad Minuto de Dios.
Abstract:
Desde su aparición, el sistema capitalista ha tenido un doble efecto en las sociedades de Occidente: por un lado, una pretendida igualación social bajo principios generales de nivelación material; y por otro, un fuerte realce de la autonomía y la libertad de los individuos que participan de esta lógica (Simmel, 2010). Particularmente, a partir del siglo XX el proceso capitalista se enfocó en la creación de consumidores que absorbieran la producción industrial, proceso que hoy ha consolidado, gracias a las libertades ofrecidas por las tecnologías de comunicación, cambios culturales expresados en prácticas de consumo basadas en la sobrestimulación de los signos y las subjetividades entre sus usuarios (p.e. el trolleo, el ciberbullying, el stalking). Lo anterior hace parte del amplio repertorio de actividades de visibilización y valoración pública entre cibernautas, que en principio, corresponde con actividades de consumo en las que el sujeto se somete al juicio de los otros y enjuicia a los otros con base en las categorías y significaciones públicas que conforman los procesos de clasificación de las personas y de los acontecimientos (García Canclini, 2004). Sin embargo, en términos políticos, este contexto representaría que la autonomía de la que el sujeto dispone, es en realidad heteronomía impulsada por la lógica mercantilista. El consumidor vigente está movido por un insaciable deseo de sensaciones que el mercado invita a suplir a través de la adquisición de nuevas experiencias, reales o simbólicas. Una cíclica y permanente insatisfacción del consumo, la “necesidad de eliminar y reemplazar” a diario (Bauman, 2007). En ello se concentra la felicidad de este consumidor, la irrealizable ilusión del sujeto contemporáneo. Así, el consumo que tradicionalmente había sido “un rasgo y una ocupación” del individuo, hoy, con las recientes transformaciones socioeconómicas mundiales, se convirtió en un atributo de la sociedad. La exacerbación de los consumidores hizo desaparecer a los ciudadanos como actores que deben confluir en la constitución del bien colectivo. Ello se expresa en el carácter espectacularizado de la vida personal, en el que las diversas formas del consumo del ‘yo’, estimula “la hipertrofia del yo hasta el paroxismo” en un escenario virtual desregularizado en el que el deseo de ‘ser distinto’ y ‘querer siempre más’ lleva a la extravagancia y absurdidad las relaciones sociales (Sibilia, 2009). La libertad convertida en consumo; el ciudadano convertido en consumidor. Con esto, la extrapolación de la lógica del consumo capitalista que hoy eclipsa los criterios racionalistas de la democracia deliberativa, de paso desafía el ideal republicano del ciudadano virtuoso que racionalmente interviene en la actividad pública.
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La industria editorial en Chile: Best-sellers y formación de las preferencias lectoras. (#2798)
Maria Eugenia Dominguez Saul 11 - Universidad de Chile.
Abstract:
La reconstrucción del campo editorial en Chile a partir de 1990 ha permitido reestablecer en la sociedad la importancia de la lectura y del libro. Así, en la primera década que siguió al término de la dictadura civico-militar, fueron especialmente de las editoriales locales e independientes quienes apelaron al reconocimiento de la importancia social y cultural del libro. Fueron sus asociaciones, y es menester reconocerlo, un actor fundamental para la formulación de una primera política del libro y la lectura (2006) y luego una segunda que engloba el período 2015-2020. Los primeros avances acá se materializan en planes de fortalecimiento de la lectura, redes de bibliotecas públicas y mayores inversiones en esta área por parte de las universidades e instituciones de educación. Así, y pese a la reducción del espacio de las secciones culturales en la prensa escrita como resultado de su propia crisis de lectoría, se observa una ampliación relativa de los públicos lectores en Chile. Del mismo modo, vemos un aumento sostenido de las frecuencias de publicación de nuevos libros de todo tipo y la creación de nuevas casas editoriales. No obstante, consideramos preciso interrogar los datos existentes respecto de las características del campo editorial chileno, los publicos lectores y las listas de best-sellers. Estas últimas se constituyen en un poderoso indicador de las preferencias culturales, sociales y políticas de los públicos y de la manera en que se configura la oferta del libro. Presentamos aquí la actualización (al 2016) de los resultados de la investigación realizada sobre los best-sellers en Chile entre los años 2000 y 2012[1]. Los objetivos de esta investigación fueron establecer, a través del examen de los registros ISBN, las listas de best-sellers en la prensa y entrevistas a editores y libreros, una primera aproximación al libro chileno en lo que va del siglo, describiendo lo que las editoriales publican en ficción y no ficción, así como las preferencias de sus públicos, expresadas en las listas que suponen sus mejores ventas. Con ello hemos buscado caracterizar el campo editorial chileno, poniéndolo en relación con el best-seller más allá de la dualidad literatura culta/ literatura comercial o del estigma desprecio a priori respecto de su valor literario y de la oposición cantidad / calidad. [1] “Aquellos libros que disfrutamos”, Investigación financiada por el Consejo Nacional de la Cultura y las Artes (Fondo del Libro y la Lectura, Línea de investigación, convocatoria 2013) y patrocinado por el Observatorio del Libro y la Lectura y el Instituto de la Comunicación e Imagen de la Universidad de Chile.
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Comunicação graffiti nos espaços periféricos (uma sociedade pós-mídia) (#3081)
Luciane Chagas Brasil Lu Brasil 11 - UERJ.
Abstract:
A partir da análise do Meeting of favela (Mof), este texto enfoca o graffiti como a possibilidade de materialização de uma subjetividade pós-mídia, de acordo com Felix Guattari. Procura verificar também se este tipo de movimento cultural da periferia do Rio de Janeiro se apresenta como uma linha de fuga às formas massivas de produção de identidades prêt-à-porter e se as tecnologias de informação e comunicação somadas à convergência das mídias auxiliam neste processo. O Mof é o maior mutirão de graffiti da América Latina, um movimento cultural que, uma vez por ano, desde 2006, transforma a favela Vila Operária em uma galeria de arte a céu aberto. Durante o evento, os muros das casas da favela da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, são grafitados por artistas nacionais e internacionais. Em 2014, recebeu o Prêmio de Cultura entrando para o Mapa Cultural do Rio de Janeiro. O movimento ganhou visibilidade ao se legitimar como um dispositivo de mobilidade social e de pertencimento às artes urbanas, agregando valores artísticos comunitários de forma ampla. Sob este enfoque, o Mof saiu dos muros da Vila Operária e ganhou outros territórios a partir das tecnologias digitais e da convergência das mídias, se tornando um evento ao mesmo tempo local e global. Esta transição se deu através da presença da cultura digital dentro dos espaços de intervenção, criando novas visibilidades para o graffiti dentro e fora do território da Baixada Fluminense. Em 2016 o mutirão ganha maior dimensão quando publica nas redes sociais a confirmação da presença da fotógrafa Martha Cooper. Além da visita para conhecer de perto o mutirão de graffiti, a fotógrafa multiplica o evento através de suas redes sociais, tais como instagram e facebook. Em entrevista ao jornal "O Globo, Martha diz: “Saí daqui vendo algumas similaridades com o movimento do grafite e arte urbana de quando comecei minha carreira, inclusive com muito da velha escola do grafite.(...)” Fonte: O Globo on line. Acesso em 16/12/2016 A sociedade pós-mídia tem como base Felix Guattari que, antes de morrer, em 1992, já previa a subjetividade que surgiria com a convergência televisão/computador/redes móveis (REGO; SANTOS, 2013, p.3). Completando essa ideia, Guattari (1990 apud REGO; SANTOS, 2013) afirmava que na era pós-mídia, haveria um remanejamento do poder na mídia de massa, a partir do desejo da subjetividade contemporânea de se reapropriar, individual, coletiva e interativamente, das máquinas de informação e comunicação. Os movimentos expressivos da multidão como o graffiti, enquanto efeitos da produção de subjetividade contemporânea funcionam como máquinas de informação e comunicação, engendram e articulam caminhos agenciando movimentos culturais e sociais, entre a favela e o asfalto, o público e o privado.
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“OS OSSOS NA SEPULTURA, A ALMA NESTES PAPÉIS”: análise das cartas políticas do Padre Cícero (1900-1934)
(#8452)
Rosana Pereira Marinho 1; Leilah Santiago Bufrem
21 - Mestre em Ciência da Informação - UFPE/ Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte. 2 - Professora Visitante do PPGCI da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE/ Orientadora. Doutora em Ciências da Comunicação – USP..
Abstract:
O presente estudo analisa a influência política do Padre Cícero na Região do Cariri, especificamente, com apoio nas cartas manuscritas pelo sacerdote.Dessa maneira, delineou-se a seguinte questão: Como a materialidade documental das cartas do Padre Cícero possibilita a construção de imagens e memórias e na identificação da sua natureza política? Para tanto, utilizou-se de pesquisa documental e exploratória, buscando analisar, registrar e correlacionar os documentos. Para sistematização e análise dos dados coletados, adotou-se a análise de conteúdo, a análise dirige-se especificamente à coleção de documentos disponibilizados virtualmente ou existentes no acervo do Departamento Histórico Diocesano Padre Gomes de Araújo e transcritas na obra “Cartas do Padre Cícero”, do Padre Antenor de Andrade Silva. A presente pesquisa identificou e mapeou as cartas referentes aos anos de 1900 a 1934, categorizando a memória documental do Padre Cícero nas cartas políticas. A análise desses documentos é essencial para os estudos sócio-históricos do Padre Cícero, caracterizando-os de cunho político, religioso e social, suas formas de abordagem e representatividade do tema em cada documento, a fim de organizar a informação e dos conteúdos destas, visando atender as necessidades informacionais referentes a tal documentação. Palavras-chave: Informação. Memória Documental. Cartas. Padre Cícero.
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Uma análise sociológica das transformações na produção de música gravada no Brasil (#3105)
Lucas Bernasconi Jardim 11 - UNIFESP.
Abstract:
Nas últimas décadas, o desenvolvimento e a comercialização de tecnologias que permitem a cópia de fonogramas possibilitaram a circulação de um grande volume de música gravada para além dos lançamentos oficiais da indústria fonográfica. Hoje, a produção de música gravada no Brasil se apresenta fortemente diversificada e segmentada, contemplando um amplo leque de concepções musicais e estéticas, correspondentes a visões de mundo e estilos de vida bastante variados. Ao mesmo tempo, esta produção aponta para uma sofisticação e um aprofundamento da indústria cultural, o que submete os artistas, via de regra, à lógica competitiva do mercado, que implica a profissionalização, no plano do trabalho artístico, e uma estandardização da produção, no plano estético. Considerando a consolidação de novos gêneros musicais nas últimas décadas, pode-se notar, para além de uma generalização da lógica competitiva expressa na abundante produção de canções “de sucesso” voltadas de saída para o mercado, a existência de uma produção musical que pretende se contrapor, ao menos discursivamente, à música meramente comercial. Fundadas em circuitos urbanos de socialização, surgem manifestações culturais que são assimiladas em nichos de mercado voltados às classes periféricas, como o rap e o funk, e também às classes médias, como é o caso das novas produções vinculadas àquela “tradição” que se convenciona chamar Música Popular Brasileira. Essas alterações no sistema de produção de música no Brasil tiveram início na década de 1990 e estiveram vinculadas a uma nova ordem socioeconômica global, em que o capitalismo redefine sua base material e ideológica. Estas transformações incidem na forma como o mercado de música gravada se estrutura neste início de século, mantendo ideologicamente uma aparência democrática (garantida pela relativa facilidade de acesso aos equipamentos eletrônicos de gravação e reprodução sonoras), mas atualizando desigualdades históricas e repondo distinções de classe. Por sua vez, a suposta liberdade do artista de se lançar no mercado de forma autônoma se contrapõe à forte hierarquia dos canais de exposição (compostos pelas emissoras de rádio, TV e os grandes canais de internet), que assimilam seletivamente o material a ser divulgado, com margens de tolerância relativamente estreitas, definidas por formas administrativas de censura que o mercado engendra. Apoiado metodologicamente nos estudos críticos da Sociologia da Comunicação, pretende-se esboçar uma análise deste novo contexto de produção de música gravada, assinalando 1) as diferentes e desiguais formas de inclusão destes segmentos nos grandes circuitos dos meios de comunicação, como o rádio e a TV, demonstrando de que maneira o mercado assimila as novidades, estipulando os limites estéticos tolerados; e 2) a forma como esta estrutura do sistema de produção de música, tal qual o próprio material musical, compõe um quadro que reflete e reforça as configurações da desigualdades de classe desta nova ordem socioeconômica.
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Em busca do “timbre ideal”: práticas discursivas em torno do consumo de instrumentos e acessórios musicais (#3270)
Manoel Sotero Caio Netto 11 - Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Abstract:
Esta comunicação tem como objetivo refletir sobre as práticas discursivas em torno do consumo de instrumentos e acessórios musicais (pedais, guitarras, pedaleiras, amplificadores, entre outros). Para tanto, ao mirar esse nicho, uma série de questões sociais se apresentam ao investigador, haja vista o comportamento desses sujeitos que estão em busca do chamado “timbre ideal”(oscilando entre a emulação do artista já consagrado ou algo personalíssimo). Procuro compreender, portanto, que tipos de experiências musicais são enunciadas a partir da relação com estes artefatos tecnológicos, tendo em vista, sobretudo, as posturas de justificação do uso destes objetos. Trata-se da apropriação de uma parte do mundo que se busca dominar integralmente. Como lembra Benjamin, a coleção é uma representação de seu colecionador que, por sua vez, se torna ininteligível para alguém não inserido no contexto. Existe, inclusive, uma expressão nativa para esse movimento consumo desenfreado, isto é, G.A.S (Gear Acquisition Syndrome). Entretanto, Não se tratam de meros consumidores, pois estão atuando, valorando, emulando e criticando no intuito de dar sentido a um “compromisso estético”. Além desses aspectos, constrói-se uma demarcação rigorosa dos objetos desejados e indesejados pelo grupo e, não raramente, processos de distinção são operados nesse meio. Para tanto, o material discursivo que permite a compreensão do fenômeno foi construído a partir das publicações de grupos constituídos no facebook, que se baseiam na apresentação de “reviews” de equipamentos ou mesmo apresentação de timbres personalizados e consagrados.Desde que se popularizaram ferramentas de compartilhamentos de vídeos e sons na internet (o youtube talvez seja a mais famosa delas), músicos, lojas, fabricantes de instrumentos deslocaram sua atenção para essas plataformas de produção e distribuição de conteúdo. Desta forma, muitos músicos encontraram nesse espaço a possibilidade de dar vazão às criações e opiniões sem percorrerem o caminho “tradicional” da gravação do disco. Muitos são os instrumentistas que já produzem com este foco e se tornam “consultores” e “especialistas” na construção de “timbres”, definição e proposição de recursos técnicos de melhoramento do som.Trata-se, portanto, de um movimento de constante aprofundamento repleto de detalhes técnicos e processos de diferenciação que são paulatinamente internalizados e ventilados pelos que adentram neste universo, ou, como sintetiza Hennion, conforma-se uma "pragmática do gosto" (HENNION, 2003).
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Choro com sotaque: fluxos e trânsitos da música brasileira Europa (#9137)
Carolina Gonçalves Alves 11 - UERJ.
Abstract:
O dinamismo imposto pela globalização intensifica o contato entre diferentes culturas e cria um fluxo global dos movimentos culturais. A disseminação do choro no exterior é impulsionada por esse contexto de trocas, apropriações e recriações. Observa-se o surgimento de escolas e a criação de clubes que funcionam como locais de intensa troca e acúmulo de conhecimento. O objetivo deste trabalho é compreender a disseminação do choro a partir de seus novos contextos de produção que imbricam na criação de mercado, formação de plateia e construção da identidade do músico. Esse ambiente de efervescência cultural será pensado diante do fortalecimento do choro no mercado interno, gerenciado, sobretudo, por uma geração de músicos comprometidos com a consolidação de espaços para o gênero musical no Brasil. Descortinar esse cenário, evidenciando importantes personagens e inciativas, será um importante exercício de compreensão de um modelo de produção cultural que está alinhado com questões de mercado e que se constitui a partir dos esforços empreendidos pelos próprios músicos. Analisar a propagação do choro a partir dos sujeitos que o elaboram é essencial para compreender a difusão do gênero musical e sua veiculação como bem global.