08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
07. Desarrollo Territorial, Desigualdades y descentralización | Transformaciones espaciales |
Friday 08/12 | 08:00 - 10:00 | Ciencias Sociales | 5 POSGRADOS |
Metropolização do território semiárido: o caso de Juazeiro do Norte (#3596)
Francisco Mário De Sousa Silva 1;
Diego Coelho Do Nascimento
1; Francisca Bezerra De Oliveira
2; Suely Salgueiro Chacon
3; Verônica Salgueiro Do Nascimento
31 - Universidade Federal do Cariri. 2 - UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE. 3 - Universidade Federal do Ceará.
Abstract:
O Semiárido ocupa significativa parcela da extensão territorial brasileira, apresentando múltiplas características e potencialidades ambientais, econômicas, sociais e culturais. A região semiárida também é ambiente propício para importantes reflexões em busca de superar desafios, haja vista particularidades climáticas, conflitos sociais, políticos e econômicos. Nesse cenário encontra-se a cidade de Juazeiro do Norte, localizada na Região Metropolitana do Cariri, sul do estado do Ceará. O município emancipado a pouco mais de cem anos, possui taxa de urbanização elevada e diferentes desafios a serem superados, principalmente em relação a aspectos de vulnerabilidade, em decorrência do processo de metropolização, deficiência de planejamento e execução de políticas públicas. Nessa perspectiva, o estudo apresenta reflexões sobre o processo de metropolização do território semiárido, tendo como ambiente de pesquisa e análise à cidade de Juazeiro do Norte. Para tanto, levou-se em consideração que o município pesquisado faz parte de uma região semiárida interiorana com quase a totalidade do seu território urbanizado. Para efetivação das análises, caracterizadas como reflexões qualitativas tornou-se necessário a verificação de materiais bibliográficos, participação em discussões coletivas sobre as questões urbanas e de desenvolvimento local, além de observações estruturais da cidade e uso de fotografias na perspectiva qualitativa, no período de agosto a dezembro de 2016. Foi evidenciado que a cidade passa por significativas transformações cotidianamente, no tocante aos fluxos culturais, estruturais e econômicos. Também se constatou quadro de crescimento econômico, mudanças paisagísticas, aumento da população em relação a estatísticas anteriores e desigualdade sociocultural e econômica. Por fim, ressalta-se a necessidade de observar as particularidades territoriais do semiárido para o seu uso sustentável, levando em consideração a “capacidade de carga” e as variações socioculturais. Palavras-chave: SEMIÁRIDO, JUAZEIRO DO NORTE, METROPOLIZAÇÃO.
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Inovação e dinamização de territorialidades a partir das políticas de desenvolvimento territorial no Brasil (#4429)
Aldemir Inácio De Azevedo 1; Cláudia Mirella Pereira Ramos
21 - IFBA. 2 - UFS.
Abstract:
As dinâmicas das políticas territoriais instauradas nos territórios rurais pelo governo federal brasileiro representam e criam processos que potencialmente podem enriquecer e fazer aflorar marcadores da territorialidade em questão. A existência da territorialidade passa pelo fato de que os diversos atores sociais e as populações compartilham interesses, projetos coletivos, identidades, história e traços culturais. Neste sentido, a participação nos processos de implementação das políticas acontece mediante o uso desses ativos sociais comuns, que são fundamentais para que as políticas produzam os resultados esperados, sob o enfoque territorial. Desse modo, o argumento central deste ensaio é que esses elementos, tão necessários ao desenvolvimento territorial, nem sempre preexistem à chegada das políticas de corte territorial. Inversamente a isso, os instrumentos pelos quais a lógica das políticas territoriais se estabelece estimula a criação, expansão ou fortalecimento de vínculos sociais, identidades e projetos comuns. Neste sentido, argumentamos que os diversos mecanismos estabelecidos nos territórios colaboram para a construção e o fortalecimento dos elementos que definem a territorialidade e que seriam pressupostos da política territorial. A participação social é um dos pilares das políticas de desenvolvimento territorial, compreendendo o território como espaço socialmente construído (GIANNELLA; CALLOU, 2011). Algumas diretrizes da política territorial federal evidenciam isso com muita clareza, tais como: a participação da diversidade dos atores sociais, o uso de instrumentos de planejamento ascendente e a descentralização de políticas públicas. Portanto, quanto maior a diversidade nas esferas do território representando os diferentes segmentos sociais mais chances existem de se construir um amplo espaço de concertação social, que resultará em uma esfera pública ampliada (DELGADO; GRISA, 2014). Um efeito constatado é que os atores sociais começam a desenvolver atitudes de acompanhamento e monitoramento das políticas públicas. Quando a sua discussão e construção passam pelas instâncias colegiadas territoriais, isso acaba por gerar uma disposição para verificar como o poder público responde às demandas apresentadas e como são realizados os investimentos dos recursos públicos. Neste contexto, uma possibilidade que se abre a partir das políticas de desenvolvimento territorial é a de desencadear processos de inovação institucional nos espaços de articulação e participação dos atores. Não se pode deduzir essa potencialidade como algo automático. Mas o conjunto de mecanismos de participação instituídos pelas políticas públicas podem construir novos fluxos e relações capazes de dinamizar a territorialidade na qual os atores estão envolvidos. A partir dos elementos discutidos buscamos evidenciar como os mecanismos em execução e em renovação no âmbito das políticas de desenvolvimento territorial direcionam para a criação e/ou ampliação de uma cultura da participação, capacidade de negociações coletivas, desencadeamento de processos identitários, estímulo a interações políticas e econômicas. Portanto, as territorialidades locais recebem relevantes impulsos de dinamização a partir dos instrumentos políticos em vigência.
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As Estratégias de Convivência com o Semiárido no Contexto dos Territórios da Cidadania: um estudo de três territórios no Semiárido Brasileiro (#4719)
Ivaldo De Sousa Moreir
1;
Marcos Antônio Alves De Lima 21 - Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). 2 - Universidade de Brasília (UnB).
Abstract:
Analisar e compreender o acesso á água na região semiárida do Brasil constitui-se um desafio complexo. É notório que o acesso à água no meio rural dessa região tem melhorado ao longo das últimas décadas, graças às ações de políticas públicas e da articulação de vários atores governamentais e da sociedade civil. Os resultados desses esforços, no entanto, ainda são limitados para os agricultores familiares. Diferentes projeções climáticas apontam mudanças no volume de precipitações para o semiárido. Devido as suas atividades produtivas estarem diretamente condicionadas à variação do clima, os agricultores familiares tornam-se um dos grupos mais vulneráveis às mudanças. Este segmento necessita da disponibilidade hídrica para as suas atividades produtivas. Também depende das políticas e de estratégias de captação, armazenamento e uso sustentável – incluindo reuso, dentre outros. Como envolver os agricultores familiares na gestão de água através de uma estratégia de parceria entre o poder público e os atores sociais? Com o intuito de promover a democratização do acesso à água por meio de uma ação descentralizada, foi criada em 1999, a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA). Trata-se de uma rede de organizações da sociedade civil, que tem como objetivo o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do semiárido brasileiro. Este estudo analisa o processo de implementação de ações de acesso à água de chuva para agricultores familiares nos Território da Cidadania situados região semiárida do Brasil. trata-se um estudo quantitativo e qualitativo, baseado em dados secundários (o banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Censo Demográfico, 2010, Censo Agropecuário, 2006) e entrevistas semiestruturadas. Os resultados revelaram que a construção de tecnologias sociais apropriadas aos agricultores familiares promove o acesso à água de chuva e que as ações de convivência com o semiárido contribuem para o resgate de práticas tradicionais, o desenvolvimento de tecnologias mais contextualizadas e a reelaboração de estratégias produtivas utilizadas pelos agricultores.
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Trayectorias estrategias familiares de trabajo en un contexto de mercantilización del territorio y expansión inmobiliaria: el caso de Asia, Cañete, Perú (2000-2016) (#5088)
Almendra Lucia Guzman Rivas 11 - Pontificia Universidad Católica del Perú.
Abstract:
El distrito de Asia se encuentra ubicado al sur de Lima, en la provincia de Cañete (Perú). Debido a su ubicación cercana al litoral, se encuentra atravesando un proceso continuo de emplazamiento de residencias, clubes de playa y centros de entretenimiento orientados a las clases medias y altas de Perú durante el verano. Entonces, el desarrollo socio económico de Asia se encuentra profundamente relacionado a su capacidad de atraer inversión inmobiliaria, donde la tierra se convierte en un activo dentro de un mercado de producción, circulación y consumo de viviendas de verano. La presencia de estos clubes y residencias es indisociable de la forma en que se organiza el trabajo en el distrito. Precisamente esta presencia reordena el territorio, lo (re)produce y reconfigura. En Asia, nos encontramos ante un contexto donde el crecimiento inmobiliario y la transformación urbana que genera deriva del rol articulador que la ciudad de Lima desempeña. De ahí que sea importante comprender que las condiciones territoriales de Asia le dan especificidad a las relaciones y aspiraciones laborales de sus habitantes. Asia cuenta con determinadas particularidades (presencia de una Comunidad Campesina, extenso territorio, anexos desarticulados, entre otros) que nos permiten comprender cómo y por qué se han constituido las trayectorias y estrategias de trabajo de sus habitantes. Para ello, comprendemos el trabajo como una actividad de interacción social con objetos y medios de producción; de negociación entre los actores y las estructuras. En Asia, la presencia de actores producto de la mercantilización de la tierra y expansión inmobiliaria constriñe y posibilita las estrategias y trayectorias de trabajo de los hogares asianos. Existe una negociación producto del encuentro entre estos actores y lo hogares asianos en distintos mercados de trabajo se constituye como un espacio de negociación desigual y vulnerable. La oferta laboral en Asia se compone de los incentivos percibidos por los individuos y de las capacidades individuales de respuesta a los incentivos. Esta capacidad de respuesta se relaciona con la disponibilidad o libertad para salir a distintos mercados de trabajo, la cual está mediada por el hogar y por la posibilidad de tener necesidades previamente satisfechas cubiertas por el trabajo reproductivo. Por ello, resulta importante reparar en las estrategias y trayectorias de trabajo para comprender estas capacidades de respuesta en contexto. Específicamente, estas capacidades se comprenden a partir de cuatro factores (i) territorio (ii) edad (iii) género (iv) educación De esta forma, esta investigación se centra en determinar, en primer lugar, cómo se constituyen y despliegan las trayectorias y estrategias de trabajo de los hogares de Asia y, en segundo lugar, se orienta a analizar los efectos que tiene la mercantilización de la tierra y expansión del mercado inmobiliario estas trayectorias y estrategias durante el periodo 2000-2016. Para ello se identificado y analizado las estrategias y trayectorias de 15 familias desde un enfoque territorial; dicho análisis ha sido triangulado con fuentes de información primaria y secundaria como información estadística, entrevistas a actores claves, procesamiento de informes y notas de prensa, entre otros.
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Percepción de impactos socioculturales producidos por la presencia de empresas forestales en comunidades mapuches: un análisis comparativo de reivindicación territorial en la comuna de Galvarino (#5151)
Tania Estefania González González 11 - Universidad Catolica de Temuco.
Abstract:
La presencia de la segunda actividad económica más importante de Chile, genera efectos devastadores en los lugares donde se sitúa; por lo que en la presente investigación se pretende analizar los impactos socioculturales que han dejado las empresas forestales en las comunidades mapuches de la comuna de Galvarino de la IX Región de la Araucanía; estos serán comparados a través de las categorías (creadas dentro de la investigación) activas, pasivas y resistentes por reivindicación territorial, desarrolladas a través de mecanismos para reivindicar, como lo son la Ley indígena chilena o el movimiento mapuche. Se realizaron 13 entrevistas semi estructuradas a actores institucionales y comunidades mapuches; para la sistematización de la información se utilizó el software Atlas. ti versión 7, en donde con las transcripciones de las entrevistas se crearon códigos y categorías. Se debe concluir que la percepción de los impactos socioculturales se encuentra estrechamente vinculada con la reivindicación territorial de las comunidades mapuches, por lo que a mayor compromiso con la reivindicación territorial mayores y más profundos son los impactos que las comunidades perciben. Por otro lado, es de gran relevancia señalar que dentro de las comunidades, el “cómo llevar” la lucha por los territorios es bastante diferente, ya que una incorpora un mecanismo de adaptación al modelo económico que se desarrolla en el territorio, como lo son los pequeños empresarios forestales vinculados a dirigencias mapuches, quienes "prestan servicios" a las grandes empresas y en donde controlan el ámbito laboral y los lugares donde se planta; rompiendo netamente con los estereotipos que se han desarrollado dentro de la lucha mapuche, y reconstruyendo los mecanismos que se han utilizado históricamente con las forestales. Palabras claves: Neoextractivismo, sector forestal, impactos socioculturales, kumemogen, reivindicación territorial.
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Práticas e lares: o que nos ensinam as transformações do espaço em formas recentes de moradia no Rio de Janeiro? (#6895)
Maíra Machado-Martins 11 - PUC-Rio.
Abstract:
A falta de moradia digna é um dos grandes problemas que atravessa o espaço e o tempo das diferentes sociedades humanas. A população mais atingida é sempre, sem dúvida, aquela de menor poder aquisitivo, que compõe os grupos sociais mais desfavorecidos, e encontra, ela mesma, formas e estratégias para morar na cidade. Estas formas se caracterizam muitas vezes pela irregularidade jurídica, utilização clandestina dos terrenos ou até pela ausência de um ordenamento espacial. Ao analisar os diferentes modos de moradia popular e sua evolução em relação à cidade, é inevitável defrontar-se com as diferenças e conflitos presentes tanto no território, no que diz respeito às divisões sociais do espaço urbano, quanto no interior dos espaços físicos das moradias coletivas. O que a inovação e a transformação física destes espaços de moradia popular revelam em relação às práticas sociais e conflitos existentes no âmbito da cidade e do habitar? Quais relações existem entre o espaço físico de moradia e o comportamento dos indivíduos neste espaço? É esta a questão que nos orientará ao longo deste artigo: as influências mútuas entre espaço e comportamento, especialmente em locais de moradia e aplicadas a um estudo de caso. Esta pesquisa se concentra sob uma forma de moradia popular caracterizada pela ocupação, por uma população de baixa renda, de imóveis de função industrial abandonados e sua reconversão em moradia pelos próprios habitantes. Tais ocupações, que serão aqui denominadas de invasões[1], se iniciaram no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000 e se situam à beira da Avenida Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Três invasões vêm sendo pesquisadas: “Condomínio Areais Brancas”, “Batidão” e “Monte Castelo”, a última foi escolhida como estudo de caso sob uma perspectiva etnográfica[2]. A pesquisa empírica nas invasões foi iniciada no final do ano de 2006 e se desenvolve até hoje, sob uma perspectiva etnográfica. A observação, frequentação e acompanhamento destes locais de moradia há 10 anos contribui para uma análise sobre as transformações no espaço, nas relações interpessoais e nas representações da moradia para os habitantes das invasões, que desejamos apresentar neste artigo. [1] Entre o uso dos termos ocupação e invasão para caracterizar o tipo de moradia que tratamos neste trabalho, optamos por empregar o segundo, pelo fato de ser uma categoria local. Durante as diversas fases da pesquisa, os moradores mais antigos se referiam aos locais da velha usina onde moravam como invasão, não devendo, portanto, ser confundido com outras categorias regionais. [2] Com o objetivo de preservar a identidade e segurança dos moradores, o nome das invasões foram modificados.
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Emporio comercial textil Gamarra: Nuevas estrategias empresariales y espaciales en el neoliberalismo (#8887)
Vera Alejandra Flores Fernandez 11 - PUCP.
Abstract:
A partir de década de 1960 en el Perú se dieron una serie de hitos que re-configurarían la población en la ciudad de Lima, su morfología y las relaciones sociales, políticas y económicas que ahí se desenvuelven: fuertes migraciones de las zonas rurales, incapacidad estatal para asegurar condiciones de vida básicas, marginalización urbana, informalidad laboral, la emergencia de una nueva clase media y la nueva diversidad sociocultural en las zonas periféricas pobres. Un fenómeno que resulta de este contexto, como en varios países en vías de desarrollo, es la aparición de micro, pequeñas y medianas empresas como medio para generar riqueza desde la pobreza, la informalidad y lo popular. La cultura andina fue central en la creación de relaciones, interacciones y espacios fértiles para emprendimientos económicos fructíferos. Un caso emblemático es el del Complejo textil Gamarra, que constituye un damero integrado de 25 manzanas ubicado en el distrito de La Victoria, que se formó en el año 65 y tuvo su boom en las décadas del ‘70 y ’80. Existen alrededor de 4000 a 6000 de estos establecimientos, donde se producen, confeccionan y comercializan prendas de vestir de todo tipo, así como insumos (hilos, botones, lanas, telas…) y productos en procesos intermedios. El rápido éxito de Gamarra fue resultado de las ventajas que ofrece su localización en la ciudad de Lima, en donde floreció una economía de aglomeración en su entorno territorial. En Gamarra al garete (1995) se pone de relieve la relación entre una alta densidad espacial en actividades económicas y el éxito de las empresas localizadas en ese espacio. Dentro de lo que denominan como economías de aglomeración, describen una serie de ventajas tales como la reducción de costos respecto a transacciones de mercado, de monitoreo, de evaluación de las contrapartes de un negocio y la promoción de servicios especializados. Esta concentración territorial refuerza las economías internas, y genera trabajos nuevos, como el de un acopiador de restos de tela, un datero que vende información sobre insumos o precios, o los cargadores que trasladan telas sobre sus carretillas dentro del emporio. Se plantea en la presente investigación un análisis de la situación de Gamarra al entrar a nuevas escalas de lo económico y lo urbano en el mercado global. A partir de la década de 1990 una nueva serie de hitos como la apertura de los mercados, la oferta inmobiliaria privada y la entrada de las empresas transnacionales, propician nuevos proceso de relación y adaptación con el territorio de Gamarra, en donde emergen nuevas tipologías de empresario y nuevas dinámicas espaciales y económicas. Es decir, se busca analizar el carácter espacial de Gamarra y cómo su ordenamiento contiene y genera las relaciones sociales, económicas y políticas dentro del damero a través de los usos, relaciones e ideas que se cristalizan en la conformación física del emporio y en las estrategias empresariales.
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Transformaciones territoriales en el Bajo Atrato. Una mirada de los efectos del conflicto para la construcción de territorios colectivos de paz. (#9185)
Laura Escobar 11 - Universidad Externado de Colombia.
Abstract:
Ante la necesidad de pensar la concreción territorial de la paz, este artículo se propone retomar los resultados de una investigación culminada en 2011, sobre las transformaciones que dejó el conflicto armado en la subregión del Bajo Atrato a la luz de identificar los retos que supone la firma del acuerdo de paz con las Farc y el inicio de las negociaciones con el ELN. La historia de este territorio, no muy disímil de la que se relata en otros igualmente golpeados por la guerra, da cuenta de la complejidad que implica hablar de un proceso de paz, más allá del desarme de dos actores protagonistas del conflicto armado. La mirada que ofrece este texto es una mirada sobre lo colectivo, encontrando la relación entre los hechos victimizantes individuales y los procesos de transformación territorial que vinieron con estos particularmente en la dimensión político-organizativa, ambiental-productiva, y social-comunitaria. En el fondo la tesis que se sostiene es que el conflicto armado y la usurpación de tierras que acompañaron la violencia en la región contenían una lógica de fragmentación territorial necesaria para la consolidación de un determinado modelo de desarrollo. En el sentido contrario, un real proceso de reparación y de construcción de territorios de paz requiere dar respuesta a esto, en un proceso que supera el volver al pasado y propone le reivindicación del sujeto colectivo como constructor de su territorio. Los dos procesos descritos de violencia y usurpación deben entenderse como dos formas violentas articuladas de negación de los sujetos que habitaban el territorio e imposición de una forma.
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Clase, subjetividad y Trabajo en la movilización territorial: el caso de Chiloé y la marea roja, mayo de 2016 (#8115)
Nicolás Muñoz Cerda 11 - Universidad de Chile.
Abstract:
En la isla de Chiloé, al sur de Chile, el mes de mayo del 2016 estuvo marcado por una de las protestas de mayor envergadura de las que se tenga registro en dicha localidad. Durante alrededor de 3 semanas se mantuvieron las rutas marítimas tomadas y los pueblos tomados por sus habitantes. El desarrollo económico territorial ha tornado la vocación productiva hacia la piscicultura obviando las relaciones productivas e identidades tradicionalmente arraigadas, como la pesca artesanal, el cultivo y pastoreo, así como ha modificado y alterado los balances medioambientales con la venia y bajo el alero del Estado neoliberal: Las protestas emergieron espontáneamente luego de un varamiento masivo de peces y especies marítimas en toda la costa de la isla. Si bien, los estudios oceanográficos indicaron como responsable de la misma a la marea roja, como fenómeno estacionario, y no a la industria salmonera, el contexto ha hecho aparecer y dar cuenta de muchas otras contradicciones propias del desarrollo territorial que yacían ocultas. En este contexto, se hace importante estudiar más allá de los datos oceanográficos y ahondar en las dinámicas y relaciones sociales que dieron sustento a dicha movilización, es por esto, que la presente presentación plantea que para una comprensión acaba del fenómeno se hace necesario revisitar la historia económica de la Isla de Chiloé y ahondar en los procesos sociales iniciados con la instauración del neoliberalismo en Chile y sus repercusiones especificas en los territorios. Así mismo, dado que la participación en protestas y movimientos sociales es un fenómeno complejo y de difícil comprensión y explicación, se utilizó un modelo teórico que vincula distintos niveles de análisis, tanto macro como micro sociales. El cuestionario aplicado tiene por base teórica los estudios empíricos en torno a las Identidades Sociales de Henri Tajfel (1984), la re conceptualización de la Clase desarrollada por Eric Olin Wight (1985) y los estudios sobre participación política y movimientos sociales realizados por Rodrigo Asún y Claudia Zúñiga en el extremo sur de Chile (2010, 2013, 2015). Por lo mismo, este estudio plantea que se hace necesario, para la comprensión acabada de las dinámicas del desarrollo territorial, el vincular distintas técnicas metodológicas y teóricas, por lo mismo se utiliza el método historiográfico en conjunto con modelos de Ecuaciones Estructurales (SEM). Por último, vale mencionar que la investigación presentada se realizó en el marco de mi tesis de Magister en Ciencias Sociales por la Universidad de Chile y bajo el alero del Fondo de investigación de ciencia y tecnología N°1140815.