10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
17. Trabajo y Restructuración Productiva |
Thursday 07/12 | 10:30 - 12:30 | Ciencias Sociales | E2 |
Crise e mercado de trabalho no Brasil: efeitos desiguais da retração do emprego formal. (#1889)
Luís Fernando Santos Corrêa Da Silva 11 - Universidade Federal da Fronteira Sul.
Abstract:
O mercado de trabalho formal no Brasil passou por um período de expansão a partir do início do século XXI, mediante a criação de mais de 23 milhões de empregos em pouco mais de uma década. Autores argumentam que esse processo pode ser entendido como de recuperação do mercado de trabalho e de transição do neoliberalismo para um modelo social-desenvolvimentista, que reafirma a soberania do Estado no processo de desenvolvimento. Contudo, o cenário de crise econômica que passou a se desenhar no início do ano de 2015, somado à política de austeridade adotada pelo governo federal, tem contribuído para a reversão do cenário acima mencionado. No quadro dessas mudanças recentes, este estudo discute as mudanças do mercado de trabalho formal do Brasil no contexto da crise econômica, de modo a identificar os setores de atividade econômica, ocupações e perfis de trabalhadores mais afetados pela redução do emprego formal. Para tanto, foram consultados os registros administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mais especificamente os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), disponíveis em base de dados específica. Os dados foram submetidos a tratamento estatístico, de modo a evidenciar os setores e as ocupações mais afetadas no pela redução de empregos, bem como os perfis de trabalhadores mais vulneráveis ao cenário de crise. A análise dos dados indica uma retração de 1,51 milhão de postos de trabalho formais quando se compara 2014 a 2015. A análise comparativa da estrutura do mercado de trabalho formal em termos da faixa etária dos trabalhadores permite identificar uma redução de 1,26 milhão de postos de trabalho ocupados por jovens. Esse total representa 83,34% dos postos de trabalho fechados no período, o que sugere que os efeitos da crise econômica sobre o emprego foram bastante acentuados para os trabalhadores jovens. Soma-se a isso uma redução de 16,68% nas admissões por primeiro emprego, representando maiores dificuldades aos jovens que buscam uma primeira inserção no mercado de trabalho. A “Indústria de Transformação” e “Construção Civil” foram os setores mais afetados pela redução do emprego formal. Mesmo que somados correspondam a apenas aproximadamente 20% dos postos de trabalho formais, tais setores perderam 997 mil de vagas no período, o que representa 66% dos postos de trabalho extintos. Por seu turno, as ocupações que sofreram maior retração no emprego foram aquelas que demandam qualificação profissional pouco especializada. Constatou-se também que ocupações gerenciais, com participação destacada na estrutura de emprego, tenderam a apresentar inclusive crescimento no número de postos de trabalho. Desse modo, pode-se afirmar que os efeitos da crise econômica estão distribuídos de modo desigual no mercado de trabalho formal, afetando principalmente trabalhadores jovens e com um tipo de qualificação profissional pouco valorizada.
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El trabajo en una economía heterogénea y marginal: Un panorama general de la situación socio-económica de los trabajadores en el Perú (#4483)
Omar Alberto Cavero Cornejo 11 - Pontificia Universidad Católica del Perú.
Abstract:
Dos grandes procesos marcan el Perú actual. El primero consiste en la recuperación macroeconómica que inicia en la década de 1990 y se consolida en los años 2000. La década de 1980, marcada por una severa crisis de múltiples aristas, culminó con un elevado índice de inflación y una evolución negativa del producto bruto interno. Del año 1993 en adelante, sin embargo, la evolución del PBI ha sido positiva y ha presentado altas tasas de crecimiento históricas entre los años 2001 y 2013. En esos años, además, la inflación no ha superado el 4%. La crisis económica fue superada. El segundo proceso refiere a la política. En 1990 inició no solo un proceso de reformas económicas sino un gobierno que, desde el año 1992, instauró un régimen autoritario. Tras la disolución del Congreso de la República en abril de ese año, el gobierno de Alberto Fujimori intervino el Poder Judicial y las instituciones electorales, compró la línea editorial de varios medios de comunicación y entabló un cogobierno con las Fuerzas Armadas y el gran empresariado nacional. El año 2000, sin embargo, inició un nuevo ciclo de democracia política, que continúa: el periodo de democracia formal más largo de la historia republicana. ¿Qué han significado estos procesos para la población trabajadora? La pregunta requiere considerar, por lo menos, dos dimensiones. Supone considerar a los trabajadores como agentes económicos situados en una economía mayor y como actores socio-políticos, con capacidad de agencia colectiva en el espacio público. La ponencia aborda con exhaustividad el primer aspecto, con el objetivo de brindar un panorama general de la situación socio-económica de los trabajadores peruanos en el momento presente y dar cuenta de las condiciones materiales en que se puede desarrollar el trabajo organizativo y político laboral. Para tal fin se realiza un análisis descriptivo de estadísticas oficiales organizadas e interpretadas desde un enfoque estructural. El argumento central de la revisión es que la economía peruana, al caracterizarse por una severa heterogeneidad estructural —existencia de amplias brechas de productividad y empleo entre ramas productivas y entre unidades empresariales y pocos eslabonamientos entre sectores económicos—, así como por la existencia de importantes niveles de actividad y de relaciones de trabajo de tipo marginal —alta extensión del trabajo no asalariado, precariedad de ingresos, unidades productivas pequeñas e inestabilidad laboral—, presenta limitados mecanismos de mercado que permitan que el crecimiento reciente se traduzca en mejoras importantes en el bienestar de los trabajadores. El marco institucional y la estructura de poder que lo sostiene, asimismo, se encuentran en oposición a los intereses de los trabajadores y se retroalimentan con los rasgos estructurales de la economía.
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Transformações da condição salarial no Brasil (#7984)
Francisco VARGAS 1; Hilbert SOUSA
1; Ana Cristina FABRES
1; Agnes SILVA
1; Franciely SILVA
1; Rafaella ROSA
11 - UFPel.
Abstract:
O presente trabalho pretende apresentar um balanço das características e mudanças da condição salarial no Brasil, nos últimos quinze anos. Trata-se de focalizar a análise sobre o emprego assalariado protegido que apresentou um excepcional crescimento no Brasil no período de 2002 a 2014. Cerca de vinte milhões de novos empregos foram criados nesse período. Analisando-se os principais indicadores de mercado de trabalho, observa-se uma tendência de "desprecarização" que será problematizada neste trabalho. Fruto de um conjunto de políticas neodesenvolvimentistas, essas mudanças poderiam levar a uma significativa ampliação da condição salarial, tal como vislumbrada por Castel em sua análise da condição salarial na França e na Europa? Ou se trata - essa condição salarial, o emprego protegido - de uma outra faceta menos visível da precariedade do trabalho no Brasil? Que assalariamento é esse e quais seriam suas características intrínsecas? Trata-se de um deslocamento das relações de classe no Brasil? Depois de um longo processo histórico de expansão das atividades capitalistas urbanas e industriais e de ampliação da relação salarial, entre os anos 1930 e 1980, o Brasil mergulha em um período de crise econômica, recessão (anos 1980) e de profunda desestruturação do mercado de trabalho (anos 1990), tendo em vista o avanço das políticas econômicas neoliberais. Depois de um longo período de expansão capitalista sob a égide de um fordismo períférico, marcado pelo autoritarismo e por fortes assimetrias nas relações de classe, assiste-se, ao mesmo tempo, a uma forte crise econômica acompanhada de um fortalecimento dos movimentos sociais e sindical. É nesse período que se consolida todo um conjunto de direitos na constituição de 1988. Na sequência desse processo (e de uma dinâmica de reestruturação capitalista em nível mundial), iniciam-se as reformas liberais, provocando um profundo enfraquecimento dos trabalhadores e de seus sindicados. Ao final desse período, o desemprego e a informalidade tinham disparado, assistindo-se a profundas transformações de um mercado de trabalho marcado pela forte precariedade. Com a retomada do crescimento econômico dos anos 2000, esse quadro altera-se profundamente, a redução do desemprego e a expansão do assalariamento formal sendo as principais marcas dessas transformações. Pretende-se, pois, fazer um balanço dessas transformações, tendo em vista, ainda, as transformações mais recentes, a partir de 2014, que apontam na direção de uma retomada da precariedade observada nos anos de 1990. Metodologicamente, pretende-se analisar as bases de dados do Ministério do Trabalho do Brasil, principalmente a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), fontes administrativas de informações que permitem traçar uma fina caracterização do assalariamento no Brasil. Sugere-se que as transformações da relação salarial nesse período não alterou seu caráter essencialmente precário.
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La convergencia de escenarios del trabajo heterogéneos en las redes flexibles de trabajo (#2352)
Elías Cabello Aravena 1; Alvaro Soto Roy
11 - Universidad Alberto Hurtado, Chile..
Abstract:
Inspirados en los principios del New Public Management (NPM) (Hood, 1991, 1995; Ramírez, 2009), a partir de los años 80 y 90 los Estados desarrollaron una transformación desde formas de administración clásica weberiana, hacia nuevas formas basadas en la externalización e instalación de redes para proveer bienes y servicios (Ramírez, 2009; Salamon, 2000). Estas redes flexibles orientadas a la eficiencia y a la eficacia (Araya & Cerpa, 2008; Fernández & Martín, 2014; Devlin & Moguillansky, 2010; Pliscoff & Araya, 2012; Thoenig, 2006) incorporan diversas organizaciones privadas al frente de la ejecución de la acción pública (Pollit & Bouckaert, 2000). Las Redes surgidas de Alianzas público-privadas –o “Redes APP”- hacen converger actores de diferentes instituciones que participan en los procesos de trabajo desde distintos roles, formas de inserción y condiciones de trabajo. Desde una amplia heterogeneidad de situaciones, los actores laborales deben coordinarse para cumplir con los propósitos de la acción pública a partir de sofisticados instrumentos técnicos como contratos, licitaciones o rendiciones de cuenta, que más allá de prescribir resultados exigen un permanente proceso de ajustes y modulaciones entre actores con visiones divergentes (Muniesa, Millo & Callon, 2007; Sisto & Zelaya, 2013; Skærbæk & Tryggestad, 2010). Intentando aproximarse a la heterogeneidad de situaciones laborales de las redes flexibles, Soto (2014, 2015) ha propuesto la noción de escenarios del trabajo, o configuraciones laborales que pueden convivir dentro de un mismo espacio sociolaboral, y que dan cuenta de diversas formas de vínculo laboral ofrecidos a fin de asegurar diferentes tipos de aporte de los trabajadores. Este modelo propone que es posible caracterizar los diferentes escenarios del trabajo a partir de tres dimensiones: (a) la organización del trabajo, vinculada a la naturaleza de las tareas, las habilidades exigidas y los niveles de autonomía; (b) la situación de empleo, que refiere a las prácticas contratación, renta y estabilidad ofrecida y (c) la gestión de personas, que comprende las herramientas y discursos instalados que promueven exigencias y vínculos específicos. Se presentan resultados de una investigación en dos Redes APP del Estado chileno, una centrada en la provisión de un servicio básico y otra en la habilitación social a población vulnerable. En cada Red APP se analizaron los procesos de trabajo tanto en los niveles centrales como locales y luego se sistematizaron los escenarios del trabajo presentes en las redes La ponencia discute las oportunidades y desafíos para la caracterización de escenarios del trabajo en Latinoamérica, que alimente el debate multidisciplinar acerca de las condiciones y características del trabajo, las condiciones de riesgo psicosocial y los factores psicosociales del trabajo. [GT – 17. Trabajo y Restructuración Productiva. Descriptor I. Reestructuración productiva y mercado de trabajo, empleo y formaciones laborales].
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Distribución salarial en zonas sur, bajío y norte de México a partir de los cambios tecnológicos y la calificación laboral: una investigación comparativa (#0616)
Samantha Rubí Lara Ceh 1; Beatriz Marquez Vargaz
1; Jair Eduardo Chávez Sánchez
1; Alan Adrián Moreno Adame
11 - Universidad Autónoma de Zacatecas. Unidad Académica de Economía.
Abstract:
En el mercado laboral y los salarios que a su vez constituyen un elemento económico fundamental por simbolizar la mayor fuente de ingresos para la mayoría de las familias, ha suscitado que sean objeto de investigaciones generando el surgimiento de distintas teorías para justificar su conducta y entender los diversos fenómenos que pueden afectarlos. Se puede considerar que uno los problemas que se ha manifestado con mayor persistencia provocando consecuencias a nivel económico, social y laboral ha sido las diferencias en los salarios. Numerosos investigadores han coincidido en que la inserción a un mercado más globalizado ha ejercido influencia sobre la estructura económica de los países, y ha modificado las disparidades entre los mismos. México no ha sido exento, ya que en la década de los ochenta se llevaron a cabo reformas tendientes a cambiar el patrón de desarrollo del país, por lo que se emprendió un proceso de liberalización de la economía mexicana al suscribirse al Acuerdo General sobre Aranceles Aduaneros y Comercio. Posteriormente, el proceso de apertura comercial se vio reforzado en 1994 con la entrada en vigor del Tratado de Libre Comercio de América de Norte. Como propósitos de esta investigación aun en curso tenemos, primero, mostrar un enfoque descriptivo del salario en México haciendo un análisis comparativo de las principales zonas industriales con las más atrasadas del país, identificando y documentando las variables que lo motivan y las que obstaculizan el mejoramiento de los mismos; y segundo, precisar la urgencia de que las propuestas para mejorar dicho panorama sean claras y de aplicación inmediata, además de generar conocimiento social útil que ponga a nuestra entidad en terrenos de desarrollo nacional e internacional. El interrogante general que nos planteamos es: ¿Bajo qué situaciones y condiciones se han desarrollado las diferencias salariales en México y qué repercusiones tiene ésta, visto desde un enfoque socioeconómico? La investigación tiene como objeto de estudio las zonas económicas del país, diferenciadas por las de mayor atraso y las mejor posicionadas en avance tecnológico en sus industrias, junto a su entorno social incluyendo a las familias receptoras de dichos salarios y sus condiciones de vida tan distintos en dichas zonas. Teniendo en cuenta las características del objeto de estudio, se considera necesario abordarlo y fundamentarlo a través de las disciplinas y enfoques teóricos, metodológicos y conceptuales de la Historia social, Geografía económica y Enfoque socioeconómico. Consideramos que el marco teórico para entender el problema histórico de la diferencia salarial, es aquel que nos oriente a reflexionar que la situación social, cultural y económica de las familias afectadas por este fenómeno viene determinada por un sistema global que ha afectado a nuestro país desde tiempo atrás.
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El trabajo como privilegio. Trayectorias laborales de referentes discapacitados en la ciudad de Santa Fe, Argentina. (#7877)
Angela Madeo 11 - Universidad Nacional del Litoral.
Abstract:
La situación laboral de las personas con discapacidad en Argentina resulta alarmante y se ve claramente reflejada en los elevadísimos índices de desocupación que caracterizan a estos sujetos. De modo claro y conciso Joly (2008) afirma que lo que mejor caracteriza a las personas con discapacidad es su condición de desempleados crónicos. Sobre el cuerpo discapacitado se posan los supuestos de inutilidad, de incapacidad productiva o de bajo rendimiento, siendo sus consecuencias trágicas para el colectivo, ya que se genera un doble movimiento de exclusión y expulsión que hace de la discapacidad una condición de no-explotación. Cuando excepcionalmente las personas con discapacidad consiguen un empleo, suelen ser superexplotadas, con remuneraciones diferenciadas, malas condiciones laborales y, en muchos casos, incluso, el trabajo no es remunerado. La presente ponencia busca, en primer lugar, describir la realidad de quienes integran dicho colectivo de personas con discapacidad en la provincia de Santa Fe, mostrando la existencia de una gran mayoría desfavorecida, pero también la de una minoría privilegiada. Y, en segundo lugar, tiene por objetivo central indagar acerca de las trayectorias laborales de aquellos que han logrado insertarse en el mercado laboral. Para ello nos valdremos por una parte de datos cuantitativos, recabados de una serie de anuarios del Servicio Nacional de Rehabilitación, por otro lado de una serie de entrevistas realizadas a un conjunto de referentes discapacitados, en el marco de la elaboración de la tesina de grado “Una elite de minorías. Los referentes del colectivo de personas con discapacidad en la ciudad de Santa Fe”. Entre los principales aportes teóricos empleados para el análisis, contaremos con conceptos de Bourdieu y Goffman.
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Estrutura produtiva e mercado de trabalho em Pernambuco (#3095)
Sidartha Soria Sid 1; Darcilene Gomes Darci
21 - UFPE. 2 - FUNDAJ.
Abstract:
Este artigo busca descrever os impactos das mudanças econômicas dos anos 2000 sobre o mercado de trabalho do estado de Pernambuco, situado na Região Nordeste do Brasil. Observou-se que a década registrou índices de crescimento econômico significativos em geral, com impactos positivos sobre o nível de emprego. Para Pernambuco as tendências próprias da periodização acima proposta também se aplicam, com as taxas de crescimento do produto pernambucanas quase sempre superiores às nacionais. No estado, o polo de Suape é a mais conhecida frente de investimentos e expansão econômica ocorrida no estado, embora existam outras (como o polo automobilístico da Fiat/Jeep em Goiana). O Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros – SUAPE – foi concebido idealmente na década de 1950. O projeto de Suape chegou a entrar no II PND, mas fatores conjunturais impediram os investimentos previstos (GODOY, 2014). O complexo começou a funcionar em 1983, com a Petrobras como primeira empresa instalada. A partir de 2007 ocorrerá o boom no Complexo de Suape que dará à região suas feições atuais. A área se torna um gigantesco canteiro de obras, concentrando investimentos públicos e privados de grande porte. Entre 2007 e 2010 o volume de investimentos é dez vezes maior do que em todos os períodos anteriores. Mais de 100 empresas ocupam a área, em setores como petróleo e gás, petroquímico têxtil sintético e de resinas plásticas, naval, de energia eólica, de siderurgia, alimentos e bebidas, cerâmica etc. Os investimentos superam a marca de R$ 23 bilhões. Este enorme aporte de investimentos no estado refletiu-se em taxas positivas e consideráveis de crescimento do PIB pernambucano na maior parte do período aqui analisado. O mercado de trabalho pernambucano, consequentemente, mostrou-se bastante dinâmico. Tanto a oferta de trabalho quanto a demanda de trabalho apresentaram crescimento. A ocupação cresceu, bem como a formalização dos empregos. No tocante ao mercado formal de trabalho, houve um aumento do estoque total de empregos, para o que contribuíram sucessivos saldos positivos de geração de postos de trabalho. Em termos absolutos todos os grandes setores econômicos crescem, com destaque para a construção civil, que aumenta sua participação sobre o total de empregos. O setor agropecuário perde espaço, os serviços mantêm a dianteira, embora com trajetória estável, e o comércio também cresce. A indústria cai ligeiramente, a despeito do Polo de Suape, porque na fase de implantação do parque industrial, é a construção civil o setor mais acionado. A despeito do forte crescimento, o mercado de trabalho pernambucano segue com elevada rotatividade, com empregos de baixa remuneração em sua maior parte.
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TRABALHO E TRABALHADORES NA AMAZONIA (#7175)
Celso Torres 1; Marilene Freitas
11 - UFAM.
Abstract:
Este estudo assume a proposta de verificar em que sentido o trabalho assume significação social na Amazônia brasileira, especialmente no que diz respeito as relações de trabalho e trabalhadores no contexto rural deste território. Busca-se verificar a maneira pela qual os trabalhadores estabelecem relações com as estruturas de poder nesta região sob os auspícios da cidadania. Trata-se de um enxerto da minha tese de doutorado defendida junto a Universidade Federal do Amazonas, sob a orientação das abordagens qualitativas, sem exclusão dos aspectos quantitativos. Dentre os aspectos constatados ficou claro que na Amazônia há formas variadas de trabalho que passa ao largo do capitalismo embora não possa prescindir dele. Deve-se considerar por fim que o trabalho na Amazônia possui grande alcance social em razão da sua sociodiversidade, organizada pelos próprios trabalhadores.
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Repercussões da crise político-econômica brasileira no mercado de trabalho: uma análise da região nordeste (#6637)
Tadeu Gomes Teixeira 11 - Universidade Federal do Maranhão.
Abstract:
O objetivo do paper é analisar o impacto da crise político-econômica que acomete o Brasil desde 2014 sobre o mercado de trabalho na região nordeste do país a partir de um recorte racial e de gênero. A primeira seção do trabalho situará o processo de formalização dos trabalhadores brasileiros durante entre 2002 e 2010, durante o Governo Lula. Na sequencia, o texto situará a crise político-econômica brasileira a partir do Governo Dilma Rousseff, destacando suas repercussões para a crise do mercado de trabalho brasileiro em geral e, em especial, na região nordeste. Por fim, serão analisados os dados do mercado de trabalho no nordeste, especialmente o impacto do crescente desemprego entre mulheres e negros. Os dados utilizados serão provenientes das pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sobretudo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, e dados administrativos do Ministério do Trabalho do Brasil, como a Relação Anual de Informações Sociais e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
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A DINÂMICA RECENTE DO MERCADO DE TRABALHO PARAIBANO: UMA LEITURA A PARTIR DOS DADOS DA PNAD CONTÍNUA (#8683)
Jorge Souza Alves
1;
Pedro Jorge Holanda Alves 2; Renato Silva de Assis
31 - IBGE. 2 - UFPB. 3 - DIEESE.
Abstract:
Este artigo analisa a dinâmica do mercado de trabalho paraibano entre 2012 e 2016, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Constatou-se, no primeiro momento, que a continuidade do crescimento econômico, das mudanças demográficas e da adoção de políticas sociais e trabalhistas, a partir de meados da década de 2000, contribuíram para promover melhorias no mercado de trabalho paraibano até 2014, como o aumento do emprego formal, a redução do desemprego, das desigualdades de renda e da importância das ocupações informais, mas ainda era grande o contingente de excluídos e de pessoas ocupadas em atividades precárias, revelando a necessidade de continuidade do crescimento econômico com redução das desigualdades sociais. Com a reversão do crescimento econômico mundial e a crise política instaurada em 2015, crise esta que culminou com o impedimento da Presidenta Dilma Rousseff e um golpe de Estado, em 2016, inicia-se um processo marcado por forte recessão das atividades econômicas e reversão das políticas sociais e trabalhistas até então prevalecentes, fatores esses que contribuíram para o crescimento do desemprego e da precarização das relações e condições de trabalho.
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No Oriente também é assim: divisão étnica-sexual do trabalho de brasileiros no Japão (#6986)
Mariana Shinohara Roncato 11 - Universidade Estadual de Campinas.
Abstract:
O presente artigo se insere dentro de uma pesquisa maior intitulada "Working poor japonês: trabalho imigrante dekassegui e suas transversalidades" e pretende abordar o trabalho imigrante no Japão, sob a perspectiva da divisão étnica-sexual do trabalho. Em 2016 a população brasileira conhecida como dekasseguis era de mais de 176 mil, inserida majoritariamente nas indústrias de transformação e no setor de serviços. Apesar de mais de duas décadas deste fluxo migratório, sua inserção em nichos restritos, a informalidade nas relações de trabalho e a instabilidade parecem ser uma constante em sua permanência. Não somente os brasileiros, mas outras nacionalidades como a peruana, vietnamita e filipina também se constituem como o polo não qualificado de trabalhadores tão necessários ao mercado de trabalho local. Atualmente o Japão atravessa a chamada “crise demográfica” com o elevado envelhecimento populacional e a baixa taxa de fecundidade, afetando seu mercado de trabalho e gerando escassez de força de trabalho em setores chaves de sua economia. A indústria de transformação, a construção civil e o setor de cuidado são alguns exemplos. Paralelamente, o trabalho das mulheres japonesas possui algumas semelhanças com o dos imigrantes, uma vez que também são majoritariamente informais, com menor proteção social, poucas chances de ascensão na carreira, assim como têm um padrão intermitente de trabalho, uma vez que costumam se afastar do mercado de trabalho para cuidar de seus filhos. Neste contexto, temos como objetivo analisar como que a divisão étnica-sexual do trabalho se manifesta no Japão, evidenciando uma tendência própria do capitalismo em fragmentar as identidades a fim de extrair um maior valor, enfraquecer os coletivos de trabalho, gerando impactos significativos em suas condições de vida, dado que discriminação étnica e sexual acompanha tal cenário. Para a análise que aqui propomos, alguns eixos que irão nortear este artigo são: a configuração do mercado de trabalho japonês; informalidade do trabalho e proteção social; exército industrial de reserva e migração internacional; discriminação e divisão étnica-sexual do trabalho. Algumas perguntas que perpassam este artigo são: qual é a particularidade e da divisão étnica-sexual do trabalho no Japão? Como que a chamada crise demográfica se relaciona com o trabalho imigrante e o da mulher japonesa? Qual a relação entre o trabalhador precariado autóctone e o trabalhador imigrante? Para alcançar o objetivo proposto, dispomos da literatura concernente à temática, assim como foi realizada uma pesquisa de campo in loco com a comunidade brasileira residente no Japão.
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EL COMPORTAMIENTO DE LA CONSTRUCCIÓN DENTRO DEL MERCADO DE TRABAJO. Los casos Gran Paraná y Gran Santa Fe. PERIODO 2008-2015 (#9178)
Graciela Laura Mingo 1; Teresita Luque
21 - Fac. de Trabajo Social UNER. 2 - Fac. de Trabajo Social.
Abstract:
Esta ponencia aborda aspectos del mercado laboral, específicamente del sector de la construcción en dos áreas metropolitanas argentinas, íntimamente conexas: Paraná y Santa Fe, respectivamente capitales de las Provincias de Entre Ríos y de Santa Fe. Se analiza, entre otras cuestiones, la dinámica de los puestos laborales en obras realizadas o en ejecución (públicas y/o privadas), en el período 2008-2015, desde fuentes secundarias, y se contextualiza ese análisis, en los aconteceres económicos y políticos de cada momento. Se parte de reconocer al sector de la construcción es una rama de actividad influenciada fuertemente por la situación macro económica, y que, a la vez, influye de manera potente en la movilización de otros sectores de actividad involucrados directa o indirectamente en el proceso de la construcción de una vivienda u otra obra de valor y significación urbana. Las fuentes secundarias seleccionadas fueron: EPH/INDEC (Encuesta Permanente de Hogares) y la Encuesta de Indicadores Laborales (EIL) que realiza la Dirección General de Estadística y Censos de la provincia de Entre Ríos (DEC) y el Instituto Provincial de Estadística y Censos de Santa Fe (IPEC) en conjunto con el MTEySS (Ministerio de Trabajo, Empleo y Seguridad Social). En la evolución del sector dentro del mercado laboral se toma la nomenclatura de aglomerados urbanos: el Gran Paraná y el Gran Santa Fe (nominaciones del INDEC), en el período indicado. Para el Gran Paraná se incorpora también la información obtenida a través de la Encuesta de Expectativas de la Construcción (EXC), llevada adelante unilateralmente por la DEC, no así por el IPEC, en donde los empresarios expresan opiniones, infieren la marcha del sector y distinguen los tipos de obras en las que trabajan y la tendencia que puede tener el empleo registrado en esta rama de actividad. En términos metodológicos se realiza un análisis descriptivo-comparativo con la información de ambos aglomerados en el período de estudio. Trabajar con series de tiempo fue un aspecto importante pues posibilitó tanto analizar la evolución alcanzada de manera cronológica, como hipotetizar acerca de las causas del comportamiento de los indicadores seleccionados. Además, en términos relativos, facilitó la comparación y asociación con las medidas económicas adoptadas, en este caso en el contexto nacional - atisbos externos -. A niveles locales se puede palpar qué aspectos puntuales tuvieron alguna incidencia sobre el comportamiento de la población económicamente activa (PEA), y más específicamente la afectada al mercado laboral dentro del sector de la construcción en los dos aglomerados.El antecedente de este trabajo es una investigación anterior realizada por el mismo equipo autor con focalización en Paraná, cuyo eje temporal fue la crisis internacional del año 2008 y en esta oportunidad desde el eje espacial se agrega la comparación de esa ciudad con otro territorio como es el de Santa Fe.
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Trayectorias laborales de mujeres pobres urbanas: ¿con trabajo registrado se supera la pobreza? (#2826)
Gabriela Bukstein 11 - Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
El objetivo de este estudio es analizar las modalidades de vulnerabilidad del empleo y de las condiciones de trabajo y de vida que transitan mujeres pobres urbanas a partir de la obtención de un trabajo registrado en una empresa privada. Dichas compañías, del ámbito local e internacional, están especializadas en la comercialización masiva de productos o servicios, dirigidos a clientes ubicados en la base de la pirámide, los que se constituyen en consumidores potenciales siendo clave para el desarrollo de estrategias para el crecimiento y expansión del negocio futuro, según investigaciones realizadas por Prahalad, Yunus, entre otros. Tal es así, que en la Argentina, algunas empresas de retail como Coppel, Minicuotas Ribeiro, Elektra implementaron una forma alternativa de crédito de consumo dirigida a personas excluidas y no bancarizadas, por no cumplimentar los requisitos tradicionales exigidos para acceder al sistema financiero formal. Reconociendo la necesidad de facilitar el acceso al crédito de consumo a las personas en situación de pobreza. Las compañías de retail para acceder a los sectores de bajos recursos organizan equipos de trabajo, conformados mayoritariamente por mujeres pobres urbanas que viven en los mismos barrios donde habita la población meta que se busca incluir a partir del acceso al crédito de consumo. El nuevo rol que desempeñan es denominado “ejecutivas de cuenta”, “facilitadoras de créditos”, entre otros. La estrategia teórico-metodológica utilizada consiste en un abordaje cualitativo a partir del análisis empírico de trayectorias laborales de mujeres pobres urbanas que permiten comprender y detectar las transformaciones, positivas y negativas, a partir de su inserción en el mundo del trabajo y al mismo tiempo, su repercusión en la vida personal y privada. Finalmente, se brindarán lineamientos sobre las estrategias organizativas innovadoras de dichos trabajadores por las empresas privadas.