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Thursday 07/12 - Ciencias Sociales / Sala C2
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
 
11. Género, Feminismos y sus aportes a las Ciencias Sociales | 7. Teoría y pensamiento feminista |
Thursday 07/12 | 10:30 - 12:30 | Ciencias Sociales | C2 |
Tendencias en la interpretación de la interseccionalidad para la transformación de las estructuras de opresión (#5100)
María Amalia Penabad Camacho 1
1 - Universidad Nacional.
Abstract:
  El reconocimiento de los derechos humanos ha tenido un largo recorrido que consiste en la ruptura de formas estructurales de discriminación para el acceso a la igualdad entre personas. Sin embargo, el modelo de Estado Nación vigente, ha homogeneizado y por lo tanto, invisibilizado la diversidad de cada persona y las diferentes experiencias de discriminación que viven. En 1989, Kimberle Crenshaw, crea el concepto de interseccionalidad para develar aquellos espacios donde se entrecruzan los múltiples aspectos de la identidad de cada persona, que a su vez revelan formas específicas de opresión. Su contribución teórica es reconocida como uno de los mejores aportes a los estudios de género, pero también ha sido criticada por ser imprecisa en su definición y aplicación, ya que se cuestiona si es: una teoría, un concepto o una herramienta para el análisis dentro de la investigación feminista. En el recorrido de interpretación de la “perspectiva interseccional” surgen nuevos retos y nuevas miradas que promueven que la interseccionalidad no se convierta en otro resultado esencialista que limita los análisis sobre las discriminaciones y si pueda orientar soluciones y espacios transformativos. El objetivo de esta ponencia es mostrar abordajes, usos y limitaciones en el uso del concepto de interseccionalidad para develar y analizar las múltiples formas de discriminación hacia grupos históricamente oprimidos. Para ello, se realizó una revisión bibliográfica sobre diferentes interpretaciones que ha tenido este concepto, lo que posibilita identificar sus aportes y limitaciones en el análisis de las opresiones y particularmente sus contribuciones para garantizar los derechos humanos de las mujeres.

 
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Feminismo, socialismo e relatos de viagem: alguns apontamentos sobre Flora Tristán (#5164)
Luna Campos 1
1 - UFRJ.
Abstract:
     Ainda que seja possível notar, atualmente, a presença de muitas mulheres na área de estudos do Pensamento Social, isso não se traduziu em um olhar mais atento, ou mesmo em um aumento nas pesquisas que tenham como objeto de estudo o pensamento de figuras femininas, deixando obras de mulheres relevantes pouco estudadas. Tal é o caso de Flora Tristán (1803 -1844). Filha de mãe francesa e pai peruano, Flora Tristán viveu a maior parte de sua vida em Paris, onde desenvolveu seus estudos e pesquisas sobre a condição operária e teceu, de maneira original, uma série de reflexões sobre a situação das mulheres que poderia, hoje, ser tomada como uma reflexão feminista avant la lettre. Autodidata e socialista, Flora teve como interlocutores Saint-Simon, Fourier, Marx e Engels, e publicou, além de artigos de jornais, alguns livros durante sua curta vida. Seu livro mais conhecido, “A união operária”, de 1843, é uma tentativa de aliar, teoricamente, socialismo e feminismo. Embora na época de seu lançamento o livro tenha tido uma tiragem superior a do Manifesto Comunista (KONDER, 1994), sua influência foi ofuscada e, atualmente, são raras as referências à autora, assim como nas obras de seus contemporâneos. O que nos interessa aqui, no entanto, é o livro “Peregrinações de uma pária”, que relata uma viagem realizada em 1833, quando Flora Tristán vai de Paris ao Peru tentar resgatar uma herança junto à família paterna. Em seus relatos, Flora, que desde cedo percebeu que seus sofrimentos estavam diretamente ligados à sua condição de mulher, representava a si mesma e às outras mulheres como uma “pária”. O termo, desenvolvido nessa obra, é central para compreender as reflexões de Tristán sobre a condição da mulher em seu tempo. Sua condição de “pária” também encontra fundamento no fato de, por conta de seus pais nunca terem se casado oficialmente, não ter sido reconhecida como filha legitima de seu pai, o que impactou de maneira decisiva na reclamação de sua herança. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é analisar a forma como a autora constrói uma reflexão feminista- socialista sobre a condição da mulher focando em seus relatos de viagem, artigos de jornal, cartas e outros materiais relevantes. Acreditamos que os relatos de viagem constituem um meio privilegiado para se aproximar do pensamento da autora, além de ser um material rico em  experiências e reflexões originais sobre temáticas diversas, que guarda certa “liberdade” por ser geralmente mais aproximado da literatura que da escrita acadêmica especializada. Esperamos, assim, contribuir não apenas para a popularização dos escritos de Flora Tristán, mas também, e sobretudo, para resgatar as relevantes contribuições que suas reflexões podem nos trazer.

 
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O Manifesto Ciborgue: o limiar entre o humano e a máquina (#5190)
Thaynara Thaissa Dias Guimarães 1; Pablo Vinicius Dias Siqueira 2; Thaise Maria Dias 2
1 - Universidade Federal de Viçosa. 2 - Universidade Federal de Minas Gerais.
Abstract:
Este artigo tem o objetivo de dialogar sobre a subjetividade do pensamento autônomo de Donna Haraway no seu texto Manifesto Ciborgue. Ler o manifesto ciborgue como guerrilha conceitual rompe com uma série de fronteiras entre a natureza e a cultura, o humano e o natural, o humano e a máquina. O ciborgue é a representação do híbrido e da construção e transformação contínua e fluída do eu. E essa hibridez nos permite mudar a nossa identidade a qualquer momento, não somo sujeitos indetitários, temos identificadores e esses identificadores são escolhidos para compor o eu. Somos maleáveis em como enxergamos a vida, construímos o nosso eu de acordo com o momento que vivemos. Para Haraway, a tecnologia é uma forma de vencer uma incompletude humana, diante de necessidades casuais buscamos o inorgânico. Assim, a autora coloca as questões: o que é natural em nós? Qual a importância de se definir o que é natural e artificial?  Não faz sentindo para ela definirmos esses limites, não há razão para distinguir o corpo e o gênero, pois para Haraway, essa hibridez nós permite sermos o que quisermos, o corpo nunca está pronto e pode-se fazer dele o que se quiser e, portanto, não há modelos. É um mundo pluralista, com sujeitos ciborgues, que se modificam e remodificam, e remodificam... O manifesto ciborgue é o findar das ortodoxias, a subjetividade é a flecha aforismática que o pensamento lança sobre as imposições morais dos padrões estéreis e das repetições religiosamente condicionadas na sociedade, na cultura e também nos campos éticos, estéticos e políticos. Entende-se, desse modo, o pensamento como uma super-ação do pré-estabelecido, portanto, autonomia e autoinvenção.

 
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Mujer-frontera: una categoría para pensar la condición de la mujer ante un Sistema Mundo Moderno/colonial (#5469)
Génesis Estefanía Rodríguez Camargo 1;
Ricardo Valverde Gutiérrez 1
1 - Universidad Autónoma de Ciudad Juárez.
Abstract:
Partiendo de la pregunta: ¿qué ha supuesto para la mujer su condición de género y habitar/transitar la frontera? La investigación centrará su atención en analizar la condición de las mujeres en las fronteras norte (entre México y Estados Unidos) y la frontera sur (entre México y Guatemala) atendiendo la violencia de género o también llamada violencia feminicida como principal eje de análisis, considerando que ésta como fenómeno social exacerbado en los países que conforman América Latina ha de ser distinguida o diferenciada de acuerdo a las distintas regiones o espacios donde se presentan, en este sentido, entendiendo que las regiones fronterizas configuran y son configuradas por dinámicas distintas a otras regiones no fronterizas. El análisis contempla la pertenencia de México y Guatemala al conjunto de países latinoamericanos a un Sistema Mundo Moderno/colonial, en donde la frontera norte es el límite entre el norte y sur global de acuerdo a la división entre eurocentro y periferia, y la frontera sur como la frontera forzosa de las y los migrantes centro y sudamericanos para acceder al norte global, y cómo la frontera es determinante, es decir, como estructura empírica pero también epistémica a la hora de analizar la situación de miles de mujeres que debido a su condición genérica padecen desventajas traducidas en violencia feminicida que se vuelve aún más lacerante en esta región física. Las asimetrías de poder que se presentan en la frontera de un norte y sur global tiene relación con las asimetrías de poder entre géneros, por lo que el objetivo de la investigación versa sobre explicar la condición genérica de la mujer tan tanto construcción histórico-territorial, poniendo énfasis en el discurso del otro, en la frontera de la securitización a partir del imaginario racial moderno, y  entendiendo que la frontera es el espacio donde la diferencia colonial agudiza la violencia de género bajo un legado colonial y por tanto patriarcal. Otro objetivo es crear una categoría que nos permita pensar a aquella mujer que habita en una posición frontera alejada de los centros de poder, es decir, alejada de los pactos patriarcales que la determinan a una posición de frontera, es decir, la mujer-frontera que más allá de representar a la mujer fronteriza, participa de la configuración de la frontera física y simbólica, a manera de contribución a la reproducción de la desigualdad y la continuidad de un sistema sexo-género que organiza al mundo en posiciones jerárquicas y el reconocimiento de ello para crear nuevas formas de configurar la realidad. La investigación busca ser una contribución teórica/metodológica para el estudio de la violencia feminicida a partir de considerar la frontera como un espacio de disputa y de asimetrías de poder, que contribuye a agudizar la violencia feminicida en las mujeres que la habitan y/o transitan.

 
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Los estudios feministas en Guatemala: retos en tiempos de cambio. (#5487)
Ana Silvia Monzón 1
1 - FLACSO-Guatemala.
Abstract:
Hace dos décadas y media iniciaron los esfuerzos por introducir los estudios feministas y de género en la academia en Centroamérica y en Guatemala. El recorrido ha sido accidentado en un medio que se ha debatido entre la postguerra, con sus secuelas de represión hacia las/los intelectuales y la universidad estatal,  la creación de universidades con un perfil neoliberal, y el escaso espacio para el desarrollo de las ciencias sociales y de los estudios feministas en particular. A pesar de estas limitaciones, se identifican algunos logros. Pero sobre todo  enormes retos tanto a nivel epistémico como metodológico y político. La ponencia plantea los hitos en los estudios feministas y de género, las tensiones entre corrientes, los principales temas que se han abordado, y los que han quedado relegados.  Asimismo, los vínculos entre los estudios feministas y los movimientos de mujeres.

 
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Como os feminismos impactaram a Sociologia no Brasil? Conhecendo e situando a produção sociológica brasileira sobre feminismos e gênero (#5509)
Vivian Matias Dos Santos 1
1 - HYPATIA/UFPE.
Abstract:
Surgidas no contexto das ciências modernas ocidentais, as ciências sociais e a Sociologia francesa também se firmaram, inicialmente, por meio de alicerces sexistas (HARDING, 1996). Todavia, é relevante considerar que foi nas ciências sociais onde se assistiu a entrada mais expressiva de mulheres, bem como foi nesta área que os estudos feministas e de gênero encontraram primeiro um terreno propício para se desenvolverem. Hoje, no Brasil, em termos de matrículas as ciências sociais podem ser consideradas a única área do conhecimento onde se observa a predominância quantitativa de mulheres (OSADA & COSTA, 2006) e onde se observou a consolidação -não livre de disputas- dos estudos feministas e de gênero. No âmbito da sociologia alguns campos de reflexões incorporaram rapidamente as contribuições feministas, como exemplo, os estudos sobre família e sexualidade, sociologia do trabalho, etc. Entretanto, o gênero foi incorporado pela sociologia sem revisões teóricas e filosóficas mais amplas (ADELMAN, 2004). Deste modo, as teorias sociológicas clássicas e contemporâneas tem se mantido intactas. Como a Sociologia no Brasil incorpora/incorporou os estudos feministas e de gênero? Quais os impactos das epistemologias feministas nos estudos sociológicos brasileiros? Diante destas questões, esta pesquisa propõe analisar a história da produção científica brasileira sobre feminismos e gênero no campo dos estudos sociológicos nos últimos 20 anos. Este recorte temporal, que dará conta de perceber um panorama da Sociologia nas últimas duas décadas no país, parte do diálogo feminista com Donna Haraway (1995; 2001) ao apostar na vantagem epistemológica da abordagem parcial, situada. Aqui buscamos perceber as ciências (neste caso a Sociologia) como construções sociais. Deste modo, partimos do pressuposto de que todos os conhecimentos científicos devem ser situados (HARAWAY, 1995; 2001), pois carregam as marcas de seu tempo, espaços e sujeitos cognoscentes que os construíram. Temos, assim, o entendimento de que uma ciência desigual reflete as desigualdades estabelecidas na sociedade onde é construída. Neste sentido, vale mencionar que o recorte temporal proposto para este estudo, ainda, permitirá um olhar para o âmbito das políticas públicas voltadas para o fomento à produção científica feminista e de gênero, desvelando distintos momentos: anteriores e posteriores ao Programa Mulher e Ciência, criado em 2005, marco do reconhecimento político das desigualdades de gênero nas ciências brasileiras. Para tornar possível tal análise, tomaremos como referência as publicações feitas, nos últimos 20 anos, em: 1) periódicos de referência nacional nesta área - cerca de 25 periódicos com classificação A1 e A2 Qualis/Capes mais recente na área Sociologia; 2) Anais dos Congressos Brasileiros de Sociologia promovidos pela Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), o evento científico de maior relevância para a comunidade acadêmica no campo sociológico do país.

 
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O papel das teorias feministas latino-americanas na descolonização do saber: uma análise sobre as mulheres que podem morrer no Brasil (#5610)
Amannda De Sales Lima 1
1 - Universidade de Brasília.
Abstract:
         As teorias tradicionais de conhecimento, destacamos as teses eurocêntricas, prestam-se ao fortalecimento de um processo de dominação, no qual o colonizador assenta sua posição de domínio em relação ao Outro, e, ao mesmo tempo, constitui esse sujeito como um ser subalterno. Nessas teses há uma clara dualidade marcada pelo “centro-periferia”, em que a posição de subalternidade dos sujeitos lhes retira do lugar das narrativas oficiais.            As teorias pós/decoloniais surgem exercendo relevante influência na reformulação desse cenário, deslocando o olhar para o Outro e construindo um cenário a partir do Outro. Com isso, esses autores colocam em evidência a periferia - com seus recortes de raça, cultura e classe - como produtora de conhecimento e como um espaço determinante para a existência da modernidade.             A questão da subalternidade é bem desenvolvida por autoras feministas, entre elas, Spivak segundo a qual as mulheres sofrem dupla colonização: a primeira pelo fato de serem mulheres, a segunda pelo fato de terem nascido em colônias. Isso nos leva à reflexão de que o machismo e o patriarcalismo afeta todas as mulheres, ao passo que o colonialismo afeta as mulheres do “Terceiro mundo”. Todavia, essas diferenças trazidas pelo feminismo pós-colonial e ignoradas pelo feminismo ocidental, apesar de essenciais, ainda são bastante secundárias na construção de discursos acadêmicos, assim como o próprio pós-colonialismo e o decolonialismo.                No estudo a ser desenvolvido, realizar-se-á revisão bibliográfica de autoras feministas latino-americanas, com a finalidade de se aprofundar nas teses que estão sendo formuladas, notadamente, em relação a questão do lugar mulher na periferia e sua colocação como subalterna nos estamentos sociais. Nesse sentido, o objetivo central é o de se avaliar as estatísticas de mortes de mulheres, observando as categorias de raça e classe social, para que se compreenda como a construção de uma sociedade machista e patriarcal aliada a teorias tradicionais de submissão da mulher, autorizam a morte desse grupo de pessoas.                        

 
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Ciborgue e Ciberfeminismos no Tecnocapitalismo (#5613)
Cláudia Pereira Ferraz 1
1 - Pontifícia Universidad Catolica de São Paulo.
Abstract:
RESUMO: Este estudo traz os movimentos ciberfeministas em seus percursos históricos, primeiramente, levantando o questionamento e a crítica sobre o ciberespaço. Utiliza-se da metáfora ciborgue de Haraway(1985) abordando a potência das tecnologias da comunicação no tecnocapitalismo. A partir das seleção de amostras em páginas feministas, colhidas no ambiente digital, pode pressupor que o tecnocapitalismo traz o aparato que privilegia relações técnicas em relação às humanas. O que leva a diagnosticar, o trabalho de morte à política de organização na vida da mulher, sob o desempenho do estado e da sociedade, amparados nos valores de matrizes coloniais. Demonstra pelas expressões mapeadas nas recentes redes sociais digitais, a atuação da mulher constituindo frentes de defesas contra os valores patriarcais da base do Império tecno-capitalista, em suas ações nas redes e ruas da América Latina. A política controladora da vida e delimitadora das condições de existência retratada pela biopolítica, apresenta a outra face, aquela que Achille Mbembe (2006) chama de Necropolítica. Esta, é gerida por concepções mortíferas, mas banalizadas socialmente, enfatizadas pelas guerras e as mortes em nome da segurança. No entanto, este presente estudo, estende tal conceito para analisar homofobia e os crimes de ódio em defesa da família tradicional hétero-normativa, assim como, as mulheres que morrem pelos perigos pela prática precária do aborto clandestino, ou por violência doméstica. A morte como consequência das tecnologias de controle político da vida. A metodologia, parte da observação oculta e monitoramento nas principais comunidades feministas na rede social Facebook, entre elas: “Feminismo sem Demagogia”, “Mães Lésbicas”, “Marcha Mundial das Mulheres”, Transfeminismo, Cátedra da Teologia Feminista e “Geledés” no Facebook para coleta dos dados primários. E tem como objetivo, demonstrar a apropriação da comunicação tecnológica pelas mulheres e outras minorias de gêneros como potência política indispensável aos ativismos contemporâneos. Ativando a potência de outra subjetividade, baseada na resistência aos valores neoliberais, heteronormativos, dando voz contra a violência praticada pelo Estado e pela sociedade impregnada dos valores patriarcais, ativos e impostos de forma mortífera àqueles que fogem dos códigos morais constituidores das modulações de ser e viver. As linhas interseccionais dos feminismos na rede são aqui reconhecidas, como possíveis linhas de fuga, e espectros dos recentes ciberfeminismos adquirindo amplitude de voz - subvertendo aparato online. Acrescenta-se a isso, o reconhecimento sobre sua atuação, análoga ao conceito de Multidão, desenvolvido Hardt e Negri, instrumentalizando politicamente a conexão digital. São os recentes ciber-feminismos, apropriando-se da tecnologia da comunicação para articulação entre a rede e rua; proteção, denúncia, e atividade crítica ao que este estudo considera como fragmentos ativos da necropolítica. Pretende comprovar a hipótese, desta atuação confrontar o poder e a servidão, na sujeição ao ideal patriarcal/neoliberal da condição normativa de ser mulher. PALVRAS-CHAVE: Ciborgues, Ciberfeminismos, Tecnocapitalismo, Redes Sociais, Bio/Necropolítica.

 
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Feminismo y derechos de las mujeres : efectos desestabilizantes de la ayuda humanitaria en Haïti (#5787)
Denyse Côté 1
1 - Université du Québec en Outaouais.
Abstract:
Bien acogido por los Haitianos, el impulso de generosidad provocado por el terremoto de 2010 causo por lo tanto una migración de amplios recursos humanos y técnicos que se agregaron a las fuerzas armadas multinacionales (MINUSTAH), a las organizaciones y a las ONG internacionales desplegadas desde varios años en el territorio nacional. Ese aparato internacional desestabilizó el sector democrático haitiano. Como todos sus compatriotas, las militantes feministas fueron muy afectadas por la catástrofe, pero reanudaron al día siguiente con sus labores de apoyo, prevención y abogacía por los derechos de las mujeres. Por lo tanto fueron frecuentemente ignoradas o instrumentalizadas por actores y dispositivos humanitarios internacionales, que habían paradójicamente integrado a sus programas una perspectiva de género. Hay que recordar que con los Estados-Unidos, la Unión Europea y Canadá, varios países y gobiernos latinoamericanos de izquierda o centro-izquierda participaron a ese esfuerzo : Argentina, Brasil, Chile, Bolivia, Uruguay, Ecuador, Paraguay, Perú entre otros.

 
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Teoria de las relaciones internacionales y enfoque de género (#5981)
SANDRA CESILINI 1
1 - UNSaM.
Abstract:
Cada vertiente teórica en el campo de las relaciones Internacionales explica de manera diferente el interés de Naciones Unidas (NU) en la introducción de la temática de género y de las políticas de cuidado en la agenda de los países. El artículo recorre, así las motivaciones que aparecen y que van desde la presión que ejercen las organizaciones de la sociedad civil en los países centrales, hasta la in?uencia de las convicciones humanitarias de los países dominantes dentro de ONU, la influencia de la propia burocracia de las instituciones internacionales, el seguimiento de determinados dogmas instalados respecto de la cooperación; y la dinámica del propio sistema de ayuda al desarrollo, en el marco del neoliberalismo global. Cada una de estas motivaciones se inscribe en un modo particular de concebir las relaciones entre los países, los modos de cooperación y los fundamentos de la ayuda para el desarrollo

 
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a luta das mulheres atingidas por barragens no brasil, sob um olhar feminista decolonial latino-americano (#6154)
Marina Rocha Pêgo 1
1 - UFMG.
Abstract:
O crescimento da industrialização brasileira de meados do século XX é reflexo direto da politica desenvolvimentista global da qual se insere hoje a produção energética no Brasil. Em meio à centenas de obras e projetos hidrelétricos instaurados em todo o território brasileiro, são verificados por várias fontes de estudos junto ás populações atingidas, um longo histórico de violações sistemáticas aos direitos humanos, forjadas por parte de interesses empresariais, juntamente com agencias de governo envolvidas. Nesta esteira, este artigo procura desenvolver reflexões acerca do universo dessas violações no tocante ás mulheres atingidas por barragens no Brasil. A metodologia do artigo está baseada no encontro dos conhecimentos decoloniais latino americanos, produzidos no seio do grupo Modernidade/Colonialidade, aos estudos feministas acerca da colonialidade do gênero, propostos sobretudo pela autora María Lugones. Diante disso, aplicando as dimensões articuladas pela colonialidade do poder, e no decurso da análise de conteúdo referente aos impactos e violências acometidos às mulheres, tem-se aqui o objetivo de captar, por um olhar subalterno afixado ao gênero, a realidade dessas mulheres invisibilizadas pelos empreendimentos hidrelétricos. E, diante da critica aos legados coloniais cravados no paradigma do desenvolvimento, apura-se as formas e os meios de (sobre)vivencia dessas mulheres enquanto atingidas, imersas num cenário hierárquico étnico/racial/sexual de existência, e a luta pela qual passam pelo reconhecimento de seus direitos.

 
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Representações de feminilidade na exposição “O Preço da Sedução: do espartilho ao silicone” (2004) (#6293)
Caroline Müller 1; Ronaldo de Oliveira Corrêa 1
1 - Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Abstract:
Com a intenção de discutir sobre a transformação do ideal da beleza feminina da segunda metade do século XIX aos anos 2000, o Itaú Cultural (São Paulo - Brasil) realizou em 2004 a exposição “O Preço da Sedução: do espartilho ao silicone”. Construída com 129 obras de artistas brasileiros, peças de indumentária, fotografias, encartes publicitários e trechos de filmes, a mostra apresentou uma forma de ser mulher: branca, burguesa e de família tradicional. Privilegiando a articulação entre abordagens da teoria da Cultura Material e dos Estudos de Gênero, temos como objetivo descrever esta exposição e problematizar as representações de feminilidade apresentadas no evento. Ao procurarmos analisar os estereótipos de gênero marcados pela dimensão material, nos filiamos a autores como Joan W. Scott (1998; 2000), Vânia Carneiro de Carvalho (2008), Marinês Ribeiro dos Santos (2010) e Daniel Miller (2013). Em um primeiro momento reconstruímos e identificamos ações que marcaram o evento, tais como as fontes utilizadas, a divisão da mostra e o ciclo de atividades paralelas à exposição. Em seguida, analisamos o discurso verbal e visual proposto pela curadora da exposição no catálogo e no livro da mostra. Como argumento, pontuamos que a exposição marca estereótipos de gênero materializados nos artefatos, utilizando como estratégia para apresentar, cronologicamente, temas como mulher, corpo, beleza e sedução. Ao localizar o estudo temporalmente e não espacialmente, a curadora da exposição toma como referência momentos na história canônica mundial para apresentar as transformações do ideal da beleza feminina no Brasil. Ainda, a exposição trata de algumas relações entre a indumentária e a figura feminina de elite dos séculos XIX e XX, tendo como objetivo construir uma memória dos modelos de feminilidade. Nesse sentido, o modelo de mulher apresentado pela curadora reforça as ideais de feminilidade com base na existência de um binarismo universal, delimitando feminino e masculino em hierarquia e assimetria. Além disso, seu trabalho ajuda a construir uma visualidade da moda a partir de um olhar machista, em que a mulher é reconhecida como objeto do desejo masculino. A discussão destas questões abre espaço para pensarmos sobre como as relações de gênero são debatidas e explicitadas em espaços expositivos.