10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
11. Género, Feminismos y sus aportes a las Ciencias Sociales | 7. Teoría y pensamiento feminista |
Thursday 07/12 | 10:30 - 12:30 | Ciencias Sociales | B2 |
Un nuevo vocabulario para la academia. La irrupción de los Estudios de la Mujer en la Universidad de Buenos Aires. (#2321)
Rafael Blanco 11 - Instituto de Investigaciones Gino Germani (UBA)/ CONICET.
Abstract:
El presente texto es parte de una exploración diacrónica que reconstruye los modos en que el extendido vocabulario en torno a género se fue conformando, inscribiendo, expandiendo y naturalizando entre los años ochenta y el presente en las universidades públicas argentinas. Tras este objetivo general establezco como ejes de indagación: a) las experiencias pioneras y relevantes para este área que dieron lugar a su institucionalización en las universidades públicas, como es el caso de la Carrera Interdisciplinaria de Estudios de la Mujer (Psicología- UBA, 1987) que actualmente estoy analizando; b) las improntas disciplinares que fueron tramando su lenguaje (sociología, psicología, psicoanálisis, historia, antropología) y transdisciplinares (feminismos; estudios culturales, en comunicación, queer); c) los lazos con el activismo, la gestión estatal y en organismos internacionales, las agendas públicas globales y de investigación, los viajes y experiencias formativas que abonaron y tensionaron la conformación de esta área de conocimiento en las ciencias sociales.
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Flores de Ximenes: bem viver, agroecologia e feminismo na mata sul pernambucana (#2539)
Vívian Delfino Motta 1; Raíra Tavares
11 - IFPE.
Abstract:
O assentamento Ximenes está localizado na Mata Sul Pernambucana e foi criado a partir a expulsão da comunidade residente no antigo assentamento Juriçaca, realizada pelo governo do estado e pelo Complexo de SUAPE para implantação de um porto de escoamento de produtos. Durante o ano de 2016 as camponesas do assentamento organizaram uma verdadeira revolução. Se recusaram a fortalecer a industria canavieira que escravia se degrada o meio ambiente e estão substituindo a cana por agroeflorestas e quintais produtivos, onde cultivam frutíferas típicas da região como a graviola, cajá e pinha além de culturas anuais como feijão verde, mandioca e hortaliças. Com o apoio do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e emponderadas através das rodas de diálogo sobre o agroecologia, o papel da mulher na sociedade e uma discussão ampla sobre feminismo e campesinatos, essas agricultoras criaram um grupo de mulheres batizado de Flores de Ximenes. Organizadas, as camponesas resgataram os multirões que acontecem todas as quintas feiras onde acontecem: plantio dos Sistemas Agroflorestais nas parcelas das componentes, reuniões, confraternizações, momentos de avaliação e formação. Também passaram a exigir da associação e do poder público acesso as políticas publicas como a titulação da terra com o nome das mulheres no documento e o acesso ao crédito produtivo específico. Essa experiência enriquecedora gerou o interesse de outros setores, como o setor de comunicação do IFPE que de forma participativa e inclusiva sugeriu o registro dessa história em documentário, e assim nasceu o Flores de Ximenes um documentário que possibilita que as próprias agricultoras conte sua historia como a saída do antigo assentamento, encontro com a agroeclogia e com o feminismo, a consolidação do grupo e as utopias para o futuro. O lançamento do documentário foi realizado no assentamento, através do conceito de cineclubismo, contando com a participaçao do IFPE e do IFAL aumentando ainda mais a inserção do diálogo com outras instituções. Nesse processo o filme foi exibido no campus do IFPE- Barreiros, na Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Marcha Mundial das Mulheres sede Pernambuco, Coletivo Formiga Preta/ Morro do Alemão - Rio de Janeiro, Projeto Justiça Ambiental e o olhar das mulheres no Ceará e na Mostra Integrada de Cultura e Arte do IFPE, ainda está inscrito para a participação em festivais nacionais. O registro do make off também rendeu uma exposição de fotos com vários registros. Atualmente, o grupo flores de Ximenes com o apoio do IFPE continua implantando agroflorestas somado a inserção do grupo no Movimento das Trabalhadoras Rurais e a discussão de territorialidade a partir da junção dos prinicpios da agroecologia com a geografia, investimento na geração de renda e alcance do Bem Viver.
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Maria Lacerda de Moura: uma feminista brasileira e sua concepção de educação da mulher. (#2542)
Paloma Raquel De Almeida 1;
Elba Ravane Alves Amorim.
2; Allene Lage
21 - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - CENTRO ACADEMICO DO AGRESTE. 2 - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.
Abstract:
A educação da mulher, de acordo com os padrões eurocêntricos e patriarcais de sociedade, foi historicamente desprezada,ora voltando-se aos conhecimentos relacionados aos afazeres domésticos, à vida privada e à adequação de formas de ser e de comportar-se para encaixar-se no padrão “mulher honesta”, ora para ser a mulher que conquista, que finge, chamada de “mulher melindrosa” pela teórica que inspira o presente trabalho. Tais valores fixados pelos homens se mostraram violadores e afastados da realidade das mulheres, que viram tolhida sua liberdade nas mais diversas esferas. Entendemos que o pensamento de Maria Lacerda de Moura, datado do início do século XX, tem muito a contribuir ainda hoje, momento em que assistimos cotidianamente a violações de toda ordem alimentadas pela mentalidade sexista repassada entre as gerações, e que recebe a crítica cada vez mais forte dos feminismos. O pensamento de Maria Lacerda de Moura rompe com a concepção de educação da mulher que a torna escrava ao propor uma educação emancipadora, que enxerga na mulher um sujeito de direitos, capaz de se manter e de viver com dignidade dentro ou fora do casamento. Sua contribuição vai além da mulher, uma vez que ela propõe, por exemplo, a coeducação, na qual tanto as mulheres quanto os homens são educados para a vida privada e para a vida pública. Esta é uma forte demanda do século XXI, no qual a maioria das tarefas necessita ser compartilhada entre aqueles sujeitos, recebendo, todavia, resistência e preconceito decorrente da mentalidade amoldada a papeis de gênero previamente definidos. A proposta de educação encontrada na literatura de Maria Lacerda de Moura, esta brasileira grandiosa, nos encanta por sua força e coerência. É assim que acreditamos que sua obra contribui para se pensar uma América Latina mais justa e igual para todas/os. Desse modo, o presente estudo visa analisar Quais as contribuições do pensamento filosófico de Maria Lacerda de Moura na construção da equidade nas relações de gênero? Para tanto, buscaremos analisar a obra de Maria Lacerda de Moura a partir do que foi escrito por ela e por outras autoras, como as também brasileiras Miriam L. Leite e Margareth Rago, uma vez que a obra de Maria Lacerda de Moura, infelizmente, não é de fácil acesso, não havendo amplo conhecimento mesmo dentro das esferas acadêmicas sobre seu legado. Assim, realizaremos um estudo histórico-bibliográfico, pautando-nos na abordagem qualitativa de pesquisa.
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"¿Qué es ser mujer?". Algunas autopercepciones de mujeres de la ciudad de Córdoba- Argentina. (#2605)
Nerea Lucrecia Jodor 11 - Abogada por la Facultad de Derecho y Ciencias Sociales de la Universidad Nacional de Córdoba (FDyCS- UNC). Doctoranda en Derecho y Ciencias Sociales (FDyCS- UNC). Maestranda en Sociología en el Centro de Estudios Avanzados de la UNC. Becaria de la Secreta.
Abstract:
Spivak sostiene que quien es subalterno no puede hablar debido a la imposibilidad de ser escuchado. Ahora bien cuando éste sujeto subalterno es oído, y su voz es revestida de una fuerza particular; su mensaje no solo modifica a un "sí mismo" sino que también tiene la potencialidad de modificar el espacio social que lo circunda. Desde esta perspectiva interesa abordar "¿qué es ser mujer?" para sujetos subalternos latinoamericanos y femeninos de la ciudad de Córdoba que de alguna manera reciben, adoptan y vuelven a dotar de sentido la categoría "mujer" propia de uno o varios feminismos que fueron importados a nuestras realidades sociales, culturales, étnicas y lo más importante a ciertas formas imaginarias de relaciones sociales de sexo- género. La propuesta trabajara exploratoriamente sobre algunas entrevistas tomadas a representantes claves de organizaciones no gubernamentales que se autoperciben como provenientes e integrantes de movimientos sociales de mujeres y feministas. Tales entrevistas son parte de una investigación más amplia con motivo de mi tesis doctoral en la que se trabajan los procesos de institucionalización jurídica de aquellos movimientos. En este sentido surgen algunos interrogantes en torno a las autopercepciones de "ser mujer" que las entrevistadas adoptan - consciente o inconscientemente- de los feminismos importados; por lo que me pregunto ¿esas autopercepciones tienen potencialidad para modificar la realidad que envuelve a tales sujetos? ¿qué tipo de participación en "lo público" promueven? y ¿cómo se diferencia el ideal categórico de los feminismos con la real autopercepción de las mujeres subalternas?
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Patriarcado como categoria de análise na América Latina (#2843)
Élen C Schneider 11 - Universidade Federal da Integração Latino Americana - Unila.
Abstract:
A presente comunicação tem como objetivo analisar de que maneira as epistemologias feministas latino-americanas resgatam, em suas teorias e práticas, o conceito de patriarcado. Para isso, analisam-se três correntes do feminismo, vigentes na América Latina: o feminismo comunitário (GALINDO, PAREDES, GUZMÁN), o feminismo negro (GONZALEZ, CARNEIRO) e o feminismo classista (SAFFIOTI, KIRKWOOD). Para acudir ao questionamento proposto, aprofundamos algumas das assertivas destas três correntes, em relação ao conceito de patriarcado: a) a existência de “nós/nudos patriarcais que não se desatam”, mesmo com a implementação de políticas de equidade de gênero (KIRKWOOD, 1990); b) a vigência de mitos patriarcais coloniais, tais como a cisão entre doméstico e político; o ideal de imparcialidade da justiça e do público; e a vigência de um contrato social que rege a democracia liberal e o exercício da cidadania; c) a ideia do patriarcado, como sendo uma estrutura de sistemas de opressão e um “inimigo principal” da emancipação das mulheres, reivindicada por parte de práticas regionais, como no caso do movimento pela paridade, no Paraguay, do feminismo comunitário e do feminismo autônomo, na Bolívia e dos feminismos negro e classista no Brasil; d) o fato de não ser possível “descolonizar, sem despatriarcalizar”, já que na América Latina o conceito de patriarcado é distinto do ocidental (GALINDO2010; PAREDES 2010). Inicialmente, percebeu-se que essas diferentes teorizações feministas reivindicam o patriarcado como uma categoria de análise relacional a gênero, na medida em que identificam o patriarcado como a base na qual se sustentam todas as opressões (GALINDO, 2010), tanto no espaço privado e doméstico, quanto no espaço público e político. No contexto analítico desta comunicação, se problematiza o conceito de gênero, como sendo mais ligado às políticas públicas e o conceito de patriarcado, como um possível mecanismo de compreensão dos fatores estruturantes das desigualdades étnico-raciais, de classe e sexo/sexualidade. Desta maneira espera-se entender como se articulam as categorias de gênero e patriarcado nas epistemologias feministas latino-americanas e o potencial destas para a compreensão das desigualdades interseccionais no continente. Palavras-chave: patriarcado; gênero; epistemologias feministas latino-americanas.
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El pensamiento sociológico de Clorinda Matto y Soledad Acosta: indagaciones en torno a la familia y la sexualidad (#3001)
María Paula Schapochnik 1;
Verónica Andrea Ledo
1; Mercedes Gabriela Carrea
11 - Instituto de Cultura, Sociedad y Estado. Universidad Nacional de Tierra del Fuego.
Abstract:
Este trabajo forma parte de los avances de investigación de la contribución al pensamiento sociológico de mujeres latinoamericanas en el período desde 1830 a 1930. En él se buscan visibilizar los aportes locales silenciados del canon de la disciplina como productoras de teoría social en su tiempo (Arango Gaviria 2011), teniendo en cuenta que los tópicos abordados por estas mujeres pudieron haberse expresado respondiendo a una realidad fragmentada, subordinada y colonizada propia del contexto Latinoamericano (Salomone 1996). Para ello, indagaremos en el pensamiento de la peruana Clorinda Matto y la colombiana Soledad Acosta, poniendo especial atención en sus contribuciones al pensamiento social clásico respecto a la familia y la sexualidad de la sociedad latinoamericana de su época, enfocándonos en sus obras literarias y en su participación como periodistas en la prensa escrita. Cabe resaltar aquí, que la forma en que han expresado su preocupación por las cuestiones sociales y sus teorizaciones sobre ello no ha sido realizada de forma, en la mayoría de los casos, sistemática, académica (Salomone, 1996) por ello se tomarán sus escritos literarios y periodísticos para rastrear estas dimensiones. Nos proponemos hacer un análisis situado del pensamiento y la visión de mundo de las autoras en torno a tales tópicos, siguiendo los aportes epistemológicos críticos de Figari 2010) en los cuales el cuerpo aparece tanto como una posición específica y opuesta al discurso objetivista dominante como a un territorio de disputa de poder. Si bien nuestro estudio es exploratorio, trataremos de establecer un diálogo y/o tensión con los tipos más distintivos de construcción de teoría feminista, según se ubique el centro de la visión de las autoras en la igualdad, la desigualdad o la opresión de los géneros. Palabras Clave: sociología clásica – Latinoamérica - sexualidad – familia – conocimiento situado.
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A contribuição de Nancy Fraser para a construção da emancipação das mulheres (#3255)
Nayara Damião 1;
Cassia Carloto
11 - UEL.
Abstract:
A categoria emancipação em Marx nos apontaimportantes reflexões apara a construção da libertação das mulheres enquanto coletivo inserido em um sistema patriarcal e capitalista. Entretanto, como pensar na emancipação humana quando existem grupos tão marginalizados na sociedade, a quem até mesmo a emancipação política é negada? Para as mulheres, a quem inclusive a cidadania burguesa foi (e ainda é) negada, pensar na construção de uma nova ordem societária requer estratégias que viabilizem sua existência, sua organização enquanto coletivo, sua voz. Nesse contexto, o movimento feminista se encarregou de ressignificar categorias, problematizando a questão da mulher no patriarcado-capitalismo, e traçou estratégias para alcançar sua emancipação. Assim, a contribuição da concepção tridimensional de justiça social cunhada por Nancy Fraser vem iluminar nossas estratégias de luta. Ao contemplar os aspectos econômicos, culturais e políticos intrínsecos às opressões na sociedade atual, a teoria de Nancy Fraser proporciona que pensemos nas injustiças desde seus aspectos basilares para construir estratégias de enfrentamento que de fato sejam eficientes e de fato rompam com as injustiças. O presente artigo busca a articulação com a concepção tridimensional de justiça de Nancy Fraser para a construção de estratégias que visem a emancipação das mulheres no patriarcado capitalismo. Palavras-chave: emancipação; justiça social; patriarcado; capitalismo; feminismo.
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Interseccionalidad y desigualdad de género (#3258)
Ixhel Solano Mercado 11 - FLACSO México.
Abstract:
PROPUESTA PONENCIA: Interseccionalidad y desigualdad de género. Ixhel Solano Mercado* En América Latina el impulso de los feminismos ha sido uno de los más grandes cambios ideológico-político porque reconoce que las relaciones de poder entre géneros han sido construidas social e históricamente desiguales en detrimento de la mujer y que abarcan todas las esferas de la vida atravesando lo privado hasta llegar a lo público. Las causas de la opresión y subordinación radican en el sistema sexo-género que es a su vez transversal en todas las culturas dominantes a nivel global y a través de la historia. Pero ¿qué le da sentido a la opresión de varones sobre mujeres en todas latitudes, épocas y culturas? La teorización feminista a lo largo de la historia, ha buscado explicar qué subyace en la base de la desigualdad sexual. El análisis sobre el patriarcado desde distintas áreas de conocimiento, señala que la naturalización de la subordinación de la mujer respecto a los hombres es transversal, cuyas justificaciones se basan en argumentos tradicionales-religiosos, específicamente vinculado al rol reproductivo, y a la división sexual del trabajo bajo fundamentos biologicistas. En suma, la desigualdad es definida desde las relaciones de género y estas son básicamente relaciones asimétricas de poder. Los aportes desde distintas corrientes feministas han enriquecido el debate y las posibilidades de explicar la desigualdad estructural que viven las mujeres en todo el mundo. Las formas de discriminación colectivas pensadas desde la interseccionalidad como una categoría operativa, y política elaborada por los estudios de género son útiles para visibilizar la desigualdad estructural subyacente en el género, eestrechamente imbricado en los derechos humanos, enmarcados en el patriarcado y su poder opresión sistémica. La relevancia de la interseccionalidad radica en su potencial para mirar como un prisma, la interconexión entre las identidades de las personas y como desde distintas aristas se experimenta la opresión, tales como las mujeres negras, las mujeres transgénero, las mujeres lesbianas, las bisexuales las mujeres asexuales, las discapacitadas o enfermedades mentales, las mujeres jóvenes y viejas, los cuerpos diversos, las mujeres pobres, las mujeres inmigrantes, las mujeres indígenas, es decir, las problemáticas de las mujeres que el feminismo mainstream no atiende de acuerdo a la propia experiencia y los privilegios que se tienen en el sistema de género. Por ello, es importante para el estudio de las Ciencias Sociales ya que las desigualdades presentan una intensidad de fenómenos que han dado pauta a modificaciones en la estructura mundial, tal es el caso de los conceptos utilizados y las teorías que, en algunos casos fueron rebasadas por los acontecimientos que se han presentado recientemente.
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Feminismo e teoria política contemporânea em sala de aula: Do savoir faire da prática às discussões teóricas (#3474)
Thais Joi 1; Silvio Benevides
11 - UFRB.
Abstract:
Este trabalho tem o objetivo central de analisar a validade de uma hipótese teórica a partir da aplicação prática da temática que relaciona a discussão de gênero e a construção da teoria política contemporânea. Nesse sentido tentamos averiguar a existência de uma relação da inserção da discussão de gênero dentro dos aportes da ciência política a partir do diálogo com abordagens vinculadas aos movimentos sociais voltados para a temática de gênero. Nesse sentido buscamos averiguar também qual a relação de troca (dádiva e contradádiva) entre os movimentos sociais que abordam temáticas de gênero e a reconstrução de uma teoria política contemporânea que, além de abarcar essas novas discussões, passa a subsidiar a temática de gênero com seus aportes normativos. Para testar essa hipótese nós, professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia traçamos como linha metodológica a construção uma disciplina nomeada Feminismo e Teoria política contemporânea para trazer na mesma, discussões teóricas de gênero e discussões teóricas contemporâneas da ciência política, tais como equidade, reconhecimento, redistribuição, a fim de averiguar qual foi o exato momento e as motivações pelas quais essas duas linhas teóricas tecem alianças para se construírem juntas ou criam pontos de tensões que divergem. Nossa proposta se fundamentou nas abordagens teóricas das feministas clássicas e contemporâneas como Simone de Beauvoir, Judith Butler, Angela Davis, Chimamanda Nagozi Adichie, e de, outro lado, nos debatesda teoria de John Ralws, Amartya Sen, HannaArendt, Axel Honneth e Nacy Frasere outros autores contemporâneos. Contamos também com apresentações de ativistas de movimentos LGBTTda Bahia em sala de aula que contribuíram para uma densa discussão com seus aportes práticos. Também contamos com a presença de alunos e alunas que faziam parte de movimentos sociais de gênero. Num ultimo momento convidamos professoras da vertente feminista mais clássica e da vertente QueerOfColor que nos trouxeram um aporte teórico substancialmente novo para discutir a nossa hipótese primeira. Ao final desta experiência constatamos que existiu uma adesão por parte desses movimentos de gênero à temática da teoria política contemporânea e de outro lado,vislumbou-se uma abertura possivel para que cientistas políticos contemporâneos possam receber parte dessa agenda prática para não somente ser absorvida pelos mesmos, como para reinventar os instrumentos práticos e teóricos da própria ciência política. Logo, buscaremos discutir nesse trabalho todo o savoir faire de nosso teste empírico como também colocar em discussão como essas duas linhas teóricas podem conversar e\ou divergir no mundo social contemporâneo.
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Diálogos entre os estudos pós-coloniais e o feminismo Latino-americano (#3489)
Janssen Felipe Da Silva 1;
Aline Renata Dos Santos
11 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
O presente trabalho objetiva realizar um diálogo entre os Estudos Pós-coloniais e o Feminismo Latino-americano. Este diálogo é fruto da discussão teórica desenvolvida em uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco, que tratou das marcas da patriarcalização e de despatriarcalização nas imagens de mulheres nos Livros Didáticos do território campesino do Brasil e da Colômbia. Para isto, destacamos os seguintes conceitos dos Estudos Pós-coloniais: a) colonialismo-colonização; b) racionalização; c) racialização; d) colonialidade nos eixos: do poder; do ser; e do saber; e) diferença colonial; f) geopolítica; g) corpo-política; h) descolonização (Dussel; 1994; Quijano, 2000; 2005; Mignolo 2008, 2011). E do Feminismo Latino-americano evidenciamos os conceitos a seguir: a) patriarcado; b) entronque patriarcal; c) colonialidade de gênero; d) interseccionalidade; e) despatriarcalização (Curiel, 2009; Mohanty, 2008; Paredes, 2010; Espinosa-Miñoso, 2014, 2012; Gargallo, 2007; Lugones, 2012). Fazemos uso da pesquisa bibliográfica e da Análise de Conteúdo via Análise Temática (Bardin, 2011; Vala, 1986). O referido Feminismo luta por uma reconfiguração sócio-histórica, política e por emancipação das amarras imperiais instituídas com o estabelecimento do Sistema mundo patriarcal-colonial-moderno-capitalista (Grosfoguel, 2008). O diálogo entre os Estudos Pós-coloniais e o Feminismo Latino-americano decorre na medida em que questionam o lócus de enunciação de conhecimento eurocêntrico e suas formas de produção prescritas como válidas e universais e apontam para a valorização e a legitimação de outros lóci de enunciação que produzam conhecimentos outros. Assim estas abordagens nos permitem compreender as mulheres latinas americanas como protagonistas de lutas políticas e epistêmicas na construção e na constituição de uma sociedade descolonial e despatriarcalizada.
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Entre lama e luta: gênero, relações de poder e ativismo em contextos críticos à luz da teoria feminista. (#3511)
Amanda Gonçalves De Almeida 1;
Leandro De Souza Lopes
21 - Univesidade Federal de Viçosa. 2 - UNIVERSIDAD VERACRUZANA.
Abstract:
O rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, localizada no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais em novembro de 2015, considerada a maior tragédia envolvendo mineração em larga escala no Brasil, evidenciou danos irreparáveis decorrentes de inúmeros fatores, dentre eles o relaxamento na fiscalização do planejamento, implantação e execução de projetos megaminerários. Além da negligência do empresariado responsável e do Estado, este “contexto crítico” revela diversas problemáticas relacionadas à gestão dessas catástrofes. O crime/tragédia (expressão frequentemente acionada por movimentos sociais nas comunidades atingidas), ainda em curso, provocou impactos violentos diretos sobre os povoados de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo, Gesteira e também sobre a cidade de Barra Longa, localidades arrasadas pela lama de rejeitos de minério. Além das perdas materiais e imateriais dificilmente contabilizadas, as populações têm experienciado diferentes violações, em especial as mulheres e crianças, sendo que estão entre os grupos sociais mais atingidos. Mesmo que os efeitos sociais sejam vivenciados pelas comunidades como um todo, as mulheres sofrem de maneira mais acentuada. Elas “(...) estão sujeitas à discriminação sistemática, aumento da desigualdade e a perda de autonomia. Mas são também as mulheres que resistem, constroem alternativas e procuram melhoras para sua vida e a de suas famílias” (MULHERES E MINERAÇÃO NO BRASIL, 2016). Partindo da perspectiva de que “(...) um mesmo evento estressor terá peso e intensidade diferentes para diferentes pessoas” (SOUZA, 2011, p. 4), este trabalho surge como o início de uma pesquisa bibliográfica sobre relações de poder que permeiam as categorias gênero, classe e raça em situações de “contextos críticos” se atentando ao crime/tragédia aqui apresentado. É nesse sentido que este trabalho propõe uma reflexão a partir de uma vasta e diversificada produção teórica da perspectiva feminista a fim de compreender as relações de poder, categoria analítica cara à Teoria Feminista que, ao dialogar com outros campos do conhecimento tem muito a contribuir tanto no debate teórico quanto no debate político. Vale ressaltar que se trata a princípio de reflexões teórico-metodológicas a luz de trabalhos desenvolvidos, sendo uma primeira etapa de um projeto etnográfico mais profundo ainda em construção.
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Moral, excepcionalismo y representaciones de la femineidad: tomas de la palabra pública entre mujeres populares (Chile, comienzos siglo XX) (#3751)
Antonieta Vera Gajardo 11 - Universidad Alberto Hurtado/Universidad de Chile.
Abstract:
Los estudios culturales y las teorías feministas pos/decoloniales han desarrollado durante las últimas décadas una reconceptualización de la modernidad a partir de las historias y experiencias de los subalternos. Con ello no sólo se devela la construcción paradójica de la igualdad y la diferencia en la modernidad, sino que también el privilegio epistemológico de quienes construyeron la historia y las instituciones emblemáticas del progreso y la democracia. Así, historizar los regímenes representacionales del “Otro” ha hecho parte de los esfuerzos por construir epistemologías interseccionales de la dominación que nos permitan explicar no sólo la simultaneidad, sino que el mutuo modelamiento de relaciones de poder de género, raza, clase, etc. en configuraciones sociohistóricas específicas. A partir de estos enfoques de investigación, ha sido posible sostener que las historias de los movimientos latinoamericanos feministas y de izquierda participaron de esta construcción paradójica de la igualdad y de la diferencia, cuestión que en muchos casos implicó la no-representación de sus propios “Otros” internos (Sunkel, 1985; Curiel, 2007; Bidaseca y Vázquez, 2011). La presente propuesta, enmarcada en el proyecto Fondecyt Nº1161532 “Hacia una sociología de la cultura popular ausente. Corporalidad, representación y mediatización de ‘lo popular reprimido’ y ‘lo popular no representado’ en Santiago de Chile (1810-1925)”, se propone tensionar la distinción de Guillermo Sunkel entre “lo popular no representado” y “lo popular reprimido” considerando la toma de la palabra pública de mujeres populares a comienzos del siglo XX en Chile. Concretamente, me propongo articular el análisis de Elizabeth Hutchison (1992, 1995) sobre la prensa obrera femenina con mi propio análisis de los textos políticos de la Gabriela Mistral ensayista. Mi objetivo es mostrar algunas de las contradicciones subjetivamente vividas por mujeres de origen popular cuyas trayectorias –si bien heterogéneas- muestran también ciertas continuidades con respecto a las tensiones con los movimientos feminista y de izquierda de la época. Así, siguiendo los usos estratégicos de aquello que he denominado “el discurso de la superioridad moral de las mujeres” (Vera, 2016) tanto en las voces de las obreras como en la de Mistral (Vera, 2014), me propongo mostrar cómo la excepcionalidad de lo femenino popular en el espacio público, confrontó a estas mujeres a una serie de vivencias paradojales que no lograron ser intelegibles para estos movimientos progresistas. Estas vivencias del sujeto femenino popular ilustran aquello que Kimberle Crenshaw (1995) ha denominado “la dimensión interseccional de la desposesión”. Tal situación redundaría en un tipo de soledad política cuyo efecto más complejo se cifraría en un agenciamiento que dependería del confirmar -en gran medida- el régimen representacional de “lo femenino” a comienzos del siglo XX en Chile.