10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
12. sociología de la cultura, arte e interculturalidad | 2. Redes interétnicas y relaciones interculturales. |
Thursday 07/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Psicología | 13 |
Los desafíos educativos interculturales en Latinoamérica (#3321)
Juan Bello Domínguez 11 - UPN 094 CDMX.
Abstract:
La contribución social de la educación y la escuela en Latinoamérica, consiste en defender los derechos para que: el individuo acceda al dominio de competencias para el aprendizaje, a sostener una oferta educativa y cada sociedad o individuo la adecue a las condiciones de vida y requerimientos de conocimientos y saberes para dominar su entorno. Entre estos saberes está, cómo el individuo accede al aprendizaje del sistema de derecho que orienta el principio organizador de la sociedad en la que vive. Hoy, el tránsito del paradigma de la enseñanza al paradigma del aprendizaje, implica que no basta con enseñar. Los derechos y sus preceptos hacia la cohesión social es insosolayable. Los especialistas de la educación enfrentan el reto de la formación, en donde se priorice el compromiso y el sentido ético hacia la práctica y el aprendizaje, pero sobre todo en la relación intercultural con los demás. Esta base permitirá difundir el conocimiento para el ejercicio de los derechos, la participación y la interculturalidad. La apertura de la educación y el derecho para el reconocimiento y la atención de la diversidad, la interculturalidad y la convivencia en el contexto de la inclusión, permitió la entrada no sólo de la diversidad, sino de la alteridad. Esto es, el reconocimiento de la diversidad cultural conllevó a su atención mediante protocolos interculturales para la convivencialidad, en el sentido de lo técnico y lo práctico, en tanto la educación plantea promover relaciones dialógicas entre los actores educativos desde sus diferencias en un espacio intercultural. El ejercicio de la ciudadanía intercultural es un proceso complejo, pero no imposible, implica establecer relaciones y prácticas sociales diferentes a las que hoy existen, tendientes a generar mecanismos que permitan la convivencia entre todos los grupos que conforman la sociedad, más allá del reconocimiento y respeto a su diferencia. Hoy, el respeto y la aceptación son insuficientes para promover relaciones dialógicas orientadas a la interculturalidad, que conlleven a la construcción de una ciudadanía democrática y permita la coexistencia, la convergencia mediante encuentros en una visión de totalidad. El enfoque intercultural reconoce y acepta la diversidad sociocultural, incorpora derechos sobre el particular en la legislación e implementa acciones, desde las políticas públicas focalizadas para los desiguales y los diferentes. Así, el enfoque la concibe como proyecto político en un contexto de relaciones horizontales, “desde abajo”, desde la subalternidad para toda la sociedad.
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Estar Junto – Espaços, lugares e iniciativas coletivas e colaborativas Independentes das Artes Visuais no Brasil (#3590)
Joana D'arc Sousa Lima 11 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
Em virtude da pergunta orientadora proposta pelos organizadores desse simpósio temático, cito, Qual é o lugar da cultura e da arte nos processos de transformação atual? Optei por escrever sobre a cena artística das artes visuais da cidade do Recife, situada no nordeste do Brasil recuperando práticas, modos de fazer e sociabilidades juvenis vivenciadas em espaços e lugares de produção, exibição e formação auto gestionários e independentes das artes visuais. Tais iniciativas independentes marcam um modus operandis característico do final dos anos 1990 e as primeiras décadas dos anos 2000. Isso se problematizado, aponta para ações promovidas por jovens pretendentes ao ingresso no campo das artes que por “falta de oportunidade” de ingresso pelas regras oficiais inventam seus próprios meios e lugares de trabalho para existirem socialmente como artistas e ativistas das artes. Esses espaços e outros que pulsam e/ou pulsaram no território tênue das artes visuais na cidade integram artistas inquietos. Em alguns casos, críticos ao estabelecido e ao institucionalizado, em outros casos, aqueles que não conseguiram se adaptar ao sistema, ou ainda aqueles que desacreditam no próprio sistema, mas certamente todos se juntaram, em algum momento, pelos laços afetivos em que suas biografias se entrelaçaram e naquele momento propuseram coletivamente fazer algo junto. Existe uma política do afeto que possibilitou e possibilita pessoas se reunirem em torno de uma causa, um fazer, um aprender junto, para compartilhar da comida, para dançar, e assim inventam-se existências e se inventam lugares de produção, formação e exibição das artes visuais independentes. A questão da amizade será tratada aqui por meio de um aporte teórico com autores como: Hanna Arendt, Francisco Ortega, Michel Mafessoli, Michel Foucault. Considero importante mencionar que experiências de agrupamentos e ateliês coletivos na cena artística da cidade foram um dado relevante, porque foi trazido pelas memórias dos artistas e efetivamente registrado em pesquisas e na historiografia da arte em Pernambuco apontam para um dado da tradição dessa sociabilidade. Nesse sentido irei discutir por meio de estudos da sociologia, da antropologia e da história as indicações que apontam, para além da amizade, as razões que levam as pessoas se organizarem em grupos de interesses. Nessa esteira contaremos com as indicações de autores como Raymond Willians (estrutura de sentimentos), Heloisa Pontes (grupo de sociabilidade intelectuais), Howard Beker (mundos das artes).
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Unir para festejar, unir para lutar: as associações negras no pós-abolição (#4005)
Karina Almeida De Sousa 11 - UFSCar/UFT.
Abstract:
A reflexão proposta neste papper é parte integrante da pesquisa de doutoramento que busca analisar as formas de sociabilidade e ação coletiva dos povos da diáspora africana a partir de suas associações. É sabido que as formas de segregação impostas à América Latina se distinguiram das formas impostas aos Estados Unidos da América, o que nos permite reconhecer, na América Latina, algumas associações que surgiram no bojo de sociedades excludentes e discriminatórias. Na América Latina, de modo mais abrangente, afrodescendentes prósperos no pós-abolição perceberam tal segregação e buscaram meios de integrar os espaços de sociabilidade típicos da classe média branca, buscando como estratégia a construção de espaços similares para uma parcela da população negra que estava, em sua maioria, entre a classe média branca e o proletariado negro (organizações sociais e cívicas paralelas as criadas pela classe médica branca) (ANDREWS, 2007). Pesquisas apontam o surgimento de associações com este caráter em diversos países latino americanos, como Cuba, Uruguai, Peru e Argentina além do Brasil. As restrições à integração da população negra quanto ao acesso a direitos e bens antes destinados apenas aos "homens livres", são, portanto, o nascedouro de diversas sociedades, agremiações, associações negras, agrupadas no termo Clubes Sociais Negros. Uma das teses mais relevantes a respeito da integração da população negra no caso brasileiro, atribui a sua inserção periférica, resquício do sistema escravagista, o impedimento a completa integração desta população no mercado de trabalho, deste modo, as análises acerca da mobilização negra seriam orientadas a integração da população de cor e não uma mudança radial das bases sociais e econômicas da sociedade (RIOS, 2009). O caráter coletivo de tais associações, a partir de suas atividades de cunho recreativo, político, social e educacional, nos leva a considerar a articulação entre as dimensões política e cultural, com foco para além da inserção econômica dos negros e negras que se associaram, além de refletir sobre a historiografia do movimento negro no século XX, ao buscar pontos de intersecção entre como a literatura canônica tem caracterizado este movimento e as diversas formas de associação negra, a partir da ação coletiva desta população. Com o objetivo de contribuir para a compreensão da sociabilidade negra, o papper pretende, portanto, analisar a emergência desse modelo de associativismo a partir dos Clubes Sociais Negros localizados na região Sudeste do Brasil utilizando como fonte de dados pesquisas bibliográficas, documentos oficiais, atas, regimentos, acervos pessoais e entrevistas.
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Espacios, colaboración, micropolíticas celebratorias y memoria en los itinerarios del circuito artístico de Buenos Aires en los años 80 (#4049)
Marina Suarez 11 - Universidad de San Martín.
Abstract:
En Buenos Aires, hacia finales de la dictadura y principios de la democracia, la apertura de espacios de producción algunos oficiales y otros del circuito alternativo, favoreció cruces entre diferentes formas de expresión artística, como las artes plásticas, la literatura, la música y el teatro. Dentro los espacios de la llamada cultura underground, se realizaban improvisaciones, fiestas, performance, recitales y pintadas en vivo. También, en este circuito, el cuerpo y la sexualidad fueron campos posibles para el cuestionamiento a la normativa dictatorial y la experimentación. La improvisación resultó un recurso fundamental para el teatro, la pintura adquirió un carácter performático, al tiempo que se huía de los conceptos del arte comprometido y de la retórica política partidaria y adquiría centralidad la fiesta y su fuerte componente reconstitutivo de los lazos sociales. La fiesta como una manera de expresar la vida sobre la muerte, de la alegría contra la desesperanza. En este trabajo me propongo reconstruir una cartografía crítica de espacios de la denominada contracultura –en oposición a la cultura hegemónica- de Buenos Aires de los años 80. La hipótesis que orienta el trabajo es que, durante ésta década, las acciones artísticas que tuvieron lugar en el actual Centro Cultural Recoleta junto con un corpus de espacios del circuito alternativo como: El Café Einstein, El Parakultural, espacio Medio Mundo Varieté, Espacio Bolivia, Espacio Cemento, entre otros; tuvieron un rol protagónico en la reconstrucción del campo cultural, favoreciendo los encuentros entre artistas y disciplinas. Por último consideramos que las acciones artísticas colaborativas que se llevaron adelante en estos espacios y los esfuerzos de los artistas -que a ellos asistían- por subvertir sentidos comunes y enfatizar la adhesión al grupo, contribuyeron a la construcción de una memoria común que, de manera subyacente, prosigue su trabajo. Una vez que las memorias subterráneas lograron invadir el espacio público, reivindicaciones múltiples se acoplaron a las disputas de la memoria, con importantes conquistas hoy en el campo de los Derechos Humanos en Argentina.
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Diáspora africana e subjetividade agudá no romance Um defeito de cor (#4311)
Michely Andrade 11 - UECE.
Abstract:
Quando pensamos o local da mulher negra no campo literário brasileiro, o que emerge são representações, em sua maioria, repletas de estereotipia. Tia Anastácia, Rita Baiana e as personagens de Jorge Amado são alguns exemplos do tratamento dado à mulher negra, revelada como objeto e não como sujeito da representação. No romance Um defeito de cor, o “Atlântico negro”, outrora retratado apenas por navegadores homens, é reinscrito sob o ponto de vista de Kehinde (Luísa Mahin), um dos símbolos de resistência do movimento negro e mãe do poeta, advogado e abolicionista Luís Gama. Segundo relatos, ela teria sido uma das líderes da Rebelião dos Malês, bem como participado de inúmeras revoltas de escravos ocorridas em Salvador na década de 1830. Mesclando elementos biográficos e ficção, a escritora mineira Ana Maria Gonçalves narra a trajetória da personagem, que vai da condição de escrava na São Salvador da Bahia até tornar-se uma agudá (retornada) em Benin, na costa ocidental africana. Partindo desse universo, o trabalho traz análises sobre o tratamento literário dado à condição de vida da mulher negra no final do século XIX, utilizando as reflexões de Maria Lugones sobre Colonialidade e gênero. Ao propor um feminismo descolonial e intersecional, Lugones nos auxilia a compreender as marcas da violência física e epistêmica da colonização do ponto de vista da mulher negra. Somando-se a essa análise, será abordada a construção da subjetividade da personagem enquanto uma agudá, revelando os conflitos e hibridismos no processo de identificação. Segundo Pierre Verger (2002), os/as retornados/as brasileiros provocavam sentimentos hostis na população africana local, porque se consideravam diferentes e superiores aos que lá permaneceram. Como afirma Eurídice Figueiredo (2009), agudá significava ao mesmo tempo católico e como a religião católica era identificada com os brancos, os brasileiros eram “brancos” de uma nova espécie, em que a cor da pele não interferia na classificação. Em Um defeito de cor, a diáspora africana é representada, sobretudo, como circulação e intercâmbio de culturas. O trauma da violência colonial, por sua vez, é relembrado a partir de uma memória fragmentada e revivido junto às complexidades e trocas interculturais do Atlântico negro. Para ativistas do feminismo negro, a história de Luísa Mahin representaria uma possibilidade de releitura para a alteridade do Atlântico negro. De antigo objeto de análise a mulher negra passa a ser representada não apenas com sujeito empoderado, mas cosmopolita, híbrido, pós-colonial.
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Hábitos de lectura entre la población estudiantil de la Universidad Estatal a Distancia de Costa Rica. Una aproximación sociológica. (#5108)
Roberto Carlos Orozco Monge 1; Mario Barahona Quesada
11 - Universidad Estatal a Distancia.
Abstract:
La presente ponencia es una sección de una investigación próxima a finalizar del insituto PROIFED (Programa de Investigación en Fundamentos de la Educación a Distancia) llamada "Estudio Exploratorio sobre los hábitos de lectura entre la población estudiantil de la UNED". La ponencia, busca problematizar los factores sociales que impulsan o inhiben la práctica de la lectura y ciertos temas de interés. Cabe preguntarse dentro de los objetivos del presente trabajo, ¿Qué factores sociales influyen en el desarrollo del gusto o no de la lectura y hacia ciertas temáticas de la misma entre los estudiantes de la Universidad Estatal A Distancia? Dicha transmisión del interés o no por la práctica de la lectura y el posterior desarrollo del gusto por las diferentes temáticas, tienen una influencia social muy fuerte y principalmente por la escuela y la familia, en el desarrollo de esa práctica y que conlleva a entender cómo se desenvuelve la práctica de la lectura en el campo cultural y como se desarrolla el gusto por la misma para observar si existen regularidades en ciertos grupos sociales y sus intereses lectores. Al ser el grupo de estudio, estudiantes universitarios, a modo de hipótesis, podemos decir que son estudiantes con un acercamiento cotidiano con dicha práctica cultural. Pero, dicho grupo de estudiantes, presentan singularidades que vuelven el análisis de mayor interés, ya que la Universidad analizada es de modalidad "a distancia" que podría influir de una manera positiva en un mayor acercamiento a la lectura. Además, dicho centro de estudios, tiene como objetivo el acercamiento a zonas rurales a la educación superior, que como característica general, tienden a tener un menor nivel educativo y esto podria estar influyendo en el acercamiento a la lectura y en las temáticas de la misma. Por lo tanto, se puede observar el interés sociológico que tiene analizar a jovenes universitarios y particularmente a estudiantes de dicha educación a distancia, para aportar en un tema tan cultural como la lectura, siempre apoyados de un autor ineludible como Bourdieu, cuando en su libro El Sentido social del Gusto nos indica: "El ejercicio de la lectura como las demás prácticas culturales, obedece a las mismas leyes, con la singularidad que es transmitida con mayor fuerza por el sistema educativo". Por lo anterior, la importancia de ver otros factores sociales que pueden influenciar en habitos de lectura y con mayor fuerza estudiantes universitarios.
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Posibles usos del enfoque dramático goffmaniano para el estudio de la interacción entre actores internacionales (#5125)
Yamila Manzur 11 - Universidad Nacional del Litoral.
Abstract:
Para comprender las interacciones sociales que se dan en la vida cotidiana, Erving Goffman propone en su libro “La presentación de la persona en la vida cotidiana” un enfoque por él denominado “dramático”, ya que retoma ideas y situaciones propias del teatro para elaborar herramientas conceptuales que permiten estudiar las interacciones. Para que una interacción social se desarrolle de manera exitosa, sus participantes deberán concluir la misma teniendo la impresión de que el otro se ha mostrado tal cual es, de que no persigue segundas intenciones y de que uno ha causado el mismo efecto en el otro. Para garantizar el éxito de la interacción resulta fundamental definir correctamente la situación social que enmarca esa interacción. La definición de la situación dotará a los actores de la información necesaria sobre las reglas que allí operan y guiará la actuación. La definición de la situación es un proceso sumamente ya que depende de la percepción que ambas partes tengan de la situación. Es decir, mi definición de la situación se basa no solo en mi percepción, sino en la percepción que tengo sobre la definición de la situación realizada por el otro. Para definir la situación interaccional de manera correcta, es necesario contar con la mayor información posible acerca del escenario donde se despliega la interacción y acerca del otro con quien se interactúa. De acuerdo con Goffman, la información útil que pueden obtener los participantes son la vestimenta, la postura, las palabras, los gestos, la disposición de la escenografía, las pausas, etc. Sin embargo, el autor no rescata como información útil la nacionalidad del interactuante. Goffman ha aplicado sus teorías no solo a la sociedad angloamericana, sino a otras sociedades nacionales con culturas diferentes, pero siempre restringiéndose a la interacción entre pares nacionales. De esta manera, el autor no ha estudiado las situaciones interaccionales entre actores de diferentes naciones. La siguiente ponencia busca complejizar este vacío teórico analizando las interacciones entre actores de distinta nacionalidad a partir de las categorías dramáticas construidas por Goffman. Nuestra población objeto de estudio se compone por los estudiantes extranjeros que realizaron intercambios académicos de corta duración en la Universidad Nacional del Litoral a lo largo del año 2016 y aquellos que continuaron su intercambio en el primer semestre de 2017. Esta población se compone (y se renueva) cada semestre de aproximadamente 140 estudiantes de grado provenientes de alrededor de 18 países diferentes. El objetivo entonces, es observar participativamente las interacciones cotidianas desplegadas por los estudiantes de distintas nacionalidades para luego analizarlas en clave goffmaniana aplicando sus categorías dramáticas a fin de comprender como se utiliza el signo de la nacionalidad en la interacción y qué consecuencias tiene su uso en la misma.
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Diáspora, exílio, multiculturalismo e relações de poder no cinema contemporâneo (#5176)
Jonas Nascimento 11 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
Desde o século XIX, com a invenção da fotografia, da imprensa (sobretudo o sensacionalismo popular) e, em seguida, com o surgimento do cinematógrafo, a experiência subjetiva dos indivíduos tem sido moldada e transformada de modo impressionante. Os impactos sensoriais, as mudanças perceptivas, os efeitos fisiológicos e psicológicos dos choques e sobressaltos dessas transformações sociais, contribuiriam não apenas para modificar, mas, principalmente, criar novas formas de ver, pensar e sentir o mundo. Sem dúvida, as mudanças introduzidas pelas instituições modernas, a rápida e incontrolável alteração do cotidiano social das cidades, a industrialização, o colonialismo e o imperialismo; a internacionalização da economia, o surgimento de uma indústria cultural demasiadamente predadora, e tantos outros inumeráveis acontecimentos de nossa história recente, afetaram e continuam a afetar os aspectos mais externos da cultura e mais íntimos do “self” (GIDDENS, 2002). Na era da globalização e da conexão wi-fi, da frequência cada vez maior de migrações voluntárias e forçadas de populações, dos meios de comunicação de massas e da videoconferência, em suma, do fluxo de pessoas, capitais e informações através de redes desterritorializadas, as compressões espaço-temporais e o descentramento\fragmentação do sujeito parecem pôr em cheque alguns postulados epistemológicos da modernidade tais como de unidade nacional, de identidade cultural inviolável e de coerência do “Eu” (APPADURAI, 2004). Atualmente, diversos questionamentos são levantados a respeito das categorias de identidade, raça, etnia, gênero, fronteira, território, nação e pertencimento, numa rearticulação das tensões entre o “global” e o “local”, do “lugar” e do “não-lugar”, no que emerge termos e categorias novas como os de “entre-lugar” - um ao mesmo tempo semelhante e diverso - e “glocal” - junção do global com o local. A título de exemplo, para alguns teóricos, em razão do constante fluxo de códigos culturais em escala planetária, embora a cultura tenha seu “local”, percebe-se ser hoje cada vez mais difícil e problemático dizer onde elas se originam (HALL, 2003). Quanto mais a vida social torna-se mediada pelo mercado, pelas imagens e pelas mídias eletrônicas, as identidades parecem “flutuar livremente”, numa espécie de separação entre o espaço (simbólico) e o lugar (concreto) (BHABHA, 1998; HALL, 2009; APPADURAI, 2004). Pergunta-se, então, até que ponto a representação fílmica da diáspora e do exílio, ou nas palavras de Ute Fendler (2003), a “estetização da imigração”, pode servir como esse veículo simbólico de subversão e contra-discurso à lógica da modernidade eurocêntrica de “pureza” e “superioridade” identitária da cultura ocidental, num ato de desobediência epistêmica (MIGNOLO, 2008), ou mesmo de provincialização da Europa (CHAKRABARTY, 2000), ao desalojar o “centro” da prática histórica em favor das “margens”, ou, melhor dizendo, do fluxo, da contaminação, da “impureza”, do “movimento” cada vez mais constante em direção a zonas fronteiriças de traduções culturais?
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El enfoque intercultural: posibilidad para convivir y aprender entre las diferencias (#5439)
Liliana Duran Cruz 11 - Escuela Normal de Especialización.
Abstract:
RESUMEN Actualmente nos encontramos con una sociedad contradictoria y excluyente ante las diversas manifestaciones de pensamiento y de identidad, de esta forma se asume la tolerancia como una alternativa pasiva que pretende respetar las diferencias de los otros. No obstante, esta visión limitada también impacta en los escenarios educativos cuando se busca incluir al diferente, a aquellos niños que son desdibujados por la comunidad y que únicamente se les inserta a espacios escolares sin hacerlos partícipes en el desarrollo curricular. Con ello, permea al interior de las aulas una multiplicidad de prácticas discriminatorias por parte de docentes y alumnos que invisibilizan y violentan a los grupos vulnerables debido a que no empatan con los cánones de normalidad. Bajo este marco, persisten de manera insistente agresiones y segregaciones hacia los alumnos que hablan diferente, se mueven diferente o piensan diferente, quedando de manifiesto que la educación requiere de nuevas perspectivas que promuevan la construcción del ser a partir de propuestas no sólo pedagógicas sino también socio-culturales. Desde esta mirada, el enfoque intercultural permite impulsar prácticas de carácter inclusivo donde el respeto y los principios de eticidad gesten ambientes que favorezcan la convivencia de culturas y saberes para el desarrollo de una educación integral con y desde la diversidad a través del curriculum. Siendo así, el papel del docente transmisor de conocimientos tiene que transformarse hacia la figura de un docente mediador que sabe acompañar aprendizajes, de tal virtud que las diferencias cognitivas, físicas, religiosas y socio-culturales puedan concebirse y apreciarse como oportunidades para enriquecer los aprendizajes de todos y no como barreras que entorpezcan el desempeño escolar.
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La desinstitucionalización de las prácticas literarias: el caso de la literatura marginal en Brasil (#5754)
Lucas Amaral De Oliveira 11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
La ponencia aborda dos fenómenos expresivos de un importante movimiento cultural presente en las periferias de São Paulo, Brasil: la “literatura marginal” y los “saraus poéticos”. La propuesta es analizar el impacto de las experiencias artísticas colectivas en la labor literaria de escritores oriundos de barrios con poco acceso a equipamientos culturales y con déficit en políticas públicas dirigidas a la cultura. La pregunta que nortea mi trabajo puede ser sintetizada de la siguiente manera: ¿en qué medida es posible entrelazar creación literaria y participación comunitaria dentro de esos dos fenómenos urbanos aún en curso? El movimiento de la literatura marginal surge y se consolida alrededor de los saraus periféricos, y tiene como fuerza propulsora, justamente, experiencias culturales en el espacio público a partir de los cuales algunas comunidades artísticas periféricas resinifican la ciudad a través de la creación literaria y de la actuación colectiva. Los saraus emergen en el espacio público como reunión artística que envuelve a residentes y visitantes de territorios específicos que buscan exponer sus textos autorales al público, discutir literatura, leer producciones de otros autores y performar creaciones estéticas. En el fondo, dentro de estos fenómenos podemos notar una tentativa de construir una lectura propia sobre lo que la ciudad es, cuestión que puede alterar tanto el modo como los residentes de las periferias son rotulados, así también la manera como ellos piensan sus identidades colectivas y se relacionan con el espacio social más amplio. El argumento que defiendo es que la cuestión de la territorialidad a la que el individuo pertenece es esencial para pensar la literatura marginal, y que además, ella puede ser considerada como homóloga a la posición ocupada por el escritor periférico en el campo de producción cultural dominante en Brasil. Para driblar aquella lógica, es posible percibir la movilización de una serie de expedientes y recursos de esos agentes en el sentido de crear un espacio de contravención y transgresión estéticas, un espacio heterotópico. Esas contravenciones estéticas, espacios contra-hegemónicos de producción de enunciados, pueden emerger tanto en las lecturas de poemas, discursos, obras lanzadas, entrevistas, manifiestos, así como también en el activismo cotidiano. Ese proceso ocurre a través de la transformación de los espacios urbanos marginales de los cuales son oriundos en recursos para sus formas narrativas, manipulando palabras, símbolos y códigos diversos, bien como artefactos materiales que disponen, para producir enunciados y comunicarse con otros, a fin de reivindicar espacios de habla y representación. El arte se torna, de ese modo, praxis, una experiencia compartida y una forma de vivir y pensar la ciudad.