10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
11. Género, Feminismos y sus aportes a las Ciencias Sociales | 7. Teoría y pensamiento feminista |
Thursday 07/12 | 10:30 - 12:30 | Ciencias Sociales | D2 |
A produção do conhecimento e as teorias feministas latino-americanas (#7823)
Renata Araújo Matos 1; Renata Monteiro Lima
11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
Uma vez que qualquer estudo sobre as obras de todas as ciências indica claramente que, de modo geral, as mulheres estiveram ausentes ou mal interpretadas, o mundo contestador feminino se pergunta por que. Por que as teorias não deram os devidos créditos aos papéis por elas desempenhados na construção do conhecimento e na formação de suas sociedades? Outra questão, relativa à nossa realidade, é se perguntar em que medida se considera importante a participação de mulheres latino-americanas no contexto da produção intelectual e ativismo político. O redesenho das categorias gênero e? patriarcado, mulher e feminismo tem construído debates centrais ? na luta política das mulheres, recolocando termos e possibilitando rediscutir as fronteiras da democracia, das representações, da justiça, da igualdade e da cidadania. Entretanto, dentro dessa conjuntura de reivindicações epistemológicas há um negligenciamento dos diversos contextos históricos e culturais. Mesmo que os estudos sobre gênero tenham ampliado horizontes e eixos-metodológicos, como a intersecção através do feminismo negro, os questionamentos sobre as experiências étnicas das mulheres latino-americanas continuam fragmentadas nas formulações do pensamento teórico feminista. Segundo Miñoso (2014), mesmo existindo uma preocupação relativamente antiga, a problemática das mulheres negras e indígenas foram/são colocadas como questões pontuais, não ocasionando uma mudança estrutural no feminismo latino-americano. Obviamente, constata-se a existência de condições históricas que tem impedido o tratamento adequado desses sistemas de opressão. O que faz com que, mesmo sendo produzidos por feministas do sul, muitos estudos estejam inseridos nas correntes do norte. Diante à complexidade desse cenário, a reflexão aqui proposta está diretamente vinculada à esfera da prática política na produção do conhecimento, visando analisar as contribuições que as perspectivas dos movimentos decoloniais vêm agregando, tanto em termos de uma visão crítica das práticas existentes, quanto aos termos propositivos de construção de outros discursos, valores, e afetos. Palavras-Chaves: mulheres; feminismo latino-americano; epistemologias feministas.
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SOFRIMENTO E MORTE: QUESTÕES DE GÊNERO E SUICÍDIO (#7839)
Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski 11 - Universidade Federal de Santa Catarina.
Abstract:
O alto e crescente índice de suicídios no Brasil aponta para a necessidade urgente de tratar do tema com a sensibilidade e a seriedade que o mesmo exige. Nesse trabalho buscamos refletir sobre como a ação de tirar a própria vida tem sido pensada ao longo do tempo por diferentes áreas do conhecimento, como a sociologia, a antropologia e a psicologia, para em seguida apresentar possibilidades para que a historiografia contribua com o debate pela ótica da história das emoções. A categoria gênero é aqui utilizada para a análise histórica do suicídio, pois ao longo do tempo mulheres e homens colocaram fim à suas próprias vidas, impulsionados por pressões sociais que lhes causavam angústias. No passado e no presente, as pessoas sofrem pelas determinações sociais de gênero e pela violência gerada por elas. Violência psicológica, física ou verbal contra as pessoas que não seguem o modelo idealizado de conduta para os homens ou para as mulheres. Essa violência de gênero que causa tanto sofrimento faz com que algumas pessoas prefiram a morte em lugar de uma vida oprimida. Utilizamos como fontes de pesquisa histórica os inquéritos policiais que se referem a suicídios ou tentativas de suicídio que ocorreram no período de 1890-1940 e que se encontram no Arquivo Público da cidade de Castro, Estado do Paraná, Brasil. Foram encontrados 23 inquéritos policiais sobre suicídio ou tentativa de suicídio de mulheres e 40 inquéritos de suicídio ou tentativa de suicídio de homens. Busca-se com essa pesquisa, compreender como um tema tão difícil para a sociedade, ao ponto de converter-se em tabu, pode ser pensado pela história de forma que a pessoa, sua dor e seu ato sejam o foco e não somente o que se disse sobre o suicídio nos discursos institucionais que são geralmente alvo de análise nos trabalhos sobre o tema. Nos inquéritos policiais sobre os suicídios há palavras de dor, de revolta, de desespero. A proposta que aqui apresento para uma história do suicídio e das relações de gênero traz a análise dos registros de suicídio que estão nos inquéritos policiais focando nas narrativas das testemunhas e em bilhetes ou cartas de suicidas. Estes arquivos permitem um enfoque diferente sobre o suicídio não se centrando no discurso sobre o mesmo, discurso médico, literário, religioso ou jornalístico, mas nas narrativas que revelam experiências e emoções.
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DO PORNÔ AO PÓS-PORNÔ: Corpo e subversão na América Latina (#7968)
Nathalia Gonçales 11 - Museu Nacional / UFRJ.
Abstract:
As ideias desta apresentação têm como propósito aprofundar o debate a respeito do corpo, mas também das estratégias de subversão crítica aos regimes discursivos que se fixam como princípio de verdade sobre ele. A linha condutora desta discussão será por meio de propostas políticas conhecidas como pós-pornografia. Atualmente, podemos pensar o pós-pornô como uma rede de produção ampla - envolvendo vídeo, performance, literatura, dentre outras manifestações - que busca tensionar o alto escalão das potentes ficções políticas como lugar privilegiado de produção de sentido sobre o corpo, a sexualidade e o desejo. Em especial, por meio de performances artísticas, interrogo como os processos de construção políticas da heterossexualidade, da colonialidade, da branquitude e das tradições cristãs atravessam vidas e subjetividades situadas abaixo dos trópicos. Sem dúvida, seguir chamando essas manifestações de pós-pornografia sem produzir nenhum tipo de tensão seria cair na armadilha fácil da homogeneização e da produção de uma “nova” e infame identidade - esse não é nem de longe o meu objetivo. Desta maneira, procuro mostrar como o pós-pornô na América Latina produz e reinscreve as políticas do corpo por meio de uma descolonização do conhecimento, criando conexões ambivalentes com os saberes e poderes hegemônicos. Dentro de uma configuração maior sobre o sexo, busco pensar a pornografia mainstream enquanto técnica de representação própria dos dispositivos de subjetivação estruturantes da sexopolítica contemporânea. Da mesma maneira que a dança, o cinema ou o teatro, a pornografia executa um conjunto de coreografias corporais reguladas por códigos de representação bem precisos. Alguns desses códigos técnicos de masculinidade e feminilidade pertencentes à linguagem pornográfica têm como propósito fazer corpo, produzindo não só diferenças sexuais, senão também diferenças de gênero, de classe, de raça, de corporalidade, dentre outros marcadores sociais. Nessa matriz dura, o discurso pornográfico engendra um efeito absoluto sobre o que seria a representação da sexualidade, não necessariamente deixando de fora a possibilidade criativa de outros imaginários dissidentes a respeito do uso dos prazeres, mas provocando camadas hierarquizadas em função de suas normas e estéticas excludentes. Em seguida, resgato a polêmica histórica conhecida como Sex Wars para mostrar como a disputa entorno da pornografia vai instalar um debate profundo dentro do feminismo nos anos setenta e oitenta: de um lado, as feministas radicais; de outro, as feministas pró-sexo. Um dos deslocamentos mais criativos para esse impasse em relação à pornografia vai surgir precisamente da estratégica eleição por uma política sexual afirmativa como parte integrante das reivindicações feministas, abrindo caminhos até uma produção que vai reclamar o prazer sexual e a agência dentro de uma estrutura que era pensada como sendo exclusivamente misógina e produtora de violência. Desponta então o que se convencionou chamar de pós-pornografia, ou pôs-pornô, um movimento híbrido que circula nas fronteiras entre ativismo político e arte performática com o fim de disputar e complicar as representações dominantes da pornografia tradicional.
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Feminismo: um debate que pressupõe uma abordagem crítica. (#8101)
Kíssia Wendy Silva de Sousa Kíssia 11 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
Pensar criticamente a situação das mulheres dentro de uma perspectiva classista é fundamental para superação do status quo e para uma emancipação plena da humanidade. Para tanto, torna-se imprescindível uma abordagem crítica, embasada no materialismo histórico e dialético. Desse modo, o presente trabalho objetiva tratar do feminismo, pautando-se metodologicamente na teoria marxista. Nesse sentido,?consideramos importante as especificidades das lutas empreendidas pelas mulheres através das várias correntes feministas e das diversas bandeiras levantadas pelos feminismos, mas não se pode perder de vista a concepção de sociedade?de classes e a luta pela sua superação. Isso implica na necessidade de análises centradas na perspectiva da totalidade, com reflexões acerca da realidade concreta das mulheres e suas condições materiais e objetivas de vida?e de reprodução, considerando sempre o caráter histórico da análise e suas macrodeterminações. A luta das mulheres se insere no enfrentamento existente entre as classes antagônicas da sociedade capitalista, o que pressupõe uma análise que busque apreender as raízes que conformam a exploração da classe trabalhadora e a subjugação das mulheres nesta sociedade. Destarte, o que se percebe nas teorias?denominadas como pós-modernas,?é um afastamento do teor político e crítico da análise e isso tem sido evidenciado?na prática do movimento feminista, visto que ocorre um distanciamento do debate da luta de classes e acendem-se holofotes para as diferenças existentes no âmbito micro, de forma a fragmentar a luta das mulheres.? Nas teorias da pós-modernidade, exaltam-se as representações e a simbologia, impedindo que haja consciência coletiva e ajudando a consolidar a ordem vigente. Todavia, em um caminho inverso, o paradigma marxista tanto consegue apreender e englobar as subjetividades, quanto vislumbra uma nova ordem societária.?Reafirma-se aqui, portanto, que o debate de gênero deve estar sempre em consonância com o debate da luta de classes. Ademais,?com base no marxismo, que busca a essência das coisas, abre-se espaço para transformação da situação das mulheres em seus vários aspectos e também?à?mudança societária, o que exige ação da coletividade, sem se prender a movimentos individuais de caráter minimalista.?Dessa forma, entendemos que um desafio teórico-prático está posto para luta feminista na contemporaneidade, em que o debate de classes está perdendo forças em detrimento de uma concepção ampla e genérica de gênero. Portanto, intensificar a luta pela alteração societária diante da atual conjuntura, deve ser o norte para pensar?a organização do movimento feminista, sem limitar-se a conquista de direitos, mas buscando superar esse “estado de coisas”, mediante um diálogo constante entre o feminismo e o marxismo.?
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Gênero e Encarceramento: as intersecções no debate acerca de presídio feminino. (#8472)
Ana Paula Palheta Santana appalheta 11 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará.
Abstract:
o presente trabalho tem por objetivo apresentar uma análise sobre as intersecções encontradas ao longo da pesquisa realizada no Centro de Recuperação Feminino (CRF), único presídio feminino do Pará, estado situado na Amazônia brasileira. O estudo foi realizado com uma abordagem qualitativa através da pesquisa bibliográfica associada à pesquisa de campo e contou com a participação de 12 interlocutoras, na faixa etária entre 19 anos a 74 anos, todas sentenciadas a cumprir sentença em regime fechado. O levantamento de dados foi realizado através de entrevistas semiestruturadas durante a pesquisa de campo. As estatísticas oficiais mostram que a população feminina é a que mais cresce nos presídios brasileiros, dado o envolvimento das mesmas no trabalho de tráfico de entorpecentes, o que também assemelha-se a realidade de outros países. No entanto, os debates decorrentes deste cenário deixam invisíveis as questões relativas ao gênero, como se o encarceramento fosse vivenciado da mesma forma por homens e mulheres. Esta é a problematização que realizo ao longo do trabalho, indicando que ao estudar o cárcere feminino não é possível fazê-lo sem levar em consideração as questões relativas à classe, a sexualidade e a maternidade, para citar apenas algumas intersecções. Isto porque os dados relativos à pesquisa aludem para o fato de que as mulheres em situação de cárcere compreendem sua realidade de modo interligado a outras dimensões da vida social, o que torna imperativo a discussão de categorias citadas anteriormente na análise dos fenômenos. Conclui-se, então, que a intersecção é fator primordial para as interpretações pertinentes a este campo de estudo ¾ colocando em xeque o modelo do feminino idealizado de “mulher frágil” ou de “mulher maternal”, haja vista que as mesmas se reconstroem no mundo do encarceramento, quase sempre rejeitando seus antigos parâmetros de comportamento.
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As categorias gênero e mulher na perspectiva do Feminismo Descolonial (#8634)
Stela Rosa 11 - Universidade Federal de Santa Catarina.
Abstract:
O presente trabalho tem como objetivo contribuir com o campo de Estudos do Feminismo Decolonial, a partir das reflexões teóricas produzidas pelo Grupo Modernidade/Colonialidade. Nesse sentido, um dos eixos centrais é o processo de classificação social cujo principal pilar é raça/etnia, que tanto categorizou as mulheres latino-americanas colonizadas como fêmeas, portanto num processo de hierarquização diferente das mulheres brancas europeias, quanto desestruturou as relações de gênero existentes entre os povos indígenas e os negros vitimados pelo processo de colonização. Nessa direção, pretende-se apresentar uma revisão teórica das categorias gênero e mulher a partir de construtos téoricos de vertentes feministas decoloniais, autônomos, indígenas, afro, lésbicas e comunitárias, nas quais raça/etnia e classe e outras outras formas de classificação e exclusão social são centrais para compreender os processos de opressão, subjugação e violência a que são/estão submetidas as mulheres latino-americanas afrodescendentes e indígenas no seu cotidiano e suas invisiblidades nas políticas públicas brasileiras com recorte de gênero, implementadas nos países da América Latina e Caribe, a partir da década de 1990. Tais políticas, estimuladas pelos organismos internacionais, são balizadas, principalmente, nos conceitos de vulnerabilidade social e feminização da pobreza, que falam mais pelo que silenciam do que pelo que expressam, visto que, mesmo trazendo elementos que não se restringem às questões econômicas, não consideram as desigualdades de raça/etnia. [S1] [S1]
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Sobre género y lenguaje: lingüística descriptiva y su articulación colonial (#8782)
Guillermo Alfonso Viasús Quintero 11 - Linguista - Universidad Nacional de Colombia. Estudiante de la maestría en ciencias sociales con mención en educación - FLACSO Argentina.
Abstract:
Este trabajo propone una intersección entre género y lenguaje a partir de dos conceptos principales; colonialidad del lenguaje (María Lugones, 2010; Gabriela Veronelli, 2016) y traducción colonial (María Lugones, 2010). Lo anterior retomando, por un lado, el proyecto propuesto por Lugones (2010) en el que se reconoce a la colonialidad de género como un eje fundamental que atraviesa a la colonialidad del lenguaje, del poder, del saber, del ser y la naturaleza (Lugones, 2010), y por el otro, las posibilidades epistemológicas de realizar un análisis crítico de la lingüística descriptiva que tradicionalmente ha generado procesos de objetivación de las lenguas de las personas con adscripciones étnicas en América Latina. Este trabajo presenta ejemplos provenientes de la disciplina lingüística, la manera como el ejercicio de descripción y escritura de gramáticas y otros análisis sobre las lenguas de tradición ágrafa de adscriptos étnicos en América Latina ha correspondido con un constante ejercicio de traducción colonial que construye jerarquías (lengua escrita -lengua ágrafa, lengua culta – lengua vulgar, colonizador – colonizado, hombre - mujer), que, como afirma Veronelli, permiten la deshumanización de lxs sujetxs colonizadxs, reforzando una visión sobre la alteridad lingüística como una alteridad no dotada de lenguaje o con una capacidad de comunicación rudimentaria. En este sentido, la categoría de género resulta potente, toda vez que la traducción y los intentos por acercarse al conocimiento de la expresión de género en las lenguas minorizadas del continente ha impuesto un sistema de marcas dicotómicas (masculino-femenino) sobre percepciones de género como experiencia de sujetos civilizados hablantes de lenguas cultas (dominantes) y ha postulado una categoría “neutro” para describir una serie de realidades que no corresponden con lo masculino-femenino dominante en el discurso de los sujetos moderno-occidentales, simplificando la expresión de la experiencia de género a través de las lenguas habladas por adscriptos étnicos. El trabajo analiza cómo esta forma de invisibilización de realidades como el género a través de un hablar por el otro/la otra constituye una forma de crear jerarquía sobre él/ella, silenciarle (negarle su posibilidad de narrarse y en últimas, de vivirse) e intervenir sobre la experiencia subjetiva de cuerpos que escapan a la experiencia masculino-femenino, que han adquirido una existencia casi espectral (Leticia Katzer, 2014). En este sentido se busca aportar desde los trabajos que abordan la colonialidad del género para nutrir metodologica y epistemológicamente a los estudios lingüístico - descriptivos del lenguaje. Se finaliza con una discusión sobre la potencia de la(s) oralidad(es) en lenguas nativas/minorizadas/étnicas como formas de resistencia a la normalización (Rivera Cusicanqui) y como expresiones potentes para volver a nombrar los géneros-otros en lenguas étnicas/nativas/minorizadas, invisibilizados a partir la imposición de género y sexualidad que han partido del entendimiento de las lenguas desde una experiencia de colonialidad de saber/poder.
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Histéricas, maníacas, loucas: uma visão sobre as mulheres internadas em cumprimento de medida de segurança no Instituto Psiquiátrico Forense, Porto Alegre/RS, Brasil. (#8811)
Janaina de Souza Bujes 11 - UFRGS.
Abstract:
O trabalho propõe uma reflexão sobre as práticas de poder e as tecnologias de governo do Estado, a partir de uma pesquisa documental sobre a trajetória de mulheres que cometeram delitos e foram, na época da sua condenação, consideradas inimputáveis pela justiça criminal. Por esta condição, elas foram encaminhadas para cumprimento de medida de segurança no Instituto Psiquiátrico Forense Dr. Maurício Cardoso, sediado em Porto Alegre/RS, Brasil, local definido como campo da pesquisa. O Instituto Psiquiátrico Forense Doutor Maurício Cardoso (IPF) é o hospital de custódia e tratamento psiquiátrico responsável por abrigar as pessoas condenadas pela justiça do estado do Rio Grande do Sul pela prática de delitos e que, em razão da sua inimputabilidade, são isentas de pena e encaminhadas para o cumprimento de medida de segurança. Única instituição com esta finalidade no estado, o IPF constantemente figura nos jornais e noticiários, em razão de suas péssimas condições estruturais e de instalações, bem como seu déficit de técnicos e médicos especializados, no atendimento dos internos. No último censo, em dezembro de 2016, realizado pela Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE), entidade que o administra, contava com 211 internos, sendo destes 205 homens e 6 mulheres. A pesquisa parte dos referências teóricos da Sociologia do Direito e da Antropologia do Estado com o objetivo de traçar um perfil das mulheres internadas, dando visibilidade, para além do recorte de gênero, a outras categorias e especificidades com as quais podem estar eventualmente relacionadas, entre as quais, classe, etnia, orientação sexual, condições de saúde etc. Ademais do objetivo geral de trazer à luz histórias de pacientes internadas em uma instituição estatal de sequestro, o trabalho pretende, como objetivo específico, discutir como as tecnologias de governo atuam na constituição de determinados corpos, a partir de marcadores sociais de diferença específicos. A investigação, que está em sua fase inicial, propõe, como metodologia, uma genealogia que resgate o contexto histórico da noção de loucura e criminalidade, a partir de documentos de internação destes sujeitos e da instituição, em diálogo com a produção legislativa acerca da pessoa com transtorno mental como sujeito de direitos, considerando os diferentes embates no campo discursivo e nas lutas dos movimentos sociais e da sociedade civil para implementação de uma nova gramática de direitos e diferentes políticas públicas para estas populações.
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Voces y Subjetividades de género de niños, niñas y adolescentes cuyas madres han migrado a otros países en la ciudad de Buenaventura. (#8912)
Eva Maria Lucumi Moreno 11 - Universidad del Pacífico.
Abstract:
La propuesta investigativa se centra en visibilizar las voces de los sujetos de género residentes en el distrito de Buevaventura, contextualizadas en experiencias de la migración sustentadas en razones políticas como la amenaza, la persecución, el desalojo, la desvinculación. ademas de explorar sobre las voces generizadas de migrantes por razones económicas: pérdida y despojo de bienes, de falta de oportunidades laborales, de acosos sexuales, obligatoriedades al desempeño de actividades laborales con implicaciones y compromisos involuntarios que atentan contra la integridad, la moral, la ética, así como procesos de desvalorización de ingreso monetario, entre otras condiciones y situaciones propias de un conflicto armado en Colombia. Los estudios relacionados con las subjetividades de género trasnacionales se han centrado en las subjetividades de las madres migrantes internacionales, más específicamente migrantes por razones económicas. Sin embargo, quedan muchas inquietudes con respecto a esas otras subjetividades que están estrechamente relacionadas con esa mujer que emigra a otro país para “brindar un futuro mejor” a su familia tal es la tendencia en Buenaventura de las madres de migrar a Chile,panama,costa rica,argentina, españa, italia,estados unidos. por ejemplo. Uno de esos cuestionamientos se centra en la subjetividad de género de los niños, niñas y adolescentes con experiencia de tener una madre migrante, importante visibilizar como elaboran su subjetividad de género a partir de la ausencia de este referente identitario como la madre. Desde una postura epistemológica hermenéutica, la siguiente investigación aspira a comprender los sujetos dentro de marcos de referencia específicos (Bogdan y Taylor, 1987). Comprender en esta investigación implica establecer un diálogo con el otro y a partir de éste, construir escenarios de discusión y reflexión que se nutren de múltiples perspectivas. A nivel metodológico, la presente propuesta de investigación es de tipo exploratorio y emplea un enfoque cualitativo. Parte de los siguientes supuestos investigativos: Existen subjetividades de género diversas que se configuran en contextos de conflicto armado, postconflicto, y algunas de ellas se encuentran en situación de construcción colectiva de alternativas para la paz. Las experiencias subjetivas de géneros diversos no se limitan a los cuerpos femeninos o feminizados. Y que la construcción de subjetividades de género diversas no se limita a la dualidad del binomio de lo masculino y femenino hegemónico. Las subjetividades de género juveniles /niños,niñas y adolescentes forman parte de las subjetividades diversas que emergen en el contexto de conflicto armado y postconflicto de colombia.
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Apuntes para una genealogía del pensamiento sexo-disidente argentino: el caso Perlongher (#8929)
Facundo Nazareno Saxe 1; Atilio Raúl Rubino
21 - CInIG-IdIHCS-UNLP-CONICET. 2 - CeLyC-IdIHCS-UNLP-CONICET.
Abstract:
Este trabajo busca identificar los aportes teóricos y epistemológicos del pensamiento sexo-disidente latinoamericano desde una perspectiva de análisis genealógica sobre la disidencia sexo-genérica. A partir de la cristalización de la teoría queer (y de lo que podemos denominar feminismos queer) a principio de los años noventa, en Estados Unidos se realizan generalizaciones que indican como punto de inicio del pensamiento sexo-disidente el año 1990 (marcado en general como año fundacional de las teorías queer). Con las publicaciones de Butler y Sedgwick (1990), se configura a posteriori un supuesto nacimiento de las teorías queer y las teorizaciones sexo-disidentes. Nos interesa problematizar esta idea y marcar, como ya señala Gayle Rubin, que el pensamiento sexo-disidente debe apreciarse de forma genealógica, transhistórica y transnacional. En ese sentido, se puede trazar una línea por lo menos desde el siglo XIX que nos permite pensar en una teoría genealógica del pensamiento sexo-disidente, basta con pensar con ejemplos como los aportes históricos y teóricos de figuras como Magnus Hirschfeld o el feminismo anarquista. En particular, en el caso específico latinoamericano nos interesa analizar los aportes de Néstor Perlongher no sólo como poeta y literato, sino como teórico y ensayista sexo-disidente. Perlongher es una figura clave para pensar el mapa de proyecciones e influencias de la disidencia sexual en el espacio rioplatense, así como en la representación y la teorización sobre sexo-disidencia en Latinoamérica. Para este análisis utilizaremos herramientas de los Queer Comparative Studies (2010, Hayer, Higonnet y Spurlin), que nos permitirán realizar un análisis genealógico y comparativo de los antecedentes e influencias de Perlongher en diálogo con el concepto de “terror anal” (2009) de Paul B. Preciado. A partir del trabajo con una serie de figuras como Hocquenghem, Foucault, Deleuze y su circulación en espacios geopolíticos específicos se podría verificar que Perlongher establecería un antecedente directo y genealógico de las teorizaciones de Preciado. A su vez, nos interesa pensar el lugar de Perlongher en la producción de conocimiento sexo-disidente en las universidades argentinas, así como su presencia en los movimientos de liberación LGBTIQ argentinos y sus vínculos con los estudios de género y su impacto en el ámbito académico.
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¿Se puede hablar del paradigma de Género en la Ciencis Sociales? (#9096)
Daniel Gutiérrez-Martínez 11 - El Colegio Mexiquense.
Abstract:
De manera esquemática, la noción de Género ha sido generalmente relacionada con la equiparación, equidad sexuada, véase entre la diversidad sexual, en el ámbito de lo político y lo público y/o lo privado. Es decir, se ha tratado a la par de desvelar procesos de sometimiento dominación y monopolio de una ideología particular (en específico la patriarcal) sobre las demás formas sexuadas de identidad, etc. Asimismo estas posturas han tenido mayoritariamente cábida en las posturas feministas con tinte particularmente político y de luchas por los derechos de las personas, muchas veces remitido solo a las mujeres y la comunidad LGBTI, así como referenciado casi a la uninimidad por la dimensión sexual y de la desición del cuerpo. No obstante, la noción de Género resguarda aún muchos aportes en términos epistemólogicos, más allá de las dimensiones políticas y teóricas de los feminismos desde la primera hasta la más reciente. En este tabajo plantearemos de qué modo la noción de género desde un punto de vista epistemólogico puede dar cábida a ser considerado un paradigma, en la medida que logra visibilizar y comprender todos los fenómenos sociales, desde la mirada del Cuerpo, la diversidad humana y la intersubjetividad. Más allá de los reclamos y demandas de orden político, y en tanto teorías de poder, el enfoque de Género se presenta como el enfoque de las "relaciones intersubjectivas del cuerpo social y personal". Aquñi daremos cuenta de estos avances y sus aportes a las ciencias sociales, particulamente desde la dimensión de las emociones y los sentimientos de pertenencia simbólicos.
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La revolución feminista en sociología: una lucha inacabada (#9250)
Artemisa Flores Espínola 11 - Universidad Paris-Sorbona.
Abstract:
La investigación feminista lleva más de cuatro décadas desarrollando su análisis para desvelar la ausencia de las mujeres en el conocimiento, ya sea como objeto o sujeto de investigación, y evidenciar todos los sesgos de la ciencia patriarcal. Los aportes de la teoría feminista al campo de los estudios de la ciencia y tecnología han contribuido al desarrollo de numerosos trabajos que han puesto en evidencia los sesgos sexistas y androcéntricos de la producción científica. Las mujeres en la investigación, conscientes de su estatuto minoritario, se interesaron por las formas en que fueron excluidas de la práctica científica, lo que las llevó a formular ciertas cuestiones de orden epistemológico: ¿cómo habría sido una ciencia hecha por las mujeres? ¿cuáles son las consecuencias de la hegemonía de los hombres (blancos, de clase media, occidentales y heterosexuales) en el campo de la ciencia? Dado que resultaron propuestas epistemológicas de este movimiento se plantea entonces la cuestión de sus impactos en las prácticas metodológicas y, en particular, la forma en que las académicas feministas integran los principios que estas propuestas conllevan en su práctica científica. El objetivo de la comunicación es examinar los aportes de la teoría feminista del género a la sociología, no solamente en analizar los cambios demográficos de la disicipline (contar cada vez con más mujeres), sino también en los métodos, las metodologías y el contenido mismo de las teorías sociológicas. A pesar de que el aporte feminista ha sido determinante para desafiar algunas nociones clásicas en sociología, en particular en sociología del trabajo, su influencia y reconocimiento siguen estando restringidos a ciertas áreas de la disciplina y se sigue observando una resistencia para asumir sus aportes.