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Thursday 07/12 - Humanidades / Sala 12 (CÁCERES)
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
 
24. Sociología de la Educación y Políticas Educativas |
Thursday 07/12 | 08:00 - 10:00 | Humanidades | 12 (CÁCERES) |
Origens sociais populares, trajetórias escolares e destinos de jovens e adultos universitários no Brasil: Dificuldades, desafios e processos de resistência (#0790)
Adalberto Carvalho Ribeiro 1; Sirliane Da Costa Viana 1
1 - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP).
Abstract:
Desde os estudos de Pierre Bourdieu que a associação entre origem social e desempenho escolar vem sendo reiterada na Sociologia da Educação revelando as desigualdades educacionais em todo o mundo. Contudo, a categoria “capital cultural” formulada pelo próprio Bourdieu ajuda na revelação de outros fenômenos sócio educacionais demonstrando negação de destinos por indivíduos de camadas econômicas populares que se transformam em sujeitos de sucesso escolar. No Brasil, os relatórios de pesquisas da lavra do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE) e publicados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) tratam do perfil sócio econômico e cultural dos alunos das universidades federais brasileiras e comprovam mudanças importantes desse estrato social que acessou à universidade pública nacional. As pesquisas foram feitas em 1997, 2003, 2011 e 2014. A série permite realizar o recorte por regiões o que revelaria ainda mais as desigualdades educacionais se associadas as desigualdades regionais existentes no Brasil. Este trabalho tem como objetivo analisar as trajetórias escolares, a origem social específica e os possíveis destinos, apenas dos universitários de cursos de graduação, matriculados nas universidades federais públicas brasileiras que estão situadas na região Norte do Brasil. A região Norte é marcada por fortes assimetrias econômicas em relação às demais regiões do país, assim como assimetrias dentro da própria região. Há assim, um recorte geográfico na proposta da presente pesquisa. A pergunta investigativa central que inspirou a pesquisa é: Quais as estratégias de universitários de camadas populares, nos desafios e dificuldades durante seus cursos de graduação, que os fazem resistir a fim de que os mesmos possam ser considerados casos de sucesso escolar? A abordagem metodológica, enquanto teoria centra-se no Método Histórico Dialético porque permite entender as desigualdades regionais e sociais presentes na problemática em questão. Por seu turno, o método de procedimento se baseia nas Estatísticas existentes nos relatórios e nas entrevistas semiestruturadas com sujeitos matriculados em uma das universidades da região (onde os autores desempenham suas atividades profissionais como docentes e pesquisadores). Portanto, a pesquisa trabalha tanto com ferramentas quantitativas como qualitativas e se encontra no âmbito do grupo de pesquisa Recursos Sociais, Educação e Meio Ambiente (GPCEM), cujo líder é um dos autores desta comunicação. Além da categoria capital cultural e de Bourdieu o trabalho ainda se apoia em Bernard Lahire, na categoria disposições, e nos estudos que vem sendo publicados pelo grupo de trabalho de número 14 (GT14) da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED).

 
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Para além das cotas: como as ações afirmativas tem transformado as universidades brasileiras? (#4923)
Thais Santos Moya 1
1 - Unicamp.
Abstract:
O ano de 2012 entrou para a história como o marco de uma nova etapa do debate acerca das ações afirmativas no Brasil e, consequentemente, sobre os rumos que o país tomará nas próximas décadas. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que definiu o princípio da ação afirmativa com critério étnico racial constitucional, juntamente com aprovação da “Lei de Cotas” (Lei 12.711/12) pelo Congresso e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff consolidaram a ação afirmativa para populações pobre, negra e indígena como uma política do Estado Brasileiro, balizada por seus três poderes: legislativo, executivo e judiciário – o que aponta para o fim do duelo entre contrários e favoráveis a política, inaugurado há mais de uma década. O que está em jogo, agora, é a disputa qualitativa de tais programas afirmativos. A questão que realmente importa é: Qual tipo de transformação esse projeto político almeja realizar no país? A colonização no território brasileiro foi fundamentalmente marcada por um processo de racialização, que resultou na constituição do não-branco, como um sujeito outro, desprovido do que foi socialmente construído e entendido como humanidade. Tal processo colonizador, fundamentado em um ethos euro-cristão, conciliou um padrão de normalidade costurando noções de raça, gênero, sexualidade, classe, ente outras diferenças. Este trabalho parte do pressuposto teórico metodológico de que o processo colonizador brasileiro desenvolveu-se a partir de narrativas, discursos, conhecimentos e práticas produzidos e difundidos pelo o universo acadêmico. O qual, nos últimos anos, tem sido atravessado pelas inquietações advindas das ações afirmativas. De um modo geral, a ação afirmativa tem sido acompanhada e avaliada pelas instituições competentes, porém tais análises têm apresentado duas linhas principais de enfoque: balanço empírico quantitativo e o balanço dos posicionamentos favoráveis e contrários; os quais, apesar de necessários, busco suplantar, apresentando uma terceira via analítica: a Decolonial. Para tanto é importante buscar responder perguntas que o debate sobre as ações afirmativas tem feito a todos nós: A universidade tem sido transformada quanti e, principalmente, qualitativamente pelas ações afirmativas? Se sim, de que maneira? Se não, por quê? Os marcadores de diferença estão sendo problematizados, tanto institucional, quanto cientificamente, no ambiente acadêmico?  Por fim, mas não menos importante: Que tipo de autorreflexão as ações afirmativas estão promovendo nas universidades públicas brasileiras? Para responder - inicialmente como um projeto piloto a ser aperfeiçoado e expandido nacionalmente - foram realizados mapeamentos analíticos das universidades públicas paulistas que implementaram alguma modalidade de ação afirmativa. Tal mapeamento visou determinar e analisar como a rotina administrativa, pedagógica e científica dessas instituições foram impactadas pela ação afirmativa, a partir da tríade: ingresso, permanência e produção de conhecimento.

 
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Sou o primeiro da família a estar na universidade: os discursos de estudantes ingressantes na universidade pública (#8338)
Danyelle Nilin Goncalves 1
1 - Universidade Federal do Ceará.
Abstract:
Um fenômeno vem chamando a atenção de pesquisadores do campo das ciências humanas: a participação de alunos que não fazem parte do perfil que tradicionalmente ocupava o ensino superior brasileiro vem aumentando gradativamente nos últimos anos no Brasil. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a porcentagem de pessoas pobres nas universidades públicas brasileiras quadruplicou de 2003 a 2013. Nas universidades privadas a participação de pobres também cresceu, embora de forma mais tímida, saindo de 1,3% para 3,7%. Ainda assim, é possível afirmar que os indicadores brasileiros são muito baixos se comparados aos dos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, ficando muito abaixo  de países emergentes como Turquia (21%) e México (24,1%).Os dados chamam a atenção, justamente pelo peso atribuído historicamente ao ensino superior no país. Como afirma Severino (2008), o ensino universitário tem sua importância proclamada tanto pela retórica oficial como pelo senso comum predominante no seio da sociedade. É-lhe atribuída significativa participação na formação dos profissionais dos diversos campos e na preparação dos quadros administrativos e das lideranças culturais e sociais do país, sendo visto como poderoso mecanismo de ascensão social, cabendo destacada valorização para o ensino oferecido pelas universidades públicas. Dada essa situação de relevância do ensino superior e da flagrante desigualdade de acesso a ele,  o aumento de vagas e a democratização do acesso à educação superior sempre esteve nas pautas das lutas dos movimentos sociais pela melhoria da educação, se transformando em metas estipuladas nos últimos Planos Nacional de Educação. Nos últimos anos surgiram vários programas governamentais e políticas que vêm contribuindo para o aumento da entrada na universidade desses grupos tradicionalmente excluídos da educação superior. O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre a presença dos alunos da Universidade Federal do Ceará que fazem parte da primeira geração familiar de ingressantes no ensino superior brasileiro, a partir dos discursos produzidos por eles. Busca apreender quais significados os universitários nessa condição atribuem à estada na universidade, como elaboram as noções de meritocracia, direitos sociais e reconhecimento, como percebem o lugar de pertencimento a uma universidade e suas perspectivas de futuro. Do ponto de vista metodológico a pesquisa utiliza como material empírico, entrevistas, questionários e grupos focais, análise da rede social facebook, além de pesquisa documental (memoriais e trabalhos de conclusão de curso) e bibliográfica. A principal contribuição é contribuir para a reflexão sobre o impacto  que a entrada na universidade causa para seus componentes.

 
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La relación entre universidad y cárcel en el Programa UBA XXII de Estudios Universitarios en cárceles dependientes del Servicio Penitenciario Federal de Argentina (#2606)
María Teresa Rodríguez 1
1 - Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
   En diciembre de 1985, a pocos años de iniciado el proceso de transición de la dictadura a la democracia en la Argentina, las autoridades de la Universidad de Buenos Aires y las autoridades del Servicio Penitenciario Federal suscribieron un convenio en el que se establecía que, a partir de entonces, los internos de las cárceles dependientes de esa repartición que así lo quisieran podrían cursar estudios superiores en situación de encierro. Producto de ese convenio surgió el Programa UBA XXII de Estudios Universitarios en el Servicio Penitenciario Federal. Un programa con el que, a través de la educación, la Universidad intentó “entrar” en la cárcel para abrir espacios de “libertad” en ella.    ¿De qué manera se supuso que iban a articularse la lógica de la universidad y la lógica de la cárcel al interior de la experiencia del Programa UBA XXII?    Tomando como punto de partida a este interrogante y en base al análisis de la normativa original del programa, en este trabajo se intentará reconstruir lo que se pretendió que fuera la relación entre la universidad y la cárcel en el marco del Programa UBA XXII de Estudios Universitarios en las cárceles del Servicio Penitenciario Federal de Argentina.

 
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Trabalho, reconhecimento e cidadania: uma análise dos cursos de qualificação profissional do estado de São Paulo (Brasil) (#1053)
Carla Regina Mota Alonso Diéguez 1; Luciana Silveira 1;
Pedro Barleta Do Nascimento 1;
Wallessandra Rodrigues 1
1 - FESPSP.
Abstract:
Os cursos de qualificação profissional são apresentados pela literatura especializada como fortemente tecnicistas, sem grandes impactos na construção holística do ser humano ou em uma formação que inclua também conteúdos humanísticos. No entanto, sendo o trabalho fonte de reconhecimento e identidade, é comum verificar em pesquisas com alunos de cursos de qualificação profissional que, apesar do conteúdo técnico, esses cursos resgatam sua autoestima, os colocando em contato com a dimensão dos direitos e de acesso a cidadania. A chance de alcançarem um posto no mercado de trabalho por meio da qualificação recebida os traz o sentimento de reconhecimento.    Partindo desse pressuposto, esse trabalho apresenta um estudo conduzido com alunos participantes de cursos de qualificação profissional promovidos pelo Governo do Estado de São Paulo nos anos de 2015 e 2016. O estudo de caráter quantitativo teve por objetivo avaliar a percepção quanto a qualidade dos cursos oferecidos e verificar a inserção dos alunos no mundo do trabalho. Para isso, foram feitas questões a respeito da inserção no mercado de trabalho após o curso, bem como a qualidade dessa inserção; a importância do curso para a obtenção do emprego/trabalho e também a respeito do acesso a direitos e outros requisitos pertinentes ao emprego e renda. Observou-se que apesar de apenas 40% dos alunos entrevistados estarem empregados, mais de 80% disseram que os cursos proporcionaram o conhecimento sobre direitos e sobre elementos fundamentais para o mundo do trabalho, sinalizando a intenção de fazerem novos cursos, caso esses fossem oferecidos. Conclui-se assim que o foco dos cursos na inclusão dos alunos no mercado de trabalho resgata a ideia do trabalho como fonte de reconhecimento e proporciona a quem os faz, o resgate da autoestima e o acesso a cidadania. Palavras-chave: Trabalho, Reconhecimento, Cidadania, Educação profissional

 
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Avances y tensiones en la promoción de la equidad en la educación superior en Perú. (#0821)
Yolanda Rodriguez 1; Sandra Azañedo 1
1 - Pontificia Universidad Católica del Perú.
Abstract:
Título: Avances y tensiones en la promoción de la equidad en la educación superior en Perú.   GT 24 Políticas educativas y desigualdad social    Desde 2012 se implementa en Perú un programa nacional que promueve el acceso de jóvenes en situación de pobreza a la educación superior mediante la asignación de becas colocadas en universidades privadas. El programa BECA18 lo ejecuta el Ministerio de Educación en el marco de las políticas de inclusión social inauguradas en la anterior  gestión presidencial (2011-2016) y continua en el actual gobierno; la política goza de un alto nivel de legitimidad, respaldo social y del apoyo de los nuevos grupos de interés económico vinculados con el mercado de la educación superior que emergieron con las medidas de promoción  a la inversión privada en la educación impulsadas en los años 90. El sistema de financiamiento consiste en la transferencia de recursos a las universidades para cubrir los costes académicos  y una subvención directa al estudiante para los costes de vivienda y alimentación. El programa BECA18 ha crecido rápidamente beneficiando a más de 40 mil de jóvenes de diverso origen étnico que en su gran mayoría migra a la capital donde se concentra la oferta educativa  de mayor prestigio. No obstante, se evidencian nuevas brechas en la implementación de la política: aunque la participación femenina es alta, las jóvenes tienden a permanecer en sus regiones de origen mientras que los varones acceden a las mejores oportunidades educativas concentradas en la capital; aunque el rendimiento académico de los becarios resulta satisfactorio, sutiles mecanismos de discriminación en las universidades receptoras, ponen barreras a su plena integración al  medio universitario. La ponencia presenta los resultados de un estudio cualitativo longitudinal sobre el proceso de integración social y académica de becarios del Programa BECA 18; se propone una reflexión sobre los retos y oportunidades que implica  la presencia cada vez mayor de estudiantes de origen social y  entorno cultural diferentes del perfil del estudiante urbano y de clase media que conforma la masa estudiantil; finalmente se propone recomendaciones para atender las brechas emergentes.  

 
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As Políticas de Avaliação da Pós-graduação e as disputas de poder no campo: Uma Análise A Partir da Abordagem de Pierre Bourdieu (#5963)
Ana Paula Medeiros Bauer 1;
Leonardo Vasconcellos Cavalier Darbilly 2
1 - UNIGRANRIO. 2 - UFRRJ.
Abstract:
O campo de ensino de pós-graduação no Brasil sofreu diversas mudanças ao longo de seu desenvolvimento, principalmente as políticas públicas relacionadas ao seu sistema de avaliação. A última grande mudança no sistema ocorreu em 1998, quando foi implantado o Ranking Qualis, um sistema de estratificação que classifica os veículos de divulgação da produção intelectual. A produção acadêmica passa a ser considerada de qualidade se for aceito em um veículo de divulgação que possui boa pontuação no sistema Qualis. Com isso, as organizações educacionais tendem a exigir de seus docentes mais produção para convertê-la em publicação, almejando conquistar posições dominantes no campo. Nesse sentido, a lógica produtivista se insere no campo, regida pela a produção excessiva de artigos para alcançar o máximo de pontos. Essas mudanças atingem atualmente o campo de pós-graduação em administração no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Dessa forma, nota-se que como ferramenta do produtivismo a avaliação busca impor um “poder de dominação da esfera científica e intelectual” que tende a ser tornar natural e legítimo, pois as organizações que compõem o campo aderem e se submetem a essa lógica, criando assim, um sistema ao qual deve responder (SCHMIDT, 2011, p.322). É importante esclarecer que assim como o campo econômico, o campo da ciência também possui “relações de força”, disputas de poder, busca por concentração de capital, relações sociais que buscam a “dominação” através da “apropriação dos meios de produção e reprodução”, além de reconhecer a existência de lutas para manter ou subverter a lógica especifica do próprio campo (BOURDIEU, 2004, p. 34). O objetivo do estudo é compreender como a lógica produtivista influenciou as disputas de poder entre as organizações que compõem o campo de ensino de pós-graduação em administração no estado do Rio de Janeiro, Brasil, a partir das perspectivas teóricas de Bourdieu (2008), que percebe o campo como um espaço de interações de forças entre os agentes dotados de um determinado tipo de capital, para conquistarem o domínio do campo. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e de campo. Ocorreu a realização de entrevistas presenciais, com um roteiro semiestruturado. Os sujeitos da pesquisa foram os docentes credenciados em programas de pós-graduação do estado Rio de Janeiro, Brasil. Foi feita uma análise interpretativa com base no referencial teórico, com o auxílio do software Atlas Ti. Referências BOURDIEU, P. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 2004. ____________. Razões Práticas: sobre a teoria da ação. Campinas, SP: Papirus, 2008, 9ª Ed. SCHMIDT, M., L., S. Avaliação Acadêmica, Ideologia e Poder. Psicologia USP, São Paulo, 2011, 22(2), 315-334.

 
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O sucesso escolar de estudantes das “classes populares” no Instituto Federal de Educação do campus de Santa Luzia – MG – Brasil (#1739)
Lourenço Da Silva Paulo César 1
1 - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET/MG.
Abstract:
projeto tem como objetivo analisar o sucesso escolar dos estudantes das “classes populares” no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) do campus Santa Luzia, um dos 18 campi do Instituto. A expressão “classes populares” é utilizada por alguns autores, como Nadir Zago (2010), para expressar a condições de famílias com vulnerabilidade econômica. Sendo assim, optou-se para utilizar esse termo. Da mesma forma, entende-se como trajetória de sucesso escolar o desempenho do estudante, medido em notas elevadas e conseguinte aprovação no curso. Confrontados a situações as mais adversas, que aparentemente poderiam conduzi-los para o fracasso escolar, não são poucos os que contornam essas situações e são bem sucedidos. Daí, então, questionarmos, que estratégias eles utilizam para uma trajetória de sucesso escolar? O que tratamos como estratégia seria relação com professores e com colegas, iniciativas visando à construção de conhecimentos, organização nos estudos, mobilização da família, utilização do tempo, entre outras estratégias a serem descobertas ao longo da pesquisa. Para respondermos esta questão recorremos a Bourdieu e seus conceitos de Capital Econômico, Social e Cultural e a Lahire (2008), Charlot (2013), Portes (1993), Muzzeti (1997); Viana (1998), Souza e Silva (1999) e Zago(2006), entre outros, que desenvolvem pesquisas sobre a escolarização nos meios populares. Alunos considerados de “classes populares” e bem sucedidos escolarmente serão entrevistados, assim como seus professores. Da mesma forma, como referência do estudo a realizar-se, serão entrevistados, também, outros alunos de origem social e desempenho diferente.   Palavras Chaves: classes populares, sucesso escolar

 
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¿Cultura de la calidad o rutinización autoevaluativa? Discursos en pugna sobre el sentido de la calidad y la acreditación institucional en la educación superior chilena. (#0275)
Emilio Torres Rojas1
1 - UNIVERSIDAD CENTRAL DE CHILE.
Abstract:
Chile vive transformaciones propias de una sociedad compleja que tensionan un sistema de educación superior mixto, diferenciado y en expansión, que exhibe instituciones públicas y privadas de variadas orientaciones y heterogéneos resultados, poniendo la calidad al centro del debate. Se observan avances en autorregulación pero subsisten deficiencias que han postergado la perspectiva de actores sin consolidar una cultura de la calidad. El objetivo de la ponencia consiste en caracterizar y comparar de forma cualitativa los significados que expresan las autoridades, el profesorado y el alumnado respecto de la calidad, el sistema de acreditación institucional vigente y los procesos de autoevaluación en universidades, institutos profesionales y centros de formación técnica públicos y privados de Santiago de Chile, con el propósito de detectar diferencias y aspectos críticos desde la perspectiva de los actores involucrados. El marco teórico recurre a la teoría de sistemas autorreferentes, integrando aportes  conceptuales en distintos niveles de análisis, como son los procesos de complejización social, las distinciones entre sistemas parciales como la educación, sus vinculaciones con el resto de la sociedad y el tratamiento de las personas como entorno interno de las organizaciones y la consideración de sus significados como instancias autónomas. Se incorporan aportes de diversos especialistas, referidos al funcionamiento del sistema universitario y técnico profesional, sus adaptaciones, dispositivos que regulan la calidad y     los protocolos de autoevaluación y acreditación entendidos como procesos que han cambiado las prácticas en la educación superior. El estudio de tipo cualitativo utilizó como universo, las universidades, institutos profesionales y centros de formación técnica  públicos y privados de Santiago, que han tomado parte en el proceso de acreditación institucional durante los últimos tres años. La muestra distinguió entidades con acreditación y sin acreditación, obteniéndose 8 instituciones. Al interior de cada institución se aplicaron entrevistas cualitativas a los estamentos directivo, académico y estudiantil. El número total de casos entrevistados fue de 48. Se realizó un análisis de contenido y de discurso utilizando el programa Atlas-ti. Se describen significados respecto de la cultura de la calidad en Chile y el sistema de acreditación. Los resultados permiten diferenciar significados y discursos contrastantes sobre calidad y las diversas dimensiones del modelo acreditador chileno, desprendiéndose evidencias que cuestionan el supuesto de instalación de la cultura de la calidad en este sector de la educación y dan cuanta de una distancia entre procesos macro-institucionales, organizacionales y los significados y prácticas de las personas, detectándose situaciones diversas algunas con avances de integración de la calidad a ciertos procesos y situaciones críticas que ponen en riesgo a la propia institución. Predominan modalidades pragmáticas y rutinizadas de autoevaluación, formas de institucionalización parcial, profesionalizada y focalizada de la calidad sin una incorporación e internalización en los significados y prácticas de las comunidades académicas.    

 
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Organización Educativa y Movilidad Social: Análisis Crítico del Aprendizaje por Competencias en la Educación Superior. (#5274)
Cristián Aránguiz 1
1 - Universidad de Playa Ancha.
Abstract:
La Universidad de Barcelona (UB) se encuentra realizando profundas transformaciones relacionadas con la reestructuración de la organización educativa de sus enseñanzas a través del Proceso de Bolonia, con el objeto de adecuar la formación universitaria a los requerimientos de convergencia Europea, sobre la base de los cambios, dinámicas y requerimientos de la sociedad en el siglo XXI; especialmente en lo que respecta a la construcción de ciudadanía y fomento a la empleabilidad. Esta comunicación, expone los resultados de una tesis doctoral realizada en la Universidad de Barcelona, develando desde una mirada heurística y crítica, las principales tendencias, buenas prácticas y contradicciones en la implementación del modelo y sus imaginarios, desde la mirada de las representaciones significativas que construye el estudiante de grado en su trayectoria formativa.      Las principales hipótesis de partida son: Cambios en los últimos años afectan la inteligibilidad en la misión de la universidad con relación a la organización de las titulaciones, los cuales no generan aprendizajes relevantes en la socialización de la persona, centrándose el énfasis en la movilidad social. La movilidad social esperada no tiene relación con la inteligibilidad que realiza el estudiante respecto a la capacidad de estructurar la inteligibilidad de saberes en términos de competencias. La investigación ha direccionado los datos sobre la base de investigación documental. Igualmente, se han recogido datos primarios sobre la base de generar una ruptura epistemológica entre lo que el sentido común dice que la universidad realiza, lo que la universidad dice que realiza, y el cómo el individuo estudiante reflexiona, así como inteligibiliza su aprendizaje. La población está constituida por estudiantes, profesorados y jefes de estudio de titulaciones de grado, constituyéndose como unidades de información las carreras de Medicina, Derecho, Ciencias Ambientales e Historia. Se ha utilizado la orientación cualitativa, concordante con recoger datos primarios a través de la realización de 26 entrevistas semiestructuradas. Resultados: El diseño de los planes de estudio, así como de los planes docentes en las titulaciones estudiadas, presentan importantes debilidades con relación a la implementación de una secuencia didáctica que armonice las intenciones formativas con la práctica educativa, complejizando el aprendizaje por competencias transversales.   Asistimos a un imaginario forzoso del vínculo entre los nuevos requerimientos de cualificación en la formación universitaria y los dinamismos en los sectores productivos.   No existe conciencia real con relación a que el desarrollo de las competencias necesarias para la empleabilidad, llevada a la práctica en contextos sociales y comunitarios, también incorpora aprendizajes para el desarrollo de la ciudadanía.

 
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Institutos Federais: novos horizontes para a rede federal de educação profissional científica e tecnológica nos governos Lula e Dilma em relação a era FHC? (#4153)
Rodrigo Fernandes 1; Sidney Silva 1
1 - IFPR.
Abstract:
Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) são instituições de educação superior, básica e profissional especializadas na oferta de educação profissional e tecnológica em diferentes modalidades de ensino que em suas concepções e diretrizes reafirmam uma formação humana e cidadã como precedente à qualificação para o exercício da laboralidade que seja capaz de articular ciência, tecnologia, cultura e conhecimentos específicos. Mas quais concepções de ciência, tecnologia e sociedade tem orientado a elaboração destas políticas que norteiam a educação profissional, científica e tecnológica nos IFs? Este trabalho objetiva, por meio da análise de políticas públicas, observar rupturas e continuidades nas políticas educacionais para a Rede Federal de Educação Profissional entre os governos FHC (1995-2002), Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2014) em ternos de políticas de educação profissional e tecnológica e suas concepções de Ciência, Tecnologia e Sociedade, centrando a análise nos IFs como política pública. Observa-se uma tendência de proposta formativa que tem um potencial de alavancar novas práticas formativas calcadas numa relação entre ciência, tecnologia e sociedade que podem ser consideradas, de certo modo, contra hegemônicas, mas que, contudo, estão inseridas em um contexto neodesenvolvimentista, e que ainda não se mostraram capazes de superar processos de “inclusão excludente” nem a reprodução de modelos acadêmicos dominantes. Além disso, outros desafios também se evidenciam, como a postura gerencialista orientada em resultados e o estabelecimento da Educação Profissional como uma política de Estado.

 
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Diálogos sobre a educação superior brasileira: estudo a partir dos cursos de Serviço Social Cearense (#5314)
Maria Erica Ribeiro Pereira 1; Grayceane Gomes Da Silva 1
1 - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE.
Abstract:
A educação superior brasileira vem sofrendo mutações significativas nos últimos anos. Destarte, este artigo analisa a ampliação do acesso a esse nível de ensino, a partir dos Cursos de Serviço Social no Estado do Ceará. Para desenvolver o estudo, utilizam-se pesquisa documental e bibliográfica. Hodiernamente, o governo investe em programas de incentivo à ampliação do acesso ao ensino superior, a qual ocorre fortalecendo as instituições privadas, não universitárias, semipresenciais e a distância; as quais oferecem estrutura de pouca qualidade à efetivação do ensino-aprendizagem.  Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) apontam que dentre as 8.027.297 matrículas brasileiras em cursos de graduação em 2015, 75,68% são em Instituições de Ensino Superior (IES) privadas. Do universo de 2.364 IES no Brasil, 87,52% são privadas, 64,21% está no interior (INEP, 2016). A classe trabalhadora é o principal público de modalidades e instituições menos qualificadas. As cotas, recentemente, vêm diversificando a base de recrutamento da IES pública, tradicional reduto das classes dominantes no país pela sua qualidade formativa. Contudo, as instituições privadas com melhor avaliação não condizem com a realidade socioeconômica dos filhos da classe trabalhadora, permanecendo elitizada. A estruturação atual do ensino superior brasileiro traveste este direito em uma mercadoria, paulatinamente, mais massificada e precária. Essa questão é mais profunda nos cursos que não exigem um arsenal tecnológico grande para ser operacionalizado, viabilizando altos ganhos com baixo investimento. O Curso de Serviço Social cearense vivencia tal conjuntura: até 2005, apenas uma instituição universitária pública viabilizava esta formação. Atualmente, tem-se 32 instituições ofertando esta graduação, das quais somente duas são públicas. O contexto formativo do assistente social no Brasil é similar: das 350 IES oferecendo esse curso, apenas 61 são públicas (17,42%). Dos 30.387 graduandos de 2015, 89,40% foram de instituições privadas. Dos 99.142 ingressos na graduação em Serviço Social, 77,73% o fizeram em entes privados (INEP, 2016). No Serviço Social, constata-se uma fragilização da formação, centrada na apreensão das técnicas interventivas, não necessariamente vinculadas às dimensões do trabalho profissional: ético-política, teórico-metodológica e técnico-operativa. Desconsidera-se o humano como ser em processo de desvelamento e transformação do mundo; reduz - o a peça a ser adequada ao mercado de trabalho. Na massificação, constata-se a fragilização gradativa do ensino público, gratuito, laico e de qualidade; e um contingente crescente de desempregados diplomados funcionais ao mercado de trabalho, pressionando para baixo salários, direitos e condições de trabalho. A educação superior brasileira, considerando os Cursos de Serviço Social cearense, é desafiada a vincular à ampliação de discentes a qualidade na prestação deste ensino.

 
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Influência das ações do projeto da Universidade Federal de Rondônia no acesso dos jovens do campo a educação superior (#4560)
Ana Paula Da Silva Bertão 1; Heidiane Nascimento Feitosa 1; Clodoaldo De Oliveira Freitas 1; Célia Catrinque 1; Eliane Silva Leite 1
1 - Universidade Federal de Rondônia.
Abstract:
Razões históricas esclarecem a intensa concentração da propriedade fundiária no Brasil, nutrida até os dias atuais, por mais que tenham sido realizadas ações governamentais, ainda há divergências e lacunas do sistema. No decorrer dos anos, o tema juventude rural não teve interesse significativo da academia e de pesquisadores, o que dificulta a sua caracterização, grupo que é responsável pela continuidade da população no meio rural, e, por isso, de suma importância para os projetos políticos e de desenvolvimento do país. O Projeto Agroecológico e Cidadão da Juventude dos Assentamentos na Amazônia (UNIR/CNPq/INCRA/FETAGRO), que preconiza ações individuais e coletivas, compreendendo mobilização, seleção, diagnóstico, planejamento, execução, formação, monitoramento, avaliação e sistematização participativa nos assentamentos de Presidente Médici e Nova Brasilândia D’Oeste, tem atuado na formação e apoio aos jovens no contexto atual da agricultura familiar com destaque para as práticas agroecológicas e divulgado o ingresso aos cursos de nível superior com aulas sobre Comunicação oral e escrita, preparando e incentivando os jovens a se tornarem autocríticos e, a melhorar a interpretação de textos, linguagens e escrita para a seleção do vestibular e do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O objetivo da pesquisa é identificar as ações do projeto que possibilitaram o ingresso dos jovens aos cursos superiores e o perfil do curso acessado. A metodologia utilizada no projeto foi em regime da alternância dividida em 8 (oito) momentos de cursos de 10 h/cada de contexto teórico conceitual, e 10 h/cada de experimentações e estudo de casos nas temáticas de: metodologias participativas, Agroecologia, extensão rural, tecnologias socioambientais, aquicultura de base ecológica, segurança/soberania alimentar e nutricional, economia solidária, gestão de custo das unidades produtivas, dentre outras. Foi realizado um levantamento dos dados sobre a relação do projeto da universidade e as ações dos cursistas ao ingressarem no curso de nível superior, aplicado um questionário sobre a perspectiva dos jovens em relação às ações concretas desenvolvidas no projeto que foram vinculadas ao acesso as universidades. Como resultados preliminares das ações e incentivo do projeto sobre a formação e acesso à universidade, 25% dos jovens cursistas conseguiram ter acesso ao ensino superior. Destes jovens, 19% foram aprovados no vestibular para o curso de Licenciatura em Educação no Campo, ofertado pela Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR, campus de Rolim de Moura, os demais estão cursando em faculdades particulares. As áreas dos cursos de graduação que os jovens ingressaram tem ligação direta com a agricultura familiar e permanência da vida no campo. Uma vez que estes continuam morando em suas propriedades rurais e estudando na cidade, priorizando o contexto familiar que avança para melhorar a formação camponesa na busca de transformar a necessidade da educação por meio do desenvolvimento cientifico, cultural e social.