08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
17. Trabajo y Restructuración Productiva |
Thursday 07/12 | 08:00 - 10:00 | Ciencias Sociales | H2 |
O Trabalho do Sexo no Contexto da Reestruturação Produtiva no Brasil Contemporâneo
(#7785)
Paulo Cerqueira 1;
Guilherme Dornelas Camara
21 - PPGA/UFRGS. 2 - UFRGS.
Abstract:
O texto tem como tema principal o trabalho do sexo. Chamamos atenção para o aspecto produtivo desde trabalho, que, junto com a domesticidade, demarcam o estatuto concedido às mulheres na produção e reprodução do capital. Especificamente, voltamo-nos a elementos teóricos fundamentais para compreender o trabalho do sexo no contexto da reestruturação produtiva que vivemos no Brasil, nos dias atuais. De acordo com Federici (2010), o corpo feminino não é somente terreno de exploração, mas também terreno de resistência. Baseando-nos no materialismo histórico dialético, a análise que empreendemos coloca em relação os determinantes socioeconômicos com o sexismo e o trabalho do sexo. Apenas voltando a análise à produção e reprodução das dinâmicas entre capital e trabalho, se pode evitar a falácia propalada por conceitos e categorias identitárias que atualizam a promessa burguesa de liberdade e prosperidade. A referência a Federici, em sua obra Caliban e a Bruxa (2010), é de especial contribuição, pois ela reinterpreta história das mulheres com base na luta de classes e destaca: (a) o desenvolvimento de uma nova divisão do trabalho, que compreende o trabalho feminino, a função reprodutiva das mulheres e a reprodução da força de trabalho; (b) a construção de uma nova ordem patriarcal, baseada na exclusão das mulheres do trabalho assalariado e sua subordinação aos homens; (c) a mecanização do corpo proletário e sua transformação, no caso das mulheres, uma máquina de produção de novos trabalhadores; (d) a caçada às bruxas dos séculos XVI e XVII – um ataque genocida às mulheres “desviantes”, e a modelos comunitários de família, que decorreu na produção do “trabalho normal de mulheres”, como um serviço individualizado, de propriedade privada, mesmo “natural” e não-salariado. Nesse amplo movimento de separação dos trabalhadores de seus meios de subsistência e a nova dependência das relações monetárias, a feminilização do trabalho reprodutivo e a degradação social das mulheres foi fundamental para a acumulação de capital. Na nova organização do trabalho, as mulheres se converteram em “bem comum”, como um “não-trabalho”, em um “recurso natural”, progressivamente sob os cuidados do estado burguês, que passa a ser o principal supervisor da reprodução e disciplinamento da força de trabalho. A prostituição assume, então, um um protagonismo peculiar, sendo tomada como um serviço público (grande fonte de impostos) e remédio útil alienante contra rebeliões proletárias e as vagabundagens, no período de êxodo e estabelecimento das cidades e do aparelho estatal (como exemplo, as prostitutas eram acompanhantes dos exércitos). Cabe, então, apropriar-nos criticamente da análise feita por Federeci para pensar sobre essa atividade produtiva e reprodutiva no contexto das relações entre capital e trabalho no Brasil contemporâneo.
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Reestruturação produtiva, neoliberalismo e o UBER empreendedor: o fetiche da economia de compartilhamento (#7909)
Fabiano Milano Fritzen 1;
Paulo Abdala
1;
Raquel Eline da Silva
11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
A reestruturação produtiva relacionada com a ascensão do capital financeiro e do neoliberalismo em escala mundial produz novas formas de organização do trabalho, caracterizadas pela flexibilização, informalidade e precarização da classe trabalhadora (ANTUNES, 2014). Esse fenômeno, longe de estar esgotado, se aprofunda a partir da renovação do neoliberalismo como um projeto sociopolítico e econômico da classe capitalista transnacional, incorporando novas matrizes teóricas e referências para se transmutar em uma variante heterodoxa, mais adaptada aos dias atuais, marcada pelo “homem empreendedor”, aquele que depende direta e constantemente de sua própria capacidade de vender sua força de trabalho (PUELLO-SOCARRÁS, 2014). O UBER como sistema de transporte compartilhado é uma plataforma que se ajusta a essa realidade contemporânea. Para Wallsten (2015) a chamada economia de compartilhamento refere-se, geralmente, ao fenômeno de transformar recursos não utilizados ou subutilizados de propriedade de indivíduos em recursos produtivos sendo, desempregados e pessoas subempregadas, ativos produtivos desperdiçados. Ela gera valor ao combinar esses ativos com consumidores dispostos a pagar pelos serviços que esses ativos poderiam fornecer. Não obstante, destaca o autor, o sucesso da economia de compartilhamento encontra-se centrada na capacidade da tecnologia de quebrar barreiras regulamentares de entrada. Assim, calcados no pressuposto da melhoria da qualidade dos serviços e da queda de preços ao consumidor, aplicativos como o UBER ocultam o processo de deterioração das condições de trabalho a partir de pseudogarantias, como maior liberdade e flexibilidade, supostamente oportunizadas ao trabalhador/empreendedor. Isso nos conduz a constatação de que a economia do compartilhamento é mais um fetiche produzido dentro do processo constante de renovação do capitalismo, relacionado com as transformações em seu estágio neoliberal. Marx (2013) afirma que o caráter fetichista da mercadoria encobre as relações sociais de produção, tratando-as como elementos materiais inerentes aos produtos do trabalho, de tal maneira que uma relação social entre homens assume a forma fantasmagórica de uma relação entre coisas (sachlich). O fetiche caracteriza-se pelo descolamento dos produtos dos próprios homens, adquirindo a aparência de uma existência independente, afastando os ciclos de produção e consumo (LEFEBVRE, 2009). Analogamente, o fetiche da economia do compartilhamento se fundamenta em uma relação na qual todos supostamente ganham, o trabalhador/empreendedor livre que obtém uma fonte de renda fácil e rápida, o usuário que paga menos e a empresa que aufere lucros, encobrindo por trás da ideologia neoliberal o recrudescimento da reificação do trabalhador; a extensão e intensidade da jornada de trabalho; a legislação e os interesses nela representados; o acirramento da competição entre pares e a perda de sentimento de classe; a submissão ao trabalho precarizado; entre outras. Para avançar nesse debate, o presente estudo propõe analisar as experiências de motoristas e ex-motoristas do aplicativo UBER na cidade de Porto Alegre, RS, Brasil.
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O trabalho penal no contexto de crise estrutural: potencialidades frente à privatização dos presídios. (#5874)
Camilla Massaro 11 - PUC-Campinas.
Abstract:
As transformações iniciadas na década de 1970 trazem consigo a reestruturação do processo produtivo e, consequentemente a alteração das formas de trabalho. Nesse quadro, as condições de trabalho se tornam cada vez mais precárias, além do aumento do desemprego. A passagem do Estado Social ao Estado Penal contribui para um processo de criminalização tanto dos movimentos sociais quanto das parcelas mais pauperizadas da sociedade para as quais, a única política pública que parece funcionar é a do encarceramento em massa. O Brasil aparece como o 4º país com a maior população carcerária do mundo e, a chamada “crise penitenciária” que eclodiu no raiar de 2017 traz à tona duas questões essências: a manutenção da política de encarceramento em massa – com a construção de mais unidades prisionais e o aumento da força das propostas de privatização dos presídios como meio de solucionar tal crise. Tal proposta faz parte da ofensiva do capital que tem nas privatizações um aumento de suas fontes de lucro no contexto de crise estrutural. Contraditoriamente, em momento de desemprego em massa e de alto índice de precarização do trabalho, a privatização dos presídios potencializa a superexploração do trabalho penal pois tem como fundamento a oferta de trabalho no interior das unidades prisionais não só para atividades internas, mas também por empresas e indústrias de diversos ramos da produção, que se utilizam da ideia da responsabilidade social e do discurso de que o trabalho contribui para a ressocialização dos chamados criminosos, para alocarem essa força de trabalho. O objetivo da presente comunicação é discutir o aumento exponencial do trabalho penal como tendência em potencial no contexto de crise estrutural buscando compreender de forma aprofundada os sentidos da apropriação desta força de trabalho pelas empresas que oferecem postos de trabalho nas unidades prisionais de regime fechado não só para a minimização dos custos de produção e, consequentemente, maximização dos lucros, mas também como meio de precarização ainda maior da classe trabalhadora, dentro e fora dos presídios.
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Novo perfil para uma nova comida de rua: O que o perfil dos novos profissionais da comida de rua diz a seu respeito enquanto atividade econômica. (#1304)
Anderson Leonardo De Castro Seabra 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Abstract:
Este trabalho é um estudo de caso realizado em Natal\RN, local de intensa atividade de food trucks, que pretende discutir a respeito de como o significado de uma atividade econômica, especificamente a comida de rua, pode ser manipulado, modificado e vem sendo reinterpretado. Tal como outros representantes do comércio de rua, tem resistido há séculos de transformações econômicas, culturais, sociais e urbanas. Não sucumbiu à evolução do capitalismo e a iniquidade estatal, com seus agentes oras omissos ora perseguidores, mas se tornou um fenômeno mundial, que dentro de um espectro de variações culturais torna-se cada vez mais presente no universo urbano. A Comida de Rua associada historicamente à dita “baixa cozinha” e ao “gosto popular”, se tornou um fenômeno que para além das ruas das grandes cidades brasileiras, tem ocupado espaço cada vez maior na mídia, no imaginário e no desejo de consumo das pessoas. Por sua vez, do ponto de vista do trabalho, marcadamente compreendida como uma alternativa de ocupação para a sobrevivência de trabalhadores pobres ou desempregados, sobretudo em países latino-americanos, passou a abrigar profissionais de perfis mais diverso, inclusive no que tange a origem social. Também não são homogêneas as motivações que levam as pessoas a ingressar nesse setor. Não se trata apenas de uma via de sobrevivência, mas também há busca por ascensão social e realização profissional. É nesse contexto de valorização recente da Comida de Rua que essa investigação dá voz aos atores diretamente envolvidos na atividade, através de entrevistas semiestruturadas, em particular os que operam os food trucks, em busca de capturar seu perfil, seu discurso, suas motivações e autoimagem, na tentativa de encontrar elementos que expliquem a mudança de percepção acerca dessa ocupação. Com isso, esse trabalho se aproxima de temas como Trabalho, Emprego, Legitimidade e Economia. A metodologia privilegia a empiria, com o emprego da observação direta e entrevistas com os proprietários das operações de comida de rua. Palavras-Chave: Comida de Rua, Ocupação, Distinção, Mercado de Trabalho, Natal\RN
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O aplicativo UBER e os novos processos de profissionalização na contemporaneidade (#4840)
André Luciano Viana 1; Acacia Zeneida Kuenzer
11 - UNIVERSIDADE FEEVALE.
Abstract:
O aplicativo de caronas UBER anunciou suas operações em São Paulo em junho de 2014 e desde então, tem sido alvo de grandes debates e implicações nas relações de trabalho na contemporaneidade. Segundo Diógenes (2016) até outubro de 2016, um ano após as principais polêmicas envolvendo o UBER no País, o número de motoristas na empresa americana cresceu dez vezes no período, atingindo 50 mil colaboradores, atuando em 27 cidades e chegando a 4 milhões de usuários. Apenas na cidade de São Paulo, após a regulamentação dos aplicativos de transporte, e também a mudança na cobrança da taxa para dissolver o monopólio do UBER, a demanda dos usuários e dos motoristas também tem crescido em outros aplicativos (DIÓGENES, 2016). Nesse sentido, o artigo, tem como objetivo analisar a trajetória de vida de um profissional que desenvolve atividades como motorista do aplicativo UBER na cidade de São Paulo. A fundamentação do estudo pautou-se na corrente teórica a respeito da autogestão e do cooperativismo, como abordado por Karl Max; Friedrich Engels; Eric J. Hobsbawm; também ilustra os meios para a formação do trabalhador, à luz de Boaventura de Sousa Santos e Acacia Zeneida Kuenzer; e sobre novas concepções de trabalho e colaboração na economia de compartilhamento, inspirações em Manuel Castells, Richard Sennet e Charles Eisenstein. Mediante a utilização do método etnográfico, com observação participante e entrevista em profundidade, os resultados apontam que o sujeito, ao suprir necessidades básicas através de seu trabalho, também produz saberes sobre o contexto em que atua, criando para si, concepções de trabalho e de autogestão, que definem o modo singular e concreto de vivenciar esta nova relação de trabalho através dos processos de profissionalização que buscam romper monopólios de grupos previamente estabelecidos. O estudo integra uma pesquisa mais ampla, que tem o intuito de problematizar a temática das relações de trabalho do Brasil na contemporaneidade, e ambiciona contribuir na discussão a respeito dos processos de inclusão e exclusão pelo trabalho e ressalta a diversidade existente em práticas de enfrentamento ao capital e seu impacto nos modos de vida dos sujeitos que buscam a autonomia a partir das diferentes configurações contemporâneas dos grupos profissionais, por meio dos efeitos da globalização em uma recorrente disputa de novas profissões.
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¿Qué fabrica el retail? Las encrucijadas de la experiencia sociales de los trabajadores de una tienda por departamento (#0755)
Rodolfo Martinic 11 - Universidad de Santiago.
Abstract:
El estudio interroga el mundo laboral de la industria del retail, a partir del caso de una tienda por departamento ubicada en el sector oriente de Santiago, utilizando la perspectiva de la individuación. Concretamente, por medio de la noción de experiencia social, desarrollada por el sociólogo francés François Dubet, se busca comprender el proceso de fabricación de individuos en el escenario laboral. De este modo, la lectura busca conjugar las transformaciones que han afectado los escenarios laborales de las grandes y modernas empresas del retail, con las experiencias personales de los trabajadores; para dar cuenta del “trabajo de sí” de los empleados de primera línea para constituirse como individuos. El auge y protagonismo de las empresas de la industria del retail en las últimas décadas es indisociable de las transformaciones que vivió el país en la década de 1970. Es por ello que querer comprender las experiencias laborales de los trabajadores de la industria del retail es preciso entender las transformaciones que han tenido lugar en el Chile neoliberal de las décadas recientes. Particularmente, dos son los procesos relevantes que se cruzan en el escenario laboral del retail: por un lado, que la industria forma parte del proceso de conformación de grandes grupos empresariales que concentran la actividad económica del país y, por otro, la utilización legal de un conjunto de herramientas flexibilizadoras que precarizan el empleo. En consecuencia, asumir que la industria del retail es producto del modelo de regulación sociopolítica neoliberal, es hacerla parte de un proyecto que intentó crear una sociedad competitiva de hombres libres o, también se dirá, dentro de un proyecto de fabricación de un homo neoliberal. La ponencia se centrará en la exposición de las distintas circunstancias o “encrucijadas” del escenario laboral de la tienda por departamento que ponen a prueba a los empleados de primera línea, exigiéndoles la ordenación, combinación y/o priorización de las diferentes lógicas de acción (estas son: integración, estrategia y subjetivación) para construir su experiencia social en el trabajo. La experiencia social, en ese sentido, estaría compuesta por una serie de “encrucijadas” dadas por la ambivalencia del escenario laboral que obligan a los individuos a resolverlas.
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As contradições de um mercado em mutação: o trabalho no comércio popular em São Paulo (#2986)
Felipe Rangel 11 - UFSCar - Universidade Federal de São Carlos.
Abstract:
Este artigo tem como objetivo discutir as metamorfoses do trabalho no comércio popular em São Paulo a partir da percepção dos trabalhadores e da análise dos processos de “empresarização” da atividade através da política do Microempreendedor Individual (MEI) e do deslocamento desses trabalhadores das ruas para galerias comerciais. O texto estará fundamentado em pesquisa que vem sendo realizada há três anos junto a trabalhadores engajados no comércio popular na cidade de São Paulo. Metodologicamente, a investigação parte de observação de caráter etnográfico acerca do trabalho em galerias comerciais no bairro do Brás, em conjunto com a realização de entrevistas visando recuperar as trajetórias sociais dos agentes, além do levantamento de dados secundários. Buscamos recuperar as trajetórias desses trabalhadores visando refletir sobre as transformações observadas no mundo do trabalho, colocando em evidência seus efeitos e percepções em um setor bastante tradicional na realidade brasileira. O trabalho no comércio popular sempre foi visto como uma inserção laboral marcada pela condição provisória e motivada pela necessidade de sobrevivência. Essas experiências de trabalho informal, que flertam com o estigma da marginalização, eram percebidas como resquícios da modernização incompleta que logo seriam superados com o desenvolvimento do capitalismo no país. Contudo, a partir das reconfigurações no mundo do trabalho nas últimas décadas, redesenhou-se um cenário em que o mercado de trabalho formal tem deixado de ocupar o lugar simbólico da estabilidade para planejar a vida em longo prazo. Nessa conjuntura, muitos dos agentes engajados nessas atividades demonstram priorizar os maiores ganhos e a “autonomia” do trabalho no comércio popular em detrimento de uma inserção desvalorizada no mercado de trabalho formal, mesmo tendo que lidar com os desafios impostos pelo autoempreendimento e com a desproteção em relação ao acesso a direitos trabalhistas. Ao mesmo tempo, a disseminação do discurso empreendedor a partir da lógica neoliberal tem contribuído para a naturalização da instabilidade, da insegurança, da competição e dos riscos aos quais os trabalhadores estão cada vez mais sujeitos. É no interior desse jogo de contradições que o comércio popular tem se transformado. Ao olhar para ocupações tradicionalmente observadas sob a lente da informalidade, como as vinculadas aos mercados populares, podemos perceber a existência de novas mercadorias, novas práticas, novas regulações e, também, novos discursos e sentidos atribuídos a essas atividades. Com efeito, apostamos na descrição e análise da transformação que vem se desenhando no comércio popular em São Paulo, com uma espécie de “empresarização” do tradicional “camelô”, como dotada de um valor heurístico para a reflexão sobre questões mais amplas que tem se manifestado na dimensão do trabalho no Brasil, tanto em termos dos deslocamentos estruturais quanto no que se refere à percepção das pessoas que precisam se mobilizar em meio a esses processos.
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DEGRADAÇÃO SISTÊMICA DO TRABALHO E SAÚDE DO TRABALHADOR NO AGROHIDRONEGÓCIO NO BRASIL (#7309)
Antonio Thomaz Junior 11 - FCT/UNESP.
Abstract:
A convergência de esforços de pesquisa com o objetivo de entender de forma articulada a luta pelo acesso à terra (planas, férteis, baratas e com logística compatível), e à água (superficial e subterrânea), nos têm possibilitado abordar a monopolização da terra - com a manutenção/intensificação da trajetória latifundista -, e da degradação ambiental e do trabalho no âmbito do que denominamos de agrohidronegócio, no Brasil, enquanto expressão do modelo agroexportador brasileiro e sua marca destrutiva intrínseca. Assim, estejamos abordando, por exemplo, a soja, a cana-de- açúcar, o eucalipto, o milho, monocultivo de frutas, estamos imersos no ambiente degradado do modelo concentrador de terra, água, riquezas, renda, bem como, indutor de destruição e de pobreza. A convivência entre o moderno e o degradado, que em nome do desenvolvimento, apresenta-se até como sustentável, moderno, carrega em si bolsões de pobreza e os sinais da destruição, especialmente, após a consolidação das inovações da marca quimificadora, que socializa a contaminação dos trabalhadores diretamente envolvidos, da sociedade e do meio ambiente. Outro aspecto importante e que revela os sinais de sintonia desse processo em escala global é que o tradicional caráter exportador da agropecuária, no Brasil, está sujeito aos comandos dos processos internacionalizados da reestruturação produtiva do capital, que subordinam o circuito agroindustrial como um todo, incluindo os insumos químico-biológico-mecânico-informacionais. Daí a identificação da degradação sistêmica do trabalho no agrohidronegócio como referencial para nossas reflexões nesse artigo. A nocividade desse processo, dos ambientes reformados, bem como das formulações combinadas das rotinas de trabalho, que têm transcurso as doenças ocupacionais, que expressam inúmeras situações de exposição a riscos, mutilações, contaminação, intoxicação, acidentes graves e até mesmo mortes.
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Régimen sociotécnico y condiciones laborales en la industria de confección de indumentaria (#2639)
Andrés Matta 1;
Cristina Etchegorry
2;
Cecilia Magnano
3; Carolina Orchansky
41 - Fac. de Cs Económicas - Universidad Nacional de Córdoba. 2 - Fac. de Cs Económicas - Univ. Nac. de Cba y Univ. Católica de Córdoba. 3 - Fac. de Cs. Económicas - Univ. Nac. de Cba y Univ. Católica de Córdoba. 4 - Facultad de Cs Económicas - Universidad Nacional de Córdoba.
Abstract:
El sector textil ha sido desde hace décadas una de las ramas industriales con mayor capacidad para generar empleo, aunque generalmente informal y precario. Si bien la tercerización de la confección fue una estrategia presente desde la consolidación de la industria textil en Argentina, la convertibilidad y la desregulación del comercio internacional durante la década del ‘90 hizo que este modo de organización de la producción pasara a ser dominante. Desaparecieron casi por completo las fábricas integradas verticalmente, las que fueron sustituidas por una multiplicidad de talleres dispersos geográficamente, que en gran medida ocupan costureros inmigrantes a los que no se les reconocen los derechos laborales que las leyes les garantizan. El periodo implicó la desaparición de 2500 empresas confeccionistas y una pérdida de 180.000 puestos de trabajo. La tercerización pasó a ser entendida como una consecuencia inevitable del ingreso a la cadena de valor internacional, dado que permitía reducir los costos laborales para competir con los productos provenientes de Asia y Brasil. El cambio de política económica a partir del 2003, con un marcado sesgo a favor de la industrialización y el aumento del consumo interno, promovió la reactivación del sector vía el restablecimiento de aranceles a la importación de productos textiles, lo que redundó en el incremento de producción y ventas y también de la demanda de empleo, pero sin alterar la organización de la producción constituida en los ‘90. Este elemento nos lleva a poner en cuestión las explicaciones prevalentes en la literatura que indican que la tercerización y precarización del sector responden a la inserción en la lógica de la cadena de valor global, ya que durante más de 10 años Argentina se mantuvo al margen de la misma, sin que cambiaran las condiciones de trabajo. Para comprender las razones de dicho fenómeno, recurrimos al concepto de régimen sociotécnico de Geels y Schot, quienes parten de una perspectiva de nivel meso, pero postulando el carácter dinámico de las relaciones entre organizaciones y sus vínculos con el paisaje sociotécnico (nivel macro) y los nichos de innovación (nivel micro). En este trabajo proponemos entonces explicar la persistencia de condiciones desvaforables de trabajo en el sector textil por la consolidación de un régimen sociotécnico integrado por reglas y rutinas que lo articulan. Describiremos ese proceso de consolidación a partir de reconstruir los marcos legales, macro económicos y políticos del sector en Córdoba en el periodo anterior a la posconvertibilidad y luego del 2003; los eventos que marcan transiciones o alteraciones en el mismo y así establecer la complejidad de tramas que configuran el path dependence que condiciona las estrategias de las empresas y talleres del sector de confección de indumentaria.
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Fuerza de trabajo multi-generacional y estructuras organizacionales. Un estudio exploratorio-descriptivo acerca de las tensiones y conflictos emergentes de la gestión administrativa y de recursos humanos de fuerza de trabajo multi-generacional y sus modos de resolución (AMBA, 2017). (#0714)
Esteban Maioli 11 - UADE.
Abstract:
El estudio de las generaciones históricas conforma una tradición de pensamiento sociológico de larga data. Sin embargo, hace al menos dos décadas otros campos disciplinares atravesados por la disciplina sociológica han recuperado el concepto de generación para estudiar los procesos de cambio en el marco de las sociedades de la información. En este sentido, disciplinas afines tales como la administración, los recursos humanos y la dirección de empresas requieren de un conocimiento más profundo acerca de las transformaciones generacionales para poder hacer frente a los crecientes cambios que se advierten en las organizaciones. La celeridad del cambio tecnológico y su impacto en las relaciones sociales se observa en la emergencia de nuevas generaciones históricas que cuentan con características psico-sociales únicas. En este sentido, el estudio sobre las generaciones asume una relevancia fundamental, en tanto que tales características específicas conforman pautas de comportamiento social asociadas a expectativas y actitudes propias de cada generación. Mientras las organizaciones avanzaron en un creciente proceso de estandarización de procesos centrales a su pervivencia, en general anclados en la necesidad de asumir menores costos y aumentar los beneficios económico-financieros, el contexto contemporáneo presenta desafíos que parecen atentar contra este paradigma. Como nunca antes, las organizaciones deben enfrentarse a un entorno caracterizado por una fuerza de trabajo multi-generacional. Es decir, en la misma estructura organizacional conviven al menos cuatro generaciones (tradicionalistas, baby-boomers, generación X y generación Y), cada una de ellas con expectativas, necesidades, actitudes y valores distintos. Esto promueve, en consecuencia, la aparición de conflictos asociados a la dificultad (cuando no incapacidad) de las organizaciones de hacer frente a estas nuevas demandas. Esta ponencia parte del supuesto de que las organizaciones deben conocer con mayor hondura las características psico-sociales de las nuevas generaciones para advertir las diferencias primordiales que existen entre ellas con relación a las anteriores. Al mismo tiempo, un conocimiento más detallado de estas especificidades es el insumo necesario para la revisión de las prácticas organizacionales, las cuales se desenvuelven en el marco de una cultura organizacional que no siempre contempla la existencia de la diversidad generacional en su fuerza de trabajo. De tal modo, resulta fundamental para disciplinas tales como la sociología organizacional, la administración o la gestión de recursos humanos profundizar en el conocimiento de las nuevas generaciones y, específicamente, en la gestión de una fuerza de trabajo multi-generacional.
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Mediación de políticas internas, condiciones y relaciones de trabajo en el Centro de Distribución de Mercancías Generales Wal-Mart México. (#5160)
Iván Saúl Pérez Ramírez 11 - Universidad Autónoma Metropolitana Unidad Iztapalapa.
Abstract:
Con la entrada del modelo neoliberal a finales del siglo XX y principios del presente, se han desarrollado diferentes empresas privadas en México. Mismas, que han encontrado cobijo por parte del gobierno para poder establecerse, dado que las políticas y reformas en materia de trabajo, son ineficientes y carecen de sentido de veracidad. Es decir, muchas de estas empresas se han establecido en nuestro país y con base en la implementación de políticas internas se han ido regulando y desarrollando. Asimismo, las políticas reguladoras del gobierno en materia de trabajo, muchas veces no son acatadas por estas empresas transnacionales. Por ello, muchas de estas empresas recurren a hacer sus propios reglamentos. Es aquí donde veremos el caso específico de los Centro de Distribución de Mercancías Generales de Wal-Mart, los cuales se han establecido en puntos estratégicos del país y en donde, las posibilidades de encontrar trabajo, los bajos sueldos y las necesidades de las personas, les han hecho optar por entrar a trabajar ahí. Las condiciones de trabajo en la que estas personas están sujetas no les permiten desenvolverse de manera tranquila. Los hostigamientos, la presión por bonos de productividad, los bajos sueldos, los cambios constantes de turno, la discriminación, el compadrazgo, entre otros aspectos son puntos a desatacar en el día a día de esta empresa. Las relaciones de trabajo se ven coartadas por la desigualdad que existe entre uno y otro trabajador. Es decir, el valor que se le da a un trabajador no es el mismo que se le da a otro. Existen diferencias visibles al momento de observar estos comportamientos y que además dicho argumento se sustenta en sus políticas internas. Es aquí donde explicaremos las bases fuertes de sus políticas internas. Mismas, que nos permitirán entender y comprender cómo es crean las condiciones y se llevan a cabo las relaciones de trabajo. Al final, daremos una conclusión de lo que sería para nosotros un lugar de trabajo donde se reconozcan las habilidades y conocimientos de cada uno de los trabajadores, así como se hagan validos los derechos humanos y se acaten para tener un ambiente de trabajo más sano.
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El comercio en el capitalismo. Un análisis de las condiciones materiales de los empleos creados en el comercio, el caso de México (#2180)
David Ulises Sánchez Vásquez 11 - Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora.
Abstract:
La flexibilización del trabajo así como el aumento de los flujos de inversión extranjera directa (IED) hacia México, han sido parte de los cambios propiciados por la reestructuración de la economía mexicana iniciada en los años ochenta. La flexibilización del mercado de trabajo ha traído: a) un aumento de los empleos informales; b) que los jóvenes dejen de estudiar para laborar y de esta forma contribuyan al ingreso familiar; c) una reducción de los salarios reales, lo que se traduce en ingresos insuficientes y una pérdida de su poder adquisitivo; d) la generación de empleos sin contratos indefinidos; e) la falta de protección laboral al ser reducido el número de trabajadores que gozan de seguridad social y que están afiliados a sindicatos independientes. El comercio encierra una problemática laboral más amplia, por una parte en él coexisten microunidades que absorben más de la mitad del total de trabajadores, pero representan empleos precarios ya que carecen de seguridad social y predominan los bajos ingresos; y por otra parte, grandes empresas que ofrecen sueldos más elevados pero son empleos muy inestables con altas tasas de rotación. En el sector comercio hay así una fuerte presencia de trabajadores independientes y de trabajadores no remunerados. En suma el trabajo en el comercio es no calificado y de baja productividad, de manera que los sectores comercio y servicios son sectores con trabajos marginales Al analizar el capital comercial y la ganancia comercial desde la crítica de la economía política desarrollada por Carlos Marx, se puede comprender al comercio en una economía capitalista como una actividad esencial al acortar el ciclo del capital, expandir el proceso de acumulación y participar en la formación de la tasa general de ganancia. Es de señalar que no se debe menoscabar el papel del sector comercial en el capitalismo y al hablar de Marx no limitarse al sector industrial, por tanto para tener una mayor comprensión de la realidad es necesario reconocer y entender la función del capital comercial, el origen de su ganancia y el carácter de las personas que ahí laboran. No basta con reconocer la existencia de la plusvalía, es preciso explicar su distribución en la sociedad. Si bien los empleados comerciales no generan valor, su explotación permite una mayor ganancia para el capitalista comercial. Por ello se tiene por objetivo analizar las condiciones materiales de trabajo de los empleos creados en el comercio de 2005 a 2014. También se pretende que el comercio sea estudiado como un sector relevante para la vida económica y social del país.
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Condiciones laborales y procesos socio-técnicos de producción en dos empresas de última generación en la ciudad de Guadalajara, México: Los casos de la industria automotriz y los call centers. (#5412)
Juan Jose Morales Marquez 1;
Elena De La Paz Hernández Aguila
11 - Universidad de Guadalajara.
Abstract:
El modelo económico en México ha privilegiado la llegada de capitales y empresas extranjeras al país, por encima del desarrollo de la industria nacional. En ese sentido se pone énfasis en la creación de empleos como la solución a la falta de crecimiento económico que vive el país. Sin embargo, detrás de esos empleos generados por el modelo económico actual se encuentran un alto nivel de precariedad y una creciente flexibilidad, las cuales sólo producen empleos de baja calidad con altos niveles de precarización para los trabajadores mexicanos. En la ponencia propuesta se analiza el caso de la ciudad de Guadalajara, Jalisco. La segunda en importancia del país, la cual paso de un crecimiento basado en industrias tradicionales a un desarrollo a través de la llegada de capitales extranjeros principalmente dedicados a generar mercancía para la exportación. Los casos de los empleos analizados son los de industria del automóvil en el caso de Honda Jalisco y la industria de los call centers; sobre ellas se puede señalar que la rama automotriz es una de las apuestas del estado mexicano para impulsar el desarrollo, mientras que los call centers son una de las ramas más dinámicas y con mayor crecimiento en México y en general en América Latina. Las dos ramas emplean a una gran cantidad de hombres y mujeres, a quienes explotan su mano de obra en muchas ocasiones en situaciones de semiartesanales por encima del uso de tecnología. Las dos ramas industriales se distinguen por generar empleos baja calidad en el empleo, por los bajos salarios que pagan, por la falta de sindicatos en ellas, por la fragilidad con que se les respetan sus prestaciones sociales: como salarios, bonos y otras prestaciones, y además por la flexibilidad en sus condiciones internas de trabajo en prejuicio de los trabajadores, como son la rotación de puestos y los ascensos. Para el trabajo, además de usar indicadores oficiales sobre el desarrollo de las industrias mencionadas, se utilizan entrevistas de primera mano a trabajadores de las ramas mencionadas, con lo cual se enriquece el análisis de la información. Finalmente, el trabajo forma parte de una investigación más amplia sobre las ramas económicas mencionadas.