08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
11. Género, Feminismos y sus aportes a las Ciencias Sociales | 7. Teoría y pensamiento feminista |
Thursday 07/12 | 08:00 - 10:00 | Ciencias Sociales | D2 |
Feminismos e gênero: apontamentos sobre as metanarrativas e crise da modernidade (#6305)
Taynara Fitz Patriarcha Taynara 1; Sandra Lourenço de Andrade Fortuna Sandra
11 - Universidade Estadual de Londrina.
Abstract:
O presente trabalho trata-se de um ensaio teórico cujo objetivo é apontar os desafios contemporâneos para a reflexão da categoria gênero frente à reestruturação do capital. Desse modo, propomos uma discussão acerca do desenvolvimento do capitalismo no século XX, apontando as principais metanarrativas para a compreensão da realidade e a suposta crise dos paradigmas da modernidade, trazendo para este debate a interlocução com as correntes feministas desse período, no tocante às suas concepções de gênero. PALAVRAS CHAVE; Gênero, feminismos, metanarrativas, modernidade.
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O pensamento de Rosa Luxemburgo e suas contribuições ao Feminismo Camponês
(#6317)
Gema Galgani Silveira Leite Esmeraldo Gema 11 - Universidade Federal do Ceará.
Abstract:
Rosa Luxemburgo (1871-1919) nos estimula a refletir sobre elementos constitutivos da economia política capitalista que, nos tempos contemporâneos são reatualizados pelo sistema capitalista na América Latina. Os escritos de Rosa possuem uma força argumentativa ao se estruturarem em duas vertentes, que ela considera indissociáveis: o econômico e o político. Nessa direção dialogo com três pressupostos analíticos em Rosa (acumulação primitiva, sociedades naturais e democracia) para relacionar ao modo como a economia política do capital têm ressignificado suas formas de dominação no rural e como as mulheres camponesas estão a se organizar e lutar para reagir e resistir em seus territórios. Rosa questiona o ideário de que o capitalismo é uma forma política e econômica universal. Ao estudar as sociedades naturais demonstra a existência de outras formas econômicas, sociais e políticas que possuem seus meios de produção e de existência próprios e que, ao longo da história foram sendo destruídos para dar lugar à economia de mercado. Ao analisar as formas de apagamento dessas economias naturais, que Marx tratou como a era da acumulação primitiva, é, no entanto, Rosa quem vai mostrar o caráter contraditório e permanente dessa estratégia do capital, ao indicar os limites do capitalismo quando esse modelo avança de maneira intensiva sobre as formas camponesas de existência em qualquer temporalidade. Rosa também argumenta que o capitalismo em crise busca atualizar suas formas primitivas de acumulação. Essa possibilidade analítica se configura, nos tempos atuais, em países da América Latina, na medida em que esse sistema intensifica sua ação neocolonizadora utilizando-se de estratégias de apropriação de terras indígenas, quilombolas, camponesas; do reestabelecimento de relações comerciais a partir de modos de produção de base extrativista; como também com o uso intensivo dos recursos ambientais. Em relação à sua compreensão de democracia há fortes embates com a esquerda socialista, de sua época, na medida em que Rosa aponta para uma categoria que, para eles, parece não caber no projeto revolucionário socialista. No entanto suas reflexões e análises sobre democracia nos inspiram a pensar que a experiência atual das mulheres camponesas está estreitamente relacionada aos sentidos, trazidos por Rosa, de autonomia e liberdade. Trazer o pensamento de Rosa Luxemburgo para alimentar a luta dos movimentos camponeses protagonizados por mulheres, a mim parece desafiante, instigante e promissor.
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A REVISTA CLAUDIA E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL FEMININA (1961-2011) (#6495)
Claudia Schemes 1; Sabrina Martins
1;
Cleber Cristiano Prodanov
11 - UNIVERSIDADE FEEVALE.
Abstract:
Esta pesquisa tem como objetivo analisar as representações femininas existentes nas edições da Revista Claudia nos anos de 1961 e 2011 e a forma como estas contribuíram para a construção da identidade social das mulheres, através das divergências e similaridades existentes entre estas mulheres ao longo do tempo. Os periódicos têm sido objetos de reflexão da História, assim como um rico material para análise e compreensão das representações sociais e relações que se estabelecem entre sujeitos, elucidando o entendimento dos universos que permeiam a cultura contemporânea. Neste contexto, por meio da análise deste importante periódico, que continua a circular atualmente no mercado editorial brasileiro procura-se contribuir para o universo da história das mulheres e da imprensa feminina. A escolha desta revista se deu por ela estar presente no Brasil há mais de 50 anos, sendo a revista feminina mais lida do país desde o seu surgimento; ser a primeira a tratar de assuntos polêmicos e quebrar tabus sobre o comportamento feminino e posicionar-se como “autoridade para orientar e apontar caminhos para a mulher brasileira”. Concluímos que em 1961, por meio de discursos e imagens, Claudia salienta que as mulheres devem buscar uma nova versão de si mesmas por meio do consumo e da preocupação com a beleza. Assim, as leitoras são exortadas a melhorar a sua aparência, a exprimir a sua individualidade e a gerir seus lares de modo eficiente, econômico e com amor, triunfando sobre as adversidades e dominando a sua situação pessoal, mas sem pô-la em questão. Já, em 2011, as mulheres têm uma relação diferente com a vida pública, acesso aos negócios, à cultura, à educação, do desfrute da sociabilidade, têm o poder de decidir se querem ou não serem mães, com direitos sob o corpo e sua sexualidade, entre outras mudanças. Não há como negar que a revolução feminista vingou, provocando não apenas o acesso das mulheres à cidadania, mas acentuando o pluralismo de suas relações sociais, das ofertas de consumo, da infinidade de escolhas, trazendo não só mais autonomia às mulheres, como valorização, apresentando-se uma mulher liberada. Diversas representações de 1961 se mantêm em 2011, mudando-se a forma e o contexto como elas foram apresentadas, mas mantendo-se o posicionamento e as orientações. A mulher mudou, mas suas representações nem tanto. Claudia em 2011 avança em suas discussões de forma moderada, acompanhando os desejos do mercado ao invés das reais necessidades femininas, mostrando poucos caminhos para o real empoderamento feminino, utilizando-se, desde 1961, do discurso de liberdade e escolha para promover novos e, muitas vezes, os mesmos espaços de fixação. Em 2011, percebeu-se que novas significações foram dadas às mesmas condutas e representações colonizadas do gênero de 1961. Ou seja, aos olhos de Claudia, em 50 anos, a mulher pouco mudou.
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Límites del Feminismo Liberal para Pensar el Empoderamiento de Mujeres Latinoamericanas (#6928)
Manuella Azevedo Donato 11 - UFPE / ASCES-UNITA.
Abstract:
Este trabajo tiene como objetivo central discutir las limitaciones de las perspectivas liberales para pensar estrategias feministas de transformación hacia las mujeres del Sur Global, particularmente en América Latina. Por medio del cuestionamiento de concepciones hegemónicas del pensamiento moderno, tales como la idea de racionalidad occidental, de universalismo moral y la rígida división entre las esferas pública y privada, se busca analizar en qué medida conceptos de base liberal, como ciudadanía y democracia representativa, dialogan con el contexto histórico, social y cultural en que están inseridas muchas de las mujeres latinoamericanas. En ese sentido, se propone evaluar las políticas que tienen como enfoque el empoderamiento de las mujeres, considerando la adopción del concepto de empoderamiento por las agencias internacionales de desarrollo en las últimas décadas. De esa manera, se busca identificar los abordajes adoptados sobre las concepciones de poder y empoderamiento, así como las dimensiones consideradas para mensurar el alcance de los resultados propuestos por las políticas. Así, se pretende reflexionar sobre la medida en que los abordajes de empoderamiento de las mujeres implementados por medio de la política internacional de desarrollo en América Latina adoptan la noción de empoderamiento como una estrategia feminista para la transformación social adecuada a los contextos regionales.
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Poder a partir de Lentes Feministas: entre dominação e empoderamento (#6930)
Manuella Azevedo Donato 11 - UFPE / ASCES-UNITA.
Abstract:
A proposta deste trabalho é refletir sobre as formas como os movimentos e teorias feministas utilizam a categoria de poder, seja como instrumento conceitual teórico, ou como noção estratégica para as práticas transformadoras na disputa política. Portanto, a fim de analisar as formas pelas quais os feminismos têm compreendido a noção de poder, busca-se, primeiramente, identificar os principais elementos teóricos e políticos na trajetória histórica dos movimentos feministas. Para isso, debruça-se sobre as chamadas três ondas do feminismo, entre o final do século XIX aos dias atuais, com destaque para as contribuições trazidas pelos feminismos negros ao longo da segunda onda, marcadamente a partir da década de 1980. Com base na identificação dos principais debates feministas, bem como de suas continuidades e rupturas históricas, realiza-se o intento de reunir diferentes perspectivas feministas em torno da concepção de poder. Dessa maneira, é possível verificar em que medida as diversas formas de compreender poder remetem às diferentes trajetórias dos feminismos, como apresentadas anteriormente. Assim, espera-se que seja possível identificar elementos que contribuam à reflexão acerca das limitações e possibilidades apresentadas pelo conceito de poder, como categoria central para compreender e transformar as relações desiguais de gênero, raça, classe e sexualidade, a partir de perspectivas feministas.
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Tempo e memória: percepções de algumas feministas brasileiras sobre mudanças geracionais (1980-2010)
(#6947)
Eliane Gonçalves 11 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
O artigo se ocupa da noção de tempo e memória, atrelada à percepção geracional sobre mudanças no feminismo brasileiro em três décadas (1980-2010). Baseado em informações produzidas no período de 2011-2014, o estudo qualitativo de âmbito nacional buscou compreender entre outras coisas, a noção de passagem do tempo e sua repercussão na vida pessoal e política de algumas ativistas com mais de 60 anos, protagonistas do feminismo dos anos 1980, considerado um dos mais importantes eventos na reconstrução da democracia pós-ditadura no País. Em suas narrativas, as interlocutoras ressaltam as peculiaridades da ação política feminista nas décadas de 1980, 90 e nos anos 2000, ressaltando êxitos, desafios e percepções particulares sobre a transição geracional e as novas configurações de um movimento plural. Partindo de aportes da teoria social feminista de cunho reflexivo e da sociologia dos modos de vida, neste artigo, pretendo olhar com especial cuidado os sentidos atribuídos aos processos de envelhecimento e os modos encontrados pelas interlocutoras para se re-situarem nos contextos de mudança.
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Apuntes para la reflexión sobre corporalidades y discursos (#7051)
María Alicia Gutiérrez 1;
Dalia Szulik
2; Mariela Alejandra Acevedo
1; Romina Freschi
3;
Andrea Voria
4; Renata Hiller
51 - Universidad de Buenos Aires. 2 - Universidad Nacional de General San Martin. 3 - Universidad Nacional Arturo Jauretche. 4 - Universidad del Salvador. 5 - Universidad Nacional de la Patagonia San Juan Bosco.
Abstract:
El presente trabajo remite a la producción colectiva compilada en el libro Entre-dichos cuerpos. Coreografías de los géneros y las sexualidades (Buenos Aires, Godot, 2016) bajo la dirección de María Alicia Gutiérrez, donde proponemos identificar la dimensión del cuerpo y su materialidad a partir de distintas entradas. Específicamente abordamos la pregunta acerca de la materialidad del cuerpo y las corporalidades desde el arte, la legislación, la teoría feminista y los discursos mediáticos. Aunque la interrogación no es original ni novedosa, se constituye como articuladora de indagaciones que nos permiten poner en diálogo producciones elaboradas desde diferentes lugares de enunciación. La corporalidad como categoría de análisis en permanente interacción/tensión con la discursividad y las emociones nos aproxima a la composición de la performatividad de género y sus vaivenes entre la obediencia y la transgresión de género partiendo de distintos corpus para repensar nuestras investigaciones. Nuevos marcos normativos (como la Ley de Matrimonio Igualitario y la Ley de Identidad de género) así como viejas demandas pendientes en el campo de los derechos sexuales y reproductivos (fundamentalmente el aborto) son analizados bajo esta perspectiva que centra su atención en los cuerpos como instancias públicas de inscripción y disputa de sentidos. Pero también otros lenguajes, como la historieta, la poesía y el cine son espacios donde la corporalidad se discute y reformula. Finalmente, nuestra propia praxis como investigadoras “corporizadas” nos coloca ante un ejercicio de socioanálisis feminista: colectivo y crítico.
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“As mulheres são como as águas, crescem quando se encontram”: conhecendo o Feminismo na Pan-Amazônia (#7127)
Simone Mestre Simone Mestre 11 - Universidade Federal de Minas Gerais.
Abstract:
Pensar, conhecer e dialogar com/sobre os movimentos de mulheres da região Pan-Amazônica é uma tarefa necessária e desafiadora para os feminismos latinos americanos. Essa tarefa se torna uma missão complexa que necessita de um duplo olhar para as especificidades regionais, culturais e sociais, e que demanda, rompemos com pelo menos duas visões cristalizadas em nosso imaginário social. A primeira delas é pensar a Amazônia como um território unicamente brasileiro e a segunda, consiste em e ver o movimento feminista brasileiro apenas como algo do eixo sul e sudeste do Brasil. Dessa forma, devemos nos atentar para a pluralidade e diversidade da região da Pan-Amazônia, que é uma região cujo território é distribuído entre nove países (Brasil,, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) e que em si abrigam múltiplas manifestações culturais e que enfrentam diversos problemas sociais, ligados a consolidação de “Megaprojetos” de desenvolvimento (hidrelétricas, hidrovias e agronegócio) que configuram-se marcos materiais e simbólicos da expansão do imperialismo contemporâneo ou neocolonialismo na região. Assim como os estudos sobre o feminismo na Amazônia Brasileira, os estudos sobre feminismo na Pan-Amazônia atualmente são escassos. Esse feminismo é raramente debatido no cenário acadêmico e político dos feminismos no Brasil. Notamos uma representação dos feminismos a partir da experiência do eixo sul do País que muitas vezes silencia a voz de mulheres que lutam na região Amazônica e que travam de sua forma, uma luta contínua contra o machismo, o imperialismo e o patriarcado. Diante deste panorama, o objetivo do artigo, consiste em propor uma reflexão sobre o movimento feminista na Pan-Amazônia e sua luta contra a exploração e expansão dos grandes empreendimentos capitalista na região à luz da teoria decolonial. Buscando evidenciar o quanto movimento feminista na Pan Amazônia busca empiricamente formas de romper os alicerces da matriz da colonialidade do Poder, que são o controle da economia, autoridade, natureza e recursos naturais, gênero e sexualidade, subjetividade e do conhecimento. Diante disso, temos elementos indispensáveis para incorporar as reflexões dos movimentos sociais nos estudos decoloniais, sobretudo, nos estudos feministas pós-coloniais e decoloniais.
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Aportes del feminismo a la discusión global del derecho a la ciudad. (#7282)
Ana Milena Montoya Ruiz 11 - Universidad de Medellín/Universidad Nacional de Colombia, sede Medellín.
Abstract:
La presente ponencia presenta es producto del proyecto de investigación El derecho colectivo a la ciudad y su construcción desde la teoría feminista, el movimiento feminista y el movimiento social de mujeres en América Latina. Presenta algunos aportes de la teoría feminista, los movimientos feministas y los movimientos sociales de mujeres en Latinoamérica, desde la segunda mitad de la década de 1980 hasta la actualidad, han realizado a la discusión y producción del derecho colectivo a la ciudad como un derecho complejo y emergente. Aportes que se han venido concretando en recientes documentos de Soft Law como la Carta Europea de la Mujer en la Ciudad (1995) y la Carta por el Derecho de las Mujeres a la Ciudad (2004) presentada en el Foro Urbano Mundial de Barcelona en 2004 y en la Nueva Agenda Urbana definida la Conferencia de las Naciones Unidas sobre la Vivienda y el Desarrollo Urbano Sostenible (Hábitat III-2016), en procura de ciudades equitativas y democráticas que reconozcan explícitamente la dimensión de género y las necesidades y demandas de las mujeres. Se presentará un panorama sobre los estudios acerca de 1) el derecho a la ciudad como derecho colectivo, y 2) los estudios sobre género, mujeres y ciudad, con el cual se identifica los aportes teóricos, disciplinarios y metodológicos que han realizado la crítica feminista al giro espacial en las ciencias sociales. Dicha investigación es un estudio documental acerca de los aportes del feminismo a la cuestión urbana, el cual ha sido elaborado desde un enfoque feminista, que permite evidenciar los aspectos que faltan por abordar y las dimensiones a explorar en los estudios urbanos y resaltar la contribución de las mujeres a las discusiones actuales sobre el giro espacial. Expone algunos de los aportes realizados por teóricas, académicas y activistas feministas a la producción del conocimiento sobre las ciudades que han sido invisibilizados por la producción masculina del conocimiento sobre la cuestión urbana, el cual ha sido incapaz de explicar la realidad de las mujeres y comprender las desigualdades en el acceso individual y colectivo a los recursos de las ciudades y a la producción de las mismas.
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"La autodefensa feminista como subversión del orden simbólico capitalista/patriarcal y la vida en poesía como forma de emancipación feminista y creación de colectividad" (#7322)
Itzell Sánchez Martínez 1;
María Eugenia Martínez De Ita
11 - BENEMÉRITA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE PUEBLA.
Abstract:
El 9 de diciembre de 2013, Yakiri Rubí Rubio Aupart de 20 años, fue secuestrada, violada, detgenida y más adelante encarcelada por matar a uno de sus violadores. El caso de Yakira se ha convertido en emblemático no sólo por la violencia de género sino también por su lucha contra la injusticia de la que ha sido objeto. En términos epistemológicos, el caso de Yakirqa nos remite a ubicarnos en tres lugares fundamentales. El primero que ha sido creado por cientos de años de sujeción de las mujeres a un mundo patriarcal, es el lugar de la desigualdad de condiciones en el trabajo, de la cosificación de los cuerpos y su uso como botín de guerra, de la construcción de una idea de feminidad hecha para servicio de lo masculino-patriarcal y el capital. El segundo que es el lugar del dolor, la tristeza, la incomodidad y la impotencia que da píe a la inconformidad, la rebeldía, la emancipación y a la digna rabia, esa que nos enseñaron las y los zapatistas y en la que no cabe el perdón, ni el olvido, en donde el despojo no se permite más, el lugar de la autodefensa, en donde el miedo y al opresor se enfrenta entre varias, y en donde se rememora y redime a nuestras muertas, donde la justicia está en nuestra emancipación colectiva. El tercer lugar tiene que ver con la creación y subversión de formas de imaginarnos y construirnos. Tomando como punto de partida estas tres geografías epistémicas hemos estructurado la ponencia en cuatro apartados: En el primero hacemos referencia al papel que nos hacen jugar a las mujeres en el capitalismo-heteropatriacal o cómo la reproducción de la vida humana desapareció de la vida pública y nuestros cuerpos se convirtieron en objetos y/o máquinas reproductivas; en el segundo apartado nos centramos en la autodefensa feminista cómo la subversión de un orden simbólico patriarcal la cual no solo consiste en aprender a golpear y esquivar, sino en crear un espacio de seguridad, autocuidado colectivo, en generar redes afectivas. Reflexionar sobre la violencia en todas sus formas y trazar estrategias; en el tercer apartado abordamos el arte y la colectividad como lugar de experiencia estética y creación de sentido, una alternativa para vivir la vida en poesía. En el cuarto apartado, nos interesa abordar el tema de la justicia, la redención y rememoracíon cómo ejes fundamentales de la construcción feminista hacia una vida digna, autodeterminada y en colectividad. Al final, presentamos las conclusiones.
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O SURGIMENTO DAS CRÍTICAS À “IDEOLOGIA DE GÊNERO”, ENQUANTO AÇÃO CONSERVADORA PARA RETOMAR A METAESTABILIDADE HETERNORMATIVA NO BRASIL (#7359)
Flávia Roberta de Gusmão Oliveira 1; Artur Stamford da Silva
21 - UNIFAVIP/DEVRY. 2 - UFPE.
Abstract:
O modelo heteronormativo, conforme Butler (2003), sempre preponderou na sociedade mundial, estabelecendo uma ordem social de prevalência do modelo heterossexual, em detrimento da diversidade sexual, tal realidade é existente também no Brasil. Apesar disso, a organização dos movimentos sociais de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) permitiu uma maior atuação política desse grupo, propiciando a conquista de direitos para essas pessoas, tais como: a utilização do nome social, a possibilidade do casamento/união estável homoafetivo, a permissão da adoção de filhos por tais casais, além da tentativa de elaborar normas que penalizem com mais rigor a homofobia. Ao mesmo tempo, o movimento feminista tem crescido, adotando também, nos últimos anos, um viés político, representado pela criação de secretarias nacionais e estaduais das mulheres, as quais têm procurado desenvolver políticas públicas específicas, além de buscar descontruir o papel de submissão feminino de forma institucional. Contudo, tais avanços têm sido ameaçados, recentemente pela atuação de grupos conservadores, que questionam o que eles chamam de “ideologia de gênero”, para eles as conquistas das mulheres e do público LGBT representam uma afronta ao modelo familiar que embasa a sociedade brasileira, expondo as crianças e adolescentes a exemplos “negativos”, como também contribuem para uma divisão social, que propicia um confronto entre homens e mulheres e/ou heterossexuais e homossexuais. O mais preocupante é que esses grupos conservadores têm ganhando significativo destaque, a ponto de influenciar a eleição de políticos e também a proposição e criação de leis discriminatórias. O presente estudo tem por objetivo analisar, com base na sociologia sistêmica, de que forma as ações desses grupos representam uma hipertrofia, na busca pelo controle dos sistemas sociais, a partir da dicotomia inflação/deflação proposta por Parsons (1957, 1963, 1968, 1973) e Luhmman (1997). Metodologicamente utilizaremos uma abordagem qualitativa, já os tipos de pesquisa serão bibliográfico e documental. Os resultados obtidos apontam que tais sistemas antes estavam conformados no modelo heteronormativo, em uma metaestabilidade; as ações reivindicatórias dos grupos LGBT e feministas e suas repercussões políticas propiciaram uma inflação dos sistemas políticos e jurídicos, que impactaram na criação de normas, decisões jurídicas e políticas públicas inclusivas para as mulheres e para as pessoas com sexualidades diversas, entretanto a ação dos grupos que questionam a “ideologia de gênero” pode representar um tipping point e a consequente reestruturação destes sistemas, na busca pela retomada de uma metaestabilidade heternormativa. Mascareño e Hoevel (2016) destacavam que os países latino-americanos parecem manifestar uma dinâmica social de resistência a demandas modernizadoras, havendo uma oscilação permanente entre a modernidade e a resistência a ela, tal resistência tem sido sentida no Brasil, a partir dessa crítica à ideologia de gênero. Palavras-chave: heteronormatividade; ideologia de gênero; inflação/deflação.
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Feminismo e reconhecimento em Nancy Fraser (#7517)
Janaína Xavier do Nascimento 11 - UFSM/UTFPR.
Abstract:
Situando sua obra no âmbito da Teoria Crítica, Nancy Fraser é a dona de uma das vozes mais relevantes da teoria feminista na contemporaneidade. O objetivo do presente trabalho consiste em analisar contribuições e limites de seu trabalho à compreensão das lutas por reconhecimento nas sociedades contemporâneas à luz das lutas políticas feministas. Ao longo das últimas décadas, a autora tem apresentado contribuições importantes para a compreensão do feminismo e dos impasses e desafios por ele enfrentados. Some-se a isso suas contribuições para uma teoria do reconhecimento, resgatando o valor das questões relativas à redistribuição. Argumenta que as lutas por reconhecimento se tornaram a forma paradigmática de conflito político no final do século XX. Entretanto, problemas relativos às injustiças socioeconômicas continuam demandando soluções redistributivas e assim a nova tarefa intelectual seria com a elaboração de uma teoria crítica do reconhecimento capaz de incorporar uma política cultural da diferença e uma política social da igualdade, considerando que justiça exige reconhecimento e redistribuição. Nessa perspectiva, Fraser distingue duas concepções de injustiça, uma socioeconômica exemplificada pela marginalização econômica, exploração e privação; e uma simbólica e cultural, exemplificada pela dominação cultural, não reconhecimento e desrespeito. Para as injustiças econômicas a solução seria redistributiva, para as injustiças culturais a solução estaria no plano das mudanças simbólicas e exigiria reconhecimento. Em meio ao debate com a vertente neo-hegeliana da teoria do reconhecimento, representada por Charles Taylor e Axel Honneth, Fraser propôs uma abordagem não identitária da política do reconhecimento, onde o reconhecimento seria baseado no status, tratando-se de um modelo que se ajustaria melhor a uma teoria crítica do reconhecimento. No caso do feminismo, a partir do modelo de status, trata-se de afirmar que o alvo do reconhecimento não deve ser a identidade de gênero, mas a condição das mulheres como parceiras na interação social. Assim sendo, o que exige reconhecimento não é a identidade do grupo, mas antes o status dos membros do grupo como pares na interação social. Nesse sentido, políticas de reconhecimento seguem sendo necessárias, mas isso não significaria política de identidade. O trabalho ora proposto está estruturado da seguinte forma: 1) Feminismo anti-essencialista, 2) O debate reconhecimento versus redistribuição, 3) Política de reconhecimento não identitária, 4) Notas sobre contribuições e limites.