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Thursday 07/12 - Fac. Psicología / Sala 03
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
 
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Memoria y organizaciones-Sujetos colectivos |
Thursday 07/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
¿Es posible una infancia? Algunas consecuencias del destierro de una lengua (#0687)
Maria Eugenia Giammatteo 1;
Viviana Mamone 1
1 - Hospital General de Agudos Parmenio Piñero.
Abstract:
Dispuestas a abordar los tratamientos de niños con problemas del lenguaje, niños que no hablan, hijos de inmigrantes bolivianos  nacidos en territorio argentino, nos propusimos ligar los relatos de los padres con su cultura de origen. Hubimos de dar lugar al recuerdo de su vida en sus tierras, datos ancestrales  y su historizaciòn. A partir de la hipótesis de pensar los problemas del habla ligados a la interrupción del recuerdo de la descendencia aymara como lengua y como cultura , direccionamos nuestro trabajo clìnico a la manera de un quehacer  arqueológico y etnolingüístico, en aras de tejer los guiones que permiten hacer pie, ya no en el territorio, sino en la humanidad. No se trata solamente de la imposibilidad de construir el árbol genealógico, sino de la tala del mismo, en defensa del propio ser, en un movimiento paradojal en el cual el cuerpo del niño queda atrapado y expuesto a las lógicas transculturales que se le incrustan sin sentido y con carácter de obligatoriedad, Con el fin de reconstruir el lazo interrumpido por el destierro territorial y colonial interrogamos la sentencia de la afirmación “los niños no hablan”.

 
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DO MITO NA CONTEMPORANEIDADE A INVENÇÃO DE IDENTIDADE: etnografia de grupos étnicos na fronteira Br-Gy (#7138)
PEREIRA Mariana Cunha 1
1 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
RESUMO: O que apresento aqui é uma leitura de dados e observação etnográfica revisitados da pesquisa de campo da tese de doutorado intitulada A Ponte Imaginária: o trânsito interétnico na fronteira Brasil – Guiana. Naquele estudo discuto etnicidades e nacionalidades em situação de fronteira e mostro os processos identitários observáveis no âmbito das redes de relações sociais que se construíram com base na busca de serviços públicos e das relações de comércio na fronteira Brasil-Guiana. A etnografia me levou a identificar as relações de grupos étnicos: os índígenas das etnias Macuxi e Wapixana, os Negros guianenses, os Brasileiros regionais e os Coolie (descendentes de Indianos). Entretanto, neste texto pretendo apresentar como o mito se atualiza na contemporaneidade, a partir do mito de origem Macuxi que expressa à narrativa sobre o lugar onde vivenciam sua identidade étnica e seu poder enquanto plantadores e coletores da terra. Entendo que muitas das narrativas que os entrevistados utilizam sobre: os espaços ou o modo de usá-los; o trabalho de ontem e de hoje ou modo de realizá-los; a vida e a morte; a relação com os deuses; e, neste caso em especial, as interpretações sobre as diferenças entre os grupos étnicos são atualizações dos Mitos que se apresentam por um diversificado modo de comunicação da linguagem contemporânea em que suas narrativas acessam elementos do sagrado para se colocar no tempo atual. Portanto, requisito neste a leitura do mito Macuxi que explica a noção de território e da relação com a natureza para aqueles indígenas, e posteriormente suas narrativas atualizadas pela conjuntura sócio-histórica atual. Discuto a partir da narrativa dos entrevistados, naquela pesquisa, traços que podem compor a atualização do mito na contemporaneidade, e isso pode nos levar a perceber que os diferentes grupos étnicos da fronteira se expressam por categorias estruturais que recompõem o mito tradicional, a exemplo do que defende Leví-Strauss sobre a estrutura dos mitemas. Este recorte em forma de artigo recorre às discussões teóricas de Cardoso de Oliveira (1996); Barth (1969); Leví-Strauss; Edmund Leach ( 1970); Mircea Eliade (1972) na possibilidade que as diferentes perspectivas teóricas possam contribuir para entender as narrativas e metanarrativas que atualizam o mito. Portanto, trata-se de um artigo que se elabora a partir da metodologia utilizada na tese (a etnografia) com uso dos instrumentos de pesquisa: observação, entrevista do tipo depoimento, história de vida, diário de campo e material áudio-visual. PALAVRAS CHAVE: Mito; Etnicidade; Memória; Contemporaneidade; Narrativas.

 
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COMPARTILHANDO HISTÓRIAS, EXPERIÊNCIAS E MEMÓRIAS DE SUJEITOS SURDOS (#6887)
Alini Mariot 1
1 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - FURG.
Abstract:
A presente pesquisa se concentrou em fazer uma análise sobre o ensino da língua de sinais em Criciúma-Santa Catarina, percebendo as transformações na metodologia de ensino, a partir das memórias e vivências de surdos, ao longo do tempo. Através deste estudo foi possível observar que cada método possui sua relevância, pois os entrevistando se utilizam destes métodos até os dias de hoje.

 
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Migalhas de experiência: identidades e memórias a partir de dois estudos de caso (#5778)
Jaime Santos Junior 1; Aline Yuri Hasegawa 1
1 - Universidade Federal do ABC.
Abstract:
Neste artigo, apresentamos dados de duas pesquisas que, conquanto possuam recortes empíricos distintos, dialogando com contextos históricos e políticos diversos, debatem processos de articulação identitária formuladas a partir do trabalho com memórias. Pretende-se realçar a dimensão da reflexividade presente nas pequenas, mas subjetivamente importantes, formas de res-significar e/ou rememorar aspectos ligados à vida cotidiana. Num primeiro momento, são as imagens associadas ao trabalho no corte da cana de açúcar que nos dão pistas para compreender as formas de engajamento e rejeição presentes nas condutas dos trabalhadores. Se as representações feitas sobre o trabalho estão sujeitas a variações, no sentido do que ele representa na vida do indivíduo, distinguem-se também diferentes formas de engajamento. Isso acaba por criar clivagens no conjunto dos trabalhadores, sugerindo que a compreensão de como as resistências se estruturam irá depender do modo como o trabalhador percebe a si mesmo na relação com o trabalho. Em seguida, é o ato de rememorar modos de vida ameaçados com a extinção dos lugares de memória presentes em bairros étnicos na cidade de Lucélia/SP, lidos como estratégias de resistência, que ganha foco na análise do conteúdo da memória. Evidenciamos com o relato de pesquisa que os processos identitários extrapolam os limites do tempo e da transformação física dos espaços, pois articulam-se aos discursos e à experiência, possibilitando até mesmo mecanismos de luta e resistência. O que se busca é perceber a maneira pela qual esses atores se identificam e, ao fazê-lo, encontram domínios de comunalidade que os aproximam e articulam, uns a outros, tanto quanto estabelecem domínios de diferenciação, que os apartam de outros tantos. Por via de consequência, e aqui está outro ponto de inflexão em nossas pesquisas: não é livre de fissuras o processo através do qual as instâncias de socialização (a exemplo do trabalho e dos bairros) atuam como mecanismos que transformam valores e normas sociais em papéis identitários, sem a participação decisiva dos indivíduos. Se há, ao que supomos, uma aproximação nos resultados das duas pesquisas sobre as questões que foram postas, temos igualmente o interesse em compartilhar os desafios metodológicos enfrentados.

 
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Memórias do Espírito da Festa: aparelhagem e eficácia simbólico-religiosa em Belém do Pará, Amazônia, Brasil. (#6881)
Antonio Maurício Dias da Costa Maurício 1
1 - Universidade Federal do Pará.
Abstract:
A comunicação discute a relação entre as dimensões externa e interna da eficácia simbólica da aparelhagem Tupinambá. A noção de eficácia simbólica é tratada aqui como prática de ordenamento de emoções em busca de um efeito, mas relacionada especificamente a um contexto lúdico-festivo. Aparelhagens são empresas familiares de sonorização de festas dançantes típicas da cidade de Belém do Pará e região metropolitana. A pesquisa discorre sobre memórias familiares que relatam a formação do som Tupinambá, considerando a existência de vínculos subterrâneos entre práticas do mercado urbano de entretenimento e domínios sociais ligados à tradição, como ritual e religião. A eficácia simbólica, performática, da aparelhagem no ambiente festivo se associa à identificação mágico-religiosa de seus fundadores com a proteção do índio-caboclo José Tupinambá, encantado cultuado na Mina-Nagô paraense. A apresentação aborda a construção do repertório memorialístico que reivindica a continuidade simbólica entre performance festiva e experiência religiosa.

 
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As (re) significações culturais do carro de boi no sertão das Alagoas (#0560)
Cosme Rogério Ferreira 1
1 - Instituto Federal de Alagoas - IFAL.
Abstract:
O presente trabalho tem por objeto o processo histórico de (re) significação cultural de um tipo de transporte milenar, que remonta à Antiguidade, que foi fundamental na história do Brasil e que, embora hoje mais raramente, ainda é presente nos espaços rurais brasileiros: o carro de boi. Nosso locus de pesquisa é o sertão do estado nordestino das Alagoas, sobretudo entre as cidades do chamado Território da Bacia Leiteira – conjunto de propriedades rurais dedicadas sobretudo à produção de leite de gado bovino e seus derivados no semiárido alagoano. A Bacia Leiteira alagoana é formada por onze municípios: Jacaré dos Homens, Minador do Negrão, Batalha, Cacimbinhas, Monteirópolis, Palestina, Major Isidoro, Belo Monte, Jaramataia, Olho D’Água das Flores e Pão de Açúcar. A esse rol, acrescentamos as cidades sertanejas vizinhas da Bacia Leiteira onde há expressivas manifestações culturais que celebram o carro de boi, como Santana do Ipanema, Olivença e Inhapi, também marcadas economicamente pelo trato como gado. Combinando diferentes métodos e técnicas de pesquisa, como a bibliográfica, a documental e a de campo, sustentamos a seguinte hipótese de trabalho: o carro de boi, antigo veículo a serviço de uma economia rural de subsistência por quase quatro séculos, que já foi sinônimo de atraso nacional, de um Brasil arcaico, é atualmente, desde o início do século XXI, em meio ao processo de modernização do sertão, reinventado como objeto simbólico de devoção, celebrado em festas religiosas, e entendido como a representação de um mundo bucólico que tem servido como referência identitária para os sertanejos alagoanos.

 
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Memória e imaginário social no almanaque eu sei tudo (#2758)
Luiz Barbosa 1; Andréa Maia 2; Paulo Vaz 1; Vera Casa Nova 1;
Alessandra Nardini 1;
Bruna Melo 1;
Bruno Assad 1; Jackeline Oliveira 1
1 - Universidade FUMEC. 2 - UFRJ.
Abstract:
    Esta comunicação tem como objetivo recuperar a construção social do mundo a partir de um mergulho nas páginas do almanaque Eu sei tudo, que circulou no Brasil entre os anos de 1917 e 1958. Interessou-nos compreender os processos de formação ideológica, a partir das formas, dos traços discursivos, como os gestos, os temas iconográficos e as fórmulas do envio ora para os bens de consumo, ora para a informação/instrução do sujeito-leitor. Editado no Rio de Janeiro pela Companhia Americana com o objetivo de ser uma revista mensal ilustrada com temas científico, literário, artístico e histórico, seu conteúdo, integrado à realidade urbana, era composto de artigos jornalísticos e textos literários, ilustrações e propagandas. Em nossa pesquisa analisamos, por meio de uma abordagem interdisciplinar, séries documentais produzidas entre os anos de 1943 e 1955. A opção pelo recorte temporal do pós-guerra é justificada pela busca da  compreensão das especificidades da conjuntura mundial de Guerra Fria em sua relação com a cultura nacional. Sobretudo na década de 1950, pudemos perceber com melhor clareza a penetração da propaganda do american way life e os rebatimentos da cultura norte-americana no estilo de vida brasileiro. Trabalhamos com a vertente teórica da simiologia de Roland Barthes, detectando o sistema de signos verbais e não verbais e interpretando-os por meio de uma descrição ideológica. Para o estudo das imagens, além das teorias de Barthes, recorremos a Georges Didi-Huberman e Walter Benjamin, no  sentido da teoria da montagem e suas marcas históricas. Para Benjamin, o passado pode ser legível, conhecível quando as singularidades aparecem e se articulam dinamicamente umas com as outras pelo processo de montagem. Utilizamos assim o método de leituras das imagens como montagem e remontagem do tempo vivido. Além desses autores, foram utilizados como fundamentos metodológicos as análises de Roger Chartier, Mariza Lajolo e Regina Zilberman sobre os pressupostos necessários ao empreendimento da construção de uma história das práticas letradas e/ou uma História da Leitura do livro no Brasil. Para identificar os traços ideológicos presentes na revista, foram analisados além de suas capas e da evolução de seu logotipo, os seguintes temas: modernização da cidade e do campo; representações da mulher e do homem; o mundo do trabalho e a construção do saber científico.

 
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La cultura alimentaria de la región amazónica - española y portuguesa- a través de los diarios de viajero durante el siglo XVIII y comienzos del siglo XIX. (#3168)
Marta Isabel Rodríguez 1; Cláudio Luiz Denipoti 1; Jáder Hernando Mejía Cano 1
1 - Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Abstract:
La cultura alimentaria es un vínculo entre una nación, su territorio y todo el sistema de representaciones que alrededor de ella se encuentra. Permite aportar a la identidad, a la memoria y al devenir cotidiano de las personas. Ella hace parte de la historia de los pueblos y determina lo que es cada uno. Cada plato o receta, refleja procesos socio-culturales e históricos, que son una forma de ser de los pueblos. Es por esto que a través de los diarios de viajeros producidos por los europeos que viajaron a América, o por los mismos viajeros americanos durante el siglo XVIII y comienzos del siglo XIX, se identificará la cultura alimentaria de los pueblos de la región amazónica (española y portuguesa) con los cuáles, viajeros como Georg Heinrich von Langsdorff, Alexander Von Humboldt, Alexandre Rodrigues Ferreira y Charles-Marie de La Condamine, tuvieron contacto. Los diarios de viajeros, son una fuente muy importante para el conocimiento y la reconstrucción histórica del pasado. Cada escritor narra desde su perspectiva y sentimientos propios lo observado en cada uno de los territorios que son visitados. Es por esto que también se identificarán el tipo de representaciones que alrededor de la cultura alimentaria se fueron configurando en las narrativas desarrolladas por cada uno de los viajeros y que dan cuenta de los paisajes, las formas de vida y la cultura.

 
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O Queijo dos Antigos: memórias e representações no saber-fazer o Queijo Minas Artesanal (#4388)
Belisa Lamas Gaudereto 1; Luciano Rodrigues Costa 1
1 - Universidade Federal de Viçosa.
Abstract:
O presente resumo baseia-se em dados de uma pesquisa qualitativa, realizada com fabricantes de Queijo Minas Artesanal, Patrimônio Imaterial Brasileiro, residentes na Zona da Mata de Minas Gerais – Brasil. O objetivo da pesquisa era analisar os processos de construção do saber-fazer o Queijo, de modo que o foco das observações e entrevistas estava na rotina e cotidiano desses produtores. Conforme a pesquisa de campo se desenvolveu, surgiram evidências de que todos os gestos, práticas e sentidos envolvidos no fazer o Queijo Minas eram oriundos não apenas de uma prática rotineira, que conduz os movimentos dos artesãos, mas de uma memória, individual e coletiva/familiar, que somada às práticas cotidianas do ofício, dotavam de sentido e particularidades todos os processos de produção desses queijos. Ancorou-se em teorias sobre o saber-fazer, sociologia do trabalho, memória e representações coletivas para a realização de todas as etapas da pesquisa, desde a formulação metodológica às análises das informações e dados construídos em campo. Esta foi uma pesquisa qualitativa, de cunho etnográfico, em que se explorou ao máximo a observação participante e entrevistas semiestruturadas, que se davam em um ritmo de conversas. O período de realização da pesquisa foi entre os meses de junho a outubro de 2015 e de junho a novembro de 2016. As análises dos dados de campo mostraram que, neste contexto, o saber-fazer seria fruto da articulação de uma série de esferas circundantes da vida e história desses indivíduos. Escutou-se dos produtores, histórias sobre descobertas de boas maneiras de se fazer o queijo, que se articulam com memórias dos fabricantes sobre trajetória do queijo dentro de suas famílias. Histórias que dialogavam com quadros pendurados nas paredes das salas, com fotos dos “antigos” – termo nativo para antepassados; com os cercados das propriedades; e com variados objetos e lembranças mobilizados por esses produtores durante nossas conversas. Dessa forma, embora a produção queijeira ocorra no presente, o saber-fazer responsável pela origem dessa produção é atemporal, se articula e representa os antepassados, conferindo, assim, identidade e representação aos grupos e indivíduos que o detém. Dentro dos grupos de produtores que foram acompanhados durante o tempo de pesquisa, o saber-fazer o Queijo Minas Artesanal representa o processo subjetivo de construção de um ofício, ao qual se articulam memórias sensoriais que envolvem o gosto, textura, formato e cheiros apreendidos como corretos para esse queijo. E ao ser tudo isso, é possível dizer que o saber-fazer o Queijo Minas Artesanal é também a representação da memória de várias gerações de um grupo familiar.

 
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Aprendizado e conhecimento do patrimônio imaterial. Organização de hierarquias e direito consuetudinário na coletividade ameríndia kanhgág. (#3730)
Gabriel Chaves Amorim 1; Dorvalino Refej Cardoso 2
1 - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. 2 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
No Brasil, a Constituição Federal promulgada no ano de 1988, em seus artigos 215 e 216, reconhece os bens culturais de natureza material e imaterial e os inclui no rol de patrimônios a serem preservados pelo Estado em parceria com a sociedade. Segundo a Lei brasileira, o patrimônio imaterial é transmitido de geração em geração e está representado pelos bens culturais que são referência aos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, em especial para este trabalho, a coletividade ameríndia Kanhgág da cidade de São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul. Neste sentido este estudo visa estabelecer um panorama sobre as práticas de ensino do grupo ameríndio kanhgág a respeito da organização política e hierarquias internas. Através de pesquisa bibliográfica, história oral, questionários semi estruturados, observação e registros fotográficos, este trabalho tem como objetivo evidenciar as relações de aprendizagem Kanhgág acerca dos seus patrimônios imateriais. De que modo os mais novos são iniciados a esta organização kanhgág? Segundo a Constituição Federal, artigo 231. são reconhecidos aos ameríndios sua organização social além dos costumes, línguas, crenças, tradições e também os direitos originários sobre as terras que ocupam, competindo à União o trabalho de demarcá-las, protege-las e fazer respeitar seus bens.. Ampla bibliografia expõe a tradicional e atual organização kanhgág: Cacique, Vice cacique, Soldados, Cabos e Sargentos, chegando até a formação de partidos e disputa de votos em eleições. Investigar-se-á as relações que atuam sobre a coletividade as demandas destas autoridades e também das espirituais e educacionais, Kujã(Xamã), professores, anciões e pastores. Corroborando com a tese da Corte Internacional dos Direitos Humanos no que se refere a povos indígenas, sinaliza que é indispensável que os Estados concedam uma proteção efetiva que leve em consideração suas particularidades, seu direito consuetudinário, valores, usos e costumes.

 
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Mujeres afrodescendientes y brujería en el Norte de México: una revisión histórica y antropológica. (#4035)
Nydia Cristina Prieto Chávez 1; Juan Cristóbal López Carrera 1; Luis Madaria Alzaga 2
1 - Kooperativa Rayenari. 2 - Meridianos Comunicación.
Abstract:
En una revisión sobre la bibliografía acerca de la población afrodescendiente en el Norte de México, encontramos varios casos de juicios de la Santa Inquisición en contra de mujeres afrodescendientes, quienes usaron sus saberes para empoderarse, escapando de su condición de esclavas. En esta propuesta mostramos como algunos saberes penetraron en la cultura popular que ha perdurado hasta nuestros días. Para ello expondremos primero los casos históricos, quiénes fueron sus protagonistas y cuáles saberes pusieron en práctica, de modo que se puedan extrapolar como dichos saberes siguen vigentes en la actualidad ya sea como actividades cotidianas o como tareas especializadas para la medicina alternativa. Entre los testimonios históricos encontrados esta la historia de Juana María Mulata, nacida en Monterrey, Nuevo León y avecindada en la ciudad de Monclova, Coahuila en el libro “Relacio?n de la causa de Juana Mari?a, mulata: Esclava, mulata y hechicera : historia inquisitorial de una mujer novohispana del siglo XVIII” de Alma Leticia Mejía; otro es el caso de Antonia, mulata esclava en Parral, Chihuahua, de donde escapó para luego inducirse en la brujería, según nos relata Susan Deeds en su artículo “Brujeri?a, ge?nero e inquisicio?n en Nueva Vizcaya”. Un tercer ejemplo de esto es el de Juana María, mulata de Gil de Leyva, también vecina de Monclova, Coahuila, donde formó parte de un grupo de mujeres acusadas de ejercer la brujería, como se menciona en el libro “La medicina popular y la brujeri?a en Nuevo Leo?n y Coahuila durante los siglos XVIII y XIX” de Manuel Neira Barraga?n. En la religiosidad popular del norte podemos rastrear algunos elementos que parecen tener un fuerte componente de herencia africana, por ejemplo, creencias naturalistas y espiritistas como el hecho de “pisar la sombra” de una persona puede causarle una enfermedad que lo pone débil y puede causar la muerte. Así mismo se conocen relatos sobre Diableros, personajes burlescos y desafiantes que poseían la habilidad de mantenerse sin trabajar, hacer que una osamenta de toro se levantara y “caminara”, estar en dos sitios a la vez, tornarse invisibles, manipular el fuego, matar a distancia con diversos trucos, dominar el ganado trazando círculos en la tierra, servirse de fetiches como monitos de tela que les cumplían sus deseos y transfigurarse en animales salvajes (cócono, coyote, venado). También es sabido que en algunas rancherías norteñas se realizan prácticas de vudú, utilizando fetiches para dañar a las personas o cumplir deseos y hacer tareas mediante conjuros. En el ámbito católico, son comunes las iglesias e imágenes de San Martín de Porres en algunas casas norteñas. Incluso, en el centro de Monterrey existió una imagen a Nuestra señora de África hasta 1914, fecha en que fue destruido el convento franciscano que la albergaba.