08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
21. Sociología de la Niñez, Juventud y Envejecimiento |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 26 |
Bebês e Gênero: uma possibilidade de analise da pequena infancia no Brasil (#2385)
Djenane Martins Oliveira 1;
Marcia Aparecida Gobbi
11 - Faculdade de Educação - Universidade de São Paulo.
Abstract:
A pesquisa de doutorado em desenvolvimento na cidade de São Paulo/Brasil ocupa-se de olhar as relações que estabelecem os bebes meninos e meninas entre si e com os adultos, especificamente aquelas que são construídas cotidianamente nos espaços coletivos onde podemos encontrá-los na cidade (SARMENTO,2008; CORSARO,2011; QVORTRUP,1995;). Considerando a infância como uma variável de analise sociológica e a aproximação entre o interesse pela agência das crianças, a infância e os estudos feministas como categoria analítica (ALANEN,2001; MAYALL, 2003 e THORNE, 2003). Trata de enxergar os bebês, em seus modos de vida e perceber as maneiras que organizam para compreensão do gênero nas suas relações e deste modo perceber a forma como, mesmo os bebês constroem ou interpretam os seus significados. E ainda, problematizar as concepções de criança presente nas politicas publicas formuladas para a Educação Infantil , procurando observar com as lentes do gênero se essas políticas públicas compreendem que na educação dos bebês dentro das creches há algum lugar para os aspectos das relações presentes na sociedade e, se os compreende capazes e potentes na interpretação e reconstrução destes conceitos de/para o gênero. É possível dizer que em grande parte dos documentos, os conhecimentos relacionados a educação das crianças maiores, são privilegiados em detrimento das singularidades dos bebês, que ficaram subsumidos às compreensões que se tem sobre as crianças mais velhas. Muito embora, os bebês estejam cada vez mais presentes na educação infantil, as propostas pedagógicas documentadas/vivenciadas, ainda os mantêm apenas sob o espectro das crianças maiores, as quais consideram capazes. Para esta pesquisa a creche é a unidade de análise, considerando ser o lugar que encontramos bebês na cidade, ou apartados dela, uma vez que, em muitos desses espaços, vigora certo confinamento. Os bebês, tidos como incapazes e ainda frágeis, não usam ruas e praças a seu favor, e esses espaços são avaliados como perigosos e pouco apropriados. Será? Ainda que violentos e agressivos, não valeria a pena problematiza-los e reivindica-los como também direito das crianças, desde que nascem? Alma Gottlieb (2009) ressalta para o fato de que os bebês são frequentemente negligenciados, de forma analítica para a Antropologia “como se estivessem fora do escopo tanto do conceito de cultura quanto dos métodos da disciplina” (p. 313) e apontando as razões que explicam essa exclusão dos bebês da discussão antropológica. Muitas dessas razões apontadas servem também para a discreta negligência analítica dos bebês pelas Ciências Sociais, os quais não parecem muito promissores do ponto de vista acadêmico. Preferimos esperar que caibam nas teorias de crianças que possuímos. Mas nem sempre é assim.
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Prácticas de participación en la infancia y educacuión no formal y portafolio digital como herramienta de transformación (#2519)
Paula Jimena González Rodíguez 1; Shirley Yisela Pulido Velásquez
11 - Universidad Distrital Francisco José de Caldas.
Abstract:
La presente ponencia devela los resultados de la investigación “Portafolio Digital: Una herramienta para fomentar y transformar las prácticas de participación de los niños y las niñas”. La cual se desarrollo como monografía de grado para optar por el título de Especialista en Infancia, Cultura y Desarrollo, programa ofrecido por la Universidad Distrital Francisco José de Calda. Y parte de la preocupación de las investigadoras por la visibilización del derecho a la participación de los niños y las niñas en la ciudad de Bogotá. Es un estudio de caso que buscaba identificar y transformar las significaciones imaginarias sobre las prácticas de participación de formadores en una institución de educación no formal. Donde se evidenció que la participación sigue siendo tomada como la interacción de sujetos en una actividad específica, sin darle la importancia real que tiene este derecho como pilar en la formación ciudadana de las niñas y los niños. De esta manera se identificaron dos significaciones imaginarias: La primera la participación como queja y reclamo, en la cual niños y niñas exponen las situaciones cotidianas que viven, aquellas que causan inconformidades o satisfacciones. Sin una participación real, reciben respuestas limitadas en las que se premian los aciertos y se castiga los fallos, resolviendo las situaciones de acuerdo a las dinámicas impuestas por la institución, sin incidencia alguna de la expresión de su voz. La segunda la participación como derecho sin apropiación, donde si bien se reconoce el derecho, este último es simplemente simbólico, pues las personas adultas subestiman las habilidades de niñas y niños homogeneizándolos obviando su identidad individual. Siendo relevante esta investigación desde la perspectiva histórica, teniendo en cuenta que la función de los imaginarios es estructurar las sociedades; ya que permiten construir o deconstruir la vida social. Por lo tanto en la medida que dichas significaciones sean visibilizadas desde el contexto histórico-social de la población; los sujetos pueden transformarlos volviéndose autónomos y responsables contribuyendo al cambio de su realidad social.
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Significados da infância nas narrativas de empreendedores sociais: análise do percurso de vida articulado à cultura empreendedora (#2538)
Fernando Matijewitsch 1; Vander Casaqui
11 - PPGCOM ESPM - SP.
Abstract:
Este trabalho tem como objetivo tratar da questão da infância, construída como narrativa. O lugar dessa construção, eleita para compor este estudo, é o percurso de vida de empreendedores sociais. Como parte de um trabalho de campo, levado a cabo durante pesquisa de pós-doutoramento, as entrevistas realizadas com empreendedores sociais brasileiros e portugueses na ocasião revelaram que a noção de infância é parte fundamental da narrativa de vida desses agentes. Aliando a questão da memória, da experiência, mas também do imaginário de uma época, a infância ganha características específicas quando observada à luz da cultura empreendedora – tida como conjunto de práticas e saberes comuns, institucionalidades e visões de mundo partilhados em torno da atividade do empreendedor, que extrapola a economia e se relaciona com a vida como um todo. Em síntese: empreender é um imperativo de nosso tempo, que diz respeito a todo e qualquer sujeito, e sua noção alia a orientação pessoal com os projetos de sociedade, do nível individual ao macroestrutural. A infância não escapa a essa convocação generalizada. Os empreendedores sociais, em tese, associam a ação de empreender – que é interdependente do modus operandi do capitalismo neoliberal - com a noção de bem comum, da prática em benefício da sociedade, ou seja, com uma atualização do discurso originário da tradição do terceiro setor. Esses agentes são construídos discursivamente como “gente de bem”, idealistas, transformadores, enfim, modelos de cultura, no sentido de Morin (Cultura de massas no século XX). A infância, nesse cenário, aparece como a etapa da vida onde o “espírito” do empreendedor social já se manifesta, por meio de sinais, comportamentos, orientações psicológicas, lidas pelo próprio narrador de sua história como as origens de sua atividade presente. Nesse sentido, é na infância narrativizada que se estabelece a vocação (no sentido discutido por Weber), a determinação autêntica do sujeito (cf. Charles Taylor, A ética da autenticidade), entre outras noções articuladas ao espírito empreendedor na contemporaneidade. O quadro teórico de referência se baseia na tese do Novo espírito do capitalismo (Boltanski e Chiapello), que representa uma leitura neoweberiana a partir da qual observamos as questões relativas ao empreendedorismo e suas vertentes, em perspectiva crítica. Além disso, mobilizamos autores como Philippe Ariès (A história social da criança e da família) e Neil Postman (O desaparecimento da infância), que tratam da infância como construção social marcada histórica e culturalmente. Tais contribuições serão discutidas à luz das narrativas produzidas pelos empreendedores sociais. A abordagem metodológica aplicada a este estudo é baseada na análise de percurso de vida proposta por Giele e Elder Jr. (Methods of Life Course Research) e a Hermenêutica da Profundidade desenvolvida por John B. Thompson.
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As políticas públicas no Haiti e no Brasil como mecanismos de proteção aos direitos humanos das crianças em condições de escravidão infantil (#2772)
Raíssa Maria Londero 11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
O presente estudo tem por objetivo apresentar um estudo teórico e etnográfico sobre o fenômeno dos Restavek’s no Haiti, ou seja, a escravidão doméstica infantil do país caribenho que assola atualmente cerca de 300 (trezentas) mil crianças, e uma reflexão comparativa com casos análogos no Brasil. A escolha pela apresentação comparativa justifica-se pela atual conjuntura internacional estabelecida entre estes dois países da América Latina, na qual o estreitamento das relações sociais e a convivência necessária entre os povos destes países se comunicam cada vez mais, seja através do processo de imigração para o Brasil, seja pelo processo de intervenção humanitária da ONU, e que o Brasil teve destaque em sua participação por lidera-la. Além disto, a aproximação considerou-se importante pelo fato de o Brasil formalmente já ter superado as práticas escravagistas oriundas de seu processo de colonização e, encontra-se atualmente estabilizado, em relação ao Haiti, em suas dimensões institucionais, podendo, assim, através da integração com os haitianos eventualmente colaborar na conscientização de que a prática da escravidão infantil prejudica o desenvolvimento de um país. Neste sentido, o objetivo deste trabalho consistiu em trazer à tona este fenômeno pouco conhecido na América Latina e no mundo, relacionando-o com as práticas semelhantes que ocorrem ainda no Brasil, apresentando as políticas públicas brasileiras eficazes no combate ao trabalho escravo infantil e apresentando as ineficácias de políticas públicas no país caribenho possíveis de combater o fenômeno dos Restavek’s, sendo este considerado por organismos internacionais fruto da pobreza e do não acesso a educação. Assim, apresentaremos as políticas públicas nos dois países diante da problemática do trabalho infantil doméstico enquanto mecanismos necessários de proteção dos Direitos Humanos. Palavras-chave: Politicas públicas, Haiti, Brasil, Restavek’s, Escravidão infantil
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Beleza e construção do corpo em narrativas de crianças frequentadoras de salões de beleza (#2844)
Vanessa Paula Ponte 11 - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP).
Abstract:
Esta proposta de comunicação é fruto de uma pesquisa de doutorado em andamento, cujo foco está na construção da imagem corporal de crianças na faixa etária entre 6 e 12 anos, frequentadoras de salões de beleza em Brasília. Partindo do princípio de que a criança é produtora de cultura, serão priorizadas as narrativas e discursos desses sujeitos, pertencentes a diferentes realidades sociais e econômicas, sobre os processos de construção de sua beleza. Trata-se de um trabalho qualitativo, com conteúdo etnográfico, fundamentado na teoria socioantropológica do corpo. Seu intuito é descrever os sentidos e os significados das vivências das crianças em relação às suas imagens corporais experenciadas em salões de beleza e nos demais espaços de seus cotidianos. Por meio da análise das referidas narrativas, pretende-se compreender as subjetividades, as implicações físicas e emocionais referentes à construção de suas aparências e, sobretudo, o que isso revela sobre o meio social do qual fazem parte. Seguindo essa linha de raciocínio, na pesquisa de campo em curso, as seguintes questões vêm sendo problematizadas: quais as experiências concretas dessas crianças no processo de construção de suas aparências físicas? Quais os principais estímulos mencionados por elas na busca pela beleza? Qual a relevância disso em suas interações sociais? Numa sociedade na qual um determinado padrão de beleza está intensamente presente em programas e comerciais de TV, processos educativos etc., como as crianças lidam com essa imagem-normatizada? Dialogam? Subvertem? Tensionam? O que isso comunica sobre o contexto social em que estão inseridas? Inspirado em Cohn (2005) Corsaro (1997), Sarmento (2007) e em outros aportes teóricos da sociologia da infância, o trabalho privilegia o protagonismo dos pontos de vistas das crianças, construindo-se, assim, como uma pesquisa feita com elas e não apenas sobre elas. O ensejo é estabelecer uma relação dialógica, desenvolvendo com elas formas colaborativas de construção do conhecimento. O desenvolvimento deste trabalho possibilita vislumbrar temas mais amplos, tais como as relações entre indivíduo e sociedade, exigências sociais e discriminação, cultura e mercado, processos de socialização e construção do corpo infantil. No seminário, pretendo apresentar os dados da pesquisa etnográfica em curso, fomentando uma reflexão sobre a relação das crianças com construção de suas imagens corporais, atentando aos marcadores sociais da diferença: gênero, classe social e raça.
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Crianças nas ruas da cidade de São Paulo- o que as fotografias de Vicenzo Pastore nos permitem ver? (#3000)
Maria Stello Leite 11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
Ao ver as imagens como representação do real, identificamos nelas indícios sobre as relações que se estabelecem entre infância e o contexto onde está inserida. Desta forma, exigem que articulemos sua análise com diferentes campos do conhecimento, e aqui privilegiamos as ciências sociais como referencial para problematizar/pensar/desvendar as relações das crianças no espaço da cidade. Assim, quais infâncias se mostram a nós através das lentes deste fotógrafo? O que nos dizem sobre esta cidade que crescia tão rapidamente no início do século XX? Na pesquisa de doutorado ainda em andamento, o objeto de estudo parte das fotografias de Vincenzo Pastore. Imigrante italiano que procurou em São Paulo um lugar para a realização do seu ofício de fotógrafo, Pastore tem uma coleção de mais de dez imagens com crianças nas ruas da cidade. É entre uma produção e outra dentro de seu estúdio que Pastore procurou captar as ruas da cidade, registrando não apenas transeuntes mas também aqueles que ali permaciam, trabalhando e/ou vadiando. Entre os que passam e os que permanecem nas ruas estão as crianças. Em diferentes momentos e situações, Pastore registra as diferentes infâncias vividas numa cidade em um acelerado processo de desenvolvimento industrial. A proposta do presente trabalho é acentuar a presença das crianças na cidade de de São Paulo no início do século XX por meio de fotografias, tendo estas como recurso de pesquisa. Pastore, mais do que um interesse pelas crianças propriamente ditas, voltava suas lentes para o acelerado processo de industrialização e consequente urbanização que tomou a cidade no início do século passado. Suas fotografias registraram uma memória, que nos permite falar não apenas das crianças mas também sobre um projeto de cidade.
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Intervenciones en el campo de las Infancias: abordajes actuales desde la perspectiva del Trabajo Social (#3139)
Paula Mara Danel
1;
Verónica Gisele Campagna 21 - Centro de Estudios de Trabajo Social y Sociedad - FTS - UNLP. 2 - Centro de Estudios de Trabajo Social y Sociedad- FTS- UNLP.
Abstract:
El presente trabajo tiene como objetivo presentar avances de la investigación desarrollada en torno a los abordajes actuales de la salud de las infancias desde la perspectiva del Trabajo Social en la Región Sanitaria XI de la Provincia de Buenos Aires, Argentina. Destacamos que el estudio - de carácter cualitativo - se desarrolla en el marco de la Beca de Investigación UNLP obtenida en el año 2014, la cual posibilita el trabajo investigativo en el campo de las infancias en vinculación a las intervenciones sociales en los escenarios actuales. Consideramos que las intervenciones profesionales se encuentran mediadas por el enfoque de derechos plasmado en nuestro país en las legislaciones sancionadas de acuerdo a los parámetros internacionales de derechos humanos y las políticas implementadas para su efectivización. En este aspecto presentaremos hallazgos dirigidos a comprender las articulaciones, posibilidades y dificultades que se deprenden a partir del trabajo de campo realizado en cinco municipios de la Región Sanitaria XI de la provincia de Buenos Aires, Argentina. El eje central de la presentación se organiza en torno a las intervenciones de los trabajadores y trabajadoras sociales entrevistados que ejercen su práctica profesional en diferentes efectores de salud como así también en los organismos descentralizados plasmados en la Ley 13.298, denominados Servicios Locales de Promoción y Protección Integral de derechos. Todo ello a los fines de identificar las prácticas actuales del Trabajo Social en relación a la garantía y efectivización de los derechos de las infancias en el contexto actual, comprendiendo los avances de los marcos regulatorios desde el enfoque de derechos y la imperiosa necesidad de considerar y debatir acerca de la reconfiguración de las políticas en los escenarios actuales en que se despliegan las intervenciones profesionales en el campo de las Infancias. Por último procuraremos tensionar la intersectorialidad (género, generaciones, salud – enfermedad) y corresponsabilidad de los actores en el abordaje de las infancias a los fines de generar aportes conceptuales y propuestas de acción desde la mirada del Trabajo Social al actual sistema de promoción y protección de derechos de niños, niñas y jóvenes, en pos de su fortalecimiento y consolidación. Estos aportes, se ponen en diálogo con las discusiones que las ciencias sociales vienen desarrollando en el campo de las infancias, en el de las políticas de salud en clave de intervención en lo social.
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¡Por la magia de la luna!: análisis sociosemiótico de las representaciones infantiles configuradas en el programa "Medialuna y las Noches Mágicas" (Pakapaka) (#3232)
María Agustina Sabich 11 - UBA.
Abstract:
El siguiente trabajo busca analizar una serie de operaciones icónicas, indiciales y simbólicas (Peirce, 1978) presentes en el programa infantil Medialuna y las noches mágicas (Pakapaka). Para llevar a cabo dicho estudio, se utilizarán herramientas teórico-metodológicas de la sociosemiótica (Verón, 1993 [1988]) y ciertos aportes conceptuales desarrollados en el campo de la Comunicación y la Cultura. La investigación intentará relevar algunas de las representaciones configuradas sobre las culturas infantiles contemporáneas a partir del relevamiento de los tres órdenes de configuración significante (Peirce, 1974), es decir, a partir de la descripción de operaciones icónicas (referidas a imágenes visuales), indiciales (referidas a marcas audiovisuales, sonoras, gestuales y verbales) y simbólicas (referidas tanto a marcas lingüísticas como a representaciones convencionalizadas del objeto al que se remite). La hipótesis que sostiene nuestra investigación reside en la idea de que, si bien Pakapaka manifiesta una cierta tendencia por visibilizar “otras voces” y, en consecuencia, por desarrollar ciertos productos culturales, educativos y de entretenimiento ligados con los intereses de niños-destinatarios “populares” y/o “federales”, se observa una constante sobredimensión de prácticas tradicionales de alfabetización y una suerte de resistencia “estilística” a la incorporación de tecnologías interactivas, posiblemente, debido al interés por efectuar un distanciamiento de los productos de la industria norteamericana. Dichos mecanismos posicionan al canal en un lugar de importante desigualdad en comparación con otros productos infantiles, lo que conlleva a que los niños no se apropien significativamente de la programación.
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O uso do espaço urbano por crianças em cortejos e caminhadas promovidas por escolas municipas de educação infantil da região central de São Paulo (#3285)
Lilith Neiman 11 - Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo-FEUSP.
Abstract:
Este trabalho tem como objetivo analisar a experiência de Escolas Municipais de Educação Infantil da região de São Paulo que promovem caminhadas e cortejos festivos pelas ruas e espaços públicos com as crianças, trazendo contribuições para o crescimento das pesquisas com meninas e meninos em seus contextos de vida cotidiana. Para Magnani (2002), nos debates sobre os usos dos espaços públicos da cidade, certos atores aparecem sempre “representados” por instâncias institucionais, dando sobretudo suporte para as análises macrossociais ou para organização de estratégias políticas. Sendo recente a concepção de infância como categoria social a ser analisada e compreendida a partir das vozes das próprias crianças, a ausência da perspectiva infantil nas pesquisas sobre a vida nas cidades aponta para a necessidade da consolidação de tais estudos. Analisar a presença- ou ausência- das crianças na região central de São Paulo inclui debruçar-se sobre a vida cotidiana na cidade. Para Lefebvre (1991), são nos resíduos da vida cotidiana que encontramos também as resistências ao fechamento completo do ciclo de produção: a cidade é produzida para organizar a vida, mas o urbano, a vivência na cidade pode guardar em si a potência que faz face a esse cotidiano programado. Esse trabalho adota como base referencial sobretudo os conceitos de uso, apropriação, espaço diferencial presentes em Lefebvre e os estudos de Michel de Certeau (1994) sobre as “artes de fazer” que apontam para o caráter enunciativo das práticas espaciais. Como metodologia, utiliza a observação das caminhadas e cortejos, entrevista com adultos participantes e análise das falas, desenhos e fotografias das crianças sobre a proposta. A partir da análise desse material, esse trabalho busca compreender as práticas espaciais decorrentes da proposta dessas escolas em seu caráter de uso e apropriação do espaço. O trabalho organiza-se em torno das seguintes questões: Qual o papel mediador dessas instituições na relação entre crianças e espaço urbano? Há transformações nos territórios escolar e urbano a partir dessas relações? São essas as reflexões apresentadas que buscam contribuir para a contextualização de meninas e meninos nos espaços urbanos, atribuindo-lhes lugar nas pesquisas sobre a vida cotidiana na região central de São Paulo. Palavras-chave: Infância, criança, cidade
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A infancia na teoria social: trânsitos entre pedagogia, sociologia da infancia e ciências sociais (#3305)
Eloisa Acires Candal Rocha
1; Ione Ribeiro Valle
2;
Juliana Schumacker Lessa 21 - UFSC/UNOESC. 2 - UFSC.
Abstract:
O problema colocado por Moran-Ellis (2010) na situação do Reino Unido, semelhantemente evidenciado também por Strandell (2010), na Finlândia e retomado por Alanen (2014), acerca da posição da sociologia da infância nas ciências sociais é tema deste trabalho. Ao propor o desafio de devidamente ancorar o estudo da infância nas ciências sociais, Alanen anuncia a crítica à área da sociologia da infância, observando seu estreitamento enquanto campo específico de estudo longe de preocupações sociológicas atuais. Por outro lado, conforme ressaltam alguns autores, a sociologia permanecerá uma disciplina incompleta, à medida em que não reconhece o desvelamento da infância como peça-chave do seu mosaico social (ALANEN, 2014). Segundo Strandell (2010, p. 178-179), a importância de aportar o estudo da infância na sociologia significa “uma chave para uma compreensão mais abrangente da sociedade em geral”. De forma ampla, entre os sociólogos da infância esta preocupação já havia sido tema editorial de uma das primeiras edições do periódico científico, Childhood (1997), onde se chamava atenção para o fato de que sem teorizar a infância não é possível haver uma explicação adequada do social. Se, de um lado, anuncia-se uma lacuna existente em toda tentativa de intepretação da realidade social que não considera a infância como parte do tecido social, por outro lado, a busca por conceitos e abordagens sociológicas é demandada muito mais por disciplinas que formam profissionais para trabalhar com crianças do que pela sociologia. Isto nos leva, enquanto pesquisadoras da infância, a compartilhar da interrogação de Kampman (2003), retomada por Alanen (2014, p. 2), sobre como “mover a sociologia da infância na direção de uma “provocação marginalizada” da sociologia a uma reconhecida “fornecedora” de conhecimento sociológico?”. Para nos aproximar da problemática iremos apresentar as principais pesquisas, no contexto internacional, que tomaram como foco de reflexão a infância à luz da teoria social. A análise e posterior apresentação de um panorama abrangente destes estudos permitirá encaminhar a discussão das possíveis decorrências destas investigações para a teoria social. Nesse trânsito, será contraposto estes trabalhos com aqueles que vêm aportando, no caso brasileiro, em torno de uma área específica de estudos e pesquisa da educação na infância, conhecida como pedagogia da infância. Os resultados apresentarão reflexões construídas a partir da interrogação posta no processo de análise: de que maneira, ao não descartamos por completo as crianças, as teorias sociais e políticas sofreriam interferências em suas análises sociológicas? Busca-se com este texto, ampliar o debate colocado pelos autores aqui trazidos para o diálogo, sobretudo à medida em que constatamos que os estudos de áreas específicas que incidem sobre a formação para o trabalho educativo com crianças pequenas, no caso científico brasileiro, ao mesmo tempo em que apresentam um forte amparo na teoria social, também dialogam metodologicamente com ferramentas conceituais construídas pela sociologia da infância, fundamentais para as pesquisas sociológicas que incluem em suas análises as crianças.
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A perspectiva pós-colonial e os novos estudos sociais da infância no Brasil (#3330)
Patrícia Simões 1;
Gabriel Figueiredo
21 - FUNDAJ. 2 - UFPE.
Abstract:
O novo campo teórico de estudos sociais da infância aborda um ator social excluído, as crianças pequenas, e faz uma crítica à sociologia clássica pela invisibilidade da infância em suas pesquisas. Dentro desse campo teórico, vem consolidando-se a Sociologia da Infância que, a partir dessa perspectiva, analisa a infância enquanto categoria estrutural para a compreensão da sociedade e considera a criança como sujeito e protagonista na construção de suas culturas e de suas relações sociais. Os estudos na Sociologia da Infância não se constituem numa única matriz teórica, mas se propõem refletir sobre uma nova referência epistemológica que problematize as concepções dominantes da modernidade sobre a infância. Nesse sentido, há uma convergência entre a abordagem pós-colonial e a perspectiva da Sociologia da Infância ao terem como foco de interesse pensar a emergência de práticas que reconheçam os sujeitos que se mantém numa colonialidade subjetiva, numa relação de poder que os oprimem e excluem nos âmbitos sociais, culturais, econômicos e políticos, tornando-os invisíveis. Assim, num compromisso de caráter científico e político, busca-se a conscientização acerca das práticas que subalternizam as crianças, num processo de descolonização, dando ênfase na firmação da identidade e do protagonismo da criança enquanto sujeito. No Brasil, essa área vem se consolidando a partir da década de 80 e chama a atenção para a necessidade de focalizar as especificidades da nossa cultura e dos nossos contextos históricos para compreender a infância na organização social brasileira. Esses estudos consideram diversos aspectos das complexas relações sociais, culturais e regionais vividas pelas crianças e evidenciam diferentes formas de discriminação presentes em nossa sociedade em relação às crianças, de classe, de gênero, de raça ou de região. O presente estudo discute as produções recentes no campo da Sociologia da infância no Brasil, partindo da perspectiva dos estudos pós-coloniais, em contraposição ao discurso colonial que manteve as relações de poder na pós-modernidade através das desigualdades, da negação do outro diferente tratado como sujeito periférico. Como conclusão, a análise revelou o desenvolvimento de uma perspectiva de investigação na área da educação de crianças pequenas que enfatiza a criança como um ser competente e adaptado às exigências de cada fase de sua vida e evidencia a participação ativa das crianças em suas relações com os adultos, inclusive a capacidade das crianças de construir estratégias de resistência e transgressão das regras estabelecidas pelos adultos e de constituir outras regras a partir das relações construídas em suas rotinas infantis, questionando, pois, a noção “adultocêntrica” de infância, como uma visão embutida do autoritarismo do adulto. Assim, essa abordagem traz para as ciências sociais a construção social da infância como um novo paradigma, com ênfase na necessidade de desconstrução do conceito marcado por uma visão ocidental, colonizada e adultocêntrica.
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Niñez, Estado y Familia. Entre los procesos de institucionalización y los discursos de derechos. (#3377)
Daniela Machado 11 - Universidad Nacional de Villa María.
Abstract:
La niñez como campo de disputas se ha construido en un proceso que va desde ‘la invención de la infancia’, su construcción como problema social en la modernidad, la preocupación estatal por la infancia pobre y vulnerable a fines del siglo XIX, hasta la producción teórica actual enfocada en el discurso de derechos. Es en la modernidad donde la niñez toma visibilidad pública y se construye como campo a intervenir por la acción del Estado, y es en este período cuando se hace posible construir una categoría que la nombra y la traslada del ámbito privado al espacio público. De esta manera, entendemos que la niñez se construye en la relación entre agentes estatales que la institucionalizan, agentes especializados que crean saberes expertos, niños y niñas que vivencian la experiencia infantil y adultos-otros que piensan e intervienen sobre sus prácticas Con el interés de construir las orillas de un vacío posible de abordar por el encuentro de propuestas teóricas sociológicas, intentaremos con este trabajo dar cuenta del estado del arte de los actuales estudios latinoamericanos en materia de niñez, con el objetivo de analizarlo con lentes sociológicos y realizar cruces teóricos que nos permitan pensar nuestra realidad construida como objeto: la producción de la niñez de Campo de la Ribera en la relación entre el Estado, Espacio para la Memoria, la Promoción y la Defensa de los Derechos Humanos Campo de la Ribera, y las familias que viven en tal barrio. Partimos desde la perspectiva que entiende a la construcción de las clases de edad como trabajo político de organizar la población, los cursos de vida. En el continuo proceso de consagración estatal, los trabajos de normalización refieren a modos burocráticos de gestión de las relaciones sociales para la formación de poblaciones. Es en este sentido que nos interesa centrarnos en las distintas relaciones que se entretejen entre los agentes que conformar la institución estatal del Espacio para la Memoria y aquellos que conforman los diferentes hogares del barrio Campo de la Ribera, un barrio perteneciente a una zona marginal, atravesada históricamente por el miedo, lo lejano, lo residual, lo excluido. Nuestro objetivo es rescatar, sistematizar y analizar las producciones teóricas latinoamericanas sobre infancia que nos posibiliten pensar la producción de la infancia en los márgenes de una institución estatal territorializada en relación a la institución familia/hogar.