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Wednesday 06/12 - Ciencias Sociales / Sala D2
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
 
11. Género, Feminismos y sus aportes a las Ciencias Sociales | 5. Violencia |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Ciencias Sociales | D2 |
MÍDIA E VIOLÊNCIA: UMA ANÁLISE DOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM LAGES/SC (#8013)
Camila Aver Paes 1; Josilaine Antunes 2
1 - UNIPLAC. 2 - Pereira.
Abstract:
A história das relações sociais na cidade de Lages, localizada no estado de Santa Catarina, sul do Brasil, é marcada pela violência de gênero, particularmente, contra as mulheres. Há mais de três décadas constata-se o seu crescimento. A mulher recorrentemente é vítima de diferentes formas de violência, incluindo o feninicídio. Os casos de agressões de homens contra mulheres em Lages multiplicam-se de uma forma assustadora, segundo o mapa da violência de 2012, o município ocupa o primeiro lugar no Estado e décimo sétimo no país em violências contra a mulher, gerando uma percepção de banalização do fenômeno. Este estudo busca compreender as origens da violência contra a mulher, cuja história tem sua gênese marcada no contexto de uma cultura machista e patriarcal, bem como, entender o comportamento da mídia, principalmente do maior veículo de comunicação da cidade, e como os casos de violência são abordados e tratados em suas publicações diárias. O referencial teórico para análise dos dados foca-se em autores especializados na área, como Mirian Grossi, Mary Del Priori, Judith Butler, Nelson Traquina e Jorge Pedro Sousa. No que se refere a metodologia, esta pesquisa se caracteriza por uma abordagem qualitativa, documental e estudo de caso.  A pesquisa de campo realizada durante seis meses acerca dos casos de violência abordados pelo principal veículo de comunicação de Lages, demonstrou que o jornal usou o espaço para a divulgação, 28 vezes. Os fatos de maior repercussão, foram aqueles que geraram continuidade, ou seja, podem gerar suítes sobre o desenrolar dos fatos. O espaço reservado para curtas no jornal, onde poucos detalhes das ocorrências são divulgados, também são muito utilizados, sendo que às vezes, mais de uma ocorrência de violência contra a mulher é divulgada no mesmo dia. No que se refere ao papel da mídia, neste contexto, percebe-se que os redatores do veículo de comunicação pesquisado revelam consciência da gravidade do problema e tem feito um esforço, embora de forma tímida em divulgar e denunciar casos de violência contra a mulher. Considera-se que para fazer o enfrentamento a cultura machista e patriarcal a educação juntamente com a informação responsável e comprometida tem um papel importante na desconstrução de mitos e preconceitos e na aquisição de valores democráticos baseadas no respeito e garantia dos direitos humanos.     Palavras-chave: Violência contra a mulher. Mídia. Machismo.

 
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E-VIOLÊNCIA: ICONOGRAFIA DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO NAS REDES SOCIAIS (#8356)
Rocha Salete Casali 1;
Mujahed Daniela E. Urio 1;
Kriger Amanda Paola Rocha 1
1 - CESUL.
Abstract:
A pesquisa analisou a disseminação, pela rede mundial de computadores, de imagens que estimulam a agressividade de gênero, vitimizando mulheres. Para o desenvolvimento da pesquisa foram analisadas imagens compartilhadas no facebook e grupos de WhatsApp bem como os comentários pejorativos deixados pelos usuários como forma de reforçar e concordar com o que está sendo publicado. A crescente virtualização dos usuários e a difusão da e-violência através da iconografia em páginas pessoais ou sites que compartilham imagens com viés depreciativo, preconceituoso e discriminador do gênero feminino, direta ou indiretamente, com intenção de agredir, inibir e expor suas vítimas intencionalmente de forma constante, reproduz um ethos fascista no mundo virtual. Se o virtual é um phármakon, como remédio ou veneno, é preciso balizar a construção de valores interativos (Lévy, 1997). O acelerado processo de desterritorialização da sociedade moderna (Bauman, 1999) propiciado pelas novas tecnologias da informação oportunizam o uso inapropriado das redes sociais como veículo de propagação de cenas provocativas de violência impregnando o subconsciente público, da mulher como objeto. A violência de gênero pode ser entendida como o sofrimento oriundo das agressões sofridas pelas mulheres através de imagens e mensagens que a depreciam publicamente no meio virtual (Scott,1990). A categoria gênero insere-se nos debates acadêmicos a partir da década de 1980 pelo viés dos estudos feministas, quando afirma-se que a desigualdade social é histórica e socialmente construída. A e-violência, um “fato social” pós-moderno, causa lesão psicológica e destrói a vida da mulher afetando sua autoestima, sua identidade, o seu bem estar moral e social.  Violência psicológica, que se propaga pela icnografia virtual, representa a forma mais subjetiva, que deixa marca profundas no desenvolvimento feminino, podendo comprometer a saúde mental da mulher. No Brasil, a Lei Maria da Penha tem-se mostrado ineficiente no combate à violência de gênero no âmbito intrafamiliar e do mesmo modo que a apuração dos crimes virtuais é procrastinada e as informações, buscadas em provedores, nem sempre estão acessíveis. Por outro lado, os agressores também se utilizam de contas e perfis falsos, o que prejudica ainda mais a apuração dos fatos. Quando uma imagem cai na rede é quase impossível evitar o seu compartilhamento, potencial de dano, o que favorece a rápida disseminação das cenas agressivas gerando e-violência. A e-violência apresenta-se como a nova modalidade de agressão à mulher e o novo paradigma da modernidade na propagação da agressividade. No Brasil, o marco civil da Internet criado com o objetivo de frear e combater o uso indisciplinado da rede (Lei 12.965/2014) não consegue combater a propagação da criminalidade em relação às mulheres.

 
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As reaprendizagens entre o masculino e o feminino a partir da Lei Maria da Penha no Brasil. (#8365)
Janaína S. Zaranza 1
1 - Universidade Federal do Ceará.
Abstract:
Este resumo refere-se a uma parte da tese de doutorado em Sociologia/UFC, analiso o processo ritual de denúncia como reflexão do percurso de homens e mulheres, ao qual evidencia uma construção novas subjetividades mediante o ato de denunciar. Ao acusar, a mulher abre outra lógica de agência, enquanto que o homem é questionado e reprimido através do dispositivo da Lei 11.340, manifestando, assim, outras formas de sociabilidades. Turner (1974) enfatiza em sua análise sobre os rituais que o primeiro a definir ritual foi Durkheim (1975) no livro As formas elementares da vida religiosa. Para Durkheim, na ênfase de um comportamento ritual e na disponibilidade de seguir a ordem social, o sagrado estaria no centro das ações, marcando, assim, a solidariedade social e a consciência coletiva e, assim, exercendo o significado, unindo-o em comunidade. Strathern (2006) refere-se em seu trabalho etnográfico sobre a Melanésia, a abertura de um caminho para uma antropologia de experiência ritual, evidenciando que a antropologia da experiência é observada através da sensibilidade aos correlatos emocionais desses processos de socialização. No caso, das interlocutoras, as múltiplas experiências de opressão são a base para acionar a Lei Maria da Penha. Os relatos foram o baseamento para construção de um Gráfico do ritual da denúncia. A experiência da violência doméstica faz com que cada interlocutora ou interlocutor ressalte suas vivências após o acionamento da Lei.

 
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Prostitución universitaria en Lima Metropolitana (#8432)
Alexandra Patricia Granados Orihuela 1
1 - Pontificia Universidad Católica del Perú.
Abstract:
La prostitución es un fenómeno social, definido como el intercambio objetivado del cuerpo de una persona o la oferta de favores sexuales por algún bien material o inmaterial (Giddens, 2010, p.629). Esta definición general sobre la prostitución, posee dos componentes fundamentales para comprenderla desde una mirada sociológica: el plano individual (lo privado) y el plano colectivo (lo público) (Cavagnoud, 2009); este segundo plano es en el que se enfoca el presente estudio. Históricamente, la prostitución ha sido estudiada desde una mirada en la que el cuerpo de una mujer ha sido funcional, cosificado y objetivado para el consumo, portando una carga social estigmatizada y asociada a situaciones de violencia. Asimismo, el fenómeno ha visibilizado la (re)afirmación de un modelo de desigualdad entre mujeres y hombres -y, contemporáneamente de roles de género-, donde prevalece una jerarquía de poder entre el sujeto de deseo que posee el poder y el objeto de deseo para el consumo. Entre las principales características que definen a la prostitución, se encuentran: la voluntariedad, la habitualidad (temporalidad), el intercambio diversificado (comercialización), el anonimato, la legalidad, entre otras.    En un contexto más contemporáneo, la presente investigación propone estudiar una versión diferente de este fenómeno, tipificada como "prostitución universitaria", la cuál se caracteriza por irrumpir con la idea tradicional de prostitución, pues se define como la prostitución ejercida por y para estudiantes universitarios exclusivamente. La propuesta pretende comprender al fenómeno desde una mirada sobre las actitudes que tienen las personas hacia esta prostitución y hacia las mujeres que la ejercen desde una escala que mide la condena y tolerancia hacia esta, intersectando variables socio-demográficas y género, en una universidad privada de Lima Metropolitana. Para ello, se propone un estudio experimental, donde se presentan estímulos en tres grupos seleccionados aleatoriamente en una universidad privada limeña, antes de la aplicación de una herramienta construida por Lia Levin y Einat Peled (2011), la cual propone un medida para la evaluación de las actitudes hacia las prostitutas y la prostitución llamada “APPS” (Actitudes torward Prostitutes and Prostitution Scale). Lo que se buscará responder en este estudio es: ¿Cuáles son las actitudes frente a la prostitución universitaria en un grupo de pares parcialmente homogéneo? ¿Cómo es que esta prostitución y la mujer que se prostituye son concibidas? ¿Cuál es el grado de tolerancia frente a estas? ¿Cuál es el grado de condena? ¿Cuál es el estigma?

 
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Patrones y evolución de la Violencia contra las Mujeres en Antioquia 2005-2015 Un estudio necesario. (#8599)
Diana Consuelo Martínez Giraldo 1
1 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
Este trabajo pretende reflexionar acerca de los patrones y evolución de la violencia contra las mujeres en Antioquia – Colombia en un periodo de 10 años. Se han analizado las fuentes existentes en Colombia: Instituto Nacional de Medicina Legal, SIVIGILA, Registro único de Víctimas. A través de un análisis de los datos encontrados durante 10 años podemos avanzar en la comprensión del tema en el departamento de Antioquia. Este trabajo evidencia la vulnerabilidad y el estado de peligro en el que se mantienen las mujeres menores de 14 años y cómo sigue siendo el hogar el lugar más peligroso para las niñas. Sin embargo es importante el papel que han jugado las políticas públicas, el activismo del movimiento social de mujeres, y la promulgación de leyes frente al tema en los altibajos que demuestran las cifras. Aunque persisten problemas de subregistro, es notorio cómo los acontecimientos de la sociedad tienen una influencia directa en la forma en que se puede observar el registro de la Violencia contra las mujeres. A partir de la observación de este asunto durante 10 años en el departamento, podemos afirmar algunas conclusiones acerca del lugar de las mujeres en el territorio, caracterizando por variables como la edad, la pertenencia étnica, la ubicación en rural o urbano, el contexto de conflicto armado y la relación con la vocación económica del entorno. De esta manera, podemos lanzar algunas hipótesis importantes acerca de los contextos más riesgosos para las mujeres y cuáles serán entonces algunas medidas necesarias para hacerle frente. Este trabajo combina técnicas de investigación cualitativa y cuantitativa y pretende ser un aporte para la Sociología aplicada.  

 
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Cultura do Estupro e o Ato moral: Uma discussão sobre violência de gênero e processos descivilizadores. (#8775)
Emilia Maria Nunes Limeira 1
1 - UFPB.
Abstract:
O objetivo do trabalho é debater sobre a questão moral dentro de uma discussão específica sobre a “Cultura do Estrupro”. Ao reconhecermos o conceito ou nocão de “cultura do estupro”, partimos do pressuposto de que o ato de extrema violência de gênero (o esturpro) é tido, no seu desencadear cotidiano, como parte estruturante da nossa conduta. Podemos falar em valores morais que carregam em si o reconhecimento do ato – visto como desumano – como parte da moral estabelecida através de uma construção simbólica do que é permitido se “acostumar”. O presente trabalho estabelece um paralelo com o conceito de Norbert Elias entre o aspecto constituinte do ato de estuprar como sendo cultural e a negação de elementos descivilizadores inerentes ao processo civilizador que traz para a configuração da sua sociologia figuracional em defesa da complementaridade desse conceito para as supostas lacunas historicamente “denunciadas” nas análises acerca da sua teoria.  A discussão aqui proposta não tem como finalidade apontar para conclusões acerca da forma como “aceitamos” ou supostamente naturalizamos certos atos de extrema violência no contexto histórico e político de busca pela igualdade de gênero, mas elucidar sobre como compreendemos ou associamos estes atos a partir de seu caráter cultural, como constituinte ou estruturante da nossa cultura – e portanto, a dita cultura do estupro é arguida através da motivação moral que busca combatê-la – enquanto mal real e desnecessário.

 
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Expresiones de violencia de género ejercida por personal docente hacia estudiantes  en la Universidad Autónoma Chapingo (#8821)
María Guadalupe Mora Pizano 1; Alma Rosa Mora Pizano 1;
Jorge Luis Morett Sánchez 1
1 - Universidad Autónoma Chapingo.
Abstract:
  La violencia de género afecta a una parte significativa de mujeres de todas las edades, culturas, clases sociales y niveles educativos; por su magnitud y trascendencia a nivel mundial constituye uno de los principales problemas de derechos humanos. Se trata de una problemática con sólidas raíces y soportes estructurales que normalizan y naturalizan el dominio masculino sobre las mujeres en los diferentes grupos sociales. En las instituciones escolares se establecen relaciones en las que existe violencia de género en diferentes modalidades, destaca por su impacto la que es ejercida por el personal docente hacia sus estudiantes. Este tipo de violencia involucra un claro ejercicio de poder a partir de la relación desigual en la que desarrollan las actividades escolares. Desde el saber/poder que inviste la incuestionable figura del maestro/a se establecen relaciones que, basadas en la jerarquía otorgada institucionalmente, sitúan a las y los estudiantes en una posición de desventaja. Por su prevalencia e impacto en México, la denominada violencia docente ha sido tipificada en la Ley General de Acceso de las Mujeres a una Vida Libre de Violencia, (LGAMVLV), con lo que se le reconoce formal y legalmente.   El presente trabajo presenta resultados de un estudio dirigido a identificar, caracterizar y visibilizar las formas de violencia docente que se manifiestan en las actividades académicas de la Universidad Autónoma Chapingo, institución pública que desarrolla programas educativos orientados fundamentalmente al ámbito agronómico. Se trata de una investigación enmarcada en el feminismo, en la que se analizan desde una perspectiva de género las expresiones de violencia docente identificadas en las actividades y espacios escolares, violencias que no siempre se reconocen como tales pero que dañan la integridad y dignidad humana, sobre todo cuando se ejercen cotidianamente y con impunidad. Con este estudio se reivindica la importancia de nombrar, describir y visibilizar una problemática que tiende a ocultarse, negarse y en situaciones extremas a naturalizarse, al enfrentar modelos estructurales en los que el poder masculino se mantiene en los puestos de dirección y toma de decisiones. Además, se señala la trascendencia ético-política que en las instituciones educativas tiene la denuncia, así como la creación de mecanismos y acciones de prevención, atención y erradicación de cualquier forma de violencia.

 
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Violencia y feminicidio en Puebla: o de cómo el capitalismo heteropatriarcal busca disciplinar a las mujeres y de cómo ellas responden. (#8869)
María Eugenia Martínez De Ita 1; Zayra Yadira Morales Díaz 2;
Itzell Sánchez Martínez 2
1 - Benemérita Universidad Autóoma de Puebla. 2 - BENEMÉRITA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE PUEBLA.
Abstract:
El estado de Puebla, es un lugar inseguro para las mujeres, los datos así lo muestran: del 2010 al 2016 se registraron 327 feminicidios. En el último año, de las 74 mujeres asesinadas, 3 tenían menos de 15 años, 38 de 16 a 30 años, 18 de 31 a 45, 9 de 46 a 60 y 6 más de 61 años. La mayoría de ellos se cometieron en las ciudades más pobladas, así pues, 117 se cometieron en la ciudad de Puebla, 19 en Tehuacán, 14 en Tecamachalco, 12 en Atlixco, igual número en San Pedro Cholula, 11 en Huauchinango y 11 en San Martín Texmelucán. Cabe señalar que el número de los feminicidios –en el periodo señalado- es mayor que el de los homicidios dolosos. Por otra parte, se puede observar que el  2016 fue el año más violento para las mujeres, seguido por el año 2015 y en tercer lugar el 2014. No está por demás señalar que estos números son apenas un pálido reflejo de lo que sucede, pues no todos los feminicidios son reportados a las autoridades. Otro problema es que aun cuando el feminicidio es un delito que está reconocido en el Código Penal del Estado de Puebla, el número de feminicidios reconocidos por la autoridad del estado de Puebla no concuerda con los registrados por las organizaciones civiles y los dados a conocer en los medios informativos. ¿Quiénes las mataron? Los esposos, los novios, los exnovios el hijo. La gran mayoría fueron asesinadas después de fuertes discusiones. Golpes hasta causar la muerte, ahorcamiento, proyectil de bala, heridas cometidas con cuchillos, estas son las formas en que las han matado. El silencio que ha privado en la sociedad poblana poco a poco ha sido roto por las familias de las muertas, así como por las feministas -unas organizadas en asociaciones y colectivos otras a título individual- que han mostrado a una sociedad profundamente machista. En este contexto, esta ponencia tiene como objetivo documentar los feminicidios en el estado de Puebla así como las acciones colectivas que se han generado, principalmente por parte de mujeres feministas, para evidenciar y contrarrestar la ola de violencia que ha crecido de manera significativa en el Estado de Puebla. Desde nuestro punto de vista, el feminicidio es la forma más extrema en la que la sociedad poblana, una sociedad capitalista y patriarcal busca disciplinar a las mujeres.

 
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Acumulación por desposesión y violencia contra las mujeres. Apuntes para una comprensión estructual. (#8872)
María Paz Rey 1
1 - Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires.
Abstract:
El presente trabajo de investigación pretende analizar y comprender los fundamentos y el sentido que adquiere la violencia contra las mujeres en contextos neo-extractivistas y de acumulación por desposesión (Harvey, D.; 2004). La filósofa italiana Silvia Federici (2004) señala el rol central que tuvo la caza de brujas en la conformación del capitalismo. Esta autora, revisa el proceso de acumulación originaria estudiado por Marx (2012) y concluye que la caza de brujas resultó tan importante para el capitalismo como la colonización y la expropiación del campesinado europeo de sus tierras. Para Federici, la caza de brujas fue un momento decisivo ya que significó la destrucción de toda una serie de prácticas y relaciones sociales incompatibles con el desarrollo del capitalismo y la conformación de un proletariado acorde a las necesidades del capital. La caza de brujas, además, tuvo objetivos muy específicos para las mujeres como ser la creación en el imaginario colectivo de la mujer ligada al demonio, el control sobre el cuerpo de las mujeres, el disciplinamiento de la sexualidad, la división y jerarquización entre hombres y mujeres y entre producción y reproducción (Federci, S.; 2004). Las últimas cuatro décadas han significado una reorganización de los parámetros de acumulación y reproducción ampliada del capital, inaugurando una nueva etapa de expansión caracterizada por la reactualización y profundización de la acumulación por despojo (Harvey, 2004). Para Harvey, el capitalismo actualiza permanentemente el proceso acumulación originaria, expropiando recursos preexistentes para superar las sucesivas crisis de sobreproducción. Esta estrategia permitiría, a través del saqueo y la violencia, la creación de nuevos circuitos de valorización a partir de la mercantilización de servicios públicos, bienes comunes y relaciones sociales previamente ajenos –o no totalmente integrados– a la lógica del capital (Composto, C. y Navarro, M.L., 2014). Este trabajo de investigación parte de entender que la violencia contra las mujeres encuentra sus raíces en la estrecha vinculación entre capitalismo y patriarcado. Si en el pasado la criminalización y atentado contra las mujeres pobres -consideradas brujas, sirvió a los fines de la acumulación originaria; este trabajo pretende entender de qué manera afecta particularmente a las mujeres los contextos de acumulación por desposesión, qué fines persigue el recrudecimiento de la violencia. Para ello se realizará un análisis de fuentes primarias y secundarias: material bibliográfico, encuestas, documentos de instituciones públicas, trabajos de investigación prexistentes.  

 
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“REFLEXIONES EN TORNO A LA (DES)IGUALDAD DE GÉNERO Y LA VIOLENCIA CONTRA LAS MUJERES NUEVO LEÓN, MÉXICO” (#8884)
Beatriz Adriana Servín Herrera 1; José Manuel Rangel Esquivel 1; Jesús Osorio Calderón 1
1 - UANL.
Abstract:
El abordaje del tema de género en la búsqueda de construir una igualdad entre mujeres y hombres que asegure una equidad,  no es un tema surgido recientemente. Si bien no es un asunto que se haya institucionalizado y promovido lo suficiente, la sustentación jurídica en la materia tiene bases claras y determinantes a partir de los años 90, pues dentro de la agenda pública, cuenta con una sólida base de sustento jurídico, esto gracias a los mecanismos que se han generado desde los diferentes niveles como lo son el internacional, nacional y estatal principalmente.     Se considera que la igualdad es un principio básico de justicia social, ya que implica derecho y ejercicio de libertades, para garantizar el bien individual y colectivo, expresado mayoritariamente en términos de libertad. Acorde con algunos autores, se reconoce la existencia de pocos análisis empíricos para valorar globalmente los avances y retrocesos en igualdad de género y en prevención y atención de la violencia contra las mujeres.   En esta ponencia se parte de considerar que las condiciones de desigualdad estructural, agravan aún más la inequidad de género y la violencia contra las mujeres, por lo que éstas se convierten en el origen y la base principal de la condición y posición de género de las mujeres. Este trabajo se deriva de un proyecto de investigación más amplio y se reflexiona sobre los avances, retos  y discursos construidos en torno a la igualdad de género y la violencia contra las mujeres en el estado de Nuevo León, México.

 
11. Género, Feminismos y sus aportes a las Ciencias Sociales | 5. Violencia |
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Violencia, racismo y construcción de género en adolescentes en la ciudad de Ensenada, B.C. Experiencias dentro de contextos formativos (#9158)
NASHYELI FIGUEROA 1
1 - GALVAN.
Abstract:
Comprender y observar los procesos de construcción de género y los procesos de racialización implica dar cuenta de que existen múltiples posibilidades de ser y de habitar los cuerpos. Realidades en contextos formativos con adolescentes, permiten plantear la fragilidad que tienen ciertas categorías como género y racismo que socialmente normativizan las conductas de las personas y las jerarquizan. Observar diferentes prácticas de violencia hacia aquello que no cumple con lo socialmente establecido siendo también silenciado con discursos oficiales que promueven respeto a las diferencias. Dichas prácticas aterrizan en estos cuerpos y van marcando conductas, pensamientos y sentimientos de los sujetos dentro de espacios formativos. El binomio femenino-masculino heteronormativo y los procesos de racialización muestran su propia contradicción y sobre todo, abre oportunidad de pensar los cuerpos de los adolescentes desde abajo a partir de sus propias tensiones.  

 
11. Género, Feminismos y sus aportes a las Ciencias Sociales | 4. Movimientos sociales, acciones colectivas y participación políticas |
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A Segregação Social em Gênero e Território: investigando a vulnerabilidade social à luz da rede de cidades do Brasil. (#3476)
Betty Rocha 1; Bárbara Margutti 1;
Marco Costa 1; Rodrigo Luis 1; Carlos Pinto 1
1 - Institudo de Pesquisa Econômica Aplicada.
Abstract:
     Ao longo das últimas décadas, a agenda de desenvolvimento no Brasil esteve comprometida com a proposição e implementação de um conjunto de políticas públicas voltadas ao enfrentamento das históricas desigualdades sociais que informam a formação social, cultural e política da sociedade brasileira. As desigualdades, neste sentido, assumem um caráter multidimensional e abrangente, evidenciando situações de pobreza e precariedade compreendidas como privações de capacidades básicas que expõem os indivíduos às situações de vulnerabilidade de ordens distintas e diversas. Este trabalho estabelece como ponto de partida uma análise das desigualdades sociais brasileiras através do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). O IVS tem como objetivo retratar as distintas situações de vulnerabilidade social a partir da seleção de 16 indicadores selecionados da Plataforma do Atlas do Desenvolvimento Humano (ADH), organizados em três dimensões: (i) infraestrutura urbana; (ii) capital humano; e (iii) renda e trabalho, incluindo aí a forma de inserção (formal ou não) no mundo do trabalho. Cada uma dessas dimensões reúne, por sua vez, um conjunto de variáveis obtidas nas bases dos Censos Demográficos de 2000 e 2010 que refletem diferentes aspectos das condições de vida das pessoas/unidades familiares e possibilitam um refinamento metodológico expresso na criação de indicadores com periodicidades e recortes diversos que contribuem para o monitoramento, efetivação e avaliação de um conjunto de políticas públicas. Desde a sua divulgação em meados de 2014, um dos avanços metodológicos foi a desagregação por sexo dos dados do IVS, permitindo uma leitura comparada das dimensões que compõem o índice para ambos os sexos e contribuindo para reflexões sobre as desigualdades de gênero no Brasil. O propósito deste trabalho é apresentar uma análise sobre o comportamento do IVS e suas dimensões por sexo, segundo as Regiões de Influência das Cidades (REGIC), (IBGE, 2008), classificadas em cinco grandes níveis, a saber: (a) metrópoles, representadas pelos 12 principais centros urbanos do país; (b) capitais regionais, constituídas 70 grandes cidades que têm área de influência de âmbito regional; (c) centros sub-regionais, compostos por 169 cidades com atividades de gestão menos complexas; (d) centros de zona, formados por 556 cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; e (e) centros locais, representados pelas demais 4.473 cidades, cuja centralidade e atuação não extrapolam os limites do seu município, servindo apenas aos seus habitantes. Este recorte metodológico permitirá reflexões sobre a situação de vulnerabilidade social de homens e mulheres, segundo uma hierarquia de cidades, delimitadas de acordo com suas regiões de influência, lugares de produção e distribuição de bens e serviços. O desenvolvimento deste exercício analítico pretende contribuir para análises mais sensíveis e robustas sobre as distintas situações de desigualdades sociais e de gênero no país.