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Wednesday 06/12 - Fac. Psicología / Sala 11
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
 
12. sociología de la cultura, arte e interculturalidad | 5. Discusiones conceptuales en sociología del arte y de la cultura. |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 11 |
A nova condição do rap no brasil: considerações sobre as trajetórias de criolo e emicida (#3010)
Daniela Vieira Dos Santos 1
1 - UNICAMP (Fapesp).
Abstract:
Neste trabalho apresento as considerações de uma pesquisa de pós-doutoramento ainda em curso que, através de um estudo sócio histórico sobre a trajetória e a produção musical dos rappers brasileiros Criolo e Emicida, visa compreender mudanças de relevo na cena do rap na cidade de São Paulo. O grande sucesso e diversidade de público que ambos tem alcançado – embora apresentem especificidades em suas trajetórias – permite reconhecer certa tendência de legitimação do gênero e, especialmente, uma audiência que perpassa diferentes classes sociais. Tal processo vincula-se, sobretudo, com o novo espaço social e também simbólico que o rap vem ocupando no país a partir de meados dos anos 2000, em que a relação com o mercado é notável. Não é novidade assistir atualmente no Brasil alguns rappers em canais mainstream de televisão. Contudo, além dessa mídia de massa, é curioso notar o quanto certos rappers passaram a ocupar espaços comumente frequentados por uma parcela da elite intelectual, tais como os espaços culturais do Serviço Social do Comércio (Sesc) e livrarias. Ademais, é possível dizer que o gênero, antes sinônimo de mau gosto e violência, além de um importante sinalizador de classe social, passa a ser ouvido e apreciado por uma parcela de jovens universitários de classe média. Mas essa nova audiência, me parece, está em muito associada com a inclusão nas universidades brasileiras, nos últimos 10 anos, dos filhos da classe trabalhadora.   

 
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Georg Lukács e Pierre Bourdieu: dois modelos de sociologia da literatura (#3311)
Anouch Kurkdjian 1
1 - Departamento de Sociologia, Universidade de São Paulo.
Abstract:
As reflexões marxistas sobre a arte, embora não sejam completamente homogêneas, têm em comum o fato de adotarem um princípio básico na análise dos fenômenos artísticos: a implicação mútua entre arte e sociedade. Tais reflexões assentam-se na ideia de que investigar os vínculos entre as obras de arte e o mundo social não implica em uma redução da singularidade da experiência estética, como sustentam os partidários do esteticismo, que, por considerarem-na algo inefável e pessoal, julgam-na avessa à análise objetiva. Para o marxismo, ao contrário, a investigação dos liames entre arte e mundo social é, antes, condição para a compreensão das manifestações artísticas e para a ampliação da experiência estética. É nesse sentido que, ao recensearem as perspectivas que se debruçaram sobre as relações entre literatura e sociedade, Beatriz Sarlo e Carlos Altamirano denominam o pensamento estético de autores como Georg Lukács e Theodor Adorno de “estéticas sociológicas”. Tal abordagem se caracterizaria pela preocupação em analisar de maneira normativa as obras de arte, isto é, em discutir seu valor artístico, mas fazendo-o não com base em critérios abstratos, e sim a partir do significado social da própria obra. Nesse tipo de análise, portanto, “o juízo estético não pode prescindir de colocá-la [a obra] em relação com o mundo social e histórico, que proporciona a matriz das significações”. As duas dimensões, a social e a estética, são, assim, indissociáveis na teoria marxista, que se propõe a ir além de uma preocupação com o contexto social de produção e recepção das obras de arte e pergunta-se a respeito do significado social e histórico mais profundo das próprias obras.                 Para evidenciar as particularidades da interpretação marxista das formas artísticas, minha apresentação irá se centrar na investigação da forma romance levada a cabo por Georg Lukács em seus escritos da década de 30, principalmente no livro O romance histórico e nos textos “Balzac e o realismo francês” e “Narrar ou descrever”. Com o intuito de avaliar os possíveis limites e ganhos heurístico da trama teórica de Lukács para a sociologia da arte contemporânea, pretendo contrastar suas reflexões com a sociologia da literatura de Pierre Bourdieu, elaborada principalmente no livro As regras da arte.    

 
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La Mémoire du Bagne guyanais : l’image littéraire de la terre de la grande punition chez Gaston Leroux et Albert Londres (#3546)
Saldanha Ana 1
1 - Instituto Politécnico de Macau (IPM).
Abstract:
Les images littéraires servent depuis des siècles à la (re)création et à la consolidation d’un imaginaire social. Or, en France et dans ses colonies, l’image littéraire du bagne a accompagné l’imaginaire collectif « si l’on prend en compte tant les bagnes portuaires que les bagnes coloniaux et […] les bagnes militaires » (Pierre, 2010). Deux images ont alors coexisté : d’un côté, l’univers pénitentiaire réservé aux criminels, de l’autre la terre de la punition inhumaine. L’une a été transmise par l’Etat qui a créé le bagne colonial, l’autre par les journalistes, écrivains, gardes, bagnards qui ont visité ou vécu dans ces prisons. L’histoire du bagne français - héritier des prisons-galères – commença au XVIIIè siècle en métropole. Ce n’est cependant que quatre ans après l’abolition de l’esclavage (1848), en 1852, que la loi de la transportation permit à la Guyane (premier territoire choisi pour l’implantation du projet) de se doter d’une main-d’œuvre gratuite qui remplacera la main-d’œuvre esclave. Publiée en 1854[1], la loi allait alors permettre à la France de condamner au bagne les opposants politiques et les criminels les plus divers à l’égard de la loi ainsi que de coloniser et favoriser le développement de ses colonies. Cependant, les conditions de vie précaires et inhumaines ainsi que l’exploitation à laquelle les bagnards étaient obligés de se soumettre ont dès lors été condamnées par diverses personnalités et par quelques uns de ceux qui y ont vécus. Tous ont ainsi contribué, soit à la déconstruction de l’image du bagne comme un espace mérité par tous ceux qui ne respectaient pas le droit français, soit à la construction d’un imaginaire qui « renvoie à une relation récurrente entre le bagne et l’enfer » (Pierre, 2010) lequel de plus oublie l’humanité des condamnés. L’image de l’enfer commença ainsi à s’imposer grâce surtout à des articles journalistiques, des romans et des souvenirs de bagnards et de gardes. Dans cet article nous prétendons ainsi étudier les images qui nous renvoient à l’enfer du bagne à travers trois œuvres : L’Homme qui s’évada et Au bagne, de Albert Londres (1884-1932), et Chéri-Bibi, de Gaston Leroux (1868-1927). Les deux premières œuvres sont le fruit de la visite du journaliste au bagne guyanais tandis que la troisième est un roman-feuilleton dont les personnages sont fictifs. Dans les trois œuvres, la réalité inhumaine du bagne contredit l’imaginaire diffusé par l’Etat d’un espace pénitentiaire où les condamnés méritaient de vivre. Nous allons ainsi étudier les images et représentations symboliques récurrentes qui nous renvoient à la terre de la punition et au rétablissement de l’humanité du bagnard dans les trois œuvres citées pour, finalement, comprendre l’importance de ces images et de ces représentations dans la consolidation d’une Mémoire dont l’un des symboles est la statue à Saint-Laurent (Guyane Française) d’un bagnard assis en mettant sa tête entre ses mains. [1] La colonisation pénitentiaire termina en 1946. Cependant ce n’est qu’en 1953 que les derniers relégués rentrèrent en France.

 
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Revolução na América do Sul – Uma leitura a partir d'Os que ficam (#3584)
Lima De Oliveira Monique 1
1 - Unicamp.
Abstract:
Os que ficam é um metateatro, uma peça-ensaio da Companhia do Latão (São Paulo, 2015) e é também uma homenagem ao dramaturgo brasileiro Augusto Boal, expoente do Teatro de Arena e criador do Teatro do Oprimido. Narrada por meio de suas cartas do exílio, Os que ficam é composta por peças dos anos de 1960/70, sobretudo Revolução na América do Sul, o fio condutor da trama de Boal para o Teatro de Arena, 1960. Os que ficam evidencia os desafios de um grupo de teatro que ensaia a Revolução na América do Sul, com Boal no exílio. Revolução é a peça mais nítida no interior de Os que ficam. Nela, o operário José da Silva (um homem livre) enfrenta a fome e o desemprego em meio às questões políticas da sua época. As cartas de Boal recriam aquela atmosfera. Os que ficam (o grupo) ficam com cenas inconclusas, crises, prisão, desrepressão, TV, desbunde e outras melancolias. As cartas vão e vêm, mostrando do lado de lá, o exílio tonteante. O tempo de Os que ficam é o início da década de 1970. No Brasil, o contexto do “milagre econômico” e da intensificação das repressões pela ditadura empresarial-militar. Em cena, neste estudo, interessa pensar as relações entre texto e contexto, a exemplo de Antonio Candido, para buscar em Revolução na América do Sul e em Os que ficam interpretações e projetos de Brasil. Como afirma Iná Camargo Costa, “meu assunto é o Brasil, com particular interesse em teatro”. Este estudo é uma tentativa de realizar uma análise sociológica do teatro em dois tempos e sobre duas peças por meio de suas literaturas dramáticas, que enlaçam tempos tão distintos e distantes, talvez ao mesmo tempo, próximos e semelhantes. Este estudo específico sobre um ramo da sociologia da cultura/da arte/do teatro no Brasil leva a considerar o próprio campo como possibilidade de método, uma vez que se considera teatro e sociedade como elementos constituintes: se Revolução na América do Sul abarca aspectos interpretativos e talvez vislumbre projetos para o país nos idos de 1960/70, Os que ficam, em 2015, presencia tempos de políticas neoliberais, hoje já muito reformuladas. Este estudo, em processo, tem por referencial os escritos de Augusto Boal e de Sérgio de Carvalho, tendo como alvo, o exemplo de mirada de Iná Camargo Costa sobre o teatro na luta de classes.

 
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Descolonização dos currículos e história oficial: algumas implicações na cidade de São Leopoldo/RS. (#3803)
Maira Damasceno 1
1 - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS.
Abstract:
A partir do Plano Municipal de Educação da cidade de São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, aprovado pela Lei Municipal Nº 8.291, de 24 de junho de 2015, com vigência até o ano de 2024, o presente trabalho têm por objetivo analisar algumas implicações entre a História Oficial adotada pelo município e o que estabelece o próprio Plano Municipal de Educação quanto ao respeito à diversidade e incentivo à participação de diferentes grupos étnicos na elaboração de práticas pedagógicas. Acredita-se fundamental para uma verdadeira educação inclusiva e intercultural que a revisão da História Oficial Municipal seja realizada para que contemple diversas contribuições e referências além das já desgastadas menções eurocêntricas, verdadeiras ações afirmativas branqueadoras ligadas aos germânicos que na cidade chegaram cerca de 40 anos após as primeiras populações portuguesas, açorianas e africanas e mais de seis mil anos após a ocupação indígena na nascente do Rio dos Sinos (Município de Caará). Segundo o censo de 2010, São Leopoldo é o 10º município com maior população ameríndia urbana do Estado, além de possuir 14,01% de habitantes autodeclarados pretos e pardos. Sabendo da histórica invisibilidade que foi imposta a esses grupos e das dificuldades identitárias acarretadas devido a isso, acredita-se que a tendência é o aumento da população ameríndia e afrodescendente nos próximos sensos. Devido a todos esses fatores é urgente que o município diversifique seu discurso histórico oficial para que assim consiga com integralidade cumprir o que está estipulado em seu Plano de Educação em relação ao reconhecimento das diversas contribuições étnicas presentes no município.

 
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A Esfige: cenários de escritura e cenários de autor em Clarice Lispector (#4110)
Pinheiro Fernando 1
1 - USP.
Abstract:
O trabalho procura investigar um aparente paradoxo na obra de Clarice Lispector (1920-1977): autora entronizada no cânone da grande literatura brasileira, graças a seus textos complexos e intimistas, a resvalar no hermetismo, ela é hoje fenômeno de popularidade na internet (a mais citada na rede entre os autores brasileiros). Esse descompasso remete, no plano biográfico, a episódios que convergem para a formação de um pacto de leitura que supera a relação erudita entre escritor e seu público, mediado pela alta literatura, levando Clarice a ocupar um novo lugar, condizente com a figura do "escritor total". A argumentação vai valer-se do estudo de dois desses episódios: suas participações num congresso de literatura na Universidade do Texas (1963), em que discorre sobre a literatura de vanguarda no Brasil, e no congresso de bruxaria de Bogotá (1975), em que é lido seu conto "O ovo e a galinha". Evitando separar as esferas da vida social e da vida literária, o trabalho pretende compreender certos movimentos em princípio extra-literários da escritora Clarice Lispector em seus efeitos literários, na construção da modalidade do(s) pacto(s) de leitura estabelecido com seus leitores, em que está implicada a construção de imagens de escritor com feições bastante idiossincráticas ao longo de sua atividade literária, permitindo-lhe mover-se com igual desenvoltura no domínio da linguagem literária desfamiliarizante (para usar o critério do formalismo russo) e do uso cotidiano da linguagem, que, à diferença do primeiro, é transitivo e espontâneo. No primeiro caso, a Clarice romancista e contista, pelas características de sua linguagem altamente elaborada, remete a um leitor implícito capaz de seguir as instruções do texto, e que partilha assim dos valores literários do escritor (e da crítica) e adere, no limite, à imagem idealizada do escritor como produtor do que escapa ao tempo e à história – o gênio, o demiurgo, a Esfinge são algumas entre as tantas valências dessa figura. De outro lado, os escritos não literários de Clarice e suas manifestações públicas contribuem para a desconstrução dessa mesma figura; e, no entanto, a lógica desse contraste é parte do enigma social a ser trabalhado. Como apoio heurístico, recorro à observação de Goffman sobre o perigo de separar o interior e o exterior das palavras ao tratar de literatura, que se traduz na descontinuidade entre o universo de significação do discurso e a mecânica de sua produção,implicando a superação da redução da literatura à representação (da natureza, da historia, do mundo etc), articulando-a aos modos de representar ou – o que é mais relevante no caso de Clarice – à recusa mesmo da representação. Mobilizo também a diferença estabelecida por Gisele Sapiro entre “estratégias de escritura” e “estratégias de autor”, que recobrem o interior e o exterior das palavras na que formulação de Goffman. O primeiro termo remete à visada intencionalista do gesto de escrever, ao trabalho com a linguagem e os objetivos mais ou menos conscientes que ele antecipa; o segundo visa a acumulação de capital simbólico para aceder à consagração.

 
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Estrategias del pensamiento crítico en el Caribe: rutas poscoloniales en el arte cubano contemporáneo. (#4499)
Yissel Arce Padrón 1
1 - UNIVERSIDAD AUTÓNOMA METROPOLITANA-XOCHIMILCO.
Abstract:
La pertinencia de hacer confluir los relatos visuales que emergen en el campo artístico cubano y algunas perspectivas de lo que se ha pensado como crítica poscolonial resulta siempre una operación conceptual que necesita ser producida desde la singularidad de las propuestas que comprometemos en nuestros análisis, pero también desde la voluntad política de pensar y/o producir narrativas irreverentes -o a contrapelo- de los locus de autoridad que las cobijan, ya sea la academia, el Estado, y los muchos otros constructos que organizan la relación saber/poder. Precisamente, una de las preguntas fundamentales de la crítica poscolonial radica en cómo la experiencia colonial constituye nuestro presente, tanto para el colonizado como para el colonizador. Esa interrogante conlleva una premisa que interpela a los estudios del giro decolonial en América Latina: la Modernidad no puede ser pensada por fuera de la colonialidad. En ese sentido, cuando hablamos de estudios poscoloniales y pensamiento crítico en el Caribe, el acento no está puesto en el tránsito hacia un nuevo período histórico –quiero decir, en un pasado que ha sido superado-, sino en el despliegue, en las mutaciones y en la permanencia de las herramientas de la violencia colonial en la contemporaneidad. Trabajar esa inflexión, de modo particular en cada uno de nuestros contextos investigativos y visibilizar esas conexiones, permite interrumpir y complejizar el campo de relaciones de poder desde el cual emergen las prácticas visuales, así como activar un proceso de construcción social del sentido mucho más desestabilizador. Desde esas rutas teóricas queremos explorar entonces en esta ponencia cómo la conjunción entre raza y nación, ha marcado las topografías discursivas de los relatos modernos que estructuran la trayectoria histórica de la isla de Cuba. Desde las primeras voluntades por imaginar la nación, la variable de la raza ha emergido como contrapunto o como vórtice desestabilizador de una construcción de nación que privilegiaba el origen blanco e hispano de lo cubano. Con demasiada frecuencia, y a lo largo de diferentes períodos históricos, la ansiedad por desdibujar –al tiempo que producir con gestos normativos- el peso cultural y la presencia de la población negra en Cuba, ha devenido en una práctica política que margina y estigmatiza. Por tanto, aquí indagaremos en los modos en que algunos exponentes del campo artístico cubano han venido desarrollando una poética que resignifica las narrativas oficiales de la nación sobre el problema racial.

 
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Tensões entre arte e cultura na nova geração da arte contemporânea brasileira: os sentidos da experiência urbana de Renata Lucas, Bruno Faria e Coletivo Baillistas (#4873)
Izabella Medeiros 1
1 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
Este trabalho é fruto de minha pesquisa de doutorado, na qual realizo investigação sobre os sentidos da experiência urbana nas poéticas de Renata Lucas, Bruno Faria e Coletivo Baillistas. Meu objetivo é entender como essas práticas rompem com sentidos estabelecidos sobre os usos do espaço e da cidade por meio de rupturas com os valores tradicionais do campo da arte, o que produz tensões e fissuras nas regras de uso e funcionamento da cidade e evidenciam disputas e conflitos. A partir dos anos 1990, a vivência cotidiana no contexto de grandes cidades tornou-se elemento constitutivo da linguagem das práticas artísticas elaboradas. Quando o acesso às produções artísticas deixou de ficar restrito aos espaços especializados, como museus e galerias, o principal objetivo dos artistas era ocupar e explorar espaços que não estivessem separados da vida comum dos sujeitos a fim de tornar o trabalho de arte um fazer que participa mais diretamente do exercício da existência humana. Isso fez do espaço público, do espaço da rua, o local onde parte das manifestações artísticas passaram a ocorrer. Essas produções passaram a ser denominadas facilmente de arte urbana, que, por sua vez, era entendida, em síntese, como o tipo de trabalho artístico que acontecia, se realizava, no espaço da cidade. Em seguida, houve cada vez mais uma complexificação do que era “essa” arte praticada no espaço público da cidade. De duas décadas para cá, as grandes cidades passaram por um intenso processo de transformação – tanto em sua base econômica, organização espacial e estrutura social – devido a movimentos de dispersão e integração global alimentados não apenas pela globalização econômica, mas, também, pela globalização cultural. Esse contexto produziu uma acelerada reestruturação urbana das cidades, que trouxe, como principal consequência, o aprofundamento das desigualdades sociais já existentes e, como reação, o debate sobre a cidade como uma questão urgente. Os movimentos occupy são um exemplo de como essa questão ganhou relevância atualmente. Mais do que como um suporte, os trabalhos de arte passaram a lidar com a cidade como elemento estruturante do próprio exercício de ruptura: a cidade não seria apenas o lugar onde isso se materializaria, mas parte de seu programa de ruptura. Recorri, então, à noção de pensamento de fronteira desenvolvida por Bhabha para entender como a arte contemporânea apresenta um esforço político em seu programa de fazer artístico que produz o deslocamento dos lugares comuns de representação do mundo como estrutura paradigmática. A fronteira funciona como importante conceito para um tempo e espaço que precisam ser pensados dentro do trânsito enquanto categoria política possível. Herdeira do legado duchampiano, parece-me que se lançar como projeto de fronteira é o desafio permanente ao qual a arte contemporânea se projeta.

 
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Sociología del arte en postdictadura. Notas sobre la apertura de la “representación” en el teatro argentino (#5670)
Nicholas Rauschenberg 1
1 - UBA.
Abstract:
Es sabido que el arte del siglo XX buscó de muchas maneras eliminar la función mimética de las obras de arte. Tanto la fotografía como el cine resignificaron de modo asombroso el lugar de la pintura y del teatro como artes que narran o representan “la realidad”. En lugar de esa veracidad, tanto la pintura como el teatro se nutrieron de procedimientos y lenguajes muchas veces despojados de “lo representacional” como eje de interlocución y pasó a predominar mucho más el contexto de surgimiento de las obras y cómo la realidad social misma resignificaba el horizonte de aplicación de las obras. Buscaremos en la presente ponencia hacer una breve genealogía del teatro argentino teniendo en cuenta las técnicas de actuación y repertorio representado en el contexto de la postdictadura. Si en los años de terrorismo de Estado en Argentina el teatro estaba dominado por un realismo de protesta que absorbía inclusive tendencias de vanguardia, proponemos pensar la producción teatral a partir de 1985 como un verdadero proceso de liberación de la función mimética en favor de una amplio despliegue de técnicas y nuevos contextos de disputas metodológicas tanto de puestas en escena como de técnicas de actuación. ¿Cómo se transformaron la necesidad y los límites de la representación en dicho contexto de producción teatral?

 
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Ser tatuador, ser artista: artificación del tatuaje en São Paulo, Brasil (#5727)
Beatriz Patriota 1
1 - UFSCar.
Abstract:
Esa investigación parte del tema de la legitimación artística del tatuaje, con el fin de responder: cuales son las estratégias y los discursos accionados por los tatuadores en el proceso de artificación del tatuaje? A partir de la discusión teórica sobre modificaciones corporales que trabaja diferentes aspectos de la artificación de la practica, de entrevistas y del trabajo de campo con tatuadores, en São Paulo, que se incluyen en un discurso que busca el reconocimiento del tatuaje como una obra de arte, es posible cuestionar cuales son las relaciones de poder y las negociaciones envolvidas en ese proceso. De esa forma, objetivo entender como son accionados por los tatuadores las estrategias y los discursos en el proceso de artificación del tatuaje. Además, objetivo comprender las negociaciones en la busca por reconocimiento artístico y entender el contexto de enunciación de los tatuadores considerados artistas y posicionarlos. Si, anteriormente, el tatuaje era marginalizado y estigmatizado, las estratégias y los discursos actuales de los tatuadores apontam para la inserción del tatuaje en medios artísticos, junto con sua popularización, profesionalización y medicalización. La artificación del tatuaje es asociada a la reivindicación de practicantes y tatuadores y al aprimoramento de técnicas y tecnologias. Así, tatuadores demandam las posiciones de artistas y profesionales. Desnaturalizando la relación entre tatuaje y arte, esta en discusión cuales son los discursos acionados en la producción de lo que los tatuadores llaman de arte. Interesa comprender las relaciones de poder entre los sujetos en ese proceso.

 
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Aproximación genealógica a la pintura de castas. (#6240)
Jorge Alberto Guerra Gutiérrez 1
1 - Universidad de las Artes, Universidad Nacional Autónoma de México.
Abstract:
Los objetivos de la presente investigación son: definir la categoría dispositivo de estratificación y ofrecer un primer esbozo de su aplicación en algunos casos representativos de la pintura de castas del siglo XVIII novohispano. De manera muy general la estratificación puede definirse como: “[…] las desigualdades estructurales que existen entre diferentes grupos de individuos.” (Giddens, 1982: 317). No obstante debemos advertir la amplitud y complejidad de este fenómeno, inabarcable para un abordaje como el que aquí se ofrece. De manera que nos limitamos a indagar en torno al papel que juegan las imágenes en dicho proceso, específicamente en el caso de la pintura de castas en el siglo XVIII novohispano. Para ello partimos de algunas consideraciones generales en torno a la genealogía de Michel Foucault, específicamente de sus contribuciones al problema de la estratificación y de sus planteamientos en torno a los usos moralizantes de la imagen. El dispositivo, objeto de investigación de la genealogía, describe una serie de relaciones entre elementos heterogéneos, en este caso discursos visuales, leyes, instituciones, medidas administrativas, etc. Su objetivo es establecer la naturaleza de los nexos entre esta diversidad de relaciones. (Castro, 2011: 114). De manera que un dispositivo visual de estructuración se refiere a la operatividad de los componentes visuales en el fenómeno social aquí descrito. Es pues que la pregunta es por la operatividad de la pintura de castas como técnica de estratificación. Cabe advertir que nuestro objetivo no se limita a presentar esta pintura de género desde una perspectiva peculiar. Pensamos que una investigación como la presente puede decirnos “algo” sobre el ser del momento actual. Es pues que, si bien la sociedad de castas llegó a su fin con el advenimiento de la Nueva España, cabe preguntarnos por el papel de la imagen en los procesos de estratificación de otras épocas. Para abordar la pregunta por el papel de la pintura de castas en el proceso de estratificación novohispano del siglo dieciocho partimos de la categoría dispositivo de estratificación. Proponemos que existen géneros de producción visual que se relacionan, de manera directa, con los procesos de estratificación y que dichos procesos pueden ser descritos desde la perspectiva de la categoría dispositivo visual de estratificación. Lo cual supone ofrecer una descripción de la operatividad o funcionamiento de dicho dispositivo. Nuestra propuesta de análisis considera que algunas imágenes contienen sistemas de clasificación, con una operatividad que, si bien es discriminatoria, resulta necesaria para el desarrollo de la vida social. Palabras clave: estratificación, dispositivo, dispositivo visual de estratificación, casta y pintura de castas.  

 
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ARTE URBANA: EXPRESSÃO DE PRÁXIS SOCIAL? (#6330)
Fávaro Carolina 1
1 - Unespar - Campos Apucarana.
Abstract:
O presente artigo foi desenvolvido como trabalho de conclusão do curso latu sensu em Serviço Social e Intervenção Profissional, da UNESPAR - Universidade Estadual do Paraná – Campus Apucarana.  O trabalho tem por objetivo entender a Arte Urbana enquanto práxis social a partir do trabalho. Para tal foi desenvolvido uma pesquisa bibliográfica, que buscou responder à problemática “A Arte Urbana pode ser entendida como possibilidade de práxis social na sociedade capitalista?”. Em resposta a tal questionamento, a produção buscou mostrar qual a definição de trabalho, a categoria práxis, sua relação com a arte, assim como a representatividade para o desenvolvimento do ser social e do gênero humano. Também abordou a história da arte tradicional e sua relação com a construção e reconstrução de práxis, citando exemplos importantes de criações e obras, e para finalização estudou-se a Arte Urbana, sua conceituação e os espaços de reconhecimento. Foi possível perceber com o desenvolvimento do trabalho que a Arte Urbana eleva o gênero humano atingindo a forma mais elevada da práxis social, onde o homem atua sobre si mesmo, se expressando e rompendo com o tradicionalismo da sociedade, sendo considerada historicamente como um importante espaço de manifestação das classes populares.

 
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CONCEPÇÃO DE ÉTICA: UMA ANÁLISE A PARTIR DO OLHAR DOS ACADÊMICOS DO CAMPUS MINISTRO REIS VELLOSO (#7503)
Renata Santos Dias 1; Carlos Eduardo de Padua Ribeiro 1; Francisco Wirlan Viana do Nascimento 1; Maria Sueli Lopes da Silva 1;
Marisa dos Santos Ferreira 1
1 - Universidade Federal do Piauí.
Abstract:
A ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos, sendo estudada e comentada por diversos filósofos entre eles estão Platão Aristóteles e Sócrates, fundamentadores do agir ético. Assunto de grande importância na sociedade e muito debatido sobre o que é ser ético diante da sociedade? Filósofos do século XX e XXI, respondem de maneiras bastante diferentes a essas e outras perguntas, não só pela época, mas por diversificação das culturas, o que é ético em uma determinada sociedade pode não ser ético para outra, tendo em vista a mudança desse pensar ou o que realmente cada indivíduo sabe sobre essa concepção do agir eticamente na sociedade e destacar principalmente a importância da ética no campo profissional de atuação do curso de Engenharia de Pesca e demais cursos disponibilizados pela Universidade Federal do Piauí/UFPI, a turma da disciplina de Elementos de Deontologia, desenvolveu uma pesquisa dentro do Campus Ministro Reis Veloso - UFPI, com alunos de diferentes cursos e em períodos intercalados, o objetivo era analisar o que cada aluno voluntario entedia  sobre ética em si e seu agir ético quando já for formado na sua área de atuação, para análise foi desenvolvido um questionário  de cinco perguntas em sala de aula para quer fosse explorado o nível de conhecimento ético de cada voluntario, sendo rápidas e esclarecedoras, a turma foi dividida em dupla ou em trio e orientada a iniciar a analise, feita no horário da disciplina com duração de uma hora, no dia 25 de Novembro de 2016, foram entrevistados cinco voluntários, após a entrevista houve a tabulação dos dados para desenvolvimento do artigo cientifico, as conclusões foram que os voluntários já tinha visto falar de ética em algum momento da vida, a maioria  definiu quer ser ético era seguir as regras impostas pela sociedade em que vivem, sendo que muitas das regras as vezes não estão dentro do agir ético mas por conta das regras no âmbito do trabalho é preciso submetesse a tal, ficou claro também que os alunos voluntários não estavam tão orientados por disciplinas que abordassem ética, principalmente os alunos iniciados nos primeiros períodos dos cursos entrevistados, portanto levando a crer quer a ética  precisa ser abordada de forma mais intensiva dentro de cada curso para quer os futuros profissionais saiam da universidade mais qualificados e integres a conviver no mercado de trabalho.