08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y migración |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
IMAGINARIOS DE CIUDADANÍA EN LA MIGRACIÓN INTRARREGIONAL
El caso de argentinos, cubanos, mexicanos y peruanos en Chile
(#6484)
Teresa Pérez 11 - USACH y UMC.
Abstract:
En este trabajo identifico los factores que posibilitan que los migrantes se conciban como ciudadanos transnacionales. Sugiero un nuevo marco teórico-metodológico que consiste en distinguir entre 4 imaginarios de ciudadanía: nacional, binacional, cosmopolita y ciudadanos del mundo. Utilizo el caso de Chile en función de muestras intencionadas de inmigrantes argentinos, cubanos, mexicanos y peruanos. En un primer momento se aplicó una encuesta a 100 inmigrantes estratificados por edad, nacionalidad y sexo, en proporción a la población total de esa nacionalidad en Chile. En segundo lugar se aplicó una entrevista focal semiestructurada a una pequeña muestra seleccionada de los encuestados que cumplían con los requisitos de los distintos modelos teóricos de ciudadanía. En un primer momento se aplicó una encuesta a 100 inmigrantes estratificados por edad, nacionalidad y sexo, en proporción a la población total de esa nacionalidad en Chile. En segundo lugar se aplicó una entrevista focal semiestructurada a una pequeña muestra seleccionada de los encuestados que cumplían con los requisitos de los distintos modelos teóricos de ciudadanía. La hipótesis central es que el tipo de imaginario de ciudadanía de los inmigrantes depende de los modelos de ciudadanía del país receptor y de origen que valide la red social del inmigrante; las explicaciones de los (des)encuentros con la sociedad receptora que esta misma red ofrezca y legitime; la composición por nacionalidad de la red; y la evaluación que los inmigrantes hagan de la ciudadanía para la consecución del proyecto de vida. Concluyo, en primer lugar, que los migrantes propensos a nacionalizarse valoran más la relación con el Estado de residencia que con el Estado propio. En segundo lugar, que el modo como la red social del migrante explique los (des)encuentros con la sociedad receptora determina la cercanía o lejanía del migrante con la sociedad receptora. En tercer lugar, que la composición de la red es importante para la construcción de imaginarios binacionales, en tanto los lazos con chilenos sean de mayor confianza (familiares y amigos); mientras que cuando se trata de lazos estratégicos, se potencian imaginarios cosmopolitas. Asimismo, y en cuarto lugar, la buena recepción del capital nacional, asociado al reconocimiento del capital humano es determinante para la construcción de imaginarios binacionales y cosmopolitas.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y migración |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
Cemitério Consolação: espaço público morto ou vivo? (#6113)
Maria Amelia Corá 1; Pedro Tulmann
11 - PUC SP.
Abstract:
A construção social do significado da morte é uma constante em qualquer sociedade, delimitando um espaço específico entre o objetivo e subjetivo dos indivíduos. Durante as últimas décadas do século XIX até hoje, esta significação passou por diversas mudanças nos centros urbanos, entre eles São Paulo, motivadas principalmente pelas transformações geradas pela urbanização, e suas decorrências, fazendo com que houvesse necessidade de criar um espaço fora das Igrejas – como era usual – para depositar os corpos após a morte, espaços chamados de cemitérios. Tendo como o primeiro, o Cemitério Consolação, até então chamado apenas de “Cemitério Municipal”, no qual inúmeras personalidades com grande projeção em movimentos históricos foram sepultadas ao longo do tempo. No ano de 2014 diversas políticas públicas surgem com o intuito de modificar esta estrutura, assim como a função social do cemitério, incluindo-o como um espaço museológico, que sobrepõe a morte, a partir do resgate da memória e da vida daqueles que lá estão. Tal ação, feita a partir da iniciativa intersetorial da prefeitura junto de parcerias com instituições acadêmicas, compreendeu o a importância cultural dos cemitérios, indo para além dos tabus historicamente impostos às atividades relacionadas à morte, e assim enfrentando setores conservadores da sociedade para poder levar ao mundo dos vivos a memória dos sepultados, quebrando com os muros – físicos e imaginários – que cercam o espaço. Entretanto para que esta quebra se realize é necessário o entendimento dos processos que fizeram dos cemitérios espaços isolados da cidade, e em especial nosso caso analisado o Cemitério Consolação, o qual apesar de ter sido escolhido pela prefeitura como modelo de espaço museológico, está localizado em uma das maiores avenidas da cidade e não passa de um “espaço público morto” (SENETT, 1988), esvaziado e perdido em meio ao movimento instigado pelo privado, representado ao máximo pelo trafego de automóveis que permeiam o entorno do cemitério. Sendo assim, o Cemitério Consolação pode ser afirmado como espaço de potência artística, histórica e importância cultural que sofre pelo tabu imposto à questão da morte, e por sua desqualificação como espaço público derivado da exaltação ao privado dentro do cenário urbano da metrópole. Desta maneira a discussão sobre espaços cemiteriais e suas capacidades como parte efetiva daquilo que é público surge como forma de intensificar projetos de ressignificação tanto da morte, no âmbito subjetivo que permeia as relações sociais, quanto de espaços urbanos isolados pela própria cidade, tendo no Cemitério Consolação um objeto de estudo perfeito, pois sua existência ao ser analisada ínsita estas questões, enquanto mostra o embate entre a memória e o isolamento derivado de questões estruturais e ideológicas.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
Músicas inmigrantes latinoamericanas: imaginarios nacionales, exotización y disputas por la autenticidad (#8755)
Marisol Facuse Muñoz 11 - Universidad de Chile.
Abstract:
En el contexto de las recientes inmigraciones provenientes de países latinoamericanos (Perú, Colombia, Ecuador, República Dominicana, Haití, entre otros) a Chile nos hemos propuesto explorar la producción musical de los inmigrantes y su relación con las identidades, sociabilidades y mestizajes culturales. A partir de una investigación de tres años de duración (Proyecto Fondecyt Regular Nº1140928) hemos buscado responder a la pregunta de ¿cómo circulan, son producidas, reapropiadas, recepcionadas y transformadas las músicas de los inmigrantes en Chile provenientes de otros países del continente?. La metodología utilizada se basó en 45 entrevistas en profundidad a músicos de diferentes países de origen tanto profesionales como amateurs que practican diversos géneros musicales. Asimismo se realizó observación directa de diversos lugares de música (festivales, fiestas nacionales, ferias interculturales, etc.) a fin de comprender las dinámicas colectivas generadas en torno a estas músicas y de realizar entrevistas a los públicos. De manera más específica en la presente ponencia abordaremos la cuestión de cómo se reconvierten las funciones sociales de estas músicas fuera de su contexto, cómo éstas son percibidas y reapropiadas por los actores locales, teniendo en cuenta que existen distintas maneras de concebir la legitimidad de estas prácticas, asociadas a ciertos imaginarios de nación y a representaciones del otro y de sí que circulan a través de estas prácticas artísticas. ¿Qué pasa cuando las prácticas musicales y dancísticas se desterritorializan? ¿Qué pierden y qué ganan en su trayecto hacia otros territorios y culturas?. Buscamos insertar esta discusión en el debate más amplio acerca de las identidades, los procesos de exotización y las disputas por la autenticidad experimentadas en el contexto de la globalización.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
Memórias, cosmologia e outras sociabilidades possíveis: um estudo sobre os Guarani Mbyá do Rio de Janeiro (Brasil) (#2159)
Danielle Bastos Lopes 11 - UERJ.
Abstract:
Este artigo discute as relações de memória, cosmovisões e sistemas de educação entre os guarani mbyá, grupo de língua guarani do tronco Tupi do estado do Rio de Janeiro, Brasil. A pesquisa é um desdobramento dos mais de dez anos de vivência entre os povos mbyá e parte da conclusão de minha pesquisa de doutorado encerrada em abril de 2016. O argumento central deste trabalho é de que há toda uma espécie de mundo, de cosmologias e imaginário social ameríndio onde povoam seres, espectros, mortos que uma linguagem desencantada (CHAKRABARTRY, 2010) e ocidental não dá conta de traduzir. Essa linguagem desencantada permeia as relações do currículo escolar indígena colocado pelas instituições tanto brasileiras quanto de demais países da América do Sul. O questionamento que meu convívio entre os mbyá, tanto quanto uma conversa com alguns autores indígenas me levou a refletir consiste no seguinte sentido: até que ponto nossos sistemas de representação mesmo os de preservação e valorização da memória dessas culturas não simplificam ou generalizam as relações cosmológicas de suas populações? Este texto em breves palavras, portanto, arrisca dizer que a educação entre os guaranis tanto quanto outras representações como a memória, as relações políticas seriam mais cosmológicas e mesmo mais xamânicas, diria, do que intercultural. Intercultural tem sido um termo muito discutido e difundido entre diferentes órgãos e instâncias internacionais como a ONU, UNESCO para tratar da preservação da memória dessas sociedades e para criar políticas específicas como de educação, propriedade cultural entre outras. A pesquisa tem como base de matriz teórico tanto as teorias do ensino, relações de alteridade e subjetividade (BALL, 2012; MACEDO, 2012, 2014), quanto a leitura do campo da etnologia (VILAÇA, 2013; VIVEIROS DE CASTRO, 2013), do campo da memória (HALBWACHS 1992,2006) e teoria pós-colonial com ênfase para as teorias pós-coloniais dos autores ameríndios (BENITES, 2012; KOPENAWA e ALBERT, 2015; LUCIANO BANIWA, 2011; WILDCAT,2013). Partimos da ideia de que a interlocução com os mbyá tanto quanto a leitura própria dos autores indígenas espelham diferenças, subjetividades que possibilitam outras formas de entender a linguagem de suas representações e encantamentos. Entendo que a linguagem encantada guarani tenciona a normatividade de uma linguagem humanista e ocidental.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
IDENTIDADES IMAGINADAS. EL GUARANI COMO ELEMENTO IDENTITARIO EN EL CRUCE DE LOS ESTADOS NACION. (#7893)
ANA INES COUCHONNAL CANCIO 11 - UNIVERSIDAD DE LA PLATA - CONICET.
Abstract:
La ecuación Paraguay-lengua guaraní es prácticamente un axioma que por lo tanto no requiere demostración. Sin embargo, lo repetido de esta figura como pone ambos factores en tensión, tensión que pueda devolverle un sentido histórico a esta relación identitaria y a los dos elementos que la componen. Iniciando un recorrido a grandes zancadas, podemos decir que esta imbricación resulta ya de la experiencia colonial temprana, donde debido a factores tanto geográficos como sociohistóricos y administrativos, el guaraní se impuso como lengua colonial de la provincia. En un primer movimiento de contracción geográfica, resultante de los procesos de independencia en el continente implicó también la delimitación del Paraguay como campo de la lengua guaraní, aunque no aún nítidamente, ya que el guaraní se hablaba allende las frágiles fronteras tempranamente deseadas como nacionales. Una segunda contracción de mayor impacto resultó de la guerra de la Triple Alianza, que dibuja un núcleo con su correlativa dispersión de fragmentos. El núcleo se refiere al efecto particular de fijación del guaraní como elemento identitario nacional en el Paraguay, en pugna con un afuera no guaraní y no nacional, y aunque como es de esperar esto no sucedió de manera inequívoca, sí lo hizo en términos de discursos identitarios fijos. El objetivo del trabajo apunta a pensar la cuestión identitaria en un sentido de apertura teniendo en cuenta la guerra de la Triple Alianza como momento de articulación que, a la vez que define límites territoriales vinculados a los estados nación en emergencia, implica una dispersión social politíca y económica que permite solapar la cuestión de los territorios nacionales como ligados a una definición geográfica de límites, hacia la redefinición de nuevas territorialidades culturales posibles. Esto pone en juego la cuestión identitaria nacional, fecundándola en la multiplicación. Para ello reconocemos la cuestión de la lengua guaraní como un hilo conductor que permite la apertura de otros sentidos identitarios. La propuesta busca formular preguntas de investigación en términos de apuestas teóricas alrededor de las siguientes cuestiones: La cuestión del guaraní como elemento identitario entre la historia y la política. El devenir del guaraní en la intersección de los proyectos nacionales de la región en la posguerra. Lo nacional puesto en juego por la lengua, ya que al tiempo que delimita una pertenencia nacional, la amplía y proyecta Concurrencias contemporáneas. Implicancias políticas de pensar territorios regionales: la identidad más allá y más acá del estado nación.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
"Indios de verdade" e "indios de mentira": Identidade e Festa nas Tribos de carnaval. (#2282)
Jessyca Barbosa Marins 1; Luciana Oliveira Chianca
11 - UFPB.
Abstract:
O presente trabalho é fruto de uma reflexão acerca da manifestação carnavalesca conhecida como Tribos de Índio, na qual seus praticantes apresentam uma tribo, composta por indígenas com diversas atribuições: cacique, pajé, feiticeiro, caçador, curumins, espiões, invasores e contramestres, mas também personagens carnavalescos como porta-estandarte e músicos. Nossa pesquisa foi realizada através da observação direta da Tribo de Índio Guanabara (Mandacaru, João Pessoa/PB), num bairro que hoje concentra três das dez Tribos de Índio da cidade. Pautados em sua performance durante um grande desfile/concurso público oficial realizado na cidade por ocasião do Carnaval, em seus ensaios e em diversas situações cotidianas, buscamos apreender sua percepção sobre a própria identidade e as possibilidades políticas do reconhecimento extraordinário de uma identidade indígena cotidianamente encoberta. Percebemos ali o reforço de um estereótipo de “índio”, bastante sintonizado com o imaginário comum que distingue “índios de verdade” (portadores de sinais diacríticos específicos), e “índios de mentira”- aqueles que esses sinais apenas em momentos especiais, como em processos reivindicatórios ou, neste caso, na festa. No entanto, como expressão do patrimônio imaterial do bairro de Mandacaru, a Tribo de Índio Guanabara representa um recurso suplementar à visibilidade e ao reconhecimento de uma identidade urbana, trabalhadora e pobre (pois seus integrantes assim se reconhecem e afirmam), conciliando uma identidade negra- que lhes interpela cotidianamente- com outra, “perdida”, que é preciso “resgatar”, segundo suas próprias falas. Deste modo, eles recorrem a autoridades do “saber indígena”- reconhecidas localmente como fonte de informação e inspiração, e produzem uma síntese performática que envolvem elementos de uma suposta tradicionalidade indígena, com elementos outoctónes (como a Dança do Sapo e o ritual da Matança), englobando outros recursos musicais e dramáticos como seus imponentes Capacetes. Identificados como recursos técnicos e estéticos de outras linhagens culturais, estes últimos são valorizados em sua “tradição da boniteza”, permitindo a elaboração de uma performance espetacular ao mesmo tempo conforme e original, sintetizando esse falso paradoxo no desfile carnavalesco. Palavras-chave: Identidade; Carnaval e performance.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
Os griots afro-brasileiros: as vozes e a história (#2327)
Julio Souto Salom 11 - UFRGS.
Abstract:
Nos últimos anos assistimos à proliferação dos griots (ou griôs) no Brasil. O griot está documentada em sociedades da África Ocidental desde o século XIII até o presente, como uma casta de músicos cronistas. No Brasil atual, o termo griot vêm utilizando-se para nomear intelectuais e lideranças comunitárias negras. A sua divulgação ganhou força com a política pública cultural Ação Griô (2006-2009) que outorgava bolsas aos “Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Tradicionais”. Pela nova visibilidade do termo e seu atravessamento por uma política pública, muitas leituras tem entendido a adoção do termo “griô” como uma “reinvenção da tradição” que promove a adoção de uma identidade oportunista. Evitaremos esta abordagem que define de antemão os interesses, as identidades e a historicidade dos eventos, para observar os modos de existência e circulação deste objeto verbal, atentos ao desdobramento das suas potencialidades nos agenciamentos entre corpos e processos de subjetivação. Realizamos um acompanhamento etnográfico durante dois anos em uma rede local de griots afro-brasileiros, em Porto Alegre. Neste espaço geográfico limitado, percebemos a multiplicidade de agenciamentos que o termo promove. Escutamos griots intervindo em museus, bibliotecas ou escolas, em associações carnavalescas, quilombos e saraus (encontros poéticos). Seus trânsitos passam pelo movimento hip-hop, as religiões de matriz africana ou os movimentos negros de caráter político. As suas atuações podem envolver unicamente a fala, como uma contação de histórias ou intervenção em uma roda de conversa, mas também música, teatro de bonecos, dança ou capoeira. Ainda que a designação como griot recaia normalmente em um indivíduo singular, às vezes sua atuação articula um grupo consistente. Os achados desta abordagem nos permitem um entendimento do griot como multiplicidade ainda em estado de proliferação e instabilidade, problematizando os tópicos com os quais era apresentado: popular, oralidade e tradição. Sem maior elaboração, estes parâmetros interpretativos parecem apenas a reação dialética de termos que o eurocentrismo colonial define como seus: erudito, escrita, modernidade. Prescindindo destas polaridades, a oralidade não é mais entendida como um arquivo inerte transmitido de forma passiva por populações ágrafas, mas como um modo de inscrever no texto social narrativas ilegítimas. Esta performance de vocalização impõe a presença do corpo do griot, e com ele se destitui a ideia genérica do popular como amalgama indiferenciado ou mestiço. O corpo do griot é central para a instituição destas contra-histórias. A narrativa do próprio griot, como sobrevivência diaspórica de uma ancestralidade africana, é a primeira história que precisa ser afirmada para potenciar a inscrição de narrativas contestatórias. Como amostra, escutaremos como um griot, ao falar numa escola, explode as significações de um glossário de termos africanos (iorubá e quimbundo) incorporados na base lexical do português de Brasil mostrando o apagamento de sentidos, de forma a crioulizar a história de formação da língua.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
Accion civica y colaboración indígena en el genocidio guatemalteco de la Guerra Fria (#2684)
Marcia Esparza 11 - City University of New York (CUNY).
Abstract:
Mis estudios sobre el genocidio y la postguerra en Latinoamérica intentan contribuir a una sociología critica militar y criminológica desde un enfoque postcolonial que pueda contribuir a diálogos sobre las fuerzas armadas en el pensamiento social y sociológico latinoamericano. Basándome en el genocidio Guatemalteco (1981-1983) como caso de estudio examino las presiones históricas, socio-económicas, políticas y culturales impuestas a grupos campesinos Mayas enlistados en las llamadas Patrullas de Autodefensa Civil Centroamericano que incidieron en su colaboración con el ejército en el genocidio. Algunas de mis interrogantes son: ¿Cuales fueron las estrategias contrainsurgentes que utilizó el ejército para reclutar población indígena en sus fuerzas auxiliares para que estas arremetieran en contra de sus propias comunidades, familias y vecinos ?¿ Hasta que punto la sociología Latinoamericana ha confrontado las “zonas grises,” de las que nos hablo Primo Levi en su experiencia con el Holocausto, que determinan que sectores indígenas se conviertan a la misma vez en víctimas y perpetradores de crimenes masivos, de lesa humanidad? Para dar luces a estas interrogantes en este ensayo analizare la llamada “Acción Cívica que ha sido una estrategia contrainsurgente introducida por Estados Unidos y adaptada por los ejércitos locales (Handford?1965; Barber y Ronning 1996) desde los años 50 en Latinoamérica.[1] Esta consistía (y aun lo hace) en disfrazar a través de propaganda de guerra su misión de “seguridad” y “desarrollo,” de las familias empobrecidas para ganarse la simpatía y el apoyo activo de las familias campesinas. Mi análisis de fuentes orales y secundarias--que distan mucho de la sociología militar ortodoxamente cuantitativa-- demuestran que relaciones de colaboración con ejército tiene su continuidad histórica a partir del colonialismo interno que mantienen en pobreza extrema a familias y comunidades indígenas (Anders 1971; Blauner 1969; Cusicanqui; Gutiérrez 2004; Stavenhagen 1970; Quijano 2000). Esta subordinación socioeconómica ha sido de gran importancia para el reclutamiento de soldados y milicias Indígenas, como las llamadas Patrullas de Autodefensa Civil (PACs) en Guatemala. De este modo, reexamino la “situación colonial” analizada por la clásica trilogía comprendida por Aime de Césaire (2000), Franz Fanon (2008) y Albert Memmi (1991) en el contexto de la Guerra Fría, terrorismo de estado y genocidio en Latinoamérica. [1] Barber, F. Willard y C. Neale Ronning. 1966. Internal Security and Military Power. Counterinsurgency and Civic Action in Latin America. Ohio: State University Press. En Argentina ver, María Alicia Divinzenso. La transformación de las relaciones cívico-militares: la “Acción Cívica” del Ejército (1960-1983).
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
Respostas decoloniais do Povo Tapuia diante de imagens de controle de ser indígena brasileiro (#3409)
Ana Elizabete Barreira Machado 1;
Tânia Ferreira Rezende
21 - Instituto Federal de Goiás. 2 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
O pressuposto da Sociolinguística Crítica de Calvet (2012) de que o objeto de estudo da linguística é a comunidade social sob seu aspecto linguístico, é base de nosso trabalho, que prevê o estudo linguístico como um estudo social sobre as demandas linguísticas de determinada sociedade. O Povo Tapuia é um dos povos indígenas de Goiás, remanescentes do Aldeamento Pedro III ou Carretão, que foi estabelecido em meados do século XVIII e depois abandonado pelo Estado brasileiro. Entretanto, os remanescentes descendentes de Xavante, Kayapó, Karajá, negros e brancos, permaneceram no território e são hoje o Povo Tapuia do Carretão. No século XX passaram por um longo processo de espólio em sua luta fundiária e jurídica para, enfim, após décadas de enfrentamento, receberem a legitimação do Estado para permanecerem em suas terras, em 1999. Ao longo de todo esse processo, as e os Tapuia tiveram sua identidade indígena questionada por grupos externos, principalmente pelo fator linguístico, por serem considerados falantes de português. Entendemos que este questionamento e vigilância da identidade indígena serve a interesses de deslegitimação de sua identidade para a retirada de seus direitos de indígenas. Isso acontece também, como observamos, através da manutenção da imagem de controle (COLLINS, 2000) imposta aos indígenas brasileiros. O conceito de imagem de controle adaptado a este trabalho se refere a imagens estereotipadas e naturalizadas estabelecidas por um grupo de poder para manter relações sociais hierarquizadas, inferiorizando minorias e/ou mantendo-as distantes de suas auto-definições. A questão problema que tratamos é: diante de um contexto de imposição da imagem de controle de indígena brasileiro, caracterizada também pela língua, o Povo Tapuia do Carretão o responde (coletiva, consciente e politicamente) desnaturalizando essas imagens de controle e criando novas formas de ser indígena, e novas formas de saber língua, a essas respostas chamamos posturas sociolinguísticas decoloniais (QUIJANO, 1992). Nosso objetivo é discutir essas posturas sociolinguísticas decoloniais dos e das Tapuia, a partir da interpretação de suas reações frente à imagem de controle de indígena imposta ao Povo Tapuia. A metodologia é de interpretação de textos (GEERTZ, 2008) que compreendemos como localizados nos tempos-lugares em que essa imposição da imagem de controle foi exposta ao Povo: a) nas narrativas dos anciãos e anciãs, registradas na década de 1980; b) na pesquisa linguística de Braggio, feita na década de 1990; c) na formação dos professores e professoras Tapuia, na primeira década do século XXI. Temos como quadro epistemológico a Decolonialidade e a Teoria Social Crítica. Nossa abordagem teórica de interpretação do problema está baseada na interface da Sociolinguística Crítica de Calvet (2012), da Teoria Social Crítica de Collins (2000) e do Dialogismo Bakhtiniano.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
Novas mídias, velhos discursos: as formações discursivas midiáticas na configuração do imaginário popular sobre o indígena brasileiro (#6114)
Lia Vieira Ramalho Bastos 11 - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
Este estudo visa refletir sobre o discurso colonial e sua presença simbólica em conteúdos produzidos e reproduzidos pelas mídias digitais, que na contemporaneidade passam a contribuir de forma expressiva para a construção do imaginário popular brasileiro. A mídia, segundo Douglas Kellner (2004: 5), ao vir se configurando nas últimas décadas como um dos princípios organizacionais da economia, da política, da sociedade e da vida cotidiana, desempenha hoje um papel crucial no processo de construção e desconstrução das representações sociais. Deixa de se caracterizar apenas como veículo de informação para tornar-se, também, responsável pela produção de sentidos e significados que vão atuar de forma potente junto a formação de opinião e de imaginários sociais. Por meio de análises de formações discursivas em matérias jornalísticas - veiculadas em portais de notícias online do tipo “infoentretenimento” (KELLNER, 2004) - e de suas mais diversas repercussões, inclusive nas redes sociais, percebe-se que a imagem do indígena ainda permanece enquadrada por estereótipos e rotulações formados com o processo de colonização. Além de comentários pejorativos e preconceituoso gerados a partir destas matérias, vemos que algumas das formações discursivas que as compõe se mantêm fundamentadas em arquétipos de origem colonial e contribuem para manter as formas de representação dos povos indígenas fixadas na “fenda do selvagem” (TROUILLOT, 2003). Um lugar marcado pela diferença, pelo exótico, pelo desconhecido, que ao mesmo tempo, conforme Homi Bhabha (1998), torna-se familiar através da reprodução repetitiva de discursos caracterizados por estereótipos, criados a partir de modelos configurados por imagens simplificadoras, pejorativas e distorcidas destes sujeitos, que irão compor o imaginário popular. Seguindo por esta perspectiva, proponho trazer para a análise duas temáticas abordadas pela mídia digital jornalística, que aparentemente parecem distintas – marginalização e educação -, mas que se aproximam pela reprodução do discurso colonial em suas formações discursivas ou em suas repercussões, e que marcam presença frequente nos portais de “infoentretenimento” quando o assunto se refere aos povos indígenas. A intenção por trás desta escolha é nos fazer refletir sobre a hipótese de que, indiferentemente do tema abordado pela mídia digital jornalística, é possível perceber que no mundo virtual a população indígena encontra-se sujeita a uma violência simbólica, demonstrando que o discurso colonial ainda se mantém arraigado em nossos imaginários. Embora o avanço das tecnologias, a ampliação e a abrangência de novos formatos de comunicação, percebemos que velhos paradigmas e estereótipos advindos com o colonialismo continuam em atuação na configuração dos imaginários populares da sociedade brasileira.
06. Imaginarios Sociales y Memoria | Imaginario y lo étnico-racial |
Monday 04/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Psicología | 03 |
A invisibilidade negra na cidade de porto alegre: uma pesquisa sobre imaginários urbanos (#8577)
Helena Bonetto 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
O presente trabalho faz parte de um projeto maior de investigação de doutorado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, intitulado - A invisibilidade negra na cidade de porto alegre: uma pesquisa sobre imaginários urbanos, a qual se encontra no seu terceiro ano de desenvolvimento. O objetivo deste artigo é aprofundar as reflexões teóricas dos estudos sobre imaginários urbanos estabelecendo um diálogo com as narrativas dos sujeitos entrevistados e jornais pesquisados. A primeira etapa foi revisão bibliográfica da história de Porto Alegre, campo exploratório nos projetos do Museu do Percurso Negro e os Territórios Negros. A revisão bibliográfica sobre imaginários urbanos foi realizada a partir da abordagem teórica de autores: Alicia Lindón e Daniel Hiernaux, os quais se destacam pela valorização do simbólico para a compreensão dos fenômenos urbanos. Para os autores, os imaginários urbanos possibilitam ao pesquisador o entendimento das diferentes formas de habitar o espaço urbano e desvelam lugares que estão invisíveis nas grandes cidades. Sobre os imaginários urbanos, se faz necessário destacar que para Lindón (2007a, 2007b) são processos de qualificação dos lugares da cidade através das práticas socioespaciais dos sujeitos em determinados lugares da cidade, não estão desvinculados da história, da realidade dos lugares e ainda são compartilhados socialmente. Diante foram traçados estratégias metodológicas para compreender os imaginários urbanos relativos a cidade de Porto Alegre e a invisibilidade dos negros como sujeitos/agentes transformadores do espaço. As estratégias incluíram a conversa com pessoas que circulam no centro da cidade de Porto Alegre pelos marcos do Museu do Percurso Negro, escuta de narrativas com sujeitos envolvidos diretamente com a temática da pesquisa e por fim análise de jornais de grande circulação nos eventos da semana de aniversário da cidade, semana Farroupilha e semana da consciência negra. Os principais conceitos abordados são: quilombo, imaginários urbanos, imaginário topofílico, imaginário topofóbico e lugar. O trabalho pretende dar visibilidade as contribuições dos negros para formação da cidade de Porto Alegre e do estado do Rio Grande do Sul, tendo em vista que ainda nos dias de hoje, existe o imaginário social de que o sul do país é predominante branco de descendência européia.