14:00 - 16:00 Presentación de PONENCIAS
03. Producción, Consumos Culturales y Medios de Comunicación | Desigualdad social y cultural |
Monday 04/12 | 14:00 - 16:00 | Humanidades | 13 (SAMBARINO) |
A criminalização da juventude como sustentáculo do imaginário midiático da insegurança e da violência. (#3295)
Rafael Lima Gutierrez
1;
Cristiane Do Socorro Loureiro Lima 21 - ALEPA. 2 - UFPA.
Abstract:
A sociedade brasileira vivencia de um país inseguro e violento. Os dados do Atlas da Violência de 2016 mostram que o Brasil tem o maior número absoluto de homicídios do mundo, demonstrando uma escalada na violência face à vida. Este Atlas também atesta que homens (92%), jovens (52%), entre 15 e 29 anos, negros (77%) e com baixa escolaridade constituem a maioria das vítimas dos homicídios, revelando um extermínio seletivo.Neste cenário, identificamos que nossa política criminal centra esforços no aumento do encarceramento, avançando de 296.919 enclausurados em 2005 para 622.000 em 2015, conforme dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça. Desta forma, dobramos o número de pessoas encarceradas em apenas 10 anos e alçamos o inglório quarto lugar no ranking dos países com os maiores contingentes de pessoas privadas de liberdade. Cabe destacar, que os três países (Estados Unidos, China e Rússia) que lideram este ranking, aplicam políticas que vem reduzindo seus números, enquanto no Brasil, o aumento da taxa de aprisionamento foi de 33% apenas nos últimos cinco anos. Esta política de encarceramento em massa aplicada no país como “resposta” a violência, atinge prioritariamente o mesmo perfil socioeconômico que é exterminado pela violência que se devia combater. Assim, compõem-se as prisões brasileiras de negros (67%), jovens (56%), de 18 a 29 anos, com baixa escolaridade (92% não concluíram o Ensino Médio e 68% não concluíram o Ensino Fundamental). Neste cenário, objetivamos mostrar o processo de criminalização da juventude que vem ocorrendo no Brasil, como sustentáculo do imaginário midiático da insegurança e da violência.O regime democrático brasileiro acolheu a teoria dos direitos humanos e sedimentou a dignidade da pessoa humana como princípio norteador e basilar da democracia, dando caminho para a construção de um direito penal e processual penal que cumpram suas devidas funções na sedimentação democrática do país. Todavia, constatamos que a realidade brasileira pós-Constituição de 1988, é de aumento da verticalização da sociedade, através do extermínio e encarceramento da juventude negra, jovem e de baixa escolaridade. Neste contexto há uma disputa política entre os que legitimam o atual sistema e buscam a ampliação deste método (verticalização social com encarceramento) e uma frente articulada de direitos humanos que visa o respeito ao indivíduo, mas também a redução da violência, face o fracasso do método punitivo aplicado atualmente. Sendo assim, este artigo traz uma contribuição importante para o debate, destacando que é urgente uma reforma nas formas de comunicação. Contrapondo a criminologia midiática precisamos de uma criminologia militante, destinada a aplicação imediata e constante dos direitos humanos e de cidadania para frear o extermínio da juventude, o insustentável e ineficaz encarceramento em massa e alcançar a redução dos níveis de violência social.
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Ciberespaço e contra-hegemonia no Brasil apropriações alternativas das tecnologias de informação e comunicação e as redes sociais virtuais indígenas e negras (#3610)
Couto Barbosa Filipe Augusto 11 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
Este trabalho visa compartilhar os resultados preliminares de minha pesquisa de doutorado em sociologia, cuja tese consiste em demonstrar que indígenas e negros no Brasil tendem a se apropriar das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para produzir e disseminar discursos e imagens contra-hegemônicos e, destarte, reverter o processo de subalternização a que estão sendo submetidos desde iniciado o processo de instauração da colonialidade/modernidade nas Américas. Este processo de colonização compreende não somente a submissão dos corpos nativos e ‘afrodiaspóricos’ aos impérios mercantis de outrora ou capitalistas de agora, mas também do seu imaginário e suas culturas como um todo, tendo os povos dominadores se utilizado de todo artifício possível, desde a catequização e a proibição de suas línguas e práticas religiosas até a produção de discursos cientificistas propondo e atestando uma hierarquia cultural-racial eurocentrada e ocidentalizada. Para apreciação dessa tese, a pesquisa que venho vos apresentar está dividida em três frentes de empiria e análise (das técnicas de coleta ou produção e de tratamento de dados à metodologia para interpretação destes), as quais estão sendo executadas de modo alternado, atualizando-se constante e mutuamente, a fim de tornar o método tão flexível e versátil quanto os próprios sujeitos da pesquisa; a saber: (1) na primeira frente, procedo à observação de interações em mídias sociais e ao recolhimento de textos (matérias, posts, comentários, etc.), músicas, visualidades (signos, web designs, fotografias, vídeos) e material audiovisual em geral, em ‘lugares’ do ciberespaço (blogs, sites, fun pages na mídia social [MS] Facebook, perfis e canais na MS Youtube, perfis e tweets na MS Tweeter, entre muitas outras formas de manifestação do patrimônio cultural digital), o que se dá nos termos de uma ‘etnografia virtual’ dos rastros digitais dos sujeitos da pesquisa explicados segundo os significados dos próprios ‘conceitos nativos’, mediante análise sociolinguística; (2) na segunda frente, baseada em métodos digitais de mineração de dados e de análise de conteúdo e semântica, busco por padrões e tendências nas relações sociais estabelecidas em redes e comunidades indígenas e negras no ciberespaço; (3) e, por fim, a terceira frente serve a uma síntese explicativa destes meta-dados a partir da minha interpretação dos ‘conceitos nativos’, produzindo análises semiológicas e modelos sociológicos das interações dos indivíduos desses grupos nas suas redes virtuais. Os resultados das análises preliminares indicam que a atuação contra-hegemônica nas redes sociais virtuais indígenas e negras é uma tendência e, em geral, assumem três formas, a saber: (1) articulação sócio-política entre os indivíduos e suas comunidades; (2) afirmação da identidade cultural como fator de distinção cultural e não de subalternidade; (3) produção e disseminação do seu patrimônio cultural enquanto reescrita descolonial da história e meio de educação não-formal.
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Novas Mídias: formas novas de subjetividade, novas formas de controle (#4006)
Bruna Della Torre De Carvalho Lima 11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
No último ano, uma matéria da revista brasileira Veja publicou uma reportagem que elogiava a nova primeira-dama Marcela Temer como uma mulher “bela, recatada e do lar”. Após um golpe que derrubara a presidenta Dilma Roussef, reconhecida pela sua história de militância política e protagonismo na vida profissional, parte da mídia elogiava a passividade de Marcela, a mulher ideal que sabe o seu lugar, como parte da campanha de desmoralização da presidenta. Em resposta, muitas mulheres utilizaram as redes sociais para postar fotos que problematizavam o papel feminino na sociedade contemporânea. Ao mesmo tempo, ao serem inquiridas pelo site Intercept – à ocasião da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos –, empresas como o Facebook se recusaram a declarar se forneceriam informações de seus usuários ao governo norte-americano para o mapeamento da população. As chamadas novas mídias digitais têm gerado uma série de debates não só no âmbito das ciências sociais, como nos movimentos sociais, uma vez que tem sido um instrumento importante de mobilização política (lembremos de junho de 2013 no Brasil), mas igualmente enquanto um locus fundamental da própria luta política. Muitas vezes, no entanto, as novas mídias são protagonistas das novas formas de controle e os sociólogos entusiasmados tendem a ignorar alguns aspectos formais advindos de seu uso. O objetivo dessa comunicação é, com base na leitura de autores como Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, Guy Debord e Michel Foucault, discutir como conceitos como “indústria cultural” e “sociedade do espetáculo” ainda iluminam o fenômeno das mídias sociais. A ideia não é dispensar a priori as redes sociais como possíveis instrumentos políticos, mas atentar, como fez Foucault, para a inter-relação entre modos de “subjetivação” e formas de “sujeição” envolvidos nesses processos. Isto é, a ideia é debater como as novas possibilidades de subjetivação oferecidas pelas novas mídias, podem vir acompanhadas de novas formas de sujeição como, por exemplo, amálgama entre imagem e publicidade; imposição de novos modelos coercitivos de relação social (basta pensar em como as redes sociais passam a ser “obrigatórias” para a vida social e profissional, além de mais uma forma de controle estatal), entre outros. Trata-se também de levantar uma discussão relativa a função que as novas tecnologias de mídia assumem numa sociedade capitalista, para além dos efeitos que provocam e dos conteúdos que veiculam. Para tal, o arcabouço teórico formulado por Adorno e Horkheimer permite discutir a função da técnica no interior das dinâmicas da sociedade capitalista. A tese defendida pelos autores referente à indústria cultural ensejaria, por exemplo, uma interpretação das mídias que não a pensam apenas como novos veículos de cultura e informação, mas como um prolongamento do trabalho e das formas de controle social.
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Violações de direitos humanos de crianças e adolescentes sob a perspectiva do consumo individual e coletivo: uma análise a partir da ótica dos/as conselheiros/as tutelares em Recife-PE (#4161)
Alisson Rosendo
1;
Raquel Fernandes 11 - Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Abstract:
Mudanças nas relações sociais ocorreram no Brasil, especialmente quanto à inclusão social mediante melhoria na distribuição de renda, acesso ao consumo e ampliação de sistemas protetivos. Houve alterações no acesso aos bens de consumo individual, e não em igual proporção, de bens de consumo coletivo. O acesso a políticas de transferência de renda, bem como, a equipamentos de educação, saúde e assistência social, teriam o potencial de funcionar como redes de proteção social para crianças, adolescentes e suas famílias. Não representam ainda uma ruptura com os históricos problemas sociais da sociedade brasileira. Este novo cenário tem se caracterizado de forma cada vez mais complexa, nos colocando o desafio de interpretação e resposta às novas expressões da desigualdade social no país.É considerando o cenário atual de violações de direitos numa sociedade de consumo capitalista que esta pesquisa se reforça enquanto necessária, pois, contribui para a tomada de decisão em relação ao futuro do público infanto-juvenil num país como o Brasil, sobretudo frente as contradições sociais marcadas por um histórico de negação de direitos para crianças e adolescentes. Nesse sentido, o posicionamento dos/as conselheiros/as tutelares assumem significativa relevância, haja vista a responsabilidade de um trabalho com olhar na garantia de direitos que historicamente foram negados e/ou violados. A pesquisa vem sendo desenvolvida no contexto dos cursos de formação voltados para estes segmentos, coordenados pelo Observatório da Família e Escola de Conselhos/PE, projetos desenvolvidos na Universidade Federal Rural de Pernambuco, em parceria como curso de graduação em Economia Doméstica e o Programa de Pós-Graduação em Consumo, Cotidiano e Desenvolvimento Social. A presente proposta se fundamenta na importância destas políticas e de seus atores para assegurar proteção integral para crianças e adolescentes e na reconhecida dificuldade de atuação integrada entre os diferentes Sistemas. Como objetivo geral, pretende-se identificar e analisar a relação entre consumo e violação de direitos de crianças e adolescentes. A partir dos objetivos propostos esta pesquisa se apresenta com natureza qualitativa. Pretende-se iniciar as atividades a partir de um trabalho exploratório por meio de pesquisa bibliográfica e levantamento das normativas que orientam as políticas do Sistema de Garantia dos Direitos (SGD). A partir da compreensão sobre como se estruturam os sistemas, se passará ao levantamento e análise dos indicadores gerados a partir destes através do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência/SIPIA, com recorte para os dados gerados pelos/as Conselheiros/as Tutelares.
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Formación en Educación Digital Crítica: Voces desde la resistencia
Jorge Alberto Ledesma Saucedo
Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo
Doctorante del Instituto Superior de Ciencias de la Educación del Estado de México
jledesmatutor@gmail.com
(#8900)
Jorge Alberto Ledesma Saucedo 11 - Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo / Instituto Superior de Ciencias de la Educación del Estado de México.
Abstract:
Para Werner E. Breede, Professor de la Universidad Libre de Berlín (1987), Paulo Freire fue un pionero en Brasil de los medios de comunicación: diapositivas (acetatos), cine, teatro, vídeo y televisión formaron una parte esencial de su método de alfabetización de adultos. Sin embargo, desde entonces, existía una falta de democratización en el acceso, uno de los puntos esenciales es que hay analizar con cuidado las fuerzas que ponen en movimiento la instalación y la puesta en práctica de las nuevas tecnologías y medios de comunicación en la educación, de ahí la importancia de una visión crítica del uso y no abuso de las tecnologías. La red y las redes que se tejen gracias a ella, han generado un creciente movimiento por la libertad de expresión y la toma de conciencia social, muchas de ellas pronunciándose por un “mundo donde quepan muchos mundos”. Es así que en el agonizar del siglo XX y nacer del siglo XXI el Ejercito Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) “Los zapatistas”, han dado un mensaje contundente al mundo: Nos han mostrado la relevancia del uso critico de las tecnologías, las redes sociales y de los medios digitales en general, al paso del tiempo se han comportado como un grupo en resistencia que han mantenido un ejemplo de organización local y comunitaria con difusión global, en el presente siglo la lucha no es sólo es por el agua y recursos, el campo en pugna también es la información, la comunicación y su interpretación/conocimiento y circulación. Los zapatistas han difundido su voz a través de los “medios libres”, “Alterntivos”, “Autónomos” o “Como se llamen” (Subcomandante Galeano), tomado los medios “para alzar su voz”, esto es una enseñanza de la praxis de la educcomunicación y la cultura digital crítica[1]. El objetivo se centra en realizar aproximaciones, por un lado, de quienes desde movimientos sociales como (como el del EZLN) realizan la denuncia de abusos, donde los medios masivos y comerciales callan; se busca tener a la información y al conocimiento como un derecho, por otro lado, la necesidad de estar formado social y humanísticamente para su divulgación, donde el alfa y omega de todo proceso educativo es el diálogo (comunicar/poner en común/ desde y para la comunidad), es la condición fundamental para el aprendizaje, en donde los formadores de futuros maestros debemos aprender de lo que las nueva generación enfrentan con la irrupción de nuevos dispositivos tecnológicos (la acelerada irrupción que desplaza los “Viejos” y “nuevos” dispositivos tecnológicos en fracciones mínimas de tiempos), la “líquida vigencia” nos acorta los tiempos y vigencias de formación, de ahí la necesidad de educarnos en el uso crítico de las tecnologías, la cuestión es prepararnos con ellos, sin prejuicios de jerarquías, es en la formación inicial de un docente donde debe existir ésta interacción mediada por una orientación previa donde se debe contar con los elementos necesarios para sobrevivir/“surfear” como dice Bauman, Z. (2002) estos tiempos líquidos.
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Mujeres negras y la hermeneutica de la sujecta: estratégias de enfrentamiento y las resistencias contra el racismo y el sexismo en el periodismo como profesión en el Brasil (#9112)
Isabel Clavelin 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
Este artículo, busca articular el cuidado de si por medio de la hermenéutica del sujecto a partir de la perspectiva de las mujeres negras en un proceso continuo y existencial de enfrentamiento al racismo y al sexismo. La basis son los discursos de las profesionales afrodescendientes sobre el periodismo como profesión en el Brasil. La toma de consciencia sobre las opresiones raciales y sexistas les tienen generado percepciones singulares sobre desventajas profesionales y las llevó a la gestión diferenciada de las relaciones laborales y la exposición de las tensiones raciales y de género en las rutinas productivas del periodismo por el coraje de decir sobre las resistencias de identidad y la revelación del agotamiento de la doxa de la comunidad discursiva debido a la influencia del mito de la democracia racial y negación de las desigualdades de género. Esa operación está vinculada a la afirmación política de las mujeres negras, en general, como sujectas políticas y las peleas cotidianas hacia el racismo y el sexismo hasta las movimentaciones políticas más recientes, tales cuales la Marcha de las Mujeres Negras contra el Racismo y la Violencia y por el Bien Vivir.
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Pornografía y sociedad. Una lectura interdisciplinaria desde las ciencias sociales. (#2173)
Jorge Luis Valdebenito Allendes 11 - Universidad de Valparaíso.
Abstract:
Desde una sistematización de antecedentes y trabajo etnográfico, la presente investigación describe interdisciplinariamente la relación entre la pornografía y la sociedad expresada en Santiago de Chile. El énfasis está puesto en la experiencia de un primer ingreso al cine Mayo, uno de los cines pornográficos más conocidos de la ciudad. Se ponen en relieve las características de este lugar así como las interacciones que se establecen entre sus asistentes. El interés se sitúa en el desarrollo de observaciones que puedan contribuir hacia una conceptualización del fenómeno que sea capaz de contener su complejidad, problematizando las nociones que comúnmente se asocian a este. Esta versión corresponde a un resumen del registro de una visita realizada el miércoles 6 de enero del año 2016.
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Morfología territorial de la ciudad de Antigua Guatemala como núcleo preferencial para la actividad turística, una dicotomía entre la cultura y la globalización (#3228)
José Alberto Garibay Gómez 11 - Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora.
Abstract:
En la actualidad, la actividad turística se ha visto renovada gracias al surgimiento de nuevos tipos de turismo que derivan del potencial que se identifica en elementos naturales y culturales. La patrimonialización de los recursos ambientales y culturales ha provisto a las naciones de toda una serie características singulares que son objeto de atracción en el sentido de la apreciación, el conocimiento y la recreación. Para los actores externos, la idea de conocer e involucrarse en la cultura de otras poblaciones y conocer sus modos de vida y su precepción de la naturaleza es el objeto detonante de los flujos que se generan a diversas escalas. El hecho de convivir en un ambiente ajeno a la cotidianeidad y permanecer en un sitio cuyas características distan de la vida diaria, el trabajo y la rutina serán las causas que favorezcan al turismo y lo posicionen como una de las actividades que generan mayor número divisas en algunos países. No obstante, el turismo como actividad económica refiere una espacialidad, es decir, se determina por las aptitudes del territorio y ésta determina al territorio en cuanto a su habilitación. El espacio receptor de los flujos de turistas se transforma en el escenario que acoge en un sinfín de “comodidades” al visitante, lo acerca a su destino y le provee las condiciones óptimas para concretar su experiencia de la mejor manera. Esta transformación del espacio funge no solamente como una habilitación en términos de la acumulación de facilidades para esta dinámica, es también un reflejo de toda una serie de demandas exigidas por parte de los turistas y que ya no sólo se traducen a ventajas y capacidades, este proceso trae consigo una combinación cultural, la “digestión” de una cultura en términos de territorialidad. Con el fin de explicar la situación que converge en la actividad turística y las transformaciones sociales y espaciales que se puedan generar, este trabajo tiene como objetivo analizar los elementos que convergen en la ciudad de Antigua Guatemala y que la posicionan como núcleo preferencial para la actividad turística en América Central en dos discursos, por un lado, los recursos culturales que ahí prevalecen y que se identifican como el principal elemento para esta actividad, y por otro la habilitación del territorio en torno a la misma y que crean un paisaje multicultural debido a la mescolanza de identidades que ahí se han establecido, resultado de las oportunidades que esta ciudad representa en términos económicos.
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¿Se puede vivir del arte? Una reconstrucción de trayectorias educativas y laborales de egresados de la carrera de Artes Plásticas de la FBA, UNLP (#3349)
María Leticia Fernández Berdaguer
1;
María Delfina Zarauza 1; María Julia Cipriano
11 - Facultad de Bellas Artes UNLP.
Abstract:
Este documento es un avance de investigación que venimos realizando desde el proyecto “Jóvenes universitarios. Trayectos, aprendizajes y proyecciones”, el cual se encuentra radicado en la facultad de Bellas Artes de la Universidad Nacional de La Plata. Nuestro interés es analizar y caracterizar los procesos de formación de trayectorias educativas y laborales de estudiantes y graduados de dicho establecimiento. Las trayectorias laborales y educativas de los jóvenes constituyen desde la década del ’90 hasta la actualidad un tema de fuerte preocupación. El incremento del desempleo que se experimentó en nuestro país a partir de la implementación de políticas neoliberales han complejizado los procesos de incorporación de la juventud al mercado de trabajo. Diversas investigaciones han abarcado esta problemática tratando de generar un aporte para el diseño y puesta en marcha de políticas dirigidas a apoyar los procesos de inserción laboral en los jóvenes. Sin embargo, el trabajo en el sector cultural no ha sido contemplado por estos estudios, siendo escasos los autores que se propusieron abarcar el tema en este ámbito. Ellos remarcan como causa principal de esta ausencia de investigaciones la persistencia de un supuesto romántico que coloca al arte como una esfera autónoma, separada del resto de las actividades humanas. El modo en que esta concepción interviene, incluso en la actualidad, dentro de los procesos de valorización y definición de la producción artística, invisibiliza la dimensión económica y laboral de dicha práctica asentando la dicotomía entre arte y trabajo. Sin embargo, con el advenimiento de los medios de comunicación y la proliferación de las industrias culturales se dio lugar a una redefinición de dicho paradigma. Los fenómenos artísticos pasaron a ser considerados como producciones mercantiles de carácter simbólico que involucraban una dimensión económica. Con ello comenzaron a cobrar gran importancia los distintos procesos de producción, circulación y apropiación de producciones artísticas y el modo en que cada uno de ellos impacta en la construcción de trayectorias laborales y artísticas de los propios artistas. En el presente trabajo nos proponemos profundizar sobre esta problemática y analizar el modo en que se hace presente dentro del circuito artístico platense. Para ello seleccionaremos algunos casos particulares, egresados de la Facultad de Bellas Artes, y trataremos de reconstruir sus trayectorias artísticas, educativas y laborales. Utilizaremos una metodología cualitativa; la recolección de datos la realizaremos a partir de entrevistas en profundidad y observaciones participantes, donde acompañaremos a estas personas en sus prácticas laborales y artísticas. La intensión es contrastar estas observaciones con nuestros estudios previos realizados con una metodología más cuantitativa.
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Monday 04/12 | 14:00 - 16:00 | Humanidades | 13 (SAMBARINO) |
Neoliberalismo y globalización: las condiciones para la pensar el campo fotográfico argentino en la década de 1990 (#3591)
Silvia Pérez Fernández 11 - Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
La evolución del campo fotográfico argentino a lo largo de los años 80s estuvo atravesada por un fuerte intento de legitimación cultural del medio. El reconocimiento de la denominada “fotografía de autor” al final de dicha década significó tanto un cambio en la hegemonía del propio campo, cuanto el punto de llegada de una política que los fotógrafos se dieron hacia los campos cultural y artístico, en el contexto general de la sociedad de la “transición democrática”. Así, el fotoclub, institución que hegemonizó la práctica hasta finales de los 70s, fue desplazado por grupos que renovaron estética y organizativamente las formas de producir fotografía, e interactuaron propositivamente con un Estado carente de políticas específicas. El presente trabajo se propone elaborar una sistematización respecto de las condiciones locales y globales que constituyeron el marco externo de la evolución del campo en la década siguiente: el impacto de las políticas públicas culturales y económicas durante las presidencias de Carlos Menem y la creciente internacionalización de los circuitos de circulación de fotografía. Así, interesa particularmente distinguir los rasgos de un nuevo período de institucionalización como sustrato de nuevos discursos y prácticas fotográficas. La ponencia constituye una prolongación de la tesis de doctorado de la autora sobre la evolución del campo fotográfico en la Ciudad de Buenos Aires durante la década de 1980 y se nutre de similares fuentes: revistas de circulación periódica, entrevistas, catálogos y otros documentos.
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O programa Big Brother Brasil 2016 e a disputa por enquadramento. (#3612)
Nelson Rosário De Souza 1;
Tatiane Berdusco
11 - UFPR.
Abstract:
O objeto do presente trabalho é o reality show brasileiro Big Brother Brasil (BBB) de 2016, o qual será analisado dentro da perspectiva teórica francesa “mídiaculturas”. A “midiaculturas” trás dos Estudos Culturais Ingleses a ênfase nas práticas cotidianas dos públicos, entendendo-os como sendo construtores de sentido, pois, têm poder de agência. Assim como, incorpora a concepção antropológica não hierárquica de cultura e conceito de esfera pública ampliada e polifônica. Enxergamos que os produtos ‘midiaculturais’, e mais especificamente o BBB, dizem algo da realidade, das relações sociais e dos conflitos entre movimentos culturais. Para mostrar que o público é construtor de sentido escolhemos episódios que retrataram a violência contra a mulher. Analisamos como eles foram enquadrados pela emissora na página oficial do programa BBB no Facebook; e comparamos com os enquadramentos propostos em páginas do movimento feminista, também do Facebook, para os mesmo episódios. Adotamos o conceito de enquadramento de Judith Butler que, por sua vez, adapta o conceito de Erving Goffmann. A perspectiva metodológica será do enquadramento, mais conhecida como framing analysis, aprofundada por Butler, pois ela enfatiza a necessidade de se refletir sobre as representações do conflito nos meios de comunicação. Ou seja, as formas como o conflito é enquadrado são essenciais para garantir a legitimidade e, portanto, sua viabilidade politica. O público acatou o enquadramento proposto pela página oficial do BBB quando o assunto foi violência contra a mulher? Que outros enquadramentos foram produzidos pelo movimento feminista em suas páginas sobre os mesmo casos? A hipótese é que o público produz ressignificações, ou seja, não absorve de forma passiva os quadros e vieses propostos pela mídia. As apropriações e ressignificações apontam o estágio atual das disputas discursivas. Os novos enquadramentos propostos por agentes do movimento feminista são elementos importantes do jogo e podem ser alvo também de reapropriações por parte dos produtores ‘midiaculturais’. Observamos nas páginas do Facebook uma nova maneira de enquadrar as situações de violência. A audiência feminista resistiu aos enquadramentos impostos pela grande mídia. Foram abertas novas possibilidades de apresentar os problemas para o grande público, produzindo outras formas de engajamento ético e afetivo.
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Cultura digital, nuevos discursos, una mirada desde la Sociología del Marketing: El caso de la comunidad marca Inca Kola en la red social Facebook. (#3664)
Wns Kevyn Montes Pucce 11 - Universidad Nacional Mayor de San Marcos.
Abstract:
Las empresas comerciales han comprendido que el proceso de fidelización de sus marcas comienza desde los jóvenes, por lo que han encontrado en las redes sociales un espacio adecuado para desarrollarlo. Los mercadologos mediante la comprensión de los códigos culturales de un público determinado, producen un discurso comercial que seduce y permita que el producto promovido sea consumido. Esta práctica se reproduce en buen grupo de empresas por lo que es importante conocer el impacto cultural de estos discursos en los jóvenes. Por lo tanto, tenemos como objetivo explorar la formación del discurso de la comunidad marca Inca Kola (gaseosa) en la red social Facebook. Explorar el proceso de construcción del discurso comercial de la marca desde la vida cotidiana de los productores culturales y el impacto que tiene el discurso dentro de la comunidad marca. Para ello, utilizamos el método etnográfico virtual para observar la cotidianidad de la comunidad y comprender en base a entrevistas las acciones de los actores (mercadologos de la marca y seguidores más constantes). Encontramos que los productores culturales de Inca Kola están conformado por un conjunto de consultoras que realizan el trabajo desde el estudio del consumidor hasta la producción publicitaria en las redes sociales. El Insight, identificado por estas consultoras en los jóvenes, es el de la “creatividad peruana”, entendida como la capacidad que tiene el joven peruano para superar las dificultades de la vida cotidiana, como el desempleo por medio del emprendimiento. Estas actitudes son motivos de orgullo que identifica al joven peruano. Para proyectar mejor este concepto, la marca se humaniza y se personifica en una adolescente de 18 años, el cual tiene la característica de ser pícara, graciosa, astuta y orgullosa de la creatividad peruana. Se percibe la subjetividad de la marca mediante sus opiniones de sus publicaciones (imágenes, videos, gif, otros) que son de interés en adolescentes y jóvenes. Esta facultad permite que estos últimos interactúen con la marca, generando nuevas interacciones no propio de otras épocas. El discurso de la marca es posible por la capacidad de producir y comunicar, de manera constante, por el equipo publicitario de la marca; promoviendo un marco interpretativo más fuerte que contagia a sus seguidores. Esto nos lleva a entender que a pesar que en las redes existe una relación bidireccional entre la marca y los seguidores, existe una relación asimétrica de poder. Y esto se manifiesta en el uso del seguidor (de la marca) de las publicaciones de la marca Inca Kola como insumo para proyector su identidiad en las redes sociales. Concluimos que estas prácticas ayudan a fortalecer el discurso individualista en los jóvenes como salida de la pobreza, fortaleciendo la estructura del Capitalismo Estético.