08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
17. Trabajo y Restructuración Productiva |
Friday 08/12 | 08:00 - 10:00 | Ciencias Sociales | G2 |
Reflexão histórico-evolutiva do Estado de Goiás e da crise instalada no século XXI: Estudo dos impactos econômicos atingíveis ao social e político abstraído dos últimos dez anos (#0177)
Eumar Evangelista De Menezes
1; Rildo Mourão Ferreira
2;
Paulo Henrique Carvalho Rodrigues1; Walter Jayme Neto
11 - UniEVANGÉLICA - Centro Universitário de Anápolis. 2 - UniEVANGÉLICA - Centro Universitário de Anápolis; UNIRV - Universidade de Rio Verde.
Abstract:
Busca-se a ampliação da compreensão do tema crise econômica, através de análise quantitativa e qualitativa das crises econômicas globais, intrínseca e extrinsecamente, bem como seus efeitos no Brasil e especificamente no Estado de Goiás. Dado que a recente recessão econômica foi a pior desde a Grande Depressão de 1930, sendo suficientemente profunda para abalar a economia global, modelos econômicos e práticas de negócios e de mercado, é visível que as suas consequências também afetaram a economia brasileira em larga escala atingindo diretamente o Estado de Goiás, outrossim não se restringindo apenas a fechamento de operações de crédito e variação do Produto Interno Bruto, pois tal recessão atingiu diretamente a estrutura dos estados e indiretamente as estruturas política e social do País. Os estudos foram realizados em frentes metodológicas com abordagem empírica, fenomenológica e dialética, bem como métodos observacionais, por meio de pesquisa quantitativa, atingindo obtenção de dados qualitativos e estatísticos acerca de efeitos das crises econômicas que atingiram o Estado de Goiás.
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“Pereirão, seu marido de Aluguel”: sobre a representação midiática da mulher no mercado de trabalho contemporâneo (#0450)
Welkson Pires11 - Universidade Federal de Alagoas.
Abstract:
Tendo em vista a proximidade que mantêm com as condições sócio-históricas em que surgiram, os discursos da mídia se apresentam enquanto instância privilegiada à compreensão das sociedades em que se desenvolvem: através de suas representações, a mídia nos oferece um caminho profícuo à apreensão das variadas formas de articulação entre os sujeitos e das situações que os cercam. Em última instância, o texto midiático nos permite alcançar as próprias relações de poder ao evidenciar as hierarquias (posições) sociais que dão forma a configuração social. Seguindo essa orientação, propomos pensar a representação midiática da mulher, no que concerne a sua atual posição no mercado de trabalho, a partir da análise dos personagens desenvolvidos na telenovela brasileira “Fina Estampa”. Nosso foco recairá sobre a inserção da mulher em espaços laborais que outrora eram predominantemente assumidos por homens. Situando contemporaneamente essa problemática, estamos interessados em apontar não apenas as transformações no posicionamento da mulher, como também, e principalmente, analisar como estão configuradas as percepções e representações sociais que lhe são correspondentes.
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O Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI) e o mantra do atender as expectativas dos jovens tornando a escola um lugar atraente: o fetichismo da individualidade é radicalizado com a Reforma do Ensino Médio via Medida Provisória 746. (#1673)
Gilberto Nogara 11 - Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.
Abstract:
Partimos do pressuposto que a Medida Provisória 746 - Reforma do Ensino Médio - é o vértice de políticas educacionais que vinham sendo implementadas desde o ínicio do século XXI, principalmente por meio de programas-casado, como por exemplo, o Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI). Para além da articulação interna entre programas experimentais que viram políticas educacionais, é preciso estabelecer as relações entre estas políticas internas com as recomendações voltadas à educação por parte dos organismos multilaterais, notadamente o Banco Mundial. Deste modo, numa primeira parte deste trabalho tratamos sobre o alinhamento do Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI) com o Banco Mundial a partir da análise dos documentos orientadores do ProEMI (2009a; 2011; 2013; 2014) e do documento Learning for all: investing in people’s knowledge and skills to promote development. World Bank Group Education Strategy 2020 (2011). Tivemos a seguinte pergunta de partida: o ProEMI no contexto das políticas do Banco Mundial visa a formação de um trabalhador de novo tipo? Para responder a esta pergunta, torna-se imprescindível partir do processo de reestruturação produtiva do capital para compreender a relação trabalho e educação na atualidade. Observamos que as características deste trabalhador de novo tipo são reafirmadas nos documentos do Banco Mundial e nos documentos orientadores do ProEMI. Contudo, o elemento novo neste novo tipo de trabalhador é a internalização dos valores do sociometabolismo da barbárie (MÉSZÁROS, 2008) passando a ocorrer no processo de escolarização, ou seja, antes mesmo da inserção de boa parte dos estudantes no mundo do trabalho. Esta é uma estratégia de tipo avançada, enquanto no processo de reestruturação produtiva o ideário toyotista e suas inovações tecno- organizacionais e sociometabólicas buscava capturar a subjetividade dos trabalhadores no chão de fábrica e através da cooptação dos sindicatos (ALVES, 2012), agora, a escola torna-se o lócus privilegiado de adaptação para um mundo em crise, onde é cada vez mais comum formas de trabalho precarizadas e cada vez menos comum qualquer estabilidade empregatícia. Para além dos elementos destacados - e avançando na nossa tese de que a MP 746 é o vértice de políticas educacionais testadas experencialmente - é preciso não perder de vista uma categoria que é central na discussão sobre o ensino médio, flexibilidade, neste sentido, a segunda parte deste trabalho explora os seguintes eixos da MP 746: a) em que pese as alterações contidas na MP 746 o direcionamento permanece o mesmo de políticas anteriores, a ampliação do tempo do estudante na escola, a flexibilização curricular e o estabelecimento de parcerias de acordo com a concepção de sistema educacional ampliado; b) a MP 746 é a materialização das recomendações do Banco Mundial; c) a existência na MP 746 de um amalgamento entre o ideário escolanovista e tecnicismo (Lei 5.692/71).
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Capitalismo Contemporâneo, Reforma do Estado e o Novo Servidor Público Pós-Fordista: O Caso da Receita Federal do Brasil (#3071)
Magalhães Cleber 1; Cardoso Luís Antônio
11 - UFF - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
A partir do avanço do processo de reestruturação produtiva na década de 1990 ocorreram mudanças profundas e continuadas em muitos setores da Economia, do Estado e da Administração Pública que propunham inserir o Brasil no contexto da chamada nova ordem mundial. Inúmeras alterações na legislação em seus variados níveis foram realizadas para adequar o país ao que dele esperava o “Mercado”, o novo senhor da economia internacional. No pós-fordismo do final do Século XX e do início do Século XXI urge-se que apareça um novo modelo de Estado, mais flexível e mais competitivo, e, com ele, um novo trabalhador, adaptado ao que o mundo “pós-fordista” exige. Na Administração Pública brasileira, em especial na Receita Federal do Brasil, uma carreira de Estado, também foi necessária a criação de um novo servidor público, um novo Auditor-Fiscal adaptado ao que dele espera o pós-fordismo: cada vez menos uma autoridade do Estado, cada vez mais um novo servidor flexível do governo do momento. Este trabalho, que é o resultado de uma pesquisa de doutorado (de um estudo de caso), já concluída, tem como objetivo analisar essa nova configuração do capitalismo e seus efeitos sobre o serviço público, evidenciando a forma como a flexibilidade do trabalho, tão central no mundo industrial e serviços, se instala no Estado, configurando um novo tipo de trabalhador público flexível e ideal. Para tal, esse trabalho, vai procurar analisar o caso a partir de três eixos: no primeiro, procuramos expor o problema da criação de um novo padrão de Estado no pós-fordismo, bem como as tipologias e elementos que advém desse processo de reforma, evidenciando suas características, contradições e paradoxos. Nos dois eixos seguintes analisamos o caso da Receita Federal do Brasil, no qual o processo de reforma do Estado Brasileiro, seguindo o curso de ajuste ao pós-fordismo internacional acaba por criar uma nova estrutura de serviço e de servidor público flexível e competitivo, ajustado a esse novo paradigma, bem como revelando o caráter contraditório e paradoxal do processo.
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Aparência e essência: para além das longas jornadas de trabalho dos caminhoneiros e caminhoneiras no Brasil (#4375)
Alessandra Rodrigues Freitas 11 - Universidade Federal de Uberlândia.
Abstract:
O presente trabalho busca apresentar uma síntese da pesquisa desenvolvida durante o mestrado e articular teoria e realidade concreta a a partir de reflexões acerca da condição de trabalho dos caminhoneiros (as) no Brasil observada durante o trabalho de campo participativo realizado e a análise dialética de Karl Marx entre produção e circulação. Mesmo havendo no Brasil a regulamentação da jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais, na indústria do transporte rodoviário de carga até 2012 os trabalhadores exerciam suas funções desprotegidos de qualquer controle do tempo de trabalho por falta de uma regulamentação específica. Somente depois de mais de 10 anos de tramitação de um projeto de lei específico, os (as) caminhoneiros (as) conseguiram regulamentar seu tempo de direção e de descanso. Conquista duramente atacada e flexibilizada em 2015 diante do interesse de setores economicamente fortes na sociedade brasileira, como o agronegócio. A jornada dos caminhoneiros(as) no Brasil é conhecida por sua extensa duração, havendo casos de 40, 60 e até mais horas de trabalho contínuas. Essa realidade para os trabalhadores e para a própria sociedade é perigosa diante da realização do transporte em vias de utilização pública, respondendo por parte significativa dos acidentes rodoviários. Mesmo assim, os interesses econômicos colocam-se em primeiro lugar fazendo perdurar essa dura realidade até mesmo depois da regulamentação. Tal situação coloca-se de forma mais compreensiva no exercício de romper a realidade aparente e buscar entender a relação dialética entre as longas jornadas de trabalho e o processo de acumulação no modo de produção capitalista. A indústria do transporte, através do estudos de Karl Marx, permite-nos pensar a dialética entre produção e circulação e como o aumento do tempo de trabalho pode, contraditoriamente, reduzir do tempo de rotação do capital, ou seja, o tempo necessário para produção e realização do valor e assim, potencializar o processo de acumulação de mais-valor. Por isso, as longas e intensas jornadas de trabalho dos caminhoneiros(as) reduzem o tempo necessário, porém negativo, de deslocamento de mercadorias na relação espaço-tempo e com isso possibilita a acumulação do mais-valor anual, ou seja, a acumulação do valor gerada através da rotação do capital e da relação dialética entre produção e circulação. Concretamente, mesmo diante do desgaste físico desses trabalhadores, o pagamento por produtividade, ou pagamento por peça, pressiona o trabalhador a cada vez mais prolongar seu tempo de trabalho em busca de melhores remunerações. E no âmbito macro, proporciona o retorno mais rápido do capital investido e potencializa a exploração da mais-trabalho e, portanto, do mais-valor. Assim, a indústria do transporte se coloca como uma indústria estratégica entre a dialética produção-circulação.
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Relações sociais de gênero, divisão sexual do trabalho e precarização no ambito do sistema único de assistência social, no município de João Pessoa – PB (#4627)
Lidiane Cavalcante Tiburtino 11 - Centro Educacional de Ensino Superior de Patos - LTDA.
Abstract:
O referido trabalho tem seu fundamento central nos resultados da pesquisa “Relações Sociais de Gênero e Precarização do Trabalho: um estudo sobre as contradições de gênero no processo de expansão dos espaços sócio ocupacionais das/os Assistentes Sociais na política de Assistência Social”, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Outrossim, o fio condutor que deu origem ao artigo fundamenta-se na necessidade de trabalhar a transversalidade da categoria gênero com as demais categorias históricas que explicam e constituem as relações sociais, compreendendo como se desenvolvem os processos de trabalho onde se inserem as/os assistentes sociais, no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no município de João Pessoa - PB. Desse modo, o processo de realização da pesquisa compreende agregar esforços intelectuais, priorizando a análise de como as contradições das relações sociais de gênero que permeiam o processo de expansão e precarização do trabalho das/dos assistentes sociais no SUAS em João Pessoa – PB, são determinadas e determinantes ao referido processo. Para tanto, os procedimentos metodológicos constituíram-se no aprofundamento em torno de temas como a divisão sexual do trabalho, patriarcado e hierarquia de gênero até a análise sobre o processo de constituição da profissão e o levantamento documental da realidade da Assistência Social no município de João Pessoa/PB. Realizou-se a coleta empírica por meio de entrevistas com amostra das/os assistentes sociais inseridos na atuação da política de assistência social do município, fundamentando-se no método crítico dialético para a análise da realidade social. Considerou-se que sujeito e objeto são duas dimensões de um mesmo processo, ou seja, não existem independentemente da tividade, da práxis, e se constroem de tal modo na e pela relação social, o que demonstra o caráter não estático do sujeito e, por conseguinte da construção do objeto de estudo, considerando que o sujeito integra e interage de maneira permanente na realidade objetiva na qual está inserido. Destaca-se que para entender o processo de expansão da política de Assistência Social e a precarização do trabalho a que as/os assistentes sociais estão submetidos, na referida política, faz-se necessário a discussão das contradições em torno da constituição das relações de gênero, como um ponto fundamental na configuração dos processos de trabalho onde estão inseridos/as os/as assistentes sociais. Uma das aproximações conclusivas evidencia a divisão sexual do trabalho, como uma questão preeminente no âmbito do cotidiano profissional, correlacionando os dados da pesquisa com a problemática da precarização do trabalho nos espaços sócio ocupacionais, no âmbito dos processos de trabalho.
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“Elas são quase da família”: trabalho, identidade e trajetórias de domésticas residentes (#4720)
Marta Valeriano 11 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
Partindo da literatura sociológica sobre trabalho e gênero, o presente trabalho é resultado e parte de uma pesquisa de mestrado em que se que se buscou analisar o trabalho, a identidade e a trajetória de domésticas que moram no local de trabalho (as domésticas residentes), foi escolhida a cidade de Goiânia para o estudo de caso. Não há muitos estudos sobre a trabalhadora doméstica residente; a literatura aponta que, desde o início dos anos 90, houve uma considerável diminuição nessa categoria de trabalhadoras domésticas. Atualmente, no Brasil, as domésticas residentes correspondem a 1,8% do total de trabalhadoras/es domésticas/os de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra e Domicílio (PNAD-2014). Entende-se que mesmo com o baixo número de domésticas residentes (se comparado às outras tipificações do trabalho doméstico), essa categoria carece de uma atenção por parte dos estudiosos do trabalho e dos agentes da lei, pois se trata de uma ocupação em que a trabalhadora está vulnerável ao não cumprimento da lei e as várias formas de precariedade no trabalho. A prática metodológica da pesquisa compreendeu investigações quantitativas e qualitativas, entre elas: análise em base de dados governamentais como a PNAD e a realização de entrevistas semi-estruturadas com trabalhadoras domésticas residentes, além de aprofundamento bibliográfico e análise de documentos jurídicos, textos e relatórios sobre o trabalho doméstico e as trabalhadoras domésticas. Os resultados apontam que houve algumas alterações no cenário do trabalho doméstico no Brasil bem como algumas permanências. Permanece como uma ocupação exercida majoritariamente por mulheres, e, em sua maioria, mulheres negras. Caracterizada por baixos rendimentos, baixa taxa de sindicalização e informalidade. A relação empregado/empregador é fortemente marcada pela pessoalidade, o que descaracteriza o caráter profissional da ocupação. Forja-se em alguns casos uma relação quase que familiar. Todas essas características as colocam vulneráveis ao não cumprimento da lei, principalmente em relação à jornada de trabalho. Em sua maioria migrante, para as trabalhadoras domésticas residentes morar no local em que trabalham é uma estratégia de sobrevivência conveniente logo que chegam à cidade grande. Entretanto, a convivência com os patrões e a adaptação à rotina familiar na qual ingressaram são para elas pontos difíceis e negativos nessa ocupação. A desvalorização e os estereótipos ligados à figura da trabalhadora doméstica contribuem para a depreciação de suas identidades. Conclui-se que os direitos conquistados com a Lei Complementar nº150/2015 representam uma importantíssima conquista para a categoria das trabalhadoras domesticas. Embora haja muito a ser feito e conquistado, principalmente no que tange à efetivação da Lei, a referida legislação é, sem duvidas, um marco na luta das/os empregadas/os domésticas/os por relações de trabalho mais justas e dignas.
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Razones de la centralidad del trabajo en una sociedad media (Pachuca de Soto, Hidalgo México. (#5724)
Carlos Mejía Reyes 11 - UAEH.
Abstract:
El trabajo se conformó como uno de los bastiones ideológicos del discurso filosófico-politico de la modernidad que sustenta subjetivamente las orientaciones de acción y valor entre los miembros del colectivo en la etapa capitalista. De esta forma la socidead moderna se transformó en la sociedad del trabajo, de la cual emanan las energías utópicas para arribar a las etapas teleológicas denominadas "progreso". Así, el "vínculo romántico" entre "Trabajo y progreso" sentó las bases del desarrollo de las sociedades capitalistas bajo el manto protector del Estado. Así, la centralidad del trabajo se define como el grado de importancia que la actividad tiene en la vida de los agentes. Las razones de su importancia radican en tres dimensiones pragmáticas: 1) Cognitivo-Instrumental.- Capacidad de generar beneficios materiales a nivel social e individual. 2) Prácticio-moral.- Capacidad de generar vínculos sociales estrechos, responsabilidades colectivas recíprocas y creador de identidad. 3) Estético-expresivo.- actividad que da escencia y permite descubriri la virtud humana. Es decir que permite potencializar las capacidades de los individuos. Sin embargo, antes las coyunturas de reestructuraciones productivas que tienen como consecuencia la precariedad y flexibilidad laboral, existen diagnósticos sociológicos contemporáneos que cuestionan las capacidades que el trabajo tiene actualmente en la solidadridad social, conformación identitatria, biográfias de vida, generación de sentidos de la acción, etcétera. Y A pesar de ello, en sociedades latinoamericanas, continua siendo central el trabajo en la vida. Esta comunicación pretende indagar las razones de la centralidad del trabajo en una ciudad media mexicana (Pachuca de Soto, Hidalgo), caracterizada por ser típicamente ubicada en actividades económicas del tercer sector. El abordaje es cualitativo mediante la técnica de entrevistas semi-estructuradas utilizando los principales supuestos epistemológicos de la teoría fundamentada para el levantamiento de datos y análisis.
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Violencia y trabajo: el proceso de desinstitucionalización en una Empresa Pública de Cali (1995-2005) (#5929)
Diego Hernán Varón 11 - Universidad del Valle.
Abstract:
Esta ponencia desarrolla la interrelación entre los procesos de desinstitucionalización, la violencia y las relaciones laborales en una empresa que presta servicios públicos domiciliarios, ubicada en la ciudad más importante del suroccidente colombiano. En los años ochenta, las Empresas Municipales de Cali (Emcali) fue reconocida por su modelo de gestión debido a un conjunto de fuerzas que permitieron su consolidación, entre estas las relaciones laborales armónicas, y relativamente estables que le permitió prestar los servicios de acueducto, alcantarillado, energía y telecomunicaciones en una ciudad en crecimiento, y cuyos orígenes datan desde 1931. Con la adaptación del modelo neoliberal que se introdujo en el país, durante los años noventa, su estabilidad jurídica, financiera y social empezó a atravesar dificultades. La inestabilidad fue una constante en más de una década. Cuatro “tomas” protagonizadas por el sindicato de trabajadores, gerentes en prisión por vínculos con el narcotráfico, investigaciones por inversiones que rayaron en la corrupción y un sinnúmero de acontecimientos con distintas violencias, vividos a finales de los años noventa, hizo que la Superintendencia de Servicios Públicos interviniera esta importante empresa. El período elegido (1995-2005) permite caracterizar de manera etnográfica, los cambios generados no sólo en el entorno de la empresa, sino que también incide en su articulación con las condiciones laborales, dado los drásticos cambios presentados. Lo anterior permite categorizarla como un proceso de “des-institucionacionalización”, aspecto que requiere la comprensión desde una sociología de la socialización.
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Formación y trabajo: Una indagación en las trayectorias laborales de los sujetos en diálogo con las ofertas de los Centros de Formación profesional. (#6733)
Mariana Raquel Barattini 1;
Marina Luz Garcia
11 - UNGS.
Abstract:
En las sociedades capitalistas occidentales el trabajo remunerado representa un elemento clave en la reproducción social. A través del trabajo, de manera individual y colectiva, los sujetos construyen sus vidas. ¿Cómo se accede a un trabajo remunerado?, ¿Basta con la formación profesional previa?, ¿Los sujetos son libres de elegir la formación y el trabajo? En el resurgir del pensamiento neoliberal en la Argentina actual, predomina una representación social fomentada por discursos gubernamentales y por los medios de comunicación en donde la “meritocracia” se convierte en un valor que llevaría por sí mismo al “éxito” profesional. Un trabajador que se forma así tendría mayores posibilidades de acceder a un empleo de calidad (estable, con salarios altos, protegido, etc.). Desde una concepción crítica, esta mirada desconoce los condicionamientos estructurales que juegan en las elecciones de los sujetos. Por qué los sujetos deciden formarse y a qué tipo de formación acceden, son preguntas que requieren un análisis más profundo. Por eso, es necesario explorar, en primer lugar, la oferta de formación profesional en un territorio, acercándonos por un lado a las experiencias concretas de oferta de formación, y por el otro al sentido que le otorgan aquellos que acceden a la misma. Es necesario aquí relativizar la linealidad en la relación formación-empleo, introduciendo otras variables que tienen que ver con las condiciones materiales de vida, las trayectorias familiares y el contexto de oportunidades. ¿Qué ofertas existen?, ¿Qué objetivos se plantean dichas ofertas?, ¿Cuáles son sus puntos en común y sus contrastes?, ¿A quiénes van dirigidas? ¿Cómo y por qué los sujetos acceden a ellas?, ¿Cuáles son las expectativas que se formulan?, ¿Qué impacto tiene la experiencia formativa en dichas expectativas? Estas son preguntas que guían una investigación en curso, cuyos resultados parciales serán expuestos en esta ponencia
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Sentidos de “la profesión” en el trabajo hospitalario: entre el trabajo científico, la angustia, la responsabilidad y la construcción de una misión trascendente. (#6785)
Anabel Beliera 11 - Laboratorio de Estudios en Sociología y Economía del Trabajo, CONICET-UNLP.
Abstract:
En esta ponencia se analiza el uso de la noción de “profesión” como referencial identitario de los trabajadores del Hospital Provincial Neuquén -Argentina- (HPN) entre los años 2005-2013, estudiando los sentidos que se le asignan en las labores cotidianas. Se presentan resultados parciales de una investigación doctoral en curso en la que se estudia trama sindical de este hospital, analizando algunas particularidades del conflicto gremial en espacios estatales de trabajo (en los que conviven diversas organizaciones sindicales). Se diseñó una estrategia metodológica cualitativa con perspectiva etnográfica, en donde se dio prioridad a la realización de observaciones participantes y entrevistas semi-estructuradas en profundidad. El trabajo en un ambiente hospitalario es altamente profesionalizado, cuestión que debe ser entendida en relación a la historia la estatalidad moderna. Como indica Oszlak (1982), la construcción de la estatalidad moderna implicó la emergencia de un conjunto diferenciado de instituciones públicas relativamente autónomas respecto de la sociedad civil, con cierto grado de profesionalización de sus empleados y control centralizado de sus actividades. Pero aquí me interesa resaltar una cuestión más. Los resultados obtenidos en esta investigación permiten afirmar que la profesionalización no es únicamente un dato objetivo o contextual de la organización del trabajo hospitalario ni habla únicamente de su historia institucional. La “profesión” aparece aquí como un referencial a partir del cual los trabajadores organizan su experiencia laboral y sindical, generando procesos de identificación y diferenciación de grupos. Siguiendo los consejos de Bohoslavsky y Soprano (2010), entenderé la experiencia de los profesionales en relación a la particular posición que ocupan dentro del entramado estatal. Tendré en cuenta su perfil de formación profesional-académica, el vínculo con los pacientes y la población neuquina, su participación en el proyecto institucional del hospital. Mostraré que lejos de haber una elección racional en el proceso de constitución de sí mismos como grupo de “profesionales”, la cohesión interna de este grupo y la conformación de sus demandas son resultado de una constante construcción cotidiana donde se forjan sentidos compartidos sobre la “profesión”. Esto me lleva a argumentar a favor de una perspectiva etnográfica que otorgue importancia a las actividades cotidianas dentro de los espacios de trabajo.
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O trabalho e a felicidade nas cooperativas: análise da proposta de uma entidade representativa do cooperativismo brasileiro (#7063)
Emanuel Sampaio Silva 1; Conceição Maria Dias de Lima
21 - Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO. 2 - ceicadias@yahoo.com.
Abstract:
Dentre as propostas de criação de outra economia, as cooperativas se apresentam como espaço social e trabalho diferenciado, cujo resultado seria um estado de satisfação devido à nova situação conquistada no mundo. Embasadas em doutrina e valores compartilhados de justiça, solidariedade e democracia, as cooperativas são destacadas como instituições fundamentadas numa ética social e econômica, com potencial transformador no contexto no qual estão inseridas. Desta maneira portadora dos fundamentos de uma noção de felicidade. Assim, as entidades representativas do cooperativismo brasileiro integrantes do Sistema OCB institucionalizaram, no marco de políticas setoriais e estratégicas, a promessa de competitividade, integridade e promoção da felicidade aos integrantes destas organizações até o ano de 2025. Trata-se de uma condição complexa, diante da multiplicidade de relações e interesses, seja entre pessoas e destas com as coisas, remetendo a noções do trabalho e a maneira através do qual se pode obter a felicidade. Portanto, o objetivo deste trabalho é discutir a noção de felicidade nas cooperativas, segundo os referenciais marxistas e weberiano. Para o pensamento marxista, em uma sociedade de classes, o conceito de felicidade não pode ser aplicado da mesma maneira para todas as classes. Isto porque a distância entre o trabalhador e aquilo que produz distancia as pessoas e as fazem infelizes. Logo, o conceito de felicidade corrente está mais relacionado a uma ideologia que apresenta forte relação com a classe dominante. No pensamento weberiano, o maior controle, maior eficiência e maior foco na análise do custo-benefício levam a um engessamento das pessoas, desencadeando um processo de desumanização. Assim, a racionalização inexoravelmente tende a levar a uma situação de infelicidade. Contudo, segundo Weber, o processo democrático possibilitariam mudanças na burocracia, sendo determinado pelas ações sociais dos indivíduos, à medida que buscam melhorar de vida. Tem-se então que o Sistema OCB, aos quais estão vinculadas as cooperativas de grande porte apresentam diversos grupos de interesse dentro da própria organização (sócios, dirigentes, gerentes contratados, trabalhadores) estabelecendo distância entre o que o trabalhador produz e para quem eles produzem. O senso de propósito comum nessas cooperativas é confrontado com a divisão e especialização do trabalho, onde questões do individualismo e da moral podem ser fatores de desconexão. Ademais, a institucionalização de programas de excelência, focado na eficiência e eficácia, com rígidas regras e tendência à especialização do trabalho, atrelado a burocratização excessiva tende a produzir uma estrutura hierárquica rígida e impessoal, com procedimentos padronizados que gerem funcionários e pessoas insignificantes. Conclui-se que entidades representativas das cooperativas pretendem estabelecer contraponto em relação às questões de infelicidade, insatisfação e frustração recorrentes no mundo do trabalho. Entretanto, dilemas em relação à alienação, humanização e flexibilidade são pontos de tensão cujas respostas dependem das oportunidades formatadas e geradas em cada projeto.