08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
10. Estudios políticos, Sociojurídicos e Instituciones | Insitucionalidad, valores democrátios y corrupción |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 01 |
Direitos Humanos e sistema de justiça no Brasil: equações para a cidadania (#1691)
Núbia Ramos 11 - UNEB/UFBA.
Abstract:
A efetividade do sistema de direitos, operacionalizada pelo sistema de justiça, é um termômetro relevante, embora não o único, para medir o nível de justiça social materializado em contextos sociais específicos, bem como para garantir a institucionalização dos direitos humanos integrada ao desenvolvimento socioeconômico. Isto é, o sistema de justiça é responsável por assegurar um conjunto de direitos socialmente construídos e constitucionalmente consagrados na civilização moderna. Ele é, em larga medida, crucial para a vivência da cidadania, como aspiração ou realidade empírica, basilar para a experiência democrática. Do ponto de vista do escopo deste trabalho, destacam-se três principais aspectos que nos ajudam a compreender a situação dos direitos humanos no Brasil, são eles: (i) a ineficiência dos sistema de justiça, (ii) a ação vigilante e as denúncias da sociedade civil e (iii) a pressão de agentes internacionais que acompanham a questão dos DHs no mundo. Esses aspectos lançam luz sobre antigas tensões e antinomias que colocam em evidência as contradições entre princípios constitucionais que garantem direitos universais e práticas sociais e institucionais inclusiva/excludentes que fragilizam as relações entre o mundo social e o universo público da cidadania; disjunções entre a ordem legal (que promete a superação das desigualdades) e a trama das relações políticas esbarram na exigência ética da justiça e nos imperativos de eficácia da economia que compromete efetivação do acesso à justiça (celeridade e eficácia) como um direito humano de dimensão ética, econômica, social e cultural na democracia; os discurso dos direitos humanos como um campo de disputas que reconfigura conflitos, tensiona o consenso, questiona a legitimidade e cria novas agendas políticas. Dessa forma, este estudo tem por objetivo compreender como atores situados em escalas diferenciadas de poder - o Estado, a sociedade civil e a organização multilateral (OEA) - atuam para equacionar as constantes violações dos DHs relacionadas ao sistema de justiça. Nesta etapa do estudo, os dados coletados nos arquivos digitas da OEA e sistematizados, apontam que a maior parte das denúncias e condenações de violações de DHs contra o Brasil, no período de 2003-2010, estão relacionadas diretamente ao funcionamento burocrático e ineficaz do sistema de justiça. Destacam-se dois casos de condenações sofridas pelo Brasil que tiveram repercursos importantes na legislação interna do país. "O caso Maria da Penha" (Lei Maria da Penha) e "caso Ximenes" (reforma antimanicomial). Por outro lado, observa-se as dificuldades de fiscalização (operacionais) e as tensões de natureza políticas (relações de poder) entre esses atores para o cumprimento de medidas cautelas e sansões condenatórias que assegurem a proteção dos direitos humanos.
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Un análisis sobre la primera sentencia que tipificó a las violaciones como delitos de Lesa humanidad en Argentina. El caso del suboficial Molina condenado en el 2010 en Mar del Plata. (#3943)
Mailén García 11 - Universidad Nacional de Mar del Plata.
Abstract:
La primera causa por delitos de Lesa humanidad que llegó a juicio en Mar del Plata fue la causa 2086 y su acumulada, número 2277, conocidas como “causa Molina” en el año 2010. En ella se imputó, entre otros delitos, a Gregorio Rafael Molina, quien fue suboficial de la Fuerza Aérea, encargado del Centro Clandestino La Cueva, ubicado a 1500 metros de la entrada de la Base Aérea Mar del Plata, en la ruta 2, kilómetro 389; por el delito de violaciones reiteradas agravadas por la calidad del autor – encargado de la guarda de la víctima (5 hechos) y uno más en grado de tentativa. Tras el veredicto, Molina se convirtió en el primer militar condenado en la Argentina por delitos sexuales con carácter de Lesa humanidad, cometidos durante el Terrorismo de Estado. El siguiente proyecto se propone investigar el proceso de producción de una verdad jurídica acerca de la violencia sexual cometida en los Centros Clandestinos de Detención durante la dictadura cívico militar argentina y su objetivo es dar cuenta de las estrategias jurídicas y políticas desplegadas por los actores intervinientes. En definitiva, se trata de pensar los procesos sociales e históricos que posibilitan que las violaciones perpetradas por Molina a detenidas bajo su guarda se conviertan en objeto de tratamiento legal específico 32 años después de ocurridas.
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A FORMAÇÃO DO JURISTA BRASILEIRO E A DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À JUSTIÇA: UMA ANÁLISE DO PAPEL DA SOCIOLOGIA JURÍDICA NOS CURSOS DE DIREITO (#6687)
Ana Carolina Teixeira de Carvalho Ladeia 1;
Breno de Araújo Assis
1;
Tainah Souza Silveira
1; Daniella Santos Magalhães
11 - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
Abstract:
Os cursos jurídicos no Brasil constituíram-se a partir da manutenção de ideias liberais, que é refletido na intenção do Estado de formar quadros administrativos para as instituições político-burocráticas, ao invés de formar cidadãos politizados. A sociologia jurídica surge, nesse sentido, buscando contribuir para uma superação do bacharelismo-tecnicista, esvaziado de conteúdos humanistas, na formação do profissional do direito. Para uma refundação democrática da justiça implica-se um processo de transformações múltiplas e recíprocas entre o Estado, a sociedade e as instituições, a partir de um diálogo entre conhecimento jurídico popular e científico. O presente estudo busca mostrar como a sociologia jurídica pode promover uma educação intercultural e interdisciplinar, ao aproximar o direito e a justiça das diferentes realidades sociais. A pesquisa volta-se a uma construção teórico bibliográfica, a partir de uma perspectiva sociológica, fundada numa análise crítica e epistemológica do fenômeno jurídico como um esquema estritamente prático-legalista. Constata-se a predileção dos discentes pela perspectiva positivo-normativista e uma inflexibilidade da estrutura dos cursos, nos quais predominam desproporcionalmente disciplinas profissionalizantes cuja função é mais de formar do que informar de modo estereotipado e padronizado. Com isso, observa-se o distanciamento existente entre o direito formalmente vigente e o direito socialmente eficaz, situado numa concepção pluralista, ao constituir-se a partir de relações sociais historicamente determinadas. Buscando o caráter emancipatório e insurgente do direito para a garantia da igualdade e justiça, entende-se a necessidade de repolitização deste, encarando-o como fato social que condiciona suas manifestações. Ainda que sob a égide de um sistema jurídico unívoco e totalizante, os estudos da sociologia jurídica inauguram novas perspectivas de atuação do Direito, como instrumento contra-hegemônico ao perder seu isolamento e articular-se com outras organizações e instituições da sociedade assumindo sua relevância política.
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Hacer y meterse en política en el Estado: experiencias de activismo juvenil en los organismos nacionales de juventud desde una perspectiva comparativa e histórica (1983-1989 y 2007-2015) (#1294)
Melina Vazquez 1; Mariana Liguori
11 - CONICET - FSOC.
Abstract:
La ponencia se propone estudiar la relación entre el activismo juvenil y el Estado, puntualmente la inserción de jóvenes militantes en la gestión de los organismos nacionales de juventud en dos momentos claves para comprender las relaciones entre el Estado, las instituciones y la movilización política: el primer gobierno democrático luego de la última dictadura militar (1976-1983), es decir, durante la gestión de Raúl Alfonsín (1983-1989) y en las gestiones de gobierno de Cristina Fernandez de Kirchner (2007-2011, 2011-2015). Más precisamente, abordaremos la conformación de los primeros organismos nacionales de juventud en los años ochenta (Área de Juventud 1983-1986; Subsecretaria Nacional de Juventud 1987-1989) y los cambios que tienen lugar durante las gestiones de Cristina Fernández (Dirección Nacional de Juventud 2006-2009 y 2010-2014 y la Subsecretaria de Juventud 2014, en adelante). Nos interesa indagar, en primer lugar, los perfiles de los activistas y trabajadores vinculados con el trabajo estatal en las áreas de juventud, explorando cuáles son los saberes y capitales que se ponen en juego en su doble labor (como trabajadores y activistas). En segundo lugar, los puntos de contacto existentes entre la militancia desplegada en el Estado y su inscripción en distintos tipos de espacios juveniles, sean político-partidarios u organizaciones no gubernamentales. Finalmente, analizaremos cómo se pone en juego el trabajo y la militancia de los y las jóvenes en el impulso de políticas juveniles que son consideradas paradigmáticas en las gestiones en ambos períodos, nos referimos a las políticas públicas participativas. El trabajo parte de la hipótesis de que la extensión de los proyectos militantes hacia el Estado puede ser leída en tanto forma de consagración de un tipo de participación política juvenil, al mismo tiempo que se plasma en un modo de concebir el trabajo con las juventudes desde las políticas públicas impulsadas en cada gestión del organismo de juventud. Asimismo, el itinerario de militancia de los jóvenes en y desde el Estado permite vislumbrar los vínculos establecidos entre las juventudes movilizadas y los gobiernos alfonsinista y kirchnerista, respectivamente, así como las características de los ciclos de movilización juvenil que tienen lugar en cada periodo. La ponencia recoge los resultados de un trabajo de investigación empírico realizado en el marco del proyecto UBACyT 20020130200085BA “Jóvenes militantes y espacios juveniles en agrupaciones político partidarias: una aproximación a las formas de compromiso juvenil luego de la crisis de 2001” (UBA, 2014-2017), y del proyecto de tesis de maestría “La configuración socio-estatal de las juventudes a partir de las políticas públicas en la Argentina (1982-1989). Un estudio relacional acerca de la labor de los intelectuales, militantes y expertos en la gestión de las primeras instituciones nacionales de juventud” (UBA).
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Juventudes e participação política: a participação política convencional e não convencional de Jovens Universitários do Recife (#2436)
Sidney Oliveira 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Abstract:
O presente trabalho apresenta os resultados de um estudo qualitativo realizado com jovens estudantes universitários de seis instituições de ensino superior (públicas e privadas) localizadas na região metropolitana da cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco, localizado na região nordeste do Brasil. O objetivo principal desse estudo foi identificar as formas de participação políticas utilizadas pelas juventudes na contemporaneidade, atentando para aspectos como participação, atuação e vontade de participação. Para conseguir tal objetivo, inicialmente foi realizada uma revisão da literatura que têm discutido as formas convencionais e não convencionais de participação política, construindo assim, um referencial teórico capaz de dialogar com os resultados obtidos com a pesquisa de campo. No que se refere aos métodos utilizados para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas em profundidade com 30 jovens estudantes universitários de 6 instituições de ensino superior. As entrevistas tiveram duração média de uma hora e quinze minutos, e buscavam identificar a relação dessas juventudes tanto com os espaços convencionais de participação (partidos políticos, sindicatos, órgãos de classe, movimento estudantil), quanto os espaços não convencionais (grupos de defesa do meio ambiente, grupos jovens de orientação anarquistas, grupos jovens religiosos, movimentos anticapitalistas, movimentos sociais de juventudes). De maneira geral, os resultados apontam para uma baixa participação dos entrevistados nos espaços convencionais e não convencionais de participação. No entanto, destacou-se a recusa juvenil para com os alguns espaços convencionais de participação, sobretudo os partidos políticos, uma vez que, vários entrevistados associaram a corrupção como um problema inerente aos partidos.
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Juventudes y partidos políticos en la Argentina post 2001: Una aproximación generacional a las militancias juveniles en Propuesta Republicana de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires, el Partido Socialista de la ciudad de Rosario y Nuevo Encuentro del municipio de Morón (#7540)
Alejandro Cozachcow 11 - IIGG/UBA.
Abstract:
El trabajo presenta avances de un proyecto de investigación doctoral en curso sobre militancias juveniles en la Argentina post 2001 en partidos políticos que gobiernan o han gobernado durante el período en el nivel subnacional o local, basado en entrevistas a jóvenes militantes de Propuesta Republicana en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires, el Partido Socialista en la ciudad de Rosario y Nuevo Encuentro en el municipio de Morón. En primer lugar, se abordará la relevancia de estudiar las militancias juveniles partidarias a la luz de un proceso más amplio de politización juvenil, recuperando los aportes de los estudios sobre juventudes y política. En segundo lugar, desde una perspectiva que recupera elementos de la sociología de los compromisos políticos, la perspectiva sociohistórica de estudio de los partidos políticos, el enfoque generacional, la política subnacional y los estudios sobre carrerismo político, se analizarán las diferentes generaciones de de jóvenes militantes que fue posible identificar en cada fuerza política en base a las entrevistas realizadas y algunos elementos que podrían permitir pensar cambios y continuidades en los compromisos políticos juveniles.
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Participación política: un mecanismo juvenil de voz en los partidos de ideologia de derecha en Colombia (#8143)
sebastian Betancourt Herrera 11 - Universidad Santo Tomás de Aquino.
Abstract:
¿Cuáles son los mecanismos de participación política juvenil de los partidos políticos Cambio Radical, Conservador y el Centro Democrático? La participación política como categoría de análisis de la sociológica, es imprescindible a la hora de obtener un análisis de las diferentes ideologías que se generan en la etapa de ejercer la acción de participación política en el Estado colombiano, con esto adentrar en el análisis de que la política como eje transversal del accionar del Estado, se constituye en varios grupos sociales, ejemplo de esto, campesinos, mujeres, personas de tercera edad que hacen parte activa de la sociedad colombiana, generan algún tipo de accionar político, para que sus intereses y derechos sean cumplidos o por lo menos discutidos para la mejora de la calidad de vida de todos los individuos que hacen parte de diferentes grupos sociales. Con esto dicho, se consideró importante observar las dinámicas políticas en las cuales los individuos de la sociedad colombiana entran a participar. Ahora, teniendo en cuenta la importancia del análisis de la participación política de los individuos de la sociedad Colombiana, es prudente delimitar esta investigación hacia la participación política juvenil, debe tenerse en cuenta que aunque jóvenes son una sola categoría, cada uno tiene intereses diferentes que hacen que se identifiquen con partidos e ideologías específicas, y por lo tanto, poder obtener un objetivo a fin con la ideología que reproducen los partidos políticos. Sin embargo, en cuestión de delimitación, se realizó una observación un punto específico en el cual se pueda generar un análisis serio y que dé respuestas a los objetivos que se plantearan. El análisis realizado a la participación política juvenil en los partidos políticos con lineamientos políticos de derecha como lo son el partido Cambio Radical, Conservador y el Centro Democrático. Con lo ya dicho, es importante observar los diferentes mecanismos de participación y militancia política que se generan en los partidos políticos con ideologías de derecha con el fin de obtener generalidades de estas categorías mencionadas.
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Aproximación a la configuración de cultura política democrática de los Jóvenes del barrio La Cruz, Medellín (#9191)
Jenny Marcela Acevedo Valencia 11 - Universidad Católica Luis Amigó.
Abstract:
En aras de seguir profundizando sobre temáticas relacionadas con los Estudios Políticos, Sociojúridicos e Institucionales que se propone como eje problematizador la Mesa de trabajo GT10 en el marco del Congreso ALAS 2017, esta ponencia presenta algunas aproximaciones analíticas sobre un estudio de caso que se realizó en la ciudad de Medellín, Colombia, durante los años 2014, 2015 y 2016, en el cual se indagó sobre la configuración de cultura política de un grupo de jóvenes del barrio La Cruz. Esta experiencia juvenil que tuvo lugar en un contexto de exclusión social y de pobreza, permitió evidenciar que los jóvenes (hombres y mujeres) habitantes del barrio La Cruz, pertenecientes a organizaciones y procesos comunitarios, manifiestan inconformidad frente a la cultura política imperante por los líderes sociales y, a la vez, tienen la necesidad de construir alternativas que propendan por la participación en diversas formas de hacer política. Como ejes de análisis se construye la categoría de cultura política democrática, fundamentada desde la óptica de la Ciencia Política integradora y retomando la perspectiva de la cultura política interpretativa. En esta misma línea y a partir de la perspectiva teórica de autores como Arendt (2001), Benedicto y Morán (2003), Tilly (2004) Tarrow (1994) y Uribe de Hincapié (2001) se plantean cuatro categorías emergentes que se identifican en el proceso de organización y análisis de los datos que dan cuenta de la configuración de la cultura política juvenil del caso estudiado, a saber: 1) interés por la vida pública, 2) participación y autonomía, 3) lenguaje de los derechos colectivos y 4) ciudadanía democrática. Finalmente, este estudio de la cultura política de los jóvenes permite evidenciar la vigencia y pertinencia que sigue teniendo para la Ciencia Política la interpretación de los significados políticos que se configuran en espacios situados y específicos, otorgándole visibilidad a actores sociales emergentes que por mucho tiempo estuvieron excluidos del debate académico. De la misma manera, se considera que la categoría de cultura política democrática puede aportar elementos en la comprensión de los universos políticos, brindado herramientas para la construcción de observables que identifiquen en las trayectorias de socialización un terreno fértil para “el redescubrimiento” del mundo de la política e los jóvenes. El acercamiento a este tipo de realidades sin duda posibilita el reconocimiento de sujetos sociales activos y protagonistas de la esfera pública que continúan aportándole a ideales comunitarios de igualdad social y política, necesarios en democracias como la colombiana en donde los derechos no han sido garantizados a la población en general, entre ellos los jóvenes.
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"Carreras políticas, capitales y estrategias de los jóvenes limeños apristas en el Perú post-fujimorato (2001-2016). Un análisis desde los aportes de la sociología de organizaciones" (#4370)
Juan Enrique Dolores Cerna 11 - Pontifica Universidad Católica del Perú.
Abstract:
Los políticos peruanos no suelen realizar sus carreras en un mismo partido y cambian de organización según su conveniencia. Es así que la estrategias de las “coaliciones de independientes” (Zavaleta 2014) predomina en la política peruana. Ante eso, queremos conocer los atípicos casos de carreras políticas en un solo partido, y en específico de los jóvenes. Es decir, nos preguntamos qué estrategias utilizan ciertos jóvenes militantes que deciden mantenerse en una misma organización. El caso que acogemos es del Apra debido a que, tras analizar todas las candidaturas presentadas en Lima por los principales partidos durante las elecciones nacionales y sub-nacionales del post- fujimorato, se comprueba que tiene mayor porcentaje de jóvenes que continúan perteneciendo al partido. Lo que vendría a ser atípico para el escenario peruano, es una regularidad en el Apra. Así, se entrevistó a un total de 18 jóvenes apristas limeños que comenzaron su carrera entre 2001 y 2006. Se encontró que mientras en escenarios no institucionalizados donde proliferan las “coaliciones de independientes” generalmente son los recursos materiales lo que explican el desarrollo de una carrera política, en un espacio institucionalizado como el Apra estos recursos y estrategias difieren. Dichas estrategias o bien involucra la construcción de una red de apristas más jóvenes y de dirigentes vecinales que sirvan de soporte político o bien comprende el uso de capital cultural y de redes con los principales líderes partidarios. Estas diferencias se explican tanto por condiciones socioeconómicas como por formas heredadas de acción política que son reacomodadas al contexto post-fujimorato.
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Jovens que morrem, jovens que matam: experiências de segregação territorial e violência policial em uma periferia urbana do sul do Brasil (#4642)
Mariana Corrêa De Azevedo 1; Marina Zminko Kurchaidt
1; Pedro Rodolfo Bodê De Moraes
11 - Universidade Federal do Paraná.
Abstract:
O presente artigo traz uma reflexão e análise sociológica da conhecida associação entre juventude, pobreza e violência urbana, buscando desconstruir este trinômio e revelando outros significados – por vezes ocultos em análises consagradas – que perpassam as experiências juvenis nas margens da cidade. É preciso notar que trataremos aqui de um complexo mecanismo de manutenção da ordem social estabelecida, por sua vez perpassada pela produção e perpetração social do medo de um tipo de ator que encarne a figura do “inimigo público”. A construção social deste suposto inimigo da ordem justifica e embasa moralmente um tipo de controle social que chamaremos de perverso, posto que pautado em práticas de intensa repressão policial a determinados grupos e territórios. No cenário presente são os jovens moradores de periferias urbanas os principais alvos da violência policial, que no Brasil atinge índices elevados de letalidade que caracterizam um genocídio em curso das juventudes pobres. Este controle se intensifica de acordo com características ligadas não somente à situação geográfica e de classe, mas também e muito fortemente a questões raciais que informam nosso sistema de justiça criminal e modelo de policiamento seletivo, voltados para a gestão punitiva da pobreza. A proposta é apresentar este debate incorporando a experiência de jovens moradores de uma comunidade periférica, o Jardim Holandês, localizada no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba-PR, a partir de dados coletados em pesquisa de campo realizada durante todo o ano de 2016. As rotinas, as dinâmicas de sociabilidade, a interação com o espaço e com o complexo conjunto de atores da comunidade serão apresentados no intuito de revelar trajetórias, identidades e subjetividades atravessadas pela vivência da segregação neste território específico, com ênfase na percepção da violência institucional vivida ou observada no bairro. Intenta-se assim contribuir com o processo de compreensão do Estado nas margens e bordas sociais, problematizando noções correntes sobre segurança pública e os próprios limites e até mesmo recuos do processo de redemocratização brasileiro.
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Una mirada a las Culturas Juveniles desde la Investigación Criminológica en Cuba. (#6631)
Silvia Esther Garcia Mendez 1; Mercedes de Armas Alonso
2; Daile Simon Romero
21 - Centro de Investigaciones Jur'idicas. 2 - Centro de Investigaciones Juridicas.
Abstract:
El concepto de juventud constituye una construcción social con origen histórico, que presenta variaciones sustantivas en cuanto a forma y contenidos. Tiene expresiones culturales propias y diferencias generacionales que posibilitan hablar de una cultura juvenil que es subcultura dentro de una cultura mayor, que no la determina, pero la condiciona, ubicándola como subordinada con relación a su carácter hegemónico. Las culturas juveniles comparten espacios con agentes socializadores, que como la familia, la escuela, las instituciones culturales, religiosas y la propia barriada, transmiten sus experiencias a través de costumbres, patrones comportamentales y formas de decir y de hacer, interviniendo en la formación de principios, hábitos, valores y en la propia formación, aceptación e integración de los jóvenes a un determinado tipo de cultura juvenil. Este trabajo analiza, a tenor de la teoría de las “culturas juveniles”, los resultados de un estudio realizado con jóvenes comisores del delito de Robo con Violencia o Intimidación en las Personas. En tal sentido, pudiera hablarse de la existencia de una cultura delictiva o delincuencial, con estilos de vida distintivos, donde se distingue el lenguaje, las necesidades individuales sobrevaloradas en función del mercado y la interiorización de patrones de comportamiento, adquiridos mediante el proceso de socialización.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 01 |
O perfil da magistratura da Vara da Infância e Juventude- novas institucionalidades em jogo (#7074)
Rogéria Martins 11 - Universidade Federal de Viçosa/MG - Brasil.
Abstract:
Esse trabalho segue as orientações de Bonelli (2010) apontando para a necessidade de aprofundar estudos sobre o funcionamento das instituições e perfis profissionais do “mundo do direito”, buscando entender as regulações simbólicas que expressam determinada cultura jurídica. A pesquisa original na qual está comunicação se baseia, está inserida nos estudos da abordagem sociológica da sentencing, teoria que procura observar a cultura jurídica a partir de uma perspectiva compreensiva, que permite explorar um processo de interpretação e interação, eminentemente, complexo das práticas judiciárias dos magistrados. A investigação científica utilizou métodos qualitativos, entrevistando magistrados da Vara da Infância e Juventude, de uma determinada região de Minas Gerais - Brasil, a partir da composição de variáveis de origem social – idade, gênero, escolaridade, origens sociais e padrões de mobilidade, para determinar o perfil da magistratura. A análise dos dados apontou que, apesar de um pretenso protagonismo progressista, a magistratura estudada ainda se subordina à coesão de uma corporação, sobretudo pela característica marcante de tribunais de baixa complexidade, com apenas um juiz para julgar variadas especialidades. O mito do apoliticismo foi também observado, na medida em que reagem com críticas ao próprio sistema considerado inábel, sob alguns aspectos. A sociedade brasileira se beneficiou, num últimos 30 anos, de um uma dinâmica reformadora no processo de democratização da justiça, ainda que os tribunais não alcance uma perspectiva equitativa na sua disposição regular. Contudo, estabelece-se um hiato na medida em que suas origens sociais e a conexão processual que os magistrados – enquanto uma elite política - estabelecem na sua relação com o mundo do direito e a sociedade. Nesse sentido, os resultados desse trabalho confirmam a hipótese inicial apresentada pela teoria da sentencing quanto a relação estreita entre a cultura judiciária e a sóciobiografia dos magistrados, considerando os elementos simbólicos expressos em seus vocábulos, seu perfil social e os diferentes aspectos que atuam na dinâmina da cultura judiciária, como a características das varas. O que está em jogo aqui, são dinâmicas e estratégias próprias que articulam juridicamente os contextos sociais regionais numa dada ordem jurídica.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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a importância do direito à verdade e o papel da antropologia e arqueologia forense nas últimas ditaduras do cone sul: o caso argentino (#0451)
Marina Figueiredo 11 - Universidade Federal de São Paulo.
Abstract:
As últimas ditaduras do Cone Sul foram marcadas por graves violações de direitos humanos. Torturas, assassinatos, prisões arbitrárias e a prática do desaparecimento forçado, foram organizadas sistematicamente pelos governos autoritários da região de maneira que não deixassem provas destas violações cometidas pelos seus agentes. O caso argentino não foi diferente. Este país sofreu uma das mais dolorosas e sangrentas ditaduras. A Junta Militar argentina não mediu esforços para eliminar seus opositores de forma que usou um método de repressão marcante: o desaparecimento forçado. Estima-se que aproximadamente trinta mil pessoas tenham sido vítimas deste método. De tão marcante que foi esta prática, que a exigência pela verdade sobre o paradeiro das vítimas se tornou intensa e mandatória pelos movimentos sociais e familiares, pois como não havia nenhuma prova concreta do ocorrido, inúmeras interpretações controversas eram aclamadas pela grande mídia cúmplice da Junta Militar justamente para ocultar sua responsabilidade: os “subversivos” haviam fugido do país? Seriam criminosos? Por isso, é sob o prisma do desaparecimento forçado que se pode compreender a importância da promoção do direito à verdade no país, principalmente em seu processo de redemocratização. De tal forma que o direito à verdade na Argentina foi promovido de forma intensa e inovadora. Intensa, graças ações políticas realizadas pelos movimentos sociais e políticas públicas restaurativas arquitetadas pelo Estado, tais como, a criação da Comissão Nacional Sobre o Desaparecimento de Pessoas (CONADEP). Inovadora, graças à pesquisa científica orquestrada por duas disciplinas pouco estudadas até então na América Latina: a Antropologia e Arqueologia Forenses. Por isso, o objetivo do presente trabalho é debater sobre a importância e dinâmica do direito à verdade, no caso argentino, sob a luz do papel imprescindível da Antropologia e Arqueologia forenses na promoção deste direito. O exemplo a ser estudado será sobre os resultados obtidos através da Organização Não-Governamental conhecida como Equipo Argentino de Antropologia Forense (EAAF). Em 1986, devido às circunstâncias do contexto argentino, nasceu esta Organização. A EAAF foi responsável por lograr importantes resultados através das investigações arqueológicas e antropológicas forenses no que tange a localização de Centros Clandestinos de Detenção, busca pelos restos mortais de possíveis desaparecidos políticos e no processo de identificação dos restos mortais das vítimas. Assim, este trabalho discutirá sobre alguns pontos metodológicos em que as pesquisas arqueológica e antropológica forenses são importantes para a promoção do direito à verdade, o que reflete o potencial da arqueologia e antropologia forenses na promoção deste direito para fortalecer os caminhos democráticos e de justiça. Palavras-chave: direito à verdade, desaparecimento forçado, arqueologia forense, antropologia forense.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
Apontamentos preliminares acerca dos fundamentos teóricos do partido político: um estudo das tradições marxista e weberiana. (#0887)
Bruno Bruziguessi 11 - Universidade Federal de Juiz de Fora.
Abstract:
O contexto contemporâneo traz um conjunto de questões acerca da política e, sobretudo, do principal sujeito coletivo que atua no campo da política: o partido político. Hoje restrito à atuação institucional, passa por um conjunto de questionamentos, que expressam a crise institucional que vários governos latinoamericanos passam, em especial o atual momento político do Brasil. Toda essa crise política expressa processos tanto de despolitização das sociedades, com uma descrença em relação aos partidos existentes, quanto um processo de judicialização da política – e em alguns casos de partidos políticos – por parte de um estado de viés autoritário. Desta forma, para refletir sobre concepções de partido político, traçaremos um paralelo a partir do debate, no campo da teoria social clássica, entre os pensamentos de Karl Marx e Max Weber, acerca deste instrumento político. Com um enfoque principal nos fundamentos de uma concepção de partido político que podemos resgatar nas colossais obras destes dois dos principais pensadores sociais da modernidade. O objetivo não se restringe a identificar a estrutura partidária que cada um pode ter apontado em suas obras, mas a concepção de atuação e organização política através do que consideramos a principal forma de inserção na dinâmica política e mesmo social de uma sociedade. Como forma de materializar os fundamentos teóricos e sociais estabelecidos por Marx e Weber, também serão retomadas elaborações de outros dois pensadores, que materializaram aqueles fundamentos, cada um seguindo uma tradição dentro da teoria social clássica. O primeiro deles é Robert Michels, que deu materialidade às concepções weberianas e desenvolveu uma das primeiras teorias dos partidos políticos, com um viés conservador e institucional, fortemente utilizado no campo da teoria política, a partir da obra “Os partidos políticos” – mais conhecida pelo título da edição inglesa “The sociology of political parties”. Outro pensador, pertencente à tradição marxista, é Vladimir Ilitch Ulianov, o Lênin, que sistematizou e sedimentou uma concepção revolucionária e comunista de partido político a partir dos fundamentos teóricos de Marx. Lênin traz uma das mais inovadoras perspectivas de organização política pensada para um contexto de transformação radical de uma sociedade, que influencia o campo teórico e político marxista até os dias de hoje. Desta forma, retomar os fundamentos da teoria social de Marx e Weber em um contexto de profundas mudanças no cenário político e social do continente americano se põe de fundamental importância, haja vista a grandeza e atualidade – mesmo que em direções radicalmente opostas – destes pensamentos, para que posamos, por um lado, entender a dinâmica política que vem se desenhando e construir alternativas para a crise que se coloca.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
A dogmática das ausências nas interações entre os campos jurídico e econômico (#1206)
João Gilberto Belvel Fernandes Júnior 1; Hugo Rezende Henriques
11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
Partindo das constatações de que (i) o “poder econômico”, enquanto tal, não encontra definição na legislação brasileira, e que (ii) a repressão ao “abuso de poder econômico” só se dá, no campo jurídico, de forma indireta ou incidental – através, por exemplo, das figuras do “abuso de poder de mercado”, no tocante ao Direito Antitruste, e de práticas que manifestam desrespeito às normas de Direito do Consumidor, Direito do Trabalho, ou mesmo do Direito Eleitoral –; o trabalho objetiva compreender a motivação e os interesses a que serve este estado de coisas a partir da perspectiva do campo jurídico de Bordieu. Da análise encetada aventa-se que tanto aquela ausência de definição do “poder econômico” quanto a repressão indireta do “abuso do poder econômico” sejam formas de aproximação do tratamento jurídico dessas situações à perspectiva dominante. Conclui-se que a indefinição do “poder econômico” no campo jurídico sinaliza uma conformação com os interesses dos grupos dominantes porque proporciona legitimidade ao exercício deste poder, que, então, não encontra entraves simbólicos neste campo para ser exercido de forma flexível e ampla; e que, por outro lado, os casos de repressão ao “abuso do poder econômico” se coadunam com estes mesmos interesses na medida em que incidem apenas para salvaguardar o próprio poder econômico – como, por exemplo, em casos em que o poder econômico é exercido de forma prejudicial a setores do próprio mercado. Em alguns desses casos, quando determinadas ações poderiam até mesmo desvelar as imperfeições inerentes do campo econômico, o campo jurídico é acionado, fazendo movimentar os órgãos da administração responsáveis por coibir determinadas práticas, reforçando a aparência de legitimidade tanto dos órgãos de controle quanto do próprio mercado – inclusive buscando apresentar a possível susceptibilidade daquele ao controle estatal. A partir destas observações, formula-se a noção de “dogmática da ausência”, em oposição à de “dogmática da presença” – aquela para representar relações sociais cuja indefinição legal e normatização indireta são justamente a forma mais adequada de conformação do campo jurídico ao arbitrário cultural dominante; e esta para representar relações sociais cuja definição legal e a normatização direta, como no caso da propriedade privada, são igualmente as formas mais bem aceitas socialmente de garantir os mesmos interesses e a manutenção das reproduções sociais.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
O conceito de esfera pública jurídica: subsídios para uma teoria crítica do direito no Brasil contemporâneo (#1635)
Ricardo Gonçalves 11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
O conceito de esfera pública possui grande relevância nas ciências humanas, especialmente a partir dos anos 60, com as produções de Jürgen Habermas sobre o tema, nas quais encontramos o estudo do conceito de esfera pública em sentido amplo, bem como seu desenvolvimento e as mudanças teóricas que vão de encontro às suas análises sobre o direito moderno nos anos 90. A partir dos estudos de Habermas, buscamos reconstruir e delimitar o conceito específico de esfera pública jurídica, visando atualizá-lo através das críticas elaboradas por Axel Honneth, levando em consideração a ocorrência das lutas por direitos que ocorrem no interior desse espaço através de pleitos dos mais diversos atores sociais. Esse conceito específico traz à luz a existência de uma arena institucional com um diferente potencial democrático deliberativo no interior do Judiciário brasileiro. Demonstraremos algumas dessas experiências de participação social através de julgamentos paradigmáticos que ocorreram no Brasil nos últimos anos, onde utilizou-se o instrumento jurídico das audiências públicas no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Essa exemplificação da prática das audiências públicas ilustra a proposta de atualização do conceito de uma esfera pública jurídica: um dos exemplos tratados no trabalho é o julgamento da constitucionalidade das cotas raciais para ingresso no ensino superior. Através dessa análise, observamos que os atores sociais e suas experiências tematizadas nas audiências públicas tiveram um papel de grande importância, influenciando as decisões finais através dos votos dos Ministros. Conforme os agentes envolvidos nas lutas por reconhecimento de direitos e em processos políticos e sociais conseguem adentrar esse espaço, tendências de democratização também podem se infiltrar nas instituições, sendo que os cidadãos e cidadãs seriam capazes de colocar em movimento uma tendência de transformação da relação entre Estado e sociedade, juntamente com a ampliação dos espaços democráticos e de participação política através do Judiciário. Outro aspecto importante desse espaço institucional é que, caso ele não existisse, alguns argumentos e opiniões sobre os direitos em disputa poderiam nunca ganhar acesso ao Judiciário, e muito menos ter ampla visibilidade ou serem debatidos em âmbito nacional. Portanto, nosso objetivo é demonstrar que através do conceito habermasiano de esfera pública e de seus trabalhos sobre o direito e a democracia, influenciado pela ideia de luta por reconhecimento de direitos trabalhada por Axel Honneth e pelas críticas que dirige a Habermas, podemos alcançar um conceito específico de esfera pública jurídica, que pode melhor explicar algumas das arenas de participação social nas instituições, suas características, potenciais e bloqueios, como é o caso das audiências públicas que ocorrem nos últimos anos no âmbito Supremo Tribunal Federal brasileiro.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
Direitos humanos e políticas públicas: uma estratégia metodológica de implementação - o caso da habitação no Brasil (#2736)
Camilla Fernandes Moreira 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
A garantia das liberdades individuais, dos direitos políticos, dos direitos sociais, o direito a um meio ambiente equilibrado, à paz, à autodeterminação dos povos, em que pese, estarem divididos em classificações de gerações ou dimensões, apresentam algo em comum: todos equivalem um dispêndio financeiro para sua realização. A noção de abstenção do Estado para garantia de direitos civis ou políticos, por exemplo, só é sustentável até a primeira avaliação de custos de eficácia desses direitos. Entretanto, corriqueiramente é bastante comum a associação quase que exclusiva dos direitos sociais à prestação ativa do governo, e essa prestação ocorre, invariavelmente por meio de políticas públicas. Quando se tratam de disposições internacionais/direitos humanos, a obrigação de implementação parece situar em um meio pleno de abstração, sem coordenação ou ferramentas adequadas de implementação e, tão importante quanto, de avaliação do que se tenta executar. Esta é a maior preocupação deste trabalho: uma metodologia adequada para análise de políticas públicas que seja capaz de promover opções para os formuladores de políticas públicas e não apenas validar decisões que já foram tomadas. Nesse sentido, a configuração da base do processo decisório bem como a identificação de modelos de análise política constituem importantes variáveis a serem utilizadas, uma vez que tais arranjos são determinantes para equalizar a política econômica, que consequentemente irá influenciar a execução da política pública. No Brasil, o maior programa habitacional já implementado tem sido objeto de constantes cortes orçamentários o que tem limitado, por óbvio, a sua capacidade de redução do déficit de moradias. Tal alteração no perfil do programa é melhor visualizada após o período de ciclo de negócios e instabilidade institucional iniciado em 2015. Diante da modificação dos quadros influenciadores no processo decisório, houve uma desnaturação das políticas públicas as quais se moveram na direção desejada pelos grupos que alçaram maiores espaços na nova coalisão interna. Esse processo evidencia a vulnerabilidade de alguns programas sociais frente às políticas de governo em oposição às políticas de Estado. A análise jurídica da política econômica constitui-se de uma metodologia de avaliação de fruição de direitos que abarca a apreciação de bens jurídicos, sociais e políticos a serem protegidos sem desprezar as necessárias atualizações realizadas em sede de política monetária e fiscal. Inicialmente a análise jurídica busca captar o índice de fruição empírica de um determinado direito, como a moradia, no caso, sopesando variáveis diversas e não somente o tradicional déficit/oferta, dessa forma, outros elementos de relevância para efetividade do direito são reivindicados. Em um segundo momento, a AJPE evidencia cláusulas de interesse público de cláusulas de interesse privado na arquitetura contratual produzida e/ou alterada nas sedes governamentais e suas consequências (positivas/negativas) para os titulares do direito.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
Apontamentos para uma releitura do processo constituinte brasileiro de 1987/1988 (#1433)
Maria Del Carmen Cortizo 11 - Universidade Federal de Santa Catarina.
Abstract:
O presente trabalho tem por objetivo principal analisar criticamente o processo de elaboração da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, tendo como critério de avaliação os princípios fundantes do projeto democratizante em luta pela hegemonia no período da denominada transição democrática (1980-1988). O pressupostos para as análises são: 1º) que efetivamente existiu um projeto alternativo ao das classes dominantes no período em questão; 2º) que a disputa em torno da Constituição foi uma disputa entre projetos; 3º) que o projeto democratizante da esquerda fracassou; 4º) que o fracasso se evidencia na apresentação do processo de transição – por parte das classes dominantes – como um processo consensuado, que se cristaliza simbolicamente quando se aceita chamar de “cidadã” à Constituição. Teórica e metodologicamente trabalhamos com o arcabouço conceitual do marxismo gramsciano, particularmente com o conceito de “história integral”, conceito este que propõe repensar a história a partir da perspectiva dos subalternos, e a partir do conflito entre projetos opostos em luta pela hegemonia, no caso que nos ocupa, entre o projeto da “esquerda democrática”, organizado, maiormente em torno do Partido dos Trabalhadores, e o projeto das classes dominantes. A manutenção da hegemonia das classes dominantes foi garantida pelos setores conservadores por duas vias principais: a primeira foi o fato da Assembleia Nacional Constituinte não ter surgido de uma eleição específica e com o único objetivo de elaborar uma constituição, mas ter sido o próprio Congresso imbuído dessa função – cuja composição em boa parte continuava a mesma desde os tempos da ditadura. Consequentemente, o resultado do texto constitucional não poderia ter sido outro desde que a representação formal dos setores subalternos e de seus interesses era ínfima. A segunda foi o próprio texto da Constituição, aprovado com mais de 200 artigos que dependiam de regulamentação para ser eficazes, (sendo que ainda hoje aproximadamente a metade continua sem essas regulamentações). Esta forma de repensar a história e analisar a disputa em torno à Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 como uma disputa entre projetos, nos permite redimensionar a transição como uma derrota do projeto das classes subalternas, e também reavaliar a Constituição de 1988 desde outra concepção, nem como panaceia, nem como simples ferramenta de subordinação das classes dominantes, mas, como estratégia de luta hegemônica.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
Táticas político-jurídicas em contextos ditatoriais: atuação de advogados/as de trabalhadores rurais em conflitos fundiários no estado do Rio de Janeiro no período da ditadura empresarial-militar no Brasil (1964-1988) (#1768)
Ana Claudia Diogo Tavares 1; Isabela Kurohiji De Morais
1; Letícia Graça Generoso Pereira
11 - UFRJ.
Abstract:
Os estudos sobre o papel de mediação exercido por advogados e advogadas nas lutas populares no âmbito do Judiciário e sobre a assessoria jurídica popular no Brasil (SANTOS e CARLET, 2010; TAVARES, 2007; RIBAS, 2009 etc) contrapõem, em geral, a práxis da advocacia ou assessoria popular aos modos de produção e reprodução dominante do Direito. No contexto da ditadura empresarial-militar no Brasil, Sá et al. (2010), concluíram que, em geral, mesmo diante de um Judiciário Militar controlado pelos golpistas, a atuação dos advogados impediu, por vezes, alguns assassinatos e desaparecimentos forçados, suspendeu a continuidade da tortura aos presos políticos e, em algumas situações, garantiu a libertação. Em sentido correlato, Spieler e Queiroz (2013), ao abordarem “as estratégias utilizadas pelos advogados para defender presos políticos durante a ditadura militar” (p. 34), constataram que esses advogados e advogadas “foram imprescindíveis para salvar inúmeras vidas. Aplicando, nas palavras de Alcyone Barretto, um direito alternativo, ou praticando a advocacia-arte, conforme diz Mario Simas, os advogados e advogadas tiveram êxito ao utilizar estratégias não previstas em lei para evitar diversas mortes” (SPILER e QUEIROZ, 2013, p. 46). Tavares e Quintans (2015) analisaram as táticas e estratégias adotadas por advogados e advogadas que prestavam assessoria jurídica à organização sindical de trabalhadores rurais durante o período ditatorial no estado do Rio de Janeiro, concluindo que a atuação desses advogados se aproxima da concepção de advocacia inovadora, alternativa e/ou popular analisada por Campilongo (2011). O presente artigo aprofunda a análise das táticas político-jurídicas dos(as) advogados(as) que atuaram em processos judiciais decorrentes da luta pela terra no Judiciário comum ao longo da ditadura empresarial-militar no Brasil (de 1964 a 1985) para garantir os direitos dos trabalhadores em situações de luta por terra num contexto de intensa repressão. A metodologia da pesquisa inclui a realização de entrevistas semi-estruturadas e a análise de ações judiciais sobre os conflitos. Entre os múltiplos fatores que podem influenciar as táticas dos advogados, destacamos: o aparato legislativo (e repressivo) existente; a forma de inserção de cada advogado(a) nas lutas sociais; a conjuntura e a atuação do Judiciário.O estudo ora proposto pode contribuir para elucidar os diversos usos do direito e do Poder Judiciário em períodos de exceção.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
Códigos modelo, reformas processuais e a construção de uma nova ortodoxia processual na América Latina na segunda metade do século XX: uma análise sócio-jurídica (#2464)
Francis Noblat 1; Delton Ricardo Soares Meirelles
11 - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
Prenhe de particularidades, a América Latina é, contudo, unida por um liame de coincidências, as quais poderíamos mesmo designar por regularidades. No campo específico das legislações processuais cíveis, grandes reformas ou, ainda, recodificações ocorreram em grande parte dos países latinoamericanos nas últimas duas décadas do século XX, alterando significativamente a dinâmica da administração de conflitos até então vigente nestes países. À título de exemplo, podemos citar os Código General del Proceso del Uruguay, de 1988; Código Procesal Civil de Costa Rica, de 1989 Código de Procedimiento Civil de Venezuela, de 1990; e Código Procesal Civil del Perú, de 1993. Do ponto de vista brasileiro, apesar de a reforma de seu Código de Processo Civil ter se concluído apenas em 2015, tendo sido proposta em 2009, as bases que definiriam seus parâmetros e limites institucionais de confecção já se haviam dado em 1992, com as primeiras propostas de Emendas Constitucionais voltadas à democratização do Poder Judiciário brasileiro. Se a recodificação da legislação processual brasileira, contudo, não progrediria naquele momento — como mesmo ocorreria às propostas de Emenda Constitucional —, a legislação de administração da justiça civil no país, por sua vez, não permaneceria incólume: reformas iriam ocorrer, de então, “adequando” a legislação processual vigente aos imperativos das “democracias e administração pública modernas” — argumentos estes que, não por acaso, acompanhariam as reformas por toda América Latina. Ora determinadas por contingências específicas às suas realidades nacionais nacionais, é de se por em questão, contudo, a sincronia de períodos, e, principalmente, de argumentos mobilizados e — principalmente quando observamos as convergências — de soluções propostas para aqueles problemas que, talvez não coincidentemente, passavam a ser “unanimamente reconhecidos”. Sob esta perspectiva, a elaboração do Anteproyecto de Codigo Procesal Civil Modelo para Iberoamerica, de 1988, autorado pelo Instituto Iberoamericano de Derecho Procesal, é a melhor representação deste movimento que, apesar de iniciar-se em 1967, ganharia força para materializar-se apenas 20 anos depois — coincidentemente, ou não, no mesmo período em que ocorriam as renegociações das dívidas externas de Argentina, Brazil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai, Venezuela, Costa Rica e Jamaica. Uma vez que nos possibilita analisar as reconfigurações nas estruturas de poder que se seguiram aos momentos pós-redemocratizações, e pós-estabilizações monetárias nos países latinoamericanos — período o Brasil denominado de “a reforma do Estado” —, ao tempo em que nos remete à regularidades que ultrapassam as fronteiras nacionais — e, neste sentido, nos referimos à emergência de uma nova ortodoxia em processo civil —, a compreensão deste movimento de reformas processuais e de administração de justiça cíveis na América Latina pode nos auxiliar a refletir parte dos conflitos e crises emergidos na contemporâneidade. Neste sentido, o presente trabalho volta-se a realizar um estudo simultaneamente jurídico e sociológico das recodificações latinoamericanas nas últimas duas décadas do século XX, e ínicio do século XXI. Palavras-chave. reformas jurídicas; Códigos de Processo Civil; Codigo Procesal Civil Modelo para Iberoamerica.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
O Supremo Tribunal Federal brasileiro e a fundamentação dos votos em casos envolvendo conflitos morais: relações entre direito, moral e sociedade (#3177)
Gustavo Schutz 11 - UFRGS/PPGS.
Abstract:
O posicionamento de juízes tem influenciado sobremaneira o debate na esfera pública de diversos países acerca de temas de grande comoção social e moral. No que tange o caso brasileiro, o atual estado de funcionamento de suas instituições oficiais ensinou sua sociedade civil organizada a estar atenta ao resultado das votações dos ministros do Supremo Tribunal Superior (STF). No entanto, poucos estão igualmente atentos à fundamentação que os ministros dão aos seus votos. Esse requisito formal da atividade jurisdicional é de extrema importância para que haja entendimento claro e pacífico acerca das razões da decisão que dá ou não provimento a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), por exemplo. Nesse sentido, este artigo, tem como objeto de pesquisa acórdãos de ADIs que tratam do conflito entre diferentes concepções morais compartilhadas socialmente, decidindo sobre a validade jurídica das mesmas. Este é o caso da ADI 3.510, que trata da possibilidade de pesquisas com células tronco embrionárias, opondo valores morais de grupos religiosos e de científicos. Assim, a partir da metodologia de análise de conteúdo, se investiga quais argumentos são utilizados pelos ministros do STF para fundamentar sua decisão. Parte-se de perspectiva relacional, entendendo que os votos dos ministros STF constituem arena onde argumentos jurídicos e morais podem estabelecer relação de 1. oposição, 2. complementaridade ou 3. fundamentação de um pelo outro. Com isto, monta-se panorama onde se infere que tipo de projeto de legalidade é reforçado pelo voto de cada ministro do STF, assim como a qualidade e sentido das interconexões entre direito e moral. Subsidiariamente, analisa-se como a decisão final modifica o posicionamento na esfera pública dos diferentes grupos sociais engajados na causa, assim como se ao proferi-la os ministros estão tendo postura ativista ou de autocontenção frente aos demais Poderes de Estado. A partir destes dados, se discute quais sejam as características próprias da atividade jurisdicional quando se trata de decisões sobre conflitos morais. Partindo-se de análise crítica das principais correntes doutrinárias do campo do direito e, sobretudo, tendo por base esta análise empírica de como os juízes julgam casos de relevância moral, percebe-se que a atividade jurisdicional não pode ser compreendida apenas como procedimento hermenêutico de interpretação do texto da lei. A atividade jurisdicional é, sobretudo, processo relacional entre diferentes atores e instituições que disputam por distintos projetos de legalidade, cada qual cultuando certo grupo de valores morais próprios.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
The Rights of Persons: a theoretical and empirical approach toward the cosmopolitanization of Law in Brazil (#4783)
Danilo Arnaut 11 - UNICAMP; UFPR; UNESP.
Abstract:
This paper aims to investigate the phenomena of cosmopolitanization of Law and Rights from a Latin American and, precisely, a Brazilian perspective. On that account, I take into consideration the limits faced by International (and National) Law as long as it remains cloistered in the concrete and categorical boundaries of the State. Beyond the (already conventional) attempts to merely overcome the methodological nationalism, I work with the hypothesis that both a juridical and sociological regard to the empirical transmutations within the concepts of the person could be a promising way to overcome these methodological concerns, and to point out a prospective way through which the very idea of (concrete) human rights could be accomplished. Thereupon, one should not understand a person either as an abstract rational agent, or as a sort of unity of consciousness, or even as a biopsychological human system. On the contrary, I sustain that the personhood, comprehensively subsuming the whole human attributes of personality (body, communication, image, status, capacity, capabilities, dignity, recognition, and so forth) has been taken a core position within the discursive argumentation through which rights have been claimed within the discursive construction of justice. At this point, it is howbeit important to underline that the attributes of the personality which have been (or even can be) taken into consideration in the present research are not limited to the numbers of Persönlichkeitsattribute settled by traditional doctrine. In consonance with the ethnographical method, these so-called attributes have been understood as emic categories. Ergo, they became meaningful if considered together with the effective discursive appropriation of such elements. Based on these gathered directions, the present paper is divided into three sections. Firstly, it presents some aspects of what I call ‘cosmopolitan considerations’ within right-making, that is, decisions taken in the Brazilian Supreme Federal Court (STF) and the Brazilian Superior Court of Justice (STJ), angling at the discursive appropriations, throughout the legal processes, of foreign norms as well as of decisions made in a variety of jurisdictions. The second section discusses, through an ethnographical approach, such appropriations, which can often be perceived as strategic and selective, considering, on the one hand, the traditional hierarchy of norms, and, on the other hand, some procedural misjudging Thirdly, I deal with the philosophical reason why the global persona can be more effective than the abstract global human being regarding the protection and the very realization of human rights.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 01 |
Reforma penal y “gestión judicial”: el discurso de la eficiencia y las limitaciones de la organización del trabajo en la provincia de Buenos Aires (#7857)
Beatriz WEHLE 1; Mariano Anconetani
11 - Universidad Nacional de Quilmes.
Abstract:
Desde fines del siglo XX los discursos sobre las reformas en el Poder Judicial enfatizaron la necesidad de mejorar la “gestión judicial” para posibilitar una mayor celeridad en el tratamiento de las causas, así como también una mayor transparencia. El Código Procesal Penal nacional de Argentina y el de la Provincia de Buenos Aires - como ha sucedido en otros países latinoamericanos - sufrieron modificaciones que repercutieron en la organización del trabajo judicial. Como parte de este proceso de reforma de la justicia penal cabe destacar el pasaje de un sistema inquisitivo a uno acusatorio, la división de funciones entre los roles de investigación y acusación, la orientación de los juicios sustanciados por escrito hacia procesos orales y la incorporación de los procesos simplificados. En esta ponencia se estudia el discurso de la eficiencia y las limitaciones de la organización del trabajo en la justicia penal a partir de los informes de auditoría realizados por la Suprema Corte de la Provincia de Buenos Aires en el Departamento Judicial de Lomas de Zamora para evaluar la implementación de la reforma penal. Desde un abordaje amplio de las reformas en la organización del trabajo en la justicia que tiene como antecedentes nuestras investigaciones anteriores realizadas desde una perspectiva weberiana, considerando la relevancia de las tensiones entre la lógica burocrática y la discrecional, hemos avanzado ahora en el estudio de los modelos de interpretación de la realidad que utilizan dichos informes para justificar los cambios en la organización del trabajo. El estudio es abordado a través de una tradición metodológica cualitativa, tal como el análisis lingüístico, a partir de los informes de auditorías para evaluar la implementación de la reforma penal en los órganos judiciales del fuero penal de los Departamentos Judiciales de la provincia de Buenos Aires, realizados a través de la Subsecretaría de Control de Gestión, perteneciente a la Secretaria de Planificación de la Corte de la Provincia de Buenos Aires. Teniendo en cuenta técnicas adoptadas para el análisis del discurso estudiamos, a partir de veintidós informes realizados por la Corte en el Departamento Judicial de Lomas de Zamora entre los años 2006 y 2015, cómo se piensa la búsqueda de la productividad, cómo se mide la eficiencia, qué significa ser eficiente y qué medidas se proponen para llegar a la eficiencia. Este estudio nos ha permitido reflexionar acerca del giro epistémico que se pretende implementar sobre la organización de la justicia penal, el trabajo de los jueces, de los funcionarios y de los empleados.
14:00 - 14:30 Presentación de REVISTA
Revista de Ciencias Sociales
Felipe Arocena (Coord)
14:30 - 15:00 Presentación de LIBRO
FIOS INVISÍVEIS DA ESPOLIAÇÃO: TRABALHADORES DO LIXO E OS LIMITES DA PRECARIEDADE DO TRABALHO
DAVID MORENO MONTENEGRO
15:00 - 15:30 Presentación de LIBRO
Pueblos en movimiento, Conferencias congreso ALAS Costa Rica
Franz Hinkelammert,José Vicente Tavares, Theotonio Dos Santos,Pierre Salama, Maristella Svampa, Allen Cordero, Marie Laure Geoffroi, Juan Pablo Pérez Sainz
15:30 - 16:00 Presentación de LIBRO
Actualidad Latinoamericana
Nora Garita, Ana M. Pérez Rubio
16:30 - 17:00 Presentación de LIBRO
AMÉRICA LATINA EN LA LARGA HISTORIA DE LA DESIGUALDAD
Martín Puchet, Alicia Puyana, eds.; Luis Bertola; José Antonio Ocampo y Natalie Gómez-Arteaga; Juliana Martínez Franzoni y Diego Sánchez Ancochea; Fernando Cortés; Laura Policardo, Lionello F. Punzo. y Edgar Sánchez-Carrera
17:00 - 17:30 Presentación de LIBRO
La integración universitaria. Los estudiantes ante la universidad actual
Javier Rodríguez Lagunas (coord.)
17:30 - 18:00 Presentación de LIBRO
Veinte años de políticas de género y Educación: una lectura hermeneútica
Rosa María González y Mercedes Palencia
18:00 - 18:30 Presentación de REVISTA
Revista la Colmena
Alejandra Carrasco
19:00 - 21:00 Actividades culturales
Documentário Sobre a "Escola Sem Partido"
Ricardo Gonçalves Severo e Rodrigo Duque Estrada
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 02 |
O Supremo Tribunal Federal Brasileiro entre o Poder e a Autoridade: leituras arendtianas da judicialização da política brasileira (#3647)
Vinícius Batelli De Souza Balestra 11 - Universidade Federal de Minas Gerais.
Abstract:
Nossa reflexão, situada em sede de Teoria Política, se baseará na diferença entre "poder" e "autoridade" operada dentro do pensamento de Hannah Arendt. Segundo a autora (em texto intulado "Que é autoridade?", parte de seu livro "Entre o Pssado e o Futuro), a dificuldade de se conceituar "autoridade" está não apenas no fato de ela ter ficado de fora dos escritos e discursos da Grande Tradição, mas também porque, em nosso tempo, a própria autoridade entrou em decadência. Entre os gregos, a autoridade nunca foi vivida politicamente; no entanto, podemos apontar, já em Platão e Aristóteles, um embrião da própria ideia de autoridade. No entanto, a autoridade será de fato vivenciada como acontecimento político em Roma, a partir da relação que os cidadãos romanos estabeleceram com a fundação de sua cidade. Essa relação era fundamentalmente de cunho religioso, justamente no sentido de re-ligar: os romanos tinham para si que era uma obrigação religiosa honrar e expandir o esforço de seus antepassados de fundar a cidade. Se entre os gregos a presença dos deuses era necessária para que a religiosidade pudesse acontecer, entre os romanos essa religiosidade se valia de uma ligação com um momento específico do passado, qual seja, o momento da fundação da cidade pelos seus ancestrais. Desse modo, a participação na política era vista como um ato religioso de preservar, renovar e expandir a fundação da cidade. Para Arendt, a experiência política da autoridade será retomada por ocasião da Revolução Americana. Arendt entende que o sucesso dos fundadores da república americana tiveram em seu favor pode ser creditado grandemente à inspiração romana de “adorar” o próprio fato da fundação – e no caso dos Estados Unidos da América, isso se traduziu em adoração à Constituição. Nos Estados Unidos da América, o recurso à vontade dos pais fundadores para justificar mudanças, interpretações e debates na política e no direito é extremamente comum. Do ponto de vista da autoridade, embora os Estados Unidos também tenham previsto um Senado, como tinham os romanos, não é o Senado o titular da autoridade na república estadunidense mas sim a Suprema Corte, que exerce uma formulação contínua do texto constitucional. Nosso intuito, na presente proposta de texto/apresentação, é partir do pressuposto de que, à semelhança da Suprema Corte estadunidense, o Supremo Tribunal Federal tem, no Brasil, o papel de guardião da autoridade constitucional; apontaremos, no entanto, para um esvaziamento desse papel, na medida em que o STF tem, nos últimos anos, no contexto de hipertrofia do Judiciário brasileiro, descido à arena dos tema do "poder" e do convencimento político, e abdicando de seu papel de guardião dos princípios - no sentido não apenas de "início", mas de "preceito" - da Carta de 1988.
10. Estudios políticos, Sociojurídicos e Instituciones | Metodologías, formas de aproximación a lo juríco y sus reflexividades |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 02 |
Direitos humanos e constitucionalismo latino-americano: perspectivas de lutas contra-hegemônicas (#5810)
Cezar Bueno De Lima Cezar 1; Amélia Sampaio Rossi Amélia
11 - PUCPR.
Abstract:
O artigo faz uma abordagem analítica dos direitos humanos, tomando como referencial histórico e sociocultural o Brasil, país caracterizado pelo histórico de desigualdade, dominação econômica externa e fragilidade dos mecanismos democráticos de participação popular nos processos de criação, efetivação e controle de políticas públicas. O pressuposto teórico adotado questiona o conteúdo político-jurídico universalista expresso nas declarações dos direitos humanos, por entender que as condições materiais e socioculturais que fizeram surgir a democracia liberal representativa e balizadora dos direitos humanos em países marcados por revoluções econômicas, tensões e conflitos de classe, como Inglaterra e França não ocorreram, por exemplo, no mesmo tempo e da mesma maneira em relação ao Brasil, país marcado por um longo processo desigualdade, colonização e ruptura democrática.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 02 |
Audiências de custódia: inovação ou mais do mesmo? (#6121)
Ludmila Ribeiro 11 - UFMG.
Abstract:
Neste artigo, apresentamos os resultados iniciais da implantação das Audiências de Custódia em Belo Horizonte, projeto que tem por objetivo diminuir a quantidade de presos provisórios na localidade. A partir de dados coletados entre os meses de setembro de 2015 e outubro de 2016, organizados em um banco de dados, utilizamos a regressão logística para identificar as variáveis que contribuem para o resultado prisão preventiva, em detrimento de outra medida. Os resultados indicam que presos em flagrante por crime de tráfico de drogas têm mais chances de permanecer no cárcere à espera do julgamento, mesmo quando variáveis como histórico criminal, cor da pele e idade são levadas em consideração. Essas conclusões indicam a prevalência da “guerra às drogas” mesmo em um projeto inovador como as Audiências de Custódia.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 02 |
Antônio Conselheiro e João Abade: a teoria do estado e Canudos (#6799)
Rodrigo Guimarães Motta 11 - PUC-SP.
Abstract:
Este é um estudo qualitativo, feito a partir de revisão bibliográfica, que analisa as características da cidade de Canudos, a partir das teorias de estado desenvolvidas por Aristóteles, Thomas Hobbes e Platão. Para contextualizar o estudo, deve-se dizer que Canudos foi uma cidade fundada no século XIX por um beato, Antônio Conselheiro e defendida pelo seu comandante militar, João Abade. Cresceu e prosperou durante poucos anos, até que uma guerra de extermínio empreendida pelo estado brasileiro contra a cidade a destruiu. Segundo a teoria clássica de estado, escrita por Aristóteles, a primeira comunidade natural é a família. A união dessas famílias forma as cidades. E as cidades, segundo este pensador são locais auto-suficientes onde a vida é boa. Aplicando estes conceitos a Canudos, percebe-se que a cidade foi fundada pelas famílias, que seguiram Antônio pelo sertão. Quando souberam do acontecido, milhares de outras famílias migraram para Canudos. Com uma espécie de proto-comunismo implementado por Antônio, que assegurava o mínimo essencial para que todos sobrevivessem, e com sua segurança assegurada pelos cangaceiros convertidos comandados por João Abade, Canudos foi efetivamente muito mais auto-suficiente e seus cidadãos mais satisfeitos com a vida que tinham que as demais cidades da região. Já a teoria jusnaturalista, cujo principal pensador é Thomas Hobbes, dizia que no princípio o homem é livre e vive no estado da natureza. Pode então ambicionar e tentar se apropriar do que pertence ao outro. É um estado de guerra permanente. O homem, que tem medo de morrer, almeja a uma vida confortável e sabe que é possuidor de razão, faz então um pacto social com os demais, pelo qual transfere o direito de preservar sua própria vida ao estado. Os sertanejos brasileiros, assolados pela fome e pela seca, além da violência dos coronéis e cangaceiros viviam próximos de um estado da natureza. Sua ida a Canudos e sua adesão ao séquito conselheirista proporcionou a eles segurança, alimento e residência, oferecidos através do compartilhamento da produção, de bens e da força de trabalho e uma razão para tudo isso, através da religião pregada por Antônio. Finalmente, a teoria idealista de Platão relata que existem formas ideais de governo e para cada uma destas, uma forma corrompida. Na visão do Conselheiro, a forma ideal do governo era a monarquia e sua visão deturpada era a recém-instaurada república, que cobrava impostos, permitia o casamento civil, uma série de práticas mal-vistas por Antônio. Essa visão era antagônica com o que estava acontecendo no Brasil, e a tensão entre o modelo concebido pelo Conselheiro e a realidade brasileira escalou até um ponto em que houve a guerra que destruiu por completo Canudos.
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Construção discursiva da legalidade no impeachment de Dilma Roussef: a interpretação e o discurso político do Supremo Tribunal Federal (#4726)
Tatiana Braz Ribeiral 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
Neste artigo, proponho uma reflexão teórica a respeito da força interpretativa da constitucionalidade das leis no Brasil, em um dado momento político, à luz da sociologia jurídica de Gargarella e Poletti, em aproximação com os conceitos de discurso político e ideologia de Charaudeau e Terry Eagleton. Este trabalho pretende problematizar, a partir dos conceitos e referenciais descritos, a construção discursiva da legalidade presente no posicionamento do Supremo Tribunal Federal no caso do julgamento do impeachment da Ex-Presidente Dilma Roussef. O objetivo é o de analisar, a partir do resultado das decisões e não decisões do STF, certos significantes dominantes presentes nos sujeitos jurídicos naquele dado momento histórico. Tais significantes tiveram como resultado fazer o processo de afastamento presidencial “aderir” a uma construção discursiva que permitiu o entendimento relativo à legalidade de seus efeitos, mesmo sem o julgamento do mérito de constitucionalidade. Caso pudéssemos identificar uma igualdade entre linguagem e ideologia passível de deciframento a partir de seus efeitos, o estudo das deliberações do judiciário nos indicaria um caminho sobre o que de fato significa a “adesão” de significados às diversas versões e utilizações de conceitos “abertos e móveis” das linguagens e discursos jurídicos. Neste sentido, a visão de Eagleton (1997), e Charaudeau (1996) são úteis como referências para o entendimento da ideologia presente no discurso jurídico -, menos como um conjunto particular do discurso contramajoritário do que como um conjunto particular de efeitos dentro dos discursos. O afastamento da Presidente da República ocorreu no Brasil sem que a ponderação contramajoritária garantisse a deliberação final acerca do controle da constitucionalidade, deixando de conferir eficácia plena às normas constitucionais, ou mesmo, ausentando-se da decisão de proteger valores, princípios e direitos presentes no texto constitucional. Todavia, o comportamento do STF constituiu-se, formalmente, enquanto um discurso de legalidade. Bibliografia básica BARTHES, Roland. Mitologias. Ed.Difel, Rio de Janeiro, 2003 CHARAUDEAU, P. Discurso Político. São Paulo, Ed. Contexto, 1996. EAGLETON, Terry. Ideologia: Uma introdução. Editora Boitempo, São Paulo, 1997. GARGARELLA, Roberto. La Justicia frente ao Gobierno: Sobre el caracter contramayoritario del poder judicial. Ed. Ariel, Barcelona, 1996. POLETTI, R. Controle da constitucionalidade das leis. Forense. Rio de Janeiro, 1997. RODRIGUEZ, José Rodrigo; PUSCLEL, Flavia Portella; MACHADO, Marta R. de Assis. O raciocínio jurídico-dogmático e suas relações com o funcionamento do Poder Judiciário e a democracia. III Congresso Latino-Americano de Ciência Política, Unicamp, Campinas, 2006.
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Políticas Públicas de Justiça de Transição: análise da Mesa de Diálogo na trajetória chilena e suas possíveis contribuições para o caso brasileiro (#8831)
Amana Martins Fagundes 1; Rodrigo Freire de Carvalho e Silva
11 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
O debate sobre a justiça de transição, seus caminhos metodológicos e éticos vem ganhando espaço na América Latina após a derrocada dos regimes autoritários em vários países do Cone Sul. Com esse panorama, viu-se a necessidade posicionar governos, durante a retomada ao Estado de Direito, para construção e consolidação de uma mentalidade coletiva fundamentada em princípios democráticos. Para isso, é necessário promover uma reconciliação nacional a partir de: debates e confrontos em busca da verdade dos acontecimentos; reparação dos prejudicados, violentados e familiares; justiça com a investigação e penalização dos atores envolvidos e; reforma das instituições públicas de justiça e segurança. No caso chileno, em que o contexto arbitrário foi marcado pela prática massiva e sistemática de torturas, houve uma forte busca da sociedade civil por justiça restaurativa, o que impulsionou a criação de políticas públicas. Dois processos históricos formaram o ponto de inflexão que possibilitou a criação da Mesa de diálogo: a prisão de Pinochet em Londres em outubro de 1998 e os embates suscitados pelo juiz Juan Guzmán Tapia, que incentivaram a continuidade das investigações sobre as violações aos direitos humanos na ditadura chilena. A partir dessa conjuntura, as Forças Armadas tomaram uma nova postura política: os oficiais de alta patente se mostraram abertos ao diálogo sobre o período ditatorial e esclarecimento dos fatos. A Mesa de diálogos foi criada em 1999 com o objetivo de conseguir informações sobre o destino dos presos e desaparecidos e de reconhecer a responsabilidade pelos atos. Nela, se confrontaram dois grupos majoritários: os representantes das Forças Armadas e os advogados de direitos humanos, representando a sociedade civil. A importância da Mesa de Diálogo reside no modelo de confronto direto da Mesa, no reconhecimento simbólico dos atos arbitrários por parte das Forças Armadas, e pelo contexto de reabordagem do Decreto-Lei de Anistia chilena de 1978. Esses são moldes satisfatórios que podem ser desenvolvidos em outros países. O objetivo desse artigo é analisar a Mesa de Diálogo e os processos sociais, políticos e jurídicos que permearam seu entorno, com o intuito de estabelecer novas formas de atuação para o caso da justiça de transição brasileira a partir da experiência chilena. A violência e a impunidade são enclaves autoritários que, caso não sejam sanados, permanecem diluídos nas instituições e práticas sociais: a solução para alcançar reconciliação vem através da criação de políticas públicas de direitos humanos ambientadas na verdade e justiça. Observamos no contexto brasileiro atual um exemplo de como a falta de debates sobre o período autoritário pode abrir possibilidades para o retorno de práticas nocivas ao Estado de Direito. Dessa necessidade é conjecturada a discussão sobre a relação entre justiça de transição e qualidade da democracia.
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CONTRIBUIÇÕES À IDEIA DE DEMOCRACIA A PARTIR DAS NOÇÕES DE ETICIDADE EM HEGEL E CAMPO POLÍTICO EM BOURDIER (#6950)
Ferreira André 11 - UFPE.
Abstract:
As recentes tensões entre o judiciário com os demais poderes da República e sua recepção na sociedade provocam novos debates acerca do espectro democrático brasileiro. Pretendemos contribuir para a reflexão sobre democracia a partir das noções de Eticidade em Hegel e Campo Político em Bourdier. Hegel define a Eticidade (Sittlichkeit) como a vivência da liberdade na relação Estado-sociedade-indivíduo. Abandonando sua metafísica, incorporamos, porém, a ideia de que a relação entre Estado, sociedade e indivíduo se dá na efetividade do “costume” (Sittlich) e que a Eticidade é a forma da objetividade desse costume próprio da sociedade moderna. Por Campo Político, Bourdier entende o ambiente social constituído pelas práticas no plano das representações políticas de um determinado espaço social, reconhece em Hegel uma das inspirações fundantes. Para o sociólogo, o habitus remete á hegeliana Sittlichkeit, enquanto realidade moral, em oposição ao moralismo abstrato kantiano. Contudo, a generalização da noção bourdieriana de campo político não se aplica á realidade da cultura política brasileira. Pois, nesta a instituição partidária não está dotada da profissionalização e fidelidade ideológica que o sociólogo aponta como o característico da sociedade francesa. Daí, diante da necessidade de uma formulação mais ampla para reflexão em torno dos campos e, especificamente campo político, devemos salientar a noção de habitus inerente à própria ideia de campo. Assim, apropriando-se do conceitual bourdieuriano, por campo político podemos definir o espaço de relações que é produtor e produto de um habitus próprio. Campo este que, além da dinâmica das instituições partidárias, envolve a dinâmica política da sociedade, incorporando a fronteira da administração publica e do sistema jurídico-normativo. Pois, não havendo a institucionalização do campo político como na França, o campo político no Brasil está mais sensível à realidade da objetividade dos costumes sociais do que dos costumes internos às instituições partidárias. Formulamos Eticidade Particular como o espaço no qual o Campo Político está em intercessão com o espaço do Campo Jurídico e dos Aparelhos Administrativos. Assim, antes de ser pensado hegelianamente como o harmonizador das relações em sociedade, o Estado está sendo estabelecido via a dinâmica dos diversos Campos Políticos vivenciados socialmente. Por Eticidade Particular entendemos quando um determinado campo político instaura uma dinâmica em torno do reconhecimento de mecanismos jurídicos legitimadores e possibilitadores de suas ações, mecanismos presentes ou tolerados segundo o corpus jurídico do Estado. Neste sentido, o campo jurídico é também um campo político. Não são as leis do Estado que constituem o campo político, a realidade política das leis (sua aplicação e a forma como são interpretadas) é que se dão em relação à dinâmica de um dado campo político.
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A Construção Jurídica das Políticas Públicas no Brasil: Um Estudo sobre a Qualidade Legística dos Decretos Presidenciais editados entre 2009 e 2016. (#9033)
James Batista Vieira 1; Kawana Bonafini Sanches
11 - UFPB.
Abstract:
A construção jurídica das políticas públicas exige o respeito a princípios legísticos que orientam o processo decisório, desde a construção lógica e coerente do ato normativo (legística formal) até a análise substantiva dos riscos jurídicos e do impacto regulatório (legística material). Nessa pesquisa, a partir da análise dos pareceres jurídicos e de mérito emitidos pela Casa Civil da Presidência da República, sobre uma amostra de 47 Decretos presidenciais (todos os Decretos editados pelo Governo Federal entre os anos de 2009 e 2016 responsáveis por instituir ou regular políticas públicas), analisados a partir dos 131 indicadores estabelecidos no Anexo I, do Decreto n? 4.176/02, foi possível evidenciar que os atos normativos da amostra dispunham de menos de 15% dos itens exigidos pela legislação que estabelece os critérios de boas práticas legísticas no Brasil. Em termos materiais, somente 12,8% dos Decretos dispunham de uma análise de relação custo-benefício sobre a decisão e em 6% se ponderou sobre possíveis alternativas para o problema público. Os resultados evidenciam não só a baixa qualidade legística do processo de construção jurídica das políticas públicas no Brasil, mas indicam claramente a necessidade de aprimoramento legístico dos atos normativos no âmbito do Poder Executivo Federal.
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Necesidades de justicia y exposición a instituciones legales: una aproximación desde la encuesta Acceso a la justicia: estudio descriptivo de las necesidades legales en Uruguay en el año 2013. (#7616)
Henry Trujillo 11 - Facultad de Derecho- Udelar.
Abstract:
En noviembre de 2013 se aplicó a una muestra representativa de la población la encuesta Acceso a la justicia: estudio descriptivo de las necesidades legales en Uruguay en el año 2013. En esa encuesta, se investigó el acceso mediante la medición de la prevalencia de eventos legales, entendiendo por tal cualquier evento que experimenta un encuestado y que pudiera plantear cuestiones legales. Un primer avance de los datos obtenidos fue presentado en las Jornadas del Área Sociojurídica 2014. Entre otros hallazgos relevantes, se encontró que tres cuartas partes de los entrevistados declararon que ellos o un miembro del hogar habían experimentado un evento con potenciales consecuencias legales en el año previo a la encuesta, y más de la mitad declaró dos o más eventos. Entre éstos, predominaban los eventos vinculados a seguridad, y luego los eventos vinculados a dinero (como deudas) o consumo. Por otra parte, entre quienes declararon uno o más eventos, tres cuartas partes decía haber intentado algo para solucionarlo, y más de uno de cada diez declaró que a raíz de esos eventos se iniciaron procesos judiciales. En esta ponencia se continúa desarrollando el análisis de los datos, poniéndose el acento en intentar aproximarse a cuantificar la demanda insatisfecha. Se construyeron índices a partir de indicadores del tipo de acción realizada para solucionar el problema, grado de satisfacción y tipo de evento. Con éstos se estimó que un 10% de los hogares habrían experimentado, en 2013, un evento para el cual no buscaron o no obtuvieron asesoramiento o acceso a instancias formales, y que tuvo un resultado insatisfactorio. Al mismo tiempo, sin embargo, no parece que la respuesta a estas situaciones sea el proceso judicial común, por lo que la conclusión debería ser que hay necesidad de formas de resolución de conflictos más flexibles. Adicionalmente, se explora la exposición a instancias judiciales, como ser citado a un juzgado por cualquier causa, o experimentar eventos que fueron judicializados sin que necesariamente el hogar del entrevistado haya realizado demandas. Los resultados sugieren que los sectores de menores ingresos están relativamente más expuestos que los sectores medios y altos.
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La disputa del sentido de lo popular en la Constitución ecuatoriana de 2008 (#8315)
Sylvia Bonilla Bolaños 11 - Universidad Central del Ecuador.
Abstract:
Toda producción constitucional parece no poder escapar de la instrumentalización hegemónica de la clase dominante. Sin embargo, a la luz de las experiencias de las últimas décadas en América Latina, y la resistencia de los movimientos sociales han transcurrido procesos de confrontación y disputa de reivindicaciones que han cuestionado la institucionalidad existente, América Latina “por primera vez se encuentra actuando en un espacio de interdependencia respecto de los otros bloques continentales que tenían una dependencia colonial o paracolonial en el ámbito mundial”[1] Para hablar de poder constituyente ahora, dice Negri, es necesario marcar distancias de toda concepción moderna, para pasar a leer y analizar el poder constituyente desde las formas de lucha “que tienden a darse como formas de vida” [2] Para desarrollar una teoría del poder constituyente, Negri considera que lo político se articula desde lo ontológico, donde el ser es la potencia transformadora, esta exaltación de la naturaleza subjetiva del poder constituyente asume a la multitud como “proceso de subjetivación. La multitud como sujeto que se desarrolla ixta sua propia principia (según sus propios principios)”, esta síntesis de multitud y común, plantea un sujeto común que dinamiza el proceso constitutivo del nosotros en una “condensación intensiva de historicidad” [3] Al otro lado del ejercicio creador y constructor “por medio del cual los movimientos modifican el orden social”, pero dentro del mismo campo de conflicto y de disputa del poder, el poder constituyente también se manifiesta en su acepción legal “con la petición de un congreso constituyente que redefina el orden jurídico”.[4] Entonces, el poder constituyente permite disputar tanto cuestiones civilizatorias como otras de carácter inmediato, la transformación de las relaciones de fuerza, transformación de la estructura socioeconómica, democratización de la estructura socioeconómica así como también el incremento de derechos. A partir de estas adscripciones conceptuales, el desarrollo del presente trabajo de investigación intentará: 1) definir al sujeto político antagonista; 2) hacer un recorrido del proceso constituyente ecuatoriano para identificar desde el sentido ideológico del discurso del derecho las características contrahegemónicas de la Constitución de Montecristi; y, 3) evaluar una década de intentos y límites en la constitucionalización de estas características contrahegemónicas. [1] Antonio Negri. «El poder constituyente.» En Imperio, multitud y sociedad abigarrada, de CLACSO. La Paz: CLACSO, 2008. [2] Antonio Negri. El poder constituyente. Ensayo sobre las alternativas a la modernidad. Traducido por Simona Frabotta y Raúl Sanchez Cedillo. Madrid: Traficantes de sueños, 2015. [3] Íbid. [4] Massimo Modonesi. «Crisis hegemónica y movimientos antagonistas en América Latina. Una lectura gramsciana del cambio de época.» A Contracorriente, una Revista de historia social y literatura de América Latina Volumen 5 (2008): 115-140
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Modelos de control constitucional como elemento metodológico en la integración de políticas públicas para la interpretación y aplicación de los derechos sociales en el Estado mexicano.
(#6557)
JOSÉ LUIS LEAL ESPINOZA 1;
SINDY YANETH DE LA TORRE PACHECO
1;
OSWALDO MÉNDEZ RAMÍREZ
11 - FACULTAD DE CIENCIAS POLÍTICAS Y SOCIALES DE LA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE COAHUILA.
Abstract:
En la mayoría de las democracias constitucionales contemporáneas, las leyes aprobadas por el poder legislativo son susceptibles de algún tipo de control judicial, con el objeto de asegurar su conformidad con la Constitución, como norma suprema; para ello, han recurrido a diversos mecanismos que se pueden clasificar entre dos grandes modelos: difuso, si el control se encomienda a todos los tribunales de justicia; y concentrado, cuando se concentra en un tribunal supremo que forma parte del propio poder judicial, o un tribunal constitucional con independencia de aquel (Ferreres, 2012: 41). En la actualidad, es difícil encontrar a tales modelos en su representación más pura, ya que con la evolución de la justicia constitucional, se han traslado elementos y características, recíprocamente; de tal manera, que aparecen sistemas híbridos o mixtos. En el sistema jurídico mexicano, aun cuando el artículo 133 constitucional –texto análogo al de la cláusula de supremacía estadounidense- estableció la posibilidad de todos los jueces de realizar un control difuso, imperó la tradición de un control concentrado, a la luz de diversos criterios jurisprudenciales sostenidos por la Suprema Corte de Justicia de la Nación; hasta que con la reforma constitucional en materia de derechos humanos y el expediente varios 912/2010, se instaura sin lugar a dudas, el modelo de control difuso, dando paso a un sistema mixto de control de constitucionalidad, que ofrece grandes expectativas pero también enormes desafíos para los operadores jurídicos (instituciones del Estado), para promover políticas públicas en beneficio de los ciudadanos del Estado mexicano que permitan hacer justiciables, ponderados e interpretativos los derechos fundamentales de sexta generación, como lo son los derechos sociales en general y los derechos políticos electorales y de participación ciudadana en lo particular.
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Perspectivas de la cultura política a través del uso de los massmedias en México (#8575)
Elizabeth Amador Márquez 1; Rubén Ibarra Reyes
11 - Universidad Autónoma de Zacatecas.
Abstract:
Hablar de cultura política y medios de comunicación es introducirse a un mundo complejo y adjetivo de la política y el poder que recaen en las relaciones Estado-sociedad, mismas que, hoy más que nunca, evidencian que un sector no funciona sin el otro, lo anterior deviene de que los también conocidos como massmedias se han establecido como influencia directa en los procesos políticos y sociales de todo el mundo, no es por demás que han marcado el andamiaje de la cultura política a la par de los procesos históricos de México. Así, la comunicación colectiva mantiene un rol transformador en la política a través de un flirteo constante con las cúpulas del poder y la sociedad a través de la massmediatización, es decir, el fenómeno social en el que los medios de comunicación de masa imponen los instrumentos que permiten la trasmisión de contenidos a los individuos y a los diversos grupos que organizan a la sociedad, por lo cual, modifican, segregan y crean conceptos que se insertan e influyen en todos los aspectos del hombre, particularmente en el ámbito democrático. Por lo anterior, a través del presente análisis pretendemos abordar el nivel de influencia de los medios de comunicación en la conformación de la cultura política democrática en México, para lo cual se utilizarán los datos estadísticos de una muestra aplicada en el centro del país a través del cual se conocerá la percepción del demos. Asimismo, la relación entre medios de comunicación y cultura política llama la atención por la necesidad de aclarar y redefinir los conceptos base que tenemos como sociedad, el sentirnos ciudadanos libres y partícipes del destino de nuestra nación nos acerca y nos aleja en un mundo globalizado donde impera el individualismo neoliberal y a su vez impera la reacción de masas frente al control de élites que imponen cómo debe girar el mundo. Sin duda, en el vaivén contextual de la segunda década del siglo XXI el análisis de la cultura política, sus cambios y potestades antecesoras son trascendentales para el conocimiento académico, ya que es el reflejo de la sociedad del porvenir, como porque da sostén a objetos y acciones políticas observables, es decir, a instituciones políticas, al igual que a aspectos políticos de las estructuras sociales.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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La reforma constitucional en materia de derechos humanos en México de 2011 y sus contradicciones (#0362)
Juan José Carrillo Nieto 11 - París 1 Sorbonne.
Abstract:
En el año 2011 se realizó una reforma de la emblemática Constitución Política de los Estados Unidos Mexicanos de 1917. En dicha reforma se transforma la vieja idea de las “garantías individuales” establecida en las constituciones conservadoras del siglo XIX y retomada en 1917, para aceptar el paradigma de los derechos humanos en su mayor amplitud posible. No obstante, la trascendencia de la reforma se ve limitada por las reformas económicas neoliberales impulsadas a la Constitución desde 1982 y las reformas a la legislación secundaria que han tendido a la criminalización de la protesta social. El objetivo de la presente comunicación es exponer las contradicciones que éstas reformas generan en el proyecto constitucional mexicano y la efectivización de la protección real a los derechos humanos en el México contemporáneo.
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Organización, diferenciación y sistemas. Hacia una teoría intermedia del federalismo en México. (#0057)
Adrián Galindo Castro11 - Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo.
Abstract:
El Estado mexicano se autodescribe jurídicamente como una república federal, este principio constitucional ha tenido a lo largo de la historia un desencuentro en cuanto a su normatividad y las prácticas ejercidas por el ejecutivo federal y los gobiernos estatales, por cuanto el primero impidió durante mucho tiempo el ejercicio completo de las funciones de los segundos, fue a partir de la octava década del siglo XX cuando la complejidad del sistema político mexicano evolucionó en la formación de subsistemas políticos en las entidades de la federación. La propuesta que pongo a consideración es observar estos sistemas emergentes a partir de su organización y de la diferenciación que establecen con respecto a las políticas que dirigen hacia los sectores que gobiernan. El marco teórico al que adscribo esta investigación es la teoría de sistemas de Niklas Luhmann, de su arsenal categorial considero conceptos como poder, organización, decisión, riesgo y confianza claves para analizar las formas diferenciadas que han venido adquiriendo las políticas dirigidas a reproducir cada subsistema estatal. En el mismo sentido la teoría de sistemas me permite establecer comparativos –equivalentes funcionales- entre los diferentes gobiernos dentro de una entidad y entre gobiernos de distintas entidades, aspecto del cual no existen estudios adecuados.
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Justicia especial para la paz, Tratamiento de los crímenes de guerra en el caso Colombiano por regiones (#3331)
Andrés Camilo García 11 - Universidad Santo Tomás.
Abstract:
La presente ponencia recoge los resultados de una investigación, ejecutada desde un enfoque socio-jurídico. Donde se realizó un contraste entre las estadísticas suministradas por los informes del centro de memoria histórica, el centro de recursos para el análisis de los conflictos (CERAC) y la unidad de víctimas, de los municipios más afectados, de las regiones del país por el conflicto armado colombiano, con su respectivo análisis, sobre crímenes de guerra; y de los elementos ideales que conforman la ley de justicia transicional la ley 1424 del 2010, junto con los convenios internacionales relativos a éstos crímenes. Esto con el fin de identificar cuanta distancia existe, entre el proceso diferencial que supone la justicia transicional y la norma internacional. Que produjo a modo de resultados: que es de vital importancia un tratamiento especial de justicia, para garantizar escenarios de paz y reconciliación; que teniendo detrás un proceso masivo de desmovilización marcado por diversas críticas, y una percepción de impunidad, como consecuencia de lo que fue el proceso de justicia y paz con el paramilitarismo, (el cual se referencia en la investigación desde una perspectiva comparada), es posible potenciar, refinar y evitar recaer en errores del pasado y así contribuir al establecimiento de una paz estable y duradera. Finalmente, que existe una brecha desigual en términos económicos, de planificación estrategia militar entre las guerrillas colombianas y el ejército nacional lo cual en causa ciertas acciones ilegales o crímenes de guerra. También aparece en segundo orden, el interés de la investigación por comprender desde la teoría, tales conductas criminales, que estrictamente están ligadas a enfrentamientos entre miembros de las Fuerzas Armadas revolucionarias de Colombia (FARC), y miembros del Ejército regular de Colombia. Para tal efecto se utilizó el concepto de “guerra asimétrica” para intentar entender las acciones bélicas que recurren los actores amados, que rompen tanto con la moral colectiva como con las leyes formales. De esta manera, se pretende aportar a la discusión actual sobre la implementación de la justicia especial para la paz, como mecanismo seleccionado para el esclarecimiento de la verdad, reparación y garantías de no repetición a las víctimas.
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Campo jurídico - policial y la práctica de la desaparición de personas. Una etnografia de una causa judicial sobre enterramientos clandestinos en Santiago del Estero, Argentina (#3371)
María Celeste Schnyder 11 - CONICET - INDES (UNSE).
Abstract:
Los gobiernos del kirchnerismo de la primer década del SXXI trajeron consigo la recuperación de un Estado Social y una política de ampliación de derechos que sentaron las condiciones para el debate sobre las deudas en el proceso de democratización argentino. Una de esas deudas tenía que ver con la situación de impunidad en la que se encontraban los responsables del terrorismo de estado en función de los indultos promulgados en la década del 90 por el gobierno menemista. Cuando hacia el año 2003 el gobierno asumió a los derechos humanos como una política de estado, derogando los indultos y las llamadas “leyes de la impunidad” (leyes de Punto Final y Obediencia Debida) cobraron impulso en cada una de las provincias las investigación de las responsabilidades militares y policiales pero también civiles en la articulación del terrorismo de estado. Los juicios a los represores que se llevaron a cabo desde 2003 ofrecen hoy una panorámica de la actuación de los operadores jurídicos, agentes policiales y de inteligencia en las detenciones ilegales y desapariciones útil para el debate socio-jurídico. Este trabajo aborda, por medio del análisis etnográfico de una de esas causas judiciales, el funcionamiento del terrorismo de estado en su dimensión administrativa focalizando en el campo de lo jurídico-policial. Se trata del expediente judicial que investiga 22 sitios con presuntos enterramientos clandestinos de detenidos desaparecidos en el territorio de una provincia periférica del norte argentino, Santiago del Estero. Esta causa contiene las actuaciones que tuvieron en los años setenta operadores jurídicos, agentes de las distintas fuerzas de seguridad y funcionarios políticos ante la aparición de restos humanos sin identificación con signos ostensibles de tortura o muerte violenta. Así como también las actuaciones de estos mismos agentes ante la presentación de denuncias de familiares de desaparecidos en el marco de la investigación de la CONADEP en la provincia. El estudio del dispositivo administrativo articulado en torno a una práctica genocida como es la supresión de la identidad plantea una discusiòn acerca de las prácticas de los operadores jurídicos y agentes de fuerzas de seguridad en los años previos a la dictadura que posibilitaron el posterior montaje del terrorismo de estado y perpetuar la práctica de la desaparición de personas. A su vez la investigaciòn que en la actualidad realiza el Ministerio Público Fiscal de Distrito sobre la “justicia de los 70” y la “justicia de los 80” abre el debate en torno a la relaciòn justicia y política.
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“Un nuevo Código, ¿un nuevo juez?: una aproximación socio-jurídica al estudio de los perfiles de la judicatura en Argentina” (#4063)
Cecilia Soledad Carrera 11 - Universidad Nacional de Córdoba. Universidad Blas Pascal.
Abstract:
Boaventura de Souza Santos (Sociología Jurídica Crítica; 2009) individualiza y categoriza tres funciones judiciales principales: la instrumental, la política y la simbólica. Todas ellas interactúan recíprocamente; tienen una relación dialógica. Ahora bien, en sus fallos los jueces pueden manipular los ideales abstractos contenidos en la ley, ante la vaguedad y las lagunas de derecho o cuando entienden que existe la imposibilidad de realizarlos. Tras la entrada en vigencia del nuevo Código Civil y Comercial, el 01 de agosto de 2015, a los jueces argentinos del fuero civil y comercial se les plantean nuevos retos. Uno de esos desafíos es asumir la consagración de los derechos humanos como fuente explícita del Derecho Civil y, también, como criterio de interpretación, a la vez que tienen la obligación de fundar razonablemente sus sentencias. Este nuevo contexto jurídico alumbra una vía de investigación sociológica cuya finalidad consiste en indagar el perfil del juez a que da lugar el nuevo Código, como así también de conocer cuál es el margen de autonomía con que cuentan al momento de decidir los resultados de los litigios y en función de qué valores y principios ideológicos y jurídicos fundamentan sus pronunciamientos. Esto es posible porque las funciones instrumental y política tienen un marcado carácter simbólico, incidiendo en la visibilización de los valores que la nueva legislación contiene y que se transmiten y aseguran mediante la socialización ejercida por la Judicatura con el auxilio de numerosos recursos, entre ellos los comunicativos. Con el fin de avanzar en la dirección propuesta, esta ponencia propone efectuar un análisis sociojurídico de los aspectos que el novel corpus iuris ha innovado respecto de la labor del juez argentino en materia civil y comercial, en estrecha relación con los fundamentos ideológicos que inspiraron la reforma del nuevo Código Civil y Comercial de la Nación, en el marco de un escenario social y político que ha sufridos profundos cambios en las últimas décadas.
10. Estudios políticos, Sociojurídicos e Instituciones | Metodologías, formas de aproximación a lo juríco y sus reflexividades |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 02 |
¿Cómo se cuantifican las opiniones políticas? Notas para el estudio de la producción y circulación de las encuestas políticas en la Argentina contemporánea. (#4162)
Ana Belén Blanco 11 - CONICET-IIGG/UBA.
Abstract:
La presente ponencia se inscribe en el marco de un proyecto de investigación posdoctoral en curso que lleva por título “Calcular, Medir, Crear corrientes de opinión pública y públicos políticos. Un análisis microsociológico de la consultoría política en la Argentina contemporánea”. Se trata de una investigación orientada a describir y analizar los saberes y las prácticas implicados en las investigaciones y asesorías desarrolladas hoy por las consultoras políticas en la Argentina. Partiendo de la premisa de que los datos que construyen las consultoras políticas para el cálculo y la medición de las corrientes de opinión pública exhiben un peso fundamental a la hora de diseñar y desarrollar las campañas electorales, la publicidad y el marketing político, buscamos profundizar en el análisis de los modos en los que tales cifras son producidas, así como en las formas en las que éstas, y los expertos ligados a su elaboración, circulan ampliamente en la escena pública, sobre todo en épocas electorales. A través de la realización de una serie de entrevistas en profundidad a directores y trabajadores de diversas consultoras argentinas y del análisis de bibliografía primaria y secundaria, se busca aportar al conocimiento de un campo de expertise específico (la consultoría política) cuya producción inmaterial (datos estadísticos) es movilizada crecientemente en diferentes ámbitos por diversos actores (expertos, políticos, periodistas, ciudadanos), configurando y reconfigurando amplias y complejas redes en las que los propios datos y actores se definen y re-definen en relación. En la descripción y análisis de la producción de los sondeos de opinión es plausible identificar operaciones de captura de corrientes de opinión y su re-creación en términos de tendencias. A través de la elección de ciertos interrogantes y temáticas a medir en diversas coyunturas, efectivamente se definen cuestiones de interés general, se performan agendas y problemáticas de la discusión política que bien pueden rastrearse al observar cómo los datos producidos son movilizados, no sin tensiones, por distintos actores sociales. Atender a las decisiones teórico-metodológicas que subyacen a las encuestas políticas resulta clave para, por un lado, comprender la articulación entre los sondeos de opinión, la publicidad, el marketing y las campañas electorales. Y, por otro, en estrecha sintonía con aquello, reflexionar en torno a los efectos que tales discursos expertos ostentan para la configuración y reconfiguración de públicos políticos en la actualidad, modificando de modos diversos la fisonomía y dinámica de las arenas y debates políticos.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 02 |
Encrucijadas del proceso de globalización: la administración de justicia y la profesión jurídica frente a las crecientes demandas de justicia social en Argentina (#8390)
Mariana Anahí Manzo 11 - Conicet-Centro de Investigaciones Jurídicas y Sociales (CIJS-UNC).
Abstract:
La presente ponencia se enmarca en las crecientes demandas de justicia social que expresa la nueva ciudadanía en relación con la administración de justicia y profesión jurídica en Argentina. Se justifica la importancia de la temática, ya que si bien, se observa, por un lado, un Estado de derecho que reconoce y amplia derechos individuales, sociales y colectivos, en contraposición, se evidencia que las políticas neoliberales han profundizado e intensificado la desigualdad social, ampliando las necesidades jurídicas insatisfechas de las poblaciones históricamente vulneradas. La mayoría de estas poblaciones, son excluidas y/o restringidas del acceso a la justica como al asesoramiento profesional de abogados/as capacitados para la resolución de la multiplicidad de conflictos sociales que se suscitan en periodos de crisis y transición del proceso de globalización. De allí, que frente a esta contradicción, la ponencia toma como objeto de reflexión el interrogante con respecto a si la administración de justica tradicional como la concepción de derecho y de ejercicio profesional dominante, son adecuados para brindar un asesoramiento de calidad frente a las crecientes demandas de justicia social en las sociedades globales. Para responder este interrogante, presentaremos resultados preliminares de la investigación en desarrollo, que aplica una metodología cualitativa de análisis, y que identifica como diagnósticos aquellos estudios socio-jurídicos conducidos en el área de educación y profesión jurídica como de administración de justicia en Argentina.
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Revisión téorica sobre la judicialización de la política (#3064)
Daniel Tacher Contreras 11 - Universidad Autónoma de la Ciudad de México.
Abstract:
Este trabajo expone una revisión de los principales aspectos que definen la judicialización de la política como corriente analítica, enfocada a estudiar el uso estratégico de las instituciones judiciales y sus efectos en el creciente número de problemas políticos que son resueltos en el ámbito judicial. El objetivo es fortalecer un marco de referencia que contribuya a explicar la importancia del estudio de la judicialización de la política relacionada, con la expansión de regímenes democráticos que suponen la desconcentración del poder entre ramas y niveles del gobierno, como entre instituciones del Estado. Se parte de una definición general que expone la judicialización de la política como estrategia observable en contextos donde las instituciones judiciales son percibidas como instituciones con mayor reputación, imparciales y efectivas, cuya función excede el ámbito técnico jurídico de lectura de la ley y adquiere relevancia, como un subsistema político de resolución de conflictos. Lo anterior, sin omitir que el funcionamiento de estas instituciones remite a la tradición de separación de poderes constituidas políticamente y cuya operación no se encuentra exenta de influencias ideológicas. El punto central del debate es analizar la influencia política en las decisiones judiciales y centrar la atención en la forma en que esas decisiones, tradicionalmente estudiadas desde el lenguaje técnico del derecho, son decisiones políticas. De esta forma, se hace frente al cuestionamiento teórico que debate su ausencia como corriente específica, para lo cual se propone clasificar en cuatro categorías de procesos políticos. El primero se utiliza para referirse a la inclusión del discurso jurídico en los procedimientos de la esfera política y en los procesos de elaboración de políticas públicas. El segundo muestra la expansión del papel de las cortes en temas vinculados con el desarrollo de políticas públicas principalmente en la revisión de actos administrativos que dan nuevas definiciones de los límites de la acción burocrática. El tercer ámbito consiste en la creciente dependencia en tribunales y jueces para resolver conflictos de naturaleza enteramente política. En cuarto tipo de judicialización política es el vinculado con el análisis de delitos cometidos por regímenes autoritarios en países que han transitado a la democracia.
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JUSTIÇA INJUSTA: UMA ANÁLISE DA DESIGUALDADE SOCIAL REFLETIDA NO PODER JUDICIÁRIO, TENDO COMO BASE O LIVRO OS MISERÁVEIS (#7102)
Thiago Barbosa Lacerda 1; Fernandes Monteiro de Melo Arquimedes
11 - ASCES UNITA.
Abstract:
Os Miseráveis é uma obra grandiosa não apenas pelo longo texto, muito menos pelas inúmeras reviravoltas na trama, mas principalmente por conseguir tratar de forma tão simples o complexo debate acerca do ideal de justiça. Através da saga do podador de árvores Jean Valjean, condenado à prisão nas galés por roubar um pão, Victor Hugo desnuda toda a crueldade da sociedade francesa do século XIX, denunciando sua extrema desigualdade social e seu sistema judiciário tendencioso. Construindo sua ficção a partir de notícias de jornal e pesquisas nos cárceres, Hugo produz mais um manifesto que um romance. Já no prefácio antevê, como numa profecia, que enquanto situações semelhantes às narradas no livro perdurassem a leitura da obra seria válida. Quase duzentos anos depois, no Brasil do século XXI, a situação é inacreditavelmente semelhante à história francesa. Mulheres e homens miseráveis levados à criminalidade pela extrema pobreza e recebendo a punição desproporcional de um sistema judiciário explicitamente seletivo. Tal qual no romance, há aqui cárceres que mais parecem “infernos na terra”, nas palavras do próprio autor, perpetuando um círculo interminável de violência, punindo triplamente através do estigma de prisioneiro, muitas vezes adquirido por motivos banais. Assim, o trabalho tem como objetivo traçar os paralelos entre o tempo e espaço de Os miseráveis e a realidade contemporânea brasileira, por meio de uma análise da prática punitiva vigente. Esse estudo demonstra de forma assustadora a atualidade da obra de Victor Hugo e a premente necessidade de explorá-la.
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El concepto de “política pública de Justicia” y el Ministerio Público Fiscal en Argentina (2009-2016), una investigación sobre la el "pensamiento estatal". (#6574)
Yanina Guthmann 11 - CONICET, IIGG.
Abstract:
En este trabajo discutiremos algunos puntos de la teoría sobre “pensamiento estatal” (Abad y Cantarelli) en su cruce con la bibliografía sobre políticas y administración públicas clásicas (Oszlak, Crozier, etc.). Basados en la pregunta sobre la dimensión institucional que estructura la subjetividad de los funcionarios y como el Estado sigue siendo, a pesar de los procesos globalizadores, un articulador de la subjetividad moderna (Loureau), presentaremos en esta ponencia, el marco teórico y los primeros avances empíricos, de una investigación sobre el Ministerio Público Fiscal, que empecé en 2016. En este sentido, nos interesa contribuir frente a los debates en torno al concepto de “política pública de Justicia”, su especificidad frente al de “política criminal” y a la vez, indagar la influencia que han tenido los juicios de Lesa Humanidad y las recientes políticas de derechos humanos en Argentina, en este punto. La Justicia suele pensarse a sí misma, como un campo particular, aparte, en el Estado, y los Juicios de algún modo permitieron una nueva reflexión en torno a su pertenencia a este, y a su relación con lo político en sí (valores, responsabilidad, compromiso).
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La hermenéutica de los derechos humanos en el Mercosur durante la primera década del siglo XXI (#7126)
Orlando Inocencio Aguirre Martínez 11 - Universidad Católica de Asunción.
Abstract:
La ponencia presenta parte de los resultados de la tesis defendida para acceder al grado de Maestro de Derechos Humanos defendida en julio del 2016. La investigación buscó analizar los elementos hermenéuticos presentes en la redefinición del concepto de derechos humanos en los actores gubernamentales de los países miembros del Mercosur durante el periodo 2005-2011, principalmente aquellos nuevos enfoques emergentes a partir de la IV Cumbre de las Américas celebrada en el mes de noviembre del 2005 en la ciudad argentina de Mar del Plata. El tipo de estudio es descriptivo con enfoque comparativo y paradigma constructivista, que a partir de su perspectiva transdisciplinaria permitió examinar al concepto de derechos humanos y a su hermenéutica como un fenómeno que, como el poder, esta sujeto la lucha entre diversos actores (sociedad civil, presidentes, partidos políticos, sindicatos, empresas transnacionales y organismos internacionales) por su control y hegemonía. Para llegar a estas definiciones, se examinaron dos casos de organismos públicos de promoción y protección de derechos humanos creados bajo coyunturas distintas bajo el enfoque de “historias conectadas” de María Ligia Coelho Prado (2005): La primera, en la década del noventa en México en pleno auge del TLCAN (NAFTA); La segunda, creada en el 2009 en el Mercosur bajo gobiernos del signo progresista en Buenos Aires. El aporte fundamental del trabajo, de fuerte carácter sociológico sobre todo por los tiempos actuales que se viven en la región, consiste en reconocer al concepto de la “transición” como base de las construcciones del sujeto de derechos humanos y de la democracia. Este concepto es el “trofeo” por el cual se han disputado todos los actores señalados para determinar el inicio, la continuidad o el cierre de determinadas etapas de la política local o regional, de tal manera a establecer sus propias agendas en las estructuras institucionales creadas. Palabras clave: Derechos humanos, hermenéutica de derechos humanos, democracia, transición.
14:00 - 16:00 00_Panel
Panel |
Wednesday 06/12 | 14:00 - 16:00 | Fac. Derecho | 02 |
Policía y seguridad en regímenes democráticos 1 (#9329)
Sabina Frederic 1; Juan Andrés Antillano Isaac
2; Gabriela Reyes Rodas
3;
Mariana Da Silva Lorenz
4; Tomas Bover
5; Sabrina Calandron
6;
Santiago Galar
6;
Elea Maglia
5;
Nicolas Barrera
51 - UNQ CONICET. 2 - UCV. 3 - Unidad de Apoyo para la Gestión de Políticas Públicas. 4 - IIGG CONICET. 5 - Instituto de Desarrollo Económico y Social - IDES. 6 - Instituto de Investigaciones en Humanidades y Ciencias Sociales - IdIHCS/UNLP-CONICET.
Abstract:
El panel se enmarca en el grupo de trabajo CLACSO Policía y seguridad en regímenes democráticos. Este se armó a partir de la necesidad de concentrar en un mismo espacio a investigadores latinoamericanos que abordaran de distintas aristas estudios de las fuerzas de seguridad en democracia (políticas públicas, formas de financiamiento, (in)seguridad, género, tics) para favorecer el intercambio y la comparabilidad de las diferentes realidades. Hemos pensado para este encuentro que cada expositor presente un breve informe sobre la realidad de la temática en su país (en el caso de los Argentina les hemos pedido que agrupen sus participaciones por afinidad temática) para luego relatar los principales ejes de su investigación. La gran convocatoria de ALAS hizo necesario dividir en tres paneles el encuentro 1) Policía y Fuerzas de seguridad en América Latina 2) Políticas de seguridad en América latina 3) Perspectivas en seguridad y fuerzas de seguridad para América latina. La seguridad o más bien su déficit la (in) seguridad emerge como un problema central en los últimos años en América Latina, asumiendo un lugar prioritario en las agendas de diferentes campos: político, mediático y académico– A pesar de su persistente actualidad su construcción no se cuestiona, aparece como un problema dado que hay que solucionar, y donde las fuerzas de seguridad son causa y solución del problema. Es así que el crecimiento cuantitativo del personal policial, las reformas organizacionales sobre las fuerzas policiales y la inversión tecnológica en seguridad parecen haber sido medidas recurrentes en la región. La seguridad es un campo problemático todavía constituido más por la urgencia y la razón de Estado, que por problemas científicos. Nos proponemos justamente restituir los interrogantes de las ciencias sociales para mostrar condiciones de producción y regulación situacional de conductas que suelen considerarse fuera de la racionalidad de Estado. De este modo, se vuelve indispensable conocer los mecanismos que vehiculizan el gobierno democrático de la (in)seguridad, desentrañar cuales son las prácticas que producen, que fuerzas de seguridad emergen como posibilidad y qué efectos pueden desprenderse de estas articulaciones. Es importante tener en cuenta que el despliegue de estas representaciones y prácticas en torno al problema de la (in)seguridad y su gobierno no deviene de una estrategia planificada, con objetivos pre-establecidos, y a través de intervenciones cuidadosamente desplegadas. Se tratará de describir entonces esos conjuntos superpuestos y las tensiones correspondientes al ámbito de las políticas públicas del área para poder identificar y analizar los efectos sobresalientes de estas combinaciones. La seguridad en América Latina no puede ser pensada ni problematizada por fuera del fortalecimiento y consolidación democrática que ponga en discusión la función de las fuerzas de seguridad y las fuerzas armadas sus alcances y espacios de injerencia. Es a partir del análisis de las fuerzas de seguridad que pretendemos dar cuenta de una de las dimensiones clave del problema de la (in) seguridad, tal como es abordado por los gobiernos constitucionales de la región. El estudio de la Ciencias Sociales sobre las fuerzas de seguridad, es relativamente reciente, en América Latina comenzaron a ser consideradas relevantes para la investigación recién durante los años ochenta. Hasta entonces, habían sido eclipsadas por las fuerzas armadas en tanto ellas marcaron definitivamente la vida de los países latinoamericanos. En este contexto jugaron un rol decisivo los organismos de defensa de los derechos humanos, quienes contaban con una trayectoria de denuncia a los gobiernos dictatoriales y, una vez inaugurada la transición a la democracia, pudieron enfocarse en la vulneración de estos derechos en las nuevas democracias latinoamericanas. Sólo entonces las fuerzas de seguridad pudieron ser especificadas como objeto de reflexión y de estudio. Los estudios académicos que las toman por objeto emergen como correlato de la preocupación por repensar el accionar de estas fuerzas en el marco del estado de derecho y la vida democrática. Y no es casual que los primeros en analizarlas fueran los organismos defensores de los derechos humanos. Esta inscripción del problema lo delimitó como un problema principalmente jurídico por lo que tradicionalmente los estudios sobre las fuerzas de seguridad en el campo académico asumirán un enfoque normativo. Por su parte, las dictaduras militares dejaron una grieta: la seguridad y el orden público por un lado, y la democracia por el otro. En este marco los primeros abordajes constituyeron intentos por restaurar o suturar la grieta abierta entre seguridad interior y democracia. Se trataba de pensar unas fuerzas de seguridad capaces de garantizar el orden público, pero replegadas a los principios de la democracia y el estado de derecho. A partir de estos primeros avances el campo de estudios siguió creciendo al punto de tener investigadores y grupos abocados a su estudio en distintas universidades y centros de investigación, a su vez muchas agencias de promoción científica han considerado el estudio de las policías como tema prioritario. Sin embargo, no se ha desarrollado una red que nuclee a los investigadores y sus equipos, y a pesar de que existen las relaciones personales no se ha desarrollado un sistema formal de vinculación. Corresponde profundizar tanto en las formas de policiamiento que emergen a partir de las políticas llevadas adelante por los distintos gobiernos, en contextos políticos concretos y de muy distintos signos políticos y como en el reposicionamiento de las fuerzas policiales en virtud de esta demanda socio política, ambas dimensiones clave para comprender los regímenes democráticos de la región. Así el panel tratará tanto en las formas policiamiento que emergen a partir de procesos de democratización, estatal y social, y los modos en que la dinámica del sistema democrático, en particular los cambios en el sistema político y en las orientaciones sustantivas de los gobiernos han impactado en la formulación de políticas de seguridad, tanto a nivel nacional como loca, tematizando en particular los modos en que han impactado las burocracias policiales y militares?, y el modo en que esas burocracias se han integrado en los nuevos ensambles de componentes securitarios, tanto tradicionales (judiciales, carcelarios) como nuevos (planes de prevención, sistemas de video-vigilancia urbana, etc.).
16:30 - 18:30 00_Panel
19:00 - 21:00 Actividades culturales
Documentário Sobre a Fotografía comunitaria
Adriana Hidalgo
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
04. Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia | 4. Participación política y legitimidad de las instituciones |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 03 |
Pepe Mujica -“La austeridad es lucha por la libertad”: A heterodoxia do presidente “mais pobre do mundo” frente à doxa do consumo global. Carácter de la ponencia: avance de investigación en curso (#0341)
Daiane Carnelos Resende1; Luiz Demétrio Janz Laibida
11 - UFPR.
Abstract:
Falar de Pepe Mujica é fazer referência a um dos maiores líderes políticos da atualidade. O alcance planetário da figura de Mujica tem gerado muitas controvérsias, em especial, por sua opção de escolher uma “vida simples”, mesmo ocupando a presidência do Uruguai. Desde que assumiu o poder em 2010, Mujica tornou-se alvo da imprensa internacional, principalmente por ter sido um ex-guerrilheiro que chega ao governo pelo viés democrático e também a forma de viver da maneira “sustentável”, mesmo estando inserido numa estrutura de consumo globalizado. Este trabalho tem a intencionalidade de demonstrar um pouco da trajetória de Pepe Mujica, explicando a importância da austeridade como forma de liberdade, ou seja, em um mundo envolto pela lógica do consumo, como um agente pode fazer a opção de um estilo de vida simples, como forma de expressar a liberdade, de não se sentir escravizado pelo “ter”, bem como desconstruindo as amarras impostas pelo trabalho desgastante e opressor da atualidade. Também se pretende demonstrar como algumas políticas públicas implementadas no Uruguai por Mujica, deram certo e garantiram aos uruguaios maior liberdade de escolha como: legalização do aborto e da maconha, entre outras. Para tanto, como metodologia, serão utilizadas as pesquisas teórico-bibliográficas e também será realizado um mapeamento qualitativo referenciando a trajetória do agente político em questão. Para a consecução deste trabalho serão utilizados alguns insights teóricos sobre trajetória, habitus, campo político, capitais, poder simbólico entre outros do mote Bourdieusiano que são fundamentais para analisar a atuação de Mujica dentro do campo político e a sua “distinção” para com os demais presidentes. Para delinear a doxa relacionada ao consumo global nuances da teoria de Boaventura de Sousa Santos (2002), no que referencia o processo polissêmico de globalização, que “transforma os cidadãos em consumidores” será de grande valia para um entendimento mais consubstanciado de alguns ditames econômicos vigentes. E no que se refere a uma práxis disseminada por Mujica a da politização do consumo, será feita uma discussão com as teorias de Néstor García Canclini (1995), principalmente no incentivo do rompimento do hábito do consumo televisivo, Michel Foucault com a noção de função-autor e Pêcheux para entender o processo de heroicização de Mujica pela mídia. Segundo Pierre Bourdieu(1996) a doxa seria o que é tido como socialmente garantido ou "natural" no campo, ou seja, as representações dominantes dentro do campo. Há também a heterodoxia, isto é, do questionamento e da desnaturalização da doxa pelo surgimento de uma doxa alternativa, e investigando a existência de uma ortodoxia, uma reação à heterodoxia, uma estratégia acionada pelas forças dominantes em um campo no sentido de cristalizar uma doxa. Palavras-Chave: Austeridade, Consumo, Heroicização, Políticas Públicas.
04. Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia | 4. Participación política y legitimidad de las instituciones |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 03 |
Participación política de las mujeres; vindicación y violencia política en México (#0512)
Sandoval Vázquez Francisco Rubén
1;
Castañeda Hernández Yorceli21 - Universidad Autónoma del Estado de Morelos. 2 - Centro de Estudios Políticos y Sociales.
Abstract:
Las mujeres representan más del 50% de la población mundial, no obstante en el decurso de la historia de la humanidad han sido sometidas a la voluntad masculina enfrentando la discriminación social y política. No existen vestigios antropológicos de una sociedad matriarcal pasada o presente, el sometimiento de la voluntad de las mujeres al arresto de los hombres no sólo permea en lo político sino también en lo cultural, lo que se traduce en segregación y violencia política; teniendo como principal argumento de la alienación femenina su sexo. En estas condiciones históricas resulta pertinente indagar sobre la participación política de las mujeres en las sociedades que formalmente han creado sistemas democráticos de elección de sus representantes en occidente, es decir, aquellas sociedades que se reconocen como democráticas a partir de la definición de sus sistemas político-electorales en sus constituciones políticas. Es sabido que existen sociedades que se han organizado para excluir a las mujeres de todo proceso político y de toma de decisiones, que les niegan el derecho a estudiar, a transitar con libertad, a expresar sus ideas, en razón de su sexo; sin embargo las sociedades que se reconocen a sí mismas como democráticas deben incluir a las mujeres en condiciones de equidad. En México, donde francamente se admite la transición democrática, la equidad de género aún es una asignatura pendiente como se demostró en las elecciones presidenciales de 2012, en las que la candidata a la Presidencia logró sólo una cuarta parte de los votos emitidos. La reforma política de 2012 impulsó las llamadas cuotas de género que buscaba una paridad de 50-50 en la postulación de candidatos de las diversas fuerzas políticas. A pesar de ello, la obligatoriedad de dichas cuotas de género no logró en el 2015 un cambio significativo en la conformación del congreso mexicano, tampoco los gobiernos locales. Este reporte de investigación plantea que es la masculinización de la política un obstáculo a la equidad por encima de las cuotas de género, generando violencia así como discriminación política contra las mujeres. Con el propósito de soportar los argumentos de esta investigación se realizó una triangulación metodológica empleando técnicas cuantitativas y cualitativas: entrevistas a profundidad además de grupos focales con mujeres que ejercen puestos de elección popular desde lo local hasta lo nacional así como un estudio no probabilístico aleatorio simple a través de una encuesta estandarizada en busca de criterios de selección de candidatos y predictores de intención del voto. Se encontró que en México la transición democrática está lejos de incluir a las mujeres ya que la violencia política que se ejerce en contra de ellas va más allá del marco legal situándose en aspectos socioculturales de exclusión y opresión femenina.
04. Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia | 4. Participación política y legitimidad de las instituciones |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 03 |
Participação como método de governo?
Potencialidades e limites na institucionalização de experiências transcalares de participação social no estado do Rio Grande do Sul, Brasil e na região Toscana, Itália. (#0543)
Igor Ferraz Da Fonseca Fonseca 11 - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada/Brasil - Universidade de Coimbra /Portugal.
Abstract:
Nas últimas décadas, houve um crescimento exponencial das iniciativas focadas na democracia participativa e deliberativa ao redor do mundo, com um predomínio de experiências locais. No entanto, ao longo do tempo, ficou cada vez mais claro que as experiências locais apresentam diversas limitações em consubstanciar os novos ideais democráticos. Como tentativas de superar tais limitações e de ampliar os alcances e os resultados da participação social, é percebido o surgimento de processos supralocais, que buscam aplicar seus conceitos e práticas em contextos regionais e nacionais. Este salto de escala muitas vezes é promovido por instituições estatais, e é acompanhado por uma tendência de institucionalização da participação social por meio de leis, decretos e demais instrumentos típicos da lógica estatal. O objetivo central desta pesquisa é analisar as potencialidades e limites do scaling-up e da institucionalização processos de democracia participativa e deliberativa em um novo momento de sua trajetória. Tal trajetória implica tentativas de traduzir do discurso para a prática a ideia de participação como método de governo, indo além de processos de experimentação e de boas práticas em democracia local. Para tanto, este trabalho analisa a implementação de duas experiências de participação institucionalizadas em nível regional, em dois continentes diversos (América Latina e Europa): (1) o Sistema Estadual de Participação Popular e Cidadã do Rio Grande do Sul, Brasil, institucionalizada pelo decreto estadual nº 49.765/2012 e (2) A Política Regional Toscana para Promoção da Participação, na Itália, orientadas pelas leis regionais nº 69/2007 e nº 46/2013. Ambas as experiências são pioneiras em sua área de atuação, premiadas internacionalmente por seus desenhos e resultados. Além disso, com inspiração nas experiências estudadas, outras leis e sistemas de participação foram aprovados na Itália e no Brasil, contribuindo assim para o fortalecimento das tendências de scaling-up e de institucionalização da participação. Em cerca de dois anos de pesquisa de caráter qualitativo, foram realizados trabalhos de campo que acompanharam a implementação dessas experiências e contaram com a realização de 50 entrevistas semiestruturadas com atores do Estado e da sociedade civil. Em suma, a pesquisa – ainda em fase de finalização – busca: (a) apontar os conflitos e sinergias relacionados à institucionalização de instrumentos normativos orientados para a democracia participativa e deliberativa em escala supralocal (b) identificar as principais mudanças nos processos de implementação dessas políticas quando estas deixam de ser focadas em experiências piloto locais para estruturar-se níveis regionais; (c) apontar quais as principais características na forma de implementação de processos participativos transcalares e institucionalizados, com maior direcionamento do Estado e (d) discutir qual a influência da maior institucionalização e do scaling-up nas potencialidades de conexão entre participação, policy making e processo decisório em torno de políticas públicas.
04. Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia | 4. Participación política y legitimidad de las instituciones |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 03 |
La individualización en América Latina: consecuencias en la participación electoral (#0546)
Sergio Tapia López 11 - Universidad Iberoamericana, Ciudad de México.
Abstract:
La siguiente ponencia versa sobre la individualización de la vida y sus consecuencias políticas, específicamente con la participación electoral. Mediante un análisis del comportamiento de los individuos en algunos casos concretos en América Latina, se pretende identificar que el proceso de individualización está ocurriendo en sociedades como las nuestras, que se caracterizan por no ser altamente diferenciadas. El fenómeno de la individualización vinculado a la representación electoral sugiere que se trastocan las formas tradicionales de hacer política en las sociedades, mismas que se ven en crisis y se cuestionan en su legitimidad. De acuerdo con las teorías de la individualización de la sociedad, los ciudadanos construyen nuevos problemas políticos/sociales/culturales que no se ven relacionados con la rigidez institucional que se presenta en la agenda del gobierno. Generando de esta manera nuevos referentes y preocupaciones al margen política tradicional; se trata de que diferentes grupos sociales, sobre todo los constituidos por jóvenes, priorizan nuevos campos de preocupación y temas políticos que se apartan de la política formal. Dando como resultado –paradójicamente- que el fenómeno del abstencionismo sea resultado, más de que de un desinterés en la política, de la búsqueda y realización de nuevas formas de organización y participación política. Palabras clave: Individualización, Participación Electoral, América Latina, Estado
04. Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia | 4. Participación política y legitimidad de las instituciones |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 03 |
Participación electoral de los estudiantes universitarios cubanos: significados “situados”. (#0951)
Lázaro De Jesús González Álvarez 11 - El Colegio de México.
Abstract:
En esta ponencia expondré una interpretación sociológica del significado del acto de votar entre los estudiantes de pregrado de la Universidad de La Habana, articulándolo con los rasgos centrales del modelo sociopolítico cubano. El estudio de la construcción significativa –generalizaciones, formalizaciones e idealizaciones– en torno a los procesos electorales en este tipo de régimen no democrático, nos permite abundar sobre la importancia y funciones de las elecciones en países que tienden al totalitarismo. Dentro de estos contextos totalizantes, las elecciones constituyen más una herramienta para el ejercicio del poder que un criterio de su legitimación; tienen apenas un valor instrumental auxiliar. En tales condiciones, la legitimidad deriva de la “superioridad” de un proyecto ideológico, avalado por cierto respaldo popular. Pero, ¿qué significa votar para los ciudadanos de una sociedad que presenta signos claros de flexibilización de su tendencia totalizadora? Para estudiar el significado del acto de votar en Cuba, escogimos una unidad de observación clave dentro de los distintos segmentos que componen la sociedad criolla: los estudiantes universitarios. Específicamente nos concentramos en entrevistar a alumnos de la Universidad de La Habana (U.H.), la más antigua e importante del país, crisol histórico de culturas y prácticas políticas. Durante el último medio siglo, la U.H. ha sido escenario de una desigual contienda entre, por un lado, un orden centralizador, autocrático e ideológicamente monolítico, que define las reglas y recursos de la universidad; y, por el otro, una serie de iniciativas espontáneas, las cuales –a medio camino entre la cooptación y la rebeldía– buscan canalizar el sentir del alumnado, pero no cuajan. Entre diciembre de 2014 y enero de 2015 realizamos 18 entrevistas[1] en la U.H., en el contexto de los sendos anuncios presidenciales sobre el restablecimiento de las relaciones bilaterales entre Cuba y Estados Unidos. La muestra quedó constituida por alumnos de 15 carreras y 12 facultades (de un total de 18 facultades); el mayor número educandos sin responsabilidades directivas ni militancia política, pues estos constituyen la amplia mayoría dentro del universo estudiantil. Estrategia metodológica de la exposición: a) Presentación del problema. b) Breve marco teórico/epistemológico de partida. c) Síntesis de la metodología empleada. d) Exposición de los resultados. e) Conclusiones. [1] La entrevista es un método que implica un esfuerzo de doble hermenéutica, toda vez que traduce al lenguaje técnico de la Sociología la interpretación “ordinaria” que tienen los alumnos sobre su participación electoral. Tal interpretación de la interpretación permite recuperar la enorme experiencia significativa que acumulan los actores en su (re)producción del mundo social; pero, a la vez, presenta grandes riesgos comprensivos que el investigador debe tener en cuenta.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 03 |
Juventudes y participación política en México, el caso de los millennials. (#1415)
Andrea Álvarez Rodríguez 11 - Universidad Iberoamericana.
Abstract:
Tradicionalmente se ha pensado a la generación de jóvenes nacidos entre la década de los años ochenta y el año dos mil, como una de las generaciones más apáticas en cuanto a participación política. Se piensa que el descontento político y la desconfianza en las instituciones que se ven reflejadas en la poca participación política de este grupo social, fueron los responsables del Brexit británico y la victoria del no en el plebiscito por el acuerdo de paz en Colombia. Estos acontecimientos han puesto sobre la mesa importantes diferencias intergeneracionales entre los jóvenes millennials con una mentalidad global, con respecto a sus padres, pertenecientes a la generación del baby boom. Hoy por hoy, la llamada generación “Y” está en el centro del interés político, pues la participación de los jóvenes y sus percepciones sobre la política institucional han tenido consecuencias políticas, económicas y sociales relevantes. Actualmente se considera necesario comprender a esta generación ya que se trata de un grupo complejo y a veces impredecible, pero determinante en las decisiones políticas y los resultados electorales. La presente ponencia estará orientada por las interrogantes: ¿Que tanto se interesan y participan en la política los jóvenes mexicanos de la generación millennial? Y ¿Qué tan satisfechos se encuentran con la política y las instituciones políticas? Para darles respuesta se recurrirá a la técnica cualitativa del grupo focal, la cual permitirá comprender, desde el punto de vista de los jóvenes millennials, las ideas y percepciones sobre la política, así como aproximarnos a sus formas de participación, con ello se espera contribuir a la comprensión de los jóvenes y sus expectativas sobre la política y la democracia en México.
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O sistema eleitoral brasileiro e a perspectiva de uma reforma política salutar para o amadurecimento da democracia no Brasil. (#1592)
Maria Laura Maciel Fernandez 1;
Marcelo Nunes Apolinário
11 - Universidade Federal de Pelotas.
Abstract:
O presente trabalho busca dar ênfase nos sistemas eleitorais utilizados no Brasil, quais sejam: majoritário e proporcional. Em uma democracia representativa, na qual a população elege representantes para o exercício do poder político, é importante um sistema eleitoral que cumpra com os interesses e as demandas da sociedade. Imprescindível que nesse regime sejam fortalecidos os vínculos entre governantes e governados para que se consolide uma política governamental estável e legitima. Além disso, importante constatar que os sistemas eleitorais adotados pelos diversos Estados exercem grande influência no comportamento das instituições e, sobretudo, na orientação política do regime instaurado. Assim, o presente trabalho busca analisar as peculiaridades intrínsecas e as consequências que o atual modelo impõe à embrionária democracia brasileira. No Brasil, senadores e os cargos executivos de presidente, governadores e prefeitos, são eleitos pelo sistema majoritário. Os deputados federais, estaduais e vereadores, cargos legislativos, são eleitos pelo sistema proporcional. Procura-se elucidar as vantagens e desvantagens de cada um, pois, como os sistemas definidos na Constituição de 1988 encontram-se em certos aspectos defasados, uma vez que no atual cenário político fica evidente a presença do corporativismo, do personalismo nas eleições proporcionais, do clientelismo, dos “caciques” partidários, da desigualdade econômica, da fragmentação partidária, entre outros problemas. O trabalho procura mostrar como aprimorar os sistemas para se adequarem à atual conjuntura política e social do país. A pesquisa, de caráter qualitativo, é realizada sobre a base bibliográfica-documental. Quanto à pesquisa bibliográfica, ela oferece o suporte necessário para a compreensão de conceitos, teorias e sobre o funcionamento das instituições políticas. Já, a pesquisa documental, foca no estudo da legislação e da jurisprudência referentes ao tema proposto. Há também a análise das propostas para uma Reforma Política no país, que dentre as possibilidades sugeridas encontram-se: a mudança do sistema proporcional para os cargos do Legislativo ou a mudança do tipo de lista utilizado, que atualmente é a aberta. Os sistemas foram implementados tendo em vista uma maior participação da sociedade no governo, mas que os representantes, corrompidos pelo poder, os utilizam em proveito próprio. Assim, vai sendo cada vez mais assegurada a necessidade de uma Reforma Política nos sistemas eleitorais. O processo de construção da democracia encontra-se anêmico. A democracia no Brasil está longe de ser a ideal em termos de representatividade. Portanto, a Reforma Política é uma das soluções para além de apontar a melhor solução, ver quais os desdobramentos que estas podem gerar na política e na sociedade brasileira. Quatro condições são certas para que a democracia não desvaneça: eleições periódicas, livres, competitivas e não manipuladas. Com esses quatro requisitos, somados com bons sistemas eleitorais utilizados, uma democracia representativa mais sólida, que vá além do voto, se consolidará.
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Representação e participação política na primeira década de privatização da telefonia no Brasil: as interfaces de um caso (1998-2008) (#1782)
Lima De Almeida Ivana Cristina 11 - Universidade Federal do Paraná.
Abstract:
Na primeira década de privatização dos serviços de telefonia do Brasil (1998-2008), as lideranças do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações do Paraná (Sinttel) presenciaram fatos inéditos em sua história: ausência de participantes nas assembleias, baixa filiação sindical e declínio acentuado no comparecimento às eleições. Os dirigentes justificaram esses fenômenos pelos efeitos desarticuladores do processo de privatização. Mas se, por um lado, é possível evidenciar que, frente a uma conjuntura percebida como crítica, os trabalhadores tendem a afastar-se dos sindicatos; por outro lado, a baixa adesão a uma instituição representativa como o Sinttel-PR pode revelar também uma situação de crise do sentimento de estar representado, comprometendo os laços que, idealmente, deveriam ligar representantes e representados. Apoiado teoricamente no debate da ciência política e da sociologia sobre a representação política e, metodologicamente, em dados estatísticos, relatórios, entrevistas, aplicação de survey (aos dirigentes e a uma parcela de trabalhadores), além de observações realizadas durante 18 meses no sindicato, esse estudo de caso procurou apreender as interfaces da relação entre representantes e representados no Sinttel-PR, articulando a problemática da participação e da cultura política frente à emergência de novas condições estruturais. As análises efetuadas apontam para a existência de um descompasso entre as novas estratégias políticas de atuação sindical de suas lideranças e as demandas dos trabalhadores telefônicos, diante das transformações ocorridas no setor. Palavras-chave: Representação Política. Participação. Sindicato. Telecomunicações. Paraná.
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El papel de la institucionalización de la perspectiva de género en los feminicidios de México. (#1790)
Citlalin Ulloa Pizarro 1; Angélica Lechuga
21 - Departamento de Ciencias Sociales y Políticas, Universidad Iberoamericana.. 2 - Quiñones.
Abstract:
La institucionalización de la perspectiva de género fue pensada por los movimientos feministas mundiales como un objetivo a lograr para que las poblaciones de mujeres pudieran alcanzar la igualdad de derechos, de trato y de oportunidades, tanto en los espacios públicos como en los privados. Incluir la perspectiva de género en el ámbito político, significa diseñar e implementar programas que ayuden a disminuir las brechas de género entre mujeres y hombres e intragénero y garantizar el ejercicio pleno de los derechos en todos los ámbitos vitales. Asimismo, significa contar con instituciones que se dediquen a crear políticas públicas con esta perspectiva y fomentar su transversalización. Actualmente, México cuenta con treinta y un institutos estatales, un consejo estatal y con un organismo rector llamado Instituto Nacional de las Mujeres, constituidos a partir de 1987 a 2003 que trabajan en pro de los derechos humanos de las mujeres y vigilan que estos les sean garantizados. A pesar de las declaraciones públicas e internacionales que ha hecho el Estado mexicano de asumir el compromiso de implementar los marcos legales internacionales en materia de derechos humanos, existen varios ámbitos de esa materia que presentan precarios y ambivalentes manejos. La violencia hacia las mujeres en México es un ejemplo de ello, ya que a partir de 1993 existe una creciente ola de cruentos asesinatos que en lugar de parar, ha ido en vertiginoso aumento. Datos recientes indican que en la actualidad se comenten 7.2 feminicidios al día (Inmujeres, 2016). Ante la persistencia de los feminicidios en México y debido a que las políticas públicas reflejan los valores, normas y conductas de la sociedad, es importante develar los universos simbólicos: las representaciones culturales y los imaginarios sociales en torno al cuerpo y la sexualidad de las mujeres, las formas de interacción con los hombres (ya que la mayoría de los asesinatos registrados hasta ahora: 63 de cada 100 mujeres han sido de sus parejas o exparejas hombres) y con las instituciones, con el fin de: a) identificar los patrones de dominación misógino-patriarcal y, b) describir cuáles y cómo son las acciones y omisiones realizadas por el gobierno mexicano en el ámbito de las políticas públicas, en específico en la política de institucionalización de la perspectiva de género, desde el año de 1993 a la fecha.
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Costa Rica: metodología del movimiento ciudadano para el debate del ejercicio del poder en la nueva república participativa (#1867)
Carlos Campos Rojas 11 - Universidad de Costa Rica.
Abstract:
La ponencia se propone exponer el aprendizaje y experiencias de aplicar una metodología innovadora y accesible de organización que acumula ya siete años de trabajo, que viabiliza la construcción de la ciudadanía desde sí, para reconocerse y asumir responsable y plenamente sus potestades constitucionales, participar en la toma de decisiones, tomar en sus manos las pautas del desarrollo y su futuro. El esfuerzo inicial ha devenido en el Movimiento de Ciudadanía que Construye Territorios Seguros. La herramienta organizativa se denomina Construcción de Territorios Seguros y la metodología, La Dinámica de Los Triángulos. Es el relato de una ciudadanía dialógica, que procura la deconstrucción del papel asignado desde la institucionalidad y la academia; es una resignificación del debate sobre el uso del lenguaje, cómo percibirse y reconocerse, los criterios de inclusión, participar en la toma de decisiones, construir una nueva cultura ciudadana para la reapropiación y el ejercicio del poder, aspectos que se consagran constitucionalmente. Se propone recurrir al rescate de la República Participativa, establecida constitucionalmente el 31 de julio del 2003, para reclamar la nueva democracia y la institucionalidad que de ella se deriva. Es la decisión de una ciudadanía de reconocerse El Soberano, que posee la potestad de la participación en el acceso al poder y la toma de decisiones, pero que debe actuar en consecuencia: empoderándose, venciendo el miedo y desarrollando la cultura de rendición de cuentas; replanteándose la veracidad y la legitimidad de la estructura social con la que se ha sometido a los pueblos en la vieja democracia representativa. Esta experiencia rompe la histórica tradición organizacional de los movimientos sociales institucionalizados, asentados en la república y democracia representativa. La solidaridad se deconstruye a partir de reconstruir, resignificar y visibilizar el “Yo” persona, superando el individualismo y el egoísmo que ha interiorizado el modelo económico. Confrontan la coerción y la violencia que acompaña a la institucionalidad, de la mano de la impunidad y la corrupción, como norma habitual de la administración pública de un estado que se percibe anómico. Es, desde El Soberano, deconstruir la colonialidad del poder y resignificar los conceptos para ejercer el poder que le fue usurpado. Este aprendizaje no proviene de un accidente histórico, sino como todo proceso, es la acumulación de experiencias y propuestas –en nuestro caso que se remontan desde el periodo de 1978 a la fecha y que integran situaciones del ámbito nacional, del entorno centroamericano- y del conflicto de intereses que surgen de la globalización. Desde esta perspectiva, la ponencia busca mostrar la aplicación de una metodología innovadora que desde la ciudadanía construye una nueva forma de hacer las cosas, visibilizarle como protagonista y alimentar el debate teórico sobre empoderamiento ciudadano, calidad de la democracia y la cultura política.
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Participar para transformar en la Cuba actual (#1981)
Lisbet San Morales 11 - Centro de Estudios sobre la juventud.
Abstract:
Título de la Ponencia: Participar para transformar en la Cuba actual Grupo de trabajo: Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia Nombre: Lisbet San Morales País: Cuba La realización del proyecto revolucionario cubano, en transición al socialismo, tiene por base la más amplia participación de las masas. En este sentido se ha deparado un rol de primer orden a la juventud, la cual debe formarse como actor protagónico de la sociedad en todos los espacios donde se desenvuelve, a fin de cumplir el encargo que como generación tiene ante sí: asegurar la continuidad y supervivencia de la nación de acuerdo con los valores y principios que la han sustentado. El protagonismo juvenil está dado no solo por su presencia en todos los acontecimientos trascendentales que se desarrolla en el país, sino también, por su participación estrechamente vinculada con la toma de decisiones, como vía para que cada vez más, tengan acceso al poder y aumente la posibilidad de dirigir y controlar sus destinos. En la actualidad la sociedad cubana vive una época sumamente compleja. Los asuntos aún en proceso de implementación han dado lugar a nuevas demandas sociales y con ello emergen nuevas prácticas participativas. Por todo esto se hace ineludible el estudio de la participación sociopolítica de la juventud cubana con el propósito de superar los obstáculos que dificultan su visualización, reconocimiento y comprensión, atendiendo a su incuestionable trascendencia. En este contexto la participación sociopolítica de los jóvenes resulta imprescindible en busca de la legitimidad del gobierno que defiende el proyecto social cubano. La trascendencia de este asunto, advierte la necesidad de continuar los estudios y acercamiento a esta temática, priorizando su atención en el presente proceso de perfeccionamiento de nuestra sociedad. La preparación de nuestros jóvenes para participar en la solución de los retos actuales de la sociedad cubana, implica aproximarse a los elementos relacionados con la experiencia de la participación sociopolítica juvenil. Teniendo en cuenta ello, es necesario estudiar la propensión hacia la formalización de los procesos participativos, así como de sus correspondientes espacios y prácticas, lo que limita la participación juvenil decisoria efectiva. La ponencia sintetiza algunos rasgos del cómo participan los jóvenes, fundamentalmente en el ámbito sociopolítico, a partir de algunos resultados obtenidos por investigadores del contexto nacional. Para nada es una mirada acabada, sino solo un acercamiento a la temática en cuestión.
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Evidencia de un país dividido (por sus élites): el caso del plebiscito en Colombia (#2058)
Julián Gómez Delgado 11 - El Colegio de México.
Abstract:
Los resultados del plebiscito que buscaba refrendar el Acuerdo de Paz entre el Gobierno colombiano y los líderes de la Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), han dado lugar a diversas interpretaciones. Tomadas en su conjunto, se ha señalado que los municipios en donde la guerra ha sido vivida de manera más aguda, la pobreza ha estado presente como condición estructural y la ruralidad es su característica territorial principal, son aquellos en los que los colombianos salieron a votar masivamente por el “Sí” al Acuerdo. Por contraposición, se ha dicho que los municipios en donde se ubican los colombianos adinerados, que viven justamente en contextos urbanos y que no se encuentran en situación de pobreza, eligieron el voto por el “No”. De esta manera, se ha construido la imagen de un país que se dividió como resultado del plebiscito y cuyos dos grupos principales se diferencian a partir de aspectos relacionados con la violencia y con condiciones socio-demográficas como la pobreza y la ruralidad. Estas explicaciones se asocian con un discurso bipolar que decía que el 2 de octubre se estaba convocando a los colombianos para que eligieran entre la paz o la guerra. Ante un escenario aparentemente tan definido, ¿por qué entonces los colombianos salieron a elegir el “No”, logrando que éste ganara, incluso por un pequeño margen? ¿Cómo fue que el plebiscito dividió al país –si lo hizo-? ¿Cómo entender lo que se consideró como inesperado? Esta ponencia realiza una aproximación a los resultados del plebiscito del 2 de octubre en Colombia, retomando algunos de los argumentos ya señalados. Presenta la hipótesis de que los resultados del plebiscito del 2 de octubre en Colombia no dividieron al país, como se ha estado diciendo, sino que mostraron a un país que ya estaba dividido. Pero aclara que esta división no es la que se ha retratado de que hay dos grupos: unos que quieren la paz y otros que le van a la guerra y que esta división tiene que ver con aspectos socio-demográficos y de violencia. La hipótesis que se presenta sostiene que la división involucra, principalmente, a sus élites políticas, pues hay suficiente evidencia empírica para señalar una polarización entre dos grupos, aquel que lidera Juan Manuel Santos y el que encabeza el ex presidente, Álvaro Úribe Vélez. Se puede decir que esta división sirvió para que cada grupo instrumentalizara el Acuerdo y obstaculizará lo que era una apertura, un primer paso para el fin del conflicto armado. En suma, mostraremos -desde el enfoque de la sociología política y con datos disponibles a nivel municipal- de qué manera las élites políticas “capturaron” el Plebiscito y garantizaron el fracaso del “Sí”.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 03 |
Participación y culturas políticas: límites, potencialidades y sentidos de la participación ciudadana en las democracias latinoamericanas (#2592)
Cecilia Schneider
1; Micaela Moreira
2;
Celeste Ambrosi 21 - UNDAV. 2 - UNDAV-CONICET.
Abstract:
El actual giro hacia la derecha en América Latina ha puesto en tensión diferentes instituciones de las democracias de la región. Estos procesos políticos nos invitan a problematizar la articulación entre ciudadanía e instituciones, que desde el retorno democrático ha sido abordada por las ciencias sociales desde diversos ángulos pero con un marcado interés en la vinculación entre las transiciones democráticas, la estabilidad política de los regímenes y el desarrollo económico; una perspectiva en gran medida influenciada por la teoría del desarrollo y su metodología. A diferencia de lo anterior y poniendo el foco en los mecanismos de participación política ciudadana, el presente trabajo incluye un marco teórico que nutriéndose de una mirada interdisciplinaria entre la antropología cultural y política y la sociología, aborda la “cultura política” de una manera superadora, o al menos, crítica de cómo ciertas corrientes de la ciencia política la han trabajado. En esos sentidos, nos interesa indagar en los alcances y limitaciones de los procesos de democratización a partir de un análisis cualitativo que versa sobre los impactos que han tenido estas experiencias de innovación democrática (surgidas en los años ochenta) en la construcción de prácticas y valores democráticos. Situándonos en la especificidad del caso Argentino, discutiremos nuevas relaciones entre variables y dimensiones clásicas de la cultura política y la participación en función de un estudio preliminar en curso sugiriendo como aspectos clave: a) los significados de la participación, b) los efectos de la participación en el sistema político, y c) efectos educativos de la participación (habilidades cívicas). Palabras claves: participación ciudadana, democracias, cultura política.
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Las instituciones participativas y la redefinición de los criterios de legitimidad de las decisiones públicas: un estudio del presupuesto participativo y el juicio por jurados. (#3120)
Emilia Arpini 11 - Instituto de Investigaciones Gino Germani, Universidad de Buenos Aires (II.GG. UBA).
Abstract:
El trabajo se propone un acercamiento al debate sobre los criterios de legitimidad de las decisiones públicas, producidas en el estado, a partir de la actual emergencia de nuevas instituciones participativas que se plantean una refundación de los mismos. Se realizará una comparación de los principios que se esgrimen en el marco de los presupuestos participativos y en los juicios por jurados que se llevan a cabo en la provincia de Buenos Aires, Argentina, en tanto espacios de "apertura" de toma de decisiones tradicionalmente clausuradas al público. Para ello, se tendrán en cuenta las figuras del "experto" y el "ciudadano" tal como aparecen en estos dispositivos, en particular, cómo los saberes de estos distintos actores se ven relocalizados, revalorizados y cuestionados por su emergencia; y en qué sentido la diferenciación de los conocimientos que se postulan como necesarios para la toma de decisiones se convierte en una fuente de tensiones. Se valdrá del análisis de los discursos promovidos por los impulsores de estas instituciones y sus participantes.
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El impacto de la igualdad de género en las elecciones legislativas 2017 en la Ciudad de Buenos Aires (#3587)
Chabeli Rodriguez 11 - Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
En Argentina desde el 2014 se vive un clima en sintonía con el resto del mundo donde se viene visibilizando en el debate público la cuestión de género. Este es un fenómeno transversal que se manifiesta en diversos ámbitos: en las calles con las movilizaciones de Ni Una Menos, en los trabajos con los paros de mujeres para decir no a los feminicidios, en las casas instaurando los debates sobre igualdad, equidad, paridad. Esta ebullición social no puede escapar a las instituciones, y se tradujo en nada menos que la sanción de la ley de de paridad en PBA, y la inclusión del tratamiento de la ley de paridad en nación junto a la reforma política impulsada por el gabinete de Cambiemos. Estas cuestiones, sumado a tener una mujer ex presidenta con dos mandatos, y tres mujeres gobernadoras (Carpacci en Catamarca, Kirchner en Santa Cruz y Vidal en Provincia de Buenos Aires) abren el juego político y posicionan a las mujeres en un rol institucional, de poder y de liderazgo nunca antes alcanzado en Argentina. Hay que resaltar además, que PBA es la provincia con mayor población de Argentina (cerca de un 40% del padrón electoral), y no sólo tiene una gobernadora mujer, sino también algunas intendentas (entre ellas Magario, que gobierna uno de los municipios más poblados y con mayores problemáticas de contención social, como La Matanza), aunque en comparación con los intendentes hombres, su número no resulta competitivo. Por estos motivos la cuestión de género en la comunicación para las elecciones de medio término se va a transformar en un tema central. Queda demostrado que la política ya no es ni puede ser patrimonio exclusivo masculino, y se comienza a hacer sentir que para tener la aprobación del votante hay que incluir a las mujeres. Esto no significa que quienes encabecen las listas sean exclusivamente mujeres, sino que resulta importante poder ver el impacto en otros indicadores tales como la cantidad de mujeres haya en un escenario, en las fotografías de campaña, y en el búnker. Además, hace falta tener en cuenta en calidad de qué están, ya que no es lo mismo si son funcionarias, si son (pre-)candidatas, que si son esposas.
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Participación social, políticas públicas y tranformaciones territoriales (#3726)
Valeria Inés De La Vega 11 - Universidad Nacional de Quilmes.
Abstract:
La participación ciudadana ha ocupado en los últimos años, un papel protagónico en el diseño e implementación de las políticas públicas, tanto en Argentina como en toda América Latina, ya que dicha dimensión representa uno de los pilares fundamentales de las políticas con enfoque de derechos impulsadas desde los gobiernos nacionales de los últimos años. Los espacios de participación fueron promocionados, en muchas ocasiones, como lugares de identificación de problemas sociales que servían para el posterior diseño de políticas públicas o, en el mejor de los casos, como espacios de organización popular sostenida y sostenible. En ese contexto, aparece en el campo de las ciencias sociales, la cuestión sobre el territorio en relación con la acción pública, que hace pensar la dimensión espacial con una doble naturaleza, material y simbólica y pone en relación no sólo las acciones gubernamentales, en todas sus escalas, sino también la acción colectiva territorializada, en la cual entran a jugar las prácticas y movimientos sociales en torno a una diversidad de demandas. El presente trabajo intenta analizar la territorialidad de la acción pública (es decir, una particular interacción Estado-sociedad) durante el período 2008-2015 en un barrio popular del municipio de Quilmes, provincia de Buenos Aires, Argentina, conocido como Villa Itatí. Las MPGB fueron instancias o espacios abiertos a la comunidad, organizados por la Secretaría de Desarrollo Social del Municipio de Quilmes en el período mencionado, en diferentes barrios y asentamientos populares del distrito, con el fin de constituir espacios colectivos de visibilización de demandas y de construcción de alternativas a implementar en torno a ellas, intentando instalarse como 'espacio natural de la acción y organización colectiva' aunque en ningún momento hayan alcanzado cuestionamientos a las condiciones sociales predominantes. Especialmente, se intentarán analizar los alcances que las Mesas Participativas de Gestión Barrial (MPGB) lograron articular en torno a la diversidad de demandas de los actores sociales del territorio y cómo lograron o no, la sostenibilidad del espacio construido. La participación de las organizaciones, la circulación del poder, la asignación de recursos materiales y simbólicos, la articulación entre diferentes niveles de gobierno son algunas de las dimensiones que se analizarán a partir de esa experiencia participación social.
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Grupos financeiros e doações eleitorais na América Latina: análise do grupo brasileiro ITAUSA. (#3927)
Rodrigo Orlando Silva 1;
Ary Cesar Minella
11 - UFSC.
Abstract:
A questão do financiamento eleitoral na América Latina tem sido objeto de várias análises. No caso brasileiro, se destaca a participação de grandes construtoras e do setor financeiro e o debate sobre os efeitos desse financiamento nos resultados e processos políticos. Considerando os aportes recentes da literatura sobre o tema, o presente trabalho analisa de forma específica a participação de um grupo financeiro – Grupo Itausa – nas doações de campanha nas eleições de 2010, 2012 e 2014. Considerado um dos maiores do país e presente em vários países latino-americanos, o Grupo Itausa atua em vários setores e ramos da economia e está conformado por grandes empresas financeiras e industriais, destacando-se o banco Itaú Unibanco. Para analisar o perfil estratégico das doações eleitorais foram selecionadas seis empresas e seus respectivos diretores (Itaú-Unibanco, Banco Itaúcard, Banco Itaúleasing - setor financeiro; Itautec, Elekeiroz, Duratex, que atuam nos tecnológico e industrial). Os dados de financiamento foram coletados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e sistematizados levando em conta os partidos, candidatos (todos os cargos), Regiões, Estado e município. Utilizou-se de recursos da Análise de Redes Sociais para completar a análise. Relacionamos e comparamos essas categorias, identificamos entre os candidatos que receberam financiamento do grupo, quais foram membros de comissões parlamentares. Constatou-se doações em torno de R$ 74 milhões, distribuídos a 27 partidos e 614 candidatos. Observou-se concentração de recursos para alguns partidos, entres eles PSDB, PT, PMDB e candidatos, uma distribuição diferenciada por Estado e incremento nas doações direcionadas para comitês partidários e candidaturas no Nordeste do país. O maior volume de doação é feito pelas empresas financeiras do grupo e a doação pessoal registrada dos executivos é insignificante. Conclui-se que as doações de campanha seguem três estratégias complementares: a) pulverização seletiva e concentrada das doações; b) financiamento focado em candidatos com capital político suficiente para formar maiorias parlamentares, e atuar em comissões, buscando diminuir a capacidade de representação decisória de políticos e partidos não alinhados estratégica ou ideologicamente aos interesses do grupo; c) financiar preferencialmente partidos governistas e partidos ideologicamente alinhados ao centro. Palavras-chave: Grupos Financeiros, Itaúsa, Financiamento Eleitoral.
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Modelo de Ecuaciones Estructurales que determinan la adhesión de los jóvenes chilenos a la democracia (Investigación en curso). (#5111)
Claudio Orlando Vásquez Wiedeman 11 - Universidad Autónoma de Chile.
Abstract:
El presente trabajo, responde al interés del equipo de investigación por problematizar acerca de la conexión que tienen las juventudes contemporáneas respecto de la adhesión que presentan los jóvenes chilenos hacia la democracia. En este sentido, asumimos, en primer lugar, que al hablar de juventud, como categoría singular, realmente estamos refiriendo a una multiplicidad de construcciones de mundo y visiones que en algunos casos se contraponen y en otros se complementan. Qué duda cabe que es posible advertir distinciones entre los jóvenes dependiendo de su nivel de escolaridad, estrato socioeconómico, actividad principal (estudio/trabajo), incluso si viven en Santiago o en regiones, o en sectores urbanos de grandes ciudades y sectores rurales alejados de aquellas urbes. Las distinciones existen, y lo que nos proponemos en este estudio es, precisamente, intentar identificarlas, en cuanto nos permitan conocer en más detalle el perfil de estos jóvenes. En segundo lugar, se estima que la escasa flexibilidad de las categorías de juventudes antes descritas, hacen que exista un vacío de conocimiento sobre el comportamiento político específico de los jóvenes, pero no exclusivamente desde un punto de vista electoral, sino que también respecto de los intereses y responsabilidades que asumen los propios jóvenes sobre su participación sociopolítica, en un amplio sentido cívico, que implica asumir una responsabilidad por profundizar y ampliar el régimen democrático y no ser meros espectadores pasivos, ni mucho menos acríticos. Desde la instauración el sistema de voto voluntario en Chile (2012), se ha vuelto verdaderamente impredecible el comportamiento del padrón electoral, perfilándose el hecho que el grueso de los votantes son personas adultas y adultas mayores. Luego, ¿por qué los jóvenes tienen una más baja participación electoral?, ¿qué variables podrían explicar su menor compromiso electoral?. Una línea teórica que se ha seguido en esta investigación, y que este estudio pretendió demostrar, ha sido el hecho que la participación electoral va a estar relacionada con la “responsabilidad en el mejoramiento de la democracia” y con el nivel de “adhesión a la democracia”. En este sentido, los jóvenes que tengan mayor compromiso cívico con la democracia, vale decir, que consideren que es la mejor forma de gobierno y que además se sientan responsables de contribuir a mejorarla, van a tener una mayor adhesión a la democracia. Esta investigación se realizó considerando una muestra de 711 jóvenes 18 a 29 años, de todos los niveles socioeconómicos y residentes en todas las regiones del país. Los datos fueron ponderados a nivel de sujetos por Sexo, Edad, GSE y Zona, obteniendo una muestra de representación nacional para el universo en estudio.
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A legitimidade da ação política do poder judiciário brasileiro na esfera das políticas sociais (#5165)
Arthemísia Ferreira Paulo Santiago 11 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
O protagonismo político dos juízes no Brasil trouxe o questionamento da legitimidade da ação política do Poder Judiciário no âmbito das políticas sociais. Este trabalho analisa os sentidos da ação política do Judiciário brasileiro a partir da relação Estado x Sociedade, considerando os critérios da participação e deliberação. A análise envolve a criação de estruturas internas ao Poder Judiciário com a finalidade de controle de políticas sociais, com poder de deliberação e regulação das mesmas e sem a participação da sociedade, o que contradiz a lógica própria desse tipo de política no Brasil. Tais estruturas foram tornadas possíveis com a instalação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão do Poder Judiciário, cuja finalidade é administrativa, e não judicial. É no CNJ que são desenvolvidos programas e ações de diversos tipos, que lidam diretamente com políticas sociais como saúde e proteção aos direitos da criança e do adolescente. O programa aqui analisado é o Fórum da Saúde, instalado em 2010 com a finalidade de diminuição das demandas judiciais em saúde, mas que opera fora da esfera estritamente judicial, em articulação com outros agentes políticos e jurídicos. A realização da pesquisa possibilitou verificar como a relação direito social x política social vem sendo transferida do campo político para o campo jurídico por meio da ação política dos agentes jurídicos, particularmente dos magistrados. Isso tem implicado, por um lado, a contração do poder de decisão dos canais deliberativos, como os conselhos gestores da política de saúde; por outro lado, implica o crescimento do poder de decisão dos juízes, uma vez que este já não está restrito à demanda judicial propriamente dita. Isso porque o Fórum da Saúde funciona por meio da articulação entre diferentes agentes e estruturas políticas e jurídicas, sob o comando do Judiciário. A análise do Fórum da Saúde permitiu observar e recompor a gênese do processo de judicialização de políticas sociais no Brasil, que refere a expansão do poder judicial e a adoção de métodos e técnicas jurídicas na solução de conflitos políticos. Além disso, verificou-se o surgimento e fortalecimento do discurso político do Judiciário como parte da estratégia de ampliação das fronteiras do campo jurídico. Ou seja, a pesquisa aponta para a judicialização de políticas sociais no Brasil como estabelecimento de uma nova relação entre Estado e Sociedade, pautada pela lógica jurídica, pela força do argumento jurídico e pelo Poder de decisão judicial.
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Notas sobre legitimidades erosionadas y el papel de las instituciones de la democracia en la región. (#5205)
Bolcatto Andrea 11 - UNL/UNER.
Abstract:
El resquebrajamiento de la matriz Estado-céntrica para pensar la dinámica de lo público, así como de instituciones derivadas como los partidos políticos es de vieja data (los ´70-´80) y contemporáneamente se actualiza. La crisis de representación (o sus mutaciones) y de legitimidad habilitó a la emergencia de nuevos actores sociales y políticos que avanzaron en la escena pública, como los movimientos sociales u ONGs. La confluencia de estos actores conviviendo con los tradicionales fueron una constante en América Latina en las últimas décadas aunque pudiendo establecer momentos contra sistémicos y de resistencia (respecto de las dictaduras y gobiernos neoliberales) y momentos de articulación político-estatal que permitieron tanto el avance como la resignificación de nuevos derechos civiles, sociales, políticos y culturales. Nos interesa reflexionar sobre el escenario contemporáneo de salida de cierta oleada progresista en las democracias de la región y la migración hacia gobiernos conservadores y/o de derecha, que necesariamente reposicionan a las estructuras tradicionales (Estado y sus instituciones, partidos políticos, etc.) como a los nuevos actores mencionados. Dicha reflexión teórico-política es una reflexión sobre la cosa pública y es al mismo tiempo una reflexión sobre los propios límites de dicha teoría. Por lo tanto, pudiendo describir estos escenarios novedosos damos cuenta de la dinámica de las transformaciones en la relación Estado-Sociedad civil, la noción de legitimidad y la idea de representación, como elementos necesarios (no suficientes) para pensar las democracias en la región. Para ello en el trabajo propuesto encontramos relevante repensar las instituciones de la democracia fundamentalmente alrededor de tres “actores”: a) el parlamento, b) los grupos de interés, c) las organizaciones ciudadanas, aunque haremos especial énfasis en el primero. Resulta paradigmático estudiar la conformación y acción parlamentaria dado que, en tanto espacio de representación activa que tiene una legitimidad de origen (electoral) popular, en los tiempos contemporáneos está dando muestras de escindirse de ese origen, actuando de manera cuasi independiente de la ciudadanía y articulando sus acciones y decisiones de acuerdo a la hegemonía política y económica altamente permeable a los sectores concentrados y conservadores (cabe aquí pensar los casos más espinosos y urgentes de los llamados “golpes parlamentarios”, “institucionales” o “blandos” en casos como Honduras, Paraguay o Brasil). A partir de lo expuesto ¿es posible postular las deficiencias de la legitimidad popular en la acción del parlamento? ¿Hay un nuevo modo de dar cuenta del par orden-conflicto, inherente a lo político? ¿Cómo se construye poder estatal/público en los países de América Latina? ¿Qué actores endógneos y/o exógenos están jugando en la formulación de las democracias? ¿Hacia qué tipo de democracias vamos? Son muchos de los interrogantes que el trabajo aborda y sobre el cual se intenta dar cuenta para, a partir de estas notas reflexivas, caracterizar de mejor modo las democracias de la región.
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La Asamblea Constituyente de la Ciudad de México. (#5254)
Mauricio Morales Morales 1; Diana Laura Rendón Jurado
11 - UAM Azcapotzalco.
Abstract:
En el marco de un Estado sensiblemente deslegitimado que desde 1982 ha puesto en práctica de manera hegemónica políticas de corte neoliberal a nivel nacional y frente a la permanencia de la oposición política como gobierno en la capital del país y foco político y y caja de resonancia de la mayoría de los movimientos sociales de oposición, es que el 29 de enero del 2016 se promulgó la reforma política del Distrito Federal que reconoce a esta entidad como un estado autónomo ahora llamado Ciudad de México, abriéndose así un período de renegociación jurídica y política de la urbe. En consecuencia se convocó a la conformación de una asamblea constituyente que aprobara el proyecto de la Constitución de la Ciudad de México. Dicha asamblea estaría conformada por 100 constituyentes; 60 que serán candidatos electos, propuestos por los partidos políticos o candidatos independientes y 40 que serán “designados”; 14 por el senado, 14 por la Cámara de Diputados, 6 por el presidente de la República y 6 por el jefe de gobierno. El hecho de que exista un gran porcentaje de constituyentes designados hace que este proceso adquiera un carácter antidemocrático. Por otro lado, la mayoría de los constituyentes está conformada por los partidos del Pacto por México (PRI, PAN, PRD). En este sentido, a partir de una investigación participativa y desde los planteamientos de Cornelius Castoriadis sobre los procesos constituyentes, se abordará este caso como un tipo de instrumento de legitimación del Estado y ante él, se analizará también el proceso de intento instituyente de conformación de una asamblea alternativa constituyente popular, fuera del ámbito de lo institucional, como una respuesta “ante lo constituido” y como una expresión de la voluntad política popular y de la demanda del acceso democrático por parte de los ciudadanos y las clases subalternas, así como una expresión de resistencia ante los instrumentos jurídicos del Estado que legitiman y regulan las condiciones jurídicas para la continuidad de las políticas hegemónicas.
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El voto nulo en México: entre la invalidez jurídica y la posibilidad de revertir la inequidad en los procesos electorales. (#5306)
Juan Pablo Romero Roisin
1;
Marianna De Carmen Jaramillo Aranza 11 - UNAM.
Abstract:
La investigación que proponemos da cuenta del fenómeno del voto nulo a través de los más recientes procesos electorales y cómo su manifestación no ha repercutido en el ámbito jurídico e institucional al interior del Instituto Nacional Electoral. Nuestra tesis es que los procesos y contiendas electorales en México son inequitativos porque no se considera como elemento de validez jurídico-electoral al voto nulo, tomando en cuenta la complejidad del electorado que a través de este mecanismo jurídico expresa su desacuerdo con las instituciones y el proceso electoral. En un segundo momento realizamos un análisis comparativo entre la experiencia en Uruguay y España sobre el valor del voto nulo y el voto blanco en la legislación electoral de ambos países y las consecuencias prácticas que tienen estas figuras en la vida política. Esta situación nos pone en la ruta de sostener la tesis de que en México existe una manifestación representativa de inequidad en la contienda electoral y en la legislación que la regula, puesto que hay otros países de América Latina y Europa donde el voto nulo y el voto blanco tienen un peso en la representación y el financiamiento que los partidos participantes obtienen. Lo cual otorga un marco de legalidad y legitimidad a las contiendas electorales y a los participantes en las mismas, que en México resultaría en el fortalecimiento de la democracia.
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Consejo de Participación Ciudadana en Nezahualcóyotl, Estado de México (#5486)
Araceli Nataly Hernández Bautista 11 - Uam- Iztapalapa.
Abstract:
El municipio en México ha evolucionado en su estructura social, política, económica y legal lo que le ha permitido fortalecerse y obtener libertades. El municipio adquiere gran relevancia toda vez que implica la cercanía más próxima al ciudadano y enfrenta la compleja tarea de procesar las demandas más inmediatas de la población. Por tal motivo, al municipio se le considera la instancia más cercana y sensible a la problemática de la comunidad, ya que es justamente en él donde se convive cotidianamente, donde se puede observar de forma cercana las necesidades de la población, donde se forma la identidad social como política de sus habitantes. En éste espacio se puede percibir de forma clara el interés o la apatía por los aspectos públicos de la comunidad. En esta investigación se abordará el tema de la Participación Ciudadana en el caso de la colonia Raúl Romero del municipio de Nezahualcóyotl, Estado de México. En el periodo esta administración se caracterizó por el enriquecimiento ilícito del presidente municipal, el descontento de la población por la falta de programas sociales, así como la indiferencia del ayuntamiento con la población, por lo que el cambio político electoral del Partido Revolucionario Institucional PRI no generó los cambios necesarios en el desarrollo del municipio, pues no se observaron políticas de desarrollo social y subsiste el desconocimiento de la población respecto a las funciones de las instituciones del municipio.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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La construcción democrática: legitimidad de los mecanismos de participación ciudadana en los gobiernos locales. (#5496)
Estela Pérez Moncunill 1; Carolina Pesuto
2; Ignacio Garcia
31 - Fac. de C. Politica. UNR - Fac. Cs. Económicas. UNL. 2 - Fac. de C. Politica. UNR. 3 - Fac. Cs. Económicas. UNL.
Abstract:
En las últimas décadas del pasado siglo, los gobiernos locales latinoamericanos experimentaron significativas transformaciones que se vieron plasmadas en la implementación de políticas e instituciones de participación ciudadana. De la abundante literatura sobre la materia, la surgida en las décadas de los 80 y 90 jerarquiza el rol de la sociedad civil en las decisiones estatales. Por eso se las caracteriza como perspectiva “sociocéntrica” (Rofman, 2016). Luego se fortalece la perspectiva que orienta la mirada al potencial político de la acción colectiva (Svampa y Pereyra, 2003; Cheresky, 2006, entre otros) Pero ninguna indaga en la dinámica interna del Estado y las políticas públicas. La participación ciudadana en los procesos de política pública remite a la multiplicidad de prácticas de intervención social en la definición y gestión de los asuntos públicos. Entender las políticas públicas como un espacio de interacción entre actores estatales y no estatales, como acciones decididas y gestionadas por actores públicos, privados y sociales, conduce a situar la participación como aspecto central del análisis de las políticas estatales. ¿Es la demanda social o la oferta gubernamental lo que condiciona el ejercicio activo de la participación de los sujetos en los asuntos públicos? ¿Qué lugar ocupan los llamados “dispositivos participativos” -exhibidos por los funcionarios con capacidad decisoria- en el Estado como “espacios de construcción de ciudadanía”? Para subrayar el sentido político de la participación y la centralidad del Estado en la interacción con la sociedad, interesa examinar la perspectiva de los funcionarios municipales que lideran las políticas públicas. Entendemos que en estas interacciones se juega la disputa por la construcción democrática, proceso que concebimos como una lucha por la hegemonía entre actores sociales y políticos, que defienden diferentes proyectos políticos: combinaciones de intereses, ideas, valores, principios y programas de acción (Dagnino, E; Olivera, A. y Panfichi, A., 2006). Así, se exponen los interrogantes que orientan la investigación: ¿los mecanismos y espacios que ofrece el Estado municipal como ámbitos de participación desarrollan acciones para generar en la ciudadanía capacidades de afirmar sus derechos frente al Estado y el mercado? ¿Construyen ciudadanía estos espacios? ¿Cuáles son los conceptos que atraviesan el despliegue de estas prácticas participativas? ¿Qué concepción de ciudadanía, de democracia y de política subyace en estos espacios? Los objetivos de la presente investigación se orientan a establecer la perspectiva de los agentes municipales, sus proyectos politicos. Con ese fin se intenta reconstruir los perfiles sociolaborales y académicos de los funcionarios a cargo de las políticas públicas municipales, y explorar las representaciones sociopolíticas de los agentes, así como las estrategias y mecanismos que implementan. Como propuesta metodológica indagamos en los agentes municipales mediante instrumentos cualitativos, como la entrevista semiestructurada.
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Participación política y calidad democrática, Chile, Argentina y México, un análisis comparativo. (Tesis doctoral en desarrollo). (#5710)
Liliana Isela Robles Ponce 11 - Universidad de Guanajuato.
Abstract:
La participación política en América Latina, ha tenido numerosas transformaciones a lo largo de los últimos años, la evolución de la democratización ha dado lugar a distintas formas de participación política ciudadana que en el pasado eran casi imposibles, cuando se habla de participación política la gran mayoría de los estudios enfocados en el tema, lo conciernen directamente con procesos electorales, o acciones que están directamente relacionadas con las elites políticas, gobernantes o partidos políticos. Algunos informes destacan que la democracia no es plena si persisten la desigualdad y la exclusión, aún si existe calidad institucional y respeto de los derechos y libertades; tampoco un país alcanzará su plenitud democrática si además de sus avances socioeconómicos no logra transitar con libertad e igualdad los caminos establecidos por su sistema político, respetando los derechos y garantías de todos los ciudadanos en el marco de instituciones con plena vigencia de sus fundamentos y respetando la división de poderes establecidos en sus sistemas representativos[1]. En esta investigación se generará, un análisis comparativo de dos de las categorías de la calidad democrática actual, a partir de la participación política en tres países de América Latina: Chile, Argentina y México, explorando a profundidad los límites y posibilidades de la participación política en los anteriores sistemas democráticos. Entiendo que “sólo un proceso deliberativo en la toma de decisiones colectivas y en el ejercicio democrático del poder aporta la dosis necesaria de legitimidad al mismo”[2]. El objetivo de la presente investigación, es conocer el impacto (límites y alcances) de la participación política en correlación con la calidad de la democracia. Ello implicará adentrarse en el análisis del actual marco institucional en cada uno de los países y del rol que tuvo la participación política, en la configuración de los actuales niveles de calidad democrática en Chile, Argentina y México. La tesis busca exponer de manera profunda la indisoluble relación entre la participación política ciudadana y la calidad de la democracia. Por lo anterior vemos viable esta investigación que busca descifrar y explicar las dinámicas estructurales de la participación política en correlación con la calidad democrática de los tres países a comparar, indagar en los mecanismos que se generan en cada país para que los ciudadanos participen, caracterizar la participación política en Chile, Argentina y México; y hacer una comparación de ésta relación entre los tres países latinoamericanos. [1] Índice de Desarrollo Democrático de América Latina. Resultados del desarrollo democrático regional. Fundación:Konrad-Adenauer-Stiftung. Polilat, 2013. IDD-LAT 2013 [2] Sermeño Ángel. Democracia Y Participación Política: Los Retos Del Presente. Andamios .Volumen 2, número 4. Pp. 7-33. Junio, 2006. [1]Analícese estudios como Latinobarometro o Freedomhouse
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El Centenario de su Constitución y la Crisis Política y Social en México, 1917-2017. (#5878)
Álvaro Arreola Ayala 11 - Instituto de Investigaciones Sociales (UNAM).
Abstract:
El trabajo se destaca por presentar una síntesis crítica sobre la relevancia que tiene para México el Centenario de su Constitución. La compleja situación política y social que vive el régimen actual pareciera que lo encamina al borde del colapso. Se revisa la crisis del modelo de representación política (partidos políticos y sistema electoral) y el resurgimiento de los movimientos sociales en un contexto de tensión regional y crisis de un modelo global, orientado a la explotación y desigualdad social.
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Democracia y participación en contextos de vulnerabilidad: desafíos y posibilidades. (#5996)
Mercedes Oraisón 11 - Facultad de Humanidades/Centro de Estudios Sociales - UNIVERSIDAD NACIONAL DEL NORDESTE.
Abstract:
Desde hace varios años venimos estudiando procesos participativos en distintos ámbitos. Entendemos que la participación es la vía regia para la construcción de ciudadanía, para democratizar las relaciones sociales y redistribuir el poder. Por ello nuestro interés en este tema se centra fundamentalmente en el modo en que la práctica y subjetivación de la participación puede contribuir con la emancipación y la transformación social. De los casos estudiados una gran mayoría se localiza en contextos de alta y media vulnerabilidad social. En ellos advertimos que la participación es ejercida y significada de múltiples formas, como estrategia de reproducción material de la vida, como reconstrucción el tejido social lesionado, como reactivación del universo simbólico comunitario, entre otras. A pesar de la gran importancia que todos estos sentidos asumían en los territorios analizados, y en nuestra comprensión de los procesos debido a que proporcionaban una perspectiva no siempre considerada por la literatura específica, estas experiencias no llegaban a quebrar las lógicas del asistencialismo y del clientelismo fuertemente cristalizadas en la cultura política local. Tratando de evitar una concepción normativa autopositiva de la participación, nuestra reflexión se orienta a pensar cuáles serían los efectos democratizadores y transformadores de la participación, cuáles serían los indicadores críticos de estos efectos y qué condiciones tendrían que asegurarse para que promover este potencial. La ponencia encara esta tarea intentando indagar acerca de los impactos de la participación en distintos niveles, en particular el subjetivo. Para ello partiremos del modo en que es entendida la participación en el marco de dos proyectos políticos diferentes en disputa en América Latina, lo que permitirá entender distintos escenarios de relacionamiento social y de posicionamiento político. Nos detendremos en el caso de la participación en contextos de vulnerabilidad para analizar algunos de los factores que operan en ellos promoviendo subjetividades subordinadas, funcionales al sistema e intransitivas, para pensar, finalmente, qué rupturas e intersticios en estos procesos permitirían postular a una relación Estado – sociedad más democrática e inclusiva.
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Los candidatos independientes y gobernabilidad en contextos locales: caso de Comonfort, Guanajuato (#6221)
Marta Ochman 11 - Escuela de Gobierno, Tecnológico de Monterrey.
Abstract:
La ponencia analiza el surgimiento de candidaturas independientes como respuesta a la crisis de partidos. Se presenta un breve abordaje teórico sobre el impacto de los candidatos independientes en la calidad de la democracia, pero la ponencia se centra en la hipótesis que los independientes, en contextos locales, ofrecen oportunidades de elevar los niveles de legitimidad de la política ante los ciudadanos, cuando construyen campaña sobre el prestigio de su persona, y no sobre el argumento del desprestigio de los partidos políticos. Analizaremos el caso de José Alberto Méndez Pérez, quien ganó la presidencia municipal de Comonfort, Guanajuato (2015). A través de entrevistas realizadas al presidente electo y a su coordinador de campaña, demostraremos que su campaña, aunque aprovechó el descontento con los partidos tradicionales, se construyó en mensajes positivos y aprovechando relaciones de confianza, sin recurrir a campaña negativa en contra de sus contrincantes partidistas. En este sentido, desde la campaña se construyen bases de una cooperación futura entre el presidente independiente y los funcionarios partidistas, lo que elevó también los niveles de gobernabilidad.
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PENSAMIENTO CRÍTICO DE LA SOCIEDAD CIVIL FRENTE A LA PARTICIPACIÓN POLÍTICA DE GRUPOS EMERGENTES EN EL PROCESO DE IMPLEMENTACIÓN DE LA PAZ EN LA REPÚBLICA DE COLOMBIA (#6262)
Rodrigo Aponte Penso 1; Carlos Lengua
11 - UNIVERSIDAD POPULAR DEL CESAR.
Abstract:
La presente investigación surge de la necesidad de comprender el pensamiento crítico de la sociedad civil colombiana frente a la participación política de los grupos emergente como resultado del proceso de paz que se adelanta hace aproximadamente 6 años entre los miembros de la Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia FARC y el Estado colombiano. Dicha investigación se encuentra en curso y está en la etapa de estructuración, cuyo punto de partida se inicia por el fuerte debate suscitado entre los partidos tradicionales, las terceras fuerzas políticas surgidas a partir de la constitución de 1991 y líderes de derecha en torno al segundo punto del acuerdo final para la terminación del conflicto y la construcción de una paz estable y duradera “Participación política: apertura democrática para construir la Paz”. Considerándose las posiciones enfrentadas entre los partidos políticos de izquierda, quienes están a favor de dicha participación y los de derecha, que no aceptan bajo ningún punto de vista el ejercicio político de los nuevos grupos, el debate se ha trasladado a la sociedad civil polarizando a los colombianos que toman posición por una u otra tendencia , en ese sentido hay que recordar que el Estado como institución garante del ejercicio democrático debe reconocer los nuevos movimiento o grupos emergentes, ya que los resultados obtenidos, sobre el proceso de una paz negociada en La Habana Cuba entre Las FARC y el Estado; son legítimamente validos toda vez que fueron adelantados dentro del marco democrático sustentado por la constitución nacional. De tal manera que Colombia como república democrática debe garantizar la existencia los partidos políticos y de un sistema de partidos, donde la sociedad civil, por un lado, tenga la absoluta certeza de ejercer sus derechos fundaméntale, tales como libertad de asociación, libertad de expresión, derecho a votar y a ser votado, entre otros y por el otro lado, los nuevos grupos, movimientos o partidos políticos emergentes reúnan a quienes comparten opiniones e intereses semejantes para hacer campañas con miras a obtener influencia y cargos políticos dentro de los derecho democráticos expresados en la carta magna. Con esta finalidad, se busca analizar la actitud de la sociedad civil frente a la participación de los grupos emergentes en los procesos políticos del país, así como determinar el impacto de los mismos en el sistema político colombiano. La investigación tendrá un enfoque mixto, lo cual implica mesclar la lógica inductiva y deductiva en un proceso que recolecta, analiza y vincula datos cuantitativos y cualitativos para responder al problema planteado, como es el tema que nos ocupa “pensamiento crítico de la sociedad civil frente a la participación política de grupos emergentes en el proceso de implementación de la paz en la república de Colombia”.
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Entre la justicia distributiva y la articulación política: un estudio acerca de la dualidad funcional de los consejos comunales en Venezuela entre 2007 y 2012. (#6298)
Natalia Innocente 11 - UNESP - Faculdad de Ciencias y letras de Araraquara.
Abstract:
El presiente trabajo busca analizar la actuación de los consejos comunales en el Gobierno Chávez entee 2007 y 2012. Los consejos comunales fueram creados a fín de atender las demandas de la población. El objetivo principal deste trabajo és mostrar la dualidad politico funcional de los consejos comunales en el momento mencionado anteriormente. En un contexto de crise de popularidad chavista, cuál seria el limite entre la función de distribución de recursos para las localidades comunales y la funcion semiconsciente de articulación política y mapeamento electoral? Para construir este estudio será trazado un breve contexto histórico anterior ao recorte indicado a partir de la reelección de Hugo Chavez; y un referencial historico más detallado de la delimitación temporal propuesta. Para construir el referencial teórico buscaré en las teorías de la justicia distributiva los recursos para la investigación, destacando el marxismo analítico en Cohen y el comunitarismo de Michael Walzer, creando, entonces, el marco dual de este trabajo.
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Juventud y legitimidad de las instituciones democráticas. El caso mexicano en la segunda década del siglo XXI. (#6393)
Emmanuel Rojas 11 - Universidad de Guadalajara.
Abstract:
Las promesas no cumplidas por el Estado en México, o por lo menos, la percepción que de ello hicieron los jóvenes, ha originado una crisis profunda en los imaginarios colectivos (en aquellos elementos que los hacen comunidad). Esto tiene especial relevancia como punto de explicación del fenómeno creciente de "democracia delegativa", de la llamada "crisis de representación", del retraimiento hacia lo "individual", del éxodo de la comunidad, en fin, de la ruptura de las solidaridades que algunos autores como Norbert Lechner (2015) ya describían desde la década anterior y que son observadas como una sombra amenazante de la juventud, pero también explican la aparición de movimientos sociales como el que se registró en México durante el proceso electoral de 2012. Lo que se presenta en este documento es el análisis de algunos datos estadísticos de Banco de Información Económica (BIE) del Instituto Nacional de Geografía y Estadística (INEGI); Indicadores de asesinatos intencionales del Banco Mundial; Consulta Infantil y juvenil 2015 del Instituto Nacional Electoral; Encuesta telefónica nacional de opinión pública del Centro de Estudios Sociales y de Representación; Informe de la encuesta “la cultura política de los jóvenes en México” para el Instituto Federal Electoral, publicado por el Colegio de México; y Latinobarómetro. Lo que se pretende con estos datos es abordar cuatro temáticas: Representación y jóvenes (partidos, gobierno y Estado) Jóvenes y su percepción como “herederos de la crisis” La manera en que ponderan el pasado y los valores que destacan Percepción sobre el futuro del país Estas temáticas permiten tener un panorama más o menos general de la manera en que la juventud mexicana ha armado un escenario político y social de las instituciones y su relación con un horizonte de expectativa. Los datos son especialmente relevantes para explicar la coyuntura en la cual se subsumen los movimientos sociales contemporáneos, en específico aquellos que han tenido especial éxito en la convocatoria del grupo de edad que va de los 18 a los 29 años. (#YoSoy132, Ayotzinapa, entre otros).
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EVOLUCIÓN DE LA CONFIANZA EN LAS INSTITUCIONES SOCIALES Y POLÍTICAS EN AMÉRICA LATINA. UN ANÁLISIS TRANSNACIONAL, MULTINIVEL Y LONGITUDINAL (#6525)
Luis Patricio Peña Ibarra 11 - Université de Montréal.
Abstract:
La confianza es una categoría que desde G. Simmel y M. Weber ha estimulado la imaginación sociológica. Como fundamento de la solidaridad social está a la base de la cohesión social y por lo tanto es el cimiento de la sociedad. La confianza, se refiere al hecho de que frente a ciertas circunstancias predecibles, la respuesta que los individuos obtendrán a partir de la interacción con otros sujetos o instituciones será igualmente predecible. Por lo tanto, la confianza en las instituciones sociales y políticas debería — en promedio — mantenerse inalterable durante los períodos de estabilidad política y social y por el contrario verse afectada durante los períodos de crisis políticas o financieras. En el caso de América Latina, la mayoría de los países ha experimentado desde la década de 1990 un importante proceso de transición democrática. Sin embargo, para algunos analistas, este proceso presenta ciertas fragilidades debido al bajo nivel de confianza en las instituciones sociales y políticas expresado en diferentes estudios de opinión pública. Por ejemplo, las encuestas realizadas entre « 1996 y 2015 por LatinoBarómetro muestran que en promedio, sólo un 20% de los latinoamericanos tiene confianza en los partidos políticos y un 28% en el Congreso », lo cual constituye un dato preocupante para el desarrollo y consolidación democrática de la región. Para algunos especialistas esto significa una crisis de confianza y para los más pesimistas representa una verdadera « fractura social » pero, ¿estamos realmente en presencia de una crisis generalizada de confianza en las instituciones sociales y políticas? Y si esto es así, ¿cuáles serían los factores que eventualmente la explicarían? A través de un modelo estadístico multinivel longitudinal de medidas repetidas, esta investigación pretende estudiar la evolución histórica del nivel de confianza en las diferentes instituciones sociales y políticas latinoamericanas a partir de la combinación de datos incluidos en las encuestas LatinoBarómetro y LAPOP. Los datos combinados corresponden a 421 cuestionarios aplicados en 26 países entre 1994 y 2014 e incluye a 547.954 individuos que respondieron un total de 6.834.047 preguntas sobre el nivel de confianza en las instituciones. Para fines de análisis, los países han sido agrupados de acuerdo a su participación en algún mercado económico común (Mercosur, Caricom etc.) e igualmente en relación a la orientación ideológica del gobierno (izquierda-derecha) al momento de aplicarse el cuestionario. Los resultados muestran que cuando el partido gobernante está a la izquierda, el nivel de confianza medio hacia las instituciones políticas y sociales es levemente más alto.
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Democracia pluralista: a participação social como elemento essencial à legitimidade dos atos administrativos das agências reguladoras brasileiras. (#6569)
Luciana Oliveira de Campos 11 - Centro Universitário La Salle - Unilasalle.
Abstract:
Por meio do presente trabalho se pretende analisar a participação social, entendida como confrontação agonística, nos processos de tomada de decisão das Agências reguladoras brasileiras como requisito essencial à legitimidade dos atos administrativos emanados por tais entidades, notadamente os regulamentares. O trabalho será desenvolvido a partir do seguinte questionamento: seriam legítimos os atos administrativos emitidos por agência reguladora sem a promoção da participação social como forma de possibilitar a confrontação agonística? As agências reguladoras brasileiras foram concebidas durante uma onda neoliberal, num processo de acatamento de imposições externas advindas de organismos internacionais como: o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Tais entidades, criadas seguindo o modelo de agências norte americano, são responsáveis no Brasil pela regulação de alguns serviços públicos e de atividades econômicas relevantes ao desenvolvimento social e econômico do País. Tais entidades foram constituídas como autarquias especiais dotadas de autonomia e independência política para o exercício de suas funções, razão pela qual paira sobre tais entidades um déficit democrático. A pesquisa que ora se pretende desenvolver será realizada por meio de levantamento bibliográfico, adotando como referencial teórico algumas noções da sociologia de Pierre Bourdieu o qual, por meio de sua obra, lança importantes críticas à mundialização e os efeitos nefastos das medidas impostas por instituições internacionais sobre países periféricos procurando alinhar com o “pluralismo agonístico”, modelo de democracia advogado por Chantal Mouffe, a qual defende a necessidade de um modelo democrático que seja “capaz de criar formas de poder mais compatíveis com valores democráticos”, contexto no qual o poder e antagonismo são questões centrais. A cientista política defende a importância do reconhecimento do antagonismo fruto do pluralismo de valores e a impossibilidade de compreender o poder como uma questão “externa sobre duas identidades pré-constituídas e sim como constituindo tais entidades em ambiente precário e vulnerável”. Além disso, a pesquisa incluirá bibliografia secundária que tratem especialmente das peculiaridades da constituição das agências e sobre algumas de atribuições. Assim, pretende-se discorrer sobre a constituição destas entidades como fruto de ideias neoliberais e demonstrar a importância da participação social, na forma proposta por Chantal Mouffe, como medida necessária à legitimidade dos atos por estas praticados.
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Constituciones que se toman por asalto: una mirada a las prácticas de los colectivos sociales y políticos para introducir cambios en los procesos constituyentes (#6593)
Maria Alejandra Ciuffolini 1;
Leticia Gavernet Busqueta
21 - Universidad Católica de Córdoba. 2 - Universidad de la República.
Abstract:
Las experiencias más novedosas y significativas de transformación institucional, política y socio-jurídica en América Latina pueden analizarse a partir de los últimos procesos constituyentes en Ecuador (2008) y Bolivia (2009) como cuestionamientos y respuestas a los efectos neoliberales y la crisis de la democracia en la Región. Nuevas dinámicas de las organizaciones y movimientos sociales involucraron demandas de derechos y categorías que habían sido ajenas al marco institucional tradicional. Así, Estado Plurinacional y Buen Vivir/Vivir Bien (Sumak Kawsay y Suma Qamaña) se tornaron nociones normativas que presentan e introducen un nuevo paradigma respecto a los modelos clásicos de gobernabilidad. En ambos procesos, el contexto se encuentra precedido y acompañado por una constelación de luchas sociales y crisis de legitimidad que dieron lugar a la irrupción de nuevos actores políticos; mientras que se destaca que la propia demanda a una Asamblea Constituyente con signos refundacionales fue una propuesta de las organizaciones indígenas y campesinas, que fueron las mismas quienes resguardaron y defendieron el proceso, y que incluso presentaron sus propias propuestas de reforma constitucional (CONAIE en Ecuador y Pacto de Unidad en Bolivia). Sin embargo, en la actualidad se proyecta la posibilidad de menoscabo de lo conquistado, resignificaciones sustantivas de las demandas, junto al crecimiento de tensiones y conflictividad con los gobiernos de ambos países. Gobiernos que presentaban una ruptura con los partidos políticos conservadores y el régimen neoliberal como Alianza País en Ecuador y el Movimiento al Socialismo en Bolivia y que fueron inicialmente apoyados por las organizaciones populares e indígenas, son hoy cuestionados tanto sobre lo que fue reconocido como lo que está siendo omitido o relegado en los “procesos de cambio”. En base a un trabajo de tesis doctoral, mediante el análisis de casos y de contenido de los discursos (que incluyen entrevistas a informantes claves de los procesos) en el presente artículo interesa analizar particularmente las prácticas concretas de los colectivos sociales y políticos para introducir modificaciones sustantivas en el texto constitucional, junto con las tensiones que esos reconocimientos conllevan en estas experiencias contemporáneas.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Los referendos en democracias decadentes. (#7743)
Maria Fernanda Ortiz Castillo 1; Alicia Ortiz Rojas
1;
Isabel Cristina Restrepo Ruíz
11 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
Los referendos como instrumento de toma decisiones en los regímenes democráticos tienen la virtualidad de dotar de legitimidad popular algunas decisiones trascendentales para el presente y futuro de un país. Sin embargo, en muy pocos casos son utilizados para tomar realmente decisiones, pues estas se encuentran ya tomadas por el gobierno central. En el caso de Colombia, el referendo ha sido utilizado pocas veces, pero el más reciente, llevado a cabo el día 2 de octubre del año 2016, que hacía referencia a si el pueblo estaba de acuerdo o no con “la terminación del conflicto armado y la construcción de una paz estable y duradera”, desató una crisis de corte político y social, casi de orden mundial. Por esta razón, lo que se pretende de manera fundamental es analizar el fin del instrumento y la eficacia de las decisiones que son adoptadas por medio del mismo; pero principalmente: su impacto social. Para esto se tendrá en cuenta cuáles son las temáticas que suelen someterse a este mecanismo, así como la información que se proporciona para la toma de estas decisiones, pues este es un presupuesto básico del sistema democrático, además, el grado de legitimidad que tienen las mismas. Así pues, se hace necesario evaluar la posición del gobierno, los partidos políticos y los líderes de los mismos, ya que esto genera un sinnúmero de sentimientos y fanatismos por parte de la sociedad, determinando en muchas ocasiones, o al menos en esta donde era evidente, el resultado de las votaciones. Es importante examinar el caso de Colombia por la incidencia que tiene el tema en su historia, también porque es fundamental precisar que esta decisión era posible sólo con la aprobación del presidente como Jefe de Estado ya que la Carta política le otorga la facultad de realizar este tipo de acuerdos, no obstante, bajo su propio riesgo, eligió, luego de haber suscrito los acuerdo de paz someterlos a la aprobación del pueblo, pues con este referendo, su gobierno buscaba el aval popular, no la toma de una decisión en sí misma. Por lo previamente descrito, se busca responder principalmente dos interrogantes; en primera medida, ¿Es este mecanismo un herramienta para fortalecer o debilitar la democracia? y en otro plano, la sociedad que descalifica los resultados, ¿deslegitima a su vez el mecanismo democrático?
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Estado y legitimidades. Las disputas por el control de lo público en Costa Rica
1982-2014. Tendencias dominantes (#7797)
Randall Blanco Lizano 11 - Universidad de Costa Rica.
Abstract:
En las últimas tres décadas la sociedad costarricense ha vivido una serie de transformaciones estratégicas relacionadas con las transiciones del modelo de sustitución de importaciones al modelo de libre comercio. Una de las transformaciones más consistentes y menos estudiadas por las Ciencias Sociales costarricenses, se relaciona directamente con el papel que han venido jugando los sectores privados en dichos procesos en relación con el Estado y sus instituciones, donde han mostrado especiales habilidades para hacerse con lo que podríamos denominar –siguiendo a Bresser Pereira- “la gestión privada del interés público”. Dichas modalidades requieren no sólo del control de las instituciones estatales sino la creación de una red compleja de intereses privados en las así llamadas “organizaciones de interés público”, o la coexistencia de las denominadas “alianzas público-privadas” y una amplia gama de figuras jurídicas, institucionales y políticas que legitiman tales modalidades de usufructo. Nuestra ponencia se orienta a mostrar tales entramados (Elias) que requieren diversas formas de legitimación y las vinculaciones complejas entre dirigencias de partidos políticos, organizaciones privadas e instituciones estatales en lo que podríamos denominar redes de influencia para la gestión privada de lo público, explorando los alcances de tales procesos corporatistas en las así llamadas “democracias procedimentales”.
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Inovações participativas na democracia brasileira: o sistema de participação popular cidadã de Canoas (#8016)
Alfredo Alejandro Gugliano 1;
Priscila Rodrigues
11 - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
Em 1989, quando foi lançado o orçamento participativo de Porto Alegre (Brasil), essa proposta apareceu como uma das mais importantes experiências de envolvimento dos cidadãos com a gestão pública. Nos dias de hoje o orçamento participativo continua sendo uma proposta importante. Mesmo havendo indícios de decréscimo do número de orçamentos participativos no Brasil, ainda os mesmos existem num número expressivo na América Latina, assim como em outras regiões. Contudo, um fenômeno que modifica substancialmente o debate sobre experiências participativas em nível do Estado é o surgimento de um conjunto de novas propostas visando não apenas organizar o processo participativo em nível do debate orçamentário - principal objetivo dos orçamentos participativos -, mas especialmente articular uma diversidade de ferramentas por meio das quais os cidadãos ampliariam sua capacidade de debater, deliberar e fiscalizar as políticas públicas estatais. Na América Latina muitas dessas experiências vêm sendo enquadradas no que está sendo chamado de “gobiernos abiertos”. Nos Estados Unidos esses novos mecanismos estão sendo articulados por diferentes autores a partir do conceito de “governanças participativas”. E, no Brasil, o termo empregado para referir-se à ampliação da diversidade participativa envolvendo o poder estatal é o de “sistemas de participação”. Aqui nossa proposta é analisar uma das principais experiências brasileiras inseridas nessa “nova onda participativa”, o sistema de participação da cidade de Canoas, implementado entre 2009-2015. O sistema de Canoas foi composto por 13 ferramentas cujo objetivo era ampliar a capacidade dos cidadãos interferirem num amplo espectro de rotinas relacionadas com a gestão governamental e o desenvolvimento de políticas sociais. No presente trabalho pretendemos desenvolver três questões. A primeira delas é uma análise do desenho participativo da experiência de Canoas e sua capacidade de realmente servir de instrumento para ampliar os mecanismos usuais de gestão pública. A segunda se relaciona com a efetividade da proposta, isto é, discutir os resultados do sistema na geração de novas políticas públicas e seu impacto nos indicadores sociais municipais. Por fim, o terceiro aspecto que desejamos levar adiante diz respeito às consequências do sistema participativo em termos da ampliação da participação política dos cidadãos nos marcos de um Estado democrático. Este trabalho, ora apresentado, é o resultado de uma pesquisa realizada na cidade de Canoas em 2016 na qual, além de uma análise documental, foram realizadas entrevistas com diferentes segmentos envolvidos com a proposta.
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Participação política como legitimação da Democracia: uma análise teórica da qualidade do processo democrático contemporâneo (#8120)
Ronado Augusto Campos Pessoa 11 - Universidade Federal do Tocantins.
Abstract:
O desinteresse dos cidadãos na participação política está presente no cotidiano democrático na maioria dos países ocidentais, este declínio tem influência no processo eleitoral e não é um fenómeno novo. Desde 1970 observa-se de forma quantitativa o número de eleitores como instrumento de legitimação da participação política. Nas décadas de 1980 e 1990 consolidam-se novas formas de participação política como iniciativas de cidadania. Em comparação com décadas anteriores, a participação política hoje remonta, sob qualquer forma, apenas nos protestos contra projetos de grande escala. O que significa esse contexto para a legitimidade e a estabilidade da democracia, se a participação política está limitada aos segmentos da população a nível local, a curto prazo, tematicamente a partir de debates em áreas específicas da política e os representantes do povo são escolhidos a partir de uma parcela da população? Os políticos devem se perguntar se as ofertas e as possibilidades, para participar no processo político, ainda são contemporâneos. A questão central deste trabalho leva ao debate sobre a qualidade da democracia a partir da alienação política que se estabeleceu na sociedade e nas instituições representando uma grande parte proporcional da população. A qualidade da democracia na perspectiva internacional comparativa aponta critérios específicos de acordo com o nível de desenvolvimento dos instrumentos democráticos. Para avaliar a qualidade de um sistema democrático, entre outros critérios, pode-se observar, por exemplo, a cultura política ou as atitudes da população frente a democracia e aos instrumentos considerados democráticos, ou ainda no mínimo, processo de descrição de avaliação da qualidade da partida democrática. Portanto, o objeto central de pesquisa refere-se a análise das atitudes e comportamentos dos cidadãos em relação ao sistema político da democracia. Atende o sistema a legitimidade das reivindicações de seus cidadãos? A legitimidade da democracia é um dos elementos-chave para a estabilidade da democracia. A pesquisa aponta o diálogo entre o conceito de participação política e as regras da democracia no sistema político contemporâneo e os princípios institucionais. Por outro lado, se não existir participação dos cidadãos de todas as faixas sociais da população no processo político, uma grande parte da sociedade estará excluída e o sistema democrático não terá apoio político, suporte fundamental para os princípios de legitimação da democracia, desta forma, se o sistema democrático não é legitimado, portanto, não pode ser estável a longo prazo. O trabalho contribui com o debate sobre participação política e democracia observando a democratização como instrumento legítimo da governabilidade. Apresenta-se um estudo teórico sobre processos democráticos a partir da participação política, condições e desafios da qualidade da democracia contemporânea. Os resultados apontam reflexões sobre a importância da participação política e dos princípios democráticos como legitimação da qualidade do processo democrático.
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Estado, hegemonía y políticas en el capitalismo contemporáneo: los Programas de Transferencias Monetarias y la construcción de la legitimidad social en América Latina en el Siglo XXI. (#8979)
SILVIA GABRIELA FERNANDEZ SOTO 1;
JORGE DANIEL TRIPIANA
21 - CONICET-PROIEPS-FCH-UNCPBA. 2 - PROIEPS-FCH-UNCPBA.
Abstract:
En las últimas tres décadas del siglo XX, en un contexto de transformaciones de sus procesos de acumulación/legitimación, América Latina experimenta un acelerado proceso de centralización de la propiedad y la riqueza, que se corresponde con un proceso de repulsión de los sectores trabajadores, la alteración de las condiciones de realización del trabajo y el despojo de conquistas y beneficios sociales institucionalizados. Se trata de un nuevo momento de desarrollo del capitalismo. La agudización de la crisis y conflictividad social a fines de siglo XX dio paso a la reconfiguración de las matrices de desarrollo de la primeros años del siglo XXI, en donde se observan inflexiones y continuidades en relación al momento anterior de claro predominio de una matriz neoliberal. En la actualidad asistimos a una clara reacción a estos proyectos “neo desarrollistas” en un claro avance del mercado en diferentes sectores de interés del capital. En cada uno de estos momentos, en un proceso dialéctico de dominación y resistencias se redefinen las relaciones Estado-sociedad. Las políticas sociales constituyen así mediaciones político-institucionales que participan en la configuración de la sociedad, en la construcción del orden hegemónico. Desde una perspectiva crítica y de totalidad, se pone la comprensión de la definición de las políticas en América Latina en relación al proceso de acumulación capitalista, y a la complejización de las funciones del Estado, observando el carácter estructural y contradictorio del mismo en la sociedad capitalista, como relación social objetivada que condensa y procesa las relaciones de fuerza entre clases y fracciones de clase desplegadas en un momento histórico determinado. Tomamos en particular el surgimiento y la implementación de los programas de “Transferencias Monetarias Condicionadas” en América Latina. Caracterizamos estos programas a partir de un conjunto de dimensiones de análisis, desde una perspectiva amplia y compleja sobre la estatalidad, la política social, y las estrategias de legitimación social. Este trabajo se enmarca en un proyecto de investigación internacional acreditado en agencias de investigación internacionales (Capes, CNPQ- Brasil) que involucra grupos de investigación de Brasil, Uruguay y Argentina. En una perspectiva comparada se analizan similitudes, diferencias y especificidades de los estudios de caso. De los avances de investigación surgen una serie de problemas que guían el trabajo propuesto: ¿cuáles son los fundamentos históricos que permiten explicar el surgimiento y consolidación del los PTRC como principal política social en América Latina? Cuáles son los elementos históricos específicos que explican la implementación de la AUH y el Bolsa Familia en Argentina y Brasil? ¿revierten las modalidades de intervención social del neoliberalismo? ¿Constituyen un avance en la universalización y reafirmación de derechos sociales? ¿Bajo qué argumentaciones se construyen los procesos de legitimación de estos programas que ha permitido su masividad y aceptación? Las fuentes a utilizar son documentos oficiales de creación y reglamentación de los PTRC, datos de los sistemas de estadísticas nacionales, datos institucionales gubernamentales, documentos de organismos internacionales, informes y resultados de investigación.
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La marcha de la descentralización (#9263)
Cristi Rosalía Olivera Do Carmo 11 - UDELAR.
Abstract:
La "marcha de la descentralización" política y participación ciudadana se ha convertido en un estudio de caso de la descentralización municipal de una de las localidades del interior, puntualmente Pueblo Belén, en materia de gestión, administración política y participación ciudadana. El documento plasma qué es lo que realmente se entiende por descentralización municipal en el terrotorio, que conceptualizaciones y concretizaciones se han llevado a cabo para medir cualitativamente el conocimiento de la nueva ley y el agregado de relevante importancia de la participación ciudadana. Se intentará dar a conocer el tipo de participación e información acerca de la ley que tienen por un lado, las personas activas del Gobierno del gabinete municipal, las personas activas que no integran el gabinete y también a aquellos inactivos en cuánto a participación. El documento plasmará una investigación que determinará cualitativamente la participación ciudadana con sus respectivos factores que en caso de que no se cumpla una participación plena, estarían incidiendo.Los aspectos de gubernabilidad, escenarios de cohabitación Política se transformarán en disparadores indispensables para intentar explicar el fenómeno de la participación ciudadana en contexto municipal.
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Transparência e Controle: O papel do TCU na fiscalização da Copa do Mundo FIFA 2014 e das Olimpíadas Rio 2016 no Brasil. (#2776)
Ygor Leite 11 - SEDUC-MA.
Abstract:
Nas últimas décadas, as pesquisas sobre as Entidades de Fiscalização Superior (EFS) alcançaram relevância no debate da ciência política. Essas instituições são agentes independentes (em sua maioria) que tem como objetivo auxiliar o Poder Legislativo ou outro órgão de fiscalização no controle externo das ações do Poder Executivo e agentes que se utilizem de recursos públicos. Esse controle se dá por meio de fiscalizações contábeis, financeiras, orçamentárias, operacionais e patrimoniais. No âmbito brasileiro, as entidades que realizam essas funções são os Tribunais de Contas. Eles são vinculados aos Poderes Legislativos (Federal, Estadual e Municipal), porém possuem autonomia em sua administração financeira, decisória e de ação, ou seja, não precisão ser provocados para agir. Essas instituições são fundamentais para o fortalecimento da democracia, pois garantem a clareza das ações dos entes públicos por meio de relatórios e investigações. O objetivo geral deste trabalho é verificar as atividades desenvolvidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no controle, fiscalização e bom uso do dinheiro público nos gastos realizados pelo Poder Executivo em obras necessárias para a realização das Copa do Mundo FIFA 2014 e as Olimpíadas Rio 2016. Nos últimos anos, o TCU tem sido um importante agente no controle externo das atividades realizadas pelo Poder Executivo. Esse controle se dá por meio de ações semi-judiciais, ou seja, a Corte de Contas possui poder de embargar obras e contatos até que a situação dos mesmos seja regularizada ou esclarecida, essas medidas contribuem para o melhor uso dos gastos e na avaliação de políticas públicas. Apesar de outras instituições contribuírem para investigação e melhoramento do regime democrático (Ministério Público, Polícia Federal e Comissões Parlamentares de Inquérito, por exemplos), o TCU se dedica integralmente e exclusivamente à fiscalização dos recursos públicos. Além disso, com o avanço de seu desenho institucional foi possível que suas auditorias e relatórios passassem a integrar questões econômicas, de eficiência e efetividade dos gastos públicos. Em meios aos gastos e investimentos feitos para a realização de grandes eventos, como foi o caso da Copa do Mundo FIFA de 2014, o TCU ganha grande destaque, pois se apresenta como sendo um dos principais atores interessados na forma como o Poder Executivo vem gerindo o orçamento nacional. Dessa forma, o estudo profundo do papel do Tribunal na fiscalização dos gastos desse evento mostra a importância dessa instituição de controle externo frente às decisões adotadas pelos gestores públicos. Assim, parto da hipótese que o TCU é o principal agente interessado na transparência da burocracia e das políticas públicas realizadas pelo Executivo. Devido a suas prerrogativas constitucionais e ao corpo técnico especializado, essa instituição contribui para fortalecer a relação controle e fiscalização do Legislativo sobre o Executivo e construindo informações para sociedade civil.
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Conselhos do FUNDEB e gestão democrática: participação social em Xeque (#5725)
Henrique Guimarães Coutinho 11 - Fundação Joaquim Nabuco- Ministério da Educação.
Abstract:
A história recente do Brasil está dividida por dois períodos distintos em relação à gestão e condução das políticas educacionais: o primeiro, durante os governos FHC (1995-2002), se caracterizou fortemente pelas orientações neoliberais e por agentes econômicos compreendidos como “forças capazes de levar o País a alcançar as o desenvolvimento social” que mudaria a vida das pessoas por meio da melhoria no acesso aos diversos tipos de bens de consumo. O segundo tem início nos governos e Lula (2003-2010) que promoveram um redirecionamento das ações governamentais (e da perspectiva de Estado) em relação às diversas demandas sociais e econômicas fruto de lutas históricas por políticas de transferência de renda, enfretamento da fome, educação com qualidade, entre outras, trazendo-as para o centro da agenda pública. Mas ao mesmo tempo mantendo muitas das diretrizes e práticas neoliberais que ainda hoje produzem efeitos significativos na agenda governamental. O artigo se propõe a avaliar a questão da participação social no âmbito dos Conselhos de Acompanhamento e Controle Social em municípios nordestinos a partir da visão dos Secretários Municipais de Educação e dos conselheiros municipais. Para isto foram realizadas 2996 entrevistas em 401 municípios em todo Nordeste do Brasil. O objetivo do estudo foi avaliar os conselhos considerando a visão e expectativas dos atores que compõem a gestão educacional local.
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Considerações sobre os conselhos gestores de políticas públicas como instrumento de participação social no Brasil (#5920)
Rylanneive Leonardo Pontes Teixeira 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Abstract:
Este trabalho investiga, na atual democracia brasileira, a participação social no processo de tomada de decisões públicas através dos conselhos gestores de políticas públicas, objetivando fomentar uma discussão elucidativa acerca da temática. Antes de dá início a metodologia, faz-se uso de uma abordagem sobre a participação democrática representativa, a partir de um viés de problematização, levando em conta as ideias e interpretações de Gomes (2003). Na metodologia deste artigo, inicia-se a discussão com a conceituação, consoante as ideias de Kleba et al. (2010) e Tatagiba (2005), do termo conselhos gestores de políticas públicas, trazendo, juntamente a isso, suas atribuições; com posterior abordagem a respeito de como se dá a relação entre o Estado e os conselhos gestores, buscando apreender as questões de correlação entre os representantes da sociedade civil e o Poder Público. Além disso, neste item, busca-se, num enfoque para a área da saúde, trabalhar os conselhos gestores de saúde, compreendendo-os no contexto de sua composição, suas competências etc., conforme indicado em Avritzer (2008) e Pessoto et al. (2001). Conclui-se este trabalho com um fechamento sintético das ideias apresentadas ao longo do texto.
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Trajetória das experiências de Orçamento Participativo no Brasil: um olhar para as estruturas internas dos governos (#5998)
Wagner Romão 1; Mayara Xavier
11 - Unicamp.
Abstract:
Para que se investigue os fatores de sucesso das experiências de participação cidadã, como o Orçamento Participativo (OP), é fundamental considerar de que forma elas se agregam às estruturas governamentais em cada governo local. Esta é a proposta desta apresentação, em que comparamos experiências de OP que se mantiveram por 16 anos ou mais no Brasil. Nossa análise se baseia na categoria "status político" pela qual buscamos indicar o nível de centralidade da instância organizativa do OP no contexto do governo local e, por conseguinte, da relevância do processo participativo para as decisões sobre o orçamento. Os casos pesquisados agregam cidades de diversos estados brasileiros, de médio porte a metrópoles, de maneira a considerar essa diversidade como variável de controle da análise. Rio Claro (SP), Ipatinga (MG), Volta Redonda (RJ), Vitória da Conquista (BA), Serra (ES), Betim (MG), Campina Grande (PB), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Recife (PE). Desta maneira, buscamos analisar semelhanças no que podemos considerar como um fluxo recorrente - salvo exceções - de ascensão e queda destes processos participativos, que em sua grande maioria se iniciam com elevado "status político", mas que com o passar dos anos diminui de intensidade. A apresentação está baseada em uma pesquisa financiada pela FAPESP que buscou realizar um censo das experiências brasileiras de OP por meio da análise de teses e dissertações, contato com pesquisadores e contato direto com atores políticos que participaram dessas experiências.
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Participação e políticas públicas: as conferências nacionais no Brasil (#6004)
Wagner Romão 11 - Unicamp.
Abstract:
A Constituição Federal de 1988 propôs o acompanhamento e a participação da sociedade civil em diversos setores de políticas públicas no Brasil. Isso ocorreu mais rapidamente em setores tradicionais de atuação do Estado, como saúde e educação, mas gradativamente foi se ampliando para outros setores de políticas públicas. Nos governos Lula e Dilma esta indicação constitucional se fortaleceu ainda mais, abarcando setores bastante novos de ação governamental. Uma das principais formas de organizar essa consulta à sociedade civil sobre os rumos das políticas públicas foi a conferência, um processo participativo de âmbito federativo, que mobiliza a comunidade de políticas (policy community) de determinados setores de políticas. A proposta da apresentação é indicar como este processo ocorreu, considerando de maneira mútua a perspectiva das instituições e a perspectiva dos atores sociopolíticos. Considera-se a especificidade desses ambientes participativos ao levar em conta os setores de políticas públicas e as comunidades de políticas que atuam nas conferências como elementos-chave para se compreender o sentido político singular desses mecanismos de participação que, embora possuam uma estrutura básica comum, potencialmente podem servir a objetivos político-institucionais diversos.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 05 |
Transparência na Gestão Pública: um estudo sobre o acesso à informação em gestões públicas municipais na região do Grande ABC (#2531)
João Gremmelmaier Candido João 1;
Luiz Silvério Silva Luiz Silvério
1; Geovane Rodrigues Dos Santos Geovane
1; Gabriel Lima Da Silva Gabriel
1; Isa Mara Fernandes Isa
1; Ivan Venancio De Moura Ivan
1; Marco Aurelio Bernardes Marco
11 - Universidade Metodista de São Paulo.
Abstract:
O acesso à Informação é uma garantia da Constituição brasileira de 1988 desde a sua promulgação, no Artigo 5º, inciso 33, que diz: “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”. Porém, por características da legislação e política brasileiras, bem como de certa forma, carecer de regulamentação, foi preciso uma legislação específica para que ela, efetivamente, começasse a ser cumprida pelos poderes públicos do país. Esta se concretizou somente vinte e três anos depois da promulgação da Carta Magna, por meio da Lei 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação (LAI), que trata da regulação à informação proveniente dos órgãos e autarquias públicas, nas esferas federal, estadual e municipal. Esse texto é fruto de um projeto de extensão e pesquisa desenvolvido e aplicado na Universidade Metodista de São Paulo ao longo de um ano, em que os pesquisadores envolvidos buscaram compreender como os poderes executivos municipais, nomeadamente São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema, os atores midiáticos do grande ABC e os seus munícipes tem priorizado a divulgação das informações ao público, por meio de uma análise do uso da LAI e do Portal da Transparência desses municípios. Para isso, além da compreensão da legislação pertinente, são utilizados, dentre outros, autores do campo da discussão de teorias democráticas, como Carole Pateman, participação popular (Pedro de Carvalho Pontual) e o trabalho paradigmático de Lavalle e Vera para o pensamento e crítica sobre accountability. Os dados foram coletados junto aos Portais de Transparência dos municípios, pelos pesquisadores, nos principais veículos midiáticos regionais e em pesquisa quantitativa aplicada junto aos cidadãos, através de questionário direcionado. Trata-se de pesquisa em conclusão, em fase de tabulação dos dados coletados para análise dos mesmos. Os resultados prévios da pesquisa indicam que a informação não é acessível a todos os cidadãos, em uma primeira análise por conta de dificuldades de acesso à própria informação, dificuldade de navegabilidade e uso da ferramenta tecnológica disponibilizada pelo agente público e por não contribuição didática-comunicativa dos atores midiáticos junto à população, na divulgação do uso e limites dos Portais de Transparência e da LAI. Resta para a finalização desta pesquisa a construção da perspectiva do olhar do cidadão, ator diretamente afetado e interessado na ferramenta objeto desta pesquisa. Assim, esses resultados em construção contribuirão tanto para o gestor público, como para o cidadão, no sentido de tornar o processo de acesso à informação, que já possui base legal, em um instrumento da gestão e construção de políticas públicas.
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POLÍTICAS PÚBLICAS DE ÁGUAS, DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO BRASIL: UM ESTUDO EM TRÊS MUNICÍPIOS DO INTERIOR DO CEARÁ, NORDESTE BRASILEIRO. (#6936)
Eva Regina do Nascimento Lopes 1; Suely Salgueiro Chacon
2; Gledson Alves Rocha
31 - Universidade Federal do Oeste da Bahia. 2 - Universidade Federal do Ceará. 3 - Faculdade São Francisco de Barreiras.
Abstract:
O trabalho tem como objetivo apresentar a importância que reuniões de alocação de águas têm como um instrumento de participação social na política brasileira de recursos hídricos, especialmente na região do Semiárido brasileiro, tendo em vista este território ser marcado naturalmente pela escassez de água. Como método de pesquisa foi escolhido a observação participante, sendo, então acompanhadas três reuniões de alocação de águas, em três municípios do interior do estado do Ceará: Juazeiro do Norte, Várzea Alegre e Crato. Como conclusões, foi possível observar que a participação social é fundamental para o acesso democrático à água e que os conflitos entre os sujeitos participantes são essenciais, pois os fazem refletir sobre como usar a água de forma eficiente, assim como promove sua inserção social em termos de gestão de políticas públicas. O trabalho aponta também à necessidade de maior interação entre os usuários de água (que estão mais próximos dos açudes) e outros mecanismos de participação, como o Comitê de Bacia e as Comissões gestoras, para uma maior efetivação da participação social na política de gestão de águas no Estado brasileiro.
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QUE PAPEL OCUPAM AS INSTITUIÇÕES NA FORMULAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS? – NOTAS SOBRE A PERSPECTIVA NEOINSTITUCIONALISTA (#7139)
Gabriel Miranda Brito 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Abstract:
A fim de explicar como e por que um governo opta por determinada política pública, foram desenvolvidos, durante o século XX, diversos modelos analíticos -situados a partir de distintas perspectivas teóricas- comprometidos em demonstrar como determinadas variáveis interferem nos processos decisórios de formulação de políticas públicas. Neste sentido, o objetivo deste estudo, de cunho bibliográfico, consiste em apresentar e tecer algumas considerações acerca da perspectiva neoinstitucionalista, bem como de suas três principais vertentes -histórica, organizacional e de escolha racional-, demonstrando sua aplicabilidade empírica para análise de políticas públicas. A perspectiva neoinstitucionalista emerge no cenário acadêmico dentro do contexto estadunidense da década de 1970/80, se contrapondo às teorias de orientação marxista, elitista e pluralista. Ao contrário das referidas abordagens, que focalizam a análise dos processos políticos nos grupos de interesse e/ou atores sociais, a perspectiva neoinstitucionalista se sustenta na premissa de que “as instituições importam”, e busca demonstrar como estas podem agir de modo a constranger ou incentivar ações de determinados atores políticos. Portanto, a contribuição deste programa de pesquisa consiste na possibilidade de identificar o modo como as instituições afetam os comportamentos dos atores políticos e sociais envolvidos no processo de formulação e decisão de políticas públicas, e assim obter algum grau de previsibilidade sobre as decisões políticas, ou influir na vida social propondo instituições políticas que criem incentivos favoráveis aos comportamentos desejados e constrangimentos aos comportamentos indesejados. Como citado anteriormente, a máxima de que “as instituições importam” produziu, pelo menos, três vertentes e, embora possam ser aplicadas à diferentes fenômenos e divirjam sobre o próprio conceito de instituição e indivíduo, estas vertentes se interessam em saber quais instituições afetam comportamentos e decisões e por meio de quais processos e mecanismos. De modo sintético, a vertente histórica irá adotar o conceito de path dependence para afirmar que as políticas anteriores representam um constrangimento para a adoção de políticas radicalmente opostas, enquanto que incentiva a adoção de políticas incrementais e pouco substantivas. Já os autores filiados à vertente do neoinstitucionalismo de escolha racional adotam o postulado de que os indivíduos compartilham um conjunto ordenado de preferências e se comportam de maneira utilitária, calculando as possibilidades de ação dentro dos limites institucionais a fim de agir do modo mais estratégico para alcançar o resultado que lhe é mais conveniente. Por fim, os partidários do neoinstitucionalismo organizacional defendem a ideia de que o indivíduo pode incorporar o ethos da organização em que está inserido e agir do modo como a instituição espera que o indivíduo se comporte. Em outros termos, para este modelo analítico, cada instituição possui valores, normas, símbolos e modelos morais que podem estimular os indivíduos a se comportar de determinado modo. Palavras-chave: neoinstitucionalismo; políticas públicas; processos descisórios.
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Conselhos Municipais Goianos e Participação Social (#7992)
Adriane Pereira Vinhal 1; Crislâini P. Nunes Campos de Oliveira
11 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
O processo de redemocratização no Brasil, a partir da década de 1980, ensejou uma série de modelos de participação popular tanto no processo de elaboração como no controle das políticas públicas.Os movimentos sociais urbanos tiveram grande participação neste processo, sendo a principal bandeira a transformação das características das políticas sociais existentes e a legitimação da cidadania plena. A leitura dominante era que o Brasil necessitava de mudanças efetivas para combater a crise social e o alto déficit de cidadania instaurado no país. Na década de 1990, governos locais já implantaram mecanismos participativos, que proporcionaram novos padrões de planejamento e gestão e contribuíram para a melhoria na qualidade de vida da população. Algumas capitais brasileiras foram governadas nessa época pela esquerda, que se preocupou em extinguir a forma autoritária de gestão e possibilitar a participação social na elaboração e no controle da execução das políticas públicas. A partir da difusão de uma série de experiências que visavam a promoção da participação, este tornou-se um tema de pesquisa bastante enfatizado nas ciências sociais. Dentre os diversos instrumentos para a promoção da participação destaca-se a criação dos Conselhos Municipais, por sua difusão. Porém, um debate presente na literatura é a efetiva capacidade de estímulo à participação representada por estes conselhos. Este trabalho examina a relação entre o funcionamento de conselhos municipais como instâncias participativas da sociedade e o desenvolvimento. É possível identificar alguma relação entre o nível de participação da população na elaboração de políticas públicas e o desenvolvimento de um município? Este estudo se alinha com outros que buscam articular as dimensões de participação e desenvolvimento local. Um marco nessa literatura foi a difusão da participação local,com o estabelecimento da legislação sobre conselhos, no início da década de 1990, e do Estatuto da Cidade, em 2000. Essas leis promoveram uma generalização pelo país de formas de participação. Houve uma ampliação tanto temática (saúde, criança e adolescente, educação, etc.) quanto a incorporação de cidades de pequeno e médio porte. Com isso, a mudança na realidade empírica apresenta um desafio à produção acadêmica. Apesar do avanço das pesquisas sobre o tema, ainda é necessário acumular mais informações. Os resultados mostraram um nível baixo de envolvimento da população nos conselhos municipais de Aragoiânia, Goianira e Nerópolis, todas cidades com menos de 35.000 habitantes na Região Metropolitana de Goiânia, no entanto isso não quer dizer que os segmentos de representação dos conselhos não constituam de fato um processo participativo social. Já que menbros da sociedade civil: igrejas, as associações de moradores dos bairros e cidadãos aposentados caracterizaram o quadro de representantes presentes nos Conselhos Municipais. As diferenças de desenvolvimento entre as cidades, portanto, não puderam ser explicadas por variações na participação. Uma explicação possível para isso é que há outros fatores mais significativos, como a inserção de cada município na dinâmica socioeconômica da RMG e os interesses políticos presentes em cada município. A participação social nos municípios estudados apresentou uma forte interação com a gestão pública local, fortalecendo assim o processo de cidadania.
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O comportamento político da classe média no período neoliberal brasileiro (1989-2002) (#8751)
Danilo Martins Brandelli Danilo 1; Aldo Duran Gil Aldo
11 - Universidade Federal de Uberlândia.
Abstract:
Este trabalho pretende analisar a classe média frente ao projeto neoliberal brasileiro, implementado especialmente entre (1989-2002) nos governos Collor e Cardoso. Como se sabe a classe média não agiu de forma homogênea no cenário político brasileiro, se caracterizando enquanto classe, mas sim, agiu de forma fragmentada, ora apoiando, ora contrariando algum estágio do desenvolvimento capitalista. Devido a isso, levamos em conta o caráter fragmentário da classe média, na divisão deste segmento em setores e o comportamento político dos setores médios mais relevantes em apoiar e contrariar o projeto neoliberal no Brasil. De início, a classe média teria enfrentando certa contradição ao apoiar o neoliberalismo, por se tratar de um modelo econômico contrário ao que este setor busca na sociedade, como cargos na burocracia pública ou privada com certa estabilidade no emprego. Porém, demonstrou-se que alguns setores médios, mesmo com esses empecilhos, apoiaram o neoliberalismo no Brasil, como ao defender uma política de privatizações e não intervenção social aos empobrecidos, além da retirada do capital estatal em setores estratégicos (energia, telecomunicações e etc.). Essas políticas mechem com as ocupações dos setores médios nas empresas e instituições públicas, bem como em uma possível reforma da previdência que lhes poderiam causar dano, afetando-os diretamente na diminuição real de suas respectivas aposentadorias, aumento de contribuição e idade para se aposentar. Mesmo que nosso trabalho busque um recorte histórico bem definido entre 1989-2002 ele é também atual dada as medidas neoliberais tomadas recentemente pelo governo Temer, retomando propostas que não foram levadas adiante anteriormente como a reforma da previdência. Com isso, é de suma importância compreender este processo de aprovação do projeto neoliberal, enquanto um processo histórico inconcluso de setores médios contra e a favor de tais medidas que evidencia o objeto de nosso trabalho, o posicionamento político da classe média na primeira experiência neoliberal que o Brasil já teve.
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"El partido de los no electores". Analisis de la abstención electoral en la democracia neoliberal chilena. (#0196)
Juan Carlos Gómez Leyton11 - FLACSO-CHILE.
Abstract:
La ruptura entre la sociedad civil y la política en la sociedad neoliberal chilena ha quedado manifiesta en las elecciones parlamentarias y presidenciales de 2013 y municipales de 2016, la abstención electoral, alcanzó al 60% y el 67% de la ciudadanía, respectivamente. Lo ocurrido en estas las elecciones viene a ratificar una tendencia que comenzó a gestarse desde la segunda mitad de la última década del siglo XX: el rechazo ciudadano a los procesos electorales, expresado en la no inscripción electoral, y en la conformación de lo que hemos nombrado y denominado, siguiendo al sociólogo alemán U. Beck, el “partido de los no electores”. La magnitud de la abstención y la masiva presencia del “partido de los no electores” constituye una impugnación y negación de la denominada “vieja política” institucionalizadas en el Estado y en el régimen democrático representativo. Y, es una apelación por una nueva política. Se trata de una nueva ciudadanía social y política en busca de una nueva política. En consecuencia, la crisis política que experimenta la democracia posautoritaria, no puede ser solo y únicamente interpretada como una crisis de legitimidad, de desconfianza o de credibilidad como producto de la corrupción política o del mal gobierno; sino, ella expresa una crisis de más larga duración, la crisis de la política democrática misma. La pregunta que hasta ahora no ha sido respondida por las ciencias sociales, especialmente, por la sociología política o por la politología como por la historia política, dice relación, justamente, con la génesis del fenómeno del abstencionismo electoral en Chile, por los factores sociales, culturales, políticos y económicos qué explican conformación del “partido de los electores” y, sobre todo, quienes son, qué piensan, las y los ciudadanos que integran el principal “partido” del sistema político nacional. Pensamos que estas últimas preguntas solo la pueden responder los sujetos abstencionistas, por esa razón, nuestra línea de investigación se planteó estudiar tanto el abstencionismo como al “partido de los no electores” a un nivel micro social y en la larga duración, nos interesa poder identificar y caracterizar a los sujetos abstencionistas como “no electores” y, sobre todo, establecer las razones que ellas y ellos tienen para no participar electoralmente en los diversos procesos electorales. Lo que queremos exponer, no son solo las respuestas coyunturales al momento político, sino conocer y analizar la trayectoria política al interior de la sociedad neoliberal de las y los ciudadanos no electores. La estrategia metodológica combinó las técnicas de la historia como de la sociología política y la ciencia política. Al mismo tiempo, esta combinación implicó también el uso tanto de la metodología de investigación cualitativa como la cuantitativa. Ambas técnicas nos permitieron construir la narrativa histórica de los abstencionistas en Chile.
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Líderes partidários versus governo: Disciplina partidária na votação para impeachment de Dilma Rousseff (#0817)
Fernanda De Lima Moreira
1;
Marcelo Nunes Apolinário 11 - Universidade Federal de Pelotas.
Abstract:
Com o fim do regime militar, o advento do sistema multipartidário consagrado na Constituição de 1988, a adoção do sistema presidencialista de governo, dentre outros fatores, muitos cientistas políticos passaram a analisar o arcabouço institucional brasileiro como destinado a ingovernabilidade e permeado por crises institucionais cuja solução seria uma reforma política que fortalecesse os partidos políticos e não incentivasse a proliferação de muitos partidos. A partir de uma análise comparativa das diferenças institucionais entre os períodos democráticos brasileiros de 1946-64 e pós-1988, o trabalho busca apresentar as consequências dessas características, dentre elas a centralização dostrabalhos legislativos no Congresso Nacional, a possibilidade de governabilidade e de estabilidade do regime, e tendo em vista a necessidade institucional de formação de coalizões pelos presidentes, este trabalho se propõe a reforçar as prerrogativas regimentais dos líderes partidários para se chegar a essa governabilidade. Assim, o trabalho se volta à observação da influência dessas prerrogativas na votação feita na Câmara dos Deputados para abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, ocorrido em 2016, por meio de uma análise de todos os partidos que participaram da votação. Este trabalho, da área das ciências sociais aplicadas, surgiu por meio de uma revisão bibliográfica e de cunho documental com obras já existentes dentro do tema presidencialismo de coalizão e também utilizou-se do Regimento Interno da Câmara dos Deputados e da Constituição da República Federativa do Brasil. Posteriormente, direcionou-se especificamente para a centralização no Legislativo brasileiro. REFERÊNCIAS: ABRANCHES, S. H. H. Presidencialismo de Coalizão: O Dilema Institucional Brasileiro. Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 31, n. 1, p. 5-34, 1987. FIGUEIREDO, F., LIMONGI, A. Poder de Agenda na Democracia Brasileira:Desempenho do Governo no Presidencialismo Pluripartidário. In: SOARES, G. A. D., RENNÓ, L. R. Reforma Política: Lições da História Recente. Rio de Janeiro: FGV, 2006. Parte IV: 249-280. FREITAS, Andrea Marcondes de. O Presidencialismo da Coalizão. 2013. 156 p. Tese (Pós-Graduação em Ciência Política) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. HAMILTON, A. Utilidade da União como Preservativo contra as Facções e Insurreições. In: HAMILTON, A.; MADISON, J.; JAY, J. O Federalista. Rio de Janeiro: Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e Comp., 1840, p. 62-69. MOISÉS, J. A. Desempenho do Congresso Nacional no Presidencialismo de Coalizão (1995-2006). In: MOISÉS, J. A. (Organizador) Papel do Congresso Nacional no Presidencialismo de Coalizão, Rio de Janeiro, Konrad Adenauer Stiftung, 2011, p. 7-29. POWER, T. J. O Presidencialismo de Coalizão na Visão dos Parlamentares Brasileiros. In: POWER, T. J., JR. C. Z. O Congresso por ele mesmo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. P. 131-163.
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Determinantes de la participación electoral de sectores pobres indígenas. El caso de tres comunas mapuche en Chile. (#0843)
Maite De Cea Pé 1; Claudio Fuentes Saavedra
1;
Berta Teitelboim Grinblat
11 - Universidad Diego Portales.
Abstract:
Chile presenta un contexto social y político sensible a la relación entre el estado y los pueblos originarios, donde no ha habido avances en el reconocimiento jurídico de los pueblos; existe presión del sector empresarial por acelerar procesos de inversión en territorios que afectan a comunidades indígenas; y ha habido una lenta institucionalización de la temática indígena en el sector público. Por otra parte, la demanda por más derechos de parte de los mismos pueblos indígenas ha ido en aumento. La teoría de los “recursos disponibles”, la politización de los grupos desaventajados de una sociedad y la discusión sobre clientelismo en países de América latina, dentro de algunas perspectivas, hacen cuestionarnos sobre cómo se comportan estos sectores vulnerables frente al sistema político: qué actitudes adoptan respecto a la participación política, si son parte de organizaciones sociales, si tienen o forman redes políticas a distinta escala, cómo se vinculan con el sistema político, sus representantes, etc. Es así como nuestro trabajo se inserta en la discusión teórica sobre participación político-electoral, enfocándose concretamente en analizar qué variables explican la participación política (concretamente el voto) en zonas de alta identidad indígena. Se examina hasta qué punto las variables identificadas por la literatura son pertinentes en sectores rurales indígenas. A partir de una metodología mixta utilizando diversas técnicas de recolección de información como son la encuesta cara a cara, las entrevistas semi-estructuradas y la etnografía en campaña, se confirman algunas hipótesis o explicaciones existentes en el debate teórico vinculadas a factores estructurales, contextuales y de disponibilidad de recursos. A partir del modelo de regresión logística elaborado, se observa que ciertos factores estructurales (edad, posición política y ubicación geográfica) inciden en ir a votar. Sugerimos así un comportamiento diferenciado entre habitantes urbanos y rurales de las distintas comunas. Es decir, la etnicidad se cruza por factores de residencia. Por otra parte, se sostiene que en el marco de una pérdida de relevancia de los partidos, cobran importancia las redes de relación clientelar. Finalmente, se concluye que ni la participación en asociaciones voluntarias ni la politización del conflicto indígena explican la participación electoral. El trabajo realiza una importante contribución empírica al abrir la “caja de pandora” de lo micro local/municipal, cuando el general de los estudios sobre los determinantes de la participación electoral se han realizado a nivel nacional o a lo más a nivel regional.
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Percepciones del electorado en la Ciudad de México: ¿valoración de los atributos personales de sus representantes o el desempeño gubernamental? (#0902)
Edson Abraham Gutiérrez Torres 11 - Universidad Autónoma Metropolitana.
Abstract:
Se espera que los gobiernos electos a través de votaciones periódicas, con poderes divididos y limitados constitucionalmente, actúen en forma representativa (Przeworski, 1998). Es decir, accionen guiados por las voluntades, deseos e intereses de miles de personas que participaron en un proceso de selección Tal expectativa se fundamenta al pensar que los electores: 1) por medio del voto seleccionan a un candidato competente para ocupar el cargo; 2) usan el sufragio para remover a los representantes que basan sus acciones en intereses particulares; 3) recompensarán a los representantes que hayan tenido un buen desempeño y continuarán eligiéndolos en sus próximas postulaciones. Estas inferencias implican la existencia de una ciudadanía interesada en temas políticos y con la capacidad para evaluar al gobierno; no en el sentido de quién gobierna, sino de cómo se gobierna. Sin embargo, ¿en qué medida el electorado es capaz de valorar el desempeño de sus representantes? Para responder esta pregunta, se realizarán algunas encuestas sobre cultura política en una de las ciudades más poblada de América Latina, la Ciudad de México (CDMX). Empleando un muestreo de corte intencional aleatorio, serán aplicadas a los electores de las delegaciones Benito Juárez y Coyoacán, dos de las dieciséis entidades político-administrativas que componen la CDMX. Se seleccionaron ambas demarcaciones con la intención de comparar las respuestas que se pueden extraer en una donde electoralmente siempre ha triunfado un partido de derecha (delegación Benito Juárez) contra otra cuyo partido dominante es de perfil ideológico de izquierda (delegación Coyoacán). El análisis de los resultados permitirá conocer en qué grado el electorado se muestra interesado por participar en temas relacionados con la política. Además, apoyados en la tipología de Max Weber, conoceremos en qué medida los votantes basan sus decisiones electorales en criterios racionales con arreglo a evaluar el desempeño de sus representantes en el gobierno o bien con base en atributos tradicionales y carismáticos. Estos criterios nos permitirán percatarnos si los electores poseen el conocimiento suficiente para estimar el desempeño de sus representantes o sólo fijan sus valoraciones en atributos personales de los mismos. Palabras Clave: Electorado, Representantes, Ciudad-de-México, Desempeño, Atributos-Personales, Izquierda, Derecha
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Raízes partidárias e participação da sociedade civil: um estudo comparativo nas cidades de Porto Alegre e Montevidéu (#1125)
Alejandro Lezcano 1;
Luciano Fedozzi
21 - UFSM. 2 - UFRGS.
Abstract:
Este artigo tem o propósito de realizar um estudo comparativo entre o Orçamento Participativo de Porto Alegre e a Descentralização Participativa de Montevidéu, tendo como centro analítico o papel desempenhado pelos sistemas político-partidários no Brasil e no Uruguai. Nas duas cidades, os modelos participativos foram consolidados institucionalmente na década de 1990. Eles apresentam elementos em comum e acentuadas diferenças. No caso de Porto Alegre, a estrutura institucional da participação visou a uma maior democratização do orçamento público. Já em Montevidéu, enfatizou-se a descentralização de serviços para alcançar maior participação democrática dos cidadãos. Nos dois casos, existiu um papel determinante do Executivo Municipal, formado por novos governos de esquerda que alcançaram o poder pela primeira vez, a Frente Ampla (FA), em Montevidéu, de 1990 até o presente, e o Partido dos Trabalhadores (PT), em Porto Alegre, entre 1989 e 2004. Essas forças políticas podem ser classificadas como partidos de massas segundo a tipologia de Duverger (1980), isto é, com forte vínculos extra-parlamentares em diferentes organizações da sociedade civil. Estas forças políticas formaram-se em sistemas políticos com marcadas diferenças. Uruguai e Brasil apresentam casos antagônicos de institucionalização partidária. Por um lado, o Uruguai apresenta alta institucionalização partidária e elevados índices de apoio à democracia (Mainwaring e Scully, 1995). Já o Brasil aparece como um caso antagônico, pois tem o menor grau de institucionalização partidária da América Latina, apresentando um sistema partidário fragmentário, com baixa identificação entre seus eleitores. Segundo alguns autores, essas características gerariam um terreno propício para outros canais de organização coletiva e, de certa forma, explicariam o crescimento destas novas instituições no contexto brasileiro mais recente[1], pois os líderes da comunidade tendem a procurar outros canais de acesso para o Estado em lugar de confiar nos partidos (WAMPLER, 2011, p. 153). A investigação pretende oferecer elementos que auxiliem a responder a seguinte pergunta: até que ponto a natureza distinta dos sistemas partidários do Brasil e do Uruguai e suas ligações com a sociedade civil e o Estado afetam a criação e o funcionamento das novas Instituições Participativas? Na análise, buscamos romper com a dicotomia normativa que separa a sociedade civil da sociedade política, presente em grande parte dos trabalhos acadêmicos sobre Instituições Participativas no Brasil. A investigação tem por base fontes secundárias e fontes primárias obtidas mediantes entrevistas com integrantes dos Conselhos de Vizinhança, em Montevidéu, e com Delegados do Orçamento Participativo, em Porto Alegre, [1] O Brasil, no final do século XX, tranformou-se em um dos países com maior número de práticas associativas da América Latina (AVRITZER, 2008).
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Los discursos de "tercera vía": su participación en la determinación del sentido de la "Vía PRO" (Propuesta Republicana) en la Argentina (#1325)
Victoria Haidar 11 - CONICET.
Abstract:
Entre los discursos, heterogéneos, que inspiran las prácticas, los valores y los posicionamientos ideológicos de “Propuesta Republicana” (PRO), el partido político de centro-derecha que actualmente gobierna en la República Argentina, se destacan una serie de formulaciones, articuladas por sus dirigentes y presentes en los documentos internos, que insisten en torno al motivo de la “tercera vía”. En esta dirección, por ejemplo, en un documento que funciona como una suerte de síntesis de la doctrina de partido, en el que se expresan su visión, ideas, presupuestos y valores, la denominada “Vía Pro” se presenta como “nuestra Tercera Vía” (Devoto, 2014). El propósito de esta ponencia consiste en indagar en torno a los “discursos actuales” y los “discursos de memoria” que, organizados alrededor de la idea y del imaginario de una “tercera vía”, participan en los procesos de producción de sentido que hacen a la caracterización del PRO. Si bien dicho partido no se vincula, de manera explícita, con ninguna de las fórmulas de tercera vía ensayadas históricamente, la inclusión, en aquel documento, de la frase “El mercado hasta donde sea posible y el Estado hasta donde sea necesario”, pronunciada por el presidente colombiano Manuel Santos en el 2014, y que remite a un conocido aforismo del fundador de la Unión Democrática Cristiana, Konrad Adenauer, constituye una “huella” indicativa de algunos de los discursos que estarían resonando en la propuesta del PRO. Entre ellos se cuentan las elaboraciones del sociólogo Anthony Giddens (1999) que inspiraron, en los años noventa, la propuesta de la “tercera vía” preconizada por ex primer ministro británico Tony Blair (con quién el propio Santos escribió un libro titulado, precisamente, “La tercera vía: una alternativa para Colombia”) como, asimismo, a las postulaciones procedentes de la denominada “economía social de mercado”. Inspirada tanto en las elaboraciones del ordoliberalismo como en valores social-cristianos, esta última fórmula, pergeñada por Müller-Armack, se popularizó a partir de su utilización como slogan político en el programa que el partido fundado por Adenauer divulgó en la campaña para las primeras elecciones del parlamento alemán en 1949 (Tribe, 1995). Así, la “economía social de mercado” que también parece resonar en el lenguaje del PRO, designa un conjunto de medidas de política económica y reflexiones socio-políticas que apuntaron, en la Alemania de la Segunda Postguerra, a la realización de una “tercera vía”, capaz de armonizar la libertad de mercado y la protección social. Pero, además de esos dos discursos, la histórica asociación que en la cultura política argentina se establece entre el “tercerismo” y el peronismo, exige explorar, también, las huellas que el discurso, peronista, de la “Tercera Posición”, ha dejado en la gramática del PRO, un partido que, cuenta, entre sus dirigentes, con cuadros procedentes del peronismo.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Los discursos del Frente Sandinista de Liberación Nacional (FSLN) en la campaña electoral de 2006. Primeras aproximaciones. (#2584)
Paola Gutierrez Baltodano 11 - Universidad de Costa Rica.
Abstract:
La ponencia responde a una primera introspección al proceso de construcción del anteproyecto; para optar por el grado de licienciatura y a su vez presentar las primeras líneas de trabajo. En primera vista, parece un tema común pues, el FSLN se ha abordado en infinidad de investigaciones. Sin embargo, esta en particular pretende construir al FSLN como objeto desde una sociología de la comunicación política. Motivada a partir de una coyuntura interna en la política nicaragüense (re)construyendo los discursos del FSLN en la campaña electoral de 2006. El FSLN gana por primera vez en 16 años las elecciones después de haber llegado al poder por la vía insurreccional, pero, parece ser, un punto de inflexión para entender las dinámicas internas que se vienen gestando para dar como resultado: la dinámica política nicaragüense actual. La propuesta teórica del trabajo se compone de tres momentos. Primero, Alsina con la sociosemiótica a través de un modelo descriptivo de la comunicación: producción, circulación y consumo. Segundo, Pilar Gangas con el sistema de partidos y partidos políticos para evidenciar las redes de poder dentro y fuera de la política y la configuración del FSLN como partido político en un determinado sistema de partidos políticos. Por último, comunicación y poder de Castells un texto que pone en evidencia la disputa del poder en el espacio de los medios de comunicación. Para ello, primero debemos identificar a los actores y el espacio donde se produce dicha disputa, Alsina y Gangas, para este caso. Es decir, analizar la propuesta político-ideológica del FSLN como opción política en las elecciones presidenciales en Nicaragua en el año 2006. La utilización de una metodología cualitativa permite comprender las dimensiones de producción-circulación y circulación-consumo, por medio de técnicas de análisis de: discurso, contenido y fotográfico. La propuesta metodológica se basa en tres momentos: Identificación de los medios de comunicación que dan lugar a la producción y circulación de los discursos del FSLN en la campaña electoral. Monitoreo de los medios de comunicación como: periódicos de mayor circulación del país en esa época: El Nuevo Diario y La Prensa y los spots publicitarios. Interpretación de la propaganda electoral. Finalmente, la intencionalidad de este trabajo es hacer una primera reflexión en torno al tema donde pueda profundizar más en el FSLN a partir la construcción de su propia imagen.
04. Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia | 5. Partidos Políticos y representación |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 05 |
"Todo el Estado para vos". Continuidades y trasformaciones en las representaciones del Estado, el territorio y la comunidad en la política social argentina a partir del caso del “Plan Ahí, en el lugar” (Argentina, 2008-2015). (#2587)
Claudia Alejandra Martínez Robles 11 - Instituto de Investigaciones Gino Germani. Facultad de Ciencias Sociales. Universidad de Buenos Aires..
Abstract:
En Argentina, luego de la profunda crisis de legitimidad que tuvo lugar en diciembre del 2001 y de la transición política hasta la llegada de Néstor Kirchner a la presidencia, la política social del Estado adquirió un lugar fundamental. En función a los nuevos tiempos económicos, políticos y sociales, desde el campo estatal se enunció la necesidad de llevar a cabo transformaciones que replanten su concepción, enfoque, y modalidades de intervención. En este marco, emerge el Plan Nacional de Abordaje Territorial o “Plan Ahí, en el lugar”, en abril de 2008 (Decreto 627/2008). Su implementación se inscribe en un contexto en el que ganó consenso - en distintos sectores de la sociedad civil, de la vida académica y de la actividad política - la conveniencia de dotar al Estado de un papel más activo en el desarrollo, en la justicia social y en la integración regional. Desde su denominación - que señala como su principal cualidad el “estar en el lugar” - este plan expresa que su objetivo manifiesto es el de ampliar y consolidar la presencia del Estado Nacional, tanto en localidades rurales del interior del país, pequeñas localidades, como en partidos del Conurbano Bonaerense en situación de “alta vulnerabilidad social”, es decir, donde yace el “núcleo duro de la pobreza”, a través de una coordinación multiagencial y de la interpelación a la participación comunitaria. Desde un abordaje metodológico de carácter cualitativo, que combinó el análisis documental y normativo, entrevistas en profundidad y observaciones, nuestro trabajo indaga en las nociones sobre el Estado, el Territorio y la Comunidad que se ponen en juego y se articulan en el Plan Ahí, en tanto intervención gubernamental del Estado. La investigación tiene como punto de partida una hipótesis preliminar, que sostiene que la emergencia y la gestión del Plan Ahí da cuenta de ciertas transformaciones en las formas de estatalidad tendientes a modificar la relación Estado – Territorio – Comunidad y los sentidos que caracterizaron las políticas sociales de los años noventa en Argentina.
04. Estado, Legitimidad, Gobernabilidad y Democracia | 5. Partidos Políticos y representación |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 05 |
A identidade partidária e a construção do sujeito político (#3011)
Fabrizio Moraes Fernández 1;
Luis Alexandre Da Silva Alves
2; Nelton Moreira Souza
1;
Léo Peixoto Rodrigues
11 - Universidade Federal de Pelotas - UFPel. 2 - Universidade Federal de Pelotas- UFPel.
Abstract:
Este estudo tem por objetivo trabalhar os conceitos de identidade e de comportamento político através das diferentes ações entre o campo político e o sujeito político, envolvendo concepções como idealismo, materialismo e pragmatismo político híbrido. Para isso, partiremos dos conceitos de razão (real) e de ideia (abstrato) com o princípio de aceitar novas formulações a partir de realidades diversas e adversas (tese- antítese e nova tese). Se, por um lado, o comportamento político forja-se conforme as possibilidades ofertadas pelas instituições que originam as regras do jogo em uma relação estrutural-funcionalista (Hegel); por outro, são as regras do jogo que estruturam as instituições em uma relação materialista (Marx). Assim, o mundo político é influenciado pela economia de mercado e essa interferência na política faz com que o sujeito político permeie entre o idealismo e o materialismo. Para compreendermos essa proporção ontológica econômica das regras do jogo e a relação de produção de mercado na influência política serão utilizados textos de Georg Hegel e Karl Marx. A dialética hegeliana idealista será aplicada para fundamentar as novas realidades através do princípio do imprincipiado, ou seja, na qual não resta uma única realidade e sim a contradição e a luta dos opostos, dando origem a uma nova proposta. Já no princípio marxiano, através do materialismo histórico dialético, abordaremos como a realidade é pensada a partir das condições reais de existência e como ele (Estado) emerge nas relações de produção e alienação de novas propostas políticas. Em meio a estes dois teóricos, Pierre Bourdieu traz à luz o sujeito político com noções de habitus e campo para entendermos se o sujeito político age em causa própria, por sua instituição ou de acordo com as regras do jogo que estão postas para garantir a sua sobreviência política. A identidade partidária e a identidade do sujeito político estão experimentando alterações ou estão em crise?
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 05 |
El vaciamiento social de los partidos políticos y la autonomización de la sociedad: Explicando la crisis de representatividad chilena. (#3025)
Juan Pablo Miranda Orrego 11 - P. Universidad Católica de Chile.
Abstract:
Chile ha sido catalogado como uno de los países más estables tanto a nivel económico como institucional dentro del contexto latinoamericano. No obstante, las últimas elecciones municipales arrojaron una participación de apenas el 35% de la masa electoral en un contexto marcado por la desafección y las críticas al sistema político. Sumado a lo anterior, desde el 2011 hasta la fecha la sociedad chilena ha protagonizado varios ciclos de protestas sociales comúnmente relacionadas con la falta de derechos sociales consagrados por el Estado y escasamente ligadas a partidos políticos tradicionales. De esta manera, la crisis que experimenta Chile se refleja en un creciente malestar social que no ha sido procesado dentro del sistema político debido a la crisis de representatividad y a los bajos niveles de aprobación que detentan las dos principales coaliciones de partidos, la centro-izquierdista Nueva Mayoría y la derechista Chile Vamos. Varios analistas han señalado que la crisis que experimenta chile se explica por la serie de casos de corrupción que ligan a varios parlamentarios y ministros con pagos irregulares por parte de grandes empresas. A pesar del impacto de estos hechos, la brecha que hoy separa a la sociedad de la política tiene su origen en el proceso de transición a la democracia ocurrido en el país a inicios de la década de los 90s. En dicho periodo, se instauró una forma de hacer política que promovió la pasividad y desmolilización de la sociedad en aras de resguardar el pacto de la transición, así como al modelo económico de libre mercado que la consagraba. De esta manera, las dos décadas precedentes se caracterizan por el creciente distanciamiento entre partidos políticos tradicionales y sectores organizados de la sociedad, proceso que se ha visto acelerado desde el año 2011. No obstante, las nuevas organizaciones o partidos que han emergido de estos ciclos de protestas no han sido todavía capaces de representar el malestar social y ofrecer una alternativa lo suficientemente legitimada, dando paso a un vacío de poder que no ha podido ser llenado por ninguna fuerza política. Así, esta ponencia busca explicar la crisis de representatividad que atraviesa Chile a partir de dos procesos que han marchado en paralelo. El primero refiere al “vaciamiento social” que han experimentado los partidos de la transición, el cual se traduce en su alejamiento de sectores organizados de la sociedad, tales como el movimiento estudiantil o el sindicalismo chileno, así como en una creciente incapacidad para procesar sus demandas. En tanto, el segundo proceso se basa en la consecuente autonomización de los movimientos sociales y sectores organizados de la sociedad con respecto a dichos partidos.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 05 |
Parlamentarismo Revolucionário: uma análise do caso argentino (#3026)
Shimenny Wanderley 1;
Gonzalo Rojas
11 - UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE.
Abstract:
O objetivo deste artigo é problematizar um fenômeno político que não é novo política e institucionalmente em termos históricos, que no último período se conhece como: Parlamentarismo Revolucionário. Trata da participação de partidos políticos revolucionários no parlamento no marco de uma democracia liberal em termos gerais. Focaremos na experiência do Partido de los Trabajadores Socialistas (PTS) na Frente de Izquierda e de los Trabajadores (FIT) na Argentina, com base nos mandatos nacionais do deputado Nicolás del Caño, por Mendoza (dezembro 2013 - dezembro 2015) e da deputada Miryam Bregman, por Buenos Aires (junho 2015 - dezembro 2016), sabendo que o crescimento político da FIT permitiu também ocupar cargos legislativos em diferentes níveis seja no plano estadual e/ou municipal nas províncias de Neuquén; Córdoba; Mendoza e a Cidade Autônoma de Buenos Aires. Os parlamentares inclusos nesta pesquisa reivindicam sua participação no parlamento numa perspectiva revolucionária, utilizando estes espaços como locais de militância política que permitam ter relação com a luta de classes para atuar no parlamento como “tribunos do povo” realizando de forma original o uso tático do mandato parlamentar, dentro de uma estratégia revolucionária, submetendo seu mandato à luta extra-parlamentar, colocando-se ao serviço dos trabalhadores e das lutas em curso no país, mantendo sua independência política dos patrões, dos governos e do Estado. A FIT engloba o Partido de los Trabajadores Socialistas (PTS), Partido Obrero (PO) e a Izquierda Socialista (IS), todos de matrizes trotskistas, mas com diferentes interpretações no interior desta corrente, deste que surgiu em 2011, para além de uma frente político eleitoral, programático, a FIT também é produto de uma década de luta dos trabalhadores, atravessada por experiências de recuperação de fábricas desde 2001, como a fábrica Zanon, e a gráfica MadyGraf (ex-Donnelley), além da batalha em Lear Corporation, na multinacional Kraft e outras batalhas contra a burocracia sindical para recuperar os sindicatos como instrumentos de luta dos trabalhadores. Objetivamos analisar a atuação dos parlamentares dentro do parlamento bem como sua atuação nas lutas extraparlamentar focando na sua relação com movimento operário, principalmente o sindicalismo de base. A metodologia é qualitativa. Trabalharemos com uma série de documentos do PTS e os projetos apresentados. Em termos teóricos, recuperaremos o debate soviético sobre a caracterização do parlamentarismo revolucionário durante o segundo congresso da Terceira Internacional, onde foram votadas várias resoluções sobre a atuação dos revolucionários no parlamento, e compararemos com o caso analisado. Utilizaremos autores que nos permitam dar conta deste objeto como Lenin, Gramsci, Trostky e Rosa Luxemburgo. O Parlamento entendido como um espaço a ser ocupado pelos revolucionários e seus objetivos o que nos permite pensar em suas relações com um programa, a institucionalidade vigente que se pretende transformar, a legalidade e a consciência política.
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Representação e práticas políticas: análise da participação no Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (#3027)
Angela Vieira Neves
1; Priscila Nolasco De Oliveira
1;
Melina Sampaio De Ramos Barros 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
A presente pesquisa discute as possibilidades do controle democrático na Política Nacional do Idoso. Teve como objetivo apontar os principais limites a partir das práticas políticas e do processo de representação nesse espaço público a partir da realização de um estudo de caso sobre o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) na gestão 2014-2016. Para tanto, a pesquisa qualitativa utilizou os seguintes instrumentais: análise documental, observação das reuniões, aplicação de questionários e entrevistas. O CNDI tem o objetivo de ser um dos mecanismos de gestão e organização da Política, onde assegurasse a participação social uma vez que seus integrantes são representantes de entidades governamentais e da sociedade civil. É um mecanismo capaz de permitir a participação da sociedade civil nas decisões de prioridades na agenda política, composto de forma paritária por membros da sociedade civil e governo. Sobre o poder de decisão identifica-se o CNDI com a perspectiva mais consultiva do que deliberativa, tanto no sentido do poder decisivo ser centralizado no governo, como no de não pressionar que as decisões elaboradas sejam efetivadas. Esse resultado pode ser atribuído à estrutura burocrática e centralizada de governo, bem como a uma capacidade de articulação frágil por parte da sociedade civil. Desta maneira, percebe-se que o Conselho reivindica, mas não pressiona conformando com um poder de decisão formal da Sociedade Civil. Em relação às práticas políticas, o CNDI é constituído por uma racionalização burocrática que centraliza as decisões e as informações, tendo em vista que a deliberação depende da vontade política do governo para sua realização. E essa vontade política, geralmente não acontece. O processo posterior à deliberação é obscuro, não havendo retorno para os conselheiros das deliberações encaminhadas, as quais travam na SDH e nos Ministérios, impossibilitando o a geração de accoutability. Nesse sentido, a sociedade civil e o movimento das pessoas idosas não são protagonistas do Conselho. Existe uma correlação de forças entre sociedade civil e governo, a partir das tensões realizadas pela sociedade civil ao se deparar com o não cumprimento das deliberações. Essa relação, ora harmoniosa, ora conflituosa, deveria provocar mais efeitos políticos no Conselho, com práticas voltadas para a mobilização e pressão gerando transparência e execução do que é demandado. Contudo, não se percebe efeitos tão nítidos, no sentido de resultados concretos, tendo em vista que o poder decisório ainda é centralizado no governo, como já foi apontado, uma vez que o tensionamento realizado por parte da sociedade civil é frágil, no sentido de que não fortalecer materialmente como um encaminhamento ou deliberação, o tensionamento acontece nas discussões e se dilui posteriormente.
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Juventud y renovación política: Discursos de las nuevas organizaciones políticas en la Región de Valparaíso (#3840)
Nicolás Maximiliano Gutiérrez Fonfach 11 - Universidad de Valparaíso.
Abstract:
Durante la última década Chile, América Latina y diversas partes del mundo se han visto sacudidas por oleadas de manifestantes, colmando las calles de grandes ciudades, poniendo en juego la manera en que se juega la política y sus instituciones. Dentro de estas movilizaciones los jóvenes han ocupado un lugar protagónico, mostrando formas diferentes de organización y socialización de las demandas, desde movimientos culturales, acciones disruptivas, hasta la creación de nuevos referentes políticos. La presente investigación estudia en los discursos de nuevas organizaciones políticas en Chile que emergen o toman relevancia mediática después de la irrupción de movimientos sociales, en especial el año 2011. Para lo anterior se profundiza en de los discursos de los jóvenes militantes en relación a los quehaceres y propuestas de sus organizaciones, abordando distinciones entre lo político y la política, debates en torno a la ciudadanía, convencionalidad y no convencionalidad de las prácticas, desde figuras como: movimientos sociales, partidos políticos, partidos movimiento; siendo los últimos un punto central al momento de explicar los discursos y mecanismos mediante los cuales las nuevas organizaciones llevan adelantes sus quehaceres. La investigación se aborda principalmente desde dos campos de la sociología: la juventud, parte de la sociología de las edades, y la sociología política. La discusión se enfoca desde una perspectiva antiesencialista en como los jóvenes se han organizado en torno a nuevos referentes políticos, dando un paso hacia la disputa, superando sólo el activismo en movimientos sociales, hacia espacios más amplios, sin perder lógicas discusivas y organizativas de los movimientos. Aborda de igual manera las nuevas formas de ciudadanía, ligadas principalmente la construcción de identidades y expresiones de malestar. En cuanto a la metodología es una investigación cualitativa, ya que indaga en los discursos de las jóvenes y concepciones sobre la política, prácticas político-organizativas, lineamientos políticos, y renovación de la política, mediante la aplicación de entrevistas semiestructuradas a dirigentes de organizaciones políticas estudiadas. De esta forma se generan líneas centrales que permiten sistematizar los principales ejes discursivos que rigen la práctica política de las organizaciones estudiadas, permitiendo encontrar confluencias y disidencias entre lo planteado por los entrevistados. Tras el análisis de los resultados de las entrevistas, se entra en la discusión de las principales confrontaciones de los jóvenes en la política con los sectores tradicionales y sus prácticas. Junto ello se destaca el impacto de la dictadura y post dictadura en la configuración de los discursos juveniles, apuntándolo como grieta fundante de la separación entre ciudadanía y política (instituciones). Finalmente es necesario el re-configurar la visión de estos jóvenes respecto a la ciudadanía como categoría y el rol que se asignan en democracia. En este este escenario destacan las TIC’S como herramientas de información y participación
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 05 |
A nova racionalidade governamental como política pública de segurança: o caso da política de pacificação do Rio de Janeiro (#4057)
Clara Polycarpo
1;
Jéssica Neves Lôro 21 - Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal Fluminense (PPGS-UFF). 2 - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
A forma específica do Estado é de importância crucial não apenas para a compreensão das relações geopolíticas, mas também para o entendimento das modernas formas de exercício do poder sobre territórios nacionais. Para tanto, se faz necessário decompor a ideia de Estado enquanto centro de poder e, assim, pensa-lo como “composto” por centros de governo múltiplos, em relações de mentalidades e dispositivos em constantes alianças, reordenamentos e/ou disputas. A “governamentalização” do Estado, nesta perspectiva, traz à tona – bem como a análise sobre seus programas de ação –, a investigação do Estado como problema de administração. Como programa de ação de países periféricos ou em desenvolvimento, a nova racionalidade política e econômica que envolve o Estado – a saber, a racionalidade neoliberal – é passível de observação no Brasil através de sua agenda de políticas públicas. As políticas públicas de segurança em atuação no Brasil, desde, principalmente, o final da década de 2000, são um exemplo de tal racionalidade. No âmbito de tais políticas de segurança, no entanto, focalizadas em exercício em territórios tidos como desencadeadores da violência urbana, a construção de categorias para a viabilidade de seus programas de ação é aspecto importante a ser observado/analisado pela sociologia e antropologia urbana, que se põe enquanto também uma sociologia/antropologia das políticas públicas. Este trabalho busca compreender a atualização deste Estado nacional brasileiro, enquanto em sua racionalidade política e seus mecanismos móveis do poder político contemporâneo, através da análise de atuação dos programas de ação e dispositivos da agenda de política pública de segurança, tendo como recorte principal a nova proposta em implementação na cidade do Rio de Janeiro, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), em atuação desde 2008, a partir de uma observação temporal e espacial específica, ou seja, o período que as UPP têm maior significância nas favelas do Santa Marta e Babilônia – as duas primeiras favelas da Zona Sul da cidade a receberem a política de pacificação. A partir da análise dos mecanismos investidos pelo aparato governamental – e seus especialistas – para a manutenção da ordem social, é possível compreender qual o papel das políticas públicas na formação de territórios e identidades ao explorar, através das margens, onde, de fato, o Estado está constantemente redefinindo seus modos de governar e legislar. Desta forma, ademais, pretende ser possível compreender a atualização das categorias territoriais e identitárias a respeito da favela e dos favelados cariocas enquanto sujeitos de interesse do Estado e também sujeitos de ação.
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Institucionalização do sistema partidário nos municípios do Brasil: competição política interpartidária e participação eleitoral nas eleições municipais (1996 a 2016) (#4189)
Nelson Luis Motta Goulart 1; Vitor De Moraes Peixoto
11 - Programa de Pós-graduação em Sociologia Política (PPGSP) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).
Abstract:
Este working paper é uma análise da institucionalização do sistema político brasileiro no nível municipal baseada nos resultados das disputas eleitorais entre os partidos nas seis últimas eleições municipais (1996, 2000, 2004, 2008, 2012 e 2016). Seu objetivo é o de descrever a configuração competitiva do sistema partidário e o formato das preferências eleitorais agregadas partindo das seguintes hipóteses teóricas: primeira, a de que o Brasil apresenta características poliárquicas, atendendo portanto aos requisitos minimalistas de democracia; segunda, a de que ao sustentar condições legais e político-institucionais de participação e contestação pública tem sido capaz de promover eleições legítimas, que por um lado assentam as elites competidoras e por outro canalizam as dispersas demandas do eleitorado; e terceira, a de que as características do sistema partidário brasileiro são impressas pelas possibilidades abertas nas leis eleitorais que o regem e pela ação racional contextual dos competidores, aproveitando-se das aberturas legais e das oportunidades reais do mercado eleitoral. A empreitada obteve uma série de constatações que foram agregadas e sintetizadas em duas subestruturas argumentativas, uma delas referente à competição eleitoral interpartidária e a outra à participação eleitoral. A entrada de novos competidores no sistema é permitida, mas extremamente concorrida. Não basta o registro do partido. Esse tem que passar pelo crivo de mercados eleitorais altamente competitivos. Situação que não é menos verdade se considerados municípios menos desenvolvidos. Até neles há competição eleitoral entre os partidos, e nem neles os eleitores foram mercados fáceis, que trocaram suas opções de maneira errática. A participação eleitoral assentou. Ainda é possível observar a existência de alguma relação entre as discrepâncias socioeconômicas e dos níveis de desenvolvimento que afete a participação eleitoral, principalmente a presença dos eleitores aos pleitos. No entanto, essa explicação fez mais sentido antes da ampliação e da recente estabilização do sistema eleitoral. Palavras-chave: poliarquia, eleições municipais, competição eleitoral, participação eleitoral.
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"Del gobierno del pueblo al gobierno de la gente". Las representaciones de la democracia en el discurso macrista. (#4889)
Juan Ignacio Montenegro 11 - Colegio Universitario de Periodismo.
Abstract:
El presente trabajo pretende exponer las representaciones de la democracia en el discurso de cierre de campaña, el de primera vuelta y balotaje, de Mauricio Macri en las elecciones presidenciales de 2015 en la República Argentina. A la vez, intentará vislumbrar marcas discursivas inherentes a los dispositivos políticos, como el uso de los conceptos pueblo y democracia, y rastrear la permanencia, o no, de esa identidad en los discursos de apertura de sesiones legislativas del presidente (Mauricio Macri) hasta la actualidad. También, a través del análisis discursivo se procurará descubrir si el actual presidente Mauricio Macri se inscribe en la nueva derecha de la región, y en caso contrario, determinar a qué identidades representa. Además, y en sintonía con la búsqueda anterior, se analizará la construcción del adversario/enemigo tanto desde la emisión como desde la omisión. Para desarrollar el trabajo utilizaré como marco metodológico el artículo "La palabra adversativa", publicado en 1987 en el Discurso Político, de Eliseo Verón. Dicha herramienta resulta la adecuada por su pertinencia, ya que, en sintonía con el presente trabajo, estudia un tipo de discurso dentro de los discursos sociales: el discurso político. Tal como su autor indica, a través del análisis del discurso hay "niveles de funcionamiento" de los procesos políticos que se pueden alcanzar. El corpus de análisis son los discursos de cierre de campaña de Mauricio Macri para las elecciones presidenciales de 2015; el de primera vuelta, el 22 de octubre y el dee segunda vueltao balotaje el 19 de noviembre; y también, sus discursos de apertura de sesiones legislativas el 1 demarzo de 2016 y 2017. El trabajo adquiere relevancia por su carácter temporal, ya que las elecciones se llevaron a cabo recientemente, pero también porque representa un cambio de época no solo en Argentina sino en toda Latinoamérica, donde de gobiernos progresistas se registró un giro hacia gobiernos de corte neoliberal.
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La necesidad de una ¿militancia? en los partidos políticos (#5253)
Edgar Gutierrez Tapia 11 - Universidad Autónoma del Estado de México.
Abstract:
Históricamente los partidos políticos han logrado aglutinar a diversos sectores de la población y se han conformado por diversas organizaciones que logran posicionar representantes que pugnan por el interés particular de su agrupación empleando recursos electorales. La militancia en los partidos políticos no sólo es una cuestión de un acuerdo ideológico, sino que también es un factor externo en el que inciden las ventajas y las formas en la que los individuos tengan posibilidades de obtener beneficios personales como influencia, información, socialización política o satisfacciones materiales, no obstante, el obtener incentivos selectivos no es el único factor que favorece a que los individuos adquieran militancia. En los partidos políticos de la actualidad el factor ideológico ha llegado a ser un factor de segundo término. La importancia del estudio de la militancia no sólo tiene que ver con una condición política. Los militantes no son necesarios como fuerza de trabajo electoral, de acuerdo a la legislación mexicana la importancia de los militantes radica en la legitimidad y el respaldo social que la organización tiene por parte de la población para poder competir en elecciones. La decadencia de la militancia partidista se debe principalmente a tres factores: 1) desarrollo y evolución de los partidos políticos, llegando al partido catch all; 2) financiamiento público, y; 3) presencia en los medios de comunicación masiva. Cada una de estas causas engendra a la siguiente, es decir, que la evolución de los partidos y su llegada al gobierno, party government, le han permitido la formulación de leyes que protejan a los partidos, de tal suerte que en el proceso les sea permitido el acceso a los medios masivos de comunicación, todo lo anterior en menoscabo de la militancia. La aparición del financiamiento público y el acceso a medios de comunicación hace creer a los líderes de los partidos políticos que los militantes ya no son necesarios, ya que estos eran quienes se encargaban de subsidiar y difundir el mensaje de la organización. Que los partidos políticos no sean organizaciones que conozcan la problemática social, que desconozcan la pluralidad de la población, que no distingan los valores que dan vida a su organización y que no sean capaces de expresar mensajes que produzcan afección, son las causas que provocan que la población cada vez los reconozca menos, y con eso, aumentan las campañas para promover el voto nulo, disminuya la participación electoral, incremente la participación política no convencional y convencional. Es en este punto en el que los militantes desarrollan el papel fundamental, como socializadores y como el primer vínculo entre la sociedad y la organización política.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
13. Teoría Social y Pensamiento Latinoamericano |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 06 |
Los aportes de Aníbal Quijano a la teoría de la dependencia (#5915)
Fermin Alvarez Ruiz 11 - Universidad de Buenos Aires - Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas.
Abstract:
En la última década, la sociología de Aníbal Quijano ha cobrado un protagonismo considerable. El concepto de “colonialidad del poder” es, sin dudas, uno de los aportes más significativos de los últimos tiempos al campo de las ciencias sociales y las humanidades. Sin embargo, su obra no se limita a los trabajos dedicados al problema de la “colonialidad”. Tanto es así, que sus estudios de los últimos veinte años sobre el entrelazamiento entre modernidad, capitalismo y colonialismo pueden ser interpretados como el resultado de una sucesión progresiva de reflexiones impulsadas por las complejas y constantes transformaciones del capitalismo en América Latina desde mediados del siglo XX. En este sentido, su obra está compuesta por un vasto corpus de investigaciones, cuya exploración puede enriquecer la comprensión de sus reflexiones más recientes y de mayor resonancia. Por lo tanto, el presente trabajo se propone abordar una parte de su obra que, entendemos, no ha sido los suficientemente indagada: sus aportes a la teoría de la dependencia. Para alcanzar este objetivo, reconstruiremos la especificidad de sus indagaciones en torno a cinco “preguntas-problema” que inquietaron a los enfoques dependentistas: a) la pregunta por el modo de producción de América Latina; b) la pregunta por el papel la burguesía nacional en el desarrollo de la región; c) el interrogante en torno al rol del Estado en ese mismo proceso; d) el análisis de los procesos de urbanización; e) la explicación de la creciente marginalización de la población. Una vez reconstruidos estos aportes en función del análisis de una serie de trabajos del autor elaborados entre 1967 y 1979, se arrojan una serie de conclusiones respecto de los desplazamientos teóricos más importantes y el modo en que se entrelazan con las críticas más contundentes a los enfoques dependentistas. Así, se propone que el giro de un análisis de la dependencia en términos de interrelaciones de estructuras sociales dependientes, hacia uno en términos de una teoría del imperialismo, no responde a una simple radicalización política, sino a un intento por superar las dificultades teóricas más importantes del enfoque.
13. Teoría Social y Pensamiento Latinoamericano |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 06 |
Do Pós-Colonial ao Decolonial: uma guinada epistemológica na Teoria Social Latino-Americana (#6344)
Jórissa Danilla Aguiar 11 - UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE.
Abstract:
Contemporaneamente, ao abordar o tema da colonialidade e seus reflexos no saber, trazemos ao debate uma corrente teórica fundamental para se pensar o imperialismo em sua face política e ideológica que ganha destaque no meio acadêmico internacional nas ultimas décadas: a teoria pós-colonial. Intrinsecamente difundida junto à essa teoria estão os estudos subalternos, numa perspectiva gramsciana do termo. São perspectivas teóricas que permitem reconstruir os espaços de emissão dos discursos em sociedades em que se instalou o saber/poder da colonialidade destacando o resgate da história, do conhecimento e do sujeito subalterno na luta por autonomia. Abordando essa reflexão, parte da teoria social latino-americana e seus representantes - a exemplo de Enrique Dussel, Aníbal Quijano, Walter Mignolo, Edgardo Lander, entre outros - vêm reivindicando um giro decolonial, um rompimento com o ocidental-centrismo no campo científico. Nossa hipótese é de que as sínteses dessas teorias são fecundas para se compreender a realidade latino-americana ao passo que promovem a renovação crítica do conhecimento desde uma perspectiva política e intelectual, de emancipação de situações de opressões diversas, como a raça ou algum outro tipo de inferiorização. Destacamos como conclusão a possibilidade de realizar essa renovação crítica desde a perspectiva marxista, assim como realizado por Antonio Gramsci e José Carlos Mariátegui ao pensarem estrategicamnete a emancipação de sociedades de desenvolvimento desigual, como a Itália e Peru, respectivamente. Desta forma, em nosso trabalho, desenvolvemos - além de um apanhado histórico-crítico atual do movimento giro decolonial - como Gramsci e Mariátegui se apresentam como precursores de uma "esquerda decolonial", ressaltando também a importância da formação político-intelectual subalterna.
13. Teoría Social y Pensamiento Latinoamericano |
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Descolonialidade e Bem Viver Quilombola: resistências e re-significações identitárias em manifestações culturais negras no extremo sul do Brasil (#6698)
Tiago Larrosa Freitas 1;
Marcus Vinícius Spolle
11 - Universidade Federal de Pelotas - UFPel.
Abstract:
A partir da colonização do continente americano e da constituição de um novo padrão de poder mundial, as diferenciações entre os povos a partir da ideia de raça serviram para imprimir uma situação de servidão aos povos originários da América e, logo em seguida, uma situação de escravização aos povos originários da África. Ao longo dos últimos séculos, a resistência dos povos africanos escravizados e seus descendentes formaram no Brasil as chamadas comunidades remanescentes de quilombos. Como consequência de pressões populares, as comunidades remanescentes destes quilombos conquistaram, a partir da Constituição Federal de 1988, o direito de obter o registro oficial da propriedade coletiva do território onde desenvolvem seus saberes e atividades. Porém, apenas a garantia material da propriedade da terra não vem sendo suficiente para que estas populações convivam em harmonia com seus modos de bem viver. Sendo assim, esta pesquisa analisou de que maneira e em quais circunstâncias a identificação enquanto comunidade quilombola vem sendo acionada por essas famílias negras rurais para a manutenção em seu território, possibilitando e facilitando o acesso às situações de bem viver quilombola. Os resultados apontam que o agenciamento da identificação enquanto quilombolas vêm sendo fundamental na manutenção e efetivação de direitos adquiridos e na conquista de situações de Bem Viver destas famílias. Além disso, para que exista este bem viver é necessário que se contemplem as demandas quilombolas por infra-estrutura material, por fortalecimento da cultura local quilombola e ainda as demandas que envolvem a relação com os não-quilombolas. Foi percebido que a construção da identidade quilombola se dá a partir das relações já existentes entre a antiga identidade de agricultores negros, que carregava como característica a discriminação e preconceito, e as novas re-significações identitárias, que fazem com que a comunidade transforme em auto-estima e em ações afirmativas a sua condição de quilombolas. Foram realizadas entrevistas abertas e semi-estruturadas, observações participantes e utilizado o método biográfico e de História de Vida de Jacques Léon Marre. Para compreender as singularidades destes modos de vida quilombola são trabalhados os conceitos de Bem Viver e da Colonialidade do Poder, utilizados por Aníbal Quijano. Além destes, também os conceitos propostos por Stuart Hall e Homi Bhabha sobre as re-significações identitárias, as traduções culturais e difference. Ainda, os estudos de Florestan Fernandes e de Antônio Sérgio Guimarães contribuíram para pensar as diferenças e os conflitos de raça e classe no Brasil. Estes conceitos são pensados na perspectiva de compreender os modos de vida destas comunidades, incluindo suas manifestações culturais, como processos de resistências históricas e sociais.
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El decolonial y la teoría de la organización; aportes desde un punto de vista latinoamericano.
(#6933)
Giovanna Mazzotti Pabello 1; Jerónimo Ricárdez Jimenez
11 - UNIVERSIDAD VERACRUZANA.
Abstract:
En esta ponencia se presentan los fundamentos del pensamiento decolonial con el fin de presentar los argumentos epistemológicos que permiten repensar la teoría de la organización como un campo de conocimiento que es hasta hoy es considerado la referencia hegemónica para determinar el “saber organizacional”; en segundo lugar, se exponen los aportes realizados desde el paradigma decolonial -paradigma otro- que han conseguido replantear los fundamentos teóricos y metodológicos de disciplinas y campos de conocimiento de las ciencias sociales para transformar, no sólo el tipo y la cantidad de conocimiento, sino el valor que tiene, en términos de práctica –ética- el compromiso con la construcción de conocimientos otros –el de los sujetos y de las organizaciones- que han sido invisibilizados, marginalizados y deslegitimados por el carácter colonial implícito de la modernidad y del paradigma del conocimiento científico que la legitima. Así, tomando la decolonialidad como postura teórica y la noción de comunalidad (Martínez Luna, 2009) como concepto central de lo organizativo, en esta ponencia se señala, no solo los vacíos generados por la epistemología –lo que se conoce y los modos de conocer- propias del paradigma científico y de la modernidad organizacional en el que basa la teoría de la organización y las implicaciones éticas que derivan de sus prácticas, sino que se presenta la alternativa epistemológica y ética, que representa la decolonialidad de la teoría de la organización para abrir el futuro hacia una ecología de saberes organizativos, recuperando la noción de transmodernidad de Dussel (2005) para situar el universo compuesto por organizaciones otras que se estructuran las organizaciones comunitarias y los colectivos sociales, que no están orientadas ni por la lógica del mercado, ni por la dinámica propia de las instituciones del Estado. Tales organizaciones, afirmamos que pueden ser concebidas como transmodernas en la medida que, siguiendo a Bonfil (2003: 57 y ss. en Gonzáles de la Fuente, 2011: 83-84), a diferencia de la “perspectiva individualista y acumulativa” ligada a la sociedad occidental capitalista, ordenan la cooperación entre los de individuos y fomentan relaciones de comunidad que incrementan las posibilidades de que las conductas ejecutadas sean a favor de toda la colectividad. La comprensión y el estudio de dichas organizaciones se recuperan en este trabajo como parte de los retos que se presentan como urgentes, “en un tránsito que no se puede dar el lujo de seguir siendo solamente utópico” (Esteva 2009).
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De lo poscolonial a la descolonización: genealogías latinoamericanas (#7214)
Veronica Renata López Nájera 11 - UNAM.
Abstract:
Esta ponencia desarrolla tres momentos de una genealogía del pensamiento poscolonial en su deriva latinoamericana. El primer momento se ubica en la discusión planteada a finales de los noventa del siglo XX, en plena vigencia del neoliberalismo, la globalización y el discurso posmoderno, que es el marco en que inicia la discusión que propone el grupo modernidad/colonialidad. Uno de los ejes de dicha discusión consiste en problematizar el campo de los estudios latinoamericanos y replantear una idea de latinoamericanidad y los distintos enfoques latinoamericanos. El segundo momento se caracteriza por la transformación de la reflexión del grupo modernidad/colonialidad a partir del inicio de las movilizaciones sociales en el año 2000, y las transformaciones que ello conlleva, como el llamado "ciclo de gobiernos progresistas", el ascenso popular y nuevas formas de subjetivación política como la étnica y de género. El tercer momento explora la experiencia concreta de recepción de la discusión poscolonial por la academia mexicana. Las resistencias, críticas, prejuicios y finalmente, los aportes y diálogos que abre para el pensamiento crítico latinoamericano.
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DECOLONIALIDADE E OS CAMINHOS PARA UMA DEMOCRACIA PLURIVERSAL (#7231)
Luma Virgínia S Medeiros 1;
Pedro Henrique G Alcântara
11 - UFRN.
Abstract:
A atual crise de representação da democracia que se acentua na América não é um fenômeno inédito, tampouco é um fato isolado da estrutura complexa dos modelos e dos canais que sustentam a forma de organizar a sociedade política. A construção daquilo que hoje entendemos por democracia, respaldada em conceitos da teoria política clássica de autores do século XVIII e XIX, até os clássicos teóricos elitistas do século XX, constituem uma tentativa de descortinar o processo de um governo do povo, com maior participação e soberania popular; em troca disso, alimentam a ideia operada pela teoria hegemônica, de um modelo único, universal a ser seguido pelos demais Estados de uma democracia que se mostra podada, e é legitimada em um modelo minimalista fortemente vinculado aos pressupostos da sociedade capitalista (MIGUEL, 2002). Com isso, conceber essa democracia como o único caminho para a organização política é aceitar o “padrão mundial de poder colonial/moderno/capitalista/eurocêntrico” (QUIJANO, 2002) e não considerar outras experiências não ocidentais e não liberais que desaguariam na possibilidade de uma democracia pluriversal. É nessa perspectiva que tanto o pós-colonialismo quanto a teoria democrática ainda não foram capazes de sustentar uma perspectiva democrática pós-colonial (BALLESTRIN, 2014). Pretendemos abordar a crise do modelo hegemônico de representação a partir da ótica decolonial e apontar o potencial de contribuições de epistemologias do sul na busca pela ampliação e enriquecimento do conceito de democracia. Dessa forma, a necessidade de examinar o estudo e a interpretação “hermenêutica-decolonial” (MIGNOLO, 2008) da democracia se faz necessário para propor uma perspectiva de “desobediência epistêmica”, a qual segue uma lógica diferente da ocidental/eurocêntrica; essa visão não consideraria a democracia como mero instrumento legitimador de um sistema eleitoral, nem a reconhece como método salvacionista pensado apenas por alguns, mas como expressão política de gramáticas sociais dos povos.
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Colonialidade, Teoria e Ciências Sociais: Um estudo a partir do caso Latino-Americano (#7269)
Matheus Almeida Pereira Ribeiro 11 - Programa de Pós-Graduação em Sociologia - Universidade de Brasília (UnB).
Abstract:
Cada vez mais, as ciências sociais têm presenciado o fortalecimento de reflexões intelectuais interessadas em compreender as hierarquias de status entre conhecimentos produzidos no Sul global em relação àqueles do Norte. Neste cenário, emergem correntes críticas ao caráter eurocêntrico das teorias hegemônicas no interior do campo, como os estudos subalternos, pós-coloniais e decoloniais. Mesmo autores que não estão situados no Sul global, e que ocupam posições de destaque na gestão de instituições como a Associação Internacional de Sociologia (ISA), têm apontado os impasses decorrentes das limitações que as assimetrias entre Sul e Norte produzem às ciências sociais, dificultando projetos de globalização/internacionalização destas. Em diálogo com essas contribuições, estruturou-se este artigo, que trata a relação entre a colonialidade do saber e a produção/distribuição de teoria nas ciências sociais, a partir do caso latino-americano. Para tal, trabalhou-se com a relação entre a publicação em revistas de alto impacto em teoria e a geopolítica da produção/distribuição do conhecimento nas ciências sociais. Fez-se um levantamento quantitativo dos países onde situam-se os intelectuais que publicaram em periódicos de alto impacto das ciências sociais, detendo-se àqueles que concentram os debates sobre teoria. Além disso, analisaram-se os resumos e palavras chaves referentes aos artigos publicados, apreendendo relações entre padrões temáticos e país de publicação. O intervalo escolhido para a coleta circunscreveu-se entre os anos 2000 e 2017.Foram escolhidos os quatro periódicos com os maiores índices de impacto internacional, segundo o indicador “Índice SRJ”, produzido pelo SCImago Journal & amp; Country Rank. São eles os jornais: Theory and Society; European Journal of Social Theory; Theory Culture and Society; e Sociological Theory. Os resultados deste levantamento foram teoricamente interpretados a partir das contribuições de autores do grupo “Modernidade/Colonialidade”, ou corrente “Decolonial”, que têm trabalhado o fenômeno da colonialidade do saber e eurocentrismo nas ciências sociais. Primeiramente, percebeu-se que a discussão teórica de alto impacto das ciências sociais permanece concentrada, majoritariamente, no Norte global. Além disso, encontraram-se consideráveis diferenças nos padrões temáticos das publicações de autores latino-americanos e aqueles das metrópoles do Norte. Quando os pesquisadores da américa latina publicam em tais revistas não costumam discutir teoria de forma “abstrata” ou “generalista” como aqueles situados no Norte, mas se detêm em tratar temas locais como: América Latina, Terceiro Mundo ou especificidades da modernidade e capitalismo nos seus países. Defende-se que este cenário expressa e reproduz o eurocentrismo e a colonialidade no campo do saber das ciências sociais, relegando uma condição subalterna à produção latino-americana no debate teórico de alto impacto do campo, que se expressa tanto por uma presença diminuta no sentido quantitativo (número de artigos), quanto qualitativa (padrões temáticos).
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Vigencia del pensamiento sociologico de Edelberto Torres Rivas en la sociologia guatemalteca actual. (#7311)
Abstract:
El desarrollo del conocimiento científico dentro de una sociedad es un aspecto fundamental para el crecimiento de la misma. Este desarrollo del conocimiento permite a las sociedades entender el funcionamiento y así comprender de mejor manera la realidad en la que se vive. Bajo esta idea, el pensamiento sociológico de Edelberto Torres Rivas forma parte de ese conocimiento que da luces sobre el funcionamiento de la realidad social, no solo de Guatemala sino también de Centroamérica. Los temas que aborda Edelberto Torres Rivas como el desarrollo del Estado, la época de la transición a la democracia en Centroamérica, el funcionamiento de las sociedades latinoamericanas, el desarrollo y el transitar de la izquierda en Guatemala, así como la teoría de la dependencia y el subdesarrollo en Latinoamérica, son parte de este conocimiento que marca un antes y un después en el desarrollo de la Sociología guatemalteca. Por lo tanto, y tomando en cuenta que la sociologia nos exige una constante revisión de los modelos explicativos, se debe hacer el esfuerzo por determinar si el modelo explicativo que propuso Edelberto Torres Rivas en sus trabajos continua siendo vigente y nos sigue proporcionando explicaciones validas sobre la realidad social actual. Para esto, se propone: 1) un análisis sobre el desarrollo del conocimiento ceintifico social. 2) Exponer los modelos de explicación en donde se incrusta las explicaciones porpuestas por Edelberto Torres. 3) Un análisis sobre los aportes teoricos de Edelberto Torres Rivas. 4) Establecer la validez que pueda tener el modelo explicativo de Edelberto Torres Rivas. El metodo propuesto para la realiación de este trabajo de investigacion, sera el de un análisis de contenido de materiales documentales, en donde se exprese el planteamiento teorico de Edelberto Torres que permita determinar los aportes más importantes y encontrar su validez empirica.
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Hacia la descolonización de derechos humanos (#7446)
Zaki Habib Gómez 11 - Universidad de El Salvador.
Abstract:
En el mundo actual se padece de diversas crisis (capitalista, racista y patriarcal) donde las propuestas de soluciones desde occidente se limitan a antiguas recetas socialdemócratas, profundización del neoliberalismo, y más recientemente un auge en la extrema derecha nacionalista. Esto evidencia una crisis epistemológica de occidente como resultado de los históricos procesos de colonialismo y colonialidad del poder. En América Latina, diversos autores y autoras han apostado por la descolonización de diversas ramas de conocimiento occidental y transmodernización del Estado. Para contribuir a esta discusión, se propone una lectura de derechos humanos como una de las claves para la emancipación de la humanidad desde el posicionamiento del pensamiento decolonial. Sin embargo, se requiere de un análisis del concepto hegemónico de derechos humanos en el marco del pensamiento decolonial y partiendo desde una lectura de posicionamiento tiempo/espacio para la deconstrucción de la función que tienen los derechos humanos dentro del sistema-mundo capitalista/racista/patriarcal/occidentalocéntrico/de muerte. La reconfiguración de derechos humanos requiere su re-contextualización entendiendo la línea abismal entre ser y no-ser como injusticia cognitiva global que niega a los y las habitantes de las zonas deshumanizadas la voz para reivindicar sus derechos con voz propia. Para ello, se ha de romper con el mito liberal y eurocéntrico de derechos humanos como origen jurídico/político/universal de finales del siglo XVIII y a partir de 1948, ya que tal como lo establece el concepto de colonialidad, se realizaron procesos jurídicos/políticos de emancipación, pero manteniendo las estructuras de poder intactas. Se entiende esto como una continuación del mismo proceso de destrucción, epistemicidio y saqueo de conocimiento en todas las partes del mundo que han sufrido los procesos colonizadores de países imperialistas de occidente. Además de un saqueo de vivencias de derechos humanos de otras culturas para el uso de occidente para occidentales. Este discurso colonialista tiene no solamente un efecto de invisibilidad sobre las luchas y movimientos sociales de derechos humanos en el mundo, sino que también es lógica justificante para continuar los saqueos económicos y destrucción de países considerados “amenazas a la seguridad de occidente” y “no respetuosos a los derechos humanos”. Por ende, la lógica hegemónica de derechos humanos utiliza su mismo discurso para reproducir el sistema capitalista/racista/patriarcal, o, en otras palabras, para poder violar los derechos de las no-personas. Se demostrará que para redefinir y re-conceptualizar los derechos humanos, debemos de entender el significado de este concepto como inadecuado para desenmascararlo, pues más bien son “derechos para humanos”. La tarea a continuación es de descolonización para hallar propuestas pluriversales y transmodernas de derechos humanos.
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A ORIGINALIDADE DO PENSAMENTO LATINO-AMERICANO EM JOSÉ CARLOS MARIÁTEGUI, MANOEL BOMFIM, RAÚL PREBISCH E CELSO FURTADO (#7684)
Wilson Vieira 1;
Leila de Almeida Barbosa
11 - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Abstract:
O objeto deste trabalho é a análise da originalidade das reflexões de José Carlos Mariátegui, Manoel Bomfim, Raúl Prebisch e Celso Furtado para pensar a América Latina. Os objetivos são: i) apresentar a originalidade de cada um dos autores nas suas reflexões sobre a América Latina; ii) mostrar que a reflexão desses teóricos faz parte de um pensamento fundador latino-americano e autóctone, original, não se constituindo, portanto, numa cópia ou numa mera transposição de teorias elaboradas nos países centrais. A. hipótese de trabalho é a de que esses teóricos fazem parte do grupo de pensadores latino-americanos que fundam um pensamento original, autóctone, para pensar os problemas e suas possíveis soluções a fim de se concretizar o processo de construção das nações da América Latina. A metodologia de análise se constitui na comparação dos pensamentos de José Carlos Mariátegui (1884-1930), o qual a partir das obras de Marx e Engels propõe uma interpretação voltada para a realidade latino-americana, visando alcançar o socialismo, porém, indo-americano – não como cópia de um modelo europeu, tendo interlocutores como Manuel Gonzalez Prada, Francisco Garcia Calderón, Waldo Frank, Víctor Haya de la Torre, Sorel, Gramsci, César Falcón, entre outros. Entendia que o “atraso” atribuído aos povos americanos (latinos), social e econômico, podia ser explicado pelo processo de dominação e exploração aos quais foram submetidos; Manoel Bomfim (1868-1932), que influenciado por Marx (de onde adota o seu método de análise), Proudhon, Bakunin e Kropotkin, reflete sobre os problemas do atraso e da desqualificação da América Latina e do Brasil em particular, refutando os argumentos do racismo científico adotado por Silvio Romero, Nina Rodrigues e Euclides da Cunha (por sua vez baseados em Gobineau, Quatrefages, Agassiz, Broca), isto é, de que a miscigenação racial explica tais problemas, defendendo, por outro lado, que o diagnóstico verdadeiro encontra-se no “parasitismo social”, inicialmente dos colonizadores e posteriormente das elites internas, e que a solução passaria pela educação e orientação adequada dos sujeitos que constituiriam a nação brasileira, em particular, e de modo geral, os povos latino-americanos; Celso Furtado (1920-2004) e Raúl Prebisch (1901-1986), que refletem sobre o subdesenvolvimento latino-americano a partir da perspectiva da própria América Latina, contrapondo-se às reflexões produzidas nos países desenvolvidos (tais como as de Rostow, Ragnar Nurkse, Millikan e Blackmer, por exemplo), e dentro de uma perspectiva modernista, isto é, na qual a nação é construída dentro dos marcos da Revolução Francesa e da Revolução Industrial, mas que não são meros transplantes, mas sim realizadas a partir da realidade da América Latina, de uma maneira original.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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STANDING ROCK Y LA DESCOLONIALIDAD/ MODERNIDAD EN NORTEAMERICA. (#7726)
Carlos Carrillo Piraquive 11 - Universidad Ricardo Palma.
Abstract:
El presente artículo analiza el proceso de lucha y resistencia de la nación Sioux, también conocido como “Standing Rock”, originado en el pueblo de Lakota, ubicado en Norteamérica, contra el proyecto petrolero de corte extractivista denominado “Dakota Acces Pipeline” (DAPL). El mismo consiste en construir un oleoducto de 1825 km de distancia que atraviesa territorios sagrados, en donde habitan naciones indígenas y cuya ubicación estratégica posee un recurso vital acuífero que se encuentra en peligro. Nos interesa porque el reciente gobierno electo del Presidente de los Estados Unidos de Norteamérica Donald Trump, en una medida sin precedentes, desautorizo la paralización del proyecto, lo cual ha generado indignación en los miembros de las naciones indígenas y en la comunidad internacional. Por lo anterior, se presentan los orígenes del conflicto, la complejidad en la organización de las naciones durante el proceso de resistencia, su dinámica con otros actores, y principalmente pondremos énfasis a qué tipo de discurso han recurrido los líderes de la movilización para articular un proyecto de corte histórico antagónico ante la amenaza del gran capital. Para ello, los discursos serán abordados desde la perspectiva teórica de la colonialidad del poder ya que se percibe un fundamental rechazo hacia el eurocentrismo y la modernidad al pretender reafirmar la vida. Si bien es cierto, la perspectiva de la colonialidad del poder posee varias entradas, siendo una categoría de análisis que se considera como innovadora, original y propia de América Latina, consideramos esta siendo aplicada en las luchas indígenas del norte o en todo caso la consideramos como la mejor perspectiva que puede dar cuenta explicativa de los hechos que vienen ocurriendo en la nacion Sioux. Cabe señalar, que desde el marxismo ortodoxo, por su razón eurocéntrica, no podría ser útil para articular un discurso que resista a la hegemonía del capital porque las mencionadas naciones apelan a un lenguaje simbólico ancestral desmarcado de la tradicional lucha de clases. Del mismo modo, a partir de una perspectiva crítica propia de la descolonialidad/modernidad podremos entender la dinámica del poder y su relación constitutiva entre lo que entendemos por modernidad /expansión del gran capital y la colonialidad como un proceso planetario y no exclusivo, al interior de Europa. Recordemos que el constructo central que articula la modernidad es la idea de Raza como eje de todas las relaciones intersubjetivas de dominación en nombre del capital. Finalmente, queremos destacar la emergencia de otros saberes que se manifiestan en el proceso de resistencia al sistema- mundo capitalista imperante, con el modesto anhelo de abrir nuevos diálogos transdisciplinarios.
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Mecanismos de exploração da América Latina segundo Ruy Mauro Marini (#7732)
Marques Diego 11 - Instituto Federal Goiano.
Abstract:
O objetivo do presente artigo é apresentar as contribuições do sociólogo brasileiro Ruy Mauro Marini para a compreensão dos mecanismos de inserção, exploração e desenvolvimento da América Latina no contexto de universalização do modo de produção capitalista. Para tanto, iremos apresentar um breve quadro de desenvolvimento da Teoria da Dependência, passando pelos estudos Cepalinos que lhe antecederam, até avançarmos para os principais pontos da teoria de R. M. Marini sobre os mecanismos da exploração capitalista da América Latina. Pretende-se com o presente trabalho contribuir para os estudos que estão resgatando as análises Depedentistas, notadamente de Marini, um dos principais nomes desta corrente, embora ainda pouco conhecido no Brasil.
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HACIA UNA DESCOLONIZACION DE/DESDE LA SOCIOLOGÍA DE LOS PUEBLOS
(#7922)
Edizon León Castro 11 - Independiente.
Abstract:
¿Se puede abordar y entender desde el canon clásico de las teorías de la sociología, la realidad histórica, social, cultural, económica de los pueblos indígenas y afrodescendientes o se hace necesario la construcción de una sociología de los pueblos?[1] La primera aclaración que se hace necesario hacerla, es que no todos los estudios que se hacen sobre los pueblos indígenas o afrodescendientes son per se una sociología de éstos pueblos. Esta sería la pregunta generadora de la ponencia, en tal sentido, lo que se busca no es hacer una sociología de los pueblos originarios o afrodescendientes, sino construir una sociología de los pueblos.[2] Ésta deberá pensar a partir de sus conocimientos y sabidurías milenarias, elaborar categorías y epistemologías que permitan comprender su transitar por el mundo pero desde sus propias realidades y subjetividades. Esta visión de entender y construir una sociología desde los pueblos, no debe confundirse con un esencialismo epistemológico, ni siquiera estratégico el estilo de Spivak, en el sentido de desechar teorías y epistemes de la sociología tradicional. Más bien tiende a propiciar diálogos con sus teorías. Existen dos elementos fundamentales que justificarían la construcción de una sociología de los pueblos afrodescendientes. El primero, son los contenidos, los temas que deberían ser estudiados, y el segundo elemento; las epistemologías con que deberán ser abordados estos contenidos. Así el poder es uno de los temas centrales que debe abordarse desde la perspectiva de una sociología de los pueblos, la deconstrucción y el develamiento de la operatividad a través de dispositivos marcará una diferencia si se analiza desde un posicionamiento histórico, desde un lugar propio de enunciación, convirtiéndose así el poder en un lugar de estudio, como lo diría Bolívar Echeverría. . Aquí Fanon de quien se podría ser que es uno de los primeros quien hace una sociología negra o afrodescendiente juntando la sicología (sicoanálisis). Un análisis del poder colonial a partir del cuerpo y la mente del colonizado. ------- [1] En tanto asumo mi pertenencia hacia el pueblo afrodescendiente el desarrollo de mi ponencia sería en esta línea, sin embargo, los elementos en común con el pueblo indígena permitiría pensar que sirve para esos dos pueblos. [2] Espero que la expresión de construir no sea pretensiosa en el sentido de desconocer construcciones sociológicas desde la perspectiva negra, como es el caso de W.E. Dubois, quien fue el primero que puso las estructuras teóricas para una sociología afronorteamericana, quienes muchos han denominado como afro-sociología. Fanon, Cesaire, desde las Antillas francesas también han aportando hacia esta perspectiva sociológica.
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O pensamento decolonial e a perspectiva de José Carlos Mariátegui em questão. (#8057)
Tinoco Gláucia 11 - Universidade Federal do Amapá.
Abstract:
O pensamento decolonial e a perspectiva de José Carlos Mariátegui em questão. O presente artigo aborda analiticamente o chamado pensamento decolonial, a partir das assertivas do intelectual argentino, Walter Mignolo. Ademais, delineia as contribuições teóricas e interpretativas fornecidas pelo pensador peruano, José Carlos Mariátegui que nos anos 1920, ao investigar a formação histórica do Peru, pontuou sete teses fundamentais para uma justa apreensão da realidade do seu país. Criando possibilidades para uma contribuição daquilo que é entendido como um dos elementos fundamentais, para o que aqui, consideramos componentes de um pensamento inovador, mas não necessariamente decolonial. Walter Mignolo propõe ao longo de seu livro “La idea de América Latina: La Herida colonial y la opción decolonial”, de 2005, uma nova concepção epistêmica , geopolítica e corporal para que seja possível avaliar adequadamente a realidade social. Afirma que a forma de examinar a realidade concreta, a partir de aportes teórico-metodológicos europeus, limita sobremaneira e impõe uma visão de mundo que é fruto da ferida colonial. Nesta forma de concepção da realidade, a perspectiva do colonizador dita e desenha a história dos vencedores, borrando investidas próprias dos chamados latino-americanos. Segundo Mignolo, o problema inicial deu-se durante o processo de colonização do continente americano. Foi imposta não apenas uma marca geopolítica, como também epistemológica que direcionou e direciona a maneira de colocar e entender o mundo. De acordo com essa forma estabelecida, o colonizador europeu desenhou o mundo e a história dos povos. Instituiu a modernidade como projeto político e cultural de obtenção de desenvolvimento civilizatório. As marcas dessa visão estão, portanto, presentes nas análises de quem bebeu dessas concepções. Cabe, segundo, Mignolo separar “as palavras das coisas”, para que seja viável um pensamento próprio e que se aproprie de uma epistemologia decolonial, ou seja, que rompa definitivamente com a visão de mundo do colonizador europeu. Não obstante, a pergunta que se faz recai sobre os intelectuais latino-americanos que buscaram criativamente, desenvolver exames da realidade dos seus lugares de origem, sem desprezar o lastro “colonizador”, pontuando, inclusive, aspectos sui generis de suas realidades concretas. Um exemplo disso é o peruano José Carlos Mariátegui. De modo inovador procurou utilizar o referencial teórico europeu - sabendo das impossibilidades de se afastar dele e ao mesmo tempo enalteceu sua relevância para o pensamento ocidental. Assim articulo-o ao contexto histórico do Peru. É justamente por meio da análise da produção de conhecimento de Mariátegui e tomando as assertivas de Mignolo acerca do pensamento decolonial que procuramos pronunciar um posicionamento concernente ao debate em torno da decolonialidade e da apropriação de concepções ditas “colonizadoras” para que possamos sopesar ambas. Palavras-chave: Decolonialidade, pensamento latino americano, José Carlos Mariátegui
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Florestan Fernandes e a sociologia das relações raciais no Brasil (1950-1980) (#8073)
Maria de Fátima Souza da Silveira 11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
Este artigo pretende analisar a contribuição de Florestan Fernandes e da sociologia brasileira para o estudo das relações raciais no Brasil e na América Latina. A "questão racial" constitui-se como um dos temas mais relevantes para a sociologia brasileira desde sua institucionalização no país. Do mesmo modo, os estudos clássicos sobre as relações raciais no Brasil inserem-se desde uma perspectiva sociológica. Florestan Fernandes, por sua vez, é considerado o pai da sociologia crítica brasileira, e seus estudos acerca das relações raciais no país marcam uma ruptura com a ideologia de democracia racial vigente no meio acadêmico e social no período (tal ideologia afirmava o caráter democrático e harmonioso das relações interraciais no Brasil). Como resultado de suas pesquisas, primeiro as desenvolvidas no âmbito do chamado Projeto Unesco ( na decada de 50, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura patrocinou uma série de estudos com o objetivo de verificar o modelo democrático de relações interraciais no Brasil e importar o modelo para países onde vivenciava-se conflitos raciais) e em seguida com as desenvolvidas na Escola de Sociologia Paulista, evidenciou-se a democracia racial enquanto um mito, e o preconceito e a discriminação racial praticada contra os negros. Além disso, reconheceu-se o papel da raça (enquanto um construto social) na produção e reprodução de desigualdades na sociedade brasileira, e da relação entre classe e raça, raça e posição social. Analisando a questão racial no Brasil a partir de uma perspectiva mais ampla da própria passagem da ordem escravocrata para a sociedade de classe e sob um capitalismo dependente, Florestan conclui que o processo de "modernização" da sociedade brasileira não teria ocorridos em todos os aspectos, e principalmente no que se refere ao campo das relações raciais. Assim, se manteriam padrões assimétricos de relações interraciais e comportamentos herdados do regime escravista, como o preconceito. Ou seja, a mudança do regime escravista para a sociedade de classes teria mantido o sentido hierárquico e a ordem racial da sociedade escravocrata e os negros teriam sido integrados de forma subordinada e tardia a sociedade capitalista.
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La dimensión política en la teoría decolonial: una indagación desde los procesos socio-políticos latinoamericanos recientes (#8175)
Claudia Bermúdez Peña
1;
María Mercedes Palumbo 2; Marisol Troya
3; Celina Vacca
4; Gabriela Veronelli
51 - Universidad del Valle. 2 - IICE-UBA/CONICET. 3 - UBA-UNSAM. 4 - IDAES-UNSAM/CONICET. 5 - IDAES-UNSAM, Latin American and Caribbean Area Studies Program, Binghamton University, SUNY; EE.UU.
Abstract:
En esta propuesta tomamos como punto de partida la búsqueda de una reflexión crítica en torno al Estado, la colonialidad y el poder. Tanto desde la producción académica como desde la acción política de distintos movimientos presentes en América Latina, nos topamos con distintas críticas al Estado nación por sus cimientos modernos y eurocéntricos. La historicidad particular del Estado en América Latina se encuentra con relación a la marca de la colonialidad, tal como elabora este concepto Aníbal Quijano. Sin embargo, consideramos que esta crítica, junto al lugar que la política ocupa en el desarrollo de un proyecto descolonizador, no ha sido debidamente profundizada aún en el derrotero de la perspectiva teórica inaugurada por este concepto. Por esa razón, hemos conformado un colectivo de investigación (2013) que se pregunta específicamente por el potencial de la teoría decolonial para abordar una crítica al Estado nación en América Latina y las posibilidades de su descolonización, y por cuál es la dimensión política de la colonialidad. Cabe destacar que conformamos un grupo heterogéneo dentro del ámbito de las ciencias sociales, pero que se propone el desafío de realizar una reflexión y escritura colectivas. Para el desarrollo de esta crítica, la historia reciente en América Latina resulta de enorme riqueza, tanto desde el impulso explícito en la construcción de un Estado Plurinacional (como es el caso de Bolivia) como desde posturas menos estructurales (como los cabildos indígenas en el Valle del Cauca, Colombia) que apuntan a cuestionar los principios eurocéntricos que regulan mayormente las relaciones sociales, políticas, de gobernabilidad, y económicas. En ese marco, es imposible desconocer el nuevo giro conservador y neoliberal que ha tomado el derrotero de muchos países latinoamericanos, y los nuevos límites y desafíos a los proyectos descolonizadores que impone el modelo neoliberal. Por lo tanto, en este trabajo buscamos presentar nuestra propuesta en torno a la particularidad de la dimensión política y de la crítica al Estado nación en el marco de la teoría decolonial. Para ello, nos valdremos de la reflexión teórica y de su articulación con procesos socio-políticos impulsados por distintos actores en América Latina que apuntan a cuestionar los cimientos moderno/coloniales del Estado así como a re-pensar esta estructura institucional desde abajo para que refleje la diversidad de pueblos, culturas, procesos históricos, y formas de concebir y ejercer el derecho, la autoridad y la democracia.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 06 |
Aníbal Quijano y la crítica de la colonialidad. Balance general de una crítica latinoamericanista contemporánea. (#8269)
Adolfo Enrique Albornoz Farías 11 - Universidad de Costa Rica.
Abstract:
Aníbal Quijano y la crítica de la colonialidad. Balance general de una crítica latinoamericanista contemporánea. Dr. Adolfo Albornoz Farías. En el año 1992, en el marco de los debates estimulados por la conmemoración del Quinto Centenario de la Invasión de América, el sociólogo peruano Aníbal Quijano, a partir de escritos como “Colonialidad y modernidad-racionalidad” (1992), comenzó a formular su crítica de la colonialidad, una reflexión interdisciplinaria, aunque con sólidas raíces sociológicas, que devino basal para el Pensamiento Decolonial, siendo éste quizás la apuesta intelectual más compleja y ambiciosa, sin duda la de mayor difusión, formulada desde y para la América Latina contemporánea, cuya productiva recepción además ha trascendido el continente. Durante un cuarto de siglo, entonces, la perspectiva decolonial ha transitado desde ser una propuesta emergente hasta disputar la hegemonía del latinoamericanismo, abriendo nuevas posibilidades epistemológicas, teóricas y metodológicas para las ciencias sociales y las humanidades en general y para la sociología en particular, sirviendo como marco para investigaciones que se han multiplicado exponencialmente. Valorando este escenario, en esta ponencia –como resumen de un trabajo mayor aún en desarrollo– planteo un ejercicio de sentido contrario: convertir la crítica de la colonialidad en el objeto del análisis. Más específicamente, quiero proponer una mirada panorámica que, a manera de un balance general, mapea la constelación de antecedentes académicos y políticos, formulaciones conceptuales y desarrollos críticos que han distinguido la reflexión sobre la colonialidad de Aníbal Quijano como un sistema de pensamiento, piedra angular del vasto y bullente proyecto colectivo conocido como Giro Decolonial.
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CONTRIBUIÇÕES DE PABLO GONZÁLES CASANOVA E ANÍBAL QUIJANO PARA PENSAR SOCIEDADE, CULTURA E POLÍTICA NA AMÉRICA LATINA (#8429)
Luis Augusto Ferreira Saraiva
1;
Nathália Vince Esgalha Fernandes 11 - UnB - Universidade de Brasília.
Abstract:
O presente artigo tem como objetivo analisar as investigações sobre o estudo do colonialismo interno a partir das visões de Pablo Gonzáles Casanova e Aníbal Quijano, em que estes dois teóricos questionam as bases sócias do projeto de colonização da América Latina. Deste modo, os dois autores apresentam críticas ao sistema mundial, a globalização e sobre a relação de dependência que a América Latina tem em relação ao centro sobre as culturas Hegemônicas . Também confluem, na essência, nas suas ideias sobre democracia. Pablo González Casanova, ao analisar a democracia e o desenvolvimento econômico no México afirma que estes dependem do Estado e suas dinâmicas do poder entre diferentes grupos sociais. Para Aníbal Quijano a democracia é um sistema de negociação institucionalizada dos limites, de condições e das modalidades de exploração e de dominação, cuja figura institucional também é o moderno Estado Nação. Analisando a obra dos dois autores podem-se perceber muitas similitudes, especialmente ao lugar de fala de ambos teóricos, ambos preocupam-se com o futuro da América Latina e a visão que a mesma possui de si, encarando o Eurocentrismo e o Etnocentrismo visões que perpassam, especialmente as elites dominantes e regem as relações sociais e de poder no continente tendo consequências graves na democracia e na emancipação dos povos latinoamericanos. Ambos teóricos irão discorrer sobre o sistema mundial, a globalização e a relação de dependência que a América latina tem com relação ao centro do poder mundial. Ao comparar o conjunto de obras nota-se que ambos vão falar sobre das relações de cultura e etnicidade, pois a própria constituição cultural e identitária dos povos latino americanos vão influenciar sobremaneira o continente e esta análise, apesar de elaborações distintas na obra dois autores, ela aproxima-se em sua essência. Em Casanova, a sociedade plural é consequência do desenvolvimento colonial, e das formas pelas quais um povo dominou e explorou o outro, sendo o racismo e a segregação racial, da mesma forma que em Quijano, essencial à exploração colonial o que segue reforçando suas essas relações desiguais com processos discriminatórios. Por fim, de mais importante analisamos que para ambos os autores democracia e o desenvolvimento econômico dependem do Estado e suas dinâmicas do poder entre diferentes grupos sociais, tanto dentro das estruturas de poder como incorporar plenamente os desfavorecidos e da luta nacional contra os efeitos negativos exercidos pelo centro mundial do poder, que é eurocêntrico. Presenciamos hoje, na América Latina, um novo movimento de lutas pela democracia. Essas lutas ocorrem em meio a uma crise de proporções mundiais. Em geral, o desfecho das crises corresponde a fenômenos de expropriação, nacionalização e socialização de capitais ou de maior presença de capital monopólico com privatizações e desnacionalizações.
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Intervenciones de Carta Abierta: América Latina, (otra vez) un territorio para disputar la hegemonía (#8487)
Gregorio Dolce 11 - Facultad de Periodismo y Comunicación Social; Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación (UNLP-Argentina).
Abstract:
A través del presente texto se intenta indagar entorno a la primera presidencia argentina de Cristina Fernández de Kirchner (2007-2011) y la cuestión territorial en relación a América Latina. Sin embargo, no es posible analizarlo sin antes tener en cuenta que los gobiernos que en su mayoría emergieron a principios del siglo XXI en la región mantuvieron una relación antagónica con el orden neoliberal. Es a partir de ahí que cobra mayor importancia la disputa de sentido Latinoamericana y la cuestión territorial como espacio a recuperar para pugnar por la hegemonía. En ese sentido, también debe destacarse que la figura de una América Latina unida políticamente es parte de las imágenes que recuperan los intelectuales del colectivo Carta Abierta, próximo a la gestión de ese momento, y que, por lo tanto, tornan a la organización un objeto de estudio valioso mediante el cual poder indagar a la administración kirchnerista. La figura de una América Latina resistente en términos de política económica respecto a las premisas del Consenso de Washington aparece en las publicaciones de Carta Abierta, pese a que el período analizado es posterior a la emergencia de las presidencias de Néstor Kirchner (Argentina), Lula Da Silva (Brasil) y Hugo Chávez (Venezuela). Aunque la apelación a estos mandatarios y sus gestiones están presentes debido a la trascendencia de la política regional que encararon desde el “No al ALCA” durante la IV Cumbre de las Américas en la ciudad de Mar del Plata, el 5 de noviembre de 2005. Por ende, estos gobiernos emergidos producto de la crisis generada tras la implementación de las políticas neoliberales dieron paso a debates sobre la caracterización de los mismos según sus directrices sociales y económicas. A su vez, como se observa un colectivo, no debe soslayarse la recuperación del debate acerca de cómo pensar a los intelectuales. Bourdieu planteó la noción de campo intelectual como herramienta analítica necesaria, teniendo en cuenta los posicionamientos más que sus roles específicos. Otro autor de referencia para el presente estudio es Bauman, quien sugirió analizar los intelectuales según sus estrategias. Sin embargo, para evaluar el vínculo entre formaciones culturales y gobiernos, es fundamental retomar los planteos de Antonio Gramsci acerca de los intelectuales orgánicos. La sociedad, vista así como el espacio de un debate cultural, hace de los intelectuales actores centrales de la lucha por el consenso y por la conquista de la hegemonía. Y, en esa línea, América Latina es el territorio en dónde llevar adelante la disputa hegemónica ante el ¿otrora? orden neoliberal.
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RIQUEZA Y FELICIDAD: ¿CONTRADICCIÓN O COLONIALISMO? (#9092)
YUBER HERNANDO ROJAS ARIZA 1; WILFRED ALONSO ROMERO ARCINIEGAS
2; MONICA MUÑOZ GALLEGO
31 - Universidad Pontificia Bolivariana. 2 - Universidad Industrial de Santander. 3 - Universidad Nacional de La Plata.
Abstract:
La concepción de Felicidad fundamenta el proceso económico. Dicha noción se ha transformado en el tiempo. Desde la época griega donde se considera como Eudaimonia, pasando por las distintas diferencias conceptuales con el Placer hasta entenderse como Utilitarismo y, posteriormente en la época moderna, hasta entenderse en relación a la Riqueza. La teoría económica clásica, entiende que la Riqueza es fruto del trabajo. De acuerdo con esa postura de la economía política, significa que "trabajamos para ser felices". No obstante, el asunto adquiere importancia, más allá de lo concepctual, cuando logramos comprender que, en la esfera de consumo, la Felicidad se convierte en un objeto de deseo. En esa medida, el presente trabajo, quiere indagar en la relación Riqueza-Felicidad con el objetivo de entender si se trata o no (y por qué) en una contradicción o si se puede hablar de una colonización del lenguaje. En ese orden de ideas, se plantean tres momentos en el texto; el primer punto dedicado al recuento sobre la felicidad; en un segundo momento, se busca que el centro de atención sea la relación Riqueza-Felicidad en el marco de la Economía política; y en un tercer momento, se plantea entender dicha relación bajo una pregunta (¿contracción o colonialismo?) con el objetivo de esclarecer si es posible o no entender la felicidad más allá de la Riqueza, esto es, bajo la mirada de los procesos sociales y sus retos desde la teoría social.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Ainda a negritude? Retomando um conceito vilipendiado (#0836)
Fabricio Pereira Da Silva 11 - UNIRIO.
Abstract:
Esse trabalho retoma a discussão do conceito de “negritude”. Na primeira parte será apresentado um breve histórico da noção, destacando seu caráter transatlântico e diaspórico, sua formulação híbrida e criativa realizada por uma intelectualidade produzindo nos interstícios da dominação colonial. Aqui serão resumidas as propostas de Aimé Césaire e de Léopold Sédar Senghor, seus principais formuladores. Na segunda parte do trabalho, serão debatidas as principais reações à negritude. Nesse ponto será destacado o debate com Jean-Paul Sartre, que “apoiou criticamente” o conceito/movimento, entendendo-o como um “racismo antirracista”, compreensível e taticamente útil em seu contexto. Bem como serão apresentados os ataques à noção que foram perpetrados por Frantz Fanon e por René Depestre, provavelmente os principais críticos de uma proposta que consideravam essencialista e mistificadora. Para concluir, será dicrutida a relevância do conceito em seu contexto histórico, e principalmente sua vigência (ou irrelevância) para os debates intelectuais contemporâneos na periferia global, particularmente para a teoria crítica.
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Terra estrangeira: a sociologia de Carlos Hasenbalg e o pensamento social no Brasil (#0894)
Enio Passiani 1; Gabriele Dos Anjos
21 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 2 - Fundação de Economia e Estatística (FEE).
Abstract:
O pensamento social brasileiro, particularmente a sociologia, tem como um dos seus principais temas de análise e discussão, desde os seus primórdios, a desigualdade e o preconceito racial. Frequentemente, as ciências sociais nacionais tentarem dar conta do fenômeno a partir de uma perspectiva histórica, buscando sua gênese na escravidão, cujos efeitos duradouros teriam balizado a construção da sociedade civil e do estado brasileiros e estruturado as relações sociais cotidianas e até as práticas de estado. Para analisar tal permanência, tornou-se fundamental, entre nós, a noção de “formação”. Nesse sentido, a Escola Sociológica de São Paulo, que tem em Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni seus maiores representantes, procuraram demonstrar o quanto a escravidão atrasou a nossa modernização capitalista, mas, ao mesmo tempo, teria os seus efeitos minimizados graças à mesma modernização. Carlos Hasenbalg, sociólogo argentino que viveu por muito tempo no Brasil, estabelece um diálogo crítico com essa tradição e, sem descartá-la completamente, revela os seus limites ao demonstrar que a escravidão vai perdendo seu poder explicativo em relação às desigualdades e ao preconceito racial; quer dizer, se o preconceito de cor e a subordinação dos não-brancos têm sua gênese no regime escravocrata, sua reprodução ao longo do tempo é causada e explicada por outros fatores, ou seja, as desigualdades raciais contemporâneas são apenas residualmente herança do escravismo. Acreditamos que a avaliação crítica que Hasenbalg faz da Escola Sociológica Paulista permitiu desvencilhar-se da noção-chave de “formação” e apresentar outra explicação para as relações raciais que se configuraram no país, mais atenta ao tempo presente, promovendo uma espécie de atualização da sociologia brasileira frente a outros estudos raciais realizados na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos. E mais: procuraremos demonstrar que o salto teórico-metodológico dado por Hasenbalg, e que afeta o conjunto de nossas ciências sociais, só foi possível devido à sua condição de “estrangeiro”, no sentido dado por Simmel e Schutz ao conceito, no campo intelectual nacional.
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Imaginación política y alteridades en el ocaso de las categorías. crítica del registro del activismo mapuche en las ciencias sociales (#0942)
Andrés Pereira Covarrubias 11 - Universidad de Chile.
Abstract:
El trabajo presenta los avances de una tesis doctoral en curso, la cual esta orientada por la siguiente pregunta-problema: ¿cómo se comprende lo “político” en los registros más gravitantes de las ciencias sociales en Argentina y Chile sobre el activismo mapuche (1992-2015)? ¿Cuáles son las implicancias de una problematización radical de sus códigos de lectura, específicamente de la determinación metafísica del discurso científico-social? Sobre la base de una estrategia deconstructiva de lectura, vale decir, develadora de la estructura filosófica y de las jerarquías conceptuales en los discursos científico-sociales que giran en torno la irrupción del activismo mapuche a partir de los años noventa, el trabajo busca, en primer lugar, dar cuenta de su determinación metafísica que redundará en categorías interpretativas naturalizadas como “alteridad estatonacional”, soberanía, autonomía, identidad étnica, etc. No obstante sus modulaciones “postfundacionales” (Marchart, 2009), estas lecturas terminan arraigando de algún modo en la categoría del sujeto, la cual constituye hasta el día de hoy el dispositivo de pensamiento para comprender la politicidad de este “aparecer” disruptivo. En ese sentido se reflexiona sobre algunos alcances históricos, filosóficos, políticos y económicos de esta determinación, en relación con su inscripción en las coordenadas del proyecto de la modernidad occidental, mediante una genealogía de la noción de sujeto y de la consecuente constitución de lo “indio” en América Latina y de “la naturaleza”, como alteridades “sacrificiales” de lo social (Clastres, 1996; Grüner, 2010; Quijano, 2003; Wallerstein & Balibar, 1991). Proyectando este entramado sobre el contexto en que irrumpe el activismo mapuche, se busca en segundo lugar, analizar la imbricación de capitalismo-sujeto-alteridad en el patrón de acumulación neoextractivista regional (Seoane, Taddei, & Algranati, 2013; Svampa, 2014) puesto en relación con el cambio climático y la problemática del “Antropoceno” (Chakrabarty, 2009; Haraway, 2015; Latour, 2014; Svampa, 2016; Moore, 2014); para desde allí discutir las tensiones y los límites de la interpretación disciplinar de la imaginación política que surge de este fenómeno, y ensayar una alternativa crítica desde la desfundamentación radical de sus categorías interpretativas. Este esfuerzo, en función de contribuir a un marco general de discusión teórica relativo a la comprensión de fenómenos de resistencia y alteridad tanto en los estudios críticos latinoamericanos y subalternismo en Latinoamérica (Beverley, 2004; Grüner, 2010; Tible, 2013; Acosta, 2014; Svampa, 2016a), como en el postcolonialismo o perspectiva decolonial (Mignolo, 2005; Quijano, 2003; García Linera, 2009; Rivera Cusicanqui, 2010).
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"El problema indio" en la ideología del indigenismo Latinoamericano (#2178)
Carlos Alberto Merlo 11 - Universidad Nacional de Córdoba.
Abstract:
Desde fines del siglo XIX y hasta la década del setenta del siglo pasado, se sucedieron en Latinoamérica, dos ideologías con pretensión de cientificidad, el positivismo racialista y el indigenismo, que abordaron con diferentes enfoques el denominado <<problema del indio>>. Núcleo temático que supone la definición del concepto <<indio>>, problemática altamente compleja. Con la conquista de Indoamérica se plantea, si los aquellos habitantes del <<nuevo continente>> eran verdaderos seres humanos. Más adelante, desde el siglo XIX el análisis se plantea en términos científicos y políticos: ¿se trata de una raza, un sentimiento de pertenencia, una clase social, un sector social campesino, una nación, una casta, una formación previa al capitalismo? Para los positivistas, el indio era considerado como un resabio cultural y étnico en vías de desaparición. Esta tradición suponía la existencia universal de estadios evolutivos y la superioridad de la raza blanca sobre los pueblos originarios y los grupos mestizos. Asimismo, en el plano sociopolítico, el positivismo estaba ligado un estado-nación con ribetes oligárquicos. Por su parte, para los indigenistas, la cultura del indio era consideraba rescatable (en algunos aspectos) pero al mismo tiempo se la veía como parte del pasado. A su vez, planteaban que el mestizo era el sujeto de la nueva etapa histórica, signada por la asimilación del indio al mestizo y la conformación de sociedades homogéneas. Los indigenismos, (biologicistas, culturalistas y filomarxistas) aparecen vinculados -en mayor o menor medida- a políticas desarrollistas y populistas, que tratan de resolver el <<problema indio>> mediante estrategias asimilacionistas. El indigenismo biologicista propone una estrategia racialista y pretende alcanzar la unidad nacional a partir de la efectivización del mestizaje biológico, lo que permitiría engendrar una raza nacional y eliminar la pluralidad étnica. Por su parte, el indigenismo culturalista, apunta a una homogeneización fundamentalmente cultural, pero también económica racial y lingüística. Las políticas públicas indigenistas son un capítulo de una política más inclusiva de modernización social y un instrumento del estado por medio del cual se intenta transformar a la sociedad en nación. El indigenismo culturalista (mexicano) no obstante su adhesión al relativismo cultural, termina sucumbiendo a los supuestos del etnocentrismo, pues, aunque no busca la extinción de los pueblos originarios, propone que los indios deben aceptar los sistemas e instituciones de la nación, lo cual permitirían su integración en el sistema global. A fines de los setenta este enfoque comenzó a ser fuertemente criticado debido a que se consideraba que promocionaba políticas sociales etnocidas. La decadencia del indigenismo puede ser vinculada también a la crisis de los modelos populistas-desarrollistas, que implicó la crisis de la utopía moderna de un capitalismo con regulación estatal y sus premisas homogeneizadoras.
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O racismo e a lei: um estudo sobre o julgamento de casos de racismo no Brasil a partir da perspectiva dos estudos pós-coloniais. (#2506)
Gislene Santos 11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
Neste artigo, na perspectiva dos estudos pós-coloniais e da colonialidade do poder que demonstram como as estruturas de poder se atualizam por meio da articulação de novas formas de hierarquizações alicerçadas em torno da exploração dos sujeitos racializados, apresentamos os resultados de pesquisa que analisou casos de racismo que chegaram ao sistema judiciário paulistano entre os anos de 2003 e 2011. Foram analisados 119 casos com conteúdos racistas e entrevistadas vítimas desses crimes. Observou-se que: 1- a maioria dos insultos que resultaram em processos judiciais sobrepunham dupla discriminação: por raça e gênero. 2- poucos casos foram punidos pela lei antirracismo. 3 - do lado do judiciário, foi alegado que haveria erros nos procedimentos ou falta de evidências que permitissem punir os infratores, ignorando o modo como o racismo ocorre no Brasil. 4 - do lado das vítimas, havia o desejo de resolver conflitos sem recorrer a medidas punitivas, apesar de terem recorrido ao sistema judiciário. Concluímos que: 1- Ambos (judiciário e vítimas) desqualificaram a lei antirracismo. O Judiciário foi incapaz de punir o crime de racismo e as vítimas preferiram medidas educativas para lidar com o racismo. 2- As vítimas do racismo não acreditam no sistema judiciário. 3- O Judiciário não compreendeu a complexidade das relações raciais. Apesar disso, eles acreditam ser neutros ao atuarem em julgamentos de crimes raciais Avaliamos os achados da pesquisa como partes de um discurso sobre a brasilidade que ratifica a regulação das relações raciais de modo a manter a crença na suposta harmonia da sociedade brasileira. Esse discurso sobre a brasilidade é construído em torno da ideia da cordialidade, da harmonia, da negação da existência de qualquer forma de discriminação e do horror (fictício) ao preconceito e ao racismo; exalta as qualidades do povo brasileiro como pacifico, alegre, ordeiro, humano, bondoso, solidário, amigo, hospitaleiro e é ele que está na base das leis informais que asseguram que cada um permaneça em “seu lugar”. No judiciário, esse discurso se comporia em torno da reificação da lei e das práticas judiciais como se elas fossem capazes de alcançar a verdade dos fatos, ao considerar somente aquilo que pode ser demonstrado e provado positiva e cientificamente desprezando os conflitos e as ambivalências presentes nas situações sobre as quais se arbitra. Uma forma de atualização da híbris do ponto zero e eurocentrismo discutidos por Castro-Gomez, Grosfoguel, Quijano, Mignolo. Mas esse discurso também estaria presente no modo como as vítimas avaliam a própria violência que sofreram e os modos de solucionar seu problema. Nosso estudo revela a persistência da lógica da colonização nas instituições que, em tese, deveriam realizar a justiça, demandando um processo de decolonização. Esse processo de decolonização visaria eliminar as múltiplas hierarquias que ainda existem associadas as relações raciais, étnicas, de gênero, sexuais, mas também epistemológicas, culturais e econômicas que a processo de descolonização teria deixado intactas. Por isso, em nossa pesquisa, discutimos o lugar que a raça pode e deve ocupar em uma nova teoria social que tenha como objetivo superar as heranças coloniais.
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De la ideología del mestizaje a la nación multicultural: formas nacionales en las sociedades postcoloniales latinoamericanas (#2949)
Jorgelina Loza 11 - IIGG-UBA/CONICET.
Abstract:
La difusión de la nación en las sociedades latinoamericanas, en tanto forma moderna de organización de las prácticas y la administración de los pueblos Estado, dio inicio a procesos cargados de conflictividad. Las naciones latinoamericanas evidencian en el presente una fuerte desigualdad que ha sido una característica central de su proceso de construcción. Nos preguntamos de qué manera se vincula esta configuración estructural con la construcción simbólica que aglutina a esas comunidades, ¿Es la exclusión una característica de la forma ‘nación’? ¿Quiénes integran la ‘nación’ y quiénes la construyen? El presente de las naciones latinoamericanas nos enfrenta a un insoslayable desafío: revisar los supuestos teóricos desde los cuales estas construcciones han sido analizadas. Durante el siglo XX los Estados latinaomericanos implementaron programas políticos que evidenciaban distintas formas de concebir a la Nación. Las políticas indigenistas de las primeras décadas, seguidas de corrientes que privilegiaban el mestizaje como fundamento de la nación, hasta las formas multiculturales que se privilegian en la actualidad como recetas mágicas e inclusivas, responden a posicionamiento ideológicos acerca de la forma que deben adoptar las naciones en su construcción postcolonial. Han sido muchos los pensadores latinoamericanos que observaron críticamente estas propuestas, revisando los fundamentos sobre los cuáles se han construido las naciones en nuestra región. Volveremos sobre las ideas de José Vansconcelos para intentar comprender los elementos en los que se basó la ideología del mestizaje en los países latinoamericanos. Tomaremos también las reflexiones de Rodolfo Stavenhagen y de Silvia Rivera Cusicanqui para revisar las críticas a ese modelo y aportar al enfoque desde el que podemos pensar la nación en América Latina. Sus reflexiones, en diferentes momentos históricos y marcos nacionales, nos llaman la atención sobre el conflicto en la Nación, las relaciones hegemónicas y el lugar de la heterogeneidad en las propuestas multiculturales. Por su parte, la perspectiva poscolonial cuestionó firmemente las construcciones nacionales contemporáneas y propuso pensarlas rescatando perspectivas subalternas. Esta revisión no solamente evidencia los mecanismos de colonialismo interno persistentes y las estrategias de dominación que los sostienen, sino que augurara nuevas formas comunitarias que incluyeran su heterogeneidad. Desde esta perspectiva, finalmente, pensaremos las naciones contemporáneas en América Latina y nuestra vinculación como investigadores con esos proyectos.
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A evasão na Educação de Jovens e Adultos em escolas do Território Campesino do nordeste brasileiro: uma leitura das causas socioeconômicas e culturais a partir dos Estudos Pós-coloniais. (#3272)
Alcione Alves Da Silva Mainar 11 - UFPE/PPGEDU.
Abstract:
O presente trabalho é um recorte da pesquisa de Mestrado intitulada: “A evasão na Educação de Jovens e Adultos do Território Campesino: o que dizem as/os sujeitas/os que não estão mais na escola”, defendida no ano de 2015 no Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal de Pernambuco – Brasil. Neste artigo tivemos como objetivo compreender quais as causas da evasão da Educação de Jovens Adultos relacionadas aos aspectos socioeconômicos e culturais. Esta discussão ancorou-se na Abordagem Teórica dos Estudos Pós-Coloniais (WALSH, 2008; GROSFOGUEL, 2010; QUIJANO, 2000, 2005) e teve como categorias teóricas Educação de Jovens e Adultos ( ARROYO, 2012; CARMO, 2011; PICONEZ, 2002; LEÃO, 2011; FREIRE, 1996, 1987, 1978, 2002; HADDAD, 2001; SOUZA, 2000, 2001) e Educação do Campo (FERNANDES, CERIOLI & CALDART, 2004; FREITAS, 2011; ARROYO, 2010; ARROYO, CALDART & MOLINA, 2011). Os instrumentos de coleta utilizados na pesquisa foram o questionário e a entrevista semiestruturada (LANKSHEAR; KNOBEL, 2008) e a técnica de análise dos dados foi a Análise de Conteúdo via Análise Temática (BARDIN, 2004; VALLA, 1990). Os dados apresentados no artigo derivam do Eixo de Sentido1 que compôs a análise dos dados da pesquisa e foi intitulado: “Causas da evasão relacionadas aos aspectos socioeconômicos e culturais”. Este Eixo de Sentido desdobrou-se em três categorias: a) Trabalho; b) Família; c) Amigos da Comunidade. A partir da análise do Eixo de sentido, coadunamos com a literatura eleita para a realização da análise dos dados no sentido de entender que os elementos socioeconômicos e culturais são predominantes para a decisão de evasão das/dos estudantes da EJA. Entretanto, observamos que, estes elementos não são lineares na via das/dos sujeitas/os da pesquisa. Enquanto na vida dos homens o trabalho interfere diretamente na decisão de evasão, na vida das mulheres o Patriarcado (NARVAZ, KOLLER 2006) é o fator que melhor explica as causas da sua evasão. Concluímos que os fatores socioeconômicos e culturais não podem ser homogeneizados pois possuem particularidades que os diferenciam conforme as/os sujeitas/os envolvidas/os e as especificidades que estas/es possuem. Para além disto, concebemos que a compreensão e problematização sobre as questões vinculadas ao Patriarcado e ao Trabalho nos auxilia a entender o público que constitui a EJA e as dificuldades/especificidades presentes nesta modalidade de ensino. PALAVRAS-CHAVE: Evasão. Trabalho. Patriarcado. Educação de Jovens e Adultos. Educação do Campo.
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Racismo na obra de Manoel Bomfim (#3946)
Gislania De Freitas Silva 1;
Larissy Leal Matias
21 - UFC. 2 - UECE.
Abstract:
A presente pesquisa visa elucidar alguns aspectos da questão racial na obra de Manoel Bomfim, situando-o dentro de um debate nacional sobre raça e miscigenação em finais do século XIX e início do século XX. Dialogando com o seu tempo, Bomfim foi um ferrenho opositor do racismo científico e enfatiza a herança colonial como causa principal dos problemas contemporâneos. Partindo do conceito de parasitismo social, o autor constrói uma análise inovadora do subcontinente sul-americano e de seus povos, uma vez que nega a primazia da raça na origem dos problemas sociais latino-americanos. Aponta o modelo espoliativo e predatório do regime colonial como as raízes sobre as quais se assentam os graves problemas sociais que enfrentam as jovens repúblicas, ademais do próprio modelo administrativo transposto das metrópoles para realidades tão distintas. Durante boa parte do século XIX e início do século XX, a intelectualidade brasileira dedicou-se à árdua tarefa de compreender o enigma Brasil. Sociedade de composição étnica variada, a mestiçagem figura como um dos elementos centrais das análises de nossa sociedade. Manoel Bomfim, médico e pensador brasileiro, escreveu sua obra de estréia A América Latina, males de origem (1905) no momento de acirrada disputa ideológica entre intelectuais, que usavam, predominantemente, jornais para alardear sua erudição científica. O racismo científico era o lastro que validava o conhecimento e o que destoasse acabava sendo reputado como inferior, para dizer o mínimo. O autor lança-se à compreensão da formação histórica e cultural da sociedade brasileira, não esquecendo os laços que nos ligam com os demais Estados nacionais e povos do continente. A explicação para o atraso reside em nossa constituição histórica colonial, não na matriz biológica que compõe o povo latino-americano. Reduzir a explicação a termos biológicos é deixar de lado o principal aspecto da composição dos problemas que nos afligem até os dias atuais: séculos de colonialismo político, econômico e cultural. Rompendo com o pensamento hegemônico, Bomfim lança sua tese de parasitismo social para refletir sobre a origem de nossos problemas sociais.
13. Teoría Social y Pensamiento Latinoamericano |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 07 |
El género situado y articulado: repensando la articulación de categorías en contextos de incertidumbre (#4143)
Martha Susana Díaz 11 - UNPSJB.
Abstract:
La presente comunicación tiene como objetivo reflexionar en torno de la contribución de los estudios de género en la teoría social latinoamericana. Los datos que se presentan provienen de la tesis de doctorado realizado en la Universidade Federal da Bahira - Brasil, cuya investigación se centra en analizar los procesos de participación e inserción de las mujeres en las acciones colectivas de ocupación y toma de las Terminales de almacenamiento de petróleo, en reclamo de trabajo genuino, ocurridas en la década de 2004 en la zona petrolera del Golfo San Jorge, Patagonia Argentina. En este estudio, realizado desde una perspectiva feminista, la epistemología feminista y los estudios de género, se articulan con la sociología del trabajo y de los movimientos sociales. La articulación de las categorías género, clase social y generación son fundamentales para entender cómo se construyen históricamente los procesos de lucha y resistencias ante un modelo neoliberal que, lejos de agotarse, reaparece con distintas modalidades y reactualiza esos procesos de exclusión y de reordenamiento de las fuerzas sociales. En este sentido, la teoría social debe incorporar no solo la perspectiva de género, sino también los procesos de construcción de saberes situados, en los que la noción de territorio, la economía extractivista y las subjetividades se rearticulan en un contexto de incertidumbre, de saqueo, en el marco del capitalismo por espoliación y despojo. Por otro lado, colocar en discusión el androcentrismo de la ciencia implica rescatar la vida de lucha política de las mujeres, denunciar la invisibilización que las ciencias han producido sobre la participación de las mujeres. Y que de alguna manera se expresa en el contexto, como "las políticas de olvido" "los sin sentidos", contrariamente a "la política de los cuerpos" que emana de la presencia activa de las mujeres en las luchas por trabajo, ambientalistas, contra la dictadura, entre otros. Palabras claves: Mujeres desempleadas, Género, Trabajo y resistencias.
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El pensamiento sociológico de Clorinda Matto y Soledad Acosta: indagaciones en torno a la familia y la sexualidad (#4340)
Verónica Andrea Ledo 1;
María Paula Schapochnik
1; Mercedes Carrea
11 - ICSE - Universidad Nacional de Tierra del Fuego.
Abstract:
Este trabajo forma parte de los avances de investigación de la contribución al pensamiento sociológico de mujeres latinoamericanas en el período desde 1830 a 1930. En él se buscan visibilizar los aportes locales silenciados del canon de la disciplina como productoras de teoría social en su tiempo (Arango Gaviria 2011), teniendo en cuenta que los tópicos abordados por estas mujeres pudieron haberse expresado respondiendo a una realidad fragmentada, subordinada y colonizada propia del contexto Latinoamericano (Salomone 1996). Para ello, indagaremos en el pensamiento de la peruana Clorinda Matto y la colombiana Soledad Acosta, poniendo especial atención en sus contribuciones al pensamiento social clásico respecto a la familia y la sexualidad de la sociedad latinoamericana de su época, enfocándonos en sus obras literarias y en su participación como periodistas en la prensa escrita. Cabe resaltar aquí, que la forma en que han expresado su preocupación por las cuestiones sociales y sus teorizaciones sobre ello no ha sido realizada de forma, en la mayoría de los casos, sistemática, académica (Salomone, 1996) por ello se tomarán sus escritos literarios y periodísticos para rastrear estas dimensiones. Nos proponemos hacer un análisis situado del pensamiento y la visión de mundo de las autoras en torno a tales tópicos, siguiendo los aportes epistemológicos críticos de Figari 2010) en los cuales el cuerpo aparece tanto como una posición específica y opuesta al discurso objetivista dominante como a un territorio de disputa de poder. Si bien nuestro estudio es exploratorio, trataremos de establecer un diálogo y/o tensión con los tipos más distintivos de construcción de teoría feminista, según se ubique el centro de la visión de las autoras en la igualdad, la desigualdad o la opresión de los géneros. Palabras Clave: sociología clásica – Latinoamérica - sexualidad – familia – conocimiento situado.
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El pensamiento sociológico de Clorinda Matto y Soledad Acosta: indagaciones en torno a la familia y la sexualidad (#4353)
Mg María Paula Schapochnik
1;
Lic. Veronica A. Ledo
2;
Aux. Mercedes G. Carrea 21 - Universidad Nacional de Tierra del Fuego. 2 - Universidad Nacional Tierra del Fuego.
Abstract:
Este trabajo forma parte de los avances de investigación de la contribución al pensamiento sociológico de mujeres latinoamericanas en el período desde 1830 a 1930. En él se buscan visibilizar los aportes locales silenciados del canon de la disciplina como productoras de teoría social en su tiempo (Arango Gaviria 2011), teniendo en cuenta que los tópicos abordados por estas mujeres pudieron haberse expresado respondiendo a una realidad fragmentada, subordinada y colonizada propia del contexto Latinoamericano (Salomone 1996). Para ello, indagaremos en el pensamiento de la peruana Clorinda Matto y la colombiana Soledad Acosta, poniendo especial atención en sus contribuciones al pensamiento social clásico respecto a la familia y la sexualidad de la sociedad latinoamericana de su época, enfocándonos en sus obras literarias y en su participación como periodistas en la prensa escrita. Cabe resaltar aquí, que la forma en que han expresado su preocupación por las cuestiones sociales y sus teorizaciones sobre ello no ha sido realizada de forma, en la mayoría de los casos, sistemática, académica (Salomone, 1996) por ello se tomarán sus escritos literarios y periodísticos para rastrear estas dimensiones. Nos proponemos hacer un análisis situado del pensamiento y la visión de mundo de las autoras en torno a tales tópicos, siguiendo los aportes epistemológicos críticos de Figari (2010) en los cuales el cuerpo aparece tanto como una posición específica y opuesta al discurso objetivista dominante como a un territorio de disputa de poder. Si bien nuestro estudio es exploratorio, trataremos de establecer un diálogo y/o tensión con los tipos más distintivos de construcción de teoría feminista, según se ubique el centro de la visión de las autoras en la igualdad, la desigualdad o la opresión de los géneros. Palabras Clave: sociología clásica – Latinoamérica - sexualidad – familia – conocimiento situado
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El Nuevo Código Civil y Comercial de la Nación en Argentina y los Cuidados Familiares: posibilidades de pensar las políticas públicas desde el giro decolonial (#4796)
Laura Beatriz Montes 1;
Stella Maris Cusimano
11 - Facultad Ciencias Políticas y Sociales UNCuyo.
Abstract:
En forma reciente, una nueva perspectiva emerge para el Trabajo Social y posibilita pensar el giro decolonial de la cuestión social y las políticas públicas, tal como aporta Esterla Barreto (2014), la cual “…procura la comprensión de la “cuestión social” como el producto no sólo del capitalismo, sino de la colonialidad del poder (y del Género), implica el reconocimiento de la enredada y compleja relación entre explotación dominación-conflicto en el sistema- mundo - capitalista - patriarcal - moderno - colonial. Patrón de poder que comienza precisamente con la colonización y conquista de América Latina, y se mantiene a pesar de los procesos de descolonización e independencia… Por ello, se hace necesario analizar la realidad desde la complejidad de un patrón de poder que trabaja siempre desde el doble eje capital/raza articulando la relación entre trabajo-autoridad-subjetividad-sexo, y la política social como mediaciones de carácter heterárquico que son funcionales a la reproducción del capitalismo, el Estado-Nación, la familia burguesa y el eurocentrismo, pero en las cuales siempre existe el potencial de formas Otras de Política Social” (Barreto, E. 2014:202) Por lo expuesto, diseñamos el Proyecto de Investigación Bienal Período 2016-2018, denominado “Los Cuidados Familiares como problema público a la luz del nuevo Código Civil y Comercial de la Nación: Alcances simbólicos y materiales en las prácticas institucionales y políticas públicas ¿Un giro decolonial?”, acreditado y financiado por la Secretaria de Ciencia, Técnica y Posgrado de la Universidad Nacional de Cuyo. Mediante un estudio cualitativo exploratorio y descriptivo buscamos indagar los alcances materiales y simbólicos del nuevo Código Civil y Comercial de Argentina (CCyC) en las políticas públicas, prácticas institucionales y territorios respecto a los Cuidados Familiares, en el Gran Mendoza (República Argentina). Dada la vigencia del nuevo dispositivo jurídico resulta primordial poner en debate los conocimientos, prácticas institucionales y profesionales ligadas a los cuidados familiares e interrogarnos acerca de lo que significa asumir el giro decolonial en la comprensión del CCyC, sus alcances e implicancias en los saberes y prácticas sociales. Desde una perspectiva decolonial y un enfoque interpretativo crítico, nos interesa problematizar las nociones de cuidados familiares existentes y de aquellas categorías con las cuales dialoga: Género, Territorio, Prácticas institucionales en su dimensión material y simbólica, Políticas Públicas, Poder, Subjetividades, Ciudadanía. Además, reconocer las propuestas de distintos/as autores/as que trabajan el giro teniendo en cuenta que “No se puede descolonizar sin despatriarcalizar”. Lo expuesto desafía poner en cuestión el capitalismo, las relaciones sociales y la construcción del lazo social orientado a: posibilitar la deconstrucción de la hegemonía del pensamiento patriarcal en las políticas públicas y la categoría género; la reconfiguración del significado histórico y político de las mujeres; a desnaturalizar las desigualdades, problematizar las categorías cuidado personal y políticas familiares, desde el giro decolonial.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Religión, teología y marxismo en la modernidad neoliberal latinoamericana. Una aproximación a las políticas de la religión de León Rozitchner (#4826)
Pierina Ferretti Fernáncez 11 - Universidad de Chile.
Abstract:
Hace al menos veinte años es posible apreciar la emergencia de un renovado interés por cuestiones teológicas y religiosas al interior del marxismo tanto en Europa como en Estados Unidos, algo así como un “giro teológico político” , que ha hecho avanzar la reflexión marxista sobre la religión desde una perspectiva heterodoxa (ej. Hardt y Negri, Zizek, Badiou, Bosteels, Boer, etc). Constatamos también que la relación entre marxismo y religión está bastante estudiada y documentada para las tradiciones marxistas europeas (ej. Michael Löwy, Roland Boer, Assmann Reyes Mate, etc), pero que para el marxismo latinoamericano no existen trabajos de esa naturaleza. José Aricó, Raúl Fornet-Betancourt, Nestor Cohan, Miguel Mazzeo o Michael Löwy, que han escrito historias u organizado antologías del pensamiento marxista latinoamericano, no han puesto especial atención en cómo los marxistas latinoamericanos abordan lo religioso.Por otra parte, nos encontramos con que el estudio de la relación entre marxismo y religión en América latina se ha concentrado en la experiencia del cristianismo liberacionista y la teología de la liberación, probablemente dada la relevancia histórica y teórica de esta experiencia y de su elaboración intelectual. Sin embargo, la reflexión desde el marxismo latinoamericano en torno a lo religioso excede ese marco, sobre todo a partir de los años setenta, en que observamos que una parte de la reflexión marxista latinoamericana se orienta en un sentido teológico político, que retoma la crítica marxista de la religión, interpretaciones plebeyas de la Biblia, la experiencia del cristianismo liberacionista y la teología de la liberación, el psicoanálisis, la teorías crítica, etc., para comprender el proceso histórico y social que se abre con el fracaso de los proyectos nacional populares y la modernización neoliberal que se instala en el continente. En este debate, es de particular relevancia la figura y la producción teórica de León Rozitchner (1924-2011), filósofo marxista y psicoanalista argentino, quien hace una temprana crítica a la teología de la liberación, planteando que el dispositivo disciplinador del cristianismo no puede superarse desde una perspectiva liberacionista y que además realiza una refelxión crítica de las formas de militancia política apoyadas en matrices cristianas y sacrificiales. La obra de Rozitchner es un aporte al análisis marxista de la religión en América latina y el objetivo de esta ponencia es presentar un avance de la tesis doctoral en Estudios Latinoamericanos que me encuentro realizando en la Universidad de Chile y que se titula Religión, teología y marxismo en la tercera modernidad latinoamericana. Estudio sobre las políticas de la religión de León Rozitchner.
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Entre surrealismo e indigenismo: uma analise iconográfica de Amauta (#4830)
Carmen Tornquist 11 - UDESC.
Abstract:
A revista Amauta foi uma das principais contribuições de José Carlos Mariategui ao periodismo programático de vanguarda do inicio do século XX, na America latina. A influência de a experiência européia sobre este projeto de Mariategui, destacada por vários de seus biógrafos, especialmente Robert Paris, teria forte inspiração de Clarté, movimento que publicou jornal e revista durante os anos de 1919 e 1928; e de que Mariategui foi um leitor assíduo. Clarté, ao largo de sua dinâmica trajetória, difundiu os trabalhos dos surrealistas e de outras vanguardas artísticas, inclusive através de suas ilustrações. Ao mesmo tempo, ao mesmo tempo em que fez ecoar muitas das vibrações clartéistas de aquela época, longe de apenas replicá-las, Mariategui imprimiu em sua produção intelectual, já no retorno ao Peru, as questões nacionais e latino-americanas. Entre estas, se destacou a questão indígena, a qual dedica vários textos, entre os quais o prólogo de “Tempestad en los Andes”, do indigenista Luis Valcarcel, os diálogos com Pedro e Dora de Zuelen, expressos em diversos artigos, e os primeiros e seminais capítulos de “Sete ensaios de interpretação da realidade latina americana”, de 1928. Ainda no que tange ao componente indígena latino-americano, que ele associava forçosamente a um projeto de transformação socialista, destaca-se a tese enviada ao I Conferencia Comunista Latino-americana, na Argentina, em junho de 1929, intitulada “O problema das raças na America latina”. Ou seja, a problemática indígena esteve presente nas reflexões de Mariategui nos últimos anos de sua intensa produção intelectual pautada pelo permanente dialogo com indigenistas e lideranças indígenas de sua época. Mas este destaque – chave de sua proposição para a construção de um socialismo indo-americano – se expressou também no espaço dedicado ao indigenismo nas paginas de Amauta, sua principal produção periodistica, dirigida por Mariategui entre 1926 e 1930. Praticamente em todos os seus números, Amauta difundiu obras de artistas latino americanos, especialmente peruanos e mexicanos, seja em suas capas seja em suas paginas. Assim, contribuiu, com uma ampla divulgação destas ilustrações, que, a sua maneira, expressavam as vanguardas estéticas da época. Além dos artistas locais, Amauta difundiu obras de outras perspectivas estéticas, européias, especialmente o surrealismo e o expressionismo. Nesta comunicação, pretende-se caracterizar a revista Amauta tendo por foco os elementos iconográficos relacionados ao indigenismo e a outras vanguardas estéticas do inicio do século XX, considerando que estes expressam a perspectiva mariateguiana que faz dele, até os dias de hoje, e para diversas perspectivas teóricas, absolutamente, atual.
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Articulación de aportes nuestroamericanos en torno a la noción de cuerpo para una descolonización de derechos humanos (#5219)
Francisco Octavio López 11 - López.
Abstract:
Lo que hoy conocemos como América Latina, se trata de un espacio que ha sufrido quinientos años de conquista intermitente. Desde la filosofía del cuerpo propuesta por Arturo Rico Bovio se concibe la “alienación corporal” como un fenómeno fundamental para el proceso de conquista y colonización. Se puede entender dicha alienación en dos vertientes: la referida a la alienación del “cuerpo que somos” en donde se manifiestan múltiples dispositivos de dominación, explotación y exclusión; y la alienación que compete al cuerpo “social” en donde se procuran deshacer los vínculos comunitarios de los pueblos, así como su arraigo con los territorios. La propuesta de Rico Bovio, es sugerente en múltiples sentidos. Primeramente porque puede ser profundizada y enriquecida con diversos aportes de diversas tradiciones nuestroamericanas; al mismo tiempo que la propia noción de cuerpo sirve para articular y dar sentido a dichos aportes. Algunos de los aportes que son afines a la propuesta de Bovio de la alienación del “cuerpo que somos” son afines la noción de “raza” de Aníbal Quijano, la “blanquitud” Bolívar Echevererría y el género (en su vertiente moderna-colonial) de María Lugones, Rita Segato, entre otras. Frente a la alienación que compete al “cuerpo social”; sirven los aportes de Luis Villoro y Héctor Díaz-Polanco que profundizan en el Estado-nación moderno, entendido este como un elemento imprescindible para este tipo de alienación para las etnicidades en nuestra América. Ahora bien, la colonización es fenómeno para el cual no hay retorno, mas no significa que no pueda ser superado. En este sentido, derechos humanos son un discurso que puede (y debe) ser reapropiado y resignificado en la disputa simbólica desde nuestra América; mas eso no será posible si se obvia el fundamento material del cuerpo vivido en nuestra región.
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A mulher para o pensamento social brasileiro na segunda metade do século XIX: Tobias Barreto e Tito Lívio de Castro (#5708)
Anna Kristyna 11 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
O presente trabalho tem como objetivo compreender qual a concepção que o pensamento social brasileiro tem da mulher na segunda metade do séc. XIX. Busca-se refletir qual o momento político, científico e cultural em que essa concepção se insere e como, de certo modo, a influencia. Optou-se por um recorte temporal, o período circunscrito entre 1864 a 1890, por ser uma época marcada pela efervescência intelectual no Brasil e no mundo e por contemplar dois intelectuais do período Titio Lívio de Castro e Tobias Barreto, e as publicações de suas obras que abordam a questão da mulher na sociedade brasileira. Pretende-se refletir sobre as razões da construção do pensamento sociológico brasileiro sobre a mulher no fim do século XIX, bem como mostrar as especificidades desse pensamento. No Brasil, o séc. XIX apresentava-se, sobretudo na segunda metade, de forma bastante agitada e conturbada. As ideias européias começavam a insurgir no país e temas como monarquia e a escravidão passaram a ser colocados em xeque pela elite intelectual. Esse período apresentava-se como um momento de transição. Para adentrar a discussão sobre a mulher, faz-se necessário uma retomada histórica a cerca da formação da sociologia no Brasil bem como uma análise do patriarcado, da escravidão e das teorias sociais vigentes nesse período buscando-se apontar como a escravidão e o patriarcado determinaram a sociologia racial e naturalista do Brasil e apresentar as principais teorias sociais recepcionadas pelos intelectuais brasileiros e como elas abordaram a mulher, o negro e educação. São diversas razões que indicam a importância desse trabalho. A primeira é mostrar que embora escasso, houve uma produção intelectual que abordou a mulher o que colocou timidamente essa temática e suas reflexões na agenda do pensamento social brasileiro e em segundo, é o fato que revisitar obras de Tobias Barreto e Tito Lívio de Castro nos permite alargar o horizonte da compreensão do debate travado sobre a integração da mulher a sociedade pós-escravocrata. O intuito é reconhecer através de suas obras e do diálogo com outros intelectuais da época, o conteúdo da formulação desses autores, além de suas continuidades e inflexões referentes aos seus escritos ao longo de sua trajetória. Para conseguir os objetivos dessa pesquisa se fará uso da revisão da literatura sobre a o pensamento social brasileiro e suas concepções de papel social da mulher, assim o instrumento metodológico utilizado amparou-se na pesquisa bibliográfica, envolvendo livros e artigos sobre o pensamento social brasileiro o que permitirá a construção de uma reflexão que articule literatura, biografia e contexto e a recomposição do debate sobre a mulher.
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El hombre marginal: recuperando una tradición olvidada (#5812)
William Héctor Gómez Soto 11 - UFPel.
Abstract:
Fue Robert Park que, preocupado con el conflicto social de los inmigrantes en los Estados Unidos, principalmente en la ciudad de Chicago, trajo para la sociología la idea del hombre marginal. Pero esta es una idea que se ha perdido en la tradición sociológica y que no ha encontrado resonancia en la sociología latinoamericana, tal vez, y es necesario que se diga, con algunas excepciones que se ubican en la sociología brasileña. En primer lugar, esta idea surge en uno de los primeros textos de Florestan Fernandes. Publicado en los años 50, “Tiago Marques Aipobureu: um Bororo marginal”, es un texto poco citado por quien estudia la obra de Florestan Fernandes, o quizás se pueda decir, no le es dada la importancia que merece. En ese texto, el autor analiza las contradicciones y conflictos del indio Tiago Marques, un indio Bororo que, educado por los padres es incorporado al mundo de los blancos, sintiéndose un extraño y siendo visto como tal, entra en conflicto con los blancos y decide irse para la aldea indígena. En la aldea, los indios no lo miran como siendo parte de ellos, y él, que había perdido las habilidades de un indio también se considera perdido entre dos mundos. Esta situación coincide con el análisis que Park hace sobre los inmigrantes en Chicago y no es pura casualidad que Florestan hace referencia a la obra de Park, incluso citándolo directamente. Como dice Park, citado por Florestan Fernandes, el marginal es un hombre que está entre dos razas, al margen de dos culturas y que no pertenece a ninguna de ellas. José de Souza Martins, uno de los discípulos más destacados de Fernandes, desarrolló la idea y la ha convertido en una particular forma de observación de los fenómenos complejos. El objetivo de este texto es precisamente detenerse en la forma en que la sociología brasileña recupera esta idea, pero yendo más allá, o sea, discutir la posible contribución que la idea del hombre marginal, puede significar en el actual debate latinoamericano sobre la construcción de un pensamiento, que tenga como referencia las singularidades de las sociedades latinoamericanas.
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Sociología y Locura (#5982)
Pablo Antonio Martínez Fernández 11 - Universidad de Concepción.
Abstract:
Sociología y locura trata de la relación de los sistemas sociales y el fenómeno de la locura. En específico muestra, como dato empírico principal, dicho encuentro situado en la ciudad de Concepción (Chile) y la experiencia vivida en ese contexto social, describiendo de modo problemático la relación que se produce, tanto del punto de vista conceptual, de las definiciones dadas en torno a la locura y los sistemas sociales, que se revisan y ponen en juego, como también de las codificaciones culturales que inscriben dichos fenómenos en la escena social contemporánea, y que permiten o no comportamientos sociales normados en las codificaciones que se producen, difunden y sostienen, desde las hegemonias diseñadoras de lo social. Tanto de las afinidades y sujeciones que favorecen la disposición social individual y colectiva. Para ello se considera, como fuente teórica primordial, los trabajos de Foucault, Derrida, Gómez-Correa, Blanchot, entre otros, que permiten orientar la producción de datos pertinentes en el contexto urbano de la ciudad de Concepción. Por ello, el texto que se presenta intenta desacomodar dicho encuentro, revisar su historia, hacer memoria de su devenir y generar la analítica necesaria de las luces y sombras del compromiso contemporaneo en torno a dicha relación, promoviendo elementos para una visualización que favorezca la edificación de la "amistad" ciudadana en la vida social contemporánea, como uno de los aspectos fundamentales en los propósitos articuladores de la relación social entre los sujetos singulares.
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As Mulheres e a Revolução Sandinista: hegemonia e transformismo na construção de uma nova Nicarágua (#6823)
Nicolle Montalvão Pereira 1; Meire Mathias
11 - Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Abstract:
Por mais de uma década a Nicarágua, país localizado na América Central, foi palco de transformações sociais provindas de uma grande efervescência popular: a Revolução Sandinista, de 1979 a 1990. Com inspiração na Revolução Cubana de 1959, a Revolução Sandinista – ou Nicaraguense – foi um peculiar processo de insurreição popular que, através da luta armada, derrubou a ditadura da família Somoza e reconstruiu um país em ruínas. Assim, considerando o conceito gramsciano de hegemonia, a Revolução Sandinista se configurou enquanto tentativa de consolidação de uma hegemonia alternativa, que visou produzir uma nova concepção de mundo. Todavia, para melhor entender esse processo revolucionário é fundamental reconhecer o papel das mulheres. Pondera-se que, se por um lado, as mulheres estão à margem de toda a história da humanidade, por outro, elas sempre estiveram presentes, contribuindo de várias formas para as lutas travadas. Na Revolução Sandinista não foi diferente. Elas estavam presentes nos dois momentos do processo revolucionário: no primeiro de guerrilhas urbanas e no campo e da inevitável guerra civil – que derruba o regime somozista –, ocupando diversas funções, inclusive no comando de exércitos; e no segundo momento, de construção da Nova Nicarágua, onde estas mulheres permaneceram organizadas, exigindo direitos e liderando povoados inteiros. No entanto, a natureza paradigmática da Revolução Sandinista não impediu que as mulheres nicaraguenses encontrassem inúmeros desafios, até mesmo na Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), o que as colocou em uma posição específica dentro da própria luta sandinista. Assim, considerando outro aspecto da construção da hegemonia, tendo por base a concepção de Gramsci referente aos grupos subalternos, é possível indicar que dentro da FSLN e na população que construía a revolução, havia a presença desses grupos, com destaque à organização das mulheres. Além disso, sabe-se que a construção de uma nova Nicarágua não se consolidou, sucumbindo em 1990 com a vitória da liberal Violeta Chamorro nas eleições à presidência. É certo que se trata de reducionismo atribuir à derrota do processo revolucionário somente aos erros cometidos pela FSLN, porém, tais equívocos são também resultado de uma mudança na essência da própria Frente Sandinista. Neste sentido, o conceito gramsciano de transformismo, em suas variantes ampla e restrita, torna possível o exame dessa especial mudança, isto é, do caráter transformista adquirido pela FSLN, que propiciou a decadência do processo revolucionário e as condições necessárias para o reestabelecimento da hegemonia burguesa na Nicarágua. Temos, portanto, como objetivo deste trabalho analisar como o transformismo da FSLN, principalmente no acirramento da configuração da correlação de forças no processo revolucionário, afetou a pauta das mulheres, recolocando-as em uma posição de subalternidade dentro da luta sandinista.
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A produção social do gosto racial: ação e reflexividade no contexto das relações afetivas-sexuais inter-raciais no Brasil. (#7757)
Romulo Da Mata 11 - Instituto Federal Fluminense.
Abstract:
O objetivo deste trabalho foi realizar uma investigação sobre os determinantes da ação na esfera das relações afetivo-sexuais inter-raciais no contexto social brasileiro. Buscou-se compreender a influência das categorias raciais no espaço das relações íntimas, e do significado atribuído às ações influenciadas por valores raciais mediante processos de escolha de parceiros com o objetivo de estabelecer uniões afetivas duradouras. A sociedade moderna se caracteriza pela complexificação da vida social mediante a formação de estruturas diferenciadas produtoras de valor. O estudo sugere que o sistema classificatório racial está profundamente vinculado com o sistema de disposições dos indivíduos, que reproduzem princípios classificatórios hierarquizantes em contextos múltiplos de interação. Considerou-se que tal apropriação e mobilização de categorias de cor podem dialogar com o conceito de habitus em Bourdieu, para pensarmos sobre a construção de um habitus racial, cujos esquemas valorativos socialmente incorporados nos indivíduos atuariam na produção social do gosto racial, a partir da percepção dos atributos físicos e da tensão promovida através de ações racialmente motivadas visando a escolha de parceiros. A investigação, portanto, se insere na grande temática de estudos sobre relações raciais, e mais detidamente, no universo relacional das micro relações pelos quais as subjetividades se intercambiam no mundo social, constroem suas identidades e promovem relações de poder, sendo as categorias de cor/raça a sua moeda de troca. Os resultados preliminares sugerem a formação de um espaço de trocas inter-raciais, cujos valores negociados para obtenção de vantagens cumulativas se converteriam num tipo de capital, não redutível à valores econômicos, mas subsumidos à noção de cor ou raça, e do peso relativo que os indivíduos conferem às categorias mobilizadas na dinâmica de trocas simbólicas que eles promovem entre si.
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Racismo: o substrato e a combustão da branquitude. (#8253)
Débora Oliveira Ramos 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
A proposta deste trabalho é situar a branquitude enquanto categoria de análise para que se apreenda o papel do “branco” no processo de construção das raças e na reprodução do racismo. O estudo do racismo, portanto, se constitui como um aparato ideológico que subsidia a manutenção da hierarquia racial de brancos sobre não-brancos, servindo de base para a permanência da branquitude como um espaço de poder. Partindo desse pressuposto, compreende-se que o avanço acerca da luta antirracista passa pela compreensão da estrutura que produz a desigualdade racial: a branquitude. Para apoderar-se dos determinantes que definem a branquitude e sua incidência nas relações sociais, este estudo buscou aparato nas referências teóricas acerca da questão racial, no qual o “branco” é assumido como tema, para que seja desvendado. A revisão bibliográfica conta com autores como Guerreiro Ramos, Sueli Carneiro, Liv Sovik, Lourenço Cardoso, que dentre outros, contribuiram com insumos teóricos para compreender a “branquitude” como uma categoria estruturante da desigualdade racial, e consequentemente, social. Apresentar-se-á, portanto, neste trabalho como a construção do branco se definiu pela construção do não-branco – africano e indígena -, intitulado como “negro”. Destarte, para legitimar a ação de dominação da América, Ásia e África, a Europa criou um conjunto argumentativo assentado sobre premissas religiosas e científicas que justificaram inúmeras violências. Contudo, a escravização de africanos extrapolou a dimensão física, uma vez que a identificação dos sujeitos com base na raça serviu para enquadrar tais indivíduos em um lugar subalterno não somente como mão-de-obra escrava, mas também enquanto ser humano; e é sobre essa dimensão simbólica gerida pela branquitude que a reflexão sobre o racismo neste trabalho se deleitará. Racismo e “branquitude” devem ser compreendidos em conjunto, pois possuem entre si uma relação interdependente. Contudo, a proposta desta pesquisa teórica é aprofundar a discussão sobre a realidade perversa em que a população africana e afrodescendente - que convivem no contexto da diáspora, sobretudo na América Latina - compartilham, retirando-lhes a centralidade no estudo sobre a raça, e evidenciando o mecanismo que atribui ao “branco” a referência de humanidade, civilidade e beleza.
13. Teoría Social y Pensamiento Latinoamericano |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 07 |
Alejandro Lipschutz en la constitución del indigenismo interamericano (#8913)
Isidro Parraguez Rodríguez 11 - Centro de Estudios Culturales Latinoamericanos, Universidad de Chile.
Abstract:
Planteamos en este trabajo una lectura sobre la figura y la importancia del Alejandro Lipschutz en el marco de la aparición y desarrollo del indigenismo institucionalizado en América Latina. Para ello, es necesario enfocarse en un contexto en el cual los Estados latinoamericanos adoptan dentro de su repertorio de acción una forma de indigenismo cercana a las nociones de desarrollo, integración y modernización. Es ése el indigenismo que cristaliza en una institución como el Instituto Indigenista Interamericano, organismo panamericano encargado de velar por la promoción de los grupos considerados como indígenas, a partir del seguimiento de las políticas de los Estados y la formación de técnicos “expertos” en temática indígenas. Es en ese campo, originado en los años ’40, en el cual se inserta -desde un lejano Chile- una figura intelectual de tanto reconocimiento como Alejandro Lipschutz. Él, proveniente desde una formación en biología y medicina, será uno de los principales exponentes y promotores del indigenismo en Chile, y su pensamiento indigenista marcará profundamente la relación (siempre escasa y problemática) de este país con el Instituto Indigenista Interamericano y el campo del indigenismo institucionalizado que con él recién comienza a emerger. En cierto sentido, iluminar estas relaciones nos permite también pensar de qué modo se fue constituyendo el campo del indigenismo y cuáles fueron las fuerzas e ideas que lo alentaron, las propuestas que desde ahí emanaron, y la ambivalente relación de esta importante institución interamericana con las diferentes regiones de América Latina.
13. Teoría Social y Pensamiento Latinoamericano |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 07 |
O lugar do colonial nos encarceramentos do corpo negro (#9232)
Maysa Novais 1; Vanessa Berner
11 - UFRJ.
Abstract:
Esse artigo objetiva confrontar os efeitos do colonialismo na dimensão de raça e tem como ponto de partida a concepção da violência como parte fundante da sociedade colonial, presente nas expressões materiais e simbólicas e com potência desumanizadora do(a) sujeito(a), ora pessoa, ora selvagem, ora coisa. Assente no movimento histórico que forma o racismo e o colonialismo como modos socialmente gerados de perceber o mundo e agir sobre ele, confrontam-se os processos que aprisionam o corpo negro, física e subjetivamente, em situações de ausência, em espaços de negação da racionalidade eurocêntrica. A partir disso, a metodologia é o aporte teórico das teorias decoloniais de Aníbal Quijano ao tratar da colonialidade do poder, articulando o modo de produção e controle da subjetividade das populações racializadas, Aimé Cesaire para tratar da relação de dominação que instrumentaliza o policiamento sobre o colonizado e Frantz Fanon com a proposta do humanismo revolucionário para rebater o humanismo racista europeu que nos condenou aos papéis de escravos e monstros.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Recursos Hídricos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 09 |
Dominação e colonialidade nos discursos sobre a governança das águas no Brasil (#3179)
Rodrigo Martins 11 - UFSCar.
Abstract:
Este artigo discutirá a experiência da nova governança da água no Brasil a partir da problematização das práticas de gestão e participação que adquiriram legitimidade social nas últimas três décadas. Em particular, a análise se baseará na experiência paulista de governança descentralizada do recurso, investigando os modos a partir dos quais certas modalidades de conhecimento e participação adquiriram estatuto decisivo na hierarquia das práticas de gestão. Esta experiência empírica será abordada nas representações que os próprios partícipes deste sistema gestor desenvolveram nos dois primeiros congressos dos Comitês de Bacias do estado, realizados nos anos de 2001 e 2010. Também serão analisadas entrevistas realizadas para o estudo em tela com representantes do poder público que participaram ativamente de diferentes Comitês de Bacia do estado. A hipótese testada e corroborada no estudo é de que a participação nestas arenas de governança privilegia o debate técnico, dificultando a participação dos agentes que não dominam a o conhecimento e a gramática específica. Ademais, ao naturalizar a noção liberal de sociedade civil organizada, este sistema gestor dificulta sobremaneira a incorporação da diferença na governança das águas. A análise desenvolvida se sustenta na literatura decolonial que marca muitos dos estudos de fronteira da sociologia latino-americana. Das conclusões do estudo, destaca-se o apontamento de que a produção de conhecimento técnico-científico sobre a temática ambiental, em especial a água, está ancorada em uma construção discursiva que corrobora para uma dinâmica de colonialidade do saber da questão ambiental.
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La Transformación del Agua en Mercancía: León, Guanajuato (México) (#3615)
Lissa Ashley Guzmán Valenzuela 11 - Universidad de Guanajuato.
Abstract:
En la actualidad, México es uno de los países que atraviesa una importante crisis por el agua. La hipótesis de trabajo que postulamos es que el agua como recurso natural y bien comunal, con la transformación que ha tenido el país en su relación con el modo de producción capitalista desde finales del siglo XX, y la lógica que impera, ha llevado al agua a convertirse en una mercancía, que en el apetito del modo de producción capitalista por usar materias primas y no poder reproducirlas, y en su necesidad de expandir el mercado, atrae su pronta escasez y daño. Nuestro punto de partida estará en una comprensión general de lo que es el modo de producción capitalista, incluyendo en el análisis un enfoque marxista. Autores como Woolf (2005) nos explica que el modo de producción capitalista, se fue desarrollando y creciendo, pues tuvo la capacidad de reproducirse a sí mismo a tal grado que superó las fronteras europeas y llegó a otras regiones del mundo, pero no necesariamente sustituyó a los modos de producción existentes en esas regiones, sino que logró articularse con ellos, lo que le dio mayor fuerza, permanencia y legitimidad. Palerm (2008) explica que esta capacidad de articulación se da con la expansión del mercado, con la formación del sistema económico mundial, ligado a las relaciones metrópoli-colonia y al aparato Estatal que refuerza las condiciones para que la articulación entre los distintos modos de producción sea posible. El trabajo a desarrollar pretende, bajo esta línea, explicar ¿cómo es que la naturaleza se transforma en una mercancía?, y en ese sentido ¿cómo es que el agua como recurso natural, se privatiza y pasa a ser una mercancía más en el mercado? Para ello nos ubicamos en la ciudad de León en el estado de Guanajuato, México. Esto porque León, en las décadas de 1940 a 1970, tuvo un crecimiento demográfico del 59.33%, considerable dado que una década antes fue del 3.8% (García, 2010, págs. 86-88), ello implica una mayor demanda de agua. Además, a lo largo de su historia la ciudad de León ha tenido como un sector industrial importante la curtiduría, que se ha transformado en una de las bases de su economía y un sector de producción importante a nivel nacional, pero al mismo tiempo se ha convertido en un sector altamente contaminante. Por tanto, para el análisis pretendemos hacer un recuento histórico a partir de 1940 hasta el 2000, con la recopilación de notas de periódicos, entrevistas a los habitantes y estadísticas que pueden reflejar como el agua se ha ido transformado, distribuyendo y adquiriendo hasta ser parte del modo de producción capitalista.
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Meio ambiente e sobrevivência econômica no Baixo São Francisco: o papel do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e da ONG Canoa de Tolda (#3790)
Cristiane Montalvão Guedes 1;
Tania Elias Magno Da Silva
21 - Universidade Federal de Sergipe/Instituto Federal de Sergipe. 2 - Universidade Federal de Sergipe.
Abstract:
A constante não observância, pelas agências governamentais brasileiras, da Lei 9.433/97, que dispõe sobre os usos múltiplos da água no Brasil, tem refletido na sobrevivência de ribeirinhos que moram às margens do rio São Francisco, despertando a preocupação de entidades. Ao mesmo tempo, emergem conflitos entre estas entidades que tendem a enfraquecer a luta pelo gerenciamento equitativo da água fluvial. A bacia hidrográfica do São Francisco é palco de conflitos socioambientais, abrigando uma grande população de pescadores, barqueiros e pequenos agricultores, prejudicada pelas mudanças no ambiente aquático, com reflexo, principalmente, sobre aqueles que vivem próximos à foz, no Baixo São Francisco, localizado entre os Estados de Sergipe e de Alagoas. As alterações na fisionomia do rio foram ocasionadas por quase 50 anos de ações governamentais a favor de um modelo de desenvolvimento com o intuito de colocar em prática o “Nordeste para os anos 2000”, dentro do slogan “Brasil Grande Potência”; o que terminou contemplando os setores agroindustrial e energético em detrimento dos mais desfavorecidos. A infraestrutura pretendida para a região estava direcionada ao aproveitamento hidráulico necessário à movimentação das turbinas de grandes usinas hidrelétricas, construídas ao longo da bacia, sobretudo, no período militar (1964-1985). O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e a ONG Sociedade Socioambiental Canoa de Tolda são entidades que se propõem a reivindicar a recuperação da paisagem hídrica e o uso mais justo da água desta bacia hidrográfica, buscando mediar, inclusive, as atuais regularizações do fluxo e defluxo do rio, autorizadas pelas agências governamentais em prol da indústria elétrica, utilizando como argumento as condições climáticas adversas. Sem desconsiderar o fator pluviométrico, esta comunicação leva em conta a necessidade de uma melhor gestão dos recursos hídricos e apresenta resultados parciais de um estudo maior sobre navegação e modus vivendi dos ribeirinhos no Baixo São Francisco. O objetivo da comunicação é analisar o papel do CBHSF e da ONG Canoa de Tolda nos conflitos de uso da água, observando os direcionamentos acerca da gestão dos recursos hídricos do São Francisco, e o porquê das divergências na concretização, a despeito de interesses comuns, das suas propostas socioambientais, especificamente, que venham a beneficiar à região do Baixo São Francisco. O estudo respalda-se na análise de documentos produzidos pelo Comitê, pela ONG Canoa de Tolda, os veiculados por agências governamentais, e de depoimentos de ribeirinhos moradores do trecho baixo do “Velho Chico”, como é chamado carinhosamente o rio pela população “beiradeira”. Palavras chave: Conflitos Socioambientais. Políticas Públicas. Rio São Francisco.
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Desencuentros por el agua. Las manifestaciones por la defensa regional del recurso en México. (#3815)
Rafael Monroy-Ortiz 1; Rafael Monroy
1; Columba Monroy-Ortiz
11 - Universidad Autónoma del Estado de Morelos.
Abstract:
El uso y aprovechamiento de los recursos en México están condicionados por la racionalidad de integración al circuito global del capital. Para ello, el Estado mexicano ha adoptado a la apertura económica y el libre mercado como las estrategias útiles para alcanzar el desarrollo y mejoramiento de la sociedad nacional; en dicha consecución se han promulgado una serie de reformas estructurales útiles para tales propósitos. Las principales consecuencias de una ruta económica indiscutible es la constante oposición de los sectores sociales más afectados; los ejemplos se identifican en la defensa del territorio, los recursos como el agua o para evitar su deterioro y contaminación. El caso del agua resulta emblemático en diferentes sentidos, por una parte, la extracción para el consumo en las aglomeraciones urbanas cada vez mayores e incluso para el sostén de los emplazamientos económicos en el territorio son centrales en la discusión. Por otro lado, su creciente incorporporación para la producción energética en el fracking y su uso en la minería nacional ha cobrado relevancia a tal punto que de 100 proyectos mineros hace 10 años por ejemplo, ahora se registran poco más de 300, todos ellos con serios impactos para la población que está a expensas de un sector productivo, quien resulta indistintamente excluyente y polarizante. El hecho de que el país se ubique entre los primeros cuatro productores de oro y plata son precisamente una de las principales causas de que el agua sea uno de los principales recursos en riesgo, pero también, que en torno a este se presente una defensa del territorio. En esta investigación se da cuenta de los ejemplos de la defensa del agua en todo el territorio nacional, particulamente aquellos con una creciente actividad minera; el seguimiento incluye reportes y análisis de las circunstancias locales. Entre los principales hallazgos están la identificación de dicha problemática como un eje articulador de interesés sociales de orden regional, al que se ciñen diversos sectores, pero también es posible observar una organización local autogestionada a la que hay que dar crédito, toda vez que se sostiene en una disponibilidad de ayuda académica limitada y una constante presión por las fuerzas de seguridad pública. Ante ello, la investigación se enriquece por el contexto de adaptación al marco de integración económica regional, ya sea para la defensa o para la resistencia.
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Los caminos del agua. Continuidades y rupturas del gobierno de las aguas en el valle central chileno desde la Reforma Agraria. (#4704)
Karin Baeza Vasquez 11 - Universidad de Santiago de Chile - École des Hautes Études en Sciences Sociales.
Abstract:
La problemática del gobierno de las aguas (Ingold, 2008, 2011) ha cobrado gran visibilidad en la agenda pública y política chilena de los últimos años, lo cual obedece a los desafíos e incapacidades generadas por un un sistema jurídico-administrativo con altos grados de desregulación implementado por la dictadura cívico-militar en 1981 (Bauer, 2002, 2004, Douroujeanni, Berríos, 1996, Douroujeanni, Jourlavlev, 1999). Sin embargo, las dificultades que ha conocido el sistema de acceso y reparto de las aguas tiene una data mucho más extensa en la historia del Chile moderno, remontándose a los inicios de la formación de la república, momento en el que las discusiones eran sostenidas tanto por el conocimiento experto monopolizado por juristas e ingenieros (Lemuhot, 1864, Grez, 1865, Vera, 1894), como por el conocimiento local, representado por los diversos actores que poblaban los territorios y para los cuales el agua constituía (como también lo es hoy) un elemento esencial en la producción de riquezas (Gay, 1862, Piwonka, 1999). Considerando la importancia de la comprensión del fenómeno en una temporalidad histórica más amplia (Braudel, 1969, Hartog, 2003, Revel, 1999), en este trabajo abordamos el gobierno de las aguas en la mediana duración tomando como hito inicial de análisis la Reforma Agraria, en tanto proceso fundante del mundo rural chileno en el siglo XX (Bengoa, 1988, 1990, Chonchol, 1994, 2003). Pasando entonces por dos grandes puntos de inflexión de la institucionalidad formal, como lo son la Reforma Agraria y el Código de Aguas de 1981, daremos cuenta de las transformaciones y continuidades que han tenido las acciones colectivas (Ostrom, 1990) para el acceso y reparto de las aguas, entendiéndolas como el fruto de una historia compleja de interrelaciones entre las sociedades y su territorio donde se imbrican procesos conflictuales y negociados que contienen múltiples resistencias, instrumentalizaciones y adaptaciones. En términos metodológicos el trabajo se enfocará en algunas organizaciones de agua del Valle de La Ligua, construidas como casos de estudio desde el año 2011(Passeron, Revel, 2005) a través de métodos socio antropológicos e historiográficos. Por último, cabe señalar que este trabajo forma parte de la línea de investigación sobre sociología histórica del agua en Chile durante los siglos XIX y XX, que actualmente desarrolla la autora a través de sus estudios de postgrado en la Escuela de Altos Estudios en Ciencias Sociales de París.
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Comunalidad y manejo local del agua entre los y las indígenas mazahua de las montañas del Estado de México (#5432)
Ariana Mendoza Fragoso 11 - UNAM.
Abstract:
La presencia de comisiones municipales u organismos operadores desconcentrados en un municipio parece ser la constante en la gestión del agua para uso doméstico en los municipios del estado de México, pero, también existen instituciones creadas y administradas por los propios usuarios que tienen como base una serie de relaciones comunitarias y de vínculos con su identidad indígena. Este ensayo tiene como objetivos documentar i) cómo es posible entender el manejo local del agua sólo a través de las relaciones que se tejen en comunidad ii) conflictos que se han dado entre las instituciones comunitarias autogestivas y el municipio por la administración de sistemas de agua potable; y iii) presentar una discusión teórica sobre la capacidad de las comunidades para gestionar sus propios sistemas hidráulicos con que se abastecen de agua. La información presentada buscará dar elementos para debatir con los demás compañeros y compañeras de la mesa sobre la pertinencia de los sistemas manejados comunitariamente en comparación con una administración centralizada y burocrática.
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Manejo de recursos naturales en contextos altamente dinámicos y cambiantes. El caso de agua y Biodiversidad en la Costa Pacífica Colombiana. (#5702)
Pablo Andres Ramos Baron 11 - Pontificia Universidad Javeriana.
Abstract:
La conservación de los recursos naturales ha sido ampliamente reconocida en tiempos recientes como una de las nuevas funciones del mundo rural complejo y altamente interconectado con las demandas de las ciudades. Así mismo, esto se ha hecho evidente en nuevos acercamientos conceptuales desde las estrategias de la conservación como la perspectiva de los sistemas socio-ecológicos. Sin embargo, en los estudios sociales este acercamiento no es necesariamente nuevo, comprender las dinámicas sociales y culturales siempre ha estado ligado a la comprensión de las dinámicas ambientales y sus retos de manejo. La región del pacífico colombiano es considerada de alta importancia para la protección y conservación de biodiversidad alrededor del mundo. Así mismo, diferentes grupos culturales co-existen en esta y presentan complejas dinámicas de interacción en términos culturales, biológicos e institucionales. Por lo tanto, la protección de la diversidad biológica en esta región únicamente puede ser lograda en conjunción con la protección de la diversidad cultural e institucional. En esta ponencia se analizan algunas de las relaciones entre sistemas sociales y ecológicos desde la perspectiva de conflicto socio-ambiental, específicamente en los conflictos y el cambio institucional asociados a la dimensión de gobernanza y manejo de recursos claves como agua y biodiversidad en un estudio de caso (EC) en territorios colectivos Afro-Colombianos. La premisa principal de esta investigación es que el manejo de recursos naturales requiere un entendimiento completo de las múltiples y complejas interacciones que suceden entre los sistemas sociales, económicos y ecológicos. Estas interacciones se asumen naturalmente como complejas y fuentes de conflicto, pero al mismo tiempo son espacio atractivo para el anidamiento institucional efectivo para la transformación de conflicto ambiental. El marco del trabajo de esta investigación fue construido con la intención de integrar diferentes perspectivas de investigación – cualitativas y cuantitativas - , así como diferentes conceptos en estrategias analíticas para caracterizar SSE a partir del conflicto social. Dos resultados principales se desprenden del estudio de caso. Primero, la importancia y necesidad de combinar diferentes herramientas de investigación así como perspectivas teóricas para lograr incluir la complejidad como una condición inherente de los aspectos relacionales y de conflicto que suceden entre los sistemas sociales y ecológicos. Segundo, la existencia de diferentes marcos institucionales orientados a diferentes escalas ambientales y de manejo han demostrado ser fuente importante de conflicto socio-ambiental. Sin embargo, costumbres y estructuras sociales tradicionales han sido usadas de manera efectiva por las comunidades locales para resolver sus conflictos e inclusive para resolver conflictos con actores externos. Estos aprendizajes, en la actualidad, han sido usados e incluidos en el establecimiento de nuevas formas de interrelación y negociación entre actores estatales y comunidades locales para la creación de estrategias que involucren diferentes tipos de gobernanza para la protección de recursos considerados claves y necesarios para el desarrollo económico y social del país.
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A gestão de recursos hídricos no estado da Bahia: uma análise a partir da perspectiva institucional (#5742)
Carolina Silva Ribeiro 11 - PPGE-UFBA.
Abstract:
A água é um bem estratégico para a sobrevivência da humanidade. As pressões decorrentes do crescimento populacional, do aumento da produção de alimentos, do crescimento econômico e do desenvolvimento de fontes de energia dependentes de água, impulsionaram o consumo de água. Dessa forma, a crescente demanda por água e as limitadas possibilidades de incrementar sua oferta impõem práticas de gestão que promovam a eficiência do uso da água na distribuição, no consumo, no processo produtivo e incentivem a racionalização do seu uso, a fim de mitigar conflitos e preservar o recurso. Assim, o desafio para a gestão dos recursos hídricos está em encontrar um equilíbrio entre a utilização do recurso, diante da crescente pressão sobre a água e a proteção e conservação para as futuras gerações. Logo, como a água é um tema em que todos são parte interessada, então a participação real só ocorre quando os interessados são parte no processo de tomada de decisão. Nesse contexto, este trabalho tem por objetivo analisar a gestão de recursos hídricos no Estado da Bahia, Brasil, com o advento da “Lei das Águas” (Lei Federal nº 9.433/97), buscando entender o que significou a inserção dessa Lei e as mudanças institucionais para o setor. Isto é, analisar o novo desenho de gestão através do modelo descentralizado e participativo proposto pela Lei e sua efetividade no Estado. Para tanto, o estudo se dará a partir da perspectiva de análise da Nova Economia Institucional (NEI). Conclui-se que houve mudança institucional a partir da perspectiva da NEI. Entretanto, na prática, no Estado da Bahia, as garantias de maior participação popular, previstas pela Lei das Águas, e a maior autonomia para os comitês de bacia de modo a implementar uma gestão das águas mais democrática ainda precisam ser ampliadas. Palavras-chaves: Gestão de recursos hídricos; Mudanças institucionais; Modelo descentralizado e participativo; Nova Economia Institucional; Comitês de Bacia
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Territorialización desde la gestión del agua. Estudio de dos poblaciones rurales de Ecuador. (#5833)
Paola Viviana Pila Guzmán 11 - Universidad de Cuenca.
Abstract:
Para el abordaje de este estudio se parte de la premisa conceptual de territorio. Se entiende al territorio como el resultado de la acción de los seres humanos sobre el espacio en procesos de territorialización. Toda acción realizada por la sociedad se considera como una dinámica que da sentido y forma al territorio. La gestión del agua es una actividad histórica desarrollada por los grupos humanos con base en objetivos determinados por las necesidades, por lo tanto esta acción deviene en dinámicas territorializadoras que tienen influencia en las transformaciones sociales y de infraestructura del territorio. Este estudio intenta reconstruir de forma histórica los hitos de la gestión del agua de los últimos 40 años en los territorios de Victoria del Portete y Tarqui, poblaciones rurales del Ecuador; develando los principales conflictos, los actores involucrados, los intereses y las amenazas que se presentan como procesos desterritorializadores. Los resultados del estudio muestran la influencia de la organización social alrededor de la gestión del agua en la configuración de la organización social, el ejercicio de poder, así como en las transformaciones de la infraestructura y el paisaje.
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el lago de chapala como un recurso común frente a las tensiones y desafíos por el acceso al agua y la tierra (#6155)
Adriana Sandoval Moreno
1;
Adriana Hernández García 21 - UNAM. 2 - UdG.
Abstract:
En este trabajo, en primer lugar, hacemos una revisión de los aportes teóricos y metodológicos en Latinoamérica para el análisis de la relación ser humano-naturaleza, así como su pertinencia para explicar la complejidad en las dinámicas socioambientales en torno al lago de Chapala, el vaso de agua más grande de México. En segundo lugar presentamos resultados de un proyecto de investigación enfocado al análisis de las dinámicas socioterritoriales y agua en la subcuenca Chapala, coordinado en la Universidad Nacional Autónoma de México con la colaboración de otros centros de investigación en la región. Los resultados que aquí se presentan apuntan al análisis de los actores locales, las tensiones generadas por la apropiación de los recursos agua y tierra ribereña, así como los contrasentidos e implicaciones ambientales para quienes habitan la subcuenca. Entre los procesos más destacados que imponen cambios en los derechos de los comunes y relaciones tirantes entre las comunidades y los gobiernos municipales, así como con grupos económicos son: la metropolización de áreas urbanas, construcción de cotos residenciales, extensión de zonas agroindustriales para la exportación y desarrollos industriales y turísticos. Dichos procesos han sido incentivados políticamente bajo la promesa del desarrollo, pero también han sido un motor para desplazar a las comunidades asentadas históricamente, así como a los oficios más tradicionales (agricultura, pesca y ganadería), además de la reducción del espejo del lago. Todo ello está configurado escenarios de cambio en el uso del territorio y sus recursos, así como cambios institucionales entre los actores locales, que dudosamente conducirán a condiciones sustentables.
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Lo social como fuerza en la gestión comunitaria del agua. Región de los volcanes en en el Estado de México.
(#6387)
María Guadalupe Díaz Santos 11 - FLACSO.
Abstract:
En México, la gestión del agua se ha diversificado históricamente en múltiples formas respondiendo a diversos factores como las condiciones biofísicas, institucionales, legales, socioeconómicas, productivas, entre otras. Una de éstas formas responde a la gestión comunitaria que se reproducen en al menos la mitad de localidades rurales mexicanas (y en mayor medida en América Latina). En este sentido, para aproximarnos a entender sus límites, alcances y desafíos nos basamos a través del estudio de las relaciones de poder que se practican para la gestión del agua tanto al interior de la comunidad como al exterior de ésta. Entendiendo que dichas relaciones se construyen a partir del territorio y de las prácticas sociales, partimos de la categoría teórica espacio social, que tiene dos perspectivas, por un lado con el geógrafo brasileño Milton Santos y por el otro con la propuesta del sociólogo Pierre Bourdieu, aunque provienen de contextos y disciplinas diferentes, ambos pueden complementarse para el nivel de estudio que nos ocupa. Es importante señalar que son los elementos de las distintas dimensiones de estas dos teorías lo que confluimos de manera abstracta, recuperando del lado de la geografía la dimensión sistema de objetos que contiene los observables: configuración territorial y construcción del objeto; y del lado de la sociología la dimensión campo de fuerzas basado en capitales. En este sentido, entendemos que las dimensiones históricas del sistema de objetos y el sistema de acciones (Santos) son la base en la que se configuran capitales o fuerzas (Bourdieu) que delinean relaciones de poder entre los actores involucrados en la gestión comunitaria del agua. Entre los principales hallazgos encontramos que cada comunidad del Sistema Morelos configuró su territorio y relaciones socioculturales de manera diferente, aun estando en la misma región y compartiendo el mismo sistema hídrico e hidráulico, lo que le permite a los actores comunitarios que gestionan el agua utilizar las diferentes fuerzas frente al resto del Sistema de agua. Para la ponencia que nos ocupa, se expondrán los hallazgos referidos al análisis del sistemas de acciones, basado en los usos y costumbres de las comunidades tanto para las prácticas de organización política (asambleas comunitarias y sistemas de cargos), como en el trabajo comunitario implicado (fiestas patronales, faenas, cooperaciones, sanciones morales y acciones contenciosas). Entendiendo que de la configuración de cada observable, se construye un capital o fuerza para los gestores comunitarios del agua en las relaciones de poder frente al resto en el contexto de un conflicto hídrico. Palabras clave: territorio, gestión comunitaria del agua, relaciones de poder, sistema comunitario de agua potable, sistema de acciones, usos y costumbres, fuerzas y capitales.
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Água para matar a fome ou a sede? (#6454)
NADIA SOLANGE SCHMIDT 1; CHRISTIAN LUIZ DA SILVA
21 - Embrapa. 2 - UTFPR.
Abstract:
A economia da América Latina, é, em grande parte, baseada na exportação de commodities agrícolas. O Brasil responde por 39% do PIB da América Latina, sendo o agronegócio o maior responsável por esses indíces. Todavia, se por um lado, essas atividades geram riquezas e empregos, por outro lado, geram degradação e impactos ambientais negativos, sobretudo em relação aos recursos hídricos. E, nesse aspecto, a atenção é sempre voltada para a produção agrícola, principalmente para culturas irrigadas. Todavia, a água é um requisito fundamental na produção pecuária, mas como objeto de pesquisa, recebe, surpreendentemente, pouca atenção. O Brasil se destaca mundialmente como segundo maior produtor de carne bovina e carne de frango e quarto maior produtor de suínos. Ambas as atividades são extremamente importantes no contexto socioeconômico. Todavia, são atividades com grande demanda de água e com elevado impacto ambiental negativo. Para produzir um kg de carne suína são necessários 6.000 litros de água e para 1 kg de carne de frango, gasta-se 3.900 litros. O crescimento no consumo destes dois alimentos, aponta para um aumento de produção e, consequentemente, um agravamento da situação em relação a gestão dos recursos hídricos, que pode, em um futuro próximo, resultar em um grave conflito social em relação ao uso da água. Para evitar esse conflito, tem-se buscado desenvolver tecnologias visando diminuir a carga poluente dessa atividade assim como o reaproveitamento da água utilizada. A Embrapa, como a maior instituição pública de pesquisa no Brasil, tem buscado trabalhado no desenvolvimento de tecnologias para atender essas demandas e, dessa forma, evitar um futuro o conflito pelo uso da água. Este trabalho objetivou descrever as tecnologias ambientais desenvolvidas e disponibilizadas pela Embrapa para a atividade suinícola e avícola. Para isso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica e entrevistas com pesquisadores área de avicultura e suinocultura. Conforme resultado obtido, as tecnologias disponibilizadas resolvem problemas bem pontuais. Além disso, muitas delas têm um custo elevado, inviabilizando sua adoção pelo produtor. Outrossim, o tempo necessário para o desenvolvimento e disponibilização dessas tecnologias é bem maior do que o ritmo do crescimento da atividade e da contaminação dos recursos hídricos resultantes da mesma. Considerando que, assim como no Brasil, os demais países latino americanos têm sua economia baseada em atividades agropecuárias, podemos a firmar que há um risco de que ocorra, a curto prazo, conflitos pelo uso da água para uso humano e para a produção de alimentos. Diante da falta de água, o direito de todos ao acesso de alimentos pode ser prejudicado, tornando evidente a necessidade imediata da disponibilização de novas tecnologias e políticas para buscar a resolução desse problema, sem grandes perdas a sociedade e ao desenvolvimento econômico dessas nações.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 09 |
Impacto Social de la Escasez Hídrica en el Secano Interior de la Región del Biobío: Un Análisis a los Casos de las Comunas de Hualqui y Quillón (#6984)
Patricio Alejandro Silva Ávila 11 - Universidad de Concepción.
Abstract:
La escasez hídrica se presenta como un fenómeno vinculado al macro evento de cambio climático que se está desarrollando en el planeta, conllevando una serie de cambios en las condiciones ecosistémicas que han terminado por afectar el cómo se desarrollan y como se han desarrollado las dinámicas sociales en distintos grupos de población, grupos que conforman una serie de contextos locales, pudiendo construir experiencias diferentes respecto a cómo fenómenos, tales como la escasez hídrica, se manifiesta.Para lo anterior es que la población comprendida se centra en la región del Biobío (Chile), centrándose en la zona que comprende el secano interior de la región, disminuyendo la cantidad de comunas observadas a 7, pertenecientes a dichos territorios. Para poder recolectar información relevante de una manera más cercana y representativa, es que se realizó un trabajo de campo, mediante la utilización de entrevistas, en las comunas de Hualqui y Quillón. El impacto social se manifiesta de diferentes formas y dependiendo del contexto que se desarrolle es que afecta a las dinámicas que hace cada grupo, quedando reflejado en como por un lado, en la comuna de Quillón, se han adaptado con el paso del tiempo los cultivos, privilegiando los cultivos que requieren de poca agua, como son la cereza y la uva, aunque aún así ven comprometida la calidad del producto al contar con un limitado recurso, mientras que por otro lado, en la comuna de Hualqui, se han disminuido y perdido gran parte de la tradición que se generaban en los sectores rurales de la comuna, mediante el cultivo de alimentos como el trigo, dando espacio a grandes plantaciones forestales, que termina por cambiar de manera rotunda la producción de la zona.El fenómeno de la escasez hídrica tiene efecto directo sobre la población y presenta actualmente un complejo panorama para algunos de los sectores de la región del Biobío, con el riesgo de que se propague de mayor manera, agravando sus efectos a otras comunas de la región, esto va de la mano con los diferentes fenómenos que se pueden asociar al cambio climático y que en la actualidad se manifiestan en Chile poniéndolo en un escenario sumamente vulnerable ante las proyecciones que se pueden hacer, por lo que se hace sumamente importante una acción eficaz en torno a la gestión de los recursos, no tan solo hídricos, que se encuentran disponibles, ya que los grandes afectados y que ven directamente influenciados su accionar y su relación con otros grupos de la sociedad, son los habitantes más próximos a estos fenómenos, como son los casos de las comunas de Hualqui y Quillón, pudiendo tomar estas comunas como referencia para el resto de las pertenecientes al secano interior de la región.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 09 |
A natureza da gente e a dialética da (in) sustentabilidade: a crise hídrica no sudeste do Brasil (#7494)
Rita Maria da Silva Passos Rita Maria Passos 11 - IUPERJ/UCAM.
Abstract:
As transformações a partir do século XVIII com a expansão e a consolidação do modo de produção capitalista ocasionaram fortes alterações na relação do homem com a natureza. Destacam-se: a retirada do campesinato da terra e a submissão da atividade agrícola a lógica mercantil. Segundo Engels (1976) essas alterações esclarecem a correlação entre o aprimoramento da capacidade humana para transformar a natureza e o desenvolvimento de relações sociais mais complexas no capitalismo. Assim, a lógica humana sugere a utilização dos recursos naturais para gerar benefícios materiais imediatos, aos exploradores, a despeito dos efeitos das ações humanas sobre o entorno. Mészáros (2007) pauta a crise sistêmica do capital e a crise ambiental, apontando a finitude dos recursos naturais/energia, os problemas de poluição e as mudanças climáticas como parte do que denomina de limites absolutos do sistema do capital. A destruição e a devastação ao meio ambiente são um dos quatro grandes conjuntos de determinantes, que deflagram contradições inerentes ao capitalismo e limita sua atuação. Deste modo, questões ambientais bem como sua degradação evidenciam o rompimento da relação do homem com a natureza e sua tentativa de resgate ainda dentro da lógica do capital (Mészáros, 2009). Carvalheiro (2015) aponta o caráter global da crise da água e do saneamento, associando-as a crise de governança, revelando a incapacidade do Estado nas distintas esferas em lidar com antagonismo dos atores sociais envolvidos, desigualdades sociais e étnicas. A recente crise hídrica no Sudeste do Brasil revela as carências e a necessidade de abandonar o modelo prioritário voltado a geração de energia, de acordo no estudo do Comitê de Bacia do Rio Paraíba do Sul. O Rio Paraíba do Sul possui uma área aproximada de 62.074 km², onde 14.510 km² em São Paulo, 26.851 km² no Rio de Janeiro e 20.713 km² em Minas Gerais (CEIVAP, 2014). Se somam a crise hídrica: a geração de energia pouco conciliadora com os demais usos, a redução do volume de precipitações e as mudanças apresentadas no padrão climático do Sudeste do país a partir de 2012 sinalizavam que o abastecimento de água e atividades correlatas poderiam ficar comprometidos nos anos seguintes, contudo negligenciados pelos gestores públicos (CARVALHEIRO, 2015). Nesta perspectiva, o presente estudo propõe analisar as implicações teóricas do rompimento da relação homem e natureza no capitalismo, baseando-se em uma análise aplicada à crise hídrica no sudeste do Brasil, onde desdobramentos suscitam um litígio sobre água. CARVALHEIRO, J.R. Água e saúde: bens públicos da humanidade. Estudos avançados 29 (84), 2015. CEIVAP. Dados gerais. 2014. ENGELS, F. A dialética da natureza. Rio de Janeiro, Paz & Terra, 1976. MÉSZÁROS, I. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. São Paulo: Boitempo, 2009. ____________O desafio do desenvolvimento sustentável e a cultura da igualdade substantiva. Texto lido na conferência da Cúpula dos Parlamentares Latino-Americanos. Caracas, 2007.
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CONCEPCIONES HÍDRICAS RIONEGRINAS: UNA MIRADA INSTITUCIONAL HISTÓRICA A LOS CONFLICTOS (#8030)
Mercedes Torres 1;
Iris Josefina Liscovsky
21 - Universidad Nacional de Río Negro. 2 - UNRN- CEANPA.
Abstract:
En Río Negro, la forma en que el agua ha sido concebida, aprovechada y gestionada ha constituido un determinante histórico en la configuración territorial de la provincia y, en la consolidación de los conflictos actuales en torno al recuso. Asumiendo la importancia de la configuración territorial para comprender los procesos de producción material y simbólica, construidos sobre la base de diversas concepciones del recurso, se identifica al campo institucional como escasamente abordado.En esta presentación se revisan los marcos institucionales, para identificar, periodizar, caracterizar y comparar las concepciones sobre el agua en Río Negro. La importancia del estudio está dada al reconocer la multiplicidad de conflictos a nivel provincial que se relacionan al recurso y su gestión. Se parte de la identificación de instrumentos legislativos referidos o relacionados a la gestión del agua, los cuales se asumen como construcciones sociales complejas, que reúnen y articulan relaciones de poder y concepciones de naturaleza. El estudio abarca instrumentos desde el período pre-territorial hasta el 2015. Los instrumentos responden a los niveles nacional y provincial, ya que estos son espacio-tiempos relacionados desde una perspectiva socio-natural.La recopilación de instrumentos legislativos ha arrojado un enriquecido hallazgo, logrando un catálogo conformado en base a 393 Leyes y Decretos provinciales y nacionales. Los mismos permitieron avanzar en la identificación de las diferentes formas de concebir alagua en el tiempo, que fueron asociados a los períodos pre-territorial, de expansión del territorio nacional, de provincialización y en la etapa más actual rionegrina para ordenar su lectura en clave al proceso de institucionalización de la provincia.En el período pre-territorial se impulsan la exploración y el dominio del recurso como base de la expansión “civilizatoria”, de este modo, vemos instrumentos que promueven la creación de las primeras obras de irrigación y la construcción Puentes sobre el río Negro. Durante la expansión del Territorio Nacional el agua se transforma en una prioridad para el uso poblacional y la explotación económica, así se da inician las grandes obras de irrigación que caracterizan a los valles del río negro y las leyes de regulación del uso y el consumo de las aguas.En cuanto a la etapa Provincial, comienza a tomar forma el entramado institucional y de gestión del agua en la provincia. Más adelante, mientras a nivel nacional se consolida una concepción predominantemente economicista y utilitarista mediante el desarrollo de las actividades mineras e Hidrocarburíferas y la privatización la empresa Aguas y Energías sociedad Anónima a nivel provincial se observan medidas tendientes a garantizar la prioridad social en la utilización del recurso.Finalmente, hacia los últimos años, se observa un desplazamiento de los esfuerzos provinciales y nacionales hacia la ampliación de la utilización del recurso, el desarrollo de emprendimientos hidroeléctricos y concesiones a empresas que decanta en una desagregación del entorno institucional y de gestión del agua y su escisión del resto de los recursos naturales como objeto de regulación y propiedad, íntimamente asociado a los conflictos hídricos actuales.
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ÁGUA E DIREITOS HUMANOS UMA CONECÇÃO NECESSÁRIA (#8231)
JOSE UELINTON ALEXANDRE 11 - Universidade do Vale dos Sinos.
Abstract:
A humanidade se desenvolveu ao longo dos cursos de água e parece ter esquecido que a garantia do acesso à água é o elemento central na busca de um crescimento sustentável que vise à inclusão social. A sociedade global passou por mudanças significativas nas últimas décadas impactando fortemente nas mais diversas áreas (economia, política, cultura). Nesse contexto, os Estados Nacionais passaram a responder a novos desafios cujos impactos não podem mais ser deixados para segundo plano, tanto no âmbito local como no global. Em que pese o respeito aos direitos humanos estar presente em normas de nível internacional e das nações, isso não impede suas violações haja vista que mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso a água. As trajetórias históricas dos Tratados Internacionais contribuíram para o reconhecimento da proteção, da manutenção e da qualidade do meio ambiente e da água como um direito humano fundamental. Na história da constituição de documentos internacionais que referem a proteção ao meio ambiente vemos presente três pensamentos distintos: um relacionado à conservação do meio ambiente “primitivo”; outro ligado às questões de exploração econômica dos recursos naturais; outro ligado a um paradigma humanista libertador que reconhece no acesso a um ambiente saudável a plena realização dos direitos humanos – portanto uma visão próxima à emancipação. Nos documentos, observa-se a transformação da visão sobre o meio ambiente e como foi imprescindível a participação da sociedade civil organizada na sua garantia e proteção na busca de uma qualidade de vida digna. Entretanto, o acesso à água para consumo humano só foi considerado um direito humano pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) por meio da Resolução 64/292 de julho de 2010. Infelizmente, é lógico afirmar que mesmo com várias conferências internacionais, crises localizadas ainda ocorrem, e o pior, uma crise mundial da água se aproxima – uma crise que afetará sobre maneira as populações que se encontram em áreas com pouca disponibilidade de água. Cria-se assim a manutenção de um processo de exclusão e manutenção dos mecanismos que tendem a negar a emancipação. Trazer novos elementos na discussão da emancipação e sua interface com o acesso à água e sua conexão com os direitos humanos é importante para a construção de um novo projeto de sociedade que privilegio o desenvolvimento sustentável e integral da humanidade. As reflexões que faremos buscam estabelecer uma conexão entre o acesso à água para consumo humano com a temática da emancipação e sua relação com o meio ambiente e qualidade de vida. A abordagem metodológica é livre e exploratória sobre a temática apresentada e do tipo bibliográfica. PLAVRAS CHAVE: EMANCIPAÇÃO; ÁGUA; MEIO AMBIENTE; DIREITOS HUMANOS.
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O PROCESSO PARTICIPATIVO NO COMITÊ DE BACIA HIDROGRÁFICA DO BAIXO PARAÍBA DO SUL E ITABAPOANA (RJ, Brasil) (#8342)
Vanda Correa Thomé
1;
Maria Eugênia Totti 11 - UENF.
Abstract:
Com a redemocratização do Estado brasileiro importantes mudanças são produzidas no processo de elaboração de políticas, instituindo novos mecanismos de tomada de decisão e formas inovadoras de interação estado-sociedade. No campo ambiental, no âmbito da gestão das águas, tal modelo de governança se concretiza com o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, através da Lei 9.433/97. O Comitê de Bacia Hidrográfica, um dos entes que integram o sistema, tem por atribuição a gestão local dos recursos, sendo espaço de debates e negociação de conflitos em primeira instância. A natureza de seu arranjo institucional, como já descrito na literatura, confere potencial para propor, alterar formato e conteúdo da política pública a que se vincula, podendo suas deliberações refletir de modo direto sobre a (re) distribuição dos recursos hídricos e financeiros. O presente trabalho, parte da pesquisa em curso sobre o Comitê de Bacia do Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana - CBH-BPSI, que investiga a efetividade deste em relação à sua capacidade de deliberação, implementação e produção de resultados para assegurar a governança das águas na Região Hidrográfica IX do Estado do Rio de Janeiro (ERJ), aborda neste recorte, o processo participativo no colegiado, a partir de seu arranjo institucional. Tem por objetivo verificar as regras que organizam a participação no CBH BPSI, examinando como o modelo adotado pode influenciar o funcionamento desta arena, enquanto campo de disputa de diversos segmentos, em torno dos recursos hídricos na região hidrográfica IX do ERJ. Examinar em que condições esse processo se operacionaliza no CBH-BPSI é o que se busca responder, através das seguintes questões de partida: i) Como se dá a organização da governança no CBH BPSI? ii) Quais as regras que definem o processo de participação e deliberação neste colegiado? iii) Quais os pontos positivos e sensíveis que interferem no modelo de funcionamento adotado por esse organismo de bacia? A partir destas questões pode-se afirmar que os postulados teórico-normativos que organizam a governança das águas no CBH BPSI está em consonância com os critérios dos demais CBHs fluminenses e mineiros que integram a bacia do rio Paraíba do Sul. A exceção foi observada em relação aos critérios para a participação da sociedade civil (apesar da consonância com os demais CBHs fluminenses e mineiros, difere do trecho paulista, onde é assegurado uma participação mais ampliada (Ex.: inclusão de associação de moradores). Há ambivalência, à medida que tanto podem se direcionar à cidadania e sustentabilidade, quanto à prevalência de decisões técnicas voltadas a atender exclusivamente a gestão de infraestrutura e ao mercado.
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Autogestión comunitaria del Agua y Sustentabilidad Ambiental. (#8434)
Julio César López García 11 - BENEMÉRITA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE PUEBLA.
Abstract:
Frente al deterioro ambiental de estos tiempos, expresado en el agotamiento de los bienes naturales y/o en su degradación (ruptura de los ciclos naturales que provoca los desequilibrios ecológicos), es indiscutible que el origen de la crisis está ligado a una forma específica de relacionarse con el entorno natural. Esta forma de relación está a su vez asociada a una economía que piensa al hombre fuera y distinto a la naturaleza, lo que configurará a un sujeto particular, individual y pensador de una realidad fragmentada, que bajo una idea de dominación espera manipular a su antojo los bienes que encuentra útiles en el medio natural. Entonces, como ya se ha dicho antes, la crisis ambiental, es una crisis de una civilización depredadora. Esta civilización ha generado un problema, que hasta ahora no ha podido resolver desde su propia lógica, gracias a sus propias contradicciones internas. Por lo anterior, es menester dejar de pensar desde esta forma de vida y observar otras formas de ser en el mundo, otras formas de ser en la naturaleza. Una alternativa que muchos pensadores preocupados por la crisis ambiental han propuesto es la de observar a las comunidades que se organizan por medio de las tradiciones heredadas de los pueblos originarios de América Latina, ya que, nos plantean una serie de valores y principios que provocan pensar al hombre en una relación menos agresiva en su relación con su entorno. Teniendo como marco referencial lo anterior, se hace un estudio de caso en la Comunidad de Tlaltepango, Tlaxcala, México. Dicha comunidad es heredera de una forma de organización y mentalidad configuradas durante la época colonial, y que amalgama la cosmovisión de los pueblos indígenas con la cultura cristiana de los conquistadores, así pues, Tlaltepango se rige bajo instituciones como la Asamblea y el Sistema de Cargos, lo cual vendrá a significar que su forma de relacionarse con la naturaleza es particularmente distinta a la sociedad moderna. Esta institucionalidad se ve reflejada en la autogestión del agua que se extrae de los pozos hechos por los pobladores ubicados en su propia demarcación territorial y que distribuyen en la comunidad para el consumo de la población. Ahora bien, ¿Cuáles son las particularidades que hacen diferente la gestión del agua en la comunidad frente a ciudades, digamos, capitalistas? Después de contestarnos la pregunta anterior surge una interrogante más, ¿Es la autogestión del agua una forma de sustentabilidad ambiental? Y si es así, ¿Qué podemos considerar pertinente a la hora de construir una alternativa al modelo dominante?
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Evolución de la gestión del agua potable en la Metrópoli de Puebla. Tensiones y conflictos (#8660)
Valentina Campos Cabral
1;
Kevin Efrén Hernández Martínez 11 - BENEMÉRITA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE PUEBLA.
Abstract:
Este trabajo tiene como objetivo registrar los diferentes conflictos entre actores sociales de distintos órdenes que se han suscitado con motivo de los cambios en la administración del servicio de agua potable en la Metrópoli de Puebla. En México, la gestión del agua ha transitado de un modelo centralizado en el Estado a través de instituciones públicas federales, a otro descentralizado en los municipios, que en sus últimas versiones ha dado lugar a la privatización del recurso. La transición de un modelo a otro no ha estado excenta de tensiones, por un lado con los sistemas comunitarios (algunos herencia de antiguos arreglos locales, unos más producto de iniciativas para resolver el acceso al líquido ante la baja cobertura de los Sistemas Operadores de agua potable), por otro con las formas de funcionamiento impuestas por la Conagua en la relación con municipios y sistemas operadores, así como con la liberalización de los servicios al transferirlos a la iniciativa privada. En la Metrópoli de Puebla esto ha implicado la sanción a formas de manejo comunitario o social del agua, la creación de Sistemas Operadores, su posterior ocaso, y la emergencia de la empresa empreas privadas como Concesiones Integrales S.A. de C.V para administrar el servicio de agua potable, saneamiento y alcantarillado. En la última etapa el viraje ha sido hacia la concentración por el gobierno estatal del control del agua, lo que ha detonado protestas por parte de algunos alcaldes, quienes se han organizado y han acudido a instancias judiciales para revertir la medida. El trabajo hace un análisis normativo de las diferentes formas de gestión del agua, así como de los conflictos históricos que esto ha implicado, aunque se concentra en las tensiones detonadas por la iniciativa del gobierno estatal de asumir la potestad del agua.
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Controversias energéticas sobre el uso del agua en hidroeléctricas: Disputas socio-territoriales en la Región de La Araucanía, Chile. (#9209)
CARLA PAZ CEPEDA LAGOS 11 - Universidad de la Frontera.
Abstract:
El desarrollo de proyectos hidroeléctricos en Chile es uno de los desafíos de la política pública nacional de energía, para hacer crecer la matriz energética, siendo también una de las dimensiones de desarrollo que genera controversias en la sociedad chilena. Para estudiar estás dinámicas, se propone analizar las tensiones que se configuran en torno al uso del agua en la industria energética, tensiones que se instalan como disputas socio – territoriales, y en las que es posible reconocer diferentes actores vinculados a diferentes lógicas de desarrollo: unas lideradas por el sistema político institucional y empresas privadas, y otras lógicas de desarrollo territorial que se construyen desde las comunidades locales a favor de la defensa de los territorios y el uso sustentable de sus recursos naturales. La controversia energética sobre el uso del agua en hidroelectricidad se vincula con la dictación del Código de Aguas el año 1981, marco normativo que otorga sobre un bien de uso público, la concesión de derechos privados. En este contexto, se quiere investigar cuáles son las agencias que configuran las controversias energéticas sobre el uso del agua en proyectos hidroeléctricos, para dar cuenta de las disputas socio – territoriales en esta materia. Abordaré la investigación desde dos perspectivas teóricas, en primer lugar recogeré elementos de la ecología política (Ostrom, 2015; Lef, 2010; Harvey, 2010) para mirar cómo es que la sociedad define el uso de los territorios y el uso de sus recursos de manera asimétrica, en específico respecto del uso del agua. En segundo lugar, revisaré desde la CTS (Ciencia, tecnología y sociedad) (Latour, 2005; Vessuri, 2007, Stengers, 2014) para analizar la red socio técnica de agentes normativos, organizacionales, tecnológicos y subjetivos que construyen conocimiento en torno desarrollo energético, el uso y dominación del suelo y la extracción de recursos naturales. La investigación se sitúa en la región de La Araucanía, identificándose como actores claves de la controversia energética la voz indígena, que articula un conocimiento tradicional a que se configura en creencias y prácticas culturales que se oponen al modelo económico basado en el capital. El conocimiento técnico y científico que instala el modelo de desarrollo de la industria energética contrapone visiones y perspectivas, en torno al uso del agua y su impacto ambiental. Los estudios de la ciencia y tecnología despliegan su técnica para medir los impactos ambientales que se producen con el uso del agua en las hidroeléctricas, estableciendo como resultado un impacto muy bajo respecto de los beneficios que genera para la sociedad en su conjunto. La investigación es parte de un estudio etnográfico en territorios cordilleranos de la región de La Araucanía, en contextos en los que se discute la implementación de proyectos hidroeléctricos.
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Radiografía de los residuos sólidos urbanos en la Central de Abasto de la Ciudad de México: Hacia la construcción social del desarrollo sustentable (#0242)
José Gilberto Reséndiz 11 - Instituto Politécnico Nacional CIECAS.
Abstract:
Resumen: ¿Cuál es la importancia de convertir la basura en energía eléctrica? La política gubernamental tiene una disyuntiva muy clara o bien permite que el problema de la Ciudad de México (CDMX) crezca de una manera que no se le pueda controlar y da paliativos o bien toma medidas a corto plazo para convertir la basura en energía eléctrica. Tomando una u otra decisión sin duda va a tener una repercusión económica, política, social y ambiental que se va a ver en el bienestar del ciudadano de la capital y de la Zona Metropolitana del Valle de México (ZMVM), entonces es un problema metropolitano que hizo explosión al cierre del Bordo Poniente donde se depositaba la basura de la CDMX en 2011 que implica la búsqueda de otros derroteros, a nivel importante la Central de Abasto (CEDA) produce los 365 días del año 780 toneladas de las cuales se estima que el 75% es de fracción orgánica, pero ya técnicamente es posible convertir la fracción orgánica de la basura en energía como gas y como electricidad esta es pues una alternativa viable porque con una inversión económica rápidamente se recupera, es factible porque la técnica y las condiciones son propicias para hacerlo en un corto plazo y deseable porque es una salida racional al problema de la basura.
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Desarrollo, ecodesarrollo, desarrollo sustentable: tres momentos en la construcción del territorio isleño en el tramo medio del río Paraná (Argentina). (#0361)
Gisela Ariana Rausch 11 - CONICET / Universidad nacional del Litoral.
Abstract:
El territorio que conforman el río Paraná en su tramo medio junto a su planicie aluvial, ha tenido un lugar especial en la historia de las poblaciones que recorre a lo largo de las provincias de Santa Fe y Entre Ríos (Argentina). Río y planicie han sido considerados recurso abundante al servicio del desarrollo por algunos sectores sociales, fuente de alimento y entorno habitable para pescadores y campesinos desplazados, inspiración de poetas y pintores locales, pero también motivo de temor en las épocas de crecidas. Este trabajo presenta tres momentos en que este “territorio isleño” (como se le llama) adquiere protagonismo en la historia de la región: el primer momento se sitúa a finales de 1970, cuando se proyectó un emprendimiento hidroeléctrico (no concretado) que fue concebido parte de un proyecto metropolitano para la ciudad de Santa Fe y la región centro. El segundo momento, en la década de 1990, el territorio sería objeto de disputa ante un segundo intento de construir la obra hidroeléctrica, frente a la emergencia de movimientos socioambientalistas que la rechazaron. Un tercer momento puede concebirse desde 2000, a partir de la aplicación, por parte de una ONG ambientalista (participante del mencionado conflicto), de una serie de programas financiados por la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (UINC, en inglés), cuyos objetivos pueden resumirse en: por un lado, agregar valor a las actividades económicas de los pobladores locales (mayormente pescadores de subsistencia) a través de la conformación de una red de cooperativas de producción y venta de alimento a base de pescado; y por otro lado, difundir en ellas prácticas de manejo sustentable del recurso ictícola, del río y del suelo, así como también de generación de biogás. Se realiza una indagación histórica desde el campo más amplio de los Estudios urbanos y territoriales, con aportes de la Geografía Humana y la Ecología Política Urbana. El objetivo principal es colocar en debate los diferentes modos de uso y apropiación social del territorio en la relación sociedad-ambiente, a través de los conceptos: desarrollo, ecodesarrollo y desarrollo sustentable, que a nuestro entender, posibilitan la lectura de los tres momentos señalados. En tal sentido, se pretende dar cuenta, a partir de un caso en particular, acerca del pasaje de un paradigma tecnocrático de construcción territorial anterior a la década de 1990, asentado en la idea de desarrollo originada en la segunda posguerra y caracterizado por una concepción integral del territorio junto a la abundancia del recurso agua; hacia otro paradigma, de desarrollo “sustentable” (aún en construcción para el caso de estudio), asentado en la idea de escasez de los recursos y en una concepción plural, y en ocasiones fragmentada, del territorio.
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Apontamentos e análise dos problemas sócio-ecológicos no atual processo de ocupação e urbanização das cidades amazônicas (#0374)
Márcia Cristina Lazzari 11 - Universidade do Estado do Amazonas - UEA.
Abstract:
A prática de desenvolvimento regional sustentável das cidades brasileiras, de modo geral, vem sendo propagada em diversos documentos nacionais, destacando-se a introdução da importância da conservação do meio ambiente, fomentada principalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável estabeleceu 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) a serem cumpridos até 2030 e dentre eles, destacamos alguns diretamente relacionados ao objeto de análise neste trabalho: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos; tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes; proteger, recuperar e promover o uso sustentável das florestas. Destaca-se que a legislação brasileira vem buscando adequar ao contexto internacional passando a privilegiar o meio ambiente inclusive enquanto dispositivo de governamentalização. Já no ano 2000 foi instituído o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Lei n.º 9.985/2000) e em 2012 o Código Florestal foi atualização (Lei n.º 12.651/2012), instituindo regras gerais sobre onde e de que forma, a vegetação nativa do território brasileiro pode ser explorada, determinando as áreas a serem preservadas e quais regiões são autorizadas a receber os diferentes tipos de produção rural. Contudo, o Plano Amazônia Sustentável (PAS), criado para assegurar o desenvolvimento de forma sustentável da região norte do Brasil ao analisar a regionalização territorial da Amazônia ressaltou que diante do crescimento populacional, econômico e social, desenvolveu-se um processo de ocupação conflitante, principalmente por haver heterogeneidade de diversos aspectos na região. Existem diferentes interesses envolvidos, que vão desde a necessidade de conservação da biodiversidade e da floresta, das comunidades tradicionais e indígenas até a necessidade de exploração da madeira e a cultura agropecuária em grande escala. Não obstante, constatamos por meio de dados e informações recolhidas durante a execução do Projeto ‘Políticas Socioambientais do Amazonas’, que a ocupação e urbanização das cidades amazônicas próximas da capital Manaus acontece em ritmo acelerado causando consequências ambientais, pois muitas vezes, os interesses econômicos, políticos, sociais e ecológicos estão entrelaçados. Aponta-se que este entrelaçamento fica mais claro e mais complexo, pois ‘urbanizar’ quase sempre está associado ao desenvolvimento, crescimento e modernização e estes argumentos acabam resultando num processo desigual que na maioria das vezes fica distante da chamada política ambientalista. Pretende-se analisar de forma aprofundada, o processo de urbanização de três cidades que compõe a região metropolitana de Manaus, ressaltando o desmatamento, as disputas de terra e alguns programas governamentais que buscam associar proteção e ocupação do território. Esta temática emerge por conta do que vem acontecendo no Amazonas, enfrentando desmatamentos, acúmulo de lixo, invasões e ocupações irregulares, problemas relacionados à população indígena e tradicional, poluição dos rios e das águas. A metodologia a ser empregada será descritiva/analítica, de cunho bibliográfico e documentos/dados resultantes de pesquisa empírica.
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Desarrollo y Sostenibilidad |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 09 |
Inclusão e sustentabilidade no Brasil: um desafio para as políticas públicas no século XXI. (#2028)
Filipe Parente 1; Doris Sayago
1;
Poliana Francis
11 - Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília.
Abstract:
O Brasil figura entre as dez maiores economias do planeta e também entre os primeiros países da lista da desigualdade econômica e social. Essas características, constituídas histórica e culturalmente, reverberam em processos de violência e marginalização que contrastam com a perspectiva de construção de um país sustentável, pacífico e plural. Outra característica marcante é a diversidade cultural, formadora da identidade da população brasileira, contando com mais de trinta segmentos de grupos sociais culturalmente diferenciados, coletivamente denominados ‘povos e comunidades tradicionais’. Via de regra, a realidade de tais grupos é marcada pela dificuldade de acesso a bens e serviços públicos, cerceamento de direitos, segregação social, subordinação cultural e invisibilidade. No início do século XXI, com a ascensão de governos progressistas aliada à pressão e mobilização de camadas populares e movimentos sociais organizados, houve esforço para reduzir a pobreza e desigualdade pela implementação de políticas públicas voltadas à inclusão e sustentabilidade. Nesse contexto, emergiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), visando reconhecer e dar visibilidade às especificidades desses segmentos populacionais. A PNPCT objetiva promover o desenvolvimento sustentável, com ênfase no fortalecimento de direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais. A PNPCT dialoga com a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, Plano Brasil sem Miséria, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, Programa de Aquisição de Alimentos, Programa Nacional de Alimentação Escolar, entre outros, promovendo a produção sustentável, soberania alimentar e etnodesenvolvimento. Além da esfera governamental, observam-se esforços de outras entidades públicas que promovem inclusão social. Destaca-se a iniciativa pioneira do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS-UnB) em lançar o Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (MESPT). O MESPT visa formar profissionais para o desenvolvimento de pesquisas e intervenções sociais, com base no diálogo de saberes (científicos e tradicionais), em prol do exercício de direitos, do fortalecimento de processos autogestionários da vida, do território e do meio ambiente, da valorização da sociobiodiversidade e salvaguarda do patrimônio cultural de povos e comunidades tradicionais. O MESPT, cujo primeiro edital de seleção reservou 50% das vagas para indígenas, hoje oferece a totalidade das vagas a indígenas, quilombolas e outros segmentos de comunidades tradicionais do Brasil, México e Suriname. O trabalho ora proposto investiga a contribuição do MESPT para a materialização de políticas públicas atinentes à inclusão social de povos e comunidades tradicionais. Utiliza-se dos resultados de análise realizada sobre o conteúdo das dissertações do mestrado e entrevistas com alunos (egressos e em curso), professores e coordenadores do Programa, e registra avanços e conquistas relacionadas à implementação de políticas e materialização de direitos de povos e comunidades tradicionais, na perspectiva da promoção de equidade social.
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Desarrollo y Sostenibilidad |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 09 |
A "questão nuclear" e o dispositivo do desenvolvimento: o Projeto da Central Nuclear em Itacuruba – PE (#3898)
Gitana Cardoso Da Silveira Nebel 11 - Grupo de Pesquisa TEMAS - Tecnologia, Meio Ambiente e Sociedade. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Brasil..
Abstract:
No Brasil, se assiste a reconfiguração das políticas de governo baseadas nos princípios neo-desenvolvimentistas. Como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), novamente estão os investimentos em grandes projetos de infraestrutura no país. Entre eles, situa-se a retomada da construção de usinas nucleares, enquanto antigo eixo de desenvolvimento de energia e soberania do país no Programa Nuclear Brasileiro no período da ditadura (1964-1985). Dessa vez, a energia nuclear se atualiza nas práticas discursivas na reunião entre o campo da questão política e ambiental nacional. O argumento encontrado como “solução estratégica e limpa” é, entretanto, paralelo aos objetivos de redução de gases de efeito estufa e esgotamento dos recursos hídricos para satisfazer a demanda de energia. Assim, em 2007, com a aprovação do Plano Nacional de Energia (PNE), indicou-se o rio São Francisco, especificamente em torno da cidade de Itacuruba, no Sertão de Itaparica (Pernambuco), como “o lugar que reúne as condições mais favoráveis para a instalação de uma central nuclear” com a capacidade para seis reatores. A pesquisa visa analisar os efeitos ambientais (interpretando-o como categoria híbrida de sociedade e natureza) decorrentes da instalação da central nuclear no local mencionado acima. Toda a área sempre foi produzida nos discursos institucionais como “vazia”, “seca”, “atrasada” e “pobre”. Como a passagem de uma “área de retaguarda” para “o lugar que reúne as condições mais favoráveis” é possível hoje? A noção do dispositivo do desenvolvimento torna-se, portanto, elemento central de análise. O Sertão de Itaparica é compreendido pela razão moderna como o espaço da natureza que pode ser manipulado pelo conhecimento legítimo, pelos peritos, sem que a presença de populações locais e dos conhecimentos tradicionais devam interferir, que na fusão entre as visões burocrática, empresarial e científica significam tão somente a possibilidade de retardar a exploração econômica “racional”, retardar o próprio desenvolvimento, todavia, outras questões permanecem ocultas. Além disso, a implementação da central nuclear é articulada na historicidade de um lugar onde “se fosse coisa boa, não viria para nós”. Como esse discurso é circulado e reapropriado pela realidade do lugar? Talvez este é o lugar onde o sacrifício contido no projeto de desenvolvimento se efetiva, ou seja, sacrifica-se esta parcela do ambiente em benefício de um “interesse nacional”.
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Cambio Climático |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 09 |
Desafíos de los sistemas de gobernanza locales ante los efectos del Cambio Climático y Eventos Extremos: El caso de las comunas de la provincia de Llanquihue, Región de Los Lagos – Chile. (#8384)
Karla Romero Baeza 11 - Ceder - Ulagos.
Abstract:
La Provincia de Llanquihue es parte de la Región de Los Lagos – Chile. Está compuesta por las comunas de Calbuco, Cochamó, Fresia, Frutillar, Llanquihue, Los Muermos, Maullín, Puerto Montt y Puerto Varas. Por las características del territorio, estas comunas dependen económicamente de la ganadería, agricultura y turismo, permitiendo generar la siguiente pregunta: ¿Cómo lograr que territorios y comunidades vulnerables a los efectos nocivos del cambio climático y eventos extremos desarrollen estrategias que les permitan adaptarse? A partir de la identificación de la relevancia que cobra el cambio climático y eventos extremos (CCEE) en la agenda pública de las administraciones locales, las características de las respuestas ante el CCEE por éste y el tipo de información circulante en el territorio, es posible plasmar el modelo de gestión utilizado por cada uno de los municipios para enfrentar los riesgos ambientales existentes en los territorios antes mencionados. El análisis de tales elementos permiten generar un análisis que entrega información pertinente para discutir los nudos críticos en la adaptación y/o reacción que pueden tener los sistemas de gobernanza local similares a la comuna de Frutillar en cuanto al manejo de las externalidades negativas del CCEE, que por el contexto actual, deben ser prioridad para los gobiernos sin importar la escala territorial de éstos. Ponencia enmarcada en el proyecto Fondecyt/Conicyt "Gobernanza Policéntrica (GP) y Capital Social (CS) puente/bridging como factores explicativos de la capacidad de respuesta y adaptación de los sistemas de gobernanza local ante los efectos del cambio climático y eventos extremos en Chile (CCEE)" Investigador Responsable: Patricio Valdivieso Fernández.
14:00 - 14:30 Presentación de LIBRO
Repensar las fronteras, la integración regional y el territorio
Willy Soto Acosta (editor)
14:30 - 15:00 Presentación de LIBRO
ANDARES Y CONFLICTOS URBANOS. La pluralidad en el hacer y decir la ciudad
María Belén Espoz (Compiladora). Autores: María Eugenia Boito, Katrina Salguero Myers, Thiago Mendes Franco Castanho de Carvalho, Alejandra Peano, Paula Torres, Ileana Desirée Ibáñez, Juliana Huergo, Silvina Fernández, Leticia Lahitte, Leila Saraiva Pantoja, María Belén Espoz. Prólogo: Cecilia Quevedo.
15:00 - 15:30 Presentación de LIBRO
No fio da meada: trabalho e precarização na indústria têxtil
Hiago Trindade
15:30 - 16:00 Presentación de LIBRO
POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS E COMPORTAMENTO ELEITORAL: O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO MUNICÍPIO DE VILA VELHA – ES (2006-2010)
Eliana Rangel
16:30 - 17:00 Presentación de LIBRO
La vinculación sociocultural, una estrategia de formación del Ingeniero en Desarrollo Rural.
Oscar Alpcuhe Garcés, Ma. Guadalupe Medina Márquez y Francisco García Matías.
17:00 - 17:30 Presentación de LIBRO
Observatório da Vida Estudantil: impactos da formação de jovens profissionais em uma universidade federal do oeste catarinense
Valéria Mattos
17:30 - 18:00 Presentación de LIBRO
La complejidad de la gestión escolar. Saberes y prácticas. Los desafíos de la inclusión
Ingrid Sverdlick, Rosario Austral, Melina Bloch y Mariana Sánchez
18:00 - 18:30 Presentación de LIBRO
A Crise da Democracia Brasileira
Carlos Lucena; Fabiane Santana Previtali; Lourdes Lucena
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
18. Salud y Seguridad Social | Seguridad social/Malos manejos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
Ajuste fiscal neoliberal e a desvinculação dos recursos da seguridade social no Brasil: apropriação do fundo público pelo capital portador de juros (#4211)
Evilasio Salvador 11 - Universidade de Brasília (UnB).
Abstract:
A presença do capital portador de juros e do capital fictício está no âmago das relações econômicas e sociais no capitalismo atual. Em tempos de ajuste fiscal no Brasil, este artigo problematiza os limites da captura dos recursos do Orçamento da Seguridade Social (OSS) pelo Capital Portador de Juros (CPJ), por meio da desvinculações dos recursos orçamentários e das renúncias tributárias, levando a um (des)financiamento das políticas de previdência, saúde e assistência social. Na disputa do fundo público, os juros da dívida pública pagos pelo orçamento estatal são os principais alimentadores do Capital Portador de Juros (CPJ) e do capital fictício. Essa política foi viabilizada e fortalecida no Brasil a partir de 1993, quando da elaboração do Plano Real e permanece ativa no cenário econômico e social brasileiro, por meio do seu tripé macroeconômico: política monetária, baseada em elevadas taxas de juros; política de câmbio livre, sem controle de entrada e saída de divisas; e, política fiscal, fundamentada no elevado superávit primário. Uma das principais vigas da sustentação macroeconômica tem sido a política fiscal, que no lado das receitas governamentais promoveu uma forte isenção dos impostos dos mais ricos e aumentou a regressividade do sistema tributário; e, no lado das despesas, viabilizou a realização de sucessivos superávits primários, como sinalizador de economia de recursos orçamentários para pagamento de juros da dívida pública. No primeiro mandatado da presidenta Dilma Rousseff somou-se a política fiscal as desonerações tributárias, como forma de socorrer o capital frente à crise em curso do sistema capitalista. Essas escolhas de políticas econômicas tiveram efeitos deletérios sobre as políticas sociais. A viabilidade da política fiscal só foi possível por meio de instrumentos de desvinculações de recursos orçamentários, notadamente a Desvinculação de Recursos da União (DRU) sobre as fontes tributárias exclusivas de financiamento da seguridade social, novamente prorrogada até 2023. As desonerações tributárias foram realizadas, basicamente, sobre as contribuições sociais. Contudo, como será demostrado ao longo do texto, o esquema engendrado ao longo das últimas décadas não tem sido mais suficiente para viabilizar o superávit primário no tempo presente. Diante disso, ocorre uma nova ofensiva do capital, sob a batuta de um governo ilegítimo instalado no país, em 11/05/2016, para desmontar a espinha dorsal dos direitos sociais consagrados na Constituição Federal (CF) de 1988 e de sua parte essencial, que são os recursos vinculados as respectivas políticas sociais, principalmente, as da seguridade social e da educação. O maior exemplo deste ataque aos direitos sociais ocorre por meio da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no 55 (Senado Federal), de 2016, (PEC no 241, de 2016, na origem – Câmara dos Deputados) ao impor um Novo Regime Fiscal (NRF), desmantelando o financiamento das políticas sociais no Brasil.
18. Salud y Seguridad Social | Seguridad social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
La crisis de la seguridad social en México (#4327)
Eduardo Fernando Marrufo Heredia 1; Leticia Becerra Ramos
21 - Universidad Autónoma Metropolitana. 2 - Universidad Autónoma del Estado de Morelos.
Abstract:
En todo el mundo la crisis del modelo económico en donde se desarrollaron sistemas de seguridad social están en plena crisis. En México la seguridad social ha entrado en una etapa en donde tener un sistema de protección social es un privilegio; sólo hay que señalar el plan nacional de desarrollo del presidente Peña Nieto, en donde expone que existe alrededor del 60% de la población que no tienen seguridad social, y por lo cual es un factor de desigualdad y pobreza. Pero no sólo existe esta problemática, además las reformas realizadas al sistema de pensiones de Instituto Mexicano de Seguridad Social (IMSS) en 1997, y las del Instituto de Servicios de Seguridad Social de los Trabajadores del Estado (ISSSTE) en 2007, dejarán a la mayoría de los trabajadores formales en la precariedad en su vejez. Es en este tenor, nosotros pretendemos realizar un análisis de la seguridad social que fue transformada desde los tiempos de los gobiernos neoliberales desde los años ochenta, modificando el modelo para generar grandes ganancias a los mercados de seguros.
18. Salud y Seguridad Social | Seguridad social y salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
Saúde do trabalhador e Seguridade Social: perspectivas sociológicas e jurídicas acerca da Aposentadoria Especial no Brasil (#4452)
Jullianny Almeida Sales 1; Maria Do Carmo Da Silva Dias
21 - Instituto João José Geraldo. 2 - Universidade de Coimbra.
Abstract:
O presente trabalho versa sobre a questão da Aposentadoria Especial no Brasil. Esta espécie de aposentadoria é concedida ao Segurado da Previdência que é exposto ao longo de sua atividade laborativa a condições especiais que afetem a saúde ou a integridade física do trabalhador e aqueles expostos a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos ou a associação de agentes prejudiciais a saúde e a integridade, por um período especificado em lei, como uma forma de proteger e compensar o desgaste do trabalhador resultante a exposição dos agentes mencionados. Trata-se de uma conquista dos trabalhadores, mas esses muitas vezes têm dificuldade de obtê-la por falta de elementos comprobatórios. O resultado disso é a permanencia do trabalhador exposto a agentes prejudiciais a saúde em seu ambiente de trabalho, facilitando o ocasionamento de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, uma vez que a intenção da Aposentadoria Especial é justamente a retirada prematura do trabalhador do ambiente em que prejudica sua saúde, com intuito de proteção desta. Como observado em análises dos dados estudados, esta característica supracitada é frequente, quando o trabalhador acometido de doenças ocupacionais busca tal benefício perante o Estado. Outro fator comum observado na pesquisa foi que, na maioria das vezes a concessão da Aposentadoria Especial é negada, e o trabalhador leva à apreciação do judiciário, onde, só então, é reconhecido o direito. O que se percebe, de fato, é que a Seguridade Social no Brasil, vem ao longo do tempo passando por inúmeras mudanças, de forma a “prejudicar” o trabalhador e cada vez mais dificultar o acesso a Aposentadoria. A realidade atual caraccfteriza-se pela falta de proteção do empregado que trabalha se expondo a agentes nocivos à sua saúde. Desta feita, objetiva-se aqui um estudo de caso concreto, para melhor esclarecimento da discussão e debate acerca do tema. Assim, a presente pesquisa advém de estudos realizados para construção de monografia e dos resultados parciais de pesquisa sobre saúde do trabalhador e seguridade, desenvolvida pelo Instituto João José Geraldo. Traz-se aqui elementos bibliográficos dos campos de estudos do Direito e das Ciências Sociais, como forma de analisar e compreender este tema.
18. Salud y Seguridad Social | Salud de trabajadores dse salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
La salud de los trabajadores de la salud. De la medicina ocupacional a la salud del trabajador (#4500)
Luciana Reif 11 - UNIVERSIDAD NACIONAL DE AVELLANEDA.
Abstract:
La relación entre salud y trabajo se remonta a mediados del siglo XIX con el surgimiento de la medicina del trabajo. Esta especialidad surge con una visión eminentemente biologicista centrada en una relación unicausal sustentada en el paradigma epidemiológico de la teoría del germen. El concepto de salud ocupacional supone un avance frente al concepto anterior y emerge en el contexto de la epidemiología del riesgo, en este sentido la ocurrencia de la enfermedad en el ámbito del trabajo comienza a estar dada por la exposición del trabajador a distintos factores de riesgo. En el ámbito laboral esta noción se centra en el concepto de “riesgo laboral” para designar aquellos factores o elementos del ámbito laboral que pueden impactar en la salud de los trabajadores. Por último a partir del estudio de la corriente de Salud Colectiva presente en Brasil ha surgido el concepto de “salud del trabajador” cuyo objeto de estudio es el proceso de salud enfermedad de los trabajadores que abreva también en la medicina social latinoamericana tomando como categoría central el proceso de trabajo y un rol activo de los propios trabajadores como sujetos políticos colectivos. Esta ponencia se plantea como objetivo desarrollar conceptualmente la relación entre salud y trabajo analizando comparativamente qué concepción de salud subyace bajo el modelo de riesgo laboral y cual bajo el modelo de salud del trabajador. A partir de este desarrollo se analizan las particularidades y desafíos que presenta la salud de los trabajadores de la salud a partir de los enfoques conceptualizados. En el campo de la salud, el proceso de trabajo presenta características particulares: tiene en la producción subjetiva del cuidado su razón de ser, constituyéndose como “trabajo vivo en acto”. El trabajo vivo en acto refiere a un proceso agenciado por sujetos que tienen el atributo de la libertad y la creación, en donde el producto del trabajo en salud solamente existe durante su misma producción y para las personas directamente involucradas en el proceso, trabajadores y usuarios. A la luz de estas particularidades es que la ponencia interroga las ventajas y limitaciones de los paradigmas señalados.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo industrial |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
Fatores psicossociais no trabalho industrial – uma discussão necessária (#4559)
Roberta Cristina Sawitzki
1;
Graziela Alberici 21 - SESI-RS e UFRGS. 2 - SESI-RS.
Abstract:
Fatores psicossociais no trabalho industrial – uma discussão necessária Nas últimas décadas, as mudanças significativas que ocorreram no mundo do trabalho, tais como desenvolvimento tecnológico, inovação, digitalização; novas formas de organização e reestruturação do trabalho, assim como de relações de trabalho; maiores exigências de trabalho e carga de trabalho; envelhecimento e alterações demográficas na força de trabalho; desequilíbrio entre trabalho e vida privada; crise econômica global e recessão gerando desemprego, insegurança no emprego e precarização do trabalho (EU-OSHA, 2007, 2010; GIL-MONTE, 2012; ILO, 2016; JIMÉNEZ, 2011; SAUTER et al., 2002; SILVA; FERREIRA, 2013), fizeram emergir novos riscos ocupacionais em relação a fatores físicos, químicos e biológicos, com adição de outros fatores que se encontram presentes no ambiente, e que possuem potencial de causar dano, denominados riscos psicossociais. Em função de tais mudanças, percebe-se um aumento cada vez maior da ocorrência de transtornos mentais e comportamentais associados ao trabalho. O Guia de Orientações do Modelo Europeu para Gerenciamento de Riscos Psicossociais - PRIMA-EF (LEKA; COX, 2008) considera que o adoecimento associado aos FPS tem distintas etiologias, condicionado por diferentes elementos, considerando a natureza desses fatores complexa e multicausal, pois abrange uma série de questões associadas às próprias características dos indivíduos, tais como gênero, idade, estado civil, escolaridade e estilo de vida, somadas às características do meio ambiente e do trabalho (LEKA; COX, 2008). Destaca-se que quando se analisam os agravos à saúde e ao bem-estar, os aspectos ou fatores relativos ao conteúdo e sentido/significado do trabalho, assim como aqueles que dizem respeito às relações sociais de trabalho, são tão ou mais relevantes que os demais (postos de trabalho, ambientais, máquinas e equipamentos), seja de maneira isolada ou associada a estes últimos. Provocam tanto danos psicológicos (como por exemplo, a diminuição da motivação para o trabalho, irritabilidade, burnout, quadros de depressão, ansiedade, estresse pós-traumático), como consequências negativas nas organizações (tais como diminuição do rendimento, absenteísmo e acidentes de trabalho). Para finalizar, ressalta-se que os fatores psicossociais têm potencialidade de gerar consequências negativas para a saúde, em sua maioria mais duradouras do que as LER/DORT, embora possam não ser tão facilmente identificados ou relacionados ao trabalho quanto os acidentes de trabalho. Manifestam-se através de problemas tais como: absenteísmo, presenteísmo, rotatividade de pessoal, estresse relacionado ao trabalho, assédio moral, assédio sexual, transtornos depressivos, transtornos ansiosos, transtornos de humor, transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substâncias psicoativas e álcool, esquizofrenia, dentre outros. Diante do exposto, este artigo tem como objetivo discorrer sobre os fatores psicossociais e a relevância de se abordar essa temática nos espaços de trabalho industrial. Palavras-chave: fatores psicossociais no trabalho, indústria, problemas de saúde relacionados às condições de trabalho.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo y salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
Modos de vida de la clase trabajadora en Chile, discursos que legitiman y naturalizan el daño a la salud. (#4780)
Cecilia Del Carmen Bustos Ibarra 11 - Universidad de Concepción.
Abstract:
Este trabajo presenta parte de los resultados de mi investigación doctoral, que estuvo enmarcada en la línea de investigación sobre desigualdades en salud, buscando aportar a la comprensión de la relación entre la clase social y la salud desde una perspectiva interdisciplinar incorporando aportes teórico-conceptuales provenientes de la sociología, la salud pública, la medicina social latinoamericana y la epidemiología crítica. La noción central corresponde a “los modos de vida” que proviene de la medicina social latinoamericana (Possas, 1989, Almeida-Filho, 2000) y es entendida como una amplia y fundamental instancia determinante de los procesos de salud y enfermedad, mediada por dos dimensiones intervinientes: las condiciones materiales de vida y los estilos de vida. Desde la epidemiología crítica se adopta la noción de “procesos críticos de exposición” (Breilh, 2004) para comprender la relación entre el riesgo y los modos de vida de la clase trabajadora. Uno de los objetivos de la investigación fue describir cómo se relacionan los modos de vida de la clase trabajadora en Chile con los procesos protectores o destructivos para la salud, desde la perspectiva de los propios trabajadores/as chilenos. Las características del modelo chileno, justifican su selección como caso de estudio, dado el contexto de especial interés sociológico, tales como: la implantación temprana y radical del modelo económico neoliberal en el contexto de la dictadura militar, los efectos de este proceso en la estructura de clases, el rol subsidiario del Estado y las transformación del sistema de seguridad social y específicamente, la reforma neoliberal al sistema de salud, la particularidad del modelo mixto/dual de sistema de salud vigente, el desarrollo económico, las desigualdades sociales y los desafíos actuales en el ejercicio del derecho a la salud. La metodología corresponde a un estudio cualitativo de tipo descriptivo-explicativo, con enfoque fenomenológico. El diseño muestral correspondió a un muestreo teórico de 26 personas pertenecientes a clase trabajadora de las zonas urbanas de Santiago y Concepción. La técnica utilizada fue entrevista semiestructurada. El proceso de análisis se realizó con apoyo del software Atlas.ti y consideró dos tipos de análisis: de contenido y crítico del discurso. En este trabajo se presentan los resultados obtenidos a través del Análisis Crítico del discurso, desde donde emergen desde la perspectiva de los/as entrevistados argumentos para explicar cómo se relacionan los modos de vida con la salud, que legitiman y naturalizan los procesos destructivos para la salud. Los trabajadores/as formales afirman que “están dispuestos a sacrificar su salud para obtener mayores ingresos”, mientras que los trabajadores/as informales se sienten “obligados a sacrificar su salud por la necesidad económica”.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo y salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
Saúde e trabalho na cooperação Sul-Sul: experiências regionais e atenção primária (#4853)
Ana Angélica Martins da Trindade 1; Mônica Angelim Gomes de Lima
1; Kátia Costa Black
1; Robson Neves
11 - Universidade Federal da Bahia.
Abstract:
A cooperação internacional tornou-se relevante para as políticas regionais de integração, abordando temas de interesse social como: saúde, trabalho e seguridade social. Para dar continuidade a um estudo sobre diretrizes e rumos da cooperação internacional em saúde no Mercosul, investiga-se as contribuições dessas práticas solidaristas à saúde do trabalhador e à seguridade social, com destaque para a identificação de experiências de implementação de medidas protetivas à saúde do trabalhador na atenção primária nos seguintes países do bloco: Argentina, Brasil e Uruguai. Esta pesquisa é parte dos grupos de estudo intitulado: Atenção Integral à Saúde: Saúde, Trabalho e Funcionalidade. Bem como, constitui uma nova linha de investigação no Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (FMB/UFBA). O presente projeto apresenta quatro etapas: 1) descrição do cenário político-institucional do bloco, entre os anos 2000 e 2015, e as repercussões para a possível relação entre as políticas públicas nacionais de Atenção Primária à Saúde, Saúde do Trabalhador e Seguridade Social nos três países indicados para estudo; 2) a descrição de situações de adoecimento, afastamento, incapacidade e programas de retorno ao trabalho na região; 3) análise das contribuições da cooperação Sul-Sul, realizada no Mercosul, para a implementação de políticas de proteção à saúde do trabalhador nos territórios da atenção primária. E, 4) dar início a criação de uma rede sul-americana de estudos e identificação de desafios institucionais colocados à política de saúde do trabalhador. A fundamentação teórica parte das modernas teorias do reconhecimento e da justiça social, com ênfase na ressignificação de conceitos das ciências sociais e da saúde coletiva, relacionados às perspectivas de governança e integração regionais. O estudo é de caráter qualitativo e realiza-se através de diferentes instrumentos: dados secundários e de literatura, entrevistas com gestores, trabalhadores da saúde e integrantes dos movimentos sociais em defesa da saúde. Através do conhecimento dessa cooperação muitas questões sobre implantação efetiva das políticas de promoção da saúde do trabalhador serão discutidas. A análise do tema sugere que a cooperação internacional em saúde progrediu no Mercosul em termos de iniciativas, tais como: (i) a institucionalização do direito regional à saúde; e (ii) proposições de governabilidade regional em torno do tema com exercício de convergência política e, a longo prazo, promoção de justiça social nos países estudados.
18. Salud y Seguridad Social | Seguridad social y salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
Procesos de universalización y segmentación en salud y seguridad social: el caso ecuatoriano (2006-2015) (#5279)
Analia Minteguiaga 1; Valerie Carmel
11 - IAEN.
Abstract:
Desde el 2006 el Estado ecuatoriano ha procurado la universalización de los servicios de salud y seguridad social. Por ejemplo, en 2009 se instauró el programa “pensión asistencial” que provee un monto mínimo para personas adultas mayores en condición de vulnerabilidad económica por fuera del sistema de seguridad social. Paralelamente, la salud pública fue fortalecida mediante la eliminación del “cofinanciamiento”, y la inversión en infraestructura y personal médico. Sin embargo en los dos campos existen serias limitaciones en los procesos de universalización por la supervivencia de sistemas paralelos de provisión tanto de salud como de seguridad social, Específicamente, la salud pública se encuentra subdivida en servicios generales provistos por el Ministerio de Salud Pública, servicios para afiliados y pensionistas del Instituto Ecuatoriano de Seguridad Social, y servicios para los afiliados pertenecientes a la fuerza pública provistos por el Instituto de Seguridad Social de las Fuerzas Armadas, y el Instituto de Seguridad Social de la Policía Nacional. A pesar de que varios estudios demuestran que las políticas de corte universal son más eficientes (Ocampo 2008, Korpi & Palme 1998), como señalan Martínez y Ancochea (2014) la construcción de esquemas universales en América Latina se ha enfrentado a la falta de voluntad de las élites para financiar los servicios públicos, la expansión del rol del mercado, y grupos de interés que protegen sus beneficios exclusivos, entre otros (2). Estas condiciones hacen que en el caso ecuatoriano, aún se superpongan características atribuidas por Esping-Andersen (1993) a distintos tipos de regímenes de bienestar. En términos de (des)mercantilización, existen elementos del régimen liberal donde la asistencia social está atada a la comprobación de medios de vida, y del socialdemócrata que implica universalidad, mientras en términos de estratificación se observa altos niveles de estratificación en la seguridad social basados en el tipo de ocupación propios del regímenes conservadores. De acuerdo a Esping-Andersen los regímenes de bienestar “no puede ser entendido sólo en términos de los derechos que concede” (1993: 41), sino que su análisis debe incorporar también una mirada sobre el sistema de estratificación social (Ibíd.: 81) que genera. Por esto, es importante comprender la institucionalidad de la provisión pública de salud y seguridad social y sus implicaciones sobre el tipo de sociedad que instituye: duales, individualistas o de amplia solidaridad social (Esping-Andersen, 1993). Adicionalmente, tomando en cuenta las consideraciones metodológicas presentada por Martínez (2007) el análisis incorpora indicadores que dan cuenta de la ampliación del acceso y (des)mercantilización así como aquellos relacionados a la mercantilización del trabajo (ampliación del mercado laboral formal) y al desempeño de las políticas.
18. Salud y Seguridad Social | Seguridad y salud/Chile |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
Crisis del Aseguramiento de la Salud en Chile (#5975)
Mario Parada 11 - Universidad de Valparaíso.
Abstract:
INTRODUCCION En Chile, desde el inicio de la seguridad social en salud de responsabilidad del Estado (1924) se ha instalado una crisis de legitimidad debida a que nunca se ha cumplido con el principio de universalidad, ya que los diferentes sistemas ensayados han excluido a alguna parte de la población, generando fuertes tensiones por la fragmentación e inequidad que ha conllevado Por ende, esto que denominamos crisis, es una “enfermedad crónica”. En este ensayo reflexionaremos respecto de las razones que explican esta “enfermedad crónica” de los sistemas de salud y su financiamiento en Chile. Desarrollaremos ideas respecto de la fragmentación clasista de nuestros sistemas sanitarios y su perpetuación como forma de reproducción social propia, casi impermeable a concepciones más evolucionadas del mundo. Además, haremos análisis crítico de algunas propuestas (también crónicas) de cambios estructurales. OBJETIVO Realizar un análisis crítico del sistema de aseguramiento de salud en Chile. METODOLOGÍA Ensayo CONCLUSIONES El sistema fragmentado ha generado altos niveles de inequidad, altos niveles de insatisfacción, con aumento de la carga de enfermedad fundamentalmente por ECNT, con aumento de la prevalencia de las enfermedades de la esfera de salud mental, problemas medioambientales, y déficit de recursos humanos para el trabajo en salud. Hay crisis en el rol regulador del Estado que se expresa en: colusión de las farmacias; presiones sobre el reglamento del etiquetado de los alimentos; abusos de las concesionarias de hospitales; déficit en la fiscalización de privados; desregulación de la formación de profesionales. El gasto per-cápita en seguros privados es más del doble que el público; el gasto público en salud (como %PIB) es 47% del total; gasto de bolsillo más grande de OCDE (38%); Aseguradoras privadas fuera de la Constitución al discriminar por sexo y edad. Tenemos un sistema socialmente ineficiente que se sustenta en valores como el individualismo diferenciador aspiracional; la competitividad – agresividad; hedonismo sin sublimación; la caridad; libertad de elección; la desconfianza – inseguridad; y, la desidia – desesperanza – impunidad aprendidas.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo degradante/salud/Brasil |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
As Condições de Saúde dos Assentados do Engenho Catarina e Santa Clara na Zona da Mata de Pernambuco/Brasil: expressões do trabalho aviltante na cana-de-açúcar (#6592)
Barros Ilena Felipe 11 - Universidade Federal do Rio Grande.
Abstract:
O presente artigo visa discorrer criticamente sobre as condições de saúde de trabalhadores assentados e, ao mesmo tempo, assalariados na produção sulcroalcooleira. A vida das famílias dos Assentamentos Engenho Catarina e Santa Clara na Zona da Mata de Pernambuco/Brasil é uma pequena parte de uma totalidade da questão agrária brasileira, hoje, inserida no movimento do capitalismo agrário, expresso no agronegócio e hegemonizado pelo capital financeiro na agricultura. A realidade desses assentamentos reflete o quanto os trabalhadores rurais, envolvidos com assalariamento e/ou atividade produtiva em áreas de monocultura, tem a saúde frágil e exposta as mais variadas enfermidades proveniente das péssimas condições de trabalho, dos altos níveis de exploração da força de trabalho e do manejo incorreto de agroquímicos. Esse artigo é resultado da pesquisa de doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil, defendida em 2014. Palavras Chaves: Assalariamento rural; monocultura; saúde do trabalhador rural.
18. Salud y Seguridad Social | Salud pública/trabajo para la salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 11 |
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde e suas interfaces com a Construção Social da Saúde Pública na relação Universidade-Comunidade em Curitiba-PR
(#6769)
Maria Marce Moliani 1; Rodrigo Diego Souza
11 - UEPG.
Abstract:
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) é um programa com um claro objetivo acadêmico, que tem a finalidade de atender à necessidade de interligação entre ensino, pesquisa e extensão, na aproximação entre as Instituições de Ensino Superior e Serviços de Saúde, dentro do Programa de Estratégia de Saúde da Família e, nesse sentido, prima por eleger projetos que visem alta resolutividade no atendimento à saúde da população, mantendo os princípios constitutivos do SUS. Nesse cenário, o PET-Saúde é um programa que visa o fortalecimento da atenção básica na saúde, especialmente no Programa Estratégia da Saúde da Família – ESF e disponibilizam bolsas para tutores, funções ocupadas por docentes das IES; preceptores, que seriam os profissionais de saúde envolvidos nos projetos e estudantes de graduação dos diversos cursos que compõem a área da saúde. Sendo assim, este artigo tem por objetivo analisar as contribuições do PET-Saúde como eixo articulador da teoria e prática como Educação em Saúde e suas implicações para o trabalho em saúde pública. A metodologia deste estudo consistiu na análise documental da Portaria Interministerial (Ministério da Saúde e Ministério da Educação, do Brasil) Nº 1.802, de 26 de agosto de 2008 e dos projetos desenvolvidos no PET-Saúde das principais universidades da Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná-BR, bem como as justificativas dos programas e demandas locais apresentadas. A partir dos resultados desta pesquisa conclui-se que o PET-Saúde, nas especificidades de cada instituição, para além de desenvolver atividades de extensão e apresentar pesquisas que apontam a efetividade dos programas e também o desenvolvimento profissional dos profissionais e acadêmicos da área de saúde, também se configura como meio para construção social da saúde e da educação em saúde. A construção social da saúde e da educação em saúde por meio do trabalho consiste na garantia do direito a saúde a todos os cidadãos, garantir os direitos e democratizar o acesso à saúde e, por conseguinte da educação em saúde, permite que os sujeitos possam usufruir de maior qualidade de vida frente as inúmeras contradições que permeiam a vida humana e as políticas de saúde pública na sociabilidade capitalista. O que também evidencia que o PET-Saúde e o ESF, como programas que se circunstanciam no Sistema de Saúde público e gratuito brasileiro, o SUS, contribuem para que os profissionais, em formação continuada, aperfeiçoem continuamente suas práticas em saúde ao assegurar uma abordagem integral do processo saúde-doença com ênfase na atenção básica e promover transformações na prestação de serviços à população muitas vezes em situações de vulnerabilidade social.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo rural y salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
Aposentadoria rural no Brasil: reflexões sobre os trabalhadores rurais canavieiros (#6976)
Cassiano Ricardo Rumin 1;
Vera Lucia Navarro
11 - FFCLRP/USP.
Abstract:
Este trabalho tem o objetivo de discutir a aposentadoria de trabalhadores rurais canavieiros. A metodologia envolveu uma revisão bibliográfica que caracterizou as diferenças de direitos, de condições de trabalho e dificuldades para a obtenção da aposentadoria que recaem sobre trabalhadores rurais da canavicultura. Os resultados indicaram que o "Estatuto da Terra” (1964) garantia ao trabalhador rural o direito de permanecer na terra e parecia representar uma conquista de direitos. Entretanto, receando o acesso dos trabalhadores a propriedade da terra – situação prevista no estatuto – os proprietários rurais abandonaram as formas de produção que fixavam agricultores nas áreas rurais. Desta forma, na agricultura brasileira, o trabalhador avulso, sazonal e morador da zona urbana passa a ser predominante e reconhecido pela denominação de “boia-fria”. A condição de assalariado não equiparava o trabalhador rural e o urbano. Até 1988, o trabalhador rural se aposentava com apenas meio salário mínimo enquanto o trabalhador urbano recebia integralmente esta referência de remuneração. Com o estabelecimento do Proálcool (1975) o boia-fria situa-se numa condição central para o agronegócio canavieiro. Isto em virtude do grande contingente de trabalhadores mobilizados pela atividade e também pela exploração, penosidade e precariedade a que eram expostos. A exploração decorria particularmente dos baixos salários e descontos abusivos. A penosidade compreenderia as exigências laborais e a exposição a riscos até mesmo no transporte ao trabalho. Já a precariedade abrangeria a informalidade, as condições de moradia e alimentação e o acesso restrito aos serviços de saúde. O cenário descrito fundou uma identidade particularizada dos assalariados rurais da agroindústria canavieira: o cortador de cana-de-açúcar. A centralidade da colheita na produção agroindustrial envolveu reordenações na atividade, que o tornaram mais árduo, havendo até mesmo mortes por excesso de trabalho. A intensidade do trabalho, a ampliação do período de colheita e a alternância dos períodos de safra entre as áreas produtoras nacionais ocasionaram a elevação das doenças crônico-degenerativas entre os cortadores de cana-de-açúcar. Já a colheita mecanizada reduziu os postos de trabalho e contribuiu para fragilizar as negociações salariais. Neste cenário, a aposentadoria por invalidez tem atingido precocemente os trabalhadores. A aposentadoria por tempo de serviço é bastante prejudicada pois a sazonalidade da safra reduz a contagem de tempo de serviço que é mensal. A aposentadoria por idade pode restar como único recurso de proteção social, mas mesmo assim é necessário possuir tempo mínimo de contribuição previdenciária. Conclui-se afirmando que o reconhecimento da insalubridade nas atividades rurais da canavicultura demonstra o entendimento do judiciário brasileiro sobre o impacto deste trabalho à saúde. Entretanto, ainda é relevante discutir uma legislação específica para a aposentadoria dos trabalhadores rurais canavieiros, pois iniciam precocemente o trabalho e são submetidos à condições de trabalho degradantes.
18. Salud y Seguridad Social | Seguridad social/Reforma/Argentina |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
A real necessidade de uma reforma previdenciária x A retirada de direitos da população (#7400)
Luckas Tarik Cordeiro 1;
Ricelle Brandão Barros
1;
Anne Alice Costa
1;
Bruno Rocha Paes
11 - Faculdade Independente do Nordeste.
Abstract:
A notícia da Reforma Previdenciária brasileira, tal como a trabalhista, poderá ocasionar a total retirada de direitos dos cidadãos, a fim de amenizar o déficit econômico gerado pela corrupção da alta cúpula brasileira, a reforma previdenciária está mais como uma justificativa para o “rombo” do que um ganho para a população. Dentre as diversas mudanças nos benefícios previdenciários, o governo deseja aumentar a idade mínima para concessão da aposentadoria por idade, que hoje é de 60 anos para as mulheres e 65 para os homens, para 65 anos independentemente do gênero do trabalhador. Além do aumento da idade querem aumentar o tempo de contribuição, de 15 para 25 anos, medida essa que se acolhida tardará e muito a implementação dos requesitos necessários para a concessão da aposentadoria por idade. A justificativa na urgência da reforma é por conta da necessidade do equilíbrio das finanças da União, um rombo que de fato não existe nos cofres da Seguridade Social, como se a quantidade de benefícios previdenciários, já concedidos, fossem causa do prejuízo. Nesse sentido, importa dizer que, mais da metade do valor do suposto rombo alegado pode ser recuperado se revogados alguns incentivos fiscais dados às empresas privadas. O Governo afirma existir um déficit de 85,8 bilhões de reais, entretanto, 69,7 bilhões de reais em contribuições previdenciárias deixam de entrar nos cofres previdenciários, devido empresas anistiadas, a título de incentivo fiscal, concedidas pelo próprio governo, do pagamento de contribuições patronais. Através da sintetização de artigos e monografias, e análise da legislação vigente e dos projetos de mudança da legislação, chegamos às conclusões parciais deste trabalho. Dados da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), mostram que em 2014, a Seguridade arrecadou além do seu gasto R$55,7bi, e R$11,1bi em no ano de 2015. Tanto é superavitária, que o próprio governo retirou aproximadamente R$63bi em 2015, através da Desvinculação de Receitas da União (DRU). Dessa forma é possível chegar à conclusão, por conseguinte, que o governo não admite a sua própria torpeza e quer transferir a responsabilidade da resolução da crise econômica brasileira para a classe social que mais precisa de assistência estatal, os beneficiários da Seguridade Social.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo social/DD/Salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE COMO INSTRUMENTO PARA A EFETIVAÇÃO DE DIREITOS (#7629)
Gabriela Cristina Braga Bisco 1; Fernanda de Oliveira Sarreta
11 - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" UNESP - Franca - São Paulo.
Abstract:
O direito à saúde no Brasil foi conquistado a partir de lutas e reivindicações da classe trabalhadora por melhores condições de vida. A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Constituição Federal de 1988 foi um marco importante para a população, ao garantir a saúde como direito de todos e dever do Estado. Embora o direito à saúde seja garantido constitucionalmente, ele não está sendo efetivado, frente ao projeto neoliberal vigente no país em que cada vez mais os serviços de saúde são focalizados e não universais. O trabalho do assistente social na saúde enfrenta limites e desafios para que as reais necessidades da população sejam atendidas. Porém com um trabalho comprometido com a classe trabalhadora na luta por direitos e com o Projeto Ético-Político Profissional, o Serviço Social tem encontrado possibilidades de atuação que permitem a efetivação de direitos atendendo as reais necessidades da população. O objetivo central da pesquisa é investigar o trabalho do assistente social na saúde, com referência no Projeto Ético-Político da profissão, analisando os principais limites do trabalho profissional e quais as possibilidades para a efetivação de direitos da população. Para o alcance dos objetivos da pesquisa, foi adotada a investigação qualitativa com análise bibliográfica e documental, além de grupo focal com cinco assistentes sociais do hospital Santa Casa de Franca/São Paulo/Brasil, em que foi possível apreender que os principais limites da profissão não são apenas institucionais, mas também das próprias políticas públicas. Porém, o trabalho interdisciplinar, o fortalecimento da própria categoria dentro do espaço profissional e o trabalho socioeducativo, contribuem para que os direitos sejam efetivados. Os resultados demonstram a importância do trabalho crítico do assistente social na área da saúde, contribuindo para que a população seja atendida de forma mais justa e igualitária, reafirmando o Projeto Ético-Político do Serviço Social, que assinala o seu posicionamento em favor da equidade e justiça social. Considera-se portanto, que os assistentes sociais devem trabalhar em favor da classe trabalhadora e para o fortalecimento de diversas políticas sociais e, do mesmo modo, devem atuar com equipes de saúde na dimensão interdisciplinar. Isso pode fortalecer os princípios do SUS e contribuir para o acesso universal a saúde com qualidade e dignidade. Acredita-se que mais do que nunca é preciso acreditar, é preciso ter esperanças na construção de uma nova sociedade, com mais justiça e igualdade para a população brasileira.
18. Salud y Seguridad Social | Seguridad social/Políticas públicas |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
A TRANSFERÊNCA E A DIFUSÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS DE SEGURIDADE SOCIAL AO PARAGUAI (#7632)
Fabiane Cristina Silva Mesquita 1; Alexsandro Eugenio Pereira
11 - Universidade Federal do Paraná - UFPR.
Abstract:
XXXI CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO LATINOAMERICANA DE SOCIOLOGIA - ALAS URUGUAI - DE 3 – 8 DE DEZEMBRO DE 2017 LAS ENCRUZIJADAS ABIERTAS DE AMERICA LATINA LA SOCIOLOGÍA EN TIEMPOS DE CAMBIO GRUPO TEMÁTICO - 18: Salud y Seguridad social TÍTULO: A TRANSFERÊNCA E A DIFUSÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS DE SEGURIDADE SOCIAL AO PARAGUAI Fabiane Cristina Silva Mesquita[1] Alexsandro Eugenio Pereira[2] RESUMO: Nos últimos anos, as inovações no campo da proteção social têm estimulado no Brasil a interlocução e a cooperação entre diferentes países que compartilham importantes experiências na formulação e no desenvolvimento de políticas públicas. No âmbito da seguridade social, os países transferem entre si conhecimentos técnicos, segundo pesquisas desenvolvidas pelo Ministério da Previdência Social (MPS) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Constata-se que os governos nacionais cada vez mais disseminam importantes instrumentos de desenho e de implementação de políticas públicas, buscando o desenvolvimento de estudos comparativos, processos de aprendizagens institucionais, cooperação técnica, legislação, jurisprudência e intercâmbios de experiências. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo geral analisar o processo de transferência e difusão de políticas públicas de Seguridade Social pelo Brasil ao Paraguai. Essas políticas compreendem a saúde, a previdência e a assistência social. Sendo assim, o problema da pesquisa é verificar como ocorre o processo de transferência e difusão da política nacional brasileira no contexto da política paraguaia. No seu desenvolvimento, o artigo está organizado em três seções principais, além da introdução e das considerações finais. A primeira seção apresenta de maneira breve a revisão da literatura sobre o processo de transferência e difusão de políticas públicas e a importância do seu estudo. A segunda seção apresenta dados referentes à política nacional de seguridade social dos dois países, com destaque para a política brasileira. A terceira seção, por fim, analisa as relações de cooperação entre o Brasil e o Paraguai no que se refere à seguridade social, mostrando como ocorre a transferência de políticas públicas brasileiras para o Paraguai. Cabe destacar que esse artigo é parte de um projeto maior em desenvolvimento sobre transferência de políticas públicas de seguridade social no Mercosul, com ênfase na análise do Brasil e do Paraguai em perspectiva comparada. PALAVRAS-CHAVE: Transferência de políticas públicas; Seguridade social; Brasil; Paraguai. [1] Mestranda em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Curitiba – Paraná – Brasil. Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da UFPR – NEPRI, Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES – Contato: fcsmesquit@yahoo.com.br / mesquitafcs@gmail.com. [2] Doutor em Ciência Política pela USP e docente dos Programas de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCP) e em Políticas Públicas (PPPP) da UFPR. Contato: alexsep@uol.com.br; alexsep@ufpr.br.
18. Salud y Seguridad Social | Salud/trabajo infantil |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
Investigaciones sociales en salud: el caso del trabajo infantil en Argentina y Brasil (#7666)
María Alejandra Silva 11 - CONICET.
Abstract:
En Argentina se observa que con el avance de la globalización se agudizaron las desigualdades socio-territoriales de Calidad de Vida de la infancia (Smith, 1973), (Abalerón, 2014), (Silva, 2016) Es en este sentido que este relevamiento pretende contribuir a la reflexión sobre el tema, alertando sobre los resultados observados en el nordeste de Argentina y Brasil, en el marco de un proyecto CONICET sobre trabajo infantil que ha demostrado la “invisibilidad” de la infancia como problema de política concreta (más allá de la ley escrita). Cabe indicar que se parte de aclarar que la ley se hace vivencia cuando se resuelve la larga discusión entre la definición del problema de política —policy problem— y los procesos de formación de la agenda, “proceso” de toma de decisiones políticas, implementación y evaluación. (Silva, 2016) En este estudio de analizan las políticas de salud en el trabajo infantil desde el lugar que ocupa el tema en la agenda política de Argentina y Brasil, y como son interpelados los niños y niñas (Llovet, 2006) en un estudio diacrónico 2013-2016. Cabe indicar que se ha denominado “agenda social” a los temas y demandas que la sociedad considera prioritarios, y “agenda política” a los problemas que los niveles políticos y /o directivos públicos consideran prioritario en un momento determinado. (Krieger, 2009) dotando al estado de capacidades: institucional, administrativa, política, financiera. (Andrenacci, 2006), de unidad y trabajo en red (Belmartino, 2002) Se acude al análisis de documentos y las estadísticas sociales y epidemiológicas, así como a entrevistas a informantes calificados de salud y de trabajo, pues los dos países poseen Programa de Erradicación del Trabajo infantil en la jurisdicción de ministerio de trabajo. Del relevamiento de campo se comprueba que una de las principales diferencias deviene de la distinción analítica que podemos hacer tanto a nivel del sistema político (diseño del plan municipal, provincial y nacional y participación de diversos actores sociales) como entre los dos federalismos, pues el argentino puede ser caracterizado como un federalismo “centrípeto”, mientras que en el caso brasileño puede catalogarse de “centrífugo”. Este hecho ofrece mayor capacidad del Estado al momento de las políticas. La segunda cuestión es de tipo técnica, y se refiere a las estadísticas, pues Brasil posee datos de salud del “Sistema de Informaciones sobre focos de trabajo infantil” (SITI) que depende del ministerio de trabajo, del PNAD, e Indicadores de salud infantil del Sistema de informação de atenção basica, que Argentina carece. A eso se le suma el protocolo de detección e intervención interministerial e intersectorial mediante el “fluxo de atendimento.” De modo que, si bien hay diferencias marcadas entre ambos países, existen desafíos pendientes que comprometen a los diferentes actores políticos, sociales y académicos.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo y salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
Trabalho e saúde do trabalhador no contexto atual:
ensinamentos da Enquete Europeia sobre Condições de Trabalho (#7852)
Ana Claudia Moreira Cardoso 1; Luciana Pena Morgado
21 - DIEESE. 2 - USP.
Abstract:
O artigo visa contribuir para as reflexões sobre a construção de uma pesquisa nacional, no Brasil, que aborde a relação entre o trabalho e a saúde dos trabalhadores. No Brasil existem importantes pesquisas que analisam o emprego, mas que não trazem informações sobre a saúde do trabalhador. Por outro lado, há pesquisas e levantamentos que nos trazem informações epidemiológicas, mas que se referem apenas superficialmente à atividade de trabalho. Tal realidade impossibilita a compreensão da relação entre o trabalho e a saúde dos trabalhadores, não contribuindo, por sua vez, para que os atores sociais tenham conhecimentos sobre os determinantes e causas do processo de adoecimento. Por isso a necessidade de uma pesquisa que produza conhecimentos sobre os determinantes do processo saúde-doença, dado que, se a sociedade tiver como objetivo resolver o problema do sofrimento, do adoecimento e dos acidentes vinculados ao trabalho, não será possível manter o foco apenas nas consequências desses eventos, sendo necessário também atuar sobre suas causas. Uma pesquisa desse porte e com este enfoque, intercruzando as diversas relações entre trabalho e saúde, servirá também para subsidiar e/ou aperfeiçoar políticas públicas, consolidando ações de saúde do trabalhador que vão desde a vigilância à assistência em seu sentido amplo, buscando integrá-las aos serviços do Sistema Único de Saúde - SUS (Minayo-Gomez e Thedim - Costa, 2011). A incorporação dessa visão aos serviços básicos de saúde propiciará uma investigação mais precisa das doenças, ao considerar a atividade de trabalho como um determinante no processo saúde-doença, possibilitando o combate eficaz às reais causas de certas ocorrências, e redução dos custos dispendidos pela previdência social e demais órgãos da saúde. Para realizar tal reflexão será utilizado o European Working Conditions Survey (EWCS), aplicado nos países da União Europeia desde 1990, que traz informações sobre como as diferentes dimensões do trabalho vêm impactando a saúde dos trabalhadores, servindo como importante referência para elaboração de políticas públicas para melhorias das condições de vida e trabalho dos europeus. Para este artigo, apesar da evidência de que praticamente todas as dimensões do trabalho impactam a saúde do trabalhador foi necessário fazer um recorte, sendo selecionados aspectos próximos à realidade dos trabalhadores brasileiros e também aqueles que têm sido mais destacados como determinantes no processo de adoecimento, no contexto atual. Assim, são analisados os resultados da pesquisa realizada em 2010, em diálogo, quando possível, com as informações já disponíveis do sexto EWCS, que foi a campo durante o ano de 2015, e os temas tratados são: tempo de trabalho; Exigências no trabalho – intensidade e ritmo de trabalho; Autonomia e apoio social; Violência no local de trabalho; Riscos físicos; Relação esforço-recompensa e Percepção da relação entre trabalho e saúde
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo y salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
A QUIEN EL IMPORTA LA SALUD OCUPACIONAL?
(#7876)
ALEJANDRA EUGENIA AGUILA DUFF 11 - OFICINA DE DEFENSA LABORAL DE CONCEPCION.
Abstract:
Esta ponencia aborda el derecho a la salud integral en el contexto del trabajo, en que el trabajador/a es considerado una materia prima susceptible de ser reemplazada y por ende, apartada de la mirada integral que requiere considerar a las personas como integrantes de una comunidad y desde allí, de un sistema que se nutre a sí mismo. En el Chile del siglo XXI las empresas y servicios públicos consideran la salud como un aspecto poco relevante dentro del desarrollo de la planificación gerencial. La ley chilena contiene normas generales al respecto, las que se cumplen en la formalidad contratando Prevencionista de riesgos y procurando el funcionamiento de Comités Paritarios que sólo intenta solucionar los problemas contingentes, sin que exista en la mayoría de los casos una planificación preventiva al respecto. El 30.2% de los trabajadores chilenos según los datos oficiales de la 8ava Encuesta Laboral de la Dirección del Trabajo, ENCLA 2014 sufre accidentes laborales, el 19,6% accidentes de trayecto y el 3.7% enfermedades profesionales. El que la determinación de si una enfermedad es o no profesional recaiga en general en el mismo ente encargado de prestar los servicios de atención médica, rehabilitación y reeducación laboral, y que el reclamo contra esta calificación sea de carácter administrativo, ante la Superintendencia de Seguridad Social, y solo en caso de rechazo sea factible recurrir a un tribunal especializado nos permite reconocer que en principio no se considera que forma parte del derecho a la salud. Los altos índices de enfermedades de salud mental existentes en Chile, no se condicen con la escasa calificación de enfermedad profesional de los diversos tipos de estrés o depresión. Con este dato podemos aventurar sostener que muchos trabajadores/as no hacen uso licencias médicas de este tipo, que son de prolongada duración, por temor a un eventual despido. La existencia de un procedimiento de tutela laboral en la legislación chilena no ha logrado disminuir este legítimo temor. La escasa preocupación del empleador, de los sindicatos o asociaciones gremiales y del Estado sobre el estado de la salud mental de los trabajadores/as no es muy alentadora. Desde el año 2016 existe incluso la obligatoriedad de efectuar una encuesta psicosocial, denominada ISTAS21, cuya aplicación y utilidad está por verse. Una verdadera preocupación por la salud integral como un derecho humano debe reformular su concepto, procurando que todos los trabajadores tengan acceso efectivo al contenido de las prestaciones de seguridad social asociadas en su integridad. En este sentido se mantiene la vigencia de la Estrategia global en materia de seguridad y salud en el trabajo de la OIT, cuyas conclusiones se adoptaron por la Conferencia Internacional del Trabajo en su 91.ª reunión, (2003) cuyo énfasis en fomentar un enfoque preventivo y una cultura de seguridad sigue siendo indispensable para abordar y lograr mejorar de manera consistente la seguridad y salud en el trabajo y con ello la vida de las personas.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo y salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
“Mal de los rastrojos” y precarización laboral: Riesgos y padecimientos asociados a la fiebre hemorrágica Argentina en trasportistas del cereal en el sudeste de la provincia de Buenos Aires, Argentina (#8531)
Paula Tagliabue 11 - UNAJ/INEVH-CONICET.
Abstract:
Esta ponencia presenta los resultados de un estudio de caso que analiza riesgos y padecimientos en trabajadores que transportan cargas de cereales y derivados en áreas de re-emergencia de la Fiebre Hemorrágica argentina (FHA) en Buenos Aires, Argentina. La FHA es una enfermedad viral aguda grave causada por el virus Junín con reservorio en un roedor silvestre. Desde la implementación de la vacunación con Candid#1, se logró una importante reducción de la incidencia y se modificaron los patrones de riesgo. Estudios precedentes, indicaron que en el periodo post- vacunación (2001-2014) se modificaron los escenarios de transmisión de la enfermedad y los grupos expuestos a riesgo, asociando estos cambios a las transformaciones en el complejo cerealero de exportación en Argentina. En la investigación que da lugar a esta ponencia se trabajó con técnicas cualitativas de investigación. Se realizó análisis documental de fuentes estadísticas, entrevistas en profundidad (a transportistas del cereal, empleadores, representantes de aseguradoras de riesgo, personal de la superintendencia de riesgos del trabajo, representantes gremiales y efectores de salud). Se realizó observación participante en ambientes de trabajo del transporte de cargas en el área de estudio entre los años 2011-2014. Nuestro enfoque teórico parte de los aportes de la antropología médica considerando que el trabajo es parte de las condiciones sociales que afectan el proceso de salud-enfermedad atención. Para abordar el riesgo, recuperamos los aportes teóricos de autores del campo de la sociología y la antropología. Este enfoque permitió comprender la relación entre estructura social y construcción social del riesgo, desde la perspectiva de los actores, las distancias entre las normativas que regulan las enfermedades profesionales y las relaciones laborales así como la desigualdad en la distribución del mismo. El abordaje de los padecimientos asociados a la enfermedad, permitirá comprender las formas de enfermar, curar y morir en contextos de precarización laboral dando cuenta de formas de subjetivación de las desiguales condiciones de enfermar y curar (Fassin, 1999) Los trabajadores del transporte de cargas de cereales del área de re-emergencia de la FHA representan un grupo expuesto a riesgo. El carácter re- emergente de la enfermedad y las particularidades de las condiciones de trabajo en el transporte de cargas influyen en la percepción de los riesgos de contraer la enfermedad en los trabajadores en relación a sus prácticas, relaciones laborales y el ambiente de trabajo. El carácter re-emergente de la FHA junto a las condiciones de precarización laboral estructuran las experiencias subjetivas que tienen los transportistas sobre la enfermedad.
18. Salud y Seguridad Social | Trabajo/Salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
PRÁCTICAS EN SALUD Y CONDICIONES DE EMPLEO EN LA POBLACIÓN ASALARIADA EN MÉXICO (#9061)
Itzel Soto Palma 1; Ietza Rocío Bojórquez Chapela
21 - El Colegio de la Frontera Norte. México, Baja California. 2 - El Colegio de la Frontera Norte. Departamento de Salud y Población.
Abstract:
Las políticas que promueven “estilos de vida saludables” han tenido poco impacto en la población mexicana, por ello se vuelve necesario estudiar los factores que posibilitan o limitan las prácticas en salud. Esta investigación tuvo como objetivo estudiar la asociación entre las condiciones de empleo y tres prácticas en salud: el ejercicio en forma de rutina, el consumo de tabaco y el consumo de refresco como indicador de prácticas alimentarias. Utilizando una encuesta representativa para México se realizó un análisis transversal y otro longitudinal con regresiones logísticas y regresiones logísticas multinivel para los trabajadores asalariados no agrícolas estratificando por sexo y controlando por edad, nivel educativo, tamaño de localidad y tipo de ocupación. Se encontró que las prácticas en salud no se observan en las personas asalariadas como un conjunto coherente de prácticas que puedan englobarse en conceptos homogéneos como el de “estilos de vida saludables” o “no saludables”. Además, se observó que menos horas de trabajo remunerado aumentó la posibilidad de practicar ejercicio en los hombres, pero no en las mujeres, debido al tiempo dedicado al trabajo doméstico. Así mismo, el consumo de tabaco reflejó las desigualdades económicas y de género, pues los hombres con las ocupaciones de mayor estatus laboral tuvieron la probabilidad más baja de consumir tabaco, mientras que las mujeres en las mismas ocupaciones tuvieron la mayor probabilidad de dicho consumo. Finalmente, otras condiciones de empleo como la inseguridad y desprotección laboral no se asociaron con las prácticas en salud, en cambio tuvieron mucha importancia los indicadores de nivel socioeconómico.
18. Salud y Seguridad Social | Acoso laboral/Salud/Trabajo |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
EL ACOSO LABORAL EN UNA ORGANIZACIÓN PUBLICA DE RIO CUARTO (#9216)
Ruth Edith Ramallo 1; Monica Analí Ré
1; Gabriela Trucco
11 - U.N.R.C..
Abstract:
La periodista argentina Raquel Saralegui publicó en el diario La Nación un artículo sobre el tema, donde describe a la violencia psicológica en el trabajo como una epidemia global que puede provocar lesiones físicas serias, llegando a quebrar la voluntad del trabajador, pudiendo en algunos casos conducirlo al suicidio. El mobbing está instalado en el mundo del trabajo desde hace muchísimo tiempo, pero recién a partir de 1980 estudios científicos y organismos mundiales como la OIT comenzaron a percibirlo como un flagelo global creciente. Estas conductas hostiles, muy sutiles, pueden pasar inadvertidas por el entorno y atacan sistemáticamente la autoestima del trabajador y deterioran su salud, siendo en estos casos el objetivo alejar a la persona de su puesto de trabajo. El objetivo general del presente trabajo es conceptualizar el acoso laboral o mobbing, mediante una revisión bibliográfica, y determinar su existencia en una organización pública de la ciudad de Río Cuarto. Los objetivos específicos son: Identificar si el acoso se relaciona con la variable poder que existe en cada organización. Conocer cuáles son las conductas hostiles que se manifiestan en las organizaciones bajo estudio. Enumerar las consecuencias del mobbing en los trabajadores de las organizaciones estudiadas y en las relaciones de poder que se desarrollan en su seno. El trabajo pretende ser un “estudio sociocultural”, que utiliza la metodología cualitativa, que es la base de la investigación social, porque es necesaria la voz del sujeto devenido en objeto de estudio. Es el sujeto quien va a expresar sus experiencias y sus consideraciones desde su propia subjetividad. Se realizarán entrevistas orales, en donde también se observará el lenguaje no gestual. Luego, se transcriben algunos relatos que son construidos desde la experiencia del trabajo. En esta línea de investigación las entrevistas se realizaron a personas que manifestaron haber sido acosadas identificándose en sus relatos algunas conductas que Heinz Leymann tipificó como indicadoras del hostigamiento y que nosotros reformulamos para poder agrupar las dimensiones del acoso manifestadas por los entrevistados. Por ello el tamaño de la muestra es pequeño, porque se reduce a aquellos trabajadores que admiten y reconocen el proceso del hostigamiento en su ámbito laboral, realizando una descripción del proceso padecido sin elaborar propuestas de intervención de nuestra parte, y solo indicando si hubo consecuencias para la salud de los acosados. De los relatos surge que el mobbing es un flagelo que afecta el buen clima laboral, deteriora las relaciones interpersonales y trae aparejado absentismo e ineficiencia para la organización y problemas de salud para los trabajadores. Bibliografía: Ramallo, Ruth (2014). Estudio de casos en organizaciones públicas y privadas de la ciudad de Río Cuarto. Río Cuarto, Tesina de especialidad.
18. Salud y Seguridad Social | Protección social |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 11 |
(Des)proteção social para pacientes com hanseníase previstos na legislação brasileira no âmbito da atenção básica (#0655)
Silvia Cristianne Nava Lopes 1; Anne Caroline Nava Lopes
1; Andréa Suzana Vieira Costa
1; Augusto Aluízio Dos Reis Santos
11 - Universidade Federal do Maranhão.
Abstract:
A Hanseníase é uma patologia transmissível que se configura como um problema de saúde pública associado à pobreza. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem como meta a eliminação da Hanseníase, ou seja, menos de 01 caso/1.000.000 habitantes até o ano 2020. Assim, estratégias estão assentadas sobre três pilares na Atenção Básica: a) Cuidados centrado no paciente; b) Intensificação de pesquisas e; c) Políticas e sistemas de informações integrados, incluindo ações de proteção social. Neste último, que se concentra esta pesquisa. No Brasil, as políticas sociais fortaleceram-se a partir da Constituição de 1988, na qual foram definidos dois campos de proteção social: 1) Previdência Social, de caráter contributivo e; 2) Assistência Social, não contributivo, que institui benefícios para o enfrentamento da pobreza. Um levantamento da legislação vigente evidenciou que os portadores de patologias graves podem ser beneficiados com isenções fiscais, a exemplo da Lei 8.213/91 que elenca, em seu Artigo 51, uma lista de doenças consideradas graves. Entre elas, a Hanseníase. Assim, os pacientes podem requisitar o auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Eles também são isentos do pagamento do Imposto de Renda, conforme Lei 7.713/1998. Além disso, os pacientes poderão solicitar vale transporte e receber cestas básicas em conformidade com a Lei nº 11.346/2006. Finalmente, o paciente pode ser cadastrado no Programa Bolsa Família. Esta pesquisa revela que nem todos os benefícios são ofertados aos pacientes devido à ampliação do neoliberalismo, que vem conduzindo às políticas sociais num profundo limite de cobertura e abrangência.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
18. Salud y Seguridad Social | Salud pública |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
Atención de salud en los centros de cumplimiento penitenciario: un desafío pendiente para la salud pública en las provincias de San Felipe y Los Andes. (#1046)
Daisy Del Rosario Iturrieta Henriquez 1;
Carolina Tetelboin Henrion
21 - Universidad de Valparaíso. 2 - Universidad Autónoma Metropolitana.
Abstract:
Tema: La declaración de derechos y deberes de la constitución de la República de Chile, deja de manifiesto en el artículo 19 el derecho a la protección de la salud, para lo cual el Estado debe proteger el libre e igualitario acceso a las acciones de promoción, protección y recuperación de la salud y de rehabilitación del individuo. Por lo tanto, la Salud Pública debe velar por una atención de salud integral y de calidad para todos los usuarios de la red de salud, utilizando un criterio de inclusión para todas las personas. Sin embargo, algunos antecedentes documentales de la Comisión Inter-Americana de Derechos Humanos, señala que al sistema de cárceles en Chile, le falta “buena salud y atención médica especializada”. Pregunta de investigación: ¿Cuáles son las condiciones para la atención de salud y enfermedad de los internos/as y las valoraciones que realizan sobre estas, los internos/as, profesionales y funcionarios, en los Centros de Cumplimiento Penitenciarios(CCP) de San Felipe y Los Andes en el año 2014?. Objetivo General: analizar las condiciones para la atención de salud y enfermedad de los internos/as y la valoración que realizan de está los internos/as, profesionales y funcionarios, en los Centros de Cumplimiento Penitenciario de San Felipe y Los Andes en el año 2014. Metodología: Se adoptó un enfoque cualitativo, utilizando las técnicas de observación, entrevistas semiestructuradas y grupos focales, aplicadas a internos, internas, funcionarios y profesionales vinculados a la atención de salud. La información fue analizada a partir del análisis de contenido. Resultados: se puede señalar que se evidencia una tensión entre lo dispuesto por los reglamentos de Gendarmería de Chile y los hallazgos de la presente investigación. La atención de salud se lleva a cabo por solicitud espontánea por parte de los internos, más que obedecer a una programación preventiva; los paramédicos, son la figura troncal del proceso de atención dentro de los espacios denominados “Unidad de enfermería”. El médico, quien tiene escasas horas de servicio en cada centro de atención penitenciaria, es quien tiene la facultad de derivar, por lo que la complejidad queda frecuentemente a criterio del funcionario de turno a cargo del CCP. Para efecto de resolver las urgencias, existe una buena coordinación con la red de Salud. Existe entrega de fármacos. Por parte de los funcionarios y profesionales se verbaliza una valoración positiva a los procesos de atención y condiciones para ésta, sin embargo dichos relatos se contraponen a lo expresado por los internos e internas quienes en su mayoría demandan una atención oportuna, humana y acciones de prevención y promoción pertinentes al espacio que habitan. Los desafíos futuros están en concretar acciones vinculadas a la promoción de la salud, y el abordaje integral de los temas de Salud Mental.
18. Salud y Seguridad Social | Cobertura y atención primaria |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
O Programa Mais Médicos no Brasil e a ampliação da cobertura dos serviços de atenção primária à saúde: discussão à partir do Território de Identidade do Recôncavo da Bahia – Nordeste Brasileiro (#1701)
Mayse De Oliveira Andrade 1; Antônio Eduardo Alves De Oliveira
1; Silvia De Oliveira Pereira
11 - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB.
Abstract:
Através da Constituição Federal de 1988, o Brasil estabeleceu que a Saúde é um dos tripés da Seguridade Social, e como um direito social que deve ser garantido pelo Estado, foi criado em 1990 o Sistema Único de Saúde-SUS, mas mesmo com o reconhecimento legal, a cobertura universal, a equidade, a integralidade e a igualdade em saúde, continuam a ser objetivos a serem alcançados. Como característica de países que possuem sistemas universais, em 1994 foi criado no Brasil o Programa de Saúde da Família, um dos modos de estruturar a Atenção Primária em Saúde-AP. Porém, a partir de 2006, essa proposta começou a ampliar-se e ser vista como estratégia para garantir o acesso e diminuir as iniquidades em saúde; hoje (2016), a Estratégia de Saúde da Família-ESF está presente em aproximadamente 97% dos municípios brasileiros e a cobertura populacional gira em torno de 64% (Departamento de Atenção Básica do SUS), o que revela a necessidade de avançar em termos de cobertura. Em 2013 – momento político de tensões e polarização no Brasil –, buscando atenuar um dos principais problemas identificados para a estruturação da ESF, foi criado o Programa Mais Médicos-PMM (Lei nº 12.871), que, dentre outros objetivos, buscou levar médicos para atuar na AP em lugares com escassez e/ou falta de médicos. A ESF prevê uma equipe mínima composta por: enfermeiro, médico, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde, portanto, o PMM objetiva fortalecer a cobertura, oferta e acesso à serviços de saúde. Assim, pretende-se discutir características da distribuição de médicos do PMM na AP em saúde, visando identificar mudanças na cobertura, tendo como âmbito de pesquisa as 20 cidades do Território de Identidade do Recôncavo da Bahia. A pesquisa envolve revisão bibliográfica e análise de informações recolhidas em bancos de dados do Ministério da Saúde-MS. Dados do sítio do PMM apontam que todas as 20 cidades do Recôncavo tiveram vagas autorizadas para o Programa, sendo 12 consideradas de Extrema Pobreza. Ainda, dados do Cadastro Nacional de Equipamentos de Saúde-CNES apontam que das 185 equipes da ESF pertencentes a este Território, 73 são compostas pelo PMM, apontando ampliação da cobertura de serviços de saúde e da possibilidade de acesso à assistência médica. Todavia, o acesso deve ser problematizado tendo em vista as dinâmicas econômicas e sociais que podem limitá-lo. Ainda, o Programa apresenta uma proposta de ampliação do acesso à saúde enquanto política social, e diante do quadro de instabilidade política que vive o Brasil, corre o risco de que suas ações sejam reconfiguradas.
18. Salud y Seguridad Social | Atención primaria |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
Políticas públicas de atenção básica à saúde e as desigualdades sociais em saúde no Brasil (#1808)
César Soares 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Abstract:
O Ministério da Saúde, procurando melhorar o nível de qualidade e induzir a ampliação do acesso aos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos pela atenção básica à saúde, instituiu o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ – AB). Este se configura como um importante instrumento para a diminuição de um dos grandes problemas do país, a desigualdade social. Uma crescente produção na área da saúde apresenta como enfoque central a análise das influências que as desigualdades sociais têm na distribuição de saúde na população. Estudos apontam que a atenção básica é capaz de produzir efeitos positivos à saúde dos indivíduos, diminuindo aquelas desigualdades ao proporcionar um maior acesso aos serviços; aumentando a qualidade do atendimento; enfocando as suas ações na prevenção e promoção de saúde; e, tratando precocemente os problemas relacionados à saúde. Nesse sentido, considerando que o PMAQ – AB é uma das ações mais importantes, não só na esfera da atenção básica, mas em todo o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo reconhecido pelo Ministério da Saúde como um programa cuja as estratégias buscam a reestruturação dos sistemas municipais de saúde, visando a reorientação do modelo de atenção e a reorganização dos serviços e ações de saúde, este projeto de pesquisa, partindo da hipótese de que esta política pode estar contribuindo positivamente com a diminuição das desigualdades sociais em saúde, tem como objetivo avaliar o impacto da política PMAQ – AB. O problema de pesquisa é representado pelo seguinte questionamento: a política pública denominada PMAQ – AB está gerando impacto nas taxas de internações por condições sensíveis a? atenção básica (ICSAB) – a taxa de ICSAB dos municípios brasileiros foi utilizada como um indicador indireto da qualidade e acesso à atenção básica – a ponto de diminuir as desigualdades sociais em saúde no Brasil? Para alcançar os resultados foram realizadas análises descritivas exploratórias em série temporal do Brasil com objetivo de analisar a evolução dos indicadores utilizados; um estudo ecológico se apoiando em duas técnicas estatísticas, o coeficiente de correlação de Pearson e a regressão multivariada; a avaliação de impacto da política PMAQ – AB a partir do método estatístico denominado diferenças em diferenças; e, para medir as desigualdades sociais em saúde foram utilizadas duas medidas denominadas “razão e diferença de taxas” e “índice de efeito”. Portanto, este trabalho procurou analisar uma política pública de saúde com o intuito de contribuir com a produção de conhecimento no campo de avaliação de políticas públicas e desigualdades sociais em saúde.
18. Salud y Seguridad Social | Atención primaria |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
A Experiência Acadêmica na Atenção Primária à Saúde (#2101)
Jéssica Mazzonetto 1; Gabriela Manfio Pohia Lisboa Neris
1;
Alice Do Carmo Jahn
1; Maria Da Graça Porciuncula Soler
11 - Universidade Federal de Santa Maria.
Abstract:
As disciplinas de Saúde Coletiva da Proposta Curricular do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria-RS, Campus de Palmeira das Missões, proporcionam subsídios teóricos e teóricos práticos na instrumentalização e vivência dos estudantes, destacando a promoção da saúde, a prevenção de riscos e agravos, assim como reflexões, que problematizam o contexto de vida dos indivíduos e comunidades perspectivando uma atenção com cuidados voltados as suas realidades sociais e contexto de vida, saúde e culturas. Assim, dada a importância das abordagens proporcionadas no eixo da Saúde Coletiva na formação acadêmica, o presente estudo tem como objetivo primordial descrever a experiência acadêmica de enfermagem no decorrer das modalidades proporcionadas nas disciplinas do referido eixo temático. Uma das experiências e momentos de aprendizado ocorreu no desempenho acadêmico em uma Estratégia Saúde da Família (ESF), de um bairro do município citado anteriormente e supervisionados por professores das disciplinas. Durante a inserção acadêmica em campo de aprendizado, os alunos exercitaram o primeiro contato com a realidade dos usuários do Sistema de Saúde na atenção primária, colocando em prática e exercitando os saberes adquiridos no processo ensino aprendizado a comunidade adscrita do Território pertencente à ESF. A denominação de uma das modalidades acadêmicas do Curso desenvolvida pelos estudantes chama-se aulas práticas que acontecem no terceiro semestre letivo na estrutura curricular, momento que os acadêmicos entram em contato com a disciplina, Saúde Coletiva, a primeira delas e seguem outras duas que acontecem no quinto e oitavo semestre respectivamente. As disciplinas são permeadas por momentos de aprendizados em sala de aula, laboratório da Universidade e nos Serviços de atenção básica à saúde, como também em realidades culturais diversas, o que permite aos acadêmicos um olhar ampliado do processo saúde doença dos indivíduos aproximando o aprendizado ao meio de vida e contexto social dos mesmos. Os espaços de cuidado acadêmico são exercitados em diversos cenários como dentro da ESF e na comunidade; no acolhimento aos usuários; intervenções na administração de medicamentos por diferentes vias; reuniões junto às reuniões da equipe de saúde; visitas domiciliares com os agentes comunitários de saúde (ACS) entre outros. Dentre as ações destaca-se, visita domiciliar, atendimento clínico e a relação entre as questões sociais, ambientais e emocionais. A experiência acadêmica nas disciplinas, além do aprendizado clínico proporcionou as conexões do saber às diferentes realidades e dinâmicas das famílias para o cuidado de enfermagem aproximado ao seu ambiente mundo.
18. Salud y Seguridad Social | Salud pública |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
La crianza como un complejo histórico, sociocultural, relacional y ontológico. Aportes desde una mirada relacional de la Salud pública (#3327)
Jaider Camilo Otálvaro Orrego 11 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
La crianza es un fenómeno social con grandes implicaciones para la vida. Ha sido entendida tradicionalmente como la experiencia de socialización y cuidado con mayores impactos en la calidad de vida y el desarrollo humano al incidir directamente en el desarrollo del niño (Cousiño y Foxley, 2011; Irwin, Siddiqui y Hertzman, 2007). Esta situación permite a autores como Betancourth y Peñaranda (2016) plantear que la crianza es un observable de la Salud pública vitalista (Granda, 2008), la cual intenta superar la problemática fijación en las enfermedades de esta disiciplina en su versión tradicional. La vida tiene un origen natural y biológico, el cual estará presente en toda la biografía de las personas. Allí el desarrollo orgánico-madurativo es una experiencia central en la cual enfermar, sanar, cuidarse y cuidar son elementos importantes. La vida se desenvuelve en el marco de complejas redes de interacción que las personas establecen con los elementos de su medio natural y social; estas interacciones son el soporte de la vida dado que permiten su producción y reproducción; tienen un carácter social: se tratan de la vida social, el correlato de la vida natural, dos polos indisolubles, interdependientes y correlacionados que diferencian la vida de los humanos de la vida de otras especies. La experiencia de socialización humana requiere y reproduce la identidad del individuo con respecto a otros y con el mundo que lo rodea, haciéndolo individual y social a la vez (Wilkis y Berger, 2005). Se retoma la noción de crianza como complejo histórico, sociocultural, y ontológico (Peñaranda, 2011), la cual procura alinearse con el vitalismo en Salud Pública (SP). Se plantea que es necesario integrar esta visión de la crianza con una perspectiva relacional que haga posible concebirla como un objeto de la SP. Analógicamente a la forma en que Georg Simmel (2014) se pregunta por las condiciones que hacen posible a la sociedad desde la Sociología, en esta ponencia se trata de responder la pregunta por las condiciones que hacen posible a la salud pública, entendida como aquella producción relacional de la salud en un grupo social o sociedad, como lo que posibilita y reproduce la vida, como el fenómeno de interés de la disciplina que recibe el nombre de SP. En esa medida se responden estas preguntas: ¿Qué relación tienen la crianza y la SP? ¿Cómo ha sido entendida la crianza y qué es lo que se intenta cuando se la define como complejo histórico, sociocultural y ontológico? ¿Cuáles son las rupturas que la SP tradicional debería hacer para superar algunas de sus limitaciones, cómo la perspectiva relacional contribuye a enfrentar estos asuntos? ¿Cuál es la importancia de estudiar las relaciones en la crianza en el marco de la SP relacional? Pdt: por falta de espacio no se desarrolla la bibliografía.
18. Salud y Seguridad Social | Modelos de atención en salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
Os modelos de atenção em saúde, as práticas e o biopoder: civilizar atos e ações da e para a sociedade. (#3401)
Fabiana Schneider Pires 1;
Maria Aparecida Oliveira
2; Carlos Botazzo
31 - UFRGS. 2 - PMSP. 3 - USP.
Abstract:
Este trabalho é um estudo bibliográfico-exploratório com o objetivo de problematizar o campo da promoção da saúde a partir da Saúde Coletiva (SC). Como campo do conhecimento, a SC estrutura-se a partir dos referenciais das Ciências Sociais e Humanas, Epidemiologia, Ciências Políticas e seu objeto de trabalho - o processo saúde e doença – tem discutido as relações sociais que constituem e dão forma aos processos de produção de saúde em diferentes momentos políticos, sociais e culturais. Por outro lado, as políticas de saúde reafirmam biopoderes, ou seja, um modo de exercer várias técnicas em uma única tecnologia para o controle de populações inteiras. O biopoder dirige-se à proteção da vida, regulação dos corpos, (higiene, alimentação, sexualidade, costumes), na medida em que esses se tornaram preocupações políticas (poder que se aplica à população, à vida, aos vivos – Foucault, 1997). Os modelos de atenção em saúde demonstram uma contínua relação de “civilizar” atos e ações da e para a sociedade. Este estudo busca em textos e documentos do campo da promoção da saúde temas que entrelaçam as práticas de saúde e o biopoder. Entende a promoção da saúde como um campo de discursos e práticas, saberes e poderes, atravessado por dimensões regulatórias e disciplinares, e por dimensões participativas e emancipatórias. A pesquisa documental realizada descortinou um discurso que se vincula ao “proceder na sociedade”, e sinaliza como muitas ações de cunho coletivo assumiram destacado papel nas práticas e nas políticas de saúde desde a década de 1990. Se por um lado a Política Nacional de Promoção da Saúde (Brasil, 2006), atua na direção dos sujeitos e seus modos de viver, por outro lado aposta em modelos de atenção à saúde que firmam-se por um pensamento medicalizador, pela correção de comportamentos e transformação dos indivíduos, buscando uma normalização e fazendo emergir biopoderes. As tecnologias do comportamento formam uma configuração de poder que se aplica a população a fim de controlar a vida: a vida faz parte do campo do poder. Desta forma, destaca-se a necessidade de discutir os modelos de saúde na dimensão de: potencializar os sujeitos para discutir e assumir seus modos de levar a vida, responsabilizar o Estado quanto às condições de vida (Campos e col., 2004). Considera-se que os discursos da promoção da saúde refletem a ótica das formações neoliberais, individualistas, voltados para a regulação e a vigilância e que o forte incentivo a estilos de vida saudáveis, associadas com práticas disciplinares dos corpos produz prescrições e controles e que, apesar do discurso de conhecer o outro e respeitar suas diferenças culturais, fortalecem a modelização do comportamento em nome do discurso da saúde e da qualidade de vida.
18. Salud y Seguridad Social | Salud pública |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
A regulação na gestão em saúde pública: uma estratégia política de dominação e sujeitamento populacional (#3630)
Miguel Pereira Da Silva Doutor 11 - Universidade Federal de Sergipe.
Abstract:
O presente trabalho discute o processo da regulação na gestão em saúde pública como uma estratégia política de dominação e sujeitamento populacional tendo por base os estudos weberianos sobre dominação. Partiu-se do pressuposto de que a “ausência” de uma comunicação intermunicipal e intersetorial comprometem não só a população regulada como também a própria regulação que passa a integrar a agenda de gestores das políticas públicas de saúde sujeitando a população ao clientelismo político. Desse modo, analisou-se o depoimento de cinco profissionais de saúde envolvidos com os processos da regulação e quinze pessoas reguladas pelas Secretarias de Saúde de oito municípios paraibanos. Optou-se pela pesquisa descritiva com a abordagem qualitativa. As técnicas utilizadas para catalogação dos dados foram a Observação Participante (OP) e entrevistas abertas (dialogadas), apoiadas na Análise do Discurso (AD), de linha francesa; tendo como universo empírico da coleta de dados o Departamento de Regulação da Santa Casa de Misericórdia – Hospital Santa Isabel em João Pessoa, capital da Paraíba - Brasil. Considerou-se, a partir das entrevistas analisadas, que o processo da regulação na gestão em saúde pública engendrado pelas políticas municipais de saúde em si é um processo de dominação e sujeitamento da população regulada ao clientelismo político; pois é recorrente no depoimento dos regulados o apelo a determinado político de seus municípios de origem; assim como se percebeu uma contradição discursiva e organizacional entre o Departamento de Regulação da Santa Casa de Misericórdia – Hospital Santa Isabel em João Pessoa, capital da Paraíba - Brasil e os Departamentos de Regulação dos demais municípios. Palavras-chave: regulação, gestão em saúde pública, política municipal de saúde, dominação, sujeitamento populacional.
18. Salud y Seguridad Social | Articulación público-privada y salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
Las múltipes caras de la articulación público/privada en la asistencia de salud en países seleccionados de América Latina (#3683)
María José Luzuriaga 1; Ligia Bahia
1; José Antonio Sestelo
2; Iale Falleiros Braga
31 - IESC-UFRJ. 2 - IESC-URFJ. 3 - EPSJV-Fiocruz.
Abstract:
Comprender la situación de los sistemas de salud en el contexto actual de diversos países de América Latina exige una lectura cautelosa y profunda de las dinámicas específicas que se expresa en las primeras décadas del siglo XXI respecto a la participación del sector privado en los sistemas de salud y las diversas políticas públicas, que superan al sector específico de la salud. El estudio se enfoca en las políticas públicas que han estimulado y limitado el mercado de planes y seguros de salud en cuatro países de América Latina, Argentina, Brasil, Chile y Colombia. En esa línea se evitó una lectura de tendencias o generalizaciones que dificultasen la identificación de aquellos contextos, escenarios, actores y políticas directas e indirectas de estímulo o límite a los procesos de privatización de los sistemas de salud. Las trayectorias de las políticas públicas han estimulado fuertemente los procesos de privatización en países como Chile, Colombia, Brasil y Argentina. Si bien reconocemos que en los primeros dos casos las políticas de estímulo al mercado de seguros de salud ha sido mucho más explícita, en la medida que el mercado de seguros de salud ha sido directamente vinculado al Estado, y en los casos de Argentina y Brasil el mercado de planes y seguros de salud fue y sigue siendo favorecido por relaciones trianguladas entre empresas empleadoras, entidades sindicales, empresas de planes de salud, órganos gubernamentales; y por políticas fiscales. Un rasgo que se identifica en los cuatro casos estudiados se refiere al proceso de financiarización de las empresas de planes y seguros de salud, la fuerte concentración y monopolización del mercado así como una dinámica compleja en relación a la estructura propietaria, los accionistas, la entrada y salida de las empresas en la bolsa de valores. El análisis de las políticas evidencia que el proceso de privatización ha limitado la implementación de sistemas de salud nacionales de acceso universal e igualitario en los países mencionados. Por último entendemos, que han existido contextos, escenarios y políticas específicas que han tenido capacidad de limitar y hasta revertir la dirección de tales procesos tanto en los países estudiados como en países de otra región. Se considera que el estudio de diversas experiencias de cambio en los procesos de privatización debe ser ampliamente discutida y estudiada para generar mayor evidencia empírica y para la elaboración de propuestas eficaces a favor de un sistema de salud universal e igualitario.
18. Salud y Seguridad Social | Salud pública |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
As contradições nos atendimentos de um equipamento de saúde pública. (#4855)
Ildo Dos Santos Ferreira 11 - Universidade Federal de São Paulo.
Abstract:
Questões relacionadas às políticas públicas não são resolvidas simplesmente com a implementação de novas diretrizes ou mudanças nas leis. É preciso a ação das pessoas que estão na ponta do sistema para que as novas leis funcionem ou não. Esse trabalho é resultado da pesquisa em uma Rede de Atenção Psicossocial da Grande São Paulo, que conta com um Ambulatório de Saúde Mental (ASM), um CAPS II e um CAPS AD. A equipe técnica possui 31 profissionais de Psicologia, Terapia Ocupacional, Farmácia, Enfermagem, Serviço Social e Psiquiatria. Os serviços atuam da seguinte forma: os pacientes que necessitam de tratamento para o uso abusivo de álcool e outras drogas são encaminhados ao CAPS AD e os pacientes portadores de transtornos mentais mais graves, são atendidos no CAPS II. Apesar do Ministério da Saúde preconizar que, com a criação do CAPS, ocorra o fechamento dos Ambulatórios de Saúde Mental, esse serviço ainda existe no município e, com isso, os pacientes que requerem um atendimento menos intensivo são atendidos no ASM. A existência do Ambulatório já é uma contradição entre o que é preconizado pela legislação e o que acontece de fato. Os atendimentos na Rede são realizados por funcionários que possuem poder de decisão e julgamento da maneira como devem ser feitos esses atendimentos, assim como quem e quando será atendido. Essa variação acontece por causa da criação de uma fila de espera dos futuros pacientes. A posição do paciente na fila de espera varia de acordo com os critérios de avaliação verificados no primeiro acesso do paciente. Esse primeiro acesso é o “plantão técnico”. Ao fazer a avaliação da pessoa que procura o serviço, o técnico determina qual será o procedimento necessário: ser encaminhado para psicoterapia individual, em grupo, para psiquiatria ou para psiquiatria e psicoterapia. Os profissionais da Rede são servidores públicos, agentes que representam o Estado no contato direto com o cidadão. Michael Lipsky (1980) conceituou a ação desses como street-level bureaucracy (“burocracia em nível de rua”). Segundo Lipsky, os servidores públicos que, na função de seu trabalho, interagem diretamente com os cidadãos e dispõem de uma considerável discricionariedade na execução desse trabalho, são chamados de “burocratas em nível de rua” (LIPSKY, 1980, p.780). A forma como esses servidores distribuem benefícios ou fazem sanções em seu cotidiano profissional estrutura e delimita a vida e as oportunidades da população atendida. Nas palavras de Lipsky, esses agentes possuem “as chaves de uma dimensão da cidadania” (LIPSKY, 1980, p.782). PALAVRAS CHAVE: Discricionariedade, políticas públicas, saúde. LIPSKY, M. La burocracia en el nivel callejero: la función critica de los burócratas en el nivel callejero. In J. M. SHAFRITZ e A. C. HYDE. Clásicos de la administración pública. México: FCE, 1980.
18. Salud y Seguridad Social | Atención primaria de salud |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 12 |
O Community Lab nas práticas de participação social na atenção primária/atenção básica no Brasil e na Itália (#4866)
Gabriel Baptista 1; Frederico Machado
11 - UFRGS.
Abstract:
Brasil e Itália possuem sistemas públicos de saúde baseados na universalidade e integralidade e pautados pela Atenção Primária como estratégia de organização do cuidado. Ambos os contextos tem vivenciado fortes transformações sociais, econômicas e epidemiológicas, expressas no aumento das desigualdades, da vulnerabilidade social e das condições crônicas. Tais características revelam nitidamente os limites de uma abordagem técnica e setorializada, focada no cuidado hospitalar, e chamam para uma transformação da nossa abordagem em quanto gestores, profissionais e pesquisadores, seja do ponto de vista teórico que das metodologias e das ferramentas de trabalho. Coerentemente com esta visão, entendemos como fundamental a promoção de práticas que estimulem a participação social no planejamento e na formulação de novas estratégias de cuidado. Esta pesquisa busca compreender quais elementos podem facilitar e potencializar a participação, tendo em vista a construção de um espaço público não-individual, que sirva como mecanismo de aproximação das políticas sóciossanitárias e de produção da integralidade do cuidado através do acompanhamento das respostas locais dos serviços e da comunidade, contribuindo para a mudança do modelo de atenção à saúde, com foco na atenção primária em saúde. Dessa forma, a pesquisa tem como objetivo identificar e analisar experiências e práticas locais de participação nos serviços de saúde no Brasil e na Itália capazes de fazer avançar o princípio da integralidade nas politicas públicas no âmbito da atenção básica/atenção primária em saúde. Esta proposta de investigação está sendo desenvolvida em articulação com os conselhos locais de saúde situados nas Unidades Básicas de Porto Alegre/RS e de Casas da Saúde (estruturas similares às UBS) na Região Emilia Romanha da Itália, tendo como base a metodologia de pesquisa intervenção do modelo proposto pelo Community Lab (Mazzoli e cols, 2013). A partir da imersão nos serviços, tem sido possível observar a potência dessa metodologia que permite trabalhar partindo de problemas locais (violência, desemprego) e a articulação entre trabalhadores e cidadãos da saúde que permite que essas problemáticas possam pautar a promoção de políticas públicas e/ou promoção de bem estar social na comunidade. A pesquisa está no seu segundo ano de andamento, e destaca-se a constante troca entre os contextos, no qual o Brasil apresenta-se como fonte de estratégias de governança da participação, através da institucionalização de práticas bem sucedidas e da legislação específica, enquanto que o contexto italiano permite uma maior reflexão sobre a aproximação das políticas sociossanitárias e a produção de práticas inovadoras em participação social.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
18. Salud y Seguridad Social | Descentralización de salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Analisis sobre la descentralizacion del sistema de salud en Honduras (#5428)
Nelsy Eliabeth Sandoval Diaz 1; Jose Jorgue Villafranca Godoy
11 - UNAH.
Abstract:
La salud de la población, a diferencia de cómo se puede llegar a creer, no solo debe ser vista desde las ciencias biológicas. También debe ser estudiada, medida y estudiada desde otras ciencias y perspectivas. Es por ello que analizaremos el sistema de salud pública en Honduras, desde otro ángulo -uno poco usual-, la sociología. Trataremos con esta otra mirada, poco usada especialmente en éste país, abrir y escudriñar algunos huecos que pueda presentar el sistema que atiende a la mayoría de la población. Queremos hacer notar en este análisis que, así como las tecnologías médicas cambian, también lo hace en mayor o menor medida la sociedad en cuanto a sus preferencias y prioridades. La protección legal de la salud varía según pasan los gobiernos, y cambia ya sea por necesidad o por orientaciones del sistema globalizado; esto es lo que se pretende analizar en este estudio. Así, a medida que avancemos en el análisis descubriremos si los nuevos modelos de administración de salud pública orientados a la descentralización realmente son beneficiosos para la mayoría de la población; o si bien, estos cambios responden a verdaderas necesidades de actualización del sistema. Una revisión bibliográfica, así como los estudios llevados a cabo por varios autores, sugiere que con frecuencia la descentralización ha producido resultados opuestos a los buscados, es decir, ha incrementado la inequidad, ha disminuido la eficiencia y calidad de los servicios, y aumentado los costes. Se señala siguiendo a Homedes (2008) que la información existente no permite determinar con seguridad si el fracaso de la descentralización se debe a la selección de políticas inadecuadas o a fallos en el proceso de implementación. Se reconoce que la descentralización es un proceso político complejo que no se puede diseñar ni imponer desde fuera y que antes de tomar la decisión de descentralizar es necesario identificar cuál de las muchas modalidades de descentralización se quiere implementar, así como estimar los costes, anticipar los problemas que se pueden presentar en su proceso de implementación y buscar soluciones a los mismos. Nuestro objetivo a seguir, será el de analizar el proceso de la descentralización del sistema de salud hondureño, realizando una revisión al Modelo de Gestión Hospitalario y al Plan Nacional de Salud (2014-2018), que se están tomando como guía en dicho proceso. También tendremos como objetivo específico enumerar las metas que se persiguen a través del proceso de descentralización en el sistema de salud pública. La estructuración que se seguirá para el desarrollo del tema será el siguiente: en primer lugar, trabajaremos en algunas definiciones que nos ayudarán a entender algunos conceptos para realizar una pequeña contextualización del proceso de descentralización, utilizando un enfoque deductivo. Luego analizaremos los fundamentos teóricos empírico en el cual se sustenta este trabajo: El Modelo de Gestión Hospitalario en Honduras y el Plan Nacional de Salud. Para finalizar construiremos algunas conclusiones con los elementos desarrollados en las secciones mencionadas anteriormente.
18. Salud y Seguridad Social | Salud pública/Perú |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Manuel Nuñez Butrón: “Runa soncco”, “Rijcharismo” y la salud pública en el Perú (#5488)
Maria Del Pilar Lourdes Guillen Nuñez 11 - UNIVERSIDAD NACIONAL DE SAN AGUSTIN AREQUIPA PERU.
Abstract:
En el Perú, el periodo histórico 1900 - 1950, fue el escenario de una fructífera labor en el campo de la medicina social, en sectores poblacionales marginados de todo tipo de acción social, destinada a superar su pobreza estructural y crónica y una insuficiente atención primaria de salud y educación. Si bien nuestro país tiene marcadas diferencias geográficas, de pisos ecológicos y una gran biodiversidad natural y cultural, es en el campo social, donde las desigualdades económicas, las diferencias étnicas y culturales son más notorias y diferentes. El altiplano sur andino que comprende el departamento de Puno, principalmente, es el escenario donde se desenvuelve la prédica de este médico cuya labor es actualmente reconocida, nacional e internacionalmente, por sus indudables aportes al tratamiento de estas poblaciones en materia de salud, es decir respecto a la atención primaria y al tratamiento cultural de las enfermedades, aprovechando las enseñanzas de sus propias costumbres y las derivadas del tratamiento moderno de la prevención de las enfermedades. Y es que la discriminación económica impacta diferencialmente a la población, según sea su ubicación geográfica, sexo, grupo étnico, etc. ya que los servicios sociales y los de salud son insuficientes, limitados, escasos y de nulo tratamiento preventivo. Para este periodo de tiempo, la acción del Estado define su carácter de clase, al privilegiar las regiones y poblaciones que disponen de cercanía geográfica o de un tipo de presión que obliga al Estado a asumir sus responsabilidades sociales, manteniendo sus estructuras de poder, las mismas que se establecen en sus políticas sociales y, específicamente en su política de salud. La dimensión nacional de estas políticas, no reconoce tampoco las diferencias culturales de las poblaciones que habitaban las comunidades campesinas, parcialidades y haciendas serranas y “servicios públicos de salud” de muy poco impacto en el tratamiento de la problemática de la salud pública. Nuestra investigación se orienta a describir, analizar y explicar la enorme importancia pasada y actual de la prédica y acción del “Rijcharismo”, promovido e impulsado en un contexto de agitación social, de marginalidad económica y de discriminación étnica, así como la pedagogía de un tratamiento sociocultural, que devolvía a sus usuarios a sus racionales formas de tratamiento de salud y educación. Nuestra hipótesis de investigación, precisa que la comprensión de los aportes de Manuel Núñez Butrón a la medicación preventiva y a la medicina social, pueden explicarse y reconocer su vigencia y actualidad, en la medida que se planteen previamente las condiciones histórico-sociales, los factores externos y personales propios de su formación médica y de sus orígenes sociales, las experiencias de trabajo médico de campo y sobre todo, la acción práctica de poner en ejercicio su concepción profesional de la atención primaria de salud en poblaciones empobrecidas. La metodología de investigación ha incluido principalmente la revisión bibliográfica, documental y el archivo familiar, conservado por sus descendientes y de la que siendo parte de los mismos, he procurado transcribir fielmente, respetando las ideas y el espíritu multifacético que desarrolló como obra dedicada a los suyos.
18. Salud y Seguridad Social | Atención primaria de salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Indice de Priorização de Investimento na Atenção Primária de Saúde do SUS nos Municípios Brasileiros (#6818)
Murilo Fahel 1; Camila Franco
1; Alane Sá
11 - Fundação João Pinheiro.
Abstract:
Este trabalho tem como objetivo mensurar as necessidades e a oferta em saúde para análise do nível de prioridade de investimento público em atenção primária à saúde (APS). Nesse sentido, processa-se a modelagem dos ìndices de necessidades e oferta de serviços de saúde e a partir do cálculo da razão entre eles é possivel mensurar o indice de Priorização de Investimento na APS de forma relativa entre os municípios brasileiros. As necessidades em saúde derivam do processo de reprodução social e podem ser predominantemente biológicas, ecológicas, de consciência ou conduta e/ou econômicas. Na prática, as necessidades de saúde podem ser aferidas pela distância entre o estado de saúde aceito e legitimado como sendo o ideal, segundo os valores de uma sociedade e o estado real usufruído em dado contexto por ela (PAMPALON et al., 1996; MACHADO, FORTES, SOMARRIBA, 2004). Já a oferta constitui-se nas condições objetivas de disponibilização de serviços de saúde para o acolhimento e atenção à saúde dos usuários do SUS, tais como equipementos, infra-estrutura , serviços de atenção á saúde, dentre outros. Nesse artigo, mensura-se um índice representativo das Necessidades de Atençao Primária a partir de uma análise multivariante de redução de dados, a análise fatorial, uma vez que se dispõe de um grande número indicadores socioeconômicos e demográficos da população residente nos municípios brasileiros. Para calcular o índice de oferta de atenção primária utiliza-se um conjunto de variáveis que refletem diferentes aspectos da oferta. Em primeiro lugar os indicadores de oferta de estabelecimentos, de recursos humanos e de cobertura da atenção primária. Posteriormente, também considera-se a disponibilidade de equipamentos dedicados principalmente a APS. Os resultados indicam que a distribuição regional da oferta é geograficamente mais heterógena que a demanda, com certa concentração dessa nas regiões do nordeste. No caso da oferta, parece observar-se uma maior heterogeneidade regional. Outro ponto, é que os municípios com maior necessidade de atenção primária se concentram nos estados do nordeste brasileiro e por outro lado, os de menor necessidade se concentram na região sul. Apesar da maior heterogeneidade da distribuição da oferta de serviços em saúde na APS, há indicadores de uma relativa concentração da oferta nas regiões sul, sudeste e nordeste, em detrimento das regiões centro-oeste e norte. Em termos do indice de Priorização de investimento identifica-se dois grandes grupos de municipios prioritários:a) Municipios com demanda superior à média e oferta inferior à média nacional, revelando um desequilíbrio total entre necessidades e oferta em saúde e b) Municípios que apresentam um grau de necessidades e oferta em saúde inferior à média do país indicando condições precarizadas de atenção à saúde e assumindo o grau de prioridade secundária para investimento na APS
18. Salud y Seguridad Social | Atención primaria de salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Percepção dos Gestores Municipais de Saúde sobre a Atenção Primária de Saúde no Brasil (#6834)
Murilo Fahel 1;
Sávio Nunes
1; Patrícia Silva
11 - Fundação João Pinheiro.
Abstract:
Após a realização da I Conferência Internacional Sobre Cuidados Primários, em 1978, a Organização Mundial de Saúde continua desenvolvendo ações que vêm contribuindo para o avanço da universalização da saúde . Nesse contexto, a Atenção Primária da Saúde (APS) tem um papel importante, pois favorece a reorganização do modelo assistencial. Diante da sua importância para o sistema de saúde, outros esforços têm sido empreendidos para sua melhor compreensão, avaliação e aprimoramento. Sendo assim, a APS tem sido discutida por diversos autores sob a perspectiva de gestão, financiamento e competências. (BRASIL, 2015). A extensa dimensão territorial existente no Brasil e suas diferenças regionais nos levam a pensar sobre qual seria a melhor maneira de investir na atenção primária. O objetivo do estudo é identificar a visão de gestores municipais de saúde sobre a utilização de um índice para investimento na APS, previamente elaborado a partir de critério equitativo de hierarquização dos municípios no Brasil, e que leve em conta as necessidades de saúde da população e a oferta de serviços pré-existente. A análise dos resultados levará em conta três critérios: as diferentes regiões brasileiras, o porte dos municípios e também o perfil do gestor. Com esses três critérios podemos identificar diferentes percepções e com isso trazer uma análise consistente da realidade da APS nas cidades onde foram realizadas as entrevistas.Trata-se de uma pesquisa qualitativa que segundo Richie e Lewis (2003), consiste em um conjunto de práticas interpretativas fazendo com que o mundo se torne visível, já que significados do cotidiano dos entrevistados (objetos de pesquisa), tornam-se evidentes nas técnicas abordadas. A amostra intencional foi composta por Gestores Municipais de Saúde de todas as regiões do Brasil. Ao todo foram realizadas cinquenta e duas (52) entrevistas semiestruturadas, analisadas a partir de quatro dimensões estruturantes: Conceito e Prática da APS; Estrutura; Processos e seus Resultados; bem como a viabilidade de um índice de priorização de investimentos na APS. Nas cinco (05) grandes regiões do pais ( Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-oeste) os gestores mencionaram que todo o sistema de saúde deveria estar estruturado em torno da APS, como eixo estruturante de toda a política nacional de saúde. Também destacam a capacidade que a APS tem de mapear e conhecer os seus pacientes e que isso é de extrema importância para a qyualidade da tenção em saúde. Em todas as regiões, houve críticas ao funcionamento da APS, mas indicando que se trata de uma estartégia prioritária do SUS. Ainda, apontam que os critérios adotados pelo Ministério da Saúde para distribuição dos recursos de investimento são pouco eficazes e demandama aplaicação de critérios técnicos para a hierarquização dos municípios e uma distribuição equânime dos recursos financeiro para APS. Para a priorização do investimento financeiro na APS dos municpios selecionam os relativos as necessidades de saúde da população e a oferta de serviços. Nesse sentido, os gestores escolheram três aspectos no qual eles consideram necessário investir para a melhoria do desempenhoda APS dos seus munícipios: financiamento, recursos humanos e infra-estrutura.
18. Salud y Seguridad Social | Sistemas de salud/Cambio de modelo |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Del cambio de modelo de atención en el sector público de salud de Uruguay -Proyecto Equity LA II Impacto de las estrategias de integración de la atención en el desempeño de las redes de servicios de salud en diferentes sistemas de salud de América Latina- (#6906)
Fernando Bertolotto 1; Camila Estiben
1; Sebastian Gadea
1; Luciana Piccardo
11 - Facultad de Enfermería - UdelaR.
Abstract:
Fundamentos: La reforma del sistema de salud iniciada en Uruguay en 2008, ha tenido resultados ampliamente reconocidos[1][2]. Aunque los mismos muestran avances importantes en materia de cambios de modelo de gestión y de financiamiento, la investigación realizada en el marco del proyecto Equity LA II Uruguay[3], muestra que los cambios buscados a nivel del modelo de atención, son relativamente modestos. Método: Estudio Transversal cuanti-cualitativo con base en dos encuestas a 378 médicos y 837 usuarios, entrevistas y grupos de discusión en dos redes de servicios de ASSE realizado entre mayo de 2015 y julio de 2016, aborda aspectos de acceso y calidad de la atención, considerando la continuidad y la coordinación entre niveles de atención[4]. Resultados: se observan incongruencias que problematizan el proceso de cambio del modelo. A pesar de mostrar una actitud que valora la coordinación, los profesionales perciben que la atención está poco coordinada entre los distintos niveles. Los datos cuantitativos muestran que los médicos generales refieren a los pacientes a los especialistas cuando es necesario, pero en lo cualitativo se ve cómo la necesidad de la derivación se encuentra determinada por la baja capacidad resolutiva del primer nivel y la persistencia de una cultura asistencial que prioriza la atención especializada. En lo que hace a los mecanismos de comunicación entre niveles se evidencia una falta de conocimiento y utilización de los mismos. Conclusiones: Existen brechas en lo que hace a la implementación y asimilación de la lógica de la reforma por parte de profesionales y usuarios. La calidad de la atención se ve afectada por la presencia de prácticas fragmentadas, una falta de coherencia en los criterios utilizados entre los niveles e informalismos en torno a las prácticas profesionales, consecuencia de una no adecuación o desconocimiento del sistema. No se observa una organización sistemática y un desempeño conforme al modelo de referencia en la práctica y a nivel cultural. Referencias [1] Soc. María Alejandra Gallo Soc. Santiago Sosa: Principales cambios en el sistema de salud del Uruguay. Avances hacia la universalidad del aseguramiento. Asesoría General en Seguridad Social Comentarios de Seguridad Social Nº 47 1er. Trimestre 2015 [2] Victoria Arbulo Juan Pablo Pagano Gustavo Rak Laura Rivas: El camino hacia la Cobertura Universal en Uruguay - Análisis de la cobertura poblacional del Sistema Nacional Integrado de Salud y de la incorporación de colectivos al Seguro Nacional Salud, Diciembre 2012 http://www.paho.org/uru/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=404&Itemid=241 [3] http://www.equity-la.eu [4] - Vázquez ML, Vargas I, Unger JP, De Paepe P, Mogollón-Pérez AS, Samico I, Albuquerque P, Eguiguren P, Cisneros AI, Rovere M, Bertolotto F. Evaluating the effectiveness of care integration strategies in different healthcare systems in Latin America: the EQUITY-LA II quasi-experimental study protocol. BMJ Open 2015.
18. Salud y Seguridad Social | Sistemas nacionales de salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Uma revisão sobre os conceitos de fragmentação e segmentação de sistemas nacionais de saúde (#7348)
Valentina Sofía Suárez Baldo 11 - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
Os termos fragmentação e segmentação tornaram-se correntes no campo da saúde pública e da saúde coletiva. São geralmente utilizados para se referir tanto à coexistência em um mesmo sistema de saúde de vários subsistemas com modalidades diferenciadas de financiamento e prestação de serviços, destinados a segmentos populacionais também diferenciados, bem como ao baixo nível de integração ou articulação entre tais subsistemas e a consequente dissolução da responsabilidade pelos cuidados de saúde da população. Existe consenso na literatura acadêmica acerca dos problemas derivados de sistemas de saúde segmentados e fragmentados. Tais características, comuns entre os sistemas de saúde dos países da América Latina, diminuem a eficiência na utilização dos recursos e aumentam as desigualdades, tanto no acesso a bens e serviços sanitários, quanto no financiamento e nos resultados de saúde. No entanto, apesar do consenso no reconhecimento do problema, não existem definições univocas dos conceitos nem convergência na sua utilização entre os autores: há quem diferencie os termos, enquanto outros fazem um uso indistinto ou utilizam apenas um deles. Para esclarecer os diversos usos e as possíveis correlações na prática, foi realizada uma análise conceitual crítica baseada na revisão bibliográfica dos conceitos de segmentação e fragmentação de sistemas nacionais de saúde, utilizando as bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde e do Google Acadêmico.
18. Salud y Seguridad Social | Política pública/Reducción de daños |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Redução de Danos: A Necessidade De Sua Popularização E Efetivação Como Política Pública (#7413)
Angela Rafaela da Silva Barcelo Rodriguez 11 - Faculdade Maurício de Nassau.
Abstract:
Este estudo apresenta a Redução de Danos como intervenção necessária a toda população usuária de substâncias psicoativas químicas ou naturais, ressaltando a importância da autonomia do sujeito em perceber os benefícios desta prática e efetivá-la, sendo aplicada por usuários que almejam interromper o uso da droga ou por aqueles que não desejam. Não havendo distinção de sua aplicabilidade referente a classes sociais ou diversidade de gênero, sabendo que há os grupos de maior risco. No entanto a Redução de Danos deve ser utilizada permanentemente por todos os usuários, inclusive refere-se a uma prática recomendada no Brasil pelo Ministério da Saúde através da Portaria nº 1.028, de 1º de julho de 2005 ao lançar a Política de Redução de Danos, ora suspensa. E por este fato a necessidade de seu debate, potencializando a sua restituição. A Redução de Danos neste estudo refere-se a uma prática de cuidados com a saúde física, que consequentemente reflete em uma atenção com a saúde mental de pessoas usuárias de drogas. As quais fazem o uso de forma diversa, podendo este ser caracterizado como: Recreativo; Abusivo o qual se tipifica como nocivo ou; Dependente do uso das drogas. A finalidade é reduzir os danos, mas não significa que exista um manual determinante das práticas, pois esta tem por ênfase a saúde do sujeito e não a droga, assim sua aplicação sendo diversa adapta-se as características do usuário, bem como ao seu contexto social. Com isto o estudo discorre sobre a necessidade da popularização de sua prática e de forma primordial de sua efetivação como uma política pública, pois interfere positivamente na saúde preventiva e paliativa da população usuária de drogas. A fomentação deste debate é consubstanciada no olhar de profissionais da psiquiatria, psicologia e dos próprios usuários trazendo à tona a necessidade de sua popularização visto que o uso de substâncias psicoativas ocorre de primórdios até ordem atual. Há também contribuições através de analises das atividades do Centro de Convivência É de Lei e de autoras da área de Serviço Social e Saúde como Maria Inês Souza Bravo e Juliana Souza Bravo de Menezes com um olhar conectado de saúde e sujeito. A efetivação da Redução de Danos é uma ação de saúde em prol dos usuários de drogas que tem os efeitos prejudiciais da substância reduzidos por esta prática. De tal modo o debate desmistifica a Redução de Danos e resulta em espaços para pautar esta prática como uma política de saúde pública, ampliando o olhar de cuidado e prevenção, bem como um mecanismo de emancipação do usuário, agindo também como instrumento base para a redução do estigma pejorativo atribuído aos usuários de drogas e aos redutores de danos.
18. Salud y Seguridad Social | Desigualdad en DD a la salud/Brasil |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
Desigualdades na expectativa de vida saudável por regiões geográficas brasileiras: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 (#7647)
Célia Landmann Szwarcwald
1; Paulo Roberto Borges de Souza Júnior
1;
Dalia Romero 1; Aline Pinto Marques
1; Wanessa da Silva de Almeida
11 - FIOCRUZ.
Abstract:
OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivo investigar as diferenças regionais na expectativa de vida saudável com base em informações da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013. MÉTODOS: A expectativa de vida saudável ??foi estimada pelo método de Sullivan de acordo com sexo, idade e região geográfica, utilizando a má auto avaliação de saúde para definir o status de não saudável. Modelos de regressão logística foram utilizados para investigar as desigualdades socioeconômicas e regionais na saúde auto avaliada, após controlar por sexo e idade. RESULTADOS: Grandes disparidades por região geográfica foram encontradas e os piores indicadores são das regiões Norte e Nordeste, seja considerando a escolaridade, a privação material ou a utilização de serviços de saúde. Ao modelar a variação entre as regiões segundo má auto avaliação de saúde, foram encontrados efeitos estatisticamente significativos no Norte e Nordeste quando comparados com o Sudeste, mesmo após controle por idade, sexo, diagnóstico de pelo menos uma doença crônica não transmissível e escolaridade ou situação socioeconômica. Foram descobertas desigualdades regionais marcantes na expectativa de vida saudável, com a perda muito maior entre os moradores das regiões mais pobres, especialmente entre os idosos. CONCLUSÕES: Através da combinação de dados sobre o estado de saúde auto avaliado e a mortalidade em um único indicador, Expectativa de Vida Saudável, este estudo evidenciou o grande peso da má situação de saúde vivenciada por populações nas regiões menos ricas do Brasil. PALAVRAS-CHAVE: expectativa de vida saudável; Desigualdades; auto avaliação da saúde
18. Salud y Seguridad Social | Sistema de salud |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
GESTÃO OU FALTA DE RECURSOS: O QUE AFETA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE BRASILEIRO? (#8100)
Rosani Zachow 1;
José Uelinton Alexandre
21 - Universidade Federal de Santa Maria. 2 - Universidade do Vale dos Sinos.
Abstract:
No Brasil, historicamente a Gestão Pública e a fromulação de Políticas Públicas, tanto sociais como econômicas, se caracterizaram por ações assistencialistas e pontuais, e a assistência fez-se instrumento do Estado para enfrentar as mazelas dos identificados como pobres, carentes, desamparados, buscando compensar as desigualdades sociais, de outro lado estimulavam o acesso a mecanismos de crédito a alguns setores da economia para o desenvolvimento. Quando se trata de falar do Sistema Único de Saúde Brasileiro, o discurso recorrente é o do falta de recursos financeiros por parte dos gestores. Ouvimos cotidianamente o clamor dos municípios por falta de recursos para a saúde e de outra parte a queixa dos cidadãos pela falta ou má qualidade dos serviços prestados. Diante disso faz-se necessário uma verificação mais profunda das contas públicas, especialmente quanto à gestão dos recursos financeiros. Nosso estudo buscou elucidar esta dúvida, foi realizado a partir da análise da utilização dos recursos do Piso Fixo de Vigilância em Saúde onde, estão inseridas as ações que englobam as epidemias como Denge, nos municípios de Cruz Alta, Ijuí e Palmeira as Missões que, respectivamente, são sede da 9ª, 15ª e17ª Regional de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul no período de 2011 a 2016. Assim nosso problema de pesquisa consiste em responde a seguinte questão: o que dificulta a implementação da Vigilância em Saúde no SUS falta de recursos ou problemas na gestão? Para dar conta de responder a nossa questão temos como objetivo principal: analisar a gestão do Piso Fixo de Vigilância, em Saúde, nos municípios de Cruz Alta, Ijuí e Palmeira das Missões, sedes de Coordenadorias de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, no período de 2011 a 2013. Como objetivos específicos: 1)Avaliar a utilização dos recursos do Piso Fixo de Vigilância em Saúde nos municípios de Cruz Alta, Ijuí e Palmeira das Missões; 2)Identificar semelhanças e diferenças na gestão do Piso Fixo de Vigilância em Saúde. A presente pesquisa foi desenvolvida por meio de uma abordagem comparativa e, como método, utilizou-se o estudo de caso no qual o fenômeno será analisado dentro de seu contexto. Pelos dados apresentados a resposta para efetivação da Vigilância em Saúde nos municípios estudados passa pela gestão, ou melhor, pela falta de critérios na gestão dos recursos financeiros, pois na fonte de recurso analisada a desculpa de falta de recursos, não se confirma, pelos saldos crescentes de dinheiro disponível nas contas. Palavras-chave: Gestão do SUS; Recursos Financeiros; Vigilância em Saúde.
18. Salud y Seguridad Social | Sistema úinico de salud/Brasil |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 12 |
"O Sistema Único de Saúde brasileiro: avanços e retrocessos nos últimos 30 anos, desafios e perspectivas" (#8373)
Bruna Fornazari
1;
Camila Salgueiro da Purificação Marques 2;
Elisa Biassio Telles Bauer
3;
Paula Fauth Manhães Miranda
41 - UFPR. 2 - PUC PR. 3 - UFRGS. 4 - UEPG.
Abstract:
Palavras-chave: direitos em saúde; seguridade social; reformas; equidade; cobertura; universalização; financiamento; efetivação de direitos sociais; Constituição. O presente trabalho visa analisar em perspectiva histórica, política, sociológica e jurídica o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro após o processo de redemocratização (Nova República, 1985) e da Constituição de 1988. Sua intenção é observar os fluxos e contrafluxos políticos que ensejaram a montagem do que pode ser considerado um dos maiores e mais ambiciosos programas de Welfare State do mundo. Com efeito, a proposta do sistema de seguridade social em saúde brasileiro aparece em um período de derrocada política, social e econômica da Ditadura Civil-Militar (1964-1985), com a emergência de demandas políticas de cobertura universalizada e equitativa do atendimento em saúde e com a ascensão de ideias da social-democracia, observada especialmente com a Constituição de 1988. A esse período inicial, segue-se a construção dos fundamentos do sistema ao longo dos anos 90 e 00, que acompanha peripasso o desenrolar politico e econômico do momento, a saber, a primeira eleição e impeachment do presidente, a crise fiscal e inflacionária, a estabilização econômica e o aumento das políticas de seguro social, renda e consumo. Durante esse período, foi possível observar uma série de avanços rumo à universalização do sistema e a um incremento de qualidade. Mesmo assim, o acesso a serviço de saúde segue sendo uma das principais demandas da população juntamente com educação e segurança pública e o sistema ainda padece de um grande número de gargalos e falhas de cobertura e qualidade, fator esse gerador de recorrente tensão social. Essa situação se vê agravada diante da recente crise econômica e de deterioração da situação fiscal que, acompanhada da crise política, põe em questão o modelo de governança política vigente após a Nova República (presidencialismo de coalizão), bem como a arbitragem do conflito distributivo pelos recursos econômicos e o financiamento dos sistemas de seguridade social e do Estado de Bem Estar. Nesse sentido, o artigo objetiva levantar questionamentos sobre os desafios e perspectivas do SUS em vista dessa nova situação política e econômica, bem como colocar considerações jurídicas que visam limitar o retrocesso dos avanços na seara dos direitos sociais conquistados ao longo dessas últimas três décadas.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
19. Acciones Colectivas y Movimientos Sociales |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 13 |
Del Santiagueñazo a la paz social. Dispositivos de silenciamiento del conflicto. Un estudio sobre invisibilización de la protesta en Santiago del Estero (1993-2003 ) (#5704)
Cesar Fabian Sanchez 11 - Universidad Nacional de Santiago del Estero.
Abstract:
El santiagueñazo, estallido social ocurrido en Santiago del Estero, el 16 de septiembre de 1993, es considerado uno de los acontecimientos sociales más relevantes de la provincia por sus múltiples significados. El mismo ha sido estudiado abundantemente, desde diferentes disciplina científicas, y miradas ideológicas contrapuestas. La tesis que se propone, escrita bajo el título “del Santiagueñazo a la paz social. Dispositivos de silenciamiento del conflicto. Un estudio sobre invisibilización de la protesta en Santiago del Estero (1993-2003 )” constituye un aporte novedoso, dado que se ocupa no tanto de desentrañar las causas del fenómeno social, sino que partiendo del hecho de la aparente desaparición de los conflictos, caracterizado como “huelga de acontecimientos”, se formula la hipótesis de que una de las consecuencias del evento fue la instalación de dispositivos de silenciamiento de los conflictos, los que aún persistiendo en la provincia permanecen invisibilizados. Se entiende un dispositivo “como aquello que produce la disposición de una serie de prácticas y mecanismos que ante una urgencia tiene como objetivo conseguir un determinado efecto que la cancele, la neutralice o la normalice” (Tesis, página…). A diferencia del enfoque que otorga Michel Focault sobre la emergencia de un nuevo acontecer, los dispistivos que se analizan justamente no dejan emerger ninguna subjetividad, la obturan y la legitiman con formas que van desde la sutileza hasta la violencia mas cruenta. El sentido del entramado de prácticas y mecanismos es “la paz social”, como aquel estado de “tranquilidad en el orden” de los sucesivos gobiernos post-santiagueñazo. Ahora bien, de acuerdo a la tesis, el objetivo de la “paz social” no se construye con medidas tendientes a superar las situaciones de inequidad persistentes en la provincia, sino mediante la instalación de dispositivos de encubrimiento y silenciamiento de los conflictos. Se trata de un paz aparente debajo de la cual permanecen irresueltos antiguos problemas sociales. La tesis desarrolla ampliamente su propuesta hermenéutica analizando el dispositivo discursivo, el entramado legal, y comunicacional post- santiagueñazo, logrando acabadamente el objetivo propuesto. El trabajo, se desarrolla bajo un marco teórico consistente, con un tratamiento metodológico apropiado, logrando el resultado de evidenciar la existencia de un entramado de elementos heterogéneos: discursos, instituciones, leyes, prácticas con el objetivo de construir la “paz social”. El planteo es inédito y constituye un aporte para la interpretación del proceso político, económico, y social del periodo estudiado. Este escenario nbo está escindido de la trama social y política que en Santiago del Estero se denominó "Juarismo". Un sistema clientelar que cersenó libertades colectivas y fundó su régimen bajo una seudo democracia sostendia por aparatos coercitivos del Estado.
19. Acciones Colectivas y Movimientos Sociales |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 13 |
Entre las metodologías de investigación y las caracteristicas de los movimientos sociales: Una reflexión en Cali (Colombia) entre 2002 y 2016. (#5850)
Beatriz Eugenia Rivera Pedroza 1; Faride Crespo-Razeg
11 - Universidad Cooperativa de Colombia.
Abstract:
Los movimientos sociales en América Latina constituyen actualmente uno de los ejes de mayor relevancia en diferentes escenarios de transformacion como: la cooperación para el desarrollo, la implementación y consolidación de política sociales, y el fortalecimiento del tercer sector en el mundo. Para entender, entonces, la conveniencia del abordaje es importante tener claridad sobre los orígenes, las formas de protesta y los conflictos por los cuales se movilizan, ya que a partir de ellos podríamos reconocer los temas y las dinámicas hacia donde se proyecta el futuro de una ciudad. Por este motivo es importante acercarse a las reflexiones epistemológicas y metodológicas de las investigaciones desarrolladas sobre el mismo en la región. Así, el objetivo de la investigación fue el de caracterizar los movimientos sociales y la forma en la que se ha investigado sobre el tema en la ciudad de Cali (Colombia) entre los años 2002 y 2010. Los movimientos sociales no fueron un eje importante, durante algún tiempo, para estudiar la democracia en las regiones. Sin embargo, grandes acontecimientos como las acciones colectivas han logrado trasformaciones políticas profundas en nuestra región, a través de desafiar los gobiernos en el poder, revindicando la democracia participativa. Así, entender las características de los movimientos sociales en Cali es aproximarse a las formas en las que esta sociedad se democratiza. Para el desarrollo de esta investigación se utilizó la técnica de análisis documental, donde se han encontrado los objetivos presentes en la mayoría de los estudios, cuáles son las principales preocupaciones en torno a este tema y las representaciones que tiene el movimiento, tanto para la ciudad como para los miembros del mismo. Además, se han identificado las formas en que se han realizado estas investigaciones, para entender cómo se recogieron los datos y las ventajas y desventajas de éstas. Finalmente, las reflexiones epistemológicas usadas las cuales han permitido entender cuál ha sido la teoría y enfoque conceptual de los estudios y cómo se han contextualizado en Cali.
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¿Qué nos dicen los conflictos por la educación en el Uruguay progresista? Una propuesta de análisis. (#5715)
Alfredo Falero
1;
Mariana Fry 11 - Departamento de Sociología, Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de la República.
Abstract:
Dentro de las acciones públicas del movimiento de trabajadores en Uruguay a partir de 2005 -año en que comenzó a gobernar el Frente Amplio-, los sindicatos vinculados a la educación tuvieron una presencia importante. También intervinieron otros actores generándose varios conflictos en este terreno hasta el presente. Entre ellos, el registrado en agosto de 2015 paralelamente a la discusión y aprobación del nuevo presupuesto en el Parlamento fue paradigmático, pues entre otros elementos obligó a al Poder Ejecutivo a declarar la esencialidad de la educación (mantenimiento del dictado de clases) y luego a retirarla en un marco de tensiones importantes. Si se analizan las relaciones movimientos y organizaciones sociales – gobierno / Estado en América Latina, puede enmarcarse al movimiento sindical uruguayo en una lógica de “conexión negociada”. Es decir, casos en los que se establecen relaciones fuertes entre gobierno, partido y movimientos, donde la separación de actuación entre los espacios sociales no es clara, y se pueden obtener demandas por parte de los movimientos pero a costo de estar sujetos a lógicas muchas veces vinculadas a una reproducción neocorporativa. Sin embargo, los conflictos vinculados a la educación pueden leerse como eventos que escapan a esta dinámica, en tanto que han hecho visibles algunas fisuras en la relación gobierno/movimiento sindical; así como también dentro del propio movimiento de trabajadores. El objetivo de la propuesta es entonces en primer lugar la captación del conflicto -o de los conflictos- vinculados a la educación en estos años procurando dar cuenta de los intereses en juego, la construcción de demandas, las dinámicas de enfrentamiento y negociación. Para ello se propone identificar eventos sustantivos de los tres períodos (hasta el presente) de gobiernos progresistas. En tanto ha habido conflictos fuertes por la educación en otros países latinoamericanos con gobiernos de distinta orientación política, la propuesta también debe leerse como un paso para generar un marco comparativo de análisis más amplio. La ponencia se propone como en parte empírica –pues, como se dijo, registra un conjunto de acontecimientos de carácter público vinculados a demandas relacionadas con la educación- pero también en parte teórica pues procura procesarlos apelando a un esquema conceptual que elude la idea de “movimiento sindical”, centrando la mirada en las dinámicas de movilización y en el modo en que éstas vinculan en forma conflictiva a diversos actores relacionados con la educación. De este modo, se busca captar dinámicas de contención y dominación puestas en práctica bajo lo que se conoce como “gobiernos progresistas” a efectos de canalizar demandas pero también esquemas de resistencia.
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Limites de certas tradições pós-coloniais no ententimento acerca do lugar do corpo e do discurso (#5731)
Pablo Ornelas Rosa 1; Paulo Edgar Da Rocha Resende
11 - UVV/ES.
Abstract:
Os “Estudos Subalternos” devem ser entendidos como uma corrente historiográfica que nasce na Índia, tentando traçar uma história daquele país enfatizando os conceitos produzidos naquele país e não aqueles definidos, sobretudo, no ocidente. No entanto, alguns autores tributários dessa tradição ainda incorporam autores que nasceram em países centrais, mas que tem ascendência de outras regiões do planeta. Certamente, uma de suas maiores representantes é Gayatri Spivak (2010), que fundamenta sua análise em uma perspectiva desconstrutivista amparada em Jacques Derrida, no marxismo de Antonio Gramsci, sobretudo, referente à sua noção de classes subalternas, bem como de tradições culturalistas da teoria crítica, lançando críticas veementes ao pós-estruturalismo presente nas analíticas de Michel Foucault e Gilles Deleuze. Em “Pode o Subalterno Falar?”, Gayatri Spivak (2010) questiona a noção de “agenciamento”, entendendo-a como forma de ação validada institucionalmente, na medida em que argumenta ser impossível articular um discurso de resistência que esteja fora dos discursos hegemônicos. Nesse sentido, parece-nos que a autora visa deslocar o discurso do dominador, colocando o dominado em seu lugar, sem questionar a própria estrutura política institucional que garante a perpetuação do exercício de um poder que perpassa a sua própria institucionalização, ainda através do que Foucault (2007) chamou de governamentalização do Estado. A aposta na permanência e melhoria do Estado, presente em vários autores que seguem de alguma forma o marxismo gramsciano, a exemplo de Spivak (2010), é o exato alvo das críticas apresentadas por Foucault (2010) e de boa parte dos teóricos pós-estruturalistas que muitas vezes acabam sendo situados ou se situam como anarquistas, conforme argumenta May (1994). Embora o trabalho de Spivak (2010) seja importante não apenas para os estudos pós-coloniais, mas também para certas tradições críticas feministas que se indagam sobre as formas de repressão destinadas aos sujeitos subalternos, acreditamos que a autora tenha construído suas ponderações negligenciando ou não tratando de maneira enfática outros importantes elementos trazidos, por exemplo, pela teoria queer, sobretudo, a partir das análises apresentadas pelos autores pós-estruturalistas que pensam o poder não apenas do ponto de vista da repressão, mas da produção. Esse trabalho fundamentado em uma pesquisa etnográfica realizada na internet visa analisar as práticas discursivas de indivíduos e grupos que fundamentam os seus discursos a partir daquilo que passou a ser chamado de “lugar de fala” ou “local de fala” e de que forma as tradições pós-coloniais podem ser incorporadas e refutadas por movimentos que se situam a partir da chamada teoria queer.
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Relación entre discurso y práctica de las Expresiones Organizativas de la Universidad de El Salvador de Agosto a Noviembre del 2016. (#5747)
Fredy Alexander Lima Alfaro 11 - Universidad de El Salvador(UES).
Abstract:
La siguiente investigación se realizó con base a la metodología mixta, ya que la problemática estudiada es tan compleja que fue necesario utilizar técnicas cualitativas y cuantitativas para profundizar en ella. Sea han tomado como referencia categorías de la teoría de los nuevos Movimientos Sociales, pero consciente que esta no es capaz de dar cuenta de lo sucede dentro de la Universidad de El Salvador con respecto al actuar de las Expresiones organizativas, esto me coloca ante el reto de construir nuevos conceptos, nuevas categorías con base a la realidad aprehendida. Para profundizar en la problemática es necesario formularse algunas preguntas como por ejemplo. ¿Cuál es la influencia de estas Expresiones Organizativas en la actualidad? ¿Con base a que realidad elaboran sus discursos? ¿Cuál es la relación entre el discurso y la práctica dentro de estas? La globalización como tal vino a modificar el decir y el actuar de las expresiones organizativas, ya que influencio la creación de nuevas relaciones sociales, también se han creado nuevos distractores que influyen en el diario vivir de la población estudiantil, tal es el caso de la dimensión tecnológica que hoy en día es una arma de doble filo en el desarrollo de la Humanidad. El neoliberalismo trajo grandes reformas implementadas a lo largo de todas las Universidades Publicas en América latina; en El salvador en el año de 1999, se aprobó la Ley Orgánica de la Universidad la cual dentro de sus Artículos se puede observar una intención de privatizar y controlar las organizaciones estudiantiles de la época; así como también sentó las bases para que dentro de la Universidad se diera una fragmentación dentro de las organizaciones, fue así como se crearon Gremios, Colectivos, Fraternidades y nuevas Asociaciones, por esta razón utilizare la categoría de Expresiones organizativas, por considerar que es más inclusiva para referirme a la organización estudiantil dentro de la Universidad. Dentro de esta investigación se ha encontrado que las expresiones organizativas no son capaces de realizar un análisis de coyuntura, por lo cual recurren a elaboran sus discursos con base a escenarios inventados, además se pudo observar que la mayoría de estas expresiones solo aparecen en tiempos de campañas electorales, para elegir representantes a órganos de Gobiernos dentro de la Universidad de El salvador. Por lo cual me lleva a plantear que no tienen influencia dentro del estudiantado más allá de lo electoral, ni dentro de los procesos que se viven como universidad, ni trascienden fuera de los muros de la Universidad.
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Redes de comunidades e movimentos contra a violência: o caso MOVIDA (#5819)
Jones Nogueira Barros Sr 11 - UNAMA.
Abstract:
O trabalho tem como objetivo analisar o papel desempenhado pelas Redes de Comunidades e Movimentos contra a violência e em defesa de uma política pública de segurança e justiça. Especificamente busca examinar a atuação do MOVIDA – Movimento pela Vida, no município de Belém, Estado do Pará. O estudo busca examinar em que medida os fundamentos da gestão social contribuem para a atuação do movimento, bem como identificar suas incidências e os resultados. O estudo quanto à metodologia caracteriza-se por adotar uma abordagem qualitativa, para a coleta de dados utilizou-se, pesquisa no blog e pagina do facebook do Movimento e entrevista semiestruturadas com representantes. O trabalho mostra que o MOVIDA constitui um grupo de trabalho com novo formato de participação da sociedade civil, em especial famílias das vítimas, que reivindicam maior atuação do Estado na política de segurança das cidades.
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Democracia e Participação popular no contexto das ocupações das escolas no Brasil em 2016 (#5845)
Daniel Leonel Da Rocha Dlder 11 - UFRRJ.
Abstract:
Esta pesquisa tem por questão principal a democracia e a participação popular no contexto das ocupações pelos estudantes em escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro em 2016. Como base empírica, realizará uma pesquisa de campo que aborda a ocupação do Instituto de Educação Rangel Pestana (IERP) em Nova Iguaçu. Isto significa abordar a democracia de forma contextualizada e atentar às implicações das mobilizações estudantis de forma imediata e também no longo prazo Por que as ocupações ocorreram? Quais peculiaridades podem ser destacadas? O que significam em termos de participação popular? Existe algum projeto político nestas mobilizações? O que representam no cenário democrático? Qual relação pode ser estabelecida com as manifestações de Junho de 2013? Dois aspectos são importantes. Primeiro a pesquisa teórica, com a problematização do conceito de democracia e participação popular, dentre outros elementos que comporão o referencial do estudo. Em princípio, junto de outras fontes, podemos citar: a perspectiva de Norberto Bobbio no texto “O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo”, que possibilita ampliar a compreensão sobre a democracia; Carlos Nelson Coutinho, no artigo “Notas sobre cidadania e modernidade” que ajuda a aprofundar o sentido da participação popular no contexto da democracia moderna e Roberto Leher no artigo “Um novo senhor da educação” que reflete sobre o processo de privatização da educação. Para entender o contexto das ocupações de 2016, esta pesquisa propõe que seu entendimento não pode prescindir de uma discussão das “Jornadas de junho de 2013”. Neste aspecto, o livro “Cidades Rebeldes”, organizada pela editora Boitempo e revista Carta Maior, pode fornecer elementos para estabelecer esta possível sintonia. Segundo a pesquisa de campo, através de entrevistas com alguns dos personagens, favoráveis ou contrários, de alguma forma envolvidos na ocupação do Instituto de Educação Rangel Pestana (IERP) em Nova Iguaçu. A questão trazida neste projeto parte de algumas perplexidades. Por que foi necessária a ocupação destas escolas para reivindicar direitos? Será que as diversas vias institucionais como a direção da escola não podiam responder às demandas dos alunos sem ocupação? Diante disso, num olhar mais amplo, a pergunta fundamental seria: as vias institucionais, a representação parlamentar, o modelo partidário, ainda são caminhos possíveis no sistema democrático?
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Formas de insurgência e redes de movimentos sociais na adesão a projetos coletivos: o caso das “ocupas” (occupy / okupas) na cidade do Rio de Janeiro (#5891)
Mayã Martins 11 - UFF, Brasil.
Abstract:
A presente pesquisa é integrante de tese de doutorado em desenvolvimento. O objeto é a construção de espaços de insurgência. Faranak Miraftab propõe uma classificação de insurgente com base em três fatores: ser contra-hegemônico, ser transgressivo e ser imaginativo. O recorte debruça-se sobre as “ocupas” na cidade do Rio de Janeiro, que proliferaram-se nos anos 2015 e 2016. As “ocupas” proliferam-se pelo mundo durante a década de 2010. As agendas são plurais mas conjectura-se, em confronto com pesquisas empíricas e bibliográficas, que as “ocupas” têm como semelhança os questionamentos sobre a representatividade política, entendida como em crise. A partir do recorte adotado nesta apresentação, surgem as seguintes indagações: Por que a forma de “ocupa” é escolhida como estratégia? O que essas experiências falam da cidade contemporânea e quais são as suas singularidades? Como os agentes, coletivos e movimentos se cruzam e quais são as redes nas quais eles circulam? A metodologia concentra três eixos procedimentais para a coleta de dados: pesquisa de campo, levantamento de dados oficiais e sistematização de materiais de imprensa. Nas “ocupas” da cidade do Rio de Janeiro há um sentimento de necessidade de construção de novas formas de fazer política, com maior foco nas relações entre as pessoas e menos nos partidos, mais valor aos movimentos sociais e o descrédito às grandes mídias e coorporações. A incursão metodológica inclui a adoção de um estudo de caso. A Ocupa MinC RJ surge como estudo de caso motivada pela amplitude e relevância que a ocupação recebeu como um ponto de resistência contra o governo de Michel Temer, entendido como golpista pelos ocupantes. A Ocupa MinC RJ, que durou 111 dias, no período de maio a setembro de 2016, foi alvo de enfoque tanto da mídia do país quanto do exterior. Há o diálogo da Ocupa MinC RJ com diversas ocupações, coletivos e movimentos sociais. A hipótese central é a de que os movimentos de “ocupa” criam espaços de insurgência por meio do conflito, da fruição e da articulação de pautas e conhecimentos em prol do direito à cidade. Como hipótese complementar, conjectura-se que, nessa criação, os sujeitos da insurgência desenvolvem “saberes circulatórios” (com referência ao trabalho de Vera Telles) entre os “espaços inventados”, os “invented spaces”, e os “espaços convidados”, os “invited spaces” (Faranak Miraftab como referência), que representam diferentes motivações da luta social pelo direito à cidade, produzindo formas inovadoras de ocupação e de presentificação no espaço público. Considera-se, como percepção inicial, que as “ocupas” espacializam-se, tanto material quanto simbolicamente, para além dos prédios ocupados, articulando redes, questionando o status quo e propondo outras possíveis formas de convívio entre as pessoas e modos de existência da e na cidade.
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Luchas campesinas frente al Chagas: la organización como respuesta a un problema complejo de salud socioambiental (#5903)
Mariana Sanmartino 11 - Grupo de Didáctica de las Ciencias (IFLYSIB, CONICET-UNLP).
Abstract:
Si nos guiamos por el discurso tradicional desde el que normalmente se caracteriza al Chagas, podríamos decir de manera muy resumida que se trata de una enfermedad, causada por un parásito (Trypanosoma cruzi), transmitido principalmente por un insecto (conocido, en Argentina, como “vinchuca” o “chinche”) y también por otras vías como la transplacentaria, oral, transfusional y por trasplante de algunos órganos. Asimismo se podría decir que, hasta hace algunas décadas, el Chagas se encontraba “restringido” social y geográficamente (afectando especialmente a las personas con menos recursos económicos de las zonas rurales y semi rurales de Latinoamérica). Sin embargo, no se trata solamente de una enfermedad que afecta determinados grupos humanos. Es un problema verdaderamente complejo, definido y caracterizado por la conjugación de elementos vinculados con dimensiones de diferente naturaleza: biomédica, epidemiológica, sociocultural y política. Además, hace tiempo que superó las tradicionales fronteras geográficas, culturales, sociales y disciplinarias. En este contexto, desarrollamos una línea de trabajo que busca reunir elementos para dar cuenta de la complejidad que caracteriza a la problemática del Chagas con una mirada integral. Para este trabajo propusimos relevar y analizar propuestas educativas referidas al tema, generadas y desarrolladas por organizaciones campesinas de Argentina. El trabajo fue abordado con el Movimiento Nacional Campesino Indígena (MNCI) como interlocutor y, en el transcurso de la experiencia, se decidió trabajar con el Movimiento Campesino de Santiago del Estero-Vía Campesina (MOCASE-VC) y el Movimiento Campesino de Córdoba (MCC), por ser las organizaciones integrantes del MNCI que abordan la problemática del Chagas en sus líneas de acción. Metodológicamente, la tarea se enmarcó en la sistematización de experiencias de educación popular. La base empírica estuvo sustentada tanto en entrevistas en profundidad, como en registros y materiales producidos por las organizaciones. Profundizamos en el conocimiento de las representaciones sobre el Chagas en contextos que presentan una complejidad particular hasta ahora no explorada, como es el caso de las "luchas campesinas" de algunas regiones del país. Allí, el tema se concibe principalmente en el marco del debate y la lucha por el Derecho a la Salud; resultando un ejemplo contundente de la manera en que la problemática está atravesada por elementos particulares de las dimensiones sociocultural y política que otorgan valor propio a las propuestas educativas planteadas a partir de su consideración. Asimismo, una lectura general de la información recabada permite rescatar las particularidades de los contextos donde las experiencias fueron desarrolladas, colocando en pie de igualdad los conocimientos aportados desde el ámbito académico y aquellos propios de las comunidades campesinas. Como corolario, elaboramos el documental “Luchas campesinas frente al Chagas” (disponible en https://youtu.be/qEkBKB7lNtM) que da cuenta del trabajo desarrollado y permite tanto su difusión, como su análisis y abordaje crítico en diversos escenarios.
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¿Resistiendo sem medo y con aguante?. Estrategias de los movimientos sociales frente al giro a la derecha. Los casos de Brasil y Argentina (#5943)
Alvaro Martos 11 - FLACSO-México.
Abstract:
El tema de esta ponencia son las relaciones de intermediación política entre las organizaciones del movimiento social y el Estado. El interés principal es poder explicar las principales transformaciones que han experimentado las mediaciones Estado-Sociedad en el contexto del giro a la derecha en la región, tomando como actores principales a los movimientos sociales y sus organizaciones en los estados de Argentina y Brasil. Bajo estas coordenadas temáticas, nos preguntamos: ¿Cuáles son las modalidades de intermediación política que construyen los movimientos sociales y sus organizaciones con los estados en Brasil y Argentina en el contexto del giro a la derecha? El análisis se basa en la teoría de la intermediación política y se enfoca en las interfaces socio-estatales y los repertorios de interacción Estado-Movimientos Sociales, como momento privilegiado a la hora del análisis de las mediaciones Estado-Sociedad, en tanto sus dinámicas condensan la disputas de poder en el marco de las negociaciones e intercambios entre actores societales y estatales. Mediante análisis de eventos, registrados a partir de fuentes hemerográficas, así como los propios dicursos de los actores en pugna, se busca explicar las principales tácticas de cooperación y confrontación, los proyectos políticos en pugna y los recursos puestos en juego en el campo de la intermediación. Como argumento de interpretación se sostiene que allí donde las relaciones en la interfaz y repertorios de interacción son más cooperativos y están más institucionalizados, frente al giro a la derecha, la organizaciones pierden capacidad de mantener el flujo de intercambios logrados bajo los anteriores gobierno y se genera un retorno a mediaciones con mayor nivel de antagonismo. Mientras que en el caso donde las relaciones en la interfaz y repertorios de interacción son más conflictivos y menos institucionalizados, frente a un cambio de gobierno, los circuitos de intermediación mantendrán similares características que bajo gobiernos anteriores, lo que permitirá a las organizaciones tener mayor capacidad de presión y negociación, con base a los aprendizajes adquiridos en la etapa anterior.
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Re-conocer territorio, una tarea colectiva e interdisciplinaria en Boyacá (#5962)
Abstract:
Esta ponencia es resumen de un trabajo colectivo de 5 años, entre profesionales de las ciencias sociales y pobladores del departamento de Boyacá que conformaron el Colectivo por la Protección de la provincia de Sugamuxi en Colombia. Se trata de evidenciar una acción colectiva, inspiradora de un movimiento socio-ambiental, dedicado a investigaciones interdisciplinarias continuas de expedientes de multinacionales con fines de exploración y explotación de hidrocarburos en la región. Desde el re-conocimiento del territorio, la etnografia reflexiva de Rosana Guber, el saber hacer de Silvia Rivera y la investigación co-elaborada, campesinos, pobladores y profesionales han evidenciado las incongruencias de los Planes de Desarrollo, Esquemas de Ordenamiento Territorial y los Planes de Manejo Ambiental aprobados por la Autoridad Nacional de Licencias Ambientales y el Ministerio de Ambiente de Colombia, mediante la ejecucion de pedagogías populares (juegos, historietas, encuentros, comunicación alternativa), e institucionales (evaluaciones técnicas, conceptos técnicos, acciones jurídicas, foros, Audiencias Publicas Ambientales, Debates Políticos y talleres); logrando con ello una revocatoria de Ampliación de Licencia y el estudio a profundidad de otra Licencia.
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Conflitos e cercamento expulsivo na comunidade quilombola do cumbe/aracati - CE - Brasil (#5978)
João Luís Do Nascimento 1; Ivan Lima
21 - UFC. 2 - UNILAB.
Abstract:
Neste artigo se objetiva discutir o processo de cercamento expulsivo, que vem ocorrendo na Comunidade Quilombola do Cumbe, município do Aracati, litoral leste do Ceará – Brasil; com a chegada dos empreendimentos econômicos como a carcinicultura – criação de camarão em cativeiro em área de manguezal e pela instalação dos parques de energia eólica no campo de dunas. A comunidade organizada em torno da Associação Quilombola do Mangue do Cumbe tem a frente o protagonismo das mulheres, que diante de diferentes obstáculos se mobilizam para dar voz para os movimentos sociais e a sociedade em geral de sua lutas. Tem-se que há quase duas décadas que parte da comunidade quilombola luta e denunciam os projetos de “desenvolvimento” econômico em curso no território tradicional coletivo, que vem violando direitos garantidos constitucionalmente e criminalizando as pessoas que resistem ao avanço das políticas econômicas desenvolvimentistas com apoio governamental. Demonstra-se que a luta pela garantia do modo de vida e defesa do território tradicional vem sendo ameaçada por tais atividades econômicas, que se mostram incompatíveis com as práticas tradicionais, acarretando problemas de diversas ordens como: conflitos socioambientais, injustiça ambiental, racismo ambiental, divisão da comunidade, cercamento expulsivo e perda dos vínculos com os ambientes naturais presentes no território, responsáveis pela reprodução social, econômica, cultural e identitárias negra/quilombola. Ao se posicionarem contra os empreendimentos econômicos, esses sujeitos sociais vêm enfrentando diferentes formas de opressões, principalmente, pelos operadores da justiça, que deveriam ser responsáveis pela garantia do direito de viver em seus territórios de forma livre e sem as ameaças do capital. Este trabalho é parte da dissertação de Mestrado em Educação da linha Movimentos Sociais da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará – FACED/UFC, apresentada em 2014. A metodologia escolhida para realização deste trabalho foi à qualitativa, com base na pesquisa participante e de entrevistas semi-estruturadas como principais instrumentos para ampliar as discussões sobre as lutas ali travadas, onde se leva a entender que as formas assumidas pelos empreendimentos leva ao processo de cercamento expulsivo que passa a Comunidade Quilombola do Cumbe.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Identidades en disputa: El problema de la tierra, las etnias y las religiones (#5995)
Pilar Alzina 11 - UBA-UNQ-CONICET.
Abstract:
En el presente artículo se analiza en primer lugar, los “procesos de enmarcamiento” manifiestos en las acciones colectivas estudiadas a fines de noviembre del 2009, año 2010 y comienzos del 2011 y en segundo lugar, sobre las estrategias de enmarcamiento analizadas en la Revista Aukan de la Organización Barrial Tupac Amaru. Dicho movimiento social es el movimiento nacional más importante de la Argentina que surgió en Jujuy, una provincia del norte de la Argentina, en octubre de 1999. Limita al norte con Bolivia y al oeste con Chile, específicamente con la cordillera de los Andes. en el contexto de las políticas de ajuste del Neoliberalimo y se fue expandiendo por toda la Argentina. Esta organización, aunque la misma no publique las estadísticas de la composición de su población, presenta entre sus militantes una proporción importante con descendientes de pueblos originarios, predominantemente coya- aimará (Alzina, 2014). Dado que desde el 2009 en adelante se comenzó a criminalizar a esta líder de pueblos originarios, resulta de interés científico visibilizar cuáles son los principales enmarcamientos que la OBTA realizó en este período, de modo tal de conocer los principales actores antagonistas que se oponen al proyecto de la organización y su líder, Milagro Sala. En dicho trabajo se plantea analizar desde la perspectiva hermenéutica las principales dimensiones empíricas halladas en dichas fuentes de estudio: la relación entre el problema de la tierra (y sus ritos a la Pachamama y al Inty Raymi), y el complejo religioso ritual que se configura allí. El análisis de los principales símbolos y consignas manifiesto en sus ritos y acciones de protesta permitirá aproximarse al complejo proceso de construcción de los enmarcamientos e identificaciones que se configuran allí.
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Origen y primeros pasos del #yosoy132 en Twitter. (#6024)
ANDROMEDA MARTINEZ NEMECIO 11 - Universidad Iberoamericana.
Abstract:
El objetivo del presente trabajo es realizar un pequeño recuento del papel de Internet en las primeras manifestaciones del #YoSoy132, se concentra en revisar si el manejo de la plataforma de Twitter constituyo un espacio de diálogo e interacción online, trataremos de analizar a la tecnopolítica como una nueva forma de reapropiarse de la política desde las herramientas y dispositivos tecnológicos, incidiendo en la comunicación, organización y acción colectiva.
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Historia reciente del sindicalismo en Nicaragua. (#6032)
Jorge Guerra 11 - Universidad Nacional Autónoma de Nicaragua.
Abstract:
Historia reciente del sindicalismo en Nicaragua La presente investigación se hizo en el marco de la Sociología Política con enfoque documental (Sautu, Boniolo, Dalle & Elbert, 2005) y socio histórico (McAdam, Tarrow & Tilly, 2005). Se analiza la evolución de la acción colectiva del movimiento sindical, tomando como punto de partida la década de los setenta hasta el primer decenio del siglo XXI. Así esta acción colectiva se investiga como la manifestación organizada y sostenida de un movimiento social. Dentro de esta perspectiva el movimiento sindical ha jugado un papel protagónico en la reivindicación de espacios económicos, políticos, y culturales, que se encuentran influidos por una serie de factores sociopolíticos de su historia reciente. El sindicalismo nicaragüense en este contexto presenta experiencias y prácticas reivindicativas de mucho interés sociopolítico para la Sociología histórica. En este ámbito lo que interesa estudiar acerca del movimiento sindical son factores como la identidad, la acción colectiva, los repertorios y las estructura de oportunidades, en el marco de la contienda política acontecida en los contextos de los setenta, ochenta, noventa, y dos mil. En correspondencia a este interés se pretende identificar como la interacción de estos factores sociopolíticos contribuyen a la construcción de un proyecto de izquierda. Así con base a dicha idea se establecen las siguientes interrogantes ¿Cómo se ha caracterizado la acción colectiva del sindicalismo en las décadas mencionadas? ¿Qué plataformas sociopolíticas han influido en el sindicalismo nicaragüense? y ¿Cuáles han sido las principales contradicciones entre el sindicalismo y el FSLN? Referencias Aya, R. (1990). Rethinking Revolutions and Collective Violence. Studies on Concept, Theory, and Method. Amsterdam: Het Spinhuis. Bobbio, N. (1996). Derecha e izquierda: razones y significados de una distinción política. Madrid: Taurus. Gutiérrez, G. (1985). Historia del movimiento obrero en Nicaragua (1900-1977). En P. González-Casanova. (Coord.), Historia del movimiento obrero en América Latina. México: Siglo Veintiuno Editores (pp. 196-252). México: Siglo XXI. McAdam, D., Tarrow, S. y Tilly, C. (2005). Dinámica de la contienda política. Barcelona, Editorial Hacer. Núñez, O. (2011). La economía social solidaria en las naciones proletarizadas y el proletariado por cuenta propia en la transformación del sistema. Managua: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales & Centro Interuniversitario de Estudios Latinoamericanos y Caribeños. Stahler-Sholk, R. (1994). El ajuste neoliberal y sus opciones: la respuesta del movimiento sindical nicaragüense. Revista Mexicana de Sociología, 56(3), 59-88. Tarrow, S. (1997). El poder en movimiento. Los movimientos sociales, la acción colectiva y la política. Madrid: Alianza Editorial. Tilly, C. (2007). La violencia colectiva. Barcelona: Editorial Hacer. Torres, E & Gomariz,E. (2007). ¿Qué significa ser de izquierda? Costa Rica: Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales. Vilas. C. (1987) La Revolución Sandinista. Buenos Aires: Legasa.
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Movimento de ocupações das escolas públicas e as formas de representação política: percepção e noção de liderança em construção e disputa (#6117)
Severo Ricardo 1; Barcellos Sérgio
1; San Segundo Mário
21 - FURG. 2 - IFSUL.
Abstract:
A partir de 2015, iniciando no estado de São Paulo, surge um novo ciclo de conflitos com protagonismo de jovens no Brasil, que passam a realizar ocupações nas escolas públicas como forma de confronto contra o governo estadual que propunha, medidas de cortes orçamentários, incluindo o fechamento de diversas escolas. Esta estratégia de mobilização passa a ser utilizada em outros estados do país, no ano de 2016, em especial no Rio Grande do Sul e no Paraná com pautas locais, mas também contrárias a medidas de mesmo recorte neoliberal daquelas de São Paulo e a Reforma do Ensino Médio por meio de medida provisória imposta pelo governo federal (governo Temer). Sob essa perspectiva, este trabalho tem como questão central de pesquisa: Qual a percepção do papel de liderança e representação por parte dos estudantes? O objetivo geral é problematizar como os estudantes percebiam e qual a importância que essas categorias tiveram na construção das ocupações em sentido organizativo e político. Essa análise terá o aporte teórico de Bourdieu (1994, 2009) sobre capital político, Michells (1982) sobre liderança, Matonti e Poupeau (2006) sobre capital militante, Weber (2009) a respeito das formas de dominação e carisma e Tilly (2001) sobre ciclos de confronto. A pesquisa qualitativa foi realizada em 2016 em duas cidades (Pelotas e Rio Grande) do Rio Grande do Sul. Como procedimentos de pesquisa foram realizados dez grupos de discussão e aplicação de questionário semi-estruturado a sessenta e cinco estudantes com idades entre doze e dezenove anos. Questionados sobre a existência de liderança na ocupação, em uma aproximação inicial, pode-se constatar que havia grupos que não reconhecem a existência de liderança e tem uma visão negativa sobre esta categoria, relacionando-a ao formalismo e autoritarismo, apontando para formas horizontais de organização. Por outro lado, há aqueles que identificavam liderança e compreendiam-nas como aqueles que realizavam maior parte das tarefas e estavam mais imersos no cotidiano das ocupações. Entre ambos os polos houve uma negociação continuada sobre a participação ou não de jovens engajados em organizações partidárias de esquerda, ora excluindo-as, ora aceitando-as. Ainda, é significativa a distinção entre interior e capital como forma de relacionar distância não somente geográfica, mas representativa do centro de decisões sobre os rumos da ocupação, os quais foram ao final deliberados pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 13 |
Redes comunitarias y procesos de comunicación alternativa en México (#6120)
Israel Tonatiuh Lay Arellano 11 - Universidad de Guadalajara.
Abstract:
La entrada en vigor de la nueva Ley Federal de Telecomunicaciones y Radiodifusión (LFTyR) ha sido criticada desde los círculos académicos y por organizaciones de la sociedad civil interesadas en la temática, ya que aunque la Constitución garantiza el acceso a la información y el derecho a la comunicación, pero quienes sólo han sido beneficiados son los grandes medios de radiodifusión y telecomunicaciones comerciales. La radiodifusión pública, comunitaria e indígena ha sido relegada al establecerse en la ley criterios ambiguos para el otorgamiento de concesiones. Lo anterior ha propiciado que, incluso desde antes de la reforma a la legislación de medios, las comunidades que carecían de servicios de radiodifusión y telecomunicaciones, debido a la baja rentabilidad que obtendrían las empresas comerciales si operasen en esos lugares, se han organizado y han montado sus propios sistemas de radio e incluso televisión y telecomunicaciones, cuya lógica comunitaria no sólo ha permitido el acceso al servicio a bajos costos, sino que ha logrado el empoderamiento de la comunidad al permitirles gestionar y operar sus propios medios de comunicación. Hoy en día el reto de estas comunidades es transitar hacia las redes comunitarias. Si bien las experiencias previas han servido para la organización y autogestión, los costos de la tecnología (hardware y software) para la instalación de redes comunitarias es el próximo obstáculo a vencer, aunque a la fecha hay comunidades en los Estados mexicanos de Chiapas y en Yucatán que ya han empezado a probar estas redes comunitarias. Esta ponencia tiene el objetivo de describir analizar los procesos de organización comunitaria para la gestión de los permisos gubernamentales correspondientes, de los dispositivos tecnológicos y de la operación de los mismos, así como del impacto en la propia comunidad y las aledañas en un contexto donde la radiodifusión y telecomunicación comercial pretende abarcar todas las zonas sin permitir competencia alguna.
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formación de gestores comunitarios en riesgos integrales (#6146)
Marbelis Coromoto Ramírez Herrera 11 - Universidad del Zulia.
Abstract:
Los riesgos representan la probabilidad de un suceso. El auge de nuevas tecnologías, el hecho de no poseer conciencia del mismo, las consecuencias de factores empresariales e incluso la sociedad en sí, generan factores de riesgos integrales que podrían poner en amenaza a comunidades enteras. La sociedad en general debe tratar de relacionar la gestión comunitaria de riesgos con la vida cotidiana, ya que éstos suelen ser subestimados por las personas por ser sucesos que no se pueden anticipar por completo. Ante el escenario social que experimenta hoy en día Venezuela, que promueve la participación y organización social como base del poder popular, es necesario crear la consciencia de riesgo a través de líderes comunitarios capaces de trabajar en equipos multidisciplinarios, velando por la organización del entorno y manejando dinámicas para la prevención del riesgo, que a su vez preserven la ciudadanía y a la sociedad como tal. De allí la relevancia de este trabajo, que pretende mostrar la importancia de formar gestores comunitarios que puedan presentarles a las comunidades programas conscientes en el manejo de situaciones comunes como el impacto ambiental, consumo energético responsable y otras, atendiendo a su realidad económica, geográfica, cultural y poblacional. Todo esto sustentado en los trabajos de investigación que se realizaron teniendo estas variables como objeto de estudio; además de entrevistas y referencias bibliográficas consultadas. PALABRAS CLAVES: RIESGOS INTEGRALES, GESTORES COMUNITARIOS, LÍDERES COMUNITARIOS, PROGRAMAS SOCIALES
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La movilización sindical agraria uruguaya (1955-1964). (#6195)
Agustín Juncal 11 - Departamento de Sociología (FCS-Udelar).
Abstract:
En Uruguay, desde la década de los cuarenta se asistía a un proceso de cambio dentro de la clase obrera, que puede ilustrarse por la conformación de una "nueva clase trabajadora" y un notorio aumento de la tasa de sindicalización (Porrini, 2005; Errandonea y Costábile, 1969). No obstante, los asalariados del medio rural tenían importantes dificultades para expresar sus necesidades y demandas en la esfera pública como consecuencia de la fuerte represión sindical a las acciones colectivas (González Sierra, 1994). A mediados de los cincuenta comenzaron los esfuerzos de algunas centrales sindicales y de las izquierdas comunista y socialista por estimular y apoyar la organización sindical agraria (Leibner, 2011; Blixen, 2000; González Sierra, 1994). En tal sentido, la ponencia pretende describir y analizar el proceso de vínculo entre las fracciones de las izquierdas comunista y socialista con los trabajadores rurales en el período 1955-1964, en base a diferentes materiales disponibles: fuentes escritas y gráficas de medios de prensa (El Sol y El Popular vinculados al Partido Socialista y Partido Comunista respectivamente) y testimonios (dirigentes sindicales y militantes políticos de las organizaciones). Más específicamente, propongo analizar y contrastar algunos elementos de la teoría de los recursos de movilización y de las oportunidades políticas tomando como ejemplos cuatro sindicatos rurales (tambos, arroceros, remolacheros y cañeros). Adicionalmente, el trabajo se centra en exponer algunas posibles líneas interpretativas que podrían explicar el éxito de la movilización de los peludos de Bella Unión en su transformación de un sindicato rural hacia un movimiento social, proceso fundamental para entender los contextos de radicalización política y violencia de los sesenta en Uruguay.
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Política e Protesto no Brasil Recente: uma análise das manifestações de junho de 2013 (#6200)
Jose Carlos Martines Belieiro Junior 1;
Eser Azael Moreira Lopes
11 - Universidade Federal de Santa Maria UFSM.
Abstract:
Desde a redemocratização política e institucional do Brasil que há uma forte presença de movimentos sociais na arena política e social. Tanto os movimentos sociais de caráter mais específico como os movimentos sociais de caráter amplo tem comparecido de modo sistemático em momentos-chave da democracia brasileira. O movimento das Diretas Já, o momvimento estudantil pelo impeachment de Collor em 1992, e os movimentos sociais tradicionais, como sindicatos urbanos ou rurais demonstram forte dinamismo participativo no Brasil. No entanto, nos anos 2000 com a chegada do PT no poder com Lula em 2002, muitos movimentos como MST e CUT se aproximaram do governo petista. De forte vínculo com os movimentos sociais, o governo Lula conseguiu articular alianças com vários grupos sociais organizados. O governo Lula conseguiu flexibilizar medidas de política econômica com iniciativas no campo das políticas sociais e na política de valorização da renda do trabalho. Diante da orientação distributivista, o governo Lula não enfrentou movimentos de protesto. Na arena política e institucional, a capacidade política e carismática do ex-presidente se convertera em capital político suficiente para lidar com os conflitos entre grupos de interesse. Nas eleições presidenciais de 2010, o Partido dos Trabalhadores (PT) vence novamente a disputa, sendo o terceiro governo petista seguido desde 2003. Dilma Rousseff, eleita presidente com a responsabilidade de continuar o legado dos governos do PT. Na economia, o governo Dilma pretendia continuar as políticas crescimento econômico e no campo social, o aprofundamento das políticas de bem-estar social. O modelo distributivo de Lula estava amparado em aumentos salariais, distribuição de renda para os pobres e um programa de obras públicas. A continuidade desse modelo requeria uma situação econômica internacional e nacional favorável. A participação do PT no poder e seu modelo de políticas nunca foi consenso na sociedade brasileira. O governo Dilma adotou iniciativas com o objetivo de fomentar o crescimento com distribuição mas sua capacidade política de negociação com diferentes segmentos sociais era mais limitada. Medidas visando a redução de custos para as empresas e incentivos ao consumo foram adotadas mas com resultados discutíveis. A percepção de esgotamento do modelo petista de gestão da economia se tornaram crescentes no contexto do seu mandato presidencial. As classes alta e media, de posição política contrária aos governos petistas se lançaram numa sistemática oposição ao governo. Com a queda do crescimento econômico e as dificuldades políticas na arena institucional, as manifestações de protesto de 2013 espelham a crise da gestão petista na economia e sociedade. Com ideologias e classes variadas os movimentos de junho de 2013 são um desafio por apresentarem dimensões novas. Reativos aos governos do PT, de viés moralizante e conservador, o objetivo deste trabalho é analisar os movimentos de 2013.
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La reorientación simbólica de los movimientos juveniles en el espacio político latinoamericano (2012-2016) (#6219)
Angel Rodríguez Soler 1; Sunamis Fabelo Concepción
11 - Centro de Investigación de Poítica Internacional.
Abstract:
Los movimientos juveniles en el espacio político latinoamericano con formas de movilización y una expresión juveniles que emergen en América Latina cobran protagonismo e imponen, en cada país, nuevos temas en la agenda política. Estos movimientos o colectivos protestando por temas como el medio ambiente, derechos humanos y educación. Están aquellos que se preocupan por lo social mediante formas de participación no necesariamente vinculadas al Gobierno, a la par de los que ven espacios propicios para realizar sus reclamos en la arena política. Este trabajo va hacer un recorrido de las movilizaciones de la Generación Hashtag: los movimientos juveniles en la era de la web social. Los jóvenes de la Generación # aunque, sin lugar a dudas, no haya sido la única generación presente en las movilizaciones, una de sus características del paso de la Generación @ a la Generación #, del movimiento antiglobalización a los movimientos sociales en red. Estos nuevos movimientos juveniles se mueven en el espacio global, aunque responden a una problemática localizada, están conectados entre sí, facilitando la repercusión internacional de sus acciones. Otra de es la difusión de sus acciones se produjo de manera viral, en forma de rizoma, a través de las múltiples herramientas de la web social -pads, medios sociales, listas de correo y aplicaciones móviles, entre otras- y de los múltiples nodos, individuales y colectivos, de los movimientos están presentes en Bolivia, Ecuador, Venezuela, Brasil y Argentina. Los jóvenes no sólo reaccionan a la pérdida de un derecho o ataque desde el Gobierno sino que toman la iniciativa con renovado ímpetu, son juventudes políticas que se sienten requeridas por el Estado, grupos políticos que ven un espacio de disputa como herramienta para el cambio social.
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A TRAJETÓRIA POLÍTICA DO MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS/SC (#6229)
Janaina Betto 1; Marcos Botton Piccin
11 - UFSM.
Abstract:
O artigo tem por objeto de estudo o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) de Santa Catarina, fundado oficialmente no ano de 1983, na cidade de Chapecó, localizada no estado de Santa Catarina, Brasil. Nesse período, as agricultoras organizavam caravanas a Brasília buscando o reconhecimento da profissão de trabalhadoras rurais e a conquista de direitos sociais. Atualmente, o movimento faz parte do MMC/Brasil, fundado em 2004, e alia sua atuação em defesa da vida das mulheres com lutas que identificam ser pelo fim do sistema capitalista e pelo fim do modelo de produção do chamado agronegócio. Além disso, o MMC é um movimento específico de mulheres, considerado pelas suas militantes enquanto local legítimo e ideal para a atuação política, sobretudo pela leitura política de indissociabilidade entre questões de classe e de gênero. Buscou-se realizar uma investigação, transmutando a estrutura movimento em processo, para assim apreender nele a origem dos grupos sociais que colaboraram para o surgimento do movimento, os caminhos trilhados a partir de então e as principais transformações ocorridas, ou seja: compreender a trajetória política do MMC/SC a partir de experiências sociais, políticas e organizativas. Para tanto, um conceito central no presente estudo foi a noção de experiência elaborada por Thompson (1981)[1]. Assim, a experiência do MMC/SC foi entendida enquanto conjunto de acontecimentos históricos, aspectos culturais e experiências organizativas que fornecem sentido à identidade e projeto defendidos pelas militantes do movimento, significam o seu fazer-se e a sua especificidade, norteando suas ações, na atualidade e com vistas ao futuro, ao lado de outros movimentos sociais e compondo organizações como a Via Campesina. Salienta-se por fim que esta pesquisa é resultado da dissertação de mestrado da autora, cujos dados empíricos foram gerados a partir de pesquisa bibliográfica, documental, entrevistas e pela observação direta em eventos do MMC. [1] THOMPSON, E.P. A miséria da teoria ou um planetário de erros uma crítica ao pensamento de Althusser, Rio de Janeiro: ZAHAR, 1981.
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El Movimiento No a La Baja: un estudio de caso de participación política juvenil. (#6235)
Diego Damián Amarilla Martínez 11 - Facultad de Ciencias Sociales - Universidad de la República..
Abstract:
El Movimiento No a La Baja (de ahora en adelante MNLB) surge de manera contestataria al plebiscito que pretendía reformar la constitución de Uruguay bajando la edad de imputabilidad penal a 16 años. Dicho plebiscito fue impulsado mediante la recolección de firmas en el año 2011 y finalmente celebrado junto a las elecciones nacionales de octubre de 2014. La relevancia social surge a partir de la baja participación política de jóvenes en Uruguay, sobre todo a nivel político partidario. Por otro lado a nivel sociológico es menester dar cuenta y analizar los procesos de acción colectiva que pretenden un cambio social, y que como en el caso del MNLB son procesos llevados a cabo básicamente por jóvenes. La investigación tiene como objetivo general conocer el proceso de acción colectiva que se dio en el MNLB. En este sentido, los objetivos específicos pasan por comprender el significado que los militantes en cuestión atribuyen a las movilizaciones y protestas. Indagar acerca del uso de redes sociales en el espacio social y en el espacio virtual. Analizar el rol que desempeñaron los actores de la sociedad civil y el sistema político-partidario. Indagar acerca del uso de estrategias y tácticas para las movilizaciones sociales. Comprender la identidad colectiva del MNLB, y finalmente indagar acerca de la articulación entre identidad colectiva y apropiación generacional por parte de los jóvenes del MNLB. La investigación es abordada desde tres dimensiones conceptuales que se interceptan entre sí y son muy relevantes a la hora de dar cuenta de la acción colectiva del MNLB. Por un lado se adscribe a la teoría de movilización de recursos y de oportunidades políticas, tomando como cometidos importantes de esta dimensión conocer la forma organizacional del movimiento y las relaciones que mantuvo con la sociedad civil y el Estado, el autor clave manejado en esta dimensión es Sidney Tarrow. Por otro lado la investigación procura dar cuenta de la construcción de la identidad colectiva del MNLB, identidad colectiva que es operacionalizada en clave generacional pero también como un componente de clase y desde parámetros ético-existenciales de adhesión a una causa, autores claves de esta dimensión son Alberto Melucci, Francois Dubet y Dina Krauskopf, entre otros. Finalmente la dimensión conceptual relacionada a la hegemonía y las luchas simbólicas por las disputas de las visiones legítimas del mundo son clave para entender el proceso de acción colectiva de los militantes del MNLB, es así que son fundamentales los aportes de Gramsci, Laclau y Pierre Bourdieu. Para llevar a cabo los objetivos planteados anteriormente se utilizó un diseño cualitativo basado en la corriente interpretativista de las ciencias sociales. La técnica utilizada fue la entrevista en profundidad, se entrevistó a un total de 23 militantes.
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El Movimiento de Trabajadores Desocupados en Bahía Blanca (1995- 2003): organización y conflictividad social (#6245)
Pablo Ariel Becher 11 - CONICET- UNS- CEISO.
Abstract:
En el marco de la acumulación capitalista neoliberal expresada con mayor intensidad en la Argentina durante la década de 1990 surgieron distintas experiencias y organizaciones de resistencia que enfrentaron este proceso y pretendieron generar alternativas políticas concretas. Por su capacidad de organización y la escalada de conflictos generada, el movimiento de trabajadores de desocupados tuvo un importante papel en la constitución de las fuerzas sociales que enfrentaron al régimen, siendo clave su participación en el proceso de lucha de clases junto al movimiento obrero. El objetivo central apunta a analizar los procesos históricos de formación, organización y desarrollo de las fuerzas sociales vinculadas al proletariado, indagando particularmente en la dinámica de las organizaciones de trabajadores desocupadas, en la ciudad de Bahia Blanca en los años 1995- 2003. Partiendo de la literatura especifica que aborda las problematicas de la conflictividad laboral y del analisis de la protesta social se tomará como dimensión teórica- metodológica el enfrentamiento social y sus diversas modalidades de expresión, como asi tambien las herramientas teóricas que indagan sobre la identidad colectiva. Siguiendo una metodología de análisis cuantitativo y cualitativo- que incluye el analisis documental y la realización de entrevistas a los actores participantes- se caracterizarán las organizaciones de desocupados, analizando sus significantes constitutivos y se examinarán los conflictos obreros en su totalidad con el objetivo de describir sus causas y verificar los hechos de protesta, lo que permitirá comprender los tipos de acciones colectivas y las relaciones sociales dentro de un proceso histórico de constitución de alianzas políticas. De esta forma, se comprenden los procesos de construcción colectiva e identitaria de los sujetos obreros y las disputas de corte vertical como horizontal que se generan en las relaciones de trabajo. El aporte de este estudio permitirá recontruir el desarrollo de la historia local, compararla con otros estudios regionales, nacionales e internacionales y debatir los presupuestos teóricos en la formación y desarrollo de los movimientos sociales, asi como tambien las estrategias metodológicas a la hora de analizarlos.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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LA HISTORIA POPULAR COMO SOSTÉN DEL MOVIMIENTO SOCIAL (#6273)
Abstract:
LA HISTORIA POPULAR COMO SOSTÉN DEL MOVIMIENTO SOCIAL[1] Leif Korsbaek[2] ABSTRACT Es un hecho que el estado no funciona muy bien, no hay necesidad de presentar pruebas y referencias bibliográficas, y es también un hecho visible que en la actualidad existe un sinnúmero de movimientos de protesta, desde Madrid a Nueva York, en México y en el Perú. Pero los hechos sociales no existen en aislamiento, coexisten con mecanismos ideológicos, políticos y científicos y, como el estado tiene necesidad de su legitimación, también los movimientos sociales. Un movimiento social que merecidamente ha atraído la atención es la institución conocida como “la ronda campesina”, un movimiento que nació en 1976 en una comunidad rural en Cajamarca en el extremo norte del Perú, que en poco tiempo llegó a existir en prácticamente todo el Perú y que sigue existiendo hoy (en google se pueden buscar mis publicaciones al respecto y muchas otras). Gran parte de la identidad nacional del Perú se fundamenta en dos obras históricas: Los Comentarios Reales del Inca Garcilazo y “La Nueva Coronica y Buen Gobierno” de Felipe Guamán Pomo, ambas de la temprana colonia. Recientemente se ha planteado dudas acerca de la autenticidad de ambas obras, y se ha postulado que el autor sea un revoltoso jesuita, Blas Valera. El conflicto que ha surgido entre los investigadores es un cuestión interesante en términos de autenticidad y derechos de autor, pero quisiera discutir otro aspecto de este conflicto: la posibilidad de que las dos obras, y en particular la de Guaman Poma, realmente han tenido una función como el sostén legitimador de movimientos de rebelión popular en el Perú a través de los tiempos, contraponiendo así una historiografía oficial a una historia popular. [1] Ponencia para el Grupo de Trabajo 19 “Acciones Colectivas y Movimientos Sociales” del XXXI Congreso ALAS en Montevideo, a celebrarse en diciembre 2017. [2] Antropólogo Social de la Universidad de Copenhague, Dinamarca, Doctor en Ciencias Antroológicas por la Universidad Autónoma Metropolitana Iztapalapa, México D. F. Profesor-Investigador de Antropología Social en la División de Postgrado de la Escuela Nacional de Antropología e Historia (ENAH).
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Reproducción de conflictos históricos en el movimiento estudiantil chileno. Una aproximación de las juventud que se autodefine marxista (#6289)
Camila Ignacia Araya Guzmán 11 - Estudiante UDP.
Abstract:
El Movimiento Estudiantil chileno (2011), en cuanto a fenómeno social o más bien, realidad social, se ha convertido en un objeto de estudio digno que nos ha permitido comprender reflexivamente el acontecer nacional desde sus aristas políticas, sociales, económicas y hasta culturales. Hemos visto estudios desde la acción colectiva y los movimientos sociales, desde la perspectiva de las generaciones, y también desde las formas de participación y organización juvenil como consecuencia de un proceso de politización y despojo de la apatía juvenil –paradigma noventero que explicaba el desinterés de la juventud en asuntos públicos, debido a su baja participación electoral-. No obstante, al comprender al Movimiento Estudiantil como un campo político de disputas, nos encontramos con un escenario en donde la penetración de dichas disputas es dinámica en el tiempo, por lo que la divergencia existente entre los bloques políticos de este campo, se merecen también espacios de análisis y de estudios, ya que tal como va cambiando el eje derecha-izquierda tradicional del sistema político por distintos clivajes, dentro del Movimiento también se configura un eje que va cambiando de acuerdo al contexto histórico del momento. En ese sentido, si en el 2011 a palabras de Octavio Avendaño se visualizan 3 grupos políticos: JJ.CC y NAU; Izquierda Autónoma; y grupos de “diversas organizaciones de izquierda antisistema, calificadas por la prensa en esos años con el nombre de <<ultras>>” (2014:53), nos vemos en la necesidad de conocer las organizaciones emergentes que van desplazando y van disputando el direccionamiento del Movimiento Estudiantil, sobre todo desde un auto reconocimiento de identidad revolucionaria. Por lo tanto, por medio de una metodología cualitativa, una técnica de análisis de contenido, y la utilización de las ideas que han movilizado los distintos clivajes en la historia de Chile, que nos permite vislumbrar un mapeo de la teoría de las ideas y el problema del marxismo y la izquierda revolucionaria en el país, se busca exponer los resultados de una investigación para optar al grado de magíster en métodos para la investigación social de la Universidad Diego Portales de Chile sobre la reproducción de los conflictos políticoes tradicionales al interior del movimiento estudiantil chileno
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Coletivo Macanudos: construção e consolidação de um espaço de discussão de negros e negras na Universidade (#6292)
Cassiane Paixao 1;
Ricardo Severo
1; Taina Valente
11 - Universidade Federal do Rio Grande.
Abstract:
O presente trabalho analisa a formação de um coletivo de estudantes negros e negras numa universidade pública no sul do Brasil, denominado Coletivo Macanudos. Buscamos compreender quais são os elementos significativos para a sua criação, consolidação e prática do grupo. O coletivo foi constituído em 2012, a partir das discussoes surgidas em um projeto de extensão na Universidade Federal do Rio Grande, no entanto, em um breve período, outras pautas entraram nas considerações do grupo mudando sua atuação e constituição interna. Esse grupo passa a atuar em outros espaço e se constitui para além da universidade, no sentido de construção identitária negra, aonde começamos a considerar os elementos interseccionais. Verificamos ainda que para além da mudança de atuação há a constituição de um ethos ativista, que se consolidou a partir dos laços de solidariedade no grupo e rede social militante.
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De la ruta al ministerio: acciones colectivas alimentarias en Córdoba (Argentina), entre 2001 y 2007. (#6319)
Martin Eynard 11 - CIECS (CONICET, UNC).
Abstract:
En las décadas pasadas, en Argentina hemos sido testigos de nuevos hechos: la existencia de acciones colectivas llevadas a cabo para visibilizar los conflictos alrededor del acceso a los alimentos. Estas acciones tomaron diferentes formas, desde demandas de programas sociales al Estado, saqueos, piquetes, protestas por cierres de comedores populares, entre otros. Sociológicamente, la carencia de alimentos puede ser entendida como un límite de compatibilidad sistémico, ya que amenaza, en diferentes niveles e intensidades, la reproducción material del cuerpo. La demanda de alimentos, por su lado, indica e implica una red de conflictos, que estructura relacionalmente a la sociedad en un determinado tiempo y espacio. Metodológicamente, asumimos un enfoque cualitativo, combinado con datos cuantitativos. Los instrumentos de recolección de datos combinaron entrevistas en profundidad semi estructuradas y observación, junto con la realización de una base de datos hemerográfica de acciones colectivas alimentarias construida a partir del periódico local más importante de la ciudad de Córdoba (“La Voz del Interior”). El objetivo principal de este artículo es delinear una serie de resultados obtenidos en el marco de una tesis doctoral que indagó sobre las características que asumieron los conflictos vinculados al acceso a los alimentos en la ciudad de Córdoba, entre el 2001 y el 2007.
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Identidad y movimientos sociales en Argentina: una lectura a partir de la teoría social de Manuel Castells (#6321)
Iván Gustavo Baggini 11 - UNRC - UNVM.
Abstract:
El estudio de la identidad y los movimientos sociales desarrollado por Manuel Castells ocupa un lugar destacado en su construcción teórica al señalar que el nuevo paradigma tecnológico (informacionalismo), centrado en torno a las tecnologías de la información y comunicación, ha modificado las bases de la sociedad a un ritmo acelerado propiciando la emergencia de múltiples expresiones de identidad colectiva que desafían la globalización en reclamo de la diversidad cultural y de la autonomía de los agentes sobre sus vidas y entorno. De allí que la problemática que nos interesa desarrollar en el trabajo esta referida a indagar sobre los alcances analiticos y empíricos de las categorías identidad y movimientos sociales referenciadas por el autor a partir de las expresiones que tuvo la accion coelctiva en Argentina durante la crisis de gobernabilidad acaecida entre los años 2001-2003. Problema que nos remite, a su vez, a considerar que el objetivo de la propuesta es escrutar la capacidad explicativa de los conceptos mencionados por el sociólogo catalán para poder discutir su aporte y limitaciones a partir del analisis de los moviminetos sociales argentinos a principios de siglo. Para alcanzar dicho objetivo se seguirá una metodología cualitativa la cual tendrá como una de sus actividades el estudio del contenido de las entrevistas realizadas a los integrantes de las asambleas barriales de la ciudad de Buenos Aires y de las opiniones vertidas por la prensa para posteriormente somenter los resultados al examen teórico desarrollado por el autor. Como conclusión de la tarea de investigación se espera ofrecer un estudio que contribuya a repensar la dimension identitaria de los movimientos sociales a partir de un analisis crítico del marco teórico elaborado por Castells sobre el tema de la identidad colectiva en tiempos de la informacíon y la sociedad red.
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LA CONSULTA CIUDADANA Y LOS CONFLICTOS SOCIALES EN EL PERÚ (#6322)
Eli Guevara Tello 11 - universidad nacional de cajamarca.
Abstract:
RESUMEN Los conflictos sociales originados por proyectos y empresas mineras en América Latina, ha ido en aumento en los últimos cinco años, pues existe una profunda preocupación por el cuidado del medio ambiente y los efectos que la explotación minera ocasiona y como éste problema está calando cada día, en donde aún no se encuentran mecanismos claros de consulta y consentimiento de las poblaciones ubicadas en las zonas de explotación minera, por el contrario se ha aplicado una creciente criminalización de los opositores al desarrollo de proyectos mineros, estrategia que está siendo utilizada por los gobiernos latinoamericanos en complicidad con las empresas. Estas acciones pretenden anular la posibilidad de manifestarse libremente como todo ciudadano o ciudadana con derechos y deberes, contemplados en las constituciones de cada gobierno latinoamericano y tratados internacionales. Esta situación se presenta en Perú, y se percibe como en algunas regiones se suscitan varios conflictos, en la región Cajamarca existen diferentes conflictos, pero el que ha causado revuelo social es el originado a raíz de la ejecución del proyecto minero Conga, que es el resultado de la política extractivista neoliberal que viene de los gobiernos anteriores y que practica el gobierno del presidente Ollanta Humala vulnerado los derechos de la población y del cuidado del medio ambiente. El objetivo del presente estudio es contribuir a la solución de los conflictos sociales mediante la Consulta Ciudadana. La investigación contribuirá a la solución de un problema social y a la gobernabilidad de la región, pero también al respeto de los derechos sociales y políticos, y al desarrollo armonioso de las poblaciones con una cultura social de paz. Además, el estudio servirá como antecedente para futuras investigaciones, dentro de la región Cajamarca, esperemos que la propuesta de Consulta Ciudadana se convierta en uno de los mecanismos de solución a los conflictos sociales que se presentan en la región y el país, particularmente por la explotación de los recursos naturales, y poder regular el tema de participación efectiva de la población. El presente trabajo de tesis de investigación está dividido en cinco capítulos: en el Capítulo I, comprende el problema de investigación. Capítulo II, trata los fundamentos teóricos, filosóficos, sociológicos, que sustentan el estudio de investigación, los antecedentes de la investigación. Capítulo III, a través de resultados se describe la viabilidad de la Consulta Ciudadana. Capítulo IV, está referido a la discusión y análisis teórico, de los resultados. Capítulo V se presentan las conclusiones y recomendaciones, a las que se llegaron en el presente estudio y finalmente se presenta la lista de referencias y los anexos. El autor.
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Una mirada al rol que han adquirido las mujeres en organizaciones políticas de la carrera de Pedagogía en Historia y Geografía de la Universidad de Playa Ancha (#6336)
Valentina Ámbar González García
1;
Jose Ignacio Díaz Aros 11 - Universidad de Playa Ancha.
Abstract:
El propósito de esta ponencia es abordar desde una mirada exploratoria el rol que han tenido las mujeres pertenecientes a la carrera de pedagogía en Historia y Geografía de la Universidad de Playa Ancha en organizaciones políticas de un período específico. Se busca identificar cuáles son las formas de participación que ejercen en las asambleas estudiantiles de su respectiva carrera, así mismo se identificaran las funciones que adquirieron en una toma universitaria, para finalmente explorar cómo incide el origen o adscripción de clase social en su rol como mujeres dirigentes. A mediados del año 2006 un emergente movimiento social llevado adelante principalmente por estudiantes secundarios y universitarios repercutió en distintas ciudades de Chile manifestándose el descontento al sistema educativo actual, el cual se implantó durante la dictadura cívico-militar en los años 70'. Pese a que han transcurrido años desde su jurisdicción, las demandas, luego de ocho años de manifestaciones, han adquirido auges críticos, ampliándose entre las organizaciones políticas de distintos lugares de estudios del país. Al comienzo su principal énfasis recayó en temas como gratuidad en la educación, fin al lucro, eliminación del Crédito con Aval del Estado, y a su vez terminar con el Proceso de Selección Universitaria. Sumado a estas, en la actualidad, aparecen denuncias ligadas al acoso sexual como un ejemplo de fuerte discriminación hacia mujeres y disidentes sexuales. Se nos hace necesaria una mirada investigativa a la participación de mujeres en organizaciones políticas para comprender el panorama político que viven las mujeres que participaron en el movimiento estudiantil del país en el último tiempo. Sosteniendo que en décadas, tanto en Chile, como en la región Latinoamericana, la participación de estas se ha silenciado e ignorado. Por lo tanto, analizar los roles que estas han adquirido en tales procesos sociales es fundamental para lograr comprender si las organizaciones políticas dentro de la comunidad universitaria replican las limitaciones que las mujeres viven en la sociedad patriarcal. En base a lo anterior, nos surge la siguiente pregunta de investigación: ¿Cuál es el rol de las mujeres de la carrera de Historia en las organizaciones políticas de la Universidad de Playa Ancha entre los años 2015 y 2017? El enfoque metodológico investigativo utilizado será cualitativo, puesto que los datos serán recolectados mediante observación participante con el propósito de hacer este proyecto a largo plazo, entrevistas en profundidad y revisión de documentos, que nutran las perspectivas críticas de las relaciones de género en los movimientos sociales, de Pierre Bourdieu, Scott, García y López, María Ángeles Durán.
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¿QUIÉNES SOMOS?
Moviliza-Acción. Reflexiones acerca de la Generación de Derechos en Uruguay.
Estudio de casos múltipli: Árbol, Catalejo, Mujeres en el Horno, Ovejas Negras y Proderechos. (#6363)
Abstract:
En los últimos diez años, Uruguay ha sido escenario de la confluencia genuina en relación a cuatro demandas que nos ubican a la vanguardia en términos internacionales, nos referimos a: la aprobación de la interrupción voluntaria del embarazo, la regulación del mercado de cannabis, la aprobación del matrimonio igualitario y al freno a la baja de la edad de imputabilidad penal. Si bien éstas, no son originalmente demandas juveniles, sí existen procesos jóvenes en los modos en que han ido aconteciendo casi que, en simultáneo. Por esta razón, es significativo poner el foco en aquellos sujetos colectivos, que han tenido una participación fuerte en la efectiva consecución de estos acontecimientos. Se considera fundamental un análisis que permita acercarse sin miopía a los procesos y trayectorias que fundan la emergencia de estas novedades. De modo que, esta investigación pretende realizar un aporte al campo de la sociología de la juventud, en clave generacional. Intentando identificar en: Proderechos, Ovejas Negras, Catalejo, Árbol y Mujeres en el Horno, zonas comunes en relación a sus estrategias de intervención e incidencia, así como en sus modos de organización. Y en este sentido la existencia de nexos, lazos, que implican ubicar a estos actores sociales dentro de la misma generación, a la cual se decidió llamar: “La Generación de derechos”. Partiendo del supuesto de que no han sido analizados con el debido cuidado aquellos elementos que componen el repertorio de acción de estos colectivos, y en función de que, dar visibilidad a su ubicación en el mapa de los Movimientos Sociales Juveniles en Uruguay, posibilita nuevos abordajes e incluye especificidades que no han sido contempladas, se evidencia en esta investigación una conexión temporal de cómo han ido incorporando nuevos modos de intervención e incidencia, que comparten ciertas especificidades, así como zonas difusas en las que existen sustantivas diferencias entre ellos. Será de interés generar insumos desde una perspectiva cualitativa-comprensivista, de manera que las políticas públicas en dirección a las juventudes y a la cultura de nuestro país, visibilicen las dinámicas intrínsecas de las diversas actividades que desarrollan los/as jóvenes y posibiliten que cohabite la heterogeneidad. Es posible identificar nuevos potenciales que desembocan en una acumulación de fuerzas que ha ido tejiendo ciertas conexiones en el escenario de su acción, producto de los desafíos, incertidumbres y lazos de solidaridad trazados. Entonces, cristalizar estos procesos apela a reconocer la diversidad de sucesos que han reconfigurado los márgenes de acción y los repertorios de participación, es considerar a estos sujetos colectivos no como actores homogéneos, unificados alrededor de conflictos estructurales determinantes sino como Actores Sociales en los que se evidencia la permeabilidad de la variación de la lucha.
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Las Bartolinas: el paso de la resistencia a la participación en el poderLa reconfiguración de la identidad política de la Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Indígena Originarias “Bartolina Sisa” en el proceso de articulación al MAS-IPSP (2004-2014) (#6365)
Luciana Jáuregui 11 - Independiente.
Abstract:
El presente trabajp busca responder a la pregunta: ¿cómo se transformó la identidad política étnico clasista y de género de la Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Indígena Originarias de Bolivia “Bartolina Sisa” en el proceso de articulación al MAS-IPSP (2004-2014)? Y en concreto analiza ¿cómo se desplegaron las diferentes aristas de la identidad política de las Bartolinas en distintos episodios de contienda política al interior del campo multiorganizacional del MAS-IPSP? El trabajo se inserta en los debates sobre la relación entre partidos y movimientos sociales y problematiza los cambios inherentes al proceso de institucionalización de los movimientos sociales.
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“¿Minando la movilización? Acción colectiva, reforma legal, y resistencia antimegaminera en México 2012-2013”
(#6401)
Jorge Pelaez Padilla 11 - Universidad Autónoma de la Ciudad de México.
Abstract:
El trabajo que da origen a esta ponencia, abona al campo de conocimiento de la movilización socio-legal, al preguntarse por los retos que impone el uso del derecho a los movimientos sociales. A diferencia de la mayoría de estos estudios, centrados en casos de judicialización, este trabajo aporta a las discusiones sobre la utilidad del derecho para la acción colectiva desde procesos de movilización legal menos estudiados por la literatura: la movilización por el cambio legislativo. La investigación se basa en el análisis de la campaña que desarrollaron -entre 2012 y 2013-, movimientos locales y nacionales, organizaciones de la sociedad civil, ciudadanos y académicos, para construir y cabildear una nueva Ley minera en México. El estudio de caso es resultado de 17 meses de trabajo de campo –método cualitativo y técnicas de observación participante y entrevistas a profundidad- que desarrollé entre agosto de 2012 y enero de 2014. A partir de ello, sostengo que los procesos de movilización socio-legal que le apuestan al cambio legislativo, al tener estructuras de oportunidad efímeras y vertiginosas, demandan un nivel de organización de la acción colectiva mucho mayor, respuestas más rápidas y precisas a los retos que surgen y acciones más asertivas que otros tipos de procesos de movilización socio-legal. Por esta razón, los errores o estrategias fallidas impactan de manera negativa y definitiva el proceso de acción colectiva. No obstante, el caso de estudio también muestra que, a pesar del aparente fracaso, los movimientos sociales y las organizaciones participantes, especialmente los más jóvenes, incorporan los aprendizajes jurídicos y movilizativos a sus propios procesos de resistencia local, impulsando así la aparición de nuevos ciclos de protesta. Por último, teóricamente el caso ilustra cómo puede ser combinada la literatura de la acción colectiva y de la movilización legal para lograr una mejor comprensión de los procesos de movilización social que usan el derecho.
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NOVAS FORMAS DE CIBERATIVISMO EM FLORIANÓPOLIS E O (DES) LEGADO DAS JORNADAS DE JUNHO DE 2013 (#6422)
Sérgio Barbosa dos Santos Silva 11 - Universidade de Coimbra.
Abstract:
O objetivo geral deste artigo é investigar como o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC’s), em particular, o WhatsApp, vem se apresentando como elemento central para a convocação e a mobilização de ciberativistas nas formas contemporâneas de participação política. Para tanto, será enfocado de que forma os usuários de um grupo do WhatsApp organizaram protestos na cidade de Florianópolis, no que se convencionou denominar usualmente de ciberativismo. Bucamos também compreender até que ponto as Jornadas de Junho de 2013 no imaginário dos ciberativistas investigados, ocupou um valor simbólico ou não, considerando que essas manifestações representaram um ponto de inflexão na história social e política do Brasil. O método de investigação é a análise de quinze entrevistas semi-estruturadas e “netnografia” do grupo do WhatsApp, ressaltando as motivações quanto ao seu uso político. Para isso, este estudo utilizou procedimentos analíticos de cunho qualitativo. O referencial teórico adotado é a teoria da “coreografia coletiva” do sociólogo italiano Paolo Gerbaudo e a teoria do agonismo de Chantal Mouffe principalmente sua recente obra “Construir pueblo” em co-autoria com Íñigo Errejón. Concluimos que, a partir desta experiência empírica, os múltiplos usos do WhatsApp representaram novas formas de participação política traduzidas em mecanismos de ativação da cidadania e que os entrevistados apontaram um (des) legado em relação às Jornadas de Junho de 2013. Palavras-chave: Ciberativismo; WhatsApp; Florianópolis; Jornadas de Junho de 2013.
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¿Movimientos socioterritoriales urbanos? Diálogos exploratorios a partir del análisis de dos experiencias en Argentina y en España (#6458)
Fernanda Valeria Torres 11 - Centro de Investigaciones Socio-Históricas / IDIHCS (UNLP – CONICET). Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación (FaHCE). Universidad Nacional de La Plata (UNLP)..
Abstract:
Me propongo profundizar en una perspectiva espacial de análisis de movimientos sociales urbanos, a partir del contrapunto entre dos experiencias empíricas: la Organización Barrial Tupac Amaru (OBTA) en San Salvador de Jujuy-Argentina y la plataforma por un Bosque Urbano en Málaga (BUM)-España. La presentación consta de un primer apartado en el que doy cuenta de las herramientas teóricas y metodológicas construidas en el proceso de análisis. Un segundo apartado de reseña de los casos seleccionados. Luego analizo las experiencias a partir de comprender la importancia del espacio urbano para explicar la acción colectiva y las tramas identitarias, en un contexto de crisis. Por último, cierro la ponencia con algunos comentarios finales y perspectivas de análisis futuros.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Reconstitución de lo político y derechos de las mujeres : análisis comparativo Perú-Brasil-Haití (#6543)
Mélanie Dufour-Poirier 1;
Côté Denyse
2; Levy Charmain
21 - Universidad de Montreal. 2 - Universidad de Quebec en Outaouais.
Abstract:
Tanto la historia de los movimientos sociales en Brasil, en Perú y en Haití, como su composición étnica y cultural surgen en contextos variados. Su estructuración y su funcionamiento interno también suelen ser muy diferentes. Esta heterogeneidad conlleva un potencial heurístico importante, en particular para mejorar la comprensión de la dinámica interna de los movimientos feministas contemporáneos que se despliegan en América del Sur y en el Caribe. De hecho, ningún estudio hasta ahora ha pretendido profundizar el aporte de dichos movimientos en la refundación de lo político de estos países, haciéndolo, más aun, con una perspectiva analítica comparativa. Basándonos en tres estudios empíricos longitudinales, realizados con la colaboración de sectores de los movimientos feministas de cada país, esta comunicación pinta una cartografía de sus respectivas estructuras de movilización y estructuración interna; del encuadre (framing) marcando su discurso; de las acciones y de las identidades detrás de sus movilizaciones. Por supuesto, tomaremos también en cuenta el alcance (según sea surdeterminante o estructurante) del contexto económico, político é institucional en el cual estos mismos movimientos evolucionan. Nuestro objetivo es asimismo doble. Por una parte, sondear las convergencias y las divergencias entre las estructuras de movilización estudiadas, basándonos en una metodología de estilo hipotético-inductivo. Por otra parte, analizar mas a fondo los instrumentos y las estrategias utilizados por estos mismos movimientos de contestación para hacer triunfar sus reivindicaciones. Esta investigación suele ser original porque se despliega en coyunturas tanto nacionales como internacionales a la vez muy particulares, entre tanto, en cuanto a la igual de género (mujeres/hombres). De hecho, veinticinco años después de la adopción de la Plataforma de Beijing (1997) y la ratificación de múltiples tratados internacionales, tales como la Convención Belem do Para, 1994), el discurso oficial de mainstreaming que aborda la cuestión de la igualdad de género y la lucha en contra de la violencia hacia las mujeres ha sido, teóricamente, implementado en todas las actividades y dentro del marco de las instituciones nacionales, internacionales y múltiples ONG. Dadas y tomadas en cuenta estas consideraciones, cómo se han adaptado los movimientos feministas frente al reconocimiento institucional de la necesidad de luchar en contra de la discriminación contra las mujeres y de formalizar la igualdad de género ? Dicho reconocimiento ha representado una ventaja para estos movimientos o no?
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CIUDADANÍA E IDENTIDADES COLECTIVAS. INTERACCIONES COMUNICATIVAS DE TRES ORGANIZACIONES JUVENILES DE BOGOTÁ (#6565)
David Felipe Bernal Romero 11 - Universidad Surcolombiana.
Abstract:
Este documento hace parte de los hallazgos de la investigación “Construcción de ciudadanía y de identidades colectivas: un análisis de las interacciones comunicativas y acciones colectivas de tres organizaciones juveniles de Bogotá”. Se analizaron las interacciones comunicativas que tres organizaciones implementan con las instituciones estatales y la comunidad a través de sus acciones colectivas, la construcción de su ciudadanía, y la apropiación del territorio. El estudio se enmarcó en el constructivismo a través de los Nuevos Movimientos Sociales y los conceptos de ciudadanía, identidades e interacciones comunicativas. A través de relatos de vida, entrevistas, grupos focales y la revisión documental; se reconoció cómo se da la construcción de las realidades de los grupos, a través de las interacciones comunicativas con los actores de la localidad. Se evidencia que su territorio está en disputa por la exclusión y estigmatización que enfrentan los jóvenes, situación que les permite organizarse y construir su ciudadanía e identidad a través de acciones colectivas que implican interacciones comunicativas con la comunidad y la institucionalidad. Las interacciones comunicativas en muchas ocasiones se debilitan porque la comunicación no se asocia con el intercambio de sentidos, por ello se quebrantan frecuentemente las identidades que reconstruyen.
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AS QUESTÕES ETNICAS- RACIAIS NA FORMAÇÃO CONTINUADA: ENCONTROS E DESENCONTROS
(#6617)
Yvone Costa de Souza yvone 11 - Fundação Oswaldo Cruz.
Abstract:
Este estudo, buscou problematizar as questões étnico-raciais na formação continuada de professoras/es que atuam na Educação Infantil, a partir da experiência dos trabalhos realizados na Creche da Fundação Oswaldo Cruz. Este tema, vem sendo discutido especialmente a partir da Lei 10.639/2003, tendo revelado alguns impasses e nuances na prática pedagógica, que merecem ser discutidos, revistos e problematizados. Os embates político-sociais que este tema traz, precisam, ainda, de muita pesquisa e contínua reflexão, para que as lutas alcançadas não sejam perdidas, repercutindo de forma significativa para a população infantil negra brasileira. As pesquisas que abordam as questões étnicas-raciais sobre a infância buscam, sobretudo, aprofundar no mundo contemporâneo o quanto as crianças são as principais vítimas de apartações raciais, sociais, de classe, gênero e etnia. É importante pensar o quanto as diferenças, tratadas como desigualdades, podem ser (re)produzidas dentro de espaços educativos como as escolas de Educação Infantil. Como apontam Abramowicz e Rodrigues, a creche é um espaço de iniciação que se constitui no primeiro equipamento público e coletivo que as crianças frequentam desde bebês, aprendendo ali modos de ver o mundo. A questão da (in)visibilidade das crianças pequenas na formação dos(as) professores(as), da qual sabemos muito pouco, vem ao encontro de uma prática pedagógica muitas vezes eletiva e embranquecida. Portanto, precisamos ouvir as crianças, observá-las, conversar com elas, estar junto delas, ampliando assim suas vivências, bem como nossa compreensão a respeito das culturas infantis. Isso implica, necessariamente, acompanhar as (os)professoras(es) enquanto trabalham em atividades complexas e indispensáveis, ressaltando a importância das instituições de Educação Infantil, implantarem e executarem uma constante formação continuada desses (as)profissionais no exercício de seu trabalho. O objetivo foi discutir a formação em serviço dos professores(as) da Creche Fiocruz, no que se refere às questões étnico-raciais. E assim, compreender, a partir da pesquisa desenvolvida, e segundo Passos, é possível reconhecer no Brasil discursos que reconfiguram as relações de poder, as subjetividades, na circulação da palavra viva, da palavra histórica, enunciações que refletem e retratam as relações e a capacidade inventiva dos sujeitos da afro-diáspora na significação de seus bens simbólicos. A discussão étnico-racial emerge atualmente nos indicadores de qualidade para a Educação Infantil, demostrando assim a relevância desse tema, uma vez que as crianças de pouca idade não nascem racistas, preconceituosas, elitistas. As questões sobre a diversidade cultural, étnica e racial precisariam ter uma presença mais explícita nas discussões desenvolvidas não só no meio acadêmico, mas em todas as instâncias de formação docente, ocupando um espaço mais representativo para que o trabalho a ser desenvolvido com as crianças possa ser efetivamente de qualidade, bem fundamentado e promotor da igualdade.
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"Movilizaciones emergentes en sus diferentes tipos de gobierno. El caso de Chile, México y Venezuela” (#6630)
Ix-Chel Araujo Padilla 1; Yamile Gisella González Escobedo
21 - Universidad de Guanajuato. 2 - Universidad Autónoma de Zacatecas.
Abstract:
La política en América Latina ha transitado por diferentes etapas, mismas que se han distinguido por los cambios de gobierno y la instalación de nuevos regímenes que han ido desplazando la orientación conservadora que permeaba anteriormente en países de América Latina. En el caso de Chile, México y Venezuela nos encontramos con países que viven bajo un régimen democrático, en donde la participación política juega un rol indispensable para la ejecución de la misma. Si bien son países democráticos, son territorios que la ejecutan de manera distinta, cada uno responde a sus antecedentes históricos, es por esto que la política comparada nos permitirá profundizar en los análisis de los mismos, ya que como se menciona anteriormente encontramos similitudes en los tipos de régimen pero los contextos son distintos. Para el estudio y medición de la democracia existen varios índices que a lo largo del tiempo han sido útiles para la reflexión e incluso explicación del estado de la democracia en determinados países de América Latina, por ejemplo tenemos el Latinobarómetro que en su edición del 2015 se presentan datos que definitivamente no pueden pasar de inadvertidos, ya que señala que los latinoamericanos son los más insatisfechos con su democracia y México es el país de Latinoamérica que tiene la menor satisfacción con la misma[1]. Para este trabajo de investigación se tomará como indicador principal el Freedom House, que es una organización con sede en Nueva York y en últimos años ha calificado (a nuestro parecer) de manera acertada, si en determinado país hay una democracia buena, precaria e incluso inexistente. Una vez analizando el estado de la democracia en los países antes mencionados, se profundizará en las movilizaciones que se han dado en los distintos países, ya que uno de los objetivos principales es el reflexionar sobre las distintas movilizaciones que se dieron en los diferentes territorios. El trabajo de investigación trata de analizar las movilizaciones que se dieron en tres países de América Latina: Chile, México y Venezuela. En donde en cada uno se suscitaron por diferentes circunstancias y por lo tanto las demandas de la ciudadanía son completamente disímiles. La relevancia de dicha investigación recae en la situación política que vive cada país, por una parte Chile que se considera un país con una buena democracia, México como una democracia precaria y por último Venezuela que ha ido cayendo gradualmente y está por convertirse en un régimen totalitario. [1] Véase más en http://www.eluniversal.com.mx/entrada-de-opinion/articulo/ciro-murayama/nacion/sociedad/2015/10/14/latinobarometro-2015-la
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Movimentos Sociais, Urbanização e Grandes Projetos de Infraestrutura. Uma análise sobre a cidade de Belém (PA) (#6641)
Sandra Helena Ribeiro Cruz 1;
Pedro Paulo de Miranda Araújo Soares
11 - Universidade Federal do Pará - UFPA.
Abstract:
Na metrópole amazônica de Belém (PA) o contexto de redemocratização do país na década de 1980 colaborou para o surgimento de Movimentos Sociais Urbanos que reivindicavam políticas de habitação, obras públicas em áreas periféricas e a melhoria na qualidade de vida na cidade. Com o passar do tempo, se notou a absorção desses atores urbanos pelos mecanismos de participação popular institucionalizados pelo poder público e a “rotinização” do carisma dos movimentos sociais históricos pelo direito à cidade. Com o advento de grandes projetos de infraestrutura urbana em Belém na década de 1990 e sua continuidade nos anos 2000, inclusive ampliando o universo de intervenção, novos atores políticos emergem questionando os impactos negativos destes projetos de infraestrutura, sobretudo no que diz respeito a alagamentos e inundações urbanas que se intensificam após a conclusão de grandes obras. Entre estes novos coletivos políticos estão a Frente dos Moradores Prejudicados da Bacia do Una – FMPBU – e o Comitê Popular Urbano – CPU. A partir da pesquisa etnográfica, da análise documental e das experiências com as ações de extensão do Programa de Apoio à Reforma Urbana da Universidade Federal do Pará (PARU/UFPA), este trabalho busca compreender as transformações dos Movimentos Sociais Urbanos em Belém, no que tange aos seus discursos e estratégias. Observa-se que os Movimentos Sociais Urbanos, da contemporaneidade, têm investido em estratégia de luta centrada na “judicialização” dos conflitos socioambientais decorrentes de políticas públicas nocivas às populações de baixa renda e que os mesmos têm se apoiado em uma revisão crítica do que foi a agenda da Reforma Urbana pós-redemocratização do Brasil.
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Acción colectiva en Tehuipango, sierra de Zongolica, México:
respeto a la cultura indígena y derecho al territorio (#6684)
Gualberto Díaz González 11 - UNIVERSIDAD VERACRUZANA.
Abstract:
El objetivo del trabajo es estudiar una acción colectiva que se dio en un municipio indígena de la Sierra de Zongolica, México, en la década de los setenta: Tehuipango, aproximando una interpretación. Desmitificar aquella acción colectiva que fue encabezada por jóvenes normalistas en contra del poder caciquil local pero contenida a sangre y fuego, desarticulada. Se conoce al acontecimiento como la matanza de Tehuipango. Duró por lo menos 4 años el ejercicio de auto gobierno indígena. Se dijo que había surgido un grupo guerrillero en la sierra. Después vinieron otros procesos de lucha en el municipio, encabezadas por movimientos indígenas y campesinos. La región fue militarizada y desde entonces la sierra de Zongolica es monitoreada por inteligencia militar. Pero lo que aconteció aquellos años en Tehuipango sigue siendo un rompecabezas y un conflicto todavía por entender. Si por definición un movimiento social es una acción colectiva que nace del conflicto e invoca valores democráticos apelando a la construcción de sujeto, ¿cómo caracterizar el movimiento en Tehuipango?, ¿cuáles eran sus demandas?, ¿cómo fue su ejercicio de auto gobierno? La acción colectiva solidaria que desarrolla un conflicto y afronta retos puede ser estudiada como movimiento social, poniendo atención en los aspectos identitarios y simbólicos, como los cambios estructurales y la acción conflictual que generan. Los movimientos sociales se enmarcan en contextos políticos determinados, se comunicación y se expanden a otros contextos o desaparece por la represión. La acción colectiva es histórica y puede generar procesos democráticos, pero está atravesada por la contingencia, por flujos y reflujos, luchas internas y externas. La territorialidad es el proceso identitario de apropiación y disputa por el espacio, y el movimiento de Tehuipango representa una lucha por la defensa del territorio, del altépetl Mesoamericano como referente de identidad colectiva que considera la pertenencia a un espacio físico que genera arraigo territorial y vínculo social, como los lugares simbólico que actualizan y reconstruyen un espacio de pertenencia comunitaria. Despejando el mito, aparece una lucha por los derechos democráticos y por la identidad indígena. Consejo de ancianos y jóvenes normalistas encabezando el autogobierno. Las luchas autonómicas por los derechos de los pueblos indios comenzaron en Centro América en la década de los setenta, Tehuipango sería contemporáneo de aquellas luchas, incluso se habría anticipado a ellas.
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Economía social y migración como formas de resistencia. El caso de tres comunidades indígenas en México. (#6691)
Marcela Ibarra Mateos 1; Brenda Stephany Ramírez
1; Guadalupe Corro Fernández
1; Mónica Ruiz Flores
1; Mónica Perera Lozano
11 - Universidad Iberoamericana Puebla.
Abstract:
El paisaje de las migraciones en México está sufriendo grandes transformaciones que se traducen también en cambios profundos en las formas en que se organizan las comunidades. Durante varias décadas los millones de mexicanos que viven fuera del país constituyeron una fuente de generación de riqueza para los países de origen y de destino. Ellos desde afuera han mantenido la economía de México, y hoy, muchos de ellos están regresando a sus comunidades. En este contexto, y como parte de un proyecto de investigación e indagación participativa en comunidades poblanas, hemos podido ubicar que los jóvenes migrantes retornados pero también los jóvenes que han decidido permanecer en sus comunidades y aquellos que ahora forman parte de este movimiento de inmigración internacional hacia México, han detonado una serie de procesos organizativos en torno al trabajo, la producción, distribución, circulación y consumo, como formas alternativas para la vida, ante lo que Coraggio llama “las excluyentes y predominantes formas capitalistas y su socialmente insensibles transformaciones, asociadas a la globalización y la revolución tecno-organizativa del capital”. En este sentido, en este texto, queremos compartir parte de estos primeros resultados de nuestro trabajo. Partimos de la idea de que la economía social forma parte de estos procesos de resistencia desde el ámbito económico y que tiene también efecto en las propias formas organizativas de las comunidades. Coincidimos con Coraggio en que estas formas otras de organización que son pertinentes “a la enorme variedad de actores sociales, organizaciones, movimientos y elementos del sector público que, en todos los países de América Latina, resisten el embate de la reestructuración capitalista a escala global”. Son formas de resistencia ante formas económicas que incluyen a pocos o que excluyen a muchos. En una primera parte, presentamos el contexto de las comunidades en las que hemos trabajado, condiciones sociales, económicas y una mirada la historia y dinámica migratoria de cada una de ellas. En un segundo momento, discutimos la idea de la economía social como una forma otra de un movimiento social diverso, heterogéneo, que busca en términos generales la construcción de una economía sustantiva orientada por la reproducción y desarrollo de la vida de todos. Revisamos autores como Coraggio y Palomino en Argentina que han trabajado este enfoque. Retomamos algunos elementos del trabajo de Sandro Mezzadra sobre la autonomía de las migraciones y de cómo los migrantes se configuran como sujetos políticos y no solo como víctimas. En un tercer momento recuperamos algunas experiencias y proyectos que los jóvenes han desarrollado en varias comunidades y desde ahí reflexionamos sobre la economía social como una forma de acción colectiva que articula elementos de las comunidades indígenas con las experiencias de adultos jóvenes retornados.
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Praxis comunicativa y narrativas identitarias de los Emergentes laborales en el espacio público (#6701)
Nidia Cristina Abatedaga 1;
María Ordoñez
1; Silvia Irene Chaig
21 - Universidad Nacional de Córdoba. 2 - Universidad Provincial de Córdoba.
Abstract:
El mundo laboral no formal en la ciudad de Córdoba, Argentina, muestra en los últimos años la aparición de organizaciones y grupos que autogestionan colectivamente sus trabajos sin fines de lucro: movimientos sociales para la autogestión, cooperativas de trabajo, emprendimientos familiares u organizaciones y redes informales de cooperación. Estas realidades colectivas comparten la elección deliberada por desarrollar formas horizontales de gestión de sus trabajos, coinciden en buscar condiciones alternativas a la salarial o cuentapropista individual y proponen estrategias de resistencia en ámbitos públicos, para enfrentar situaciones de inequidad en relación con las empresas lucrativas. Indagaciones previas en más de 30 organizaciones coinciden en enfrentar campos problemáticos en “los bordes”: una sustentabilidad insuficiente que provoca dificultades en la inserción mercantil y la imposibilidad de lograr identidades públicas coherentes con sus propósitos solidarios que creen y desean tener en el espacio público. En esta diferencia se encontraron identidades públicas degradadas, cuya la difamación impacta tanto al interior de las organizaciones provocando débiles sentidos de pertenencia del grupo, como hacia el exterior, imposibilitando un reconocimiento positivo del ser “trabajadores autogestionados”. Esto último perjudica la presencia de la organización en el mercado y la posibilidad de sostener vínculos comerciales y nombres de marcas aceptables, relaciones mercantiles eficaces, y un acceso apropiado a la redistribución equitativa de la riqueza social (las organizaciones no logran ingresos por venta suficientes para sostener a sus integrantes). El equipo de investigación hipotetiza que estas organizaciones articulan praxis comunicativas consistentes en narrativas identitarias en los bordes, orientadas a disputar sentidos en el espacio público. Destinan esfuerzos y elaboran estrategias para demandar un reconocimiento identitario en tanto trabajadores autogestionados de modo combinado con luchas y resistencias por la redistribución de excedentes sociales. Estas estrategias son las que concitan especialmente nuestra atención, ya que a partir de la existencia de narrativas identitarias autogestiva en unas 30 organizaciones, es probable reducir las diferencias entre el reconocimiento que logran en los espacios públicos mediáticos y estatales, y el auto reconocimiento interno que procuran proyectar hacia el afuera. Reconocer estas estrategias de interacción comunicativa interna y la elaboración conjunta de narrativas identitarias hacia el exterior, permitirá clarificar los alcances y el carácter del reconocimiento buscado, así como también las dimensiones que adquiere la búsqueda de mejor redistribución. Con ello, también suponemos que puede una mejora en la calidad del trabajo de estos sujetos colectivos emergentes. Este trabajo se realizará metodológicamente con un abordaje cualitativo a uno 12 grupos autogestivos que se adecuen a los modelos de organizaciones elaboradas por el equipo de investigación y con el seguimiento mediático de información difundida por diversos medios masivos que circulan por internet en páginas, Facebook, blogs y periódicos digitales
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A PARTICIPAÇÃO POPULAR E OS PROCESSOS DE INDENIZAÇÃO E REASSENTAMENTO DE FAMÍLIAS: UMA ANÁLISE DO PROGRAMA DE SANEAMENTO DA BACIA DA ESTRADA NOVA – PROMABEN (#6749)
Roselene de Souza Portela 1; Alyne Lima Silva
1; Taynáh de Nazaré Argolo Marinho
1; Gizele Cristina Carvalho Santos
11 - Universidade Federal do Pará.
Abstract:
O trabalho pretendeu analisar a importância da participação popular no processo de implementação do Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova (PROMABEN), bem como as compreensões que os diversos sujeitos sociais envolvidos no programa de urbanização têm sobre essa participação. Buscou-se, também, investigar a expectativa dos representantes dos movimentos sociais quanto à execução do Programa, identificando os principais problemas vivenciados pelas famílias no processo de indenização e reassentamento; analisar o processo de incorporação da participação popular no PROMABEN, fazendo uma reflexão sobre sua dinâmica, composição, articulação e ações que direcionam e são direcionadas pelo governo municipal; analisar a importância e as repercussões dessa participação popular no Programa, buscando entender as estratégias adotadas pelos setores populares e sua possível contribuição ou não para o desenvolvimento do mesmo. O estudo foi conduzido pelo método dialético, pois entende-se que é o mais adequado para a análise crítica da realidade, e os procedimentos metodológicos adotados foram pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa de campo e a observação. Na pesquisa de campo, realizou-se 05 entrevistas, sendo 02 com técnicos do Programa e 03 dos 07 representantes da Comissão de Acompanhamento de Obras (CAO). Dentre os resultados da análise da pesquisa, pode-se destacar a participação popular como um mecanismo importante nos processos de reivindicação e mudanças em algumas ações precisas dentro do projeto, como a mudança na Bacia de acumulação da Avenida Bernardo Sayão entre Caripunas e Timbiras, onde os moradores, insatisfeitos com o projeto, se organizaram coletivamente e, através de protesto, conseguiram a alteração no projeto. Outro resultado relevante foi a percepção de que essa forma de participação imposta pelo projeto não contempla a participação plena dos moradores que acabam por se fragmentarem em diversos grupos, o que gera conflitos e desmobilização, apesar do esforço dos representantes da CAO em mobilizar a comunidade como um todo. Além da insatisfação de inúmeros moradores que tiveram de sair da área após o início da obra, apesar de áreas ociosas no local de intervenção que comportariam a população remanejada. Também, após o remanejamento, as famílias sofreram um processo de empobrecimento com os aumentos de custo de vida local, problemas estruturais, bem como de relações de vizinhanças. As famílias que permaneceram no local após a obra afirmam que os problemas de alagamentos aumentaram depois da intervenção, assim como de problemas como a violência e com coleta de lixo. É necessário fazer uma análise profunda sobre o processo de participação adotado nas políticas habitacionais, visando um modelo de participação que contemple a participação plena e que oportunize a população fazer parte de todo o processo de desenvolvimento e aplicação desses grandes projetos urbanísticos, visto que o modelo vigente não satisfaz as reais demandas da população.
19. Acciones Colectivas y Movimientos Sociales |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 14 |
Las constelaciones emocionales y su rol en el involucramiento de las personas en protestas sociales (#6761)
Rodrigo Anselmo Asun Inostroza 1; Claudia Zúñiga
11 - Universidad de Chile.
Abstract:
Durante las últimas dos décadas se ha podido observar un creciente proceso de recuperación de las emociones sociales en los modelos explicativos de la protesta social, de manera que cada vez más académicos y sociólogos recomiendan incluirlas al tratar de explicar el involucramiento de las personas en protestas (Jasper, 2008; Jasper, 2011; Goodwin, Jasper y Polletta, 2000; van Stekelenburg y Klandermans, 2007). Este proceso ha sido acompañado por una redefinición teórica del significado de las emociones, pasando de considerarlas una expresión de irracionalidad (La Macchia y Winnifred, 2017), a entenderlas como sistemas de evaluación de situaciones sociales (Jasper, 2007; Yzerbyt, 2003). Sin embargo, los investigadores han tendido a focalizarse en el impacto de una sola emoción a la vez, sin considerar que las emociones tienden a experimentarse en constelaciones (Troost, Skelenberg y Klandermans, 2013) o se ha estudiado el rol de las emociones en el inicio de acciones de protesta, profundizando menos en el rol de las emociones en las siguientes etapas del proceso de movilización (Troost, Skelenberg y Klandermans, 2013). En esta investigación hemos tratado de llenar esos vacíos a través de un estudio centrado en evidenciar: a) la fuerza de las constelaciones emocionales que experimentan muchas personas antes y durante un ciclo de protestas; b) el relevante rol que juegan las emociones experimentadas antes y durante un ciclo de protestas para explicar la participación de las personas en ellas, tanto en términos directos, como en forma de mediación o moderación. La investigación se ha realizado a través de la aplicación de una encuesta a una muestra representativa de 500 personas que habitan en las dos principales ciudades de una región de Chile (Aysén), en que se vivió un movimiento de protesta social prolongado (99 eventos de protesta durante casi dos meses), en los que participó una parte importante de la población. Se utilizó el análisis de ecuaciones estructurales para estudiar los efectos directos, de mediación y moderación de las emociones en la participación. Nuestros resultados indican que las emociones efectivamente se sienten en constelaciones, en que se mezclan emociones positivas y negativas, explicando una parte sustantiva de la varianza de la participación en protestas (aproximadamente el 30%) y ejerciendo efectos directos, de mediación y moderación. Destaca la importancia de las emociones negativas al comienzo de las protestas y las positivas en su continuación.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 14 |
Capacidades de acción colectiva en contextos de violencia: Repertorios organizacionales y jóvenes de la periferia leste de São Paulo (#6765)
Jaqueline Garza Placencia 11 - Posdoctorante en el Centro de Estudos da Metrópole (CEM-USP) con financiamiento otorgado por el Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (CONACYT) México.
Abstract:
En las periferias de la ciudad de São Paulo múltiples expresiones de violencia son presentes y latentes. En el territorio son los jóvenes, afrodescendientes y en situación de pobreza, el principal objetivo de la criminalización, la represión policial, así como de los encarcelamientos en masa para supuestamente contener el crimen y la violencia. También está el caso de los jóvenes que encuentran sentido de vida en el mundo del crimen. De modo que, desde edad temprana son enganchados primero en el consumo y después en el tráfico de drogas que se presenta como una forma de obtener poder económico y simbólico. Así, los pobladores del territorio tienen que cohabitar con una violencia estructural, policial y otra que es regulada por las facciones criminales (Feltran, 2010). Esta ponencia analiza los conflictos, dilemas y desafíos de las organizaciones civiles movilizadas para dar asistencia social, defensa de derechos y/o integración comunitaria a los jóvenes afectados por el contexto de violencia en la periferia leste de São Paulo. Los orígenes de la mayoría de estas organizaciones se encuentran en los movimientos sociales por la tierra y la vivienda que fueron cambiando sus repertorios de acción para dar respuestas a sus demandas y garantizar sus derechos. No obstante, en el debate académico basado en la exigencias normativas de la sociedad civil de los años noventa, este tipo de organizaciones (asociaciones de barrio y comunitarias, entidades asistenciales) perdieron centralidad debido a su poca visibilidad, sus mínimas capacidades para intervenir en la agenda pública y porque sus reivindicaciones era eminentemente materiales (Gurza Lavalle y otros, 2008). La investigación se desarrolla a partir de etnografías y entrevistas realizadas a integrantes de organizaciones civiles, y se fundamenta en el debate teórico contemporáneo sobre el institucionalismo histórico y sociedad civil (Skocpol, 1995). Este debate proporciona un conjunto de herramientas teóricas-analíticas para comprender las capacidades de acción de las organizaciones civiles a partir de su mutua constitución con el Estado. Bibliografía FELTRAN, Gabriel (2010). "Crime e castigo na cidade: os repertórios da justiça e a questão do homicídio nas periferias de São". CADERNO CRH, Salvador, v. 23, n. 58, p. 59-73, Jan./Abr. 2010 Recuperado el 02/12/2016 de http://www.scielo.br/pdf/ccrh/v23n58/v23n58a05.pdf GURZA LAVALLE, Adrian y otros (2008). “Atores periféricos na sociedade civil. Redes y centralidades de organizações em São Paulo”. Revista Brasileira de Ciências Sociais. Vol. 23. No. 68. SKOCPOL, Theda (1995). Protecting Soldiers and Mothers. The political origins of social policy of social policy in the United States. United States of America, The Belknap Press of Harvard University Press.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 14 |
Dispositivos Estético-políticos: "El Silluetazo" (#6766)
Ana Monteiro 11 - Universidade Nova de Lisboa- Faculdade de Ciencias Sociais e Humanas.
Abstract:
Esta propuesta de comunicación gira en torno a una reflexión y el cuestionamiento de la relación entre prácticas artísticas y práticas activistas, através de un análisis del hecho estético-político que se hizo conocido como "El Siluetazo". El 24 de marzo 1976 hubo fue un golpe militar Argentina ha sido llamado proceso de "reorganización nacional" que sistematizó la represión política que se había ido en aumento en los años anteriores. 30.000 han desaparecido. sus madres exigieron que sus hijas e hijos fueron devueltos a través del lema "exigimos la aparición con vida "y 30 de abril, 1977 crearon la organización de las madres de la Plaza de Mayo. Día 21 de septiembre de 1983, incluso durante la dictadura, las madres organizaron la " Tercera Marcha de la Resistencia"en Plaza de Mayo que comenzó a llenar cientos de siluetas en tamaño real, dibujados en el papel. El procedimiento, que había salido de un proyecto artístico de tres artistas, Rodolfo Aguerreberry, Julio Flores y Guillermo Kexel es apropiada rápidamente por el movimiento social de protesta y se reproduce a nivel nacional, revelándose como un ejemplo de la socialización herramientas estéticas para la producción de imágenes, mientras que actúan como una forma de visualización, de contravisualidade y como forma de organización de la cooperación social en el espacio público. Desde entonces, este dispositivo continua a ser usado en la representación de la ausencia en distintos contextos geopolíticos.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
19. Acciones Colectivas y Movimientos Sociales |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 15 |
Movimientos sociales y sujetos subalternos ante la ofensiva neoliberal en Argentina. Mutaciones y continuidades en el contexto de un nuevo ciclo de conflictividad social a nivel regional. (#6819)
José Seoane 11 - Facultad de Ciencias Sociales, UBA.
Abstract:
La ponencia reflexiona sobre las características y novedades que signan las prácticas colectivas de los sujetos subalternos, particularmente bajo su configuración en movimientos sociales, en Argentina en el marco de las políticas implementadas por el gobierno nacional iniciado en 2016. En este sentido, en base al uso de un cuerpo documental diverso tanto de carácter cualitativo y cuantitativo, se identifican algunas de las especificades y particularidades que presentan las prácticas colectivas, discursivas y extradiscursivas, particularmente aquellas que se expresan o vinculan con el conflicto social, de los sujetos subalternos, principalmente en el campo de los movimientos sociales, desplegadas en los últimos dos años. Dicho examen se aborda en relación, por un lado, con las composiciones y perfiles de los sujetos subalternos y sus principales estructuras organizacionales en el último período del gobierno anterior y en el marco del triunfo electoral presidencial de una nueva derecha en Argentina. Por otro lado, se analizan también las principales políticas y estrategias desplegadas a nivel gubernamental y del bloque del poder frente a los sujetos subalternos y sus organizaciones durante el período de gobierno considerado. Finalmente, esta indagación se relaciona con las condiciones de emergencia y características del despliegue de un nuevo ciclo de conflictividad social a nivel regional. La ponencia presenta de esta manera una aproximación a las novedades que pueden identificarse en la acción conflictiva de los subalternos en relación con las diferentes formas de constitución subjetiva en el terreno de la acción colectiva; las programáticas; y los procesos de convergencia y politización -entendida no únicamente en relación al Estado. En un sentido más general, la ponencia dialoga con los señalamientos y debates que signaron al pensamiento crítico latinoamericano en la conceptualización de las novedades que caracterizaron la configuración de las prácticas contenciosas subalternas en el marco del ciclo de conflictividad social desplegado a nivel regional desde mediados de los años ’90.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 15 |
A luta pelo direito ao chão: novos atores em cena na defesa coletiva de comunidades rurais no Estado de São Paulo (#6850)
Marilene Alberini 11 - Defensoria Pública do Estado de São Paulo / Universidade de São Paulo.
Abstract:
Este trabalho visa discutir as novas lógicas e atores presentes nos processos de defesa coletiva de populações submetidas às ações de desapropriação promovidas pelo Estado, a partir das experiências dos casos atendidos pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Coloca-se em pauta a importância da organização e mobilização social de moradores de áreas objeto de remoções forçadas, tanto como constituição de força política para diálogo direto com o Estado, quanto para a defesa de seus direitos frente ao Poder Judiciário. Em resposta à ameaça de expulsão de suas terras, emergiram novos movimentos de resistência, compostos por lideranças locais e agregando as famílias diretamente afetadas pelo processo de reintegração de posse (ação judicial para remoção), formando grupos localmente organizados, por vezes provenientes de organização religiosa ou comunitária. Essas remoções forçadas, em muitos casos, ocorrem de forma repentina e sem tempo hábil para defesa, gerando a necessidade de organização local e resistência, entendidas como último recurso possível para permanência em suas terras. Desta forma, surgem atores sem experiência de militância, os quais passarão a fazer parte de movimentos de luta por direitos. Assim, donas de casa, idosos e jovens passam a ser protagonistas de ação coletiva em defesa do direito de permanência em suas comunidades. Negligenciados pelo Estado, excluídos dos mecanismos de defesa do Sistema de Justiça e desconectados de movimentos sociais tradicionais, as novas organizações de resistências emergentes se constituem como nova lógica de luta e com novos atores como protagonistas. Para o presente debate, a análise se baseará no caso de defesa coletiva das famílias camponesas sujeitas à expulsão de suas terras, residentes no interior do Estado de São Paulo, Sudeste do Brasil. A partir da criação de parque de proteção ambiental integral, o Estado estabeleceu que as famílias de pequenos agricultores, remanescentes de população caipira tradicional deveriam cessar imediatamente qualquer atividade de subsistência que mantivessem no local, tais como a criação de animais domésticos, pesca, caça e plantio de alimentos. Tal determinação, sem prévio diálogo com a população, passou a impedir também as práticas culturais tradicionais, como a celebração de festejos religiosos e produção de artefatos. Proibida ainda de criar animais ou de utilizar qualquer recurso natural, a população caipira passou a sofrer uma drástica mudança nos seus modos de vida e meios de subsistência, além da dissolução dos vínculos comunitários. Em seguida, as famílias passaram a receber ordens para deixar suas terras, obrigando-as a deixar suas terras, sem direito a qualquer ressarcimento ou opção de realocação para outro local. Para a realização deste trabalho, a metodologia empregada incluiu o estudo de caso, entrevistas com lideranças comunitárias e residentes, além de pesquisa de campo e análise de documentação, normativas e bibliografia especializada. A pesquisa revelou o surgimento de novas dinâmicas organizacionais, com mobilizações sociais nem sempre atreladas à movimentos constituídos, sindicatos ou partidos. São, não obstante, originários da urgência imposta para a defesa dos direitos dos setores mais desprovidos da sociedade, como moradores de áreas rurais, com baixa instrução e desconhecimento dos trâmites formais do Sistema de Justiça.
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Performatividad, intervención sociológica y movimientos sociales: los pobladores y la transición a la democracia chilena (#6856)
Alexis Cortés 11 - universidad alberto hurtado.
Abstract:
En el ocaso de la dictadura chilena, un grupo de investigadores aplicó el método de la Intervención Sociológica de Alain Touraine al movimiento de pobladores en momentos en los que se definía la forma de transición a la democracia (1985-86). La conclusión de esa investigación -los pobladores no correspondían a un movimiento social, sino más bien a un movimiento social imposible o incluso a un anti-movimiento social - habría contribuido a consolidar la vía pactada de democratización con prescindencia de actores sociales como los propios pobladores. Aplicando el concepto de performatividad de las ciencias sociales -ellas no sólo describen la realidad sino que también la modulan- esta investigación buscó mostrar en qué medida la sociología fue decisiva para la definición de las coordenadas que orientaron la transición democrática chilena. El movimiento de pobladores era un movimiento social imposible, inclinado a la fragmentación y a la desintegración, incapaz, por tanto, de cuestionar los contenidos culturales de la sociedad. La inconsistencia estatutaria de los pobladores, dada por la tensión de diferentes polos identitarios consagraba su carácter de actor desarticulado, sin condiciones de poner en cuestión el sistema cultural imperante, proponiendo normas nuevas, por tanto, imposibilitado de constituirse como movimiento social. La intervención sociológica proporcionó un marco conceptual, metodológico y empírico como ninguna otra investigación lo hizo antes y como laboratorio del conflicto terminó por incidir en la jerarquía de lo social que definió la transición, la que, entre otras cosas, supuso un desplazamiento de movimientos sociales como el de los pobladores, sin embargo este efecto no fue directo. Los rasgos específicos de las ciencias sociales de aquel entonces, fuertemente vinculadas con los políticos de la oposición que diseñarían la estrategia concertacionista de democratización y la centralidad indiscutible de la figura de Touraine, amplificaron el efecto indirecto de la intervención sociológica en la modulación del imaginario y del proyecto de la oposición. La narrativa del “movimiento social imposible” y la comprensión de los pobladores como actores en búsqueda de integración contribuían a estabilizar la propia narrativa de la transición, mostrándose como un engranaje clave de la operación que permitió que el itinerario institucional de democratización no se viera alterado. Por lo tanto, la importancia performativa de esta intervención no está dada por el efecto aislable que esta investigación tuvo en la realidad, sino más bien descansa en el hecho de develar el entramado entre ciencias sociales, política y movimientos sociales que operó en aquel entonces y que explica en parte la consolidación de una transición a la democracia que prescindió de uno de los actores que contribuyó a hacerla posible: el movimiento de pobladores.
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A construção cotidiana de greves em uma universidade brasileira (#6871)
André Dias Mortari 1;
Maria Ceci Misoczky
11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
O ano de 2016 foi marcado por um importante ciclo de protestos em oposição ao governo que usurpou o poder após o golpe parlamentar concretizado em 31 de agosto. Entre as diversas ações para implementar o novo pacto se encontram a Emenda Constitucional que congelou por 20 anos os investimentos públicos e a Reforma do Ensino Médio, que restringe a oferta de disciplinas como filosofia e sociologia, elimina o espanhol e permite que professores sem a devida qualificação ensinem em programas tecnológicos. Essas medidas geraram mobilizações de oposição em todo o país. As ações coletivas organizadas em instituições de ensino foram muito expressivas, já que tais medidas têm importante impacto adverso sobre a educação. Assim, uma onda de ocupações estudantis tomou conta de escolas, universidades e institutos tecnológicos. Provocados pelo exemplo da mobilização estudantil, técnicos e docentes da maioria das instituições federais de ensino superior deflagraram suas greves. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a greve dos técnicos durou 44 dias, e a dos docentes 21. Esse é o contexto que gerou este artigo, no qual assumimos a defesa que Lefebvre (2014) faz do cotidiano como categoria de análise e do marxismo também como conhecimento crítico da vida cotidiana. A experiência concreta da realidade, o ‘vivido’, representa o mundo percebido, a focalização da consciência em uma prática. Seu contraponto dialético é o ‘vivendo’, a virtualidade projetada, fruto das expectativas de um futuro desejado (LEFEBVRE, 2014). O estudo da greve, através da vida cotidiana – este lugar de transição, encontros interações e conflitos -, permite compreender sua construção desde baixo, a partir do vivido e do vivendo, do individual e do coletivo. Com base neste referencial, analisamos a construção cotidiana das greves de técnicos e docentes ocorridas na UFRGS no final de 2016. Esse estudo se define como pesquisa militante, já que participamos ativamente deste processo (um técnico e uma docente) e nos encontrávamos neste espaço que não é puro ativismo nem pura investigação (BOOKCHIN et al., 2013). No texto, abordamos as práticas cotidianas de sustentação das greves. Além disto, destacamos as ações e práticas que suspendiam a repetição e desafiavam a alienação a partir da coesão que brota da tomada de consciência das possibilidades que o coletivo constrói ao se organizar para tentar mudar a realidade com a qual se confronta. Referências BOOKCHIN, N. et al. Militant research handbook. Recuperado de: http://www.visualculturenow.org/wp-content/uploads/2013/09/MRH_Web.pdf. LEFEBVRE, Henry. Critique of everyday life. London: Verso, 2014.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 15 |
LA ASAMBLEA JACHAL NO SE TOCA. LUCHA CONTRA LOS DERRAMES DE LA MEGAMINERIA EN SAN JUAN, ARGENTINA (#6880)
Gerardo Larreta 1; Casas José
2; Carelli Alejandro
2; Garcia Alicia
2; Climent Andrea
2; Aguilera Celina
21 - CONICET. 2 - UNSJ.
Abstract:
Esta ponencia es un informe de avance de una investigación que trata sobre la “Asamblea Jáchal no se toca”, que lleva dos años de lucha contra la empresa multinacional Barrick Gold. Surgida como movimiento social-popular en el mes de febrero de 2015, ante la posible explotación de uranio en el departamento de Jáchal, luego tuvo continuidad ante el derrame de más de un millón de litros de agua cianurada en un afluente del río Jáchal, en la cordillera andina, hecho que causó una importante conmoción social en la población de Jáchal. El derrame se produjo el 13 de septiembre de 2015, en las instalaciones de lixiviación de cianuro de la empresa Barrick Gold, donde desde hace diez años explota oro. Los jachalleros estuvieron en una situación de catástrofe social pero luego se organizaron para defender su propia existencia. Luego hubo otro derrame; el 8 de septiembre de 2016 y luego un tercero –esta vez en la mina Pascua Lama- el 12 de enero de 2017. En este trabajo se plantea el estudio de la lucha como proceso desde su origen y los distintos momentos que atraviesa la movilización popular, los agentes intervinientes, las situaciones más ríspidas, las deliberaciones y decisiones de la asamblea, su discurso, forma de funcionamiento y de toma de decisiones; los aspectos que intervienen en la coyuntura, es decir en el momento de la acción concreta y la relación de fuerzas. Abordamos algunas dimensiones, sobre el carácter de la asamblea como movimiento social o movimiento popular; como movimiento ambiental o territorial, la asunción de una identidad local, el derrame como conmoción que implica una tragedia social y el carácter contestatario del grupo social subalterno vulnerado contra la configuración dominante. La metodología utilizada ha sido diversa en función del objeto en estudio: método histórico-estructural, del análisis de coyuntura, del análisis documental de periódicos y emisiones en blogs, de entrevistas a informantes claves, miembros de la Asamblea y de la observación participativa.
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A PRESENÇA E O CONTRIBUTO DO SINPRO-SP NOS MARCOS DA EXPANSÃO DO ENSINO PRIVADO DURANTE A DITADURA MILITAR BRASILIEIRA (1964-1983) (#6894)
LANÇA, Hélida Hélida 1; BAUER, Carlos Bauer
11 - UNINOVE.
Abstract:
O objetivo central dessa comunicação é o de produzir alguns apontamentos teóricos, esparsos e críticos, sobre a importância de se estudar a presença e o contributo do SINPRO-SP (Sindicato dos Professores de São Paulo), nos marcos da expansão do ensino privado que se produziu durante a ditadura militar na história da educação brasileira contemporânea. O passado e o presente desse processo serão cotejados com a perspectiva de se compreender suas origens e as suas repercussões políticas e sociais colocadas em movimento durante o período em epígrafe. O avassalador crescimento do mercado educacional foi proporcionado por estímulos políticos e materiais provenientes do governo ditatorial e da, não menos impressionante, discrepância salarial reinante entre os empregadores. A perspectiva de se garantir os direitos sociais para os professores se mostrou como uma das condutas de atuação mais contumazes do sindicato. Essa proposição nos obriga a procurar desvelar as formas de relacionamento que se operaram entre os representantes das partes interessadas em dirimir os conflitos trabalhistas na esfera da educação privada paulistana em plena vigência da ditadura militar, com o objetivo de conhecer o contributo e a substância social dos meandros e das próprias linhas escritas pela entidade no fulcro dessa história educacional.
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A atuação do Sindicato dos Professores do Município do Rio De Janeiro e Região (Sinpro-Rio) de 1931 a 1945 (#6898)
FARIA, Adriano Adriano 1; BAUER, Carlos Bauer
11 - UNINOVE.
Abstract:
Ao resgatar a história do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), desde a sua fundação (1931) até o final do Estado Novo (1945) pretendemos contribuir com a compreensão que se tem a respeito da trajetória dos professores no período, bem como a respeito da prática sindical da entidade. Por se tratar de uma temática ainda pouco estudada, constatamos que em nossa cidade, apenas na Universidade Nove de Julho há um grupo de pesquisa empenhado em investigar o sindicalismo e o associativismo dos trabalhadores em educação, o que nos motivou ainda mais a concorrer a uma vaga junto ao programa. Esta investigação justifica-se na medida em que pretende conhecer o percurso de uma relevante entidade representativa docente, revelando suas ações e discursos durante um importante período histórico. Por fazer parte de um modelo de sociedade estabelecido, o sindicato pode colaborar com a reprodução deste modelo ou, como afirma Dal Rosso (2011, p. 21), “pode também ocupar um lugar de agente transformador e de mudança. Em que medida e em que direção ocorrem estes processos é uma questão aberta”. Partindo destas duas possibilidades, este estudo pretende colaborar para um diagnóstico do percurso que o Sinpro-Rio seguiu no período entre 1931 e 1945. O Estado Novo (1937-1945) busca o controle estatal sobre todas as organizações políticas existentes no Brasil no período e a educação, assim como outros interesses sociais, ganha atenção especial por parte do Estado. Mesmo com a criação do ministério da educação e saúde em 1930, a representatividade estudantil e os movimentos políticos pela educação ainda eram tratados como questões de segurança nacional. Em julho de 1938 foi criado o Organização Nacional da Juventude, vinculado ao Ministério da Justiça e da Guerra que tinha como ministro o General Eurico Gaspar Dutra. (PANDOLFI, 1999) Importante também ressaltar que a compreensão sobre o percurso das entidades sindicais docentes possibilita um melhor entendimento da própria história da educação e também uma maior clareza sobre a trajetória política da sociedade em que está inserida. 3 A partir da entrada de Gustavo Capanema para o Ministério da Educação e da Saúde em 1934 pensou-se em uma nova estrutura para a educação brasileira, a Reforma Capanema que se dará durante o Estado Novo decretará diversas alterações no ensino básico, secundário e profissionalizante, atendendo a demanda do setor industrial, e uma dessas alterações foi a incorporação da Organização Nacional da Juventude ao Ministério da Educação alterando sua nomenclatura para: Movimento da Juventude Brasileira. Tal alteração distanciaria o exército da formação dos jovens, Capanema dará mais ênfase ao civismo do que a militarização. (PANDOLFI, 1999) A cooptação dos sindicatos ao governo na era Vargas podem ter influência no Sinpro-Rio, já que sua fundação data de 1931. O governo durante o Estado Novo, olhava com grande preocupação para o setor da educação.
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El movimiento feminista internacional al espejo: dinamicas y reflejos en la Red Nacional de Medios Alternativos argentina (#6910)
Susanna De Guio 11 - Università Cattolica del Sacro Cuore.
Abstract:
El movimiento feminista ha conocido en 2016 un impulso extraordinario, que se ha visibilizado a nivel internacional con el paro de mujeres del pasado 19 de octubre. Tras el feminicidio de una joven de 16 años durante los días del XXXI Encuentro Nacional de Mujeres, la convocatoria se ha difundido desde Argentina bajo la consigna #NiUnaMenos, creciendo en pocos días a través de las redes sociales y desde los medios de comunicación alternativos para llegar a imponerse en las agendas mediáticas masivas por su extensión. La respuesta de varios países de América Latina y Europa, el ejemplo del paro de mujeres en Polonia en defensa del derecho al aborto, la reciente marcha masiva de las feministas en Estados Unidos contra el gobierno Trump, la preparación de un nuevo paro feminista por el 8 de marzo 2017 son todas señales del poder de contaminación y la fuerza de las actuales reivindicaciones feministas. La Red Nacional de Medios Alternativos (RNMA) argentina es un actor social colectivo que está participando en las movilizaciones desde un lugar político-comunicacional: la cobertura en vivo de las marchas, la difusión de las informaciones y el intercambio con otros actores de la comunicación alternativa nacionales y internacionales, el acompañamiento a la amplia asamblea NiUnaMenos que lleva adelante las convocatorias, son todas practicas que están influenciando y moldeando las narrativas, el crecimiento y la visibilidad del movimiento feminista del último año. Asimismo, la formación de un grupo de mujeres al interior de la RNMA, transversal a los medios de comunicación que la enuclean, exige modificaciones en la organización interna y cuestiona el papel de la misma red en la agenda de un movimiento feminista que, al imponerse, está empujando todas las organizaciones sociales a definir tomar posición. Las acciones político-comunicacionales de la RNMA en sinergia con el amplio movimiento feminista por un lado, y por el otro la auto-reflexión hacía su gestión interna y sus propias definiciones, son prácticas y elecciones colectivas que resultan comprensibles solo teniendo en cuenta las propiedades sociales del agente colectivo que las produce en un espacio de posibles determinado y conformado por relaciones y influencias complejas. En el presente artículo la RNMA es estudiada como un sujeto político que acciona y se cuestiona en la relación con un movimiento social más amplio, multitudinario y diverso. Se elige un enfoque socio-histórico que permite asociar la producción de prácticas con las condiciones coyunturales en las cuales se inscriben y con las opciones realizadas por todos los agentes sociales involucrados.
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La autopoiesis de la sociedad cosmopolita por el cuidado al medio ambiente: Estudio aplicado a las oportunidades políticas que brindan los movimientos de acción directa en la ciudad de Monterrey, Nuevo León. (#6922)
Roberta Cecilia Estefanía Guzmán Pardo 11 - Universidad Autónoma de Nuevo León.
Abstract:
La ecología social se puede ver como la forma de atacar desde los micro poderes en un entorno muy genérico que no puede trastocar al estatus quo. No obstante también se puede definir como una contracultura poderosa en el sentido que toma a profundidad el tema del medio ambiente y traduce las exigencias que se han hecho en materia social en respuesta a la devastación. La respuesta a la pregunta ¿Por qué es relevante que la sociología intervenga en temas medioambientales? Está junto a la de ¿Por qué es importante para la sociología entrar al tema medioambiental? Tal parece que a la sociedad se le había negado, o no se le había presentado la posibilidad de decidir entre un sistema y otro sino hasta que todo el sistema político económico capitalista quedo quebrado a un lado de su estructura social que en conjunto son insostenibles, social, ambiental ni ecológicamente. Los movimientos que proponemos analizar crean un fenómeno llamado ecología social; que junto al enfrentamiento con el poder político, económico y las instituciones internacionales, nacionales y locales producen la interacción “democrática” (Touraine, 2000) construyendo la realidad en la que estamos en el entorno globalizado. Así podemos entender la importante relación entre el factor medio ambiente y la estructura social se condensan en estos movimientos sociales de base que hacen redes desde el entorno local al internacional. Con este acercamiento a la disputa entre el Poderes político y económico vs. La ciudadanía internacional podemos acercarnos a apreciar esta dinámica. Por un lado cómo los movimientos sociales han ido transformando los factores estructurales del discurso del poder, por el otro, aunque manejen ese discurso ambientalista los gobiernos siempre ha encontrado una manera manejar la situación demográfica para actuar en favor del modelo capitalista, y siguen trabajando en ese sentido. Se va a comprobar si los movimientos sociales de ecología social, son causantes de cambios socio políticos a nivel meso y macro social a partir de la aplicación de teoría de Movimientos sociales perspectivas comparadas ( Mc Adam et. al. 1999) porque proporciona los elementos y perspectivas para explicar la complejidad de la situación en cuanto a manejo de poderes y nuestro cuestionamiento sobre la acción social de movimientos de base. La estrategia que utilizan será analizada para saber cuáles son las diferentes etapas de respuesta de sus contrincantes, que en este caso son la sociedad de consumo, la economía capitalista y el sistema de gobierno capitalista. También se verá en profundidad acerca de cuál es la construcción que se realiza al tener esta perspectiva de apoyo al movimiento. Esto último interesa per se porque es una premisa del neo anarquismo la cual me parece muy interesante y se ha destacado en los movimientos libertario y de resistencia latinoamericanos, llámese decolonialismo, indigenismo, feminismo comunitario, decrecimiento, etc.
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Tecendo projetos políticos: a trajetória da Articulação Nacional de Agroecologia (#6937)
Ligia Scarpa Bensadon 11 - IFRJ-Niterói.
Abstract:
A agroecologia emergiu nas últimas décadas como uma proposta inserida nas alternativas contra-hegemônicas de desenvolvimento, expressando-se de forma ampla como movimento social, ciência, prática e um modo de vida. Diversas organizações de movimentos sociais e ONGs do campo agroecológico têm interlocuções na Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). A pesquisa buscou compreender a formação e organização política da ANA, entendida como uma rede com heterogêneos vínculos e atores sociais, criada em 2002 para promover formulações de políticas e intercâmbios entre organizações que atuam com agroecologia. O fio condutor da pesquisa seguiu a trajetória da ANA para entender de que maneira promoveu a agroecologia enquanto um problema público reconhecido e se expressou como uma rede social, tanto para fazer convergir posicionamentos e ações, quanto para se opor ao agronegócio e disputar políticas públicas. O estudo parte da reconstrução histórica do movimento agroecológico, desde os passos iniciais da agricultura alternativa até o espraiamento e defesa da agroecologia por atores e setores diversos. Como instrumentos metodológicos, realizamos entrevistas semiestruturadas, participação em eventos e análise de documentos diversos, tendo como referencial analítico as noções de redes sociais e movimentos sociais, com uma abordagem relacional e descrição densa. A ação em rede, mesmo no esforço da horizontalidade, expressou concentrações, controvérsias e dinâmicas de envolvimento diversas. Percebeu-se que foi orientadora dessa construção a relação com o Estado, buscada como meio para expansão da proposta política, em ciclos mais ou menos intensos. Tal relação também orientou a articulação entre distintos atores sociais para uma maior difusão da agroecologia. Desde os documentos, percebeu-se o esforço para a convergência política e no consenso em temas e discursos, com uma gestão de ONGs historicamente envolvidas. Já nas entrevistas, as visões heterogêneas emergiram, expressando perspectivas e estratégias políticas marcadas por tensões que permeiam os campos políticos, num espaço de encontro das diferenças em posições sociais e relações de poder. O estudo permitiu conhecer as relações e os processos sociais que geraram a formação da ANA, bem como sua forma de ação em rede e sua expressão como parte do movimento agroecológico. A ANA impulsionou o significado político da agroecologia enquanto um frame, mobilizou os atores para um problema público e para ações em rede, com propostas de uma nova utopia.
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Movimientos armados en el estado de Guerrero, México. De la lucha revolucionaria a la democratización. (#6942)
René David Benítez Rivera 11 - Universidad Autónoma Metropolitana, Xochimilco.
Abstract:
La presente ponencia aborda la transformación de los movimientos armados en el estado de Guerrero (México) en los últimos 40 años, desde el contexto de transformación estatal que éste país ha sufrido. Los movimientos armados en los años 70 del siglo pasado, estuvieron enmarcados en un proceso de lucha continental que abreva de la Revolución Rusa y de la experiencia cubana no sólo en lo relativo a sus referentes teóricos y discursivos, de inclinación claramente marxistas, sino en los métodos de lucha también. Este contexto, dota de una cierta identidad a los movimientos armado de esta época, dentro de la que el estado de Guerrero y los movimientos que se dan en él, no son la excepción. Inscritas en esta lógica, las guerrillas de los años 70 representan una forma de lucha armada cuyo objetivo es derrocar el Estado e implantar la dictadura del proletariado, precisamente en un momento en que el Estado mexicano aparece fuerte, con un alto grado de legitimidad y sentado sobre bases de organización política propias como lo es el clientelismo, el corporativismo, el presidencialismo y la existencia de un partido del aparato estatal. A partir de la década de los 80, con la adopción de las políticas de corte neoliberal, comienza el proceso de desmantelamiento de este Estado fuerte (benefactor) y con él, todo el sistema de seguridad social que lo había caracterizado, abriendo paso a la iniciativa privada en sectores como la seguridad, la salud y la educación. Este proceso, lejos de permitir un proceso de democratización con mayor participación ciudadana, cerró los canales de expresión además de cancelar derechos ganados durante el último siglo. Frente a este panorama es que se opera una transformación también en las formas de lucha y organización. Del intento de derrocar el Estado, expresado a través de las guerrillas, se pasa a formas de organización armada que buscan garantizar la seguridad, frente a la delincuencia común y posteriormente frente al crimen organizado a través de la creación de sistemas de justicia alternativa y procesos de defensa del territorio y los recursos naturales. Así, este trabajo explica la importancia del proceso de transformación de los movimientos armados en el estado de Guerrero a partir de dos líneas de análisis: primera, recuperando la dimensión político-social de construcción de la socialidad que comienza a darse en la región de la Costa-montaña a partir de 1995 enmarcada en un contexto de crisis estatal; y segunda, desde la defensa de la vida y del territorio ante el intento de las empresas mineras por incursionar en la región.
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Políticas dinamizadoras y autonomización de la movilización social en Chile: los casos del movimiento estudiantil y el de trabajadores en perspectiva comparada (#7018)
Juan Pablo Miranda Orrego
1;
Joaquín Rozas Bugueño 11 - P. Universidad Católica de Chile.
Abstract:
Este estudio tiene por objeto analizar la masividad e incidencia de las protestas en Chile (1990 – 2016), comparando el movimiento estudiantil con el movimiento sindical de dicho país. A partir de las diferencias entre ambos movimientos sociales, este artículo busca explicar el porqué de la masividad y la mayor autonomía alcanzada por el movimiento estudiantil en relación al movimiento sindical chileno. Para responder a esta pregunta proponemos que las políticas de Estado en materia laboral y educacional tuvieron un efecto diferente en los espacios sociales en donde se constituyen ambos movimientos, dinamizando los espacios de organización de los estudiantes en desmedro de las organizaciones sindicales. En concreto, la legislación laboral y el giro económico implementados durante los años 80s provocaron la atomización de la organización sindical y la disminución del sector industrial y el empleo público, espacios claves en donde se constituía el antiguo movimiento sindical. En contraste, las políticas pro mercado en educación fomentaron el ingreso masivo de estudiantes a la educación superior motivados por altas expectativas de movilidad social y en condiciones de alto endeudamiento y desregulación del sistema, dotando al movimiento estudiantil de mayores herramientas para movilizarse y demandar transformaciones sustantivas al sistema educacional. Las demandas de este movimiento, las cuales apuntan a desmercantilizar el sistema educacional y fortalecer la educación pública por medio de un régimen de gratuidad universal, no han sido procesadas cabalmente por parte del sistema político, generando una brecha entre los estudiantes y los partidos tradicionales, proceso que no ha ocurrido de manera clara dentro del movimiento sindical. De esta manera, las políticas de Estado en educación han jugado un rol dinamizador dentro del movimiento estudiantil, mientras que en el caso de los trabajadores han incentivado la desmovilización y despolitización. Para sustentar nuestros argumentos, utilizamos información secundaria y entrevistas en profundidad a académicos expertos en movilización social en Chile. Sumado a lo anterior, también recurrimos a una extensa literatura sobre ambos movimientos y sobre los contextos políticos que han marcado su desarrollo. La discusión que se desprende del estudio se plantea mostrar la importancia analítica de tomar un enfoque tanto agencial como estructural e introducir el debate sobre la relevancia de estudiar los movimientos sociales desde las particularidades sectoriales e históricas.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Conselhos Municipais de Educação no Brasil e a qualidade do ensino (#7035)
Antonio Bosco de Lima 11 - UFU.
Abstract:
Neste trabalho registramos considerações derivadas do projeto de pesquisa sobre os Conselhos Municipais de Educação no Brasil realizado em quatro estados brasileiros (MG, GO, MT e MS) no período de 2014 a 2017. Nele tratamos de dois elementos que fundamentam os CMEs: a influência dos Conselhos Populares nos Conselhos Institucionalizados e a perspectiva de qualidade adotada para/pelos conselhos. Na primeira parte destacamos elementos comuns aos conselhos que são implantados na década de noventa do século XX, influenciados pelo advento da Constituição Federal de 1988, das estaduais de 1989 e das Leis Orgânicas Municipais – LOMs de 1999. Entretanto não são, ainda, implementados de forma massiva no início de 1990. Irão ser (re)criados após o advento da LDB 9.394/96 e de leis infraconstitucionais, como a Lei do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – FUNDEF, de 1996. Nomeamos este modelo de conselho como Institucionalizado (também conhecido no meio acadêmico como Conselho Gestor), pois são criados na esfera governamental, a partir de uma necessidade legal e de cunho de repartição e de (re)distribuição de verbas públicas destinadas à educação. Diferentemente daqueles conselhos criados por inciativa popular (os denominados Conselhos Populares), os Conselhos Institucionalizados, passam a ser canais legítimos de participação, adotando um número reduzido de membros – estes com caráter meritocrático; tendo suas funções minimizadas, geralmente consultivas; adotam um caráter gerencial, ou seja, de gestão da parte que lhes cabe fiscalizar ou responder quando questionados por parte do executivo, ou da sociedade. Esvaziam sua função/papel politico para atuarem como salvaguardas do governo local. Na segunda parte destacamos, a partir da literatura oficial (documentos emanados de várias esferas de governos), a concepção de qualidade que acaba por ser reduzida a valores quantitativos. Isso passa a corresponder a um padrão avaliativo normal, visto que, qualidade passa a ser algo para se referenciar na comparação com outras atuações e situações, portanto, implica e materializar valores, número, índices. Qualidade fundamentada a partir de objetividade e de um padrão de racionalidade positivista. Concluímos direcionando a necessidade de situar as várias pesquisas realizadas sobre CMEs no sentido de entender sua gênese e sua atuação, diagnosticando seus impactos para a construção da cidadania emancipatória e suas implicações para o processo de democratização da sociedade brasileira.
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As ocupações das escolas no Brasil como parte do processo atual de organização juvenil: contexto, disputas e perspectivas a partir de uma observação participante. (#7038)
Carolina Simões Pacheco 11 - Universidade Federal do Paraná.
Abstract:
O presente trabalho objetiva analisar as manifestações estudantis de ocupação de mais de mil colégios brasileiros, ocorridas em outubro de 2016, em oposição à reforma do Ensino Médio proposta pelo governo federal. Os estudantes ocupantes afirmavam que a Medida Provisória 746 tem um caráter fragmentador que precarizaria o ensino público. As ocupações, pautadas em organização horizontal e descentralizada, posteriormente se estenderam para universidades e para secretarias de educação. O desenvolvimento da pesquisa aconteceu através da metodologia de observação participante nas atividades da ocupação do Colégio Estadual Pedro Macedo, enquanto integrante de um movimento social de juventude. A vivência cotidiana nesta ocupação, assim como a participação em espaços mais amplos da mobilização, foram a base deste trabalho, que se constituiu como trabalho de campo e propiciou reflexões teóricas acerca dos movimentos sociais contemporâneos e das formas consideradas não tradicionais de organização política, como os partidos (TOURRAINE, 2006). Podemos concluir, com base no presente estudo, que a juventude é uma categoria social, construída a partir dos conflitos com outros setores da sociedade (BORDIEU, 1978). É possível afirmar que ela vem se organizando enquanto setor específico nos últimos anos no Brasil e analisar as ocupações sob este prisma. Ou seja, como uma das manifestações espontâneas e massivas que vem ocorrendo no país há alguns anos, como as jornadas de junho de 2013. Podemos afirmar, ainda, que estas manifestações resultam da crise política e econômica, derivada do desgaste do período neodesenvolvimentista (BOITO, 2012). Além disso, elas têm se tornado o novo referencial político e organizativo para a juventude brasileira, e, enquanto tal, vêm sendo disputadas por: a) setores que visam favorecer o processo de reorganização neoliberal em curso com o golpe político atual, do qual fazem parte o empresariado, os banqueiros, a grande mídia e setores da burguesia interna brasileira, que tem como objetivo o fortalecimento do capitalismo financeiro especulativo (CASTELLS, 1999); b) Grupos que têm como objetivo a radicalização e/ou a superação do projeto neodesenvolvimentista e a consolidação de um projeto antissistêmico, com novas frentes de atuação juvenis. De maneira geral estas organizações bivalentes, pautadas em questões estruturais e identitárias como o gênero, a etnia e a orientação sexual (FRASER, 1996).
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Do(s) território(s) e da(s) identidade(s): práticas e vivências no assentamento Vitória da União no município de Santa Luzia do Itanhy, Sergipe (#7052)
Auceia Matos Dourado 1; Maria Augusta Mundim Vargas
21 - Universidade Federal de Alagoas. 2 - Universidade Federal de Sergipe.
Abstract:
O Assentamento Vitória da União no município de Santa Luzia do Itanhy foi criado em 1991, como parte das ações do MST - Movimento dos Sem Terra, uma ação marcada por um forte conteúdo político-ideológico e estratégico, refletindo um momento de definição de novas relações de poder, na condução da luta pela terra no estado de Sergipe. O ato de ocupar a áreas consolidava a dimensão política do movimento ao pressionar as autoridades para efetivação do plano de reforma agrária criado em 1985 e fortalecer as lutas dos trabalhadores. As lutas que deram origem ao assentamento Vitória da União, revelam também um momento de modificação na correlação de força no Estado, quando trabalhadores que sob a influência dos movimentos sociais, mais especificamente o MST, conquistaram um espaço e territorializaram a luta pela terra. Com a criação do assentamento, 91 famílias foram assentadas, famílias que ao longo desses anos de existência, estabeleceram relações que modificaram a paisagem do território e construíram uma identidade com mesmo. Assim o objetivo do trabalho em questão é mostrar que a identidade territorial construída no assentamento se traduz nas relações que os indivíduos estabeleceram com o espaço, revelando a vivência dos assentados com o território construído, tanto do ponto de funcional quanto simbólico. Assim tendo como pressuposto que a identidade territorial se constrói pelas práticas e pelas vivências com e no território, o trabalho em questão tem como norte a pesquisa qualitativa, ancorada na observação direta e em entrevistas semiestruturadas. Diante do exposto foi possível compreender que a afirmação do território do assentamento Santa Luzia do Itanhy, se deu a partir de processo de luta, por isso essa apropriação se reveste de um conteúdo político e ideológico. O território e as identidades nesse espaço são elementos indissociáveis e as territorialidades construídas, estão principalmente vinculadas às práticas funcionais, que expressam a organização interna dos assentados, as formas de produzir e organizar o espaço.
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Construção de Redes e Transnacionalização dos Movimentos Sociais: Reflexões a partir do Instituto de Agroecologia Latino Americano Amazônico - IALA Amazônico (#7118)
Marcelo Bruno Ribeiro Barbosa Marcelo 11 - Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - CPDA/UFRRJ.
Abstract:
O Instituto de Agroecologia Latino Americano Amazônico - IALA Amazônico, é fruto de uma articulação entre os movimentos sociais da Via Campesina e o governo da República Bolivariana da Venezuela, feita durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 2005, onde firmou-se um protocolo de intensões e compromissos para fortalecer a Alternativa Bolivariana para as Américas - ALBA, em especial a partir das experiências de produção, educação e mobilização dos movimentos sociais camponeses latino-americanos. Dentre os compromissos firmados, apontou-se para a necessidade de criação e potencialização das escolas de agroecologia da Via Campesina na América Latina e, partindo deste princípio, foram criados, entre 2005 e 2010, quatro institutos de agroecologia na região: a Escola Latino Americana de Agroecologia, localizada no assentamento Contestado, no município de Lapa, Paraná, Brasil; O IALA "Paulo Freire", em Barinas, na Venezuela; O IALA Guaraní, no Paraguai; e o IALA Amazônico, localizado no assentamento Palmares II, no município de Parauapebas, Sudeste do estado do Pará, Brasil. Também foram criados, a partir de 2010, os IALAs "Maria Cano", na Colômbia e Mujeres, no Chile; a Escuela Campesina "Francisco Morazán", na Nicarágua; a Escuela Nacional de Agroecología, no Equador; e a Associación Nacional de Pequeños Agricultores de Cuba; bem como outras experiências no Perú. Tomando o IALA Amazônico como objeto de análise, duas questões serão tratadas neste artigo: primeiro, a experiência de construção e consolidação do IALA Amazônico envolveu uma série de atores coletivos e individuais, que vão desde os movimentos sociais da Via Campesina, até articulações com ONGs e com o Estado, sobretudo nas figuras da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - UNIFESSPA, do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA/ Campus Rural de Marabá e da prefeitura municipal de Parauapebas, que nos permite fazer uma discussão, referenciados em uma experiência concreta, em um território do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, sobre as redes dos movimentos sociais e suas possibilidades para a construção de contra-hegemonias e emancipações na América Latina; segundo, não só o protocolo de intensões firmado no âmbito da ALBA, mas a própria experiência concreta de construção e consolidação do IALA Amazônico, por envolver atores localizados não só no Brasil, mas em países como Venezuela, Cuba, Equador, Colômbia, etc., nos traz elementos para analisar o processo de transnacionalização dos movimentos sociais latino-americanos, tomando a agroecologia como pano de fundo da análise. Em suma, apontando e problematizando as redes envolventes na construção e consolidação do IALA Amazônico, em suas diferentes escalas, horizontais e verticais, buscou-se mostrar como o estabelecimento de redes triangulares entre movimentos sociais, sociedade civil e Estado foi um processo estruturante e fundamental na experiência do IALA Amazônico.
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La disputa por lo comunitario. Políticas sociales y prácticas de reciprocidad en los Movimientos de Trabajadores Desocupados (Resistencia, Chaco-Argentina) (#7124)
cyntia Itati Nuñez 11 - Centro de Estudios Sociales - Universidad Nacional del Nordeste (Argentina).
Abstract:
Esta propuesta se enmarca en un trabajo de investigación doctoral que tiene como premisa que los Movimientos de Trabajadores Desocupados (MTD) de la Ciudad de Resistencia (Chaco-Argentina) logran establecer negociaciones políticas con el Estado a partir de la estructura comunitaria y en razón de la implementación de políticas sociales focalizadas con formatos asociativos. Esto supone comprenderlos como espacios de resistencia a los mecanismos de control social en la medida en que discuten con el gobierno el modo en que deben ser gobernados, tal como lo describe Partha Chatterjee (2008). La particular mirada de este autor posiciona a las experiencias comunitarias dentro de una racionalidad política estratégica en la captación de beneficios sociales aludiendo al derecho social y al bien común. Sin embargo, lejos de observarlos como beneficiarios simples les otorga la capacidad de agencia cuando son hábiles para imponer, mediante la movilización y la presión política, sus propios intereses. Desde este punto de vista, se considera junto a los descriptores propuestos para la mesa que los MTD son parte del debate que se construye entre lo público y lo común, entendiendo que la lucha que despliegan se construye mediante un discurso que destaca sus intereses como una propiedad colectiva y común, al mismo tiempo que se valen de los derechos sociales representados en lo público estatal para sostener su estructura. Lo comunitario se vivencia también en los mecanismos de territorialidad gubernamentales, en la medida en que tiene su correlato en las políticas sociales implementadas por los gobiernos en las últimas tres décadas. Los conceptos que tienen lugar en estas medidas son: Participación de la sociedad civil, capital social comunitario, empoderamiento a partir de los cuales se propone, lógica neoliberal mediante, la actuación de los propios sujetos en el contexto de su comunidad, la configuración de una nueva racionalidad y afectividad colectiva (Gago, 2014). De este modo, se reconoce mediante esta presentación y a partir de una indagación en el campo de las políticas sociales y de las experiencias de dos MTD’s de la ciudad de Resistencia - MTD 17 de Julio y MTD Emerenciano- que: los MTD despliegan prácticas comunitarias de reciprocidad y solidaridad como recurso estratégico que se institucionaliza y supone una forma en la dinámica política popular (Gago, 2014) los gobiernos desarrollan políticas sociales enfocadas en lo comunitario como una forma de gubernamentalidad para la regulación y desmovilización de la población objetivo, pero además sustituye a la representación basada en la soberanía ciudadana (Chatterjee, 2008) lo comunitario adquiere significados comunes y antagónicos entre ambos actores, definiendo nuevas conceptualizaciones acerca del pueblo y la ciudadanía.
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Vem Pra Rua (VPR) e Movimento Brasil Livre (MBL): uma análise dos “movimentos sociais” de cunho liberal no Brasil (#7148)
Diego B. R. de Oliveira 11 - Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Abstract:
A partir das eleições de 2006, após a crise do mensalão, testemunhamos o afastamento de setores das classes médias altas brasileiras em relação à plataforma política dos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Esse distanciamento foi compensado nas urnas com o apoio eleitoral da população de baixíssima renda promovendo, assim, um realinhamento eleitoral no ciclo dos governos petistas, resultado de uma forte tendência conservadora que se acentuou nas camadas superiores das classes médias brasileiras ao se perceberem “ameaçadas” pelas políticas de redistribuição de renda e inclusão social desenvolvidas pelos governos Lula e Dilma que, apesar de proporcionarem um “reformismo fraco”, impactaram significativamente na estrutura socioeconômica brasileira. Esse conservadorismo passou a ganhar força a partir de 2013 quando uma onda de manifestações tomou conta do país. As “Jornadas de Junho”, como ficou popularmente conhecido esse fenômeno, tiveram origem com as reivindicações do Movimento Passe Livre contra o aumento da tarifa do transporte público na cidade de São Paulo, e seu desfecho foi a crítica generalizada à corrupção e ao sistema político brasileiro. O junho de 2013 abriu espaço para que grupos situados no campo da direita passassem a convocar protestos massivos de rua. Nos anos de 2015 e 2016, movimentos como o Vem Pra Rua (VPR) e o Movimento Brasil Livre (MBL), orientados pela defesa do livre mercado e pela redução da burocracia de Estado, destacaram-se na organização das manifestações que serviram de base popular para o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A capacidade desses movimentos em mobilizar setores das classes médias nos remete ao debate que propõe uma análise classista dos “novos” movimentos sociais. Nesta pesquisa, sustentamos que a teoria poulantzana sobre a autonomia relativa das instâncias econômica, política e ideológica, fornece elementos que nos permitem pensar os “movimentos sociais” enquanto expressão das práticas de classes, assim como, guardadas as devidas particularidades, os partidos e os sindicatos. A partir disso, buscamos analisar os “movimentos sociais” enquanto formas de organização de classes que vão além dos oprimidos e explorados. Para o objeto de pesquisa em questão, fazemos uma digressão do conceito de ¨classes-apoio” de Poulantzas para desenvolver a hipótese que consiste em pensar os movimentos com bandeiras liberais, como o MBL e o VPR, enquanto “movimentos-apoio” das frações dominantes do bloco no poder.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 15 |
Manifestação Política e Juventude. Ocupações das escolas secundárias no Brasil contemporâneo: sentidos estéticos e éticos (#7165)
Rogério F de Souza Rogério Souza 1; Carlos Eduardo Rebuá Eduardo Rebuá
21 - IUPERJ- Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro. 2 - UCP- Universidade Católica de Petrópolis.
Abstract:
Pensar os movimentos políticos no Brasil contemporâneo e o papel que a juventude tem desempenhado em seu tecido societário requer uma reflexão sobre os eventos que marcaram a cena política e social do país no ano de 2013, marco cronológico do desgaste do pacto social lulista. Busca-se aqui refletir sobre a potência “em estado latente” que o alargamento da democracia, com início no pós-redemocratização, trouxe à cena pública na última década, de governos petistas, de robustos transformismos moleculares e razoável estabilidade econômica, social e política, sobretudo no primeiro governo Lula (2003-2006). Nunca fomos tão democráticos e ao mesmo tempo nunca duvidamos tanto da democracia enquanto sistema político e dimensão da vida social. Nunca fomos tão afetados e afetamos tanto a estrutura política baseada no voto universal e representativo. Como sugere Rancière (2014), trata-se de um processo complexo que é resultado mais de um movimento de dissenso que de consenso. O pano de fundo para tais reflexões será as recentes ações políticas de ocupação dos espaços públicos, sobretudo as escolas de ensino secundário, organizadas por jovens estudantes em todo o país, justamente aqueles sujeitos inesperados, “esquecidos” pela academia e até pelos movimentos sociais. As ocupações de escolas públicas são o resultado de décadas de precarização e abandono e, mais recentemente, pelas medidas antipopulares empreendidas pelo governo Temer (2016), com destaque para a Proposta de Emenda Constitucional 241-55, que congela por duas décadas os investimentos públicos em educação e saúde, e a Medida Provisória 746/2016, reforma pelo alto do ensino médio, que flexibiliza e precariza a oferta de disciplinas e o trabalho do professor. Tais ofensivas do capital neoliberal-neoconservador atingem diretamente a estrutura educacional pública brasileira, seus sujeitos e objetivos. Performance, estética política, hegemonia, novas tecnologias, dissenso, ética serão expressões tomadas como ferramentas de análises para entender e, em alguma medida, apontar para mudanças na forma de atuação que a juventude hodierna engendra nos espaços de debates públicos e políticos. Ou seja, em que sentido é possível perceber a inscrição na cena pública de uma estética e de uma ética política revigoradas com os atos de ocupação de lugares públicos, tendo jovens como atores principais? Qual a consonância do par estética/ética política com os eventos ocorridos em 2013, conhecidos como Jornadas de Junho? Se as ocupações não duram para sempre, o que se produz para “o dia seguinte”? O que esses jovens em seus atos de ocupação e manifestação podem indicar como novas formas de vivenciar a política em um ambiente democrático? Entendemos, num esforço de hipótese, que assistimos a abertura à uma forma revigorada de se pensar a democracia, imprevisível, complexa e tensa, por isso mesmo concreta.
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REFLEXÕES ACERCA DA AÇÃO COLETIVA NA AMAZÔNIA: ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA LUTA POR RECONHECIMENTO DE DIREITOS QUILOMBOLAS NA CONTEMPORANEIDADE E SUA INTERFACE COM AS TEORIAS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS (#7166)
Abstract:
GT-19 REFLEXÕES ACERCA DA AÇÃO COLETIVA NA AMAZÔNIA: ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA LUTA POR RECONHECIMENTO DE DIREITOS QUILOMBOLAS NA CONTEMPORANEIDADE E SUA INTERFACE COM AS TEORIAS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS A relação histórica entre os quilombolas do passado e os quilombolas da atualidade, embora não seja de natureza linear nem de menção obrigatória em um estudo sociológico, é algo que deve ser considerado nas análises feitas a respeito desse seguimento da sociedade. As definições atribuídas aos quilombos do passado e aos quilombolas de hoje demonstram isso, elas de uma forma ou de outra denotam mecanismos de “resistência à pressão histórica sofrida”. Basta recordar que o próprio artigo 68 do ADCT/CF-88 recebeu sua proposta de regulamentação durante às comemorações em memória à Zumbi dos Palmares, por volta da década de 1990. Esses fatores servem para ilustrar como as comunidades quilombolas contemporâneas caracterizam uma forma de mobilização política herdeira de um processo de resistência secular que remete à diáspora africana e que se afirmam como um modo de organização cujo intuito é resistir à opressão e tentativa de violação de seus direitos. Isso é algo importante porque permite ao pesquisador ficar alerta quando for examinar os temas vinculados à atuação política de comunidades que trazem em suas causas aspectos sócio-históricos relevantes, como ocorre com as comunidades quilombolas. Temas como identidade e movimentos sociais, por exemplo, enquadram-se nisso. Veremos como lidar com tal desafio nas linhas a seguir.
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Imaginarios de la criminalización y la descriminalización del movimiento estudiantil chileno: acciones/reacciones sociales y distorsión mediática en las ciudades de Santiago y Concepción-Chile. (#7168)
Oscar Fernando Basulto Gallegos 11 - Universidad de Concepción.
Abstract:
En la ponencia se busca esbozar algunas significaciones e imaginarios sobre los/las jóvenes, que se construyen a partir de imagenes y fotografías en los medios de comunicación oficial y las plataformas estudiantiles alternativas, en contexto de protesta en el espacio público y de movilización a partir del movimiento estudiantil chileno, en las ciudades de Santiago y Concepción-Chile en los años 2006, 2011 -fechas claves del proceso- y el año 2016 con objeto de generar proximidad con la actualidad. También se busca contribuir a la generación de conocimiento referido a la producción de subjetividad política juvenil ligada con el movimiento estudiantil, sus repertorios de acción colectiva y cómo aparece éste representado en los medios de comunicación, tanto oficiales como en las propias plataformas estudiantiles, sobre todo en términos de una disputa por el significado social, su legitimidad y la construcción de opinión pública en torno al mismo. Además, se pretende indagar sobre cómo los actores estudiantiles y la ciudadanía ligada al movimiento re-elabora relatos que van de-construyendo, el imaginario hegemónico y contra-hegemónico en una permanente lucha por la constitución de las visibilidades sociales. Asimismo, interesa comprender la compleja relación que se construye entre desobediencia civil -en tanto recurso ciudadano legitimo- y la violencia callejera de orden delictual, que permiten ir dibujando un campo comunicacional y de significados en tensión y disputa. En este sentido, además se busca observar cómo son representadas y significadas -por distintos medios- las prácticas y repertorios de represión policial, su legitimidad y su lógica de gestión del orden público en contexto de protesta callejera, enmarcada en los sucesos abiertos por el movimiento estudiantil. En lo metodológico, se propone un estudio cualitativo con un fuerte componente de análisis documental de medios de comunicación oficiales y alternativos, analizando para este trabajo solo imagenes y fotografías lo cual constituye un objetivo de una investigación mayor, adjudicada recientemente a través de una beca postdoctoral del organismo público en Chile Conicyt. En cualquier caso, para la ponencia aquí propuesta la estrategia de análisis es sustentada en un análisis de contenido para el material documental, donde el enfasis epistemológico para analizar imagenes y fotografías estará puesto en la fenomenología, la socio-hermenéutica y la socio-semiótica, sin dejar de lado algunos tintes sistémicos. Todo ello, apoyado por una matriz teórica de análisis. En suma, se intenta construir una cartografía de confluencias, disputas ideológicas y tipologías en torno a la tensión entre imaginarios de la criminalización mediática y la descriminalización mediática del movimiento estudiantil chileno; los imaginarios de lo juvenil que subyacen y las violencias que se construyen en ese marco de referencia, particularmente referido a los repertorios de acción colectiva en contexto de protesta y movilización social en el espacio público.
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MOVIMENTOS SOCIAIS, EDUCAÇÃO POPULAR E OS IMPACTOS NA VIDA DOS JOVENS DA COMUNIDADE SÃO JOSÉ DO MONTE E NA PROFISSINALIDADE DOS FUTUROS DOCENTES DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UFPE-CAA
(#7178)
Patrícia Renata Leocádio 1;
Renata Ribeiro da Silva
11 - Graduanda em Pedagogia UFPE- Campus Acadêmico do Agreste.
Abstract:
Esta pesquisa enfocou a reflexão sobre as relações entre a educação popular, os movimentos sociais e o trabalho educativo desenvolvido no Centro Social São Joaquim do Monte (CSSJM), situado no nordeste brasileiro. O principal objetivo foi analisar os impactos sociais das atividades realizadas pelo Centro Social na vida dos jovens que frequentam o espaço e dos futuros profissionais da educação. A pesquisa surgiu da necessidade de conhecer experiências de educação não convencionais, como desmembramento do currículo do curso de pedagogia da UFPE- CAA, que é voltado quase que inteiramente para a formação de profissionais que atuarão em espaços de educação formal. Para oferecer suporte teórico e metodológico à pesquisa nos baseamos nos estudos sobre educação popular de Freire (2015) e Brandão (1990) no sentido de realizar um processo coletivo que permita a transformação da sociedade; e de Bourdoncle (1991) sobre a profissinalidade no sentido dos saberes e competências ao exercício profissional. Nesse ínterim, o caminho metodológico seguido foram observações e análise das experiências nas oficinas que promovem um encontro entre saberes, poderes, grupos sociais e pessoas.O registro das observações foi realizado em diário de campo, os dados foram organizados e compreendidos a partir de orientações etnográficas.Assim, os dados confirmaram que o trabalho realizado pelo CSSJM impacta positivamente na vida dos sujeitos que fazem parte dessa dinâmica,também como na vida dos futuros docentes que realizam uma nova “leitura de mundo”,influenciando diretamente na sua profissinalidade.
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Desafiando a ordem do(a) Capital: Movimento de Ocupação Amarildo de Souza e a luta por “Terra, Trabalho e Teto” na capital turística do Mercosul. (#7182)
Fernando fernando 1;
Carmen Susana Tornquist Susi
21 - Universidade Federal de Santa Catarina. 2 - Universidade do Estado de Santa Catarina.
Abstract:
Esta comunicação busca apresentar e analisar um Movimento Social que surgiu em 2013 na Região Metropolitana da Grande Florianópolis, no Estado de Santa Catarina, região sul do Brasil, autodenominado “Ocupação Amarildo de Souza”. Expressando a crise urbana e a falta de moradias para a população pobre no Brasil contemporâneo, as ocupações tem se constituído em um dos mais amplos movimentos reivindicatórios da atualidade, em especial em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. Porém, a cidade de Florianópolis, considerada uma cidade-mercadoria, não conhecia movimentos sociais desta natureza desde os anos de 1990, quando ocorreu um primeiro ciclo de movimentos associados à chamada reforma urbana, em uma conjuntura bastante distinta da atual. Desse forma, ao ocupar uma área de grande visibilidade, situada numa região turística de grande valor imobiliário, contando com a adesão de 700 famílias da classe trabalhadora, o Movimento Amarildo acaba por constituir-se em um sujeito político de expressiva notoriedade publica. Sua proposta articulava bandeiras de luta do campo e da cidade através do lema “Terra, Trabalho e Teto”, trazendo por sua vez, para o contexto “urbano”, o novo projeto de Reforma Agrária Popular do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) como perspectiva de articular moradia e agricultura urbana dentro do espaço metropolitano. Ao longo de sua trajetória o Movimento percorreu três localidades distintas entre si, ocupando uma área urbana, um território indígena em processo de demarcação e uma área de caráter rural, onde se encontra atualmente, a espera da conclusão do processo definitivo de assentamento. Tendo como ponto de partida o próprio contexto de surgimento e trajetória do Movimento, procura-se apreender o processo de sua emergência através das novas formas de ação que se colocam frente à disputa pelo espaço urbano no Brasil contemporâneo, tomando a cidade como lócus principal dos atuais conflitos sociais, e, portanto, campo privilegiado das disputas de classes. Estabelecendo-se como parte de um projeto mais amplo, com métodos de pesquisa variados, incluindo-se aí a etnografia, o presente trabalho parte da hipótese de que o seu surgimento na cena política local expresse não somente a retomada das lutas por Reforma Urbana, trazendo o debate sobre a Reforma Agrária para este contexto, bem como a intensificação das contradições decorrentes da atual crise urbana evidenciadas no capitalismo em sua fase neoliberal. A partir da noção de segregação socioespacial e das reflexões críticas acerca do planejamento urbano empresarial, analisa-se o caso do Movimento Amarildo em seu contexto de atuação, dando ênfase a conjuntura específica do município de Florianópolis. Assim, a comunicação busca apontar para as contribuições, limites e desafios do Movimento Amarildo no que diz respeito à atual luta por terra e por moradia no Brasil.
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Paulo Freire e as Lutas socioambientais:
Contribuições e contradições de pesquisas em educação ambiental
(#7219)
Machado Carlos RS 11 - FURG.
Abstract:
A pesquisa que coordenei de 2014-2017 sob o título Natureza, Conflitos e Injustiça ambiental, financiado pelo CNPq/Brasil com temas como desenvolvimento, sustentabilidade e a educação ambiental na produção da hegemonia capitalista, o educador Paulo Freire foi utilizado na problematização da educação ambiental hegemônica utilizada pelas empresas e governos na sustentação de seus discursos e projeto exploração da natureza e dos trabalhadores. O trabalho apresentará uma das conclusões da pesquisa, que tinha o seguinte problema: “é possível utilizar os conflitos ou problemas socioambientais à reflexão crítica sobre os processos de produção e re-produção da hegemonia capitalista” (...) “para a produção de ‘outra’ educação e de ‘outra’ educação ambiental que parta das comunidades e grupos impactados e injustiçados e tendo os processos conflitivos e as demandas destes como metier da política e da educação e não como caso de polícia?” O mapeamentos dos conflitos urbanos e ambientais realizado de 2011-2o15 no extremo sul do Brasil, o estudo dos conflitos no este do Uruguai (2015) e das pesquisas do Observatório (Santos, 2016, Cleiton, 2016, Vinicius, 2016, Moraes, 2016, Fernandez, 2017, Salles, 2017 e Rodrigues, 2017) são as bases de apoio à reflexão. Neste trabalho discuto as contribuições de Paulo Freire sobre o tema do conflito e do diálogo (Freire et. Ali, 2005) ao associar a educação bancária com a educação ambiental tradicional; e a educação crítica, dialógica e transformadora com a educação para a justiça ambiental, e como hipótese de que muitas investigações que utilizam Paulo Freire como apoio teórico contribuem para a sustentabilidade do sistema ao darem destaque ao diálogo sem o conflito/dissenso e a própria superação da educação bancária como o autor afirmará em suas produções. No núcleo de nossas pesquisas e reflexões esteve a questão do conflito socioambiental, e no processo de pesquisa avançarmos da caracterização dos conflitos socioambientais como momento de ruptura da hegemonia para a identificação do momento conflitivo como processo educativo. O trabalho na introdução apresenta a pesquisa (CNPq, 2014-2017) e àquelas realizadas pelo Observatório; em seguida, discute a relação da educação com os conflitos socioambientais e da obra de Freire – Dialogo e Conflito (2005) – para com outros autores apresentar as bases teóricas de diálogo crítico com parte da produção acadêmica em educação ambiental; depois, as pesquisas do Programa de pós-graduação em Educação Ambiental (FURG/Brasil) que em suas palavras chaves tenham Paulo Freire, diálogo e conflito entre seus descritores. Dessas, as conclusões visam problematizar a contradição no uso da expressão diálogo como defendido por Paulo Freire nas pesquisas de educação ambiental que se afirmam críticas e transformadoras, mas que seriam tradicionais conforme nossa pesquisa. Palavras Chaves: Paulo Freire, Diálogo e Conflito, Educação Ambiental
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Conflitos Socioambientais e Educação Ambiental:
Reflexões para uma Educação para a Justiça Ambiental (#7221)
Machado Carlos RS 1; Santos Caio Floriano
1; Puccinelli Vinicius
1; Salles Leila
1; Fernandez Alvaro
1; Freitas Cleiton
11 - FURG/PPGEA.
Abstract:
O trabalho apresenta as conclusões de pesquisas que desenvolvemos entre 2014-2017 dentro do projeto Natureza, Conflitos e Injustiça ambiental (financiado CNPq/Brasil) tendo como temas o desenvolvimento, a sustentabilidade e a educação ambiental no extremo sul do Brasil e este do Uruguai, na costa de Rocha e Maldonado com o foco e problema da pesquisa os conflitos e problemas socioambientais e de como a educação ambiental era/é utilizada na produção da hegemonia capitalista, e as possibilidades de uma “outra” educação ambiental – que chamamos educação para a justiça ambiental. O ponto de partida ou as bases da investigação foi o mapeamento dos conflitos ambientais e urbanos da região brasileira que realizamos através do acompanhamento diário de periódicos da região de 2011 a 2015 pelo Observatório do Conflitos e das investigações do conflito contra a mineradora Aratirí/Uruguai em 2015, na região da costa de Rocha e Montevidéu (2015/1, Machado e Varela, 2015); com grupos impactados pelo agronegócio e seus venenos da região do Taim/RS/Brasil (Puccinelli, 2016); com professores e alunos impactados em suas atividades escolares pela destruição de uma escola por uma estrada para escoar produtos ao porto do Rio Grande/RS (Freitas, 2016); do Porto do Rio Grande, o desenvolvimento e sua produção discursiva sobre educação ambiental, comunidade e processos de licenciamento em nome da sustentabilidade (Santos, 2016); das mobilizações e lutas das mulheres da Baixada Fluminense contra a refinaria de Petróleo (REDUC/Brasil/RJ) (Salles, 2017) e por fim, como governo e empresa se juntam em nome do desenvolvimento na produção da injustiça ambiental às crianças e comunidades indígenas na Colômbia (Fernandez, 2017). Na primeira parte, a caracterização do contexto sócio econômico e político da pesquisa macro no período (2014-2017) atualizando a interpretação (Machado, 2015), já que do consenso das commodities (SVAMPA, 2011, 2012, 2016) e da crise da hegemonia dos governos progressistas pela esquerda (Argentina, Brasil, Venezuela, etc.) passamos a ascensão do populismo de direita neoliberal. Na segunda parte, a macro pesquisa (CNPq, 2014-2017) e as realizadas pelos pesquisadores a ela vinculados (Puccinelli, 2016; Freitas, 2016; Santos, 2016; Salles, 2017; Fernandez, 2017). Na terceira parte, o debate que estamos fazendo da relação da educação ambiental com os conflitos. Disso, como conclusão: os conflitos e problemas socioambientais podem ser associado aos processos educativos pois nestes como naqueles identificamos: um tema/demanda (conteúdo), sujeitos/grupos/coletivos e grupos/empresa/s (educandos e educadores) e um contexto sócio-econômico-político (contexto educativo) que, ao mesmo tempo condiciona mas é transformado pelos envolvidos e suas ações educativos e/ou políticas. Palavras chaves: conflitos socioambientais, ruptura, hegemonia e educação ambiental
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Los saberes de los movimientos sociales: contribuciones para una episteme latinoamericana.
(#7245)
Victoria Darling 11 - UNILA.
Abstract:
El trabajo que presentamos propone la realización de un diagnóstico sobre las diversas corrientes teóricas que ponen en debate el campo de lo que se han denominado ¨nuevas epistemologías¨. La idea central consiste en ubicar el aporte latinoamericano en dicho debate de la mano de autores como Fals Borda, Hugo Zemelman, Silvia Rivera Cusicanqui, Paula Menesses y Enrique Dussel. A partir de ese diálogo, problematizaremos diversos saberes, algunos de ellos ancestrales como aquellos de raíces indígenas y campesinas, que en términos históricos han sido marginados del conjunto del saber académico y en sus formulaciones actuales, escindidos del aporte que pudieran otorgar a las explicaciones que se construyen sobre la realidad social. En esa línea, considerando las contribuciones de algunos movimientos sociales latinoamericanos a dicho debate, recuperamos ejes específicos en que colectivos sociales ya consolidados proponen una lectura y un análisis particular, criticando las modas teóricas, la despolitización de las investigaciones y la desproblematización de las tensiones estructurales sobre las que actúan los sujetos sociales. Más aún, recuperamos la noción de comunalidad, buen vivir y paradigma biocéntrico entre otras, para expresar dichas tensiones. En un segundo momento, tomamos el caso del Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZ) que a partir de un ejercicio teórico denominado ¨Ni el centro ni la periferia¨ (EZLN, 2007) propone una nueva forma de afrontar la construcción de conocimiento, sobre todo en el marco de las Ciencias Sociales. Asimismo, recuperamos las contribuciones que, ya no en textos sino en la práctica, el EZ expone cuestionando modelos explicativos, expresando una enorme riqueza de saberes experienciales de los cuales, creemos, el campo de las Ciencias Sociales tiene mucho que apreciar. A partir de esta exposición, buscamos exponer el aporte que en la teoría y en el campo de la praxis los movimientos sociales de la región realizan, construyendo una mirada no sólo crítica sino también, en tiempos de pesimismo de la realidad, concreta y propositiva.
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ESPACIOS DE COCREACIÓN PARA EL CULTIVO DE LA PAZ EN COLOMBIA: EL CASO DE LA SUBREGIÓN OCCIDENTE EN EL DEPARTAMENTO DE CALDAS (#7246)
Angélica Marín Galvis 11 - Universidad de Caldas.
Abstract:
Esta ponencia se desarrolla en el contexto del proyecto “Capacidades socio-culturales para la construcción de paz en tres subregiones del departamento de Caldas” de la Universidad de Caldas y la Universidad Nacional de Colombia sede Manizales. La intención es comprender y reconocer experiencias de creación artísticas y de organización social que en escenarios de conflictos y violencias transforman pacíficamente los conflictos en la subregión occidente del departamento, como base para el diseño y formulación de lineamientos de políticas públicas para el cultivo de paz en los territorios. El estudio es de carácter etnográfico, el cual permite conocer la realidad social de la subregión a partir de las experiencias de sus pobladores. En términos generales se arguye que el reconocimiento de las diferentes capacidades que los integrantes de colectivos formales o informales han logrado sortear en medio de conflictos y violencias dentro de los territorios abren un abanico de posibilidades para construir de manera conjunta lineamientos de políticas públicas locales.
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“COMUNIDADE” E “ASSOCIAÇÃO” COMO CATEGORIAS DE MOBILIZAÇÃO COLETIVA E FORMAS DE EXPRESSÃO PÚBLICA DA ETNICIDADE NA MARGEM ESQUERDA DO RIO NEGRO, AMAZONAS. (#7292)
Sidnei Peres 11 - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
GT 19: ACCIONES COLECTIVAS y MOVIMIENTOS SOCIALES.TÍTULO: “COMUNIDADE” E “ASSOCIAÇÃO” COMO CATEGORIAS DE MOBILIZAÇÃO COLETIVA E FORMAS DE EXPRESSÃO PÚBLICA DA ETNICIDADE NA MARGEM ESQUERDA DO RIO NEGRO, AMAZONAS.Os grupos indígenas na margem esquerda do Médio Rio Negro se organizam socialmente em comunidade, vivenciando a consciência prática da etnicidade nas dinâmicas territoriais cotidianas, enquanto a consciência reflexiva da etnicidade indígena se organiza politicamente em associação na luta por políticas territoriais, através do ativismo configurado na linguagem dos direitos originários específicos institucionalizados em diversas esferas do Estado brasileiro, principalmente a partir de 1988. A territorialidade neste contexto etnográfico apresenta dimensões diversas e articuladas: parentesco, mobilidade espacial e estratégias de reprodução dos grupos domésticos observadas nas trajetórias familiares como unidade descritiva e analítica. O rio não é apenas um ambiente natural, mas é uma categoria socialmente construída e plena de historicidade, na qual se produzem memórias e identidades. “Cidade”, “floresta”, “roça”, “sítio”, “colocação” são categorias do entendimento que servem para pensar o mundo de uma maneira própria em situações históricas e contextos sociais particulares. A reprodução social dos grupos domésticos está presa num paradoxo. O jovem indígena sai do seio familiar para trabalhar sob o domínio dos patrões para realizar autonomia frente aos parentes e retorna mais tarde para a comunidade motivada pelo desejo de autonomia e libertação da dívida. A comunidade deve ser entendida em relação à utopia de autonomia dos indivíduos e famílias indígenas (emancipação dos patrões) e como forma de organização social que se contrapõe ao regime de aviamento, que contrapõe as categorias sociais de “roça” e “quintal” a “colocação” e “produto”. O resultado da sua atividade produtiva é “produto” nas relações sociais do aviamento e não nas relações sociais da comunidade. No final dos anos 1990, com a criação da Associação Indígena de Barcelos, o associativismo se constituiu como um novo canal de expressão do desejo coletivo de autonomia frente aos patrões e de emancipação do regime de aviamento. “Comunidade” e “associação”, portanto, são duas categorias centrais para compreender os processos de organização social e política das diferenças culturais e da etnicidade no Rio Negro. Pretendemos entender a formação do associativismo indígena e a sociogênese do ativismo étnico no Médio Rio Negro no contexto dos conflitos e processos de mudança social que confrontam as formas indígenas de manejo dos recursos naturais e suas estratégias de reprodução social dos grupos domésticos com um modo específico de recrutamento e exploração compulsórios da força de trabalho (o regime de aviamento).
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La historia oral como técnica para el estudio de la Guerra del Agua, Cochabamba, Bolivia, 2000. (#7300)
Blanco Fares 11 - Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación.
Abstract:
La Historia Oral es una técnica tan antigua como la disciplina histórica misma. Más tarde, con el surgimiento y organización de bibliotecas y archivos, los documentos orales fueron dejados a un lado prefiriéndose las fuentes escritas. Se consideraba que el documento escrito era una realidad objetiva, en tanto los testimonios orales, supeditados a la memoria y a la visión particular del testigo, subjetivos. En este sentido, el positivismo filosófico del siglo XIX encumbró el documento escrito en detrimento de las fuentes orales. La revalorización de los registros orales por parte de las Ciencias Sociales es un fenómeno que ya cuenta con más de sesenta años. Desde sus primeros pasos en las década de los '50 del siglo XX, la Historia oral fue un conjunto de técnicas pensada para visibilizar actores y hechos de la historia que aparecían opacados, escondidos, postergados por otros. La premisa era "dar voz a los sin voz" en un intento de hallar la perspectiva "desde abajo" de la historia. Esta ponencia, que forma parte de mi tesis de maestría en Estudios Latinoamericanos en la Facultad de Humanidades y Ciencias de Educación, es analizar la potencialidad metodológica de la historia oral para el estudio de la Guerra del Agua. A diecisiete años de la Guerra del Agua en Cochabamba, Bolivia, el conflicto gana cada vez más significado dentro de la historia reciente de ese país. La Guerra del Agua cerró las puertas a una época de latencia de los movimientos sociales y abrió otras a un ciclo de luchas de los bolivianos por sus derechos sobre el territorio y los recursos naturales, ciclo de luchas que sería coronado con la Asamblea Constituyente de 2006. Esta ponencia presenta la pertinencia de recuperar los testimonios orales a la hora de rescatar la historia de quienes salieron a las calles en la Guerra del Agua. Consideramos que la Historia Oral es una técnica idónea para estudiar este acontecimiento sociopolítico desde el punto de vista de los hombres y mujeres que participaron en él, y cuyas historias no salieron a la luz, por no ser portavoces ni líderes del movimiento social. En este sentido, nuestra preocupación metodológica recoge los últimos avances de la historia oral y sus posiblidades de aplicación en el estudio de movimientos sociales. Lo que se busca es rescatar el testimonio de los protagonistas, sus puntos de vistas, sus experiencias particulares, su pensamiento, sus aportes en un conflicto que marcó un antes y un después en la historia de Bolivia.
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Organizaciones de mujeres y sentidos de la acción colectiva. Experiencias desde el Pacífico Colombiano (#7331)
Irina Cuesta 11 - Universidad del Valle/Fundación Ideas para la Paz.
Abstract:
Esta ponencia presenta los hallazgos de una investigación que indaga por los procesos organizativos de mujeres en tres departamentos del Pacífico colombiano[1]: Chocó, Valle y Cauca. Se describen tres experiencias organizativas de mujeres a partir de los contextos en los que surgen, sus características organizativas y los marcos de significado que las han movilizado. Con base en la teoría de organización social de Niklas Luhmann, acompañada de los conceptos de entramado organizativo y estructura de oportunidad política desarrollados desde el enfoque de movilización de recursos, y el uso de la categoría género como transversal al análisis, se estudiaron los tres casos organizativos de mujeres en esta región de Colombia. La consolidación de redes de organizaciones de mujeres en Colombia ha implicado un proceso organizativo que se constituye como estrategia de movilización y de organización de recursos, en el que los cuadros de administración y de toma de decisiones cobran una vital importancia a la hora de reunir diversos intereses. La acción colectiva que generan las organizaciones no son actividades espontáneas ni desorganizadas. En este sentido, desde la teoría de la movilización de recursos se entiende que la organización es un recurso fundamental para la constitución de un movimiento social y el desarrollo de la acción colectiva. A través de una metodología basada en técnicas cualitativas de investigación como las entrevistas individuales y grupales, el trabajo de campo y la revisión documental, la investigación identifica que los procesos organizativos de mujeres en el Pacífico Colombiano atienden tanto a necesidades prácticas de su vida cotidiana como a intereses estratégicos a través de acciones de resistencia pacífica y liderazgo político. Se concluye que estas organizaciones de mujeres han conformado un entramado organizativo con estructuras participativas y descentralizadas que se apoyan en aliados internacionales para impulsar procesos de participación política enfocados al desarrollo territorial, lo que en el marco del conflicto armado las ha posicionado como un actor político en los procesos de construcción de paz. Desde las experiencias organizativas de mujeres en el Pacífico Colombiano, una de las regiones más afectadas por el conflicto armado, el anclaje territorial y étnico del ser mujer es expuesto en un proceso de identidad colectiva conformado en las organizaciones, expresado de igual forma en las dinámicas organizacionales, en las imágenes, los lemas y los logos organizativos. En territorios con notables carencias de la institucionalidad del Estado colombiano, la atención de las necesidades prácticas de las mujeres constituye una de las acciones políticas más estratégicas de estas redes de mujeres, además del reclamo continuo por una institucionalidad que garantice su estatus como ciudadanas. [1] Esta ponencia se basa en el trabajo de investigación Redes de mujeres en el occidente colombiano: procesos organizativos y sentidos de la acción, para optar por el título de Magister en Sociología de la Universidad del Valle, Cali, Colombia.
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Lillith: gestión del cuerpo y la identidad o Del activismo lgbt como gestión cultural (#7357)
Néstor Raúl Ricaurte Castañeda 11 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
La ponencia que presento para consideración de los jurados corresponde al avance de la investigación titulada "Lillith: gestión del cuerpo y la identidad" que adelanto para optar al título de magíster en gestión cultural en la Universidad de Antioquia (Medellín). Propongo una triple intervención - tres en uno- (ponencia, instalación y performance). En la intervención abordo tres asuntos principales: 1. la gestión del cuerpo y la configuración de la identidad, 2. Mi experiencia artística y mi apuesta estética y política (artivismo) y, 3. Finalmente planteo el activismo lgbt como una propuesta de gestión cultural. El planteamiento y análisis que propongo lo desarrollo desde mi propia experiencia como transgenerista, activista, artista, antropóloga y funcionaria pública, en este sentido es una narativa desde múltiples voces y lugares. Si para el feminismo “lo personal es político”, para mí como persona transgenerista, artista y activista, lo político es el cuerpo. Me lanzo a escribir y a hablar más allá de lo puramente académico, pues hablo desde el saber con el que vivo y que me habita. Hablo además de la forma en que articulo lo académico (arte, antropología y gestión cultural), cuerpo, disidencia política e identidad. Uso la performance como recurso artístico, reflexivo y mecanismo de denuncia y resistencia, como vehículo de intervención pedagógica y, sobre todo, como medio de subversión. No concibo un activismo trans sin el descaro, el arrojo y el desparpajo del cuerpo. Pongo mi cuerpo, lo entrego junto con mi voz en la batalla por la liberación de los cuerpos, de su reapropiación y del rescate de sus profundos deseos. En este sentido, propongo y promuevo el cuerpo político y el cuerpo como política. Hablo entonces de mis ejercicios de resistencia. Si entendemos el cuerpo como una construcción cultural, como entidad cultural, entonces, la gestión del mismo debe entenderse como gestión cultural. Finalmente hablo de la doble disidencia, por un lado de la norma heterosexual hegemónica y, por el otro, de la "norma o modelo trans" del cuerpo y la identidad, para hablar de mi construcción "rara" y "anómala" de la identidad transgenerista, fuera de los modelos convencionales de masculino y femenino, pero sobre todo, fuera de los propios modelos transgeneriasta de hiper masculinización e hiperfeminización. Palabras clave: identidad, cuerpo, el cuerpo como agencia, activismo, disidencia, gestión cultural.
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Autogestión en Organizaciones Alternativas: Un estudio de caso en Valparaíso, Chile. (#7403)
Constanza María Raquel Herrada Cerda
1; Cristian Joel Nova Castillo
1;
Fernanda Gabriela Pérez Pérez 1; Rodrigo Ignacio Tapia Moreno
11 - Pontificia Universidad Catóilica.
Abstract:
Esta propuesta de ponencia analiza formas de autogestión en la sociedad latinoamericana, mediante un estudio de caso en una organización alternativa llamada Patio Volantín, ubicada en Valparaíso, Chile. Se busca responder cómo se autogestionan organizaciones de este tipo y el aporte que entregan a su comunidad, evidenciando para ello a formas históricas de autogestión que precedieron en Latinoamérica, como las tomas de fábricas argentinas por sus trabajadores y la población La Victoria, siendo un lugar emblemático de autogestión y resistencia social durante la dictadura militar chilena. En efecto, el espacio Patio Volantín se financia autónomamente a través de la labor de voluntarios, realizando talleres a la comunidad con el uso del trueque. Mediante el uso de entrevistas y de observación participante en el espacio, se abordan conceptos como la Autogestión (Señorino, 2012), Organizaciones Alternativas (Parker, Cheney, Fournier & Land, 2014; Cheney, 2014) y Economía Social Solidaria (Coraggio, 2008). Se exponen tres categorías como resultado: a) Alternativas de financiamiento: se identificaron y analizaron las prácticas de autogestión, con el trueque como eje principal de financiamiento, así como también a fondos culturales concursables y arriendo de espacios. b) Una suma de voluntades: indagó en los roles que poseen sus actores como también las formas de articulación que regulan el ordenamiento de las actividades realizadas. De este modo, éstas se presentan difusas depositando los deberes en el fundador, caracterizado como líder carismático, y sumado a su vez a la complejización del centro comunitario, dada la popularidad del espacio. c) Los valores que sostienen al Patio: alternativa de hacer y vivir la autogestión, que dan cuenta de las dificultades que existen actualmente en su financiamiento y, a la vez, entregan un posicionamiento político en torno al modelo neoliberal por parte de los participantes del lugar, buscando ellos una alternativa a las formas tradicionales que propone este modelo socio político. Finalmente se discute que esta organización está transcurriendo por un momento de crisis, generado por las dificultades de autogestión que posee el lugar, ante la falta de voluntarios para sostener el espacio. De este modo, se replantea qué se considera por autogestión en organizaciones alternativas y qué responsabilidades tiene el medio socioeconómico en el cual se emplaza. En efecto, el modelo neoliberal inhibe la asociatividad entre las personas como sindicatos o movimientos sociales, siendo hostil a toda forma de solidaridad social que entorpezca la acumulación de capital (Harvey, 2007 & Paterman, 1970). Por lo cual, Patio Volantín se presenta como un caso concreto de como el modelo neoliberal puede entorpecer en llevar una organización alternativa; entregando a la vez una idea sobre los procesos que pueden vivenciar otras organizaciones de similares características que funcionan mediante la autogestión, en diferentes latitudes de Latinoamérica.
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Experiencias asociativas de trabajo sexual en Buenos Aires. Un primer acercamiento. (#7436)
Gonzalo Ezequiel García 11 - Facultad de Ciencias Sociales – Universidad de Buenos Aires..
Abstract:
La problemática de la prostitución es un fenómeno heterogéneo, caracterizado por las distintas formas que asume en distintos ámbitos, como en las calles, en whiskerías, cabarets, departamentos privados. Es este último ámbito el que nos convoca, en relación a la emergencia de experiencias asociativas para el ejercicio autónomo de la actividad en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires. En los últimos años, una de las organizaciones que nuclea a mujeres que ejercen la prostitución, la Asociación de Mujeres Meretrices de la Argentina (AMMAR-CTA), ha incluido entre sus propuestas para el desarrollo del trabajo sexual autónomo, sin la figura de un proxeneta, la formación de “cooperativas”. En un contexto caracterizado por la penalización de distintas formas de oferta de servicios sexuales mediante un marco normativo que incluye leyes, códigos contravencionales y de faltas, el decreto 936/2011, que prohibió la publicación de avisos de oferta de comercio sexual, es identificado como un punto de inflexión en la relación entre las trabajadoras sexuales que se desempeñan en departamentos (denominados “privados”) y la organización sindical (AMMAR-CTA), permitiendo establecer vínculos que en el pasado fueron muy escasos. Este acercamiento de las trabajadoras de los “privados” al sindicato, debido a las dificultades derivadas de la prohibición de la publicidad en medios gráficos, tenía como preocupación central el aumento de los porcentajes que las mismas debían dejar a los administradores de los departamentos (proxenetas), con el pretexto del incremento en los costos de publicidad. Además, las condiciones desventajosas para acceder a alquileres en los casos de quienes se desempeñaban en forma autónoma (con precios que llegan a triplicar los alquileres para vivienda, en muchos casos con complicidad de las inmobiliarias) se sumaban al cuadro de situación en el que se produjo el acercamiento de las trabajadoras que se desempeñaban en departamentos privados a AMMAR-CTA. Ante esta situación comenzó a proponerse como alternativa la formación de experiencias asociativas, en las cuales un grupo de trabajadoras se unen para trabajar en un departamento de forma autónoma, en un marco de informalidad a nivel legal. Esta ponencia, basada en entrevistas a mujeres que se desempeñan o se desempeñaron en el pasado bajo esta modalidad, pretende realizar un primer acercamiento a las singularidades de sus formas organizativas y las características del proceso en el que surgieron.
19. Acciones Colectivas y Movimientos Sociales |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 16 |
La ciudadanía colectiva de los pueblos indígenas, una forma de ampliar la noción de lo público en tierras bajas de Bolivia. (#7445)
Rowena Gabriela Canedo Vásquez 11 - UMSS.
Abstract:
La ponencia partirá concibiendo lo público como la presencia del Estado en las tierras bajas, a partir del conjunto de leyes, especialmente aquellas que tienen que ver con el recurso tierra. Las mismas que son interpretadas, traducidas, y en última instancia apropiadas por los pueblos indígenas con la finalidad de resguardar sus territorios. Es así que los indígenas, adoptan, internalizan las normas, el discurso, las herramientas técnicas, manejan el lenguaje normativo y en definitiva juegan las reglas del Estado. Con todo, queremos hacer énfasis en que el “ingreso” de los pueblos indígenas al campo del Estado se da como forma de garantizar la vida comunitaria, que sólo es posible a través del resguardo del territorio. La demanda y lucha del territorio se da a nivel colectivo, es decir se la hace a través de un pueblo u organización, por tanto la relación no es la de un individuo con el Estado (como en el liberalismo) sino es a través de un colectivo (pueblo, organización), lo que nos lleva a reflexionar sobre la ampliación del concepto de “lo público”, que se ve superado, a través de la ciudadanía colectiva. Todo esto será abordado a través de la relación de los pueblos indígenas y el Estado en torno a la reivindicación territorial, es decir entender “lo público” a través de lo comunitario en tierras bajas.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 16 |
Movimiento Social de Aysén. Internet, capital social y regionalismo (#7489)
Jose Ignacio Porras Martinez 1; Miguel Pérez Bade
21 - Universidad los Lagos. 2 - UNIVERSIDAD DE AYSEN.
Abstract:
La movilización social ha tomado cada vez más relevancia como forma de acción colectiva a través de la cual los diferentes segmentos de la población chilena expresan sus demandas transgrediendo los canales institucionales existentes. Entre las diferentes experiencias existentes durante los últimos años, uno de los casos con mayor potencial analítico se encuentra en la movilización social que se produce en Aysén. Un movimiento que marca un antes y un después en la sociedad civil de Aysén y en las formas de capital social que la sustentan. Si bien su incidencia en las políticas públicas fue limitada en el primer año (Pérez, 2014) y el movimiento volvió a un estado de relativa “subsidencia”, las organizaciones de base regionales mantuvieron vivas sus demandas y el Estado central, junto con el Congreso Nacional, colocó los cimientos de una política de Estado para esta y otras “zonas extremas” (Durston, J., Gaete, J. M., & Pérez, M. (2016). La relevancia analítica de este episodio tiene varias lecturas. En esta ponencia vamos a fijarnos en tres. En primer lugar la importancia del capital social como variable interviniente en la configuración del movimiento social en Aysén. En particular el peso de la memoria colectiva de la organización social en la región como factor catalizador del proceso, así como la incidencia del capital social asimétrico que surge de las relaciones clientelares preexistentes. En segundo lugar la importancia que adquiere en su articulación el uso de internet al dar visibilidad a las demandas a nivel nacional, como en articular y coordinar el propio movimiento en Aysén. Por último, el tercer elemento es la emergencia de nuevas formas identitarias de carácter regionalista. El marco analítico que orienta la elaboración de la ponencia es la aplicación del enfoque de redes al estudio de los movimientos sociales. Desde esta perspectiva, un movimiento social es visto como una entidad dinámica, que representa el resultado de “interacciones informales entre una pluralidad de individuos y grupos de asociaciones, comprometidos en un conflicto político o cultural sobre la base de una identidad colectiva” (Diani, 2003: 301). El trabajo que se ha proyectado a partir de las investigaciones realizadas por los autores en el marco del Proyecto “El impacto de internet en el capital social de comunidades aisladas” financiado por el Programa FONDECYT Regular (www.internetycapitalsocial.cl)
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 16 |
“No tengo cuentas en Panamá, quiero el boleto para poder estudiar”.
Prácticas del movimiento estudiantil de la UNLP, 2016.
(#7522)
Julian Salina 11 - FaHCE-UNLP.
Abstract:
En nuestro país, como en la región, procesos recientes de disputa han visibilizado nuevamente al movimiento estudiantil en la escena pública. Un caso ejemplar en la provincia de Buenos Aires es el conflicto en torno a la Ley de boleto educativo. Esta disputa es tema de interés y un reclamo histórico dentro de la comunidad universitaria. Asimismo, constituye un acontecimiento público de repercusión social significativa. Este trabajo es un estado de avance de la tesina de grado donde se investigan las luchas (estrategias y conflictos), prácticas (organizativas) y discursos (consignas y demandas) hegemónicas del movimiento estudiantil de la Universidad Nacional de La Plata en torno a la sanción, reglamentación e implementación de la Ley de Boleto Educativo, en los años 2015 y 2016. La ponencia se acota a la dimensión de prácticas organizativas llevadas a cabo en el primer semestre 2016, indagando las potencias y limitaciones que lo caracterizan, damos cuenta de la reapertura de debates acerca de los puntos de convergencia y de conflicto presentes entre la diversidad de sujetos políticos que lo componen. Desde un enfoque cualitativo, este estudio de caso efectúa un análisis de documentos producidos por las agrupaciones estudiantiles, notas periodísticas, entrevistas en profundidad y observaciones. Por otra parte incorpora dimensiones analíticas significativas a la comprensión de los movimientos sociales contemporáneos.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
19. Acciones Colectivas y Movimientos Sociales |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 16 |
Nuestros Sueños no caben en sus Urnas: Política Autónoma en Colectivos de Chile y México (#7542)
Katia Valenzuela Fuentes 11 - Universidad de Nottingham.
Abstract:
En las últimas décadas hemos sido testigos de la emergencia de poderosas luchas populares en el continente Latinoamericano. Los Zapatistas mexicanos, el MST en Brasil, el movimiento estudiantil chileno, las fábricas recuperadas en Argentina, los movimientos indígenas en Bolivia, Ecuador, Colombia y en toda Latinoamérica, las feministas de diferentes países uniendo sus gritos de rechazo ante la violencia machista, el movimiento por Ayotzinapa demandando el regreso con vida de los 43 estudiantes desaparecidos, éstos son sólo algunos ejemplos de la explosión de rabia y esperanza que se ha expandido a lo largo de América Latina. Estos movimientos han coexistido con iniciativas de base menos espectaculares pero igualmente radicales, en donde un rango diverso de actores políticos desafían en el día a día las estructuras capitalistas, patriarcales y neocoloniales que tratan de subyugarles. La crítica anti-sistémica también se ha nutrido de un creciente rechazo a la política representativa, a los enfoques top-down de cambio social y al tutelaje impuesto por el Estado y partidos políticos. Más que esperar por soluciones que vengan desde arriba o revoluciones futuras que se presentarán cuando el Estado se haya conquistado, estos movimientos y grupos están tratando de prefigurar en el presente el mundo social en el que quieren vivir. A través de innovadoras formas de autoorganización, autodeterminación y autogestión, estos actores abrazan la idea de la autonomía como nuevo camino hacia la emancipación, tratando de construir el mundo nuevo en el aquí y el ahora. Inspirada por este fenómenos político, la presente ponencia analizará la política autónoma ejercida por colectivos urbanos en Chile y Mexico. En particular, la ponencia tratará de responder a las siguientes preguntas: ¿Cómo los colectivos urbanos en Chile y México entienden y practican la política autónoma? ¿De qué manera estos colectivos desafían los sistemas de dominación actuales? ¿Qué dimensiones, estructuras organizacionales y estrategias modelan el "hacer" de la política autónoma en estos colectivos? Esta ponencia presentará los resultados finales de la tesis doctoral de la autora, resultados obtenidos a través de un proceso colectivo y militante de producción de conocimiento con colectivos urbanos Latinamericanos. En este sentido, la ponencia también discutirá brevemente la relevancia y desafíos del uso de etnografía militante en el estudio de movimientos sociales en América Latina.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 16 |
As Fendas no Muro/Las Grietas en el Muro: Territorialidades Não-Hegemônicas e Crítica ao Desenvolvimento na América Latina (#7576)
Marcelo Argenta Camara 1; Renata Ferreira da Silveira
11 - UFRGS.
Abstract:
A conjuntura política pós anos 1990 na América Latina nos apresentou a um novo perfil de conflito social e, ao mesmo tempo, um novo perfil de mobilizações sociais como protagonistas desses conflitos. Faz-se cada vez mais presente em toda a extensão do continente os conflitos envolvendo, por um lado, megaprojetos extrativistas e/ou de infraestrutura e, de outro, povos originários, quilombolas e/ou tradicionais. Essa nova conflitualidade pode ser apontada como uma das consequências da retomada do desenvolvimentismo como paradigma dominante das políticas econômicas nos distintos Estados do subcontinente. Frente a essa ameaça que se materializava através do avanço das retroescavadeiras, crescia a importância das estratégias de mobilização e resistência baseadas em estruturas e formas de organização sócio-espacial tradicionais, amparadas em códigos culturais próprios das comunidades que assim se organizam para resistir ao avanço daquilo que aqui chamamos “projetos de desenvolvimento”. A observação desse cenário nos permite esboçar alguns diagnósticos, tais como: (a) insuficiência das formas tradicionais da política e da democracia, enquanto restrita a um conjunto de procedimentos formais, na solução do conflito social, uma vez que não colocam em discussão os preceitos e procedimentos através dos quais se constrói o imaginário de sociedade vigente; (b) incapacidade de construção de um imaginário de bem-estar social que ultrapasse os parâmetros consolidados no paradigma vigente de desenvolvimento; (c) como resultado do diagnóstico anterior, incapacidade de desvincular as macro-políticas econômicas, e/ou (consequentemente) a possibilidade de exercício de políticas públicas sem o favorecimento a um determinado padrão/paradigma de atividade econômica. O “novo” perfil de mobilização social que se interpõe frente ao avanço do “desenvolvimentismo” coloca em evidência o conceito de territorialidades enquanto formas específicas de relação das sociedades com o espaço, tanto no sentido concreto dos meios através dos quais nos apropriamos dos bens comuns disponíveis, como no sentido simbólico dos fins aos quais esses recursos devem se destinar. Assim, colocamos em consideração a interpretação de que o que hoje se observa no continente latino-americano é um “conflito de territorialidades”, opondo a territorialidade hegemônica e espoliadora do Capital frente às territorialidades não-hegemônicas e emancipatórias das comunidades tradicionais. Dialogando com uma proposta teórica do movimento zapatista mexicano, denominamos “fendas” (ou “grietas”) a essas experiências que hoje nos apresentam importantes alternativas políticas e epistêmicas frente ao avanço da acumulação por espoliação dos territórios e dos bens comuns. Amparado numa metodologia que coloca em diálogo a discussão teórico-conceitual com a experiência de campo junto a diferentes movimentos no Brasil, Bolívia e México, este trabalho propõe uma reflexão sobre as perspectivas da mobilização social no continente frente ao momento atual.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 16 |
Acción comunitaria ante el fenómeno de migración centroamericana en México. Caso de estudio: Las Patronas (#7580)
Maria Fernanda Loya García 11 - UAB.
Abstract:
Bajo la teoría de la comunidad como elección se analiza la búsqueda de lo comunitario ante diversos fenómenos que han surgido en la sociedad en los últimos años, en este caso se menciona el fenómeno de migración de países centroamericanos a México. La migración hacía México es transitoria ya que el destino final es Estados Unidos. Según datos de la ONU se estima que alrededor de 400 mil centroamericanos cruzan México de forma ilegal y experimentan en su recorrido graves violaciones. Ante el vació de políticas públicas para encarar la problemática, la acción comunitaria ha sido una alternativa para respetar los derechos humanos de los migrantes. Para ello se seleccionó el caso de “Las Patronas” grupo de mujeres habitantes de una localidad La Patrona de Veracruz que se encuentra dentro de la ruta del tren que usan los migrantes, llamado “La Bestia”. Las Patronas han desarrollado desde 1995 un modelo de acción comunitaria que ha ido evolucionando durante los años hasta llegar a auto gestionar su propio albergue. Lo comunitario y la acción voluntaria han sido temas de interés en la última década, gobiernos y la sociedad internacional han reconocido este tipo de movimientos creando reconocimientos como Premio Nacional de Acción Voluntaria y Solidaridad (México) que ya han ganado Las Patronas. La presente ponencia busca presentar como resultado de una investigación cualitativa los siguientes puntos: 1). Procesos y modelo de acción comunitaria desarrollado por Las Patronas, 2.) El perfil de liderazgo de sus creadoras 3.) Las opiniones de beneficiarios del proyecto 4.) Contextualizar el caso en América Latina analizando la acción comunitaria como respuesta a problemáticas sociales. Palabras clave: migración, comunidad, acción comunitaria
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 16 |
A ocupação como prática organizacional do movimento estudantil e seu cotidiano em uma unidade universitária no Brasil (#7593)
Luiza Araujo Damboriarena 1;
André Dias Mortari
1;
Fabiano Milano Fritzen
11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
O final de 2016 foi marcado, no Brasil, por intensas mobilizações em oposição a projetos do governo Temer de congelar os gastos em saúde e educação por 20 anos, (PEC 55) e de reformar a estrutura curricular do ensino médio (MP 746), com a restrição da oferta das disciplinas de filosofia e sociologia e a exclusão do espanhol, além de permitir professores sem formação docente nos cursos técnicos. Ambas as propostas terminaram sendo aprovadas pelo Senado. As mobilizações incluíram greves dos técnicos-administrativos e dos docentes na quase totalidade das universidades e institutos tecnológicos federais. O movimento estudantil se expressou pela ocupação de cerca de 200 instituições de ensino superior, além de cerca de 1.000 escolas secundárias. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram ocupadas 38 unidades (a mais longa durou 54 dias). O foco do artigo é a ocupação de uma destas unidades (congrega dois cursos de graduação e um de pós-graduação), que durou 31 dias. Nesse período, o prédio foi fechado, as atividades de ensino e administrativas foram suspensas, enquanto isso, ações político-culturais eram desenvolvidas, tais como debates, aulas públicas na calçada do prédio, festa para crianças (‘ocupinha’). Ademais, assim como em outras unidades, foi forjada uma importante colaboração entre estudantes e trabalhadores terceirizados. Fora do portão e nas redes sociais, palavras de ódio eram proferidas, alunos e professores questionavam a legitimidade da ocupação e reivindicavam seu direito individual de ir e vir. A ocupação rompeu com a neutralidade daqueles que se esquivavam do embate político. As contradições foram explicitadas, a normalidade rompida, o cotidiano colocado em suspenso. Nesse sentido, a ocupação pode ser interpretada a partir do que Lefebvre (2014) chama de momento: uma escolha, com certa duração, que se destaca e se separa da ambiguidade inerente ao cotidiano. O momento tem sua memória, seu conteúdo, sua forma, e se torna um absoluto ao propor um impossível-possível. No momento ocorre a radical descontinuidade, a pura e absoluta contestação. Entretanto, os momentos só são possíveis em determinadas circunstâncias e por um tempo limitado, dado que a força ordenadora do cotidiano se impõe novamente. Este trabalho tem como objetivo dar visibilidade às práticas organizacionais do movimento estudantil das ocupações na UFRGS, com foco em uma de suas unidades. As informações foram coletadas através de observação participante e complementadas com dados secundários. Além disto, defendemos a relevância para o estudo de movimentos sociais das proposições de Henri Lefebvre sobre a vida cotidiana e a irrupção de eventos/momentos como crítica da repetição monótona de condicionamentos reprodutores da ordem. LEFEBVRE, Henri. Critique of daily life. London: Verso, 2014.
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Mercados agroalimentarios en Colombia y Ecuador: el papel de los nuevos movimientos sociales económicos. (#7640)
Ivette Tatiana Castilla Carrascal 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
Cuál es el papel que tienen los nuevos movimientos sociales económicos en la construcción de mercados agroalimentarios en Colombia e Ecuador? El principal objetivo de este artículo es responder a esta pregunta, presentando algunas de las reflexiones resultados de la tesis de doctorado. Para explicar la relación entre movimientos sociales y mercados se analizará de manera comparativa los diferentes contextos nacionales, las trayectorias de algunos movimientos sociales, así como el papel que productores y consumidores tienen en los espacios de mercados. La comparación entre los casos de Agrosolidaria en Colombia y el meSSe en el Ecuador se realizó mediante entrevistas en profundidad realizadas entre 2014 y 2016, y una investigación de los documentos propios de las organizaciones. En las conclusiones se evidencia que los diferentes movimientos sociales utilizan ciertas herramientas y dispositivos para establecer confianza entre productores y consumidores y al mismo tiempo los actores de movimientos sociales se valen de distintos tipos de recursos, sobre todo humanos y morales, para construir mercados agroalimentarios donde se evidencian relaciones de solidaridad y reciprocidad. Palabras claves: Movimientos Sociales. Construcción social de mercados. Mercados agroalimentarios.
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História recente da gênese e consolidação política e social do Sindicato dos Professores do ABC - Sinpro ABC (1984-1990) (#7658)
Carin Moraes 1; Carlos Bauer
11 - Universidade Nove de Julho - UNINOVE.
Abstract:
História recente da gênese e consolidação política e social do Sindicato dos Professores do ABC - Sinpro ABC (1984-1990) Carin Moraes (UNINOVE) Carlos Bauer (UNINOVE) Nas discussões sobre o associativismo e sindicalismo dos trabalhadores da educação, sobretudo o que se refere as contribuições que o tema pode trazer para a história educacional brasileira, pretende-se com essa comunicação resgatar alguns aspectos da história do Sinpro ABC. Busca-se compreender as contradições existentes no processo de criação e consolidação desse sindicato que representa o conjunto dos trabalhadores da rede privada de ensino. A comunicação procura remontar a sua trajetória histórica criada a partir da iniciativa de um grupo de professores que estava inserido no conjunto das mobilizações existentes na década de 1980 na região do ABC em decorrência das políticas orquestradas pela ditadura civil militar. Em 1984 era fundada a Associação Profissional dos Professores do ABC (APRO-ABC) e, anos depois, em 13 de março de 1986, o SINPRO ABC recebia sua carta-sindical. Sua trajetória foi pautada por posturas classistas, como foi o caso do apoio às greves das demais categorias de trabalhadores da região, a pioneira filiação, entre as entidades do ensino privado, à Central única dos Trabalhadores (CUT) e mesmo campanhas de massificação de filiação de associados, traduzidas em slogan como "Educar é uma ato político, sindicalizar-se também!" A pesquisa em fase de andamento tem procurado se embasar em entrevistas com os professores que lecionaram nas escolas e os diretores do Sinpro ABC, no período estudado, seus boletins, jornais e a iconografia da entidade; como também na superação das dificuldades, teóricas e metodológicas, pautadas pela substancial ausência de estudos sobre os esforços políticos e organizativos dos trabalhadores da educação que atuam no ensino privado. Palavras- chave: Sindicalismo , SINPRO-ABC e Educação privada.
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Estratégias de Saúde, direitos e geração de renda para sujeitos de Educação de Jovens, Adultos e Idosos do Campo (#7708)
Maria da Conceição da Silva Freitas 1;
Neuza de Farias Araújo
11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
O processo de alfabetização de jovens, adultos e idosos - assentados nas terras da Reforma Agrária - decorre das demandas dos movimentos sociais do campo por educação. Este trabalho é resultado de oficinas realizadas em 2013 e 2014, no Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), no Projeto de alfabetização e escolarização denominado Tecendo a Cidadania no Campo (Tecicampo). A condição de assentados é determinada pela atividade rural para geração de renda, e, portanto, implica na necessidade de ter acesso ao conhecimento de variados arranjos produtivos locais. Nas oficinas, com recorte de gênero e enfoque nas diferenças, discutiu-se e articulou-se estratégias de empoderamento dos educandos em relação à saúde, direitos e cidadania de forma integrada. No “Encontro de trocas de experiências no campo da saúde” abordou-se o perfil de terceira idade e as suas demandas específicas para homens e mulheres: aposentadoria, saúde da mulher – envelhecimento, menopausa – relação com o posto de saúde; andropausa– próstata, machismo etc. Os homens expressam seus sintomas com mais dificuldades. As mulheres, apesar da precariedade, tem mais acesso às instituições de saúde devido ao parto, vacinação infantil no posto e outras questões da saúde feminina. A estratégia permitiu um diálogo entre as famílias que falaram sobre as dificuldades vivenciadas para manter a saúde e práticas usadas antes de buscar assistência médica. Posteriormente, uma professora que um senhor procurou o posto de saúde e submeteu-se a uma cirurgia de próstata. Continuou os estudos e agradeceu a informação dada na oficina. Realizamos duas oficinas em datas e lugares diferentes e distantes: “Direitos do (a) trabalhador (a) rural” em parceria com instituições: Instituto Nacional de Seguridade Social, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal; sobre:reforma agrária, habitação, acesso ao crédito rural, aposentadoria, benefícios, auxílio maternidade, cadastro especial para os trabalhadores rurais, assistência técnica e associativismo. Dialogamos sobre as mudanças tecnológicas e seus impactos na agricultura e na vida dos camponeses; os obstáculos ao diálogo intergeracional. Conhecimentos sobre as fases da lua e seus impactos na plantação já não convencem os mais jovens. Tratamos sobre a divisão do trabalho doméstico e o entendimento das empresas sobre as questões de gênero, pois algumas já introduzem políticas específicas para as mulheres rurais: documentação e destinação de linhas de assistência técnica. Na oficina “Geração de Renda e Sustentabilidade” capacitamos os sujeitos do campo para buscar soluções para seus problemas e participar de forma solidária dos processos de gestão individuais e coletivas com abordagens ambientais contextualizadas e sustentáveis. Trabalhamos o enfoque de gênero como possibilidade de participação equitativa na organização e gestão do assentamento. Os participantes destacaram o papel conciliador das mulheres dentro do assentamento principalmente quando há ameaças externas. Um ponto de destaque é o interesse da comunidade em ficar no campo e dele poder tirar o seu sustento, sem a necessidade ir buscar emprego “lá fora”. Mas para isso é preciso superar algumas dificuldades de recursos básicos e a recuperação da voz ao camponês.
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O debate sobre bem comum e bem público no movimento altermundialista (#7709)
Santiane Arias 11 - Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL).
Abstract:
Ao longo das minhas pesquisas no doutorado e pós-doutorado, uma questão não suficientemente explorada me pareceu importante. O debate em torno do que é bem público e bem comum mobilizou os intelectuais da Associação pela Taxação das Transações Financeiras em Auxílio aos Cidadãos, tornando-se, em determinado momento, o eixo do seu programa político. A questão atravessou outras organizações altermundialistas, sendo, por exemplo, o tema de três mesas no seminário internacional do Fórum Social Mundial (2010), em Porto Alegre. De acordo com François Lille, bem comum é o que deveria pertencer a todos no presente e no futuro; bem público é aquilo a que todos deveriam ter direito, aqui e a agora; enquanto serviço público refere-se à forma de gestão e distribuição desses bens. A definição, contudo, não é a-histórica; cada civilização, cada grupo social estabelece o que lhe é caro. Na ATTAC setores como a educação, a saúde e a comunicação estão sempre entre os bens considerados públicos. Essa caracterização demarca para os attacantes o que deve ser “estatizado” ou “socializado”; e nesse ponto encontramos relações consideráveis entre o perfil médio do militante e o programa político da associação, o que permite redimensionar o seu lema O mundo não é uma mercadoria! Pois, menos que o fim da lógica de mercado per se, o cerne da sua crítica está na extensão dessa lógica a alguns domínios antes preservados. De origem francesa, a ATTAC teve participação decisiva na concepção do Fórum Social Mundial. Com efeito, a associação ultrapassou a fronteira do país de origem; por outro lado, permaneceu enquanto um movimento massivo um fenômeno europeu – com atuação destacada em países com estrutura de bem-estar densa. Segundo Emmanuel Brillet, a noção francesa de serviço público integra elementos sociais, políticos e econômicos, indicando não apenas um leque de bens oferecidos gratuitamente, mas uma forma específica de geri-los. Existe aqui uma identificação entre interesse público e poder público, conferindo à produção e condução de determinados bens exclusivamente ao Estado – aspecto que agrega outras noções como a de Estado-empreendedor/regulador e monopólio estatal. Segundo Gustave Massiah, o altermundialismo nasceu da oposição ao neoliberalismo. É importante entender a qualidade dessa oposição. Pesquisas indicam que parte considerável da militância altermundialista possui alto grau de escolaridade. Em geral assalariados dos serviços, assemelham-se ao que Jacques Bidet denominou de competentes do setor público. Em 2005, a Aliança de Editores Independentes, mantida pela Fundação Charles Léopold Mayer e pela Fundação Ford, enviou ao Fórum Social Mundial onze redatores para recolher as proposições dos espaços temáticos. Entre elas destaca-se a questão dos saberes. Proponho aqui analisar o debate sobre bem comum e bem público no movimento altermundialista, buscando entender como essas noções foram resgatadas numa determinada forma de oposição ao neoliberalismo.
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Acción colectiva de resistencia en el Istmo de Tehuantepec. Aproposito de la exacerbación de la acumulación por desposeción. (#7711)
Jorge Antonio Acosta Calderón 11 - Universidad Autóna Chapingo.
Abstract:
En 1992 y 2013 se realizaron las reformas al Articulo 27 Constitucional, lo que estableció las condiciones para la privatización y renta de ejidos y comunidades por parte de empresas trasnacionales. Mientras que la reforma energetica puesta en marcha desde 2015, agilizaron la construcción de mega proyectos extractivistas. Aunado a este marco juridico, los Pueblos y comunidades del Istmo de Tehuantepec tienen que enfrentar la violencia de los grupos criminales que los asechan como estrategia para impedir la consolidación de la organización comunitaira. Frente a este panorama los Pueblos tienen la urgencia de construir alternativas sociales, culturales y economicas. La principal vía por la que han optado es la consolidación de acciones y movimientos sociales para fortalecer sus vinculos internos para la defensa de la vida, por medio de recursos legales y el uso emancipatorio de la violencia a través de policias comunitarias y autodefensas.
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GOBERNANZA Y NO DISCRIMINACION EN MERIDA YUCATAN MEXICO (#7740)
LIGIA DEL CARMEN VERA GAMBOA 1; CECILIA PATRON LAVIADA
2; CARLOS MENDEZ BENAVIDES
3; CARLOS CABRERA MAY
4; ABIGAIL TRILLO HERRERA
5; ANTONIO ESCALANTE CHAN
6; JESUS RIVAS LUGO
71 - UNIVERSIDAD AUTONOMA DE YUCATÁN. 2 - Ayuntamiento de Mérida. 3 - Oasis San Juan de Dios AC. 4 - Fundación Brazos Abiertos AC. 5 - Yucatrans. 6 - Instituto Municipal de la Mujer. 7 - Comisión Derechos Humanos del Estado de Yucatan.
Abstract:
GT-19 ACCIONES COLECTIVAS Y MOVIMIENTOS SOCIALES Sub-eje: MOVIMIENTOS SOCIALES, CONSTRUCCIÓN DE CIUDADANÍA Y DERECHOS HUMANOS La sociedad mexicana es una sociedad conservadora matizada por cuestiones religiosas, situación que lleva a resistencias a los cambios sociales de algunos grupos radicales, como es por ejemplo el Frente Nacional por la familia, grupo anti-derechos. Dicho grupo, se opone radicalmente a cuestiones como el matrimonio igualitario, la interrupción voluntaria del embarazo y ante el cambio de identidad y proceso de transición de las personas trans. Mérida, capital del estado de Yucatán, México no está exenta de estas situaciones. El estigma y la discriminación que acompaña al colectivo LGBTTTI, sigue presente en Mérida, Yucatán, una sociedad conservadora. En consecuencia no existen políticas públicas hacia este colectivo social, lo que se traduce en la mayoría de las ocasiones en un trato discriminatorio en oficinas públicas. El ayuntamiento 2013-2015 dentro de su plan de trabajo 2013-2015, incluyó la instalación del Consejo Municipal contra la Discriminación de la Diversidad sexual (13/09/13), conformado por instituciones municipales, academia y sociedad civil. La integración de los participantes del Consejo desde entonces fluyó con altas y bajas pero fue posible el consenso el consenso para revisar y armonizar los reglamentos municipales que den continuidad al trabajo del Consejo y se ha capacitado a personal del Ayuntamiento sobre aspectos básicos de diversidad sexual con énfasis en los derechos humanos particularmente aquellos departamentos con atención al público, así como a los y las regidoras del cabildo, y una de las estrategias de mayor impacto han sido los testimonios de integrantes de la diversidad sexual. Un logro muy importante al final de la señalada administración fue el cambio de términos en el Bando de Policía y Buen Gobierno de Mérida en un artículo cambiando moral y buenas costumbres por dignidad humana y derechos. La actual administración 2015-2018 ha continuado los trabajos de este Consejo y en 2016, los integrantes del Cabildo y del Consejo compartieron un taller sobre diversidad sexual y política pública impartida por una activista trans y se ha continuado la capacitación a servidores públicos. El trabajo intersectorial y la voluntad política son elementos cruciales para el logro de metas que beneficien a la sociedad, en este caso, el grupo social reconocido como LGBTTTI. La armonización de leyes y reglamentos dará continuidad en el tiempo al trabajo del consejo más allá de las personas como parece ser el caso del presente Consejo, que en realidad ya lleva tres administraciones 2010-2013, 2013-2015 y 2015-2018 en un auténtico ejercicio de gobernanza.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 16 |
As ações públicas voltadas para o trabalho na Economia Solidária na região metropolitana de Londrina-PR (#7748)
Marcílio Ronaldo GARCIA 1; Líria Maria BETTIOL LANZA
11 - Universidade Estadual de Londrina.
Abstract:
A Economia Solidária ganha visibilidade e se fortalece no cenário brasileiro na primeira década do século XXI, devido ao I Fórum Social Mundial, realizado no ano de 2001 em Porto Alegre-RS e a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), no âmbito do governo federal em 2003. Autores remontam suas origens históricas ao capitalismo industrial, com os socialistas utópicos. No Brasil, ela ressurge na década de 1980, sendo fruto de movimentos sociais que reagem à crise e ao desemprego em massa. Enquanto movimento social a Economia Solidária não surgiu de demandas específicas, mas se constitui da incorporação de diversas demandas de outros movimentos, caracterizando-se teoricamente na perspectiva de rede de movimentos sociais. No campo da institucionalização das políticas de Economia Solidária se faz necessário considerar seu histórico no seio da sociedade, bem como a transversalidade e intersetorialidade no âmbito estatal. Essa relação entre Estado, sociedade civil e movimento social exige a participação ativa do Estado, sob o controle da sociedade, no planejamento e execução de procedimentos e metas voltados para satisfação de necessidades sociais. Diante disso, o presente trabalho possui o objetivo de analisar as ações públicas voltadas para o trabalho na Economia Solidária na região metropolitana de Londrina-PR. Como procedimentos metodológicos realizamos um levantamento das ações públicas voltadas para o trabalho na região metropolitana de Londrina-PR e a partir disso enviamos questionários para gestores públicos, entidades de apoio e fomento e empreendimentos econômicos solidários. Neste momento, a pesquisa encontra-se em andamento, mas resultados preliminares apontam para a complexa e contraditória relação entre o incentivo do Estado e a proteção dos trabalhadores da Economia Solidária.
19. Acciones Colectivas y Movimientos Sociales |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 16 |
La construcción de lo público desde el movimiento estudiantil y el conflicto por la educación en Chile. Una lectura desde los movimientos sociales y la teoría social. (#7778)
Leticia Arancibia Martínez 11 - Pontificia Universidad Catolica de Valparaiso.
Abstract:
La ponencia analiza la relación entre las categorías de lo público en la teoría social y la práctica política de los movimientos sociales, analizando el efecto que tiene en la dinámica social y política e interrogándonos sobre las posibilidades de la institucionalización en la esfera pública de las lecturas, demandas y prácticas que se expresan en el conflicto por la educación en Chile, cuyo análisis permite observar el conflicto en la postdictadura. Teniendo como base los resultados de una investigación sobre las lógicas de relación de la organización estudiantil secundaria, presentes en el movimiento por la educación pública en Chile, se observan las fisuras en las representaciones que han sostenido el imaginario social del orden transicional, donde se profundizó la política económica neoliberal de la dictadura, y se contuvieron por casi dos décadas los conflictos económicos, sociales y culturales fruto de la desigualdad y la exclusión social. Este sistema que siguió extendiéndose a diferentes ámbitos de la sociedad, demuestra la debilidad democrática y la fortaleza oligárquico-económica del sistema político chileno. A partir del movimiento estudiantil que surge en el año 2006 el conflicto por la educación en la discusión pública ha cuestionado las formas tradicionales de participación y organización política, propias de la democracia liberal, en medio de una orden del discurso dominado por la minimización del interés y la incidencia de los jóvenes en la política. La entrada de los estudiantes secundarios en el escenario político de la postdictadura ha propuesto nuevas gramáticas para entender la democracia, donde la definición de ciudadano no depende exclusivamente del aparato estatal, sino desde una acción micropolítica y macropolítica, simultáneamente. Al mismo tiempo, la demanda por lo público interpela la discusión teórica, donde, tal como Taylor plantea, desde la modernidad se venía estableciendo una escisión de la esfera pública con fuertes consecuencias en el campo social y político. Se analizará el alcance del movimiento desde las categorías de Charles Taylor (2004), referidas a la construcción de lo público en la modernidad, dividida en tres ámbitos: economía, autogobierno y opinión pública, examinando el modo en que en el contexto de los movimientos sociales presiona por un tránsito e integración entre estos. Así, los estudiantes expresan el malestar en una operación reflexiva, donde desde el orden de la necesidad, denuncian la subjetivación capitalista del deseo que transforma: en éxito el éxito económico, y en sufrimiento individual la desigualdad social. Se examinará la producción de la imaginación radical (Castoriadis, 2002), que da forma a diferentes contenidos que vendrán a discutir: El sentido y el carácter universal de la Educación; la democratización y la participación; la mercantilización de la educación y de las relaciones que se establecen en la esfera pública; la discriminación de género y de las minorías sexuales y culturales; la protección social como dispositivo de una sociedad de control de los grupos en situación de pobreza; así como la relación entre déficit educativo y déficit democrático que ha permitido al movimiento estudiantil secundario leer de un modo distinto la escuela y la sociedad.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
20. Sociología de la Religión |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 17 |
Igreja Católica e Campo Religioso da Tríplice Fronteira: reflexões a partir da construção da Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe em Foz do Iguaçu. (#1477)
Carlos Eduardo Pinto Procópio 11 - Instituto Federal de São Paulo.
Abstract:
A Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai ainda é, em termos de pertença religiosa, marcadamente católica, que mesmo em declínio está longe de ser alcançada pelas denominações evangélicas, que ocupam o segundo lugar na preferência religiosa nas cidades da região, seguidos por adeptos do espiritismo, do candomblé/umbanda, do islamismo, do budismo e da conscienciologia. Se por um lado este campo religioso fica marcado por um pertencimento distribuído desigualmente entre os tipos de religião que estão enraizados na Tríplice Fronteira, em benefício do catolicismo romano, por outro lado a oferta de bens religiosos assentados na paisagem das cidades através de intervenções arquitetônicas relativiza esta distribuição desigual no pertencimento. Se a Igreja Católica (IC) tem na região as Catedrais de São João Batista (Foz do Iguaçu), da Virgen del Carmen (Ciudad del Este) e San Blas (Puerto Iguazu), que podem se convertem não só como centros de peregrinação e devoção, mas também de visitação e fruição estética, o Islamismo tem duas mesquitas (Foz e Ciudad del Este), o Budismo um imponente templo (Foz) e a Conscienciologia (Foz) uma ampla área para sua infraestrutura. Abertos à visitação e fruição estética, estes últimos concorrem em pé de igualdade com a IC na atração de pessoas do lugar e de fora, que adentram nesses espaços a fim de conhecer e contemplar a área construída e até mesmo experienciar um pouco do seu sentido religioso. Ainda mais, acabam por se apresentar como pontos de passagem obrigatório, que devem ser conhecidos, chegando a diminuir a importância das Catedrais, secundarizadas na preferência dos visitantes. Por mais que guardem consigo elementos estéticos admiráveis, as Catedrais não têm a mesma condição imponente e pitoresca das Mesquitas, do Templo Budista e da Conscienciologia, ameaçando a hegemonia cultural católica da região, na medida em que há uma tendência para lembrar os elementos não católicos quando se faz menção à religiosidade da região. Levando em conta este cenário, a construção da Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, em Foz do Iguaçu, permite observar uma reação católica em relação a esta tendência de perda de hegemonia cultural. Por um lado, na medida em que procura uma equiparação arquitetônica com as religiões não católicas. Por outro lado, uma reafirmação da importância católica na integração regional. Iniciada em 2004, a Catedral é feita para fazer com que a IC passe a ser lembrada como elemento importante na cultura religiosa da região, na medida em que passará a ser um ponto de visitação significativo, pela diversidade estética de sua arquitetura. Ao apresentar atrativos para a visitação por se tratar de uma novidade, ornamentada com traços que estão a falar não apenas da experiência religiosa católica, mas também dos elementos naturais e culturais da região, a Catedral produz um efeito sobre o campo religioso local, passando a concorrer com as outras denominações religiosas em termos estético-religiosos.
20. Sociología de la Religión |
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Catolicismo contemporâneo: observações acerca dos dados do CENSO de 2010 (#2329)
Flávio Munhoz Sofiati 11 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
O CENSO de 2010 aponta que houve pela primeira vez diminuição no número absoluto de fiéis católicos no Brasil, passando de 125 milhões para 123 milhões de adeptos. Uma visão sócio-histórica evidencia que o catolicismo deixou de ser a “religião dos brasileiros”, mas é ainda a “religião da maioria dos brasileiros”. Os dados apontam para os seguintes números: Igreja Católica, 64,6% e Igrejas Evangélicas, 22,2%. Diante deste cenário, o intuito é compreender de forma crítica o papel ainda exercido pela instituição católica no contexto brasileiro, considerando que com a diminuição do peso da religião tradicional, abre-se espaço para a busca de alternativas individuais no mercado de bens de salvação. Além disso, como nos ensina Brandão, o CENSO não pensa, apenas conta, sendo que os números podem as vezes nos enganar. Nesse sentido, entende-se que cenário religioso brasileiro está aberto para vivência de diferentes alternativas de práticas de fé que ainda dialogam com o catolicismo. O catolicismo é o exemplo mais fiel de uma tradição religiosa com um sistema de sentido “pluriaberto”, “multicêntrico” e em constante transformação. O cenário apontado pelo CENSO conduz o catolicismo para uma tendência mais aberta e com múltiplas variações. No cenário de diversificação do cristianismo, o catolicismo tende a se abrir para outras alternativas. O que garante sua unidade é o fato de continuar sendo uma “religião de todos”, de não exigir confissão pública da fé e pela sua tendência a se abrir. Assim, analisa-se o catolicismo em um contexto de diversidade cristã que pode ser entendido pelo processo de intensificação da diversificação da própria cultura católica, ao qual potencializa a sua intervenção no cenário religioso brasileiro. Mariz, por exemplo, constata que a diminuição dos católicos tem sido acompanhada por um processo de reavivamento religioso. Entende-se que a cultura católica tem persistido nas mais variadas formas de práticas da fé no Brasil. Todavia, neste cenário, o catolicismo apesar de ser considerado a religião de todos, tornou-se uma igreja de poucos. Trata-se de uma religião da família, “do casal”, com foco na família nuclear, sendo que o pentecostalismo tende a dissolver essa relação de parentesco, formando uma nova família constituída pelos irmãos de fé. Brandão constata que “em vários cenários há mais ‘cristãos católicos na diáspora’ do que ‘católicos cristãos paroquiais”. O ponto de partida teórico-metodológico deste estudo tem como fonte principal a sociologia compreensiva alemã, notadamente os estudos de Max Weber e alguns elementos da teoria de Georg Simmel. Segue-se a lógica analítica de Weber no intuito de entender a ação religiosa do fiel católico. Também utiliza-se o conceito de “religiosidade” de Simmel no qual este é definido como uma disposição do indivíduo, sendo algo diferente da religião, pois se realiza predominantemente na dimensão da subjetividade.
20. Sociología de la Religión |
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La práctica de la santería y brujería en comunidades católicas del noroeste de México. (#2760)
Olga Beatriz Garcia Rodriguez 11 - Universidad Autónoma de Sinaloa.
Abstract:
Las investigaciones sobre religión han sido con base a conceptos explicativos para reconocer qué clase de práctica religiosa se realiza: La religiosidad popular y el sincretismo religioso. Religiosidad popular en su significado más cerrado es la religión del pueblo, mientras que al sincretismo religioso nos referimos a las mezclas de prácticas y creencias de distintas religiones (Nutini, 1989:89). Dentro de la religiosidad popular y con base a mi trabajo de campo en la zona central de Sinaloa he podido descubrir que a pesar de ser pueblos con denominación católica, llevan a cabo prácticas de brujería y recientemente de santería afrocubana mezclada con creencias en santos populares como Malverde y Santa Muerte. Este entramado de creencias hace atractivo el estudio de la misma ya que representa una religiosidad particular en el universo de creencias y prácticas mágico-religiosas. A través de estas posturas, esta ponencia pretende analizar la situación de las prácticas religiosas en el centro del estado de Sinaloa. El papel sociocultural de las prácticas religiosas en la vida comunitaria. La etnografía se propone como tarea fundamental de esta ponencia ya que gracias a ella puede uno darse cuenta que sectores participan enla religiosidad y como la viven y desarrollan dia a dia. Con ello se pretende contribuir al conocimiento de las creencias y actividades religiosas en una población rural de México y se propone realizar un análisis de que practicas predominan después de la fe católica.
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Influencia de la Religión Católica en la Vivencia de la Sexualidad de la población Adulta Mayor: análisis de la experiencia en el marco de la Asociación Gerontológica Costarricense (#5453)
Daniela Fonseca 11 - Universidad de Costa Rica.
Abstract:
Un análisis de la sexualidad resulta pertinente en todas las etapas de la vida de las personas, pues ésta se extiende a lo largo de todo el ciclo vital. En ese sentido, la presente propuesta de investigación busca indagar la influencia de la Religión Católica en la vivencia de la sexualidad de los y las personas adultas mayores en Costa Rica. En Costa Rica la Religión Católica cumple un papel importante en la toma de decisiones políticas, ya que ésta se encuentra vinculada oficialmente con el Estado, en su calidad de religión oficial del país. A pesar de que dicha institución religiosa ha venido perdiendo espacios durante los últimos veinte años, su influencia continúa siendo muy fuerte. Durante la primera mitad del siglo veinte, la educación costarricense estuvo marcada por una fuerte influencia de la religión católica, por lo que existe una tendencia a un fuerte arraigo con la institución religiosa entre aquellos que se educaron durante esa época. La población que recibió una educación vinculada a la religión en el país durante dicha época son los y las adultos mayores actuales. A nivel mundial el envejecimiento de la población se presenta como uno de los principales fenómenos a los que se enfrenta la sociedad actual. Según algunas estimaciones la cantidad de adultos mayores en el mundo aumentará en una cantidad considerable y dicho fenómeno de envejecimiento acelerado no se aleja de la realidad costarricense. Según estimaciones del INEC (2015) para el 2050 el aumento de las personas adultas mayores costarricenses será relativo al que se vivirá a nivel mundial. A pesar de que dicha población presenta un fuerte aumento en números totales en el país, lo que significa una presencia significativa en la sociedad costarricense, existe una invisibilización sistemática de algunos temas relacionados con las personas adultas mayores como lo son por ejemplo los aspectos relacionados con su sexualidad. El tema alrededor de la sexualidad de dicha población no es de los principales que se toman en cuenta a la hora de trabajar con esta población, ya que el mismo es se trata como un tema tabú. Por esa razón, precisamente, es importante realizar un análisis de la sexualidad de dicha población. De esta manera, se plantea un análisis de la influencia de la religión católica en la vivencia de la sexualidad de personas adultas mayores pertenecientes a que participan en la Asociación Gerontológica Costarricense. El presente trabajo se trata de una propuesta de investigación que no ha concluido, sin embargo, se busca en la ponencia llevar la exposición del diseño y de la estrategia de la cuál parte la propuesta investigativa.
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Reavivamento da Tradição e Reposicionamento Religioso: a Catedral Cristo Rei de Belo Horizonte (MG/Brasil) (#6102)
Peixoto Maria Cristina Leite 1; Terrezza Fabrício Garcia
11 - Universidade FUMEC.
Abstract:
Para minimizar as perdas de fiéis e prestígio público e se reposicionar socialmente, a Igreja Católica se empenha na reelaboração da sua memória religiosa, para torná-la uma fonte de sentido para os fiéis contemporâneos sem abrir mão dos fundamentos do catolicismo. No Brasil as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e a Renovação Carismática Católica (RCC), são exemplos desse empenho, com a finalidade de reduzir a evasão de devotos católicos para outras religiões, principalmente as “evangélicas”, e reaver o prestígio do catolicismo. São duas iniciativas que aliam tendências culturais contemporâneas à tradição católica, tomada como princípio revelador da ideia de continuidade. Se as CEBs notabilizaram-se pelo engajamento político e pela defesa dos mais pobres, a RCC adotou práticas relativamente originais, como a mistura dos catolicismos ortodoxo e popular, com o pentecostalismo e o “neopentecostalismo” e a produção/difusão intensiva de mensagens pelos meios de comunicação e recursos da indústria cultural. O trabalho ora apresentado resulta da investigação de outra estratégia atual de reposicionamento, qual seja, a construção de megatemplos religiosos. A igreja Católica foi pioneira nesta iniciativa, seguida e aperfeiçoada por outras denominações religiosas cristãs. O caso estudado é o que ocorre em Belo Horizonte (MG), polo da terceira mais populosa região metropolitana do Brasil. Aí está sendo construída a Catedral Metropolitana Cristo Rei, com projeto arquitetônico arrojado e multifuncional, assinado pelo arquiteto modernista brasileiro, Oscar Niemeyer, com capacidade para 20 mil pessoas. O megatemplo, segundo vídeo publicado no site da catedral (www.catedralcristoreibh.com.br), será lugar da espiritualidade, do encontro, da prestação de serviços, do diálogo que “congrega os diferentes tecendo a unidade na diferença” [grifo nosso], “lugar artístico e cidadão” e “resposta às muitas carências estampadas nos cenários das sociedades contemporâneas”. Pode-se considerar que a estratégia em questão busca o reposicionamento sociorreligioso com base a) no reavivamento da tradição religiosa, sem desconsiderar a cultura contemporânea; b) na construção de espaços agregadores no templo, com finalidades administrativas, artístico-culturais e de práticas cidadãs, além das atividades religiosas; c) no uso de mídias variadas, incluindo as digitais, para fins de visibilidade institucional, evangelização, difusão da mensagem religiosa e participação do público; d) no reconhecimento da mídia como ferramenta institucional estratégica, após longa resistência a seu uso por parte da Igreja. Diante disso, as questões que nortearam a pesquisa da qual resulta esse texto, procuraram identificar o significado das ações implementadas. Foram analisados elementos selecionados por agentes eclesiásticos e especialistas em comunicação para compor os conteúdos veiculados pelo site oficial da Catedral Cristo Rei, assim como a maneira como conjugaram a tradição católica e a cultura contemporânea. Além da análise do site, outro recurso empregado para obtenção dessas informações foram as entrevistas com envolvidos na comunicação institucional. Palavras-chave: Catolicismo; Reposicionamento religioso; Mídia; Catedral Cristo Rei.
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A Renovação Carismática e a contraofensiva católica no campo religioso de Juazeiro do Norte (CE): análise sobre o papel estratégico da missa de cura e libertação promovida pela comunidade Filhos Amados do Céu (#8630)
Renata Marinho Paz 11 - Universidade Regional do Cariri.
Abstract:
A proposta deste trabalho é analisar alguns elementos que atuam na constituição do campo religioso contemporâneo em Juazeiro do Norte (CE), com ênfase nos tensionamentos entre católicos e evangélicos, tendo como foco o papel desempenhado pela Renovação Carismática Católica, através das ações da comunidade Filhos Amados do Céu (FAC) – Missão Juazeiro, especialmente as missas de cura e libertação, devido à importância que essas celebrações vêm assumindo na correlação de forças que compõem aquele campo religioso. Tradicional espaço de romarias em devoção ao Padre Cícero Romão Batista e de práticas e representações do chamado catolicismo popular, a localidade vem apresentando, nos últimos vinte anos, mudanças significativas em sua composição religiosa, sobretudo no que diz respeito ao aumento exponencial do número de evangélicos e o decréscimo daqueles que se declaram católicos. Diante deste quadro, especialmente na última década, a Diocese de Crato tem buscado recuperar seu terreno atuando em diversas frentes, com destaque para dois aspectos: primeiramente, o reconhecimento e a valorização da religiosidade popular (que havia sido secularmente rejeitada pelas autoridades eclesiásticas, que consideravam Juazeiro um antro de fanáticos), e que tem como um dos fatos mais notáveis a Reconciliação do Padre Cícero, realizada em fins de 2015. A segunda frente a ser ressaltada é a recente abertura às ações da Renovação Carismática Católica que, do ponto de vista institucional, ocupava um espaço marginal na Diocese. A ênfase que vem sendo dada a movimentos e a ações de comunidades carismáticas pode ser entendida como um dos esforços das autoridades eclesiásticas de fazer frente ao avanço evangélico. Neste trabalho a ênfase será dada à atuação da comunidade Filhos Amados do Céu (FAC), que nos dois últimos anos vem realizando celebrações espetaculares, que atraem semanalmente milhares de participantes não só de Juazeiro, mas de toda a região do Cariri. Popularmente conhecidas como missas de cura e libertação, essas celebrações podem ser compreendidas como estratégias para atração de fiéis num contexto de disputas em curso no campo religioso em Juazeiro do Norte, notadamente as que envolvem a igreja católica e igrejas neopentecostais na localidade. Devido à sua visibilidade e poder de atração, essas missas são extremamente relevantes, podendo ser consideradas como uma espécie de contraofensiva da igreja católica frente ao crescimento evangélico na localidade. Nossa intenção é compreender a missa como mecanismo estratégico da Diocese de Crato para fazer frente à concorrência religiosa, buscando analisar e entender a motivação dos diferentes responsáveis pelo evento em realizá-lo, os fatores envolvidos em seu crescimento, como ele se articula e que papel ele desempenha na urdidura das relações do campo religioso juazeirense.
20. Sociología de la Religión |
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Entrega en la búsqueda
Prácticas de donación a la Iglesia Católica en México por parte de movimientos sociales en búsqueda de personas desaparecidas (#0520)
Laura Neftaly López Pérez11 - FLACSO México.
Abstract:
En México, las desapariciones forzadas de más de 27 mil personas se han convertido en la cotidianeidad para aquellos que los buscan. En el estado de Jalisco, con alrededor de tres mil personas desaparecidas hasta 2016, las familias se han movilizado para visibilizar el problema y exigir una solución, por medio de movimientos sociales como “Bordemos por la Paz” y “Familias Unidas por Nuestros Desaparecidos en Jalisco”. Una parte de los esfuerzos de este movimiento se ha volcado a manifestaciones religiosas como parte de la búsqueda de sus familiares. Dentro de estas manifestaciones, las prácticas de la donación de dinero a la iglesia católica comprenden un fenómeno complejo que se puede analizar desde múltiples aristas: el imaginario de la salvación y las recompensas presente en la comunidad católica mexicana, el análisis discursivo de la incitación a la donación, los valores sociales desarrollados a partir de esta donación, entre otros. Se describirá la relación entre la ética económica y los valores religioso-sociales propios del catolicismo en México, así como las relaciones y prácticas sociales alrededor de la donación económica a la iglesia católica, que dan significado y tienen impacto sobre los propios valores religiosos y sociales que hacen posible la práctica y la legitiman, prácticas siempre atravesadas por la búsqueda de los familiares que han sido desaparecidos forzadamente. Las emociones son parte fundamental de la vivencia de las convicciones y valores de una persona que se identifica como parte de una comunidad religiosa, son derivados de la sociedad frente a la cual tienen obligaciones morales. Es necesario el estudio del fuerte componente emocional en la donación de dinero a la Iglesia por parte de los movimientos sociales en búsqueda de sus familiares desaparecidos, no sólo para comprender este fenómeno que moviliza recursos cotidianamente para una organización religiosa, sino como constitutivos de sentido en la cotidianeidad de la búsqueda y la desaparición.
20. Sociología de la Religión |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 17 |
La peregrinación de San Cono en Uruguay: entre lo sacro y lo profano. Aportes para su análisis como fenómeno religioso y turístico (#3844)
Pedro Ernesto Moreira Gregori 1;
Pablo De La Rosa López
2; Juan Carlos Martín
11 - Universidad de Las Palmas de Gran Canaria. 2 - Universidad de la República.
Abstract:
Si bien el Uruguay es desde sus orígenes un estado fervorosamente laico la mayoría de los uruguayos profesan algún tipo de religión. Y aunque al igual que en el resto de Latinoamérica sigue existiendo una mayoría católica, el auge de otras iglesias (principalmente pentecostales y evangelistas) ha sido constante y exponencial. ? De todas formas, las expresiones populares y profanas de “lo religioso” están históricamente presentes en nuestra sociedad. La devoción a santos, divinidades e imágenes recuerdan ancestrales prácticas algo lejanas a la institucionalidad y oficialidad de “La Religión”. Durante el fenómeno de secularización se fue dando en la relación Iglesia-Estado un proceso de "privatización" de lo religioso, relegando lo religioso al ámbito de lo privado, no público. En el marco de este fenómeno es que presentamos una comunicación centrada en las celebraciones populares, en el fenómeno de masas que implican las peregrinaciones católicas. Analizamos la peregrinación como un viaje físico y espiritual, un fenómeno donde se combinan la movilidad, el desplazamiento de visitantes y el turismo religioso, con el sentimiento, la fe y la devoción a un Santo. O sea, un fenómeno turístico y de masas que se sucede en el espacio entre lo sacro y lo profano. En este caso se trata de San Cono de Teggiano, santo italiano nacido en la ciudad de Teggiano (Salerno) en el siglo XII D.C. y al cual esa ciudad dedica su catedral. Aparte de Italia, el otro lugar en el mundo donde tiene gran cantidad de devotos es en Uruguay, específicamente en Florida donde se ubica su capilla: su imagen fue llevada allí por italianos de la zona. San Cono despierta gran devoción en estos dos lugares del mundo y está asociado a la suerte. Es de destacar también que se le atribuyen milagros y sanaciones, motivo por el cual se inauguró recientemente un museo con miles de ofrendas de sus devotos. Analizaremos este fenómeno de religiosidad popular y de peregrinación religiosa a través de un estudio descriptivo de esta devoción y de la peregrinación como fenómeno de movilidad religioso y turístico, entre lo sacro y lo profano.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 17 |
Escenarios religiosos de ostentación. El clero antioqueño como clase ociosa durante La Regeneración (1886-1903). (#5265)
Maria Alejandra Estrada Carrillo 1;
Juan Esteban Múnera Gutiérrez
11 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
El período conocido en la historiografía colombiana como “La Regeneración”, entre finales del siglo XIX y principios del siglo XX, estuvo marcado por una fuerte reacción conservadora ante las medidas de gobiernos liberales anteriores; la añoranza por el pasado hispánico, inspirada en la contrarreforma francesa; y una amplia influencia de la iglesia católica en asuntos de orden social, político y económico. Los años de La Regeneración fueron un alivio para un clero hasta entonces perseguido; la constitución de 1886 y la firma del concordato con la Santa Sede un año después, fueron indicativos del comienzo de la denominada “edad dorada” de la iglesia colombiana. En particular, en el departamento de Antioquia, la iglesia recuperó su dominio y consolidó su alto estatus social a partir de prácticas de ostentación que cobraron un mayor un sentido en el marco de la racionalidad económica del pueblo antioqueño, caracterizada por la imperiosa necesidad de crear riqueza. Este trabajo expone estas formas de ostentación eclesial a la luz de los postulados teóricos del sociólogo y economista Thorstein Veblen en su obra Teoría de la clase ociosa (1899); específicamente se abordan actitudes rituales y elementos ceremoniales que reflejan la preocupación del clero antioqueño, como clase ociosa, de hacer pública su exención de cualquier trabajo productivo y demostrar, en diversos escenarios, su nivel pecuniario y de ostentación. Desde la perspectiva de Veblen (1899) tanto el ocio como el consumo ostensible, sumado al establecimiento de cánones pecuniarios de gusto fortalecen la reputación de una clase ociosa. Esta ponencia se sustenta en fuentes primarias, fundamentalmente periódicos eclesiales de la época, autos de visita pastoral y actas de sínodos, consultados en el Archivo Histórico de la Arquidiócesis de Medellín; además se incluyen fuentes secundarias alrededor de la religiosidad del pueblo antioqueño.
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¿El celibato tiene futuro? Opinión del clero católico del Uruguay (#6042)
Pablo Augusto Guerra Aragone 11 - UdelaR, Faculta de Derecho/RRLL.
Abstract:
En nuestra ponencia analizaremos la opinión que el clero católico del Uruguay tiene sobre una de las normas que más ha definido el modelo sacerdotal católico, esto es, la obligatoriedad del celibato. Para ello contaremos con la evidencia recogida en el marco del Proyecto de Investigación titulado “Características del sacerdocio desde la sociología de las profesiones: indagación y opinión del clero católico del Uruguay sobre los vínculos entre profesión y vocación” donde se entrevistaron a 104 sacerdotes católicos del Uruguay.
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Irmandade do Rosário dos Pretos: festas e religiosidades no Arraial do Carmo, antigo Norte Goiano - século XIX - Brasil. (#6101)
Noeci Carvalho Messias 11 - Universidade Federal do Tocantins.
Abstract:
O objetivo deste trabalho é apresentar algumas reflexões sobre a atuação da Irmandade de Senhora do Rosário dos Pretos, no Arraial do Carmo, no antigo Norte Goiano - século XIX - Brasil e perceber como eram construídos os espaços de sociabilidades e devoção dos membros daquela associação. As irmandades, nas diversas regiões brasileiras, instituíram uma religiosidade própria. Denota-se que a Irmandade do Rosário dos Pretos desempenhou funções significativas no antigo Arraial do Carmo, enquanto mantenedora da ordem devocional, do bem-estar coletivo e aglutinadores sociais. Analisando os documentos paroquiais, do período em questão, observa-se que um dos aspectos que envolvia a sociedade do referido arraial daquela época eram as festas religiosas promovidas por aquela irmandade. Uma das principais atividades das irmandades era a promoção da vida lúdica, ou estabelecer o estado de lazer e prazer de seus membros e da comunidade negra em geral. Assim, as irmandades organizavam festas em homenagem aos santos padroeiros, ou de devoção. Passado mais de um século tais práticas religiosas continuam sendo recriadas e revividas anualmente pela comunidade carmelitana sendo revestido da maior importância. A pesquisa de campo realizada em 2010 para o desenvolvimento da tese de doutorado desvelam que tais práticas culturais em louvor a Nossa Senhora do Rosário são manifestações culturais ressignificadas que revivem a história e a memória coletiva de outrora, configurando-se em uma expressão de devoção e sociabilidades de intenso significado recriadas no tempo presente. Palavras-chave: Irmandade do Rosário dos Pretos. Religiosidades. Sociabilidades.
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O estado brasileiro e a igreja católica no desenvolvimento e execução de políticas públicas (#3343)
Douglas Alexandre Boschini 1; Claudia Neves Da Silva
11 - Universidade Estadual de Londrina.
Abstract:
Em uma análise preliminar da história da civilização, é de fácil percepção a constante presença de um pensamento místico, mágico ou religioso. Tais criações oferecem às pessoas elaboração de explicações e definições a respeito do mundo, apresentando-se enquanto ferramentas para a compreensão da realidade, interferindo não somente em questões religiosas, mas também no cotidiano. Os dogmas, em especial a questão moral, ensinados aos fiéis são levados para meios extra-religiosos, afetando as relações políticas, econômicas e sociais, uma vez que são internalizados e incorporados por seus fiéis, derivando, entre outras situações, em uma estreita relação entre a Igreja Católica e o Estado, foco de nossa investigação. A Igreja apresenta-se na sociedade brasileira como uma das instituições religiosas mais consolidadas, sendo que sua presença é encontrada em boa parte de nossa história, estando diretamente envolvida em diversos acontecimentos históricos. Durante o período colonial e do Império, a Igreja interferia nas questões da esfera política; e muito depois da Proclamação da República, continuou sua ingerência em questões da esfera profana! Na década de 1930 é possível verificar uma aliança, não oficial, entre Getúlio Vargas e a Igreja Católica. Nos anos que sucederam o governo de Vargas a crise econômica e os problemas sociais do Brasil se agravaram. No governo de Juscelino Kubitschek ficou evidente o fim da política de substituição de importações iniciada por Vargas, a dívida externa cresceu avassaladoramente e a economia estava totalmente aberta ao capital internacional, o que sufocou o capital interno, a aceleração e intensificação do pensamento neoliberal na sociedade, provocando um aumento expressivo da população em situação de vulnerabilidade social. Ainda que a caridade seja um princípio católico básico, com o aumento do processo de individualização gerado pela lógica urbana capitalista somado ao pensamento meritocrático neoliberal, a preocupação com a situação social e econômica dos indivíduos perdeu força. Questões políticas e de participação social foram ficando cada vez mais escassas nos discursos religiosos, mesmo com a questão social sendo assumida enquanto problema que o Estado deveria assumir. Uma certa ineficiência fez com que as entidades assistenciais católicas não perdessem força nem campo para atuação, com a ascensão do Papa Francisco é possível notarmos um retorno à priorização da defesa dos mais “fracos”, dos “oprimidos”. Em diversas falas o representante da Igreja tem afirmado a necessidade de os fiéis atuarem na luta contra a discriminação e a desigualdade social. Sendo assim, este trabalho propõe analisar as relações entre o Estado brasileiro e a Igreja Católica, focando nos impactos exercidos sobre as políticas públicas.
20. Sociología de la Religión |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 17 |
Homossexualidade sob a luz do espiritismo: uma análise discursiva da explicação kardecista sobre a sexualidade humana (#3457)
Fernando Augusto De Souza Guimarães 11 - UFSCar.
Abstract:
O objetivo deste artigo é analisar os elementos doutrinários mobilizados na elaboração da explicação espírita kardecista da sexualidade humana. Levando em conta a importância dos discursos religiosos sobre moral sexual e o seu impacto político, a proposta presente parte da hipótese de que não há tratamentos espirituais para cura da homossexualidade nessa vertente religiosa. No âmbito do espiritismo há uma abordagem da sexualidade que trata as não heterossexualidades como normais, despatologizando-as, representação esta que se distancia dos discursos religiosos das tradições judaíco-cristãs que as consideram pecado e degeneração moral. Sendo assim, a partir dos estudos queer e das contribuições de Michel Foucault, será realizada uma analise da explicação espírita sobre a sexualidade a partir de quatro livros: A homossexualidade sob a ótica do espírito imortal de Andrei Moreira; Homossexualidade, reencarnação e vida mental de Walter Barcelos; Vida e Sexo de Francisco Cândido Xavier ditado pelo espírito Emanuel e Além do azul e do rosa – recortes terapêuticos sobre a homossexualidade à luz da doutrina espírita, escrito por Gibson Barros.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 17 |
A religião na dinâmica parlamentar brasileira: uma análise de duas legislaturas (#3602)
Lygia Bitencourt 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
O presente trabalho tem como finalidade apresentar os resultados obtidos em pesquisa realizada para minha tese de doutorado, que, por sua vez, procura compreender o modo como se desenvolvem as relações entre religião e Estado no Parlamento brasileiro. Nesse sentido promovo a análise comparativa de duas legislaturas da Câmara Federal brasileira, 37ª (1935-1937) e 54ª (2011-2014), períodos onde o elemento religioso se destacou, buscando observar, nesses contextos, o processo de transformação ocorrido, os padrões, diferenças e similaridades, na dinâmica parlamentar brasileira no que tange assuntos religiosos. Para tal, realizei a indexação e análise das proposições de cunho religioso apresentadas em cada uma das legislaturas, na Câmara Federal, estabelecendo categorias analíticas que foram utilizadas na compreensão e exame do conteúdo das proposições, para assim entender o modo como o elemento religioso atuando na esfera política se encontra em cada uma das legislaturas. Em um segundo momento, desenvolvo uma análise comparativa entre os dois períodos políticos estudados, observando o processo de transformação ocorrido. Assim, no caminho de uma compreensão do cenário político brasileiro, num contexto de laicidade e secularização, apresento os resultados no que diz respeito ao modo como o elemento religioso se relaciona com a esfera pública e como o Estado se comporta nessa relação.
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La democracia y su construcción desde la religión. (#5342)
Pedro Orozco Espinosa 11 - Universidad Autónoma de Zacatecas.
Abstract:
Esta investigación tiene como objetivo analizar el pensamiento cristiano en torno a la democracia. El cual siendo considerada como una enseñanza para los cristianos, muestran toda una construcción argumentativa y teórica de este concepto. Además de ser considerada para los cristianos como una enseñanza social, que busca dar respuesta a las circunstancias cambiantes de la sociedad. Es así que este pensamiento social cristiano, inscrito en diversos documentos, ha intentado dar respuesta a las cuestiones sociales de diferentes épocas. Y la democracia no ha sido una excepción. Así, por ejemplo, si se compara, la primera gran encíclica Rerum Novarum, de León XIII (1891), con la que conmemora su centenario, Centesimus Annus (1991), de Juan Pablo II, se advierte en seguida los diferentes matices ante temas tan importantes como la propiedad privada, el capitalismo, el trabajo, el socialismo e, indudablemente, la democracia. La metodología llevada a cabo fue un análisis documental de los escritos (encíclicas) desde León XIII hasta hoy que muestren el cuerpo teórico sobre la democracia desde el cristianismo. De manera que, una primera conclusión es que se pudo constatar que la construcción de este concepto muestra una conexión con las teorías existentes en los diferentes momentos en que fueron escritas las encíclicas.
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Capital Político del Pentecostalismo Costarricense 2012-2015 Estudio de Casos (#5446)
Berny Jiménez 11 - Universidad de Costa Rica.
Abstract:
La siguiente investigación analizará los cambios en la estructura interna del pentecostalismo en Costa Rica desde el año 2000 y su relación con acciones políticas de relevancia nacional. Tomando tres congregaciones especificas y la actuación de estas en tres eventos políticos concretos; La reunión de recursos de amparo contra los contenidos de la guías sexuales propuestas por el Ministerio de Educación Pública MEP (2012), La Marcha para Jesús de corte ecuménico (Agosto, 2015), y la Alianza con Pastores Evangélicos y el político Johnny Araya (Enero, 2016), actual alcalde del Cantón Central de San José. Partiendo de un pentecostalismo latinoamericano que en las últimas dos décadas ha presentado cambios en sus prácticas de forma más continua y diversa, representando un campo de investigación activo que requiere por un lado un acompañamiento de hechos actuales que contorneen los campos de acción de los actores involucrados en el análisis, y por otro el análisis de estos cambios en función de un sistema macro que los influye, o la influencia del pentecostalismo en un sistema mayor. En Costa Rica tan solo el crecimiento de la población que se considera evangélica en la última década que alcanza el 30% del padrón electoral es ya un desafío de interés entre las ciencias sociales. Cabe preguntarse por la posibilidad de que la actividad religiosa actual funcione como vehículo de fuerzas electorales, sin embargo esto se mantiene como una de las hipótesis generales del trabajo en cuestión. La investigación responde a la pregunta: ¿Cómo se genera el capital político en el pentecostalismo actual a través de su estructura interna y su alcance mediático? La relación entre jerarquías y capitales económicos así como nuevos públicos metas e inversiones en medios de comunicación, permiten sacar de la escena a muchas congregaciones, limitando el análisis a las congregaciones más influyentes a nivel nacional, analizando su capacidad congregatoria, su capacidad de influencia en red y la generación de capital político; sea este directo (desde las mismas congregaciones) o indirecto (alianzas con otros políticos). Estas congregaciones son: Pasión Por las Almas, Centro Evangelistico, Templo Bíblico. El estudio del pentecostalismo y su relación con los espacios políticos puede comprender dos ejes teóricos que permiten el análisis. Por un lado coloca la atención sobre el individuo como actor político y como medio explicativo para el panorama de acciones descritas anteriormente, incluyendo en estos el tema del poder. Por Otro a través de la teoría de la estructuración se realiza un análisis dual dentro de la misma estructura del pentecostalismo que abarque los elementos de ésta y el análisis de los agentes como entes cambiantes del pentecostalismo.
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A serviço de Deus: Uma análise dos cabos eleitorais voluntários e religiosos nas campanhas municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes (#5641)
Jhenifer Vieira De Almeida 1; Dr Vitor De Moraes Peixoto
11 - UENF.
Abstract:
Este trabalho é um estudo de caso de um grupo de cabos eleitorais voluntários vinculados ao Partido Republicano Brasileiro (PRB) e pertencentes a uma mesma denominação religiosa neopentecostal, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), durante a campanha eleitoral municipal de 2016 em Campos dos Goytacazes – Rio de Janeiro (RJ). E que também apresenta os resultados das relações entre os cabos eleitorais e o grupo religioso e político a qual pertenciam. Tendo como pressuposto, que não somente as relações mercantis e/ou clientelistas podem explicar a interação entre cabos eleitorais, políticos e partidos, mas também a influência da liderança religiosa e política, relações de amizade e parentesco. O objetivo central da pesquisa foi de verificar a existência, a força e o significado dos vínculos celebrados entre os atores das duas frentes: a esfera religiosa e a esfera política, compreendê-las e assim propor uma terceira via de argumentação sobre o tema. A possibilidade de se pensar ação de cabos eleitorais sob motivação de uma ideologia religiosa. Para tal, as técnicas e os procedimentos de pesquisa utilizados foram os da metodologia qualitativa que estruturam uma análise de dois momentos. No primeiro momento, utilizamo-nos do método etnográfico para o acompanhamento do caso selecionado desde janeiro de 2016, até outubro do mesmo ano. No segundo momento de análise, que ocorreram em setembro de 2016, foram empregadas entrevistas estruturadas com os atores que ocuparam papéis nos três cenários resultantes do processo de conformação da campanha: o palco religioso, político, e no subproduto da interseção entre eles. O principal achado é o de que os cabos eleitorais intersecionam fortes vínculos entre o grupo religioso e político. Vínculos estes, que são institucionais e ideológicos. Laços e relações de confiança encontrados no partido, derivam das relações de amizade e parentesco encontradas no grupo religioso e também em seus cultos. Ademais, os cabos eleitorais voluntários afirmam em unanimidade que “fazer o bem”, “fazer uma política limpa”, trabalhando para um político “diferente” dos atuais “corruptos”, seriam motivos e estímulos para a entrada e permanência no grupo. Deixando implícito que existe uma ideia de que “Deus” seria o orientador dessa prática. E deste modo, estariam “servindo e obedecendo a Deus” através do seu trabalho na política. Palavras-chave: Cabos eleitorais, eleições municipais, religião.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 17 |
El voto evangélico blanco por Donald J. Trump, Análisis y Reflexiones. (#6568)
Mariano Avila Arteaga 11 - Calvin Theological Seminary.
Abstract:
La ponencia hará un análisis de los resultados electores por la presidencia en los Estados unidos en 2016 enfocándose en el voto de los evangélicos blancos que en su mayoría (alrededor del 80%) optó por el candidato del partido republicano, Donald J. Trump. El estudio explora el conflicto de valores en este segmento del mundo religioso estadounidense e intenta dilucidar cómo, a partir de una propuesta conservadora que en la superficie se oponía al aborto y a los matrimonios gay, en el fondo era un mensaje que prometía mantener los privilegios de la clase pudiente, blanca, evangélica (WASP). Es sumamente interesante constatar la manera en que la persona y mensaje de Trump que abiertamente promovía la islamofobía, etnofobia (negros y latinos), misoginia, violencia de estado, intolerancia hacia minorías gay (comunidad LGBTQIA), etc., tuvo el respaldo de quienes se ostentan como la mayoría moral o la conciencia moral de la nación. El estudio analizará fuentes estadísticas y bibliográficas que profundizan en el fenómeno desde una perspectiva crítica desde la sociología de la religión y ofrecerá escenarios sobre las implicaciones del fenómeno Trump para América Látina.
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Política, religião e democracia: os ruídos entre o público e privado no Brasil (#8420)
Michelle Gonçalves Rodrigues 11 - Universidade do Estado de Minas Gerais.
Abstract:
Este trabalho tem por objetivo a análise das relações entre religião e política no processo de modernização do Brasil. A hipótese apresentada sugere que o estudo destas relações constitui uma perspectiva para iluminar a crise atual do sistema representativo, pois a permanência do fenômeno religioso, e sua importância, parece desmentir as premissas usuais das grandes teorias de modernização que organizam o instrumental analítico das ciências sociais. Teorias, estas, que, ao não observarem que se a secularização é uma conceituação analítica dos processos históricos ocorridos na modernidade, sem ampararam no entendimento da secularização como paradigma. O resultado desta observação é a politização da religião e a presença de argumentos religiosos no campo da política, numa simbiose cuja dinâmica e resultados são ainda avaliados de forma redutiva pelos pesquisadores quanto aos desafios colocados para e pela vida democrática brasileira. Esta abordagem possibilita não só perceber como foram desconsideradas as diferenças entre os processos de modernização no país e os das nações ocidentais europeias e norte-americana para a compreensão da laicidade estatal, como possibilita evidenciar o lugar renegado à religião no atual debate sobre a reforma política tanto no meio acadêmico como na esfera pública. Lugar que, ao ser esquecido, coloca em xeque direitos positivos e negativos que dão contorno aos horizontes democráticos no Brasil.
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Centralidad de la religión en la estructuración del sistema de partidos chileno contemporáneo (#8594)
Raúl Elgueta Rosas 11 - Instituto de Estudios Avanzados. Universidad de Santiago de Chile.
Abstract:
Basado en análisis multivariado de la Encuesta Mundial de Valores se discute la centralidad de los valores religiosos en la conformación del sistema de partidos contemporáneos. Diversos autores han enfatizado la importancia que ha tenido la persistencia del cleavage religioso en la conformación de la estructura de partidos chilenos. Para realizar el análisis se recurre a la comparación de modelos de regresiones en la conformación de las afinidades partidistas a partidos con importantes niveles de religiosidad. Los modelos de regresión indican un campo religioso con individuos y proyectos diversficados que dan cuenta de la diversidad de proyectos políticos que incorporan la cuestión religiosa. Los modelos explicativos incluyen factores socio-estructurales, actitudinales, de confianza institucional y de dimensiones ideológicas -izquierda versus derecha-, tipos de democracia -representativa o participativa-, y de afinidad a la democacia y al medio ambiente. El resultado de los modelos explicativos indican la importancia de considerar la cuestión religiosa en la conformación del campo político chileno.
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Pedagogía, política y religión en el discurso de la Confederación de Trabajadores de la Economía Popular (CTEP) (#2417)
Daniela Bruno 11 - UBA/UNLP.
Abstract:
A partir de la gestión presidencial de Néstor Kirchner en el año 2003 el Estado nacional argentino adopta una serie de políticas económicas que generaron un mejoramiento de los índices de ocupación en un contexto de crecimiento económico sostenido. En ese contexto la dinámica de la conflictividad popular se trasladó significativamente a las organizaciones sindicales con un ciclo de protestas vinculadas a la negociación salarial y las condiciones de trabajo, desplazando a los movimientos de trabajadores desocupados que habían sido ejes de la movilización social entre fines de los años noventa e inicios de este siglo. Pero pese al crecimiento económico y a la creación de empleo, importantes segmentos de la población económicamente activa persistieron en condiciones de informalidad laboral y vulnerabilidad social. Durante el kirchnerismo, estos sectores serán objeto de políticas estatales con foco en el desarrollo del trabajo autogestionado. Este proceso se profundiza especialmente durante las dos administraciones de Cristina Fernández Kirchner entre fines de 2007 y fines de 2015. Estas experiencias de gestión colectiva representan un modo de organización y politización de los movimientos sociales donde se construyen prácticas laborales e incipientes procesos de construcción de demanda en torno de las condiciones en que se realiza el trabajo asociativo en el contexto de la economía social/solidaria y popular, que van configurando discursos y dinámicas organizacionales que hacen eje en la precarización e informalidad laboral. En 2011 organizaciones y movimientos sociales inscriptos en diversas matrices políticas e ideológicas crean la Confederación de Trabajadores de la Economía Popular, una organización sindical multitendencia que se propuso como horizonte político la restitución de los derechos de los trabajadores sin reconocimiento, sin capital y sin patrón. En este trabajo nos proponemos caracterizar el vínculo entre la organización Misioneros de Francisco, que integra la CTEP y dos de las organizaciones con mayor peso dentro de la confederación: el Movimiento Evita y el Movimiento de Trabajadores Excluidos, y asimismo dar cuenta de las marcas del discurso religioso en el discurso político y pedagógico de la organización sindical advirtiendo las tensiones que esto genera con otras organizaciones de la CTEP, como el Movimiento Popular la Dignidad, que se reconocen como clasistas laicas y feministas.
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Fundamentos do cristianismo anticomunista no grupo Ordem Dourada do Brasil: religiosidade como princípio de fortalecimento da unidade nacional. (#2752)
José Wilson Assis Neves Junior 1; Fabio Lanza
11 - Universidade Estadual de Londrina.
Abstract:
O artigo apresentado buscou empreender uma análise exploratória sobre o grupo de ativismo político cristão conservador-tradicionalista contemporâneo Ordem Dourada do Brasil, que desde 2014 têm mobilizado setores da sociedade civil brasileira em defesa da ditadura militar (1964-1985) e do estabelecimento de uma nova Intervenção das Forças Armadas no cenário político nacional, importante se faz ressaltar que no período posterior ao impeachment de Dilma Rousseff (agosto de 2016) o grupo têm demonstrado forte potencial no que tange à adesão popular, tendo um crescimento de mais de 60% em três meses. Como fontes de pesquisa foram apropriadas as matérias divulgadas pelo site oficial da Ordem Dourada do Brasil, interpretadas pela análise documental, embasada por contribuições da hermenêutica, privilegiando uma abordagem histórica do objeto, de modo a compreender o processo de formação e reformulação dos princípios conceituais que fundamentam a visão de mundo apresentada pelo movimento religioso pró-militarista. O horizonte analítico deste trabalho foi definido pelas seguintes categorias: 1º principais características do ativismo político empreendido pelo movimento Ordem Dourada do Brasil; 2º papel desempenhado pela religiosidade cristão no embasamento político-ideológico defendido; 3º relação estabelecida entre cristianismo e nacionalismo. A leitura preliminar das fontes permitiu, assim, delinear como resultado parcial a definição do grupo Ordem Dourado do Brasil como movimento político cristão conservador-tradicionalista pró-militarismo, que fundamenta sua perspectiva de luta em princípios do anticomunismo, que remetem ao período de Guerra Fria, e a movimentos político-religiosos brasileiros anteriores (tais como a Ação Integralista Brasileira e a Tradição Família e Propriedade), destacando a apropriação da religiosidade cristã (que, diferente dos movimentos antecessores, abrange o catolicismo e vertentes evangélicas) como princípio dinamogênico, entendido como fonte energética para a produção e garantia de força e coesão social de um grupo, esta dinamogênia religiosa perpassa os alicerces filosófico-ideológicos positivistas do movimento enquanto parte inerente da identidade nacional que se almeja restituir. Salienta-se que as análises apresentadas se constituem enquanto resultado parcial de uma pesquisa em andamento, mantendo-se, portanto, abertas à futuras modificações.
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A libertação da terra: A CPT e o trabalho escravo contemporâneo no caso da Fazenda Cabaceiras no Sudeste do Pará (#3057)
Emmanuel Oguri Freitas 1; Bernardo São Clemente
21 - UFF-PPGSD/UEFS. 2 - UFF-PPGSD.
Abstract:
Neste trabalho, pretendemos resgatar a participação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na construção da categoria politico-jurídica trabalho escravo contemporâneo, a partir da sua atuação na região sul/sudeste do Pará, especialmente no caso da Fazenda Cabaceiras. A questão do trabalho escravo contemporâneo no Brasil tem suas primeiras denúncias públicas efetuadas por padres e agentes pastorais que forneciam consultorias/assessoria a sindicatos e movimentos de trabalhadores rurais na região Norte do Brasil. Ao analisar o histórico da atuação da CPT no combate ao trabalho escravo na região, indícios apontam para o protagonismo de alguns sujeitos com atuação orgânica: Ricardo Rezende, Frei Henri, Xavier Plassat e, posteriormente, Batista, advogado e agente pastoral sediado em Marabá. A pesquisa consistiu na produção da história da participação da CPT, a partir do relato de Ricardo Rezende e Frei Henri. Buscamos nos inserir num conjunto de reflexões que procuram superar a tradição sociológica que define uma divisão do trabalho compartimentada entre estudos sobre o Estado e as pesquisas sobre a religião. Compreendendo o caráter polifônico da atuação da Igreja no campo da política no Brasil no período ditatorial e, posteriormente, nos anos que sucederam à redemocratização, procuramos promover uma reflexão crítica sobre o papel da CPT no combate ao trabalho escravo. A CPT surgiu em 1975, em Goiânia, a partir de um encontro de bispos e agentes de pastorais, onde o debate sobre a situação da violência no campo ocupava o centro das preocupações daqueles que trabalhavam e militavam nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Sua atuação se dava a partir das paróquias em comunidades rurais e periferias de cidades, estando suas atividades balizadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que percebia a conivência do regime ditatorial empresarial-militar para com os casos estruturais de violência contra camponeses naquelas regiões. A Igreja no Brasil absorvia uma contradição interna baseada na defesa dos pobres que se sustentava na teologia da libertação Durante as décadas de 1960 e 1970, começaram a surgir as primeiras denúncias de trabalho escravo nos projetos de colonização da Amazônia. As grandes fazendas concedidas à iniciativa privada eram acompanhadas por uma política de incentivos fiscais, para que o capital multinacional se interessasse pela ocupação das terras da floresta amazônica. Empresas como a Volkswagen, Nixdorf, Bamerindus e Bradesco passaram a investir na abertura de fazendas na região, havendo muitas denúncias de trabalho escravo contra algumas delas. Foi a partir das denúncias feitas por esses membros da CPT que houve suficiente visibilidade da questão do trabalho escravo resultando em posteriores ações de combate efetivo a essa prática.
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Religião e justiça: como os argumentos religiosos entram hoje - e podem entrar amanhã - nas decisões de controle de constitucionalidade das leis no Brasil? (#5736)
Igor Suzano Machado 1; Ana Paula Costa
2; Bruno Monteiro Duarte
3; Luciano Rodrigues Alves
41 - UFES. 2 - Universidade de Coimbra. 3 - UFV. 4 - TJ-MG.
Abstract:
Existe um amplo debate acadêmico acerca do tema da judicialização da política e da mobilização do direito por agentes políticos e movimentos sociais. É difícil negar o protagonismo que o Poder Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF), tem assumido no Brasil em algumas questões políticas controversas, com seus personagens ocupando lugar de destaque na mídia e suas discussões, que antes eram restritas ao âmbito jurídico, sendo tema do debate público mais amplo. Ao lado deste contexto relativamente novo, persiste um problema bastante antigo: até que ponto poderia a religião influir na política? O encontro desses dois pontos, isto é, a interferência da religião nos rumos de uma política judicializada, desemboca no fato catalisador do debate pretendido por este trabalho: a emergência da Proposta de Emenda Constitucional número 99 de 2011 (PEC 99/11), que visa justamente inserir as associações religiosas no âmbito do controle judicial de constitucionalidade das leis, exemplo central da chamada judicialização da política. Em consonância com os chamados estudos sobre a “mobilização do direito”, a presente pesquisa se interessa pelo caminho “de baixo para cima” do controle de constitucionalidade das leis, exercido pela sociedade civil organizada. Mais especificamente, por associações religiosas, de que é um exemplo a atuação da Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB). Contudo, como trata tal mobilização de um ponto de vista potencial, tendo em vista proposta de emenda constitucional ainda não implementada, recorre a um expediente de análise típico dos estudos que focam a judicialização da política, que é se concentrar nas decisões do Judiciário, nesse caso, nos votos dos ministros do STF. Com base na análise crítica de discurso de tais decisões, a nosso ver, seria possível conjecturar o impacto que a mudança legislativa pretendida pela PEC 99/11 poderia trazer ao contexto político nacional. Tendo isso em vista, serão analisados as seguintes decisões: Julgamento da Ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) 3510, responsável por debater a possibilidade de utilização de embriões resultantes de fertilização in vitro para pesquisas com células-tronco; Julgamento Arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 54, responsável por debater a possibilidade de interrupção de gestação de feto anencéfalo; e Julgamento conjunto da ADPF 132 e da ADIN 4.277, responsável por debater a possibilidade de reconhecimento jurídico de uniões homoafetivas. Tais decisões representam quatro dos seis resultados encontrados na busca de jurisprudência do STF pela sigla “CNBB”, já apontada anteriormente como um caso exemplar de associação religiosa que se beneficiaria da instituição da PEC 99/11. Os outros dois resultados, ADINs 2999 e 4650, foram descartados por apresentarem uma ação que não foi conhecida pelo tribunal (ADIN 2999) e uma ação que, à época de realização da pesquisa, não contava com decisão final (ADIN 4650).
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O Movimento Nacional de Fé e Política frente a crise das esquerdas e do Partido dos Trabalhadores. (#7591)
Camila Faria Pançardes
1;
Lucí Faria Pinheiro 11 - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
O presente trabalho tem como objeto uma das formas de organização dos cristãos em face da crise das esquerdas no Brasil, o Movimento Nacional de Fé e Política-MNFP. O objetivo é reconstituir historicamente este movimento, seus princípios, valores e dinâmica, analisando os impactos das reformas adotadas pelos Governos federais nas gestões do PT e seu significado na afirmação ou nas críticas e divisões que geraram tais governos. Procuramos registrar a complexidade e as contradições desse processo, para isso partimos de uma visão de totalidade é o caminho mais indicado. Propomos por um lado levantar a relação entre a propalada crise das ideologias e seu efeito sobre o partido dos trabalhadores ao afastar-se da inspiração socialista de origem e gerar estratégias de consenso entre os movimentos sociais. Dentre tais estratégias, indaga-se a propósito do atendimento aos direitos sociais, como: aumento salarial dos servidores, ampliação do PBF, Programa Bolsa Família e o do acesso ao ensino superior. Compreende-se que tal processo fora constituído por reformas esvaziadas de sentido universal e democrático, valendo-se de uma história de base popular para realizar mudanças sociais aparentes e favorecimentos concretos ao Capital e ao Partido. Isso produziu um terreno fértil para o fortalecimento e ascensão das forças conservadoras no país. Metodologicamente delimitamos o MNFP e a forma como o mesmo acompanhou o processo de obtenção de consenso dos movimentos sociais pelos governos mencionados. Em síntese, entende-se que há uma fragmentação do ideário socialista nas esquerdas e que o MNFP seria expressão da mesma; representaria um novo movimento marcado por características que não rompem com os valores das esquerdas, mas oferece uma contribuição tanto aos movimentos sociais quanto às organizações políticas que a ele se alia. Contudo, o compromisso com os interesses populares afasta tal movimento do Partido dos Trabalhadores ao defender e articular-se com os valores político-religiosos da teologia da libertação e oferecer uma interpretação atual com base nos interesses dos movimentos sociais não tradicionais. Nossa hipótese é de que a crise das esquerdas é sedimentada com o impeachment de Dilma Roussef e parte de um processo de desconstrução das referências socialistas em nome de apoios emergenciais e oportunistas.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 17 |
Construcción del joven en un sujeto religioso. Análisis comparativo de dos generaciones distintas en dos instituciones religiosas centroamericanas. (#4723)
Delázkar Noel Rizo Gutiérrez 11 - CIESAS.
Abstract:
La investigación fue realizada durante el periodo 2009 – 2012. El objeto de estudio no fueron las ciudades en sí, sino un segmento juvenil específico de sus poblaciones, particularmente el que tiene que ver con una generación evangélica perteneciente a dos iglesias neopentecostales diferentes. El estudio etnográfico fue realizado en dos capitales centroamericanas, Managua, en Nicaragua y Ciudad Guatemala, en Guatemala. La pregunta de investigación que me motivó a plantear esta investigación está definida así: ¿Cómo se construye el joven urbano en un actor religioso después de su proceso de conversión en grupos evangélicos específicos? ¿Acaso la formación de los jóvenes en sujetos religiosos -en el futuro- se da únicamente a partir de la institucionalización colectiva y de la individuación de la fe, en conjunto con una búsqueda por obtener una salvación divina-terrenal-corporal o tiene esta formación otras formas de ser entendida? El estudio versa sobre la vida de jóvenes guatemaltecos y nicaragüenses que decidieron convertirse al cristianismo evangélico, específicamente situados en iglesias protestantes neopentecostales. Ambas instituciones radican en las ciudades capitales y ese componente da también un detalle para el análisis de vida de los mismos, por su consumo, historia local-nacional, por su significación política y por la pertenencia social. Los jóvenes investigados navegaban entre 20 y 35 años durante el período de campo. El elemento principal que guió el estudio fue analizar cómo estos jóvenes pasaban por un proceso de rehistorización personal (García-Ruiz) al entrar en la vida institucional que cada una de sus iglesias establecía, para luego asumirlos como sujetos histórico-religiosos con nuevos roles y pertenencia, perspectiva que muchos optaban desde su propia religiosidad. En la investigación incursiono en la individuación de la identidad (Martuccelli) y los mecanismos institucionales de incorporación. El interés principal de investigación se especificó en conocer los motivos, intereses y anhelos de los jóvenes que optaban por vivir el proceso de la conversión religiosa como cambio de vida, relacionar los mecanismos de convencimiento con la formación de sus identidades sociales y analizar el movimiento histórico-generacional que esto implica para ambos países. La investigación fue de carácter etnográfico, por lo cual la narrativa se hizo a través de la voz de los propios entrevistados, construyendo la trayectoria de su vida religiosa (Blanco), conectando los puntos de inflexión (turning point) que ellos mismos señalaron como nodales para dirigirse hacia las iglesias. La metodología pasa por una categorización desde abajo (Grounded Theory) procesando observaciones, entrevistas, pláticas informales, reuniones de células y retiros espirituales; discutiendo a la par con las teorías sobre la pentecostalización de Latinoamérica, las lecturas de la conversión (Frigeiro) y además, un análisis de los materiales institucionales que dan guía o inducción a los nuevos miembros.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
22. Sociología del Ocio y el Deporte | Juegos de azar y ludopatía |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 18 |
Perfil de usuarios de casinos y costos individuales, familiares y sociales, en el marco de prácticas de esparcimiento (caso Mexicali, Baja California, México) (#3788)
Margarita Barajas Tinoco 1; Silvia Leticia Figueroa Ramírez
1;
José Ascención Moreno Mena
1;
Norma García Leos
1;
Marisol Lara Maldonado
11 - Instituto de Investigaciones Sociales-Universidad Autónoma de Baja California.
Abstract:
El objetivo del estudio que se presenta, refiere a particularizar el perfil de usuarios de casinos en Mexicali, Baja California, México, así como costos sociales tanto individuales como familiares producto de sus prácticas al interior de los establecimientos de referencia, lo que permitirá identificar posibles casos de ludopatía. Lo anterior en el marco del espacio del ocio como modo de esparcimiento público en espacios de capital privado, que impactan en las características y expectativas sociales donde tiene un papel central la industria del entretenimiento. En el perfil de usuarios de casinos existe un patrón o modelo internacional que ubica a los adultos mayores y jubilados como el segmento más importante. En el caso de México no necesariamente ocurre ese patrón o cuando menos, no igual, porque se ha observado un segmento importante de población de jóvenes que están haciendo uso frecuente de esos centros de recreación, entre otros grupos. Sobre el perfil de usuarios, no solamente se plantea aproximarse hacia su conformación en cuanto a sexo, edad y estrato social, sino también estimando la frecuencia de tiempos consumidos, intensidad, trayectorias y motivaciones específicas, iniciación de la actividad y lugar de residencia entre otros, lo cual asimismo permitirá captar segmentos de población no local, considerando la colindancia fronteriza de Mexicali con Estados Unidos de América. El diseño metodológico reúne dos modalidades de acercamiento, concretadas en las posiciones científicas cuantitativas y cualitativas. La primera tomando como referencia aproximaciones estadísticas de tipo socio demográfico aportadas por diversas fuentes y la segunda, recopilando datos descriptivos a través de observaciones in situ y de narrativas de los propios informantes, para captar sus propias interpretaciones respecto a ideas, sentimientos y motivaciones internas. Las entrevistas corresponden a dos diseños: uno dirigido al usuario en general y otro, al usuario frecuente. El primer diseño orientado a construir el perfil y prácticas de consumo y el segundo, a identificar costos individuales, sociales y posibles casos de ludopatía en usuarios frecuentes.
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¿Pueden los juegos infantiles huir de los patrones heteronormativos? (#0044)
José Manuel Alvarez Seara11 - ISEF - UDELAR.
Abstract:
El presente trabajo es parte de mi tesis de maestría en el PPGEF de la Universidad Federal de Santa Catarina, Brasil, trabajo financiado en convenio con la CAPES-UDELAR, en la cual indago desde una perspectiva de género y diversidad sexual sobre si los juegos infantiles pueden reproducir desde los adultos a los-as niñas-os estereotipos de género y de heteronormatividad. En este trabajo se le preguntó a los-as adultas-os de un barrio de Montevideo, sobre que juegos realizaban con sus hijas-os ( 0 a 10 años de edad) en el hogar y los espacios públicos. El foco del trabajo está puesto en la hipótesis de que la infancia es un lugar donde se fijan ciertos estereotipos de ser mujer y hombre y analiza en especificidad los juegos infantiles que realizan las-os adultos-as en el hogar y en los espacios públicos. El trabajo se propuso preguntar si los juegos infantiles reproducen patrones de desigualdad de género, así como heteronormativos. Asimismo va a cuestionar la idea de que el juego es algo neutro para la infancia, retomando la discusión que autores provenientes mayoritariamente de la filosofía como Benjamin, Scheines y Agamben, traen sobre el juego, así como Butler que cuestiona la heteronormatividad, relacionándolo con los discursos de las personas adultas. La perspectiva de género nos ayuda a comprender ciertos estereotipos que están presentes en nuestra sociedad y son invisibilizados. Scott (1996) manifiesta que el uso de la conceptualización de género pone de relieve un sistema completo de relaciones que puede incluir el sexo, pero no está directamente determinado por el sexo o es directamente determinante de la sexualidad. Asimismo Butler (2002) va a decir que la categoría sexo es un principio normativo, que significa para la autora el mismo que Foucault llamó de ideal regulatorio en sus trabajos. Para Butler el sexo no solo funciona como norma, sino que también es una práctica reguladora que produce los cuerpos que gobierna, cuya fuerza se manifiesta como una espécie de poder productivo, capaz de demarcar, circunscribir y diferenciar los cuerpos que controla. No somos nosotros, en ese sentido, que hacemos algo con el lenguaje, es el lenguaje que hace algo con nosotros, nos constituye. En este sentido el género es siempre un hacer como dice Butler (1999). La pregunta en la que gira parte de mi trabajo de tesis es una pregunta que de cierta manera se pretende provocativa, y en primera instancia se podría afirmar que de los discursos de las personas adultas que se analizaron en esta investigación la respuesta a la misma, es que mayoritariamente los juegos reproducen patrones heteronormativos, esto debe ser tomado con cierto recaudo ya que la investigación que realicé fue un estudio de caso múltiple, que no se puede generalizar, ni sigue reglas estadísticas, pero llama la atención igualmente y pone de manifiesto que los juegos infantiles pueden ser, en cierta medida, un fuerte instrumento que regula y ayuda a marcar en los cuerpos la heteronormatividad de las-os niñas-os en la infancia. Palabras claves: género, diversidad sexual, juegos infantiles.
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Mirando el horizonte: Las politicas deportivas chilenas en alto rendimiento, d. social, d. adaptado y género. Avances GT CLACSO deporte, sociedad y politicas públicas. (#0318)
Rodrigo Andres Soto Lagos11 - Universidad de Santiago de Chile.
Abstract:
A partir de la validación del Grupo de Trabajo de CLACSO "Deporte, Sociedad y Politicas Públicas", diez países Americanos (Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Canadá, Costa Rica, Ecuador, México, Perú y Uruguay) se encontrarán investigando sus Politicas Públicas en relación con el deporte. En este caso, se presentan los resultados obtenidos para la realidad chilena. A partir de las refencias teoricas utilizadas, se proponen acentos respecto a la utilización del deporte en tanto herramienta politica-ideológica de los gobiernos posneoliberales actuales. Asimimo, se ponen acentos en las desigualdades propuestas a partir del deporte en Ámerica y se destacan las conexiones y usos propuestos para el deporte en los documentos oficiales. Se concluye proyectando un análisis comparado con otras realidades de América y que hacen parte del GT CLACSO.
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La experiencia de ocio en el tiempo libre escolar. Prácticas de recreación organizada en instituciones escolares de Montevideo. (#0409)
Ricardo Lema Álvarez11 - Universidad Católica del Uruguay.
Abstract:
La ponencia aborda una dimensión en la línea de investigación sobre la recreación educativa como trayecto de formación (Departamento de Educación, Universidad Católica del Uruguay), que relevó un conjunto de prácticas de recreación organizada en instituciones de educación formal en Uruguay, entre los años 2014-2015. Se analiza la oferta recreativa que se da en diez instituciones escolarizadas, en paralelo a la actividad académica, lo que da cuenta de un trayecto de formación complementario que toma como eje el impacto educativo de las experiencias de ocio que se dan en el tiempo libre escolar. Desde un enfoque metodológico de teoría fundamentada, se realizaron entrevistas en profundidad a gestores de programas de recreación de diez instituciones de educación formal de Montevideo, apuntando a relevar las representaciones que estos profesionales realizan de su propia práctica y su valoración de los aspectos pedagógicos y didácticos de la intervención. Fue una muestra no probabilística de instituciones reconocidas por sus prácticas recreativas, priorizando la profundidad en el conocimiento del campo. Las respuestas fueron procesadas y analizadas en base a un conjunto de variables operativas y estratégicas definidas en el marco teórico a partir de diversos enfoques de recreación educativa. La investigación da cuenta de una importante oferta de actividades recreativas que estas instituciones llevan adelante, en el tiempo libre escolar, pero con objetivos educativos explícitos. Esta es una oferta diversa, que cubre todo el año académico y los diferentes niveles de escolarización, atendiendo los diferentes intereses en el tiempo libre y las diversas dimensiones del ocio. En tanto experiencia de ocio, la vivencia educativa que permite esta oferta recreativa enriquece las oportunidades de desarrollar en forma autónoma una trayectoria de formación singular, heterogénea, no lineal y significativa. Se concluye que el desarrollo de un enfoque educativo de la recreación como el que surge de este estudio, además de aportar un marco para la mejora de estas prácticas, aporta indicios para el desarrollo de políticas educativas que tomen en cuenta las posibilidades de una experiencia valiosa de ocio en el desarrollo de niños y adolescentes de nuestro país.
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Interacciones en el casino; Situación de la ludopatía (#0424)
Luis Alberto Hernández Cerón11 - Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo.
Abstract:
El orden de la interacción es un estudio por derecho propio del enfoque interaccionista de la sociología de Norteamérica. Este enfoque es representado principalmente por la Escuela de actividad de Chicago, que, desde ahí justificamos al interaccionismo situacional como razón eminente del análisis de la situación e interacción en la ludopatía. La estrategia metodológica es situacional con dirección en la observación participante no sistemática naturalista, diario de campo desde la mirada del espía sociológico. Los resultados a los que se pretende llegar con esta investigación es construir la ludopatía no desde la psiquiatría o la psicología sino desde lo situacional sociológico. Para esto la fuente fundamental para analizar el cómo es posible la situación de la ludopatía en la sociedad contemporánea mexicana es el pensamiento de Erving Goffman principalmente desde La presentación de la persona en la vida cotidiana hasta Forms of talk.
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A transformação do complexo ambiental governador Manoel Ribas em área de lazer esportivo na cidade de Ponta Grossa-PR (#1005)
Antonio Rafael Dos Santos Avila Rafael 11 - UEPG.
Abstract:
O Complexo Ambiental Governador Manoel Ribas localiza-se no centro da cidade de Ponta Grossa-PR, popularmente conhecido como Parque Ambiental, em registros da prefeitura municipal por meio de plano diretor e pesquisas acadêmicas o local se insere como praça sendo a maior em extensão 67.750 m². O presente estudo visa analisar quais são as transformações arquitetônicas da praça com o transcorrer das gestões municipais no que tange a espaços destinados a prática de esportes. Essa pesquisa constitui-se caráter qualitativo, utilizando-se da metodologia de revisão de literatura e a observação participante (TRIVINOS, 2001). O local foi inaugurado como área de lazer em dezembro de 1996 no final da gestão do Prefeito Paulo Cunha Nascimento, (MONASTIRSKY 1997), nesta praça existem dois setores Setor A e Setor B, dividido em quatro praças: Praça Fogo, Praça Água, Praça Terra, e Praça Ar, elementos que representam a natureza e as estações do ano, tendo cada elemento representado no complexo ambiental. Segundo o projeto inicial, na Praça Fogo a prática esportiva já era representada pelas duas quadras poliesportivas e uma cancha de areia onde se tem espaço dividido para armação de rede tanto para prática do vôlei, futevôlei ou beach tênis, e a praça água com a pista de patins adaptada para prática de skate. Após sua inauguração o local passa por quatro gestões de prefeitos municipais, Jocelito Canto (1997-2000), Péricles de Holleben Mello (2001-2004), Pedro Wosgrau Filho (2005-2012), Marcelo Rangel Cruz de Oliveira (2013-atualmente), sendo que o espaço para prática esportiva era localizado apenas na praça fogo e na pista de skate, a partir de 2008 o espaço ganha a academia da terceira idade e desde 2011 ocorre a transformação da estrutura do local com a inserção da pista de caminhada e dois espaços para a prática de aquecimento um na praça fogo e outro na praça água, onde ganha adeptos para a atividade e o local torna-se ponto de encontro para a realização de práticas esportivas, fora observado entre os meses de março até julho de 2016 a prática de Rugby , Futebol Americano, Ciclismo, Corrida de rua, Caminhada, Basquete, Futsal, Vôlei de praia, Beach Tênis, Calistenia, Skate , Slackline, observou-se que as mudanças na estrutura do local desde a inserção da praça ocorreram na gestão 2008-2011, com isso nota-se que o local deixou de ter apenas uma opção de prática esportiva que no projeto inicial seria a praça fogo para ter múltiplas opções, tendo a população que escolheu o local como local de sua prática o poder de escolha de qual atividade a ser realizada. PALAVRAS CHAVE: Praça, Práticas esportivas, Prefeitos. REFERÊNCIAS: MONASTISKY, L.B. Cidade e ferrovia: a mitificação do pátio central da RFFSA, em Ponta Grossa (PR). Dissertação de Mestrado. Florianópolis: UFSC/CFH/PPGGeo, 1997. TRIVINOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2001. PLANTÃO DA CIDADE. Prefeitos da história de Ponta Grossa. Disponível em: <http://www.plantaodacidade.com.br/novo/prefeitos>. Acesso em: 09 dez 2016.
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El arte como medio para el fortalecimiento de procesos educativos y promoción de la cultura local: A la luz de la experiencia del Programa de Desarrollo Integral Comunitario Costero. (#1109)
Andrea Barrantes Arrieta 11 - Universidad Técnica Nacional.
Abstract:
Discutir y aportar en la construcción de conocimiento entorno a la temática de educación comunitaria para el fortalecimiento de la cultura y el bastimento de identidades culturales, se hace imperativo hoy más que nunca. Rescatar el arte, las formas de expresarse y manifestarse libremente es todo un reto en este contexto. Por ello, se presenta parte del trabajo realizando desde el Programa de Desarrollo Integral Comunitario Costero (PDICC), en vinculación con dos grandes homólogos: el Programa Margarita Esquivel de la Escuela de Danza, y el Programa de Promoción Estudiantil, del Departamento de Bienestar Estudiantil, todos adscritos a unidades académicas diferentes a lo interno de la Universidad Nacional de Costa Rica. El propósito de esta ponencia es mostrar parte de la experiencia que se tuvo en el periodo de 2008 a 2012, el cual buscó fortalecer procesos de educación comunitaria a través del arte en comunidades marino-costeras. Se aprovecha la oportunidad del Congreso ALAS 2017, para animar fervientemente el debate y potenciar la temática de la Educación como práctica liberadora y transformadora de la realidad social. Así como la importancia de rescatar el marco que ofrece este encuentro latinoamericano, para brindar aportes académicos, tanto en la teoría como en la praxis. Y con esto, alimentar y retroalimentar la labor que se hace desde las universidades por las comunidades. El PDICC liderado por la Licda. Rose Marie Ruiz Bravo, investigó el desarrollo de buenas prácticas, tanto a lo interno como a lo externo de la Universidad Nacional. Mucho del posicionamiento adquirido, se debía a la incidencia a partir de los derroteros que implementaron en su quehacer: extensión, investigación y docencia, en comunidades en condiciones de riesgo. A lo interno, se construía y reconstruía un modelo de acompañamiento para el adeudo con comunidades en condiciones de riesgo. A lo externo, por las acciones de coordinación de procesos interinstitucionales e interdisciplinarios para el desarrollo local. ¿Por qué visualizar esta experiencia ahora, 5 años después? El arte es siempre una forma de potenciar el desarrollo local. Porque se insiste en que no solo se trata de asistir y buscar cómo montar una coreografía, una puesta en escena o realizar una actividad para la promoción artística. Sino más bien se trata de fortalecer valores y elementos constitutivos de la identidad y cultura local. De acercarse y organizarse como pueblo, según sus propias formas de hacer. Desde el PDICC, el arte se retoma como recurso a partir de las capacitaciones en danza, teatro o artes plásticas básicamente; que han permitido a las comunidades marino costeras en las que se trabaja, ahondar en el conjunto de normas, formas de organización, roles, costumbres propias de su cotidianidad, para poder traducir esas ideas, reglas y creencias que conforman su cultura, en formas nuevas de inventar y reinventar su situación. Con esto, se ha logrado, fortalecer la organización comunal, el dialogo y concertación entre actores sociales; y el tratamiento de temáticas complejas que preocupan a la comunidad; muchas de ellas ligadas a las condiciones riesgosas.
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A Corrida de Rua e seu poder gerador de conhecimento sobre a cidade: Uma analise de como a prática da modalidade é capaz de transformar seus adeptos em observadores críticos dos espaços urbanos. (#1296)
Anderson Leonardo De Castro Seabra 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Abstract:
A corrida de rua tem sido um fenômeno urbano com intensa popularização e desenvolvimento desde o início do século. Não é notório apenas o ganho de adeptos e a multiplicação de eventos relacionados, mas também o aumento de sua representatividade social no cenário urbano, principalmente no tocante ao exercício do ócio e às formas de ocupação dos espaços públicos. A cidade com os seus espaços forma o cenário no qual o corredor se apropria ao movimentar-se livremente por ela durante seu percurso. O corredor usufrui do espaço ao mesmo tempo em que é testemunha do que ocorre no seu trajeto. Interage com a infraestrutura, os equipamentos, os obstáculos e os fluxos da cidade. Por essa razão que a corrida de rua proporciona aos praticantes a possibilidade de uma experiência urbana distinta daquilo que se observa na regularidade cotidiana. Enquanto exercitam a modalidade os corredores fazem sua própria leitura da cidade, através dos sentidos e da percepção do que os cerca. Testemunham o tráfego, os acontecimentos e os gargalos, reconhecem obstáculos e também contemplam a paisagem que vai se revelando no trajeto. Os praticantes se expõem e se colocam a uma distância privilegiada na qual permite uma percepção espacial e da realidade em seu entorno que poucos pedestres e adeptos de outras modalidades de esporte e lazer podem gozar. Como resultado, acumulam informações sobre o espaço da cidade, estas que vão sendo depositadas em um mapa na sua mente. Assim sendo, talvez o corredor possa ser considerado um importantíssimo observador dos espaços urbanos, e, consequentemente capaz de falar com propriedade a respeito daqueles que experimenta.Destarte, é plausível compreender a corrida de rua como expressão de uma experiência urbana que se manifesta para além da modalidade esportiva, merecedora de uma consideração de caráter social e cultural. Valendo-se disso, o presente estudo que se realiza na cidade de Natal\RN, lugar onde é patente o crescimento de adeptos tem dois objetivos: Primeiro, investigar o potencial dessa pratica como atividade que aproxima os indivíduos da realidade daquele espaço e permite que ele a conheça em profundidade e estabeleça algum tipo de relação, no caso a Cidade na qual ele realiza o seu percurso. Segundo, investigar o potencial dos corredores enquanto informantes e depositórios de informações de grande relevância a respeito do espaço das cidades, assumindo que estejam em posição privilegiada de observação e, seu contato direto e frequente aumente essa capacidade de reunir impressões e sensações a respeito daqueles lócus onde se dá a prática. A pesquisa segue a linha interpretativista e adota um método de pesquisa qualitativo de enfoque etnográfico, com aplicação de entrevista em profundidade realizada com praticantes assíduos. Palavras-chave: Esporte, Corrida de Rua, Ócio, Cidade, Espaço Urbano
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Formación de Valores en prácticas deportivas juveniles en diferentes contextos sociales (#1968)
Gabriela Vorraber 1;
Mariana Mataluna
21 - Universidad Católica del Uruguay. 2 - Instituto Universitario de la Asociación Cristiana de Jovenes.
Abstract:
El presente trabajo se propone reflexionar sobre desafíos en la formación de valores en poblaciones juveniles, en la práctica deportiva socio-educativa. Para ello, se presentan los resultados de estudios empíricos realizados con adolescentes en diferentes ámbitos: organización no gubernamental y programa deportivo municipal. En el trabajo, se identifica el perfil valorativo de los adolescentes en relación a determinadas prácticas y comportamientos, considerando género, edad y tiempo de práctica en el deporte. La práctica deportiva suele ser reconocida como una actividad que conlleva la educación en valores por esencia debido a la dinámica social que promueve espontáneamente. A través de la vivencia y participación activa con diferentes actores educativos cercanos, los jóvenes experimentan el desarrollo físico, técnico y táctico así como de su personalidad a través de la incorporación de valores y actitudes transmitidos. El trabajo se justifica a partir de la observación de que tanto los valores como las actitudes suelen ser aspectos desatendidos dentro de la práctica deportiva, ocurriendo su aprendizaje de forma no consciente y no sistematizada, generando, así, condiciones para el aprendizaje de comportamientos poco favorables al buen desarrollo de las interacciones sociales. Se realiza un análisis comparativo de dos estudios empíricos en diferentes poblaciones juveniles de ciudades de España y Brasil. La metodología se focaliza en estrategias cuantitativas a través de la aplicación de cuestionarios a jóvenes de entre 12 y 17 años, mujeres y varones. La sistematización de los datos posibilitó la generación de un sistema de valores, considerando género, edad, tiempo de participación en el deporte. A diferencia de España donde los valores que predominan son diversión, compañerismo y compromiso, en Brasil se destacan los valores de compañerismo, diversión y superación. A partir de los resultados, se identificaron algunas tendencias en función de las variables antes mencionadas. Si bien la teoría sustenta que, en la mayoría de las clases de educación física, ocurre una transmisión (sin intencionalidad didáctica) de valores por parte de los profesores, los resultados de los estudios empíricos revelan que los jóvenes crean su sistema de valores independientemente del accionar orientado del profesor. En ese sentido, en el presente trabajo se busca reflexionar sobre los vínculos que los actores sociales (profesores y alumnos ) desarrollan a través del deporte en diferentes espacios sociales e identificar ausencias en la formación de los profesores respecto a estrategias de educación y socialización en valores, pensando en la medida de lo posible en derivaciones metodológicas en la práctica deportiva.
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Sociología de las trayectorias deportivas de jóvenes en Ciudad Juárez, México. Ocio y tiempo libre en procesos de intervención socio-deportiva. (#2183)
Luis Manuel Lara Rodríguez 1; Jorge Balderas Domínguez
1; Ricardo Juárez Lozano
1; Gabriel Medrano Donlucas
11 - Universidad Autónoma de Ciudad Juárez.
Abstract:
Desde un enfoque sociológico, aquí se presenta el proceso de intervención socio-deportiva que ha venido realizando el Cuerpo Académico Cultura Física, Educación y Sociedad de la Universidad Autónoma de Ciudad Juárez (UACJ), México. Estos ejercicios se han efectuado tanto en polígonos de la ciudad, considerados en estado de vulnerabilidad social, como en campamentos de verano, realizados en el Complejo Deportivo de la UACJ. Si bien, estas intervenciones incluyen la participación de personas desde los 6 a 18 años (hombres y mujeres), nos concentramos en los hallazgos y discusión teórica desde la participación con aquellos y aquellas en los 12 a 16 años, esto a razón de su tránsito escolar entre secundaria y preparatoria y lo que ello implica en sus expectativas de futuro, en relación a sus momentos vividos en sus espacios materiales y simbólicos (la calle, la escuela, su casa, su ciudad y sus representaciones sociales). La entrevista semi-estructurada, encuesta, grupos focales, talleres de hábitos y estilos de vida saludable, etnografía, esto como insumo de la parte sociológica en las intervenciones, nos permite un énfasis en esta ponencia. A saber, colocar la discusión acerca del uso del tiempo libre y condición de ocio en jóvenes que han experimentado una violencia e inseguridad pública en sus espacios recreativos, así como en sus trayectorias deportivas. Se propone que el tiempo libre y el ocio es diferente a partir de los proyectos y trayectorias de vida que los jóvenes visualizan de acuerdo a sus entornos de socialización cotidiana y deportiva. Una pregunta central, dirige el proceso: ¿Qué del deporte y de la actividad física en jóvenes, cuando sus espacios de sociabilidad aún son configurados por los estragos de violencia estructural e inseguridad pública en Ciudad Juárez, México? Desde lo anterior, diferenciamos dichos procesos desde el referente de trayectorias deportivas, entendiendo a este como el quehacer y el entendimiento (lo que saben y piensan acerca de) del/desde el deporte, así como los escenarios y agentes de socialización deportiva que los y las participantes reflejan y refieren en su transcurso de vida joven. Ubicamos la importancia que los y las participantes de las intervenciones le confieren al espacio público desde lo deportivo, como un insumo que integra su formación y trayectoria de vida, de ahí que integremos dicho apartado de análisis como trayectorias deportivas. Para ello, desde un enfoque sociocultural que se integra desde la etnografía de los lugares de participación (el lugar de la intervención y sus entornos cotidianos como la calle y la escuela) y los lugares simbólicos (sus referentes deportivos, mediáticos y concretos desde la familia), así como de narrativas de sus tutores acerca de los estilos de vida saludable.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Tensiones y desafíos para el deporte en la ciudad de Montevideo (#2771)
Dante Wilfredo Steffano Soca 11 - Instituto Universitario Asociación Cristiana de Jóvenes.
Abstract:
Este trabajo presenta algunas de las situaciones que se identifican en una ciudad capital como Montevideo entorno al tema del deporte. La información que se comparte, busca ofrecer elementos para comprender más y mejor sobre la presencia del deporte en la vida de la ciudad, y por lo tanto colaborar en el proceso de toma de decisiones, tanto desde el sector público como del privado. Para ello haremos referencia al plano de las ideas, acciones, formas así como la dinámica y la disposición de elementos que conforman lo que se denomina “sistema deportivo”, presentando algunas de las transformaciones más importantes que se han operado y que repercuten en la significación y configuración de este producto social distintivo de la sociedad contemporánea y, por ende, en la propia administración de la ciudad. El deporte y las nuevas formas de ocio han ido conquistando espacios propios dentro de las nuevas configuración de las urbes, y se manifiestan en la actualidad como un servicio o prestaciones primera magnitud, que demandan espacios propios y espacios compartidos, que a la vez son indicadores de un perfil de ciudad. El deporte, los servicios de ocio pasivo, de ocio activo o alternativa de desplazamiento, plantean a la gestión de la ciudad sus propias condiciones. Los temas que se discuten son tendencias y hábitos deportivos de la población, planes y acciones de ordenamiento y gestión territorial así como aspectos vinculados a la calidad y distribución del equipamiento deportivo en la ciudad, así como las dimensiones medioambientales, aspectos de la vida cotidiana, forma y tipo de acceso a los servicios que se ofrecen, movilidad, circulación y ocupación del espacio público, hasta aspectos económicos y de la gobernanza. Por ejemplo, la distinción entre deporte de alto nivel y el deporte para todos, reconociendo la potencial función de ambos, llevan a un cambio en la propia concepción entre el deporte comercial y el deporte para la ciudadanía. Los desafíos y tensiones que emergen son varios, pero se destaca de sobre manera la necesidad de fortalecer el tema del deporte en el marco de los “activos públicos” y su consolidación en la agenda pública y del territorio en una forma planificada y ordenada. Se presenta como necesario que aspectos tales como la intuición, la inercia, la comparación “con experiencias exitosas de lo que se hace en otros lugares”, hasta las veleidades de los responsables públicos o los intereses privados no sean los motores o únicas referencias válidas para la toma de decisiones o formas liderazgo en la gestión del territorio y los productos asociados a la práctica o consumo deportivo.
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Fútbol y Sociabilidad: La configuración de las relaciones sociales en los Clubes de Fútbol de Barrio en Renca (#2920)
Jorge Emilio Rodríguez Robledo 11 - Pontifica Universidad Católica de Chile.
Abstract:
En un contexto de segregación y aislamiento de los barrios urbanos pobres, la presente investigación describe el fenómeno de los clubes de barrio analizando la forma en que se configura la sociabilidad en ese espacio. Se realizó una aproximación etnográfica con los clubes Linca y Pocillas de la comuna de Renca durante un semestre. Los principales hallazgos dan cuenta que el espacio de los clubes de barrio están caracterizados por una “inclinación hacia la interacción”, predominando relaciones solidarias entre los miembros de los equipos, generando un capital social en potencia dentro de los clubes. Además, el espacio se define en oposición a la jornada de trabajo, el cual está altamente masculinizado, incidiendo en los roles y en las conversaciones que se dan en este contexto. La relación entre los clubes y sus poblaciones respectivas es ambigua, a la misma vez que se pueden establecer diferencias de lógicas entre el contexto de fútbol de barrio y el contexto semi-profesional, espacios en donde se desenvolvía uno de los clubes que se analizó. Con esto, se establecen rutas a seguir respecto a la potenciación de este espacio, considerándolo como lugar que ofrece resistencia para los macro procesos de segregación y aislamiento dentro de las poblaciones en Chile.
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Relación deporte y cohesión social, el caso del municipio de Guanajuato. (#3460)
Manuel Saúl Reyna Macías 11 - Universidad de Guanajuato.
Abstract:
El trabajo propuesto se presenta como un avance de la propuesta de tesis para el grado de licenciatura en sociología, la cual trata el tema del deporte y las prácticas que giran alrededor de éste, la cuales han sido analizados desde varios puntos de vista, en este sentido, diferentes autores han comprobado que este fenómeno tiene una estrecha relación con la capacidad de generar comunidad dentro de una sociedad determinada. Desde diferentes análisis en los cuales el deporte puede ser una herramienta política, una mercancía, o la base para una organización social, se discutido cual es el papel del deporte en la actualidad. En el caso mexicano, el deporte fue introducido por los europeos a finales del siglo XIX y principios del siglo XX. Desde entonces se han dado una serie de condiciones en las cuales esta actividad ha desempeñado diferentes tareas, como, ser una evidencia de la polaridad de clases en el país durante el porfiriato, hasta ser un instrumento para unificación del México posrevolucionario, es decir, ha pasado por un proceso histórico, pero siempre mostrando la capacidad de generar emociones dentro de los miembros de diferentes grupos sociales. Igual que cualquier otro fenómeno social, es necesario analizarlo dentro de un contexto específico que permita entender su situación dentro de dicho contexto. En este sentido, se propone analizar al deporte en el contexto del municipio de Guanajuato, en el cual existen políticas en caminadas al desarrollo de las prácticas deportivas, pero también una prevalencia de fenómenos como la violencia e inseguridad, y una población económicamente activa ocupada. De manera que la investigación nos lleve a contestar si en un contexto así es posible relacionar al deporte con otro fenómeno como la cohesión social y el sentido de comunidad.
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Juego y resistencia popular en los clubes deportivos barriales de la comuna de Quinta Normal- Santiago de Chile. (#3599)
Roberto Patricio González Loyola 11 - Universidad de Santiago de Chile.
Abstract:
Entender el proceso de formación, desarrollo y articulación de clubes deportivos durante el siglo xx en la capital chilena, nos lleva entonces a mirar una categoría que desde la historia y las ciencias sociales tradicionales comúnmente se encuentra poco desarrollada: el juego. Intentaremos a través de la presente ponencia seguir el camino que el juego popular ha recorrido durante casi 100 años de organización en la periferia poniente de Santiago, intentando cuestionar si acaso las distinciones culturales articuladas desde el juego se pueden entender en contradicción de sentido con las categorías modernas que el deporte europeo y sus formas de organización, instalaron de manera hegemónica en el continente. Los clubes deportivos barriales de sectores periféricos de las principales ciudades chilenas, no tan solo constituyeron organizaciones centrales de la sociedad civil y de las políticas informales barriales, sino que también, a través de su organización y puesta en común se constituyeron como lugares de producción y re-producción de la vida cultural popular y sus sentidos transgresores a la vida moderna. En muchos clubes deportivos de la zona poniente de Santiago es posible encontrar a la par de la participación deportiva manifestaciones constantes del comer, el beber, el bailar y el compartir popular (Miranda et. Al. 2014). A modo de hipótesis, queremos observar como el juego se constituyó en el articulador de las manifestaciones populares al interior de los clubes deportivos, pero en una constante disputa de sentidos con las concepciones modernas del deporte y su organización político-corporal. Por lo tanto y ligado a lo mencionado en la hipótesis anterior, intentaremos dar cuenta que el juego -en cuanto categoría cultural popular- se despliega como una forma de resistencia frente a los dispositivos políticos y bio-políticos hegemónico-modernos y que por lo tanto, la historia de los clubes deportivos de origen popular pueden ser entendida como la historia de dichas disputas de sentido. Este estudio se enfoca entonces, en entender y analizar la organización política del juego popular en la comuna de Quinta Normal de Santiago de Chile, a través de los clubes deportivos de barrio entre el año 1924 y el año 2010 desde categorías sociológicas, antropológicas e históricas.
22. Sociología del Ocio y el Deporte | Práctica y transformación desde la sociología del ocio |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 18 |
Politicas Publicas: a participação da sociedade civil pontagrossense nas politicas publica de esporte e lazer. (#3765)
Paulo Sergio Ribeiro Paulo 1;
Constantino Ribeiro De Oliveira Jr Constantino
11 - Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Abstract:
Esta pesquisa tem por objetivo analisar como tem sido a participação da sociedade civil na elaboração, aprovação e implantação das políticas públicas para o esporte e lazer no município de Ponta Grossa/Paraná/Brasil, questionando qual a participação desta sociedade na elaboração das políticas, e, se essa participação pode (ou não) se considerar democrática e eficiente, uma vez que ela tem sido feita de modo representativo junto a Fundação de Esportes Municipal (Fundesp), na defesa dos interesses desta sociedade. Para o desenvolvimento desta pesquisa optou-se pelo entendimento de Estado, democracia, sociedade civil e participação a partir dos conceitos elaborados por Jürgen Habermas e sua teoria da ação comunicativa. Justifica-se a escolha pelo pensamento habermasiano uma vez que este define que a prática da democracia é formada a partir de um novo conceito de esfera pública. Este, está vinculado ao processo histórico das transformações na estrutura econômica, social e política que fundamentam as relações dos homens, além da esfera do Estado, e que foram se formando em torno do mercado e da livre iniciativa, que possibilita a emergência de ‘comunicações discursivas’ a cerca dos interesses dos indivíduos privados e de suas demandas em relação à autoridade estatal. Assim, pretende-se desenvolver uma pesquisa de caráter exploratório, com análise qualitativa de conteúdo e o levantamento das possibilidades de participação da sociedade civil nas políticas públicas para o esporte e lazer, sendo seus sujeitos a Fundação Municipal de Esportes (órgão responsável pela gestão das políticas de esporte e lazer no município de Ponta Grossa) e os agentes da sociedade civil participantes do processo de elaboração destas politicas, sendo esta participação representativa através do Conselho Municipal de Esporte e Lazer, o qual, também, será objeto desta pesquisa. A hipótese é de que com a efetiva participação da sociedade civil, construída de maneira democrática, pode-se elaborar um conjunto de politicas publicas, no setor de esporte e lazer, para o município que emergindo da sociedade civil venham otimizar a aplicação dos recursos e atender os anseios mais urgentes desta sociedade. Palavras chaves: política pública, sociedade civil, democracia, esporte e lazer.
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Una mesa de tres patas que cojea: deportes, barrios y políticas públicas. El caso chileno (#3860)
Bernardo Guerrero 11 - Universidad Arturo Prat.
Abstract:
Los dos primeros integrantes de la triada deportes, barrios y políticas públicas, son los menos conocidos a la hora de pensar, planificar y ejecutar políticas públicas. Además el barrio radicado en la llamada sociedad civil, a través de los clubes deportivos, tuvo por función la promoción de los deportes. Su autonomía respecto del Estado, fue uno de sus bienes más preciados y a la vez, sus demandas contra el Estado en busca de recursos, su otra cara. Intentamos ver como las ciencias sociales siguen en deuda con los estudios del deporte y sobre con el barrio, su sostén. Cuando se trata de los deportes, además reducen éstos a la práctica del fútbol, y sobre todo del futbol profesional. Lo mismo acontece con los estudios sobre el barrio. A pesar de una larga tradición de estudios sobre esta realidad y que es posible fechar en los estudios de la Escuela de Chicago, el barrio sigue siendo un territorio escasamente estudiado. Y menos aun, se colige, de las relaciones entre barrios y clubes deportivos. Una posible hipótesis de interpretación sobre lo anterior tiene que ver con la arremetida neo-liberal en América Latina, con sus aliados las dictaduras militares, que socavaron, vía represión y consumismo, entre otros factores, el tejido social de la sociedad civil, atomizando y desarmando las redes sociales de los barrios populares. Además la preocupación de las ciencias sociales por el territorio barrial, o mejor dicho el mundo poblacional, importó siempre y cuando éste demandará al Estado. O sea, en tanto movimiento social. El deporte, no calificó como tema de investigación. Queremos llamar la atención en ver como la política pública en Chile, sobre todo la deportivas carece de elementos de base en su construcción, al ignorar al barrio como el territorio en donde se asientan y reproducen los clubes deportivos y en consecuencias las prácticas deportivas.
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Entre prorrogações e precarizações: Estrutura jurídica e esfera laboral no contexto do futebol brasileiro (#8796)
Bruno Gadelha Xavier 11 - Faculdade de Direito de Vitória (FDV)/ Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)/ Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Abstract:
O presente trabalho tem por objetivo, a partir de um estudo teórico e jurisprudencial, analisar a questão da precarização das relações trabalhistas no contexto dos futebolistas brasileiros. Será utilizado, assim, uma metodologia pautada em uma crítica da economia política marxista, com o uso de autores como Pashukanis e Antunes. A hipótese central é que a estrutura jurídica perpetuada pela forma de análise dos tribunais e da legislação, em especial a Lei Pelé (Lei 9.615/98), corrobora a expropriação do profissional, impulsionando formas de pagamento cindidas - como a questão do direito de imagem -, hipersalários, e um conjunto de subproletarização inserido nos clubes com menor poder aquisitivo.A partir da hipótese de vigência neoliberal, com os consequentes impactos da política globalizadora na América Latina, a escolha do objeto corrobora a importância em sede da "Sociologia do Esporte", em especial pela possibilidade de diálogo com a crítica trabalhista frente o processo de reestruturação produtiva, corte de gastos, e subproletarização constante. É neste contexto que a profissão de futebolista é vista não somente como um "locus" de supersalários, como uma imagem de sucesso em uma sociedade de consumo - real e simbólico - que se alimenta da fantasia em torno do esporte como uma forma de escapismo. Todavia, a realidade, em especial dos clubes com menor poder aquisitivo e orçamento reduzido, demonstra que a apropriação neoliberal é deletéria e pautada em uma forma de precarização constante.Neste sentido, o presente desenvolve seu raciocínio pautado na lógica de legitimação que não apenas está calcada em uma questão de globalização do esporte, mas a partir da autorização feita pelo procedimento normativo e jurisprudencial. Dito em outros termos, a expropriação do trabalhador é legitimada pela norma jurídica, e pela interpretação da mesma pelos tribunais, o que autoriza, dentre outros, uma supressão dos direitos sociais necessários para o contexto do labor.Não obstante, em termos de capital especulativo, os altos valores dos contratos dos jogadores de grande notoriedade também são formas jurídicas que refletem a mutabilidade da normatividade a partir dos interesses econômicos que pautam as relações sociais e mistificam o sujeito de direito enquanto mercadoria que é.
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Entre tiro, porrada e bomba: esteroides anabolizantes androgênicos (EAA), gerencialismo arriscado e os discursos médicos moralizantes (#9019)
Danielle Ribeiro de Moraes 1; Luis David Castiel
1; Ana Paula Alves Ribeiro
21 - Fundação Oswaldo Cruz. 2 - Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Abstract:
Este trabalho é fruto de tese de doutorado em Saúde Pública, possuindo por objeto de estudo o discurso médico sobre os riscos que cercam os diferentes usos dos anabolizantes e seus efeitos sobre as práticas sanitárias. Ele é endereçado ao campo da Saúde Coletiva e a como seus modos, baseados no discurso da performance e do gerencialismo, de um lado, e dos riscos em saúde, de outro, se fazem presentes nas atuais formas de se analisar e orientar as práticas sanitárias. Esse gerencialismo arriscado produz situações paradoxais que permeiam: primeiro, a produção do conhecimento, em que se localizam o campo da saúde e as ideias-força da saúde coletiva; segundo, a relação de pesquisadores do campo com seus objetos de estudos e seus modos de fazer pesquisa em saúde, que muitas vezes naturalizam um olhar utilitarista que reflete a mercadorização da pesquisa e das práticas sanitárias. Esses processos de naturalização respaldam o lugar de autoridade em que se encontra o discurso médico e os processos de moralização daí emanados. Orientada pelos estudos sociais da ciência e pela análise de discurso de tendência foucaultiana, durante a trajetória de pesquisa privilegiamos para análise textos acadêmicos da área biomédica, utilizando uma base de recuperação de referências como ferramenta arqueológica. Em um primeiro momento, foi feita uma análise de enunciações sobre os riscos de anabolizantes na literatura biomédica, problematizando a classificação médica sobre os usos banidos e autorizados dos EAA. Em um segundo momento, foram identificadas redes de cooperação de autores que atuam na produção de (novos) objetos de pesquisa e processos autorizadores do discurso médico como organizador da vida social, mecanismos biopolíticos em torno do que é arriscado para a saúde das pessoas, propostas de controle de riscos e processos de moralização aí implicados, a partir da exploração das metáforas sobre a noção de doping. Nesse processo, nota-se marcação depreciativa dos processos de “dopagem” simultaneamente à emergência da medicina desportiva e do dispositivo biopolítico representado pelos mecanismos (e pela indústria) de regulação doping/antidoping. A metáfora do doping como falha moral tem deslizado para além do circuito esportivo e povoado o campo sanitário, sobretudo nas tematizações acerca do que passou a se chamar de “doping acadêmico”, que constitui uma das faces do neuroaprimoramento farmacológico (NF). O uso de substâncias voltadas ao aumento da performance intelectual é hoje um ponto de discussão nos textos acadêmicos do campo da saúde, tendo o discurso médico transitado entre vertentes retóricas a favor e contra o NF. A esse respeito, independente do posicionamento, os argumentos são moralizantes e apoiados na crença da extrapolação do poder explicativo das neurociências para as questões sociais. Ademais, naturalizam uma conjuntura (acadêmica) altamente competitiva, que valoriza desempenho e projetos individuais.
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Por culpa del escolazo. Sociología de carreras morales de jugadores problemáticos de juegos de azar recuperados de las ciudades de Santa Fe y Rosario. (#9222)
Astor Jose Borotto 11 - Universidad Nacional del Litoral.
Abstract:
La presente ponencia se propone presentar los resultados preliminares de la tesina de grado de sociología titulada "Por culpa del escolazo. Sociología de carreras morales de jugadores problemáticos de juegos de azar recuperados". La misma constituye una forma de acercarnos desde una perspectiva subjetiva y microsociológica a un fenómeno de escala macrosociológica en la realidad Argentina contemporánea: el aumento exponencial de las apuestas en juegos de azar durante la última década. En esta investigación se analizan las trayectorias de personas recuperadas de un consumo problemático de juegos de azar de las ciudades de Santa Fe y Rosario. A través de la indagación de relatos biográficos, nuestro objetivo es reconstruir la carrera que atraviesan estas personas desde sus comienzos hasta el abandono del mundo de los juegos de azar, teniendo en cuenta las transformaciones en las concepciones morales que manejan las personas a lo largo de esta trayectoria. En la carrera moral nos interesa discernir el proceso socio-interaccional que atraviesan las personas para experimentar cambios en su representación sobre juego y por ende transformar su conducta con respecto a esta actividad. Nuestro estudio es cualitativo y se basó en la aplicación del método biográfico en base a 11 entrevistas realizadas a personas de las ciudades Santa Fe y Rosario que se asumen como recuperadas de una experiencia problemática con los juegos de azar. El material empírico fue analizado a través de cuatro dimensiones: una dimensión cognitiva, una afectiva, una relacional y una comportamental que intentan explorar los cambios en la moralidad lúdica de los entrevistados en su trayectoria en función de las redes de relaciones que integran a lo largo de su experiencia en el juego. A partir de los cambios que encontramos en estas dimensiones a lo largo de la temporalidad de los relatos definimos 4 etapas en la carrera moral: 1) la etapa de la incorporación; 2) la etapa de involucramiento 3) la etapa problema; 4) la etapa de retiro y recuperación. Como hallazgo de nuestro trabajo evidenciamos que el tránsito desde una experiencia recreativa con los juegos de azar hacia una experiencia sistemática implica un proceso social donde se incorpora un repertorio de representaciones que neutraliza las barreras morales que vuelven inconveniente en nuestras sociedades el involucramiento en los juegos de azar. Posteriormente, la acumulación de experiencias negativas hacen que la actividad se vuelva problemática para el individuo y las ideas que ejercen un resguardo moral para el ejercicio sistemático de las apuestas en los juegos de azar dejen de ejercer su función profiláctica frente a la moral dominante y finalmente decidan abandonarla.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
23. Corrupción, Violencia Social, Seguridad y Defensa |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 19 |
Clasificando y jerarquizando a través del trabajo. Un estudio sobre los procesos de asignación de destinos laborales en las unidades penales n° 2 y 4 de la ciudad de Santa Fe. (#5130)
Julieta Taboga
1;
Waldemar Claus 1;
Carolina D'amelio
21 - Universidad Nacional del Litoral - CONICET. 2 - Universidad Nacional del Litoral.
Abstract:
En el escenario de la provincia de Santa Fe, la política penitenciaria implementada desde el año 2008 estableció como un objetivo declarado la multiplicación de las actividades laborales al interior de las instituciones carcelarias. Sin embargo, más allá de esta iniciativa, actualmente sólo una proporción de detenidas y detenidos desarrollan actividades laborales. En el marco de esta brecha entre la cantidad de puestos ofrecidos y el total de la población encarcelada resulta interesante indagar por los procesos de asignación de destinos laborales. En este sentido, en el presente trabajo se buscarán identificar los actores que intervienen en estos procesos, así como en la evaluación sobre la permanencia en estos puestos, en la determinación del monto de las remuneraciones, y analizar los criterios a partir de los cuales toman dichas decisiones. Este estudio buscará reconstruir estos procesos a partir de un enfoque cualitativo, en base a entrevistas con los actores encargados de tomar dichas decisiones y con detenidas y detenidos. El trabajo de campo es producto de una actividad de monitoreo realizada por el Observatorio Prisión y Derecho Humanos de la Universidad Nacional del Litoral en las unidades penales n° 2 y 4 de la ciudad de Santa Fe durante 2015.
23. Corrupción, Violencia Social, Seguridad y Defensa |
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Agentes de segurança penitenciária e o controle social nas margens do encarceramento em massa (#5309)
Italo Barbosa Lima Siqueira 11 - Universidade Federal do Ceará.
Abstract:
O presente trabalho versa sobre os resultados de pesquisa de campo realizada com agentes de segurança penitenciária, trabalhadores do sistema prisional do Estado do Amazonas, Brasil. Em quarenta entrevistas, surgiram testemunhos sobre as mudanças ocorridas nas últimas duas décadas da relação entre estado e o controle social. Nesse período, diversos eventos emblemáticos sugerem mudanças com repercussões nos fluxos e espaços sociais de outros territórios. As contingências da profissão penitenciária criam uma série de negociações possíveis em lugares permeados pela desconfiança e tênues linhas morais. Os discursos foram acessados para compreender o que é trabalhar no sistema prisional amazonense e as estratégias que permitem a sobrevivência em instituições fechadas, a partir do cotidiano de trabalho de pessoas que experimentam situações inesperadas, perigosas e de solidariedade. A expectativa moral sobre como deveriam trabalhar os agentes, são desconstruídos pelos discursos do mundo prático que estabelecem as fronteiras e possibilidades de um trabalho possível em situações inesperadas e de violência estrutural. O encarceramento em massa estrutura positivamente saberes sobre a gestão da miséria articuladas pelas presenças policiais e judiciais do estado e as mobilizações da população carcerária, inserindo no processo social as formas de comunicação das margens do estado-nação. Nesse contexto, os agentes de segurança penitenciária, historicamente acusados de corrupção e violência, testemunharam a terceirização do sistema prisional do Amazonas, na prática flexibilizando as relações trabalhistas e precarizando o serviço de segurança penitenciária, sempre acusados das mazelas das prisões, serviram como justificativa ideológica da entrada da iniciativa privada nas prisões. As mudanças na gestão do sistema prisional repercutiram na emergência de novos agentes sociais mobilizadores de lutas pela dominação no mundo prático prisional. Os dados da pesquisa de campo revelaram uma nova figuração no cenário de relações de força e dominação nas prisões da região de Manaus, capital do Amazonas, com a emergência de novos agenciamentos do narcotráfico protagonizados pela comunicação de uma nova facção prisional, chamada Família do Norte (FDN). Descrevo a ascensão de novos coletivos criminais, promotores de uma nova dinâmica do crime nas unidades prisionais, bairros, becos e vielas, com efeitos nos mercados de proteção, segurança e na sensação de insegurança urbana. Por outro lado, afetando o cotidiano de trabalho de agentes de segurança penitenciária ao acentuar as privações de segurança e autonomia, na prática sujeitando a categoria em novas negociações de sobrevivência na vida intramuros e extramuros. Por fim, tenta-se delinear uma compreensão do fenômeno do controle social e o combate ao “inimigo interno” relacionalmente como questões para refletir sobre a superlotação das prisões amazonenses, em um tempo de prisão-negócio, marcando as políticas de segurança pública e a vida cotidiana das classes populares, delineando as evidências sobre as consequências da opção política pelo encarceramento em massa.
23. Corrupción, Violencia Social, Seguridad y Defensa |
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Los penitenciarios y los significados de la violencia: mirando “El experimento” con suboficiales del Servicio Penitenciario Bonaerense (Argentina) (#5506)
Iván Galvani 11 - IdIHCS-Universidad Nacional de La Plata.
Abstract:
Durante los años 2010 y 2012 tuve oportunidad de dictar, en la ciudad de La Plata (Buenos Aires, Argentina), unos cursos de capacitación sobre “Trabajo en equipo” para el personal subalterno del Servicio Penitenciario Bonaerense. Se trataba de personal con cierta antigüedad en la institución (entre 11 y 13 años), que debían realizar el curso como condición para ascender a una jerarquía superior. Los cursantes provenían de dependencias de toda la provincia. A su vez, utilicé esta experiencia como parte de un trabajo de campo etnográfico más amplio, que venía realizando en institutos de formación y unidades penitenciarias para la realización de mi tesis de doctorado en Antropología Social. En una de nuestras clases, proyectábamos la película alemana “El experimento”, que luego comentábamos. La película trata de un experimento donde personas comunes son reclutadas voluntariamente para oficiar de personal y detenidos en una unidad penitenciaria ficticia construida para estos fines. En el transcurso de los hechos de los hechos se desarrolla una situación de violencia creciente, que finalmente escapa del control de los propios organizadores. Al finalizar la proyección se realizaba un debate y se reflexionaba con los participantes del curso, especialmente acerca de las situaciones de violencia que se habían desarrollado, y de semejanzas y diferencias con lo que ellos observaban en su trabajo. A partir de esta actividad pudimos reflexionar acerca de sus concepciones y justificaciones sobre la violencia y el uso de la fuerza, que serán desarrolladas en este trabajo.
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Nuevas configuraciones del Estado: la religión en la gestión post-carcelaria (#5511)
Abstract:
En los últimos veinte años en Argentina, el paisaje carcelario ha mutado lenta pero progresiva y firmemente hacia nuevas configuraciones, abriendo sus espacios a nuevos actores. La irrupción de las iglesias y cultos evangélicos al interior de las cárceles ha modelizado la gestión carcelaria. Las instituciones públicas que históricamente han monopolizado la gestión de la violencia carcelaria y el mantenimiento de la paz social al interior de los muros, ceden de esta manera sus espacios de gobernabilidad a actores que no pertenecen al ámbito de lo público. Se habla entonces, de una "pseudo privatización" de la cárcel. Se trata, en el caso argentino, de configuraciones y modalidades de gestión estatal impregnadas por un fuerte sesgo neoliberal, que delegan en sectores ajenos a lo público materias fundamentales y fundantes de las instituciones carcelarias que antaño monopolizaban, el servicio penitenciario (que era el encargado de la gestión de la seguridad), el patronato de liberados (que se encargaba de la vinculación del interno con el afuera), de las agencias de desarrollo social (que se encargaban de las políticas asistenciales), y finalmente, de las agencias del mercado de trabajo y educación (que se encargaban de la inserción laboral y de las trayectorias educativas respectivamente). Las iglesias evangelistas vendrían a suplir todo ese abanico de ramificaciones agenciales, no sólo suplantando o cogestionando la vida intracarcelaria, sino trabajando en la inserción y la vida en el exterior. Estas gestiones privadas instrumentalizadas, impulsadas e incentivadas por el propio sector público, son funcionales al achicamiento, merma y en algunos casos, la desaparición lisa y llana del Estado. Este escenario propone nuevas interrogaciones sobre las configuraciones estatales, sus intervenciones; finalmente, sobre nuevas modalidades de gestión estatal, que correrían en paralelo con toda la racionalidad neoliberal que durante los años noventa modificó el marco normativo de actuación del Estado, y que abrió precisamente nuevos esquemas agenciales apoyados en nociones de empoderamiento, nuevos roles y fortalecimiento de actores privados -como las asociaciones civiles, las iglesias, las Ongs, etc.- en el ejercicio e invocación de derechos individuales y colectivos, asi como la irrupción de los discursos de la autonomía en materia de gestión carcelaria.
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Determinantes das taxas e encarceramento no Brasil: a participação do Judiciário (#5594)
Jose De Jesus Filho 11 - Fundação Getúlio Vargas.
Abstract:
O autor irá apresentar o resultado de uma pesquisa para compreender a variação nas taxas de encarceramento no Brasil. O Brasil é um dos países que mais encarcera no mundo. Assim mesmo, entre os estados brasileiros, há variações significativas, e.g., Rondônia tem uma taxa de aprisionamento que supera em dez vezes a do Maranhão. Por outro lado, nos estados onde as taxas de encarceramento são baixas, há um alto percentual e presos provisórios. O presente trabalho explora essas diferenças e levanta a hipótese de que elas se devem ao fato de que maiores taxas de encarceramento são explicadas pela capacidade do estado de prender, processar e julgar praticantes da criminalidade de massa (e.g, roubo, furto, tráfico de drogas). Estados que investem no aparato repressivo: segurança, Ministério Público e Justiça, prendem, processam e condenam mais efetivamente, o que se reflete em altas taxas de encarceramento e moderados percentuais de presos provisórios. Estados com pouco investimento na segurança e no sistema de justiça possuem baixas taxas de encarceramento e alto percentual de presos provisórios. Para testar a hipótese levantada, foram coletados dados sobre encarceramento, do investimento em justiça, segurança, educação, saúde e assistência social, além de outros dados sociodemográficos: taxa de homicídios, coeficiente de GINI, ideologia partidária e desemprego. A partir disso foram construídos modelos regressivos com dados em painel com efeitos fixos e efeitos aleatórios. Os resultados evidenciam que o fortalecimento dos órgãos do sistema de segurança e de justiça afeta significativamente no encarceramento. Por outro lado, fatores raciais e ideológicos têm duvidoso impacto sobre o encarceramento.
23. Corrupción, Violencia Social, Seguridad y Defensa |
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Implementación del RNR en el tratamiento de infractores adultos: el caso del Maule, Chile (#6064)
Guillermo Enrique Sanhueza Olivares 1;
María Francisca Brander Vaninni
21 - Universidad de Chile. 2 - P. Universidad Católica de Chile.
Abstract:
El llamado modelo de “riesgo-necesidad-resposividad” (RNR) para intervenir con infractores adultos ha mostrado importantes resultados en países desarrollados en materia de disminución de reincidencia (hasta 35% de disminución) (Andrews & Bonta, 2010). En este contexto, el gobierno chileno adquirió su licencia para implementarlo en cárceles chilenas. Este artículo analiza la implementación del RNR en dos centros penitenciarios de la región del Maule, a partir de entrevistas realizadas a siete profesionales que trabajan en Gendarmería de Chile. Nuestros hallazgos muestran que, si bien el RNR es conocido y valorado como algo positivo por los profesionales entrevistados, no existirían condiciones adecuadas para una implementación exitosa, teniendo en consideración la precariedad de la infraestructura carcelaria, un entrenamiento precario de los profesionales y un ambiente carcelario altamente complejo para el tratamiento. En suma, a pesar de la evidencia internacional a favor de este modelo, haría falta mejorar las condiciones de implementación de programas exitosos.
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Cárceles concesionadas en Chile: evidencia empírica y ajustes a 10 años de su creación (#6066)
GUILLERMO ENRIQUE SANHUEZA OLIVARES 1;
FRANCISCA PEREZ
21 - Universidad San Sebastián. 2 - P.UNIVERSIDAD CATOLICA DE CHILE.
Abstract:
El presente artículo analiza el sistema de concesiones penitenciarias en Chile a 10 años de su creación. Para ello, utiliza evidencia empírica obtenida fundamentalmente de la Primera Encuesta de Calidad de Vida Penitenciaria (Sanhueza, 2015) así como de otras fuentes (Paz Ciudadana, 2013). Nuestros hallazgos sugieren que las cárceles concesionadas ofrecerían mejores condiciones en algunos indicadores de habitabilidad aunque, por otra parte, existirían mayores niveles de violencia guardia-interno, menor acceso a programas de intervención psicosocial y menos permisos de salida al medio libre. En base a los datos analizados, se propone revisar y reformular (no necesariamente abolir) el rol de las cárceles concesionadas en el Chile actual, clarificando la filosofía(s) de encarcelamiento detrás de estos recintos (i.e. incapacitación v/s rehabilitación); los incentivos a los concesionarios para hacer reinserción social; la calidad de la oferta de intervención psicosocial; y, finalmente, la coordinación interna entre Gendarmería y las concesionarias.
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La concepción de la pena en personas privadas de la libertad en Colombia (#6375)
Mónica Mendoza Molina 11 - Universidad del Rosario.
Abstract:
Problema: Al igual que muchos países de Latinoamérica, Colombia presenta un alto índice de hacinamiento carcelario, que se debe a aspectos como el populismo punitivo, la ineficiencia del sistema judicial y las largas condenas entre otros factores. A esto se suma, la precariedad de la infraestructura que evidencian muchos de los Establecimientos de Reclusión del Orden Nacional ERON, lo que incide en las condiciones de salubridad, el acceso a salud y a programas laborales y educativos, las visitas y la integridad personal, entre otros aspectos. En síntesis, esta situación trasciende la finalidad y el carácter de la pena, lo que lleva a cuestionar la pertinencia y eficacia de la prisión como dispositivo de castigo, control y resocialización, en los términos en los que se encuentra estructurada actualmente. Quienes se encuentran privados de la libertad no tienen una única forma de significar su realidad, sin embargo, de manera generalizada, sus historias se tejen y se construyen alrededor de la prisión como espacio totalizante. De esta manera, aunque se indague por otros aspectos, es recurrente en sus narrativas, la mención del delito imputado, del proceso judicial que los llevo a estar allí, de la condena, de su vida antes y ahora y de la expectativa de libertad. Así, la pena se concibe, se comprende y se significa desde diferentes perspectivas, desde donde se constituirán las propiedades y dimensiones de este concepto, que pueden distar mucho de las características que oficialmente le han sido asignadas. Propuesta metodológica: Se enmarca en la investigación cualitativa, con un diseño de teoría fundamentada. Partiendo de la información recolectada en una serie de investigaciones sobre asuntos penitenciarios y carcelarios en Colombia (Desarrollo del Sistema Penitenciario y Carcelario Colombiano, entre 1995 y 2010 (2010). Adultos mayores privados de la libertad en Colombia (2014). Familia y privación de la libertad en Colombia (2015). Pospena en Colombia (2017)), adelantados por el Instituto SERES de la Universidad del Rosario en Bogotá, se construirá basada en testimonios, una concepción de la pena para personas que están o han estado privadas de su libertad. Para el análisis de la información, que se recolectó a través de entrevistas y grupos focales, se hará uso del programa Atlas Ti. Propuesta teórica: se establecerá la relación o distanciamiento de los hallazgos producto de los datos, con la concepción de la pena que plantean la Ley 599 de 2000 (Código penal colombiano) y la Ley 65 de 1993 (Código penitenciario y carcelario colombiano), en ese mismo sentido, se contrastarán dichos hallazgos con los postulados de Nils Christie y de Michel Foucault.
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A centralidade da prisão para a segurança pública: estudo sobre decisões políticas e de crenças institucionais que impulsionam o encarceramento (#7673)
Jacqueline Sinhoretto 1; Eduardo Batitucci
21 - UFSCar. 2 - Fundação João Pinheiro.
Abstract:
Esta comunicação deriva de pesquisa em rede que investigou articulações e tensões entre segurança pública e assuntos penitenciários no Brasil, concentrando-se na comparação dos contextos de São Paulo e Minas Gerais, estados que possuem as maiores populações carcerárias. Foram abordadas as principais agendas destas políticas e os seus impactos mútuos, por meio de análise de documentos e entrevistas com operadores da segurança e das prisões. O impacto das políticas de segurança sobre o sistema penitenciário é grande, visto que o encarceramento crescente é única resposta esperada das políticas de segurança. O custo econômico do crescimento do encarceramento é realidade que se impõe no momento em que há crises humanitárias e rebeliões nos presídios brasileiros. Investimentos e novos programas no setor prisional acabaram por reforçar as opções pelo encarceramento, mais do que em penalidades alternativas. Neste contexto, os chamados programas de “metas” do campo da segurança pública tornaram-se mais um dispositivo que incrementa o encarceramento seletivo e não necessariamente diminui os indicadores criminais. Tais programas reiteram o modelo de policiamento ostensivo voltado ao incidente - modelo que culmina no encarceramento de grupos populacionais mais suscetíveis à vigilância policial, cujas prisões não necessariamente representam abalos no fluxo criminal urbano. Um dos entraves ao aprimoramento da segurança pública e da justiça criminal é a reprodução da cultura organizacional punitivista nas instituições de controle do crime. Nesse sentido, medidas de caráter incremental (como programas de metas) atingem apenas a superfície dessas instituições, que traduzem essas medidas de acordo com a gramática cultural punitivista. Desta forma, a divergência e a dissonância a esta gramática está passível de punição interna, levando os atores a padrões de atuação não explicitados, uma vez que ideologicamente orientados, traduzidos na expressão “dançar conforme a música”. A reprodução destes padrões também é fruto de decisões organizacionais e políticas, como foi explicado pelos interlocutores quando problematizam a ausência de independência funcional em cargos que são chave para a observância de direitos fundamentais dos que sofrem o controle penal. Cargos de juízes de execução, de audiências de custódia, delegados em operações especiais, diretores de penitenciárias, juízes de determinadas varas, costumam ser cargos de confiança, indicados pela cúpula das instituições, ao invés de serem cargos efetivos, com independência funcional e inamovibilidade. Isto exemplifica a existência de uma lógica institucional que opera para refrear mudanças e controlar pensamentos dissonantes, garantindo controle político dos dirigentes sobre a atuação reformista de integrantes.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 19 |
"Me queda mucho tiempo para irme de acá": Etnografía del encierro en dos centros de privación de libertad adolescente en Montevideo (#7739)
Leonel Rivero 1;
Daniel Pena
2; Sofía Machado
21 - Departamento de Sociología - FCS - UdelaR. 2 - Proderechos.
Abstract:
El presente trabajo realiza una etnografía durante mas de un año en dos centros de privación de libertad adolescente. Su objetivo es explorar el posible efecto que tiene la privación de libertad en los procesos de desestimiento del mundo del delito por parte de los adolescentes. Anclado en un enfoque cualitativo, la investigación se enmarca en un proceso de investigación-acción, donde su transcurso se desarrolla en simultáneo con talleres de Hip Hop, huerta, radio, y futbol, y se realiza en dos centros con lógicas institucionales diferentes: un centro de "tranca" (cárcel de alta seguridad), y uno tipo "granja" (con menor securitización y orientado al egreso). El campo de la misma consta de 20 entrevistas semiestructuradas en profundidad a los adolescentes, 10 entrevistas semiestructuradas a funcionarios y equipo técnico, 2 entrevistas grupales con los adolescentes y 2 entrevistas grupales con los talleristas, 10 historias de vida de los adolescentes, 130 bitácoras de los talleristas, y mas de 60 observaciones participantes en ambos centros. Los resultados pueden agruparse en tres vertientes: acerca del dispositivo institucional de privación de libertad, acerca de las trayectorias biográficas de los adolescentes, y acerca del potencial pedagógico de los talleres para el trabajo con adolescentes en exclusión social. En la primera de dichas vertientes, se destacan las limitantes del dispositivo carcelario para generar habilidades "para la vida" u "orientadas al afuera". En el formato "granja", se identifica una predominancia de una pedagogía de la actividad, centrada en la realización de actividades y la recreación. Sin embargo, quedan aún pendientes aprendizajes ciudadanos sociales, y autobiográficos, que dificultan la posibilidad de generar estrategias factibles de alejamiento del mundo del delito al salirdel centro. En el formato "carcel", a estas dificultades se suman prácticas institucionales orientada al aislamiento (el afuera, el centro, los módulos, las celdas funcionan como círculos concéntricos de lo edilicio, al tiempo que "separar" y "encerrar", son las principales herramientas de gestión), un ambiente hipo-estimulante, y prácticas denunciadas de tortura, que van desde el uso permanente de grilletes, a la violencia psicológica y física. En la segunda de las vertientes, se hace presente en la vida de los adolescentes una combinación de elementos que interjuegan de diferentes modos: una situación de pobreza estructural, la existencia de redes que vuelven el delito factible (armas, ideas), el consumo problemático de sustancias, y el alejamiento de las instituciones. Al respecto, se pone de manifiesto que en su corta vida, los adolescentes se han segregado fundamentalmente a la socialización "en la esquina!". La tercer vertiente, permite reflexionar educativamente acerca de la conveniencia de formatos escolares flexibles, donde se conjugan con resultados interesantes el libre movimiento, el trabajo grupal, el trabajo auto-regulado y el aprendizaje por proyectos.
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Crise no Sistema Penitenciário brasileiro pelo Crime Organizado: Novas Diretrizes pelo Conselho Nacional de Segurança Pública e Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (#8299)
Amadeu de farias cavalcante júnior 11 - universidade federal do oeste do Pará.
Abstract:
RESUMO: A rebelião que deixou 56 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no primeiro dia do ano, foi destaque nos principais meios de comunicação do mundo em 2 de janeiro de 2017. Em 6 de Janeiro, 33 presos morreram na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior de Roraima. Na sequência, no dia 15 de janeiro 26 presos morreram na rebelião da Penitenciária de Alcaçuz que já é a mais violenta da história do Rio Grande do Norte. No ano de 2013, a barbárie tomou conta do Complexo de Pedrinhas, principal rede de presídios do Estado do Maranhão. No espaço de 12 meses, 65 presos foram mortos no local. Os indícios de barbárie no Maranhão são sem palavras na literatura, pois um preso foi cortado em 59 pedaços, e seu fígado assado e comido pelos presos. Duas facções dominam o Maranhão: o Primeiro Comando do Maranhão e o Anjos da Morte. Em Manaus e Roraima a Família do Norte (FDN) foram responsáveis pela barbárie. Esses casos já ultrapassam Carandiru. O Governo Federal tem atuado mediante o uso da força pela Força-tarefa de Intervenção Penitenciária do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) – órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública – juntamente com militares da Marinha do Brasil e agentes penitenciários estaduais. A ação imediata do Governo Federal em apoio aos Governos Estaduais aponta um modelo de segurança pública no Brasil com a criação da Força Nacional de Segurança Pública (Lei 11.473/2007) para agir cooperativamente em combate a crimes fronteiriços, ambientais e de grave repercussão nacional. Diante da crise no sistema carcerário, o Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp/Ministério da Justiça) buscou formular e propor diretrizes para as políticas públicas voltadas à promoção da segurança pública, prevenção e repressão à violência e à criminalidade. Diante de uma estrutura consultiva e deliberativa proveniente de vários atores das instituições sociais do Estado e da sociedade (representantes governamentais, sociais, direitos humanos, policiais, segurança pública), o Plano Nacional de Segurança Pública do Governo Federal lançou, em fevereiro de 2017, um conjunto de ações visando combater a violência no sistema penitenciário e o combate integrado às organizações criminosas. A participação de atores ligados ao debate dos direitos humanos, ao desarmamento, e ao discurso da ostensividade policial, se refletem nas diretrizes nacionais. O objetivo de nosso trabalho apresenta o modelo de Segurança Pública nacional pelo Governo brasileiro em suas diretrizes para a questão penitenciária no Brasil, como modelo disciplinador pelo uso da força policial e com viés voltado a proteção dos direitos humanos e sociais, com desafios para a concretização da Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/84). Palavras-Chave: crime organizado; Força Nacional; ostensividade policial
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 19 |
Los temerosos: percepción de inseguridad y bienestar subjetivo negativo en México. (#0806)
Fabiola Olvera 11 - Universidad Iberoamericana.
Abstract:
En México, los temas relativos a la seguridad, la violencia urbana y la delincuencia (común y organizada) constituye problemáticas de enorme preocupación social, política y económica; al menos en los últimos quince años se ha observado un crecimiento desmesurado de la delincuencia, impactando de forma sumamente negativa en la seguridad experimentada por la sociedad, su estructura y lazos comunitarios. La percepción de inseguridad ha representado uno de los principales problemas en el país porque atenta directamente contra los ciudadanos, no sólo en sus bienes e integridad física; sino que se ha convertido en un elemento productor y reproductor de descomposición social. La sensación de inseguridad por temor al delito y las expectativas que tiene la población sobre la seguridad pública se generan por la influencia de diversos facotres como la atestiguación de conductas delictivas o antisociales que ocurren en el entorno donde se deselvuelve la población. Asimismo, el temor al delito puede hacer cambiar las rutinas de la población, así como la percepción que se tiene sobre el desempeño de la policía. El estudio de la percepción de inseguridad parte de la preocupación a ser vícitma de un delito, se considera como una percepción en tanto la persona se sitúa frente a circunstancias de inseguridad y emite un juicio sobre las posibilidades de ser víctima de un delito, basado en conocimientos y actividades cotidianas, así como en lo que refiere a los medios de comunicación o lo que se discute en las conversaciones con sus interlocutores. En este sentido, el argumento central que justifica el tema de la percepción de inseguridad es que alude a la evitación de un mal mayor y la preservación de la seguridad de los habitantes que no se encuentran dentro de actividades delictivas. Tomando en consideración los efectos fundamentales que intervienen en la dinámica de los contextos en que interactúan las percepciones y el bienestar subjetivo negativo, que es el resultado que emana de relaciones sistémicas se desprende la sigueinte pregunta de investigación ¿qué efectos tiene la percepción de inseguridad en el bienestar subjetivo negativo? Este cuestionamiento se contesto a partir de entrevistas a profundidad. La selección de particpantes se centra en la Ciduad de México y el Estado de México, contando con información de diferentes estratos socioeconómicos (muy bajo, bajo, medio, alto) esto permite determinar la realción que existe entre el bienestar subjetivo y la percepción de inseguridad, así como entender cuáles son las rutinas, si ha sido o no vícitma de algún delito, cómo percibe a su comunidad y a partir de ello cómo se relaciona a la construcción del bienestar negativo enfocado al nerviosismo e intranquilidad.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 19 |
Broken Windows: contribuições e limites explicativos sobre o Medo e a Percepção de Risco por violências intencionais e criminalidade em Feira de Santana/BA (#4315)
Castro Dhanyane Alves 1; Noronha Ceci Vilar
2; Lourenço Luiz Cláudio
21 - IFBAIANO/UFBA. 2 - UFBA.
Abstract:
O artigo é resultado parcial da tese que investiga o Medo e a Percepção de Risco no município de Feira de Santana/BA. O objetivo principal aqui é discutir em que medida categorias chaves da Teoria das Janelas Quebradas, Desordem Social e Desordem Física, estão associadas ao Medo e à Percepção de Risco entre os feirenses. São analisados os fundamentos teóricos da teoria das Janelas Quebras e de algumas reflexões críticas apresentadas por pesquisadores que encontraram problemas e/ou fizerem necessários aperfeiçoamentos, tanto à referida teoria quanto à sua aplicabilidade nas pesquisas empíricas que investigam a relação entre a desordem social e física com a criminalidade, a violência, a percepção de risco, a insegurança e medo. Os dados utilizados foram coletados em um survey realizado em 2012 com amostra representativa da população de 16 e mais anos, o qual investiga vitimização e o modo como os feirenses, em sua heterogeneidade social, percebem e lidam com o Medo e a Percepção de Risco. Resultados do survey apontam que os níveis de Medo e de Percepção de Risco em Feira de Santana/BA são muito altos. Percebe-se isto ao observar que 70% dos entrevistados dizem se sentir inseguros ao andar nas ruas de seus bairros durante a noite e mais de 60% afirmaram saber de pessoas mortas por armas de fogo em seus locais de residência. Entende-se que Medo do crime refere-se às reações emocionais negativas que os indivíduos têm em relação ao crime e à violência. Já a Percepção de Risco está vinculada aos processos cognitivos, de conhecimento e de percepção da possibilidade de se tornar vítima. Esta distinção conceitual entre Medo e Percepção de Risco indica que pode haver causas e/ou influências várias nestas categorias investigadas como variáveis dependentes. Entre as três teorias investigadas na tese, a Teoria das Janelas Quebradas, apresentou maior poder explicativo sobre o Medo e a Percepção de Risco. O destaque dessa teoria leva à conclusão que o Estado ou a ausência deste no cuidado com a ordem social e física dos bairros é um importante elemento explicativo, especialmente, da Percepção de Risco. Entre as duas categorias explicativas, a Desordem Social foi a que mais explicou a Percepção de Risco. Tanto a Desordem Física quanto a Desordem Social explicaram em menor grau os níveis de Medo em Feira de Santana/BA. Entende-se que se os cidadãos feirenses visualizarem que podem contar e acessar serviços estatais de proteção e de segurança social com cidadania, eles poderão lançar mão de prerrogativas coletivas, como a coesão social, controle informal e confiança para terem reduzidos seus níveis de Medo e Percepção de Risco.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 19 |
De la “inseguridad” a la “seguridad de los derechos”. Un análisis de los discursos securitarios del Ministerio Nacional de Seguridad kirchnerista. (#0935)
Pilar Fiuza 11 - CONICET/UBA.
Abstract:
El presente trabajo se propone analizar los modos en que se (re)problematiza la cuestión securitaria en la Argentina a partir de la emergencia del Ministerio Nacional de Seguridad. Partiremos de la hipótesis de que a fines del año 2010 la producción de determinados discursos ministeriales tuvo como consecuencia una desestabilización del concepto “inseguridad” que- hegemónico desde mediados de la década de los noventa- tendió a reducir el problema a determinados tipos de delito, esto es, los delitos de los sectores populares. En consecuencia, a través de un análisis de los discursos elaborados por el Ministerio, indagaremos sobre la forma en que el problema de la (in)seguridad se descentra de la cuestión del delito de los pobres. En ese sentido, la ponencia buscará echar luz a dos operaciones fundamentales a partir de lo cual esto tiene lugar. Por un lado, describiremos, cómo estos discursos ministeriales amplifican de la idea de “inseguridad” a partir de incorporar como parte del problema a delitos que no se reducen a los cometidos por las clases populares (violencia institucional, crimen organizado) y a fenómenos y flagelos que exceden la esfera de lo criminal (desigualdad, violencia de género, violencia subjetiva). Luego, analizaremos los modos en que, en paralelo, el Ministerio redefine de la cuestión siendo no ya la “inseguridad” sino la “seguridad” el objeto de intervención gubernamental. La anudación de la “seguridad” a la cuestión de los derechos supondrá la producción de una articulación discursiva novedosa (Laclau, 2006) a partir de la cual se inaugura otro campo de adversidad (Foucault, 2007). Para estos fines, trabajaremos con un corpus constituido por el conjunto de los documentos del Ministerio producidos en el período 2010- 2015. Bibliografía Laclau, E. - Mouffe, Ch. (2006) “Más allá de la positividad de lo social: antagonismo y hegemonía” en Hegemonía y Estrategia Socialista, Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica. Foucault, M. (2007). Nacimiento de la biopolítica: curso del Collège de France (1978-1979). Buenos Aires, FCE.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 19 |
Informação e controvérsias na construção de verdades [midiáticas] sobre a segurança pública no Rio de Janeiro (#4872)
Aline Santana 11 - Cederj/Fundação Cecierj.
Abstract:
“Por uma série de razões, tornou-se uma espécie de lugar comum caracterizar o Rio de Janeiro como uma cidade violenta” (Silva, 2015). A partir de interpretações diversas, a representação da realidade pelas mídias mostra os sintomas dos problemas conjunturais da nossa cidade, que ensejam valores positivos e negativos para dar sentido à palavra ‘violência’. Esses valores, muitas vezes, influenciam o modus operandi pelo qual vemos representadas as demandas e os conflitos mais sensíveis da nossa realidade, e que conseguem preencher o nosso cotidiano. Vemos, por assim dizer, que a generalização de imagens da cidade como um ambiente violento e os sentimentos de medo e insegurança daí decorrentes trazem implicações relevantes para as novas imagens da cidade, não mais associadas à utopia da liberdade e da segurança” (Zaluar, 1999, pp. 173). Mas, no que tange ao repertório de narrativas que estas imagens simbolizam, cria-se, sobretudo em tempos de mídias sociais, um universo tão híbrido quanto conflitivo, composto por verdades de atores que denunciam a violência conforme a necessidade e a proximidade do risco. Hoje, vemos que estes atores “produtores de informação-verdade” estão para além das instituições governamentais ou dos media. Neste trabalho, apresentaremos uma análise da gestão de informações (incluindo notícias, relatórios e pesquisas) sobre o aumento das mortes violentas com causas indeterminadas na cidade do Rio de Janeiro – mais especificamente os casos contabilizados como “autos de resistência” – cujo levantamento realizado por uma organização civil motivou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a procedência e veracidade dos dados divulgados pelas fontes oficiais do governo e pelos veículos de mídia tradicionais, entre 2010 e 2015. Como veremos mais tarde, os casos de “autos de resistências” fazem parte da grave falta de diagnóstico sobre as causas de mortes e desaparecimentos “que ocorrem principalmente em regiões de conflitos armados entre grupos de criminosos e policiais, sobretudo durante as incursões de agentes policiais em locais dominados por facções envolvidas com o tráfico de drogas” (Misse, 2009, pp. 4). No Rio de Janeiro, mais precisamente, isso se deve ao modelo de repressão policial militar, adotado para o combate às redes do mercado ilegal que estabelecem pontos comerciais fixos em territórios de moradia de baixa renda. Neste sentido, discutiremos como a ampliação do acesso à informação via internet e as experiências de sociabilidade nas redes sociais contribuíram para uma mudança na forma de recepção dessas informações, e trouxeram, por conseguinte, um novo panorama discursivo-midiático na construção da imagem da (in)segurança da cidade. Partindo da ideia de ‘conflitos de proximidade’, utilizada por Silva (2015) para explicar a sensibilização da opinião pública em torno dos problemas mais próximos, do âmbito privado, comunitário e regional – “quanto mais próximo da realidade subjacente, mais comoção e sensibilidade provoca”, sugere o autor –, faremos uma comparação dos dados divulgados pelas fontes governamentais/e das mídias tradicionais com os dados levantados pela organização civil citada, buscando compreender os sentidos da controvérsia existente nos diagnósticos de um e de outro com relação aos autos de resistência.
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La producción de la propia seguridad: prácticas ciudadanas de protección frente al delito. (#2934)
Horacio Ortiz Ríos 11 - El Colegio de México.
Abstract:
El nivel delictivo de un lugar puede afectar la calidad de vida de sus habitantes al ser considerada por los mismos como un motivo para restringir su comportamiento cotidiano. Sin embargo, esta relación no es directa, sino que está mediada por las percepciones que dichos sujetos tengan respecto de su propia situación de seguridad o inseguridad frente al delito. En esta ponencia se propone presentar una investigación que hace uso de la información de la Encuesta Nacional de Victimización y Percepción sobre Seguridad para analizar el caso mexicano. Se analiza específicamente la relación entre las evaluaciones ciudadanas sobre el desempeño de la policía y la realización de prácticas ciudadanas de protección personal frente al delito. La hipótesis que se plantea examinar es que una mejor evaluación ciudadana de los cuerpos policiacos se corresponde con una disminución de las prácticas privadas de seguridad frente al delito. El argumento principal que sostiene esta hipótesis es que si los individuos construyen su relación con las instituciones estatales de seguridad ciudadana sobre una representación social que caracteriza a los agentes de dichas instituciones como corruptos, ineficientes y poco confiables, aumenta la probabilidad de que perciban a su situación como insegura frente a la posibilidad de ser víctimas de un delito. Los individuos que tienen esta percepción, a su vez, más probablemente desarrollan distintas prácticas de seguridad ciudadana, pues asumen la responsabilidad de su propia protección frente al delito. A partir de una serie de herramientas conceptuales existentes sobre este problema se plantea un modelo analítico que formaliza la argumentación teórica, de manera que sea susceptible de comprobación empírica mediante distintos modelos estadísticos. De esta manera, se encuentra que las evaluaciones negativas de la policía, especialmente de la policía municipal, aumentan significativamente la propensión de los sujetos a restringir sus comportamientos por temor al delito, así como la diversidad de las prácticas restrictivas que realizan. Además se encontró que este efecto está modulado por la percepción de amenazas delictivas concretas por parte de los sujetos.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 19 |
(In)seguridad y discurso político: Un análisis de la campaña electoral presidencial del 2003 (#3642)
Tomás Ignacio Pareta 11 - FSOC/IIGG.
Abstract:
El presente trabajo se inscribe dentro de una investigación que me encuentro llevando a cabo en la actualidad, la cual se orienta a estudiar el discurso político de las campañas electorales presidenciales de Argentina durante el periodo posneoliberal, como índice para poder describir y analizar las disputas políticas en torno a los modos en que la (in)seguridad es tematizada. Esta primera aproximación al tema tiene como objetivo describir los modos en que la (in)seguridad fue tematizada en la campaña presidencial del 2003. Para llevar a cabo este trabajo nos vamos a centrar en los tres candidatos que obtubieron una mayor cantidad de votos, a saber: Néstor Kirchner, Carlos Menem y Ricardo López Murphy. El corpus a analizar va a consistir en las plataformas electorales de las distintas fuerzas políticas, declaraciones y discursos de los candidatos y spot de campaña.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 19 |
La construcción del "ellos" y del "nosotros" en los medios gráficos en la caracterización de la "inseguridad" (#5051)
José Eduardo Moreno 1; Diego Juárez
11 - UNIVERSIDAD NACIONAL DE AVELLANEDA.
Abstract:
La seguridad ciudadana, como todo “problema social”, adquiere su forma a partir del debate que se erige a su alrededor, en el que intervienen diversos puntos de vista que lo caracterizan de una manera u otra. Cada perspectiva de abordaje supone destacar determinados aspectos y lógicas intervinientes y no otras. En la construcción de la problemática de la llamada “inseguridad”, el peso de la “criminalidad mediática” es sabidamente determinante. El modo en que los medios masivos de comunicación tratan los problemas de la seguridad ciudadana impacta fuertemente en el tratamiento político que se hace de la cuestión, por lo que entendemos central su análisis y problematización. La presente ponencia se centrará en el análisis de las noticias sobre seguridad publicadas por las versiones online de los diarios La Nación y Clarín entre los meses de mayo y septiembre de 2016. A partir de este análisis se busca destacar los principales elementos de la caracterización del ellos y el nosotros en el tratamiento de estos medios gráficos, y analizar las implicancias que tales caracterizaciones traen para el diseño y la implementación de políticas públicas.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 19 |
La “inseguridad” en el medio. La construcción de imaginarios sociales sobre el delito en las coberturas informativas de los principales diarios argentinos (#6451)
Brenda Focás
1;
Esteban Zunino 21 - UNSAM / CONICET. 2 - INCIHUSA / CONICET.
Abstract:
El tratamiento mediático del delito y de la “inseguridad” constituyen un fenómeno de reconocida importancia. La constatación empírica sugiere que, en momentos de creciente violencia social, el rol de los medios de comunicación resulta trascendental en la promoción de salidas punitivistas- algo que excede a la propia lógica mediática-, puesto que es capaz de influir en las elites políticas, impactando en leyes y políticas públicas. El concepto de “inseguridad” engloba diferentes tipos de hechos, muchos de los cuales constituyen ilícitos, aunque otros no. Los medios tienden a englobar dentro de esta definición a una gama de acontecimientos dentro de los que se destacan los delitos contra la propiedad y las personas. La aleatoriedad de este tipo de fenómenos y su mediatización constante fomentan el temor social. La relevancia de la “Inseguridad” en la agenda informativa incidió, incluso, en cambios en los productos mediáticos: el tema ocupa un espacio considerable tanto en medios gráficos como audiovisuales, y se observan ciertas recurrencias, como el apelativo a las "olas de inseguridad", la focalización en ciertos tipos de víctimas (pertenecientes a los sectores medios y altos de la sociedad), y el señalamiento del joven varón y pobre como victimario. Sin embargo, el tratamiento noticioso suele variar de un medio a otro, y se observan matices en sus representaciones del tema. El objetivo general de este trabajo es analizar el tratamiento mediático de la “inseguridad” en tres diarios de referencia nacional con líneas editoriales diferentes, en contextos electorales y no electorales. Concretamente, se abordará la agenda mediática del delito en los diarios Clarín, La Nación y Página/12. Para ello, se propone un recorte temporal que abarca desde el 1 al 31 de octubre de 2015 -mes en el que se desarrollaron las elecciones que consagraron a Mauricio Macri como Presidente- y del 1 al 31 de octubre de 2016 -mismo lapso de tiempo que el anterior, aunque ya fuera del contexto electoral-. Los objetivos específicos son: 1) Analizar la relevancia de la “inseguridad” en los tres diarios propuestos; 2) Establecer cuáles son los temas predominantes referidos a esta problemática; 3) Identificar cuáles son los atributos con los que se suelen encuadrar temas y actores; y 4) Comparar el tratamiento mediático de la “inseguridad” en contextos electorales y no electorales. El trabajo empírico consistió en la aplicación de la técnica del análisis de contenido cuantitativo a un universo de 1.328 piezas periodísticas recolectadas durante el período referido. Los datos fueron interpretados a partir de los aportes conceptuales de la Agenda Setting y el Framing.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 20 |
El impacto de los operativos de seguridad contra el narcotráfico en las zonas metropolitanas más violentas de los estados de Coahuila y Veracruz. (#4910)
Fernando Javier Araujo Pulido 11 - Grupo Interdisciplinario de Investigaciones Sistémico Interpretativas.
Abstract:
El fenómeno del narcotráfico y de la delincuencia organizada en México desencadenó, por lo menos en la última década, una serie de coyunturas políticas y sociales que marcaron la pauta de la agenda nacional e internacional del país. A pesar de ser un tema urgente, las políticas públicas y de seguridad empleadas por la federación en conjunto con los gobiernos estatales no tienen la eficacia y la eficiencia para erradicar el problema de inseguridad y de violencia que aqueja a distintos sectores de la población. La entrada de efectivos militares para combatir a los diferentes cárteles de la droga arraigados en diferentes zonas del territorio parece una medida ineficiente, ya que, por un lado, los grupos armados no desaparecen con la presencia militar y por otro, el incremento de los homicidios y de las bajas de los efectivos aumentan. En esta investigación se intentará profundizar en la problemática concentrándonos principalmente en los operativos de seguridad empleados por efectivos militares en las zonas metropolitanas con mayor índice de violencia en los estados de Coahuila y Veracruz en los últimos diez años. La intención es reconocer y geolocalizar los resultados de personas abatidas, decomisos, violaciones a los derechos humanos, resistencia civil y compararlos para encontrar los puntos nodales de las zonas metropolitanas. La perspectiva teórica recupera el modelo empleado por Michel Foucault a partir de los conceptos de gubernamentalidad, seguridad y estado policial, principalmente; también se apoya en gran medida en la propuesta decolonial de Achille Mbembe de necropoder y necropolítica como dispositivos del gobierno para crear mecanismos para justificar métodos de violencia en contra de algún sector de la población. El modelo teórico se complementa del concepto experimental denominado necroresistencia que ayuda a crear categorías durante las acciones de los operativos militares en contra del narcotráfico, este a su vez, recupera la información principalmente de comunicados oficiales y notas hemerográficas. Las categorías son: delincuente abatido, civil abatido, policía batido, decomiso, fuerza de seguridad que ejecuto el operativo y violación a los derechos humanos. De forma complementaria estas acciones se ubican en un mapa cartográfico de la ciudad correspondiente previamente dividido por zona de marginación para observar que variables ocurren en mayor medida en zonas donde existe más o menos pobreza.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 20 |
Con nosotros, o con los "otros". La institucionalizaciòn de la violencia en los grupos identitarios: Homies , Mara Salvatrucha 13 y Skinheads Neonazis. (#5319)
Pablo David Briseño Cruz 11 - Universidad Autónoma del Estado de México.
Abstract:
Las juventudes se encuentra integradas por diversos grupos en constante movimiento, que influyen en el curso del los acontecimientos de la vida cotidiana. Como producto de las contreversias, o todas las garantìas individuales como consecuencia del conflicto social. El objetivo de este documento es ofrecer una aproximaciiòn teòrica de la institucionalizaciòn de las violencias, tanto estructural como cultural, en tres diferentes colectivos juveniles, como lo son en primer lugar , las pandillas en Estados Unidos, como por ejemplo la Mexican Mafia y su origen en el encarcelamiento masivo producto de las desigualdases sociales, en cuanto a seguiridad social y empleo, asi como de la discriminaciòn racial en ese paìs. En segundo lugar se analiza el fenòmeno de la Mara Salvatrcha 13 en Centroamerica, desde sus origenes y su intima relaciòn con el fènomeno de las migraciònes y la construcciòn de una identidad amenazada y por ùltimo lugar nos ocupamos de dimencionar el contexto històrico en el cual emergen los Grupos de skinheads neonazis en Europa y Alemania principalmente y como estos legitiman el uso de la violencia directa, hacia ciertos colectivos de personas en especifico, como lo es la poblaciòn LGBTITQ, la poblaciòn indigente, los grupos musulmanes y judios. Por considerarlos una amenaza para sus paises. El problema sobre la cual derivan muchas violencias tiene su origen en el habitus, que reproduce diversos estereotipos en torno a la juventud. Una de las cáracterisiticas de algunas juventudes es que se oponen a experimentar la alineación a los estadares de la madurez en la vida adultta. La juventud en la sociedad de consumo ya no adquiere el significado de status y ascenso social que en generaciones anteriores. Debído a que las oportunidades hoy en día son cada vez más escazas. en la actualidad. Dentro de los factores socioculturales que permiten el ingreso de las y los jóvenes a las pandillas en Amèrica Latina podemos mencionar: a)condiciones de vida desfavorables, b)hacinamiento en las perfierias de las grandes ciudades, c) alteraciòn del tejido social, d) poco o nulo acceso a los servicios pùblicos o sociales, e) desempleo, f) escuela sin capacidad de retenciòn de jòvenes en riesgo g) exposiciòn a violencia comunitaria o social y h) cultura de la violenca imperante por ejemplo, la narcocultura. La violencia en la juventud tambien es la expresión de la falta de voluntad polìtica y es el resultado de un proceso social que tien su origen en la fundamentaciòn de diversos discursos polìticos con diferentes reinvidaciònes sociales y es el resultado de un proceso de socialiazaciòn de un comoportamiento y transgresiones que el indiviuo sufre al encontrarse con un mundo construido desde el adultocentrismo. La juventud o mejor dicho "las juventudes" son en si,una construcciòn social, es tambien una categòrìa de análisis que puede ser abordado desde diferentes perspectivas (de género, de desarollo humano, de derechos humanos, etc.). Palabras Clave: Grupos Identitarios, Violencia Estructural, Violencia Cultural, Juventud, Migraciones.
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Estado y gangues: la construcción de orden y de control social en Brasil (#5990)
Analia Laura Soria Batista 11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
El surgimiento del crimen organizado con su origen en las prisiones brasileñas se remonta a la década de 1970, en Rio de Janeiro, y en 1980, en São Paulo y experimenta rápido crecimiento en las décadas siguientes, como señalaron los estudios de Paixão (1987)[1] y de Adorno y Salla (2007)[2]. Las gangues o comandos se formaron y fortalecieron dentro de los presídios, debido a sus condiciones inhumanas, lo que llevó a la organización de los presos a demandar mejoras. En Brasil los presidios no son “instituciones totales” como las estudiadas por Goffman (1974)[3], ni de “disciplinamiento social” en el sentido de Foucault (1975)[4]. En la mayor parte de las instituciones, la vida íntima es organizada por los propios presos y sus líderes. El Estado delega la organización de la vida intima en la institución a las gangues o comandos, o es cómplice para que éstas lo hagan, lo que explica la falta de interés político sobre el tema, e incluso de una política penitenciaria que se ocupe efectivamente del problema. En un contexto de acuerdos explícitos e implícitos con agentes del Estado, las gangues continuan con las actividades del tráfico de drogas dentro de las prisiones, con el reclutamiento de nuevos membros de forma consensual o forzada y con su adoctrinamiento. A cambio de estas posibilidades, las gangues se comprometen a “pacificar” el presidio y los barrios y comunidades desfavorecidas donde actuan. Asi, la subcultura criminal se recrea, fortalece y expande. La lectura precipitada que se hace de la situación actual de la guerra en las prisiones del norte y del nordeste es que el Estado perdió el control de los presidios. Contrariando este consenso, aquí se sostiene que la gestión prisional, que delega la organizacion del día a día en las cárceles a los presos y lideres de las gangues o grupos, constituye una forma de producción de control y de orden social muy efectiva. Los presos, organizados en gangues, son libres para realizar en las cárceles las mismas actividades criminales que los condenaron a la prisión. En ese sentido, ese topos del desvío que constituye la carcel, con su forma de gestión particular, produce y reproduce la permanencia de los pobres en el crimen, es decir, garantiza la perennidad del margen en la sociedad, el lugar donde las clases medias y las elites mas conservadoras desean que los pobres permanezcan. [1] Paixão, Antônio Luiz. 1987. Recuperar ou punir? Como o Estado trata o criminoso. São Paulo, Cortez. [2] Adorno, Sergio; Salla, Fernando. Criminalidade organizada nas prisões e os ataques do PCC. São Paulo, Estudos Avançados 21 (61), 2007. [3] Goffman, Erving. 1974. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Perspectiva. [4] Foucault, Michel. 2007 [1975]. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 33ª Edição. Petrópolis: Vozes.
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As “facções criminais” em Porto Alegre: dinâmicas e diálogos desde o cárcere (#6135)
Marcelli Cipriani 11 - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Abstract:
Este trabalho tem como objetivo investigar a emergência e manifestação atual das chamadas “facções criminais” no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Como ocorre com grupos criminais de outros estados brasileiros (Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, por exemplo), as “facções” gaúchas têm sua origem vinculada ao ambiente carcerário, que permanece sendo um de seus focos centrais de organização e angariação de poderes. Para possibilitar tal análise, foram aplicadas entrevistas com tópicos-guia com 05 apenados do Presídio Central de Porto Alegre (PCPA), entrevistas com roteiros semi-estruturados com 05 policiais militares em ofício no PCPA e com 05 operadores do sistema de justiça vinculados à execução penal. Paralelamente, foi feita uma recuperação histórica do fenômeno a partir da pesquisa bibliográfica e documental, esta última, em especial, com base em documentos oficiais e notícias de jornais sobre o estabelecimento carcerário em questão (suas instabilidades, superlotação, administração estatal, etc.) e sobre os mercados do tráfico de drogas local. A existência da Falange Gaúcha, primeiro desses grupos no município, foi reconhecida publicamente pela primeira vez em 1987, momento em que os motins, fugas em massa e homicídios dentro do PCPA eram intensos. O progressivo aprofundamento desse cenário fez com que, em 1995, a polícia militar passasse a gerir o local, com fins de conter tais ocorridos. Substituindo a Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE), que tradicionalmente vinha cumprindo a função, a medida não deveria permanecer por mais de seis meses, dado que tinha cunho emergencial. A situação, entretanto, já ultrapassa vinte anos, nos quais percebeu-se a redução da violência interna e a erradicação quase plena dos assassinados. Por outro lado, foi possível perceber, com o desenvolvimento da pesquisa, que essa mudança também está vinculada com a pulverização e o fortalecimento de “facções criminais” em áreas externas ao PCPA, sobretudo em bairros sócio-espacialmente segregados. Igualmente, se relaciona com a intensificação de seus conflitos, o que repercute no aumento da violência no município. Desde a criação da Falange Gaúcha, outros grupos criminais emergiram em Porto Alegre, e foram incontáveis as reorganizações nos modos de funcionamento, na distribuição de relações de força, e nos métodos usados para a conquista ou manutenção, por eles, de seus territórios urbanos. O estudo indica que esses movimentos, nos quais se incluem a distribuição dos apenados no PCPA, a disposição de “facções” para dialogar com policiais no presídio (e dos policiais para dialogar com “facções”), suas maneiras de organizar a vida cotidiana em galerias prisionais e de territorializar bairros, bem como a descentralização de suas lideranças – têm incidido na manifestação dos grupos em Porto Alegre ao longo das últimas três décadas, sendo tanto influenciados por mudanças ocorridas no PCPA, quanto as tendo influenciado.
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El costo humano en la construcción de los dominios territoriales en méxico (#6166)
MYRIAM RAQUEL FRACCHIA FIGUEIREDO 1;
KARINA KLOSTER
21 - UNIVERSIDAD PEDAGÓGICA NACIONAL-MORELOS. 2 - Universidad Autónoma de la Ciudad de México.
Abstract:
Desde hace varias décadas México vive una transición política hacia lo que aparentemente se observa como una ampliación de ciudadanía; pero paradójicamente, esta alternancia política coexiste con un sistemático proceso de eliminación de una parte de la población, entre los que se encuentran luchadores sociales, políticos y sociedad civil en general, como lo atestiguan los más de 150 mil muertos, 27 mil desaparecidos y decenas de miles de desplazados, sin contar los secuestros, las extorsiones, la trata, entre otras formas de violencia ejercidas sobre la misma. Un obstáculo epistémico en la observabilidad de este complejo proceso es la imagen de violencia instalada desde las esferas del gobierno. Desde nuestra perspectiva, el único modo de tratar de comprender qué sucede es buscar conocer los mecanismos de producción de las crecientes y variadas formas en que se producen en los últimos años, las bajas humanas. A través de un estudio sistemático de estas bajas, realizado a partir de la creación de una base hemerográfica en donde se registra las acciones que producen bajas humanas entre los años 2006 y 2012, hemos podido apreciar los modos en que éstas son el resultado de la actual configuración del estado del poder en el país expresada en la construcción de una territorialidad socioeconómica y política producto de una intensa interconexión entre el orden delictual y el legal, que involucra al gobierno en el ejercicio de los tres poderes del Estado.
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La construcción de una dominación territorial a partir de bajas humanas. Análisis comparativo de cuatro países latinoamericanos (#6237)
Karina Kloster 11 - Universidad Autónoma de la Ciudad de México.
Abstract:
Mucho se ha trabajado en la caracterización de Latinoamérica como región, tanto para establecer las características comunes como para comprender sus diferencias. El surgimiento de la violencia como dimensión de análisis, se está renovando últimamente debido a que varios países están pasando o han pasado por oleadas de profunda desintegración y desestructuración territorial con altos costos humanos. Es por esto que se hace necesario comenzar a caracterizar cuáles son los procesos, actores y víctimas de este escenario por el cual se está transitando. Es por esto que para alcanzar este objetivo se analizaron a partir de una base de datos hemerográfica comparativa, las bajas humanas producidas durante el año 2010, en cuatro países latinoamericanos con diferentes regímenes políticos: los casos de Colombia y México paradigmáticos como regímenes de continuidad neoliberal; y Argentina y Bolivia en donde la historia de la violencia política ha estado muy presente, ya que sufrieron históricamente varias interrupciones del régimen democrático con fuertes y sistemáticas represiones por parte del Estado a la población y respuestas organizadas y sostenidas de grupos armados contrainsurgentes, pero que durante el 2010 transitaron por un proceso de reconciliación y redistribución del ingreso, convirtiéndolos en paradigmáticos de la transición hacia modelos progresistas en el cono sur. Lo anterior para comenzar a hacer inteligibles cuáles son los conflictos que están en la base de las formas actuales de violencia, a partir de comprender las formas en que se produce la instalación de una dominación sobre los cuerpos.
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Drogas y crimen organizado en el siglo XXI: El tráfico de drogas en Uruguay y sus conexiones con México (#6584)
Gabriel Tenenbaum Ewig 11 - Instituto de Investigaciones Sociales de la Universidad Nacional Autónoma de México.
Abstract:
¿Por qué es interesante estudiar el crimen organizado en Uruguay? Entre otras líneas argumentales, siguiendo a Garat (2013), las organizaciones criminales de Medellín, Juárez y Cali lavaban dinero en el país desde los años ochenta. En los últimos años, han salido a la luz indicios que Uruguay es un territorio logístico para: la exportación de drogas a Europa[1], el refugio de traficantes de drogas mexicanos y colombianos[2], el lavado de dinero, en la mayoría de los casos, del tráfico de drogas de México, Colombia, Rusia y de grupos criminales extranjeros que operan en Argentina, entre otros[3]. La “Operación Campanita” en el año 2006 dejó entrever el nivel de complejidad del crimen organizado y el sentido que tiene Uruguay en el esquema internacional del mercado ilegal de las drogas. Recientemente sucedieron acontecimientos que conectan a grupos mexicanos, como Los Cuinis y el “cártel” de Sinaloa, con Uruguay[4]. De ahí que sea interesante indagar en el crimen organizado mexicano. Los casos reseñados solamente son algunos hechos puntuales que cobraron notoriedad en el acontecer nacional. El objeto de la ponencia se aboca a dimensionar el crimen organizado en materia de tráfico de drogas en Uruguay: los sentidos estratégicos que tiene el país en el mercado de las drogas ilegales, los grupos nacionales e internacionales del tráfico de drogas que operan en el territorio uruguayo, las estrategias que se implementan para ingresar el dinero sucio del tráfico de drogas en el mercado legal, los orígenes y tipos de drogas que se comercializan. Dimensionar el crimen organizado también implica mapear las zonas donde opera el tráfico de drogas en el país. Entiendo que la ponencia cobra mayor importancia en el contexto de las pioneras y prometedoras acciones respecto a la relación de la sociedad uruguaya con la marihuana. [1]Ver:http://www.elobservador.com.uy/presionados-eeuu-el-chapo-y-su-gente-llegaron-uruguay-n660281 Consultado el 22/08/2016. [2]Ver: http://www.excelsior.com.mx/global/2015/07/23/1036257 Consultado el 22/08/2016. Ver:http://www.lr21.com.uy/justicia/270157-el-narco-mas-poderoso-de-colombia-tendria-estancias-en-lavalleja-y-apartamentos-de-lujo-en-punta-del-este Consultado el 23/08/2016. [3]Ver: http://www.excelsior.com.mx/nacional/2016/04/24/1088403 Consultado el 22/08/2016. Ver:http://www.elobservador.com.uy/los-narcos-mexicanos-del-cartel-los-cuinis-lavaron-al-menos-us-10-millones-uruguay-n901865 Consultado el 22/08/2016. Ver:http://www.elobservador.com.uy/compinches-del-chapo-compraron-campo-us-442000-lavalleja-n660493 Consultado el 22/08/2016. Ver:http://www.elpais.com.uy/que-pasa/informe-lavado-dinero-intocables-justicia.html Consultado el 23/08/2016. [4] Ver las referencias en los pies de páginas 29 y 31.
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El impacto de las violencias derivadas del narcotráfico y la delincuencia en México y Colombia (#6801)
Martha Elisa Nateras González 1;
Paula Andrea Valencia Londoño
2; Eduardo Antonio Ariza Triviño
21 - Universidad Autónoma del Estado de México. 2 - Universidad de Medellín.
Abstract:
América Latina se caracteriza por ser un continente con altos niveles de violencia, pero todo parece indicar que no hay un patrón general al respecto, pues se mantienen claras diferencias por región en el continente. Algunos países tienden a tener tasas relativamente bajas, como Argentina, Uruguay, Chile, Costa Rica, Bolivia; otros, en cambio, casi siempre registran tasas superiores, como México, Colombia, Brasil, Venezuela, El Salvador, Guatemala. En el caso de México, el incremento de la violencia asociada al narcotráfico, para algunos especialistas, es resultado de la guerra declarada al narcotráfico por parte del ex presidente Felipe Calderón, que lo único que provocó fue una ola de violencia, impunidad y miedo entre la ciudadanía. Así como a la aparición de algunos grupos delictivos como los Zetas, La Familia Michoacana, Los Caballeros Templarios y el Cártel Jalisco Nueva Generación, que tienen una fuerte relación con el mundo del narcotráfico y por la ola de violencia que su dominio y la lucha entre grupos ha provocado en algunas regiones del país. En el caso Colombiano, desde hace casi 60 años el uso privado de la violencia ha sido el mecanismo privilegiado para el control social y territorial por parte de los diferentes actores armados. Actores de diversos orígenes: políticos, criminales, ideológicos, pero que a lo largo de la historia del país presentan claros procesos, no solo de antagonismo, sino de complementariedad, que hacen borrosa la línea que separa la violencia derivada del narcotráfico de la violencia producto de actores del conflicto armado, como guerrillas o paramilitares. No obstante, nuestras cifras superan todos los limites, en la época más cruenta de la “Guerra contra el Estado” declarada por el “Cartel de Medellín”. Sin embargo, los análisis han privilegiado una lectura política del actor armado, descuidando la valoración de los costos sociales de esta violencia. En este sentido, más allá de su impacto en el desarrollo económico, las violencias derivadas del narcotráfico y la delincuencia afecta el tejido social, generan costos sociales que impactan en las relaciones interpersonales y en la calidad de vida de la personas y tienen efectos multiplicadores. Para analizar el impacto de las violencias en México y Colombia es fundamental reconocer que las violencias son el resultado de las violencias estructural y la simbólica, pero que también existen factores de riesgo que crean condiciones detonadoras para su escalada. Por tanto, se parte de la premisa que tanto el origen, la expresión e intensidad de las violencias es diversa en cada territorio. Por lo anterior, el objetivo de esta ponencia es dar a conocer parte de los resultados de una investigación cuyo fin es el de identificar y analizar los costos sociales de las violencias en los diferentes ámbitos del desarrollo de las sociedades mexicana y colombiana.
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JUVENTUD Y PANDILLAS EN EL SALVADOR (#8074)
Luis Armando Marquez Rodriguez 11 - World Vision El Salvador.
Abstract:
El fenómeno de las pandillas en El Salvador se ha convertido en una problemática que trascendido la tendencia de ser un simple problema de violencia juvenil y control de territorios. Las pandillas de El Salvador en su mayoría están integradas por jóvenes que rondan las edades 12 a 25 años de edad, se ha convertido en un problema de preocupación nacional que afecta de forma directa a los diferentes sectores de la sociedad salvadoreña. El abordaje de este trabajo se enfoca de forma particular en la relación directa que existe en la base de su organización y la estructura de estos grupos, en la que jóvenes y hasta en algunos casos niños son los miembros activos de estos. Se parte de un enfoque histórico que marca el precedente y el origen de estas formas de organización de pandillas juveniles, que en la actualidad ya se les considera como grupos terroristas por la capacidad de acción, organización y terror que generan en las personas civiles. El enfoque se hace desde una perspectiva de análisis y documentación a partir de algunos artículos y estudios de casos que se tienen de miembros de pandillas y personas vinculadas ellos, se han tenido consideraciones discrecionales para poder hacer un trabajo de esta área. Ya que el riesgo en el que se incurre al abordar este tipo de temas puede ser muy peligroso para los académicos e investigadores.
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Acoplamiento y funcionalidad sistémica. Los vínculos entre el crimen organizado de drogas y las estructuras sociales. (#8131)
Edgar Guerra 11 - Centro de Investigación y Docencia Económicas, CIDE.
Abstract:
A once años de la guerra del Estado mexicano contra el crimen organizado de drogas se han multiplicado sus efectos y consecuencias no deseados. En efecto, la intervención militar y el uso de la fuerza pública han traído consigo la fragmentación de las otrora grandes organizaciones criminales, lo que ha derivado en el crecimiento de la tasa de homicidios, un cambio cualitativo en la forma de la violencia criminal, la diversificación de la paleta de delitos cometidos por las organizaciones criminales, el aumento de casos de desapariciones forzadas y fenómenos masivos de desplazamiento forzado. Los indicadores de estos procesos son elocuentes y apuntan más a anunciar el fracaso de la guerra contra las drogas y a repensar los límites del paradigma prohibicionista que la sustenta. En este sentido, distintos estudios han señalado la necesidad de encontrar las causas de este fracaso. De ahí que se hayan publicado desde análisis de las estrategias militares, hasta estudios sobre los flujos de las sustancias psicoactivas ilegales. En este sentido, mucho se ha estudiado sobre la situación de las comunidades (semi)rurales vinculadas con la producción de drogas y el respaldo social que brindan al campo criminal. Por tanto, esta ponencia contribuye a entender el acoplamiento entre el campo criminal y su respaldo social a través del análisis de la función que el crimen organizado de drogas ha jugado en la resolución de problemas y conflictos comunitarios, así como el análisis de la sustitución que las organizaciones criminales han hecho de instituciones estatales y de la forma en que el gen criminal se ha inoculado en contextos semirurales. A través de un estudio de caso, y mediante una metodología cualitativa de tipo etnográfico, reconstruyo la historia del tráfico de drogas en una localidad de Michoacán, México y muestro cómo el crimen organizado se convirtió en este factor de mediación y resolución de problemas que correspondería al Estado. El trabajo discute las teorías convencionales sobre el crimen organizado de drogas y las critica desde una perspectiva sistémica.
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Delito organizado en el Cono Sur: tendencias y nuevos desafíos (#9042)
Clara Musto 1;
Nicolás Trajtenberg
1; Damián Zaitch
21 - UDELAR. 2 - Universidad de Utrecht.
Abstract:
Existe en el Cono Sur una creciente preocupación ante el desarrollo de nuevas formas de delito organizado. El continente latinoamericano enfrenta una serie de nuevos desafios que llaman a la necesidad de estudios más rigurosos y una mayor preparación desde los gobiernos, investigadores y sociedades en su conjunto. Algunos de los desafíos mas visibles de este nuevo fenómeno son: la aparición de mercados ilegales de drogas particularmente violentos en ciudades que históricamente habían tenido tasas de homicidios relativamente bajas, como Rosario (Argentina) o Montevideo (Uruguay); el tráfico ilegal de personas en un contexto de aumento de la punitividad en el control de las fronteras; corrupción y delitos financieros de gran escala que amenazan la estabilidad de los gobiernos de forma estructural y sistemática; o los crecientes daños sociales y medioambientales derivados del mal uso de tecnologías en el sector agropecuario. En este contexto, se propone analizar el estado del conocimiento en torno al delito organizado en América Latina. Más específicamente, se introducirán primero las principales perspectivas teóricas y metodológicas que han guiado la producción de investigación sobre delito organizado a nivel global. A continuación, se presentará la evolución del estado del arte sobre delito organizado en América Latina, diferenciando temas, poblaciones de estudio y principales marcos teóricos-metodológicos utilizados. Por último, se reflexionará sobre los desafíos de investigación y prevencion en esta temática en la region del Cono Sur.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Análisis comparativo sobre la percepción de la corrupción entre estudiantes de universidades públicas y privadas. (#5367)
Evangelina Tapia Tovar 1;
Olivia Sánchez García
1;
José Ramiro Alemán López
1; Magaly Alejandra Orenday Tapia
11 - Universidad Autónoma de Aguascalientes.
Abstract:
La ponencia presentará los resultados de un análisis estadístico exploratorio entre estudiantes universitarios de instituciones públicas y privadas, sobre cómo perciben la corrupción en diferentes instituciones, en el país y en su ciudad; además de indagar sobre su autopercepción y grado de participación en conductas relacionadas con la corrupción escolar y social. Los datos provienen de una encuesta aplicada a estudiantes de tres universidades públicas y tres privadas que concentran la mayor población de este nivel en Aguascalientes, México. La importancia de conocer la opinión de los universitarios, radica en generar la posibilidad de reestructurar las líneas de confiabilidad hacia las instituciones en las que se insertarán como profesionistas en un futuro inmediato, además de dilucidar su participación como ciudadanos para la construcción de una mejor sociedad. Los datos provienen de la investigación en proceso “Análisis comparativo que sobre la corrupción tienen los estudiantes universitarios”, desarrollada en la Universidad Autónoma de Aguascalientes, dentro del Programa de Investigación en Estudios Culturales (PIECU).
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La “funcionalidad” de la corrupción, condiciones y criterios epistemológicos para una ruptura con la dicotomía público-privado. (#4583)
Fabian Doñu Castro 11 - Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo.
Abstract:
Diversas investigaciones provenientes de las múltiples perspectivas y disciplinas que analizan el fenómeno parecen converger en algún punto de sus indagaciones en que la corrupción ha tenido o tiene un papel “funcional”, si bien lo que las disciplinas refieren como funcional en un primer momento se limita a una utilidad inmediata, su intención implícita es en última instancia hacer referencia a una funcionalidad sistémica. La imposibilidad de este planteamiento sistémico ha sido producto de condiciones epistemológicas limitantes, principalmente la hegemonía explicativa de la dicotomía público-privado, donde la mayoría de las investigaciones se suscriben al análisis de las formas públicas de corrupción apenas pudiendo señalar posibilidades en lo privado y volviéndose incapaces de concebir las diversas formas de corrupción existentes fuera y más allá de las instituciones públicas. Sumando a esto una parcelada producción disciplinaria y la desorientación por multiplicidad de formulaciones. Ante tal panorama esta investigación retomo para si la empresa de investigar si la corrupción es funcional en el sentido de su significado para la reproducción de la totalidad social evitando para tal objetivo limitarse a una explicación causal por correlación de variables buscando más bien proponer al fenómeno en nuevos términos teórico sociológicos, a saber, estructural funcionalistas con lo cual poder explicar su persistencia y regularidad. Romper con el límite público-privado disciplinario para observar a las diversas acciones corruptas como un latente potencial democratizado en todos los individuos como unidades constitutivas de lo social para después plantear puntualmente los criterios que tipifican como funcional a la actividad corrupta implico desde las diciplinas: formular a partir de la tendencia estructuralista de trasfondo en los análisis disciplinarios: primero, un mapa que respondió a la necesidad de organizar las diversas posturas y visiones de las disciplinas así como de los conceptos necesariamente implicados en el fenómeno, a saber: poder, cultura y racionalidad con arreglo a fines. Segundo, un concepto de corrupción versátil, elemental a todas sus formas pero especificable por conjugación de elementos accesorios previamente señalados para captar sumariamente los efectos de la corrupción proyectando sus magnitudes en el plano societal. Y tercero, seleccionar una de sus formas empíricas más extendidas en lo social: el soborno policial para guiar tal incursión sistémica. Mientras que desde la teoría sociológica, a partir de la obra el Sistema Social (1951) de Talcott Parsons, esta primera versión de las unidades constitutivas de lo social y del fenómeno aportadas por las investigaciones disciplinarias, fue traducida y formulada en términos sistémicos de estructura estatus-rol democratizando el potencial de corrupción a todos los individuos más allá de las distinción público-privado a partir de: a) plantear al poder como un atributo inherente al ejercicio de todo estatus-rol y como medio simbólico generalizado y b) plantear la omnipresente determinación del sistema cultural como origen valorativo de toda propuesta corrupta.
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LA LUCHA CONTRA LA CORRUPCIÓN Y LA IMPUNIDAD (#6274)
Abstract:
LA LUCHA CONTRA LA CORRUPCIÓN Y LA IMPUNIDAD[1] Leif Korsbaek[2] ABSTRACT Es costumbre ver la corrupción y la impunidad como problemas éticos que requieren una solución moral, y es cierto que los dos problemas tiene un aspecto moral y ético. Sin embargo, prefiero verlos como problemas estructurales que reflejan la debilidad del estado en la periferia del capitalismo: la corrupción es un impuesto que sencillamente no se paga al estado y la impunidad coloca el poder fuera del estado también. El estado tiene una serie de prerrogativas: cobrar impuesto, administrar la justicia y el poder que hoy en día se llama “público”, controlar la educación pública y la salud, entre otras, y todas esas prerrogativas se fundamentan en las obligaciones del estado que expresa la constitución, a defender los derechos de los ciudadanos. Sin embargo, la debilidad del estado se manifiesta en su incapacidad de defender los derechos de los ciudadanos, con el resultado de que cada ciudadano se tiene que defender a sí mismo, o bien organizarse para defender sus derechos. Quisiera presentar un notable ejemplo de un grupo de ciudadanos peruanos que en diciembre 1976 crearon la organización de la “ronda campesina”, una organización que en pocos años llegó a cubrir todo el país, y que sigue existiendo hasta el día de hoy. No es solamente notable que la ronda campesina sigue existiendo después de más de un cuarto de siglo, es tal vez más notable que, como he señalado en otra ocasión, “que yo sepa, la ronda campesina es la única institución netamente comunitaria que ha llegado a tener presencia a nivel nacional”. La ronda campesina constituye una solución práctica a un problema estructural. [1] Ponencia para el Grupo de Trabajo 23 “Corrupción, Violencia Social, Seguridad y Defensa” del XXXI Congreso ALAS en Montevideo, a celebrarse en diciembre 2017. [2] Antropólogo Social de la Universidad de Copenhague, Dinamarca, Doctor en Ciencias Antroológicas por la Universidad Autónoma Metropolitana Iztapalapa, México D. F. Profesor-Investigador de Antropología Social en la División de Postgrado de la Escuela Nacional de Antropología e Historia (ENAH).
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Escándalos Políticos y Corrupción. Debates teóricos sobre la importancia de estos para la calidad de la democracia y la confianza institucional. (#8656)
JUAN ALBERTO CASTAÑEDA ALCAINO 11 - universidad alberto hurtado.
Abstract:
La propuesta de ponencia busca analizar el fenómeno de los escándalos políticos y la corrupción desde un plano teórico, metodológico y empírico. En este sentido, se analizarán los principales enfoques teóricos de los escándalos y la corrupción política desde la Ciencia Política, la Sociología y la investigación en Comunicación. Se discutirán las principales líneas de investigación a nivel internacional destacando la importancia de los medios de comunicación en la construcción del escándalo y de la corrupción, sus efectos sobre la confianza institucional, la calidad de la democracia y su posible vinculación con el malestar hacia la democracia. La ponencia se orientará en analizar la relevancia de los escándalos políticos y la corrupción presentes para el caso chileno desde los años 2005 a 2015, indagando por las principales repercusiones de estos en un contexto de desafección hacia la política, las instituciones del régimen democrático, la erosión de las figuras de autoridad en la principales instituciones de la sociedad chilena entre las que destacan las vinculadas al sistema político (Partidos y Congreso Nacional), las relacionadas con el orden y la seguridad (FF.AA. y Carabineros), junto con aquellas que orientan normativa y éticamente a los ciudadanos (principalmente figuras de la Iglesia Católica). La ponencia finalmente abordará los escenarios posibles del fenómeno de los escándalos tanto para el caso nacional como para el regional, destacando aquellos que se relacionan con la corrupción política, el tráfico de influencias o la transgresión de normas éticas consideradas como relevantes para la sociedad latinoamericana. Referencias bibliográficas. Cabrera, J. O. P. (2008). Causas políticas y consecuencias sociales de la corrupción. Papers: revista de sociología, (88), 153-164. Frederic, S. (2004). Buenos vecinos, malos políticos. Moralidad y política en el Gran Buenos Aires. Buenos Aires: Prometeo. Jacobsson, K. y E. Löfmarck. (2008). A Sociology of Scandal and Moral Transgression. Acta Sociologica September 2008.Vol 51(3): 203–216.Nordic Sociological Association and SAGE. Jiménez Sánchez, F. (1994). Posibilidades del escándalo político como una forma de control social. Revista Española de Investigaciones Sociológicas (66), 07-36. Mönckeberg, M. (2015). La máquina de defraudar. Los casos Penta-Soquimich. Santiago: Penguin Random House. Seligson, Mitchell (2002). The Impact of Corruption on Regime Legitimacy: A Comparative Study of Four Latin American Countries, Journal of Politics, 64(2), pp. 408-433. Rosanvallon, P. (2007). La Contrademocracia. La política en la era de la desconfianza. Buenos Aires: Editorial Manantial. Sherman, L. W. (1978). The Mobilization of Scandal, en L. Sherman, Scandal and Reform: Controlling Police Corruption. Berkeley: University of California Press. Thompson, J. (2001). El escándalo político: poder y visibilidad en la era de los medios de comunicación. Madrid: Editorial Paidós.
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A CONSTRUÇÃO DOS ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO: repertórios interpretativos das revistas Veja e Carta Capital sobre a operação Lava-Jato (#6848)
Túlio Gonçalves Gomes 1; Cíntia Rodrigues de Oliveira Medeiros
11 - UFU.
Abstract:
A corrupção é uma transgressão que tem sido protagonista nas manchetes dos meios de comunicação no Brasil. Presente essencialmente no meio político, a corrupção se arrasta por diversos outros setores, emergindo na surdina dos bastidores, em esquemas que envolvem conluios e segredos. Para que a corrupção se torne um escândalo, é preciso que essa transgressão seja levada ao conhecimento do público, sendo esse o papel da mídia. No ano de 2014, foi deflagrada a operação denominada Lava Jato, pela Polícia Federal, que já é considerada a maior operação contra a corrupção de todos os tempos, no Brasil. As investigações se iniciaram tendo como foco um grupo de doleiros, e, posteriormente, descobriu-se um esquema de desvio de dinheiro público instalado dentro da maior empresa estatal brasileira, a Petrobras, transformando-se em um escândalo. Quando a mídia nacional e internacional tornou o escândalo público, esse veio acompanhado de muitas implicações para a sociedade, indivíduos e organizações envolvidos. Reconhecendo que a sociologia da corrupção e a sociologia dos escândalos estão imbricadas, estabelecemos como objetivo geral desta dissertação identificar e analisar discursivamente os repertórios interpretativos da mídia sobre os escândalos de corrupção no caso da Operação Lava Jato, no primeiro ano após a sua deflagração. Primeiramente, apresentamos conceitos e perspectivas teóricas acerca das temáticas da corrupção e os componentes dos escândalos. Em seguida, através de uma pesquisa documental, selecionamos 114 reportagens para análise nas duas mídias escolhidas, sendo elas as revistas de circulação semanal Veja e Carta Capital. Para operacionalizar a pesquisa, nos orientamos por três questões: (1) quais repertórios interpretativos sobre corrupção são utilizados pela mídia ao reportar os casos em estudos? (2) quais perspectivas teóricas sobre corrupção surgem nos discursos da mídia? (3) as implicações dos esquemas de corrupção surgem nos discursos? Se sim, de que forma elas se manifestam? Os resultados levaram à identificação de três principais repertórios interpretativos em cada uma das revistas, os quais reforçam uma diferença de posicionamento entre as duas. Os repertórios utilizados pela revista Veja estão no sentido de oposição ao partido do governo à época, o PT; e os repertórios da revista Carta Capital buscaram demonstrar que a corrupção é um mal geral de todos os partidos, e que a mídia deveria apenas informar o leitor, e não tentar influenciar em favor de determinado partido ou outro.
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Corrupción como forma de resistencia. (#1049)
José Carlos Esquer Gutiérrez 11 - Universidad Nacional de Costa Rica.
Abstract:
Regularmente, cuando se aborda la corrupción y sus figuras existe una limitación en analizar grandes casos de corrupción gubernamental donde se involucran grandes cantidades de dinero y el poder es ejercido en redes elitistas. Mi propuesta consiste en pensar la corrupción no como un fenómeno ya dado, sino como un entramado multiforme socio-histórico, cultural y económico que se modifica con base en su contexto específico. La realidad del contexto latinoamericano posibilita diversas formas de interpretar el concepto de corrupción. Existe una falta de acuerdo conceptual que supone una problemática que ha impedido el funcionamiento total y parcial de las instituciones y, por lo tanto, de cualquier política pública enfocada al combate de la corrupción; sin embargo, actualmente se puede observar una convivencia orgánica entre la corrupción y el funcionamiento de las instituciones. El interés de esta investigación se centra específicamente en reflexionar acerca de lo que he denominado como corrupción de resistencia y las representaciones sociales que existen sobre ella. Para ello, abordo lo anterior desde la concepción subjetiva del movimiento social y hago énfasis en las múltiples expresiones imaginativas existentes a lo largo de los países latinoamericanos en una comparación centrada en los fenómenos culturales. Todo esto trastoca la capa entre lo legal y lo legítimo, los procesos de institucionalización, de subjetivación, de identidad y estudios sobre el Estado. El presente estudio es el proyecto de investigación que realizo en el posgrado de Estudios Latinoamericanos en la Universidad Nacional de Costa Rica y consiste, metodológicamente, en una revisión socio-histórica de los procesos culturales en Latinoamérica que han sido fundamentales para la reflexión de la corrupción. Además, es también una investigación de corte mixto que pretende, por medio de entrevistas focalizadas, abordar la representación social de la corrupción en Costa Rica y, por medio de datos estadísticos, conocer los índices de percepción de la corrupción en los países latinoamericanos. Por último, es importante mencionar que la investigación también es un estudio comparativo entre los datos obtenidos recientemente y mi tesis de licenciatura donde abordé la misma problemática en la Ciudad de México en 2014.
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Corrupção, conflito armado e violência como produto das práticas e relações sociais (#0217)
Jean Fabien 11 - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP).
Abstract:
O presente trabalho objetiva, primeiramente, entender como corruptos e corruptores se relacionam entre si para chegar à corrupção e mostrar que se, de um ponto de vista lógico e racional, devermos admitir que não exista corrupto sem corruptor, sem um terceiro como vítima ou cumplice, então, a corrupção merece ser entendida como um tipo de relação social na qual dois atores assinam, tacitamente, um pacto. O segundo objetivo consiste em problematizar a relação entre corrupção, violência e conflito na perspectiva de ressaltar se violência e conflito não seriam causas e consequências da corrupção ao mesmo tempo. Assim, partindo destas problemáticas, o artigo levará em consideração a literatura teórica já existente sobre o tema e analisará a corrupção como um fenômeno social a fim de chegar a ressaltar que a corrupção não é uma patologia social, mas uma prática social que se enquadra hoje dentro de uma certa normalidade social de pensamento e comportamento.
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Efectos de la corrupción sobre el crecimiento, la violencia y la pobreza: un análisis estadístico para los departamentos de colombia. (#1151)
Jorge Enrique Saiz Vélez 1; Jesús María Cárdenas Beltrán
11 - Universidad de la Salle.
Abstract:
La corrupción es un delito que permea a todos los países en mayor o menor grado, minando la confianza de las personas hacia las instituciones y reduciendo los recursos para educación, salud e infraestructura entre otros. Para el caso de Colombia, la Procuraduría General de la Nación, estima que la corrupción en el sector público disminuye en cerca de 20 billones de pesos al año los presupuestos oficiales. De acuerdo con los archivos de esta entidad, entre mayo del 2013 y junio de 2016, dos mil ochocientos noventa y dos (2.892) funcionarios públicos entre gobernadores, alcaldes, concejales y congresistas, han sido sancionados por actos de corrupción. Los efectos económicos, sociales y ambientales de la corrupción son importantes tanto de establecer como de controlar. Sin embargo, el predominio de aspectos culturales y políticos complejos y heterogéneos, junto a la diversidad de metodologías empleadas para medir la corrupción, se han constituido en factores que no han permitido de una manera generalizada establecer la hipótesis de que la corrupción disminuye a una tasa significativa el crecimiento económico de los países o regiones, aumentando aceleradamente la pobreza y el deterioro de las condiciones sociales de la población. Un delito como este, implica información que proviene de indicadores sujetos a deficiencias y limitaciones en cuanto a su generalidad y alcance. La gran mayoría de los trabajos que a nivel mundial se han realizado sobre los efectos de la corrupción, han utilizado como indicadores encuestas a gerentes de empresas, periodistas e investigadores; factor que es eventualmente puede evidenciar subjetividades de orden económico y/o político. La ponencia, es el resultado de un trabajo de investigación donde se utilizó un modelo estadístico de mínimos cuadrados ordinarios, (MCO) para estimar el impacto de la corrupción sobre el crecimiento económico y la pobreza en 23 departamentos de Colombia en el período 2008 -2014. Como valor agregado, se emplearon dos indicadores de corrupción: los fallos de responsabilidad fiscal proferidos por las Contralorías Departamentales de Colombia y el número de integrantes de la Fuerza Pública sancionados en el periodo de estudio por este delito. Como indicadores sociales, se utilizaron en el modelo la pobreza monetaria, la tasa de homicidios, la pobreza extrema, el coeficiente de GINI (inequidad en la distribución del ingreso) y la tasa de desempleo.
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Construção e consolidação da agenda anticorrupção: o papel das instituições internacionais (#1874)
Abstract:
O presente trabalho aborda as mudanças ocorridas no tratamento dado ao tema da corrupção nas duas últimas décadas. Mais especificamente, analisa o processo de construção de agendas anticorrupção desenvolvidas a partir da ação de diversas instituições internacionais. Além disso, pretende-se formular um modelo explicativo não apenas para o surgimento dessas agendas, mas também para o fato de terem elas se diversificado, multiplicado e tornado cada vez mais autônomas em anos recentes. Argumenta-se, assim, que a história da agenda anticorrupção pode ser dividida em dois momentos. Em primeiro lugar, houve um processo que pode ser caracterizado como de consolidação. Diferentemente de interpretações correntes, o surgimento dessa agenda não será tratado como uma derivação mecânica de alinhamentos e mudanças geopolíticas características do último quarto do século XX. Antes, a consolidação da agenda anticorrupção (note-se: tratada nesse período, ainda, no singular) e suas propriedades específicas estão relacionadas 1) ao estabelecimento de um consenso teórico e normativo sobre o papel do Estado em sociedades modernas e 2) a interesses específicos e mediados de atores geopolíticos. Sendo assim, as características desse consenso são analisadas na primeira seção do trabalho. A consolidação da economia política dita neoclássica e do neoinstitucionalismo como principais correntes teóricas da ciência política e da economia é o eixo central para a compreensão do tipo de agenda anticorrupção desenvolvida nos anos 1990. Para apresentar esse argumento, é descrito o desenvolvimento histórico do debate acadêmico sobre o tema da corrupção, considerando diversas perspectivas disciplinares, teóricas e metodológicas. Tendo analisado os aspectos fundamentais que condicionaram a inserção da corrupção como um tema pertinente na agenda de diversas organizações internacionais, a segunda parte do texto tratará do desenvolvimento diferencial que algumas dessas organizações deram ao combate à corrupção. O objetivo dessa análise é demonstrar a pluralidade de discursos e tratamentos sobre a corrupção, explorando diferenças e similaridades existentes entre os documentos abordados. Na medida em que organizações particulares – ONU, Fundo Monetário Internacional, etc. - possuem modelos organizacionais, objetivos e culturas institucionais próprias, é possível identificar desenvolvimentos específicos – o que leva, assim, à abordagem que considera a existência de agendas, no plural, de combate à corrupção. Argumenta-se, assim, que ainda que seja possível identificar uma origem comum – do ponto normativo e político – para os esforços anticorrupção, não é correto submeter todos esses espaços a uma análise unidimensional. Na seção final do trabalho serão discutidas as interpretações existentes sobre o surgimento da agenda anticorrupção. O argumento apresentado é que qualquer interpretação desse tipo deve levar em conta não apenas as características de um discurso anticorrupção, mas também as interações institucionais e as diferenças objetivas entre documentos, recomendações e provisões construídas por atores internacionais em interação.
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Soborno Corporativo como Institución (#2673)
Gustavo Yepes López 1; Julián Mauricio Cruz
11 - Universidad Externado de Colombia.
Abstract:
Para los economistas institucionalistas la corrupción no solo es solo un problema orden legal, económico, antropológico o psicológico, sino social, el cual esta íntimamente relacionado con el tejido social y la cultura. Con el fin de establecer la situación del soborno como institución en el sector empresarial, se tomó la información de la Encuesta Nacional sobre Prácticas Contra el Soborno en Empresas Colombianas, realizada por la Universidad Externado de Colombia y la Corporación Transparencia por Colombia (Capítulo Transparencia Internacional) que cuenta de una década de percepciones y prácticas corporativas contra el soborno (datos 2008, 2010, 2012, 2014 y 2016) de los gerentes de primero, segundo o tercer nivel, de una muestra de las empresas de las ocho principales ciudades del país. A partir de estos datos se crean índices, mediante análisis factorial, en tres ejes fundamentales, el cumplimiento de las reglas (instituciones), el conocimiento sobre las mismas y los hábitos percibidos. Estos índices permiten conocer las relaciones y las características entre cada uno de estos aspectos, dando respuesta las siguientes inquietudes: La incidencia del conocimiento de la regla en el cumplimiento de la misma. La frecuencia de incumplimiento de las reglas a pesar de ser conocidas. La relación existente entre el cumplimiento de las reglas, el conocimiento de las reglas y la percepción sobre los comportamientos empresariales. Obteniendo un panorama del soborno en Colombia como resultado práctico y una propuesta de modelo de medición del soborno como institución como resultado teórico.
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Terceiro Setor e o debate da Corrupção em “ Quanto vale ou é por quilo? ” (#2785)
Fabiana Pinto De Almeida Bizarria 1; Ana Rita Rogério Maia Nogueira
1; Flávia Lorenne Barbosa Sampaio
1; Antonia Márcia Rodrigues Sousa
21 - Universidade de Fortaleza. 2 - Faculdade Luciano Feijão.
Abstract:
Numa perspectiva crítica, atribui-se que as organizações do terceiro setor surgem na esteira do processo de expansão da lógica neoliberal de condução dos governos das economias capitalistas centrais. A ideia é formulada a partir de um recorte do social em esferas: o Estado (primeiro setor), o mercado (segundo setor) e a sociedade civil (terceiro setor). Nesse cenário, o terceiro setor teria surgido para resolver o problema da dicotomia entre público e privado; o público identificado sumariamente com o Estado e o privado considerado como o mercado, concepção de inspiração liberal. Ciente da necessidade de discutir a gestão no terceiro setor sob a ótica capitalista, a pesquisa toma como campo de estudo o filme “quanto vale ou é por quilo? ”, escolhido em função de o enredo projetar discussões críticas sobre o terceiro setor, especificamente pela abordagem empresarial deste. Ainda, por meio do filme, busca-se a gênese da corrupção atrelada às histórias narradas, com base na lógica da razão instrumental (RAMOS, 1981). A indagação condutora diz respeito aos impactos da racionalidade gerencial, assumida como instrumental, que pode levar as organizações sociais a se concentrarem na participação restrita e no alcance de metas de curto prazo, perdendo em essência sua efetiva ação junto à transformações sociais mais amplas e, assim, refletir em problemas sociais estruturantes da realidade brasileira, no caso, a corrupção e a criminalidade. Assim, tangenciado a crítica sobre a própria existência do terceiro setor, enfatiza-se que a organização social, que virou sinônimo de modernização da ação social, tem anunciado a necessidade de modernização gerencial do próprio terceiro setor. Nesse sentido, dialoga-se sobre a gestão participativa numa perspectiva cidadã, a medida que enseja modelo de gestão mais atinente ao paradigma da boa sociedade (RAMOS, 1981). Como a agenda crítica deve também ser propositiva (RAMOS, 1981, SANTOS, 1999), a análise fílmica conduz argumento para sustentar que a gestão participativa, numa lógica substantiva, abre possibilidades de superação da corrupção que assola o setor, representado no filme; e, ainda, oportuniza discussões sobre terceiro setor diante do paradigma da boa sociedade (RAMOS, 1981), agregando flexibilidade, criatividade e sensibilidade (TENÓRIO, 2006; TEODÓSIO, 2002). Nesse escopo, têm-se que cidadania e transformação social são conceitos ligados à ideia de conquista por meio da participação e, por isso, a participação requisitada à gestão participativa do terceiro setor é um debate crítico, capaz de buscar formas de emancipação social, sendo esta luta por condições sociais de vida digna (SANTOS, 1999). Têm-se, portanto, que a emancipação torna-se possíveis quando a comunicação na esfera pública contribui com a formação de um espaço público democrático, mais próximo da realidade dos sujeitos envolvidos, permitindo um agir com base comum de interesses (HABERMAS,1982).
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El sistema estatal anticorrupción: falacia o realidad. (#5203)
Yarabi Avila Gonzalez 11 - UNIVERSIDAD MICHOACANA.
Abstract:
Sin duda el tema de la corrupción y su combate, la búsqueda de su erradicación se pierde en la noche de los tiempos, sin embargo es conveniente al tocar este tema, medular en la historia de la humanidad, para no caer en la estridencia que quien exhibe este mal y se preocupa por señalarlo, termine en ser un ejemplo de ello. La historia de la humanidad muestra un sinfín de prácticas que van en contrasentido de los valores de convivencia que ya en el Libro de Ezequiel, en el capítulo 22 se lamenta de la generalizada corrupción de los habitantes de Jerusalén y la actitud venal de los jueces. La caída de Roma tiene que ver con la venta de cargos públicos y con la venta de sentencias judiciales al mejor postor, verbigracia el famoso alegato de Cicerón en contra de Cayo Verres (115-143 a. c.) En el Renacimiento si bien se identifica con el florecimiento de lo mejor del ser humano, también se reconoce el enorme crecimiento de la corrupción, Maquiavelo en su Historia de Florencia, lamenta este hecho último, según el Estatuto de 1415 La corrupción llega a México con los conquistadores al influjo de la Cruz y de la Espada, que sustenta su poder sobre la ignorancia y el abuso al débil, y que Vasconcelos señalo que frente a la adversidad y la segregación la raza cósmica se alza trascendente, cuya frase está en el escudo de la Universidad Nacional Autónoma de México; “Por mi raza hablara el espíritu”. Y es que la corrupción es tan vieja como la civilización y debe ser una preocupación permanente combatirla, pero no nos equivoquemos pretendiendo imponer visiones ideológicas, de alta rentabilidad electoral o partidista, no, ese no es el camino por que al hacerlo caemos en lo que criticamos y lo peor que nos puede pasar es convertirnos en una sociedad de cínicos. La Encuesta Nacional de Victimización y Percepción sobre Seguridad Pública (ENVIPE) de 2015, arrojó resultados alarmantes para México y en particular para el Estado de Michoacán, colocando a la inseguridad como principal problema, seguido del desempleo y la pobreza, teniendo a la corrupción como sustento de ellas. Lo anterior nos indica, que de no combatirla en todos los frentes posibles, con acciones estratégicas desde el Estado y sus instituciones, con programas sociales, educativas, hasta buscar que el sujeto cambie por sí mismo, estaremos pronto en una crisis de consecuencias inimaginables, de allí de impulsar con urgencia un Sistema Estatal Anticorrupción que brinde transparencia, certeza, certidumbre e independencia. Propone: Yarabí Avila González Es Profesora de la Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo. Doctora en Gestión y Políticas Públicas, actualmente Diputada Local por el PRI en la LXXIII Legislatura del Congreso de Michoacán de Ocampo, México. Defiende esta iniciativa en foros estatales y nacionales.
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Cultura política, corrupción y gobernabilidad en un espacio local (#6712)
Gustavo Alberto Reyna Arauco 1; Marisol Condori Apaza
11 - Universidad Nacional del Centro del Perú.
Abstract:
RESUMEN La presente ponencia, da a conocer un estudio de caso del gobierno edil de la provincia de Huancayo y tiene como objetivo analizar la relación de la naturaleza autoritaria, neopatrimonialista y pragmática utilitaria de la cultura política con el tipo de gobernabilidad criolla que se halla presente en la gestión de muchas instituciones públicas del país (gobierno locales, regionales, entre otras). Por otro lado, aborda cómo los valores tradicionales y modernos de esta cultura política son recreados por los caudillos políticos en el poder para establecer lógicas de corrupción y el principio criollo de la tolerancia hacia la trasgresión de la ley en beneficio personal, del grupo de poder y de la organización política de turno. Se analiza también, cómo el acceso al poder a las instituciones públicas estatales y en particular a las municipalidades es visto por muchos políticos y funcionarios como un “botín, como una lotería” del cual hay que aprovecharse trasgrediendo tramposamente las normas con una serie de estrategias y mecanismos ilícitos instrumentalizados por las “invisibles redes de corrupción” política y administrativa que operan en menor o mayor grado. Para la obtención de ciertos lucros ilegales cada caudillo, funcionario en la gestión de turno instrumentaliza una red política de corrupción con variadas ramificaciones internas y externas con relaciones prebendatarias horizontales y verticales. Es a través de esta red que el caudillo y la organización política de turno ejercen el poder y control de los subordinados y viabilizan las diferentes lógicas de corrupción que tienen como principal fuente de trasgresión el presupuesto de la Institución durante todo el tiempo que dura la gestión. Por otro lado, se evidencia la existencia, organización y funcionamiento cotidiano de la red administrativa de corrupción presente en las diferentes áreas de gestión edil. Redes mayormente conformadas por los funcionarios, empleados y trabajadores públicos inmersos en actos ilícitos de trasgresión en beneficio propio y de todos los miembros de la red, sus fuentes trasgresión son los diversos trámites documentarios que el público usuario realiza en la institución. Se aborda también cómo la ausencia de instituciones organizadas de la sociedad civil, de partidos opositores que ejerzan vigilancia del manejo de los recursos públicos por los gobiernos ediles de turno posibilita que en estos espacios prime lógicas de corrupción en gran escala. En síntesis, el estudio establece cómo este tipo de cultura política y gobernabilidad es funcional con la corrupción sistémica y sistemática que corroe a gran parte de las instituciones del sector público del país, lo que significa un obstáculo a la construcción de la ciudadanía, la afirmación democrática y el proceso de desarrollo de la sociedad peruana.
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ANÁISIS NEO-INSTITUCIONAL, UNA MIRADA A LA CORRUPCIÓN DESDE LA CAPTURA ESTATAL (#8670)
Sebatian Morales González
1;
María José Bustamante Herrera 11 - Universidad Industrial de Santander.
Abstract:
Este trabajo plantea un panorama general sobre las implicaciones de la descentralización en los procesos de la corrupción institucional con una mirada desde la teoría neo-institucional, la cual se pone en marcha desde los años 80 en Colombia y plantea un modelo con fracturas y vacíos que generan una captura efectiva del estado por parte de agentes que buscan intereses individuales. Esta captura configura una nueva matriz institucional cooptada, ya que, por ejemplo, las instituciones actuales son consecuencia de la trayectoria de las instituciones pasadas, según lo plantea Douglass North. Una de las principales causas que frena crecimiento y estanca la vía hacia el desarrollo en un país es la corrupción. Colombia es país demográfica y geográficamente amplio, en donde las exigencias de control y fortalecimiento institucional fueron puestas en marcha a partir de la descentralización, con el propósito de aumentar la legitimidad del estado mediante la modernización de la estructura política, administrativa y fiscal. Sin embargo, los resultados que se esperaban respecto a la nueva plataforma distributiva, no fueron los deseados. Según un estudio realizado por la Friedrich Ebert Stiftung en Colombia (FESCOL), entre 1993 y 2005 un número importante de municipios desmejoró, por ejemplo, en sus indicadores de pobreza por necesidades básicas insatisfechas. Una de las problemáticas más comunes es que algunos departamentos, a pesar de la magnitud de las regalías recibidas, no alcanzan coberturas optimas o deseables de los servicios que cubren las necesidades básicas de vida y de bienestar social. Nos enfrentamos a una configuración cooptada del estado en donde la acción de agentes que buscan prácticas legítimas, pero ilegales, llevan a un detrimento de los bienes públicos desde los poderes administrativos institucionales. A demás, buscan modificar, desde adentro, el régimen político de manera sistemática e influir en la formación, modificación, interpretación y aplicación de las reglas de juego y de las políticas públicas, para obtener beneficios sostenibles y lograr que sus intereses sean válidos política y legalmente, y legítimos socialmente a largo plazo, aunque estos no obedezcan a intereses del bienestar social. La pregunta fundamental para hacer el análisis es: ¿La corrupción institucional es producto de una captura efectiva por parte de agentes que quieren captar los recursos dirigidos hacia los departamentos más vulnerables de la nación?
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 21 |
Madresposas de desaparecidos en México y Centroamérica ante el estado criminalizado criminalizante (#8937)
Juan Antonio Vega Báez 11 - Facultad de Ciencias Politicas y Sociales, UNAM.
Abstract:
“Madresposas de desaparecidos en México y Centroamérica ante el estado criminalizado criminalizante”, por Juan Antonio Vega (UNAM) Esta comunicación intenta describir la compleja dinámica que viven las madres y esposas (madresposas, según Lagarde) mexicanas y centroamericanas que han padecido la desaparición de algún familiar en territorio de México en la última década. Se analiza el impacto personal, al interior de sus unidades familiares y la tensa relación en el espacio público con autoridades, en donde ponen en juego su capacidad de resistencia y agencia social colectiva para revertir la acción criminalizante de autoridades criminalizadas. El escrito comienza con una breve periodización y caracterización de las fases por las que han atravesado distintos colectivos/comités/redes de madresposas de desaparecidos: la etapa histórica (años 70-80), vinculada a la Guerra Sucia, con desapariciones forzadas por motivos políticos impunes; la etapa de transición (años 90) con desapariciones y feminicidios de mujeres, como “las muertas de Juárez”, en poblamientos nuevos en zonas de maquila para la exportación; la etapa de resurgimiento (2000-2006), con el fortalecimiento de las bandas y su expansión delictiva desde el narcotráfico al tráfico de personas; y la etapa crítica actual (2007-2016), asociada a la “Guerra contra el Crimen Organizado” con seguridad pública militarizada. De la etapa actual, se describe el enfrentamiento individual y colectivo de las madresposas con la dolorosa vivencia de la desaparición o desaparición forzada. Se presentan ejemplos de interacción con una estatalidad que frecuentemente opera como el brazo “legal-formal” de la criminalidad organizada hegemónica. Se describen las estrategias de los colectivos de familiares para revertir el hostigamiento estatal, criminal y mediático; se analizan sus iniciativas ciudadanas de documentación, autoayuda, brigadas de búsqueda y su impacto en las tareas estatales e intergubernamentales de investigación, esclarecimiento, sanción, reparación y garantía de no repetición. Frente al desafió de 30 mil desaparecidos y una tasa nacional de homicidios triplicada a partir de 2007, el contexto de violencia generalizada (OSV) impacta a nivel regional y podría agravarse ante los anuncios de contención de los flujos de cientos de miles de migrantes y refugiados que huyen cada año de Centroamérica. Un segundo y tercer propósitos de la comunicación: analizar el aporte de las madresposas al debate mesoamericano sobre la criminalización de las mujeres activistas y defensoras; y al debate latinoamericano sobre el riesgo de “mexicanización” de la seguridad pública, con actores/empresas/mercados criminales fuertes (informales-formales), estructuras estatales hostigadas, cómplices u omisas y el debilitamiento del deber estatal de protección.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 21 |
La violencia y lo juvenil: entre la interpretación y el ser (#2670)
Mariana Analía Domenighini 11 - Universidad Nacional de Quilmes.
Abstract:
El presente trabajo se propone ensayar una interpretación de lo juvenil y la violencia, considerando la construcción de identidades, a partir del Libro I y II de la obra de Jean-Paul Sartre, San Genet, comediante y mártir y a la luz del modelo teórico propuesto por René Girard en los capítulos “La crisis sacrificial” y “Del deseo mimético al doble monstruoso” de La violencia y lo sagrado. Será relevante el análisis de relaciones de poder en referencia a los procesos de estigmatización determinados, por un lado, la capacidad de nombrar y, por otro, la imposibilidad de impugnar el nombre.
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Aspectos culturales de la violencia de pandillas y su tratamiento con prácticas e justicia restaurativa. (#3448)
Jorge Ordóñez Valverde 11 - Universidad Icesi.
Abstract:
Aspectos culturales de la violencia de pandillas y su tratamiento con prácticas e justicia restaurativa. Jorge Ordóñez Valverde GT 23: Corrupción, violencia social, seguridad y defensa La violencia de las pandillas en los barrios marginales de Cali tiene un fuerte componente identitario que hunde sus raíces en los sistemas culturales de género, honor y creencias mágico-religiosas. Son lo que llamaríamos una dimensión cultural de la violencia que acompaña, desde luego, las dimensiones estructurales de la segregación social, la pobreza y la marginación. En este estudio de caso se quiere exponer los resultados de una investigación sobre esta dimensión, que a su vez ha dado sustento a una estrategia de intervención con jóvenes pandilleros basada en la justicia restaurativa. Los aspectos culturales de la violencia pandillera son una suerte de transacción entre lo psicológico y lo social Esa dimensión cultural es una estructura de significados y de interpretaciones del mundo social que dejan ver cómo funciona la psicología del pandillero, cómo son sus estructuras emotivas y cognitivas, y como hacen posible la conducta violenta. Ahora bien, esa manera de interpretar el mundo, llena de proyecciones psicológicas y supersticiones tiene una relación funcional y adaptativa frente a la realidad social de la marginación, le da significado y sentido a la crudeza de sus vidas, le da sentido al sinsentido de la violencia. Afirman su propia identidad y su identidad grupal a través de la construcción de una masculinidad violenta, crean una cofradía honorífica llena de reglas y valores asociados a la violencia, y todo esto se acompaña de una religiosidad mágica que explica el mundo por la intervención de lo sobrenatural. Esta investigación se realizó al mismo tiempo que se estructuraba un proceso de intervención de una ONG para prevenir y rehabilitar jóvenes de pandillas, basados en la filosofía de la justicia restaurativa. Esta justicia alternativa no está interesada tanto en el castigo de la infracción como en la reparación del daño. En su doble condición de víctimas de la violencia estructural, y victimarios insertos en tramas delictivas, estos jóvenes viven un proceso de sanación donde reparan a sus víctimas y cambian su relación con la violencia. La idea es que siendo heterónomos ganen autonomía, que teniendo una visión estereotipada y fantasiosa de su enemigo pueda construir una más real y más humana, la idea es que siendo pandilleros se conviertan en ciudadanos. Este proceso se ha revelado bastante exitoso en cambiar la mentalidad de jóvenes violentos en los barrios, al tiempo que se acompaña de formas de reinserción social como el estudio y el trabajo.
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LAS REPRESENTACIONES SOCIALES DE LA VIOLENCIA EN JÓVENES EXPANDILLEROS PRIVADOS DE LA LIBERTAD:UNA PROPUESTA DEL ESTUDIO DE LA VIOLENCIA DESDE LA PSICOLOGÍA SOCIAL (#8494)
José Carlos Velásquez Moreno 11 - Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
En la actualidad Honduras está catalogada como uno de los países más violento del mundo debido a la alta tasa de homicidios, la cual se estableció en 68 por cada 100 mil habitantes y alcanzó la cifra de 5936 homicidios en el año 2014. Teniendo en cuenta que, del total de homicidios, 2669 víctimas (44.96%) fueron varones jóvenes entre 15 y 29 años de edad y siendo en todos los países los varones jóvenes tanto los principales perpetradores como las principales víctimas es pertinente investigar los conceptos, opiniones y actitudes que este sector de la población tiene sobre la violencia. En Honduras, el 40% de la población son jóvenes con edades comprendidas entre los 13 y 30 años de edad. Este importante segmento de la población atraviesa una serie de dificultades como son la falta de oportunidades laborales y/o de estudio, resultando en un 25% de los jóvenes en la condición denominada “ni-nis”, (ni estudia ni trabaja). En vista de esta situación adversa, y ya sea por coerción o decisión propia, los jóvenes encuentran en la mara o pandilla una alternativa para satisfacer sus necesidades de seguridad, un ingreso económico o, simplemente, pertenencia grupal, por lo que se identifican con sus miembros e ingresan en estos grupos mediante un proceso de socialización en el cual después de haber sido simpatizante y aspirante, el joven es sometido a un rito de iniciación para ser admitido como miembro de la mara o pandilla y a través del cual esta se convierte en su “familia”. De este modo, al adoptar esta identidad social de pandillero se lleva a cabo un proceso de despersonalización del joven lo que a su vez implica una inhibición de la culpa y una banalización y naturalización de la violencia. En este marco de preocupaciones el proyecto de investigación como propuesta intenta explorar, conocer y comprender como los jóvenes representan la violencia a través de su identidad social como exintegrantes de maras y pandillas, como estructuran un discurso compartido y construido a partir de esta identidad social y como justifican algunas de sus acciones a través de estos discursos que dan vida a estas representaciones sociales.
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Infracción y desistimiento: Influencias familiares en los adolescentes en conflicto con la ley de la Ciudad de México (#0601)
Gabriel Tenenbaum 11 - El Colegio de México.
Abstract:
Las familias han sido y son un tema de debate en la criminología y la sociología del delito en lo relativo a su influencia directa y/o indirecta en las infracciones que cometen los adolescentes. El presente artículo ingresa en este debate analizando historias familiares de adolescentes en conflicto con la ley en la Ciudad de México. La tarea no es culpabilizar ni mostrar la cuota de responsabilidad familiar en los ilícitos sino dar cuenta el contexto familiar que hace posible el “proceso de orillamiento” de los adolescentes a tener una mayor exposición al riesgo de cometer una infracción. Es un trabajo que pretende contextualizar la situación de los adolescentes en conflicto con la ley desde sus familias. Las familias pueden o no ser causas explicativas de la infracción adolescente. En caso de tener participación, las familias son un factor más entre un conjunto de eslabones como lo pueden llegar a ser las relaciones de pares, la deserción escolar, las drogas, la precariedad laboral, el acceso al empleo, el consumo material y cultural, la ostentación y el reconocimiento, la masculinidad, las armas, las decisiones impulsivas y la comunidad de residencia más popularmente conocida como “calle, esquina, parque, etc.”, entre otros factores. Todos ellos y otros conforman, explícitamente o tácitamente, condiciones sucesivas en el tiempo hacía el campo del delito. A ello se le denomina “proceso de orillamiento”. Este fenómeno no es netamente estructural, tiene un vínculo de negociación continuo con la agencia pero sí deviene sucesivamente más estrecha la posibilidad de decidir a medida que los acontecimientos de la vida condicionan a las personas. El proceso de orillamiento es un mecanismo de acumulación de condicionamientos negativos que de forma progresiva van restringiendo la acción de las personas de acuerdo a la conformidad social. Ello se emparenta con el abordaje de los factores de riesgo de, por ejemplo, David Farrington (2003) ya que identifica aquellos eventos del curso de vida de las personas que incrementan la exposición al delito. El estudio se pregunta: ¿Cuáles son los problemas familiares que se presentan en los adolescentes en conflicto con la ley? y, posteriormente, ¿Cómo el conjunto de esos problemas familiares van condicionando a los adolescentes a cometer infracciones? La investigación se basa en información empírica de 14 adolescentes en conflicto con la ley en la Ciudad de México, 4 mujeres y 10 varones entre 14 y 18 años de edad. La técnica de relevamiento de la información fue la entrevista en profundidad con ciertas características de los relatos de vida. Las entrevistas se aplicaron entre Julio y Setiembre de 2014 mientras los adolescentes estaban cumpliendo sus medidas en libertad.
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Aceptación no es normalización: procesos de legitimación de la violencia en jóvenes de la Ciudad de México (#6256)
CHRISTIAN AMAURY ASCENSIO MARTÍNEZ 11 - Universidad Nacional Autónoma de México.
Abstract:
La configuración sociocultural, política y económica de la Ciudad de México posibilita la presencia constante de conflictos entre sus habitantes, los cuales se dirimen de distintas maneras sin desembocar necesariamente en la violencia. En cambio, la respuesta violenta frente a los conflictos puede asociarse a una dimensión deficitaria de los canales oficiales que permitan procesarlos por vías pacíficas. De esta manera, podríamos suponer en principio que la violencia es resultado del reconocimiento explícito o implícito de una carencia o ausencia total de medios institucionales para la resolución positiva de los conflictos. Podemos decir entonces que la violencia es la respuesta a la deslegitimación del orden simbólico y normativo que promueven las instituciones, mediante la aplicación de reglas formales y códigos implícitos que la “legitiman” como un recurso “necesario” para afrontar los conflictos cotidianos o como un medio para la generación de espacios de participación y reconocimiento social. De este modo, la violencia expresa la renuncia deliberada a los mecanismos formales de inclusión, consenso o concertación de conflictos, a cambio de la venganza constante, la “ley del más fuerte”, la amenaza y la confrontación en diferentes niveles. Cuando la violencia es legítimamente avalada como mecanismo para dirimir conflictos, se genera un orden violento que prevalece después de los actos particulares y es interiorizado como una “cultura de la violencia” por los integrantes de un determinado grupo social o una comunidad. Esta cultura de la violencia se conforma por un repertorio de actos violentos que son normalizados y, por lo tanto, invisibilizados en la vida cotidiana; pero también por actos que son abiertamente reconocidos como violentos pero al mismo tiempo legitimados mediante una escala diferenciada de aceptación. Dicho más claramente, a diferencia de los estudios sobre normalización de la violencia que conciben a ésta como ajena a la reflexión de los actores al ser vivenciada como parte de su cotidianeidad, en esta ponencia se parte de un postulado distinto, pues se considera que hay acciones que son claramente reconocidas como violentas por un grupo social y que, sin embargo, son legitimadas en contextos y situaciones específicas. La legitimación de la violencia presupone entonces un orden de interacción donde se presentan argumentos y justificaciones para la aceptación y justificación de diversas formas de violencia en condiciones específicas (también estructuradas). Dado lo anterior, comprender y delinear los indicadores (cuantitativos y cualitativos) de una escala de legitimación de la violencia, así como resaltar los rasgos comunes de los contextos y situaciones donde ésta tiene mayor probabilidad de aceptación, es un trabajo sociológico sumamente necesario para el avance en los estudios sobre el tema.
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Carreras delictivas y microtráfico de drogas en escenarios universitarios en Lima-Perú (#2701)
Alvaro Pastor Armas 1; Diego Tuesta Reátegui
21 - Facultad de Ciencias Sociales, Pontificia Universidad Católica del Perú. 2 - Laboratorio de Criminología, Pontificia Universidad Católica del Perú.
Abstract:
La investigación sobre micro-comercio de drogas en Latinoamérica ha privilegiado el estudio de dinámicas de mercado en espacios urbanos marginados y violentos (Zamudio, 2013; Desmond y Rodrigues, 2006). Sin embargo, a evidencia empírica sugiere que estas dinámicas varían de acuerdo a la posición de clase de vendedores y consumidores. Por ello, a través de siete historias de vida de jóvenes universitarios de clase media-alta que venden drogas en la ciudad de Lima (Perú), esta investigación aporta evidencia sobre carreras delictivas asociadas al micro-trafico en un país que exporta cantidades significativas de drogas cocaínicas al mercado mundial y cuyos indicadores de consumo crece en los últimos años (UNODC & DEVIDA, 2016; Dammert y Dammert, 2015). El análisis de trayectorias biográficas aquí presentado toma elementos del modelo secuencial de los comportamientos desviados de Howard Becker (1971) y el análisis de“ ocupaciones de riesgo” propuesto por Mathew Desmond (2007). A partir de un trabajo de siete meses con los microtraficantes, logramos identificar tres mecanismos que facilitarían el desarrollo de carreras delictivas en el mencionado contexto universitario. Primero, la experiencia como consumidores recreacionales de drogas permite aprehender rutinas básicas referidas al mercado: quién, dónde y cómo comprar drogas. Segundo, el desarrollo de motivaciones desviadas: los jóvenes perciben que vender drogas ilícitas es una estrategia para solventar un estilo de vida asociado al consumo recreacional en contextos universitarios de clase media (salir a fiestas, irse de viaje, comprar otras drogas, entre otras). Tercero, la construcción de una noción de “riesgo relativo”: los entrevistados consideran que la venta de drogas en estos espacios es “poco riesgosa” en tanto cuentan con el soporte de redes de amistad y confianza (que mitiga la sensación de riesgo relativo, pues los actores perciben que no serán denunciados, estafados o violentados por sus clientes); y perciben que el control policial es “escaso” y “corrompible”. Esta cadena secuencial –que involucra la construcción de disposción, conocimientos, redes y una compleja gestión del riesgo- permite a los individuos una construcción identitaria como consumidores recreativos y luego microtraficantes. Este proceso sería relevante para comprender las características del medio social dentro del cual se reproducen los micro-mercados de drogas ilícitas en el contexto universitario de esta ciudad. Bibliografía Becker, H. (1971). Los extraños. Sociología de la desviación. Buenos Aires: Editorial Tiempo Contemporáneo. Dammert, L y Dammert, M. (2015). Drugs and the Prision crisis in Peru. En: Rosen, J y Brienen, M. (2015). “Prisions in the Americas in the Twenty First Century”. Maryland: Lexington Books. Desmond, M. (2007). On The Fireline: living and dying with wildland firefighters. Chicago: The University of Chicago Press. Desmond, E y Rodrigues, C. (2006). The Myth of Personal Security: Criminal gangs, dispute resolution and Identity in Rio de Janeiro’s Favelas. Latin America Politics and Society, Vol. 48, N° 4, 53-81 UNODC, & DEVIDA. (2016). Peru. Monitoreo de cultivos de coca 2015. Lima: UNODC & DEVIDA. Zamudio, C. (2013). Jóvenes en el narcomenudeo: el caso de Ciudad de México. Revista Latinoamericana de Seguridad Ciudadana. N° 13. 111-123
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"Para la motito pibe"
De ciudades bonaerenes, motos y violencias contemporáneas (#8363)
Evangelina Caravaca 11 - Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
Enmarcada en un análisis socio-cultural de las violencias, la presente ponencia se propone realizar un análisis sociológico del fenómeno creciente de motos y motociclistas en ciudades intermedias de la Pcia. de Buenos Aires. Un estudio etnográfico realizado en ciudades bonaerenses, entre los años 2009 y 2016 nos permitió advertir que las motos, en particular de baja cilindrada, aglutinan sentidos, juicios/apreciaciones y controversias en torno a la construcción de una figura arquetípica de lo peligroso y de lo violento. En este sentido, en el marco de un relato social extendido en ciudades intermedias, las motos y sus usos son valoradas moralmente en tanto síntoma de una sociedad (más) violenta. Pero también, las disputas en torno a las reglamentaciones provinciales que se analizaran en la ponencia (la obligación del uso de chaleco con número de patente) abonan en varios sentidos una asociación moral entre la moto y ciertas formas delictivas. Consagrando un repertorio moral que opera sobre un número importante de motociclistas: las reglamentaciones, tanto en la provincia de Buenos Aires como en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires, funcionan construyendo a cualquier motociclista en un potencial delincuente. A través del análisis de distintas fuentes (documentos oficiales, notas periodísticas, reglamentaciones) se procurará dilucidar la asociación que conjuga moto – juventud – delito. Esto en tanto y en cuanto creemos que en estas narraciones, de distinta naturaleza, se muestra precisamente a la moto como un objeto problemático en sí mismo, que debe ser gestionado y controlado por el Estado. A través de nuestra investigación sociológica pudimos analizar como en el marco de un repertorio moral que concibe a las motos como una figura de la peligrosidad y la violencia, las motos materializan un cambio social que es vivido como un malestar: convertidas en un objeto de consumo masivo en la última década, su presencia “ruidosa” habría transformado las calles de manera radical. La noción de “infantería motorizada” consagra una valoración moral donde las motos son construidas en tanto masivas e invasoras y que han vulnerado un espacio. Y en esta valoración moral, la noche es ligada a la moto como su escenario privilegiado.
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Cultura Patriarcal, Desigualdades Sociais e Criminalidade: uma Encruzilhada Fatal para as Mulheres (#2999)
Ana Paula Portella 11 - UFPE.
Abstract:
Este artigo tem como tema os homicídios de mulheres em Pernambuco e seu objetivo foi compreender e analisar as dinâmicas sociais que produzem este tipo de violência. O objeto do estudo foi o conjunto das situações as mulheres são assassinadas, mas, para isso, foi necessário também observar o conjunto das situações de homicídios de homens, para não tomar como específico aquilo que é comum aos dois grupos populacionais. Para isso, realizou-se análise comparativa para identificar as situações nas quais homens e mulheres são assassinados e construir configurações de homicídios específicas; identificar semelhanças e diferenças entre as configurações de homens e mulheres; calcular e analisar o risco diferencial de homens e mulheres para elementos associados às configurações de homicídios; identificar e explicar os fatores associados aos homicídios de homens e mulheres e explicar as configurações de homicídios de mulheres e os contextos nos quais elas ocorrem. Tratou-se de estudo quantitativo, cujas fontes de informações foram o banco de crimes violentos letais intencionais da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, o DATASUS e o IBGE, para o período de 2004 a 2012. Os dados foram analisados por meio de análise de correspondência, análise log-linear e regressão linear multivariada. As principais referências teórico-metodológicas situam-se nas abordagens configuracionais e situacionais, em diálogo com a teoria social feminista e a sociologia brasileira. Foram identificadas quatro configurações de homicídios: criminalidade, violência doméstica e familiar, violência interpessoal e violência cometida por parceiro íntimo. A primeira atinge homens e mulheres. A violência interpessoal foi associada aos homens e a violência doméstica e aquela cometida por parceiro íntimo, às mulheres. A distribuição das configurações no território do estado não é homogênea e está associado a fatores macrossociais como, por exemplo, desigualdade de renda e taxa de urbanização, e a fatores relacionados às desigualdades de gênero, como chefia feminina do domicílio e taxa de fecundidade total. Os resultados demonstram que os contextos dos homicídios de mulheres são diversificados e obedecem a dinâmicas sociais distintas, nas quais o marcador de gênero está sempre atuante, mas nem sempre da mesma forma. Esses achados trazem desafios teóricos, no sentido de compreender os modos de articulação entre contextos tradicionais e atuais de violência contra as mulheres, o que, por sua vez, coloca desafios para as políticas públicas, no sentido de articular o campo da segurança pública com as políticas para as mulheres.
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Dialéctica de la experiencia en la prevención de la violencia basada en género en el noviazgo (#5693)
Misael Antonio Dormes Sotelo 11 - Universidad Centroamericana-Nicaragua.
Abstract:
El objetivo principal de esta sistematización es Interpretar las condiciones yprocesos relacionados con los aprendizajes cognitivos-conductuales enhombres y mujeres jóvenes en el contexto de la experiencia de un plan deprevención de la violencia basada en género en un barrio de Managua,Nicaragua.El enfoque que se utilizó fue la concepción metodológica dialéctica. La muestradel estudio es intencional, con 14 participantes, entre los 15 y 18 años,hombres y mujeres con un nivel de educación y estrato socioeconómicoheterogéneo. Los instrumentos que se utilizaron fueron: entrevistasemiestructurada, taller con enfoque lúdico-reflexivo, entrevista cognitiva, ungrupo de discusión con una guía facilitadora, triangulación de datos yobservación participante. Como resultado, se identifica que el tomar en cuentala realidad histórica social y personal, favorece eficazmente el aprendizaje ycambios cognitivos-conductuales. Los participantes aprehendieron que laviolencia de género también se puede presentar en el noviazgo,establecimiento claro que una relación de noviazgo, es una relación afectiva yno violenta, de que en una relación de pareja, es necesario el ejercicio de laautonomía, la libertad y limites. Se puede hacer talleres en prevención de laviolencia de género con grupos mixtos (Hombres y Mujeres). Lasistematización permite aprender de la experiencia de prácticas, crearconocimiento desde los/las actores, y posibilita otra manera de hacerinvestigación.
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El reggaetón como alusión misógina a la mujer (#6179)
Ali Berenice Andrade García 1; Luisa Sarai Sánchez Osorio
11 - Universidad de Colima.
Abstract:
Creemos que es importante estudiar y reflexionar el contexto de la música de reggaetón por que dicho género contiene un lenguaje vulgar y denigrante, incitando la violencia, esto lo podemos notar al escuchar en sus letras y observar en los videos musicales, ya que a la mujer la utilizan como el punto central del deseo sexual. En estas canciones se resalta una apología machista, en donde el hombre hace referencia al cuerpo de la mujer como algo sin valor que sólo sirve para satisfacer sexualmente al hombre. Pero el estudio de este género no sólo se va a basar en las letras y videos, sino en la manera en que se baila esta música, la cual es conocida como ‘perreo’, estos movimientos hacen alusión a las representaciones provocativas del acto sexual, y siempre son representadas por mujeres en muy poca ropa teniendo acercamientos con hombres o incluso con mujeres. Este tipo de contenido ha llevado a que las mujeres sean visitas solamente como objetos sexuales, haciendo que las nuevas generaciones pierdan el respeto hacia la mujer y creen un pensamiento donde el hombre tiene derecho sobre la mujer y den pie a la violencia, esto también hace que las niñas crean que está bien ser vistas como un símbolo sexual y su meta sea verse atractiva físicamente para atraer a los hombres. El trabajo está organizado en cinco apartados, el primero expone la importancia de reflexionar respecto a los contenidos misóginos que se reproducen en las canciones –como el reggaetón- contra la mujer y la perspectiva teórica desde la que se comprender el objeto de estudio. El segundo detalla la estrategia metodológica, el tercero expone las canciones estudiadas, el cuarto presenta un análisis respecto a cómo el reggaetón hace alusión misógina hacia la mujer, y finalmente, en el quinto apartado, se dictan algunas reflexiones finales sobre los hallazgos. Palabras clave: Reggaetón, misógina y mujer.
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Uma análise dos crimes de feminicídio de mulheres negras no Brasil (#3296)
Suelen Aires Gonçalves 11 - PUC RS.
Abstract:
O crescimento das mortes violentas vem sendo observado no Brasil desde o final dos anos 1970 e nas últimas três décadas, os estudos sobre violência contra as mulheres ganham espaço na academia brasileira, sendo a violência doméstica e familiar focos desses estudos. Os contextos familiares são os principais recortes e constituem-se em um fenômeno social presente, multiforme e agravado pela violência psicológica e física. Um fator determinante para o aprofundamento do debate foi à disseminação dos estudos de gênero no Brasil, que desde a década de 1990, vêm influenciando não só a produção de estudos específicos, como a implementação de políticas públicas que contemplem os aspectos do fenômeno social em questão. Tratar das taxas de feminicídio demonstra a mais agravada face da violência de gênero. Dialogar sobre as taxas de feminicídio de mulheres negras no Brasil contribui para uma análise comparada com uma parcela da população em que tais taxas apresentam um crescimento exponencial. Este trabalho propõe a apresentar e analisar estas diferenças e a refletir sobre possíveis hipóteses capazes de explicá-las, mas também a necessidade de reorientá-lo para que seja capaz de responder às diferentes configurações da violência letal contra as mulheres negras no Brasil.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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El arte de lo bélico en escenarios de guerra. (#2942)
Juan Manuel Vargas Vasco 1; John Edwin Mejía Gomez
11 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
Esta investigación busca plantear la discusión acerca de la estética de la guerra partiendo de una serie de planteamientos que ponen en entredicho la naturaleza artística de las acciones bélicas. se proponen ciertos referentes concretos para el análisis teórico, los cuales nos permitirán hacernos algunas preguntas y poder desplegar nuestro planteamiento poniendo en discusión no solo la estética del arte si no el sistema moral de la sociedad capitalista y la clase burguesa, utilizaremos tres casos de guerra o especialmente bélicos que por sus condiciones específicas nos ayudarán a hacer más rica la discusión y a aterrizarla a sucesos de la historia de la humanidad. En el contexto de guerra fría, con la polarización del mundo en dos bandos, la lucha ideológica entre el Comunismo y el capitalismo se basa en imposición de sus sistemas morales, estéticos, económicos, políticos y sociales. Dos de estos casos para analizar suceden en este contexto: el primero, la guerra de EE. UU contra el norte vietnamita en los años 60. El segundo es el caso de Chile, específicamente el golpe de estado dado por Pinochet en 1973. y por último el caso de la toma de las FARC a Mitú, capital del departamento colombiano de Vaupés, en 1998, en donde se da un enfrentamiento por la “ciudad” capital. A partir de los planteamientos hechos por algunos de los autores de la escuela de Frankfurt entre los que se encuentran Adorno y Horkheimer con “Dialéctica de la ilustración” y también Walter Benjamin en relación a la reproductividad técnica del arte y sus consecuencias para la obra misma, para el sujeto y para la masa. Del mismo modo, ciertos aportes teóricos del sociólogo George Simmel serán fundamentales para el análisis estético de los escenarios de guerra e incluso de su contexto político y social. Este trabajo es documental por lo que se hará referencia a ciertos artículos de revista que ayudan a conceptualizar algunas nociones del campo del arte, todo ello permitirá tener un panorama más amplio de las discusiones recientes en este campo. Se expondrán una serie de fotografías que relatan los sucesos y que permiten hacer un análisis minucioso de la situación, los sentimientos y las percepciones que se tienen sobre estos. También nos apoyamos en el documental “la doctrina del shock” que contextualiza el problema en Chile y muestra imágenes de guerra de este caso y otros diversos casos a los que se les podría hacer un análisis similar. Adicionalmente, esta disertación teórica sobre la naturaleza artística de las acciones o situaciones de guerra, se apoyará en imágenes tomadas de las situaciones de guerra en Santiago de Chile, en Vietnam y en Mitú.
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ESTRATEGIA BÉLICA DEL CAPITAL PARA AMÉRICA LATINA (#7340)
LEIDY LILIANA BURBANO GALEANO 11 - INSTITUCIÓN UNIVERSITARIA CESMAG.
Abstract:
El capitalismo a lo largo de su historia se ha apoyado en diferentes dispositivos de control, pero en este momento específico de su historia, la coerción, también expresada en la militarización de los territorios, se ha venido tornando como uno de los dispositivos centrales para cumplir sus objetivos. El uso de la coerción en medio de los cambios que ha sufrido el capitalismo mundial, le ha permitido a EEUU mantener su papel hegemónico, en tanto ha encontrado en su aparato militar, un dispositivo central para la organización del territorio bajo las nuevas dinámicas de la acumulación, las cuales han venido alcanzando un carácter planetario desde la década del 70, donde los territorios de América Latina aunque siempre han estado insertados y han sido importantes para el desarrollo del capitalismo, alcanzan un carácter político y económicamente estratégico por la esencialidad de sus recursos, su masividad y su uso. No obstante, este territorio no solo se ha venido convirtiendo en una estratégica despensa de recursos naturales, sino a la vez se ha venido estableciendo como un escenario de despojo y violencia que garantice la apropiación del territorio para ser incorporado productivamente a las recientes estrategias de desarrollo. El uso de dispositivos de apropiación y ocupación -como es la militarización-, ha ocupado un lugar importante para garantizar el control de los territorios en América Latina, a través del despliegue de diferentes mecanismos que van desde las campañas cívico-militares y discursos sobre la seguridad hasta la implantación de bases militares y planes de paramilitarización. En este sentido, el dispositivo militar implantado en la región encuentra una consistencia con el carácter estratégico del territorio que, bajo la actual lógica del capital, es visto como un recurso lucrativo y explotable, a diferencia de cómo lo conciben algunas comunidades que habitan en él, puesto que para ellas el territorio es un escenario de encuentro y representación de sus imaginarios y prácticas políticas, económicas, sociales, culturales y ambientales, que expresan las estrategias y formas organizativas que inciden de forma alternativa en la construcción y apropiación del territorio, a partir de sus relaciones con el mismo. De esta manera, el objetivo de la ponencia es analizar por qué la militarización es uno de los dispositivos centrales para ordenar el territorio en el actual momento del capitalismo, y para ello se hará una aproximación conceptual a la militarización como dispositivo de control territorial y se describirá cómo ese dispositivo ha sido desarrollado por el hegemón imperante y cuál es su especificidad en este periodo de la historia, así como la reciente estrategia de militarización territorial que tiene EE.UU. para América Latina.
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La arquitectura para la Seguridad y Defensa hemisférica: los retos de América Latina en la agenda global. (#5259)
Herminia C. Foo Kong Dejo 11 - Universidad Autónoma de Guerrero. Mx..
Abstract:
Problema. Después de 25 años, desde la desaparición del balance estratégico de la postguerra, el mundo parece ingresar a un NOI, caracterizado por el desplazamiento de la importancia geopolítica del atlántico por el pacífico asiático, el declive de la hegemonía de los EEUU, la crisis de la UE y la emergencia de China y Rusia como potencias emergentes. Así, el mundo asiste a un proceso creciente de militarización, producto de una nueva disputa por territorios, mercados y recursos estratégicos. Lo que caracteriza al conflicto actual es el caos y la incertidumbre, su virulencia extrema, su debilitada globalidad en contraste con la fragmentación del mercado mundial y la interrupción/disolución de acuerdos de integración regional, como expresiones de una estrategia disuasiva de las potencias, en crisis de acumulación. En este contexto, revisamos los actuales y más recientes esquemas regionales, diseñados desde los organismos multilaterales, para la seguridad y la defensa hemisférica. En AL la seguridad, históricamente ha estado ligada a la defensa en su componente político – militar. Para comprender los retos hemisféricos que este binomio enfrenta, así como sus alcances, es necesario el enfoque geopolítico tomando en cuenta la nueva agenda global/regional de América Latina y sus alianzas estratégicas, en función de la crisis sistémica y de los recientes cambios políticos. A partir de la década de los 90, con motivo de la posguerra fría, se desarrollaron dos procesos simultáneos, mundiales y hemisféricos: la globalización/regionalización económica y la integración político militar. Esta última, ligada a la llamada arquitectura “flexible” para la seguridad en las Américas, ocasionó la securitización y policialización de la agenda hemisférica, al ser incorporado –desde la OEA- el enfoque “multidimensional”, observándose una pérdida gradual del control civil e institucional junto a la proliferación de instrumentos detonadores del aumento en el predominio de las fuerzas armadas. Metodología: Revisamos, comparativamente, políticas subregionales y hemisféricas de defensa y seguridad, declaraciones, resoluciones y gasto en defensa en América Latina y El Caribe, analizando diferentes mecanismos e instrumentos jurídicos: tratados y acuerdos para la generación de confianza y cooperación militar. Descriptores: Seguridad Hemisférica, Defensa Hemisférica, Fuerzas Armadas, DSN, DSH.
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Seguridad, Energía y Guerra en América: El imperialismo estadounidense y el patrón energético actual. (#1970)
Juan Carlos Álvarez García Cano 11 - CEIICH/UNAM.
Abstract:
El objetivo consiste en plantear un marco general crítico que pueda manifestar la profunda postura imperialista[1] asumida por EE.UU. e implementada en América Latina, y vislumbrar las características principales de esa postura en base a referencias, estadísticas y datos concretos. El enfoque a presentar girará en torno a los elementos de clase que permean en la élite dominante, misma que rige la política interior y exterior de EE.UU., manteniendo una estrecha relación con los problemas surgidos a partir de la búsqueda, extracción y producción de recursos energéticos de la zona, especialmente de los llamados fósiles convencionales y no convencionales. El enfoque teórico partiría de tres conceptos centrales que son los de Seguridad[2], Energía y Guerra, los cuales permiten concebir los entrelazamientos de la hegemonía política estadounidense en la búsqueda de recursos energéticos de tipo geoestratégico y la tendencia del uso de la violencia para asegurar dichos recursos a través del orbe. En esa búsqueda, se encuentran una serie de problemáticas relacionadas con las leyes de los territorios nacionales en Latinoamérica que fijan la dinámica de violencia que se ejerce en los mismos a través de la militarización de territorios o el endeudamiento mediante tratados y créditos que mantienen la posibilidad de ejercer un dominio por parte de EE.UU. en la zona. En esa medida se puede explicar el despliegue de bases militares[3] y de soldados estadounidenses alrededor del mundo[4] que asumen el paradigma de la seguridad que define la expansión político militar de su país. En resumen, la investigación se centrará en el análisis de información pertinente, que de cuenta de los problemas relacionados con el paradigma energético actual y la hegemonía imperialista estadounidense y sus implicaciones socio-políticas en América Latina. [1] John Saxe-Fernández, Terror e imperio: La hegemonía política y económica de Estados Unidos, Debate, México, 2006, p. 125. [2] El consejo Nacional de Seguridad define a ésta como “de importancia general y primordial para la supervivencia y la vitalidad de nuestra nación […] En defensa de estos intereses haremos cuanto sea necesario, incluyendo en su caso el empleo unilateral del poder militar de forma decisiva”, A national Security Strategy for a New Century, octubre de 1998, citado por Michael T. Klare, en, Guerras por los recursos, Barcelona, Urano, 2003, p. 50. [3] En ese sentido hay que tener en cuenta que EE.UU. ha instalado alrededor del mundo 1182 bases militares, de las cuales 74 se encuentran en América Latina. Véase Borón Atilio, América Latina en la geopolítica del imperialismo, UNAM-CEIICH-Posgrado en Estudios Latinoamericanos, México, 2014, p. 113. [4] Su población militar es de tres millones, de los cuales 251, 229 se encuentran desplegados por todo el orbe. Véase El mapamundi de las bases militares de EE.UU. revela su alcance global, traducido por RT, y tomado de RIA Novosti, agencia de noticias, disponible en línea en: https://actualidad.rt.com/actualidad/180973-infografia-bases-militares-eeuu
23. Corrupción, Violencia Social, Seguridad y Defensa |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 21 |
Cartografias da Violência: A territorialização dos conflitos socioambientais na tríplice fronteira amazônica Brasil, Colômbia e Peru. (#3464)
Pedro Rapozo 1; Reginaldo Conceição Da Silva
1; Aline Radaelli
21 - Universidade do Estado do Amazonas - UEA. 2 - Universidade Federal do Amazonas - UFAM.
Abstract:
O modo de vida das sociedades rurais amazônicas é permeado pela multiplicidade das formas de apropriação social dos recursos naturais disponíveis. As relações estabelecidas entre a diversidade de agentes envolvidos nestes processos evidenciam não só a complexidade estabelecida na constituição de territorialidades e suas formas de uso, como também possibilita-nos compreender a dinâmica socioambiental, econômica e política da Pan-Amazônia. Nesta região, as oposições a estes usos, por interesses de Estados e mercados de exploração dos recursos naturais, nos permite evidenciar inúmeros conflitos sociais e violências decorrentes das relações de acesso as terras, águas, florestas e minérios, resultando às sociedades rurais um cenário de incertezas face ao futuro e a permanência de seus modos de vida. Os resultados deste estudo, realizado no Estado do Amazonas através da metodologia do mapeamento participativo e da cartografia social, apresenta a tipificação da violência produzida pelos conflitos socioambientais em face dos processos de territorialização e exploração dos bens naturais de uso comum, resultantes das relações estabelecidas entre os atores locais, as sociedades rurais indígenas e não-indígenas, representantes de instituições estatais, privadas e demais agentes externos. Na região da tríplice fronteira amazônica Brasil, Colômbia e Peru, as tensões sociais pela apropriação dos recursos naturais são marcadas historicamente pelo caráter geopolítico de defesa militar sobre a ocupação das faixas de fronteira, pelo combate ao narcotráfico,e contemporaneamente pela intensificação da ação ilegal de madeireiros, garimpeiros, empresas mineradoras e pescadores comerciais, envolvendo terras tradicionalmente ocupadas por indígenas, ribeirinhos e comunidades agroextrativistas. Os inúmeros conflitos socioambientais na região tem impossibilitado a garantia dos direitos territoriais e da gestão dos recursos naturais de que dispõem as sociedades rurais, marcadas pela violência política dos atos de Estado, pelos ilegalismos das atividades econômicas transfronteiriças, impondo, dentre outras realidades, um cenário caracterizado pela contradição das políticas econômica desenvolvimentistas, pela externalização dos fatores ambientais, e pela sujeição de grupos sociais marginalizados social, econômica e geograficamente perante as transformações do mundo contemporâneo. Ao mesmo tempo, o resultado destes conflitos tem reorientado as possibilidades de uma discussão de cenários sobre políticas públicas ambientais e planejamento institucional governamental quanto ao uso e gestão dos recursos naturais em face das sociedades rurais locais que, ao enfrentarem as incertezas de uma ausência presente do Estado, tem acionado os diversos mecanismos de resistência contra o avanço dos grandes empreendimentos promovidos pelo capital na Amazônia marcados pela violência, conivência e desrespeito ao uso tradicional das terras historicamente ocupadas pelos povos locais.
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El extractivismo, extrahección y desplazamiento: Caso de la población garífuna de la comunidad del bajo Aguan en Honduras por el cultivo de la Palma Africana (#0826)
Luisa Maria Lazo 11 - Universidad de Costa Rica.
Abstract:
Esta investigación se fundamentara en la población garífuna de la comunidad del bajo Aguan, ubicada en el Atlántico que es una zona estratégica de Honduras, rica en recursos naturales y acceso al mar; los que son afectadas por el desplazamiento territorial generado por diversos aspectos; la que se toma en cuenta es el cultivo de la palma africana. Los factores que influyen a que se genere este problema son: Los enclaves y las medidas neoliberales que promueven el extractivismo y la extrahección de los recursos naturales que afectan a los pueblos indígenas y afrodescendientes provocando desplazamiento, marginación discriminación, exclusión, violencia y explotación que durante años se han desarrollado una serie de manifestaciones contra estas flagelaciones. Además se dan otros factores que violan los derechos humanos como son los golpes de Estado. A pesar que se tenga la responsabilidad de proteger el bienestar de esta población los gobiernos de Honduras que comprende los periodos de (2010-2013) (2013-2016) han hecho caso omiso el compromiso del respecto de los derechos humanos, fundamentados en los Convenios Internacionales y nacionales.
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Perú - Chile. El delicado asunto de la paridad e inversión en defensa en ambas fronteras. (#0617)
Richard Oswaldo Campos Villalobos 11 - Independiente.
Abstract:
El aporte sociológico visto desde un punto de vista que concierne al tratamiento de la temática de las relaciones entre países que aun no sanan las herídas históricas de una guerra, que pasó y dejó una secuela cuasi imborrable y el análisis de la guerra com institución, lleva a pensar que esta está latente en la mentalidad y el imaginario social de dos sociedades, cuyos derroteros históricos, económicos y sociales han seguido dos caminos paralelos. Sin embargo, ese derrotero diferente en ambos casos está siempre a la sombra de aquella confrontación bélica que tiene hasta ahora, relevancia de niveles insospechados, sobretodo cuando se trata del asunto de la inversión en seguridad seguido por ambos países, cuyo entendimiento se hace necesario en el camino de la seguridad en el Pacífico Sur, como zona de integración económica y de seguridad permanente.
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El reclamo de la soberanía en los dispositivos de seguridad fronterizos: un análisis del plan frontera norte y los agentes estatales de seguridad en la zona fronteriza de Colchane, Región de Tarapacá, Chile. (#4959)
Luis Andrés Iturra Valenzuela 11 - Universidad Arturo Prat.
Abstract:
El Plan Frontera Norte es una estrategia de seguridad fronteriza chilena elaborada el año 2010 durante el gobierno de Sebastián Piñera, que emerge con el objetivo de atender los flujos ilícitos transnacionales enmarcados en el contexto mundial de las nuevas amenazas que han modificado la seguridad fronteriza, como son el narcotráfico y el crimen organizado. Sin embargo, esta estrategia ha desbordado los intereses por los cuales emergió, sin restringirse al límite fronterizo sino que a todo un territorio y a todo cuerpo que infrinja sobre éste. Bajo una perspectiva teórica-foucaultiana asumimos que el Plan Frontera Norte es una tecnología de seguridad fronteriza que se cristaliza en el dispositivo frontera, declarando la vigilancia no sólo de la zona fronteriza terrestre, sino también sobre los espacios marítimos y aéreos, comprendiendo todo el espacio del Norte Grande de Chile, re-articulando las relaciones de poder en esta actualización. El presente proyecto de Investigación se interesa por el Plan Frontera Norte y el ejercicio de poder de los Agentes Estatales de Seguridad Fronteriza (Policía de Investigaciones y de prevención, Aduana, Servicio fitosanitario “SAG”), realizando un análisis del plan y sus efectos concretos sobre los agentes estatales de seguridad que se encuentran en la zona fronteriza de Colchane y que limita a Pisiga Bolivar en el lado Boliviano. El trabajo investigativo se encauza bajo la óptica del aparato conceptual de Michel Foucault y la reflexividad epistemológica de Pierre Bourdieu, se abordan las nuevas formas de concebir la frontera y la seguridad en los espacios fronterizos, pasando por las categorías de zona fronteriza a fronteras móviles y de seguridad humana a biopolítica, además de discutir los conceptos de Estado, gubernamentalidad y soberanía. Se debe mencionar que el presente trabajo corresponde a capítulos de la Tesis para optar al grado de Licenciado en Sociología de la Universidad Arturo Prat de Iquique, Chile.
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La intervención de Estados Unidos en la construcción de la democracia en Colombia: ¿Un problema o una solución? (#0235)
Giselle Torres Pabón11 - Pontificia Universidad Católica de Chile.
Abstract:
El objetivo de esta ponencia es presentar el análisis del impacto de la intervención económica y militar de Estados Unidos en la construcción de la democracia en Colombia; un país marcado por altos niveles de corrupción, diferentes tipos de violencias e impunidad; pero al mismo tiempo y de manera paradójica, caracterizado por la alta inversión en seguridad y defensa del territorio nacional, bajo la premisa de la protección de la democracia y la institucionalidad colombianas. Con ese objetivo, esta ponencia pretende, primero, problematizar la noción de democracia, sus alcances y limitaciones en términos sustanciales y procedimentales de acuerdo a la tradición liberal; para luego reflexionar sobre la institucionalidad y la democracia colombiana misma. Segundo, presentar los diferentes momentos y modalidades en los que ha tomado lugar la intervención estadounidense en Colombia, una de las intervenciones estadounidenses más relevantes respecto a otros países de América Latina; para posteriormente 1. reflexionar en el impacto que ha tenido dicha intervención en la construcción de la institucionalidad y del régimen político colombiano y, paralelo a lo anterior, 2. discurrir en las prácticas armadas y políticas violentas y de impunidad que se han entretejido con las instituciones. Y tercero, se presentarán algunas líneas de respuesta a lo que esta ponencia se pregunta: ¿Cómo ha influido la intervención de Estados Unidos en la construcción de la democracia en Colombia? Para desarrollar lo anterior, este trabajo usará las siguientes fuentes: USAID (United States Agency for International Agency), fuentes secundarias de archivos desclasificados de la CIA (Central Intelligence Agency) para Colombia, registros hemerográficos y decretos o sentencias que toman forma y ejecución en el marco de la intervención y que impactan el proceso democrático colombiano.
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Visualidades para naturalizar la militarización: una aproximación a la guerra en Colombia (#4776)
Claudia Gordillo 11 - UFPR.
Abstract:
La guerra en Colombia se ha instaurado por más de 55 años consecutivos. Su argumento fundamental está centrado en la seguridad de todos sus ciudadanos. Para ello, se han desarrollado diversas estrategias publicitarias y de marketing que han consolidado un discurso nacionalista sobre la idea renovada de héroe y de la necesidad del soldado. Este soldado, que se supone, debería estar librando la guerra en las selvas y los campos, está en las ciudades, se distribuye estratégicamente en puentes, edificios, calles, parques y centros de poder para marcar el territorio público con otro significado: la militarización del espacio. Esta militarización se instaura como una máquina-de-guerra (Virilio, 1983) que corrobora la latencia de la misma y nos coloca como objeto de ella. Somos devenir muerto de una condición biopolítica (Foucault, 2009) que nos amenaza, que domina nuestro cuerpo (Foucault, 2014) y, que al mismo tiempo, nos coloca en un adentro y afuera de la vida misma (Agamben). Este soldado que nos vigila es un objeto de guerra producido, que por la fuerza de su repetición en la ciudad se volvió natural, hasta el punto de nublar la peligrosidad de su gesto de guerra. Es en este sentido, que en esta ponencia nos interesa indagar sobre la naturalización de la militarización mediante el análisis de fotografías publicadas entre 2004 y 2014 en los periódicos nacionales El tiempo y El Espectador y los periódicos regionales El País y El Colombiano. Se trata del análisis visual de 15 fotografías, que indagan sobre la visibilización del soldado en contraposición del “Otro”, el sistema de vigilancia panóptico y el espectáculo. Este trabajo es un presentación parcial de uno de los capítulos de la tesis de doctorado en sociología que adelanto en la UFPR en Brasil.
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CONFLICTO SOCIAL Y ARMADO COLOMBIANO, UN PRODUCTO HISTÓRICAMENTE CONSTITUIDO (#8027)
Alejandro Sánchez Rondón 11 - Universidad Pedagógica Nacional.
Abstract:
En Colombia, el Estado y los grupos armados ilegales, como las guerrillas o los grupos paramilitares, poseen diferencias tácitas en cuanto a sus necesidades, intereses y posiciones o perspectivas acerca de la solución pacífica del conflicto. Para el caso de los grupos paramilitares, un aspecto irrenunciable y no negociable era la necesidad de seguridad, si esta necesidad no era satisfecha, por medio de la negociación de paz, ellos no se sentaban a dialogar con el Estado colombiano. Por el otro lado, los grupos guerrilleros, a pesar de las diferencias ideológicas que poseen entre estos y teniendo en cuenta sus diferentes caracterizaciones históricas, al llegar a una mesa de negociación siempre han exigido al Estado colombiano la necesidad de un cambio social. Por su parte, el Estado colombiano ha tenido una constante histórica “el establecimiento o restablecimiento del orden social”, si una negociación no contribuye al restablecimiento o la mejora del orden social, el Estado colombiano se ve obligado a retirar sus intenciones de diálogo con cualquier grupo armado ilegal. Al realizar un análisis detallado de todos los procesos de paz en Colombia, podemos observar que el saldo negativo de estos procesos de paz es mayor que el saldo positivo y por ende estos procesos no han contribuido en transformar las raíces de los conflictos en Colombia, por el contrario, terminan renovando la guerra. Es necesario cuestionarse en diferentes instancias sociales, desde la oficialidad y alejada de ella, acerca de las causas que dieron origen al conflicto armado que vive el país desde el siglo XX hasta la actualidad. Tan solo con el reconocimiento de las condiciones estructurales que hacen parte de la génesis de la confrontación y que a su vez la fomentan, se pueden llegar a soluciones trascendentales que viabilicen una salida negociada a la misma. De esta manera, la historia es pieza clave en dicho proceso, en la medida en que tiene la responsabilidad política de develar lo sucedido en pro de la construcción de una sociedad diferente. Este trabajo posibilita entender el conflicto como un producto históricamente constituido y no como algo establecido de manera natural. En consecuencia, es susceptible de ser transformado o finiquitado bajo parámetros ajenos a su esencia, como lo son el diálogo y la negociación. En ese sentido, contribuye a generar nuevas perspectivas de formación política relacionadas con la constitución de una sociedad democrática y en paz, a partir de un análisis cualitativo de la historia reciente del conflicto colombiano y las tentativas de solución en los diferentes ámbitos políticos y armados bajo los cuales se han desarrollado.
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As Guerrilhas na América do Sul e sua Influência na Segurança Pública e no Tráfico Internacional de Drogas: Um histórico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Exército de Libertação Nacional (ELN) e Exército do Povo Paraguaio (EPP) no período 1990-2016 (#4689)
Thalita Cordeiro Pereira 11 - UFABC.
Abstract:
No século XX houve uma proibição em larga escala de diversas substâncias psicotrópicas em muitos países (sobretudo de maconha e produtos derivados do ópio), assim como ocorreu um aumento na produção de diversos ilícitos em várias partes do mundo, principalmente a partir da segunda metade do século em questão. Com estas proibições, uma inserção mais forte da globalização, com a queda do muro de Berlim e da URSS e uma grande dificuldade de poderes públicos latino-americanos alcançarem regiões mais interioranas de seus territórios (muitas das quais com grandes reservas florestais), fizeram do subcontinente (a América do Sul mais especificamente tratada nesta pesquisa) uma importante fonte de abastecimento de drogas a nível mundial. A cannabis passou a ser produzida em grande quantidade em países como Colômbia e Paraguai. O tradicional cultivo da folha de coca para povos andinos, aliado ao valor agregado da produção e comercialização da cocaína, transformou a produção ilícita na Colômbia e chegou ao Peru e à Bolívia, transformando os três países nos maiores produtores deste tipo de entorpecente no planeta. A criação e crescente importância e poder de guerrilhas, muitas das quais advindas de regiões camponesas escassas de investimento de infraestrutura e apoio de políticas públicas de assistência social ao longo do século passado (coincidindo com o aumento do tráfico de drogas), acirrou os conflitos entre poder público e grupos específicos de determinadas populações. O descaso do Estado com populações pobres de regiões distantes dos grandes centros urbanos, como foram os casos do Paraguai e da Colômbia, e a possibilidade de utilizar o tráfico de drogas nas regiões de dominação por parte destas guerrilhas para manter financeiramente suas organizações e investir em conquistas de novos territórios a partir de seus ideais fizeram com o que grupos tais como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Exército de Libertação Nacional (ELN – também colombiano) e Exército do Povo Paraguaio (EPP) enxergassem no narcotráfico um importante braço para alavancar seu poder e pressão sobre os sucessivos governos de ambos os países. Há que se considerar, também, as características geográficas e territoriais, especialmente, o uso dos mesmos espaços tanto por esses grupos quanto pelos grupos envolvidos no cultivo da folha de coca e da cannabis e de parte do processamento dessas substâncias. Será feito um levantamento das fontes para verificar de quais deles há maior facilidade e acesso.
23. Corrupción, Violencia Social, Seguridad y Defensa |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 21 |
UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES EDUCATIVAS POLÍTICAS E PEDAGÓGICAS ENTRE
SUJEITOS EM CUMPRIMENTO DE PENA SOB A LÓGICA DA “ESCOLA DO CRIME” (#5721)
Erlando Da Silva Reses 1;
Walace Roza Pinel
21 - Unb (Univ. de Brasilia). 2 - Unb (Univ de Brasilia).
Abstract:
O presente artigo procura compreender as relações políticas e pedagógicas que são estabelecidas - à margem do Estado - em ambientes de concentração maciça de população com pouco acesso à educação formal e baixa escolaridade durante o cumprimento de pena especialmente aquelas aonde há presença de facções ou poderes paralelos que determinam rotinas, procedimentos e atitudes a serem adotados no ambiente carcerário. Observa-se no período entre 2005 a 2012, um marcante aumento da população carcerária no país, um aumento da ordem de 74% em números absolutos. Em São Paulo, dentro deste contexto surge a principal organização de presos da América do Sul: o Primeiro Comando da Capital, doravante PCC. Ireland (2016) vê a prisão como espaço de aprendizagens, parte do pressuposto de que as prisões, constituem-se em lócus de múltiplas possibilidades de aprendizagens, construídas no contexto intramuros a partir das experiências que nele vivenciam e que adotam como alternativa para lidar com as privações do encarceramento. Procurou-se, um diálogo com conceitos clássicos de Projeto Político Pedagógico da “Escola Tradicional” frente a “Escola do Crime” forma que gradualmente se torna naturalizada, especialmente na mídia, no tratamento adjetivante acerca do sistema penitenciário.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 22 |
O binômio assistência/repressão no atendimento das manifestações da questão social: as estratégias de administração da pobreza (#3280)
Alejandra Pastorini 11 - ESS-UFRJ.
Abstract:
Nossas reflexões guiam-se pela ideia que: as mudanças societárias contemporâneas colocam a necessidade de transformações tanto nas funções regulatórias do Estado como na organização do próprio aparelho do Estado. Na incessante busca por facilitar e criar as condições necessárias para valorizar e acumular o capital, no contexto atual em que capital financeiro hegemoniza o processo de acumulação, requisita-se que o Estado mude sua intervenção com vistas a reproduzir a força de trabalho. Dessa forma, o tratamento dado às expressões da questão social (pobreza, desemprego, violência etc.) vai sofrendo alterações importantes, ocupando um lugar de destaque o binômio assistência/repressão quando se trata de atender as necessidades da classe trabalhadora. Assim, vai sendo estruturada uma nova estratégia de administração da população excedente assentada no controle, repressão e militarização da vida do trabalhador combinada com ações moralizadoras e higienistas que tem como princípios orientadores a criminalização da pobreza e a tutela do cotidiano dos setores mais empobrecidos. Partiremos do pressuposto que a crise do capital, que se torna explosiva a partir dos anos1970, vai condicionar o conjunto de mudanças do Estado burguês que passa por um importante reordenamento, na busca por estabelecer uma nova relação entre o público e o privado para facilitar o processo de valorização e acumulação do capital. Tomando como referência esse pressuposto pretendemos analisar como as mudanças acontecidas na dinâmica capitalista, nas últimas décadas, vão impactar nas políticas sociais e demais estratégias utilizadas pelo Estado para amenizar as manifestações da questão social. Trata-se de uma reflexão teórica que se complementa com um levantamento documental relativo a diferentes programas públicos (na área social e de segurança pública) implementados no Rio de Janeiro, que serão utilizados como exemplo.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 22 |
Política Social: ¿autoempleo para la inclusión social? (#3556)
Florencia Isola 11 - Universidad Nacional de Quilmes.
Abstract:
Esta ponencia se propone analizar críticamente la implementación del Programa Argentina Trabaja del Ministerio de Desarrollo Social (en adelante, MDS) en la Republica Argentina, en el período 2003-2015. En el período señalado el MDS desarrolló una serie de políticas para enfrentar los altos índices de desempleo post crisis de 2001, políticas que se delinearon como reivindicativas y restitutivas de los derechos perdidos por las personas durante el neoliberalismo y su crisis. En este contexto, es que desde el MDS se impulsaron “políticas inclusivas para el desarrollo integral de las personas, su familia, y su entorno, fomentando la organización y la participación popular. Dos ejes centrales guían la implementación de estas políticas en todo el territorio argentino: la familia y el trabajo”.[1] Acorde a estos dos ejes, se han desarrollado dos planes: “Plan familia” y “Plan Argentina Trabaja”. El primero, ha tenido como objeto el cuidado y el desarrollo de la familia. El segundo, el que acá nos ocupa, ha pretendido generar autoempleo en el núcleo duro de la desocupación. Las políticas sociales productivas en el marco de la economía social, han sido planteadas por el MDS como promotoras de nuevas formas de trabajo para disminuir el desempleo y la vulnerabilidad social adquirida durante los 90´s. En esta ponencia se pondrá énfasis en analizar etnográficamente y dar cuenta de forma crítica de cómo y por qué el Programa Social estudiado, se implementó en un campo conflictivo en el que han intervenido diversos actores (organismos estatales, movimientos y referentes barriales, actores políticos locales, etc.), que han puesto en juego estrategias y orientaciones, que afectaron su implementación e impacto. Además, se analizará las continuidades y rupturas del Programa con respecto a la política social previa, así como las continuidades y rupturas con la política social actual, siendo que en el 2015 en la Argentina ha habido un cambio de gobierno; y también nos cuestionaremos sobre las continuidades y rupturas que presenta esta política con otras de la región. [1] Disponible en www.desarrollosocial.gov.ar (Fecha de consulta: 4 de junio de 2014).
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 22 |
Pobreza e Assistência Social: entre o aviltamento e a focalização das políticas sociais no Piauí-Brasil (#3697)
Maria Aparecida Milanez Cavalcante 1; Josélia Saraiva E Silva
1; Célio Chaves Eduardo Filho
11 - Universidade Federal do Piauí.
Abstract:
Esta pesquisa, em andamento, visa analisar as representações sociais de pobreza por alunos/as do curso de Especialização em Educação Pobreza e Desigualdade Social-EPDS que atuam na rede socioassistencial, operacionalizando políticas públicas de assistência social, frente às situações de pobreza e desigualdade social. Para ancorar o estudo entende-se que a pobreza é um fenômeno estrutural complexo e multimensional, não somente associado à renda (SILVA, 2010), é resultado do padrão de desenvolvimento capitalista e da desigualdade da distribuição de riqueza, em que os “pobres” são produtos das relações de contradições no plano social, político, econômico e cultural. São desqualificados por suas crenças, seu modo de expressar e seu comportamento social, sinais de “qualidades negativas” e indesejáveis que lhes são conferidas por sua procedência de classe, por sua condição social (YAZBEK, 2012). A pobreza, também como fenômeno social tem recebido classificações para a construção e intervenção de políticas públicas, especificamente por programas de transferência de renda monetária às famílias, sendo expressão maior, no Brasil, o Programa Bolsa Família - PBF. Estes têm sido pensados principalmente na perspectiva da falta de oportunidades e da privação de capacidades, sendo a renda o principal marcador de pobreza e extrema pobreza, e o sistema de condicionalidades com contrapartidas na educação, saúde e assistência social critérios legais para acesso ao benefício. Para conduzir o olhar investigativo ao objeto de pesquisa é utilizada a Teoria das Representações Sociais, compreendida por Jodelet (2001) como: “as representações sociais devem ser estudadas articulando-se elementos afetivos, mentais e sociais e integrando – ao lado da cognição, da linguagem e da comunicação – a consideração das relações sociais que afetam as representações e a realidade material, social e ideativa sobre a qual elas têm de intervir.” A metodologia é construída com uso de indicadores sociais referentes à pobreza e desigualdade social, nos aspectos de renda, educação e trabalho, além de dados sobre a cobertura da proteção social básica: CadÚnico e PBF. Também utiliza-se a técnica de grupo focal sobre a temática com trabalhadores/as do Sistema Único de Assistência Social, alunos/as do EPDS que operacionalizam a política de assistência social. O estudo sugere que a pobreza enquanto problema estrutural se agudiza na sociedade brasileira, não sendo somente resultado da escassez ou baixa renda familiar, mas também, da exclusão social, da violência, da baixa escolaridade, da ausência de saneamento básico, do desemprego e subemprego. Além de se intensificar na perspectiva do gênero, sendo as famílias monoparentais femininas as mais pauperizadas e sem perspectivas de inserção no mercado de trabalho. Ademais, as políticas sociais, principalmente o PBF têm alcançado apenas o alívio imediato da pobreza, além de serem focalizadas e sem impactos na diminuição da desigualdade social.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 22 |
Programa Asistencia Integral Córdoba en 1980: transición de una política universal e integral a la focalización en materia de necesidades básicas de determinados colectivos sociales (#4996)
Romina Sofía Musali
1;
Julieta Seplovich 21 - Fac.Ciencias de la Comunicación/UNC. 2 - Fac. Ciencias de la Comunicación-UNC y CIECS/CONICET- UNC.
Abstract:
En este trabajo analizaremos el Programa Asistencia Integral Córdoba (PAICor) que surge con la vuelta a la democracia Argentina, presentándose como una política de carácter integral en materia de derechos sociales destinada a los niños/as que asistían a algunas escuelas públicas de la provincia. El contexto nacional en ese tiempo respondía a una marcada crisis política, económica y social, producto del ajuste estructural que caracterizó la época y de las persistentes relaciones de dominación en materia de políticas públicas, que trajeron como consecuencia el deterioro de las condiciones de vida (desnutrición, analfabetismo y pobreza) de vastos sectores de la sociedad. Aquí, particularmente nos interesa indagar y profundizar sobre el origen, fundamentación y modalidades de implementación de sus primeros años de ejecución (1983-1989). Para ello realizaremos un análisis de discurso: 1. Informes y boletines oficiales y 2. Notas de prensa de la versión impresa de “La Voz del Interior”, diario local de mayor tirada. El corpus de análisis utilizado está conformado por 126 notas periodísticas y tres documentos oficiales (Decreto Provincial 124/84, Informe de la Secretaría Ministerio de Educación y Cultura de Córdoba-1984, Informe del Programa PAICor- 1991). La estructura expositiva desde la que organizamos el escrito consiste en tres apartados: en el primero, abordaremos algunas aproximaciones teóricas que permiten pensar la problemática alimentaria desde la mirada de Josue De Castro, Michael Foucault y Susana Hinzte; en el segundo apartado, desarrollaremos una historización de los programas alimentarios escolares en Argentina, y por último, nos detendremos en la descripción del PAICor, su origen, su fundamentación y aplicación. No obstante la escasa información disponible y encontrada inherente al Programa, reconstruimos su historia a partir de la lectura y análisis de las diferentes fuentes de información primaria y secundaria recuperadas y sistematizadas por el grupo de investigación. De este modo, de un primer análisis se logra reconocer cómo la prensa gráfica de Córdoba presenta, valora, e (in)visibiliza a los actores involucrados, a los destinatarios del programa, y los conflictos producidos en este marco. Además, se identifica el carácter universal e integral del programa que lo caracterizó en su origen, y su transición hacia un modelo focalizado y privatizado hacia finales de la década del 80.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
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A construção social e política no Brasil do problema público “morar na rua” (#2700)
Cristina Filgueiras 11 - Pucminas.
Abstract:
O artigo examina o “morar na rua” como problema público no Brasil. Um problema público surge da conversão de um fato social em objeto de preocupação e de debate, eventualmente de ação pública. A abordagem sociológica considera que: a) as situações sociais não são automaticamente “problemas públicos”, ou seja, entendidos como questões que devam ser questionadas ou para as quais a sociedade deveria encontrar solução; 2) existem disputas entre atores com relações à interpretação e à delimitação do problema, bem como sobre as práticas a serem adotadas; 3) a leitura, a definição e a delimitação do problema público e, portanto das práticas, mudam ao longo do tempo; 4) abordar as ações públicas exige considerar, além das práticas, as arenas de argumentos, as retóricas e as narrativas frequentemente conflitivas e discordantes dos atores envolvidos na “construção” de um problema público. No artigo, esta perspectiva analítica é adotada para o exame de como uma situação social e urbana persistente – o fato de pessoas viverem nas ruas da cidade, ocuparem o espaço público com os seus corpos e sua vida privada - passa a ser problematizada a partir da década de 1980 na sociedade brasileira e ganha lugar nas agendas política e governamental. Somente a partir de 2008 há políticas públicas nacionais dirigidas à população em situação de rua. Anteriormente, existiam ações, principalmente nas grandes cidades, realizadas por associações, organizações não governamentais e/ou prefeituras. O trabalho mostra que as iniciativas – que hoje constituem um campo ainda não completamente organizado e contendo elementos contraditórios – são resultantes de processos de problematização, de leitura e esforço para dar visibilidade a um problema que envolve diversos tipos de atores e arenas discursivas, práticas e de decisão. Considerando a situação nacional e casos específicos de algumas capitais de estados brasileiros, o texto discute: acontecimentos marcantes relacionados aos moradores de rua; a formação de opinião pública e o papel da mídia; as categorias e tipificações de pessoas que vivem nas ruas.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 22 |
Permanecer en los márgenes: de la orilla del riachuelo a un conjunto urbano en los límites de la ciudad central. El caso de los relocalizados de la causa “Mendoza” al complejo Padre Mugica en la ciudad de Buenos Aires. (#4474)
Mercedes Najman 1;
Carla Fainstein
21 - Conicet, Instituto de Investigaciones Gino Germani (UBA). 2 - Conicet, Instituto del Conurbano (UNGS).
Abstract:
El presente trabajo busca aportar reflexiones sobre la política de relocalizaciones implementada en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires a partir de la llamada Causa “Mendoza”1. Observaremos los modos de intervención del Estado a través de programas orientados, al menos discursivamente, al mejoramiento de las condiciones de vida de la población de la cuenca. Intentaremos identificar si el enfoque de derechos presente en estos programas -principalmente el derecho al ambiente sano y a la vivienda- se refleja en su implementación. Por último indagaremos de manera exploratoria en los efectos de esta política sobre el territorio y los hogares afectados. Reconstruiremos el proceso que culminó con la reubicación de una parte de las familias del barrio Agustín Magaldi, la Villa 21-24 y los llamados “sueltitos” en el Conjunto Urbano Barrio Padre Mugica. Las mudanzas, presentadas como respuesta a los lineamientos del fallo judicial, lejos de ser una solución efectiva, abrieron un nuevo abanico de conflictos, obstaculizando la inclusión e integración social de la población afectada. Estas problemáticas emergentes - aunque evitables - se vinculan con la falta de integralidad de la política, la ausencia de participación efectiva de los afectados, la perspectiva viviendista que continua siendo predominante, así como en la modalidad particular de gestión del conflicto habitacional del gobierno de la ciudad. Este caso es paradigmático de las formas fragmentadas y pragmáticas en que se ha llevado adelante la política hacia las villas en la ciudad en la última década. Asimismo, el carácter judicializado del conflicto imprime características particulares y supone la intervención de una multiplicidad de actores que complejizan el escenario. Además, nos permite indagar acerca de las modalidades mediante las cuales el poder ejecutivo local interviene sobre los modos de producción de ciudad y configuración de las estructuras urbanas, así como sobre las condiciones de vida de los hogares. La presente ponencia se enmarca en los trabajos de investigación de las autoras, presentando algunos resultados de sus tesis de maestría. Caracterizamos el programa bajo estudio mediante la revisión bibliográfica y la realización de entrevistas semi-estructuradas a funcionarios del gobierno de la ciudad y del poder judicial. Simultáneamente, se propone un abordaje de diseño cualitativo de estudio de caso que permite identificar algunas de las incidencias del Plan de Saneamiento Integral de la Cuenca Matanza Riachuelo sobre las propias experiencias y condiciones de vida de los hogares afectados, así como sobre sus impactos en la estructura urbana. En función de este objetivo se han realizado entre los años 2014 y 2016 entrevistas en profundidad a población afectada. 1:Se entiende por “Causa Mendoza” al proceso judicial que tramita ante la Corte Suprema de Justicia de la Nación en los autos “Mendoza, Beatriz Silvia y otros c/ Estado Nacional y otros s/ daños y perjuicios (daños derivados de la contaminación ambiental del río Matanza – Riachuelo)” (Expte. M. 1569. XL), así como también a la totalidad de las actuaciones judiciales relacionadas con la ejecución de la sentencia del 8 de julio de 2008 (Fallos 331: 1622).
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 22 |
As intervenções realizadas pelo Estado: uma análise das agendas destinadas a agricultura familiar brasileira. (#4762)
Francine De Camargo Procópio 1; Sonia Maria Pessoa Pereira Bergamasco
2;
Wagner Gervazio
1; Ricardo Serra Borsatto
31 - Unicamp - Faculdade de Engenharia Agrícola. 2 - Unicamp - Faculdade de Engenharia Agrícola/ Universidade Federal de São Carlos, campus Araras. 3 - Universidade Federal de São Carlos, campus Lagoa do Sino.
Abstract:
O conceito de política pública adotado neste artigo vai além da intervenção do Estado numa determinada situação social considerada problemática. Pelo fato, que se buscou a construção de uma ferramenta capaz de avaliar as políticas públicas destinadas a agricultura familiar brasileira, para averiguar o impacto que as mesmas causaram em seu público alvo. Para tanto, foram adotadas as análises da eficácia e coesão social, oriundas de questionários com os agricultores e consumidores finais, entrevistas semiestruturadas com as lideranças das organizações de agricultores e com os órgãos atrelados a política em nível local. O trabalho está sendo desenvolvido junto aos Assentamentos 23 de Maio e Assentamento Carlos Lamarca ambos pertencentes ao município de Itapetininga, estado de São Paulo, Brasil. Enquanto, que os consumidores finais são os considerados pela política pública como público alvo, sendo eles: escolas infantis e secundarias, abrigos, e entidades filantrópicas. Como resultados tem se observado dificuldade em realizar planejamento de produção para atender as políticas públicas, como também existe uma imposição do tipo de cultura a ser produzido por parte das organizações, mas que resulta em mais renda para a família que ali labuta. Até o momento, chega-se a conclusão de que a política pública pouco tem contribuído para o empoderamento dos agricultores familiares.
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O problema do uso abusivo do crack e o desenvolvimento social: uma perspectiva freedom-based. (#4774)
Maria Tereza Ribas Sabará 1; Bruno Leite Da Silva
2; Murilo Nunes Pinto Da Costa
31 - Assembleia Legislativa do Tocantins. 2 - Universidade Federal do Tocantins. 3 - Universidade Federal de Viçosa.
Abstract:
O problema do uso abusivo do crack no Brasil é alarmante, ao passo em que ele é o maior mercado consumidor da droga no mundo, que está presente em todos o municípios brasileiros e se configura como a droga mais consumida no país. As políticas públicas brasileiras de combate ao problema do crack e outras drogas se pautam por três frentes: prevenção, cuidado e autoridade. Esta última, incorpora a maior parte dos recursos estatais para manejar o problema, o que demonstra o caráter combativo e punitivista da questão das drogas na agenda do desenvolvimento social no Brasil, postura ratificada por discursos não apenas de agentes públicos mas de grande parte da sociedade civil organizada. Desse modo, o problema do uso abusivo do crack é visto como uma questão de segurança e não de saúde pública, legitimando a guerra às drogas como modus operandis institucionalizado de solução às diversas questões que envolvem as drogas. O presente artigo, destarte, fruto de pesquisa bibliográfica e documental, sugere a imersão de novos temas capazes de contribuir com novas perspectivas para a continuidade ou descontinuidade das políticas públicas de combate ao crack no país, sobretudo pelo debate do desenvolvimento social pelo Estado estar fortemente atrelado a noções que se demonstram insuficientes para dar conta de tal problema que se expressa no fracasso da guerra às drogas. Para tanto apresenta-se dados acerca do perfil dos usuários frequentes da droga e gastos públicos relativos as frentes de ação. Posteriormente, discute-se o proibicionismo e o punitivismo como alicerce analítico dos problemas sociais no país, sobretudo das drogas, e sua institucionalização. Por fim, recorre-se à perspectiva freedom-based de Amartya Sen como elemento colaborativo para novas análises a respeito das políticas públicas de combate ao crack, discutindo seus conceitos-chave e as dinâmicas entre liberdade e desenvolvimento social. Conclui-se que a criminalização das drogas se apresenta como entrave para a valorização das liberdades instrumentais dos individuos e que as ações estatais brasileiras que visam o combate ao seu uso apenas as reforçam, negligenciando não apenas o desenvolvimento das capacidades desses indivíduos, mas seu papel como eliminador de formas de privações de liberdades expressas na carência de assitência a esses usuários.
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Direito à Cidade: a estigmatização do bairro João Cabral em Juazeiro do Norte - Ce e sua interferência na garantia e acesso às políticas públicas. (#5032)
Ana Patrícia Silva Bezerra
1;
Cecília Ferreira Dos Santos 1;
Diego Coelho Do Nascimento
11 - Universidade Federal do Cariri.
Abstract:
A partir da perspectiva do Direito à Cidade este estudo buscou identificar em que aspectos este direito é violado correlacionando este fato com a estigmatização social, para tanto foi escolhido como objeto de estudo o bairro João Cabral, um dos maiores bairros do município de Juazeiro do Norte (cidade localizada no sul do estado do Ceará) e principal vítima do estigma com o território. Partindo da análise dos eixos: educação, saúde e infraestrutura, busca-se identificar as principais carências do bairro no que diz respeito às políticas públicas e qual a relação desta carência com o estigma social sofrido pelo bairro. Não buscou-se apenas identificar as carências do bairro, mas também entender o porquê da existência dessas carências, bem como sobre a violência vivida diariamente pelos moradores, ao mesmo tempo que a partir da conversa com os mesmos, buscou-se perceber se eles têm ciência do estigma que existe sobre eles e se os mesmos entendem o quanto isso interfere na tomada de decisões políticas para o local. Ao fim, pretendeu-se deixar nítido que com a ação do poder público através de políticas públicas para o bairro João Cabral, a imagem daquele lugar pode ser drasticamente modificada positivamente.
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A Política da Habitação de Interesse Social em Porto Alegre: consideRações acerca de sua efetividade no período de 2009 a 2014 (#6007)
Janaína Carneiro da Silva 1; Marília Patta Ramos
21 - UERGS. 2 - UFRGS.
Abstract:
O foco desta pesquisa é avaliar criticamente a efetividade da política pública da Habitação de Interesse Social em incluir socialmente seus beneficiários; os programas e projetos avaliados serão os realizados a partir da adesão do Demhab ao SNHIS com a criação do Plano Municipal da Habitação de Interesse Social (PMHIS, 2007) e de seu conselho gestor instituído pela Lei Municipal 612/09. A premissa e a relevância na formulação de estudos de avaliação da efetividade de políticas habitacionais para baixa renda baseiam-se, em particular, em dois estudos prévios: o projeto de Mapeamento e Avaliação das Políticas Públicas de Interesse Social em Porto Alegre – Um estudo de caso do reassentamento da antiga Vila Chocolatão (SCHEID e DA SILVA, 2015) para o Condomínio Nova Chocolatão na Av. Protásio Alves, zona Leste de Porto Alegre, que identificou, a partir de uma amostra probabilística aleatória de 64 residências consideradas válidas, que 26 famílias não eram oriundas da Antiga Vila Chocolatão – Centro de Porto Alegre. Ou seja, 40,62% da amostra das famílias contempladas pela política pública não estavam mais sendo beneficiadas por esta, pois não permaneceram no local após 4 anos do reassentamento. Quando auferido o percentual da população - 181 famílias, 53 % dos atuais moradores da Nova Chocolatão não eram oriundos da antiga, ou seja, não eram os beneficiários da política inicial do reassentamento. E o segundo, sobre a habitação popular em Portugal (AUGUSTO, 2008) e a discussão sobre a eficiência e eficácia das políticas públicas de habitação social, utiliza-se o caso de um bairro social que foi construído em 1963 em Lisboa, onde o autor sociólogo Nuno Miguel Augusto inclusive viveu por 27 anos, e que a taxa de permanência, após, pelo menos 30 anos, foi de 70%. Logo, verte a seguinte questão de pesquisa: As políticas públicas da Habitação de Interesse Social em Porto Alegre, implementadas de 2009 a 2014/2, tem conseguido atingir seus objetivos de inclusão social pela moradia? E se sim, quais seriam as condicionantes para que a política SNHIS tenha incluído socialmente seus beneficiários? A presente pesquisa delimita-se como uma quase-experimental pois, visa compreender o fenômeno ex-post-facto e é planejada para responder também questões sobre causas e efeitos (testar hipóteses) do impacto de uma política pública. (RAMOS, 2014:20) Caracteriza-se, ainda, como explicativa quanto ao seu objetivo e transversal – uma vez que a coleta de dados primários será em momento único, quantitativa, uma vez que o estudo envolve a coleta de informações (dados secundários) sobre Políticas Públicas da Habitação de Interesse Social e a coleta de dados quantitativos sobre a permanência das famílias contempladas pelos programas habitacionais do DEMHAB no período de 2009 a 2014/2 em uma amostra de 255 beneficiários (as). Os resultados parciais contam com a discussão teórica sobre as políticas da habitação na América Latina,seu papel como vetor da inclusão social; metodologias de avaliação de impacto e a análise do pré-teste do questionário de pesquisa à ser aplicado em 2017/2.
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Cuando el trabajo vale centavos.Recuperación informal de residuos urbanos en el Municipio de La Plata desde de la perspectiva de sus actores. (#2787)
Mg.Ines Cortazzo
1;
Lic.Vanesa Herrero 11 - Laboratorio de Investigación Movimientos Sociales y Condiciones de Vida. Facultad de Trabajo Social, Universidad Nacional de La Plata.
Abstract:
En el siguiente trabajo presentaremos- desde un estudio cualitativo- algunos resultados de una investigación desarrollada en el período 2013-2015, en el marco del trabajo de investigación Formas organizativas y redes de sociabilidad de los recolectores informales de residuos y su relación con las Condiciones y medio ambiente de trabajo (CYMAT). El caso de los cartoneros en la ciudad de La Plata. La actividad cartonera es una actividad -de vieja tradición- que ha ido adquiriendo características particulares en distintos momentos históricos tanto en Argentina como en diversos países de América Latina. También conocida como recolección informal de residuos; el cartonero es quien recupera residuos urbanos para su posterior clasificación y comercialización en diversas formas. A partir de la década de los 90 y principalmente con la crisis del 2001 esta actividad creció tanto en el aspecto numérico, volumen de productividad como en la organización del trabajo. Tres cuestiones principales marcan la opción de los sectores más vulnerables masiva por la recolección de basura: el incremento acelerado de la desocupación y la pobreza; la problemática de la basura, los conflictos a nivel municipal y la ineficiencia de qué hacer con los desechos urbanos y el incremento del precio de los materiales reciclables producto de la devaluación del 2001. Entendemos esta actividad como parte del mercado informal de trabajo en un circuito de recuperación y reutilización de materiales reciclables más amplio. Lejos de ser una actividad aislada, solitaria e independiente, la recuperación informal de residuos envuelve una trama de actores e instituciones públicas, privadas y sociales que obtienen provecho económico de la misma. Es en ese entramado donde se desdibuja la figura del recuperador urbano sin reconocer el aporte económico que realiza ni las condiciones insalubres y precarias en las que lleva a cabo su trabajo. El vecino, productor de la materia prima (los residuos), los municipios, empresas concesionarias, los depósitos e industrias conforman el engranaje o circuito del reciclaje. Este análisis lo hacemos a partir de bibliografía específica, fuentes secundarias y la voz de los actores con los que trabajamos en el campo. Analizaremos la posición que ocupa cada actor en la actividad y así como la política pública en relación a la problemática. Palabras claves: cartoneros, trabajo informal, gestión de residuos sólidos urbanos, recuperadores urbanos.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 22 |
Programas sociais, pobreza e desenvolvimento sustentável em Unidades de Conservação da Amazônia: o Programa Bolsa Verde na Resex São João da Ponta – PA. (#2841)
Carla Cilene Siqueira Moreira 1;
Tânia Guimarães Ribeiro
11 - Universidade Federal do Pará.
Abstract:
Verifica-se no Brasil a elaboração de uma política que pretende atender um público duplamente invisibilizado por sua condição de pobreza e por fazer parte de segmentos socialmente excluídos dos grandes centros urbanos, ou seja, as populações pobres rurais. Trata-se do Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde (PBV), integrante do Plano Brasil sem Miséria, lançado em 2011 pelo Governo Federal. Este plano foi instituído pelo Decreto nº 7.492, de 2 de junho de 2011, e tem como público prioritário cerca de 16,2 milhões de brasileiros identificados pelo Censo 2010 como em situação de extrema pobreza, com renda mensal inferior a R$ 70. O objetivo deste trabalho é analisar como a política vem se desenvolvendo a partir da experiência que ocorre no território onde é implantada, neste caso a Reserva Extrativista São João da Ponta, localizada no nordeste do estado do Pará, fazendo parte do complexo de unidades de conservação existentes na Amazônia brasileira. A partir da percepção dos moradores e usuários da Resex em destaque, visa-se demonstrar a articulação dessa política ambiental com o desenvolvimento do território da unidade de conservação, considerando-se a incidência destes recursos nas práticas econômicas e sociais desses agentes sociais. A pesquisa, de caráter qualitativo, caracterizou os aspectos específicos de implantação do Programa Bolsa Verde na Resex identificando os agentes sociais envolvidos no processo de implantação no território da Unidade de Conservação, destacando-se as questões que envolvem as exigências de condicionalidades para recebimento de benefícios, uma vez que se exige o cumprimento de regras de conservação e uso dos recursos naturais de maneira sustentável. O artigo se estrutura a partir de considerações teóricas e dados empíricos originados de entrevistas semiestruturadas realizadas entre os agentes locais envolvidos na implantação do PBV, coleta de dados e sistematização estatística da base de dados do Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Social e pesquisa bibliográfica abordando conceitos como desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, combate à pobreza e políticas sociais. Destaca-se também que os programas sociais com foco de atuação nas famílias pobres e no trabalho das mulheres como representante familiar, podem essencializar esses agentes sociais em categorias considerando-os como grupos homogêneos e coesos, negando-lhes a conflitualidade, dado que foi identificado nas entrevistas divergências com relação ao direito de recebimento do recurso oriundo da bolsa. Outro ponto observado é que o eixo da transferência de renda se sobrepõe ao eixo da conservação ambiental. Dessa forma, este trabalho demonstra como os programas sociais podem trazer consequências nos territórios de Unidades de Conservação de uso sustentável indicando a essencialização do termo “beneficiário”. A essencialização é entendida neste trabalho como parte do resultado das políticas sociais que generalizam e homogeneízam os pobres e a pobreza no Brasil. Portanto se analisa, criticamente, o Programa Bolsa Verde enquanto política social que alia o combate à pobreza e a conservação ambiental, o qual tem como um de seus objetivos garantir o desenvolvimento do território, através da transferência de renda e a utilização sustentável dos recursos naturais.
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Os impactos territoriais do Programa Minha Casa Minha Vida – a realidade maringaense (#2957)
Pollyana Machiavelli 1;
Ana Lúcia Rodrigues
1; Priscila De Almeida Souza
1; Caroline Pagamunici
11 - Universidade Estadual de Maringá.
Abstract:
Essa pesquisa é desenvolvida como parte do INCT/CNPq/Observatório das Metrópoles – As metrópoles e o Direito à Cidade. A função social da cidade é o princípio de todos os marcos urbanísticos vigentes atualmente no Brasil assegurando um conjunto de direitos: moradia, trabalho, lazer, convivência coletiva da rede de cidades ente outros. Observa-se em várias cidades situações de pobreza, exclusão social, segregação espacial e desigualdades sociais, como no caso da cidade de Maringá, situada no norte central do estado do Paraná. Desde sua gênese o município já possuía um projeto voltado para as classes com maior poder aquisitivo. Com o passar das décadas o planejamento estratégico voltado a essa parcela da sociedade fica cada vez mais evidente. Ou seja, fazer parte, estar incluído nesse modelo de planejamento e cidade torna-se uma tarefa árdua para uma parcela bastante significativa da sociedade, pois exige, cada vez mais, recursos econômicos. Em um Estado Democrático de Direito, onde "todo o poder emana do povo" e fundado na dignidade da pessoa humana, a existência de disparidades econômicas e sociais aliadas a condições deploráveis de vida revela a desigualdade extremada. Assim planejar cidades prósperas afim de alcançar um desenvolvimento de forma ordenada, antecipando as necessidades e coordenando esforços com o intuito de construir vida coletiva e proporcionar uma cidade em que todos os habitantes se integrem tem sido um objeto de esforço para segmentos da sociedade, comprometidos com o direito à cidade. Sobre esse aspecto o presente trabalho tem por objetivo, a análise das formas de provisão de moradia e seus impactos na reconfiguração espacial da Região Metropolitana de Maringá nos últimos cinco anos. Para tanto, esse trabalho pretende aprofundar as discussões sobre a produção empresarial realizada pelo Programa Minha Casa Minha Vida – PMCPV. A metodologia utilizada foi a pesquisa documental, pesquisa de campo com a aplicação de questionários, análise e mapeamento georrefenciados. Alguns resultados parciais de uma pesquisa quantitativa realizada em diversas metrópoles brasileiras (2011) mostram elevado grau de satisfação dos mutuários, sendo o PMCMV um dos programas governamentais mais bem-sucedidos do ponto de vista do reconhecimento do público. Essa mesma pesquisa foi replicada a realidade maringaense, e assim como em outras regiões metropolitanas ela revelou diversos problemas nos novos empreendimentos, partindo da localização e dessa forma proporcionando uma discussão quanto ao direito a cidade, até problemas relacionados a infraestrutura, acessibilidade e áreas dos imóveis. As análises mostraram que programa tem impactado de forma direta na reestruturação territorial da cidade de Maringá, puxando a periferia cada vez mais para as áreas mais distantes e segregando essa população de forma que pouco ou nada consigam participar da cidade pólo.
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Uma experiência de atendimento à violação de direitos: transitando entre os espaços de (des)proteção (#3055)
Claudia Winter Da Silveira
1; Daniela Silva Champe Da Silva Champe
1; Graziela Martins De Oliveira
1; Jessica Rodrigues Fernandes Stainhausen
1; Lucas Kingeski Lemos
1; Maristela Bisognin
1; Michele Minto Norling
1; Rogério Miranda Barros
1; Rosângela Machado Moreira
1; Suellen Santos Silva
1;
Vitória Magalhães Guasque 11 - CREAS.
Abstract:
Este trabalho pretende abordar a experiência profissional da equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, do Município de Gravataí/RS, Brasil. Pretende-se apresentar um contraponto entre o que preconiza a Política de Assistência Social (PNAS, 2004) e a prática cotidiana profissional. O CREAS está inserido na Proteção Social Especial de média complexidade, ofertando trabalho social especializado às famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social em razão da violação de direitos. Para tal, a intervenção profissional ocorre nas relações sociais com centralidade na família, visando o fortalecimento e (re)construção dos vínculos familiares. O CREAS de Gravataí desenvolve os seguintes serviços: PAEFI - Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos, o qual realiza atendimento a famílias de crianças e adolescentes vítimas de situações de violações de direitos; PEMSE - Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviços à Comunidade, o qual oferece atenção socioassistencial e acompanhamento a adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto; SEAPI - Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosos (as) e suas Famílias, o qual atende famílias de pessoas com deficiência e idosos em situação de violação de direitos; e SEAS – Serviço Especializado em Abordagem Social, o qual oferece atendimento a crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e famílias que utilizam espaços públicos como forma de moradia e/ou sobrevivência. O CREAS coloca-se como espaço contraditório, em que o local de proteção social pode ser também de violação de direitos. Isso porque as fragilizações e rupturas que incidem no âmbito familiar estão associadas a um contexto social mais amplo, marcado pela desigualdade e pela vivência da (des)proteção do Estado no âmbito das políticas públicas. Portanto, o desafio dos trabalhadores está em problematizar esse cotidiano profissional marcado por processos históricos e sociais que perpassam a vida dos sujeitos, numa realidade marcada pela produção e reprodução de violações e sofrimentos. Nesse contexto de conflitos, contradições, violações de direitos e desafios percebidos pelo grupo de trabalho, entende-se a relevância da (des)construção acerca das proposições da política de Assistência e o fazer cotidiano.
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Associação de Recicladores Rei do "PET" e Programa Brasil Alfabetizado: Principais apontamentos (#4335)
Camila Sopko 1; Reidy Rolim De Moura
1; Isabela Martins Nadal
2;
Lillian Cristina Cruvinel Torres
11 - Universidade Estadual de Ponta Grossa. 2 - Universidade Federal de Santa Catarina.
Abstract:
O presente trabalho tem como objetivos: apresentar o Programa brasileiro: Brasil Alfabetizado com os membros da Associação de Recicladores Rei do PET (ARREP) na cidade de Ponta Grossa- Paraná, identificar os aspectos positivos e negativos do Programa Brasil Alfabetizado. Este programa federal tem como objetivo: alfabetizar jovens e adultos a partidos dos 15 anos e que não tiveram acesso à alfabetização em determinado período de suas vidas, assim visa levar a alfabetização até a comunidade, facilitando assim o acesso à educação para todos. A pesquisa que será apresentada aqui é sobre a Associação de Recicladores Rei do “PET” uma associação de material reciclável que participou do programa citado. Esta associação teve seu início no ano de 2010 e conta com o apoio da Universidade Estadual de Ponta Grossa e da Prefeitura Municipal. É uma associação que tem em sua maioria mulheres, analfabetas ou semianalfabetas. Para realizar tal análise foi feita uma pesquisa de campo, composta por três entrevistas semiestruturadas com a professora voluntária, o coordenador regional e a coordenadora municipal. Para esta pesquisa foi utilizado um questionário com 15 perguntas abertas para servir como base para entrevista. Esta discussão é pertinente, uma vez que apresenta nesse trabalho a realidade de uma associação de catadores que demandava a alfabetização e traremos também a realidade do programa federal que é oferecido para a sociedade, trazendo suas conquistas e falhas, mostrando qual é a visão deste programa para os coordenadores e a professora. Neste trabalho também será feito um histórico da educação brasileira, como também sobre associação de catadores e dados principais dos sujeitos participantes. De uma forma geral, os resultados deste trabalho nos mostraram diversas dificuldades e incoerências para a realização do programa, dentre as quais a qual mais chamou nossa atenção a de que o programa tem apenas duração de oito meses podendo ser renovado apenas mais uma vez, tendo uma duração total de dezesseis meses, fazendo com que seja praticamente impossível a alfabetização de um sujeito neste curto prazo, falta de incentivo para os profissionais também se mostra presente, e a existência de regras como a de ter no mínimo 15 sujeitos analfabetos para poder se formar uma turma de alfabetização. Neste trabalho fica evidente diversas fragilidades do programa, mas ainda predomina-se como uma alternativa viável para alguns sujeitos onde estes conseguem alcançar mudanças nas suas vidas, passando a perceber situações que não percebiam antes e passam a se inserir em questões que antes não eram possíveis.
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Paradojas y ambigüedades de la apropiación tecnológica entre las familias de menores recursos en Uruguay (#5954)
Rosalía Winocur Iparraguirre 11 - FIC/UDELAR.
Abstract:
Esta ponencia trata acerca de la relación entre las políticas de inclusión digital y las familias de menores recursos. Una relación marcada por encuentros y desencuentros entre representaciones sociales diversas acerca del valor de las tecnologías digitales respecto al aprendizaje, el entretenimiento, el tiempo libre, la información y la comunicación. Una relación cargada de situaciones paradójicas y expectativas —no siempre compartidas— sobre el lugar que deben ocupar las TIC en el hogar, la escuela, el trabajo y la vida. Una relación embargada de sentimientos ambiguos y contradictorios sobre las bondades y peligros de las computadoras e Internet. Una relación sujeta a negociaciones de significados en condiciones de desigualdad cultural e informática entre familias pobres, maestros de escuela y promotores de los programas de alfabetización digital. En síntesis, una relación que alberga un desfase constitutivo entre la concepción de la política y las realidades socioculturales de apropiación de los destinatarios, y que por lo tanto requiere ser estudiada en su complejidad, con todos sus matices, quiebres y claroscuros, y no solo atendiendo a los observables mensurables de los logros y fracasos de los programas de inclusión digital (Winocur, Sánchez Vilela, 2016). Para dar cuenta del alcance y profundidad de dicho desfase constitutivo, reseñaremos los resultados principales de una investigación realizada entre junio de 2011 y diciembre de 2012, que tuvo como objetivo reconstruir la experiencia de apropiación de las computadoras portátiles XO que distribuyó el Plan Ceibal en los hogares de menores recursos de Uruguay. En esta investigación nos concentramos en comprender los imaginarios y representaciones que facilitan o entorpecen el acceso a las tecnologías digitales. En ese sentido, no fuimos a comprobar los logros o fracasos de la política de inclusión digital, sino a indagar qué había ocurrido en el encuentro entre dos racionalidades distintas respecto a la manera de concebir, valorar y proyectar la computadora e Internet hacia el futuro. Desde el punto de vista teórico-epistemológico, apostamos a superar el profundo desencuentro entre método y situación (Martín-Barbero,1993:204), particularmente evidente en la escasa preocupación de las políticas públicas por estudiar el modo en que las personas producen el sentido de su vida, se comunican y usan los medios digitales, y también asumimos que las tecnologías son: «(…) cosas sociales, impregnadas de lo simbólico y vulnerables a las eternas paradojas y contradicciones de la vida social, tanto en su creación como en su uso» (Silverstone, 2004:54).
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la construcción desigual de la ciudadanía para las mujeres en tres delegaciones de la ciudad de méxico: análisis de discurso de programas sociales que naturalizan la exclusión social (#3008)
Abstract:
Esta ponencia presenta los resultados de un proyecto de investigación enfocado a identificar y conocer el concepto de ciudadanía femenina que se construye a partir de los programas sociales destinados hacia las mujeres en tres delegaciones de la Ciudad de México. Estas tres delegaciones son, actualmente, gobernadas por tres partidos políticos distintos y con realidades y problemas sociales diferentes y diferenciados: Iztapalapa, la delegación con mayor número de habitantes mujeres y mayores recursos presupuestales asignados, Benito Juárez la delegación con el más alto índice de desarrollo humano de la Ciudad de México y Tlalpan una de las delegaciones que más programas sociales ha destinado a la mujer en los dos últimos períodos de gobierno delegacional. El proyecto hizo un estudio documental y de campo que contempló la revisión de los programas sociales y entrevistas a funcionarios delegacionales (análisis de contenido y discurso) sobre qué se ha hecho en las delegaciones en los últimos 4 años (2013-2016) con el fin de reducir las desigualdades de género y programas sociales de apoyo a las mujeres para contrastar y relacionar qué imagen se construye sobre las mujeres como ciudadanas. El proyecto permitió encontrar discursos de doble victimización de las mujeres, falta en la claridad en el diseño de políticas públicas, una visión institucional que no sólo reproduce la inequidad entre hombres y mujeres, sino que la invisibiliza y una construcción social sexista hacia las mujeres desde la percepción de la naturalización en los discursos de discriminación. El análisis discursivo evidenció el tipo de perfil de las beneficiarias de los propgramas sociales, sus limitaciones y vacíos institucionales y legales así como los presupuestales y culturales. Pero también la falta de claridad en el manejo de conceptos de género y su reducción institucional hacia las mujeres en situación de vulnerabilidad y exclusión social bajo circunstancias que reproducen patrones de dominación y roles de género.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
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A economia solidária como forma de superação da pobreza: articulações políticas e efeitos multidimensionais (#3108)
Gustavo Oliveira 11 - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS.
Abstract:
Este trabalho trata do problema da pobreza e de alternativas para seu enfrentamento e superação. A pobreza não é uma questão particular, de vontade ou caráter dos sujeitos individuais, mas resultado da distribuição desigual do expansionismo do capitalismo que se funda na consolidação dos conceitos de homo economicus e de economia de mercado. Esta visão hegemônica perdura até a atualidade, mas formas alternativas de analisar a racionalidade humana em sua dimensão econômica existem. A economia solidária é um fenômeno que expressa esta razão contra-hegemônica neste contexto. O objetivo deste estudo é analisar a economia solidária como possibilidade de superação da pobreza de mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família, considerando os efeitos multidimensionais atividade econômica e as estratégias governamentais acionadas pela política de assistência social. A economia solidária passou a fazer parte das estratégias institucionais brasileiras de enfrentamento à pobreza em 2011, com a implementação do Plano Brasil sem Miséria (BSM) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Se trata de um estudo de caso com abordagem qualitativa, desde uma perspectiva nacional até chegar ao nível municipal/local – no município de Canoas. Foram realizadas pesquisas bibliográfica e documental, em sua fase exploratória, utilizadas as estratégias de observação e entrevistas semi estruturadas para coleta de dados, na fase da pesquisa de campo, e análise de conteúdo, na fase de análise e interpretação dos dados. Foram entrevistadas um total de treze mulheres ligadas ao Programa Bolsa Família (PBF), à entidades do Terceiro Setor conveniadas à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) ou ao movimento de economia solidária de Canoas. Os resultados apontam que a gestão pública local enfrenta sérias dificuldades para se articular entre secretarias e diretorias, fato que contribui para que a economia solidária encontre grandes barreiras para se consolidar como uma alternativa estratégica para o enfrentamento da pobreza. Desta forma, a economia solidária aparece com uma função complementar no desafio da superação da pobreza multidimensional na trajetória de vida das mulheres entrevistadas nesta pesquisa.
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Fortalecimiento de la empleabilidad de personas vulneradas por su género: una mirada desde las políticas de empleo (#4238)
Silvana Mochi
1;
Guadalupe Lopez 11 - Ministerio de Trabajo, Empleo y Seguridad Social de la Nación.
Abstract:
El presente trabajo se propone reflexionar en torno al diseño e implementación de una política de empleo con enfoque de géneros que incluye a mujeres en situación de violencia doméstica, personas trans y personas en situación de vulnerabilidad por prostitución, a partir de su vinculación al Seguro de Capacitación y Empleo llevada adelante desde la Secretaría de Empleo del Ministerio de Trabajo Empleo y Seguridad Social de la Nación. El Seguro de Capacitación y Empleo entra en vigencia en el 2013, y, a partir de reconocer que las mujeres en situación de violencia doméstica suelen tener mayores niveles de desocupación, ausentismo de sus lugares de trabajo, pérdida del empleo, alejamiento de la carrera formativa/profesional por largos períodos, más el mandato de la Ley 26845 que interpela al Ministerio de Trabajo de la Nación a intervenir en el abordaje integral de las violencias hacia las mujeres, se propone fortalecer la empleabilidad de estas mujeres que suele verse obstaculizada en contextos de control permanente y encierro físico – reclusión al ámbito doméstico- y moral. La dependencia económica y falta de vivienda es el principal obstáculo para que las mujeres puedan enfrentar y salir del círculo de la violencia doméstica. Las políticas que se proponen mejorar la empleabilidad deben contemplar los múltiples ejes de diferencia que atraviesan a los sujetos destinatarios y que impactan en sus posibilidades de desarrollo laboral, entre ellos la edad, la posición social, la etnia, el género. Las políticas de empleo que promueven la inserción laboral y el desarrollo de trayectos formativos se proponen el doble desafío de contribuir a la autonomía económica de estas mujeres, a través de las ayudas monetarias y de fortalecer su empleabilidad mediante el acompañamiento y el acceso a las diversas prestaciones de orientación, formación, entrenamiento e inserción laboral. La apertura del Seguro de Capacitación y Empleo para personas vulneradas por su género propone este abordaje, de carácter integral que promueva el trabajo conjunto, articulado y multidisciplinario de la problemática. Para lo cual, además de integrar en este proceso a las instituciones y organismos estatales requiera de la sociedad civil. Mirar las políticas de empleo con enfoque de géneros, implica pensar y generar, tanto “acciones estratégicas” tendientes a sensibilizar y reflexionar sobre las relaciones de sociales de género y las prácticas institucionales que reproducen un orden social y cultural naturalizado y jerárquico entre varones y mujeres como “acciones específicas” que focalicen en las mujeres que atraviesan situaciones de violencias. En este sentido nos proponemos compartir parte de este camino recorrido tanto en sus logros y aciertos así como también con los interrogantes, consideraciones y propuestas sobre las cuales seguir profundizando en esta asignatura pendiente entre las políticas públicas y las desigualdades de géneros
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La proximidad como estrategia metodológica de acceso a la inclusión social en el proceso de reforma del Estado en Uruguay (#5155)
Carolina González Laurino
1;
Sandra Leopold Costábile 11 - DTS. FCS. Udelar.
Abstract:
Entre los analistas de la matriz de protección social uruguaya implementada a inicios del siglo XX, existe amplio consenso en describir un sistema de políticas sociales fuertemente institucionalizado, estructurado sobre una base de prestaciones de carácter universal en educación y estratificada en materia sanitaria y de seguridad social, que tiende a incorporar a la mayoría de los sectores asalariados urbanos, con una incorporación tardía de los trabajadores rurales (Filgueira, 1998). Esta estructura de protección social, que limita tanto la intervención de organizaciones privadas laicas y religiosas con fines de lucro, como la focalización en sectores vulnerables (Midaglia y Antía, 2007), logró resistir los impulsos reformistas de la dictadura (1973-1984), así como las presiones regresivas en materia de gasto social sostenidas en la década de los noventa en la región, pese a la implementación de algunas reformas sociales, cuya expresión más emblemática supuso la transformación de un modelo de seguridad social sostenido en el principio de solidaridad intergeneracional a un modelo mixto de aportes individuales e intergeneracionales (Midaglia y Antía 2007). Entre las reformas impulsadas en los últimos quince años se encuentra la transformación de la matriz impositiva, la reforma del sistema de salud, la reinstalación de los Consejos de Salarios y la creación del Ministerio de Desarrollo Social (MIDES). La estrategia de acceso al bienestar implementado en este último período, prioriza líneas de universalización y focalización con pretensiones últimas de incorporación de la población que se encuentra en situación de extrema pobreza, a los dispositivos universales, específicos y al mercado formal de trabajo. Para ello, entre otras acciones, se han diseñado y puesto en práctica, propuestas programáticas, que despliegan una estrategia de intervención, que se califica de «proximidad», y a cuyo tratamiento y problematización se orienta este texto. La ponencia que aquí se presenta está basada en una investigación desarrollada en 2016, y financiada en el marco de un convenio de cooperación entre el DTS de la FCS de la UDELAR República y la DINEM del MIDES, que tuvo como objetivo el estudio de las estrategias de proximidad implementadas en los programas interinstitucionales Cercanías y Jóvenes en Red, la Dirección Uruguay Crece Contigo (UCC) y el Servicio de Abordaje Familiar (SAF) del MIDES. Desde el punto de vista metodológico, el trabajo se apoya en el análisis de fuentes documentales y del producto de 60 entrevistas realizadas en los departamentos de Montevideo y Salto a personas con distintos niveles de responsabilidad en cada propuesta (operadores y supervisores de todos los programas), así como a figuras específicas de cada estrategia: coordinadores (SAF), referentes temáticos (Jóvenes en Red) y facilitadores (UCC).
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Herramientas y perfil profesional en acompañamiento familiar en el caso del programa Cercanías (#5889)
Valeria Gradin 1; María Isabel Verstraete
21 - MIDES. 2 - UCUDAL.
Abstract:
La ponencia se basa en una investigación desarrollada en el marco de la elaboración de un trabajo final de posgrado sobre intervención familiar. Este trabajo se planteó como objetivo analizar, para el caso del programa Cercanías, la metodología desarrollada por los equipos técnicos (identificar herramientas con base en la teoría sistémica, y otras corrientes, y su utilización en la práctica del trabajo implementado por Equipos Territoriales de Atención Familiar -ETAF). Este programa estatal surge en 2012, junto con otros programas focalizados y de proximidad (Uruguay Crece Contigo y Jóvenes en Red), con el objetivo de restituir derechos a integrantes de familias en situación de extrema pobreza en el país. El diseño de investigación se centra en: entrevistas en profundidad de tipo abierto a informantes calificados; análisis de documentos institucionales del programa, así como de investigaciones y artículos publicados sobre el mismo, bibliografía vinculada a políticas públicas dirigidas a población en situación de extrema pobreza, publicaciones sobre intervención familiar y metodología de proximidad. El marco teórico integra elementos del desarrollo de las políticas públicas focalizadas en el país (y las críticas presentes hacia las mismas), así como del marco conceptual sobre metodología de intervención familiar (en particular de la corriente sistémica). El análisis profundiza en dos ejes: 1 – La organización del trabajo del equipo técnico (que refiere al encuadre en el trabajo con las familias y las instituciones en el territorio, los perfiles profesionales, la supervisión y el cuidado de equipos); 2 - Herramientas empleadas o que podrían ser utilizadas por los equipos (se distinguen herramientas por etapas de la intervención, herramientas por temáticas, y la realización de actividades multifamiliares como herramienta complementaria). En las conclusiones se plantea el aporte del instrumental analizado y la importancia de la sistematización de información y de la formación permanente para enriquecer la intervención del profesional que trabaja con familias en situación de extrema pobreza y los resultados de la misma; así como el necesario diálogo con la academia. También se plantean los límites del acompañamiento familiar en el marco de esta política asistencial ante los vacíos y desafíos en las políticas estructurales universales para la atención de la población en situación de extrema pobreza.
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Tensiones y contradicciones en las políticas sociales y su interacción con los/as beneficiarios/as. Un estudio de casos comparado etnográfico de programas sociales en Chile y Uruguay (#6106)
Florencia Picasso Risso 11 - UAH-UdelaR.
Abstract:
En el marco del trabajo de tesis doctoral en curso, mi foco de investigación busca comprender la interacción social entre las políticas sociales y los/as beneficiarios a partir de un análisis comparado entre los programas sociales de Chile y Uruguay, con la pretensión de problematizar y reflexionar sobre la formulación de nuevas políticas en el contexto Latinoamericano. Se trata de un estudio de casos comparado desde una perspectiva etnográfica, de dos programas dirigidos a las familias en situación de vulnerabilidad y pobreza extrema en Chile y Uruguay: el Programa Familias del sub componente Seguridades y Oportunidades, Chile y la Estrategia Nacional de Fortalecimiento de las Capacidades Familiares, Programa Cercanías, Uruguay. La importancia de estudiar ambos países radica en que se trata de dos contextos en los cuales, desde el punto de vista de la relación entre los regímenes de bienestar y las familias, son aparentemente disímiles: Chile con orientación mercadocéntrica o estatal productivista y en el caso de Uruguay estatal proteccionista (Martínez, 2007) o híbrida. Sin embargo, al mismo tiempo poseen similaridad en el abordaje de los programas sociales dirigidos a las familias en situación de pobreza y vulnerabilidad. En este contexto, la ponencia procura presentar algunos hallazgos del trabajo de campo realizado durante el año 2017. Resulta un claro desafío del presente trabajo, la comprensión de dicha interacción social entre los programas sociales y los/as beneficiarios entrelazados con tales regímenes de bienestar. Poniendo énfasis en el particular entramado que se genera en el escenario de la implementación de la política, donde las singularidades y significaciones resultan clave para comprender en profundidad los fenómenos sociales y retroalimentar los diseños de las políticas. Tal como subraya Fleury (2002) resulta claro considerar que: “...el resultado de las políticas sociales es profundamente determinado por las prácticas sociales de interacción entre usuario y profesional, la interacción humana que se establece en los servicios sociales, es al mismo tiempo, un coloquio singular y una actualización/dramatización de las relaciones y estructuras sociales prevalecientes” (Fleury, 2002:10). Referencias Bibliográficas FLEURY, S. (2002) Políticas Sociales y ciudadanía. Banco Interamericano de Desarrollo, Instituto Interamericano para el Desarrollo Social (INDES). MARTÍNEZ FRANZONI, J. (2007). Regímenes de Bienestar en América Latina, Fundación Carolina, Madrid.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Juventude em áreas de vulnerabilidade social da região metropolitana de Belo Horizonte (#4271)
Nícia Raies Moreira De Souza
1;
Juliana Ruas Riani 11 - Fundação João Pinheiro.
Abstract:
A proporção de jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos que não estuda nem trabalha foi de 27,4% em 2015, segundo o IBGE. No grupo de 15 a 29 anos, a proporção dos que não trabalham, não estudam, nem procuram trabalho (não fazem parte da PEA e estão fora da escola) passou de 12,8% para 14,4% entre 2005 e 2015. Este é um fenômeno que está presente em diversos países, mas em sociedades como a brasileira, altamente desigual, com um nível de pobreza considerável, esse fato pode assumir contornos mais preocupantes. Uma parcela desses jovens conta com uma estrutura familiar que lhes dão suporte na transição para a vida adulta. Mas, nesse grupo há uma parte que pode ser considerada mais vulnerável porque as condições desfavoráveis de vida se acumulam podendo gerar barreiras intransponíveis para uma inserção social mais produtiva, no momento e no futuro. Assim, o objetivo do trabalho é compreender as trajetórias de vida e as barreiras de acesso ao sistema social que se constroem para os jovens que não fazem parte da população economicamente ativa e não estão na escola e residem em áreas urbanas da região metropolitana de Belo Horizonte com altas taxas de homicídio. Muitos fatores caracterizam a vulnerabilidade social da juventude. A sobreposição de condições desfavoráveis como baixa escolaridade e renda, dificuldade de inserção no mercado de trabalho, privação de acesso às políticas sociais e às atividades culturais e de lazer é considerada por muitos estudiosos como parte das causas estruturais passível de levar os jovens ao envolvimento com a violência urbana. São esses aspectos que serviram de base para a escolha de análise de trajetórias de jovens residentes em áreas com alta vulnerabilidade alvo de um programa de intervenção estatal que visa integrar, coordenar e ampliar a oferta de serviços e ações para a inclusão social da juventude. O uso da trajetória de vida e da biografia como método de pesquisa pretende dar conta da compreensão da estruturação do curso de vida e de suas transições a partir da articulação das dimensões micro e macrossociais na sua configuração.
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Representações sobre os jovens pobres no cinema Latino-americano (#4280)
Senyra Martins Cavalcanti 11 - UEPB.
Abstract:
O cinema não define a realidade social, mas contribui na formação de representações sobre atores e questões sociais referenciadas como problema pelas sociedades urbanas latino-americanas. Uma destas questões é a do jovem pobre como um risco à sociedade. Este artigo focaliza as representações fílmicas sobre os jovens pobres na paisagem urbana contemporânea, mais destacadamente nas áreas do centro da cidade (ruas, calçadas, praças, dentre outros), nos reformatórios e nas unidades prisionais dos grandes centros urbanos através da análise de doze filmes de longa metragem produzidos no período de 2000-2016 na América Latina. As obras selecionadas são de ficção e produzidas para veiculação em salas comerciais de cinema, mas possuem a pretensão de documentar e revelar as experiências e vivências dos jovens pobres de origem étnica afrodescendente e indígena em situação de risco e/ou vulnerabilidade social em face à frágil proteção estatal. Os filmes analisados apresentam temas transversais e construções representacionais bastante próximas, não obstante terem sido produzidos em países de língua espanhola e portuguesa, em diferentes culturas locais e identidades nacionais da AL. O conceito de juventude que orienta a análise é o de Pais (2003), articulado à visão da diversidade sobre a juventude de Dayrell (2005), por permitir analisar a juventude como parte de um processo no conjunto das experiências vivenciadas pelos indivíduos em seu contexto social. Nos filmes analisados, o ser jovem nas famílias pobres é marcado pela desagregação familiar, orfandade, abandono, privação de alimentos, fracasso escolar, encarceramento, asilamento, violência doméstica, abuso sexual, dentre outros, resultando na convivência diária com a pobreza, o iletrismo, a violência e a atratividade das gangues e do tráfico de entorpecentes, e são justamente essas as experiências de juventude focalizadas pelos filmes analisados. Essas experiências são diluídas na categoria do outro. Um outro feio, sujo, pobre, perigoso, não integrado à ordem. Um outro não desejável pela sociedade e que, potencialmente, pode ferir, roubar, matar. Sua propensão é o crime, dizem os personagens representantes da lei (advogados, juízes, policiais). O crime é uma prática comum e cotidiana dos jovens pobres, bem como lidar com a violência doméstica, cotidiana e rotineira na favela e nos cortiços dos grandes aglomerados urbanos. A favela é o lugar desse outro e quem vive lá compartilha o estigma comum de ser representado como habituado ao crime e à violência, mesmo que isto não faça parte da sua experiência de juventude. Fracamente representados de forma positiva, os personagens centrais dos filmes analisados, são majoritariamente do sexo masculino e catalisam os estereótipos veiculados em outros meios sobre a juventude pobre como risco social e alvo da preocupação da segurança pública. Mais destacadamente, as instituições prisionais e asilares são visualizadas como as legítimas mantenedoras da ordem social e, neste contexto, a escola perde a sua função de promotora social para os grupos formados nos contornos e fora da lei que competem com a influência familiar sobre os projetos de futuro e integração social dos jovens.
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El mapa de políticas para jóvenes en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires durante la gestión del PRO (2007-2015): Una aproximación a la construcción del sujeto juvenil (#4307)
Valeria Chorny 11 - Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF).
Abstract:
La “juventud” se ha ido problematizando de distintas maneras a lo largo del tiempo hasta llegar en la actualidad a una relevancia indiscutida en tanto actor social y, en consecuencia, como destinatario de políticas sociales. Este consenso acerca de la centralidad de los jóvenes como destinatarios -y en muchos casos partícipes de la propia construcción y gestión- de las políticas públicas no resulta exento de miradas encontradas, debates y/o controversias. Asimismo, pese a ser relativamente recientes, desde el ámbito académico, los estudios sobre políticas sociales para las juventudes han logrado un fuerte desarrollo, nutriéndose de una serie de enfoques y miradas desde diversos ángulos que dan cuenta de las características propias de estos grupos etarios. En este contexto, el presente trabajo se propone contribuir a un estudio más amplio acerca de la construcción del sujeto juvenil en las políticas dirigidas a los jóvenes en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires durante la gestión del PRO. Con esta meta presente, nos proponemos en esta oportunidad relevar y describir las iniciativas dirigidas a los adolescentes y jóvenes en la CABA durante los dos primeros períodos de gobierno del partido “PRO”, es decir entre 2007 y 2015. Este espacio político -que se presentó a sí mismo como “lo nuevo” (Vommaro, Morresi y Bellotti, 2015)- ha iniciado en diciembre de 2015 su tercer período de gobierno consecutivo en esta jurisdicción. A su vez, han comenzado recientemente su primer mandato en el gobierno nacional. No obstante, al ser un partido con relativamente pocos años de existencia y con una fuerte impronta local, todavía son pocos los estudios sociológicos sobre sus propuestas y políticas. Para llevar adelante esta tarea nos proponemos realizar un relevamiento a través de las páginas web oficiales del Gobierno de la Ciudad (GCABA) para conocer qué programas o propuestas se desarrollan para los y las jóvenes en la CABA y qué características tienen, para luego analizarlos y clasificarlos siguiendo la literatura especializada. De este modo, el trabajo presentará un “mapa de políticas locales de juventud”1 donde, en primer lugar, ubicaremos las iniciativas de acuerdo a su inserción institucional (es decir desde qué organismo se aborda cada uno de ellos) para luego describir su enfoque particular (destinatarios, tipos de acciones y estrategias de abordaje), prestando especial atención a las marcas del lenguaje y los términos que se utilizan para definir determinadas situaciones o problemáticas, con el objeto de desentramar los significados y debates que subyacen a ellos (Forero Portela y Hurtado Pardo, 2013). Así, procuramos recopilar lo que existe, como también identificar algunas áreas de vacancia o puntos de controversia en materia de políticas públicas para la juventud en la CABA. 1La idea de elaborar un “mapa” retoma trabajos similares en esta línea (Vázquez, 2015; Guemureman; 2014; Repetto y Díaz Langou, 2014; Litichever, Magistris y Gentile, 2013; entre otros). Se trata de relevar y ordenar las iniciativas de política pública atendiendo especialmente al área de la cual dependen y sus principales definiciones.
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Precariedad laboral sin fronteras. Estudio de jóvenes e informalidad laboral en Ciudad de México y Gran Buenos Aires. (#4431)
Mario Martínez Salgado
1;
Sabrina Ferraris 21 - Unidad de Investigación sobre Representaciones Culturales y Sociales, UNAM-Morelia. 2 - Instituto Interdisciplinario de Economía Política de Buenos Aires IIEP-BAIRES, UBA-CONICET..
Abstract:
Diversos estudios internacionales han abordado la temática de los empleos informales juveniles (OIT/OMC, 2009; ILO, 2012; ILO, 2013; Stampini y Verdier, 2011; OIT, 2015). Asimismo, se ha evidenciado que la falta de empleo es un problema que afecta especialmente a los jóvenes, que se ven expuestos, en comparación con los adultos, a mayores niveles de incertidumbre económica y social. De acuerdo con un informe de la OIT (2004) sobre las tendencias del empleo juvenil en el mundo, la probabilidad de estar desempleado es 3,5 veces mayor para los jóvenes que para los adultos. Varios trabajos sobre diversas latitudes abocados al estudio de los jóvenes y la inserción laboral acuerdan en que son uno de los grupos sociales más perjudicados por los procesos de cambio (Salvia y Miranda, 1997, 2000; Pérez Sainz, 1999; Pieck, 2001; Navarrete, 2001; Gandini, 2003; Giorguli, 2005; Cardenal de la Nuez, 2006). Los y las jóvenes se ven afectados de manera selectiva por los imperativos que imponen el sistema económico y el mercado laboral, así como por el debilitamiento y fragilización que se reproduce en los sistemas familiares, comunitarios y educativos (Grote, 2001; Gandini, 2003). En consecuencia, el objetivo de este trabajo es analizar comparativamente las condiciones de inserción laboral de los y las jóvenes de dos jurisdicciones urbanas: Ciudad de México y Gran Buenos Aires. En particular, interesa observar las diferencias por género y grupos sociales en cada una de las áreas, en tanto las dinámicas familiares suelen ser un factor determinante de la inserción laboral de los y las jóvenes. Asimismo, se parte de una noción de informalidad laboral que incluye tanto a las condiciones en el puesto de trabajo como al sector en el que se encuentra inmerso. Ambos grupos integran la denominada economía informal, asociada con el concepto de inestabilidad (Beccaria y Groisman, 2008). Como fuentes de datos, se utilizarán la Encuesta de Protección y Seguridad Social II 2015 (ENAPROSS II), orientada a la evaluación de la situación socioeconómica y de protección social de los hogares de la Argentina, y la Encuesta Nacional de Ocupación y Empleo de México con datos para el 2015, cuyo objetivo es obtener información estadística sobre las características ocupacionales de la población, así como otras variables demográficas y económicas que permitan profundizar en el análisis de los aspectos laborales. En última instancia, se busca identificar qué características presentan los y las jóvenes más vulnerados, con el fin de plantear posibles puntapiés a la hora de pensar políticas públicas que mejoren sus situaciones de inserción laboral. Asimismo, el enfoque comparativo enriquece y complejiza el análisis del fenómeno, al tiempo que da cuenta de ciertas aristas presentes en cada uno de los contextos socio-económicos, políticos e institucionales.
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La perspectiva generacional en la construcción de trayectorias educativas laborales en jóvenes chilenos (#4498)
Carolina Alvarez 11 - Universidad de Chile.
Abstract:
Los diversos discursos y trayectorias de los y las jóvenes chilenos se han constituido en un contexto histórico particular, construyendo una idea de generación propia que a la vez se compara con otras generaciones (para acercarse y/o distanciarse). Por lo que resulta relevante comprender a estos jóvenes, sus condiciones particulares y generales. La perspectiva generacional se constituye en una clave de lectura interesante para observar y comprender estos fenómenos, ya que atiende a la agencia de los jóvenes como a las condiciones estructurales en las que despliegan sus repertorios discursivos y de acción. En este sentido, los estudios generacionales han intentado responder a la relación existente entre la renovación biológica y vital de los seres humanos y la construcción histórica de las sociedades (Muñoz, 2011b). Es una línea de investigación que se ha retomado en los últimos años en los estudios de juventudes (Aguilera, 2014; Duarte, 2005, 2015; Ghiardo, 2004; González y Feixa, 2013; Leccardi y Feixa, 2011; Feixa, 2006, 2000; Madrid, 2005; Muñoz, 2011a, 2011b) ya que permite historizar en cada cultura y época las relaciones inter e intra generacionales. Ghiardo (2004) y Muñoz (2011a, 2011b) han abordado el tema generacional desde una vertiente más teórica, retomando los planteamientos de autores clásicos como Ortega y Gasset, Mannheim y Bourdieu, buscando el rendimiento analítico que puede tener para los estudios de juventud. Me interesa comprender e indagar en el aporte de la perspectiva generacional a la construcción de trayectorias educativas laborales en jóvenes (Sepúlveda, 2013). Entendiendo que comparten elementos analíticos, tales como el papel de la agencia y de las condiciones estructurales en las trayectorias juveniles, haciéndose cargo de las nuevas condiciones en las que los y las jóvenes viven y construyen sus experiencias biográficas. Por ende, mi apuesta es poder contribuir a nivel teórico por medio de la vinculación de las perspectivas generacionales, de género y trayectorias educativo laborales de jóvenes; construyendo a partir de lo investigado a nivel aplicado y epistemológico en estas entradas teóricas posibles cruces, relaciones y conceptualizaciones que aporten una mirada compleja. Además propongo realizar una investigación aplicada a partir de la síntesis de estas perspectivas. Esta investigación está en sus inicios, por lo que presentaré en el Congreso son las primeras reflexiones teórico metodológicas desarrolladas en el primer año del Doctorado en Educación
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"Na contramão da tendência": motivações, trajetórias e expectativas de jovens militantes de partidos políticos no Brasil. (#4512)
José Elias Domingos Costa Marques José Elias 1; Rogério Bueno Marques Rogério Bueno
1; Renato Gomes Renato
21 - INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS. 2 - Universidade Federal de Goiás.
Abstract:
O diagnóstico analítico corrente da identificação militante de engajamento político dos jovens no Brasil tem revelado uma aproximação crescente nas últimas duas décadas com novos formatos de construção da luta política, dentro de organizações e movimentos mais fluídicos e ancorados em direcionamentos temáticos específicos, à mercê do seu afastamento das querelas de mediação via organizações tradicionais, tal como os partidos políticos. A pesquisa de abrangência nacional “Agenda Juventude Brasil” realizada em 2013 mostrou que apenas 30% dos jovens brasileiros acreditam que a atuação em partidos políticos é importante quando se trata de lutar por um país melhor. Todavia, neste cenário de descrédito dos jovens em relação ao papel dos partidos no jogo democrático e de transformação social, um contingente importante de jovens no país continua optando pela militância nestas organizações, muitos preenchendo as fileiras de suas Juventudes Partidárias. Este trabalho objetiva assim levantar a discussão (ainda pouco explorada dentro das Ciências Sociais) sobre o formato e papel destas organizações no cenário de militância juvenil, balizadas sob as perspectivas de atuação pela socialização política de jovens que optam por este tipo de engajamento político. Foram aplicados questionários semi-estruturados e realizadas entrevistas em profundidade com 23 jovens brasileiros de três diferentes estados (São Paulo, Goiás e Bahia) filiados a quatro partidos políticos situados em diferentes espectros ideológicos (PT, PSDB, PSOL e PMDB). A caracterização destes jovens partidários, mediante a análise dos conteúdos obtidos com os questionários e entrevistas, deu-se pelo enquadramento categorial-analítico partindo de quatro indicadores: contrapartida social e socialização política, motivações, influência/eficácia na militância partidária e trajetória militante. Os resultados obtidos sobre a percepção destes jovens revelam a importância destacada do ambiente escolar na socialização política, motivações bem afinadas quanto a importância do partido na construção de uma intervenção política mais sólida, grande espaço intrapartidário de atuação dos jovens e feedback institucional para articulação política com movimentos de juventude.
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Modos diferentes y desiguales de formar un hogar propio: experiencias de emancipación residencial en sectores juveniles del Área Metropolitana de Buenos Aires (Argentina) (#4537)
Magdalena Inés Felice 11 - Becaria doctoral del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), Instituto de Investigaciones Gino Germani, Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
La presente ponencia aborda las experiencias de emancipación residencial y los modos de formar hogares entre los sectores juveniles del Área Metropolitana de Buenos Aires (AMBA), distinguidos por edad, género y estrato socioeconómico. A diferencia de las trayectorias educativas y laborales de los jóvenes, sus experiencias de salida del hogar de origen han sido menos exploradas por las ciencias sociales en el contexto latinoamericano, en general, y en la Argentina, en particular. No obstante, existen aportes relevantes desde el campo de la demografía que apuntan hacia una transformación de los procesos de salida del hogar de origen y de formación de un hogar propio, en el marco de los cambios ocurridos en la transición a la adultez. Estos estudios destacan que si bien se registra cierta postergación de la salida del hogar de origen entre las generaciones recientes, uno de los cambios más significativos, por encima de las variaciones en el calendario, es el crecimiento en la formación de hogares no familiares, es decir, unipersonales u horizontales (compartidos con amigos o compañeros), sobre todo en jóvenes con mayor nivel educativo. A su vez, advierten sobre las estrategias de corresidencia entre la familia de los padres y la familia de los hijos en los sectores de menores ingresos. ¿Cómo son las experiencias de emancipación residencial y de formación de un hogar propio en un grupo heterogéneo de jóvenes del AMBA? ¿De qué manera se articula la salida del hogar familiar de origen con otros aspectos de su vida como el estudio, el trabajo y la familia? ¿Cómo conciben el “hogar propio” y que significaciones le atribuyen a este proceso? ¿Bajo qué condiciones y ante qué posibilidades se encuentran los jóvenes bonaerenses para conseguir un espacio donde habitar? ¿Qué formas asume el acceso a un espacio habitacional? Estos son algunos de los interrogantes que orientan la investigación doctoral en la que se enmarca la presente ponencia. La estrategia metodológica combina un enfoque cualitativo-interpretativo con herramientas cuantitativas. En cuanto a lo primero, la principal técnica de recolección de datos es la entrevista en profundidad orientada biográficamente a varones y mujeres jóvenes de estratos bajos y medios del AMBA. Respecto a lo segundo, recurrimos a la Encuesta Permanente de Hogares del Instituto Nacional de Estadísticas y Censos para describir los hogares de residencia de los sectores juveniles del AMBA y sus condiciones habitacionales. A partir del estudio de las experiencias de emancipación residencial de los jóvenes bonaerenses, la ponencia propone un diálogo con los aportes de investigaciones latinoamericanas sobre los procesos de transición a la adultez y las formas de vida juveniles.
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Jóvenes, ciudadanía y participación: el rol de la política pública PROG.R.ES.AR en los intercambios simbólicos contemporáneos (#4650)
Josefina Bolis 11 - CONICET - Facultad de Periodismo y Comunicación Social - Universidad Nacional de La Plata.
Abstract:
La indagación en torno a los sentidos construidos por los jóvenes a través de su participación como destinatarios de una política pública, el Programa de Respaldo a Estudiantes de Argentina (PROG.R.ES.AR), permite investigar cómo el Estado está interpelando a los sujetos y cuáles son sus respuestas y resignificaciones. Desde allí, rastrearé, por un lado, aquellas subjetividades y prácticas políticas que los jóvenes configuran en vinculación con el Estado –lo que podemos caracterizar como ciudadanía–y, por otro, los proyectos futuros e imaginarios comunes que los marcan como generación. Un análisis de este tipo nos da indicios sobre dos momentos que considero constitutivos de las identidades políticas: la decisión y la demanda. En la presente ponencia, enfatizaré cuáles son los sentidos construidos por jóvenes que participan del PROG.R.ES.AR. en la ciudad de La Plata (Buenos Aires, Argentina). Algunas de las preguntas que emergen desde allí son: ¿representa el PROG.R.ES.AR una mayor certidumbre sobre el futuro biográfico y colectivo, en tanto delinea trayectorias a recorrer u horizontes deseables? ¿Cómo se están reconfigurando los marcos de interpretación y acción de los y las jóvenes a través de la participación en el programa? ¿Se han habilitado formas emergentes de decisión y agencia sobre las condiciones existentes desde el escenario de lo público o estatal? ¿Cuáles son las transformaciones contemporáneas de la ciudadanía -en tanto percepción de derechos e imaginario de membresía a una comunidad- de los jóvenes platenses? ¿Puede aportar una política pública a construir una voluntad política capaz de impulsar transformaciones sociales? Luego del proceso de desciudadanización de la larga década neoliberal, emergen en América Latina gobiernos populares que impulsan una restitución de lo público y una ampliación de la ciudadanía y la participación política juvenil. Expondré aquí los umbrales de dicha política pública en torno a la reducción de la desigualdad material y simbólica, relevando cómo ciertas narrativas en torno a lo público y al Estado configuran trayectorias de ciudadanización posibles para los y las jóvenes. Atenderé también los desafíos del presente, con el retorno del proyecto neoconservador al Estado argentino, así como los desplazamientos del sentido de la política pública a partir de la asunción del nuevo gobierno nacional. El PROG.R.ES.AR configura un piso simbólico de contención que fortalece la ciudadanía y la participación política, es decir, el reconocimiento de derechos como potestad y potencialidad. De este modo, las subjetividades promovidas por el individualismo neoliberal y su sujeto-consumidor, entran en tensión con las de los proyectos populares y su universalizante sujeto-cuidadano. Resultan también antagónicos dos sentidos en torno al Estado: como mero ámbito de representación y procedimientos institucionales, o como significante articulador de identidades políticas heterogéneas.
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Tensiones entre la lógica de contención y de individuación en las políticas de empleo: un análisis del PROGRESAR y el PJMMT en el Conurbano Bonaerense (#4742)
Eugenia Roberti 11 - CONICET-CIS/IDES-PREJET/FaHCE-UNLP.
Abstract:
El propósito de nuestro estudio es examinar si la reactivación de la economía y la redefinición de la cuestión social, a partir de modelos basados en un enfoque de derechos y políticas activas, han producido una reconceptualización a nivel de las formas de intervenir en la problemática del empleo juvenil, en las tramas de dispositivos e instituciones de apoyo a la formación y, particularmente, en las trayectorias de inserción laboral de jóvenes. En este marco, el objetivo que guía la presente ponencia busca comprender la configuración de las trayectorias de inserción laboral de jóvenes que participan del Prog.R.Es.Ar (Programa de Respaldo a Estudiantes Argentinos) y el PJMMT (Programa Jóvenes con Más y Mejor Trabajo), con la finalidad de avanzar en una reflexión que permita analizar desde una mirada integral la incidencia que presentan estas políticas públicas en las trayectorias de jóvenes que habitan en municipios del Conurbano Bonaerense (La Matanza y Avellaneda). A raíz del objetivo propuesto, buscamos abordar las trayectorias de inserción socio-laboral de los jóvenes, atendiendo las interacciones existentes entre un conjunto de niveles analíticos: a) las políticas públicas seleccionadas, examinadas en función de sus enfoques conceptuales, orientaciones y diseños de implementación; asimismo indagamos sus complementaciones y tensiones; b) la institucionalidad en la cual se asienta la política, vislumbrando las tramas de actores e instituciones que median entre el diseño programático y los jóvenes destinatarios; c) la propia construcción biográfica de las trayectorias de inserción de los participantes.
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Juventude amazônida e Educação: desnaturalização e visibilidade (#4799)
Lucélia Bassalo 11 - Universidade do Estado do Pará - UEPA.
Abstract:
Este trabalho apresenta os resultados de uma investigação acerca da produção do conhecimento na região norte do Brasil, sobre juventude e educação, nos últimos dez anos e integra, como primeira fase, o estudo mais amplo acerca das características e singularidades da juventude amazônida brasileira, especificamente da região norte, no que se refere a valores, formas de sociabilidades e projetos de futuro. Intenciona-se compreender a produção do conhecimento sobre juventude nortista e brasileira no campo da educação. O estudo estabelece um olhar sobre o norte do país, uma região marcada por vários ciclos de povoamento e exploração, portanto complexa e marcada pela diversidade. Neste espectro de conflitos pelo espaço territorial, conflito de interesses econômicos, conflito de intenções e intervenções junto às populações amazônidas, somam-se a outras questões como a exploração sexual de crianças e adolescentes, a violência contra a mulher, a escravização de trabalhadores no campo, atingindo de modo perverso os direitos de uma extensa parcela da população. No campo de estudos da juventude há uma interpretação consonante de que a tentativa de estabelecer uma representação única sobre a juventude é desconsiderar a existência plural dos modos de ser jovem. Sendo assim, a juventude tomada como conceito entrelaça sentidos e representações sobre ser jovem que compõem um mosaico de interpretações que podem invisibilizar, desistorizar ou descaracterizar o lugar que eles e elas ocupam na sociedade. A juventude brasileira não é uma. São várias. E ser jovem amazônida é estar marcado pela imagem de que vivem prioritariamente no ambiente natural da floresta, o que não corresponde ao real. Suas peculiaridades são desconhecidas dos grandes centros de pesquisa do país. O percurso investigativo partiu das seguintes indagações: que conceito de juventude são utilizados pelos pesquisadores da região? Os jovens são estudados como sujeitos históricos e de direitos ou a partir de uma visão adultocêntrica? São tomados como integrantes de um grupo geracional que absorvem, transformam e criam sentidos e significados ou como alguém que será no futuro? São tratados como objeto ou como tema secundário? Nesta fase trata-se, portanto de uma pesquisa bibliográfica que visou mapear e de discutir a produção de grupos de pesquisa sediados na região norte e que versem sobre juventude e educação. Em sua maioria os estudos sobre juventude ou sobre os jovens amazônidas são realizados por grupos de pesquisa, situados em Instituições de Ensino Públicas da região e, como um, entre outros assuntos investigados. As pesquisas no campo da educação também relacionam os estudos sobre juventude com: Identidade, Diversidade; meio Rural ou do Campo; Trabalho; Políticas Públicas; Educação de jovens e Adultos; Gênero; Conflito com a lei; ambiente escolar; Exploração sexual; e sociabilidade urbana. Identifica-se a circulação da definição de juventude como faixa etária, fase da vida, futuro e grupo geracional nos trabalhos produzidos pelos pesquisadores além da necessidade de desconstruir modelos midiáticos sobre os jovens moradores da região, compreendendo esse grupo geracional em suas singularidades, desnaturalizando definições que os pré-concebam seus interesses, necessidades e aspirações.
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O protagonismo juvenil no contexto das atuais reformas educacionais no Brasil (#4883)
Gabriela Carvalho Da Nóbrega 11 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
O presente estudo tem como objetivo traçar reflexões acerca da noção de protagonismo juvenil no contexto das recentes reformas educacionais em países latino-americanos para a educação básica, em especial no Brasil, durante as ocupações escolares do ano de 2016. Nos últimos 10 anos, as mudanças nas políticas educacionais têm desencadeado uma série de protestos e mobilizações estudantis por parte de estudantes secundaristas, descontentes com as modificações propostas pelos governos nacionais. Manifestações em espaços públicos e a ocupação de escolas despontam como atos de resistência em prol de uma educação pública e de qualidade, tida como ainda mais comprometida a partir da implementação das novas estratégias para a educação. No cenário brasileiro, tais reformas acompanham a inserção do conceito protagonismo juvenil nas políticas em questão, sendo a promoção de tal protagonismo um dos objetivos explícitos nos textos oficiais governamentais. Contudo, os conflitos entre os coletivos estudantis e as autoridades governamentais apontam para divergência acerca das práticas (discursivas e não-discursivas) associadas à ideia de protagonismo juvenil. Neste estudo, analisamos as discursividades associadas à ideia de protagonismo juvenil e como se operam junto e a partir de dois sujeitos – movimento estudantil e autoridades governamentais – diretamente implicados nos esforços para as atuais reformas na educação. Para tanto, recorremos a uma princípios da arquegenalogia foucaultiana, assim como à noção de performatividade, a partir das contribuições de teóricos como Stephen Ball e Judith Butler. Com base nesse quadro teórico-metodológico, foi possível traçar considerações relativas às discursividades acerca do protagonismo juvenil e sua relação com os conflitos evidenciados junto a ações coletivas dos estudantes secundaristas no Brasil no ano de 2016.
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Jovenes y futuro ¿entre el estudio y el trabajo? (#4903)
Mariel Ayelén Neme 11 - Facultad de Cs Económicas, Jurídicas y sociales (UNSL).
Abstract:
En los últimos años, un conjunto de investigaciones se orientaron al estudio de las experiencias juveniles en la escuela secundaria y las trayectorias que los jóvenes imaginan a futuro. Este proyecto se enmarca en dicha línea de investigación con la pretensión de indagar los modos en que los jóvenes significan el mundo social complejizando dos ámbitos centrales, la educación y el mundo del trabajo para comprender qué significados se ponen en tensión en nuevos contextos sociales. El presente trabajo presenta un avance de mi tesis de maestría en curso la cuál busca conocer y comprender las representaciones sociales sobre el trabajo y el estudio que poseen los jóvenes del último año de la Escuela Secundaria de la ciudad de Villa Mercedes, San Luis, Argentina y los ingresantes a la Facultad de Ciencias Económicas, Jurídicas y Sociales de la Universidad Nacional de San Luis. Particularmente se centra en una doble mirada del fenómeno; por un lado conocer las representaciones que los estudiantes comparten acerca del estudio y el trabajo y por otro lado los elementos constitutivos tanto históricos como sociales y culturales que han otorgado significado para la constitución de dicha representación. Esta ponencia en particular se centrará en los jóvenes del último año del Nivel Secundario de una escuela autogestionada, ubicada en la ciudad de Villa Mercedes, Provincia de San Luis, Argentina. El análisis está centrado en particular en la juventud como campo específico socilamente construído con determinadas representaciones sociales compartidas que institucionalizan muchas veces el actuar de los sujetos a partir de la estratificación social de la edad. Los jóvenes objeto de esta investigación se encuentran en un momento de toma de decisiones a futuro, que implicarán diferentes trayectos en sus vidas. El análisis se enfocará particularmente en las expectativas que poseen sobre su futuro educativo y laboral. Especialmente se analizará el modo en el que las instituciones educativas influyen en la configuración de los marcos valorativos de los jóvenes acerca del significado que le otorgan al estudio y el sentido que los jóvenes le otorgan a la temporalidad en sus prácticas cotidianas y la concordancia o disonancia con la manera de vivir la temporalidad que les propone la institución escolar. El interés del presente trabajo radica en profundizar la mirada en el cruce de la relación jóvenes- trabajo y estudio en los actuales contextos de transformaciones en las dimensiones trabajo y educación.
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Consecuencias de los procesos de individualización en la construcción de subjetividades en jóvenes de sectores rurales de la Región del Maule, Chile. (avance de investigación en curso) (#4930)
Claudio Orlando Vásquez Wiedeman 1; Daniel Rodrigo Vallejos Quilodrán
11 - Universidad Autónoma de Chile.
Abstract:
El presente avance de investigación, se circunscribe en torno a los procesos de construcción de "subjetividades juveniles" en contextos de ruralidad en la región del Maule, Chile. Nuestro problema se centra en develar el impacto que una sociedad profundamente neoliberal, como la nuestra, ha generado en las subjetividades juveniles, desacoplando el sentido de pertinencia a la comunidad, exacerbando los procesos de individualización orientados hacia el consumo, la competencia, la búsqueda del éxito y el bienestar individual. Estas lógicas neoliberales han instaurado pautas culturales, tanto de consumo como también de reproducción social, que han motivado un creciente desacoplamiento de formas tradicionales de organización, representadas por instituciones tales como lo familia o la escuela. Lo que prevalece son trayectorias individuales ahistóricas que trascienden el territorio, desnaturalizan las identidades y desvirtúan los valores y los símbolos que dan sentido al estilo de vida austero de las comunidades rurales. La austeridad es vista como carencia, la cual colisiona frente a la imagen deseable de una vida de opulencia y apariencia de lujo. La expansión de la oferta educativa y su impacto en la conformación de expectativas de futuro, involucra un nicho de análisis en donde es relevante la forma en como los procesos representativos de lo global van constituyendo la vinculación de los jóvenes rurales a la experiencia de vivencia de los “diversos mundos” que comprende la realidad compleja y mediatizada de lo urbano, en donde el consumo opera como elemento enajenador de la identidad. La experimentación de la hiperconectividad, del estrechamiento de las distancias tanto espaciales como simbólicas, penetran paulatinamente en el proceso de subjetivación, que deviene en una representación en donde la identidad deviene en simulación. En este contexto, el arraigo, la identificación con su territorio vivenciado arriesga asumir un carácter residual, en donde lo tradicional figura como instancia de transición desde un alto peso referencial ya intervenido a un componente más bien anecdótico, esto es, como momento o instancia de tiempo específica que no constituye un impacto extensivo en la dinámica de vida. El “ser alguien” de los jóvenes rurales tiende por tanto a ser la forma prototípica de un desacoplamiento que se encarna en la seducción de la ampliación de los márgenes de “libertad” promovidos por el imperativo del “poder hacer”, el cual encarna el horizonte neo-utilitario de nuestra realidad social. La muestra corresponde a jóvenes de 15 a 29 años de diferente escolaridad (sin estudios, secundarios y universitarios); situación laboral (ocupados/cesantes); condición socio económica; género y etnia. El diseño metodológico es mixto secuencial, cualitativo cuantitativo. La primera fase fue terminada, mientras que la segunda se realizará el año venidero, a partir de la aplicación de una encuesta a una muestra aproximada de 500 jóvenes.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Jóvenes hñöñho: nuevas identidades y formas de agregación juvenil en una comunidad indígena y campesina en Amealco, México (#4935)
Alejandro Mira Tapia 11 - Universidad Autónoma de Querétaro.
Abstract:
En esta ponencia se discuten los principales resultados de una investigación etnográfica cuyo objetivo se orientó a explorar las formas contemporáneas que asumen las identidades de jóvenes de una comunidad indígena y campesina otomí en la región del centro de México. Enmarcadas en las denominadas formas de agregación juvenil, las expresiones de grupos y/o bandas de cholos, punks y darks que se agrupan en los distintos barrios que conforman la zona hñöñho de San Ildefonso Tultepec, retoman y apropian tanto marcadores como prácticas sociales que hasta hace algunos años eran considerados como exclusivos de la contracultura urbana. Dichas expresiones insertas en el espacio rural invitan a replantear las formas en las que se construyen nuevas identidades juveniles, en este caso reconfiguradas en función del sentido que los sujetos otorgan a la pertenencia o rechazo a sus respectivos grupos sociales y culturales. Igualmente, diversos fenómenos de orden estructural como la pobreza, la exclusión social, el desempleo, la migración, la violencia y la discriminación, impactan en la forma en la que estos actores se sirven de nuevos parámetros de socialización, de interacción con su entorno y organización de su espacio. Dichos elementos son analizados en este escrito, cuyo centro de interés es resaltar la tensión que plantean estas formas de ser joven indígena y rural respecto a los espacios familiares y comunitarios a los que pertenecen, considerados culturalmente como anclados en la tradición. A partir de entrevistas sostenidas con sujetos adscritos a estos grupos juveniles y registros de campo es que se desarrolló el trabajo de investigación.
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Juventudes militantes. Análisis de los perfiles y prácticas políticas juveniles, los casos de la Unión Cívica Radical y La Cámpora en la ciudad de Resistencia - Chaco (Argentina) (#4997)
Marina Noemí Campusano 11 - Centro de Estudios Sociales Universidad Nacional del Nordeste.
Abstract:
El escrito se propone abordar un fenómeno que cobró gran relevancia en los últimos años en Argentina, como lo es la participación juvenil en organizaciones político partidarias. En ese sentido nos resultan muy interesantes los trabajos que se preguntan por la construcción del compromiso militante al interior de tales espacios, como así también los factores que intervienen y las características que va tomando esa militancia en tanto juvenil. En esa línea de estudio se inscribe esta ponencia y con el propósito de examinar la militancia juvenil en tales organizaciones se presentan los análisis de las encuestas aplicadas a jóvenes militantes de: la Juventud de la Unión Cívica Radical y La Cámpora durante el año 2016 en la ciudad de Resistencia (Chaco). De esta manera la información relevada nos permitirá reconstruir no solo los perfiles militantes, sino también retomar algunos elementos que nos permitan revisar sus itinerarios militantes y las formas que va adquiriendo su participación en clave comparada entre las agrupaciones.
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Subjetividad, institución y el proceso de reinserción social de adolescentes infractores en el estado de Nuevo León. México (#5002)
Benito Torres Escalante 1; Raúl Eduardo López Estrada
11 - Universidad Autónoma de Nuevo León.
Abstract:
La ponencia forma parte de la tesis doctoral en curso, que tiene como objetivo comprender el proceso de reinserción social, a partir de la experiencia de jóvenes que transitaron por la reclusión en un centro de internamiento para menores de edad, actualmente en libertad y como esta experiencia de reclusión-libertad configuran la subjetividad de los jóvenes. Los sujetos de la investigación son jóvenes adultos entre los 18 y los 29 años de edad y que sufrieron pena de reclusión como menores, que están en libertad y que presentan un riesgo de vulnerabilidad social por el encierro pasado y por la posibilidad de reincidencia delictiva El análisis se centra dos momentos: la experiencia de reclusión y en la experiencia de la libertad, desde la perspectiva de los sujetos: emociones, experiencias, significados e interpretaciones, control disciplinario y de la espacialidad como elementos que reconfiguran la subjetividad, pensada la subjetivación como un cambio y ruptura, como marcas biográficas que posibilitan la emergencia frente al proceso de la reinserción social o al de la reincidencia delictiva. La reinserción social se define a partir de la literatura como el proceso que comienza cuando se pierden la libertad y continua más allá del momento en que la recupera; en el cual intervienen los profesionales de la institución, la familia, los grupos de pares, las redes comunitarias y sociales, las instituciones con las cuales tienen contacto los sujetos en el exterior y los grupos de la sociedad civil; en el cual intervienen factores individuales y estructurales que facilitan o dificultan; que se articula a partir de una intervención programada, planificada y ejecutada, que responde a una política social dictada por el Estado. La reclusión se analiza a partir del concepto de institución total de Goffman, la cual construyen y sostienen una tensión singular entre el mundo habitual, cotidiano de los sujetos, y el mundo institucional al que han sido insertos. Esta tensión es usada como instrumento para el manejo y transformación de los individuos. Sin embargo de ella sderiva una de las mayores dificultades para los sujetos: su salida de la institución, ya que implica la pérdida de la identidad de interno, del control y su sujeción y deriva en el afrontamiento de las exigencias de la libertad. Complementa el análisis los conceptos derivados de Foucault como el poder y la disciplina utilizados como mecanismos de control del cuerpo, espacio y de las actividades en la reclusión y que tiene implicaciones en la reinserción de los sujetos y en su subjetivación.
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Genocida notícia da juventude negra brasileira e as políticas públicas: avaliação do ciclo juventude viva na Paraíba (#5139)
Suzany Ludimila Gadelha E Silva 1; Rosemary Marinho Da Silva
11 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
Este estudo apresenta a avaliação do ciclo de políticas públicas para o enfrentamento do genocídio da juventude negra e pobre, retratado na letalidade e vulnerabilidade à violência que esta população tem enfrentado na Paraíba/Brasil. Para tal, toma-se por base as ações do projeto Articulação Nacional Juventude Viva – ANJV, vinculado à Secretaria Nacional de Juventude – SNJ e Secretaria de Políticas para Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR na execução do Plano Juventude Viva (no período entre 2013 - 2014) em resposta a luta antiracista da Juventude do Movimento Negro Brasileiro. Os aspectos da avaliação de uma política de gênero e raça para juventude negra serão apresentados de acordo com a minha experiência enquanto articuladora regional deste projeto em seis territórios paraibanos (João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande, Patos e Santa Rita). Estes municípios apresentaram altas taxas de homicídios junto à população jovem negra, de acordo com o Mapa da Violência (de 2011 até 2014). O ciclo de políticas públicas para a juventude negra e a implementação do Plano Juventude Viva (PJV) serão abordados a partir de documentos institucionais (relatórios da articuladora territorial e por meio de notícias) divulgados por meio eletrônico/digital. As discussões sobre avaliação em políticas públicas versam sobre diversos métodos e abordagens que são escolhidas e adaptadas de acordo com as perguntas que desejam ser respondidas. A proposta de análise de políticas, neste trabalho, segue a avaliação de processo, pois abordará os objetivos pactuados durante o ciclo da implementação desta política pública, indagando a seguinte questão: Em que medida, diante das atividades previstas e recursos executados, houve o alcance da juventude negra nos territórios? Assim, avaliar este ciclo de políticas para a juventude, com o foco racial, é explorar as principais contradições da formação social brasileira que, em sua estrutura dominante, se alicerça no patriarcado e no racismo. Tais estruturas sustentam questões latentes à sociedade brasileira, seja em relação à desigualdade social ou as condições de existência/sobrevivência para a maioria do povo brasileiro, traduzida por relações violentas. Neste processo de avaliação, a construção das representações sobre juventudes é importante diante do fato de que homens e mulheres, ambos jovens, especialmente negros/as, têm crescentemente sido alvos da violência homicida no Brasil. Um dos resultados deste processo avaliativo foi a constatação de que a efetivação das políticas de juventude e racial, pela via do ciclo PJV, não garantiu a participação juvenil e o enfrentamento ao racismo institucional de forma sistematizada. Assim, aponta-se a necessidade de profissionais capacitadas/os quanto as políticas públicas de juventude, de participação e mobilização social com foco na juventude negra, indicando o que pode ser um caminho para efetivar tais políticas e, acima de tudo, propor a garantia da existência da juventude negra brasileira, em destaque na Paraíba/PB.
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Participación juvenil y reinserción social: reflexiones sobre la habilitación de espacios socioeducativos en una cárcel de menores varones. (#5192)
Sofía Amaranta Monsalves Ibarra 1; Natalia Andrea Diaz Soto
11 - Universidad de Chile.
Abstract:
La presente ponencia aborda los resultados preliminares del proceso de investigación de tesis de pregrado de sociología de la Universidad de Chile. La investigación surge a partir de una sistematización de experiencias realizada durante el año 2016 de manera colaborativa entre el equipo ASR (Apoyo Psicosocial para la Reinserción Educativa) de la Fundación Tierra de Esperanza y miembros del Núcleo de Investigación y Acción en Juventudes de la Universidad de Chile, dentro del Centro de Internación Provisoria de San Joaquín, institución carcelaria en la que se mantienen recluidos a jóvenes en conflcito con la justicia entre 14 y 18 años mientras dura su proceso de investigación. La delincuencia ha tomado mayor fuerza como tema de interés público en Chile ocupando un lugar central y permanente en las demandas de la gente hacia las autoridades del gobierno central y local. Aun cuando no existe un aumento significativo de los delitos desde los años ochenta, la percepción de inseguridad en la población ha crecido. Comunmente, se vincula a la población juvenil con la delincuencia, asociado a la idea adultocéntrica que se tiene de los jóvenes como una etapa de preparación de la vida adulta, caracterizado por acciones rebeldes e inadaptadas socialmente. De esta manera, se señala que la delincuencia juvenil se relaciona con “la crisis de la adolescencia", existiendo inclusive hoy en día un sistema judicial-penal en Chile especializado en adolescentes. Es en este contexto que surge la investigación, la cual buscaba comprender la(s) relación(es) entre las dinámicas sociales participativas que promueve la estrategia de habilitación de espacios socioeducativos del equipo ASR del CIP San Joaquín y los aportes que esta hace a la reinserción social de jóvenes varones en conflicto con la justicia. El equipo ASR promueve una estrategia de trabajo que pretende habilitar espacios socioeducativos en la cárcel mediante dinámicas participativas. En ese sentido, la investigación indaga acerca de qué manera el componente participativo se hace presente en la estrategia de habilitación de espacios socioeducativos del equipo de reinserción socioeducativa del CIP San Joaquín, develando los imaginarios, prácticas y discursos bajo los cuales se constituye y se desarrolla la estrategia. La presente ponencia pone en tensión cómo la triada de imaginarios, prácticas y discursos de los distintos actores del Centro se ponen en juego a la hora de implementar la estrategia de habiltación de espacios socioeducativos con los jóvenes, la cual pretende promover la participación, paradojalmente, en un espacio donde se encuentran contra su voluntad y recurrentemente silenciados, cohartados y castigados. Finalmente, se hace especial énfasis en las limitaciones y potencialidades de la estrategia utilizada por el equipo ASR para la reinserción socioeducativa.
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Culturas Vivas: práticas juvenis em cidades da América Latina (#5264)
Abstract:
As organizações e coletivos culturais comunitários são uma realidade em toda a América Latina. Em 2014 estimava-se a existência de 120 mil em todo o continente, comportando ações de rádios, grupos de teatro, museus dos bairros, bibliotecas, festas populares, arte corporal, dentre outras. Assim, por todos os lugares do continente é possível encontrar um grupo ativo que, por meio da criação cultural, da comunicação popular e das celebrações comunitárias, busca ocupar o espaço público de seus territórios e convocar a participação coletiva. Na sua maioria os protagonistas dessas ações são jovens de zonas periféricas das cidades que, preocupados com as condições de vulnerabilidades sociais em que vivem, jogam-se na construção de espaços de sociabilidades artístico-culturais, de lazer e entretenimento, como forma de ocupar os espaços das cidades e atrair outros jovens. Balizam nossas reflexões sobre juventudes os trabalhos de Abramo (1994), Pais (2001), Carrano (2003), Geertz (1978) dentre outros, por nos permitir compreender jovens como sujeitos socialmente construídos. Assim, as relações entre arte, cultura e juventude, caracterizam processos de tensões, realidades e marcas presentes na vida dos jovens que nos permite conhecer que são esses jovens e, por que não destacar, novas alternativas sociais e política de os jovens ocuparem as cidades. Com esse trabalho nossa principal intenção é refletir sobre essas estratégias juvenis.
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Condición juvenil, acción política y comunicación (#5281)
Sonia Bibiana Rojas Wilches 11 - Universidad Nacional Abierta y a Distancia.
Abstract:
La ponencia presenta los resultados finales de una investigación, que tuvo como objetivo identificar lo procesos de configuración de subjetividades políticas en la producción comunicativa de tres colectivos juveniles de la Sabana de Bogotá. En principio, se hizo una revisión de los antecedentes investigativos sobre la relación juventud – comunicación, que permitió agrupar el producto de las investigaciones en tres ejes temáticos: 1. Los efectos de los medios de comunicación, en donde se relacionan aquellos estudios preocupados por analizar los efectos que estos medios tienen sobre la conducta y las actitudes de los jóvenes, enfatizando la reproducción de estereotipos y jerarquías de la cultura hegemónica; 2. La construcción de representaciones sobre lo juvenil, que incluye aquellos estudios que han abordado las representaciones que construyen los medios de comunicación sobre los jóvenes, fijando su identidad y creando estereotipos sobre la condición juvenil; 3. Acción colectiva, espacio público y visibilidad, que contiene aquellos trabajos que estudian la acción colectiva juvenil, incluyendo en su análisis, el uso que hacen los jóvenes de la comunicación como estrategia política. Nuestro trabajo se aleja entonces, de aquellos estudios en los que predomina una mirada de los medios como peligrosos, y de la juventud como consumidora pasiva de la información que por ellos circula, enfocándonos en los procesos comunicativos producidos por los mismos jóvenes, quienes hacen uso de la comunicación para movilizar sus prácticas culturales y apuestas políticas, superando la mirada que reduce la cuestión de la comunicación a un proceso de transmisión de mensajes (privilegiada en estos trabajos). En ese sentido, la investigación se acercaría a los trabajos incluidos en el tercer eje, en donde se comprende la comunicación no como un medio o un modo para comunicar lo realizado, sino como una instancia que configura la propia acción colectiva. De manera que más allá de un interés sobre el uso de medios para difundir o visibilizar determinada acción que se realizó, nos centramos en las políticas comunicativas desplegadas por los jóvenes, como condiciones de posibilidad de la acción misma, pero con un interés especial, no observado en investigaciones previas: el despliegue de subjetividades políticas en el proceso de producción comunicativa. La ponencia presenta entonces, la caracterización de la producción comunicativa de los colectivos estudiados, desde la comprensión que tienen las y los jóvenes sobre la comunicación popular – alternativa, las mediaciones sociales, culturales y tecnológicas desde las cuales comunican y los referentes ideológicos allí expresados.
21. Sociología de la Niñez, Juventud y Envejecimiento |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 25 |
Posibilidades de agenciamiento de la juventud rural en México (#5332)
Lourdes Consuelo Pacheco Ladrón De Guevara
1; Xóchitl Angélica Arreola Avila
1; Laura Isabel Cayeros López
1;
Perla Aideé López Ibarra 11 - Universidad Autónoma de Nayarit.
Abstract:
A principios del siglo XXI, la concepción sociocultural de la juventud, entiende lo juvenil como un proceso social conformado por: 1) las condiciones estructurales ya que los contextos donde ocurre lo juvenil establece los límites y posibilidades de su ocurrencia; 2) el simbolismo asociado a la juventud: conjunto de valores vinculados a lo juvenil, imaginario construido socialmente de lo que debe ser lo juvenil y 3) las representaciones sociales: mensajes que los jóvenes producen con sus acciones específicas y que pueden estar o no de acuerdo con el simbolismo asociado a la juventud. El texto es resultado de una investigación realizada en cinco entidades federativas mexicanas: Chihuahua, Michoacán, Nayarit, San Luis Potosí y Sonora a partir del supuesto de que existe un desajuste entre los mecanismos instituidos de cohesión social y las estrategias y valoraciones que realiza la juventud rural. Ello provoca situaciones diversas de integración, discriminación y exclusión de gran parte de la juventud rural que tienen impacto en sus propias trayectorias en términos de incorporación al mercado laboral y participación social. Se parte del supuesto de una acelerada deconstrucción de los procesos y lógicas de incorporación social de la ruralidad mexicana que impacta en las formas de institucionalización de la condición juvenil rural. Indagar el conjunto de procesos, prácticas e imaginarios juveniles frente a las características actuales de las instituciones y lógicas reguladoras del pacto social en la ruralidad, permitirá profundizar sobre la condición de la juventud rural actual. Las posturas juveniles frente a las transformaciones de la social rural más que asumirse como opciones por la informalidad, se enfocan a través de la poca eficacia de mecanismos instituidos de inclusión social. Para ello se utiliza la teoría de la agencia que permite afinar la mirada sobre la condición juvenil a partir del sujeto mismo, tanto en su dimensión individual como a partir de las relaciones sociales en que se encuentra adscrito y a las cuales contribuye a ampliar, reforzar y modificar. Se trata de una teoría fundada en el actor que lejos de inmovilizarlo en sus características, permite atrapar los desplazamientos, los encuentros y desencuentros. La teoría ayuda a ampliar la mirada puesto que introduce la dimensión temporal: son los jóvenes en su condición juvenil pero también es el proceso en construcción. Lo juvenil como lo dado dándose encuentra en esta teoría un referente específico. Las diferentes teorías de la agencia asumen una posición dinámica de los sujetos con la estructura, derivada de la capacidad de resistir, contradecir o negociar. Desde este punto de vista se considera a la juventud rural como sujetos capaces de modificar esas relaciones. En el caso que nos ocupa, capaces de enfrentar el riesgo y por lo tanto, capaces de producir sociedad.
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Juventud y Poder. Traslación de conceptos en la construcción de dispositivos de intervención (#5335)
Natalia Hernández 11 - universidad alberto hurtado.
Abstract:
La presente ponencia es una invitación a reconocer las diversas construcciones que realizan sujetos jóvenes agrupados, en torno a nociones se manejan en un discurso cotidiano y ´común´, sin embargo, desafían la operacionalización de los sentidos de esos conceptos. Aquí se hace referencia a las ideas de: juventudes y poder, en pos de construir dispositivos de intervención que disputen los espacios políticos. Dichas relaciones fueron utilizadas para generar un zoom que facilitara reconocer estrategias de intervención que agrupaciones sociales de jóvenes utilizan en sus apuestas políticas. El ejercicio de acercamiento asumió como desafío incorporar tanto los significados de los participantes, como sus manifestaciones tangibles. Lo anterior en pos de comprender cómo estas construcciones se mueven desde espacios inmateriales a materiales, en escenarios de disputas constantes. Esta reflexión se desprende del proceso de elaboración de mi tesis doctoral, cuyo objeto de estudio se centró en conocer cómo se operacionalizan las nociones de juventudes, poder y lo político, en sus acciones interventivas. Para ello, se escogió como eje articulador la noción de ‘poder’, construida desde lineamientos que provienen de los postulados de Michel Foucault. Esta mirada permite discutir las imágenes imperantes que lo asocian a jerarquía, dominación, dictadura, entre otras. Construir la idea de poder desde las posibilidades que brinda la línea postestructuralista, es vincularlo a la noción de atributo presente en la construcción de todo sujeto social, el cual, se manifiesta en los espacios de relación constantes. Dicha noción facilita cuestionar las formas en que se piensan, reflexionan y ejecutan los procesos interventivos. Esta discusión se sitúa reconociendo que los procesos de transformación implica reconocer las tensiones constantes entre las elaboraciones de sujeto, fenómeno social y sitios, reconociendo que en ellas, se comparten categorías de comprensión. La investigación consideró el trabajo con nueve organizaciones sociales de la Región Metropolitana de Santiago de Chile, las cuales tienen como rasgo característico que fueron fundadas por jóvenes, poseen un funcionamiento cotidiano, y declaran su intención de transformación (en las temáticas que abordan) en los espacios públicos. Como resultado de este proceso, se aprecian construcciones de las tres concepciones en tensiones constantes entre elementos conservadores y las apuestas de miradas deconstruidas desde lógicas contemporáneas. Lo anterior desde un movimiento de traslación desde concepciones abstractas a la aplicación de las mismas en sus espacios de intervención. Este reconocimiento se estableció con la plataforma que proporciona el abordaje metodológico de la fotografía participante. Los ejes centrales de la presentación serán abordado a través de una exposición conceptual de las tres ideas fuerzas mencionadas, para luego dar paso, a la descripción de la metodología utilizada en la investigación. En un tercer apartado, se presentarán los hallazgos centrales, para finalmente dar cuenta de las conclusiones.
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Votantes y abstencionistas jóvenes: prácticas políticas y comportamiento electoral de personas jóvenes en Costa Rica a parir de las elecciones municipales 2016. (#5340)
Anthony García Marín 11 - UNED.
Abstract:
Una encuesta realizada en abril del año 2012 por el Centro de Investigaciones y Estudios Políticos, de la Universidad de Costa Rica, señala que solamente un 17,1% de los encuestados entre los 18 y 24 años se identifican con algún partido político, frente a un 36,7% de vinculación entre las personas de 50 años y más. Estos datos podrían explicarse mejor si se analiza la presencia de jóvenes en las agrupaciones políticas y sus agendas. Por otro lado el elector joven “está decepcionado con la política”, así lo reafirma Rojas, en una investigación de FLACSO Costa Rica para el año 2002. Esta indica que el 64% del adulto joven dice estar insatisfecho con los políticos, y el 54% alega no sentirse representado por quienes desempeñan cargos públicos. Asimismo cuando se consulta al adulto joven qué pesa más a la hora de votar, 63% se guía por "el candidato" y solo 32% por "el partido". Por lo anterior, la presenta ponencia tiene como objetivo identificar las prácticas políticas que caracterizan el comportamiento electoral de las personas jóvenes, durante el proceso de las elecciones municipales de 2016 en Costa Rica. Para ello se analizará la participación política –entiéndase el concepto ampliado y no solamente el electoral–, las formas de inclusión en los procesos electorales, la confianza política y la satisfacción democrática que poseen y/o caracterizan a las personas jóvenes. El estudio parte de las siguientes hipótesis: El grado académico, La participación en espacios comunitarios y partidarios, El nivel socio-económico y, El conocimiento sobre la gestión municipal y participación en espacios municipales están asociados y correlacionados con la participación político-electoral de las personas jóvenes en las elecciones municipales del año 2016 en Costa Rica. La metodología del estudio posee un enfoque mixto, con alcance explicativo. Se realizan encuestas a una muestra representativa a nivel nacional, entrevistas semiestructuradas a personas jóvenes candidatas a un puesto de elección popular, y un análisis de contenido a las propuestas de Gobierno de los diversos partidos para con ello identificar las prácticas políticas y verificación de las hipótesis expuestas.
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Trayectorias escolares de exito en mujeres universitarias que vien en contextos de pobreza (#5383)
Gloria Elizabeth Garcia Hernandez 1; Nelly Caro Luján
21 - Universidad Autónoma Metropolitana. 2 - El Colegio Mexiquense.
Abstract:
La combinación de la trayectoria escolar con la trayectoria laboral toma diversas formas. Después de concluida la educación primaria las vidas de los jóvenes se diversifican en función de si comienzan a trabajar o si continúan estudiando. Las condiciones socioeconómicas influyen de manera relevante sobre cómo ocurren estos eventos. La interrupción escolar es común en contextos de pobreza y trae como consecuencia, una privación cultural y un déficit de conocimientos. Supone, además, la conformación de una identidad psicosocial distinta a la de jóvenes pertenecientes a la clase media o alta debido, en parte, a la importancia de la escolarización como elemento constitutivo del estereotipo de joven que predomina en nuestra sociedad: el de estudiante, sin otra responsabilidad que las obligaciones escolares. Al mismo tiempo, las trayectorias de hombres y mujeres se norman y evalúan diferenciadamente. Así, cuando se cruzan las desigualdades de clase y género vemos que las mujeres jóvenes y pobres son quienes acumulan más desventajas sociales y son ellas quienes registran condiciones de inserción a la vida adulta más desfavorables que sus pares masculinos (Riquer y Tepichin, 2001). Se trata de los resultados preliminares de una investigación cualitativa que permita dilucidar sobre las trayectorias de éxito escolar de mujeres jóvenes universitarias, quienes perteneciendo a un sector socioeconómico bajo han logrado su ingreso y permanencia en la universidad, se trata de indagar en las dinámicas familiares y contextuales que les han permitido estas construcciones alternativas de sentido de vida. Interesa particularmente conocer cómo se da el proceso de las trayectorias escolar y laboral y su articulación con la trayectoria sexual reproductiva, cómo se da y el significado del inicio sexual, la prevención de ITS así como de embarazos y en dado caso la práctica de la maternidad en el contexto de su rol como estudiante. La relevancia de esta investigación radica en la centralidad que tiene en aspectos positivos de trayectorias de mujeres jóvenes, en donde el componente de género es fundamental. La indagación de estas trayectorias positivas permitirá descifrar aspectos medulares que resultan en la construcción de proyectos de vida alternativos a la maternidad, o simultáneos, en su caso, como son los estudios profesionales. Identificar estos aspecto es relevante para pensar la intervención en mujeres jóvenes de sector socio económico bajo. Este estudio pretende trascender la mirada sobre las problemáticas conque normalmente son asociados los jóvenes como categoría social, para enfocar los procesos juveniles positivos que tienen lugar en la vida cotidiana y aprehender de ellos estrategias de acompañamiento e intervención de grupos vulnerables.
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Lo territorial: un impulso para las desigualdades en las juventudes (#5533)
Viviana Boza 11 - Universidad Nacional de Costa Rica.
Abstract:
Lo territorial, implica considerar como una necesidad las categorías del desarrollo e identidad, por lo que es importante plantear esta relación entre territorios rural-costero, desarrollo e identidad como ejes o procesos de tensión y trayectorias en lo que respecta a cambios en el proceso socio-histórico de actores sociales que se identifican y apropian de las transformaciones del contexto en el cual se encuentran inmersas las juventudes. Entender el significado de territorio, obliga una mirada a la reconstrucción histórica de contextos, en los cuales se pretende explicar lo complejo y las consecuencias culturales, sociales, políticas y económicas de las transformaciones en la cotidianidad de las juventudes, lo que permite una mejor lectura y análisis de la realidad actual. Al comprender el territorio como un espacio construido socialmente, implica que su estructura y organización se encuentran vinculadas a las relaciones de los seres humanos, lo cual transciende a considerar las necesidades e intereses sociales como los incidentes en “la apropiación y transformación del espacio” de manera histórica por los diversos grupos sociales. Esta significación de territorio, en donde se relaciona lo natural con lo cultural, consolida desde otra perspectiva el estudio de lo cotidiano con lo histórico, lo que permite abordar el territorio, como un elemento del cual los colectivos sociales se apropian trascendiendo significados, códigos, espacios que consolidan y reconstruyen a la vez, en el ámbito social, político, económico y cultural, es decir, construyen su identidad, lo cual permitiría de una manera puntual y concisa comprender la razón por la cual las brechas y las desigualdades sociales se están naturalizando, especificamente en el quehacer cotidiano de las personas jovenes. La presente es una investigación ya finalizada, la misma conto con la participación de diversos grupos juveniles de territorios rurales-costeros de la provincia de Puntarenas en Costa Rica, especificamente en el Golfo de Nicoya.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Participación juvenil en procesos electorales de los paises centroamericanos (#5540)
Viviana Boza Chacón 11 - Universidad Nacional de Costa Rica.
Abstract:
Esta ponencia se presenta como un avance de una investigación en curso, donde se plantea el análisis del comportamiento de las personas jóvenes en los últimos procesos electorales a nivel nacional a través del método comparativo entre países centroamericanos (Costa Rica, Panamá, Guatemala, Honduras, El Salvador y Nicaragua). El estudio es abordado desde categorías teóricas y principales como la cultura política, política, adultocentrismo y participación juvenil. Con las mismas se pretende identificar las consecuencias políticas e influencia del accionar de las personas jóvenes en relación a las últimas elecciones realizadas en cada uno de los países ya antes mencionados. Además es de suma importancia rescatar las percepciones que posee la población joven en relación a los diversos procesos electorales que son llevados a cabo en los países. En el abordaje metodológico se está en proceso de análisis de las primeras entrevistas realizadas a jóvenes de los diversos países, se cuenta con la participación hasta el momento de 10 jóvenes por país, sin embargo, no se descarta la necesidad de ampliar la cantidad de personas entrevistas en el caso de Nicaragua como consecuencia al proceso interno político y característico del país.
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Mujeres jóvenes jineteando olas marinas. Una lectura de las resignificaciones espirituales asignadas a la mar como territorio. (#5541)
Silvia Elena Rojas 11 - Universidad Nacional.
Abstract:
Esta ponencia plantea el análisis de las resignificaciones sociales que mujeres jóvenes le asignan a la mar como parte de su territorio cuerpo, desde la dimensión de lo espiritural, lo mágino y lo mítico. La cual ha sido reconstruida a partir del momento generacional que se vive y del contexto histórico propio como el comunitario, pero desde su condición de jóven y de mujer habitante de un territorio costero. Se analizan un total de 7 entrevistas aplicadas a diferentes mujeres jóvenes que viven en zonas costeras de la Costa del Pacífico de Costa Rica y Nicaragua, todas madres a corta edad. Debida la complejidad fenomenológica de la investigación, se recurre a la cristalización metodológica, como base para la interpretación de los resultados. Se parte del marco teórico propio del feminismo comunitario incorporando el elemento marino, ausente en la actual discusión epistemológica, vinculado al mundo de las significaciones sociales, lo identitario y lo espiritual, desde un enfoque intergeneracional. Si bien es cierto, hay un base teórica sociológica, también se incluyen elementos de la antropología y la teología.
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El proceso de rupturas generacionales entre los adolescentes de ahora con relación a sus padres de ayer. (#5714)
Miguel Angel Pérez Reynoso 11 - Universidad Pedagógica Nacional.
Abstract:
El trabajo corresponde a un estudio amplio el cual forma de una investigación de carácter doctoral, (Pérez, 2016) en donde el foco de indagaciones fueron las distinciones en el cambio generacional entre los adolescentes de ahora con relación a sus padres los cuales forman parte de otra generación. El estudio se llevó a cabo a través de la metodología de las narraciones en investigación y los jóvenes contaron e indagaron cuáles son los cambios generacionales que encuentran con relación a la vida de sus padres. La distinción de dicha ruptura se indagó a partir de tres indicadores básicos: Los gustos y el consumo cultural. (García Canclini, 2009). Las representaciones de generación tienen cada grupo (desde su propia visión). Lo que representaron los pares sociales en cada época. Los grupos etarios atravesados por el cambio época se mueven a partir de algunas rupturas convencibles las cuales están condicionadlas por el interés y las modas sociales (Urresti, 1999). La información recabada se obtuvo directamente de un grupo de 40 adolescentes de tres escuelas secundarias en la ZMG. La organización y el análisis de la información fue a partir de las sugerencias metodológicas de Graham Gibbs, (Gibbs, 2012). Referencias bibliográficas: García Canclini, N ((2009).Consumidores y ciudadanos. Conflictos multiculturales de la globalización. México. DEBOLSILLO. Gibbs, G. (2012). El análisis de datos cualitativos en Investigación Cualitativa. Madrid. Morata. Pérez, M. (2016). La construcción de mundo propio por parte de los y las adolescentes escolarizados de tercero de secundaria. Tesis de Doctorado. Guadalajara. Material sin publicar. Urresti, M. (1999). Adolescencias, consumos culturales y usos de la ciudad. En http://www.oei.org.ar/edumedia/pdfs/T01_Docu3_Adolescentesconsumosculturales_Urresti.pdf. recuoperado el 17 de marzo de 2015.
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Un acercamiento a las dinámicas familiares de adolescentes y jóvenes cubanos (#5792)
Raida Semanat Trutie 1; Ana Isabel Peñate Leiva
1; Odette Del Risco Sánchez
11 - Centro de Estudios sobre la juventud.
Abstract:
La ponencia que se propone muestra algunos de los resultados obtenidos durante la segunda etapa de aplicación del proyecto: "Adolescentes y jóvenes cubanos en los ámbitos de familia y pareja", que desarrolla un equipo de investigadoras del Centro de Estudios Sobre la Juventud (CESJ), de Cuba. Los objetivos trazados son caracterizar algunos modos de interacción de adolescentes y jóvenes cubanos en el ámbito de la familia. De igual forma, comparar estos modos de interacción atendiendo a sexo, grupos etarios y zonas de residencia. Para el desarrollo del estudio se diseñaron tres cuestionarios, distribuidos por grupos de edades; los mismos constituyeron la principal fuente de información de la investigación. Se realizaron además, entrevistas a expertos y grupos focales, como técnicas complementarias, los que contribuyeron a sustentar lo recopilado en los cuestionarios. Estos tuvieron el propósito de identificar y profundizar en los modos de interacción de adolescentes y jóvenes cubanos en torno a: relaciones afectivas, información/orientación y participación en el ámbito de la familia. A partir de la aplicación de los instrumentos, emergieron resultados relevantes en torno a las concepciones y percepciones de adolescentes y jóvenes respecto a la familia y sus dinámicas. Se visualizaron algunos de los modos de interacción que actualmente caracterizan este espacio, desde la perspectiva de sus miembros más jóvenes.
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O movimento de ocupação em escolas públicas do estado de São Paulo: reflexões após um ano de mobilizações. (novembro 2015 – dezembro 2016) (#5816)
Mirlene Simões Severo 11 - Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.
Abstract:
O presente trabalho, finalizado em dezembro de 2016, teve por objetivo acompanhar através da análise da descrição de diário de campo e de imagens fotográficas, as relações dos jovens de ensino médio com a escola pública onde estudam, no período posterior às ocupações, realizadas por eles em novembro de 2015 em São Paulo. Foi pensado como proposta registrar e analisar relatos e imagens durante o movimento de ocupação, bem como após as ocupações com o sentido de perceber se as atitudes, comportamento e relação dos jovens com a escola se transformaram. O movimento de ocupação que, para o governo do estado de São Paulo deveria passar como despercebido, ou isolado, tomou a atenção de toda a sociedade paulista em novembro de 2015. Mais de 200 escolas no estado foram ocupadas por uma geração fortemente marcada pela ausência pública de direitos e pela exclusão social como regra. A ocupação das escolas por parte dos jovens aconteceu no momento posterior a divulgação de mudanças no ensino propostas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que ficou conhecida como reestruturação escolar. Os jovens, em sua maioria do ensino médio, ocuparam as escolas com o intuito de que não ocorresse a reestruturação. O foco principal dos jovens estava no não fechamento de escolas e na não divisão destas em ciclos de ensino. Tem-se como produto final desta pesquisa a elaboração de oficinas de documentação visual, artigo científico, exposição de fotos e a criação de livro fotográfico em coautoria com os jovens do movimento de ocupação.
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Juventudes con trayectorias e itinerarios accidentados (#5877)
Arturo Torres Mendoza 11 - Universidad Pedagógica Nacional Unidad 141 Guadalajara.
Abstract:
La ponencia habla respecto a las trayectorias y los itinerarios que recorren los jóvenes para lograr su inserción en el mercado de trabajo y su independencia familiar, poniendo énfasis en el papel que juegan las desigualdades de origen. El trabajo que se presenta se desarrolla en, y desde México, ese es el recorte espacial, a propósito, digo que las condiciones de pauperización sociales y económicas de los jóvenes, no son privativas del país, puesto que en análoga situación se encuentran las juventudes de otras latitudes de América Latina, no obstante, parece que las cosas aquí han empeorado de manera sustantiva en los últimos años, razón por la cual las noticias reiteran con mayor frecuencia, el crecimiento del desempleo; la deserción escolar, principalmente en secundaria y educación media superior; la incorporación a las redes del crimen organizado; y, la violencia, donde los actores principales son muchachas y muchachos de no más de treinta años que tienen en común, fundamentalmente, pertenecer a las clases sociales más desprotegidas. Desde luego, que la situación antes descrita, no afecta a todos los sectores sociales y a sus jóvenes, así, quienes pertenecen a los sectores con solvencia económica, no tendrán problemas en los itinerarios recorridos rumbo a su trayectoria de adultos y su inserción a trabajos bien remunerados y con reconocimiento social. Por lo dicho hasta aquí, surge la siguiente pregunta que guía este trabajo: ¿cuál es la trayectoria y los probables itinerarios de los jóvenes mexicanos de acuerdo a su condición social de origen”? Por otro lado, declaro que el tema en que me ocupo se origina en el hecho de que trabajo en la UPN Unidad 141 Guadalajara, donde atiendo clases en la “Licenciatura en Intervención Educativa” (LIE), con orientación en la educación para jóvenes y adultos en situación de riesgo, de ahí que el producto que surja de este esfuerzo académico abonará a la comprensión del fenómeno abordado, por lo tanto, me dará elementos para orientar de manera adecuada los proyectos de intervención de los estudiantes de la LIE. En cuanto a la metodología que elaborar este trabajo, está sustentada en la revisión de diversos materiales, tanto los del curso, “Jóvenes, educación y trabajo: nuevas tendencias y desafíos”, de FLACSO Argentina, como de aportaciones de juvenólogos mexicanos, páginas de internet y documentos de carácter oficial, es por tanto un trabajo que surge de la lectura de documentos, a las cuales les he dado tratamiento desde la subjetividad de mis interpretaciones, de ahí surge el presente escrito.
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Juventude e vulnerabilidade social: no contexto intra-urbano de Natal, RN (#5927)
Algeria Varela Da Silva 11 - UFRN.
Abstract:
Com a crescente urbanização das cidades e a instituição de um modelo de gestão metropolitano, os centros urbanos se constituem em territórios de desigaldade social., pois, ainda não contemplam uma adequada estutura para atender tão grande contigente populacional. Compreender tais problemas advindos de tal configuração é um desafio. O presente trabalho se constitui numa aplicação de uma metodologia em construção. Tal metodologia tenta medir o efeito do bairro e da família nos níveis educacionais dos jovens. Para tanto, com base em estudos anteriores desenvolvidos no âmbito do Núcleo Avançado de Políticas Públicas, acerca da Vulnerabilidade Social presente nos jovens, fruto de elevados percentuais de jovens analfabetos, podemos constatar que Natal apresenta um elevado contingente de jovens em situação de Vulnerabilidade Social. Neste sentido, escolhemos o município de Natal, como lócus de aplicação da metodologia. Tal metodologia tem como base o Censo do IBGE, 2000. Ainda realizamos uma revisão de literatura acerca do tema central e dos temas secundários, mas, também importantes. Com base nos resultados podemos constatar que a cidade mantém relações de desigualdades sociais tanto no âmbito da família quanto no espaço do bairro. Tais desigualdades são expressas no conjunto de baixos níveis educacionais e elevadas taxas de desemprego, que são originárias de uma precária fonte de ativos e baixa estrutura de oportunidades
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Jovens "nem-nem": quem são os jovens que não estudam nem trabalham no Brasil? (#5935)
Luanda Chaves Botelho 11 - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Abstract:
Em 2015, 22,5% dos jovens na população brasileira não estudavam nem trabalhavam, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas duas últimas décadas, os chamados jovens “nem-nem” ganharam maior destaque como indicador social por endereçar questões como evasão escolar precoce, desalento com o mercado de trabalho e discriminação de gênero. Assim, o objetivo do presente artigo é traçar o perfil desse grupo de jovens que não estuda nem trabalha no Brasil, recorrendo à Pnad como principal fonte de dados. O primeiro passo será esclarecer os conceitos essenciais ao artigo, como frequencia escolar, ocupação, desocupação e inatividade. Feitas tais considerações, em uma primeira seção serão abordados aspectos demográficos dos jovens “nem-nem”, como sua distribuição nas grandes regiões do país, faixa etária e cor ou raça. Em seguida, serão analisadas informações com relação ao domicílio em que vivem, como situação rural ou urbana, rendimento mensal per capita e condição do jovem na unidade familiar. Características a respeito de sua escolarização bem como da relação com o mercado de trabalho serão estudadas na terceira seção. Destaque especial será concedido à questão de gênero, tendo em vista que, em 2015, as mulheres representavam 65,5% dos jovens que não estudavam nem trabalhavam. Ressalte-se que a Pnad propicia a comparação dos jovens “nem-nem” com os jovens em geral e que comparações internacionais, especificamente com países latino-americanos e países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), também serão feitas a partir de dados compilados em relatórios internacionais. Por fim, a partir das conclusões acerca do perfil dos jovens na população brasileira que não estudam nem trabalham, pretende-se apontar algumas diretrizes para as políticas públicas direcionadas para o grupo.
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Juventudes, problemas socioambientais e a educação ambiental no sertão de Pernambuco - Brasil (#5944)
Tarcísio Augusto Alves Da Silva 11 - Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Abstract:
Como alternativa a crise socioambiental enfrentada atualmente, Silva (2012) propõe uma mudança de postura orientada por uma ação educativa crítica. Isso porque, após a Rio 92, houve grande incentivo do Estado brasileiro para difusão da educação ambiental no âmbito escolar, entretanto, Loureiro e Cóssio (2007) verificaram uma tendência biologizante e descontextualizada dessa prática implicando graves problemas à reflexão dos problemas que afetam natureza e sociedade. Dentro desse contexto, objetivamos apresentar alguns elementos de como a percepção socioambiental de jovens estudantes pode revelar o lugar da educação ambiental em escolas de referência do ensino médio dos municípios de Araripina e Salgueiro, localizadas no Sertão pernambucano (BR). Faz parte, também desse esforço, discorrer como aspectos da percepção ambiental dos estudantes podem subsidiar o estudo da temática e dimensionar a prática educativa com estes jovens. Para isso, foram coletados dados por meio de um questionário do Google Docs , com perguntas mistas, a uma amostra de 300 estudantes. Os resultados apontam avanços específicos e a permanência de problemas históricos, já identificados pela literatura especializada sobre o tema.
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El retorno. Análisis microsociológico de la situación de los jóvenes después de prisión (#5946)
María Elena Pérez Maldonado 1; Juan Antonio Taguenca Belmonte
11 - Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo.
Abstract:
En la presente ponencia se presentarán algunos avances de la investigación de doctorado que tiene como objetivo analizar el proceso de reinserción de jóvenes que han vivido un proceso carcelario en una institución penal especial para menores, lo que hoy se conoce como Centros de Internamiento para Adolescentes; es decir, se pretende dar cuenta, desde la subjetividad del adolescente, de los factores socioculturales que intervienen en las decisiones que el joven toma cuando se reinserta a su entorno e intenta retomar su vida cotidiana.Este estudio tiene como base teórica al interaccionismo simbólico con autores como Erving Goffman, Howard Becker y David Matza, pues se analizará la situación y subjetividad que experimenta el sujeto de estudio, por lo que se utilizarán herramientas metodológicas de la etnografía como los relatos de vida, observación y entrevistas a profundidad. Dichas herramientas se aplicarán a los jóvenes que han experimentado un proceso carcelario en una institución penal especial para adolescentes, en este caso serán los internos y ex - internos del Centro de Internamiento para Adolescentes de la ciudad de Pachuca, Hgo.
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Jóvenes musulmanes en Santiago Chile: una propuesta teórica de sus practicas identitarias (#6011)
Jorge Araneda Tapia 11 - Universidad Diego Portales.
Abstract:
Las recientes investigaciones de las identidades musulmanas en jóvenes de países europeos nos sugieren las múltiples, complejas y cambiantes relaciones que dichos sujetos tienen con el islam. Diversos autores han destacado que la identificación religiosa entre jóvenes tiende a ser más compleja en términos de prácticas identitarias respecto de la primera generación de padres musulmanes. Incluso en contexto propiamente árabes (Sánchez García et al. 2009); surgiendo nuevos temas tales como moda islámica, diversidad sexual, uso de redes sociales, etc. (Fadil, 2011; Rahman, 2010; Salvatore, 2004; Salih, 2004) Por lo anterior, el presente escrito busca aportar e introducir las actuales relaciones del mundo juvenil musulmán chileno con el islam en la esfera pública. Partiendo de la premisa de que la esfera pública carece de neutral y que las subjetividades que lo habitan están determinadas por diversas relaciones de poder y examinando las formas en que los jóvenes musulmanes están imbricados en las condiciones socio-culturales en las que se desarrollan. Si bien, la investigación se encuentra en una fase inicial está se cimentada en trabajo etnográfico que incluye documentación secundaria y primaria, para así indagar el despliegue de la dimensión religiosa en la conformación de identidades, estilos y prácticas juveniles musulmanas en Santiago de Chile. Motivado por preguntas motrices, tales: ¿cómo definen los jóvenes los límites de su juventud? ¿Qué hábitos de consumo juvenil provienen del islam? ¿Cuál es el papel de la religión islámica en la conformación de estilos juveniles? Entre otras. De esta manera, se busca explorar y discutir las relaciones que moldean y forman el carácter de ser joven desde una mirada islámica latinoamericana. En concreto, se trata de una investigación de carácter exploratorio, basada en la realización de entrevistas en profundidad a jóvenes musulmanes de 15 a 30 años, de ambos sexos, residentes en la Región Metropolitana, Chile. Procurando abarcar un abanico de perfiles disímiles que incluyen: musulmanes conversos de familias en el gran espectro del cristianismo actual, con un nivel variable de compromiso y participación en distintas instituciones islámicas (Mezquita as-Salam, Comunidad Islámica Chiita, Comunidad Nashqbandi, etc). Es decir, el interés fundamental de la metodología está centrado en las experiencias, opiniones y sus críticas desde el discurso juvenil hacia su experiencia confesional. Para posteriormente poder delimitar, tentativamente, algunas causas de las conversiones/desconversiones y sus prácticas religiosas de dicho grupo etario, en el espacio religioso.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 26 |
Representaciones sociales sobre los jóvenes en políticas públicas de inserción laboral. Un ejercicio comparativo entre el “Programa Jóvenes con más y mejor trabajo” (Argentina) y el “Programa yo estudio y trabajo” (Uruguay). (#6028)
Julieta María Theiler 11 - Universidad Nacional del Litoral.
Abstract:
El objetivo del presente trabajo es analizar la problemática relacionada con la concepción sobre la juventud. Específicamente, interesa observar y comparar cuál es la representación de juventud de la cual parten dos políticas públicas nacionales de Argentina y Uruguay. Se trata, por un lado, del “Programa Jóvenes con más y mejor trabajo” (Argentina) y el “Programa yo estudio y trabajo” (Uruguay). Se busca examinar las diferentes concepciones que pueden existir sobre la juventud en políticas públicas que pretenden resolver el mismo problema, en países relativamente cercanos y con ciertas similitudes en aspectos históricos y culturales, como lo son Argentina y Uruguay. Por otra parte, se considera que analizar las representaciones sociales permite conocer también cómo el Estado actúa, en la práctica, con los jóvenes; es decir, muestra el carácter que tendrán las políticas públicas dirigidas hacia ese grupo, observando al estado en acción (Bulcourf y Cardozo, 2008). En relación a los aspectos metodológicos, cabe destacar que el corpus está compuesto por diferentes documentos que presentan ambas políticas, tales como: resoluciones; presentaciones; bases y condiciones; “derechos y obligaciones” (en el caso de la política uruguaya la presentación de la política se acompaña con este documento que demarca, uno por uno, los derechos y obligaciones de los jóvenes y de las instituciones participantes). Todos los documentos son oficiales y públicos, y pueden encontrarse en las páginas web de los Ministerios[1] que coordinan las políticas. Así, se trata de un análisis sobre el diseño de los programas, sobre la forma en la que ambos son presentados en los documentos oficiales que le dan sustento. El análisis de contenido es la técnica principal que guía el presente trabajo. Se trata de una técnica de interpretación de textos donde puedan existir toda clase de registros de datos, trascripción de entrevistas, discursos, protocolos de observación, documentos, videos, etc. (Andréu, 2001). Todo texto puede ser percibido de una manera directa y manifiesta, es decir, el contenido obvio e inmediato que es expresión directa del sentido que el autor pretendió comunicar. Pero también –desde una perspectiva científica- se puede percibir un texto en su forma “latente”, tratando de descifrar el sentido oculto que el autor transmitió (ya sea de manera intencional o inconsciente). Todos estos sentidos que pueden captarse de un mismo texto tienen lugar dentro de un contexto específico, así, texto y contexto son dos aspectos fundamentales a tener en cuenta en el análisis de contenido. Finalmente, se destaca que las variables a tener en cuenta en el análisis son tres: la concepción acerca de los jóvenes; el rol de las instituciones, y la relación joven-trabajo. [1]Para el “Programa Jóvenes con más y mejor trabajo” (Argentina): http://www.trabajo.gov.ar/jovenes/; para el “Programa yo estudio y trabajo” (Uruguay): http://www.mtss.gub.uy/web/mtss/programa-yo-estudio-y-trabajo
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A elevação da escolaridade de jovens no Brasil no ciclo 2005-2015: o papel dos programas inovadores (#6049)
Diógenes PINHEIRO 1; Miguel FARAH NETO
2; Luiz Carlos GIL ESTEVES
21 - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. 2 - UNIVERSIDADE FECERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Abstract:
O Brasil vive os últimos anos do bônus demográfico de juventude e tem cerca de 52 milhões de jovens de 15 e 29 anos de idade, que representam 1/4 da população do país. Segundo projeções demográficas, serão menos de 35 milhões de jovens em 2050. Do ponto de vista educacional, o maior desafio, é qualificar melhor os jovens, com mais urgência os jovens adultos, que vão sustentar o ciclo de desenvolvimento das próximas décadas, num país em processo de envelhecimento. Entre 2005 teve início um importante ciclo de políticas públicas de juventude no Brasil, com a promulgação da Lei Nº 11.129, de 30 de junho de 2005, que estabeleceu uma maior articulação das ações voltadas para os jovens, principalmente a partir da instituição da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), diretamente vinculada à Secretaria Geral da Presidência da República (SGPR), e da criação de diversos programas e políticas públicas que buscavam afirmar a necessidade de se avançar em políticas de elevação da escolaridade da juventude. Esta comunicação baseia-se em uma pesquisa que analisa a relação educação/trabalho de jovens adultos (25 a 29 anos) que participaram de dois programas governamentais: o primeiro, o Projovem Urbano, foi voltado para jovens no ensino fundamental. O segundo, o PROUNI, atingiu jovens pobres que puderam frequentar o ensino superior. Ao se analisar as duas pontas do sistema educacional brasileiro – fundamental e superior – percebem-se as movimentações e deslocamentos de posições e o impacto de tais programas e políticas nos processos de transição para a vida adulta de jovens das classes populares. Ainda que mais presente nas esferas do governo federal, a prática de uma democracia de maior intensidade promoveu deslocamentos materiais e simbólicos relevantes na condição juvenil nesse período, à medida que mais jovens passaram a encontrar nas políticas públicas suportes para suas trajetórias. Se em 2005 o conceito de “inclusão” era a grande meta das políticas de juventude, a crescente participação dos jovens nos processos deliberativos foi promovendo a crítica e propondo o alargamento dessa concepção e colocou no centro dos debates os conceitos de “autonomia” e “emancipação”. Esse ciclo de políticas públicas de juventude perdeu força em 2016, principalmente devido à ruptura do arranjo político no governo federal e a consequente descontinuidade de inúmeros programas e políticas que vinham garantindo a expansão dos direitos dos jovens brasileiros na última década.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 26 |
Características del trabajo en las juventudes rurales de México. Un acercamiento a las actividades productivas que desempeñan en su localidad (#6124)
Nayely Ortiz Ruiz 11 - Universidad Autónoma de Nayarit.
Abstract:
El presente texto se desprende del proyecto de investigación titulado “Trayectorias juveniles rurales entre la escuela, el trabajo y la ciudadanía. Las posibilidades de agenciamiento de la juventud rural” que se lleva a cabo en cinco estados de la República Mexicana que son Ciudad Juárez, Michoacán, Nayarit, San Luis Potosí y Sonora. Para el caso del presente documento se tomarán los resultados de una encuesta que se aplicó a 2000 estudiantes de preparatoria (400 encuestas por estado). Esta técnica de recolección de datos, ayudó a sondear qué actividades productivas realizan los jóvenes en y para su comunidad, cómo obtuvieron ese trabajo, con quienes laboran, qué hacen con el dinero que consiguen, e incluso, a qué edad comenzaron a trabajar. También se incluyen algunas entrevistas temáticas con hombres y mujeres de cada preparatoria con la intención de obtener datos más precisos y profundos sobre las condiciones de la juventud rural. Como las juventudes rurales poseen características contextuales, sociales y económicas particulares, es posible afirmar que los y las jóvenes forman parte de grupos identitarios específicos en los que diariamente construyen nuevas formas de relacionarse con los otros/as. Esta ponencia tiene una doble intención, en primera, se pretende problematizar las áreas de trabajo de estos jóvenes en cada uno de los estados de la República Mexicana anteriormente mencionados donde se logren identificar sus semejanzas, diferencias, sus áreas de oportunidad laboral así como sus expectativas. Y en segunda, se pretende describir el trabajo productivo de esta juventud rural ya que es un grupo etario que parece ser in-visibilizado ya que la toma de decisiones tiene una carga adulto-céntrica; sin embargo, las actividades labores que realizan jóvenes hombres y mujeres aporta a la economía y la producción de alimentos que se consumen en sus localidades. En los resultados de este análisis de datos fue posible apreciar que existen características laborales que son semejantes en todos los estados, por ejemplo, jornaleros agrícolas y peones que se dedican a actividades de campo, siembra de maíz, frijol, café y cuidado de animales domésticos. Aunque también, algunas diferencias respecto a los lugares en los que trabajan como terrenos agrícolas, empresas o fábricas. Con base en esto es posible afirmar que estas juventudes a pesar de estar relegadas son quienes colaboran con el sostenimiento de las actividades de orden productivo y económico en México, e incluso en el extranjero.
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Juventudes, violências e projetos de futuro: a tensão entre desejos e possibilidades no contexto da socioeducação de meio aberto. (#6248)
Bruna Rossi Koerich 1;
Alex da Silva Vidal
21 - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. 2 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
A pesquisa insere-se no contexto das intersecções entre juventudes, adolescências e violências, em especial, na figura dos adolescentes em conflito com a lei. Na última década, o tema ganhou destaque no âmbito acadêmico focalizando as medidas socioeducativas de privação de liberdade. Apesar de maioria no sistema socioeducativo, as medidas executadas em meio aberto são tema quase inexistente nas ciências sociais. Visando visibilizar essas experiências e partindo do entendimento de que o discurso preponderante nas diretrizes do sistema socioeducativo é o de possibilitar futuros distanciados da prática infracional, essa pesquisa objetiva analisar a construção de projetos de futuro de jovens da socioeducação de meio aberto, compreendendo quais os elementos que ancoram essa construção. Metodologicamente, optou-se por uma inserção etnográfica, envolvendo observações, entrevistas e sistematização de conversas informais com jovens de uma unidade de execução de meio aberto, situada no município de Canoas (RS, Brasil), reconhecido pela redução dos índices de violência a partir de uma política de segurança pública que potencializa ações preventivas. Os dados foram analisados pela ótica da análise temática, por meio de processos graduais de redução e construção de paráfrases de síntese. Partindo dos conceitos de espaços de possíveis de Bourdieu e de campo de possibilidades de Gilberto Velho, a análise dos dados permitiu identificar duas tipologias de jovens, no tocante à construção de seus projetos de futuro: uma ligada aos jovens com inserções pontuais em práticas infracionais, e outro com uma trajetória infracional contínua. Os primeiros caracterizam-se por projetos de um futuro “idílico”, sem uma grande preocupação de mediação com as possibilidades concretas, dando margem para uma análise voluntarista do processo de construção de projetos de futuro. Os demais, caracterizados pela reincidência e práticas infracionais como formas principais de sociabilidade, apresentam projetos de continuidade de criminalidade, alegando ser a “única possibilidade” demonstrando um espaço limitado para o desejo, contribuindo para uma visão determinista desse processo. Além disso, foi possível identificar que elementos como o consumo e a honra foram centrais para a construção dos projetos de futuro de jovens de ambas as tipologias.
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Teclando na Escola: o uso de redes sociais por jovens do Ensino Médio. (#6349)
Paula Cristina Barros Lopes Paula 1;
Irapuan Peixoto Lima Filho Irapuan
11 - Universidade Federal do Ceará.
Abstract:
Com o advento popular e instantâneo das Redes Sociais a Geração Z (também conhecida como Centennial) mais do que em qualquer outra época da história, está construindo uma nova forma de consumo por meio da tecnologia, que envolve não somente informação, mas também, bens culturais. Com isso, podemos pensar que esses jovens estão estabelecendo, sobretudo, um novo modo de vida, que contempla o virtual diuturnamente. Este trabalho pretende pesquisar de que modo podemos compreender a influência desse fenômeno tecnológico das redes sociais na vida da Geração Z, a partir da experiência numa Escola Estadual de Ensino Profissionalizante de Fortaleza-CE. Espera-se investigar como o fenômeno tecnológico influencia o modo de viver e as relações sociais da geração que nasceu na virada do século, e por isso, também é chamada de Centennial. A pesquisa busca apoio na interpretação da teoria do habitus de Pierre Bourdieu, na qual este conceito é retratado como um instrumento conceitual que auxilia a pensar a relação, a mediação entre os condicionamentos sociais exteriores e a subjetividade dos sujeitos. Trata-se de conceber habitus como uma noção que ajuda, sobretudo, a refletir as características de uma identidade social, isto é, de um sistema de orientação que se desenvolve na interação entre o sujeito e a estrutura social. Entendo o habitus como um conjunto de propriedades adquiridas a partir do uso das tecnologias e suas aplicações nas redes sociais, que criam novas sociabilidades e processos sociais diversos. Tal discussão se torna ainda mais interessante quando se considera que o capital cultural manejado por esses jovens, difere daqueles das gerações anteriores (seus pais) e da própria escola. Esta instituição, como o próprio Bourdieu estudou, é resistente às mudanças e, aparentemente, tem dificuldades em lidar com esse novo capital no cotidiano. A pesquisa ainda usa como referenciais, os estudos sociológicos no campo das redes sociais, como Pierre Lévy, Manuel Castells, dentre outros; e traz uma reflexão sobre a juventude como categoria sociológica por meio de autores como José Machado Pais e Carles Feixa. Esta pesquisa se utiliza da observação direta realizada na escola, bem como o uso de questionários e a realização de entrevistas semiestruturadas com um número mais restrito de jovens, selecionados a partir do trabalho de campo.
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Inflexiones Juveniles Contra La Desigualdad Territorial: Una Lucha Por El Espacio Público En Barranquilla (#6398)
Lorena Cecilia Mancera Panza 11 - Universidad Nacional de Cuyo.
Abstract:
Las juventudes como concepto sociocultural son un sujeto político que han sido excluidos a nivel latinoamericano en las agendas públicas, y por ende en los diferentes escenarios de la vida social. La ciudad de Barranquilla (Colombia), a pesar de estar en un proceso de implementación de la recién sancionada Política Pública de Juventud, no ha sido la excepción, puesto que los índices de violencia han aumentado y son los jóvenes de Barranquilla los señalados como principales responsables de la situación de la ciudad. Este señalamiento ha generado una criminalización y estigmatización de la juventud barranquillera, lo que ha dejado como consecuencia que se tomen medidas represivas que segreguen espacialmente a este sector poblacional, y se aumente la exclusión social de los jóvenes como sujetos políticos capaces de transformar la sociedad. La ponencia tiene como objetivo dar a conocer las inflexiones juveniles que han surgido como iniciativas para contrarrestar la desigualdad territorial – producto de la segregación espacial- , en un contexto de lucha política, en el que el arte, la cultura y el deporte son los mecanismos principales para exigir el derecho al uso, apropiación y producción del espacio público en la ciudad de Barranquilla. El presente trabajo, está constituido en tres partes; en la primera se da a conocer un panorama general de las desigualdades de las juventudes en el contexto latinoamericano, la segunda parte define los conceptos de desigualdad territorial, inflexiones juveniles y describe las iniciativas que han surgido como apuesta política en Barranquilla para contrarrestar esta desigualdad, y por último, la tercera parte expone los motivos por los cuales el espacio público es el escenario en donde se disputa el poder , y la manera en que las inflexiones juveniles entran a jugar un papel político importante en esta dinámica de la ciudad.
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La adolescencia en el contexto del amor romantico, estudio de grupos focales en Cochabamba Bolivia en el año 2017 (#6426)
LLuvithza Yadranka Carvajal Dubravcic 11 - UMSS.
Abstract:
La adolescencia es un tema recurrente y actual en nuestra sociedad, que aunque ya ha sido estudiado por varias disciplinas, ha provocado siempre un intenso intercambio de opiniones entre científicos sociales, educadores, etc; pero a pesar de las distintas posiciones sobre el tema no podemos pasar por alto que el termino adolescencia tiene una concepción que debe dar cuenta de su variabilidad histórica y cultural. Es difícil establecer límites cronológicos para este período; de acuerdo a los conceptos convencionalmente aceptados por la Organización Mundial de la Salud en el año 2011, la adolescencia es la etapa que transcurre entre los 10 y 19 años, considerándose dos fases: la adolescencia temprana (10 a 14 años) y la adolescencia tardía (15 a 19 años). (UNICEF, 2011) La adolescencia es una etapa entre la niñez y la edad adulta, que cronológicamente se inicia por los cambios puberales y que se caracteriza por profundas transformaciones biológicas, psicológicas y sociales. (Missair. A, 16, 1999) Una de las principales características del desarrollo social durante la adolescencia es la aparición de la vida amorosa: los niños y niñas pasan la mayor parte de su tiempo para pensar y discutir sobre lo que es el amor y a moverse en los primeros pasos hacia un terreno inexplorado de las relaciones románticas. Este nuevo tipo de relación constituye una especie de prueba para los adolescentes en el que se realiza, por primera vez, la integración entre la atracción y la sexualidad a través de una forma de relación voluntaria que está basada en la reciprocidad. Es precisamente el despertar de la sexualidad y la aparición del sentimiento del amor que distingue la experiencia de la adolescencia con la etapa de la infancia. Es sólo al momento de la pubertad, de hecho, que tales sentimientos están relacionados con el deseo sexual y comienzan a ser canalizados y experimentados en la interacción de la pareja. La experiencia romántica adolescente representa la primera etapa de un viaje que llevará a los adolescentes a la relación de amor y de compromiso mutuo que caracteriza el mundo de los adultos. La participación en la aventura de amar del período de la adolescencia ejerce su influencia tanto en el desarrollo de la capacidad de estar en intimidad con el otro, como en el desarrollo de la identidad de sí mismo, es decir, en dos procesos psicosociales cruciales que se desarrollan en esta fase propia de la adolescencia.
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Múltiplos Sentidos do que é Ser Jovem Hoje...o que pensam e o que nos dizem um grupo de jovens em processo de escolarização. (#6659)
Rosicler Goedert 11 - Universidade Federal do Paraná.
Abstract:
Este estudo exploratório foi realizado no 2º semestre de 2015 durante o processo de formação do Curso de pedagogia na Universidade Federal do Paraná, oferta da disciplina curricular denominada JUVENTUDE E ESCOLARIZAÇÃO. O objetivo foi discutir com os estudantes de graduação a constituição do “sujeito jovem” e suas formas específicas de expressarem suas diferentes condições de se “ver e se sentir” jovem em processo de escolarização. Apoiado principalmente nas pesquisas de DUBET (2006) e CHARLOT (2001), foram debatidos temas emergentes dos modos de educar na sociedade contemporânea e suas relações com a presença da cultura juvenil no espaço escolar. A partir disso, levantou-se questões para as entrevistas com diversos jovens alunos da Educação Básica da cidade de Curitiba/Paraná e Região Metropolitana, procurando explorar os mais diversos sentidos ao expressarem “o que significa a escola e o que é ser jovem hoje?”. Ao analisar o conjunto de suas respostas pode-se constatar que os jovens são influenciados pelo espaço onde são construídas suas relações, onde passa a ter múltiplos sentidos próprios. Transformando-se em lugar, o espaço do fluir da vida, do vivido é suporte e mediação das relações sociais, investido de sentidos próprios, além de ser a ancoragem da memória, tanto individual como coletiva, podendo-se afirmar que os jovens tendem a transformar os espaços físicos em espaços sociais, pela produção de estruturas particulares de significados. Palavras- chave: ser jovem; processo de escolarização; espaço denominado escola.
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Experiencias sociales e individuación juvenil: la dimensión afectiva en instituciones que propician el acceso y ejercicio de derechos. (#6798)
Sebastián Ezequiel Sustas 11 - Universidad de Buenos Aires. Instituto de Investigaciones Gino Germani. Facultad de Ciencias Sociales. Buenos Aires, Argentina.
Abstract:
Enmarcada en el análisis del corpus de datos del proyecto UBACYT “Instituciones, derechos e individuación: un análisis de sus vinculaciones en las experiencias sociales de jóvenes en barrios populares del Área Metropolitana de Buenos Aires” dirigido por P.F. Di Leo y A. Arias, la presente ponencia se propone analizar las vinculaciones entre las experiencias sociales y los procesos de individuación de jóvenes que asisten a instituciones caracterizadas por brindar y facilitar condiciones de acceso y ejercicio de derechos en poblaciones marginalizadas, haciendo énfasis particular en los recursos afectivos, su constitución como soportes en los procesos de individuación y recursos a movilizar en los procesos de apropiación subjetiva de derechos. Como marco teórico recurrimos a las herramientas brindadas por las sociologías de las experiencias (particularmente Dubet) y de la individuación (centralmente Martuccelli). El propósito del trabajo supone dar cuenta de dos instancias de desfases diferentes pero íntimamente relacionadas: una de tipo “estructural” ubicado a nivel programático y que se corporiza en segmentos específicos de población juvenil en un proceso de acentuación de carencias y dificultades en relación al ejercicio de derechos, en particular en las dimensiones de salud, educación y trabajo. Otro de tipo “subjetivo”, el cual remite a los diferentes recursos disponibles, y los lugares de partida para su apropiación, que los jóvenes requieren para afrontar desafíos que involucran su conformación como individuos. Estas dos instancias permiten dar un marco esquemático sobre el cual desplegar las vinculaciones entre las experiencias juveniles, sus procesos de individuación y el rol de las instituciones analizadas. Con el propósito de cumplir los objetivos propuestos, desde un enfoque epistemológico interpretativo y una metodología cualitativa, se analiza el corpus de información compuesto por una serie de entrevistas en profundidad -15 entrevistados en total– (entre 2 y 3 entrevistas a cada joven) a jóvenes que asisten a diferentes instituciones de la zona sur metropolitana. Para el análisis del corpus retomamos los lineamientos generales de la teoría fundamentada. Aplicando los criterios de parsimonia –maximizar la comprensión de un fenómeno con economía conceptual– y de alcance –ampliación del campo de aplicación del análisis sin perder el vínculo con la empiria–, identificamos categorías emergentes en torno a las dimensiones asociadas a los vínculos afectivos, las relaciones de confianza inter e intra generacional, las sociabilidades propiciadas desde y en las instituciones, las formas de apropiación de derechos y como los mismos son corporizados en los procesos de individuación y construcción identitaria. Estas categorías emergentes se encuentran en dialogo con el marco conceptual y las bibliografías temáticas empleadas.
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Título: Jóvenes mujeres en el mercado laboral argentino de la post-convertibilidad (2004-2014). (#6802)
María Berenice Rubio 11 - Instituto de Investigaciones Gino Germani - Universidad de Buenos Aires..
Abstract:
La juventud es una etapa clave en la experiencia biográfica en la cual se atraviesa una serie de procesos dinámicos y complejos del ciclo de vida. Si a ello, le sumamos cambios en los regímenes de bienestar, con sus correspondientes reformas sociales y reestructuraciones socioeconómicas propias de la globalización, las preocupaciones sobre el lugar que ocupan los jóvenes en la estructura de oportunidades no tardan en aflorar. Los interrogantes que guiaron el estudio cuantitativo exploratorio que se presentará a continuación giraron en torno a la especificidad de la situación laboral de los jóvenes en el mercado de trabajo argentino desde una perspectiva de género, durante el periodo de crecimiento y recuperación socioeconómica posterior a la crisis del año 2001. La diferenciación por género se vuelve cada vez más relevante por el particular y creciente protagonismo que viene asumiendo la mujer en las tareas de reproducción social, como reemplazo o complemento del hombre en el mercado laboral. En este sentido, teniendo como antecedentes numerosos estudios sobre la década neoliberal de la convertibilidad, e incluso estudios comparativos con la década de la post-convertibilidad, resulta relevante preguntarse en qué medida las mujeres jóvenes representan un conjunto más vulnerable en el universo de este grupo etario; cuánto más discriminatoria es la estructura de oportunidades en la última década para las mujeres respecto a sus pares hombres. En primer lugar, el estudio se centra en describir y analizar la evolución de la inserción laboral, especialmente la calidad de los empleos de la fuerza de trabajo joven (de 18 a 29 años) residente en el AMBA para el periodo en cuestión. Asimismo, se incorporarán modelos de regresión logística en pos de comparar los diferentes pesos que tienen un conjunto de factores sociodemográficos como por ejemplo el nivel educativo alcanzado, el estado civil o el origen migratorio -entre otros-, en la población joven de mujeres respecto a la de hombres, sobre las probabilidades de permanecer en empleos precarios. El periodo tomado en cuenta para el análisis será denominado neodesarrollista de la post-convertibilidad y los años testigo serán 2004, 2007, 2012 y 2014, destacando diferentes fases macroeconómicas dentro del periodo. La evidencia fue construida a partir de micro datos de la Encuesta Permanente de Hogares del INDEC, en el marco del Programa Cambio Estructural y Desigualdad Social, con sede en el Instituto de Investigaciones Gino Germani, de la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires.
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Actualización de datos sobre jóvenes que no estudian en el sistema formal ni trabajan de forma remunerada, Uruguay 2016. (#6876)
Federico Araya
1; Diego Cano
2; Elisa Failache
2; Mariana Ferrer
1; Federico González
2; Victoria González
2; Sharon Katzkowicz
2;
Mariana Melgar 2; Jimena Pandolfi
2; Gabriela Pedetti
2; Lucía Villamil
21 - MTSS. 2 - MIDES.
Abstract:
Esta investigación surge de la necesidad de actualizar la información existente sobre la situación de las personas jóvenes que no estudian en el sistema educativo formal ni trabajan de forma remunerada, con un enfoque destinado a la toma de decisiones de políticas públicas. De este modo, es realizada en el marco de un espacio de trabajo conjunto entre la Unidad Estadística de Trabajo y Seguridad Social (MTSS), la Dirección Nacional de Evaluación y Monitoreo, el Instituto Nacional de la Mujeres y el Instituto Nacional de la Juventud (MIDES). El término “Ni-Ni” es, y ha sido, utilizado en diferentes espacios de discusión pública para referir al conjunto de jóvenes que no estudian ni trabajan. Sin embargo, dicha categoría es el resultado de la simplificación de realidades bastante más complejas y heterogéneas que viven los y las jóvenes en nuestro país, que refuerza además un proceso de estigmatización sobre los mismos. Detrás del uso del término “Ni-Ni” quedan ocultas realidades muy diversas en torno al eje de la inclusión social. La propia definición restringe los espacios de interacción social de los jóvenes situándolos únicamente en el plano de la educación formal y el trabajo remunerado, desconociendo un conjunto de espacios en los que jóvenes participan de forma activa. El caso más claro en este sentido refiere a las tareas de cuidados que asumen las personas jóvenes en sus hogares y en la comunidad. También hay que considerar que dentro quedan incluidos jóvenes con discapacidad, lo que naturalmente amerita un tratamiento específico. Es así que esta investigación analiza las características sociodemográficas de estas personas jóvenes haciendo hincapié e en el análisis de sus características según la situación socioeconómica de los hogares en los que viven (a través de indicadores de pobreza de ingresos y multidimensional y desigualdad), y según su forma de participación en el sistema educativo. Así como tratando de comprender las diferencias y similitudes que existen entre los distintos grupos de adolescentes y jóvenes agrupados bajo la denominación “nini”. En este sentido se analizan los jóvenes que cuidan por un lado, y los que buscan trabajo por otro. Las principales conclusiones de la investigación darían cuenta de la existencia de realidades muy diversas que quedan invisibilizadas al agruparlas dentro del término “Ni-Ni”. A grandes rasgos, no es lo mismo ser mujer que varón, tener entre 14 y 17 años que entre 25 y 29 años, ser pobre que no pobre. Las políticas públicas deben ser pensadas y diseñadas conociendo y teniendo en cuenta estas realidades tan diversas.
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Con qué sueñan los jóvenes y a qué le tienen temor. Un estudio exploratorio a nivel local. (#6893)
Natacha Gentile 11 - Universidad Nacional de Mar del Plata.
Abstract:
En el marco de visibilizar voces y expresiones juveniles de manera de propiciar un mayor conocimiento y acercamiento a este colectivo heterogéneo y desigual, proponemos con este trabajo presentar resultados preliminares de una investigación en curso orientada, entre otras cosas, a dar respuesta a dos interrogantes: ¿con qué sueñan los jóvenes? y ¿a qué le tienen temor?. Para cumplir con este objetivo, indagamos en la opinión de 530 jóvenes que viven en el Partido de Gral. Pueyrredon -Provincia de Buenos Aires-, que tienen entre 18 y 24 años, varones y mujeres y son procedentes de distintos sectores socioeconómicos. La finalidad de esta investigación tiene que ver con contar con elementos adicionales de comprensión y análisis de este grupo etario que sea de utilidad para quienes proponen y ejecutan políticas de inclusión juvenil.
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TRAJETÓRIAS JUVENIS: UMA DISCUSSÃO SOBRE COLETIVOS DE JOVENS E SUAS SOCIABILIDADES NO BAIRRO BENFICA NA CIDADE DE FORTALEZA. (#6981)
Yohana Tôrres Monteiro Yohana
1;
Claudia Maria Inácio Costa Claudia 1; Vanessa Bezerra Nunes Vanessa
1; GABRIELA THAYS SILVA PONTES Gaby Filds
1; Yasmin Rodrigues Yasmin
11 - UECE.
Abstract:
O presente artigo tem como objetivo compreender como se dão as relações de interação entre os jovens dos coletivos juvenis que se reúnem no bairro Benfica, situado na cidade de Fortaleza. Após um estudo minucioso para a escolha desse local como espaço de sociabilidade destes coletivos juvenis, pretendemos investigar como estes jovens percebem os olhares dos moradores e de outros frequentadores do bairro em relação a eles, e além disso, buscar entender de que forma esses jovens constroem suas identidades coletivas a partir da sua inserção nos grupos/coletivos. Alguns autores concordam que a juventude está situada após a fase infantil e que seria uma transição para a vida adulta, Silva (2012) retrata que o ambiente familiar é marcado a partir de uma simbologia ou materialidade que individualiza e ramifica os papeis sociais na fase juvenil, o que impõe a busca por respostas de suas próprias indagações. Através destas, se constituem ambientes demarcados por outros que possuem a mesma euforia por respostas, o que os ajudaram a construir marcas identitárias e novas perspectivas. Dessa forma, os coletivos juvenis são fundamentais para a formação dos jovens, atribuído destaques nas formas de sociabilidade, compartilhando seus olhares sobre o mundo e unindo-se de acordo com as suas identificações. De acordo com Groppo (2000), a juventude é uma construção social, que é utilizada pelos grupos sociais e/ou pelos próprios indivíduos que se auto intitulam jovens. Borelli e Rocha (2008) trazem que, essas novas formas de sociabilidade estão se gestando entre os jovens, que buscam formas mais autônomas de “estar juntos”, que repassa, muitas vezes, como um dos objetivos o de questionar relações sociais institucionalmente constituídas para imprimir uma marca de independência, principalmente entre os moradores das grandes cidades, que se socializam no mundo das ruas, esquinas e pontos de encontro, logo se desenvolvem relações de amizade, lazer, companheirismo. Que tentam construir coletivamente suas identidades e lutam contra os aparelhos repressivos. Todas as atribuições que antes eram levadas em consideração devido a um caráter biológico se ampliam e transformam-se adquirindo uma significação cultural que esses sujeitos podem apresentar em vários momentos da vida. E é desta forma que pretendemos tratar juventude neste trabalho. O bairro Benfica se constitui como o campo empírico a ser explorado por este trabalho, pois o consideramos como um espaço referência quando se fala de expressões juvenis e relações culturais da juventude na cidade. A pesquisa possui natureza qualitativa e se classifica como uma pesquisa bibliográfica, documental e de campo com estrutura etnográfica, sendo fruto da investigação maior “Práticas culturais e representações de gênero nos coletivos juvenis urbanos: construções e expressões da diversidade no bairro Benfica”, que atualmente está em andamento sendo este alguns resultados parciais da pesquisa.
21. Sociología de la Niñez, Juventud y Envejecimiento |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 26 |
A gravidez no início e ao final da adolescência: experiências distintas? (#7003)
Alessandra Chacham 1; Maria Carolina Tomás
11 - PUC Minas.
Abstract:
Nesse trabalho propomos um novo recorte etário para a análise da gravidez na adolescência, comparando a experiência da gravidez até aos 16 anos de idade da experiência da gravidez entre jovens com 17 anos ou mais. Nossa justificativa para tal proposta, é ressaltar que a experiência de uma gravidez antes dos 17 anos de idade traria consequências distintas para as jovens, principalmente para as de classe mais baixa, por significar muitas vezes uma interrupção dos estudos e a entrada prematura no mercado de trabalho. Para fundamentar nossa análise, utilizamos aqui de dados quantitativos provenientes de duas pesquisas tipo survey realizadas de 2008 com mulheres jovens entre 15 e 24 anos de idades, residentes em comunidades pobres (favelas) e bairros de classe média da zona sul em Belo Horizonte, Brasil. A amostra total é constituída por 648 jovens, sendo 296 residentes em bairros de classe média e 356 em favelas localizadas no entorno da região centro-sul de Belo Horizonte, onde estão localizados os bairros com renda média familiar mais alta da cidade e onde também estão localizado os maiores aglomerados da região. O uso desses dados nos permitiu analisar comparativamente por classe social, a relação entre a gravidez até os 16 anos de idade e da gravidez após os 17 anos de idade com características da jovem e da sua família, como composição do domicílio, renda, educação e trabalho, assim como algumas características do comportamento sexual das jovens: idade à primeira relação sexual, uso do preservativo e idade à primeira união. De acordo com nossos resultados, as jovens que engravidaram antes dos 17 anos tinham menor renda familiar e escolaridade mais baixa do que as jovens que engravidaram após os 17 anos e que pertenciam a mesma classe social. A prevalência do abandono escolar e da entrada precoce no mercado de trabalho também eram mais altas entre elas, assim como uma idade mais baixa a primeira união. Também encontramos uma associação significativa com a gravidez antes dos 17 anos de idade com a probabilidade de jovem já ter sofrido violência e controle por parte de um parceiro. Em relação ao uso do preservativo, nossas análises indicam que, apesar do uso do preservativo na primeira relação sexual ter sido mais alto entre as jovens que se iniciaram sexualmente antes dos 15 anos, a prevalência da gravidez antes dos 17 anos foi mais alta entre elas. Nossos resultados indicam que mesmo considerando que há uma tendência de queda das taxas de gravidez na adolescência em grande parte da América Latina, a sua persistência entre as jovens pertencentes aos grupos mais economicamente vulneráveis da população faz que esse fenômeno ainda mereça atenção, devido ao seu impacto desigual da trajetória de vida das jovens.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
O turismo em áreas rurais do Eestado do Rio de Janeiro como atividade complementar à produção agrícola familiar (#0160)
Glaucio Marafon Busnello11 - UERJ/IGEOG.
Abstract:
A partir da década de 1990 assistimos uma proliferação de estudos sobre a produção familiar, que se afirma assim como uma categoria expressiva no meio rural brasileiro. Na busca de sua reprodução e sobrevivência tem apresentado características como o trabalho em tempo parcial e a liberação de membros da família para exercerem outras atividades, agrícolas e não agrícolas, complementando a renda familiar, fenômeno esse denominado de pluriatividade e que se expandiu, entre outros fatores, pela revalorização do mundo rural e nas atividades associadas aos setores industriais e de serviços, que passaram a absorver, em suas atividades, trabalhadores oriundos de unidades de produção familiar. O objetivo dessa pesquisa é o de apresentar algumas características sobre as abordagens da produção familiar e suas estratégias de sobrevivência, seja através de empregos agrícolas ou não-agrícolas, e o papel que o turismo rural vem desempenhando nesse processo. Nossa reflexão está centrada a partir do território fluminense, resultado de nossas investigações sobre as transformações que estão ocorrendo em seu espaço rural. A metodologia empregada para atingir o objetivo proposto consistiu na leitura de autores que trataram da analise da produção familiar, da pluriatividade como estratégia de sobrevivência no meio rural a partir de unidades familiares de produção, e das atividades turísticas, mas precisamente, o turismo rural. Quanto à operacionalização da pesquisa foram realizados trabalhos de campo nas regiões selecionadas do Estado do Rio de Janeiro, priorizando a Região Serrana, mais precisamente a Rodovia Teresópolis-Friburgo (RJ-130), conhecida como circuito Terê-Fri, na qual identificamos o fenômeno da pluriatividade. Os trabalhos de campo consistiram na aplicação de entrevistas e questionários dirigidos aos diferentes segmentos sociais. A partir da analise dos mesmos quadros, gráficos, tabelas e mapas foram elaborados. O desenvolvimento de atividades turísticas no espaço rural está associado ao processo de urbanização que ocorre na sociedade e no transbordamento do espaço urbano para o espaço rural, como apontado por Graziano da Silva (1997), e para este autor “novas” formas de ocupação passaram a proliferar no campo e no qual Rua (2002) denomina de urbanidades. Entre elas são destacadas: conjunto de profissões tidas como urbanas (trabalhadores domésticos, mecânicos, secretárias); moradias de segunda residência; atividades de conservação; áreas de lazer (hotéis-fazenda; fazenda hotéis, pesque-pague). Essas “novas” atividades demandaram um número crescente de pessoas para dar sustentação à expansão das atividades turísticas no espaço rural, o que possibilitou que os membros das famílias, liberados das atividades rotineiras da exploração agrícola, pudessem ocupar as vagas geradas na expansão do turismo rural. O espaço rural fluminense se transforma em decorrência da valorização de seus aspectos naturais, e a manutenção da produção agrícola familiar se torna importante para a disseminação da imagem do espaço rural e natural vendido ao turista. Sendo assim, cabe a indagação: até que ponto as atividades do turismo rural contemporâneo beneficiam os produtores familiares, com a oferta de empregos não-agrícolas? Não seria mais uma forma de exploração da força de trabalho familiar?
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
Turismo culinario en comunidades campesinas e indígenas: politización y desarrollo, o exotización del "lugar-otro" (#8062)
Cid Aguayo Beatriz 11 - Universidad de Concepción.
Abstract:
El texto reflexiona en torno a un proyecto IAP de turismo culinario basado en la puesta en valor del patrimonio alimentario campesino e indígena, desarrollado en el Sur de Chile. Desde ahí se reflexiona en torno a la turistificación del territorio y los alimentos, y sus implicancias para la repolitización del lugar. A partir del caso se argumentará que los procesos de patrimonialización y turistificación son heterogéneamente vividos y terreno de luchas por la hegemonía, existiendo el riesgo de hegemonía del saber experto. Así también, sostenemos que los procesos de commoditizacion culinaria son siempre complejos pero no necesariamente negativos, en la medida que sean controlados por comunidades locales. Finalmente la construcción del atractivo turístico arriesga que la categoría de “lo otro” se imponga sobre la categoría de “lo justo”, de manera que la promoción de la pequeña producción sin una problematización del contexto político y económico, conlleve nuevas formas de colonización cultural como factorización y super-estetización de culturas locales.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
Talleres Laborales de Huertos Orgánicos del Biobío (Chile): experiencias y construcciones de soberanía alimentaria desde territorios (rur y/o peri)urbanos. (#0955)
José Barriga Parra 11 - Ruta de las Semillas.
Abstract:
Durante el siglo XX el sur de Chile, específicamente la región del Biobío, experimentó diversos modelos de desarrollo. En el transcurso de esta experimentación, donde la implantación del modelo primario-exportador basado en la industria forestal se convierte en hegemónica, la población rural debe realizar migración hacia los centros urbanos, viéndose obligadas a transformar y/o re-arraigar sus relaciones económicas. Unas de las alternativas generadas, fue la construcción de agricultura urbana de tipo agroecológica-campesina, la cual se ha ido reproduciendo: en diversos espacios productivos, y bajo lógicas familiares y/o comunitarias. Bajo esta trayectoria buscamos describir la experiencia de los “Talleres Laborales de Huertos Orgánicos” de la región del Biobío (Chile), las cuales son organizaciones comunitarias (peri)urbanas que han ido aportando localmente a la territorialización de propuestas económico-políticas de La Via Campesina. Desarrollamos investigación cualitativa con un enfoque descriptivo, donde se realizaron 11 entrevistas semi-estructuradas a socias/os de los “Tallares Laborales de Huertos Orgánicos” de las comunas de Tomé, Coelemu y Quirihue, las cuales se analizaron bajo el método comparativo constante. Los principales resultados tienen referencia con: i) las conceptualizaciones de la agricultura urbana deben ser trabajadas bajo un contexto socio-histórico, ya que en Latinoamérica presenta un fuerte arraigo con las poblaciones rurales que debieron migrar cuando el modelo exportador se vuelve hegemónico; ii) estas experiencias de agricultura urbana no son monolíticas, al contrario, son múltiples y diversas en sus características técnicas, políticas, económicas y/o sociales, siendo el “lugar” una categoría relevante para analizar estas experiencias; y iii) las propuestas teórico-políticas de La Via Campesinas, si bien están enfocadas en organizaciones rurales, son territorializadas desde prácticas agroalimentarias (rur y/o peri)urbanas, nutriendo de nuevas perspectivas al movimiento campesino
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agronegocios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
Agrohidronegócio e disputas territoriais no Semiárido Alagoano-Brasil (#4137)
Vasconcelos Francisca Maria Teixeira 1; Gonçalves Claúdio Ubiratan
11 - Universidade Federal de Pernambuco.
Abstract:
No âmbito da discussão sobre a ampliação e reprodução do capital agroindustrial, por meio de grandes obras hídricas, destacamos o Canal do Sertão e o semiárido alagoano como recorte empírico no âmbito do agrohidronegócio. Nessa perspectiva, o Canal do Sertão Alagoano, concebido na década de 1990, com recursos oriundos do Governo Federal e do Governo Estadual, sob o discurso de proporcionar mudanças amplas e profundas no que se refere ao desenvolvimento do semiárido alagoano, está destinado ao abastecimento urbano e rural para o consumo humano e animal, irrigação, agroindústrias, piscicultura e turismo, abrangendo 42 municípios do agreste e sertão alagoano. O canal, quando concluído, terá 250 km de extensão; dos quais, atualmente, foram concluídos e inaugurados 85 km. Uma análise geral do projeto evidencia uma estrutura que fortalece o domínio das terras e da água para a difusão do agrohidronegócio, gerando novas formas de apropriação do território no semiárido alagoano. Isso posto, o presente trabalho tem o objetivo analisar, a partir do Canal do Sertão, a expansão do agrohidronegócio e as disputas territoriais no Semiárido alagoano. A ideia é entender os desdobramentos advindos da implantação do canal do sertão em Alagoas, posto que, mesmo antes da conclusão dessa grande obra hídrica, o agrohidronegócio tem se territorializado, materializando no semiárido alagoano diversos conflitos e processos de luta pela terra e água. Tomamos em nossas reflexões as ações concretas e os conteúdos político-ideológicos dos sujeitos envolvidos no arcabouço do agrohidronegócio. Assim, entendemos o território como totalidade, contraditório e sempre em mutação, o que nos faz eleger o materialismo histórico e dialético como principal aporte teórico metodológico da pesquisa. As águas da transposição em Alagoas não vêm representando, de fato, alterações qualitativas nas estruturas sociais, mas, na contramão, vem intensificando a concentração da água e da terra entre latifundiários e grupos empresariais. A justificativa de compreensão da atual configuração socioterritorial da região Nordeste perpassa pela formação de novos territórios da água, através da estreita vinculação entre as formas de controle do território e da água, de maneira articulada. (TORRES, 2007). Nesse processo, os sujeitos sociais, antes pertencentes ao território são alijados e afastados da nova dinâmica territorial que redefinirá outros usos e práticas espaciais no semiárido. Estes ficam reféns dos interesses de grupos políticos e empresariais, representados pelo agrohidronegócio, que planejam e executam ações, instaurando clima de tensão nos territórios e territorialidades já presentes. A problemática relativa ao agrohidronegócio tem apresentado consideráveis particularidades em Alagoas, redefinindo relações no âmbito da (re)produção do território. As águas da transposição em Alagoas não vêm representando, de fato, alterações qualitativas nas estruturas sociais, mas, na contramão, vem intensificando a concentração da água e da terra entre as poucas famílias latifundiárias do estado e grupos empresariais.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
Apontamentos sobre a conjuntura agrária brasileira e os desafios à efetividade dos direitos socioterritoriais dos povos dos campos, águas e florestas. (#1059)
Felipe Santos Estrela De Carvalho 11 - Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
Abstract:
O estudo em destaque pretende analisar os elementos mais significativos da conjuntura agrária recente no Brasil (2003-2016), com destaque para os desafios e disputas em torno da efetividade dos direitos socioterritoriais dos povos das águas, campos e florestas. A leitura da conjuntura agrária será feita a partir da inter-relação estabelecida entre algumas frentes de abordagens indicadas dentro da complexa trama que envolve a questão agrária, em especial: as políticas agrária e agrícola executadas pelo poder executivo federal, índices de concentração fundiária e violência no campo, processo de desregulamentação da legislação agrário-ambiental, atuação do poder judiciário nos conflitos fundiários e perspectivas da luta pelo terra/território no contexto do golpe midiático-jurídico-parlamentar efetivado em 2016. A forma de abordagem priorizará a identificação da cadeia de relações estabelecidas entre os diversos sujeitos e contextos das lutas de classes no campo dentro do período analisado, com destaque às relações permanentes de negociação e conflito estabelecidas entre organizações populares, movimentos sociais e comunidades tradicionais frente ao Estado e ao poder econômico na disputa pela terra/território. Os dados utilizados no estudo foram obtidos a partir das publicações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em particular os cadernos “Conflitos no Campo - Brasil” e do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), com os “Relatórios de Violência contra os Povos Indígenas no Brasil”, além dos dados oficiais dos órgãos federais e estaduais vinculados à função agrária. É importante registrar que o presente texto é fruto de um esforço coletivo empreendido dentro da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR), de breve contribuição para reflexão sobre a conjuntura agrária recente, nos planos federal e estadual, com vistas à definição de prioridades políticas e aprimoramento das estratégias de intervenção da entidade no campo da assessoria jurídica popular. Coube a este autor, o trabalho de sistematização dessas impressões compartilhadas pela AATR e sua ampla rede de parceiros nos diversos espaços de planejamento e ação conjunta em defesa dos direitos socioambientais, especialmente na XXIX Semana da Terra Eugênio Lyra – Hegemonia do agronegócio e as resistências dos povos do campo, das águas e das florestas, realizada em setembro de 2015, na cidade de Eunápolis-BA.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
O território da silvicultura e sua influência nas relações sociais do pecuarista familiar no espaço fronteira Brasil/Uruguai (#1570)
Letícia Fátima De Azevedo 1; Tatiane Almeida Netto
1; Clayton Hillig
1; Ana Estela Dominguez Sandoval
21 - UFSM. 2 - UDELAR.
Abstract:
Na fronteira Brasil/Uruguai observamos a territorialização da silvicultura, advindas da modificação do sistema produtivo agrícola impulsionadas por acordos comerciais e a vinculação ao capital estrangeiro. Ao identificarmos o avanço do sistema da silvicultura do final dos anos 80 até os dias atuais observamos a reorganização do espaço, das formas de trabalho ligadas a este cultivo e a introdução de novas relações sociais. O objetivo do estudo é debater as transformações sociais e produtivas dos pecuaristas familiares, a partir da introdução da silvicultura presente nas novas dinâmicas territoriais no espaço. O estudo de caso, com recorte espacial Rosário do Sul-Brasil e Rivera-Uruguai, envolveu pesquisa documental, bibliográfica e 15 entrevistas semiestruturadas com pecuaristas familiares. Os resultados apontam que a inserção da silvicultura afeta diretamente as relações sociais e as dinâmicas produtivas dos sujeitos presentes neste espaço. Em Rivera constata-se que o pecuarista familiar se adequa a esta transformação vendendo sua força de trabalho e incentivando seus filhos a profissionalização em serviços voltados a cadeia florestal. Os mesmos mantêm uma relação arriscada de arrendamento com as empresas florestais. Em Rosário observa-se que o arrendamento para pastoreio não se caracteriza como um produto formatado. Visualiza-se, a expulsão de muitos pecuaristas familiares inseridos em áreas de florestamento. Uma vez que as plantações industriais de árvores são estabelecidas e os oponentes locais literalmente perdem o seu espaço e o seu horizonte, surgem ainda mais problemas. Evidencia-se que os pecuaristas familiares entrevistados adaptam-se a silvicultura, porém, esta adaptação está atrelada a resistência dos mesmos em seguir na sua atividade tradicional. Assim, moldam suas formas de produção e criam novas relações sociais a partir de fatores como: insegurança ao acesso à terra para pastoreio e consequentemente redução da produção bovina/ovina, aparecimento de animais predadores que afetam a produção animal-vegetal das propriedades e a redução das fontes de água.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
O conflito pelo território de trabalho na Amazônia legal. (#1248)
Aurora Amélia Brito De Miranda Aurora Miranda 11 - Universidade Federal do Maranhão.
Abstract:
O ponto de partida é apresentar o entendimento da categoria território e sua relação com os povos tradicionais, especificamente os situados na Amazônia Legal[1]. Assim, o objetivo é analisar as múltiplas concepções de “territórios sociais”, suas características fundamentais, e num segundo momento, apresentar os confrontos pelo território de trabalho, através dos dados comparativos do Censo Agropecuário (1996-2006), realizado por Mesquita (2011). O conflito por território e, consequentemente pelos meios de produção, sempre foi uma constante na região. Porém, na contemporaneidade, há maior perversidade por parte do capital e do estado nessas relações. A Amazônia com imensas áreas de recursos naturais livres, constituídos de manguezais, várzeas, babaçuais, castanhais, lagos e outros ecossistemas em que os povos nativos e tradicionais utilizam para sua reprodução há várias décadas, vem sendo disputado também, pelo grande capital por décadas. O interesse secular desses povos vem sendo continuamente ameaçado e expropriado pelo avanço dos grandes empreendimentos e do agronegócio. A proposta é apresentar as mudanças recentes na Amazônia brasileira, especificamente, a evolução da dinâmica e a distribuição de capital vinculados aos complexos agro minerais. Tendo em vista que, a partir dos anos 1990 e 2000, o agronegócio avança sobre o território amazônico, favorecido pela política governamental brasileira, pelo cenário internacional e pela formidável oferta de terras na região. Desde a década de 1970 o capital ocupa compulsoriamente a Amazônia, de duas formas: primeiramente via pecuária extensiva e nos anos mais recentes, através da produção de grãos, embora a pecuária, permaneça, só que agora sem incentivos fiscais, mas a área com pecuária continua crescendo. Nos anos 1990, a Amazônia insere-se no comércio internacional e vira área de interesse do grande capital, visando principalmente a produção de três produtos: grãos, carne bovina e minério de ferro e alumínio. O governo brasileiro incentivou a produção e expansão da pecuária, inicialmente, via Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia -SUDAM, nos anos 1960/70, e recentemente, com o agronegócio de grãos, a retomada dos megaprojetos de infraestrutura, intensificados pelo Projeto de Aceleração do Crescimento-PAC, megaempresas de exportação (Vale, Albrás, MMX, Alcoa, Alumar, Guserias, Cargil, Monsanto, Friboi) e a monocultura da soja, dendê que são os principais fatores de expropriação e conflitos na região. [1] O termo Amazônia Legal como jurisdição-administrativa foi formalizado pelo governo federal através da Lei de nº 1.806 de 06/01/1953. Compreende cerca de 61% da região e compõem-se dos Estados da Região Norte mais o Mato Grosso e parte do Maranhão.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
REGIONALIZACION Y ORDENAMIENTO TERRITORIAL. EL CASO DE LA GANADERÍA EN LA PROVINCIA DE SANTA CRUZ, PATAGONIA ARGENTINA. (#1666)
Enzo Fasioli 1; Alejandro Schweitzer
2; Fernando Raul Coronato
3; Jean Francois Tourrand
41 - Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria, Agencia de Extensión Rural Puerto Deseado. 2 - Instituto Trabajo, Economía y Territorio, UNPA y Centro de Investigación y Transferencia Santa Cruz. CIT-Santa Cruz-CONICET. 3 - Instituto Patagónico para el Estudio de Ecosistemas Continentales, IPEEC, CCT CENPAT-CONICET. 4 - CIRAD-Montpellier.
Abstract:
La provincia de Santa Cruz limita hacia el Este con el océano Atlántico, hacia el Oeste y el Sur con la República de Chile. El paralelo 46° LS como límite Norte la separa de la Provincia de Chubut. Ocupa 243.000 km2, espacio que se caracteriza por una gran diversidad agro-ecológica y socio-económica, fuertes dinámicas demográficas y extrema dependencia de actividades económicas asentadas sobre la explotación de los recursos del suelo, subsuelo y litoral marítimo. La ganadería ovina ha permitido en Santa Cruz y en el resto de la Patagonia la ocupación efectiva del territorio por parte de los estados argentino y chileno a lo largo de tres etapas: a) crecimiento comprendido entre los años 1880-1920, b) mantenimiento entre 1920-1960 y c) declive entre los años 1960-2000. Desde 2001 hasta la actualidad se observa una mayor diversificación y una recuperación todavía muy incipiente. En este contexto, esta actividad contaría con potencialidades para aportar al desarrollo de los espacios rurales y el espacio provincial en general, pero se encuentran poco exploradas pese a que aportarían a mejorar las condiciones de sustentabilidad de los territorios y la población. Para avanzar en la resolución de esta problemática, Santa Cruz no cuenta con una regionalización sistémica que permita estudiar los territorios y circuitos de producción de modo que permita definir políticas territoriales que apunten a resolución de los problemas regionales y de la ganadería en particular. Este trabajo presenta una propuesta de regionalización que apunta a completar estas ausencias. Se trata de una regionalización operativa e instrumental, que combina atributos espaciales naturales y construidos, político-administrativos, socio-económicos, en unidades estadísticas que permiten acceder a información oficial necesaria para reflejar la diversidad de condiciones y elaborar la consecuente regionalización. Las regiones quedaron conformadas a partir del cruzamiento de la información espacial en sus distintas dimensiones, tomando en consideración las zonas agroeconómicas homogéneas, las aptitudes del medio natural para el desarrollo de la ganadería, la jerarquía de asentamiento urbano dentro del Sistema Urbano Regional provincial y las principales actividades económicas, para cada fracción censal. Como resultado se lograron regiones de aptitud ganadera alta, media y baja, caracterizadas en sus distintas dimensiones por fracción censal, que exponen los distintos grado desarrollo de la ganadería, y la complejidad de los circuitos de producción sectoriales. Conocer la conformación del espacio geográfico para el desarrollo de actividad ganadera, permitirá avanzar en estudios que promuevan las particularidades locales como una fortaleza, y que tomen en consideración la multiplicidad de situaciones presentes en todo el territorio provincial. Comprender en mayor detalle las distintas territorialidades sectoriales, y su estructuración en circuitos de producción ganadera, brindará una herramienta guía a los tomadores de decisiones sobre el ordenamiento territorial y el desarrollo provincial.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
Hacia una caracterización territorial de los hogares rurales en el Perú: evidenciando brechas y desigualdades (#1931)
Juan Luis Azula Pastor 11 - PONTIFICIA UNIVERSIDAD CATÓLICA DEL PERÚ - PUCP.
Abstract:
El presente estudio analiza las brechas y desigualdades de los hogares rurales del Perú, a través de una caracterización de las dinámicas sociales y económicas de los lugares o espacios donde se encuentran. Esto nos permite mostrar la emergencia de diversos territorios con características homogéneas al interior de cada uno pero heterogéneos entre sí. Asimismo, esta investigación no solo pretende realizar una caracterización de estos hogares, sino que identifica ciertos criterios de focalización y priorización de los territorios rurales. En primer lugar, se tuvo en cuenta los conceptos de ruralidad y territorialidad, analizando de manera crítica los elementos que los definen, sus alcances y limitaciones. Estos elementos que se identificaron, se centran principalmente en describir los distintos grados de ruralidad en el país, las principales dinámicas sociales (educación, salud y vivienda) y económicas (sectores productivos, empleo e ingresos) del territorio. En segundo lugar, se realiza un trabajo metodológico y estadístico riguroso. Se identifica o construye las variables derivadas de los conceptos antes mencionadas, haciendo los análisis descriptivos correspondientes, técnicas estadísticas de clasificación como el análisis de clusters o conglomerados y se presenta de manera gráfica y georeferenciada los principales resultados obtenidos. Para ello, nos basamos en información secundaria, proveniente de la Encuesta Provincial a Hogares Rurales (EPHR 2014), el IV Censo Nacional Agropecuario (CENAGRO 2012), el Censo Nacional 2007: XI Población y VI de Vivienda (CNPV 2007) y la cartografía nacional del Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI). Finalmente, con la descripción y análisis de la información recabada se busca dar un panorama actual y representativo de los hogares rurales en el Perú, que ayude a estimular y promover la reflexión acerca de la problemática rural, mostrando las potencialidades de estos territorios y las desigualdades existentes en los mismos.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
Tensiones territoriales en las unidades de producción hortícola: regulación del uso de “agroquímicos” y genealogía del conflicto en Villa María (Córdoba, Argentina) (#2717)
Agustina Camperchioli 11 - Becaria cofinanciada CONICET-UNVM (IAPCS) - Docente Universidad Nacional de Villa María (UNVM – IAPCByA) – Doctoranda en Estudios Sociales Agrarios CEA-UNC.
Abstract:
La ciudad de Villa María, diferentes localidades de la provincia de Córdoba y de provincias del Centro-Este de Argentina, enfrentan, en sus zonas de transición urbano-rural (periurbano), tensiones territoriales derivadas del uso de “agroquímicos” en producciones de commodities para mercado externo, como por ejemplo soja y maíz, y de hortalizas para mercado interno, como es el caso de la producción hortícola. Debido a las derivas que provocan las aplicaciones en producciones de agronegocios de commodities, se han dictado regulaciones con el fin de controlarlas, tales como la Ley Provincial Nº 9164/2004 de “Productos químicos o biológicos de uso agropecuario” y su Decreto Reglamentario Nº 132/2005, la Ley de “Política Ambiental Provincial” Nº 10208/2014 y diversas ordenanzas municipales. Es así como en el año 2009 se sanciona en la ciudad la Ordenanza Nº6118 de “Productos químicos o biológicos de uso agropecuario” en donde se establece la creación de Zonas de Resguardo Ambiental (ZRA). El uso de “agroquímicos” en el sector hortícola se erige como un tema conflictivo en Villa María a raíz de que en el año 2015 se produce una deriva de 2,4 D proveniente de un cultivo a campo abierto, la cual afectó las unidades hortícolas, ocasionando grandes pérdidas. Ante el reclamo de los productores hortícolas, se pone de manifiesto que tanto los productores de granos y oleaginosas como los de hortalizas están inmersos en un modelo agro insumo dependiente. Debido a estos conflictos, entendemos que la producción de hortalizas en el periurbano se realiza en estado de tensión permanente. En estos últimos años, comienza a visualizarse una disputa entre los distintos posicionamientos en cuanto al uso y regulación de agroquímicos, lo que afecta directamente a las unidades productivas hortícolas, y a los sujetos que las integran. Es así que, indagaremos sobre la genealogía del conflicto a través de la revisión de fuentes de información documentales, los antecedentes bibliográficos y la normativa pertinente. Al mismo tiempo, realizaremos entrevistas en profundidad a estudiantes, docentes e investigadores de la Universidad que trabajan en la temática, a referentes de la organización ambientalista de la ciudad, a técnicos de la Municipalidad y del Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA), así como a los productores hortícolas afectados por la deriva del herbicida. El estudio del caso en profundidad nos habilitará a comprender de manera consistente y sistemática la realidad social que pretendemos abordar, para un análisis crítico que este fundado de manera rigurosa en la evidencia empírica.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 27 |
Caminhos e estradas: processos de territorialização e conflitos socioambientais em Santa Rosa dos Pretos/ MA (#4584)
Cíndia Brustolin 11 - UFMA.
Abstract:
Banhar no grande Igarapé Simaúma, que não secava nem no verão, e tirar peixe na beira da saia tornaram-se algumas das histórias de um tempo atrás contadas para ilustrar a descrição dos impactos decorrentes das transformações sofridas no território de Santa Rosa dos Pretos a partir da chegada de fazendeiros e das estradas rodoviárias e ferroviárias que cortaram o lugar. Muitos caminhos que levavam às roças, aos igarapés, ao Rio Itapecurú envelheceram de repente, tornara-se “antigos”. O tempo de transformações secou terras em Santa Rosa, deslocou casas, usurpou espaços. O tempo antigo (de antes desses acontecimentos) para nós ouvintes parece ser o momento de relativa autonomia sobre o território que marca a saída da escravidão das famílias negras que trabalharam nas plantações para os Belfort e parece perdurar até o início da abertura da BR 135 e os primeiros apossamentos de terras por proprietários privados e a construção da estrutura logística de escoamento da produção mineral e agropecuária. Muitas estradas cortam Santa Rosa hoje levando principalmente minério de ferro das Minas de Carajás abertas no Pará e produtos agrícolas do sul do Maranhão e do centro-oeste para o Porto em São Luís. A região que fora estratégica no século XIX pela produção de arroz e algodão para o mercado externo e pela facilidade de escoamento dos produtos e comunicação com outros centros produtivos pelas águas do rio Itapecuru tem sua importância renovada para o mercado exterior com a condição de corredor para novas mercadorias. A importância do transporte, ou do que se transporta, ou ainda, para quem se transporta, joga sombra nos ricos processos sociais gestados no meio rural de Itapecurú pelos grupos negros que ali se consolidaram, impossibilitando a continuidade dos roçados e forçando expropriações das terras conquistadas. Nesse trabalho analisamos as configurações locais e institucionais dos conflitos envolvendo as tensões relacionadas às dinâmicas de instalação de obras relacionadas à políticas desenvolvimentistas, como a construção da estrutura logística de empreendimentos minerários e de infraestruturas para a produção e exportação de commodities e as estratégias de resistência e luta das lideranças de Santa Rosa dos Pretos pela garantia de seu território.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 27 |
La ruralidad contemporánea: centralidad de los pueblos rurales (#6743)
Jessica Ramírez Colotta 11 - Departamento de Sociología, FCS, UdelaR.
Abstract:
El foco de la sociología rural está en los fenómenos sociales en tanto estos ocurran en el medio rural, pero contestar la pregunta que surge inmediatamente: ¿qué es lo rural? no es sencillo ni se alcanza una respuesta definitiva, sino que por el contrario, las formas de responder han sido históricas y por tanto han ido sufriendo modificaciones; lo mismo que el objeto de estudio de la disciplina. Esta ponencia busca esbozar el pasaje que ha tenido lugar entre las concepciones de lo rural con la finalidad de mostrar la relevancia que adquieren los que denominamos ‘pueblos rurales’ en la ruralidad contemporánea. En el caso de Uruguay, desde el origen del país, la existencia de los pueblos rurales estuvo pautada por el vínculo con el medio rural en el que se asientan, ya sea en términos de centros concentradores de servicios volcados a la satisfacción de las necesidades del sector rural, o como lugares de residencia de las familias de los peones rurales o simplemente en tanto lugar de referencia primario y de sociabilidad para la población rural. No obstante, las transformaciones productivas que en los últimos 25 años se hacen evidentes en el país han impactado de forma profunda en la ruralidad, transformando las formas de vida, de consumo y valores en el mundo rural, lo que deviene en la centralidad que los pueblos rurales asumen en la ruralidad contemporánea. Particularmente la dinámica social de los pueblos rurales en la zona de mayor intensificación de las actividades agrarias da cuenta de los procesos de revalorización y refuncionalización que transitan. Este nuevo escenario, de alguna manera, impone la exigencia de conformar un nuevo marco conceptual que dé cuenta del mundo rural actual. Se vuelve ineludible encontrar las preguntas adecuadas que permitan alcanzar el conocimiento y la comprensión de los nuevos procesos sociales, de forma de generar otras teorías que representen la realidad con contenidos plausibles que den forma a los nuevos conceptos a la vez que determine el objeto de estudio ha abordar.
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Sociología rural emergente en América Latina (#6934)
Armando Sánchez 11 - UAM-AZCAPOTZALCO.
Abstract:
La sociología rural reflexiva en América Latina parte de la mirada de intelectuales latinoamericanos, en los años cincuenta y sesenta, pero principalmente en los setenta, con: Florestán Fernández, Rodolfo Estavenhagen, Agustín Cueva, René Zavaleta Mercado, Pablo González Casanova, Pedro Buskovick, Agustín Silva Michelena, Franz Fanon, Julio Cesar Jobet, Gregorio Selser, Alberto Flores Galindo, Ricaurte Soler, Raúl Prebisch o José Aricó, quienes ya percibían algunos rasgos del agotamiento del discurso científico de la modernización, identificado con el desarrollo rural, impuesto a los países del Sur, quienes evidenciaron los procesos de intensos cambios sociales experimentados a raíz del fomento de procesos de modernización rural impuestos desde los países del norte y que ocasionaron movimientos de resistencia rural. En ocasiones ante fuerzas retardatarias promovidos por oligarquías de terratenientes opuestas a la reforma agraria; y, en otras, en contra de procesos de explotación económica que generaban los nuevos capitales agroindustriales nacionales y extranjeros en las plantaciones, y agroindustrias estatales o privadas; de los procesos de despojo del territorio, principalmente a campesinos e indígenas, a través de empresas mineras, petroleras, hidroeléctricas o inmobiliarias; así como la puesta en marcha de procesos de desarrollo rural excluyente a partir de las técnicas genéticas y tecnológicas asociadas a la Revolución Verde. En la actualidad, la sociología rural reflexiva en América Latina, a partir de la epistemología del Sur evidencian los rasgos de la crisis de civilización con aportaciones de Enrique Leff, Armando Bartra, Leonardo Boff, Boaventura de Sousa Santos, Arturo Escobar. Estos autores parten de la reflexión y emergencias de los sujetos sociales concretos a partir del examen de experiencias concreta de los movimientos sociales como el EZLN, MST, LVC, CONAIE ante las modalidades de acumulación por desposesión vía megaproyectos: mineros, petroleros, inmobiliarios, eólicos, entre otros. Lo que corre paralelo a un proceso de criminalización de la protesta. A partir de una mirada, desde el Sur, se exponen los esfuerzos de (re) formulación y (re) construcción de una nueva epistemología liberadora para el mundo rural latinoamericano identificada, en lo general con el Buen Vivir. En la primera parte, se hace alusión a los autores latinoamericanos que se preocuparon por elaborar un discurso académico de la sociología rural desde América Latina; en el segundo, se hacen explícitas algunas de las bases de un desarrollo teórico epistemológico alternativo que inicia con la construcción de la sociología de las ausencias; en el tercero, se proporcionan evidencias de la manera en que gradualmente se reformula y reconstruye una nueva epistemología de la sociología rural latinoamericana. Al final, se discute respecto a las principales conclusiones.
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A REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DO CAMPO E O CONFLITO ENTRE O ACAMPAMENTO VIVA DEUS E A EMPRESA SUZANO PAPEL E CELULOSE S.A. IMPERATRIZ, MARANHÃO - BRASIL (#7012)
Thainara Carla Lima Camberimba da Silva
1;
Alexandre Peixoto Faria Nogueira 11 - Universidade Federal do Maranhão.
Abstract:
No Brasil, a distribuição desigual de terras é resultado do processo histórico da formação sócio-espacial, que data desde o período colonial com as doações de terras em grandes extensões em capitanias hereditárias e, posteriormente, como sesmarias. Em 1850, outro elemento que contribuiu para concentração fundiária, foi a Lei de Terras a qual transformou a terra em uma mercadoria, ou seja, a única via de aquisição passou a ser a compra. Todo esse processo legal reafirmou a posição subalterna dos camponeses que continuaram a sofrer com a distribuição desigual das terras. O modo de produção capitalista, por ser um sistema produtivo que as relações sociais são desiguais, a produção do espaço e o desenvolvimento territorial refletem tal desigualdade, expondo seu caráter classista e, consequentemente, excludente. A busca pela reprodução ampliada do capital, em especial, o agrário evidencia o caráter classista do Estado ao priorizar os interesses dos latifundiários, o desenvolvimento da agricultura capitalista em detrimento a agricultura camponesa. A posse da terra, na figura do latifúndio e do agronegócio, é sinônimo de poder político e econômico, pois, a relação entre o capital agrário e o Estado vem garantindo a implementação de projetos de ordenamento territorial que norteia a reestruturação produtiva do campo brasileira, como é o caso do MATOPIBA, que representa a nova fase do agronegócio, como também, demarca a nova fronteira agrícola brasileira, em época neoliberal. Este trabalho tem como objetivo analisar o processo da reestruturação produtiva do campo e seus impactos no estado do Maranhão, em especial, os conflitos gerados entre os camponeses do Acampamento Viva Deus e a Empresa Suzano Papel e Celulose S.A. a partir do monocultivo do eucalipto. A reestruturação produtiva do campo é a entrada do capital de forma mais “amigável”, prometendo desenvolvimento para a região causando uma mudança tanto estrutural, como social, para aqueles que ali habitam, principalmente para os camponeses que lutam pela democratização do acesso à terra pela Reforma Agrária. Para tanto, o conflito social é o elemento fundante para alcançar tal objetivo, pois, a relação entre o grande capital agrário, materializado na Suzano S.A e os acampados da comunidade Viva Deus é baseada na conflitualidade, a partir da reestruturação produtiva do campo. Nesse sentido, a estrutura agrária maranhense, as políticas públicas voltadas para o campo e os projetos de desenvolvimento e planejamento territorial do estado são analisadas a partir da relação capital x trabalho. Para o desenvolvimento da pesquisa o trabalho de campo, juntamente com a análise teórica, ou seja, a práxis investigativa teórico-empírica, a partir de uma perspectiva dialética garantem uma análise da totalidade do fenômeno social analisado.
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A AUTONOMIA DA TERRA: AS LIÇÕES DO KIBUTZ PARA O SEMIÁRIDO BRASILEIRO (#7101)
Thiago Barbosa Lacerda 11 - ASCES UNITA.
Abstract:
Introdução: Os kibutzim (termo no plural, em hebraico) são comunidades israelenses autônomas que adotam um sistema de desenvolvimento econômico coletivo e solidário, através da divisão equânime do trabalho entre seus membros. Localizados em Israel, grande parte deles estão situados em áreas pouco propícias à agricultura, seja em regiões áridas ou pantanosas. No entanto, as condições geográficas não foram empecilho para o desenvolvimento excepcional da atividade agrária nessas comunas, tornando-as importantes polos de desenvolvimento econômico de seu país. A proposta da pesquisa foi aproveitar a bem-sucedida experiência dos kibutzim como parâmetro para o nordeste brasileiro, em especial para a região do semiárido. Tal opção se deu pela própria lógica do kibutz, que alia o desenvolvimento sustentável de áreas desérticas ao princípio da dignidade humana, onde a coletividade surge como força motriz para uma relação justa entre homens e mulheres, através de uma reestruturação das relações de trabalho. Objetivo: Fazer um estudo aprofundado acerca das estratégias de promoção de uma economia solidária que promova a autonomia do uso da terra e a igualdade no contexto relacional entre os kibutzim e o semiárido nordestino. Propor, a partir da economia solidária, uma organização comunitária alternativa; fomentar a coletivização de atividades em pequenas comunidades; apresentar um modelo de organização comunitária autônoma, que promova independência econômica e cultural. Método: Método de abordagem dedutivo e método de procedimento monográfico. Foi utilizado o método comparativo, utilizando os dados históricos, etnográficos e sociais do semiárido nordestino em comparação com os mesmos dados colhidos da realidade israelense, de forma a estabelecer paralelos confiáveis. Conclusão: Para o desenvolvimento humano e econômico duradouro de uma região tão carente como o semiárido nordestino, não basta a promoção de medidas pontuais, seja no campo da economia solidária ou da reforma agrária, é preciso agregar economia e educação, de uma forma a conscientizar a população que ela pode depender menos dos dirigentes políticos e tornar-se protagonista do próprio desenvolvimento, como fizeram os membros dos kibutzim em condições adversas semelhantes. Por isso, a ideia de trabalhar um modelo para pequenas comunidades pressupõe que a mudança ocorre do micro para o macro, e o exemplo israelense atesta a viabilidade dessa proposta. Os kibutzim são um sucesso porque não produzem apenas para si, mas são responsáveis por uma parcela considerável das exportações de Israel, sendo relevantes a nível nacional, e não apenas local. A pesquisa indica que os bons modelos devem ser copiados e adaptados, e essas comunidades fornecem um excelente exemplo.
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A SOLIDÃO NA DINÂMICA SOCIAL DE COMUNIDADES RURAIS DO EXTREMO SUL DO BRASIL (#7154)
Marco Antônio Verardi Fialho 11 - UFSM.
Abstract:
O estudo empenha-se em apresentar e discutir algumas questões fruto de observações relacionadas ao modo de vida de parte da sociedade rural do município de Canguçu/RS/Brasil. O objeto de discussão refere-se à questão da solidão, sensação ou situação de quem vive afastado ou isolado. A palavra solidão inspira, num primeiro momento, sentimentos negativos ou ruins, relacionados, em boa parte, a percepções de angústia e tristeza. Entretanto, salientamos que a solidão também pode ser identificada com sentimentos agradáveis, principalmente quando estamos inclinados à reflexão (por exemplo: sobre questões pessoais) e contemplação (por exemplo: observar atentamente, analisar, meditar, imaginar). Neste artigo, como objetivo, propõe-se estudar os elementos que, em certa medida, concorrem para o sentimento de solidão, observando e analisando o modo de vida das pessoas das localidades estudadas e a literatura regional. A solidão no meio rural, por vezes, passa desapercebida, principalmente pelas características do contexto social. A sociedade rural, de modo geral, é marcada por regras e normas de conduta rígida, em que expressar sentimentos pode ser interpretado como sinal de fraqueza. Nesse sentido, podemos salientar que o sentimento de solidão vivenciado por homens e mulheres do meio rural toma forma distinta quando atentamos para a questão de gênero. Para melhor conhecer a questão proposta neste artigo, o estudo compreendeu dois momentos: a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo com entrevistas abertas e observações sobre as pessoas e suas relações com o meio ambiente e com as instituições. Observamos que o comportamento das pessoas está sob a influência de elementos do ambiente físico, social, cultural, repercutindo na visão de mundo. Esta maneira subjetiva de ver e entender o mundo, especialmente as relações humanas e os papéis das pessoas e o seu próprio na sociedade, pode levar a momentos de solidão que serão encarados como castigo ou recompensa. Observamos, também, que as mulheres falam com maior “naturalidade”, em comparação aos homens, sobre o sentimento de solidão. Para essas, a solidão está dentro de casa, local que deveria inspirar segurança. A solidão ausenta-se do pensamento quando as mulheres encontram-se no trabalho, produzindo sentimentos de segurança e valorização social. O estudo também apontou que, além da falta de perspectiva, a solidão tem relativa responsabilidade como um dos motivos para o êxodo rural. Neste artigo aprofundamos umas e negligenciamos outras, mas uma questão, aos nossos olhos, ficou mais clara: a solidão é, em boa parte, produto da sociedade. Para entender o que condiciona determinadas pessoas ao afastamento do convívio social, precisamos conhecer a sociedade em que estão inseridas, e para executar as ações necessárias para tentar encontrar soluções para esse fenômeno precisamos de ações que envolvam tanto o público alvo como a sociedade abrangente.
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Horticultura en el Valle de Uco, Mendoza. Nuevos escenarios productivos y sujetos sociales. (#7203)
Natalia Gusman 1;
Oscar Carballo
21 - CEA Universidad Nacional de Córdoba. 2 - INCIHUSA CONICET.
Abstract:
En este trabajo nos proponemos realizar una descripción de las características productivas de la horticultura en el Valle de Uco. El mismo comprende cuatro zonas hortícolas principales, pero que presentan características muy diferentes entre sí. A grandes rasgos las zonas ubicadas al oeste del Valle de Uco son las zonas dedicadas mayormente al cultivo de hortalizas pesadas, requiriendo mayores niveles de inversión. Las otras dos zonas ubicadas en el este del valle presentan una producción más diversificada con producciones menos especializadas. Este escenario plantea en su interior una gran diversidad de procesos y sujetos sociales. La zona del Valle de la carrera al noroeste del Valle de Uco se trata de un área especializada en el cultivo de la papa con productores medios y una organización del trabajo con fuerte presencia de aparceros. En San Carlos al oeste de la ruta 40 se trata de una zona reciente donde se desarrolla horticultura a gran escala con fuerte inversión tecnológica; en cambio hacia el este de la misma ruta, tierras consideradas marginales por problemas agua y suelo están siendo puestas en producción por migrantes bolivianos. Por último, en el este de Tupungato parece darse un reemplazo de productores locales por migrantes en una de las zonas hortícolas tradicionales. Dado este panorama, nos proponemos analizar las características productivas de estas cuatro zonas, y en función de ello indagar sobre los procesos y sujetos sociales que envuelven sus diferentes formas de organización del trabajo. Para ello realizaremos una aproximación a través del análisis de fuentes estadísticas y entrevistas a informantes clave; para luego adentrarnos en sus particularidades a través de entrevistas en profundidad a los diferentes sujetos que forman parte del proceso de producción.
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El “barrio rural paulista”; nuevas relaciones, antiguas tradiciones (#7434)
Taísa Marotta Brosler
1;
Sonia Maria Pessoa Pereira Bergamasco 1; Hubert Carton de Grammont
21 - Universidade Estadual de Campinas. 2 - Universidad Nacional Autónoma de México.
Abstract:
Pasados 35 años de los estudios sobre los barrios rurales paulistas, venimos presentar un barrio rural no necesariamente formado por pequeños agricultores en sus tierras, pero por la migración y permanencia de estos en las grandes haciendas productoras de leche en la zona del Valle del Paraíba, estado de São Paulo – Brasil. Nuestro objeto principal de este estudio era la casa rural, como se reproducía actualmente en el medio rural por los cambios en los materiales y las técnicas utilizadas y por la influencia urbana en los patrones de consumo de los agricultores familiares. A través de encuestas estructuradas fueron cuestionados las condiciones habitacionales, satisfacción del habitante, detalles sobre la construcción de la casa hasta la seguridad de permanencia en la propiedad y/o en el barrio. Para la comprensión de los procesos intrínsecos a la historia del barrio rural, optamos por realizar un censo en la comunidad, totalizando 167 familias. A partir de estos resultados, hicimos entrevistas con 06 familias consideradas claves para el esclarecimiento de elementos importantes identificados en las encuestas y para complementar la historia de formación de este barrio. Uno de los elementos más enaltecidos fue la importancia de los espacios para las familias que componen ese barrio rural, la relación cultural y de pertenencimiento con lo que es suyo sin ser su propietario legal, en su mayoría. Identificamos al mismo tiempo cambios actuales en este barrio que se asemejan a lo que sucede en todo el campo brasileño, como la construcción de segundas viviendas y de infraestructuras para el turismo rural. Estos influencian sobremanera el modo de vida de las familias y la forma de comprensión y representación de las mismas principalmente en su relación con la tierra y con sus viviendas. Observamos que hay una diferencia entre el propietario y el morador, o mismo entre las actuaciones del Estado y el morador, cuanto a la forma de relacionarse con la propiedad de la tierra y de la casa. Donde identificamos tradiciones aún presentes en el acto de solicitar casa, el “pedir morada”, pero ya imbuidas de nuevas relaciones de trabajo caracterizadas principalmente por los nuevos propietarios. Como consecuencia, hay una discrepancia de tiempos en estas relaciones, en que las representaciones del pequeño productor, “sitiante”, aún existen. Entretanto, estas no son consideradas o reflexionadas por los nuevos sujetos que interfieren en el barrio, ocasionando muchas veces el sentimiento de inseguridad de permanencia en lo que ellos consideran su comunidad.
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LA ESPACIALIZACIÓN DE LAS DESIGUALDADES SOCIALES EN LOS TERRITORIOS RURALES DE URUGUAY (#7635)
Paola Mascheroni 1;
Alberto Riella
11 - Departamento de Sociología - Facultad de Ciencias Sociales - Uruguay.
Abstract:
En los primeros lustros del siglo XXI se producen cambios profundos en el agro uruguayo a raíz de un nuevo proceso de expansión capitalista en el sector, al igual que en el escenario agrario latinoamericano.En esta ponencia se busca dar cuenta de cómo las transformaciones socioproductivas recientes y las políticas o públicas implementadas, han impactado en la matriz de desigualdades sociales presentes en los territorios rurales del país.
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Sostenibilidad social y cohesión territorial en un espacio rural del norte de España. (#7853)
Eloy Gómez Pellón 11 - Universidad de Cantabria.
Abstract:
Admitiendo las muchas similitudes que unen a todos los espacios rurales, y tomando como referencia el caso del norte de España, resulta también innegable que éstos son, al mismo tiempo, heterogéneos, y su situación se halla entre la ruralidad de las áreas periurbanas y la de las áreas marginales, entre los espacios que han perdido la vocación agrarista y los espacios en los que sigue teniendo mucha importancia la producción agraria, entre los espacios que hallan su cualidad más valiosa en la relación que establecen con el medio urbano más cercano y los que la hallan en la excelente calidad de los espacios naturales protegidos que cobijan, pasando por los que reúnen potencialidades de muy diverso tipo. Sin embargo, esta variedad de espacios rurales está unida por estrategias comunes, progresivamente afianzadas en la Unión Europea, entre las cuales son primordiales la multifuncionalidad de los espacios rurales y el desarrollo endógeno de los mismos, a fin de incrementar el bienestar de las poblaciones locales, y con ello su sostenibilidad social, mediante políticas de empleo que ejerzan la necesaria retención demográfica, especialmente de las mujeres y de los jóvenes que constituyen los segmentos más débiles. El logro de esta sostenibilidad social exige, asimismo, la imprescindible cohesión territorial. El concepto de cohesión territorial trata de trascender la existencia de áreas rurales y áreas urbanas para reparar en la existencia de un territorio y de una comunidad territorial, capaz de alimentar un proyecto común y una identidad, sin perjuicio de la existencia de una diversidad de situaciones. Palabras clave: Medio rural, multifuncionalidad, desarrollo endógeno, sostenibilidad social, cohesión territorial.
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Reconfiguraciones territoriales, resistencias y re-existencias contra el neoextractivismo en México y en Brasil (#7880)
AGUSTIN AVILA ROMERO 1; LEON ENRIQUE AVILA ROMERO
2; ADRIANO RODRIGUES DE OLIVEIRA
11 - IESA UFG. 2 - UNICH.
Abstract:
Mediante esta investigación se da cuenta de las reconfiguraciones territoriales que se observan en México y Brasil por la profundización del modelo extractivista de recursos naturales, que afectan fundamentalmente los modos de vida campesinos y profundizan las relaciones desiguales entre el campo y la ciudad. Se ubica el funcionamiento del sistema capitalista y los procesos de expansión geográfica del capital como uno de los elementos constitutivos de la actual ampliación de los procesos colonizadores que se viven en México y en Brasil.Entre los diferentes procesos que se observan que tienen impactos en las dinámicas socioespaciales porque significan la construcción de otras formas de vida y de producción del espacio, se encuentran la reconversión agroexportadora, los monocultivos forestales como la Palma Africana, la privatización de los recursos energéticos, la minería, el turismo capitalista convencional y los megaproyectos de infraestructura.Todo ello forma parte de la apropiación capitalista de los territorios que implica la transformación de las construcciones territoriales previas. Por el otro lado, analizamos los procesos de resistencia y de re-existencias que mantienen los habitantes de comunidades rurales contra dichos procesos tanto en México como en Brasil. Las resistencias y las re-existencias son procesos donde los movimientos sociales de las comunidades campesinas e indígenas crean y recrean diferentes estrategias sociales para mantenerse e inventarse en un contexto social subordinado de los poderes hegemónicos e inserto en la subjetividad colonial. Es resistencia a la dominación, la explotación y la colonialidad y es re-existencia en cuanto ecología de saberes que busca en las raíces culturales, la forma de afirmarse y descolonizarse poniendo en igualdad jerárquica el sistema de conocimientos, las formas organizativas de producción, alimentarias, rituales y estéticas que permitan dignificar la vida y reinventarla en sociedades en movimiento.
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Aproximación al Sistema Agroalimentario Venezolano desde la Soberanía Alimentaria. (#7927)
John Edward Dávila Pineda 1; Carla Carolina Chacón Belisario
11 - Fundación IDEA.
Abstract:
El presente trabajo muestra un balance preliminar de la investigación realizada durante los últimos 5 años en el marco del Programa de Estudios Sociales sobre Soberanía Alimentaria (PESSA) de la Fundación IDEA, que tiene como objetivo el abordaje de la realidad agroalimentaria venezolana desde la perspectiva de Soberanía Alimentaria. De esta manera, a partir de la delimitación de tres líneas de trabajo fundamentales resaltamos puntos de des-encuentro y perspectivas a futuro para la joven línea de trabajo. Nuestro trabajo se enmarca así en el contexto venezolano, particularmente desde el año 2000 en adelante, asumiendo la configuración de un nuevo marco normativo que orienta en alguna medida la transformación de la institucionalidad y del sistema político en general. Diversas acciones gubernamentales ejecutadas en el ámbito agroalimentario desde el año 2001, que se consolidan en 2008 con la creación de la Ley Orgánica de Seguridad y Soberanía Agroalimentaria, nos permiten avanzar en el cuestionamiento de las políticas aplicadas al sector desde una perspectiva que incluya los fundamentos de la concepción de soberanía alimentaria, respondiendo a las exigencias del movimiento global que la defiende, así como la normativa vigente. El análisis de políticas agroalimentarias desde la perspectiva de Soberanía Alimentaria se configura así como la primera de nuestras líneas de trabajo, sobre la cual ya se han desarrollado algunos trabajos de investigación que permitido comprender mejor la situación actual del Sistema Agroalimentario Venezolano. De igual manera, el contexto político venezolano se ha caracterizado por la introducción de la participación ciudadana en diversos espacios de gestión y toma de decisión política, y el ámbito agrícola no escapa de esta prerrogativa. El papel de las organizaciones sociales ha resultado determinante para una nueva figura de intervención estatal y “empoderamiento” por parte de la ciudadanía de espacios productivos y de lo “rural” como espacio intersubjetivo. Es en este contexto que avanza nuestra segunda línea de investigación; el estudio de fenómenos particulares en el contexto de las Organizaciones Sociales vinculadas a la agricultura, nos ha permitido la definición de algunas variables que buscan dar cuenta de la potencialidad asociativa de algunas comunidades, que pueden favorecer la actividad agroproductiva impulsada por el Estado, al tiempo que ha servido como categoría de análisis para diversos fenómenos. Finalmente, respondiendo al llamado interdisciplinario, necesario para el abordaje de realidades complejas, hemos trabajado con un equipo de investigadores del área biotecnológica, estableciendo puentes de permiten la colaboración permanente para la formulación y ejecución de proyectos de investigación vinculados a la agricultura. En este contexto nos interesa en primer lugar resaltar brevemente la necesidad del trabajo interdisciplinario como metodología transversal para la generación de conocimiento; y en segundo lugar, plantear algunos aspectos en torno a la tensión entre la biotecnología y las exigencias que plantea la noción de Soberanía Alimentaria, que incluye la agroecología uno de sus fundamentos. Esta tercera línea, se interesa por el aspecto tecnológico en torno a la actividad agroproductiva, reconociendo tensiones y nuevas dimensiones para futuros estudios, siempre desde la perspectiva de Soberanía Alimentaria como recurso interpretativo.
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Questão agrária na lógica do rentismo e a desmobilização das lutas Sociais
(#8200)
Nelmires Ferreira da Silva Nelmires 11 - Universidade Federal de Viçosa.
Abstract:
Questão agrária na lógica do rentismo e a desmobilização das lutas Sociais Este artigo é parte das reflexões realizadas durante o processo de estudo, elaboração de resenhas e resumos a partir de um criterioso elenco de referências bibliográficas cuja intuito inicial era a construção da tese de doutorado em 2013. Para tanto, centralizamos a questão agrária enquanto expressão da questão social, visualizando os determantes do capitalismo no circuito internacional do capital financeiro. O objetivo das discussões foi focalizar a criação de mecanismos estratégicos do capital com vista a sujeitar a renda da terra à acumulação, bem como, o movimento emergente de expansão do capital fictício mudializado, aquele que rende juros por meio de sua capacidade de penetração nas diversas esferas econômicas. Assim, apropriamos desses estudos e referenciamos nos estudos de Marx (1968;1989;1978;1988;1989) e 2004); Abramovay (1992); Graziano da Silva (1996); Chesnais (1996); Fernandes (2000; 2001 e 2008); Martins de Souza (2003); Harvey (2005); Mészáros (2002 e 2005);Netto (2005);Iamamoto (2008) Mota (2010),Oliveira (2010) etc. Das informações investigadas realizamos análises à luz do método materialista histórico dialético, cuja apreensão da realidade, faz-se na perspectiva da totalidade da visa social (LUKÁCS, 1978). Importar dizer que a hipótese norteadora desse estudo centrou na análise da questão agrária colocando-a no terreno das contradições envolto do “mistério que se origina da sua absoluta complexidade” (HARVEY,2013,p.411). Nesse âmbito foi possivel fazer mediações históricas a qual entendemos que a direção que o Estado capitalista tem formatado em seu modu operandu à questão agrária, traduz-se numa relação implícita a mercantilização da terra, ao rentismo, ao circuito do crédito, ao agronegócio, à financeirização de políticas monetarista agropecuária e agrária, com vista a expansão do capital. Sob as diretrizes das grandes agências internacionais, as políticas para o desenvolvimento do campo, a exemplo da reforma agrária, tem subsumido a lógica do mercado, em que, não só o seu acesso à terra, mas os arranjos de políticas sob o paradigma do território, se reestrutura à lógica da bancarização, do crédito e do conjunto das finanças orientadas pelo receituário do Banco Mundial (PEREIRA E SAUER,2006). É a partir desse resenho de enfrentamento a questão agrária que o estado sob orientação de tais diretrizes, desmonta o território de lutas, impondo como condição ao acesso à terra pela via do crédito, reeificando a concentração da riqueza em um polo, e noutro a polarização da pobreza e da miséria, potenciando exponencialmente a Lei Geral da Acumulação numa ciranda que transforma as lutas pela terra, na luta pelo crédito. Palavras-chave: Questão Agrária, Rentismo, Desmobilização das lutas.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Actores Sociales |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 27 |
El movimiento vía campesina y sus nuevos marcos de acción política por la soberanía alimentaria ,características de la nueva ruralidad. (#5447)
Luis Gilberto Conde Betanzos 11 - BENEMÉRITA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE PUEBLA.
Abstract:
En el marco de los nuevos fenómenos surgidos en el campo latinoamericano, el territorio mexicano y la nueva generación de campesinos de un país históricamente agrario, ha sido transformado por el neoliberalismo, el cual a través de su instauración en la estructura económica y política del país , ha provocado problemáticas sociales en las cual la subsistencia familiar basada en la tierra ha sido desprotegida y se ve condicionada a competir con la agroindustrias capitalistas, lo cual transformado el campo en diferentes esferas sociales, no solo en la producción si no en la esfera cultural a través de fenómenos sociales como la migración , La feminización del campo, el pluriempleo lo cuales son motivo de reflexión de este trabajo para tener una perspectiva de la características por las cuales se ha configurado esta generación de campesinos y así mismo analizar los nuevos marcos de acción política en lo se ha denominada la nueva ruralidad. El movimiento vía campesina es un movimiento trasnacional que integra diferentes organizaciones del mundo, en busca de la soberanía alimentaria de los países ante un neoliberalismo el cual ha hegemonizado la desprotección y precarización de la vida campesina en Latinoamérica, de esta manera esta investigación pretende hacer un análisis e investigación de una particular realidad empírica como lo es de la comunidad campesina de Tlaxcala, México, la cual se encuentra situada en el centro del país y que históricamente se ha caracterizado por la vida campesina, así mismo el nuevo campesino de Tlaxcala participa como miembro del movimiento via campesina lo cual nos permite tener en acercamiento como un caso particular de lo posible dentro de los nuevos marcos de acción política de los movimientos sociales y campesinos del siglo XXI Esta investigación utilizara datos duros hechos por los centros de estudios rurales de las diferentes universidades del país y del aporte intelectual y estadístico de Blanca Rubio que permiten el ejercicio comparativo en la transición de este modelo económico y relacionales con las realidades de los diferentes países latinoamericanos, Por otra parte se utilizaran métodos cualitativos que permitan vislumbrar las trasformaciones que ha sufrido la familia campesina y cuáles son las nuevas formas de movilización de los integrantes de la comunidad campesina de Tlaxcala a través de su adherí miento al movimiento vía campesina, concretamente la entrevista se basara en historias de vida de 10 familias en las cuales podremos encontrar en el discurso las diferentes esferas de la vida del sujeto campesino, en la fase neoliberal y la reflexión cultural de la nueva ruralidad.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 28 |
Nuevas y viejas formas de producir y vivir el territorio. El antes y el después de la reconversión vitivinícola en el Valle de Uco, Mendoza, Argentina. (#8495)
María Inés Petz 11 - Instituto de Investigaciones Gino Germani.Universidad de Buenos Aires.
Abstract:
La implementación del modelo del Agronegocio en las economías regionales de la Argentina dio origen a un conjunto de cambios en los mundos agrarios. En la provincia de Mendoza, llegó de la mano de la reconversión vitivinícola, proceso que generó un abanico de desigualdades entre los productores rurales en relación al uso del agua para riego, formas de producción, uso de la tecnología y acceso al mercado. A su vez, a esta heterogeneidad de productores (la mayoría con riego superficial), se sumaron nuevos actores económicos del sector vitivinícola con gran capital que, con la apertura al mercado externo, arribaron a la provincia. Grandes inversores con capacidad de compra de tierras, inversión en tecnología y con obtención de permisos de perforación para el riego con agua subterránea. Junto a las políticas agropecuarias y los arreglos institucionales que permitieron la instalación de dicho modelo productivo en la década del ´90, en la provincia de Mendoza, se suman también los cambios en la política hídrica, consecuentes con el nuevo escenario económico. El proceso de descentralización de la gestión del agua, jugó un rol fundamental en la promoción de ciertos usos del agua para riego, promoviendo aun más su mercantilización como paradigma del progreso en los oasis mendocinos. A partir de ese momento, el Valle de Uco –oasis centro de la provincia-, se convirtió en una de las regiones más atractivas para los capitales extranjeros vitivinícolas que, con grandes fincas y emprendimientos turísticos y hoteleros de alta gama, avanzaron sobre el piedemonte extendiendo la frontera irrigada, sobre todo en las zonas altas del valle. En este escenario, entre los viñedos de las bodegas boutique más importantes del mundo, asoman gran cantidad de pequeños productores nacidos y criados en el valle que intentan mantenerse en el territorio entre la elite internacional del vino. Muchos de ellos aún conservan sus viejas prácticas de producción manteniendo el riego por surco, por ejemplo, mientras que otros intentan aplicar las nuevas tecnologías de riego para poder al menos cumplir con las exigencias de producción de uvas finas de las grandes bodegas a quienes venden la cosecha. En esta ponencia nos proponemos analizar, a través de las entrevistas realizadas en los trabajos de campo, cómo los pequeños productores vivencian estas transformaciones en el territorio, qué perspectivas tienen a futuro, que posibilidades ven de permanecer en el territorio, qué cambios percibieron a partir de la reconversión vitivinícola y si han logrado beneficiarse con dichos cambios o están en peores condiciones como productores y habitantes nacidos y criados en el valle.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
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El reconocimiento de vinos elaborados con uva Isabella en la región rioplatense argentina y sus controversias (#9026)
Cintia BARRIONUEVO 11 - Universidad Nacional de La Plata.
Abstract:
En 2015, como parte del trabajo de campo de mi tesis doctoral, presencié la reunión en la cual productores vitivinícolas de las zonas ribereñas de Berisso y Avellaneda (Provincia de Buenos Aires, Argentina) recibían la “credencial viñatera” por parte de representantes del Instituto Nacional de Vitivinicultura. En este trabajo examinaré ese hecho a la luz de las controversias surgidas apenas dos años antes, cuando sus vinos fueron reconocidos como “producto tradicional típico de la región”. Esta era una medida excepcional del organismo dado que el denominado “vino de a costa” se elabora a partir de vitis labrusca variedad Isabella, vid que en Argentina dejó de ser considerada como vinificable a fines de los años ‘60. Me propongo revisar algunas características de la producción de la vid en cuestión y su presencia histórica en el territorio. En este sentido, Ospital (2003) en un estudio sobre la vitivinicultura bonaerense entre 1900-1940, indica que había pequeñas explotaciones de este tipo en los partidos de Avellaneda y La Plata que elaboraban vino en forma artesanal. En décadas subsiguientes el vino de la costa tuvo un lugar importante en el mercado argentino para luego decaer hasta su casi desaparición; para finalmente ser recuperado principalmente en Berisso el contexto de crisis de fines de los 90- principios de los 2000 (Velarde, 2010). El reconocimiento de 2013 por parte del INV se refiere a 23 hectáreas de vid y al anclaje histórico-cultural del vino. Determinaré qué actores -y qué argumentos expresaron- frente a ese hecho. Por último, reflexiono sobre cómo esta controversia desafía la manera en que habitualmente pensamos la autonomía / heteronomía de una pequeña producción -como la de Vino de la Costa- frente al poder político y económico. La estrategia metodológica fue eminente cualitativa. Analicé información obtenida en el período 2014 – 2016 para un estudio de las interfaces sociales y epistémicas de los actores involucrados en procesos de valorización de productos típicos de La Plata-Berisso. Para este trabajo, además de mis observaciones y entrevista, recurrí especialmente a documentos (resoluciones, leyes, prensa y comunicados oficiales de los actores involucrados) en los que se expresan distintas posiciones en tensión a la hora de afirmar o negar que la variedad Isabella es vinificable y que el Vino de la Costa es legítimamente vino.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
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Caracterización y análisis de la red de relaciones de los agentes que intervienen en la dinámica de un Cluster productivo de frutas finas de la Patagonia Argentina y su impacto en los resultados. (#9138)
Diego Masello 1;
Nicolás Vladimir Chuchco
11 - universidad nacional de tres de febrero.
Abstract:
El objetivo del presente trabajo está focalizado en caracterizar la morfología que asume la red productiva bajo estudio y analizar la estructura de vínculos y comportamientos de los agentes incluidos dentro de este Cluster. Para ello se aplican técnicas relacionadas al análisis de redes sociales a diferentes dimensiones de una red de productores y asociaciones productivas rurales vinculadas a la producción y comercialización de frutas finas de la Patagonia Argentina (Alto Valle de Neuquén y la Comarca Andina). En este sentido, este trabajo combina la perspectiva del análisis sociológico más tradicional con un estudio de caso de redes productivas, sustentado en el enfoque conceptual de la “estructura de cluster productivo”. Dicha estructura forma parte de las iniciativas que constituyen una de las herramientas de política pública de la dimensión de competitividad del Ministerio de Agricultura, Ganadería y Pesca e involucra esfuerzos organizados y coordinados de los actores de un aglomerado productivo para incrementar la competitividad de las unidades involucradas. Estos esfuerzos se llevan adelante por las empresas privadas y productores miembros del Cluster, el gobierno, la comunidad académica y de investigación y otros actores intervinientes, bajo una modalidad de trabajo que busca el consenso de todos los involucrados. La evidencia empírica que se utiliza en este trabajo está basada en una veintena de entrevistas estandarizadas abiertas o no programadas, realizadas a productores, técnicos, coordinadores y responsables del programa de competitividad, cuya área geográfica de injerencia incluye a productores del Alto Valle de Neuquén y de la Comarca Andina, así como las zonas de El Bolsón, Lago Puelo y El Hoyo, hasta productores de las zonas de Esquel, Trevelin y aledaños. En cuanto al análisis de los resultados, se llevó a cabo utilizando un enfoque de modelos de redes sociales, centrado en la observación y registro de las interacciones entre los agentes intervinientes y otras características estructurales de la red, con la finalidad de analizar el desempeño de los productores individuales, de las agrupaciones de productores y, finalmente, de la totalidad del cluster productivo de frutas finas. La hipótesis de trabajo supone que las relaciones entre los productores, captadas a partir de estas entrevistas cualitativas, pueden ser representadas mediante metodologías de análisis de redes sociales; de modo que, mediante una descripción detallada, se procedió a la formalización de modelos de interacción entre los productores, los productores y el Estado, los proveedores y clientes, así como a otras relaciones socio-económicas. Es por ello que este trabajo combina la aplicación y análisis de técnicas cualitativas con la construcción de matrices relacionales que posibiliten visualizar esta red de productores y asociaciones mediante la utilización de programas específicos para analizar datos reticulares.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Trabajo |
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Grupo de trabajo 5 Región de los Altos de Morelos, México: campesinado y nuevas relaciones rural urbanas Beatriz Canabal Cristiani (#0221)
Beatriz Canabal Cristiani11 - UAM-Xochimilco, México.
Abstract:
Grupo de trabajo 5 Región de los Altos de Morelos, México: campesinado y nuevas relaciones rural urbanas Beatriz Canabal Cristiani[1] La región de estudios está ubicada en la zona sur de la ciudad de México y ha mantenido con la misma, una intensa y cercana relación de intercambios económicos, sociales y culturales, así como los ha mantenido con las ciudades de Cuautla y Cuernavaca, metrópolis del estado de Morelos. Estos intercambios han promovido la conformación de actores sociales que si bien , tienen un origen campesino indígena de lengua y cultura nahua y de historia zapatista, mantienen actualmente relaciones intensas con estas ciudades en cuanto a la ocupación de su fuerza de trabajo masculina y femenina en el área de la construcción y de los servicios. En esta ponencia nos interesa estudiar las transformaciones en el medio rural y en particular, del campesinado que habita pueblos antiguos en regiones con intensos procesos de urbanización. En este caso, se trata de una región donde se han articulado actividades primarias con actividades secundarias y terciarias en un mundo campesino que todavía conserva sus actividades productivas, su vida familiar, comunitaria y ceremonial, reproduciendo una cultura con cambios y continuidades. Esta relación se ha intensificado a raíz de la crisis de la agricultura de subsistencia y de algunos cultivos comerciales, además del intenso cambio en el uso del suelo rural a urbano con ocupaciones en casas de descanso, hoteles y diversos proyectos inmobiliarios y turísticos. La tierra de los pueblos que conforman la región se ha estado vendiendo para propuestas urbanas pero persiste en esta región que podemos considerar como región sociocultural, de acuerdo con la definición de Guillermo Bonfil, una cultura campesina que ha buscado y experimentado nuevas formas económico productivas para seguir ligados a la tierra, a su territorio y poder vivir de sus propios recursos. Interesa reconocer a partir del enfoque espacial, a los actores-sujetos sociales que se están conformado, poniendo énfasis en el papel de las mujeres y jóvenes; en sus proyectos, sus propuestas y su visión de futuro a partir de su participación en organizaciones propias y en organizaciones sociales más amplias. Se trata de nuevos actores sociales que se han ido conformando a la luz de estas transformaciones sociales con rasgos identitarios que perduran y otros que han ido cambiando. [1] Profesora investigadora del Departamento de Relaciones Sociales, UAM Xochimilco
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Turismo y Territorios |
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EL TRIANGULO DEL TOLIMA Y LAS NUEVAS FORMAS DE VIDA DE LA COMUNIDAD PIJAO. (#9189)
Robisnon Andrés Vargas Monroy 1;
Paula Andrea Buitrago Avila
11 - Universidad Nacional de Colombia.
Abstract:
La ponencia es el resultado de una investigación sobre los efectos del Distrito de riego sobre las y los pobladores del municipio de Coyaima, al sur del Tolima. El proyecto del “triángulo del Tolima”empezó en 2005 y buscaba ampliar la zona de riego en 20.402 hectáreas haciendo que los suelos áridos, característicos de la región, mejoraran su producción convirtiéndola en la nueva región productiva. Dichos cambios implicaron una transformación en el paisaje, la economía y las formas de vida. Se analizaron los diversos tipos de producción agrícola, descomposición del campesinado, nuevas ruralidades, soberanía alimentaria y la relación de los pobladores con su territorio: esta región presenta particularidades debido a que los minifundios en muchos casos están a cargo de indígenas Pijao que, según datos del DANE (2015), suman un total de 12.184 pobladores (43.4% del total de habitantes). Como elementos teóricos para abordar la discusión, se desarrolló un análisis del campesino y la ruralidad de esta región tolimense a partir, entre otros, de los análisis hechos por Orlando Fals Borda, Fajardo Machado, Catherine Legrand, entre otras
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
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Paisajes del despojo: Palma africana y campesinos en Montes de María, Colombia. (#0142)
Raul Alejandro Betancourth Buitrago11 - El Colegio de la Frontera Sur.
Abstract:
Este trabajo es un esfuerzo por exponer y analizar las causas de un pasaje de Palma africana en un región en Colombia. Empieza por una descripción sucinta de la región de Montes de María, sigue con la justificación de la existencia del paisaje de palma africana en esta región y continua con el análisis de las causas que podrían llegar a explicar la existencia del paisaje del monocultivo: las características de la cadena de valor de la palma africana en el municipio de María la baja, la influencia de los programas institucionales de estimulo a la agroindustria y la relación con el conflicto armado y el desplazamiento forzado en la región de Montes de María. Hace uso de imagenes de satelite procesadas con sistemas de información geográfico para determinar la extensión de los monocultivos de Palma africana sobre el municipio en su conjunto y hace énfasis en aquellos que se encuentran en los límites territoriales de comunidades etnicas. Se usan etrevistas y observaciones directas para corroborar la información de las imagenes satelitales. Finaliza con un conjunto de observaciones del paisaje en un caso concreto del consejo comunitario Eladio Ariza en San Cristóbal, límites de María la baja y concluye que el pasaje de la palma africana en montes de maría esta concentrado en un sector de la región por la condición cautiva de su cadena de valor, el fomento institucional a través de fondos de riesgo en zonas de conflicto y el despliegue de recursos más allá de los límites de los territorios étnicos.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Trabajo |
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Familias rurales latinoamericanas: transformaciones y resistencias en contextos de industrialización.
El caso de la Industria Maquiladora en Yucatán, México y la Industria Salmonera en Chile (#9152)
María Pía Torres Zamora 11 - Universidad Nacional Autónoma de México.
Abstract:
Durante las últimas décadas, las zonas rurales de América Latina se han caracterizado por ser escenario de los procesos de modernización como parte de las políticas de desarrollo y reajuste adoptadas por los estados latinoamericanos para paliar la crisis mundial de la agricultura y de desempleo del campesinado. Para ello, la “industrialización” se concibió como respuesta, y desde la década de 1980, industrias de capitales nacionales y foráneos encontraron asilo en el seno de territorios de arraigo eminentemente campesino e indígena como el sur de Chile y la península de Yucatán en México. En ambos casos, observaremos cómo concretamente desde el arribo de la Industria productora de salmones en cautiverio en el sur austral de Chile (IS) y la Industria maquiladora de exportación en el Estado de Yucatán, México, se han se ha materializado el impacto de la economía neoliberal, transformando y funcionalizando dichos espacios y posibilitando un aumento sostenido de la producción durante los siguientes 20 años para satisfacer las demandas de un mercado mundial creciente. En medio de estas importantes y rápidas transformaciones socioterritoriales y económicas, las industrias justificaron su ingreso a través de una cuantiosa oferta de puestos trabajo, demandando mano de obra particularmente femenina, transformado a las mujeres en la “nueva figura obrera”, las cuales en muchos casos, representarán a un sector de la población que ejercerá un trabajo asalariado por vez primera. Ante este nuevo contexto, las unidades familiares se han transformado, reformulado y resistido desde la subjetivación, la tradición y el conocimiento local, realizando una serie de reajustes y arreglos que han puesto límites a la expansión del mercado en sus territorios, y que a su vez, les han permitido insertarse de forma creativa en el mismo, desplegando estrategias de índole diverso que les ha permitido reproducir la vida en medio de un escenario caracterizado por sucesivas crisis económicas, un clima de incertidumbre constante y más recientemente, ante los fenómenos de deslocalización y re-localización de los capitales transnacionales hacia Asia u otros polos de atracción económica recientes. Este trabajo corresponde a parte de los resultados de una investigación de tesis de maestría en Estudios Latinoamericanos llevada a cabo entre los años 2014 y 2016.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
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Moradores de corredor e trabalhadores de estâncias: formas sociais marginais de agricultura familiar no contexto da economia estancieira (#0323)
Marcos Piccin Botton11 - UFSM.
Abstract:
Os estudos sobre as formas sociais de agricultura familiar no Brasil tiveram uma significativa profusão a partir dos anos de 1990. As lutas por reconhecimento destes setoriais sociais, o aumento do interesse acadêmico, a construção positivada da noção de agricultura familiar e as políticas públicas específicas tiveram o mérito de dar maior visibilidade política para amplos setores sociais do campo brasileiro. Em que pese a bibliografia ser extremamente significativa para a compreensão da diversidade social da agricultura familiar no Brasil, há uma relativa ausência de estudos sobre os setores que possuem sua reprodução social baseada no cultivo de pequenas parcelas de terra e, não raro, no assalariamento em grandes propriedades rurais de gado extensivo no Rio Grande do Sul. Neste artigo se investigará as condições de reprodução social de um conjunto de trabalhadores rurais e de um tipo de agricultura familiar que é marginal à economia estancieira e com alta vulnerabilidade social. Não nos referimos, portanto, aos setores sociais que se convencionou chamar de pecuaristas familiares com até 300 hectares de terra, mas aos que a campo são chamados de moradores de corredor e pequenos proprietários/posseiros, que cultivam pequenas áreas de terra, geralmente entre a cerca das grandes propriedades e as estradas, aí criam pequenos animais e poucos bovinos nas pastagens em suas margens. Este artigo busca analisar a dinâmica das relações sociais que se estabelece na economia estancieira e que tende a definir as estratégias de reprodução social destes grupos de modo relacional no espaço social (Bourdieu). Ou seja, pretende-se identificar o sistema de posições sociais dentro das populações trabalhadoras da economia estancieira, desvendar sua lógica e suas estratégias de reprodução social. Isso faz com que a investigação desses setores sociais leve em conta as condicionalidades impostas por um espaço social no qual a grande propriedade estancieira tende a definir as margens e limites das trajetórias de grupos sociais subordinados em termos das condições de subsistência. Trata-se de entender que um espaço social que é caracterizado por grandes domínios fundiários acaba por definir mesmo os destinos das formas sociais de agricultura familiar, como indica a bibliografia especializada, como em Lygia Sigaud (1979); Afrânio Garcia Jr. (1989); Marcelo Rosa (2012), entre outros. Este artigo é resultado de trabalho de campo para a tese de doutorado do autor (2012) e de pesquisa de campo realizada neste ano de 2015. Em ambos os casos a pesquisa foi baseada em observação direta no município de São Gabriel/RS/Brasil, na qual se valeu de entrevistas em profundidade tanto com pequenos proprietários/trabalhadores de estâncias, quanto com grandes proprietários estancieiros.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 28 |
Caracterización de la agricultura familiar en Cuyo y San Juan (#0326)
Clara De La Vega Navarro1; María Paula Albarracín Álvarez
2; Enzo Leandro Aciar Ramos
2; Martín Alberto Riveros Segada
2; Graciela Beatriz De Cara Peleriti
2; Gabriela Paola Tomsig Pepa
2; Gabriela Carolina Carabajal Quiroga
21 - IISE (Instituto de Investigaciones Socioeconómicas. 2 - IISE.
Abstract:
Título: “Caracterización de la Agricultura familiar en Cuyo y San Juan”Grupo de trabajo: Nº 5 - Desarrollo Rural y Cuestión AgrariaAutores: Lic. Clara de la Vega, Lic Paula Albarracín, Lic. Graciela de Cara, DI: Martín Riveros, Lic. Enzo Aciar, Lic. Gabriela Tomsig, Lic. Gabriela CarabajalResumen:Actualmente, el sector rural latinoamericano atraviesa por una serie de debates respecto a la definición de lo que se entiende por agricultura familiar, y a quiénes comprende, su rol en la producción de alimentos, la relación legal con la tierra y su contribución a la seguridad/soberanía alimentaria. “La experiencia de la última década, tanto en términos de movilización social como de esfuerzo productivo e innovaciones institucionales, nos dice que el segmento más dinámico del medio rural son los agricultores familiares, quienes en la región se caracterizan por la heterogeneidad de su dotación de recursos y de sus activos, es decir, de su capital natural, físico, financiero, humano y social” (Janvry y Sadoulet en Gordillo de Anda, 2000, 74). Como plantea Paz (2008), a primera vista, el factor que aglutina a estos actores es “la presencia de estrechos lazos familiares y el aporte de trabajo -tanto al proceso productivo como al de gestión de la explotación, sobre todo proporcionado por la familia”. Sostiene Bendini (2014), “la categoría empírica agricultura familiar está asociada a la creación de un espacio de negociación entre el Estado y las organizaciones sociales y gremiales que representan a los pequeños productores. En tanto actor político y económico, se instaló en las agendas de las políticas públicas de Argentina desde el denominado “conflicto del campo” en 2008.En la esfera de lo político-institucional, la AF argentina se halla en un proceso de visibilización, reconocimiento y legitimidad a través de un fuerte proceso político y social, acompañado y fomentado fundamentalmente por la Secretaría de Agricultura, Ganadería, Pesca y Alimentos (SAG PYA), junto a distintos movimientos sociales y algunos programas nacionales orientados al apoyo de la pequeña producción.El 27 de noviembre de 2014, la Cámara de Diputados de la provincia de San Juan sancionó la ley Nº 8522 por unanimidad, adhiriendo a la Ley Nacional N° 27118 (“Reparación histórica de la agricultura familiar para la construcción de una nueva ruralidad en la Argentina).Objetivo de la ponencia: Indagar los antecedentes de la Agricultura Familiar en la provincia de San Juan en cuanto a su marco normativo, a su historia y la descripción estadística del sector Metodología: El proyecto consta de dos fases: la primera descriptiva y la segunda cualitativa en base a datos primarios; esta ponencia se centra en la primer fase con una estrategia exploratorio-descriptiva basada en datos secundarios: normativo, teórico, histórico y estadístico
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agronegocios |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 28 |
PROCESOS DE COCENTRACIÓN EMPRESARIAL EN EL ESPACIO DEL PEDEMONTE Y LLANURA ORIENTAL DE TUCUMÁN (#8416)
Carla Gras 1; Facundo Zorzoli
21 - CONICET-UNSAM. 2 - IDAES-UNSAM.
Abstract:
A lo largo de los últimos veinte años se han verificado importantes cambios en los mundos agrarios de Argentina, asociados a la consolidación del agronegocio como modelo productivo. La expresión concreta del despliegue de esta lógica de acumulación de capital en el agro en los diversos espacios del país ha sido diversa en función de la capacidad diferencial de los actores para apropiarse de los componentes del nuevo modelo, así como de las características socio-históricas y agro-ecológicas de los espacios en los que se inscribió.Procesos de concentración de la producción e intensificación de los requerimientos de capital en los esquemas productivos agrarios han resultado tanto en diferentes formas de exclusión, nuevos modos de subordinación al capital y procesos de heterogeneización de los diferentes actores. En este trabajo nos proponemos abordar la inscripción particular del proceso de intensificación del capital en la producción agraria y sus traducciones en el espacio pedemontano y llanura oriental de la provincia de Tucumán. En base a las trayectorias de cada empresa y a estrategias desplegadas tales como la integración de cadenas de valor y/o la articulación horizontal de diferentes actividades en tanto oportunidades de negocios y valorización del capital, buscamos indagar entonces los procesos de concentración empresarial relativa las tres actividades productivas más importantes (caña-limón-granos) y agro-industrias asociadas en el espacio tucumano.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 28 |
Los campesinos y el desarrollo rural en México (#0850)
Fernando Saavedra Peláez 11 - FLACSO México.
Abstract:
Las políticas agrícolas en México suponían que era imposible mantener a las economías agropecuarias campesinas insertas parcialmente en el mercado de la producción, y que su empobrecimiento conduciría a la desaparición de las formas de producción campesinas. Sin embargo, se mantiene el autoconsumo, el uso de mano de obra familiar y aumenta la venta de mano de obra de estas familias, convirtiéndose en semi-asalariados necesarios para el mercado de trabajo rural y para el de las empresas agroexportadoras. Esta ponencia discute algunos conceptos puestos en juego con base en la información de los dos últimos censos agropecuarios y la encuesta más reciente sobre el sector. A partir de los años 90 la política agrícola ha privilegiado a los grandes productores comerciales y ello ha producido una precarización de los pequeños productores. El que un grupo importante de la población rural no acceda a los beneficios del desarrollo (marginación) oculta que en términos estructurales los pequeños productores agrícolas dada su situación patrimonial y acceso a recursos, entre otros, están al margen (marginalidad) del proceso económico en general. El problema de los pequeños productores en general (Appendini, K. 2014; Eakin, H., H. Perales, K. Appendini, and S. Sweeney 2014; Yúnez Naude, A., J.E. Taylor, and J. Becerril García. 2000; Saavedra F. y Rello F. 2012) ha sido estudiado desde diferentes perspectivas. La información del VII Censo Agrícola-Ganadero 1991 y del 2007 muestra que cerca del 80% de los responsables de las unidades de producción rurales continuaban laborando en los predios de su propiedad o bajo su control sin recibir remuneración alguna, lo que implica que continúa dándose una estructura de producción campesina o al menos desvinculada del mercado de trabajo. El análisis de la información realizado permite sostener que la pequeña producción agrícola se mantiene aún, y que nuevamente es incluida en las políticas públicas, pero nombrada como agricultura familiar de susbsistencia (FAO, 2016).[1] [1] La FAO señala que tanto la Agricultura Familiar como la Agricultura Familiar de Subsistencia tienen en común: (1) la creciente multiactividad de los agricultores y de los miembros de sus hogares; (2) el lugar en donde se desarrolla la actividad productiva coincide con o se encuentra muy cerca del lugar de la vivienda y (3) la explotación del predio depende directa y principalmente de la fuerza de trabajo familiar, sin prejuicio del empleo ocasional en otras actividades o de la contratación de mano de obra temporal. Sin embargo, mientras que la mayor parte de la producción desde la Agricultura Familiar se destina al mercado, la producción desde la Agricultura Familiar de Subsistencia es fundamentalmente para el consumo familiar (autoconsumo).
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
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Ponencia: Despojos de la unidad productiva familiar frente a los ajustes espacio temporales en la transición desarrollista-neoliberal: el caso de las Unidad Productiva de Potrero Grande, Buenos Aires de Costa Rica frente a los proyectos del Estado (1963-1983). (#0906)
Francis Muñoz Calvo 11 - Universidad Estatal a Distancia.
Abstract:
Los diversos cambios en el sistema político e institucional costarricense a mediados de S.XX promovieron diversas transformaciones en el ámbito de la producción agrícola del país centroamericano. La configuración de un fuerte aparato institucional basado en la injerencia directa del Estado sobre actividades clave de la economía motivó la estimulación de la producción de granos básicos en todas las regiones del país luego de la década de 1950 (Fernández; 2003). Dos instituciones fueron elementos claves en esta profunda transformación económica productiva: El Consejo Nacional de Producción (CNP) y las Juntas Rurales de Crédito (JRC), que permitieron la conformación de un circuito económico productivo regionalizado capaz de volver a Costa Rica un país auto-sustentable en el abastecimiento de granos básicos como el arroz, el maíz y los frijoles. La puesta en marcha de los Planes de Ajuste Estructural (PAES) en la década de los ochentas tuvo como finalidad llevar a cabo una modernización neoliberal de la estructura económica (Edelman, 2005) y del Proyecto Histórico Neoliberal en el país (Vargas, 2016), que a partir de ese momento pondría sus esfuerzos en la apertura económica y la estimulación de las exportaciones. Este es el contexto de transformaciones que impactan de manera sensible a todo el sector económico agrícola del país y que permite entender el deterioro de las distintas unidades económicas agrícolas dedicadas a los granos básicos, pero sobre todo el detrimento de la unidad productiva dedicada a la producción de granos básicos en la región de Potrero Grande en la zona sur de Costa Rica. Nuestro objetivo general es el estudio de éstos cambios para comprender la actualidad de dichas unidades agrícolas en la región sur del país. A través de la noción de ajustes espacio temporales y destrucción creativa (Harvey, 2008) analizaremos las transformaciones ocurridas con los PAES durante la década del ochenta, como una crisis fomentada por la dinámica del capitalismo mundial ante la crisis del modelo desarrollista y el consecuente despojo (Gilly y Roux, 2015) de unidades productivas agrícolas en una región ancestralmente agrícola y campesina que vivió los embates de la modernización capitalista en dos etapas. Primero la etapa desarrollista que implicó un gran desplazamiento institucional hasta la zona sur a mediados de S.XX y sus proyectos de infraestructura en la región. Y segundo, durante la década de 1980, el momento en que toda la estructura institucional abandona el apoyo al sector agrícola de granos básicos. Con el estudio del lapso de tiempo indicado queremos comprender mejor la actualidad de un territorio (Mancano, 2014; Haesbaert, 2016) en disputa entre la agricultura local familiar y la agro industria que se ha apropiado de la región a través del monocultivo extensivo de piña.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 28 |
¿Diversificando o resistiendo? (1950-2010) (#0943)
Diana Andrea Sotelo 11 - UNNE- INTA.
Abstract:
La decadencia del algodón (1953), transformó a la provincia del Chaco (noroeste de la República Argentina) de una provincia que recibía mano de obra a ser expulsora. (Roze, 2007) Esta situación estuvo marcada por el reemplazo de la fibra natural por artificiales y sintéticas y por la caída de la capacidad adquisitiva del salario, significando la quiebra de la pequeña producción algodonera. Brodersohn, Slutzky y Valenzuela (2009) hacen hincapié en la imposibilidad de acumular capital en un sector de productores agrícolas. Refiriéndose a la pequeña producción familiar que continuó con la producción algodonera, debido a la carencia de posibilidades objetivas para encarar otro tipo de producción que le demandarían tierra y capital. Es decir, la consecuencia es que las explotaciones por debajo de las 25 hectáreas de algodón entran en una tendencia progresiva a la descapitalización, con la consecuente compra de predios o arrendamiento de productores fulminados por la crisis. Los productores algodoneros que sobrevivieron a esta situación, comenzaron con un proceso de diversificación aumentando la superficie de otros cultivos no tradicionales. Vendieron algunas maquinarias fortaleciendo el círculo vicioso y acelerando el proceso de descapitalización y disminuyendo sus oportunidades de reingresar al mercado. Además, alquilan las tierras, motivo por el cual la migración hacia centros urbanos se presentan como la alternativa más atractiva para el desarrollo personal. También “prestan las tierras” para pastoreo de animales, entre su círculo intimo, con arreglos informales que resultaron en beneficios económicos a futuros o sosteniendo las redes de contención emocional existente. Algunos, buscaron distintas estrategias para rearmarse en su condición de trabajadores. Los conceptos de multiocupación o pluriactividad cobran relevancia en esta etapa caracterizando a miles de productores con nostalgia de algodoneros. Aparecen un abanico de situaciones, que los encuentra con la ventaja de saber moverse en escenarios nuevos, sin peligro de quedar paralizados. Posicionándose en actividades que hasta ese momento eran consideradas de autoconsumo o marginales. La rentabilidad se corresponde a la iniciativa, perseverancia y creatividad de quienes las realicen, aunque este proceso es lento en el afianzamiento de los nuevos rubros. El proceso de socialización laboral pasa por la constante incorporación del concepto de búsqueda de trabajo o actividad rentable, para “ganarse la vida”. En algunos casos iniciando actividades como la apicultura y la ladrillería. Por lo tanto, la actividad laboral en este período se la puede clasificar de esta manera: Trabajadores urbanos asalariados o autónomos. Productores rurales en distintas producciones. Peones rurales asalariados. En este breve recorrido por la historia laboral de familias, se presentan distintas combinaciones de situaciones laborales, que representan las relaciones de dependencia e independencia con trabajo rural y urbano.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 28 |
Os desafios da inserção de produtos da agricultura familiar ao mercado: um estudo sobre o sul catarinense (#1374)
Dimas De Oliveira Estevam 1; Vanda Jandira Dala Dos Santos
1; Giovana Ilka Jacinto Salvaro
11 - UNESC.
Abstract:
O presente resumo faz parte de pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Desenvolvimento Socioeconômico, Agricultura Familiar e Educação do Campo (GIDAFEC)[1]. Historicamente, evidencia-se que agricultores familiares produzem e comercializam seus produtos transitando entre a formalidade e a informalidade. No Brasil, embora, haja um conjunto de políticas públicas de apoio à comercialização da agricultura familiar, como são o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), os quais reforçam a produção de alimentos, contudo, ao mesmo tempo existe um quadro regulatório restritivo que exclui grande parte dos agricultores familiares do mercado. Mesmo com todas as barreiras impostas pela legislação, o Brasil possui um vasto mercado de produtos da agricultura familiar. Esses produtos estão cada vez mais valorizados pelos consumidores, que buscam produtos diferenciados e saudáveis. Essas transformações remetem a críticas ao sistema agroalimentar dominante e abrem novas perspectivas para a produção de alimentos da agricultura familiar. Contudo, ao mesmo tempo em que os produtos artesanais passam a ser valorizados pelos consumidores, os conhecimentos tradicionais dos agricultores familiares estão desaparecendo devido as rápidas mudanças que o meio rural vem passando, nas últimas décadas, em função de alterações na legislação, principalmente as sanitárias que restringem a comercialização em função de exigências, muitas vezes, incompatíveis com a produção familiar de pequena escala. O presente resumo tem por objetivo verificar os desafios enfrentados pelos agricultores familiares para inserirem seus produtos ao mercado no sul catarinense. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com base em fontes documentais e entrevistas realizadas com agricultores filiados a cooperativas de agricultores familiares da região sul catarinense. Os resultados obtidos evidenciam que os agricultores produzem alimentos para o mercado tradicional e programas governamentais, também para o autoconsumo, em feiras e em suas residências. [1] O presente resumo é resultado de um Plano de Trabalho (PIBIC) aprovado pelo Edital nº 09/2016 (Unacsa/ Unesc), vinculado ao projeto financiado pelo Edital MCTI/CNPQ/MEC/CAPES nº 22/2014.
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Dinâmicas socioprodutivas e qualidade de vida dos agricultores familiares do município brasileiro de Valença-BA (#1722)
Célia Maria Pedrosa 11 - IF Baiano.
Abstract:
Este estudo analisou as dinâmicas socioprodutivas e a qualidade de vida dos agricultores familiares do município de Valença, localizado no estado da Bahia, região nordestina do Brasil. O Município possui uma população rural cuja média é superior à média nacional e sua produção agrícola relaciona-se principalmente às culturas da mandioca, dendê, guaraná, cacau, pimenta do reino e cravo. Foram aplicados questionários aos agricultores familiares, em uma amostra aleatória de 10% de sua totalidade. Também foi feito um estudo de caso em uma comunidade rural, visando uma abordagem qualitativa de suas dinâmicas socioprodutivas. As análises apontaram que o agricultor familiar se insere na cadeia produtiva pela via inferior, ou seja, comercialização com baixo valor, com impactos na renda, na qualidade de vida e no desenvolvimento territorial. Somente 8% dos entrevistados são beneficiados pelo sistema público de abastecimento de água. Não há coleta de resíduos sólidos e o esgoto é lançado no solo ou em fossas negras, o que sugere a criação de programas de que visem orientar a implementação de fossas sépticas e seu posicionamento adequado, de modo a evitar a contaminação dos recursos hídricos. Foram verificadas poucas práticas de agricultura orgânica e o uso de agrotóxico ocorre sem a correta orientação, já que 80,8% dos entrevistados declararam que não recebem assistência técnica. Observaram-se relatos de perda da mercadoria a ser comercializada devido à precariedade de transporte e às condições das estradas vicinais, que em dias de chuva, ficam intransitáveis. Outra dificuldade referiu-se a ausência ou precariedade de embalagem dos produtos para a venda, o que acarreta sua danificação e perda. No estudo de caso feito na comunidade rural da “Derradeira”, foram observadas as mesmas situações. Destaca-se a existência da “casa de farinha”, equipamento presente em quase todas as comunidades rurais da região. Trata-se de um barracão rústico, onde a mandioca é processada e transformada em farinha, alimento típico da culinária nordestina, cuja tradição remonta aos povos indígenas. A casa de farinha da comunidade estudada constitui-se de um espaço coletivo importante para a geração de renda, mas carece de adequação às condições higiênico-sanitárias mínimas, além de substituição de maquinário para que o processo produtivo se torne mais eficiente. Os agricultores familiares da comunidade da “Derradeira”, assim como de toda zona rural do município, vendem a farinha de mandioca a “atravessadores” que pagam um baixo valor ao produto. Possivelmente esta é a realidade da maioria dos agricultores familiares do nordeste brasileiro, o que sugere políticas garantidoras do fluxo dos produtos gerados por este seguimento, como forma de melhorar sua renda.
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Agricultura familiar: resistência ao avanço do agronegócio (#2405)
Elissangela Alves Fernandes 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Abstract:
O presente trabalho propõe uma reflexão para compreender como pequenos agricultores familiares da região sertaneja do Seridó, no Nordeste do Brasil, sobrevivem numa era de globalização e financeirização crescentes da economia mundial e latino-americana. No trabalho sugiro que a resposta aponta precisamente para a permanência e renovação dos laços comunitários de longa tradição na região do Seridó, preservados até hoje. Esses laços de solidariedade tradicional, assentados em grande parte na sobrevivência da fé religiosa católica permeada por uma visão comunitarista, têm sido fertilizados, desde os anos 1960, pela difusão do sindicalismo rural e de práticas educativas sustentadas sobretudo pela Igreja Católica, com forte valorização da educação escolar (na região, a educação pública se caracteriza por índices de excelência), dos laços associativos e da cultura local fundada em um peculiar elemento de identificação regional que recupera e transmite as expressões culturais do povo trabalhador do campo, sobretudo pequenos proprietários familiares. Nesse sentido, é importante abordar o papel da Igreja Católica e mesmo de outras expressões religiosas mais recentes, dos sindicatos, das associações locais, dos meios de comunicação (rádios comunitárias), e mesmo daqueles vínculos sociais típicos da chamada sociabilidade primária, tais como os de família, os laços de parentesco e de compadrio, porém com reflexos positivos na ação pública de sujeitos subalternos porque submetidos aos tentáculos do capitalismo global, mas que resistem à assimilação e à aniquilação como grupo social, permanecendo como protagonistas de sua própria vida. Nesse sentido, o trabalho faz um diálogo (crítico) com a noção bourdiesiana de habitus e com a noção de capital social, de Robert Putnam, para contribuir no enriquecimento de uma investigação que não se limita a repetir teorizações referenciadas na cultura social europeia, porém, ao contrário, busca nas tradições regionais e nas experiências contemporâneas de associativismo e de protagonismo ativo de parte das classes populares as pista para entender como elas preservam sua identidade e defendem um espaço minimamente relevante de relativa autonomia. As políticas recentes de apoio à agricultura familiar, por parte do governo federal, sob o comando do Partido dos Trabalhadores, no Brasil, contribuíram para que a agricultura familiar sobrevivesse, tivesse um alento e mostrasse sua capacidade de abastecer as regiões metropolitanas do País com produtos que compõem a mesa do brasileiro médio, a despeito do grande avanço do agronegócio em todas as regiões brasileiras, com sua tendência à monocultura destruidora dos ecossistemas regionais. Mas essas políticas não teriam obtido o êxito que demonstraram se não encontrassem nos níveis regional e local uma forte tradição de associativismo e de resistência cultural. É isso que esse trabalho procura demonstrar.
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A reprodução camponesa no Programa Nacional de Crédito Fundiário: um estudo de caso em sociologia rural. (#2453)
Leonardo Borges Reis 1; Anderson Bem
11 - IFMS.
Abstract:
O presente trabalho tem por objetivo a apresentação dos resultados iniciais de uma investigação empírica realizada no município brasileiro de Jardim, Estado de Mato Grosso do Sul, com assentados do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) do assentamento denominado Quero-quero. A investigação das condições da reprodução camponesa nos marcos da chamada Reforma Agrária de Mercado (RAM) desvelou aspectos contraditórios dessas políticas de mercado para o mundo rural. Incapaz de sanar as desigualdades históricas associadas à questão fundiária, no município de Jardim a criação de tais assentamentos concorreu e ultrapassou a política desenhada pela reforma agrária redistributiva, conforme o desenho da Constituição Federal de 1988. Com altos índices de concentração fundiária, a região sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul, na qual se inclui o município de Jardim, tem registrado diversos movimento de luta pela terra desde o final da década de 1990. No intuito de compreender tal dinâmica espacial em que se insere o assentamento estudado, nossa investigação teve por metodologia a definição de dimensões externas e internas ao espaço rural do Quero-quero. Mais do que levantar e classificar os extratos de rendas gerados no assentamento, nossa intenção concentrou-se em demonstrar as estratégias familiares traçadas para garantir a heterogeneidade de um modo de vida e a capacidade de resistência camponesa aos ditames externos do mercado. O dilema dos programas guiados pelo ideário do RAM estão justamente aí, se antes o Estado já definia o significado de "ser produtor" de maneira rígida e associada aos ditames do imaginário social hegemônico, com o PNCF a delimitação do produtivismo será ainda maior. Aqui, conforme notamos in loco, não há espaço para a reprodução da vida camponesa fora dos ditames dos valores de troca. O produtivismo está organicamente ligado à demanda hipotecária, pelo lócus do mercado de terras e de sua dinâmica alimentadora da renda da terra. O centro da disputa camponesa, por fim, consiste em acentuar a diversidade de significações possíveis do mundo rural (espaço de vida, ator coletivo diferenciado, etc.) através de aspectos naturais, sociais, estéticos e culturais e, assim, assegurar seu valor e integridade para o conjunto da sociedade. Nas suas formas concretas de reprodução, os assentados do Quero-quero criam relações de produção diferentes daquelas definidoras do próprio capital, contudo, estão submetidos a uma relação indireta de dominação.
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Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar: Signo de Identidade da Agricultura Familiar Brasileira. (#2621)
Simone De Brito Barreto 1; Mauro Eduardo Del Grossi
1; Camila Barreiros Barbieri
1; Jurandi Teodoro Gugel
21 - Universidade de Brasília. 2 - EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA E EXTENSÃO RURAL DE SANTA CATARINA.
Abstract:
A finalidade deste trabalho é provocar uma discussão sobre a identidade da categoria social da agricultura familiar tendo o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar - Sipaf como sinal identificador. O Sipaf é uma política pública brasileira criada em 2009 no Governo Lula, atendendo uma demanda dos movimentos sociais, que reivindicavam um instrumento que propiciasse o conhecimento da sociedade sobre a origem dos alimentos consumidos, e que segundo o último Censo Agropecuário abastecia em grandes proporções a mesa dos brasileiros. O uso do SIPAF é de caráter e adesão voluntária, gratuito e representa um sinal identificador de produtos oriundos da agricultura familiar, cujo objetivo é fortalecer sua identidade social desta categoria perante os consumidores, informando e divulgando a presença significativa da agricultura familiar nos produtos e serviços que chegam aos lares brasileiros. Os símbolos carregam uma carga de identidade e pertencimento que remete os indivíduos aos seus lugares de origem social, contribuindo para a manutenção da memória viva em um mundo cada vez mais globalizado. A construção de uma identidade favorece a criação de laços sociais entre pessoas que não se conhecem, mas que fazem parte de um mesmo grupo. Contudo, a criação dessa identidade é um processo em constante mutação, haja visto que as pessoas evoluem permanentemente. Com a categoria agricultura familiar isso não é diferente. Identificar a categoria dos agricultores familiares significa ter o conhecimento e o entendimento das suas singularidades e significados, tendo como base principal a família, inserida num contexto de diversidade produtiva e de reprodução social. O Sipaf surgiu como um reconhecimento oficial dos valores dessa forma de fazer agricultura, ressaltando: sua importância para a produção de alimentos no Brasil e no mundo; a sua singularidade de poder inserir no sistema produtivo todos integrantes da unidade familiar; garante a presença da figura humana na agricultura e a absorção da mão de obra rural; favorece a qualidade de vida do homem no campo; e incentiva a produção de alimentos vinculados a manutenção da natureza e dos costumes alimentares que contam a história de um povo. Ao longo dos 07 anos de sua implementação, o selo já conta com aproximadamente 1.600 permissionários, com mais de 18 mil produtos que já utilizam a marca da agricultura familiar brasileira – Sipaf, beneficiando aproximadamente 140 mil agricultores familiares, quer sejam agricultores individuais ou inseridos em associações e cooperativas, quer dos agricultores que fornecem matéria prima às empresas. O Sipaf propicia a construção de uma identidade de autoafirmação para os agricultores familiares e traz consigo a possibilidade de ampliar o reconhecimento da categoria frente a sociedade brasileira, ampliando o conhecimento sobre essa forma peculiar de fazer agricultura e de grande importância, econômica, social e ambiental para o país.
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Economía campesina, presencia de cultivos de uso ilícito y economías de enclave en Colombia. Retos para el campesinado de la región del Catatumbo frente a la implementación de los acuerdos de paz firmados entre el gobierno nacional y las FARC – EP (#2896)
Natalia Carolina Ochoa Ulloa 11 - Universidad Nacional de Colombia.
Abstract:
La aparición de los cultivos de uso ilícito a gran escala en Colombia (Marihuana, amapola y coca) se remonta a la segunda mitad del siglo pasado y sus orígenes están altamente relacionados con la ausencia y abandono por parte del Estado en las regiones periféricas y de difícil acceso. El desarrollo de estos cultivos ha generado una serie de transformaciones en la economía de las regiones y particularmente en la economía familiar y campesina; en este sentido, el caso del Catatumbo es clave para el análisis de dicha situación, ya que el campesinado de esta región no solamente se ha visto influenciado por los cultivos de hoja de coca, sino que ha sido afectado por el desarrollo histórico de mega proyectos de explotación y extracción de recursos naturales, sumados a la presencia histórica de diferentes actores armados que han acrecentado las condiciones de conflicto social, político y armado. Actualmente la política estatal de “Lucha contra el terrorismo” y “Lucha contra las Drogas” enfoca su accionar en el ataque a los cultivos de uso ilícito, situación que ha acrecentado las condiciones de marginalidad y vulnerabilidad de los cultivadores y sus familias, pero además ha fortalecido la organización social campesina y las expresiones de movilización en la región del Catatumbo. La coyuntura actual frente al Acuerdo Final para la Terminación del Conflicto y la Construcción de una Paz Estable y Duradera firmado el mes de Noviembre entre el Gobierno Nacional y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo FARC – EP plantea una serie de retos para el campesinado en el Catatumbo, ya que dentro de sus componentes incluye puntos relacionados específicamente con la sustitución de cultivos de uso ilícito y con el desarrollo agrario. La presente ponencia busca abordar dichos retos, de cara al desarrollo de la economía familiar y campesina en la región del Catatumbo y su relación con la economía de la hoja de coca, la extracción petrolera y el desarrollo del conflicto político y armado en el territorio.
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Prácticas de los pequeños productores por seguridad y soberanía alimentaria en el sur de México (#3595)
Hector Fletes Ocon 1;
Guadalupe Ocampo Guzman
11 - UNACH.
Abstract:
En la medida que se revelan las profundas contradicciones y debilidades del sistema alimentario promovido por la ideología del neoliberalismo y los diferentes grupos de poder, han surgido numerosas resistencias y propuestas para revertir esta situación. Estas movilizaciones cuentan con diferente perfil. Se encuentra desde las redes alimentarias alternativas hasta un consumo reflexivo, pasando por las luchas por la soberanía alimentaria (Busch, 2016; Rieff, 2016; Rodríguez, 2013). A pesar de sus debilidades y contradicciones, estas acciones de resistencia convergen en cuestionar las formas social y ambientalmente degradantes de la agricultura industrial en boga, y los circuitos mercantiles con ella asociados. En la presente comunicación se discuten estos procesos a partir de las prácticas y significados que defienden los pequeños productores agrícolas en el sur de México, específicamente en la región de Comitán, en Chiapas, que se caracteriza por formas de producción campesina, y que a su vez, presenta una reconfiguración agrícola relativamente reciente de carácter industrial. En este entorno tales prácticas rebasan la noción de seguridad y se adentran en estrategias hacia soberanía alimentaria. El análisis se realiza en el contexto del debilitamiento, en México, de la estrategia de seguridad alimentaria nacional, de la reconfiguración de las cadenas productivas y del desanclaje entre agricultura y agroindustria. Situación que ha conducido a una agudización de los problemas de inseguridad alimentaria en México y Chiapas, principalmente en zonas rurales (Tetreault, 2012; González, 2013; Fletes y Lozano, 2015). Cabe señalar que a pesar de que se ha incluido el tema de seguridad alimentaria en la estrategia de desarrollo agropecuario, los diferentes políticas y programas establecidos no han tenido los efectos esperados, puesto que no se han considerado los diferentes contextos agroecológicos de producción y la vulnerabilidad social y ambiental a que están sujetos los agricultores. En particular la estrategia de “reconversión” productiva que se ha realizado en varios estados del país, mantiene fuertes contradicciones. En la primera parte de la comunicación se discuten los componentes del cambio en la estrategia de seguridad alimentaria en México. Posteriormente se presentan las alternativas políticas que diferentes grupos están proponiendo. En el apartado que le sigue se analiza el perfil de las prácticas y discursos sostenidos por los pequeños productores de la región arriba señalada. Se concluye con algunas reflexiones finales.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
Los procesos de la agricultura familiar en las comunidades Tsotsiles del Municipio de Chenalhó, Chiapas, México (#4300)
Elsa Patricia Vázquez Pérez
1;
María Guadalupe Ocampo Guzmán 1;
Héctor B. Fletes Ocón
1; Jesús Madera Pacheco
11 - Universidad Autónoma de Chiapas.
Abstract:
Actualmente el desarrollo de las actividades de la agricultura familiar resulta imprescindible para alcanzar la seguridad alimentaria. Más de tres mil millones de personas que viven en áreas rurales pertenecen a familias que se dedican a la producción en este sector. La agricultura familiar produce y aporta gran parte de los alimentos que se consumen en el mundo. La agricultura familiar está estrechamente relacionada con el ambiente y con el desarrollo territorial. En la región V Altos Tsotsil-Tseltal de Chiapas, se desarrolla una agricultura de autoconsumo, cuya producción se organiza de manera familiar y se basa principalmente en el sistema milpa tradicional. Sin embargo, esta agricultura se ha ido transformando debido a diversos factores económicos, políticos, sociales y ambientales. En las comunidades de la región se identifican nuevos procesos productivos y organizacionales de la agricultura familiar que se han generado por la implementación de diversas estrategias y/o alternativas productivas en la producción agrícola de autoconsumo y comercial. Por ello el objetivo de esta ponencia es explicar los procesos de la agricultura familiar en cuatro comunidades del municipio de Chenalhó, Chiapas, en donde han surgido nuevos escenarios socio-productivos que han impactado la organización comunitaria, la producción local y las condiciones de vida de la población. Palabras clave: Agricultura familiar, desarrollo territorial, actores sociales, organización y producción local.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Trabajo |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
La agricultura familiar en Misiones. Particularidades y características de una clase social que no desaparece. (#6461)
Daniel Alberto Re 11 - Lic. en Sociología (UBA), Magíster en Ciencias Sociales del Trabajo (UBA) y Doctor en Ciencias Sociales (UBA). Se desempeña actualmente como docente universitario en Misiones (UNaM) y en Buenos Aires (UBA)..
Abstract:
El concepto de agricultura familiar es muy amplio y controvertido, muchas veces se alude al trabajo de los diferentes miembros de la familia como una forma de caracterizarlo, otras a la diversificación productiva, e incluso puede referir a las diferentes formas de comercialización como la venta en grupos o en cooperativas. Pero la característica fundamental es sin duda la producción de bienes destinados para el mercado en espacios donde convive la unidad de producción con la unidad familiar. Ya los clásicos de la sociología general (Kautsky, Chayanov, Marx y Lenin) se preguntaban sobre las características y particularidades del campesinado (si dentro de esta categoría podemos incluir a la agricultura familiar) y la forma de relacionarse con los medios de producción. Pero más allá de las diferencias a la hora de caracterizar a los distintos actores sociales y el debate sobre la desaparición y/o persistencia de los pequeños productores en el ámbito rural, todos coinciden en señalar que la tendencia principal del capitalismo en el agro es la modificación de la estructura social agraria, donde los campesinos y pequeñas unidades de producción tenderán a migrar hacia la burguesía o el proletariado como consecuencia de los mecanismos de concentración capitalista. En Misiones, provincia con una larga historia de campesinos y pequeños productores rurales, las discusiones en torno a la desaparición o persistencia de la agricultura familiar parecen estar más vigentes que nunca. Con este objetivo, el presente trabajo se pregunta por las características actuales que tiene este tipo de unidades de producción. Para ello propone en primer lugar una sistematización de conceptos e ideas que nos permitan acercarnos a nuestro objeto de estudio, preguntándonos sobre las diferencias existentes (si es que las hay) con el campesinado propiamente dicho y los “colonos”, como se los conoce en la región. Por otro lado, mediante el uso de entrevistas a productores y sus familias realizadas durante los años 2016 y 2017 en la provincia de Misiones, se señalan algunas de sus características actuales, al tiempo que se intenta describir la evolución de este tipo de unidades de producción.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
A produção artesanal/informal de queijo no Brasil: um saber-fazer negado pelas normas sanitárias oficiais (#4510)
Evaristo José Lima Neto 11 - UFMA.
Abstract:
Nos últimos anos, em função de epidemias como da “vaca louca” e da “gripe aviária” os mercados agroalimentares vêm sendo fortemente influenciados por um paradigma de qualidade pautado nas características sanitárias e higiênicas dos produtos. Desde então os mercados locais e informais, vêem sendo pressionados para se adequarem às exigências das regras “impessoais” de higiene e sanidade, justificadas pelo apelo a defesa da saúde pública e bem-estar do consumidor. No Brasil a legislação sanitária justificada como instrumento de garantia da saúde pública, tem funcionado como um forte obstáculo a produção e consumo de produtos artesanais, oriundos de estabelecimentos informais. Observa-se, no entanto que as tentativas de adequação às normas sanitárias vigentes, têm implicado em uma forte seleção e uma alta taxa de mortalidade para os empreendimentos informais, não apenas pelos custos econômicos desproporcionais à escala das suas atividades, como também pela negação do modo de organização e das formas de conhecimentos tradicionais (saber-fazer) relacionados às suas práticas produtivas. Neste sentido, este trabalho tem por objetivo analisar as implicações da introdução de normas sanitárias no funcionamento do mercado do leite no estado do Maranhão- Brasil, tomando por referência o processo de implantação das Instruções Normativas 51 e 62 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento- MAPA e sua repercussão para os produtores informais de queijo desse mercado. Por meio dos aportes da Sociologia Econômica, procuro verificar como produtores informais de queijos se inserem nesse mercado, acionando critérios próprios sobre o que consideram como a qualidade do leite produzido, por vezes distintos dos critérios estabelecidos na legislação oficial. Para estudar este processo que entendo ser de construção de uma nova convenção de qualidade, utilizarei abordagens teóricas da chamada Socioeconomia das Convenções (Boltanski &Thevénot, 1991; Salais, 2003; Allaire, 2013), que apontam para a necessidade da observação dos processos de estabelecimento de critérios de qualidade, como momento preliminar ao estabelecimento do intercâmbio mercantil de produtos agrícolas. Neste contexto, a partir do modelo das cites elaborado por Boltanski;Thevénot (1991) foi possível identificar os produtores informais de queijo ao mundo doméstico. Análise empírica se deu a partir da observação e entrevistas realizadas junto a produtores da microrregião de Imperatriz/ Maranhão/Brasil. Os dados analisados permitiram situar minimamente os entrevistados no contexto socioeconômico e produtivo da região, esboçando o repertório do conjunto de recursos mobilizados pelos entrevistados em suas ações, bem como a coleção de “seres” que compõe o universo domestico da produção de queijo (Dodier, 1993). Este procedimento abriu caminho para então se proceder a identificação dos modos de avaliação que utilizam para justificar suas posições e coordenar suas ações, bem como os mecanismos de classificação e julgamento através dos quais conferem qualidade às pessoas e aos objetos com que interagem.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Trabajo |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
La reconfiguración del trabajo familiar campesino de Zacatecas, México (#4282)
Humberto De Luna López 11 - Universidad Autónoma de Zacatecas.
Abstract:
Resumen Cuando se habla del campesinado, regularmente se le asocia a la pequeña producción para el autoconsumo, al dominio o el control legal de un predio que suele ser de temporal, el uso del trabajo familiar, su función pluriactiva o multifuncional, porque su actividad productiva en la tierra suele realizarse en menos de un año, así que el resto del año se emplea en otras actividades productivas asalariadas y a esto se suma que funciona como una formación social que se encuentra en el margen del modelo de oferta y demanda del libre mercado, porque su objetivo no es la acumulación. Cuando se emplean en trabajos asalariados, sus ocupaciones suelen ser precarias. Este trabajo, explica las características de los trabajos de los miembros de las familias campesinas de 29 localidades del estado de Zacatecas, en México. Primero, se describe el contexto rural, caracterizado por la orografía accidentada, el predominio de la flora y la fauna silvestres, la existencia de caminos de terracería y hogares construidas con tierra y techos de lámina, con predominio de prácticas de actividades primarias y extractivas. En segundo lugar se exponen los elementos teóricos del trabajo y las categorías en que se desdoblan para explicar los rasgos de las actividades productivas en la población rural. El trabajo es entenido como una actividad productora de bienes y servicios; que se desdobla en las categorías, asalariado porque se recibe un pago a cambio de lo realizado (dentro de la economía formal o como trabajo precario) y el no asalariado, porque las actividades se efectúan en los márgenes del traspatio y la parcela. En segundo lugar, se exponen los aspectos metodológicos, que implica la manera en que los elementos teóricos son convertidos en expresiones/oraciones cerradas de opción múltiple, que posteriormente son preguntadas a la población tamaño de muestra, considerada campesina. Esta parte metodológica, vinculada a la teoría, se aplicó a 1057 encuestados de 29 localidades rurales de Zacatecas. En tercer lugar, la descripción de resultados, en los cuales destaca la configuración de los trabajos de las familias campesinas, que en tanto mano de obra se distribuyen en el año en sus parcelas y el traspatio, como actividades no asalariadas pero productoras de bienes y servicios; también como mano de obra precaria adquiriendo la figura de jornalero u obrero general y, como trabajo formal decente, adquieren la forma de maestros, médicos, licenciados (en derecho, en economía, en contaduría y administración, entre otros) pero son los menos. La reconfiguración a trabajo decente, representa una modificación relevante en las familias campesinas, porque de pasar a ser multifuncionales precarios, buscan mecanismos que les permita transitar a convertirse en trabajo formal, con las prestaciones económicas que todo trabajador tiene derecho a acceder. Palabras clave: trabajo precario-decente, rural-urbano, política económica
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
Cambios en la producción familiar entre el 2000 y el 2011: un análisis de cohortes en base a los Censos Agropecuarios (#4574)
Joaquín Cardeillac Gulla 11 - Departamento de Sociología - UdelaR.
Abstract:
Fundamentación En el Uruguay, entre el año 2000 y el 2011 desaparecieron aproximadamente 12.000 explotaciones agropecuarias; es decir, casi una de cada cinco de las explotaciones censadas en el 2000 no existen más una década después. Con ese proceso como marco, en este artículo se realiza un estudio exploratorio orientado a profundizar en las diferencias por edad y por tipo de productor que se observan en las entradas y salidas “netas” de productores agropecuarios, según el estrato de tamaño de los mismos, a partir de los micro-datos de los Censos Generales Agropecuarios de 2000 y 2011. Problema Los cambios en el número de explotaciones agropecuarias se dan como resultado de las entradas y salidas de la actividad de los encargados de dichas explotaciones. Como afirma Smith (1987) las entradas y las salidas tienen tres componentes: El primer componente, regular y predecible, es el envejecimiento y retiro. El segundo, más variable, es la salida anticipada de productores en edad activa. El tercero, es la tasa de entrada de nuevos productores. Una forma de estudiar estos componentes es construir cohortes de productores. La variable edad permite “etiquetar” a los productores de un Censo a otro. Un productor no puede “dejar” su cohorte: si entra o sale de la producción agropecuaria, ese movimiento será perceptible, salvo que sea compensado por un movimiento con sentido opuesto realizado justo por otro productor de su misma cohorte. Datos y método Para esta presentación se procedió a distinguir entre explotaciones familiares (con 50% o más de trabajo no remunerado) y explotaciones no familiares (predominio de trabajo remunerado) y luego se construyeron tramos de edad quinquenales para estudiar las entradas y salidas de la actividad tanto para el caso de los establecimientos familiares como no familiares. Resultados Las entradas y salidas de la producción entre 2000 y 2011 se dan de modos distintos en las explotaciones que se basan en trabajo no remunerado y trabajo remunerado. Entre los productores empresariales, el porcentaje de entradas a la producción de las cohortes “jóvenes” es una vez y media mayor al de la producción familiar. Además, el porcentaje de salidas de las cohortes en edad de retiro es un 40% mayor entre los productores familiares, comparado a los no familiares. Más allá de los “retiros anticipados” observados para el caso de los productores familiares, el grueso de las salidas de la producción se produjo en edades de retiro. Entre los PF, las salidas de productores mayores de 61 años fueron tres veces y media más que las entradas entre los menores de 45 años. Entre los productores empresariales, las salidas de los añosos fueron un 12,6% mayores a las entradas de los menores de 45 años.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
Una aproximación a la reproducción social en la ruralidad. El caso de la pequeña y mediana producción de uvas de calidad en Mendoza. (#4725)
María Brignardello 11 - CONICET.
Abstract:
A medida que el capitalismo se fue afianzando y estableciendo formas productivas, económicas, simbólicas y sociales diversas, los mecanismos de reproducción social fueron complejizándose y con esto, los análisis acerca de los mismos fueron mutando. Concretamente los estudios de la reproducción de segmentos vinculados a la producción agropecuaria han tenido sus propios desarrollos teóricos desde una diversidad de corrientes teóricas. Desde Kautsky a Lenin pasando por Chayanov para desarrollos en países centrales, desde Archetti a Heredia para casos latinoamericanos, se han marcado ciertos desarrollos esperados y análisis acerca de esta cuestión. Por otro lado, la producción agrícola y el mismo espacio rural han mutado fuertemente en las últimas décadas. A la par que se produjeron fuertes procesos de reestructuración productiva agrícola, observamos la ocurrencia de transformaciones en los procesos de organización social de la producción y del trabajo, que lo implicó cambios tanto para los asalariados permanentes y transitorios, así como para los trabajadores familiares y sobre el propio productor. Pero estos cambios no se redujeron exclusivamente al espacio productivo, sino que también afectaron las relaciones familiares, los roles asumidos y las formas y tramas de socialización. En este entramado, ¿qué formas tomaron estos procesos económicos, productivos, y sociales en el ámbito productivo vitivinícola de Mendoza? Concretamente, a fines de la década de 1980 comienza un período de fuertes cuestionamientos al modelo productivo vigente hasta ese entonces –denominado productivista (Neiman, 2003), y su sustitución en segmentos productivos específicos por un modelo regido por la producción de bienes diferenciados, enfocados crecientemente a mercados externos, y a estratos de consumos medios y altos (Goldfarb, 2007; Neiman y Bocco, 2001). En este escenario la pequeña y mediana producción de uvas de la zona alta del río Mendoza, que logra atravesar los procesos de reestructuración debe adaptarse a las concepciones, vínculos agroindustriales y prácticas productivas que comienzan a ser exigidos bajo esquemas productivos de “las calidades”. Ahora bien, en esta ponencia buscamos comprender las formas de reproducción de este segmento de pequeños y medianos productores de uva de calidad, entendida ya no solo en sus dimensiones agrarias, sino en tanto estrato de la sociedad que busca reproducirse en un sistema agroalimentario globalizado. En otras palabras nos preguntamos principalmente cómo logra este segmento reproducirse en un contexto productivo reestructurado y un medio rural reconfigurado; qué procesos de diferenciación se han puesto en marcha para esta clase productiva; a qué elementos podemos vincular esta creciente diferenciación. Para este objetivo se recurrirá al análisis de entrevistas en profundidad a productores de uva y los miembros de sus familias, buscando recuperar sus prácticas concretas de forma holísticas y contextual.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Trabajo |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
Trabajo campesino, empleo agrícola y despojo territorial: tres soportes del empobrecimiento rural (#5798)
Irma-Lorena Acosta-Reveles 1; Ana-Teresa Rojas-Viñales
11 - Universidad Autónoma de Zacatecas.
Abstract:
El entorno rural del subcontinente se distingue por ser de intensos contrastes. Dos extremos de esa realidad que abarca del norte de México hasta la Patagonia, son las míseras explotaciones familiares y el pujante empresariado agropecuario; prototipos ambos de racionalidades productivas distintas y que sin embargo confluyen en una dinámica de empobrecimiento estructural. Tanto la economía campesina cuya crisis lleva varias décadas, como el raquítico empleo que oferta el empresariado en sus diferentes escalas operativas y orígenes nacionales, se traducen regularmente en espirales de empobrecimiento para la población que labora los campos. En el caso del campesino, lo que obtiene en el oficio ya no compensa el esfuerzo ni cubre sus necesidades básicas, toda vez que el precio de sus productos ha declinado de modo radical en condiciones de mercados abiertos, y los costos van en ascenso por causa del retiro de apoyos estatales. Para el asalariado rural, el ingreso que recibe por un promedio de quince horas de trabajo diarias en temporada alta, tampoco resulta en un medio de vida suficiente; incluso si otros miembros de su familia están implicados en las faenas, o complementan sus ingresos con actividades no rurales. Cierto es que en general para el obrero del mundo los tiempos que corren son de pérdida de derechos; que el empleo en cualquier rama de la actividad económica escasea, se paga mal y carece de certidumbre. Empero en el campo y específicamente en el agro la situación no es en absoluto novedad; lo que es nuevo acaso es su recrudecimiento y los matices que presenta a raíz de la especialización productiva regional. En paralelo a lo anterior, la apetencia de los inversionistas por el aprovechamiento -y no necesariamente adquisición- del territorio con potencial productivo, el abuso creciente de los recursos naturales y/o el despojo deliberado del suelo agropecuario para fines de especulación, coadyuvan a la vulnerabilidad del proletariado rural. En la presentación que se propone se hace una lectura convergente de estos tres procesos (descomposición campesina, sobre-explotación del jornalero, y expropiación territorial), articulados todos a las políticas impulsoras del crecimiento agroexportador. Políticas que arrojan resultados relativamente satisfactorios en indicadores de productividad, producción y comercio nacionales, pero deficitarios en el rubro social. Los argumentos se desarrollan a partir del acervo conceptual de la Economía Política crítica, para poner de relieve un proceso de desacumulación de capital, con despojo y depredación de la naturaleza, del que participan todos los países de la región, más allá de sus singularidades.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
Dinámicas de la agricultura familiar en torno a la existencia de la producción florícola en la Parroquia de Tabacundo, Ecuador. (#5840)
David Eduardo Ávalos Ahumada 11 - Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales sede Ecuador.
Abstract:
En la presente investigación se abordan las dinámicas de los agricultores familiares de 6 comunidades de la parroquia de Tabacundo, ubicada al norte de la provincia de Pichincha, Ecuador. Investigación realizada para la maestría en Desarrollo Territorial Rural, de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales, convocatoria 2014 – 2016. A través de este trabajo se ha pretendido conocer los niveles de desagrarización de las comunidades en estudio, así como la territorialización o desterritorialización de dichos lugares, con un énfasis central en la distinción de diversas agriculturas familiares. Esto, teniendo como telón de fondo los cambios territoriales que generan la instalación, consolidación y decadencia de la gran producción florícola en la zona. La pregunta de investigación es ¿en qué medida las actividades de la producción florícola influyen en el cambio en la agricultura familiar de la parroquia de Tabacundo? La metodología utilizada fue la aplicación de una encuesta a los jefes de hogar de 61 familias de Tabacundo, en donde se encuestó al 10% de la población de cada comunidad, de las cuales se han obtenido datos de todos los miembros de la unidad productiva. Se han seleccionado al azar 3 comunidades de la zona alta y 3 de la zona baja de dicha parroquia. Los resultados del estudio indican en primer lugar que existe una alta desagrarización de las comunidades, que se expresa en el carácter no agrícola de las ocupaciones. Así también, se aprecia que existe una elevada desterritorialización de las comunidades rurales de Tabacundo, ya que la inexistencia de riego, la ausencia de apoyos privados y estatales, así como los bajos ingresos, hacen que los hogares agrícolas no tengan las condiciones para generar producción de alimentos, incrementar sus capacidades técnicas ni poder adquirir insumos productivos. Desde el punto de vista de la diversidad de agriculturas familiares, se aprecia que existe una heterogeneidad estructural que propicia condiciones desiguales para los pequeños productores agrícolas y florícolas, y que hace que la última sea la que tiene una mayor viabilidad económica puesto que se encuentra articulada al mercado global, sin un potenciamiento estatal de los espacios de comercio de alimentos a nivel local. Los impactos de estos procesos varían en cada comunidad. Esto, en el contexto de dinámicas productivas que funcionan bajo un Estado ausente, y con un mercado que privilegia el cultivo de flores por ser más rentables económicamente para el territorio, pero con costos socio-territoriales elevados. La ausencia de políticas públicas, en este contexto, es clave para comprender el débil papel de los productores agrícolas de Tabacundo. El desarrollo territorial rural de la zona, vendría impulsado por una autonomía legal de las comunidades, buscando insertarse en el mercado agrícola local, suprimiendo el modelo especulativo de capitalización florícola.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
“Diálogo de saberes”. El caso de los productores otomíes de piloncillo de “Calintla” y las artesanas de “la colonia la Industrial” del municipio de San Bartolo Tutotepec, Hidalgo."Desarrollo comunitario" (#6230)
Dalia Peña Islas 11 - Universidad Intercultural del Estado de Hidalgo.
Abstract:
“Calintla” y la colonia “La Industrial”, son dos comunidades que pertenecen al municipio de San Bartolo Tutotepec Hidalgo,México, en estas comunidades hay productores de piloncillo y bordadoras otomíes, quienes durante años han conservado los métodos tradicionales de producción del piloncillo con trapiche y la elaboración de los bordados de forma manual, pero a raíz de los programas introducidos por el gobierno federal y apoyos estatales, se han generado transformaciones en las formas de producir y de bordar, estas transformaciones implican la utilización de métodos tradicionales combinados con el uso de las nuevas tecnologías, generándose así un dialogo de saberes en los procesos. Bajo este contexto aquí se presentan los resultados de un trabajo de investigación el cual se centró en identificar ¿cuál ha sido el impacto de la introducción de tecnologías sobre los saberes tradicionales de producción tradicional del piloncillo y la elaboración de bordados?. Se recurrió a la metodología de corte cualitativo, el vínculo con los dos proyectos , tanto el de las bordadoras como el de la molienda, existe desde el año de 2012.La relación con los sujetos de estudio siempre fue constante y las herramientas para la recogida de datos fue un proceso etnográfico que permitió vivir más de cerca las experiencias, las charlas, entrevistas y la relación con los miembros de los proyectos, permitió interpretar de manera más clara los procesos de introducción de la tecnología en los procesos tradicionales de bordado y de producción de piloncillo. Algunos de los resultados obtenidos fueron los siguientes: Las bordadoras como los productores de piloncillo combinan las nuevas tecnologías con sus saberes heredados de sus antepasados, el uso de las nuevas tecnologías les permiten mejorar la calidad de sus productos ,en el caso de las bordadoras, el uso de las maquinas (over y recta) le dan un mejor terminado a los productos y aumentan su valor en el mercado, con el uso del motor en la producción del piloncillo el ahorro costo/tiempo se reduce, los saberes tradicionales no se sobreponen al uso de las tecnologías , ni las nuevas tecnologías al de los saberes tradicionales, existe un dialogo en su uso, para este caso, la identidad de las bordadoras y su relación con el bordado tradicional permanece y se hereda a sus hijas principalmente, fortaleciendo sus saberes, los piloncilleros transmiten el saber sobre el uso tradicional del trapiche a sus hijos, pero están conscientes que el uso del motor les ahorra tiempo y costo.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
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El Campo Global: Negociaciones y Resistencias de las Campesinas Colombianas al Cambio Rural
(#6343)
Laura Rodriguez Castro 11 - Griffith University.
Abstract:
Esta ponencia toma una perspectiva de género para considerar la noción de “campo global” (Woods 2007: 485) basado en un estudio de caso en un pueblo rural Andino en Boyacá, Colombia. Woods (2007) propone el “campo global” como un espacio hipotético que emerge de múltiples discursos (globales, nacionales y locales), procesos y prácticas, y que incorpora seres humanos y no humanos. Woods (2007) basado en las nociones de espacio y lugar como relacionales e interconectados de Massey (2005) argumenta en contra de las definiciones de globalización hegemónicas. Las definiciones hegemónicas argumentan que la globalización es una fuerza incontrolable y meramente global que impacta fuertemente cualquier lugar. Contrariamente, Woods (2007: 45) argumenta que “las políticas de la globalización no se pueden reducir a dominación y subordinación, sino a unas políticas de negociación y configuración”. Por ende, el enfoque de negociación y configuración tiene el potencial de producir conocimiento más especifico y políticamente comprometido con los habitantes y lugares rurales. La literatura del “campo global” esta basada en la de la “ciudad global”, que ha demostrado que desarrollar un conocimiento espacial y relacional puede contribuir a un proyecto político que se vive en las bases y localidades de estos lugares, donde varios actores demuestran agencia a través de luchas que también producen estos espacios (Brenner y Keil 2006). En consecuencia, la ventaja de considerar el “campo global” es comprender la globalización rural desde las bases y por ende conceptualizar el cambio rural como relacional. La metodología adoptada es una etnografía visual feminista y participativa realizada en el 2016 con 29 campesinas Andinas, que incluyó entrevistas grupales y una exposición fotográfica. Los resultados revelan los impactos globales de la expansión del neoliberalismo en la vida laboral y familiar de las campesinas. Al mismo tiempo demuestran la agencia de las mujeres en recalibrar y resistir a los discursos y acciones neoliberales que permean su día a día, apelando al arraigo a la identidad campesina. En resumen, al exponer estos resultados pretendo problematizar las tendencias hegemónicas y universalizadoras que posicionan a las campesinas como victimas pasivas de la globalización neoliberal y el cambio rural en el que han estado inmersas, con supuestos sobre la modernidad y el desarrollo, sin tomar en cuenta las resistencias y negociaciones locales. Brenner, Neil & Keil, Roger. (2006). The global cities reader. Oxon: Routledge. Massey, Doreen. (2005). For Space. London: Sage. Woods, Michael. (2007). Engaging the global countryside: globalization, hybridity and the reconstitution of rural place. Progress in Human Geography, 31(4): 485–507.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 34 |
Agricultura familiar: definição operacional e questionamentos (#6514)
Cesar Oliveira
1;
Fernando Bastos 21 - LabRural/UFRN. 2 - UFRN.
Abstract:
Resumo: Há um conjunto expressivo de estudos que versam sobre a agricutura familiar no Brasil, inclusive que abordam aspectos relacionados à sua definição operacional. Atualmente, a definição operacional estabelece que agricultor (a) familiar, segundo a Lei N° 11.326, de 24 de julho de 2006, é todo aquele (a) que pratica atividades no meio rural e atende simultaneamente aos seguintes requisitos: não detém área maior do que quatro módulos fiscais; utiliza predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento; tem percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas do seu estabelecimento; e dirige seu estabelecimento com sua família. A definição operacional é necessária porque, geralmente, ela é utilizada para classificar o agricultor (a) na condição familiar ou não, e é essa classificação que possibilita esse grupo social – agricultura familiar – acessar condições diferenciais num conjunto significativo de políticas públicas de promoção do desenvolvimento rural. Todavia, há muitos questionamentos quanto aos parâmetros adotados pelo governo brasileiro no estabelecimento dessa definição, o que revela o quanto essa questão ainda é controversa. Possivelmente, isso decorre do fato de ainda não haver uma definição amadurecida sobre o estatuto conceitual da mesma. Nesse contexto, são relevantes as mais diferentes reflexões e contribuições sobre o seu estatuto conceitual, bem como, sobre a sua perspectiva operacional. Este artigo tem como propósito contextualizar e analisar o processo de formulação da definição operacional de agricultura familiar no Brasil e os questionamentos críticos que tal formulação suscita junto a um conjunto de pesquisadores e estudiosos da área de desenvolvimento rural no país. Ele é produzido a partir do cotejamento de um conjunto variado de documentos normativos do governo federal, sobre o tema, e da interpretação de vários textos acadêmicos que analisam a agricultura familiar e o desenvolvimento rural brasileiro. É fundamental compreender que a agricultura familiar, conforme a definição normativa vigente, não representa um conceito analítico, mas se constitui como uma definição operacional, que tem uma finalidade prática, como em uma política pública de governo ou Estado. Ao mesmo tempo, destaca-se que isso não significa que essa definição operacional não deva ser ajustada de modo a incorporar algumas contribuições críticas, como destacadas neste artigo. Por exemplo, aquelas que enfatizam a inadequação da utilização do atual módulo fiscal como unidade de medida agrária e, também, a ausência de parâmetro que melhor capte a diversidade social, que constitui o arranjo societário nas áreas rurais, como mais relevantes nesse contexto. Palavras-chave: Agricultura Familiar; Módulo Fiscal; Definição Operacional; Políticas Públicas.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
¿RURALIDAD EN TRANSICIÓN O EXTINCIÓN? REFLEXIONES EN TORNO A LAS MODIFICACIONES EN UN NÚCLEO FAMILIAR CAMPESINO DEL EJIDO SAN JOSÉ DE LAS PALMAS, MUNICIPIO UNIÓN DE SAN ANTONIO, JALISCO, MÉXICO.
(#6640)
Maria Elena Serrano Flores 11 - IPN-CIIEMAD.
Abstract:
Grupo de trabajo 05: Desarrollo rural y cuestión agraria La ruralidad como concepto y expresión económica, cultural y hasta política, está a debate todavía y sobre todo a principios del siglo XXI en que la globalización neoliberal ha impuesto dinámicas socio-económicas que impactan aspectos tales como la identidad socio-cultural. Despierta, bajo nuevas perspectivas teóricas, el viejo debate que en los años 60 del pasado siglo planteaba la disyuntiva entre campesinistas y descampesinistas. Una fuente importante e interesante de información que abona al debate surge justamente del estudio de las dinámicas internas de las familias rurales. Desde la década de los años 60 del siglo XX, en la localidad de San José de las Palmas, Municipio Unión de San Antonio, Jalisco, se ha presentado una dinámica socio-económica que ha transformado tanto el espacio territorial como los usos agropecuarios tradicionales. A través de la historia de cuatro generaciones de una familia campesina extensa, se analizan tres aspectos principales: papel de la agricultura y ganadería como actividad económica principal; dinámica demográfica interna; expresiones y perspectivas de futuro respecto a la ruralidad. Es una investigación de carácter etnográfico que utilizó la entrevista semiestructurada e historias de vida como instrumento central, complementada con análisis geográfico y estadístico. Algunas de las preguntas que esta investigación se planteó fueron: ¿Cuáles son las características de la ruralidad y cómo se expresan en cada una de las cuatro generaciones? ¿se mantiene el concepto de la ruralidad en su acepción de modo de vida?,¿cuál es la importancia de la agricultura en la economía de los hogares rurales? Los resultados permiten vislumbrar un cambio sustantivo tanto en la economía de los hogares rurales como en las expresiones culturales y sociales de la ruralidad entre las cuatro generaciones de la familia estudiada. Aspectos como la pérdida de los patrones socio-culturales tradicionales, un significativo cambio en el uso de suelo que tiende hacia el uso habitacional, el evejecimiento y feminización de los espacios rurales son solo una muestra de las expresiones hacia las cuales se está orientando la ruralidad no solo en esta localidad sino en muchas otras del mosaico nacional. Ante esta insoslayable e inocultable realidad nacional renace la necesidad de replantear el concepto de ruralidad y futuro del campo y los campesinos mexicanos.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
De agricultor familiar à povos e comunidades tradicionais – o reconhecimento de “velhos-novos” sujeitos no rural brasileiro (#7564)
Camila Carneiro 11 - Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.
Abstract:
O reconhecimento, por parte do Estado, das especificidades dos povos e comunidades tradicionais resultou de um processo de reivindicação pela garantia de direitos ambientais e territoriais trazidas à tona pelos movimentos sociais extrativistas e de povos indígenas, nas décadas de 80 e 90. Neste contexto, observa-se a emergência de novas disputas e sujeitos no meio rural brasileiro. Até então o debate predominante no meio rural era em torno da luta pela terra, expresso pelo monopólio das categorias de “camponês” e “trabalhador rural”. No entanto, apesar da multiplicidade de identidades étnicas que compõem o conceito de povos e comunidades tradicionais, é possível observar que esses grupos compartilham um histórico de “baixo impacto ambiental” e que lutam pela permanência ou recuperação de seus territórios. Nesse sentido, autores como Almeida (2006), Little (2004), Olesko (2013) procuram mostrar como a luta dos povos e comunidades tradicionais não é apenas pela terra, mas pela recuperação ou manutenção do território – entendido como espaço de reprodução social, cultural e econômica desses povos. Se do ponto de vista legal, povos e comunidades tradicionais são beneficiários da Lei da Agricultura Familiar (nº 11.326/2006) e tal fato pode ser percebido como um avanço na garantia de direitos a essas populações; por outro lado, cresce nos últimos anos o debate sobre a necessidade de formulação de políticas públicas que levam em conta as especificidades históricas, sociais, culturais, econômicas e políticas desses grupos. O presente artigo objetiva mostrar como nos últimos anos tem se expandido os movimentos sociais rurais que reivindicam o reconhecimento de sua identidade específica por parte do Estado. A partir da experiência como gestora pública tem sido possível acompanhar diferentes processos de reivindicação e disputa pela construção de políticas públicas que traduzam demandas específicas de diversos segmentos de povos e comunidades tradicionais, até então “invisibilizados” dentro da categoria de agricultor familiar. Nesses processos é possível observar que além da busca pelo reconhecimento das especificidades étnicas desses grupos frente a categoria agricultor familiar, esses grupos sociais também lutam pelo reconhecimento da pluralidade étnica e territorial dentro do próprio conceito de povos e comunidades tradicionais. A partir da criação da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicional, em 2004, vem sendo reivindicadas a criação de instâncias de diálogo e políticas públicas específicas para diversos segmentos de povos e comunidades tradicionais, como: a Comissão Nacional da Politica Indigenista; o Programa Brasil Quilombola; o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana; Plano Nacional de Fortalecimento das Comunidades Extrativistas e Ribeirinhas, entre outros. Nesse sentido, o artigo discute a relação entre a luta pelo reconhecimento de “velhas” e “novas” identidades culturais de povos e comunidades tradicionais e a emergência de novos movimentos sociais rurais.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Reforma Agraria |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
O lazer dos camponeses do núcleo Iguaçu do Assentamento do Contestado na Lapa/Paraná. (#7599)
Edson Rodolfo Garrido Motta 1; Alfio Brandenburg
11 - Universidade Federal do Paraná.
Abstract:
O presente trabalho faz parte de minha tese de doutoramento e tem com objetivo retratar o lazer dos camponeses de um núcleo pertencente ao Assentamento do Contestado em seu período de tempo livre. O Assentamento do Contestado que está localizado no município da Lapa a cerca de 20 km da sede municipal e a 70 km de Curitiba, capital do Estado do Paraná/Brasil. Este Assentamento surgiu de um imbróglio jurídico entre uma grande empresa privada- INCEPA- e o Governo Federal. Como a INCEPA tinha problemas fiscais, em 1995 o Governo Federal teve que tomar a propriedade da empresa e, com isso, essa propriedade foi destinada para a reforma agrária. Somente a partir de 9 de fevereiro de 1999 que 40 famílias ocuparam o local (VALADÃO, 2012). Atualmente são 108 famílias assentadas subdivididas em 10 núcleos. Entre estes se apresenta o núcleo Iguaçu (composta por 10 famílias) que é o objeto deste trabalho. A relevância deste assentamento está no sentido da especificidade no modo de vida dos camponeses neste início de século XXI, através de um olhar para a individualidade, suas relações familiares e de amizade. A problemática para pensarmos a respeito do tempo livre dos camponeses emerge do fato de que, normalmente, as abordagens científicas a respeito de tal usufruto recaem praticamente ou somente a sociedade industrial, alejando e ignorando as sociedades rurais. Nesse sentido vemos a possibilidade de que entender o dia -dia dos camponeses possibilita dar luz as ressignificações vivenciadas em seus modos de vida. Dada a dificuldade de encontrarmos autores que debatem o tempo livre e lazer no mudo rural partimos de um discussão teórica inerente às sociedades urbana para refletiremos a respeito do devir das sociedades rurais. Podemos citar Paul Lafargue (1983) que justificou a reivindicação em prol de momentos de preguiça ou de aumento de tempo liberado ao próprio desenvolvimento tecnológico da época, e que dada condição deveria reduzir não apenas reduzir o tempo de trabalho mas o ususfruto de tempo livre para exercer outras atividades sociais. Imbricado a essa discussão, nos últimos anos outros autores como DUMAZDIER(1979) vê o tempo livre concernente a atividades de lazer, do corpo e do espírito. Para (DE MASI, 2001), o “inicio da “sociedade do ócio” direciona paradoxalmente para a qualidade de vida, de trabalho, a criatividade, a flexibilidade e o tempo livre”. Para entender como flui o tempo livre dos camponeses, o processo metodológico consistiu em uma pesquisa qualitativa de observação direta As notas de campo também serão utilizadas para complementar o diário, no sentido de descrever o que foi visto, ouvido, vivido e pensado pelo investigador para auxiliar a análise e compreensão do cotidiano de vida também utilizamos o recurso de imagens fotográficas.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
CAMPESINATO E AGROHIDRONEGÓCIO CANAVIEIRO NO PONTAL DO PARANAPANEMA: OS DESAFIOS PARA A TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA (#7662)
Diógenes Rabello 11 - Faculdade de Ciencias e Tecnologia de Presidente Prudente-SP (UNESP).
Abstract:
O Pontal do Paranapanema é um território marcado por conflitos agrários e fundiários, originados pela ocupação ilegal das terras por parte dos grileiros, pela dizimação/expropriação dos indígenas, e pelo desmatamento e devastação ambiental. Este conflito está representado nos dias de hoje pela aliança entre os latifundiários e empresas de capital agroindustrial canavieiro de um lado, e pelos camponeses de outro. Essa aliança vem fomentando a expansão do agrohidronegócio canavieiro que ocorre com força a partir de 2005, por conta, sobretudo, da mudança da matriz energética do país e dos incentivos do Estado com o forte impulso na produção de veículos flex-fuel. Os assentamentos rurais no Pontal do Paranapanema, viabilizados pelo estado sob pressão dos Movimentos Sociais, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), se espacializam em 16 municípios com um total de 112 assentamentos, ocupando uma área de 139.682 hectares, assentando 5.892 famílias. Estas famílias de camponeses têm visto suas possiblidades de reprodução social suprimidas cada vez mais pelo avanço do agrohidronegócio canavieiro na região, que sufoca os espaços de vida e trabalho destes. Frente a isso, a agroecologia surge como uma alternativa para esses trabalhadores assegurarem suas possiblidades de reprodução. A agroecologia surge, também, como uma proposta de enfrentamento ao modelo agroindustrial, agregando elementos de ordem ambiental, como por exemplo, a erradicação do uso de agrotóxicos e considerando a própria dinâmica da natureza para promover a agricultura, e de ordem social, contribuindo com a Soberania Alimentar e com a produção de alimentos saudáveis e em diversidade para a população. No Pontal do Paranapanema, os camponeses têm encontrado no avanço do capital agroindustrial canavieiro o maior gargalo para uma transição agroecológica efetiva.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
AS CADEIAS PRODUTIVAS COMO ESTRATÉGIA DE AGREGAÇÃO DE VALOR E INCREMENTO DE RENDA NA AGRICULTURA FAMILIAR NO TERRITÓRIO SERTÃO CENTRAL CABUGI E LITORAL NORTE - RIO GRANDE DO NORTE (#7926)
Paulo Sidney Gomes Silva 1; Fátima Torres Lima
2; Nathalia Grace Fialho
31 - IFRN. 2 - COOAFARN. 3 - NEDET - UERN.
Abstract:
O presente trabalho tem por objetivo desenvolver uma analise sobre as cadeias produtivas da apicultura e de polpa de frutas no Território Sertão Central Cabugi e Litoral Norte no Rio Grande do Norte. Buscou-se, interpretar e compreender a dinâmica dessas cadeias desde a produção, beneficiamento, acesso dos produtos aos mercados, considerando o papel das organizações associativas na gestão das estruturas de agregação de valor à produção. Como procedimento metodológico realizou-se uma pesquisa de campo, no âmbito do Território, em comunidades e assentamentos rurais produtoras de mel e de polpa de frutos. Por meio da adoção de questionários estruturados, foram realizadas entrevistas junto a agricultores familiares responsáveis pelas unidades de beneficiamento de mel e de polpa de frutas. Os resultados da pesquisa possibilitaram mapear e identificar à produção familiar, as formas de organização da produção, os financiamentos e as estruturas existentes, constatando potencialidades, mas também deficiências e desafios a serem superados. Deste modo, ficou evidenciado que as cadeias da apicultura e da polpa de fruta, não obstante os sucessivos anos de seca que afetam a região, já contribuem para o incremento da renda dos agricultores familiares, chegando, no caso da polpa de fruta, a se constituir na principal fonte de renda e ocupação das famílias que se dedicam às atividades de produção, beneficiamento e comercialização. Contudo, de forma não menos contundente, a pesquisa também revelou desafios que comprometem a evolução e consolidação dessas cadeias, a exemplo dos processos de registro das unidades de beneficiamento de mel e polpa de frutas junto ao órgão competente, cuja superação passa pela estruturação de um arranjo institucional local voltado para o atendimento das exigências legais com vistas à liberação da comercialização dos produtos, a princípio, no âmbito municipal.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
Los campesinos de la Región Texcoco: ¿quieren seguir siendo campesinos? (#7932)
Amanda Yaollin Díaz Anguiano 11 - Universidad Autónoma Chapingo.
Abstract:
Los campesinos de la Región Texcoco: ¿quieren seguir siendo campesinos? En el artículo se debatirá lo expuesto por el investigador Armando Bartra en su trabajo ¿Es verdad que los campesinos quieren seguir siendo campesinos? en el cual afirma que la gente que habita el campo sólo quiere achicar la abismal disparidad entre la ciudad y el campo y reconocer el derecho a tener todos los servicios y oportunidades que los que tienen los habitantes de las áreas urbanas: respeto, justicia, seguridad, dignidad, agua potable, electricidad, vías de comunicación y clínicas (Bartra, 2013). Se aborda esta discusión porque estamos convencidos, a partir de los estudios realizados en la Región Texcoco, que los campesinos de este espacio buscan satisfacer sus necesidades básicas (vivir bien) pero también mantener su relación con la tierra; son actores productivos, que diversifican sus estrategias de vida para completar su ingreso pero también para conservar su tierra y estar en posibilidad de obtener alimentos. Son actores que han reivindicado su posición de campesinos a partir de sus características específicas, dado que al encontrarse en una zona que día con día cambia y se diversifica, ellos tienden de manera natural a producir para completar su alimentación, adecuan su poca infraestructura para que la tierra produzca más y mejor y, a pesar de todas las carencias y limitaciones que enfrentan, mantienen su territorio, lo defienden e intentan transmitir la importancia de preservar su tierra a sus descendientes. Utilizamos como referente a los actores que habitan las áreas rururbanas de la Región Texcoco. El término rururbano se utiliza para exhibir un espacio rural transformado, en todos sus ámbitos, desde la vida cotidiana de quienes lo habitan, hasta sus estructuras y funciones; estas transformaciones se dan como resultado de la implementación de las políticas de desarrollo del Estado mexicano, políticas que han buscado un proceso de modernización con el pretexto de superar el atraso social y económico para derivar en progreso. Finalmente, las transformaciones que se presentan en la región nos permiten concluir que los campesinos se conciben como tales a partir de su auto reconocimiento, de sentirse dueños de su tierra, de percibirse como seres capaces de generar su alimento y de mantenerse desarrollando actividades primarias a pesar de que las directrices del sistema neoliberal dictan que ellos deberían desaparecer. Lo anterior, se puede ejemplificar con los programas gubernamentales, cuyos objetivos deberían estar orientados a fomentar y beneficiar al sector agropecuario en su conjunto, tomando en cuenta a los campesinos que producen para el autoconsumo y no enfocarse en los grandes productores.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
El Campesinado en el México contemporáneo. (#8589)
Flor Argott Cisneros 11 - Universidad Autónoma Chapingo.
Abstract:
Las sociedades de capitalismo dependiente como México configuraron un esquema de ruralidad en el que conviven el mundo “moderno” encabezado por la agricultura comercial mecanizada (altamente dependiente del mercado de insumos y tecnología de Estados Unidos) y el mundo “tradicional” representado por el campesinado marginado del proyecto industrializador capitalista y, sin embargo, sobreviviente tenaz que se adapta a esta realidad utilizando una diversidad de estrategias productivas y políticas. El presente trabajo trata de una reflexión de la problemática que enfrentan los campesinos en estas sociedades, la cual incluye los aspectos de producción agrícola, de tierra y territorio y de reproducción de su propia condición campesina en un entorno de apertura y diversidad comercial, diminución de la acción del Estado y disminución de la fuerza como movimiento político. En el caso del campesinado mexicano, a estas circunstancias se suman la pérdida del derecho a la tierra (producto de la reforma al artículo 27 Constitucional) y el flujo regresivo de los migrantes campesinos que han sido deportados por los gobiernos Estados Unidos. Dicha reflexión se aborda desde la perspectiva histórica que sitúa los fenómenos que configuran la subordinación política y económica del país, primero al mercado de Estados Unidos y después al capital financiero internacional, lo cual coloca al mundo rural en una situación de subordinación como productor de materias primas y como poseedor de una parte importante de territorio susceptible de explotación para diversos objetivos del capital. Con base en ello, se pueden rastrear las estrategias de reproducción campesina, así como los cambios en las formas políticas de defensa de su identidad y territorio. El conjunto de estas reflexiones apunta a contribuir al debate acerca de lo rural en nuestras sociedades y a explicar la permanencia de actores sociales marginales y marginados por un tipo de capitalismo subordinado, y en esa medida útil al gran capital de las potencias mundiales.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agricultura Familiar - Campesinos |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
Violencia, despojo y agroindustria. Procesos de descampesinización en los Montes de María, Colombia. (#8824)
Juan Esteban Múnera Gutiérrez 11 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
En la región de los Montes de María, otrora despensa agrícola del caribe colombiano por la fertilidad de sus suelos, la histórica presión latifundista, sumada a procesos de violencia desatados por la confrontación de actores guerrilleros, paramilitares y estatales; produjeron entre los años 2002 y 2006 numerosos casos de desplazamiento forzado, subsecuentes compras masivas de tierras y nuevos usos agroindustriales de las tierras de la zona. Entre las novísimas destinaciones del suelo se destaca el cultivo de miles de hectáreas de palma africana y maderables como la teca y la melina, plantaciones que, en conjunto, han arrinconado la producción campesina de dichos territorios. Esta ponencia se ocupa de tres grandes procesos de descampesinización a partir de la implantación de estos cultivos agroindustriales. De un lado, el despojo violento de los campesinos que los obliga a asumir nuevas ocupaciones, la mayoría de las veces por fuera del ámbito rural; por el otro, la vinculación laboral de los pobladores a este tipo de producciones agroindustriales, signadas por la precarización del trabajo rural y por la transformación de los campesinos en sujetos semiproletarizados (sin descomponer totalmente la pequeña propiedad) y proletarizados (asalariados plenos); y finalmente, la erosión de los vínculos comunitarios a partir de la inserción de los capitales agroindustriales, entendiendo que tales vínculos son un componente fundamental dentro de la economía familiar rural, en tanto los campesinos, además de procurar el sostenimiento de su familia, aspiran a reproducir la vida en comunidad. Ahora, de concretarse a plenitud estas prácticas en el campo y objetivarse modalidades de descampesinización, podría quedar en evidencia el ataque sistemático a la producción campesina inherente a la configuración histórica del modelo de desarrollo agrícola colombiano, que ha privilegiado la agricultura comercial, destinada a la generación y extracción de materias primas globales, por encima de la producción de alimentos a manos del campesino, arrebatando con ello, quizás, el bastión identitario más significativo de este sector de la sociedad. Asimismo, la descomposición de la producción parcelaria en esta región refleja la limitación impuesta a la oferta alimenticia de los países subdesarrollados, como un nuevo componente del intercambio desigual con las naciones industrializadas, las cuales concentran cada vez más la producción alimentaria, hoy ordenada de forma imperialista: un imperio agroalimentario (van der Ploeg, 2010) que se sirve de las afectaciones a la forma de producción campesina para imponerse. La investigación se encuentra sustentada en información empírica recolectada en campo, mediante entrevistas estructuradas y semiestructuradas realizadas a campesinos y organizaciones de los municipios de Maria La Baja y Ovejas en la región de Montes de María, además de incluir fuentes secundarias y datos oficiales.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agronegocios |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
Agronegócio versus agricultura familiar em uma região do Brasil: a atualidade da questão agrária. (#0112)
Marluse Maciel Castro11 - IFC.
Abstract:
Um problema tem preocupado pesquisadores e agricultores: os impactos do agronegócio na produção dos assentamentos rurais. O objetivo desta pesquisa é verificar quais estratégias os assentados estão desenvolvendo para confrontar o capitalismo agrário das grandes indústrias de alimentos. Esta pesquisa se concentra na região de Abelardo Luz no estado de Santa Cataria, Brasil, onde estão localizadas cerca de 1500 famílias assentadas, em 22 assentamentos. Considerando os municípios vizinhos, num raio de 100 km, somam-se 2400 famílias assentadas na região. Estes projetos surgiram a partir de um processo de ocupação dos movimentos sociais há 30 anos. Atualmente estes assentamentos possuem alta produtividade de leite que movimentam a economia do estado, e são organizados por meio de cooperativas, cujo movimento social do campo é uma peça fundamental para sua organização. Segundo dados de 2015 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), são produzidos cerca de 48 mil litros de leite todos os dias e 17 milhões de litros ao ano. São 784 famílias produzindo milho (9 mil toneladas), 604 produzindo feijão (453 toneladas), 652 famílias cultivam mandioca (588 toneladas) e 707 possuem hortas que rendem 107 toneladas de hortaliças ao ano. Os assentados desenvolvem também a piscicultura, produzindo 86 toneladas de pescados anualmente e a apicultura com 589 colmeias produzindo 4 toneladas de mel ao ano. Porém, a produção de alimentos dos agricultores familiares passa por dificuldades como: pagar financiamentos, uso de agrotóxico de outras lavouras que contaminam a produção, proximidade com grandes latifúndios etc, fatos que levam alguns deles a trabalharem para produção destinada agronegócio, visto que nas proximidades há também uma empresa frigorífica de grande projeção nacional, apresentando uma realidade que se confronta. Por meio de visitas à campo, entrevistas e diário de campo, procurou-se perceber esta relação conflituosa de disputa territorial entre os assentamentos e o agronegócio. Neste sentido, a perspectiva teórica desta pesquisa perpassa pela análise das tramas e tensões vivenciadas nos assentamentos, pensada por FERRANTE e BARONE (2005) acerca das relações ora conflituosas, ora subservientes ao agronegócio. Por fim, este trabalho visa discutir o papel do cooperativismo nos projetos de agricultura familiar como forma de diversificação da produção rural para barrar a entrada do agronegócio no espaço dos assentamentos e na perspectiva dos assentados bem como garantir a permanência na terra.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Agronegocios |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
Agronegócio e a negação do trabalho no Brasil: hegemonia financeira, homogeneização territorial e fragmentação social (#1126)
Joelson Gonçalves De Carvalho 1; Sebastião Ferreira Da Cunha
21 - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 2 - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Abstract:
O objetivo central do artigo é construir mediações teóricas para compreender desdobramentos resultantes da interação entre a valorização financeira, o agronegócio e a agricultura familiar e possíveis impactos sobre o trabalho e o território no Brasil. Acredita-se que a tentativa de autonomização do capital que transita na órbita financeira interfere, pela via do agronegócio e das associações de capitais, na dinâmica da valorização resultante da produção rural e provoca transformações no mundo do trabalho e na forma como o território é construído socialmente. Para tanto, agronegócio aqui é entendido como o resultado de um processo de associação entre o grande capital agroindustrial, o capital financeiro e a grande propriedade latifundiária, estrutura historicamente hegemônica no Brasil. De modo geral, a tendência na economia à formação de grandes grupos de capitais está associada à concentração e centralização que são potencializadas pelos movimentos do capital que atua no mercado financeiro. Estes grupos não representam uma unidade em torno de um capital específico, muito menos de atividades correlatas. Funcionam, caracteristicamente, como um conjunto de instituições que, mesmo sem terem ligações diretas, e mesmo sendo unidades independentes juridicamente, possuem interdependências relacionadas à posse de parte do capital, de relações contratuais, ou mesmo pelo controle de uma unidade sobre várias. Neste contexto, partindo do pressuposto que a terra, em si, cristaliza parte da riqueza material de uma sociedade e é instrumento de reserva de valor, o agronegócio, hegemonizando o modelo e a forma pela qual se dá o desenvolvimento do capitalismo no campo, concentra além da terra, também crédito e políticas públicas, impactando em lógicas contraditórias de desenvolvimento local, homogeneizando territórios – antes caracterizados não apenas por dinâmicas econômicas, mas também, por relações socioculturais – que passam a ser considerados unicamente como um fator de produção, dificultando, sobremaneira, uma coesão territorial marcada pela diversidade social, cultural, ambiental e produtiva que são inerentes à realidade brasileira. Em outras palavras, é a manifestação de uma aliança entre o arcaico e o moderno, ou respectivamente, o latifúndio e o capital financeiro, aliança esta que sustenta um modelo econômico que gira em torno da produção de commodities destinadas ao mercado internacional, que, rompendo a lógica mercantil, encontrou no capital financeiro internacional das tradings, dos operadores de bolsas e mercadorias, dos especuladores em commodities, mais um espaço de valorização do capital.
05. Desarrollo Rural y cuestión agraria | Tema Medioambiente |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 34 |
A MONOCULTURA DO EUCALIPTO NO OLHAR DOS AGRICULTORES FAMILIARES DA COMUNIDADE ARARAS NO EXTREMO SUL DA BAHIA / BRASIL (#7806)
maria nalva rodrigues de araujo bogo nalva 11 - Universidade do Estado da Bahia-UNEB.
Abstract:
Os malefícios e benefícios do plantio de eucalipto constituem uma polêmica entre os pesquisadores tanto no campo das ciências sociais quanto no campo das ciências naturais. A região extremo sul da Bahia/ Brasil tem grande parte de suas terras ocupadas por plantações de eucalipto, cerca de 600 mil hectares. Este estudo buscou investigar alterações ocorridas na particularidade da comunidade Araras com a introdução da monocultura do eucalipto na região a partir das visões dos moradores. Para isso investigou a relação existente entre os avanços do capitalismo no campo e as alterações na vida dos pequenos agricultores, os pontos e contrapontos da monocultura do eucalipto na região do Extremo Sul da Bahia. As referencias teóricas esteve ancoradas Oliveira (2004), Stédile(1994), Mançano Fernandes (2000), Martins(1989), Ianni(1984). No tocante aos pontos e contrapontos da monocultura do eucalipto baseou –se nos estudos de Koopmans ( 2006) Mora (2000) Lima (1996), ainda para analisar as visões dos moradores baseou –se na teoria das representações sociais no âmbito da sociologia, especificamente nas abordagens de Guareschi e Minayo (1994). Na pesquisa de campo utilizou - se como instrumento para de coleta dos dados, entrevistas com os moradores da referida comunidade. Os resultados indicam que a introdução do eucalipto na região vem contribuindo para a inviabilidade da agricultura familiar na região, a comunidade pesquisada vem resistindo a venda das terras para as empresas de eucalipto apesar que sinais de degradação ambiental já são notados pelos moradores, como: diminuição dos os recursos hídricos, alteração no clima, no solo, nas plantas, desaparecimento de animais e pássaros silvestres. Quanto a visão dos moradores a resistência a monocultura do eucalipto está ligada a forte organização coletiva através de organizações de classe, relação ancestral com a terra onde nasceram, percepção da piora das condições de vida dos que venderam suas propriedades e outros...
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
Desigualdad y conflictos sociales en el Perú: el periodo de crecimiento económico 2003-2008 (#0021)
César David Burga Idrogo11 - Universidad de San Marcos.
Abstract:
Durante el periodo 2003-2008 nuestra América Latina conoció un periodo de crecimiento considerable. Según datos de la CEPAL (Comisión Económica Para América Latina y el Caribe), el promedio de crecimiento regional superó el 5% anual, ritmo de crecimiento prometedor en países con altos índices de pobreza y desigualdad. Entre los países que experimentaron un mayor crecimiento económico en estos años tenemos al Perú. Durante los seis años de crecimiento económico regional, el Perú presentó tasas de crecimiento que se encontraban entre las más elevadas incrementándose cada año no solo el Producto Bruto Interno sino la misma tasa haciendo que el ritmo de crecimiento económico sea cada vez más acelerado[1]. Contradictoriamente, durante éste periodo podemos constatar que el número de conflictos sociales en el Perú se incrementó considerablemente: entre fines de 2003 y principios de 2008 el número de conflictos pasó de 47 a 197[2], es decir, se multiplicaron por cuatro, siendo muchos de ellos de una intensidad considerable y con una repercusión nacional. La explicación de esta aparente paradoja en la cual un alto incremento de recursos económicos no va acompañado de un clima de ‘estabilidad’ social sino que por el contrario, va acompañado del incremento en la cantidad e intensidad de los conflictos sociales será materia de esta presentación. Para abordar este tema, se identificarán los conflictos sociales en el país haciendo un mapeo de éstos conflictos en función a las características comunes que tengan (Análisis de Correspondencias), así mismo se analizará el peso de los indicadores de bienestar social entre ellos el Índice de Desarrollo Humano, para explicar con correlaciones cómo es que un crecimiento económico en ‘piloto automático’, basado en la lógica del ‘chorreo’ no se traduce en bienestar sino que por el contrario, puede llegar a contribuir al incremento de los conflictos sociales. Finalmente, se interpretarán los resultados desde una perspectiva más estructural, es decir, mostrando que el incremento de los conflictos sociales está ligado al mismo crecimiento bajo un modelo neoliberal que no distribuye al conjunto de la sociedad los beneficios del mismo sino que, en su anarquía, termina provocando que los elementos que no se favorecen de la riqueza expresen su descontento a través de la legítima protesta social. [1] Según datos del Banco Central de Reserva del Perú, la tasa de crecimiento se incrementaba anualmente siendo 4.2% en 2003 y llegando hasta 9.1% en 2008. Ver Cuadros Anuales Históricos, en http://www.bcrp.gob.pe/estadisticas/cuadros-anuales-historicos.html. [2] Ver informes de la Defensoría del Pueblo de diciembre de 2003 a diciembre de 2008.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
Cidadania, identidade e participação: experiências e vivências com um grupo vulnerável no nordeste do Brasil (#0024)
Larissa Santos Menezes Santos1; Elina Alice Pereira Alves De Lima
11 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
No âmbito acadêmico público brasileiro, ao considerarmos o tripé constituído pela indissociabilidade do Ensino, da Pesquisa e da Extensão, vislumbramos possibilidades de construir e compartilhar experiências, tomando por base reflexões e vivências, problematizando a realidade, onde a prática retroalimenta a teoria e vice-versa, viabilizando ainda materiais científicos e pesquisas que se preocupem e se debrucem na realidade social, a partir da ação-reflexão, no sentido de transformar de alguma forma o mundo ao qual estamos inseridas. Percebemos na Extensão, caminhos viáveis e por vezes inéditos, que subsidiam um agir crítico, resignificando a forma de pensar o ensino e a pesquisa, por vezes, distante da realidade prática. Nesse sentido, o projeto de Extensão Universitária intitulado “Cidadania, Identidade e Participação - CIP”, possui no escopo de suas ações, inspirações nos princípios teóricos e metodológicos da Educação Popular propostos por Paulo Freire. Esse projeto é vinculado ao Departamento de Direito Privado do Centro de Ciências Jurídicas, da Universidade Federal da Paraíba e atua em uma Casa Lar, situada no Nordeste do Brasil, no Estado da Paraíba, na cidade de João Pessoa. O projeto envolve graduandas do curso de Direito, que busca estabelecer diálogos com a realidade do acolhimento institucional de uma casa Lar que acolhe provisoriamente crianças e adolescentes do sexo feminino entre 05 e 17 anos, que foram afastadas do convívio família por alguma medida protetiva, buscando reintegrá-las, encaminhá-las para famílias substitutas ou prepará-las para o momento de alcance da maioridade. O acolhimento institucional possui um caráter de provisoriedade e excepcionalidade. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, que tem o compromisso de ampliar o atendimento para aquelas adolescentes que excedem a faixa etária por serem órfãs, ou por estarem inaptas a reintegração familiar. Para isso, em suas ações dispõe de atividades educativas, saúde, recreação, moradia e se responsabiliza por todos os encaminhamentos sociais, ainda se preocupa com o empoderamento e autonomia das abrigadas, possibilitando a participação em cursos profissionalizantes no sentido de prepará-las para um futuro profissional. O projeto carrega em sua intencionalidade, promover espaços de discussão sobre a realidade do protagonismo juvenil e do empoderamento feminino, condições básicas para o exercício da cidadania, considerando o viés dos direitos humanos e da justiça social em meio a grupos socialmente vulneráveis. De modo a fomentar, espaços concretos para enfrentamento da violência, invisibilidade e vulnerabilidades de crianças e adolescentes, com interfaces junto a serviços sociais públicos de Proteção Especial de Alta Complexidade.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
A diminuição das despesas militares como condição para combater a pobreza e as desigualdades nos Relatórios do Desenvolvimento Humano do PNUD/ONU (#0072)
Maria José De Rezende -11 - Universidade Estadual de Londrina UEL.
Abstract:
Os Relatórios do Desenvolvimento Humano (RDHs) encomendados e encampados, anualmente, pelo Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento, desde 1990, trazem inúmeros diagnósticos acerca das condições de pobreza, de exclusão e de miserabilidade vigentes no mundo atual. Seus elaboradores tecem argumentos e narrativas que situam o problema do desenvolvimento no âmbito das melhorias no campo da renda, da saúde e da educação. Esta pesquisa busca compreender o significado político dos diagnósticos e das prescrições assentados no entendimento de que é preciso mudar as prioridades orçamentárias que orientam às ações políticas de quase todos os Estados Nacionais. Entre as muitas sugestões de ações estão aquelas que defendem a diminuição dos gastos militares como uma das condições básicas para que haja um processo global de ampliação do desenvolvimento e da segurança humana. As prescrições de diminuição das despesas militares como condição essencial para ampliar as chances de expandir as políticas de desenvolvimento humano devem ser lidas à luz de um dado contexto histórico constituído de jogos de poder complexos em múltiplos níveis e de desequilíbrios de poder cada vez mais acentuados. Uma vez que todas essas medidas demandam quantias expressivas de recursos e fundos, as equipes que produzem os relatórios buscam indicar alguns caminhos para formá-los. Discutem assim maneiras de economizar verbas em alguns setores para poder aplicá-las em outros. Com este intuito é que, ao longo das décadas de 1990, 2000 e 2010, insistem que é imprescindível que os diversos países (ricos e pobres) corrijam as distorções em seus orçamentos de modo a direcionar parte dos recursos hoje aplicados em armamentos, guerras e outras despesas militares às políticas que levem ao desenvolvimento humano, entendido como aquele capaz de produzir melhorias sociais, econômicas e políticas, reais, na vida das pessoas mais pobres. Constata-se, ainda, que as narrativas postas nos relatórios na forma de diagnósticos e prescrições para conter gastos militares e aplicá-los em políticas de desenvolvimento humano não lidam com a concentração e os desequilíbrios de poder existentes na atualidade. Por essa razão, as sugestões de ações e procedimentos parecem irrealizáveis à luz das correlações de forças e dos atuais desequilíbrios de poder entre Estados, países, povos, instituições, associações, grupos organizados da sociedade civis e segmentos sociais diversos.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
Construindo “sujeitos de direito”: o problema da diferença na universalização do direito ao trabalho associado e à economia solidária no Brasil (#0088)
Joannes Paulus Silva Forte 11 - Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA-Sobral-CE); Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Abstract:
Esta reflexão surgiu de meu projeto de doutorado sobre o processo sociopolítico de institucionalização da economia solidária, via regulação social e jurídica, no Brasil, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). A partir de 2003, ao ser institucionalizada como política pública de trabalho e renda no âmbito da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a economia solidária foi tomada, de forma crescente, pela agenda do combate à pobreza e à exclusão social. Passados três governos do Partido dos Trabalhadores (2003 a 2014), vê-se uma incorporação da economia solidária ao “Plano Brasil Sem Miséria”, uma estratégia da política pública federal que, a partir das ações das três lideranças institucionais da economia solidária (Igreja Católica, movimentos sociais e Estado), reserva recursos públicos às “organizações da sociedade civil”, tais como ONG’s, movimentos sociais, entidades de representação de trabalhadores associados, núcleos universitários, Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares-ITCP’s, estados e municípios, para viabilizar o acesso ao direito ao trabalho associado e à economia solidária aos trabalhadores associados, sobretudo aqueles que vivem em situação de “extrema pobreza”. Nesse processo, os trabalhadores, nomeados inicialmente pela Cáritas Brasileira-CB (Igreja Católica), e, por conseguinte, pelas duas outras lideranças institucionais como “protagonistas” da economia solidária, passam a ser, principalmente a partir de 2010, com a realização da II Conferência Nacional de Economia Solidária-CONAES, os “sujeitos de direito” aos quais o Estado deve atender, mediante a interlocução com as “organizações da sociedade civil”, para garantir-lhes o direito ao trabalho associado e à economia solidária. É no cenário de contradições entre a alternativa ao desemprego, o projeto político de alternativa ao capitalismo e a inclusão social com o direito ao trabalho associado e à economia solidária no próprio capitalismo, que os “sujeitos de direito” surgem como produto de um processo sociopolítico que visa a universalização de um direito. Nesse sentido, o objetivo deste paper é analisar o problema da diferença na universalização do direito ao trabalho associado e à economia solidária a partir das especificidades de trabalhadores de distintas visões de mundo e de diferentes formas de ser e de viver, oriundos de periferias urbanas, de comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Homens e mulheres de variados matizes, porém, todos tomados pelas lideranças institucionais da economia solidária, homogeneamente, como “sujeitos de direito” em meio a formas de discriminação e de exclusão que impedem a assimilação da diferença na universalização do direito ao trabalho associado e à economia solidária, no Brasil.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
Prácticas de integración para jóvenes en contextos de riesgo. (#0148)
Ángela Victoria Alfaro 11 - Universidad Pedagógica.
Abstract:
Prácticas de integración para jóvenes en contextos de riesgo. Los enfoques y estilos de los programas varían de acuerdo a los objetivos, necesidades y enfoques teóricos. En el caso del proyecto FOREVER, el interés es promover una cultura de la integración, es decir, de acercamiento de poblaciones que por sus características mantienen estilos de vida diferentes. Las características de la cultura que se han mantenido por mucho tiempo de sostener estilos de vida dispares en cuanto a los accesos, iniciando por la educación, continuando con la salud, las oportunidades de empleo entre otras, han dado como resultado una sociedad en la que pocos tienen mucho y muchos tienen poco. Estas diferencias mantenidas por mucho tiempo han fomentado a su vez el distanciamiento casi lógico de la población que, finalmente habita un mismo territorio y comparte una misma ciudadanía por nacimiento. No obstante, esa ciudadanía no es igual para todos en cuanto al goce de derechos y, en el caso del proyecto FOREVER, se considera importante el trabajo por apoyar a jóvenes que precisamente por esas dificultades no tienen muchas oportunidades para continuar estudios universitarios. Este proyecto además está visualizada para brindar espacios de relaciones laborales en los que los jóvenes pueden desarrollar habilidades de interacción personal. El trabajo es importante ya que atendiendo a las características económicas de la juventud en el país hay un problema de desempleo, lo cual los deja en una situación propensa a la exclusión. Por ejemplo, la población económicamente activa de los 16 a los 29 años es el 56.8%, y la población ocupada del PEA de 16 a 29 años es el 89.4 % y un 10.6 % está desocupada, además la población económicamente inactiva de los 16 a los 29 años es el 43.2 %. Estos datos únicamente son una muestra de uno de los aspectos de vulnerabilidad a los que se necesita brindar atención y realizar acciones para cambiar dichas condiciones. Definitivamente animar la integración entre los jóvenes en sociedades con diferencias sociales muy marcadas es una tarea que requiere del esfuerzo de muchas instituciones que apoyen cambios en el sistema social. No se trata de pedir a la población que se vuelva altruista sin tener recursos económicos, en ese caso se necesitaría de un nivel espiritual que en definitiva la sociedad no proporciona. No quiere decir que no existan esos niveles, no se puede generalizar y se requeriría de un estudio que al menos diera algunos indicios sobre esa temática. La pertenencia o el sentido de identidad es parte de esos derechos sociales, porque en la medida que éstos sean respetados los países construirán sobre la base de la equidad sus relaciones. Que los jóvenes participen en proyectos comunitarios es un aporte a la construcción de democracia participativa, desde sus localidades, lo cual es importante porque es el espacio más inmediato y desde el cual se puede fomentar el sentido de pertenencia a un territorio, desde una visión creativa.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
Modelo de intervención comunitaria en red: Organización y Cohesión Social (#0306)
Fernando Enrique Lang 11 - Universidad Arturo Prat.
Abstract:
En la región de Tarapacá Chile, existe un alto índice de vulnerabilidad social, asociada a problemáticas como la delincuencia, desorganización social, consumo y tráfico de drogas, desempleo, entre otras. En este contexto se hace necesario poder identificar metodologías y estrategias que sean efectivas en la intervención social, en poblaciones vulnerables. Esta ponencia, pretende compartir un modelo de intervención comunitaria en contextos vulnerables, el que consiste en generar cohesión social, fortaleciendo las organizaciones sociales al interior de las poblaciones por medio de un acercamiento de las redes de servicios a disposición de este tipo de beneficiarios. Se pretende fortalecer Juntas vecinal, organizaciones deportivas, grupos informales, entre otros. La labor de los profesionales, consiste en asesorar a lideres en el fortalecimiento de sus organizaciones, no con la finalidad de asistencialismo, sino colaborar para que las organizaciones accedan a servicios de emprendimiento, deporte, salud, protección, adulto mayor, animales, etc. Por medio de estos servicios, se conmienza a convocar a diferentes grupos de la población, quienes se se involucran en la organización principal y dinamizan el uso de servicios a su disposición, que en muchos casos no se ven beneficiados por desconocimiento. Por eso la denominación de Intervención comunitaria en red, ya que es la convocatoria de servicios la que genera la cohesión y el beneficio de la población general. Además se fomenta el uso del espacion y mejoramiento del entorno, disminuyendo la presencia de grupos delictuales y de practicas antisociales. Al mismo tiempo de fortalecer la identidad de barrio y el desarrollo en general. El acompañamiento y asesoría, permite generar independencia en la organización ya que comienzan a dialogar y a coordinar sus objetivos con cada servicio, los cuales tienen el deber de entregar los beneficios que el estado tiene para ellos. Como modo de experiencia, se compartirá la experiencia en la Población Villa Frei de Alto Hospicio, donde se logró activar la junta vecinal, crear un club deportivo, terminar con diferencias entre líderes, y generar una organización efectiva y mejoramiento del entorno por medio de proyectos sociales.
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
Experiências de desrespeito moral e as possibilidades de superação da desigualdade: a vida de prostitutas na cidade do Recife, nordeste do Brasil. (#0347)
Vitor Bahia Tavares11 - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.
Abstract:
Esta ponencia é resultado de uma investigação profunda realizada para a minha dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, cidade da região nordeste do Brasil. Tal pesquisa teve como objetivo investigar experiências de desrespeito moral na história de vida de prostitutas daquela mesma cidade, de modo a analisar as possibilidades de superação da desigualdade social por parte daquelas mulheres. A pesquisa foi feita no próprio território de trabalho das prostitutas, nas ruas da cidade do Recife, teve cerca de um ano de duração (imersão intensa e prolongada no campo de pesquisa) e conseguiu levantar dados importantes, tanto quantitativos quanto qualitativos, sobre essa realidade ainda pouco conhecida. Nesta ponencia, serão apresentados apenas os dados qualitativos, pois o objetivo aqui é demonstrar as condições subjetivas da ação, a partir da análise de experiências de desrespeito moral vividas ao longo da vida, baseada, sobretudo, na Teoria do Reconhecimento de Axel Honneth. O conceito de desrespeito ou respeito moral é fruto do projeto honnethiano de uma Teoria do Reconhecimento (HONNETH, 2003), que teve como intuito a reconstrução da Teoria Crítica a partir de uma volta a Hegel. Segundo Honneth, há uma necessidade intrínseca do sujeito em ser reconhecido socialmente. O não reconhecimento social acarreta, dentre outras coisas, em dificuldades de participação na vida pública. Das três esferas da eticidade de Hegel Família, Estado e Sociedade Civil, surgem as três formas honnethianas de reconhecimento social: Relações Primárias (amor/amizade), Relações Jurídicas (direitos) e Comunidade de Valores (solidariedade). Para cada esfera, há uma autorrealização prática possível: autoconfiança, autorrespeito e autoestima, respectivamente. E para cada uma dessas, há seu correspondente negativo, que chamei, respectivamente, de desrespeito afetivo, desrespeito jurídico e desrespeito social: as experiências de desrespeito moral. A pesquisa e análise dos dados partiu da ideia de que tais experiências negativas condicionam e restringem as possibilidades de ação. Mulheres prostitutas, geralmente, experienciaram e experienciam quase que diariamente episódios de desrespeito moral e a partir desse pressuposto empírico, a investigação teve a intenção de analisar em que medida tais experiências influenciam ou não nas possibilidades de superação da desigualdade social, a partir de entrevistas narrativas, de modo a identificar momentos e relatos marcantes de desrespeito moral na história de vida das mulheres investigadas. Dito de outra forma, o objetivo da pesquisa foi compreender de que maneira as experiências de desrespeito moral influenciam na trajetória de vida das prostitutas.A conclusão principal da pesquisa é que os condicionantes da ação vão para além de tais experiências morais, pois há fatores estruturais importantes, anterior às próprias experiências intersubjetivas de reconhecimento social. De certa maneira, o objeto empírico desse estudo permitiu aprofundar o debate entre reconhecimento social e desigualdade social.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 37 |
Ações desenvolvidas junto às famílias no meio rural em Ponta Grossa/PR: Programa Bolsa Família e Agricultura Familiar. (#0620)
Jussara Ayres Bourguignon
1; João Carlos Dias De Oliveira
1;
Lorene Camargo 11 - Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Abstract:
Este texto objetiva apresentar as ações desenvolvidas no município de Ponta Grossa, Estado do Paraná, à família em situação vulnerabilidade socioeconômica. Especificamente apresenta o programa Bolsa Família e as ações da Secretaria Municipal de Agricultura para a agricultura familiar. Tem como eixo de discussão a centralidade da família no âmbito das políticas sociais. É resultado de pesquisa bibliográfica e documental desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Estado, Políticas Públicas e Práticas Sociais, vinculado ao Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual de Ponta Grossa no ano de 2016. O município de Ponta Grossa/Pr percorreu pouco de longa trajetória em torno de ações que logrem êxito no campo da proteção social e, como aqui abordado, às famílias do meio rural. O Programa Bolsa Família favorece, por um lado, tanto um maior número de referenciamentos realizados, quanto o tensionamento necessário para que seja efetiva a busca ativa neste território. Há poucas famílias referenciadas e, com isso, breves inferências podem emergir deste estudo. Porém, a contradição inicia seus traços à medida que os dados vêm à tona: o programa de transferência de renda em questão carrega consigo incompatibilidades de dados: enquanto no portal oficial do MDS há contabilização de poucas famílias beneficiárias do BF, a partir do trabalho realizado pelo CRAS Volante do município, ainda em início de referenciamento, o número é muito superior aos do portal Sagi. A fragilidade fica, então, a cargo do alcance desta política social às famílias que estão à margem da faixa urbana do município. Para o público rural, via de regra, os municípios desenvolvem políticas a partir do viés econômico, considerando a família como produtora, que vive, produz e gera renda no mesmo local, com envolvimento de todos os membros familiares. Poôde-se concluir, portanto, que as ações destinadas às famílias no meio rural em Ponta Grossa reproduzem práticas fragmentadoras, desarticuladas, não estabelecendo estratégias conjuntas para atender as demandas das famílias usuárias no que se refere à melhoria das condições de renda e segurança de sobrevivência.
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Desafios e possibilidades da experiência de alfabetização na ARREP- Associação de Recicladores Rei do Pet, Ponta Grossa-PR, Brasil. (#0796)
Reidy Rolim De Moura Reidy 1; Camila Sopko Camila
11 - UEPG.
Abstract:
Este trabalho tem como objetivo apresentar os dados sobre a experiência de alfabetização ocorrida na ARREP – Associação dos Recicladores Rei do Pet, Ponta Grossa, PR. Esta experiência educacional aconteceu inserida numa proposta de intervenção do programa de extensão IESOL– Incubadora de Empreendimentos Solidários da UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa, que vem atuando junto a este grupo de recicladores desde 2010 até o presente momento (2016). O objetivo geral deste trabalho perpassa em analisar os desafios e possibilidades da experiência da alfabetização na ARREP- Associação de Recicladores Rei do PET, assim como, identificar quais as vantagens que estes recicladores percebem em voltar a estudar na etapa da vida em que se encontram; Perceber quais as principais dificuldades para participar da proposta de estudo em que estiveram vinculados; - Verificar sobre os fatores que influenciam na desistência da proposta de estudo. Neste processo, buscou-se discutir e analisar a partir da perspectiva a Economia Solidária, da Tecnologia Social e inclusão social a partir do acesso à educação, com o objetivo de destacar a importância de possibilitar aos sujeitos que estes saibam o mínimo que seja, ler e escrever, e que isso possa trazer impactos e perspectivas de um futuro melhor para cada uma dessas famílias que trabalham e estão presentes em nosso cotidiano profissional e extensionista. Esta discussão é pertinente na atualidade a fim de subsidiar propostas de ações e análises com empreendimentos ou grupos, com potencial de trabalho associativo e sendo ou não um empreendimento econômico solidário, pois, acredita-se que a educação é um processo importante na construção e consolidação da cidadania. Os dados que serão apresentados resultaram de um Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Serviço Social da UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa, defendido em 2014. Os dados foram obtidos a partir de entrevistas semiestruturada com os participantes do programa de alfabetização. De forma geral os resultados mostraram diversas dificuldades de cada um dos(as) trabalhadores(as) que impediram que os mesmos completassem seus estudos, dentre tantas as que mais nos chamaram a atenção foram as questões das dificuldades econômicas e financeiras, impactando na condição social de vida e trajetória de cada um dos associados, bem como o recorte das questões de gênero, que continuam permeando como limitadores da cidadania, especialmente das mulheres associadas. Ficou evidente que o processo de alfabetização pode gerar transformações as quais muitas vezes os sujeitos deixaram de acreditar, uma vez que os processos excludentes os fazem acreditar na naturalização da pobreza e do não acesso aos direitos, especialmente os sociais.
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A prática social da Comissão Pastoral da Terra e o impulsionamento de políticas públicas de combate à redução do trabalhador rural à condição análoga à de escravo no Brasil (#0818)
Luiz Augusto Silva Ventura Do Nascimento 11 - Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Abstract:
A exploração do trabalho em condição análoga à de escravo é um problema social, de proporções globais, caracterizado nacionalmente como ilícito criminal pela violação de direitos e garantias dos trabalhadores. Conforme estimativas da Comissão Pastoral da Terra (CPT), entre 25 mil e 30 mil pessoas são, anualmente, constrangidas a trabalhar em condição semelhante à de escravo no Brasil. Os trabalhadores rurais submetidos ao trabalho análogo ao de escravo são formados, na sua grande maioria, pelos excluídos do projeto de modernização agrícola – posseiros expulsos de suas terras, trabalhadores empobrecidos e até mesmo pequenos produtores sem condições financeiras e/ou incentivos fiscais para se modernizarem – indivíduos em situação de vulnerabilidade social e econômica. Então, o objetivo desta pesquisa é estudar a prática social realizada no cenário sociopolítico pelos agentes da CPT, desde a ideia de sua fundação, em 1971, com as quais estes pretenderam mudar a realidade conflituosa e de violação dos direitos dos trabalhadores rurais, tentando fazer que o governo federal reconhecesse o problema e, juntamente com eles, participar da formulação de políticas públicas direcionadas à prevenção, ao combate e à erradicação do trabalho análogo ao de escravo na zona rural. O objeto central da investigação sociológica proposta são as atitudes, as ações, as reações, os procedimentos e as práticas sociais desenvolvidas pelos agentes sociais da CPT para incitar o governo federal a formular políticas públicas de supressão ao trabalho análogo ao de escravo. O fundamento teórico está nas teorias da agência, da estruturação proposta por Anthony Giddens. Trata-se de uma pesquisa documental com delineamento qualitativo, na qual os documentos serão analisados, em profundidade, dentro da perspectiva hermenêutica de John Thompson. Os dados obtidos demonstram que os membros da CPT atuam como agentes sociais (agência humana), posto que, entre uma série de práticas, caracterizam as condições laborais degradantes e de exploração, compreendidas pelos trabalhadores rurais, e que os motivam a se organizarem politicamente. Desse modo, agentes e trabalhadores rurais interferem na realidade violadora de direitos, prática que levou, em 1996, o governo federal a reconhecer publicamente o problema social e abriu canais de participação para os membros da CPT na construção de uma agenda pública – planos nacionais para erradicação do trabalho escravo – em 2003 e 2008 com a finalidade de solucionar o problema e realizar mudança social.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
08. Desigualdad, Pobreza y Exclusión Social |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 37 |
Como a Pastoral Afro-brasileira da Arquidiocese do Rio de Janeiro impactua na luta contra o racismo através da sua articulação política (#1435)
Camila Moraes De Oliveira 11 - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Abstract:
O resumo exposto é referente à pesquisa em curso da Pós-graduação em serviço social, o objetivo é analisar como a articulação política da Pastoral Afro-brasileira (PAB) da Arquidiocese do RJ impacta na questão racial, pois a mesma visa ressaltar e disseminar a importância do povo negro na sociedade, através de ações que evidenciem sua cultura em todos os aspectos, tendo sua articulação semelhante aos movimentos de resistência, que lutam por igualdade social. A pastoral foi criada pela Igreja Católica em 1988 após a Campanha da Fraternidade, cujo lema era “Ouvi o clamor deste povo!” com título “Fraternidade e o Negro”. Tendo em vista que o período da escravidão foi demarcado por subalternizar, discriminar, explorar e principalmente colocar o negro em extrema situação de desigualdade social e a Igreja Católica colaborou nesse processo, pois a mesma tinha os negros como indivíduos sem alma e o tráfico de negros ajudaria nesse processo de evangelização, entende-se que a PAB surge com uma retratação da mesma ao povo negro. Pois, atualmente essa visão do negro na Igreja mudou, pois o trabalho pastoral que existe desde a década de 1970 com a criação das pastorais sociais é pautado no povo vulnerável e excluído, contemplado pelo conceito do autor Castel sobre vulnerabilidade, que ressalta que vulnerabilidade é a degradação das relações de proteções sociais. O sociólogo Ianni (2004), conceitua que o Brasil vive o mito da democracia racial, o que incluí ressaltar que a desigualdade racial, está introjetada nas expressões da questão social que não é homogênea, ela permeia as mazelas das demandas sociais, como a exclusão e falta de oportunidade de determinados grupos, como principalmente o povo negro. Enxergando assim, a necessidade de ações interventivas, como faz a PAB, através da sua articulação política, promovendo cursos de capacitação e exposições com a temática racial, passeios culturais, participação em caminhadas e manifestação em prol do povo excluído socialmente, assim como atos que visam à tolerância religiosa, visto que o povo negro tem sua religiosidade bastante latente. A PAB não permeia apenas o espaço religioso, que é a Igreja, ela dissemina sua luta e resistência contra o racismo em todos os âmbitos sociais. A metodologia está sendo contemplada por levantamento bibliográfico com autores que falam sobre a questão racial, como Ianni, Antônio Sérgio, Fanon, e também por entrevistas com líderes religiosos envolvidos com a PAB como Frei David, Frei Tatá e Padre Jurandir, assim como membros mais antigos da pastoral. Com todas as considerações aqui expostas, se entende que cada grupo de resistência que surge como a PAB, colabora para que a igualdade racial deixe de ser um mito e seja um fato existente socialmente, com oportunidades literalmente igualitárias para o povo negro.
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Agricultura familiar e mercados institucionais: A experiência brasileira (#1508)
Flávio Sacco Dos Anjos 1;
Nádia Velleda Caldas
1; Shirley Grazieli Nascimento Altemburg
2; Henrique Ehlert Pollnow
1; Vitória Daitx
11 - Universidade Federal e Pelotas. 2 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA.
Abstract:
“A nossa guerra é contra a fome” resumia o enfático discurso de Lula da Silva quando de seu primeiro mandato como presidente da república do Brasil. Tal frase, carregada de ironia, foi concebida no período (2004) coincidente com uma nova ofensiva militar norte-americana, conduzida agora, no Oriente Médio, por George W. Busch. Os resultados colhidos pelo Brasil na última década são absolutamente contundentes, fazendo com que o país fosse retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, registrando uma queda de subalimentados da ordem de 82,1% entre os anos 2002 e 2014. Alcançar essa condição não foi obra de um único instrumento, senão de uma plêiade de políticas públicas que vão da transferência direta de renda a famílias pobres (Bolsa Família) à criação do que se convencionou chamar de “mercados institucionais” ou também de “nested markets” ou mercados aninhados. Trata-se de uma modalidade especial de mercado em que o Estado (governo federal, estadual ou municipal) se compromete em adquirir a produção agropecuária que posteriormente será canalizada para escolas, presídios, hospitais, creches, incluindo também grupos ou coletividades em situação de risco de insegurança alimentar ou de carência ou escassez de recursos materiais. Populações convencionalmente situados na invisibilidade oficial e/ou à exclusão social do Brasil, a exemplo de agricultores familiares, comunidades remanescentes de quilombos, indígenas, pescadores artesanais, passam a atuar como fornecedores de produtos alimentares, situação que promove a inclusão social, a formação de tecido social e o resgate da cidadania. Os efeitos se fizeram sentir de diferentes formas, que vão desde a melhoria das condições de existência desses grupos, até o incentivo à organização associativa, ao acesso a bens públicos e à assistência técnica e gerencial prestada pelas agências estaduais de desenvolvimento. Há, não obstante, alguns problemas decorrentes da fragilidade de capital social em algumas localidades, bem como de entraves burocráticos envolvendo, sobretudo, falhas organizacionais, ingerências políticas, etc. O objetivo do trabalho é apresentar os resultados de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas há cinco anos, nesse âmbito, por um grupo de pesquisadores ligados à Universidade Federal de Pelotas. A reflexão se baseia nas duas modalidades mais importantes de mercados institucionais, quais sejam, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, fazendo uso de entrevistas realizadas com diversos atores implicados nesses processos, incluindo gestores dos programas, agentes da extensão rural, técnicos das prefeituras e agricultores familiares.
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Naturalização das desigualdades e o conceito de Subcidadania: uma análise sobre condições de vida, esperanças e visões de mundo de jovens do projeto "Lugar da Criança" na comunidade do Coque em Recife, Pernambuco. (#1723)
Neylton Allan Costa Santos 11 - Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Abstract:
O objetivo principal desta pesquisa é analisar como os jovens em situação de risco do projeto Lugar da Criança pensam sobre seu futuro tendo em vista o conceito de Subcidadania de Jessé de Souza, que elucida a naturalização da situação de opressão e humilhação vivida por grande parte da população e ratificada por uma ideia ilusória de igualdade da ordem competitiva atual. O indivíduo, que já nasce desprovido de condições básicas como saúde, alimentação, educação, ou tem acesso limitado a elas, tem grandes chances de não atender às demandas do mercado competitivo, o que provavelmente não lhe dará reconhecimento social e “utilidade” neste modelo econômico (que se incorpora no social), podendo deixá-lo a mercê de dramáticas consequências políticas e pessoais. A subcidadania está ligada não apenas à marginalização histórica de vários grupos sociais, mas também à reprodução e manutenção dessa grande parte de indivíduos à margem de uma ordem produtiva objetiva, moderna, que exige uma personalidade e comportamento específicos Especificamente, permeando o objetivo geral da pesquisa proposta, conforme a tentativa de compreender como o processo de modernização brasileira formou um grupo de excluídos pela ordem competitiva; investigar qual a noção que estes jovens têm de seus papéis em seus contextos sociais específicos; verificar se eles se reconhecem como essa classe desfavorecida e estereotipada por parte significativa da sociedade e ter a percepção do que eles esperam de seu futuro levando em conta todo o contexto de exclusão por parte de nosso modelo de cidadania atual. A pesquisa iniciou-se com um estudo teórico baseado nos textos do autor principal que perpassa a pesquisa, Jessé de Souza, e de autores que podem auxiliar o entendimento das questões referentes à mesma, como Pierre Bourdieu e seus conceitos de Habitus e capital simbólico, Charles Taylor, Axel Honneth e a noção de reconhecimento, entre outros. Aliada a parte teórica, foram feitas, em 2 meses, visitas semanais ao projeto, em que se realizaram entrevistas semiestruturadas com jovens entre 12 e 17 de ambos os sexos, havendo mudanças no decorrer das indagações, de acordo com o direcionamento do discurso de cada jovem entrevistado, valorizando-se cada vivência e visão de mundo dos e das entrevistadas. O recorte feito por esta pesquisa demonstrou que todos os jovens têm pretensões futuras diversas mas que se chocam com a realidade em que vivem, em muitos casos adequando-se a ela, aceitando um futuro de subempregos e de uma vida que se estabelece apenas na comunidade e não fora dela, pois existe o receio da não aceitação por parte de quem não vive naquele mundo, tornando-os mais pertencentes à comunidade. Provavelmente, esse reconhecimento eles não terão fora de suas respectivas realidades.
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O trabalhador associado constituído na travessia do trabalho assalariado para o trabalho associado (#2317)
Maria Clara Bueno Fischer 1;
Betânia Dos Santos Cordeiro
11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
O trabalho associado, como espaço-tempo de enfrentamento das desigualdades sociais, é lócus de recriação de conteúdo e de gestão do trabalho. Entretanto, trabalhar de forma associada e autogestionária, num contexto histórico em que o trabalho heterogerido é hegemônico, é um desafio profundo e permanente. No processo de fortalecimento de políticas neoliberais, no final do século XX, multiplicam-se organizações econômicas associativas de trabalhadores(as) do campo e da cidade. Para sobreviverem e/ou se contraporem à lógica capitalista, por meio da ação coletiva e autogestionária, os(as) trabalhadores(as) expulsos(as) do mercado de trabalho assalariado ocupam fábricas fechadas, criam associações, cooperativas de produção, consumo e crédito. Em torno de um movimento que internacionalmente ganha a denominação de Economia Solidária, trabalhadores(as) articulam redes de produção e comercialização, complexos cooperativos e cadeias produtivas na perspectiva da autogestão e da solidariedade. Muitos são os desafios enfrentados nestas caminhadas. Neste texto, são analisados elementos constitutivos das trajetórias de pessoas que fizeram travessias do trabalho assalariado para o associado e que, no momento da pesquisa, atuavam em uma cooperativa de vestuário, localizada em Porto Alegre, na região Sul do Brasil. O foco está, principalmente, nas possíveis relações estabelecidas entre tais trajetórias e a ressignificação do que é ser um(a) profissional. As novas compreensões emergem das experiências de trabalho vividas por elas no cotidiano da cooperativa vis a vis às anteriores. Ao narrarem suas histórias e percursos que compõe sua construção como profissionais da costura e da serigrafia, o(as) trabalhador(as) evidenciam valores e saberes aprendidos ao longo das experiências laborais; apresentam elementos que marcam suas entradas e saídas no e do mercado de trabalho; indicam processos formativos e aprendizagens para o trabalho e realizam reflexões sobre qualidade e sobre diferenças entre o trabalho assalariado e o associado. A análise das trajetórias de trabalho de sujeitos que produzem de forma associada e solidária contribui com o entendimento sobre os saberes e os valores que são mobilizados no trabalho associado e, dessa forma, influenciam a qualidade do trabalho desenvolvido e a compreensão da constituição da profissionalidade desses sujeitos. A pesquisa que sustenta as reflexões apresentadas situa-se no campo de estudos Trabalho-Educação e apoia-se em teorizações sobre a constituição dos ofícios e das profissões, trajetórias profissionais, biografias formadoras, trabalho associado e saberes do trabalho associado.
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As políticas de combate a fome do Brasil e México: a orientação internacional sobre a questão da pobreza na América latina (#0029)
Bruna Côrtes Moreira Cabral Da Silva11 - Universidade Federal Fluminense.
Abstract:
Este artigo tem por objetivo contribuir sobre o debate das políticas de combate a fome, que ganham força, a partir dos anos 1990, atreladas a uma orientação internacional, para o cumprimento de metas ao enfrentamento da pobreza no cenário da América Latina. O foco desse trabalho será as políticas do Brasil e México, que com o discurso de combate a pobreza, vinculado a ordens do Banco Mundial, FMI e outras organizações, que pressionam a reduzir as taxas da extrema pobreza. Ao indicar esses dois países é preciso considerar às particularidades de cada um, mas também considerar a inserção deles como periféricos e dependentes, dentro de uma lógica capitalista, com pautas neoliberais. E como sem um enfoque de mudança por completo, por não atingir diretamente a causa, mas sim a consequência, as políticas de transferência de renda ganham espaço e tornam moeda de troca de votos para os governos.
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Políticas públicas e população em situação de rua: Estado e produção de legibilidade a partir do serviço de utilidade pública Disque Direitos Humanos - Disque 100 (#0307)
Calvin Furtado Da Cas11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Abstract:
O estudo dos processos que compõe a política, dos aspectos rituais e simbólicos do poder, do movimento de fazer o Estado - sendo este em constante relação com suas margens - representa um desafio para qualquer pesquisador. É preciso entender o Estado não como matéria estática, mas como uma entidade que se contitui e se renova gradualmente a partir da eclosão de novas subjetividades, novos atores sociais, novos sujeitos políticos. O presente estudo articula um referencial teórico da área das políticas públicas com a área da antropologia social no sentido de verificar a eclosão de arranjos legislativos e institucionais que são operacionalizados por e a partir do Estado. A leitura que se propõe é refletir as ações governamentais enquanto processo que evidência a produção de legibilidade (Scott, 1998); no sentido de que o Estado reconfigura-se para tornar legível juridicamente, elegível politicamente, ou inteligível praticamente uma determinada categoria, comunidade ou população de baixa representatividade e capacidade de desempenhar a plena cidadania. A complexidade e tensão destes agenciamentos demonstram que a questão dos direitos humanos é um campo aonde a questão da moral e das moralidades está presente nos processos de construção social das populações alvo de atenção governamental. A proliferação de categorias e seus efeitos nas formas de gestão governamental e inscrição política de populações (neste caso, a população em situação de rua) ocorre a partir do emprego de linguagens específicas em que a referida atenção governamental ganha corpo na forma de leis, de programas ou de serviços (neste caso, através de um serviço de utilidade pública). O presente estudo investiga o serviço de utilidade pública Disque Direitos Humanos – Disque 100, entendido como um mecanismo no limiar da proteção e do controle social, tal como outras tecnologias de governo, como a pesquisa social aplicada e a pesquisa censitária. O Disque Direitos Humanos – Disque 100 é um serviço vinculado à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania do Brasil. Apresenta-se os dados produzidos entre 2011 e 2016 sobre violações de direitos humanos da população em situação de rua e investiga-se a inserção do grupo vulnerável “população em situação de rua” a partir dos modelos analísticos de múltiplos fluxos (Kingdon, 2003) e do equilíbrio pontuado (Baungartner e Jones, 1993).
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La construcción de las políticas sociales en Paraguay (#0351)
Ana Rojas Viñales11 - Universidad Autónoma de Zacatecas.
Abstract:
Para comprender la construcción de la política social de Paraguay, se precisa conocer la historia política, económica y social que ha configurando la realidad del país. Es importante, por lo tanto, identificar los hechos claves que han definido las necesidades y las respuestas que desde el Estado se les han dado. En este sentido, se pretende presentar los antecedentes que determinan la orientación de la política social implementada por el Estado. El objetivo, entonces, es interpretar la cuestión social y el rol del Estado desde 1811 hasta 1989. El año 1989 es un hito en la historia de Paraguay, ya que finalizaban los 35 años de dictadura unipersonal, totalitaria y represiva de Alfredo Stroessner y empezaba la transición a la democracia. En Paraguay, las estrategias sociales se han construido a partir de las particularidades de su modelo de crecimiento, su inserción en la economía mundial y las características del Estado - Nación a lo largo de la historia (García, 2012). En este sentido, las bases de producción económica (su modelo de crecimiento) y los mecanismos de reproducción social son las que han determinado las respuestas de la cuestión social desde el Estado paraguayo. El reto para el próximo capítulo es profundizar en el análisis de las políticas sociales luego de 1989, teniendo como base de ese análisis a lo trabajado en este capítulo. La orientación de las políticas sociales antes de 1989, el rol del Estado en las diferentes etapas y la presencia de diferentes actores sociales permite reconocer la ideología y sus prioridades. La carga política del largo periodo dictatorial aun tiene secuelas en la manera en que se organiza la sociedad en Paraguay y como se atienden sus necesidades. La represión y la violencia institucional han sido mecanismos de desarticulación de los movimientos sociales y la lucha por los derechos había sido sumamente restringida. Posteriormente a 1989 se implementaron reformas con la intención de ir resolviendo los problemas sociales y las secuelas del largo periodo de dictadura. Las políticas sociales fueron asumiéndose como responsabilidad del Estado, pero con características particulares, que de acuerdo con los grupos dominantes y el modelo de crecimiento económico, han ido reproduciendo las características estructurales de la sociedad paraguaya: alta concentración de riqueza, desigualdad y atraso en las condiciones sociales.
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Democracia, desenvolvimento e políticas de erradicação da pobreza: participação de atores políticos na Bahia (2011-2014) (#0457)
Danilo Uzêda Da Cruz 11 - UFBA.
Abstract:
O processo de inserção das demandas da sociedade civil nas políticas públicas corresponde a uma complexa dinâmica que passa pelo reconhecimento dos grupos demandantes e da criação de instrumentos que possibilitem a escuta e a operacionalização dessas demandas, com vistas a garantir a eficácia ao atendimento (PATEMAN, 1992; TEIXEIRA, 2002). Portanto, para uma efetiva participação empoderada da sociedade civil, é preciso sua atuação nas seguintes dimensões: A) Processo de elaboração e formulação de um diagnóstico participativo com os envolvidos na política pública, acentuando a estratégia de intervenção, obstáculos a implementação, elementos internos de constrangimento a política, e as exterioridades (oportunidades e potencialidades). Esse diagnóstico deve ainda ser composto com as experiências exitosas, bem como os contextos de dificuldades, oportunidades e possibilidades para a implantação da política pública. Alguns autores relatam a necessidade de mensurar ainda os custos e riscos para a implementação da política; B) um amplo espectro de deliberação criado a partir do debate e mobilização da sociedade civil, deliberando e contribuindo para a delegação de competências, definição de recursos, cronogramas e indicadores de avaliação e monitoramento; c) A clareza nos projetos, diretrizes e estratégias, com a possiblidade de tornar clara a linguagem, nos parâmetros educacionais da sociedade civil envolvida na ação; d) A criação de espaços de acompanhamento da execução com poder decisório para realizar revisões, ajustes e reorientações na política; e, F) avaliação coletiva e participativa com a exposição das conquistas e do percurso na implantação da política pública. Aspecto fundamental para a devolução para o conjunto dos setores envolvidos na ação, sendo possível perceber o papel dos poderes públicos e da sociedade civil em cada momento da execução. Para os autores pesquisados encontramos esse processo metodológico para a atuação da sociedade civil e a inserção das demandas nas políticas públicas com mudanças apenas de conteúdo. Todos os autores argumentam que esse processo melhora a qualidade da democracia, bem como amplia a participação social nos processos decisórios (LAVALLE, 2006; SOUZA, 2003; SOUZA, 2001, 2003, 2006; TEIXEIRA, 2002). A diversidade de modelos e espaços públicos de participação, com a criação de conselhos de gestão, conselhos setoriais ou conselhos focais de políticas públicas, também articulam elementos do processo decisório (como é feita a consulta a sociedade, o conselho ou espaço público é deliberativo ou consultivo, etc.). São mecanismos ou burocráticos ou apenas administrativos que buscam exercer o controle e planejamento das políticas públicas. Nesse sentido interrogamos se a estratégia de participação social, ora como forma de compensação e ora de inserção das demandas sociais dos grupos excluídos do sistema político, recoloca a questão da participação como elemento fundamental e fundante dessa perspectiva na gestão das políticas públicas sem, contudo, abrir mão do controle do aparelho de Estado.
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La incidencia de la biblioteca en las desigualdades sociales. El caso del Sistema de Bibliotecas Públicas de la ciudad de Medellín a partir del Acuerdo 079 de 2010 (#0461)
Natalia Duque Cardona11 - Universidad de Antioquia.
Abstract:
El propósito de esta ponencia es presentar el papel que tiene la biblioteca pública en los procesos de reducción de las desigualdades sociales. Específicamente, el estudio indaga por las estrategias que se han implementado en el Sistema de Bibliotecas Públicas de Medellín a partir de la firma del Acuerdo 79 de 2010, por medio del cual se adopta la política pública en materia de lectura y escritura para el Municipio de Medellín, para promover la inclusión de poblaciones históricamente desatendidas, como la indígena, afro y rom, y el impacto que ha tenido en estas comunidades. Para ella se plantea la comprensión de la biblioteca como dispositivo cultural que a partir de técnicas de dominación/emancipación evidenciadas en las práctica de lectura, escritura y oralidad incide en la desigualda social.
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Pobreza alimentaria en el México rural: asegunes y respuestas frente a la política social (#0683)
Blanca Olivia Acuña Rodarte 11 - Universidad Autónoma Metropolitana Unidad Xochimilco.
Abstract:
Resumen ponencia Congreso ALAS 2017 Pobreza alimentaria en el México rural: asegunes y respuestas frente a la política social Blanca Olivia Acuña Rodarte Grupo de trabajo 08 Desigualdad, pobreza y exclusión social En los últimos 10 años, la pobreza alimentaria en el medio rural mexicano prácticamente se ha mantenido en alrededor del 30 por ciento. Una multiplicidad de programas se han instrumentado como parte de la política social para enfrentar este problema: PAL-Prospera, Cruzada contra el Hambre, desayunos escolares, entrega de despensas etc., sin embargo, no ha logrado frenarse y en algunos años, incluso se ha incrementado. A partir del acercamiento a diferentes programas y experiencias a nivel local, esta ponencia busca exponer algunos resultados de una investigación que busca aproximarse a los límites, tensiones y respuestas de estos programas sociales para comprender por qué no han logrado reducir la pobreza alimentaria rural. El principal programa de transferencias condicionadas Prospera, incrementó su presupuesto significativamente, pasando de 50 mil millones de pesos en 2008 a 82 mil en 2016, es decir, un aumento de más del 60 por ciento en ocho años, mientras que en el mismo periodo, la pobreza alimentaria rural se estancó en 31 por ciento. Si bien hay un cúmulo de recursos etiquetados para este fin, las respuestas no parecen reducirse al asistencialismo de la política social, sino en mucho, al enfoque en el que ha sido diseñada y que implica que las personas en el campo dejen de ser productores para convertirse tan sólo en consumidores, profundizándose su dependencia al mercado, desestructurándose sus capacidades productivas de autoconsumo. La investigación ha incluido experiencias en varios estados de México, para conocer las formas en que los programas sociales aterrizan, cómo son recibidos por los beneficiarios y que estrategia han generado para reconfigurar algunos de estos.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Extractivismo y Resistencias |
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La persistencia de las zonas grises y la explotación ilegal de los recursos naturales en el Amazonas. (#0033)
Marina Malamud Feinsilber11 - CONICET.
Abstract:
El trabajo se concentra en analizar patrones sociales de violencia sistemática vinculados al conflicto entre actores violentos no estatales y el Estado por el control territorial para la explotación de recursos naturales. Las zonas grises se definen como espacios geográficos donde los Estados no han podido ejercer de forma efectiva la provisión de bienes públicos, incluyendo el monopolio legítimo de la violencia. La muestra se concentra en Colombia y Perú, puesto que comparten como factores comunes: la existencia de zonas grises en materia de seguridad, particularmente en el Amazonas;la dependencia de sus economías en cuanto a la exportación de bienes primarios; y una alta vulnerabilidad a los efectos del cambio climático global. En ambos casos se manifiesta la presencia de actores violentos no estatales (FARC/ELN y Sendero Luminoso) que se enfrentan a las estructuras gubernamentales buscando ejercer el control socioeconómico en las zonas grises. Estas organizaciones paraestatales se autofinancian, en gran medida, a partir de una economía ilícita paralela basada en el cultivo de drogas y/o la minería ilegal del oro. Este fenómeno asociado con una configuración compleja de relaciones de poder vinculado con el control y explotación de recursos naturales es abordado desde la subdisciplina de la sociología medioambiental.
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El bosque como obstáculo en colonizaciones recientes: de imaginarios y políticas de titulación en el siglo XX a hoy. Dos casos de análisis. (#1264)
Diana Carolina Murillo Martín 11 - Colectivo de Geografía Crítica.
Abstract:
Desde las políticas de titulación de tierras que impulsaron la colonización campesina en la década de 1960-1970 en países como Ecuador y Colombia se exigía demostrar el uso del predio. El uso requería exponer sembradíos, y el bosque por tanto era sinónimo de no uso. Estas políticas recargaron el imaginario del bosque como improductivo y como obstáculo, tanto para la titulación como para la producción, por parte de la población colona. Hoy en día estos imaginarios siguen vigentes. Se propone examinar de manera comparativa y exploratoria dos estudios de caso de colonización reciente y rápido avance de las fronteras agrícolas y extractivas en Íntag (Ecuador) y el área de la Macarena (Colombia) desde las políticas de titulación entre la década de 1960 y 1970 que incidieron allí y un examen discursivo de los pobladores. Partiendo desde un análisis teórico enmarcado en la ecología política sobre la producción de la naturaleza esta problemática cobra relevancia al examinar que estos imaginarios repercuten en prácticas que se manifiestan hoy en día y que repercuten en la conservación o no del bosque en zonas donde la frontera agrícola y extractiva avanza rápidamente junto a proyectos de Pago por Servicios Ambientales. ¿Cuáles son los desafíos en estos contextos?
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Monocultura e colonialismo em terra indígena: dinâmicas de resistência e diversidade de saberes (#1367)
Verônica Maria Bezerra Guimarães 11 - Universidade Federal da Grande Dourados.
Abstract:
Desvendar os processos humanos das relações entre territorio e natureza revela toda uma riqueza e sabedoria que foram e continuam, em grande medida, sendo subjugados, com uma prevalência de pensamentos e ações monoculturais. A homogeneidade e uniformidade do modelo monocultural atinge o pensamento e se expande para as práticas relacionais com o meio ambiente. Os cinco séculos de história desde os descobrimentos na América têm sido marcados por distintos momentos de tolhimento da autonomia aos povos indígenas aqui encontrados. Momentos caracterizados pela imposição de limitações territoriais, pela utilização dos recursos naturais encontrados nas terras indígenas, pelos modos externos de administração e pela gestão das vidas e liberdades dos povos indígenas e pela utilização da mão-de-obra nativa na construção da riqueza nacional. Da ação dos primeiros contatos à instauração de uma política pública indigenista pelo Estado Brasileiro, experimentaram-se situações que vão da total negação da humanidade dos povos autóctones à tentativa de tirar-lhes a indianidade por meio de práticas cujo escopo seria a transformação em trabalhadores nacionais. O ano de 1988 representa um marco para os índios no Brasil na medida em que houve uma mudança de paradigma, sintetizada pela substituição dos verbos tutelar e integrar (contidos no Estatuto do Índio), pelo verbo reconhecer (no art. 231 da Constituição). No entanto, ainda, são muitos dos desafios para a implementação dos direitos indígenas e ambientais. A perda da diversidade biológica leva a perda da diversidade de saberes locais, resultando em um duplo empobrecimento: de natureza e de cultura. A ancestralidade do saber indígena no trato da terra tem sido subjugado em nome de um ideal universal de técnicas, políticas e economia que colonizam povos e ambientes. Velhas e novas questões sobrepõem-se, ganhando redefinições em decorrência dos complexos processos territoriais. Os sistemas de agricultura monocultural são baseados em regime de propriedade privada e produzem um rastro de destruição sobre os recursos naturais. A imposição da uniformidade cultural gera instabilidade e vulnerabilidade natural e social. Por isso, o direito a terra (entendida esta como um ser vivo e com dinâmicas próprias) e o direito ao território (entendido com um viés étnico e de ocupação tradicional) devem auxiliar na construção de um diálogo mais harmônico entre os direitos e a justiça indígenas, ambientais e econômicos. O presente trabalho visa analisar os processos de colonização, decolonização e colonialismo interno da terra indígena Jatayvary, situada no sul de Mato Grosso do Sul, no Brasil, baseado em trabalho de campo realizado como parte da pesquisa de Doutorado em Desenvolvimento Sustentável na Universidade Nacional de Brasília. Da sua análise pode-se perceber que, apesar de muitas contradições no discurso e práticas no uso da terra como: utilização de agrotóxico, desmatamento, reprodução de modelos do agronegócio e arredamento de terras, ainda assim, o interior da terra indígena possui muito mais diversidade biológica e cultural que o seu entorno.
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Memória ambiental e identidade cultural – Resistência quilombola no Brasil e proteção ao meio ambiente (#2607)
Marques Clarissa 11 - UPE/FACIPE/FADIC.
Abstract:
A abolição da escravidão no Brasil não colocou um fim à necessidade de resistência da comunidade negra quanto às dificuldades no processo de territorialização. A manutenção de territórios ainda encontra barreiras, inclusive, no que se refere às posturas adotadas pelo Poder Público que, não raramente é marcada pela tendência em definir com fortes traços o que é humano e o que é natural. Esse distanciamento entre o humano e o natural mostra-se evidente no caso da comunidade quilombola de Bombas, São Paulo-Brasil. Formada, a partir da segunda metade do século XIX por escravos fugidos, sua mata densa serviu de refúgio contra as perseguições e abrigou uma agricultura de subsistência ambientalmente sustentável. É um exemplo das chamadas comunidades quilombolas que fortalecem a identidade cultural do povo brasileiro e da memória ambiental do país. Em 1958 a área foi transformada por lei em um Parque de Proteção Integral destacando a invisibilidade dos quilombos brasileiros. A permanência do quilombolo de Bombas tornou-se illegal por razões ambientais. Um caso de racismo ambiental. O poder público mantém a comunidade sem direito à eletricidade, água, sem estradas de acesso às cidades mais próximas e proibiu as atividades de plantação em defesa da “proteção ambiental” do Parque. Assim, esse trabalho ressalta a necessidade dos conceitos como ancestralidade, etnicidade, territorialidade e identidade coletiva, no caso de quilombos, serem analisados, também, como valores ambientais e destaca: 1. A permanência dessas comunidades nos territórios onde originalmente esconderam-se os escravos empodera a identidade cultural desses grupos; 2. A territorialização dos quilombos não impede a proteção do meio ambiente e, sim, integra a memória ambiental brasileira; 3. O caso de Bombas evidencia a interpretação dada pelas instituições públicas, quanto à inviabilidade da territorialização das comunidades remanescentes de quilombos e a preservação ambiental. Uma postura que opta pelo dualismo entre o humano e o natural e enxerga identidade cultural e proteção ambiental como valores opostos.
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Mineração no Rio Camaquã: uma análise de atores (#6956)
Fernanda de Almeida Pinto 1;
Rafael Kruter Flores
1;
Rodrigo Luís Melz
11 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.
Abstract:
O depósito mineral Santa Maria está localizado em uma área de 388 hectares no município de Caçapava do Sul, no estado do Rio Grande do Sul (Brasil). Estima-se que tenha 29 milhões de toneladas de reserva mineral na área, que possui formações rochosas e a prevalência do chamado “campo sujo” - onde campo e pedras se misturam, que fizeram dela a área mais preservada do Bioma Pampa no Rio Grande do Sul, um bioma que tem apenas 3% em unidades de conservação. Na região mencionada, ao invés das lavouras convencionais, prevalece atualmente a pecuária familiar. Em maio de 2016, o Governo do estado concedeu uma licença prévia para uma mineradora do grupo Votorantim operar na região. O Projeto Caçapava do Sul é uma joint venture entre a Mineração Iamgold Brasil e a Votorantim Metais, e foi apresentado ao Governo e à comunidade, através de duas consultas públicas, reunindo cerca de 700 pessoas em Minas do Camaquã e 900 em Caçapava do Sul. Após a realização dessas audiências, o Ministério Público Federal recomendou a realização de mais três audiências, indicando que o estudo de impacto ambiental realizado havia subdimensionado e/ou excluído indevidamente o impacto ambiental nos municípios vizinhos. Nesse processo, identificamos diversos conflitos de interesse relacionados ao projeto de mineração em análise. Neste sentido, o artigo visa identificar os atores sociais interessados no jogo social que ali se estabelece, a partir da análise de atores. Para o autor chileno Carlos Matus atores sociais são personalidades ou organizações com capacidades de acumular forças, desenvolver interesses e produzir fatos no jogo social. A partir de consultas a dados secundários, principalmente notícias de jornais, revistas e blogs, foram identificados diversos atores sociais no jogo social, que podem ser categorizados em: órgãos governamentais de licenciamento e regulamentação; lideranças políticas dos diversos municípios envolvidos; associações de moradores; comunidade científica e pequenos agricultores e pecuaristas. Dentre esses, os defensores do projeto se concentram entre as lideranças políticas, sendo que os demais atores tendem a contestar o mesmo. Tais atores, ainda em 2016, criaram a Frente de Autodefesa do Camaquã. A luta contra um projeto de mineração de chumbo, zinco e cobre em Caçapava do Sul, às margens do rio Camaquã e numa das raras áreas ainda preservadas do Bioma Pampa, está mobilizando comunidades de várias cidades da região que questionam os possíveis impactos ambientais e sociais do empreendimento. O projeto preocupa a comunidade científica, ambientalistas e pecuaristas, pois a mineradora pretende se instalar exatamente na região denominada Guaritas, às margens do rio Camaquã, de importância ambiental, turística e histórica.
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Mercantilización de la Naturaleza y despojo (#4072)
Adrian Alejandro Vilchis Onofre 1; Emilio Gerardo Arriaga Alvarez
1; Neptalí Monterroso Salvatierra
1; Cristina Flores Amador
21 - Universidad Autónoma del Estado de México. 2 - Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo.
Abstract:
La destrucción de la naturaleza y sus consecuencias para la humanidad, son cada vez más evidentes. Más allá de su vinculo con temas aislados como: contaminación del aire, agua, suelo, desertificación o generación de residuos; el eje común está en las formas de producción, que rompen la relación hombre-naturaleza, destruyendo la relación ancestral con ésta, dejando de lado la dependencia con ella para la vida, y considerándola exclusivamente materia prima del ciclo económico, el cual destruye su orden complejo y la desnaturaliza para insertarla en el mercado. Actualmente los gobiernos locales e instituciones internacionales impulsan esta desnaturalización del ambiente con más fuerza que nunca, a través de la articulación de políticas, la creación de ideologías y el desarrollo tecnológico, lo cual da lugar al surgimiento de las llamadas nuevas formas de acumulación (Harvey, 2007). Es clave para este proceso, la renovada importancia que se da actualmente a las zonas rurales de los países periféricos, que se refuncionalizan para dejar de ser productores solo de alimentos básicos, diversificándose hacia la siembra de flores y frutas, además de realizar actividades como forestería, de ser generadores de servicios ambientales, e incluso convirtiéndose en sitios recreativos y turísticos. Dentro de esta lógica, todo (incluso la naturaleza) debe servir para algo, y tiene que ser útil a la producción de capital para ser reconocido como real, transformando la vida en un mundo más de medios que de fines, desechando todo lo que se vincule con algún fin último (Horkheimer, 2010). En los últimos treinta años se ha evidenciado esta desposesión a través de una serie de políticas, que se encargan esencialmente de privatizar bienes naturales: mercantilizando agua, tierra, medios de comunicación, transporte, banca, seguridad social, educación, empleo; e incluso la cultura; fiestas patronales, ferias y conocimiento tradicional. En este documento se busca analizar el proceso que da origen y reproduce la acumulación por desposesión. Será abordado a través de la propuesta de tres dinámicas: la de penetración, subsunción y cercamientos. La primera consiste en una fase de transformaciones estructurales que permitan flexibilizar la acumulación. En la segunda dinámica, se imponen formas violentas de control y dominación en las comunidades, mediante el Estado y Organizaciones No Gubernamentales (ONG), haciéndolos partícipes de las nuevas actividades y evitando de este modo la resistencia. La última dinámica se refiere a la articulación de las dos anteriores: una vez que se han modificado las reglamentaciones, e integrado a las comunidades que eran dueñas hasta entonces de los recursos, convirtiéndolas en sujetos dóciles, se hace posible la entrada del capital privado, convirtiendo la naturaleza en mercancía y permitiendo la reproducción del sistema. Este análisis tiene por objeto señalar, que las dinámicas históricas del capitalismo para la acumulación, se continúan manifestando en las “nuevas” formas de acumulación, en el proceso de mercantilización de la naturaleza. Esto siempre inscrito en un flexible y parcial marco de legalidad, que proporcionan los Estados.
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Eficiência e controle dos recursos naturais: o agronegócio e os processos de mercantilização da natureza nos cerrados nordestinos (Brasil) (#6654)
VALTER LÚCIO OLIVEIRA 1; EVE ANNE BUHLER
21 - UFF. 2 - UFRJ.
Abstract:
O objetivo deste artigo é analisar os discursos e práticas ambientais dos produtores agrícolas do agronegócio buscando identificar, a partir de sua diversidade, os diferentes posicionamentos adotados. Reconhecendo a agricultura empresarial como a manifestação de uma forma específica e ao mesmo tempo diversificada de exploração dos meios de produção, nos basearemos no conceito de estilos de agricultura para caracterizá-la e, assim, identificar as diferentes maneiras através das quais os agricultores organizam os recursos sociais e materiais do processo produtivo que dão forma a diferentes maneiras de se fazer agricultura. Nesse sentido, visamos associar a cada estilo de agricultura caracterizado, lógicas diferentes de conceber a natureza e atuar em relação a ela. Evidenciaremos que há um processo de aprofundamento na incorporação de novas práticas e tecnologias agrícolas que faz intensificar o uso dos recursos naturais e aprofundar o caráter produtivista desta agricultura. Tal processo se concretiza adotando um discurso em que a questão ambiental ganha centralidade, sem, no entanto, colocar em questão o paradigma de modernização em vigor e que historicamente dominou a agricultura. A convergência entre os interesses produtivos e os interesses ambientalistas encontra na lógica da eficiência e do controle o seu argumento central. A partir de tal racionalidade, fazer uso intensivo da tecnologia para obter maior produção por área, bem como fomentar a especialização de certas regiões (como o cerrado) como argumento para preservar outras áreas de maior apelo ambiental (como a Amazônia) são possibilidades convenientes. A adoção de medidas ambientais ajustadas aos interesses mercantis, como os selos ambientais, a adesão a programas voluntários de boas práticas, são convergentes com a lógica capitalista de mercantilização e neoliberalização da natureza e do espaço rural. As análises aqui resumidas serão desenvolvidas baseadas em dados empíricos coletados a partir de pesquisas realizadas desde 2012 nos cerrados nordestinos.
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A Reserva Extrativista Rio Xingu, da seringa ao peixe gelado: contexto histórico e atividades econômicas que configuraram a realidade local (#7416)
Roberta Rowsy Amorim de Castro 1; Ricardo Eduardo de Freitas Maia
11 - Universidade Federal do Pará.
Abstract:
Este texto tem como objetivo apresentar o resultado de pesquisa histórica sobre as atividades econômicas e relações de dependência e expropriação de famílias ribeirinhas residentes na Reserva Extrativista Rio Xingu localizada no Mosaico de Unidades de Conservação da Terra do Meio, estado do Pará, na Amazônia brasileira. Os dados foram coletados nos meses de junho e julho de 2012. Utilizou-se como técnicas entrevistas semiestruturadas a partir de roteiro pré-elaborado que culminaram em narrativas que foram transcritas em depoimentos. Ao relembrarem a história da região, os ribeirinhos relatam que a mesma já era habitada por indígenas e moradores locais (caboclos) antes mesmo da existência da exploração dos seringais. Porém, no final do século XIX e início do XX a economia da borracha passa a ditar as relações sociais e demográficas, sobretudo com a chegada dos nordestinos para atuar na atividade. Este período de extração do látex é geralmente lembrado como de muita penúria, exploração pelo aviamento, violência e conflitos com indígenas. Com o declínio da exploração de borracha a principal atividade para os moradores da região passou a ser a caça de gato do mato para venda de peles, o que ocorreu durante os anos de 1960 até 1979, e é relatada por todas as famílias como a que gerou maior retorno financeiro. Após a proibição da caça de gatos por meio da Lei 5.197/1967 (Lei de Proteção à Fauna e Flora), a atividade continuou sendo ainda praticada pelos moradores e só foi cessada com o aumento da fiscalização. A partir de então os moradores retornaram à extração da borracha e começaram a visualizar na pesca uma nova atividade para subsistência, a qual serviu inicialmente para alimentação familiar e posteriormente para comercialização do pescado salgado. A atividade pesqueira perdura até os dias atuais, no entanto, com uma mudança: o peixe salgado foi substituído pelo peixe gelado. Concomitantemente, no pós década de 1980 os ribeirinhos convivem com novas formas de exploração dos recursos naturais e expropriação do território, alternando suas atividades na extração de minérios e madeira, trabalho como peões em fazendas, pescas comercial e ornamental, e por último em atividades extrativistas de seringa e castanha. A partir desse resgate constata-se que as comunidades tradicionais da região historicamente estiveram imersas em constantes pressões e ameaças aos seus modos de vida e territórios. Ora seringalistas, que através do sistema de patronagem e aviamento mantinham cativos os seringueiros, ora a coação exercida por fazendeiros, empresários, grileiros, madeireiros e especuladores. Estes cenários influenciaram na criação, no ano de 2008, de uma unidade de conservação de uso sustentável, a Reserva Extrativista Rio Xingu.
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Extractivismo informacional en la Argentina: Litio, Agronegocios e Hidrocarburos no convencionales en el centro del debate acerca del Desarrollo Humano, Informacional y Ambiental (#8306)
Ignacio Cretini
1;
Juan Pablo De Luca
1; Déborah Pragier
1;
Juan Wahren 11 - PIDEM-UNSAM.
Abstract:
En este trabajo presentamos un adelanto de investigación en torno a los impactos sociales y ambientales que generan diferentes actividades extractivas en la Argentina (litio, agronegocio e hidrocarburos no convencionales) en relación a la dimensión del Desarrollo Humano Sostenible tanto en terminos sociales y económicos como ecológico-ambientales. En las últimas décadas se afianzó en América Latina, y Argentina en particular, un modelo de crecimiento económico basado en el uso intensivo de recursos naturales a través de actividades extractivas a gran escala que incorporaron para su producción tecnologías de punta e innovadoras, ligadas, en parte, a la denominada "era de la información" (Castells). En este sentido nos interrogamos acerca de las tensiones y debates que se suscitan en torno a estas actividades y la nocion de un Desarrollo Humano integral que incorpore las dimensiones informacionales, ecológicas y culturales de los habitantes de los territorios donde estas actividades se despliegan. Tomamos como casos de investigación en la Argentina la explotación del litio en el Salar de Olaroz - Provincia de Jujuy, el Agronegocio en la región noroeste de la Provincia de Buenos Aires y el desarrollo de los hidrocarburos no convencionales (fracking) en el yacimiento Vaca Muerta en la provincia de Neuquén.
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Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape: entre os discursos ambientais, identitários e desenvolvimentistas (#8671)
Abstract:
A Baia do Iguape se A Baía do Iguape se localiza no Recôncavo baiano, distante cerca de 110 km² de Salvador, capital do Estado da Bahia (BR). A região participou ativamente do ciclo econômico do Brasil colonial, quando foram instalados cerca de 18 engenhos de cana-de-açúcar. Com o declínio da produção açucareira, os engenhos foram sendo abandonados e passaram a atrair contingentes negros e indígenas, dando origem a diversas comunidades pesqueiras. O isolamento, provocado pela desestruturação do sistema fluvial e pela precariedade das vias terrestres, contribuiu para a manutenção dos modos de vida local, extremamente articulados aos ecossistemas locais, e para tornar a Baía do Iguape uma das porções mais preservada da Baía de Todos os Santos. Em 2000, o Governo Federal cria a Reserva Extrativista (RESEX) Marinha Baía do Iguape, uma unidade de conservação que tem por objetivo proteger o ecossistema e os modos de vida da população local. No entanto, a poligonal da RESEX contempla apenas águas internas e manguezais. No entorno da Resex encontram-se cerca de 38 comunidades tradicionais pertencentes às áreas rurais dos municípios de Cachoeira e Maragogipe. A maioria dessas comunidades iniciou um processo de luta pelo reconhecimento como quilombolas, logo após a promulgação do Decreto governamental (2003) que regulamenta os direitos territoriais dos remanescentes de quilombo, o que provocou violentas reações por parte de fazendeiros locais que se julgavam e agiam como verdadeiros donos das terras. Por outro lado a região, vem sofrendo forte processo de especulação imobiliária, devido principalmente à atividade turística e à implantação de projetos governamentais e da iniciativa privada. Entre esses empreendimentos se destacam a Indústria Naval S.A, instalada em 2006, correspondendo a 1ª etapa de um mega-empreendimento considerado por muitos como prioritários ao desenvolvimento regional. Para a implantação do empreendimento o Governo Federal modificou a poligonal da RESEX, sem levar consideração os interesses das comunidades locais e os protestos de diversos grupos ambientalistas e de pesquisadores sobre a região. Pretende-se analisar as como estas diferentes lógicas – ambientais, identitárias e desenvolvimentistas – se intercruzam e reconfiguram os espaços sociais, bem como as estratégias adotadas pelos diferentes atores socais na defesa de seus interesses.
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Extracción e industrialización del litio Bolivia: debates económicos, sociales y ambientales sobre el proyecto estatal (#9173)
Ariel Martín Slipak 11 - OMET-UNM / IEALC-UBA.
Abstract:
En nuestra vida cotidiana estamos en contacto permanente con baterías que emplean litio, en los teléfonos celulares, tablets o notebooks, pero existen dos industrias que aspectos que le otorgan aún mayor relevancia: su creciente uso en la industria automotriz; y la producción de acumuladores a fines de almacenar energía cuyo origen sea solar, eólico o mareomotriz. Estos dos últimos usos ponen al litio en el corazón de una posible estrategia o cambio de paradigma tecno-productivo post-fósil. La creciente demanda de carbonato de litio (eslabón más bajo de la cadena de valor de una batería de Ion-Litio y por ende también de productos electrónicos) ha generado que su precio internacional se eleve notablemente desde inicios del siglo XXI. De hecho, en un contexto de retroceso o estancamiento del precio internacional de los commodities, el carbonato de litio ha sido una de las excepciones a este fenómeno. Hasta inicios de la década de 1990 el litio se extraía mayoritariamente de rocas, como el espodumeno, resultando Australia el principal productor global. Ahora bien, en esa época se avanza en técnicas de extracción de carbonato de litio a partir de salmueras de los salares. Las técnicas de extracción son disímiles y hasta dependen de las condiciones de cada salar, pero no es menor el dato de que en los salares del Noroeste Argentino, Bolivia y Chile se encuentran el 80% de las reservas mundiales en salares que son las de más económica extracción. Ante esta realidad, en torno al litio se reciclan viejos debates sobre cuestiones que hacen al desarrollo económico y social. En principio, la sola posición del recurso –cuyo precio se encuentra en alza-, genera que reaparezca una vieja perspectiva de la posibilidad de inserción en la división internacional del trabajo tradicional basada en ventajas comparativas, exportando meramente el producto primario-extractivo a los centros industriales y tecnológicos globales. También genera imaginarios en torno a los posibles volúmenes de empleo que pueda generar la actividad, o desarrollo de proveedores locales y desde luego recaudación fiscal (tanto a nivel provincial como nacional), con la lucha por la apropiación del excedente de la actividad por parte de diferentes actores. Esta ponencia continúa un trabajo de investigación colectivo del Grupo de Estudios de Geopolítica y Bienes Naturales del IEALC-UBA sobre la extracción del litio en Argentina (estudiado desde múltiples aristas) y se apunta a compartir las primeras impresiones del trabajo de campo realizado en Bolivia febrero de 2017. En el mismo exponemos las características jurídicas y económicas del proyecto de explotación estatal del litio por parte del gobierno boliviano y lo analizamos desde múltiples aristas, incluyendo impactos socio-económicos y ambientales y caracterizamos los diferentes intereses de actores en conflicto.
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Recursos Hídricos |
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Desafios sociojurídicos relativos ao Aquífero Guarani em duas bacias hidrográficas do Estado de São Paulo: bacia do Pardo e bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (#0333)
Marcio Henrique Pereira Ponzilacqua1; Leonardo Mattoso Sacillotto
11 - Universidade de São Paulo.
Abstract:
O intuito é a abordagem de política pública para prevenção de contaminação de zona de recarga do Aquífero Guarani, com ênfase nos conflitos socioambientais, de governança, legislativos e jurisprudenciais de tutela das águas superficiais e subterrâneas. A base teórica é a da Sociologia Ambiental do Direito, cujos elementos são destinados a considerar especialmente os conflitos e vulnerabilidades, em perspectiva da complexidade socioambiental e sob enfoques transdisciplinar e transversal. A Sociologia Ambiental do Direito congrega, funde e transforma noções e métodos hauridos da Sociologia, da Ciência Ambiental e do Direito em vista da compreensão do fenômeno socioambiental. O procedimento metodológico é análise comparativa do caso do Aquífero nas regiões compreendidas por duas bacias hidrográficas onde ele ocorre. Na bacia do Pardo, com enfoque na região metropolitana de Ribeirão Preto, uma zona privilegiada de recarga, as águas do Aquífero constituem a principal fonte do recurso para abastecimento humano e demais usos agrícolas e industriais. Embora apenas uma pequena parcela do Aquífero ocorra na área abrangida pela bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), essa região também se constitui como importante zona de recarga de reconhecida vulnerabilidade ambiental. O uso da água do Aquífero nas bacias PCJ, embora residual hoje, afigura-se como solução política a longo prazo para o abastecimento da região e da megalópole paulista. A discussão centra-se na existência ou não de políticas públicas adequadas destinadas à proteção e preservação dessas águas subterrâneas. Os elementos de pesquisa enfatizados são concernentes: 1) aos riscos ou sinais de contaminação das áreas de recarga, com ênfase na Lagoa do Saibro, em Ribeirão 2) às pesquisas acerca da contaminação produzidas pelo centro de análise química da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas (campi locais), 3) aos atores sociojurídicos envolvidos: agentes públicos das Prefeituras Municipais, do Estado e da Federação, além dos comitês de bacia, naquilo que lhes compete na tutela das águas subterrâneas, 4) ao Ministério Público, notadamente o GAEMA (Grupo Especial do Meio Ambiente) e ao judiciário, no tocante às ações jurídicas perpetradas; e 5) à sociedade civil organizada (ONGs, Associações de Moradores). A proposta é a leitura da interação desses atores em chave de interpretação sociojurídica, razão por que a dimensão legislativa e jurisprudencial acerca do Aquífero será destacada para efeito de conjugação dos elementos suscitados. Em virtude da natureza transfronteiriça do Aquífero, serão também considerados aspectos legislativos e jurisprudenciais para além do direito interno brasileiro, abrangendo elementos do direito internacional, notadamente acordos entre países latino-americanos envolvidos. Como resultado, o texto tem proposta subsidiária de política pública e de avanço legislativo em matéria de política pública de tutela do Aquífero, com olhar atento às distorções – notadamente no campo da eficácia das normas.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Recursos Hídricos |
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Das águas encantadas às águas da ilusão: o caso da transposição do Rio São Francisco (#0439)
Loreley Garcia Gomes11 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
Esse trabalho apresenta os resultados da pesquisa “Sem Reservas”, realizada entre 2013 e 2016, projeto financiado pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado da CAPES. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o impacto ambiental e cultural da obra da transposição do Rio São Francisco (iniciada em 2007 e ainda em andamento) sobre dois povos indígenas diretamente afetados pela construção dos eixos norte e leste próximos a seus territórios. Realizamos dezenas de entrevistas com os caciques e representantes do povo Truká, em Cabrobó, local de retirada das águas do rio para abastecer os canais do eixo norte da transposição. Também entrevistamos o cacique e uma liderança do povo Pipipã, uma tribo cujas terras foram cortadas pelo canal do eixo leste da obra, em Ibimirim, ambos municípios do estado de Pernambuco. Os discursos revelam que o impacto da obra não se dá apenas sobre as terras e modo de vida dessas pessoas, mas confronta, sobretudo sua cosmologia e as representações que possuem sobre a natureza e o mundo sobrenatural, sempre em íntima conexão. No estudo também apresentamos um levantamento das lutas políticas e jurídicas travadas contra a obra, a partir de depoimentos, artigos da mídia e dos principais eventos que marcaram a resistência ao projeto, como a Caravana em Defesa do Rio São Francisco Contra a Transposição (2007) e a greve de fome do bispo Dom Cappio. Contrapomos à visão desenvolvimentista oficial com as alternativas apresentadas pelas ONGs, movimentos sociais e os povos que habitam a área: indígenas, ribeirinhos, pescadores, etc., que rejeitaram a construção dessa obra. Entendemos a construção da transposição no contexto das obras desenvolvimentistas de grande vulto que ocorreram no Brasil na última década, algumas sem êxito. Finalmente, descontruímos as justificativas oficiais sobre a necessidade da obra e apresentamos questionamentos sobre os reais motivos que levaram à opção por essa mega obra a despeito da resistência popular e das inviabilidades técnicas alegadas inclusive pelos construtores, como demonstraremos, e que, até o momento, não permitiram sua inauguração.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 38 |
Os saberes das águas: caminhos de diálogo interepistêmico (#0513)
Carla Pimentel Águas11 - Universidade de Brasília.
Abstract:
Vivemos um tempo de perguntas fortes e respostas fracas. Como alerta Boaventura de Sousa Santos (2009), atravessamos um período de transição paradigmática, que testemunha a crise da hegemonia do modelo sociocultural da modernidade ocidental. Nesse sentido é que perguntas fortes – como o que fazer perante as mudanças climáticas e a crescente escassez de água do planeta, por exemplo – encontra respostas insatisfatórias dentro dos espaços hegemônicos, o que denuncia a urgência do diálogo com as culturas subalternizadas e derrotadas pelo processo colonial. Inspirada por tais inquietações, a presente discussão tem como ponto de partida uma pergunta central: em que medida os saberes não-hegemônicos podem contribuir para a busca de respostas frente à crescente escassez de água? Essa indagação leva à delimitação do objetivo geral de pesquisa, que é o de promover a recolha, a sistematização, a visibilização e o debate, em termos interculturais e interepistêmicos, dos saberes sobre as águas acumulados no decorrer dos tempos e transmitidos predominantemente pela via da oralidade pelas populações indígenas e quilombolas. Desta maneira, proponho-me a desenvolver uma reflexão em torno dos conhecimentos invisibilizados acerca da água – seus usos, seus mitos, sua produção, conservação e relação com a vida cotidiana e o sagrado – a partir de diferentes matrizes epistêmicas. Esta proposta, aqui apresentada a título preliminar, consiste em um projeto de pós-doutorado, a ser desenvolvido em 2017 junto ao Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas da Universidade de Brasília (CEPPAC/UnB). As reflexões serão ancoradas no conceito de epistemologias do Sul (Santos e Meneses, 2009), entendido como um conjunto de intervenções epistemológicas que denunciam a supressão de saberes desencadeada, ao longo dos últimos séculos, pela norma epistemológica dominante, sob o manto de uma pretensa universalidade. Em termos metodológicos, a princípio pretende-se operar uma sociologia das ausências a partir de coletividades situadas na Chapada dos Veadeiros (Planalto Central brasileiro), no Sertão pernambucano (região Nordeste do Brasil) e na região da bacia do rio Jatun Mayu (Cordilheira Oriental dos Andes, Bolívia). Considerando-se que nenhuma forma singular de conhecimento pode responder por todas as intervenções possíveis no mundo, todas elas são, de diferentes maneiras, incompletas. Quando o mundo é visto a partir deste enfoque, revela-se a inesgotável diversidade das experiências – o que implica na renúncia a qualquer epistemologia geral. É sob esse prisma que a presente proposta pretende refletir sobre um dos grandes dilemas dos nossos tempos, buscando espaços de convergência entre a vanguarda do conhecimento científico e saberes ancestrais acumulados e transmitidos por comunidades da América Latina.
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Participación en la gestión del agua: del municipio a la macro-cuenca, un análisis de redes en El Salvador, Perú y Brasil. (#0782)
María Mancilla Garcia 1; Jacob Hileman
11 - Stockholm Resilience Centre.
Abstract:
En los últimos veinte años, la mayoría de países en América Latina – apoyados por las instituciones de cooperación internacional – han implementado instituciones participativas para la gestión del agua en el marco de la Gestión Integrada de Recursos Hídricos (GIRH). Esta teoría de gestión promete, con la implementación de instituciones participativas a nivel de cuenca, crear una gobernanza del agua más sostenible e inclusiva. La GIRH defiende que al reunir a una multiplicidad de actores se desencadenan procesos deliberativos que aseguran un reparto justo y sostenible de los recursos. Sin embargo, la GIRH no proporciona respuestas en casos de diferencias ontológicas de concepción del recurso, es decir, en casos donde una determinada concepción del recurso excluye otras, como ocurre en conflictos que enfrentan a comunidades indígenas y campesinas con compañías mineras, en, por ejemplo, Perú. Por tanto, se hace necesario investigar en qué casos los mecanismos participativos dan una voz efectiva a aquellos actores tradicionalmente excluidos de la gestión del agua. Es importante resaltar que la introducción de mecanismos participativos en la gestión del agua coincidió con la implementación de políticas públicas de descentralización en América Latina, de manera que estos mecanismos surgieron a diferentes niveles administrativos. Además de los niveles administrativos “tradicionales” – local, regional, nacional – la gestión del agua introdujo nuevas fronteras de gestión a nivel de la cuenca, la sub-cuenca y la micro-cuenca. Este artículo busca desentrañar los efectos de los procesos participativos para aquellos actores tradicionalmente excluidos de la gestión del agua e investiga esta cuestión teniendo en cuenta diferentes niveles administrativos. Tomamos como base teórica la recientemente resucitada Ecología de los Juegos y el Análisis Policéntrico. Además nos inspiramos en la literatura sobre la historia institucional de la gestión del agua en los países sobre los que hemos trabajado: El Salvador, Brasil y Perú. Metodológicamente, el artículo parte de una modelización de redes multi-nivel a través de la cual, la participación de los actores en diferentes foros participativos es capturada como enlaces entre actores y foros, y donde las colaboraciones entre actores quedan capturadas por enlaces de actor a actor. Además usamos entrevistas semi-estructuradas para explorar los razonamientos que llevan a los participantes a hacer elecciones estratégicas en términos de cómo participar en los diferentes espacios, así como con quién participar. Nos concentramos en dos cuencas en Perú, en una cuenca y una subcuenca en Brasil y en una microcuenca y los municipios que la componen en El Salvador. Nuestros resultados preliminares indican que los actores con capacidad para navegar la red institucional de la participación ejercen influencia en procesos decisorios, incluso cuando se trata de actores tradicionalmente sin acceso a la gestión pública.
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Conflitos epistemológicos de acesso a água: a relação entre agricultores e Comitês de Bacias (#1186)
Alexsandro Arbarotti 11 - Universidade Federal de São Carlos.
Abstract:
O presente estudo tem como objetivo compreender como se dão os conflitos entre agricultores assentados e Comitês de Bacias no estado de São Paulo, Brasil. De início é importante situar que os comitês de Bacias foram adotados no estado de São Paulo no ano de 1991 como instrumento de gestão dos recursos hídricos. Esse modelo de gestão foi inspirado na experiência francesa de gestão dos recursos hídricos que tem como base a gestão participativa, (Estado, municípios e Sociedade Civil). Entretanto, vários estudos demonstraram que essa proposta participativa não se concretizou de forma efetiva, ora pelo excesso de peso dos saberes técnicos para tomada de decisões e, ora, pelo limite das consultas e participação da sociedade civil. Esse último ponto pode ser exemplificado com o processo de viabilização e implementação de cobrança de água na agricultura, que não contou com a ampla consulta e participação dos agricultores. Tomando como estudo de caso um dos Comitês do Estado, Comitê Tiête-Batalha, e a sua relação com os agricultores do Assentamento Reunidas, no munícipio de Promissão, fica nítida essa distância. Isso porque os agricultores somente tomaram conhecimento dos estudos do Comitê para a taxação do uso da água por meio de um levantamento dos poços que existem em suas propriedades. Este fato gerou um descontentamento por parte dos agricultores que afirmam não concordar com a implementação da cobrança pelo uso de um recurso que historicamente eles tinham livre acesso. Esse fato estabeleceu um conflito de lógicas e concepções sobre o acesso a água entre assentados e Comitê. Pois de um lado vemos a lógica estatal e técnica, por parte do Comitê, que busca justificar a mercantilização da natureza, e por outro a lógica tradicional de livre acesso a água, dentro de uma visão simbiótica entre pessoa e natureza. Todavia, esses conflitos não aparecem no cotidiano de forma declarada, com a formação de um movimento ou de um grupo, como foi no processo de luta para conquista da terra, mas sim na intenção de contornar a regra por meio de uma resistência cotidiana ou pela sabotagem. Esse tipo de resistência, portanto, só é possível graças aos conhecimentos e a estreita relação que os agricultores possuem com a terra, que lhes conferem elementos para “fingir” aceitar a regra e continuar com suas práticas costumeiras. E assim, o que se percebe é um levante silencioso e sutil que não admite a mercantilização de um bem essencial a sua organização social. E por outro lado, essa prática coloca em questão o modelo colocado em prática de gestão dos recursos. Ou seja, esse conflito tem a potencialidade de fazer repensar as arenas participativas de gestão dos recursos ambientais.
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Técnica + Política: uma análise da Política Nacional de Recursos Hídricos do Brasil (#1648)
Raiza Campregher 11 - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Abstract:
A governança da água no Brasil é reconhecida como um dos modelos de gestão de recursos hídricos mais avançados mundialmente. A literatura da temática aponta a instituição da Lei das Águas (Lei Federal 9433, de 1997), que dispõe sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos, como um marco da passagem de uma gestão técnica para a governança da água, influenciado pelos ideais da democracia participativa. Tal Política propõe uma gestão descentralizada, integrada e participativa, incluindo Estado, usuários de água e sociedade civil organizada. Contudo, alguns autores vêm indicando que esse modelo de governança é atravessado pelo uso do conhecimento técnico-científico enquanto recurso de poder, de forma a problematizar seu potencial democrático. Nesse sentido, temos como objetivo analisar a Lei das Águas, buscando reconhecer as dimensões da técnica e da política nessa legislação. A esse respeito, concluímos que a Política Nacional de Recursos Hídricos no Brasil apresenta uma configuração específica no que tange a interação entre as duas dimensões: ela é simultânea e inseparavelmente técnica e política. Essa configuração caracterizaria um modelo típico da esfera pública na modernidade, no qual o social ascende a esfera pública e coloniza a política, possibilitando a supremacia da técnica. Uma vez compreendida a interação entre técnica e política na Lei das Águas, problematizamos o encobrimento da raiz epistemológica que sustenta essa técnica. Argumentamos que a origem do conhecimento técnico encontra-se numa racionalidade científica instrumental, que sustenta, por sua vez, a racionalidade da modernidade. Tal origem não é considerada no texto da Política Nacional de Recursos Hídricos, o que ocasiona dois problemas: (1) por um lado, dificulta a participação legitima daqueles que experienciam o mundo a partir de racionalidades outras; (2) e por outro, temos uma politica ambiental fundada na própria racionalidade moderna que é causa da crise ambiental. A presente pesquisa é desenvolvida no âmbito do curso de doutorado em Sociologia, na Universidade Federal de São Carlos (Brasil). Utilizamos os métodos da pesquisa bibliográfica nas temáticas governança da água, política de águas, e sociedade e meio ambiente; e da pesquisa documental, a partir da Lei das Águas. Tomamos como referencial teórico-analítico o debate sobre a esfera pública em Hannah Arendt, e a proposta de uma sociologia ambiental do conhecimento em Enrique Leff.
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Projeto de captação de agua dos aparelhos de ar condicionado: para uso não potável na Faculdade Santa Maria-FSM. (#1945)
Pavlova Christinne Cavalcanti Lima Lima 1;
Virginia Tomaz Machado Machado
1; Robson Arruda Dos Santos Santos
2; Michelangelo Carvalho Ribeiro Ribeiro
11 - Faculdade Santa Maria - PB. 2 - Instituto Federal da Paraiba.
Abstract:
A secular ideia passada de que a água é abundante e um bem inesgotável, depara-se neste século com uma realidade de escassez em diversas regiões no Brasil, resultante da falta de conscientização e mau uso por parte da população e empresas. Com os problemas ocasionados pela degradação ambiental no nosso planeta, principalmente a escassez de água, sentiu-se a necessidade de buscar alternativas para preservação e conscientização do meio ambiente, através de um Sistema de Gestão Ambiental Organizacional, que vem sendo desenvolvido como forma de administrar e minimizar os impactos ambientais no âmbito das organizações em geral. A problemática da escassez de água no alto sertão da Paraíba, onde está localizada a Faculdade Santa Maria-FSM, tem afetado toda região, diante desta realidade é primordial buscar soluções para minimizar esta catástrofe, portanto alternativas viaveis para captação de águas no intuito de minimizar esta problemática, dai a importância do uso racional da água utilizando técnicas e criatividade numa visão sistêmica para resolver as problemáticas relacionadas à gestão das águas. O referido projeto busca verificar o potencial de água expelida pelos aparelhos de ar condicionado da referida Faculdade, como também a quantidade que é desperdiçada, relacionar esses pontos com a capacidade de BTUs , mapear os modelos de aparelhos, quantidade de tempo em que fica ligado, assim como, sensibilizar a população acadêmica quanto ao uso racional da água e o reaproveitamento da mesma. A metodologia utizada é a Pesquisa documental e bibliográfica sobre a temática de implantação de boas práticas na Gestão Ambiental; Coleta de campo do mapeamento; Estimativa da vazão de água gerada dos aparelhos de ar condicionado. A pesquisa está sendo desenvolvida pelos alunos do curso de Administração, Arquitetura e Engenharia Civil da Faculdade Santa Maria- FSM. Tal procedimento terá como intuito sensibilizar a população acadêmica para a reutilização deste recurso com ações simples como regar as plantas, lavar o piso da Instituição, reutilização da água nas descargas, entre outras ações, evitando assim o seu desperdício, uma vez que o uso do ar condicionado na Instituição é frequente, inclusive ininterruptos em tres laboratórios utilizados pelos alunos da área de saúde . Considera-se relevante a proposta, tanto do ponto de vista acadêmico na sua amplitude de conhecimentos bem como para iniciativas voltada a Gestão ambiental, visto que uma vez consolidadas, proporcionam uma conscientização dos recursos hídricos.
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Comprensión de los consumos de agua y energía domiciliar en el contexto de las prácticas sociales y la sostenibilidad (#2100)
Fredy López-Pérez 1; Fátima Portilho
2; Jhoniers Guerrero-Erazo
11 - Universidad Tecnológica de Pereira. 2 - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Abstract:
En la perspectiva tradicional de las ciencias ambientales, el consumo es visto como una de las principales dificultades para concretar lo que puede entenderse como sostenibilidad. El llamado permanente a la reducción de los consumos individuales, a adoptar conductas con contenido ecológico, a tomar conciencia frente al daño que le ocasionamos al planeta, sumado a la aparente necesidad de sancionar y educar al consumidor permanentemente, hacen parte de la retórica ambiental cotidiana de las últimas décadas. Tal retórica, que se apoya en los instrumentos de la educación ambiental orientada personas aisladas, y en el establecimiento de estímulos y sanciones económicas, no ha permitido necesariamente que se registren modificaciones importantes en los patrones de consumo de bienes y servicios. Se muestra en la ponencia cómo la sociología del consumo, en un marco de sociología ambiental, es uno de los enfoques contemporáneos que ayuda a entender (al consumo) en una perspectiva que inicia con la crítica a esos juicios morales y normativos frecuentes en el enfoque ambiental. Para ello, resulta de especial atractivo la comprensión del consumo como práctica social compleja que explica buena parte de la vida cotidiana y que les permite a las personas, entre otras cosas, construir relaciones sociales. Los consumos de agua y energía en hogares urbanos son interesantes para un análisis del consumo como práctica social, porque concentran parte de la atención de gobiernos y empresas prestadoras de servicios públicos, cuando muestran preocupaciones por la escasez de agua y la sostenibilidad. Esas preocupaciones vienen acrecentadas por la ocurrencia cada vez más frecuente de fenómenos de variabilidad climática como el Niño en América Latina. En este escenario de incertidumbre ambiental, aparecen las figuras del consumidor de agua y energía aislado, reprochado moral y ambientalmente y que por lo tanto, requiere ser educado y sancionado. Se refuerza en la ponencia la necesidad de entender el consumo en una perspectiva más amplia y compleja, enmarcada en las prácticas sociales que le dan forma y sentido a las maneras de usar agua y energía en hogares. También se argumenta que el consumo obedece a la coevolución de al menos tres sistemas que interactúan: los sociotécnicos (infraestructuras, viviendas, diseños, dispositivos de ahorro), los normativos (los estímulos-sanciones para direccionar el consumo) y los culturales (prácticas que se van validando como socialmente aceptadas o reprochadas). Se busca encontrar claves que permitan entender cómo las actuales prácticas de consumo de agua y energía, pueden hacer tránsito hacia formas ambientalizadas de consumo. Se presenta además un análisis de estadística multivariada de una encuesta en 405 hogares, que, en una perspectiva cuantitativa, permiten validar en buena medida la construcción teórica en torno a las prácticas de consumo de agua y energía domiciliar.
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El negocio de los alimentos procesados y del agua embotellada en México, una problematización a través de la biopolítica. (#2156)
Ana Gabriela Cabrera Rebollo
1; Emilio Gerardo Arriaga Álvarez
1; Oliver Gabriel Hernández Lara
1;
Vanessa González Hinojosa 11 - UAEMex.
Abstract:
En la actualidad, México ocupa el primer lugar a nivel mundial en obesidad tanto en adultos como en niños y también el primer lugar en el consumo per cápita de agua embotellada. Estos datos alarmantes son sólo algunas evidencias que dan cuenta de los cambios de estilos de vida y consumo que han estado ocurriendo en la sociedad mexicana. Dichas transformaciones están atravesadas y determinadas por el mercado, situación que lleva a las necesidades básicas a estar subsumidas por el poder adquisitivo. Este estudio exploratorio surge de la inquietud de dos investigaciones que se realizan sobre las transformaciones en la alimentación y la reconfiguración del consumo del agua en México, ya que por medio del constante diálogo y colaboración entre equipos de trabajo, se encontraron similitudes que permiten dilucidar estrategias, mecanismos y controles que cercan a los sujetos hacia la adquisición de alimentos procesados y de agua embotellada. Debido a esto, se decidió unir ambas investigaciones con el objetivo de problematizar el negocio de los alimentos procesados y del agua embotellada, para así desvelar los paradigmas sobre lo que se come y se bebe, su legitimación y aparente incuestionabilidad. A través de la genealogía realizada hasta el momento, se han encontrado estrategias que hacen uso de los conocimientos generados por las ciencias, que después de ser legitimados por el Estado se enfocan en beneficiar al Capital, dejando el destino de la mayoría en manos de una minoría cuyo único objetivo es generar ganancias a toda costa. Ante esta situación, la reproducción de la vida se enfrenta a un régimen de verdad económico que pone en riesgo la vida misma y es por ello que se ha decidido realizar la investigación a través de la biopolítica, cuya premisa es “hacer vivir, dejar morir”. Al estar inserto dentro del capitalismo rápido –y de la propia modernidad líquida– el individuo encuentra la adquisición de infinitas posibilidades que lo llevan a eliminar y reemplazar con gran facilidad lo que está a su disposición, afectando la importancia que se da en el presente y con ello en el pasado y futuro, a su vida y a la de su entorno. El tipo de estudio que se propone es desde la perspectiva crítica, lo cual sugiere una manera diferente de abordar los temas que se refieren a la alimentación y pretende contribuir a la generación de conciencia socio-ambiental sobre los problemas cotidianos que se están enfrentando.
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Las aguas suben turbias: prácticas y sentidos producidos por vecinos de la ciudad de Córdoba frente al problema de las cloacas a cielo abierto (#2229)
Eliana Isabel Abraham
1;
Sebastian Horacio Gago 11 - CIECS (Conicet y Universidad Nacional de Córdoba).
Abstract:
En este artículo indagamos la problemática cloacal en la ciudad de Córdoba. La capital de la homónima provincia argentina está atravesada por un proceso de progresiva urbanización en la que se reconoce una antítesis: por un lado, la producción sistemática de imágenes y narrativas (Córdoba patrimonial, Córdoba del desarrollo, Córdoba colonial) desde arriba y través de operativos ideológicos que direccionan las sensibilidades hacia lógicas de consumo y disfrute estético; por otro, la ciudad desde abajo, tal como es vivenciada por los sujetos y grupos que la habitan. Las ciudades contemporáneas conforman un lugar estratégico para comprender los actuales procesos de estructuración social. La distribución e impacto de los riesgos que implican los problemas urbanos adquieren un reverso clasista que se intensifica en los países latinoamericanos, caracterizados por un desarrollo capitalista neocolonial (D’Amico, 2007). El “desarrollismo” inmobiliario impone nuevas tendencias socio-urbanas del habitar, siendo una de sus consecuencias palmarias el desborde del sistema de alcantarillado. Este riesgo, que hace peligrar la salubridad de la población, comporta la relación compleja y variada entre el binomio riesgo-posición de clase. Planteamos como hipótesis que existe una asociación entre los problemas de desbordes de la red cloacal, por un lado, y la intensificación de los procesos de construcción edilicia en la ciudad y la especulación inmobiliaria en los territorios que son expresión de las políticas de urbanismo estratégico (Boito y Espoz, 2014). Inscribimos la problemática de la insalubridad/salubridad en los escenarios urbanos como plataforma de conflicto, lugar de las sensibilidades y la configuración clasista que se otorga al alcance de las demandas de los actores inscriptos en la problemática. Como estrategia expositiva-argumentativa, proponemos, en primer lugar, describir la problemática de las aguas residuales en la ciudad de Córdoba y cómo se configuran en torno a ella determinados conflictos. Indagamos, por un lado, la manera en que los procesos de urbanismo estratégico y las narrativas dominantes en tanto “imágenes espectaculares” sobre la ciudad, son tensionados por las postales vivenciadas por los habitantes de barrios tradicionales que conviven con los desechos y la contaminación producida por su exposición a cielo abierto, y por otro lado, los sentidos que revisten las prácticas y recursos expresivos de los actores en sus protestas en torno al eje insalubridad/salubridad de los espacios barriales. Nuestro corpus está conformado por dos fuentes empíricas: 1) noticias locales publicadas en distintos medios gráficos y digitales que remitan a la problemática de las cloacas en la ciudad en los últimos años; 2) entrevistas a un grupo de vecinos de barrio Alberdi de la ciudad de Córdoba, durante el mes de julio de 2016.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 38 |
Educación y conflicto ambiental: reflexión sobre usos y gestión del agua en la cuenca de la Laguna de Rocha (#2430)
Eliana Arismendi 11 - Maestría en Ciencias Ambientales, Facultad de Ciencias, UdelaR.
Abstract:
La Educación Ambiental (EA) como disciplina, comienza a gestarse al inicio de la década de 1960, y se reconoce su génesis en esta crisis ambiental (Canciani, 2016) pero se consolida oficialmente, en la conferencia de las Naciones Unidas para el Medio Humano, en 1972 en Estocolmo. La definición de EA, es dinámica, y se recrea en función de los cambios de paradigmas sobre los temas ambientales, los enfoques y modos de aplicar de cada autor (Sauvé, 2005). En los inicios tuvo un marcado énfasis pedagógico-conservacionista, centrándose en la protección de la fauna y flora. Luego tiende a hacerse trasversal a las disciplinas y se incluye en los currículos educativos, donde se van incorporando lentamente las dimensiones tecnológicas, sociales y políticas (Lázaro, 2009). En el marco de EA para la justicia ambiental, los conflictos son utilizados como indicadores para generar los contenidos (Machado et al, 2015). Se entiende por “conflictos socio-ambientales aquellos ligados al acceso y control de los recursos naturales y el territorio, en el cual los actores enfrentados poseen intereses y valores divergentes en torno de los mismos, en un contexto de gran asimetría de poder” (Svampa, 2012). En Uruguay, son recurrentes los conflictos y problemas relacionados al agua y existe una gran sensibilidad social respecto al tema. En particular, en el período de 2004 hasta la actualidad, es un caso de estudio interesante para abordar en una investigación académica que relacione el conflicto por el agua y la educación ambiental (Machado et al, 2015). Este trabajo se enmarca en la tesis de maestría de Ciencias Ambientales de Facultad de Ciencias, UdelaR, cuyo objetivo general, es delinear una estrategia de trabajo en EA, en torno al uso y gestión del agua en la cuenca de la Laguna de Rocha. Este sitio posee características únicas en: 1) el conocimiento científico/sistematizado sobre la misma, 2) su gran relevancia para la conservación de la biodiversidad y valores culturales y 3) los efectos de los cambios recientes en las prácticas agrícolas dados por la expansión de las prácticas intensivas basadas en paquetes tecnológicos y la aplicación masiva de agrotóxicos como en la ampliación de los monocultivos forestales. Como hipótesis se plantea que las situaciones de conflictos ambientales, hacen surgir escenarios en disputa, en los que se generan y transmiten conocimientos, que permiten visualizar los temas ambientales, desde una mirada crítica. Desde este marco se habilita a la construcción de una estrategia de educación ambiental crítica, que incluya diversas posiciones y no siga las pautas de la agenda internacional hegemónica que impone una única visión y verdad sobre los temas ambientales en conflicto.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 38 |
Disputas por el agua en la Región Hídrica de Bogotá: Conflictos socio-ambientales por el sistema de aguas de Bogotá (#2916)
Daniel Albarracin 11 - Especialización en Ambiente y Desarrollo Local. Universidad Distrital José Francisco de Caldas.
Abstract:
El desarrollo de la ciudad de Bogotá ha estado determinado por su relación histórica con el agua y los conflictos que han surgido con relación a esta. Las comunidades indígenas (muiscas) veneraban al agua como uno de sus deidades, con la llegada de los Españoles (atraídos por la leyenda de El Dorado) el caserío se hizo poblado y luego Capital. Tal desarrollo ha sido registrado tanto por investigadores como por instituciones distritales (Empresa de Acueducto y Alcantarillado de Bogotá –EAAB-), sin embargo el análisis de las dimensiones ambientales no ha sido suficientemente estudiado. La presente ponencia plantea un análisis sistémico sobre el ciclo del agua, considerando los procesos de abastecimiento, sus usos y el saneamiento, y rastreando los conflictos socio-ambientales que este proceso ha generado para la ciudad y su región de influencia. La tala indiscriminada del bosque nativo sobre los Cerros Orientales y su posterior reforestación con especies exóticas (pino, eucalipto) junto a la contaminación de los ríos urbanos por aguas negras a finales del siglo XIX fue el principio de una serie de malas prácticas que han forzado a expandir el área de influencia de la ciudad en búsqueda de nuevas fuentes de agua y a llevado al límite ciertos ecosistemas esenciales para la región (Humedales y Río Bogotá, principalmente). Los páramos como grandes reservorios de agua han sido paulatinamente colonizados tanto por el sistema de aguas como por otras prácticas (expansión de la frontera agrícola y economías extractivas) y a pesar de ser el soporte vital de la vida en Bogotá, las medidas de protección no son suficientes y su deterioro es crítico. Así pues, el análisis aquí propuesto pretende dar luces sobre la complejidad de la relación entre las sociedades urbanas y los ecosistemas alto-andinos en relación con ciclo del agua, esto en búsqueda de escenarios más equitativos ambientalmente sobre todo frente al Cambio Climático. La disertación se desarrollará en primera medida repasando los trabajos realizados sobre el agua en Bogotá, resaltando los últimos avances que permitan hacer un bosquejo del sistema de aguas y los diferentes conflictos socioambientales; sobre este panorama se analizará desde las perspectivas de la Sociología Ambiental y el Ambientalismo Popular, priorizando la expansión del sistema en los próximos años y el futuro del Agua en la Región Hídrica de Bogotá.
08:00 - 10:00 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 39 |
Cátedra Abierta Socioecología Urbana. Acción desde la observación sociológica del ecosistema urbano (#3904)
Oscar Dario Gomez Pucheta 11 - Universidad Libre del Ambiente.
Abstract:
La ponencia propone narrar la experiencia de implementación de la formación colectiva en la identificación de soluciones en la Ciudad de Córdoba, desde la conformación de la Cátedra Abierta de Socioecología Urbana (CASeU) en la Universidad Libre del Ambiente. El CASeU es una instancia de reflexión de actores de la sociedad sobre la ciudad, (entendida ésta como el espacio urbano practicado y ocupado1), donde se promueve la difusión y debate de nuevas alternativas y formas de vivir la ciudad garantizando el Derecho a la misma por parte de las actuales y futuras generaciones, desde una perspectiva ambiental. La idea de analizar la ciudad como un ecosistema, no solo con interés cultural o científico, es un aporte de soluciones al funcionamiento interno de la ciudad. Una mirada con decisiones parciales, tiene repercusiones directas e indirectas sobre otros sistemas urbanos, por tanto es la solución ecosistémica la única solución válida ante problemas actuales. Ante el problema de la insostenibilidad urbana, es verdaderamente oportuno plantear enfoques ecosistémicos.2 La población hegemónica del ecosistema urbano es la sociedad que la habita, la ocupa y la práctica; y quien mediante la cultura construye la realidad intersubjetivamente imaginada3. La Socioecología Urbana ensaya métodos de observación y acción que sean capaces de captar el fluir de la sociedad rescatando esas experiencias urbanas que apuestan a la construcción de “equilibrios” ecologicos en plena ciudad. El interés por las condiciones del entorno y por los valores asociados tanto al lugar como a las prácticas que la construyen, constituyen una ecología cultural, una relación entre organismos vivientes y sus medios físicos y bióticos, observados desde los dispositivos discursivos, desde esa tiranía del discurso que se manifiesta con lo dicho y lo no dicho4, desde esa existencia misma que es comunicación.5 La CASeU, propone observar y accionar en la ciudad, desde su sociedad como un ecosistema cultural y ambiental. 1Delagado, Manuel. “El animal urbano”. Ed. Anagrama. Barcelona 1999. 2Higuera García, Ester. LA CIUDAD COMO ECOSISTEMA URBANO. http://oa.upm.es/16625/1/Ecosistema.pdf 3 Cornelius Castoriadis. La institución imaginaria de la sociedad. Ensayo TusQues Editores. Buenos Aires 2007. 4Foucault, Michel. El Orden del Discurso. Traducción de Alberto González Troyano Tusquets Editores, Buenos Aires, 1992 5Delgado, Manuel. “Sociedades Movedizas”. Ed. Anagrama. Barcelona 2007.
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Wednesday 06/12 | 08:00 - 10:00 | Fac. Derecho | 39 |
Desenvolvimento sustentável: gestão dos resíduos sólidos industriais no setor calçadista da conurbação Crajubar-CE/Brasil (#4505)
Antonio Fagundes Gomes Da Silva 1; Ane Caroline Rodrigues Leite
1; Francisca Kathyane Malheiro Lins
1; Pedro Ferreira Barros
1; Francisca Laudeci Martins Sousa
1; Rosimery Alves de Almeida Lima
2; Francisco Assis Salviano Souza
21 - Universidade Regional do Cariri- URCA. 2 - UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE.
Abstract:
As cidades sul cearenses, Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha (CRAJUBAR), formam uma conurbação de destaque na economia do Estado do Ceará/BR. Juntas somam um Produto Interno Bruto de R$ 3,26 bilhões (IPECE, 2010), resultado das atividades econômicas que são, basicamente, voltadas ao turismo religioso, científico e ambiental, bem como o setor calçadista, alvo desse estudo. Este setor, para o ano de 2015, representou 20,11% do total de empresas industriais da região, além de 47,66% dos empregos e, 41,41% da massa salarial gerada pela indústria (RAIS, 2015). Contudo, diante o potencial econômico do setor calçadista, especula-se, se este setor industrial se atenta para as questões ambientais, especialmente no tocante à gestão dos resíduos sólidos. Posto isto, este trabalho tem como finalidade analisar como se dá a gestão dos resíduos sólidos industriais no setor calçadista da conurbação CRAJUBAR, cujos objetivos específicos são: elencar os conceitos referentes à sustentabilidade com o modo de produção pelo setor industrial; descrever a participação do setor calçadista na economia da conurbação Crajubar; e apresentar a produção/descarte dos resíduos sólidos no setor calçadista da população em estudo. O público alvo do trabalho foram as empresas do setor calçadista industrial na conurbação CRAJUBAR, com população estimada pelo Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro do Norte e região - SINDINDÚSTRIA (2015) em um total de 300 empresas no ramo, na qual 5% são pertencentes ao setor industrial. Baseado neste universo e aplicando a metodologia estatística, tem-se a determinação da amostra, que para esta pesquisa representa 15 questionários. No tocante à metodologia, tomando como auxílio o ferramental estatístico, foram os dados tratados de forma descritiva e, conformados na forma de tabelas e gráficos. Em suma, os resultados obtidos apontam que o setor tem participação privilegiada na formação da renda local e no crescimento econômico na região; forma um importante polo industrial; tem por prioridade a permanência das empresas na região devido a incentivos públicos e a mão de obra local; não atua seguindo os princípios do desenvolvimento sustentável; não possui controle adequado dos resíduos sólidos; não possui políticas voltadas para a reciclagem; descarta os resíduos sólidos de forma inadequada; não exerce vínculos ou parcerias com entidades de reciclagem; não reaproveita os rejeitos de matéria prima em sua totalidade; há necessidade de fomentar as práticas de reciclagem; há necessidade de conscientização dos empresários, políticos e a sociedade, em torno do tema. Palavras-Chave: Desenvolvimento Sustentável; Resíduos Sólidos; Setor Calçadista.
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Economia popular e solidária e desenvolvimento local: relação articulada por um processo de oeirntação socioeconômica (#5583)
José Raimundo Oliveira Lima José 11 - Univerisdade Estadual de Feira de Santana.
Abstract:
RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre os processos educativos inerentes à incubação de iniciativas populares, tendo como foco o Programa Incubadora de Iniciativas de Economia Popular e Solidária da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), com o olhar direcionado à Economia Política e à Educação Popular, ambas inerentes aos processos de incubação de iniciativas populares solidárias. A metodologia tem como base a análise documental e a realização de um trabalho de campo que visa a descrever ações desenvolvidas no período de 2007 a 2012. Com as informações obtidas da análise documental e do trabalho de campo, propõe-se uma reflexão sobre as ações de cunho educativo tendo em vista as tecnologias sociais e as problemáticas inerentes à Economia Política presentes nas ações do Programa Incubadora de Iniciativas Populares Solidários da UEFS. Palavras-Chave: Educação. Economia Popular e Solidária. Desenvolvimento Local Sustentável. Economia Política.
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Ilusiones necesarias: ¿hacia una sostenibilidad de la seguridad alimentaria en la región sudamericana?. Alcances y desafíos en el marco de la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible. (#7334)
Emiliano Dreon 11 - Universidad Nacional de La Plata.
Abstract:
En la actualidad se calcula que el número de personas víctimas de inseguridad alimentaria gira en torno a los 900 millones, cifra de la cual se desprende el dato objetivo que casi una de nueve personas no tienen suficiente para comer. A ello se le suma un valor agregado consistente en que más del 90% de las personas afectadas por un estado crítico de inseguridad alimentaria viven en las regiones en desarrollo. En el mismo sentido, respecto a América Latina y el Caribe se constata la existencia de 37 millones de personas padeciendo inseguridad alimentaria, de las cuales el 80% (29,6 millones) habitan en la región de América Latina, más allá de los logros de los organismos responsables de hacer cumplir la agenda de desarrollo. Sumado al carácter ético del problema que se plantea, atrae aún más preocupación los costos humanos, sociales y económicos para la sociedad en general en lo relativo a la pérdida de productividad, la salud, el bienestar, la disminución de la capacidad de aprendizaje y la escasa realización del potencial humano. Frente al cuadro de situación señalado, en el presente proyecto se analizarán las interrelaciones entre las diferentes dimensiones de la Agenda de Desarrollo Global, vinculada con los Objetivos de Desarrollo del Milenio, con la agenda regional –en torno a MERCOSUR fundamentalmente-. El objetivo consiste en poder detectar las deficiencias y oportunidades auténticas que aquel entrecruzamiento de agendas ha producido en los 15 años de vigencia desde que se aprobó la Declaración del Milenio en el ámbito de las Naciones Unidas y su real impacto en las regiones de los Estados parte afectadas particularmente por los cambios ambientales relativos a las inundaciones y sequias frente al desafío de lograr un adecuado y sostenido acceso a los alimentos por parte de la población. La problemática planteada se encuentra complementada, a su vez, por el inconveniente no menor vinculado a la superposición de iniciativas de concertación e integración regional. Los cambios ambientales globales representan un factor multidimensional que no sólo reduce la productividad de los sistemas alimentarios sino que incrementa y diversifica la magnitud e impacto de este fenómeno. La investigación propuesta tiene como objetivo prioritario indagar sobre la existencia o no de una retroalimentación entre la agenda global de desarrollo, las agendas regionales y las agendas nacionales en relación al tratamiento del tema principal planteado por aquella, es decir, el relativo a la seguridad alimentaria sostenible, haciendo hincapié en el bloque subregional de integración subregional del MERCOSUR y advirtiendo los retos y desafíos. Para dicho fin se recurrirá a la hermenéutica como herramienta metodológica rectora la cual se verá completada por la realización de un análisis de documentos y discursos oficiales en el marco nacional, regional e internacional.
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Fotovoz y desarrollo comunitario sostenible: La mujer en la agricultura y la transformación de espacios rurales. (#9266)
Claudia Marcela Prado-Meza 1; Angie Carter
21 - Universidad de Colima. 2 - Augustana College.
Abstract:
En esta ponencia compartimos nuestra experiencia, proceso y reflexiones al utilizar la Fotovoz como una herramienta metodológica feminista en colaboración con mujeres agroempresarias en Colima, México, y con mujeres propietarias de tierras agrícolas rurales en Iowa, Estados Unidos. Fotovoz, es un método de investigación participativo, que ofrece un enfoque para desafiar las epistemologías dominantes sobre las expectativas de género en los espacios rurales y agrícolas. En ambos proyectos, las participantes usaron el proceso de Fotovoz - reuniones sobre el proyecto, así como las fotografías y las historias de las mismas- para compartir su sentido de identidad y sentido de lugar como propietarias y dueñas de negocios en comunidades agrícolas rurales. Las agroempresarias de Colima compartieron fotografías de su vida cotidiana en busca de identificar éxitos y desafíos para mostrar a los tomadores de decisiones qué cambios son necesarios para que la mujer pueda éxito en el campo. El objetivo de este proyecto fue doble: fomentar la participación de mujeres jóvenes en proyectos agroindustriales, a través de la visibilización de emprendedoras exitosos, así como promover un diálogo sobre los resultados de la investigación con funcionarios públicos. Las mujeres propietarias de terrenos agrícolas en Iowa crearon una exhibición comunitaria itinerante titulada "Historias de ríos: vistas desde una cuenca", compartiendo los retos y oportunidades que experimentaron en su lucha por ser administradores de su tierra en un momento en que la producción agrícola amenaza cada vez más la biodiversidad, la calidad del agua y la salud pública. Analizamos cómo ambos proyectos utilizaron Fotovoz para crear un espacio de reflexión, identificación y empoderamiento en diferentes identidades, espacios y espacios individuales, familiares, profesionales, nacionales y culturales. A través del proceso de compartir con el público sus experiencias privadas con su identidad agrícola, cada participante se involucra en la creación de cambios en el paisaje simbólico de cómo definimos y entendemos a las mujeres en los espacios agrícolas y rurales. Además, analizamos nuestra posición como sociólogas feministas en donde nuestros trabajos de investigación se conducen bajo una metodología participativa y una perspectiva de género, en México y en los Estados Unidos. Autores: Claudia M. Prado-Meza, Universidad de Colima, Facultad de Economía, Universidad de Colima, MX claudiaprado@ucol.mx Claudia M. Prado-Meza tiene un Doctorado en Agricultura Sustentable con un Certificado en Justicia Social en Educación Superior, y trabaja en temas relacionados a agronegocios y género. Angie Carter, Departamento de Sociología, Antropología y Bienestar Social Augustana College, Rock Island, IL, EEUU angiecarter@augustana.edu Angie Carter es una socióloga ambiental que utiliza investigación comunitaria y participativa para estudiar la justicia alimentaria y ambiental
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Las nanotecnologías y el desarrollo sustentable en México: un análisis desde la sociología. (#0047)
Domingo Rafael Castañeda Olvera11 - Universidad Tecnológica Fidel Velázquez.
Abstract:
Las nanotecnologías (NTs) encabezan la más reciente revolución científica alrededor del mundo, una revolución que promete resolver problemáticas ligadas a la pobreza, la desigualdad, la salud humana, al medio ambiente, etc. Los montos de inversión en este campo científico alcanzan cifras sin precedentes, mostrando el interés tanto de los principales gobiernos alrededor del mundo como de los inversionistas privados, quienes apuestan por el desarrollo de las NTs en diversas esferas de aplicación. La Investigación y Desarrollo (IyD) en esta área ha sido arropada por apoyos económicos millonarios provenientes tanto de la esfera pública como privada. México no es ajeno a esta tendencia global; sin embargo, el gobierno mexicano no ha logrado instituir una estrategia nacional alrededor de las NTs, hecho que ha traído consecuencias económicas, sociales e incluso de tipo ambiental. El objetivo de esta ponencia es presentar un debate sociológico alrededor del impacto socioambiental que las NTs han traido consigo en México, así como los efectos colaterales a la salud humana. Se presentan los resultados de una investigación sobre quiénes en México están desarrollando IyD en universidades y centros especializados sobre NTs enfocados al desarrollo sustentable. Se analiza, por último, cómo esta ausencia de una estrategia nacional alrededor de las NTs no logra conjuntar en México a la triple hélice del desarrollo: sociedad civil, centros de investigación y esfera empresarial.
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Quando a ciência vira notícia: uma análise sociológica da divulgação do 4o relatório do IPCC pela mídia brasileira (#0377)
Fabio Bacchiegga11 - UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas.
Abstract:
A discussão acerca das mudanças climáticas, apresenta-se como um debate central da temática ambiental contemporânea, pautando políticas públicas, ações sociais e econômicas. Este assunto, tipicamente uma discussão de experts, normalmente aparece envolto numa aura de polêmicas e contradições, em especial sobre a relevância das ações antrópicas na emergência da mudança climática global. Dentre a esfera dos especialistas, o Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC) apresenta-se como um espaço de discussão dos mais respeitados e seus relatórios são os mais debatidos. Dentre todos os relatórios lançados consideramos o 4º relatório (2007) como um dos mais contundentes por afirmar, com alto grau de confiabilidade, a importância da ação antrópica nas dinâmicas que promovem a alteração do clima planetário. Polêmicas à parte, o fato é que os relatórios do IPCC apresentam-se como referência na arena das mudanças climáticas, porém, como um produto tecnocientífico, apresenta-se distante do entendimento do grande público. Nesse aspecto, acreditamos que a mídia surge como elemento central em promover a divulgação da discussão científica para a sociedade em geral. Compreendemos a ação da mídia dentro da perspectiva da “amplificação social do risco”, podendo tornar-se um instrumento que promove a percepção e difusão do risco. Porém, novas questões se apresentam ao debate, por exemplo, como a mídia se apropria do conteúdo altamente técnico e científico, como o relatório do IPCC e a apresenta para a comunidade? Como ciência transforma-se em produto jornalístico? A partir das relações existentes entre três atores da arena das mudanças climáticas, a ciência (IPCC), meios de comunicação e o consumidor da notícia, propomos a apresentação desta investigação de doutoramento concluída para, através do uso epistemológico da Análise de Conteúdo, verificar como o 4º relatório do IPCC (AR4) foi apresentado no jornal de maior circulação do Brasil (Folha de São Paulo) durante os anos de 2006 e 2007 e como um tradicional programa dominical de televisão (Fantástico), apresentaram esta temática durante o ano de 2009 numa série chamada Vozes do Clima visando um debate sobre como a discussão tecnocientífica da mudança climática é assimilada pela mídia impressa e transformada em produto de informação para o consumo público.
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Tecnologia e ambiente na Permacultura: perspectivando a crise socioambiental (#1077)
Evandro Smarieri 11 - Universidade Estadual de Campinas UNICAMP.
Abstract:
A Permacultura é um sistema de design que produz paisagens rurais ou urbanas concebidas como “sistemas permanentes” e baseadas em um conjunto de princípios que visa a autossuficiência e regeneração do solo, da fauna e da flora através da produção de energia, seja ela sob a forma de alimentos, energia elétrica ou motriz. Nesses sistemas existem relações peculiares entre tecnologia, ambiente, seres humanos e não-humanos, pelas quais se interessa este estudo sociológico. Tais relações são abordadas neste estudo como uma rede sociotécnica que envolve um conjunto de técnicas e práticas ao propor uma integração entre as formas de vida para gerar os “sistemas permanentes” e autossustentados, denotando, ao mesmo tempo, uma ação focalizada na regeneração local e influenciada por uma intenção global de oferecer meios de superação à crise socioambiental. Este trabalho visa comunicar e discutir os resultados do estudo de campo realizado em sítios que têm a Permacultura como modelo de design e aplicam técnicas como o cultivo em agrofloresta e a bioconstrução, além de funcionarem como centros de produção e difusão do conhecimento sobre o design de paisagens. A teoria ator-rede é utilizada como modo de análise dos coletivos em formação no campo para abarcar nestes coletivos as diferentes entidades em associação no contexto do estudo.
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Grandes generadores y destinos sustentables. Análisis sobre la implementación de las Resoluciones de N° 137, 138 y 139 (2013) del Organismo Provincial para el Desarrollo Sostenible (OPDS) de la provincia de Buenos Aires (#2681)
Faustina Sarandón 1; Pablo Javier Schamber
21 - IdIHCS-CONICET. 2 - UNQ-CONICET.
Abstract:
Las Resoluciones N° 137, 138 y 139 del 2013 impulsadas por el Organismo Provincial para el Desarrollo Sostenible (OPDS) constituyen un cambio de paradigma para el tratamiento de los residuos sólidos urbanos en la provincia de Buenos Aires. A partir de su entrada en vigencia, los grandes generadores incluidos –hoteles 4 y 5 estrellas, shoppings y galerías comerciales, hipermercados, locales de comidas rápidas, barrios cerrados y clubes de campo, e industrias, que generen más de 1000kg de residuos por mes- deben gestionar sus propios residuos. Esta gestión incluye la separación en origen de los materiales reciclables, el transporte y el tratamiento de los mismos para ser reingresados al circuito productivo. De esta forma, estos materiales se convierten en materias primas para procesos industriales, disminuyendo la extracción de recursos del medio natural, ahorrando energía, llevando menos residuos a los sitios de disposición final, entre otros beneficios. Dichas normativas buscan además promover inclusión social. Para ello reconocen explícitamente que los Recuperadores Urbanos organizados en cooperativas pueden participar como “Destinos Sustentables”, brindando servicios de transporte y tratamiento de los residuos reciclables en sus propias instalaciones. Luego de 3 años de la aplicación de estas normativas, el objetivo de este trabajo es analizar el desarrollo que ha venido teniendo la implementación de las Resoluciones mencionadas, atendiendo especialmente a las relaciones que se establecen entre los actores involucrados, tanto Recuperadores Urbanos como grandes generadores privados. Para esto utilizamos un abordaje cualitativo, con fuentes de información primaria como entrevistas en profundidad tanto con Recuperadores Urbanos como con grandes generadores de residuos, y funcionarios y técnicos del OPDS. Las fuentes de información secundaria serán estadísticas oficiales de gestión de residuos, la utilización de prensa escrita e información proveniente de páginas Web. Palabras clave: Políticas públicas - Recuperadores Urbanos – Residuos Sólidos Urbanos- Desarrollo sustentable.
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Caminhos da política brasileira de desenvolvimento tecnológico nuclear e a sociedade de risco global (#3359)
Maria Luiza Matias 11 - UPE.
Abstract:
Quando fala-se em energia nuclear de imediato a memória coletiva remete-se ao bombardeio das cidades de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, por EUA, no qual o mundo despertou para o poderio de destruição e intervenção que um país tem ao empregar a tecnologia nuclear para fins beligerantes. Outro episódio marcante foi acidente da usina de Chernobyl, em 1986, com grande impacto à qualidade do meio ambiente da região até hodiernamente perceptível. Destarte, entre avanços e riscos, a história da energia nuclear perpassa pelo receio e insegurança global. Se por um lado há os que advogam que esta energia deve ser encarada como avançada tecnologia, pois permite a expansão das matrizes energéticas das sociedades atuais, assim como pode ser aplicada em inovações na indústria e na medicina, por exemplo. Por outro lado, há quem defenda que os riscos não são recompensáveis, dado que, são imprevisíveis e podem gerar danos catastróficos e até mesmo irreversíveis. Para aliar o progresso tecnológico à prevenção e precaução dos riscos que o uso desta energia pode desencadear para as sociedades, acordos e tratados internacionais são firmados para delimitar o desenvolvimento da energia nuclear, propondo-se como instrumentos de segurança ambiental e internacional. Apresentada esta breve explanação sobre a história da energia nuclear no mundo, seus avanços e riscos para as sociedades, este estudo tem por escopo analisar as particularidades da política adotada no Brasil para o desenvolvimento tecnológico nuclear no país, quais e como administra os seus riscos, além de seu impacto para América Latina. Para atingir o objetivo proposto utilizou-se do método bibliográfico, sob a perspectiva do direito ambiental e internacional, somado à análise dos tratados e acordos internacionais assinados pelo Brasil a partir de 1968, ano do Tratado de Tlatelolco, primeiro acordo internacional sobre o tema do qual o país é signatário e de grande relevância para a América Latina e Caribe.
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Energia eólica como proposta de desenvolvimento (#4416)
Rebeca Marota Da Silva 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Abstract:
Historicamente, o capital sempre prevaleceu sobre o bem estar social e o meio ambiente. Entretanto, as sociedades capitalistas buscam para seus territórios o desenvolvimento econômico que englobe tanto os fatores sociais quanto os ambientais. Este desafio tem aumentado nos últimos anos, principalmente com a necessidade de reestabelecer o equilíbrio dos recursos naturais do planeta. As fontes energéticas que alimentam a produção capitalista tem sido alvo de grandes preocupações. Principalmente com os limites dos recursos energéticos e com os impactos ambientais das diversas fontes. Como forma de ampliar o debate da questão ambiental, as fontes energéticas renováveis tornam-se oportunas na discussão do desenvolvimento sustentável. Neste artigo, através do ensaio acerca das principais discussões sobre o desenvolvimento sustentável, analisam-se as principais políticas de incentivos ao setor de energia renovável por fonte eólica e de qual forma esse setor se insere no cenário econômico. O tripé da sustentabilidade – economia, social e ambiental – nas sociedades capitalistas encontra dificultades para se firmar. A discussão trazida neste artigo sobre a questão ambiental e novas fontes de energias renováveis afirma a necessidade de um ator econômico importante para a sua viabilidade: o Estado. Todas as discussões internacionais sobre meio ambiente e o principais acordos firmados são sinalizados pelas nações através da representação Estado. Somente este ator possui o poder consiliatório entre sociedade, meio ambiente e economia. Esta é uma discussão para além das páginas do presente artigo. Entretanto, faz-se mister registrar que para o desenvolvimento sustentável se manifeste é de grande importancia a atuação do Estado através de leis e incentivos aos diversos setores socioeconomicos. Um exemplo da importância do papel do Estado é o Setor Energético Eólico, que possui a ideia de sustentabilidade ambiental por ser uma fonte renovável, todavia, sua viabilidade apenas existe quando o Estado cria mecanismos de promoção ao setor.
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¿De la ecología a la ontología política? Territorios, transiciones energéticas y modos de existencia en el sur-austral de Chile (#4545)
Gustavo Blanco Wells 1;
Jilles Van Gastel
21 - Instituto de Historia y Ciencias Sociales Universidad Austral de Chile. 2 - Instituto de Economía Agraria Universidad Austral de Chile.
Abstract:
Esta ponencia presenta resultados de un proyecto denominado la vida social de la energía, que propone el estudio sociológico de los procesos territoriales, las prácticas organizativas, los usos, los significados y las disputas alrededor de la producción y el consumo de energía en territorios del sur-austral de Chile. El contexto de esta investigación es el reconocimiento de la importancia política que ha cobrado el desarrollo energético frente a la masiva evidencia de estar afrontando un cambio climático por acción antrópica en cuya base causal se encontraría una sociedad organizada en torno a los combustibles fósiles. En este escenario, se constata la construcción de una doble agenda política con diversas propuestas de cambio socio-técnico para la transición energética: las políticas de cambio climático, dando respuesta a compromisos internacionales, y la Política Energética de Chile al 2050. En esta ponencia, la vida social de la energía, se despliega a través del estudio de su devenir en tres campos sociales entrelazados: a) la historia económica y ambiental de la energía en el territorio, entendida como la historicidad de un proceso que ha tenido continuidades y discontinuidades necesarias de trazar sincrónica y diacrónicamente; b) las políticas, proyectos y desarrollos territoriales en materia energética; entendida como un campo político disputado por la heterogeneidad de representaciones y significados atribuidos al desarrollo de proyectos energéticos por parte de los actores sociales; c) la experiencia fenomenológica de sus habitantes en el espacio doméstico y laboral, dado que entendemos que la organización social de la producción, el consumo y la vida cotidiana genera formas diferenciadas de uso, significado y valoración de la energía, que no suelen ser consideradas en los otros dos campos. La ponencia tiene como objetivo presentar el constructo teórico metodológico para comprender las trayectorias territoriales de producción, uso y significación de la energía en tres regiones del sur-austral de Chile a modo de situar las actuales políticas de transición energética en la experiencia situada de los actores, las adaptaciones socio-culturales y los grados de aceptación y apropiación de distintos regímenes socio-técnicos. En la ponencia, problematizamos la noción de ecología política, centrada en las relaciones de poder que emanan de la disputa por los recursos, y exploramos los contornos programáticos de la ontología política, lo que permite situar en los modos de existencia y en las distintas concepciones y experiencias de la relación sociedad naturaleza, las posibilidades políticas de nuevas luchas por la socionaturaleza y la constante (re)creación de mundos posibles. La evidencia empírica provista esta territorialmente situada en las regiones de Los Ríos, Los Lagos y Magallanes, a través de estudios de caso extendidos seleccionados que han permitido integrar los campos anteriormente mencionados y establecer una perspectiva comparada.
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Catástrofes, riesgo y Vulnerabilidad |
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Perfil de desastres socioambientales en la región de Valparaíso y su relación con la pobreza (#3086)
Gino Bailey Bergamin 11 - Fundación para la superación de la Pobreza.
Abstract:
La región de Valparaíso – Chile- es una zona geográfica de transición climatológica (EM-DATA, 2015), la cual se encuentra expuesta a la afección de diversos siniestros socioambientales. Cerca del 50% de éstos se han concentrado en la región los últimos 15 años (Ibid, 2015). Sin embargo, aunque en el campo socioambiental se han llevado adelante diversas iniciativas que problematizan la afectación de la flora y fauna y los conflictos sociales, el estado de la situación actual, así como su relación con las comunidades y personas afectadas es todavía incipiente[1]. El área de propuestas país de la Fundación para la Superación de la pobreza, ante esta situación decide poder dar cuenta del perfil regional de desastres socioambientales y su relación con la pobreza, con el objeto de contar con una mirada general y al mismo tiempo, discernir sobre el comportamiento de los desastres y su mecanismo de incidencia en la pobreza. A partir de una estrategia metodológica mixta de estudio y análisis secundarios, encontramos que los eventos que se convierten en desastres, tienen una fuerte connotación climatológica. En un marco más amplio la Vulnerabilidad socioambiental de la región de Valparaíso está transitando desde la zona septentrional hacia el centro y sur en forma de un reloj de arena. La relación entre afectación y pobreza da cuenta de tres eventos que operan como mecanismo de incidencia en la misma: la escasez hídrica, la contaminación y los incendios, como los característicos incidentes en la pobreza y vulnerabilidad socioambiental. [1] A nivel oficial, está en vigente un departamento intersectorial en el país que está trabajando la gestión integrada del riesgo. Fuera de los CAT (Centro de Alerta Temprana) de la Oficina Nacional de Emergencia del Ministerio del Interior (ONEMI) vigentes desde el año 2015, el tipo de catastro oficial es casi inexistente.
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 39 |
Tropicalização da tecnologia alemã dos biodigestores (#4946)
Marcio Andrade 1; Luciano Henning
1; Luis Fernando Scheibe
11 - Universidade Federal de Santa Catarina.
Abstract:
Este trabalho insere-se no contexto do crescente desenvolvimento das energias renováveis e principalmente do aproveitamento energético do biogás gerado a partir do processamento anaeróbio de biomassa em biodigestores. Em tempos em que governos e sociedades constatam as evidências das mudanças climáticas e a necessidade de que sejam minoradas as emissões de gases efeito estufa é pertinente que analisemos as perspectivas do desenvolvimento da tecnologia dos biodigestores na América Latina. O trabalho analisa a evolução da aplicação da tecnologia do biogás na Alemanha, atualmente com cerca de 10 mil plantas em operação as quais juntas geram em torno de 4 GW. E constatamos que apesar deste crescimento e do apelo pela sustentabilidade associado à energia renovável da tecnologia do biogás, a busca pelo alto rendimento de tais plantas levou a Alemanha a utilizar predominante biomassa de culturas agrícolas energéticas, dedicadas, principalmente de milho. Esta tecnologia tem possibilitado a produção de energia, mas, nem sempre a questão ambiental relativa ao aproveitamento do digestato como fertilizante, assim como os impactos sócio-econômicos, de vizinhança, decorrentes da implantação de tais projetos ainda não foram plenamente resolvidos. A América Latina apesar de ser uma região com clima predominantemente tropical, apresentar condições climáticas favoráveis ao processo da digestão anaeróbia e possuir grande disponibilidade de substratos oriundos de biomassa residual - como os dejetos de criações de animais confinados - o aproveitamento energético do biogás na Região ainda é insipiente, mas promissor. Assim, a tropicalização da tecnologia do biogás para a nossa região não é uma tarefa trivial, pois envolve desde a seleção de materiais alternativos, o aproveitamento de substratos apropriados, principalmente de biomassa residual - evitando a competição com a produção de alimentos – ou seja é importante que façamos a seleção de uma tecnologia apropriada aos nossos condicionantes climáticos, econômicos e sociais. Apresentamos como estudo de caso o projeto desenvolvido no Condomínio Energético da Associação Bioenergia - em Itapiranga-Santa Catarina-Blasil - que está sendo implantado pela empresa Eletrosul Centrais Elétricas S.A. em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 39 |
ENERGIA EÓLICA E SEU IMPACTO ECONÔMICO, AMBIENTAL E SOCIAL NOS MUNICÍPIOS PRODUTORES DO RIO GRANDE DO NORTE (#6849)
Rafael Fonseca da Costa 11 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Abstract:
O estudo apresenta os resultados de uma pesquisa de mestrado sobre o impacto econômico, ambiental e social na instalação/operação de parques eólicos no Rio Grande do Norte e, especialmente, nos municípios de Rio do Fogo, João Câmara, Parazinho e Pedra Grande (os quatros principais municípios produtores de energia eólica do Rio Grande do Norte), além de dados coletados de outras pesquisas e estudos realizados pelo autor. A pesquisa parte da hipótese de que a implantação de parques eólicos no estado tem apresentado, até aqui, resultados significativos diminutos nas esferas econômica, ambiental e social para os municípios. Tal atividade de alto investimento econômico pode frustrar a expectativa em relação ao real progresso econômico e apresentar impactos ambientais e sociais significativos, os quais foram constatados in loco nos principais municípios analisados. Realizou-se entrevistas com os atores sociais que estão envolvidos direta e indiretamente ou estão associados à instalação tais como, moradores de assentamentos e gestores públicos. Observou-se os municípios a partir da análise quantitativa anterior e posterior a instalação dos parques, o que serviu para observar o grande investimento nessa atividade. Também foram problematizados os impactos da instalação/operação de um empreendimento eólico, quando comparados aos dos empreendimentos hidroelétricos e termoelétricos. Para aferir os impactos econômicos, foi feita pesquisa documental sobre o aumento do Imposto de Serviço Sobre Qualquer Natureza (ISSQN) pago às prefeituras dos municípios produtores. O levantamento quantitativo desse imposto contribuiu para a análise econômica, visto que esses tributos são a forma mais direta pela qual as regiões produtoras recebem algum recurso provindo da atividade de instalação dos parques. A partir da análise dos dados, notou-se que o desenvolvimento econômico não tem se manifestado da forma apresentada pelo discurso do Estado e das empresas geradoras de energia para os municípios, apresentando apenas ganhos pontuais na etapa de instalação dos parques. Na esfera ambiental tais instalações trazem consequências bruscas e desestruturantes para o ambiente natural local, como desvio de rotas migratórias, supressão da vegetal, aumento dos níveis de ruídos, mortandade de avifauna (aves e morcegos) e instalação em áreas com sensibilidade ambiental. Na esfera social observou-se a elevação da prostituição de crianças e adolescentes, criminalidade, o aumento no número de mulheres solteiras grávidas, especulação imobiliária, surgimento de indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, e conflitos em áreas de assentamento rural. É importante observar que esses fatores se intensificaram com a chegada da eólica, mas não são inerentes à instalação dos parques eólicos. Percebeu-se a partir desse estudo que a implantação de parques eólicos tem sido importante para a geração de energia elétrica no país e no estado, mas sua instalação não implica em ganho econômico, ambiental e social substancial para aqueles municípios, além de lhes trazer ônus.
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Tecnologia y MA |
Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 39 |
Caja negra, procedimiento científico o construcción social? Controversias generadas en la Evaluación de Impacto Ambiental para Obras Hidroeléctricas (#7573)
Myriam Elena Barone 11 - Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales- UNaM.
Abstract:
Esta ponencia revisa diferentes aspectos del procedimiento técnico-científico que tiene como objetivo básico y fundamental la prevención, mitigación o corrección de los posibles efectos adversos que pueden alterar el ambiente a causa de la realización de un proyecto hidroeléctrico. El Estudio de Impacto Ambiental (EIA), realizado por investigadores/ expertos de diferentes campos disciplinarios presenta varias etapas sucesivas y concatenadas a lo largo de un período prologando de tiempo, y conforman uno de los dispositivos por excelencia de la ¨certeza científica¨ que enmarcan una ¨minimización¨ de riesgos medioambientales. En definitiva, una ¨caja negra¨[1] que presenta el resultado final depurado del proceso en forma de ¨hechos¨ u ¨objetos¨ (Wolgar, 1991). El mismo se obtiene a través de sucesivos procesos de ¨traducción¨ -producto de la intervención de actores (humanos y no humanos)-, parte constitutiva de complejos entramados de relaciones, negociaciones y mediaciones, que ofrecen como resultado final un aspecto incontrovertible, no admiten discusión. Tal como lo explicita Latour (2001), la tarea científica radica en re-construir el trabajo técnico-científico, explorando la complejidad interna de la cual es producto. La cajanegrización, por lo tanto se presenta como una simplificación exitosa que opera ocultando el proceso que la originó y las múltiples heterogeneidades que participaron en él. Entonces, el hecho construido se vuelve incuestionable, el objeto indispensable, y ambos, puntos de paso obligado para aquellos que intenten conocerlo (Callón, 1995). En esa línea epistémica los constructores (científicos-investigadores y técnicos) de los informes de EIA estudian los fenómenos naturales, sociales o ambientales o solo refieren o expresan una interpretación que hacen de ellas? Cómo se construyen los informes, cómo operan las cadenas de traducción? Cómo obtienen consenso en el análisis y predicción de los efectos producidos en la naturaleza, en los grupos sociales y la sinergia que se produce entre ambos? Cómo determinan en su práctica científica la escisión naturaleza/cultura?, recordando que los hechos e inscripciones –producto de la práctica científica- se encuentran enmarcados en una red de instrumentos, de protocolos, de experiencias, de competencias, de enunciados organizados en un continun, donde las diferencias se tornan difusas. En definitiva, en esta ponencia ensayaremos algunas respuestas –con el objeto de someterlas a discusión- y que fueron esbozadas en torno a estos interrogantes. [1] -Se toma la metáfora de caja negra cuando todos acuerdan que se trata de un procedimiento, por ejemplo, “práctico y funcional” y lo “necesario” forma parte de él. Toda caja negra tiene una historia de asociaciones entre sistemas sociales y sistemas técnicos, es una construcción social cuya deconstrucción permite identificar y explicar no sólo las negociaciones sociales que rodean y construyen socialmente una tecnología, sino la manera en que dichas negociaciones y prácticas sociales influyen en el contenido mismo de la tecnología.
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Wednesday 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 39 |
Tecnologias Sociais & Práticas de Sustentabilidade em Comunidades Tradicionais na Amazônia: experiência de pesquisa-ação interdisciplinar (#7636)
Rodrigues Chaves Maria do Perpétuo Socorro
1;
Bandeira Rodrigues Débora Cristina 1; Compton Barroso Silvana
11 - Universidad Federal do Amazonas.
Abstract:
O estudo relata a experiência de pesquisa-ação e de extensão universitária do Grupo Interdisciplinar de Estudos Sócio-Ambientais e de Desenvolvimento de Tecnologias Sociais na Amazônia – Grupo Inter-Ação no projeto “As múltiplas faces do mundo do trabalho: práticas laborais no domínio das Comunidades Ribeirinhas na Amazônia”. Este aborda a dinâmica do mundo do trabalho e as práticas de sustentabilidade nas comunidades ribeirinhas, visando trazer à cena o mundo do trabalho singular que vigora nos domínios das comunidades ribeirinhas da Amazônia formadas pelos povos tradicionais não-indígenas (pescadores, extrativistas, varjeiros, ribeirinhos). A metodologia configura-se numa modalidade interdisciplinar de pesquisa-ação cujas ações são norteadas para potencializar a criatividade, a sociabilidade e a interação, a partir da metodologia Inter-Ação que envolve diversas áreas do conhecimento técnico-científico, tendo como elemento central o diálogo entre técnicos, pesquisadores e comunitários na promoção da participação e emancipação dos agentes sociais. A abordagem interventiva e de investigação científica centra-se em princípios transdisciplinares propiciando a construção de uma relação entre as diversas formas de apreensão da realidade social e a articulação entre saber popular ao saber científico. As atividades socioeducativas adotam um diálogo instrutivo e pedagógico pela valorização dos saberes e habilidades dos ribeirinhos na implementação de práticas de sustentabilidade potencializando a gestão comunitária e as ações do mundo do trabalho. O ordenamento das ações é baseado na práxis coletiva, num intercâmbio dialético, no qual, o diálogo e o respeito proporcionam a troca de experiências a partir de interações sociais e éticas num enriquecimento de todos. A pesquisa e a extensão fundem-se num processo socioeducativo que abrange ações de investigação e ações afirmativas de cidadania que produz: novos conhecimentos; estratégias para superação das condições de exclusão no atendimento às demandas existentes de acesso a bens e serviços sociais; novas técnicas, habilidades e mecanismos que possibilitem a construção de alternativas sustentáveis à realidade local. Os resultados compreendem a produção de conhecimento sobre as diferentes modalidades de trabalhos desenvolvidas por homens e mulheres e seus grupos doméstico-familiares, a construção de um mapa sobre as práticas laborais coletivas e aquelas individualizadas exercidas no modus vivendi ribeirinho, a identificação das tecnologias e inovações sociais, dos produtos, processos e serviços no campo da economia criativa e da economia da cultura produzidas pelos trabalhadores(as) ribeirinhos, delineando os circuitos de trocas e comercialização no domínio territorial das comunidades visando à criação de subsídios para formulação de políticas públicas para região, sob o enfoque da sustentabilidade.
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Estrategias ambientales en la Industria Automotriz en Guanajuato: algunos hallazgos (#8832)
Adriana Martínez Martínez 1; Ángela Guadalupe Olivares Mendoza
11 - UNAM.
Abstract:
La industria automotriz es importante para la economía de México dada su contribución en el Producto Interno Bruto del país y el número de empleos, tanto directos como indirectos que genera; sin embargo, es también una industria altamente contaminante. En este contexto, la gestión ambiental retoma una importancia muy significativa. Por lo que la pregunta de investigación que guía esta ponencia es ¿Qué estrategias ambientales están implementando empresas de la industria automotriz establecidas en Guanajuato para promover el enverdecimiento de su cadena de suministro. Para dar respuesta a esta interrogante, en esta investigación se propuso un modelo para evaluar el nivel de enverdecimiento de la cadena de suministro de la industria automotriz y determinar el tipo de estrategia ambiental implementada por las empresas objeto de estudio. Es modelo permitió 1) evaluar el nivel de implementación de las prácticas, 2) evaluar los indicadores por tipo de procesos y 3) definir el tipo de estrategia ambiental seguida por las empresas y que clasificamos en tres categorías: proactiva, activa y pasiva. Los resultados de la investigación muestran que la adopción de las estrategias ambientales en las empresas no sólo responden a la regulación ambiental sino, también, a factores como las exigencias del cliente y del mercado al que atienden; asimismo, se demuestra que las empresas que han implementado este tipo de estrategias han obtenido beneficios económicos, ambientales y productivos. La ponencia está dividida en 4 secciones. La primera parte aborda una discusión teórica sobre el tema de la Gestión Verde de la Cadena de Suministro. En la segunda se hace una breve descripción de la industria automotriz localizada en Guanajuato, México. Las estrategias seguidas por las empresas objeto de estudio son presentadas y discutidas en la tercera sección. Finalmente se exponen los principales hallazgos y las líneas de investigación futuras. Esta investigación fue realizada gracias al Programa UNAM-DGAPA-PAPIIT IN304616 Innovación, convergencia tecnológica y sostenibilidad: la industria automotriz de Guanajuato ante la globalización.
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La Etnografía Audiovisual Interpretativa como estrategia para la adopción social de ecotecnias en Pénjamo y Tierra Blanca, Guanajuato, México. (#8881)
Maricruz Romero Ugalde 1; Daniel Tagle Zamora
1;
Lorena Álvarez Castañón
11 - Universidad de Guanajuato.
Abstract:
Línea temática: Educación ambiental, nuevas pedagogías y procesos de transformación social. Como resultado del proyecto de investigación “Transformación sociocultural, uso y aplicación de ecotecnias para el mejoramiento de la vivienda de las familias vulnerables en los municipios de Pénjamo, Apaseo el Alto, Tierra Blanca, Comonfort y San Felipe del Estado de Guanajuato” lidereado por el Dr. Tagle y financiado por la Secretaria de Desarrollo Social y Humano de Gobierno del Estado. El grupo de investigación encontró que existen circunstancias exógenas y endógenas que limitan la apropiación de las ecotecnias. Entendiendo por éstas la integración de un artefacto que con un método (implementos más mantenimiento) lleva a cabo un proceso que resuelve una necesidad; donde la principal característica es resolver dicha necesidad reduciendo el impacto ambiental. Algunas de las limitantes encontradas se asocian a la falta de reconocimiento de que es un proceso social multinivel donde cada uno de los participantes requiere conocer y reconocerse como interventor con capacidades, habilidades, conocimientos y experiencias diversas. ¿Cómo contribuir en la adopción social de la transferencia de tecnología que implica la implementación de ecotecnias? Con eduación ambiental que permita generar un proceso holístico, continuo y participativo (Herrera, 2006) que considere lo que la FAO (2012) señala como las dimensiones para el desarrollo de las capacidades de los territorios rurales deprimidos: acumulación de conocimientos y habilidades que permitan construir capacidades en el contexto social que se desenvuelve la comunidad. Por ello, se decidió aplicar la metodología Etnografía Audiovisual Interpretativa (ETNOAI) como estrategia dialógica donde un equipo multidisciplinario de estudiantes, asesorados por los investigadores al cargo del proyecto trabajan con los agentes sociales para identificar experiencias de éxito y de fracaso de algunas de las ecotecnias implementadas generando materiales audiovisuales con base en los criterios, los valores y las ideas de quienes han experimentado los beneficios de las ecotecnias o bien, las rechazan por diversos motivos. De los 5 municipios estudiados en 2015, se eligieron dos, uno de ellos con población originaria otomí, Pénjamo y Tierra Blanca, respectivamente, para mostrar las características que implica la adopción social de las ecotecnias. La metodología ETNOAI (Romero, 2006) es una forma de vinculación de la ciencia y el arte donde el diálogo intercultural entre los participantes permite hacen investigaciones científicas cuyo resultado se resignifica a través del lenguaje cinematográfico. Así ha sido posible dar cuenta de la experiencia de los beneficiarios del programa evidenciando los distintos saberes, niveles de comunicación y formas de apropiación o rechazo de las ecotecnias.
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El discurso ambiental del gobierno de la “revolución ciudadana” en el Ecuador: metamorfosis en reversa (#0170)
Pedro Alarcon Cevallos11 - Flacso Ecuador.
Abstract:
En el año 2007, el recientemente posesionado gobierno de Rafael Correa oficializó la iniciativa Yasuní-ITT que proponía dejar sin explotar uno de los principales yacimientos petroleros del Ecuador a cambio de una contribución financiera internacional. La iniciativa epitomizó los principales fundamentos de un discurso específico para abordar la relación sociedad-naturaleza desde una perspectiva alternativa al desarrollo. Principios como el reconocimiento de los derechos de la naturaleza y la prohibición de realizar actividades extractivas en territorios ecológicamente vulnerables, que se constituyeron en puntales de la iniciativa, fueron plasmados luego en la Constitución Política de la República del Ecuador vigente desde el año 2008. La redacción de una nueva Constitución fue una demanda atendida de distintos sectores sociales, muchos de los cuales apoyaron la elección del nuevo gobierno y contribuyeron a posicionar su discurso ambiental. En 2013, cuando el gobierno decidió de manera unilateral dar por terminada la iniciativa Yasuní-ITT, se tornó evidente un cambio en la dirección del discurso. El ‘nuevo’ discurso ambiental propuso una jerarquía de conceptos dentro de la cual el imperativo de la erradicación de la pobreza se colocó por encima de la protección de la naturaleza. En este esquema, la renta del petróleo apareció como la fuente natural de financiamiento de políticas neodesarrollistas. A la par, los intentos teóricos que pretendieron sustentar este discurso del gobierno sugerían un tipo de prácticas en línea con la mercantilización de la naturaleza. Siguiendo esta lógica, el discurso ambiental se concibe como una disputa de sentidos, una lucha semiótica por posicionar conceptos desde distintas perspectivas y se argumenta que el cambio del discurso ambiental del gobierno ecuatoriano pretende justificar el retorno a un modelo de desarrollo convencional basado en los recursos naturales. Como consecuencia de este viraje, sectores sociales representativos que simpatizaban con la iniciativa Yasuní-ITT y con una visión alternativa al desarrollo retiraron su apoyo al gobierno a la par que emergió un actor colectivo en franca oposición al modelo neoextractivista implícito en el cambio de discurso.
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A (re) construção de sentidos e significados na formação de gestor ambiental (#0209)
Maria Betânia Ribeiro Torres Torres Ribeiro1; Eric Mateus Soares Dias Dias Soares
1; Daisy Daniele Silva Silva -
11 - UERN.
Abstract:
As discussões sobre a formação, perfil profissional e campo de trabalho de gestores ambientais no Brasil ainda são recentes e isso demonstra a importância de identificar os fatores que possibilitaram o desejo, a escolha e as oportunidades para o ingresso profissional na Gestão Ambiental. O objetivo deste trabalho foi o de compreender o que motivou o ingresso de estudantes no curso de Gestão Ambiental da UERN e impulsionou o desejo, a escolha e encontrou oportunidades para a construção do percurso profissional na área ambiental. A pesquisa se configura em uma abordagem qualitativa, tendo em vista a utilização do método autobiográfico como mecanismo de pesquisa, que apresenta experiências dotadas de sentido. O debate que aqui se faz procura responder a duas questões norteadoras: o que motivou a escolha para o ingresso no curso de gestão ambiental? Quais lembranças de aproximações/relações com o ambiente vivido foram narradas pelos estudantes nas suas autobiografias? Dessa forma, o principal objetivo deste trabalho foi mostrar as principais evidências para a motivação e ingresso na área de formação em gestão ambiental.
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La gestión comunitaria del agua, espacio social y relaciones de poder (#0211)
María Guadalupe Díaz Santos11 - FLACSO.
Abstract:
Uno de los principales retos en la agenda de la Gobernanza del agua en un contexto donde no todos tienen acceso, es el tema de la gestión. Históricamente se han mantenido otras formas de manejo del líquido basadas en principios comunitarios y ambientales, es decir, la gestión comunitaria del agua, la cual se ha adecuado, diversificado, se reproduce en al menos la mitad de las localidades rurales mexicanas, y no son reconocidas en los marcos institucionales actuales. Una manera de reconocer este tipo de gestión para la Gobernanza -democrática y sustentable- es a través de las relaciones de poder que se practican entre los distintos actores involucrados en dicha gestión. Estas relaciones se construyen a partir del territorio y de las prácticas sociales en éste, por lo que nos basamos en la categoría espacio social en sus dos perspectivas: una con la teoría de Milton Santos (sistema de objetos, configuración territorial y construcción del objeto) y otra con la propuesta de Pierre Bourdieu (campo de fuerzas y capitales), donde los primeros son la base para la construcción de los segundos, y ambas partes delinean las relaciones de poder en la gestión comunitaria del agua, como se muestra en el caso del Sistema inter-comunitario de agua Morelos, en la región de los volcanes del Estado de México.
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Gobernanza regulatoria en los servicios de agua potable y saneamiento: Colombia y México (#0285)
María Soledad Gaytán Olmedo1; Andrea Eliana Castilla Sánchez
2; Alejandro Alvarado Granados
11 - Universidad Autónoma del Estado de México. 2 - Instituto Universitario de Investigación Ortega y Gasset.
Abstract:
La colaboración tiene como objetivo presentar un primer acercamiento teórico y empírico respecto a las reformas institucionales que se han aplicado para mejorar la gobernanza regulatoria en los servicios de agua potable y saneamiento. La evidencia empírica corresponde a los casos de Colombia y México, sin que ello represente un estudio comparativo, se busca mostrar los hallazgos de un estudio exploratorio dirigido a examinar tres variables sustantivas para caracterizar el rediseño institucional del sector: (i) reformas institucionales para habilitar la participación del sector privado; (ii) constitución de una agencia regulatoria independiente para regular los servicios y (iii) mecanismos institucionales habilitados para facilitar la participación ciudadana en los sistemas regulatorios. La evidencia empírica muestra que la participación del sector privado (nacional e internacional) presenta rendimientos diferenciados y en muchos casos contradictorios a la lógica que los impulsó. En síntesis, se puede afirmar que ante la ausencia de una legislación que reglamente el carácter de la participación de las organizaciones de consumidores en los entes reguladores, se ha dado una limitada intervención de estas organizaciones en los organismos de contralor a nivel nacional y su tibio protagonismo se ha manifestado por dos vías: la participación en comisiones asesoras consultivas en algunos entes reguladores y la emisión de opiniones consultivas sobre temas específicos sin carácter vinculante.
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Género y Conservación: La participación de hombres y mujeres en la Gobernanza de Recursos Naturales en Colombia y México (#0459)
Diana Lucia Maya Velez1; Maria Adelaida Farah Quijano
1; Pablo Andres Ramos Baron
11 - Universidad Javeriana.
Abstract:
La perspectiva de desarrollo de los grupos y organizaciones locales en diferentes países, se encuentra fuertemente relacionada con el uso, manejo y conservación de los recursos naturales. Los dilemas ambientales y sociales presentan nuevos retos dada la multiplicidad de actores y por ende de intereses que interactúan en el manejo de los recursos naturales. Las comunidades locales usuarias directas de los recursos (de quiénes dependen económicamente y para su supervivencia, en la mayoría de los casos) deben enfrentar no sólo los intereses del Estado (regulador del recurso) sino que deben tratar con intereses, perspectivas y grados de poder diferentes al interior de sus propias comunidades. Esta heterogeneidad de los grupos ha sido analizada desde distintas disciplinas y desde diferentes categorías y perspectivas de análisis. Sin embargo, el análisis desde la perspectiva de género en la conservación de recursos naturales ha sido más reciente (Maya y Ramos, 2006). Este articulo, se basa en los resultados obtenidos en el marco del proyecto COMET-LA (Community-based Management of Environmental challenges in Latin America- Septimo Programa Marca de UE) en México en y Colombia. Particularmente analizando las relaciones de género para el manejo del recurso hídrico y la biodiversidad, en el municipio de Buenaventura Colombia en dos consejos comunitarios Alto y Medio Dagua AMDA y Bajo Calima y el caso del manejo Forestal de las comunidades indígenas de Santiago de Comaltepec-Oaxaca-México. El artículo pretende identificar los roles, sus cambios, las relaciones de poder y las percepciones que hombres y mujeres tienen sobre su territorio y sobre la gobernanza de recursos naturales.
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Coleta Seletiva Solidária em Belém (PA): alternativa de trabalho e renda sustentável (#0474)
Vanusa Carla Santos Pereira11 - Universidade Federal do Pará - UFPA.
Abstract:
A coleta seletiva em Belém-PA é uma necessidade, pois o consumo aumenta incessantemente e a quantidade de resíduos sólidos aumenta na mesma proporção e cria o problema sobre o que fazer com este lixo produzido. Uma das soluções tem sido reaproveitar os resíduos, para diminuir a quantidade de lixo direcionado aos aterros sanitários e ao mesmo tempo criar uma fonte de renda para os catadores, ou seja, um programa de coleta seletiva solidária, onde todos serão beneficiados, além dos benefícios ambientais de uma cidade livre de lixo. Assim, o objetivo deste trabalho é discutir estratégias para viabilizar a coleta seletiva solidária em Belém, num trabalho conjunto dos catadores, da Prefeitura, da comunidade e da UFPA. O sistema de cooperativas e associações de como se organiza a coleta seletiva em Belém se encaixa perfeitamente nas ideias da economia solidária, ou seja, uma tentativa de organizar o trabalho cooperativo e associativo, como um meio de erradicar a pobreza e o desemprego em massa existente em nosso país. Logo, uma alternativa para os trabalhadores, como geração de emprego e renda na economia. Esta é também uma maneira de combater a degradação dos recursos naturais, marginalidade, exclusão social e a deposição irregular dos resíduos sólidos. Os métodos da pesquisa são baseados na pesquisa – ação, pois esta metodologia é a mais adequada para nos orientar neste processo de indagações reflexivas e autoreflexivas a que nos propomos neste trabalho. Dados comprovam que a coleta seletiva traz uma economia significativa ao município de Belém, na questão da disposição do lixo no aterro, pois esta disposição é paga e o valor tem um impacto substancial nas contas públicas. Diminuindo esta disposição, via coleta seletiva, haverá uma diminuição nos gastos com lixo, que poderá ser direcionada a outras áreas essenciais a sociedade. Além do que, a coleta seletiva produz benefícios ao meio ambiente e leva a criação de emprego e renda aos catadores na nossa cidade.